quarta-feira, 25 de março de 2026

Entre dois amores (1TL13)

A fé verdadeira não é testada apenas no início, mas na permanência. Lucas permaneceu. Demas desistiu. A diferença entre os dois não estava no ponto de partida, mas no que dominava o coração. Um escolheu Cristo até o fim; o outro se deixou atrair pelo mundo. Essa é a tensão silenciosa que atravessa toda a vida cristã: entre o eterno e o imediato, entre o invisível e o que se vê.

O mundo não se apresenta apenas como oposição aberta, mas como distração sutil. Ele oferece conforto, reconhecimento, facilidades — tudo aquilo que, pouco a pouco, enfraquece o compromisso com Deus. O perigo não está apenas em negar a fé, mas em diluí-la. É quando Cristo deixa de ser o centro e passa a ser apenas mais uma parte da vida.

Por isso, o chamado é claro: vigiar. Não viver distraído, mas consciente. Não adiar decisões espirituais, mas responder hoje. A volta de Cristo não será anunciada com aviso prévio para preparação tardia. Ela encontrará cada coração exatamente onde estiver.

No grande conflito, não há neutralidade. Servimos a quem amamos. E amamos aquilo que escolhemos alimentar todos os dias.

Hoje, a escolha não será feita em palavras, mas em direção.
Que meu coração não se divida — que ele pertença inteiramente a Deus.

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