sábado, 14 de maio de 2011

Terremoto de 5,7 graus sacode a costa de Fukushima

Tóquio, 14 mai (EFE).- Um terremoto de 5,7 graus na escala Richter sacudiu a costa da província japonesa de Fukushima na manhã deste sábado, sem reportes sobre danos na região nem nas duas usinas nucleares localizadas na área.

O terremoto ocorreu às 8h36 da hora local (20h36 de Brasília) e seu epicentro foi localizado em frente à costa de Fukushima, a uma profundidade de 30 quilômetros, sem que tenha gerado um alerta de tsunami, segundo informou a Agência Meteorológica do Japão.

O tremor foi sentido com uma intensidade de 4 na escala japonesa - com máximo de 7 - na cidade de Iwaki, e não causou problemas nas usinas nucleares de Fukushima Daiichi e Daini.

O terremoto foi sentido em Tóquio e na maior parte do nordeste japonês, mas com uma intensidade relativamente baixa.

A região é castigada por frequentes tremores desde 11 de março, quando o terremoto de 9 graus e o posterior tsunami devastaram a costa noroeste do Japão e provocaram o grave acidente na usina nuclear de Fukushima Daiichi.

Desde 11 de março, o Japão sofreu mais de 500 réplicas superiores a 5 graus na escala Richter, a maioria das quais gerou mais angústia entre a população do que danos.

Fonte - BOL

Nota DDP: Veja também "Terremoto de magnitude 5,9 atinge Costa Rica".

sexta-feira, 13 de maio de 2011

"Maria pode fazer a ponte entre cristianismo e islamismo"

"O arcebispo de Boston, cardeal Sean O’Malley, considerou esta sexta-feira, em Fátima, que a morte de Bin Laden lembra “o confronto entre o Ocidente Cristão e os expoentes radicais do Islão”, para cuja resolução pode ser importante o papel de Maria.

Sublinhando que no capítulo 19 do Alcorão “41 versos sobre Jesus e Maria” e que “Fátima era a filha predilecta de Maomé” e que quando ela morreu Maomé escreveu “serás a mais abençoada de todas as mulheres no paraíso, depois de Maria”, O’Malley mostrou-se convicto de que “Maria ajudará a fazer a ponte entre o Cristianismo e o Islão”.

Perante milhares de peregrinos concentrados no recinto do Santuário, Sean O’Malley lembrou que “na primeira década do século XXI, o mundo continua abalado pela guerra e pela violência, depois do século XX ter sido o “mais sangrento, mais violento da história da humanidade”.

Foi o século “que viu nascer o comunismo, o nazismo e o fascismo”, disse o arcebispo de Boston, sublinhando que foi o século “do holocausto e da bomba atómica, de duas guerras mundiais, do aborto e da eutanásia legalizados”.

A mensagem de Fátima, com a sua visão apocalíptica, veio num momento crucial da nossa história”, afirmou, recordando que, quando era criança, rezava todos os diaspela conversão da Rússia e pela queda da Cortina de Ferro, e essas preces foram ouvidas”.

Para o presidente das cerimónias da peregrinação que hoje começou na Cova da Iria, “a mensagem de N.ª Sr.ª de Fátima é sempre actual, sempre crucial”.

E é por isso que três papas cá vieram celebrar a eucaristia e chamar a atenção do mundo para a mensagem de oração, penitência e conversão trazida por Maria”, disse.

Maria encoraja-nos a viver uma vida cristã autêntica obedecendo aos mandamentos de Deus e cumprindo os deveres inerentes ao nosso estado de vida”, acrescentou o arcebispo de Boston."

Fonte: Diário de Notícias (negritos meus para destaque)

Nota O Tempo Final: Ao que parece, começa a traçar-se a confirmação da proposta há muito apresentada pelo irmão Walter Veith: a figura de Maria será crucial nos desenvolvimentos que colocarão o islão "sob o domínio" do Vaticano.

Fiquemos atentos! Creio que este é um dado muito importante neste processo.

Entretanto, e paralelamente, não consigo deixar de destacar dois pormenores:

1. Reparou na referência às interpretações católicas de profecias do Apocalipse, atribuindo à intercessão de Maria o fim dos regimes políticos altamente opressivos que vigoraram em força no século passado?

2. Diz o cardeal que Maria propõe uma "vida cristã autêntica obedecendo aos mandamentos de Deus"; em vez de "Maria propõe", dissesse ele "Maria propôs enquanto foi viva" e estaria perfeitamente correto e seria uma expressão digna do maior destaque! Assim como está, só induz em (mais) erro.

Igrejas cristãs confirmam compromisso com a unidade

FRIBURGO, quinta-feira, 12 de maio de 2011 (ZENIT.org) - Dez anos depois da Charta Oecumenica (Estrasburgo, 22 de abril de 2001), o compromisso com o diálogo e a colaboração para o anúncio conjunto do Evangelho continua atual, apesar das dificuldades.

É o que declararam o presidente da Federação das Igrejas Protestantes Suíças (FEPS), Gottfried Locher, e o presidente da Conferência Episcopal suíça (CES), Dom Norbert Brunner, por ocasião do aniversário da carta, celebrado nesta segunda-feira em Friburgo pelo Conselho das Conferências Episcopais da Europa (CCEE) e pela Conferência das Igrejas Europeias (KEK).

“A FEPS leva a sério este compromisso, porque as igrejas que anunciam juntas a Boa Nova têm mais credibilidade”, afirmou Locher.

“Os compromissos da Charta Oecumenica devem ser mais do que palavras bonitas. A unidade visível cresce através das estruturas exteriores, mas principalmente através da força da fé interior das nossas igrejas”.

A mesma opinião tem Dom Norbert Brunner. Sobre as atuais dificuldades no caminho ecumênico, o presidente da CES destacou que “a Charta Oecumenica não considera o diálogo e a colaboração como um fim, mas como a condição para o verdadeiro objetivo do movimento ecumênico: reunir a humanidade na única Igreja de Jesus”.

Locher, por sua vez, enfatizou que o movimento ecumênico deve partir de baixo: “Vejo com alegria paróquias em que a Charta é vivida e faz parte integrante da própria concepção da Igreja. Esta era a intenção e a esperança do acordo concluído há dez anos”.

Na Suíça, a Charta Oecumenica, que não tem caráter dogmático-magisterial nem jurídico-eclesial algum, continua sendo um dos principais documentos ecumênicos da última década.

A Charta Oecumenica é um processo em continua construção, que já definiu, de uma forma ou de outra, o caminho ecumênico de várias comunidades eclesiais na Europa, como garantem as numerosas traduções (mais de trinta, do árabe ao espanhol e do grego ao esperanto) e as dezenas de igrejas, comunidades, associações e movimentos eclesiais que a assinaram.

A penetração da Charta Oecumenica no tecido institucional eclesial e social europeu é tamanha que até documentos de instituições laicas a citam, como a Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa.

Fonte - Zenit

Cristãos e sindicatos europeus se unem para defender o descanso dominical

"Em 20 de junho será lançado em Bruxelas a Aliança Européia para o domingo. Pela primeira vez, sindicatos e igrejas da Europa estão na mesma linha". É o que garante a Comissão dos Bispos da União Europeia (COMECE), que adverte que as razões da aliança são tanto religiosas como sócio-políticas.

A proteção do domingo, cujo desaparecimento, na prática, como um dia festivo "poria em cheque um benefício social milenar" conduz à denúncia de uma nova escravidão: Enquanto muitos podem usar este dia para desfrutar de sua família e amigos, cada vez são mais aqueles que têm que trabalhar em grandes centros comerciais e de entretenimento.

Além da Igreja Católica, várias instituições evangélicas aderiram à iniciativa. E da Espanha aderiu a Irmandade Obreira de Ação Católica (em espanhol, HOAC).

Fonte: InfoCatólica

NOTA Minuto Profético: Desde o ano passado o movimento pela guarda do domingo tem se intensificado na União Européia, pretendendo mesmo até buscar assinaturas para levar ao Parlamento Europeu. Como pode ser visto, a Santa Sé nunca desistiu de suas pretensões de governar todas as nações e todas as consciências individuais, alcançando novamente a supremacia mundial. Sua grande marca é o domingo, e é por aí que todos deverão se curvar. Vale lembrar que isso representa um erro duplo: o verdadeiro dia de guarda na bíblia é o sábado (sétimo dia), e nenhum dia de guarda deveria ser imposto por lei civil, uma vez que isso fere o princípio de separação entre Igreja e Estado.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Terremoto de Lorca: o mais grave da Espanha desde 1956

O terremoto registrado nesta quarta-feira na cidade de Lorca, no sudeste da Espanha, e que provocou a morte de pelo menos dez pessoas e deixou várias feridas, é o mais grave registrado no país nos últimos 50 anos. O sismo que provocou o maior número de vítimas na Espanha desde a década de 1950 foi o registrado em 20 de abril de 1956. Esse terremoto causou a morte de 12 pessoas, deixou mais de 70 feridas e levou ao desabamento de 500 edifícios em Granada. O último terremoto com vítimas foi o de 28 de fevereiro de 1969, no litoral da também província de Huelva, que atingiu 7,5 graus na escala Richter e deixou quatro mortos por ataques cardíacos. Os dois terremotos registrados nesta quarta-feira na região de Múrcia, com epicentros localizados em Lorca, foram ocasionados por um “deslizamento horizontal da falha” dessa região, informaram fontes da unidade de registro sísmico da Universidade de Alicante. Um dos responsáveis da unidade explicou que a falha de Lorca tem uma superfície de entre 40 e 50 km e está situada em “um nível praticamente superficial”. Na Espanha, são registrados cerca de 2,5 mil terremotos por ano, dos quais apenas dois, em média, são sentidos pela população por mês, segundo a rede sísmica do Instituto Geográfico Nacional.

(Terra)

Nota Michelson Borges: Curiosamente, há 30 anos o astrônomo Raffaele Bendandi previu um terremoto na Itália relacionado com o alinhamento de alguns planetas. Teria errado apenas o local? A propósito, o vulcão Etna está em atividade neste momento. Confira aqui.[MB]

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Não existe crise financeira

Começo por confirmar aquilo que leu acima: é isso mesmo! Não existe crise financeira! Ainda que todas as notícias à nossa volta girem em torno de dificuldades financeiras e de como os governantes tentam fazer-lhes face, o que realmente tem sucedido é que o setor financeiro é apenas o objeto, ou face visível do real problema que existe, da raiz de toda a perturbação. Infelizmente, são poucos os que têm feito um diagnóstico certo ao problema, o que, desde logo, coloca em causa a implementação de uma solução eficaz.

Passo a explicar melhor: se a questão fosse eminentemente de âmbito financeiro, seria expetável que a injeção de fundos pudesse se não resolver totalmente, pelo menos obstar a que a situação se agravasse e, no mínimo, verificaríamos melhoras. Mas não é isso que tem sucedido; veja-se o caso europeu da Irlanda e da Grécia, que após terem já recebido há alguns meses avultadíssimas quantias de dinheiro, continuam com graves problemas que ameaçam, dizem, a falência do estado (!).

Contudo, creio que podemos, ao observar mais atentamente, confirmar sem necessidade de recorrer a dados técnicos, que estamos perante um problema de ordem não financeira, mas sim moral.

E moral, porquê? Porque todos os problemas com a falta de dinheiro ou liquidez, quer de empresas ou particulares, têm a sua origem na ganância do possuir, na ânsia desmedida de ter, numa quase loucura que não se contenta com o suficiente nem com o excesso - é preciso é somar sempre, acrescentar cada vez mais, não importando nem fazendo caso de princípios e valores de temperança, honestidade e seriedade. O acumular de tesouros que se medem através de números numa conta bancária, tornou-se a obsessão descontrolada de uma ambição humana que não se importa de atropelar quem seja mais frágil se isso representar o tal possuir e ter mais, sempre muito mais.

Daqui vem que para um problema moral, exigir-se-ão soluções morais, que corrijam comportamentos e regulem hábitos.

Mas, numa sociedade secular e materialista, onde impera a lei do lucro sobre a dos valores, como definir ao certo entre o que é moralmente aceitável ou reprovável? Como estabelecer um padrão de comportamento que seja consensual e respeitado por todas as partes?

Aparentemente, não é possível. Por isso, todas as tentativas de resolução se voltam para o objeto que é, paradoxalmente, a raiz de todos os problemas: o dinheiro, o bem material. Dito de outra forma: a procura desenfreada e sem regras por mais valor material tem causado problemas? Não é grave! Injeta-se ainda mais dinheiro e tudo ficará bem! Ou seja, ataca-se o problema... com o problema.

Mas, as normas que regulam as decisões são exatamente as mesmas desde sempre verificadas. E nada mais pode acontecer do que entrar num ciclo vicioso, cujos intérpretes, de tão cegos que ficaram, eventualmente nem se apercebem que dele fazem parte. Ou, apercebendo-se, não querem sair, preferindo insistir na busca incessante do mesmo de sempre: o que é material.

Curiosamente, e aqui está o que me parece mais relevante em tudo isto, creio que não falta muito tempo para que, agudizando-se a dita crise, todo o mundo reconheça uma única saída para esta questão.

Disse atrás que este era um problema moral. E isso provar-se-á definitivamente, quando se erguer alguém que se apresente como a solução moral para solucionar os problemas, o que ninguém até então se demonstrou capaz de fazer.

Quem, no espetro das grandes figuras mundiais, se tem mostrado mais preocupado com um retorno a práticas que assegurem o rigor em princípios e valores que incluam o respeito pelo outro, a manutenção e promoção de práticas sérias e até mesmo abnegadas, um exercício de responsabilidade social, etc., sempre segundo aquilo que ele mesmo define como certo e errado?

Já se deu conta que os governantes políticos têm perdido cada vez mais credibilidade (porque a maioria faz parte deste sistema corrupto!)? Então, coloque-se no lugar do comum cidadão: se não podemos acreditar e confiar em políticos, talvez possa haver um governante religioso que consiga (re)introduzir na sociedade esses tais valores morais cuja violação tanto mal nos tem causado!

Dirá que tudo isto é pura especulação minha - aceito isso. Mas em breve se verá se a especulação não se torna realidade concreta na pessoa do suspeito do costume...

Fonte - O Tempo Final

"Ainda Existe Esperança" - Audiobook


Introdução – O Autor da Esperança
Capítulo 1 – Esperança para Você
Capítulo 2 – A Esperança dos Séculos
Capítulo 3 – Amor Incomparável
Capítulo 4 – O Mestre da Esperança
Capítulo 5 – Palavras de Esperança
Capítulo 6 – Valores Eternos
Capítulo 7 – Verdades Essenciais
Capítulo 8 – A Fonte da Felicidade
Capítulo 9 – Milagres Prodigiosos
Capítulo 10 – Nascido para Morrer
Capítulo 11 – O Maior Presente
Capítulo 12 – Vida para Sempre
Capítulo 13 – Amigos da Esperança
Capítulo 14 – A Esperança do Futuro
Conclusão – O Caminho da Esperança

Fonte - Esperança

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Forte tremor atinge capital do México

CIDADE DO MÉXICO, 5 MAI (ANSA) - Um forte tremor de terra, de 5,8 graus na escala Richter, atingiu a região centro-sul do México, incluindo a capital.

O terremoto foi registrado às 8h24 locais (10h24 no horário de Brasília) e ativou o alarme sísmico em edifícios públicos e emissoras de rádio e TV. No entanto, não há informações sobre vítimas.

Milhares de pessoas tiveram que deixar os locais mais altos da cidade. Cinco helicópteros da prefeitura começaram sobrevoaram a capital para verificar a existência de alguma emergência.

O prefeito da Cidade do México, Marcelo Ebrard, anunciou que foi aplicado imediatamente o protocolo habitual para casos de desastre, que inclui medidas para identificar possíveis danos ou localizar eventuais vítimas.

O Serviço Sismológico Nacional informou que o epicentro do abalo foi localizado a 51 quilômetros a leste de San Marcos, no estado de Guerrero, na região sul do país.

Fonte - ANSA

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Estados Unidos querem se aliar ao Vaticano

Os Estados Unidos têm interesse em ser um aliado do Vaticano, de acordo com documentos revelados pelo site WikiLeaks e antecipados nesta quinta-feira pela revista italiana L’Espresso. Segundo os documentos, a secretária de Estado americana Hillary Clinton teria orientado os embaixadores e diplomatas do país a criarem uma página na internet para acompanhar as novidades do governo pontifício. “O Vaticano pode ser uma potência aliada ou um inimigo ocasional. Devemos fazê-lo ver que a nossa política pode ajudá-lo a avançar em muitos princípios”, orientou o Departamento de Estado. Os relatórios, que serão publicados na sexta-feira pela revista, informam que os Estados Unidos consideram o Vaticano um modelo a ser estudado com atenção. “Trata-se de uma armada impressionante: 400 mil sacerdotes, 750 madres, cinco mil monges e frades, relações diplomáticas com 177 países, três milhões de escolas, cinco mil hospitais, braço operativo da Caritas com 165 mil voluntários e dependentes que prestam assistência a 24 milhões de pessoas”, afirmam os documentos.

O Departamento de Estado americano ainda apontou que a relação do país com o governo pontifício deve ser construída com cuidado. “Tudo depende da relação que possamos construir: devemos trabalhar juntos quando as nossas posições são complementares, assegurando que a nossa linha seja compreendida quando são divergentes”, dizem os textos.

(Veja)

Nota Michelson Borges: Há um século (quando isso era inconcebível), Ellen White escreveu: “Os protestantes dos Estados Unidos serão os primeiros a estender as mãos através da voragem para apanhar a mão do espiritismo [de onde vêm, por exemplo, as principais produções espíritas do mundo]; estender-se-ão por sobre o abismo para dar mãos ao poder romano; e, sob a influência desta tríplice união, este país seguirá as pegadas de Roma, desprezando os direitos da consciência” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 588). Será que falta muito para que essa tríplice união seja consolidada? Tarefa de casa: reler atentamente o capítulo 13 do Apocalipse.

João Paulo II e Bento XVI, as duas faces de um mesmo projeto

CIDADE DO VATICANO (AFP) - Apesar de tudo que os opunha, Bento XVI, o sóbrio professor que esteve sempre à sombra do grande comunicador João Paulo II, encarna o mesmo projeto de seu antecessor, que será beatificado no domingo: resistir à decadência da fé.

"O Papa alemão contribui para redescobrir a autenticidade da mensagem do Evangelho, depois de um Papa polonês que lhe deu visibilidade", resume um cardeal que pediu o anonimato, poucos dias antes da beatificação de Karol Wojtyla.
...
João Paulo II se converteu rapidamente em um super astro, cuja influência iria para além do mundo cristão, mobilizando multidões em cada uma de suas viagens.
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Quando este campeão de Deus morreu em 2005, poucos eram os que conheciam o alemão Joseph Ratzinger, para além de sua função de prefeito intransigente da doutrina da fé, apelidado de "Panzerkardinal".

Após seis anos de pontificado, Bento XVI está longe da popularidade de seu antecessor, mas soube imprimir sua marca, embora com erros que soube reconhecer.
...
No entanto, o Papa alemão perpetua a mensagem de João Paulo II, que consiste em propor ao mundo moderno a fé em sua integridade e resistir às críticas multifacetadas e ao desinteresse.

João Paulo II era um homem de intuições e gestos fortes. Joseph Ratzinger - a quem Wojtyla chama de "O Cardeal" com deferência e que o havia impedido de se aposentar - é homem de livros e sermões que prega a "beleza" da mensagem com precisão e clareza.

"É um Papa que argumenta o que diz", afirma o vaticanista Sandro Magister, da Rádio Vaticano.

"O anúncio (do Evangelho) é a prioridade deste pontificado, seu anúncio sempre é argumentado", acrescenta.

"Fé e razão" é uma das chaves que une os dois Papas. Ratzinger assistiu a Wojtyla em suas encíclicas sobre o tema. Razão e ciência devem admitir a dimensão religiosa do Homem. Crentes e não crentes podem se entender com base nos valores fundamentais. E nada é indiferente aos cristãos: dimensão social, cultural e ambiental.

Portadores desta mensagem nova e fundamentalmente conservadora, os dois Papas se uniram através de sua aversão pelo totalitarismo que ambos conheceram em sua juventude. E também por sua visão muito pessimista sobre o "relativismo", a defesa da família e da moral sexual, o respeito à tradição cristã, sem medo da impopularidade nestes temas.

Existe, no entanto, uma diferença em relação à instituição.

João Paulo II tinha confiança e era pouco exigente. Bento XVI está mais atento aos desvios. Depois do excesso de emoções e do impulso missionário de Wojtyla, Ratzinger iniciou uma obra tendente a dar coerência à mensagem e a moralizar a Igreja.

Fonte - Yahoo
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