segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Firmes por Onde Pertencemos (1TL7)

Paulo fala de cidadania enquanto está longe de casa, preso, limitado no corpo, mas livre na esperança. Para ele, “pátria” não é um território emocional nem um consolo abstrato. É um governo real, com um Rei vivo, e um futuro definido. Enquanto alguns vivem presos ao imediato, ao que se deteriora e passa, o cristão aprende a viver orientado por aquilo que ainda não se vê, mas já governa sua vida.

Essa cidadania se expressa, sobretudo, na promessa da transformação. O corpo que hoje carrega cansaço, dor e fragilidade não é o ponto final da história. A fé cristã não promete apenas sobrevivência da alma, mas redenção completa da existência. A ressurreição de Cristo redefine o destino humano: o que foi semeado em fraqueza será levantado em glória. A morte, que hoje parece inegociável, já recebeu sentença.

Por isso, a esperança cristã não é fuga do mundo, mas resistência dentro dele. Viver aguardando a manifestação final de Cristo reorganiza valores, escolhas e lealdades. Nada aqui é definitivo o suficiente para exigir nossa rendição total. Nenhuma perda é final. Nenhuma dor é soberana.

Hoje, permaneça firme no Senhor lembrando-se de onde vem sua identidade e para onde sua vida caminha. O presente é real, mas não é absoluto. A vida eterna não é um acréscimo à fé; é o alicerce silencioso que sustenta cada passo enquanto esperamos.

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