domingo, 15 de fevereiro de 2026

Ver o Invisível (1TL8)

O ser humano foi criado para refletir Deus, mas não para contê-Lo. Desde o princípio carregamos traços do Criador — capacidade de amar, escolher, criar, relacionar-nos — porém essa imagem foi ferida pelo pecado. Continuamos sendo representação, nunca revelação plena. Olhamos para nós mesmos e vemos apenas fragmentos: intenção misturada com falha, desejo de bem convivendo com inclinação ao mal.

Por isso a Escritura apresenta algo único: não apenas alguém parecido com Deus, mas Deus tornado visível. Cristo não é um reflexo imperfeito; Ele é a expressão exata do caráter divino. Nele, o invisível ganha rosto, voz e ações. Quem observa Sua compaixão, Sua justiça e Sua firmeza diante do mal está vendo como o próprio Deus age. A revelação não acontece por conceitos abstratos, mas por uma vida vivida entre os homens.

Assim, a restauração da imagem perdida não ocorre por esforço de autoaperfeiçoamento, e sim por contemplação. Ao olhar para Cristo, o ser humano começa a ser transformado. O caráter é moldado não pela tentativa de imitar externamente, mas pela comunhão que recria internamente. A imagem de Deus volta a surgir onde antes havia apenas distorção.

Hoje, antes de olhar para si mesmo, olhe para Cristo. É nEle que você aprende quem Deus é — e, silenciosamente, quem está sendo chamado a se tornar.

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