O capítulo descreve com detalhes as colunas, os pátios, o trono, os utensílios, o bronze moldado com excelência. Tudo é feito com beleza, peso e permanência. A fé bíblica não despreza a arte, nem a estética, nem o cuidado com o que sustenta a vida diária. Deus não é glorificado apenas no altar, mas também na estrutura que governa o povo.
Hirão, o artífice, aparece como figura-chave. Um homem cheio de habilidade, entendimento e sabedoria para trabalhar o metal. A Bíblia faz questão de registrar seu nome, porque dons técnicos também são dons dados por Deus. Nem todo chamado é profético; alguns são construtivos. E ambos são necessários para que o Reino funcione.
As colunas recebem nomes: Jaquim (“Ele estabelece”) e Boaz (“Nele há força”). Antes mesmo de alguém entrar no templo, a mensagem já estava proclamada em silêncio: Deus é quem firma, Deus é quem sustenta. Não é o rei. Não é a nação. Não é a obra em si. É o Senhor.
Os utensílios são muitos, abundantes, quase impossíveis de contar. Isso revela que a glória de Deus não é mesquinha. Quando Ele provê, provê com suficiência. O serviço no templo não seria marcado por escassez, mas por plenitude. Onde Deus habita, há provisão adequada para o serviço.
1 Reis 7 nos lembra que a espiritualidade madura entende processos longos. Nem tudo que Deus aprova é rápido. Algumas construções exigem anos de fidelidade silenciosa. A pressa pode até levantar paredes, mas só a perseverança sustenta o que foi edificado.
Para enfrentar o dia de hoje, este capítulo nos ensina a honrar o tempo de Deus. Se algo em sua vida ainda está em construção, não confunda demora com abandono. Deus trabalha tanto naquilo que O glorifica diretamente quanto naquilo que sustenta sua caminhada diária.
Ele estabelece. Ele fortalece. E Ele conclui o que começou, no tempo exato, com glória suficiente e fundamentos que permanecem.
Prisioneiro em Cristo — Reflexões do Cárcere
