sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Sem nada para me gloriar (1TL9)

Não há justiça suficiente em nós para satisfazer as exigências da lei de Deus. Essa é a verdade que desmonta o orgulho e prepara o coração para a esperança. Se dependesse do nosso histórico, da nossa disciplina ou das nossas intenções, permaneceríamos separados. Mas Cristo assumiu o lugar do culpado para que o culpado pudesse receber o lugar de justo. A substituição não foi simbólica; foi real. Nele, somos aceitos como se não houvesse pecado.

Essa justiça atribuída não produz passividade. Ao contrário, inaugura transformação. A fé que recebe também se submete; a graça que perdoa também recria. O mesmo Salvador que nos cobre com Sua justiça passa a habitar no coração, operando o querer e o realizar. A segurança não está em uma declaração isolada do passado, mas em uma ligação viva e contínua com Ele. Separados, voltamos à autoconfiança; unidos, permanecemos firmes.

Vivemos em um tempo em que vozes disputam nossa confiança e reinterpretam a verdade. Por isso, estar alicerçado não é luxo espiritual, é necessidade urgente. A esperança que não se apoia na justiça de Cristo se tornará frágil diante das pressões e dos enganos.

Que hoje eu não me vanglorie de nada em mim mesmo, mas descanse somente na justiça de Cristo e permaneça ligado a Ele até o fim do dia.

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