sábado, 7 de fevereiro de 2026

Quando as tempestades se multiplicam: um mundo ferido, a criação que geme e os sinais do tempo (2026.02.07)

Nos últimos meses, uma sequência de tempestades severas atingiu diferentes regiões do planeta, deixando um rastro de destruição material, deslocamentos humanos e interrupções profundas da vida cotidiana. Não se trata de um único evento extraordinário, mas de ocorrências sucessivas, distribuídas geograficamente e próximas no tempo — um padrão que chama a atenção de quem observa a história com sobriedade.

Entre os episódios mais significativos, destacam-se:

1) Tempestade Kristin

📅 27–31 de janeiro de 2026
🌍 Impactou Portugal, Espanha, Gibraltar, Marrocos, Itália, Grécia e os Bálcãs.
A tempestade — um ciclone extratropical de grandes proporções — trouxe ventos fortes acima de 100 km/h, chuva intensa, inundações e milhões de euros em danos, com mais de mil feridos relatados e áreas extensas sem energia elétrica.

2) Tempestade Harry

📅 16–23 de janeiro de 2026
🌍 Afetou grande parte da Europa ocidental e mediterrânea — incluindo Ilhas Canárias, Espanha, Portugal, França, Itália e Norte da África.
Foi um sistema extenso de ciclone que deixou centenas de mortos e provocou naufrágios, deslizamentos e interrupções significativas de transporte e serviços públicos.

3) Tempestade Leonardo

📅 4–6 de fevereiro de 2026
🌍 Castigou Espanha e Portugal, causando enchentes extremas, evacuações em massa (milhares de pessoas deslocadas), múltiplas mortes e riscos crescentes de transbordamento de rios.

4) Ciclone Fytia (Madagascar)

📅 Final de janeiro – início de fevereiro de 2026
🌍 Madagascar enfrentou o ciclone tropical Fytia, que trouxe chuvas torrenciais, ventos fortes e inundações generalizadas, afetando dezenas de milhares de pessoas e destruindo infraestrutura local.

5) Inundações no Noroeste do Pacífico (Canadá e EUA)

📅 A partir de 8 de dezembro de 2025
🌍 Uma “atmospheric river” — um corredor de umidade intenso — desencadeou chuvas extremamente elevadas no Noroeste do Pacífico (estado de Washington e província de British Columbia), resultando em enchentes persistentes, praias e áreas agrícolas alagadas, e declarações de emergência.

6) Tempestades com tornados e chuva severa (Estados Unidos)

📅 25 de janeiro de 2026
🌍 Sistema de tempestades generalizadas no centro e sudeste dos EUA provocou ventos destrutivos, tornados isolados, inundações rápidas e danos urbanos. (Relatos climáticos globais incluem essa sequência sob eventos severos)

7) Chuvas extremas na Ásia (nov/dez 2025)

📅 Final de novembro de 2025
🌍 Tailândia, Vietnã, Sri Lanka e Filipinas sofreram chuvas devastadoras e inundações ligadas ao monçom e sistemas tropicais, com centenas de mortos e milhares deslocados.

8) Ciclone Ditwah

📅 26 de novembro – 4 de dezembro de 2025
🌍 O ciclone tropical Ditwah trouxe chuva intensa e fortes ventos ao Sri Lanka e sul da Índia, resultando em grandes prejuízos materiais e centenas de vítimas em novembro-dezembro de 2025. 

Esses eventos, observados em conjunto, revelam frequência elevada e intensidade relevante em curto espaço de tempo. Não são episódios idênticos, nem possuem a mesma causa imediata, mas compartilham um elemento comum: a fragilidade de um mundo que já não se encontra em equilíbrio.

A criação exposta ao pecado, não o juízo de Deus

É fundamental fazer uma distinção clara. A Bíblia não apresenta fenômenos naturais extremos como atos diretos de juízo divino lançados sobre populações específicas. Essa leitura simplista não corresponde ao testemunho das Escrituras. O que a Palavra descreve é algo mais profundo: um mundo exposto às consequências do pecado, onde a criação, que originalmente era harmoniosa, passou a conviver com desordem, desgaste e sofrimento.

O apóstolo Paulo expressa isso com precisão:

“Porque sabemos que toda a criação geme e está juntamente com dores de parto até agora.”
📖 Romanos 8:22

O gemido da criação não é punição pontual, mas condição contínua. A natureza sofre porque o mundo foi separado de sua ordem original. Tempestades, terremotos e fomes não são enviados como sentenças, mas manifestam a realidade de uma criação ferida, sujeita à corrupção e à instabilidade.

O ensino de Cristo: sinais, não condenação

Ao falar dos acontecimentos que marcariam o tempo do fim, Jesus incluiu fenômenos naturais entre os sinais, mas jamais os tratou como instrumentos de condenação direta:

“E haverá fomes, pestes e terremotos, em vários lugares.”
📖 Lucas 21:11

A expressão “em vários lugares” indica repetição, dispersão e continuidade. Cristo não diz “para castigar”, mas para sinalizar. Esses eventos funcionam como marcadores históricos, revelando que o mundo caminha para um ponto de esgotamento, onde as estruturas — naturais e humanas — mostram seus limites.

Jesus ainda compara esse processo às dores de parto:

“Tudo isso é o princípio das dores.”
📖 Mateus 24:8

Dores de parto não são punição; são sinais de um processo em andamento. Elas se intensificam, tornam-se mais frequentes e anunciam que algo novo se aproxima. Da mesma forma, os eventos extremos não apontam para um Deus irado, mas para um mundo que já não consegue sustentar a ilusão de estabilidade permanente.

Discernimento em vez de medo

A profecia bíblica não convida à paranoia nem à busca de culpados humanos ou naturais. Também não deposita esperança em explicações ideológicas que prometem controle total dos ciclos da Terra. Ela chama à lucidez espiritual: reconhecer que a criação sofre, que o homem é limitado e que a história avança em direção a um desfecho anunciado.

Quando tempestades se sucedem em continentes diferentes, a pergunta essencial não é “quem pagar”, mas em que estamos confiando. A confiança absoluta em soluções humanas se mostra frágil diante de uma criação que geme. A confiança em Deus, porém, permanece firme.

“Quando estas coisas começarem a acontecer, olhai para cima e levantai a vossa cabeça…”
📖 Lucas 21:28

As tempestades não são o juízo de Deus. São o sinal visível de um mundo quebrado, aguardando restauração. E, para quem lê a história à luz da profecia, elas reforçam que o tempo segue avançando — não ao acaso, mas dentro de um plano maior.

Quem tem ouvidos, ouça.

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