Essa cidadania se expressa, sobretudo, na promessa da transformação. O corpo que hoje carrega cansaço, dor e fragilidade não é o ponto final da história. A fé cristã não promete apenas sobrevivência da alma, mas redenção completa da existência. A ressurreição de Cristo redefine o destino humano: o que foi semeado em fraqueza será levantado em glória. A morte, que hoje parece inegociável, já recebeu sentença.
Por isso, a esperança cristã não é fuga do mundo, mas resistência dentro dele. Viver aguardando a manifestação final de Cristo reorganiza valores, escolhas e lealdades. Nada aqui é definitivo o suficiente para exigir nossa rendição total. Nenhuma perda é final. Nenhuma dor é soberana.
Hoje, permaneça firme no Senhor lembrando-se de onde vem sua identidade e para onde sua vida caminha. O presente é real, mas não é absoluto. A vida eterna não é um acréscimo à fé; é o alicerce silencioso que sustenta cada passo enquanto esperamos.
