Estar “separado” de Deus não é apenas condição jurídica; é estado do coração inclinado contra Ele. A mente se torna resistente, as obras se tornam distantes da justiça, e o orgulho tenta construir caminhos próprios. Mas o evangelho é simples e direto: incapazes de nos salvar, fomos alcançados por Aquele que tomou nossa condenação. Ao aceitarmos Sua morte como nossa, somos justificados; ao permanecermos unidos a Ele, somos transformados. A graça não anula a obediência — ela a torna possível.
Hoje, antes que o dia avance com suas pressões e distrações, é preciso responder à pergunta que ecoa desde o jardim. Não para informar a Deus nossa localização, mas para reconhecer nossa dependência. A reconciliação não é apenas um evento passado; é uma entrega renovada a cada manhã.
Que eu não me esconda entre justificativas, mas me apresente diante dAquele que me procura e me refaz.
