Por isso a Escritura apresenta algo único: não apenas alguém parecido com Deus, mas Deus tornado visível. Cristo não é um reflexo imperfeito; Ele é a expressão exata do caráter divino. Nele, o invisível ganha rosto, voz e ações. Quem observa Sua compaixão, Sua justiça e Sua firmeza diante do mal está vendo como o próprio Deus age. A revelação não acontece por conceitos abstratos, mas por uma vida vivida entre os homens.
Assim, a restauração da imagem perdida não ocorre por esforço de autoaperfeiçoamento, e sim por contemplação. Ao olhar para Cristo, o ser humano começa a ser transformado. O caráter é moldado não pela tentativa de imitar externamente, mas pela comunhão que recria internamente. A imagem de Deus volta a surgir onde antes havia apenas distorção.
Hoje, antes de olhar para si mesmo, olhe para Cristo. É nEle que você aprende quem Deus é — e, silenciosamente, quem está sendo chamado a se tornar.
