terça-feira, 25 de agosto de 2015

Fé no clima: o ECOmenismo ganha força

Todos pela Terra

À primeira vista, a diversidade de participantes faz até a gente pensar naquelas piadas clássicas (“um padre, um rabino e um pastor evangélico entram num boteco e...”), mas a conversa é séria. Nesta terça, dia 25 de agosto, um grupo variado e bastante representativo de lideranças religiosas do Brasil e do exterior vai se reunir no Rio de Janeiro para manifestar o apoio de suas denominações à luta contra as mudanças climáticas causadas pela ação humana. Estou falando do Encontro Internacional Fé no Clima, organizado pelo Iser (Instituto de Estudos da Religião), em parceria com o GIP (Gestão de Interesse Público). Como os leitores mais assíduos deste blog devem imaginar, a ação conjunta inter-religiosa se inspira no exemplo da encíclica Laudato Si, uma espécie de chamado às armas do papa Francisco para evitar os piores efeitos da mudança climática, e tem a intenção de influenciar os debates da Conferência do Clima da ONU em Paris, que acontece no fim deste ano.

Os 12 participantes devem falar tanto da visão que suas tradições religiosas possuem sobre a necessidade de respeitar o ambiente quanto das ações concretas que suas comunidades estão tomando em relação aos problemas ambientais. No fim das contas, deverão assinar um documento de consenso, a Declaração Fé no Clima, que será encaminhada ao governo federal.

Confira a lista de participantes: André Trigueiro (espírita e jornalista), Ariovaldo Ramos (pastor evangélico), Mãe Beata de Yemanjá (Iyalorixá do Ilê Omi Ojuarô), Dolores (Inkaruna) Ayay Chilón, professor de Quechua, da tradição Andina, Mãe Flávia Pinto (umbandista), Rv. Fletcher Harper (pastor episcopal norte americano), Pe. Josafá Carlos de Siqueira S.J (Igreja Católica), Kola Abimbola (Babalorixá Yorubá e acadêmico nigeriano), Léo Yawabane (tradição indígena Huni Kuin, do Acre), Lama Padma Samten (monje budista), Rabino Nilton Bonder (tradição judaica) e Timóteo Carriker (pastor presbiteriano).

Espero voltar a esse assunto em breve, até porque algumas das visões expressas pelo papa Francisco em sua encíclica ambiental chegam perto de ser revolucionárias. De qualquer modo, conseguir juntar tantas crenças juntas em favor de um objetivo no qual a ética e o conhecimento científico caminham lado a lado já merece comemoração.

(Reinaldo José Lopes, Folha de S. Paulo)

Nota Criacionismo: Você ainda duvida do poder de coesão que a bandeira ecológica tem e da crescente influência do papa como líder incontestável desse movimento que transpõe os limites religiosos e arranca suspiros de admiração até dos jornalistas? Cinco anos atrás, concedi entrevista ao jornalista Reinaldo (autor do texto acima), na qual expus minha opinião sobre o ECOmenismo (confira aqui).

Erton Köhler: “A Igreja precisa se modernizar sem se mundanizar”

Poços de Caldas, MG… [ASN] O presidente da Igreja Adventista em oito países sul-americanos, pastor Erton Köhler, anunciou quatro frentes de trabalho para a denominação para os próximos cinco anos: reforço do discurso sobre os dons espirituais; desenvolvimento de iniciativas que engajem crianças e jovens no evangelismo; exploração do potencial da comunicação e atualização da formação teológica. Essas quatro diretrizes, no entanto, não tiram a ênfase dada nos últimos anos no evangelismo individual.”A Igreja precisa se modernizar sem se mundanizar”, destacou Köhler.

O discurso do presidente da Igreja Adventista para a América do Sul aconteceu neste domingo, 23 de agosto, durante a abertura do concílio integrado das instituições e sedes administrativas da Igreja Adventista no Estado de São Paulo. O evento acontece em Poços de Caldas, cidade mineira na divisa com o estado paulista.

Evangelismo individual

A abertura do evento destacou o primeiro ano do lançamento do Desafio 1+1, programa que envolve todas as ações dos adventistas no Estado de São Paulo. O projeto incentiva os fiéis a influenciarem ao menos uma pessoa ao batismo no período de um ano. Outras iniciativas semelhantes são realizadas em todo o território sul-americano. “Esses programas são legais pois criam uma identidade para a Igreja em cada região. Os nomes dos projetos podem até mudar, porém o desafio é o mesmo: envolver todos os membros para batizar outros”, ressaltou. Köhler lembrou ainda que se cada adventista batizasse ao menos uma pessoa por ano, oito países da América do Sul se tornariam adventistas em 9 anos.

Para que cada membro possa influenciar outra pessoa ao batismo é necessário que ele descubra onde ele se sente melhor para fazer a missão. Por isso, de acordo com o presidente da Igreja Adventista, é necessário que cada membro descubra qual o dom ou talento ele pode usar para ajudar no evangelismo. “Cada um tem que encontrar a melhor forma de evangelizar. Coloque a missão naquilo que você gosta”. Além desta ênfase, outras 3 diretrizes irão nortear o trabalho da Igreja Adventista nos próximos cinco anos.

Maior atenção para a maioria

Os números da Igreja Adventista apontam que cerca de 60% dos membros, dos batismos e da apostasia acontecem entre jovens e crianças. A tendência é que, nos próximos anos, seja intensificado o desenvolvimento de estratégias que contemplem crianças e jovens. O objetivo é oferecer a base doutrinária da Igreja de forma acessível ao público que é a maioria da Igreja Adventista na América do Sul, além de oferecer ferramentas para que eles se envolvam no evangelismo.

Parte dessa estratégia envolve iniciativas na área da comunicação. Atualmente, estima-se que 1,6 mil templos adventistas transmitam cultos utilizando recursos da internet. Outras 3,5 mil igrejas mantêm um site ou perfil nas redes sociais. “Precisamos organizar essas iniciativas e capacitar os membros para que eles oferecem conteúdo com qualidade doutrinária e técnica”, pontuou Köhler. Nos próximos anos será possível ver a mensagem bíblica sendo apresentada nos diversos meios de comunicação (TV, web ou aplicativos para dispositivos móveis) e nas diversas narrativas (livros, séries e games) para explorar o potencial da comunicação na era digital.

Formação pastoral

A quarta frente de trabalho apresentada pelo presidente da Igreja Adventista para oito países sul-americanos foi a reformulação da matriz curricular dos cursos de Teologia. A atual base foi feita há mais de 30 anos. Desde então, o mundo passou pela revolução digital que transformou o pensamento da maior parte da população – principalmente a de grandes centros urbanos – para uma condição pós-moderna. “Não se trata de uma revisão doutrinária. Alguns temas periféricos que fazem parte da formação pastoral podem ser reavaliados e mudar para atualizar a matriz curricular dos cursos de Teologia”, explicou.

Concílio Integrado

É uma reunião entre os líderes de sedes administrativas e instituições mantidas pela Igreja Adventista do Sétimo Dia no Estado de São Paulo e que acontece no início do segundo semestre de cada ano. O objetivo é planejar as ações da Igreja na região para o próximo ano. A edição 2015 do Concílio Integrado acontece em Poços de Caldas, cidade mineira na divisa com o Estado de São Paulo, entre os dias 23 e 26 de agosto.

Fonte - Adventistas.org

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Espresso Financista: Xangai despenca 8,5% e eleva temor de crise global

Em mais uma evidência do limite em liberalizar o mercado sem tirar de cima a mão do governo, a bolsa chinesa é protagonista de nova derrocada dos ativos globais. Acostumados com benesses estatais em forma de dinheiro fácil para comprar e vender ações, os investidores locais se decepcionaram com a ausência de estímulos nesta segunda-feira (24) após o tombo de 11% sofrido na semana passada.

Em resposta, o índice de Xangai despencou 8,5%, o que representa a maior queda desde a crise financeira em 2007. Temendo contaminação dos problemas na China em todo o mundo, perdas generalizadas dominam os mercados globais. O índice alemão Dax perde 3%, assim como os futuros em Wall Street. As cotações de commodities caem para mínimas em 16 anos.

Embora não haja consenso sobre o efeito do pânico financeiro na economia real chinesa, a cada dia crescem dúvidas sobre a atividade do gigante asiática. Nos últimos dias, Pequim, inclusive, deixou o iuane cair frente ao dólar para conseguir tornar seus produtos ainda mais baratos no exterior. Segundo a Bloomberg News, mais de US$ 5 trilhões em valor foram destruídos das bolsas globais desde que a China mexeu no iuane na segunda semana de agosto.

“O Ibovespa deve seguir em queda, com ‘’boas chances’’ de fechar o dia abaixo dos 45 mil pontos, acompanhando a piora do 'humor' externo e também prejudicada internamente pelo crescente aumento da tensão política e deterioração da economia brasileira (…) O dólar pode subir rumo aos R$ 3,60, influenciado pelos mesmos motivos que devem prejudicar bolsa brasileira e ainda seguindo a trajetória internacional da moeda norte-americana”, comenta Alfredo Sequeira Filho, sócio-presidente da DNAinvest.

Na sexta-feira, o Ibovespa fechou aos 45.720 pontos, acumulando queda de 3,77% na semana e de 10,11% no mês. A análise técnica aponta que o principal índice de ações da Bolsa ainda pode cair para 44.100 pontos no curto prazo. O dólar subiu frente ao real, cotado a R$ 3,4960 na venda.
O mercado agora

A agenda do dia é fraca para indicadores e os investidores seguem de olho na economia chinesa e no ambiente político brasileiro, cada dia mais imprevisível. Pesam os rumores da saída do vice-presidente Michel Temer (PMDB) da articulação política e possíveis reações do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), após ser denunciado por corrupção passiva na Lava Jato, mesmo que ele insista que não haverá retaliações. O pedido de investigação das contas da campanha de Dilma adiciona maior tensão.

Na sexta-feira (21), o principal índice da BM&FBovespa renovou o patamar mais baixo ao perder 10,12% no mês e encerrar aos 45.720 pontos. A tendência de curto prazo é de novas quedas, mas com as constantes perdas e ainda testando o importante suporte de 45.800 pontos, o mercado pode abrir espaço para alguma recuperação.

Para Luiz Felipe Lopes, analista financeiro sênior da Lopes Filho, se o Ibovespa perder o suporte de 45.800, o índice tende a buscar um nível ainda menor, de 44.100 pontos, no curto prazo, que é o fundo registrado em julho de 2013.

China - A segunda-feira se inicia muito tensa nos mercados. A bolsa de valores da China despencou mais de 8%, a maior queda diária desde o auge da crise financeira global em 2007, refletindo a frustração de investidores após Pequim não anunciar novos estímulos no fim de semana. No Japão, o índice Nikkei teve a maior baixa em 2 anos. Na Europa, a direção é de queda. Em Berlim, por exemplo, o índice DAX recua 3%.

No mercado de câmbio, a ausência de indicadores deve levar a moeda norte-americana a abrir por aqui seguindo as negociações nos mercados internacionais. Na sexta-feira, o dólar à vista encerrou em R$ 3,49, mas a tendência ante o real ainda é de alta no curto prazo e a divisa pode voltar a testar os R$ 3,51 dos últimos dias.

Cleber Alessie, operador de câmbio da H.Commcor, relata ainda o aumento das expectativas de a agência de classificação de risco Fitch finalmente divulgar sua revisão da nota soberana brasileira e “desempatar” a perspectiva para a avaliação brasileira.

A Standard & Poor’s (S&P) tem perspectiva negativa para o rating e a Moody’s estável, ambas colocaram o Brasil no último degrau de investimento. Entre as grandes agências, só falta a Fitch se pronunciar. “Isso tem força para fazer muito preço no mercado”, diz Alessie.
O poder e a economia

Sobe e desce - Parlamentares da base aliada querem manter a proposta original do governo de elevar a alíquota da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) de 15% para 20% para as instituições financeiras, segundo o presidente da comissão mista que analisa a proposta, deputado Domingos Sávio (PSDB-MG). Membros da base de apoio da presidente pretendem votar a medida provisória 675, que trata da elevação da CSLL e é uma das medidas do governo para o ajuste das contas públicas, na próxima terça-feira na comissão, com a proposta original do Palácio do Planalto, e não com a elevação maior, para 23%, proposta pela relatora da MP, senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR).

Campanha em xeque - A decisão do ministro Gilmar Mendes de pedir a investigação de eventuais crimes cometidos na prestação de contas do PT na campanha presidencial de Dilma Rousseff pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República deve ser questionada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), segundo Edinho Silva, ministro da secretaria de comunicação social da presidência da República. O TSE aprovou as contas em dezembro do ano passado.

Tombini fala – O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, participa hoje à noite da 15ª edição do Prêmio Valor 1000, promovido pelo jornal Valor Econômico, no Hotel Unique, em São Paulo.

Enquanto isso, na Fazenda – Já Joaquim Levy, ministro da Fazenda, tem agenda em Washington, nos EUA, mas sem compromissos oficiais. O secretário-executivo, Tarcísio José Massote de Godoy, tem reunião marcada com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), às 10h. À tarde é a vez do secretário da Receita Federal, Jorge Antonio Deher Rachid, se reunir com a Febraban.

Dilma tenta coordenar – O único compromisso que consta na agenda da presidente Dilma Rousseff é a reunião de coordenação política logo cedo, às 9h. Dilma já se reuniu ontem(domingo, 23) com os ministros do Planejamento, Nelson Barbosa, e com o titular da Casa Civil, Aloizio Mercadante, no Palácio da Alvorada. A reunião antecede a semana que o governo tem de fechar a proposta de orçamento de 2016, que precisa ser enviada ao Congresso Nacional até 31 de agosto.
O que acontece no mundo corporativo

Com IPO em andamento - Reportagem do jornal O Estado de S. Paulo aponta que uma auditoria da BR Distribuidora descobriu que a subsidiária da Petrobras direcionou licitações no valor de R$ 574 milhões vencidas pela construtora UTC Engenharia, em 2010.

Ovelha negra – A Petrobras teria desativado a unidade de gasolina em refinaria de Pasadena após incêndio, disseram fontes familiarizadas com as operações da fábrica à Reuters.

Uma nota – A Estácio Participações, que controla universidades como a Estácio de Sá, pretende captar R$ 250 milhões, por meio da emissão de debêntures simples. O dinheiro será usado para reforçar seus planos de expansão.

Pan de Azúcar – A colombiana Éxito concluiu a aquisição de 50% das ações ordinárias do Pão de Açúcar. A transação é uma etapa da reestruturação societária promovida pelo grupo francês Casino, que controla ambos. A partir de agora, o comando da maior varejista brasileira será compartilhado entre franceses e colombianos.

Mais um passo – A assembleia geral de acionistas aprovou a abertura de capital do IRB Brasil Resseguros. O IPO da resseguradora é uma das apostas do governo para engordar o caixa, neste ano de vacas magras.

Bônus – A Lojas Marisa aprovou uma bonificação de ações, equivalente a 10% de seu capital. Cada acionista receberá uma ação, para cada dez que já possuir até 25 de agosto. A operação faz parte do aumento de capital promovido pela varejista, ao incorporar parte da reserva de lucros.

Novos ventos – A empresa de energia renovável Statkraft conclui a venda de suas fatias na Goiás Transmissão (25%) e na MGE Transmissão (25%) para a Gebbras Participações. A Gebbras é controlada pela Empresa de Energia de Bogotá. A Statkraft afirmou que a venda representará “um importante evento de liquidez”. Traduzindo: significa uma boa entrada de dinheiro.
Para comentar mais tarde

O desktop já era. As empresas de mídia tradicionais e online estão enfrentando dificuldades para conseguir dinheiro com o rápido crescimento do tráfego "mobile" - por celulares e tabletes. Isso aumenta o questionamento sobre o crescimento futuro dessas companhias.

Fonte - Financista

Grupo terrorista lança foguetes em Israel com apoio do Irã

Na onda de ataques anunciados pelo Irã contra Israel, primeiramente foi o livro do aiatolá, avisando que os iranianos financiariam grupos terroristas. Duas semanas depois, foi um vídeo mostrando que essa união vai além da teoria.

Agora, tornou-se realidade. Quatro foguetes foram disparados contra o norte de Israel nesta semana. O ataque veio da Síria, a partir da porção das Colinas de Golã em território sírio. Oficialmente os danos foram apenas materiais, não deixando feridos em Israel. Dois dos foguetes explodiram perto de um kibutz no Vale de Hula, na porção norte da Galileia.

A inteligência de Israel revelou que o grupo terrorista palestino Jihad Islâmica foi responsável ​​pelo lançamento de foguetes doados pelo Irã. Preventivamente, o sistema antimísseis foi colocado em alerta também na região sul em Ashdod e Beersheba. Mês passado, militantes do Estado Islâmico lançaram foguetes contra o sul de Israel.

“Nós consideramos a Síria responsável pelo ataque, que constitui uma flagrante violação da soberania do Estado de Israel”, declarou o governo israelense em nota.

A resposta israelense foi enviar bombardeios israelenses contra 14 alvos na Síria relatou a Rádio do Exército de Israel. Segundo o canal de televisão estatal sírio, pelo menos cinco pessoas morreram na parte não anexada da região de Golã.

Os terroristas da Jihad Islâmica tinham dito no início da semana que iriam atacar Israel. Desde o início da guerra civil na Síria, em 2011, foram disparados dezenas de foguetes contra alvos no estado judaico, mas esta foi a primeira vez que quatro foram disparados ao mesmo tempo.

Desde o final do ano passado é esperado uma tentativa de invasão naquela região, que é dominada atualmente por grupos simpatizantes ao Estado Islâmico, que vem fazendo contínuas ameaças.

Fonte - Gospel Prime

El Niño recorde

El Niño recorde. #ECOmenismo #SinaisFim

Posted by Diário da Profecia on Segunda, 24 de agosto de 2015

Ted Wilson: “não devemos ter medo de falar quem somos”

Silver Spring, EUA … [ASN] O líder mundial adventista, pastor Ted Wilson, falou com exclusividade à Adventist News Network (ANN – agência adventista internacional de notícias) sobre diferentes assuntos religiosos. Um deles, indagado na entrevista com o pastor Williams Costa Jr., diretor mundial de Comunicação da Igreja, foi a respeito de doutrinas consideradas impopulares. Costa Jr. questionou o pastor Wilson sobre como a Igreja encara a missão de apresentar os conceitos descritos em Apocalipse 14:6-12, ou seja, questões como a guarda do sábado, o juízo, rejeição de sistemas religiosos falsos e a adoção de uma vida saudável.

O presidente mundial explicou que os adventistas não devem ter medo de apresentar para as pessoas o que consideram ser a verdade bíblica. “Nunca devemos ter medo de compartilhar a verdade e, cheios de amor de Deus, levar para as pessoas o verdadeiro culto a Deus”, comentou Wilson na entrevista.

O líder conversou, ainda, sobre o desafio de se manter a unidade da Igreja Adventista no planeta, a Teologia da Ordenação, especificamente a ordenação de mulheres ao ministério pastoral, entre outros assuntos. [Equipe ASN, da redação]

Fonte - Adventistas.org

domingo, 23 de agosto de 2015

Papa ao Sínodo da Igreja Valdense: caminhar rumo à plena comunhão

Cidade do Vaticano (RV) – “Que o Senhor conceda a todos os cristãos de caminhar com sinceridade de coração rumo à plena comunhão”. O desejo do Papa Francisco é dirigido, em um telegrama assinado pelo Cardeal Secretário de Estado, Pietro Parolin, aos participantes do Sínodo da Igreja Valdense-Metodista que se realiza em Torre Pellice, na Província de Turim, a partir de hoje, domingo (23), até o próximo dia 28 agosto.

O caminho rumo à plena unidade permita, prossegue o Papa, “testemunhar Jesus Cristo e o seu Evangelho, cooperando ao serviço da humanidade, especialmente na defesa da dignidade da pessoa humana, na promoção da justiça e da paz e na resposta comum ao sofrimento que aflige tantas pessoas, especialmente os pobres e mais vulneráveis”.

Terremoto de 5 graus sacode El Salvador sem causar vítimas ou danos

San Salvador, 23 ago (EFE).- Um terremoto de 5 graus de magnitude na escala aberta de Richter foi registrado no Pacífico salvadorenho em frente ao departamento de Ahuachapán, sem causar vítimas ou danos, informou o Ministério do Meio Ambiente. O sismo aconteceu às 22h48 de sábado (horário local, 1h48 de domingo) com uma profundidade focal de 22,7 quilômetros e uma intensidade de 3 na escala modificada de Mercalli em San Salvador. Na semana passada, a cidade de Alegría no departamento de Usulután foi sacudida por um terremoto que deixou dois menores de idade feridos, 69 casas inabilitadas e 23 com danos leves.

Fonte - R7

A Besta da terra - Parte 3

Ainda outro fator colaborador na aproximação entre a Igreja Romana e o protestantismo foi o movimento ecumênico. Formalmente, o início do ecumenismo ocorreu com a Conferência Missionária Mundial, em junho de 1910, em Edinburgh, Escócia, organizada e presidida pelo metodista norte-americano John R. Mott. “John R. Mott tinha um alvo bem definido ao realizar essa conferência: fazer Jesus Cristo conhecido por todos neste mundo. Com a intenção de alcançar esse alvo, ele buscava a união do maior número possível de cristãos para dar início a uma evangelização mundial abrangente”. (Michael Urban, Ecumenismo – O retorno a Babel, p.25).

Ele conseguir reunir mais de 1300 delegados, “representantes oficiais de várias sociedades missionárias. Ao organizar esta conferência, Mott convocou estas sociedades e não as igrejas. Isto possibilitou a busca de cooperação na missão e afastou o risco da busca de uma única igreja que congregasse todas as denominações cristãs”. (Wikipédia – John Raleigh Mott).

Com o aumento de poder e influência desse movimento, a Igreja Romana, mesmo antes do estabelecimento do Vaticano, sentiu necessidade de pronunciar-se. No início de 1928 o papa Pio XI publicou uma encíclica sobre a “promoção da verdadeira unidade de religião”. Nela o bispo de Roma repudia o desejo de união a qualquer custo dos cristãos dizendo que “estes esforços não podem, de nenhum modo, ser aprovados pelos católicos, pois eles se fundamentam na falsa opinião dos que julgam que quaisquer religiões são, mais ou menos, boas e louváveis”. E conclui: “é manifestamente claro que a Santa Sé, não pode, de modo algum, participar de suas assembleias e que, aos católicos, de nenhum modo é lícito aprovar ou contribuir para estas iniciativas: se o fizerem concederão autoridade a uma falsa religião cristã, sobremaneira alheia à única Igreja de Cristo”. (Encíclica Mortalium Animos, 06 de janeiro de 1928).

Em 1946, John R. Mott ganhou o prêmio Nobel da Paz pelo seu “longo e frutífero trabalho em unir os povos de muitas nações, raças e comunhões num vínculo comum de espiritualidade”. (Michael Urban, Ecumenismo – O retorno a Babel, p.26). E em 1948, também com seu apoio, surge a maior organização ecumênica mundial: O Conselho Mundial de Igrejas (CMI). John Mott torna-se presidente do CMI em 1954, e em janeiro de 1955 veio a falecer.

Na 3ª Assembleia Geral do CMI, realizada em 1961, Nova Déli (Índia), “houve pela primeira fez observadores católicos presentes”. (Michael Urban, Ecumenismo – O retorno a Babel, p.37). A partir desse ano, as ideias marxistas foram recebidas pelo CMI e nascia o “evangelho social”. Logo em seguida, o pensamento católico sobre o ecumenismo alcançaria o ponto da virada com o Concílio Vaticano II. Como tomar parte no movimento ecumênico sem abrir mão da primazia de Roma? Várias decisões e declarações deste concílio prepararam o catolicismo para assumir mais tarde o protagonismo dentro do movimento ecumênico. Especialmente as que preparavam o terreno para o surgimento do carismatismo dentro do catolicismo. “O Vaticano II foi um verdadeiro Pentecostes como o mesmo João XXIII havia desejado e ardentemente pedido”. (A História Renovação Carismática Católica). “E não vê nenhum motivo para que se estabeleça uma oposição entre ‘carisma’ e ‘ministério’ ou ‘carisma’ e ‘instituição’”. (Ibidem). “A Renovação Carismática Católica... teve origem com um retiro espiritual realizado em fevereiro de 1967 na Universidade de Duquesne (Pittsburgh, Pensylvania, EUA)”. (Ibidem). “E com a cooperação do Movimento Carismático, o pensamento ecumênico se alastrou de maneira explosiva dentro da igreja católica”. (Michael Urban, Ecumenismo – O retorno a Babel, p.38).

Embora a Igreja Romana continuasse afirmando ser o único meio de salvação, o Concílio Vaticano II alterou profundamente a linguagem ecumênica oficial da igreja com um decreto do papa Paulo VI: “Esta cooperação [de todos os cristãos], que já se realiza em não poucas nações, deve ser aperfeiçoada sempre mais, principalmente nas regiões onde se verifica a evolução social ou técnica. Vai ela contribuir para apreciar devidamente a dignidade da pessoa humana, promover o bem da paz, aplicar ainda mais o Evangelho na vida social, incentivar o espírito cristão nas ciências e nas artes e aplicar toda a espécie de remédios aos males da nossa época, tais como a fome e as calamidades, o analfabetismo e a pobreza, a falta de habitações e a inadequada distribuição dos bens. Por essa cooperação, todos os que creem em Cristo podem mais facilmente aprender como devem entender-se melhor e estimar-se mais uns aos outros, e assim se abre o caminho que leva à unidade dos cristãos”. (Decreto Unitatis Redentigratio, 21 de novembro de 1964).

Com uma nova embalagem e tendo como eixo central de união o carismatismo, “em 1968 foi criado um grupo comum de trabalho com a incumbência de manter o contato entre o Vaticano e o Conselho Mundial de Igrejas”. (Michael Urban, Ecumenismo – O retorno a Babel, p.38). “E pela primeira vez na história, o papa Paulo VI visitou a sede do Concílio Mundial de Igrejas em 1969”. (La Ecumenicidad Religiosa para el Nuevo Orden Mundial, p. 24). Todos os esforços da Igreja Romana continuaram nessa direção: incentivar a união de todos os cristãos mantendo a primazia de Roma. E foi durante o pontificado de João Paulo II que a diplomacia papal mais priorizou o ecumenismo buscando conquistar definitivamente os “irmãos separados”. Segundo as palavras de João Paulo II: “Desde o começo de meu pontificado, fiz do ecumenismo a prioridade de minha preocupação e ação pastoral”. (Liliane Borges, O ecumenismo no pontificado de João Paulo II).

Por isso, nos primeiros anos do pontificado de João Paulo II, o protagonismo de Roma dentro do movimento ecumênico aliado ao surgimento da Direita Religiosa nos EUA culminou na união diplomática entre os dois Estados. Alberto Rivera, ex-jesuíta, “explica que estando sob o juramento dos jesuítas, foi-lhe dito que um sinal secreto seria dado aos jesuítas quando o movimento ecumênico houvesse acabado com o protestantismo, em preparação para a assinatura de uma concordata entre o Vaticano e os Estados Unidos. O sinal seria que um presidente [norte-americano] faria o juramento [de posse] em frente a um obelisco. Pela primeira vez na historia dos Estados Unidos, a cerimônia de juramento foi mudada para o lado oeste do Capitólio, e o presidente Reagan fez o juramento em frente ao monumento de Washington. Isso aconteceu em 20 de janeiro de 1981”. (Los Padrinos - Alberto Tercera Parte, p. 26).

Posteriormente, no mesmo mandato do presidente Reagan, em 10 de janeiro de 1984, os EUA estabeleceram relações diplomáticas com o Vaticano - algo impensável para os Pais Fundadores da América.

Trinta anos mais tarde, o ecumenismo já é capaz de produzir cenas que só a profecia bíblica poderia antecipar. No início de 2014, diversos ministros carismáticos e pentecostais presentes em uma reunião nos EUA, patrocinada pelo ministério evangélico Kenneth Copeland Ministries, ouvem a preleção do bispo anglicano Tony Palmer, o qual apresenta um vídeo gravado por ele mesmo, com uma mensagem pessoal do papa Francisco apelando à união completa dos cristãos sob a liderança do Vaticano. Antes de apresentar o vídeo Palmer se apresenta como o profeta Elias enviado “para converter o coração dos pais aos filhos e dos filhos aos pais”, demonstrando não haver mais razões para protestar contra a Igreja Católica, e convidando todos a se unirem. Depois de assistirem o vídeo do papa Francisco, os líderes do evento dão glória a Deus, bem como recebem e pronunciam uma benção do e para o Vaticano.

Embora Roma venha enfatizando o “escândalo da divisão” do cristianismo desde o Concílio Vaticano II, e promovendo o diálogo com as várias denominações cristãs “separadas” de Roma, e também com as diversas religiões não cristãs, essa mesma postura de contemporização e relativismo tem afastado igrejas e grupos cristãos mais conservadores. A principal razão para isso é que “o quadro escatológico da igreja de Deus antes da segunda vinda não é o de uma megaigreja reunindo toda a humanidade, mas o de um 'remanescente' da cristandade, aqueles que guardam os mandamentos de Deus e têm a fé de Jesus (Apocalipse 14:12)”. (Bert Beverly Beach, Ecumenism - Boon or Bane?).

O ecumenismo papal conseguiu cumprir seu papel como cavalo de Tróia graças à atitude do próprio protestantismo: “O catolicismo na verdade em muito se assemelha ao protestantismo que hoje existe; pois o protestantismo moderno muito se distancia daquele dos dias da Reforma”. (EGW, O Grande Conflito, p. 571). Por tudo isso, pode-se notar que a besta da terra já atingiu o ponto profético onde fará com que os habitantes da terra adorem a primeira besta. E aqueles que não receberem a marca da besta (guarda do domingo) nem o número do seu nome, terão sua liberdade econômica bloqueada (Ap 13:17). "Pois é número de homem. Ora, esse número é seiscentos e sessenta e seis". (Ap 13:18).

O número 666 era associado às religiões de mistério na antiga Babilônia e usado na adoração ao sol. O que confirma novamente que as duas bestas do apocalipse 13, ao proporem um governo mundial, e a guarda universal do domingo estarão agindo sob a mesma influência pagã-ocultista das antigas religiões de mistério. Contra esse futuro sistema religioso Deus pronunciou a mais solene advertência nas Escrituras: “Se alguém adora a besta e a sua imagem e recebe a sua marca na fronte ou sobre a mão, também esse beberá do vinho da cólera de Deus, preparado sem mistura, do cálice da sua ira, e será atormentado com fogo e enxofre diante dos santos anjos e na presença do Cordeiro”. (Ap 14:9 e 10).

E também deixou um convite: “Retirai-vos dela, povo meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos”. (Ap 18:4).

“Desde já vos digo, antes que aconteça, para que, quando acontecer, creiais que EU SOU”. (Jo 13:19).

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Vaticano convida muçulmanos a cuidar da criação

Todos pelo planeta

O cardeal Peter Turkson, presidente do Conselho Pontifício Justiça e Paz, enviou uma mensagem ao Simpósio Islâmico Sobre Mudanças Climáticas, na qual o purpurado exorta os católicos e os muçulmanos a trabalharem juntos pela salvaguarda da criação. O simpósio está sendo realizado nesta semana em Istambul, na Turquia, numa iniciativa da Organização Islâmica Mundial para as ajudas humanitárias, do Fórum Islâmico Para a Ecologia e as Ciências Ambientais e pela GreenFaith, organismo religioso ambientalista. “Estamos vivendo um momento decisivo e particularmente turbulento da história mundial”, escreve o purpurado ganês. “A humanidade encontra-se diante de numerosos desafios urgentes que requerem orações e ações concretas”, porque “a crise ecológica em andamento é a mais grave e a mais difícil de todas”, diz o cardeal na sua mensagem, referindo-se à encíclica Laudato Si, na qual o papa Francisco convida todos para “uma conversão ecológica do coração”.

À luz da nossa fé – afirma o presidente do dicastério vaticano – devemos empenhar-nos no cuidado da “casa comum” deste nosso planeta, a Terra, porque “não basta propor meras soluções técnicas, impotentes para resolver os graves problemas do mundo, se a humanidade perde a sua rota”.

“Uma grande motivação” – continua o purpurado – “que une cristãos, muçulmanos e muitos outros é a fé firme em Deus: ela nos impele a assumir o cuidado pelos magníficos dons que Deus concedeu a nós e às futuras gerações.”

Por isso, acrescenta o cardeal Turkson, “nossa ação será certamente mais eficaz se nós, fiéis de diferentes comunidades religiosas, encontrarmos o modo de trabalhar juntos”, “em espírito de solidariedade”.

A mensagem do purpurado conclui com “a promessa da Igreja Católica de rezar pelo bom êxito” do simpósio e com os votos de uma futura colaboração com o Islã na salvaguarda da criação.

Na conclusão do simpósio, nesta terça-feira, [foi] apresentada à imprensa, em versão integral, uma “Declaração islâmica sobre as mudanças climáticas”.

O documento exorta os cerca de 1,6 bilhão de muçulmanos no mundo a atuarem no campo ambiental. Essa declaração terá um significado especial representando um apelo crucial tendo em vista a Cop21, a Conferência Internacional Sobre Mudanças Climáticas, programada para dezembro próximo, em Paris.

Essa declaração islâmica sobre o ambiente foi redigida após uma ampla consulta aos principais estudiosos muçulmanos, acadêmicos e grupos religiosos, e deverá pedir aos países mais ricos e mais poderosos que reduzam drasticamente as suas emissões de gases responsáveis pelo efeito de estufa e que defendam as comunidades mais vulneráveis a enfrentar o impacto das mudanças climáticas e o desenvolvimento das energias renováveis.

(Radio Vaticana)

Nota do blog Minuto Profético: “Faz parte da mordomia cristã cuidar do meio ambiente. Porém, a teoria do aquecimento global está sendo usada como instrumento de controle social, e visa a atender, acima de tudo, interesses religiosos: o estabelecimento do descanso dominical como ‘salvação’ para o planeta (na verdade, tal ação vai restaurar a supremacia de Roma).” (Via Criacionismo)

Declaração de 60 representantes islâmicos para combater a mudança climática

Estudiosos, políticos, líderes religiosos de uma dúzia de países islâmicos, em Istambul para um simpósio sobre o meio ambiente, pedem aos governos que tomem medidas para limitar o aquecimento global, em vista da Cop21

Chama-se "Declaração sobre as Alterações Climáticas" e é assinada por um grupo de mais de 60 acadêmicos, líderes políticos e religiosos do mundo islâmico. Através dela exige-se dos Governos Mundiais, em vista da conferência climática da ONU sobre clima que acontecerá dezembro em Paris (conhecida como Cop21), a negociação e assinatura de um acordo ambicioso que permita limitar o aquecimento global a 1,5 graus Celsius acima dos níveis pré-industriais, ou que pelo menos respeite o limite dos 2 graus considerado o ponto de não retorno pelos climatologistas.

A declaração foi assinada em Istambul durante a International Islamic Climate Change Symposium, evento inspirado pela Encíclica Laudato Si’ do Papa Francisco e pela Jornada Mundial de oração pelo cuidado com a Criação recentemente proclamada, que será celebrada no próximo dia 1º de setembro pela Igreja Católica, junto com a ortodoxa.

No texto, os líderes de uma dúzia de países islâmicos pedem a rápida eliminação dos combustíveis fósseis e a transição para as energias renováveis ​​para atingir 100% de energia limpa, a fim de combater as alterações climáticas, reduzir a pobreza e buscar um desenvolvimento sustentável. Entre os participantes do simpósio, a secretário da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança Climática, Christiana Figueres, destacou como “os ensinamentos do Islã, que enfatizam os deveres dos seres humanos como guardiães da Terra, ofereceram orientações para realizar ações corretas sobre a mudança climática".

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Apelo do Papa acolhido com emoção na China

Na China subiu para 114 mortos o balanço das vítimas da explosão que na semana passada assolou a zona industrial da cidade de Tianjin.

O apelo do Papa Francisco no passado sábado dia 15 de agosto, no Angelus da Solenidade da Assunção da Virgem Santa Maria, para com as populações que sofreram este terrível acidente, gerou alguma emoção na China. Recordemos as palavras do Papa Francisco:

“O meu pensamento vai, neste momento, para a população da cidade de Tianjin, na China setentrional, onde algumas explosões na área industrial causaram numerosos mortos e feridos e grandes danos. Asseguro a minha oração por aqueles que perderam a vida e por todas as pessoas provadas por este desastre; que o Senhor lhes dê conforto e o apoio a quantos estão empenhados em aliviar os seus sofrimentos”.

A televisão chinesa deu ampla cobertura às palavras do Santo Padre como nos conta desde Hong Kong o padre Sérgio Ticozzi, missionário do PIME – Instituto Pontifício de Missões no Exterior, que explicou à Rádio Vaticano que o facto de ter existido esta transmissão televisiva das palavras do Papa é porque a China está interessada na relação com o Vaticano:

“Certamente é uma coisa positiva, é um passo em frente. Até agora, tudo aquilo que dizia respeito ao Vaticano e ao Papa não era apresentado na televisão chinesa. Se houve esta apresentação é sinal que a China está interessada na relação com o Vaticano, está interessada em apresentar o Papa Francisco, sobretudo na sua atitude de compaixão, de misericórdia para com pessoas que estão a sofrer. Isto é verdadeiramente positivo.”

O padre Ticozzi explicou em síntese a situação que se vive em Tianjin:

“Há mais de 100 mortos e além do mais há a poluição atmosférica que tentam não sublinhar demasiado. Mas de facto há na atmosfera substâncias químicas que prejudicam a saúde humana: há este perigo.”

“ Tentam fazer calar todas as informações sobre o facto concreto. Dizem as coisas genericamente mas não todas as consequências que possam provocar e que preocupam as pessoas. Portanto, tentam fazer passar as notícias não demasiado negativas. Isto é um facto. Mas agora, com as comunicações via internet, email e telemóveis as pessoas ficam a saber de tudo.”

Entretanto, a grande preocupação com este acidente na China é a presença nos depósitos que explodiram, de “algumas centenas” de toneladas de cianeto de sódio, substância que foi localizada em, pelo menos, dois pontos da área da zona acidentada. Temem-se contaminações e as autoridades chinesas ordenaram a imediata evacuação das zonas residenciais num raio de 3 quilómetros da explosão.

O cianeto de sódio é um produto químico altamente tóxico que pode formar um gás inflamável em contacto com a água. Segundo informações da comunicação social chinesa o armazém tinha em stock 700 toneladas desta substância.

Fonte - Radio Vaticano

Papa está entre 'finalistas' do Nobel da Paz, diz jornal

Pelo terceiro ano consecutivo, o papa Francisco está em uma lista de 20 possíveis indicados ao Prêmio Nobel da Paz, definida pela fundação norueguesa que concede a honraria.

Segundo o jornal argentino "La Nación", que cita fontes do instituto, o Pontífice foi escolhido a partir de uma relação com 273 postulantes iniciais. Jorge Bergoglio foi indicado por diversas organizações nacionais e internacionais devido ao seu papel na reaproximação entre Estados Unidos e Cuba após mais de 50 anos de tensões.

Desde sua primeira edição, em 1901, o Nobel da Paz não premiou nenhum Papa. Em 2014, os escolhidos foram a jovem paquistanesa Malala Yousafzai e o ativista indiano Kailash Satyarthi. O vencedor da honraria em 2015 será anunciado no próximo dia 9 de outubro.

Como a fé pode ajudar o meio ambiente?

Três líderes religiosos vão debater a participação das religiões e o papel da fé na preservação do meio ambiente. O encontro será na quarta-feira, 19 de agosto, e terá transmissão online.

No dia 18 de junho, o Vaticano divulgou um documento histórico. Foi a primeira vez que um papa dedicou a íntegra de uma encíclica para falar sobre o meio ambiente.

Nela, Francisco traçou uma conexão entre as mudanças climáticas e a crise ambiental vivida atualmente e afirmou que o Homem é responsável pelo aquecimento global. “Se a tendência atual continuar, este século poderá testemunhar mudanças climáticas inéditas e uma destruição sem precedentes dos ecossistemas, com graves consequências para todos nós”, diz um trecho do documento.

Na já chamada “encíclica verde”, o papa, apelou para a responsabilidade de todos na proteção do planeta, “que está sendo destruído”: “a humanidade é chamada a tomar consciência da necessidade de realizar mudanças de estilo de vida, de produção e consumo, para combater o aquecimento global ou, pelo menos, as causas humanas que o provocam e o agravam”.

O WWF-Brasil atendeu o apelo papal e convocou três líderes religiosos para debater formas de ajudar o meio ambiente. No preparatório para a 21ª Conferência das Partes (COP21) da Convenção das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, que será realizada em dezembro em Paris, e cujo resultado influenciará o destino de quase 200 países, é primordial discutir o problema das mudanças climáticas no âmbito da relação harmoniosa entre o homem, a sociedade e a natureza, explorando a questão de uma forma mais ampla, ecumênica e democrática.

A mesa redonda “Fé e mudanças climáticas”, promovida pelo WWF-Brasil, tem como objetivo despertar esse debate junto à sociedade.

Fonte - Envolverde

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Terremoto de magnitude 4 abala a área de San Francisco

Um terremoto de magnitude 4 sacudiu nesta segunda-feira (17) a área de San Francisco, anunciou o Centro Geológico dos Estados Unidos (USGS na sigla em inglês). Não há registro de feridos, afirma a Associated Press.

O epicentro do tremor, que foi de curta duração, está localizado 21 km ao leste de San Francisco(costa oeste dos Estados Unidos), sobre a Falha de Hayward, às 13H49 GMT (10H49 de Brasília), a uma profundidade de quase cinco quilômetros, relatou a France Presse.

domingo, 16 de agosto de 2015

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Papa critica o consumismo

Papa critica consumismo e defende o domingo

Condenação justa, dia errado

Durante a audiência geral desta quarta-feira (12), o papa Francisco criticou a cultura do consumismo que faz as pessoas se tornarem “escravas do trabalho”. “Não devemos ser jamais escravos do trabalho, mas sim senhores dele. Há um mandamento para isto, que atinge a todos, mas ao invés disso sabemos que há milhões de homens, mulheres e até crianças escravas do trabalho”, destacou. Voltando a criticar a cultura do consumismo, o Pontífice destacou que esse comportamento é “contra Deus e contra a dignidade humana”. “A obsessão pelo desenvolvimento e pela eficiência técnica colocam em risco os ritmos humanos da vida porque a vida tem seu próprio ritmo”, disse à multidão que acompanhava a celebração. “O tempo de repouso, sobretudo no domingo, é destinado a nós para que possamos aproveitar aquilo que não se pode comprar nem vender”, disse sobre o tempo em família. [Veja também aqui o vídeo em que ele defende o domingo como dia da família.]

Para Jorge Mario Bergoglio, a “ideologia do lucro” ataca apenas a questão de “fazer dinheiro e gastá-lo” como um “vírus maligno”. Comumente o líder da Igreja Católica critica a cultura do mundo moderno e diz que a cultura do descarte é um dos piores empecilhos para a justiça social no mundo.

(iG notícias)

Leia também: “A voz de Francisco cada vez mais ouvida na ONU

Nota do amigo Filipe Reis, de Portugal: “O título da notícia [na imagem ao lado], numa agência de notícias católica, atribui ao papa a afirmação: ‘Os domingos são um dom de Deus – não o estraguem.’ Essa ideia foi transmitida pelo pontífice romano durante a audiência geral de ontem, na qual ele destacou a importância do domingo como dia de descanso. Como já vem sendo hábito, o papa invocou o fato de ter sido o próprio Deus quem criou o dia de descanso no sétimo dia, que é o sábado. Mas, logo a seguir, aponta para o domingo como ‘um tempo de descanso particularmente importante’, pois ‘nele encontramos Deus’ [confira].

“Na publicação católica A Fé dos Nossos Pais, 47ª edição revista e ampliada, Baltimore: John Murphy & Co., 1895, p. 111, 112, o cardeal James Gibbons escreveu: ‘Você poderá ler a Bíblia do Gênesis ao Apocalipse, e não encontrará uma única linha autorizando a santificação do domingo. As Escrituras ordenam a observância religiosa do sábado.’ Por que razão, então, o mundo cristão observa o domingo como dia de descanso? Lemos no Catecismo Romano, edição 1.566, p. 440: ‘A Igreja de Deus, porém, achou conveniente transferir para o domingo a solene celebração do sábado.’

“Não se deixe enganar: o Deus da Bíblia ordena o descanso no sétimo dia, o sábado; o papa reclama esse atributo para o domingo, primeiro dia da semana. Agora você escolhe a quem reconhecer a autoridade: a da Bíblia ou a do papa...” (Via Criacionismo)

A Besta da terra - Parte 2

A opinião pública mundial será manipulada acabando por aceitar a imagem da besta devido aos sinais espetaculares realizados pela América protestante: “E realizava grandes sinais, chegando a fazer descer fogo do céu à terra, à vista dos homens. Por causa dos sinais que lhe foi permitido realizar em nome da primeira besta, ela enganou os habitantes da terra”. (Ap 13:13 e 14 – NVI).

Só o fato de certos indivíduos supostamente possuírem o poder de realizar milagres não significa por isso, que é o poder de Deus que os acompanha. A Volta de Cristo revelará grandes surpresas: "Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor, entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos naquele dia hão de dizer-me: Senhor, Senhor, porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniquidade" (Mt 7:21-23).

Da mesma forma, Jesus nos alertou sobre o surgimento de falsos profetas operando sinais e maravilhas com o fim de enganar os fiéis: "Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos" (Mt 24:24). Embora Deus seja poderoso para efetuar todo e qualquer milagre que desejar, em alguns casos, a Providência tem propósitos que estão além da compreensão humana e escolhe não realizar o milagre (veja o caso de Paulo em 2Co 12:7-9, e o de Eliseu em2Rs 13:14, 20).

Além disso, as Escrituras revelam que as forças das trevas também podem operar supostas maravilhas como contrafação dos planos de Deus com o propósito de enganar (veja o caso dos magos do Egito que fizeram uso do ilusionismo contra Moisés em Ex 7:11 e 12; de Satanás que pode se transformar em anjo de luz para enganar – 2Co 11:14; e de demônios camuflados que fazem sinais e maravilhas para combater contra o Reino de Deus – Ap 16:14).

Um comentário adicional sobre “fazer descer fogo do céu à vista dos homens” (Ap 13:13). O protestantismo apostatado poderá citar a profecia de Malaquias para demonstrar que o fogo caindo do céu é obra de alguém enviado por Deus: “Eis que eu vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível Dia do Senhor" (4:5). A chave para não ser enganado está no verso anterior: "Lembrai-vos da Lei de Moisés, meu servo, a qual lhe prescrevi em Horebe para todo o Israel, a saber, estatutos e juízos" (Ml 4:4). Portanto, todo aquele que vier no "espírito de Elias", deverá demonstrar sua credencial divina confirmando a Lei de Deus! Dentro dos Dez Mandamentos está o verdadeiro sinal de Deus para o Seu povo: "Certamente, guardareis os meus sábados; pois é sinal entre mim e vós nas vossas gerações; para que saibais que eu sou o Senhor, que vos santifica" (Ex 31:13). Qualquer um que fizer descer fogo do céu, mas negar o sinal de Deus (o sábado do sétimo dia), na verdade, não provem do Senhor.

A crise final do mundo atingirá o clímax depois da formação da imagem da besta nos EUA, quando os demais países seguirem seu exemplo decretando uma Lei Dominical compulsória. O espírito de totalitarismo próprio da Idade Média então ressurgirá: totalitarismo político, econômico e religioso: “E lhe foi dado comunicar fôlego à imagem da besta, para que não só a imagem falasse, como ainda fizesse morrer quantos não adorassem a imagem da besta. A todos, os pequenos e os grandes, os ricos e os pobres, os livres e os escravos, faz que lhes seja dada certa marca sobre a mão direita ou sobre a fronte, para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tem a marca, o nome da besta ou o número do seu nome”. (Ap 13:15-17).

A polarização do mundo será total. De um lado os que adoram a Deus e tem o seu sinal (o caráter de Deus demonstrado na guarda dos mandamentos, em especial o sábado). Do outro lado, os que adoram a besta e a sua imagem (obedecendo a Lei Dominical) e recebem a sua marca. Como o ponto central da crise final será a adoração, seria bom lembrar que os quatro primeiros mandamentos da Lei de Deus têm como pano de fundo a adoração:

Mandamentos
Transgressão

1- Não terás outros deuses diante de mim.
Adorar a besta (Ap 13:8).

2- Não farás para ti imagem de escultura.
Fazer a imagem da besta (Ap 13: 14 e 15).
3- Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão.
A besta blasfema contra Deus (Ap 13:6 e Lc 5:21).

4- Lembra-te do dia de sábado para o santificar.
Obedecer a Lei Dominical (Ap 13:16).

A grande pergunta então é: Como, afinal, os EUA se aproximaram de Roma e foram influenciados pelos seus princípios? Em primeiro lugar, sem dúvida, foi devido à apostasia do protestantismo, que aconteceu essencialmente por causa do surgimento da Teologia Liberal. A teologia protestante, influenciada por diversas filosofias seculares, como o Humanismo (Renascença), o Iluminismo (Alemanha), o Ceticismo (França), e o Deísmo (Inglaterra), viu surgir em seu seio o método histórico-crítico de interpretação bíblica, base de sustentação para a Teologia Liberal.

Em 1771, o teólogo alemão Johann Solomo Semler (1725-1791), influenciado pelo Iluminismo (a razão em lugar da Revelação) e pelo Deísmo (descrença do sobrenatural na história) publica o primeiro de quatro volumes (1771-1775):Tratado sobre a Livre Investigação do Cânon. Esse Tratado lança as bases de uma “revolução da hermenêutica”, pois estabelece os fundamentos para o método histórico-crítico de interpretação bíblica, pilar de sustentação da atual Teologia Liberal. Em sua obra, Semler declarou: “A raiz de todos os males é usar os termos ‘Palavra de Deus’ e ‘Escritura’ como se fossem idênticos”. (Gerhard F. Hasel, Teologia do Antigo Testamento – Questões Fundamentais no Debate Atual, p. 15 e 16). Para ele, nem toda a Bíblia era resultado de inspiração, mas sim um mero documento histórico, que devia ser examinado por meio de uma metodologia científica, histórica e, portanto, crítica. O objetivo do pesquisador seria “descobrir o cânon normativo dentro do cânon formal. Este último consiste na coleção dos sessenta e seis livros que compõem a Bíblia, formalmente reconhecidos pela Igreja antiga como a Escritura da Igreja Cristã. O cânon normativo seriam as partes destes livros que são realmente a Palavra de Deus”. (Augustus Nicodemus Lopes, O Dilema do Método Histórico-Crítico na Interpretação Bíblica, p. 121).

“Oficialmente, a Teologia Liberal teve seu inicio, no meio evangélico, com o alemão Friedrich Schleiermacher(1768-1834), o qual negava essa autoridade e igualmente a historicidade dos milagres de Cristo... Para ele, o que valia era o sentimento humano: se a pessoa ‘sentia’ a comunhão com Deus, ela estaria salva, mesmo sem crer no Evangelho de Cristo”. (Wikipédia – Teologia Liberal). O protestantismo norte-americano foi influenciado profundamente pela Teologia Liberal, que alterou a cosmovisão dos seus seguidores, e preparou o caminho para, posteriormente, o protestantismo aceitar outro conceito teológico igualmente perigoso, que transformaria a América em um poder muito parecido com Roma papal. Trata-se da Teologia do Domínio.

Como resultado da apostasia e, consequentemente, da perca de influência espiritual sobre a sociedade, o protestantismo precisou lançar mão do poder político ao invés do poder espiritual para voltar a ter influência perante a sociedade. O principal expoente da Teologia do Domínio foi Rousas John Rushdoony, nascido em 1916, em Nova York, o qual publicou em 1973 uma obra (900 páginas) intitulada Institutes of Biblical Law. Ele considerava que as leis do A.T. ainda seguem vigentes no mundo moderno, com exceção daquelas que o N.T. aboliu especificamente. Baseado no plano de Deus para Adão de que ele exercesse o domínio sobre toda a Terra e sobre os animais (Gn 1:26), Rushdoony transformou essa ideia na grande comissão: os cristãos devem submeter todas as coisas e todas as nações a Cristo e a Sua lei, sendo responsáveis por aperfeiçoar a sociedade, incluindo os governos civis, de modo que Jesus possa voltar. Da mesma forma que o teólogo católico Agostinho (pode-se ver aqui a semelhança com Roma papal), Rushdoony também acreditava que os cristãos terão êxito em converter o mundo colaborando para a chegada do milênio de paz na terra. (Marvin Moore, Apocalipse 13, cap. 19.)

Na verdade, a Teologia do Domínio encaixou-se perfeitamente com a cultura norte-americana que, desde o início, via tudo sob a ótica de “um povo eleito para uma missão universal”. (Vanderlei Dorneles, O Último Império, p. 75). “A vertente terrena do milênio de paz figura na interpretação profética dos dispensacionalistas norte-americanos, para quem o milênio de paz será nesta Terra, sob o reinado do Messias”. (Ibidem, p.60). A Teologia do Domínio foi o último degrau na escada para unir os católicos e a direita cristã norte-americana, atualmente atuando para alcançar o mesmo objetivo. Como se pode perceber, do ponto de vista bíblico, a grande comissão de Cristo aos Seus discípulos foi para testemunhar a todas as nações e não para dominá-las (Mt 28:19; 24:14; At 1:8). O mandato de Cristo é testemunhar para pessoas, e não dominar instituições.

Foi também na década de 70 que surgiu nos EUA a Direita Religiosa, um movimento político-religioso cujo propósito era influenciar a política com propostas conservadoras. Em 1979, o reverendo Jerry Falwell fundou a Maioria Moral, outro movimento político-religioso conservador com a intenção de colocar na Casa Branca alguém que fosse influenciado pelos religiosos – o que de fato ocorreu na eleição presidencial de 1980, quando Ronald Reagan venceu o pleito com o apoio de todos esses movimentos. Na década de 80 a política norte-americana sofreu muita influência da Direita Religiosa, e em 1989, surgiu também a Coalizão Cristã, cujos expoentes principais foram Pat Robertson e Ralph Redd. A influência desse grupo aumentou tanto que na década seguinte foi manchete da revista Time: “À Direita de Deus – Conheça Ralph Redd. Sua Coalizão Cristã está em campanha para assumir o controle da política dos EUA, e está funcionando”. (15 de maio de 1995).

E nas duas décadas seguintes, “a Direita Religiosa americana tornou-se cada vez mais católica... Escritores católicos emergiram como líderes intelectuais da Direita Religiosa nas universidades, entre os ideólogos políticos, na imprensa e nos tribunais, promovendo uma agenda, que na sua forma mais teórica envolve uma reivindicação da tradição da lei natural de Tomás de Aquino”.(Howard Schweber, The Catholicization of the American Right, Huffington Post, 24 de fevereiro de 2012). Em outras palavras, a América protestante não só já está parecida com Roma papal, mas também foi tomada pela mesma.

(Continua aqui)

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

A Besta da terra - Parte 1

João também viu “outra besta emergir da terra” (Ap 13:11). Aqui começa a descrição de outro poder que possui semelhanças e diferenças em relação à primeira besta. Uma das semelhanças é que, a exemplo da primeira, também é chamada de besta por se tratar de um poder que assumiria caráter político-religioso. Por outro lado, há duas diferenças significativas na origem desse poder. Enquanto a primeira surgiu “do mar” (símbolo profético para povos, multidões, nações e línguas – Ap 17:15), ou seja, de um lugar densamente povoado, a segunda besta surge “da terra”, simbolizando um lugar despovoado.

Outra diferença é que, a primeira besta, a exemplo dos impérios que a precederam, surgiu quando “os quatro ventos do céu agitavam o mar grande” (Dn 7:2). “Ventos” é um símbolo profético para guerras, conflitos: “Trarei sobre Elão os quatro ventos dos quatro ângulos do céu... e enviarei após eles a espada, até que venha a consumi-los” (Jr 49: 36 e 37). Então, a segunda besta “em vez de subverter outras potências para estabelecer-se... deve surgir em território anteriormente desocupado, crescendo gradual e pacificamente”. (EGW, O Grande Conflito, p. 440).

Igualmente importante para se determinar a segunda besta é verificar a época de seu surgimento, que pode ser confirmada pelo contexto imediato da passagem: “Se alguém leva para cativeiro, para cativeiro vai” (Ap 13:10). Essa foi a última informação profética dada ainda sobre a primeira besta demonstrando que, assim como Roma papal perseguiu e exilou aqueles que aceitavam apenas a autoridade das Escrituras durante a Idade Média, assim também o poder romano seria em algum momento exilado. O que de fato se cumpriu em 1798 quando as tropas de Napoleão prenderam o papa Pio VI e confiscaram as terras de Roma. Portanto, o contexto imediato sugere que a segunda besta surgiria nessa época.

Que poder surgiu em um local antes despovoado e assumiu hegemonia sem precisar anular outros pela guerra no final do séc. XVIII? “Uma nação, e apenas uma, satisfaz às especificações desta profecia; esta aponta insofismavelmente para os Estados Unidos da América”. (EGW, O Grande Conflito, p. 440).

A segunda besta “possuía dois chifres, parecendo cordeiro” (Ap 13:11). A princípio, a segunda besta possuía características de inocência e brandura próprias de um cordeiro. Na história do surgimento dos EUA pode-se perceber duas características distintivas que fizeram dessa nação uma potência: a liberdade civil e a liberdade religiosa. A Declaração da Independência dos EUAafirma: “Todos os homens são criados iguais e dotados pelo Criador de certos direitos inalienáveis, entre eles, a vida, a liberdade e a busca da felicidade”. (Wikipédia – Declaração da Independência dos EUA).

O espírito de liberdade religiosa próprio do protestantismo também prevaleceu entre os colonizadores norte-americanos que haviam fugido das perseguições de Roma na Europa buscando novas terras além-mar onde pudessem adorar a Deus segundo os ditames da sua própria consciência. Tendo a liberdade religiosa como base, a Primeira Emenda da Constituição Americana foi redigida assim: “O Congresso não fará qualquer lei referente ao estabelecimento de religião, ou proibindo o livre exercício desta”. (Wikipédia – Primeira Emenda à Constituição dos EUA).

No entanto, o fundamento da sua força não duraria para sempre, pelo contrário, a profecia apontou para uma futura mudança de atitude da segunda besta: “mas falava como dragão” (Ap 13:11). “A ‘fala’ da nação são os atos de suas autoridades legislativas e judiciárias. Por esses atos desmentirá os princípios liberais e pacíficos que estabeleceu como fundamento de sua política”. (EGW, O Grande Conflito, p. 442).

Como fator agravante, a profecia ainda afirmou que os EUA exerceriam “toda a autoridade da primeira besta em nome dela” (Ap 13:12 – NVI). Algo inesperado e surpreendente deve ocorrer: a segunda besta que foi estabelecida sobre os pilares da liberdade civil e religiosa, desenvolveria o espírito de intolerância e perseguição da primeira besta, agora sim justificando o próprio símbolo profético (besta)! Para que isso se cumpra os EUA devem de alguma forma anular ou reinterpretar radicalmente sua própria Constituição que foi concebida sobre os fundamentos da liberdade civil e da liberdade religiosa.

O profeta João viu então a próxima ação da segunda besta: “Faz com que a terra e os seus habitantes adorem a primeira besta, cuja ferida mortal fora curada”. (Ap 13:12). Ou seja, os EUA deverão impor alguma lei (as leis são a “fala” da nação) cuja observância constituirá um ato de adoração ao papado. Como o sinal do poder de Roma é a observância do descanso dominical, é de esperar que os EUA, em algum momento, estabeleçam uma Lei Dominical obrigatória, cuja observância constituirá ato de adoração ao papado. “Tanto no Velho como no Novo Mundo o papado receberá homenagem pela honra prestada à instituição do domingo que repousa unicamente na autoridade da Igreja de Roma”. (EGW, O Grande Conflito, p. 479).

Embora seja difícil aceitar que os EUA, paraninfo mundial da liberdade, um dia possam renunciar sua própria Constituição e decretar uma Lei Dominical, é bom lembrar que desde 1961, a Suprema Corte norte-americana entende que, leis dominicais por razões seculares não tem relação com o estabelecimento de religião e, portanto, não ferem a Primeira Emenda: “Em função da evolução das nossas Leis Dominicais [Sunday Closing Laws] ao longo dos séculos e de sua ênfase mais ou menos recente em considerações seculares, não é difícil compreender que quando escritas e administradas atualmente, a maior parte delas, pelo menos, são de caráter secular, e não religioso, e que, atualmente, elas não têm qualquer relação com o estabelecimento de religião. . .” (McGowan vs. Maryland, caso 366 U.S. 420, 444 -1961).

Roma sempre reconheceu que o dia de guarda bíblico é o sábado: “A palavra escrita de Deus ordena, de modo absoluto, repetitivo e o mais enfaticamente que o Seu culto seja observado no Sábado, o sétimo dia, ordem essa acompanhada da mais positiva ameaça de morte para com o transgressor”. (Catholic Mirror, 23/set/1893). Da mesma forma, assinala que a mudança para o domingo é uma criação da própria Igreja Católica: “O sábado cristão [domingo] é, por conseguinte, até esse dia, o filho reconhecido da Igreja Católica como esposa do Espírito Santo, sem uma palavra de protesto do mundo Protestante”. (Ibidem). E que essa mudança não tem base bíblica pode-se confirmar pela carta que o bispo Inácio de Antioquia, no começo do segundo século (por volta de 130 d.C.), escreveu aos fiéis de Filadélfia: “Alguns membros da comunidade se haviam separado do bispo porque consideravam necessário que se observasse o sábado... De fato, para provar que o sábado devia ser abolido em favor do domingo, Inácio de Antioquia não podia valer-se de nenhum testemunho escriturístico. O único argumento era que o domingo era o dia da ressurreição de Jesus.” (Dicionário Patrístico e de Antiguidades Cristãs, p. 711).

Na sequência da visão profética, João viu que a segunda besta influenciaria quase o mundo todo “dizendo aos que habitam sobre a terra que façam uma imagem à besta, àquela que, ferida à espada, sobreviveu” (Ap 13:14). A palavra “imagem” (grego, eikon) significa semelhança, figura, estátua. Para determinar o que é a imagem da besta, é preciso entender a formação da própria besta.

“Quando se corrompeu a primitiva igreja, afastando-se da simplicidade do evangelho e aceitando ritos e costumes pagãos, perdeu o Espírito e o poder de Deus; e, para que pudesse governar a consciência do povo, procurou o apoio do poder secular. Disso resultou o papado, uma igreja que dirigia o poder do Estado e o empregava para favorecer aos seus próprios fins, especialmente na punição da 'heresia'... Foi a apostasia que levou a igreja primitiva a procurar o auxílio do governo civil, e isto preparou o caminho para o desenvolvimento do papado - a besta”. (EGW, O Grande Conflito, p. 443).

Como a imagem da besta é uma cópia da própria besta, essa imagem será formada da mesma maneira: "Assim a apostasia na igreja [protestante] preparará o caminho para a imagem da besta". (EGW, O Grande Conflito, p. 444).

"A fim de formarem os Estados Unidos uma imagem da besta, o poder religioso deve a tal ponto dirigir o governo civil que a autoridade do Estado também seja empregada pela igreja para realizar os seus próprios fins”. Ibidem, p. 443.

“Quando as principais igrejas dos Estados Unidos, ligando-se em pontos de doutrinas que lhes são comuns, influenciarem o Estado para que imponha seus decretos e lhes apoie as instituições, a América protestante terá então formado uma imagem da hierarquia romana, e a inflição de penas civis aos dissidentes será o resultado inevitável”. Ibidem, p. 445.

“A história se repetirá. A religião falsa será exaltada. O primeiro dia da semana, um dia comum de trabalho, que não possui santidade alguma, será estabelecido como foi a estátua de Babilônia. A todas as nações, línguas e povos se ordenará que venerem esse falso sábado”. (EGW, Eventos Finais, p. 134).

(Continua aqui)

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Relatório vê Rússia e NATO a prepararem a guerra

A conclusão é do European Leadership Network, um centro de reflexão sobre segurança na Europa. Os autores do relatório são incisivos: Rússia e Aliança atlântica estão a “preparar-se ativamente para a guerra”.

“Não dizemos que as lideranças de ambos os lados já tenham tomado a decisão de avançar para uma guerra, ou que o conflito militar entre os dois seja inevitável, mas a mudança do perfil dos exercícios é um facto e desempenha um papel na manutenção do clima de tensão na Europa”, dizem os três autores do relatório, entre eles o diretor do European Leadership Network (ELN), Ian Kearns. O relatório foi disponibilizado esta quarta-feira no site do ELN, um centro de debate sobre os desafios de segurança e defesa na Europa, com o título “Preparando-se para o pior: os exercícios militares da Rússia e da NATO estão a tornar a guerra na Europa mais provável?”

“Enquanto os representantes de cada parte podem defender que estas operações estão focadas em oponentes hipotéticos, a natureza e escala dos exercícios mostra outra coisa: que a Rússia está a preparar um conflito com a NATO e a NATO está a preparar um possível conflito com a Rússia”. Os autores apresentam análises pormenorizadas sobre dois exercícios, um de cada lado da “barricada”: o exercício russo conduzido em março de 2015 que juntou 80 mil militares; e o exercício da NATO “Allied Shield” em junho de 2015, que juntou quatro tipo de exercícios que ocorreriam no flanco oriental da Aliança, totalizando 15 mil militares dos 19 Estados-membros da organização e três parceiros. Os autores falam de um agravamento da situação ao longo dos últimos 18 meses, desde que a crise na Ucrânia começou, no início de 2014. Tempo em que ocorreram diversos incidentes entre as duas forças militares.

Elementos que servem para os autores denominarem este com “um novo e perigoso ambiente” na Europa. O azedar das relações políticas entre a Rússia e a NATO tem trazido um “ciclo de ação-reação em termos de exercícios militares”. Um ciclo que o estudo chama de “dinâmica perigosa”, já que a outra parte considera os exercícios uma “provocação e um agravar deliberado da crise” (até porque muitos exercícios não são anunciados) e, por outro lado, o aumento de atividade aumenta o próprio risco de perigosos encontros militares entre os dois. O relatório aponta recomendações. Entre elas, os autores consideram vital um aumento da comunicação entre a NATO e a Rússia sobre a calendarização de exercícios. Sugerem ainda uma reflexão aos políticos de ambos os lados sobre os benefícios e perigos de intensificarem os treinos militares nas zonas de fronteira. “Se a Rússia e a NATO decidirem a dado momento reduzir a tensão, mostrar contenção na dimensão e cenários usados nos exercícios militares, pode ser um bom ponto de partida”, estimam os autores do relatório.

Fonte - RTP

Audiência: ideologia do lucro está contra a festa dominical

Quarta-feira, 12 de agosto, muito entusiasmo na Sala Paulo VI para a segunda audiência geral de agosto, após a suspensão de verão no mês de julho.

O Papa Francisco propôs na sua catequese um percurso em três dimensões até ao final do mês de agosto: a família enquanto festa, trabalho e oração.

Nesta quarta-feira o Santo Padre afirmou a festa como algo que marca o ritmo da vida familiar dizendo, desde logo, que é uma invenção de Deus, como nos sugere o Livro do Genesis no relato da criação ao declarar que Deus repousou no sétimo dia. Assim, aprendemos que é preciso dedicar um tempo para contemplar e regozijar-se com o trabalho bem feito.

A festa, portanto, não é sinónimo de preguiça, mas tempo de dirigir um olhar amoroso e agradecido a tantas realidades que nos circundam: os filhos, os netos, a nossa casa, os amigos, a nossa comunidade – sublinhou o Papa.

O tempo de festa suspende o trabalho profissional porque é um tempo sagrado – declarou o Santo Padre frisando que ninguém pode ser escravo do trabalho ao ser excluído do tempo de repouso e de festa:

“Mas o verdadeiro tempo da festa suspende o trabalho profissional e é sagrado, porque recorda ao homem e à mulher que foram feitos à imagem de Deus, o qual não é escravo do trabalho, mas Senhor, e, portanto, também nós não devemos nunca ser escravos do trabalho, mas “senhores”. Há um mandamento para isto, um mandamento que é para todos, ninguém excluído! Ao invés, sabemos que existem milhões de homens e mulheres escravos do trabalho! Isto é contra Deus e contra a dignidade da pessoa humana! A obsessão pelo lucro económico e o eficientismo da técnica colocam em risco os ritmos humanos da vida.”

“ O tempo do repouso, sobretudo aquele dominical, é destinado a nós para que possamos gozar daquilo que não se produz e não se consuma, não se compra nem se vende. Mas, pelo contrário, vemos que a ideologia do lucro e do consumo quer comer também a festa: mesmo essa é, às vezes, reduzida a um “negócio”, a um modo para fazer dinheiro e gastá-lo.”

“Mas é para isto que trabalhamos?”

“…o tempo da festa é sagrado porque Deus o habita num modo especial. A Eucaristia dominical leva à festa toda a graça de Jesus Cristo: a sua presença, o seu amor, o seu sacrifício, o seu fazer comunidade, o seu estar connosco… E assim cada realidade recebe o seu sentido pleno: o trabalho, a família, as alegrias e as canseiras de cada dia, também o sofrimento e a morte; tudo é transfigurado pela graça de Cristo.”

No final da sua catequese o Papa Francisco pediu que não estraguemos os dias de festa porque são um belo presente de Deus, pois “a família é dotada de uma competência extraordinária para compreender, endereçar e sustentar o autêntico valor do tempo de festa e me particular do domingo. Não é com certeza um acaso que as festas onde participa toda a família são as que correm melhor! – afirmou o Santo Padre.

Nas saudações o Papa dirigiu-se também aos peregrinos de língua portuguesa dizendo-lhes que são “chamados a ser testemunhas do Evangelho no mundo transfigurados pela alegria e pela graça misericordiosa que Jesus nos dá em cada domingo na Santa Missa”.

O Papa Francisco a todos deu a sua benção!

Papa: a festa é um presente de Deus, não a estraguemos

Cidade do Vaticano (RV) – Diante de mais de 7 mil pessoas que lotaram a Sala Paulo VI na manhã desta quarta-feira (12/8), o Papa Francisco deu início a um novo ciclo de catequese – sempre, porém, no contexto da família.

“Hoje damos início a um pequeno percurso de reflexão sobre três dimensões que articulam, por assim dizer, o ritmo da vida familiar: a festa, o trabalho e a oração”, iniciou o Pontífice.

Sobre o primeiro aspecto – a festa – Francisco afirmou, com base no Gênesis: “A festa é uma invenção de Deus”. “Deus nos ensina sobre a importância de dedicar um tempo para contemplar e usufruir daquilo que, no trabalho, foi bem realizado”, disse.

Falo do trabalho, naturalmente, não somente sobre ofício e profissão, mas no sentido mais amplo: toda ação com a qual nós homens e mulheres podemos colaborar com a obra criadora de Deus”, recordou.

Afirmando que a festa não é a preguiça de estar na poltrona, ou a sensação de uma vã evasão, Francisco refletiu: “A festa é, antes de tudo, um olhar amoroso e de gratidão sobre o trabalho desenvolvido”.

Tempo de graça

A festa – prosseguiu o Pontífice – é também “tempo para olhar aos filhos, aos netos, que estão crescendo e pensar: que lindo! É tempo para ver a nossa casa, os amigos que recebemos, a comunidade que nos circunda, e pensar: que coisa boa! Deus fez assim. E continuamente o faz, porque Deus cria sempre, até neste momento”.

Todavia, o Papa recordou que o momento da festa pode coincidir com circunstâncias difíceis ou dolorosas nas quais se celebra com um “nó na garganta”. “Também nestes casos, peçamos a Deus a força para não esvaziá-la completamente”, sugeriu.

O Papa incentivou a festa também no ambiente de trabalho, quando se celebram aniversários, casamentos, nascimentos ou a chegada de novos colegas. Contudo, defendeu que “o verdadeiro tempo da festa suspende o trabalho profissional, e é sagrado”.

Trabalho não é escravidão

Isso, disse Francisco, “recorda ao homem e à mulher que são feitos à imagem de Deus, o qual não é escravo do trabalho, mas Senhor”.

“Portanto, também nós não devemos jamais ser escravos do trabalho, mas ‘senhores’. Há um mandamento para isso, um mandamento que envolve a todos, ninguém fica de fora! Porém, sabemos que existem milhões de homens e mulheres e até mesmo crianças que são escravos do trabalho. Isso vai contra Deus e contra a dignidade da pessoa humana”.

Modelo tecnocrático

Francisco recordou que, atualmente, a obsessão pelo ganho econômico e a eficiência do modelo tecnocrático colocam em risco os ritmos humanos da vida. “O tempo do repouso, sobretudo aquele dominical, é destinado a nós para que possamos usufruir daquilo que não se produz e não se consome, não se compra e não se vende”, advertiu.

“Apesar disso, vemos que a ideologia do ganho e do consumo quer ‘abocanhar’ também a festa: esta também, às vezes, é reduzida a um ‘negócio’, a um modo para ganhar dinheiro e gastá-lo. Mas é para isso que trabalhamos?”, questionou o Papa.

“A cobiça do consumo, que traz junto o desperdício, é um vírus terrível que, entre outras coisas, nos faz reencontrar-nos, ao final, mais cansados do que antes. É nocivo ao verdadeiro trabalho e consuma a vida. Os ritmos desregulados da festa fazem vítimas, frequentemente os jovens”, alertou.

Afirmando que o tempo de festa é sagrado porque nele Deus está presente de maneira especial, Francisco disse que a Eucaristia dominical “concede à festa toda a graça de Jesus Cristo: a sua presença, o seu amor, o seu sacrifício, o seu fazer-se comunidade, o seu estar conosco... E, assim, todas as realidades recebem um sentido pleno: o trabalho, a família, as alegrias e as fatigas cotidianas, tudo é transfigurado pela graça de Cristo.

Por fim, destacando que a família é dotada de uma “competência extraordinária" para entender, endereçar e apoiar o autêntico valor do tempo da festa e, em particular do Domingo, Francisco fez um pedido: “A festa é um precioso presente de Deus à família humana: não estraguemos isso”.

Fonte - Radio Vaticano

O papa é a consciência moral do mundo

"O Papa Francisco é agora a consciência moral do mundo, bem como o líder de uma nova revolução de pessoas. Francisco é...

Posted by Diário da Profecia on Quarta, 12 de agosto de 2015

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Mundo precisa investir na nova agenda de desenvolvimento sustentável, defende Amina Mohammed

É essencial que os países façam os investimentos necessários para a realização da nova agenda de desenvolvimento sustentável. A opinião é de Amina Mohammed, conselheira especial do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, sobre o planejamento da agenda de desenvolvimento pós-2015.

Para Amina, pela "primeira vez", não se está "colocando um paliativo no problema", mas sim olhando para suas "raízes".

Segundo a especialista, a não ser que sejam feitos os investimentos a fim de olhar para essas causas, continuará a haver escalada de conflitos, danos ao meio ambiente e mais pessoas serão excluídas.

Em entrevista ao serviço de notícias da ONU, Amina destacou que os recursos necessários para o investimento nesta nova agenda já existem e que seria só uma questão de desbloqueá-los.

17 Objetivos

No dia 2 de agosto, os 193 Estados-membros da ONU concordaram em uma agenda ambiciosa que contém 17 novos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

Seu objetivo é acabar com a pobreza, promover a prosperidade e o bem-estar das pessoas e, ao mesmo tempo, proteger o meio ambiente até 2030. O acordo conclui um processo de negociação que durou mais de dois anos e teve participação inédita da sociedade civil.

Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável serão formalmente adotados por líderes mundiais em uma cúpula especial em Nova York entre 25 e 27 de setembro. Eles sucedem os oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODMs), que se encerram no fim de 2015.

Estilo de vida

Os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e as 169 metas contidas na nova agenda buscam enfrentam barreiras sistêmicas fundamentais ao desenvolvimento sustentável como desigualdade, padrões de consumo e produção insustentáveis, infraestrutura inadequada e falta de empregos decentes.

Para Amina Mohammed, a questão é sobre "comportamento, meios de subsistência e estilos de vida". Segundo a especialista, é ainda sobre como as pessoas consomem e produzem porque "claramente não se pode continuar a testar o planeta" da maneira que é feito.

A conselheira especial do secretário-geral sobre o planejamento da agenda de desenvolvimento pós-2015 afirmou ainda "haver uma coisa sobre este planeta maravilhoso", que chamou de "casa": ele pode existir sem as pessoas, mas as pessoas não podem existir sem ele.

Fonte - EcoD

Nota DDP: É de se notar que a linguagem é a mesma utilizada pelo Vaticano.

domingo, 9 de agosto de 2015

Tufão Soudelor faz doze mortos na China

O tufão Soudelor fez doze mortos no leste da China, enquanto cinco pessoas estão desaparecidas, em lugares atingidos pelas chuvas mais intensas do último século, de acordo com informações da imprensa oficial.

Seis pessoas já haviam morrido durante a passagem do tufão pelo Taiwan no último sábado (8).

O mau tempo causou deslizamentos de terra em áreas rurais da província de Zhejiang, no leste, segundo a agência oficial de notícias Xinhua.

De acordo com autoridades locais, citadas pela agência, as vítimas poderiam ter sido levadas pelas inundações ou soterradas pelos escombros das casas.

O tufão, que começou a varrer a China na noite de sábado, afeta cerca de 1,3 milhão de pessoas, de acordo com a agência, e já provocou estragos no valor de 3,8 bilhões de yuans (617 milhões de dólares).

Mais de dois milhões de casas ficaram sem energia, acrescentou a Xinhua. Neste domingo, a eletricidade já havia sido restaurada em parte delas.

As maiores precipitações dos últimos 100 anos atingiram principalmente o condado de Wencheng, que registrou 645 milímetros de chuva em 24 horas.

O tufão, que foi descrito como o mais poderoso do ano em sua passagem por Taiwan, tem enfraquecido desde então.

De acordo com o Centro Meteorológico Nacional, Soudelor deve ser rebaixado à noite para a categoria de tempestade tropical à medida que progride no continente.

Pelo menos 250.000 pessoas foram evacuadas nas províncias de Fujian e Zhejiang, em antecipação da chegada do tufão.

Em Taiwan, as chuvas causaram deslizamentos de terra. Árvores foram arrancadas, bem como fios elétricos, mergulhando quatro milhões de casas na escuridão.

Cerca de 500.000 continuavam sem energia neste domingo, de acordo com a companhia nacional Taiwan Power Co.

O número oficial de mortos em Taiwan subiu para seis com a descoberta do corpo de uma menina de oito anos de idade desaparecida na quinta-feira após ser arrastada pelas ondas que se formaram com a aproximação do tufão.

Sua mãe e sua irmã gêmea, igualmente arrastadas pelo mar, também morreram. Cerca de 379 pessoas ficaram feridas.

Taiwan retirou o alerta de tufão neste domingo, mas as autoridades alertaram que fortes chuvas ainda devem cair no sul da ilha.

Fonte - Yahoo
Related Posts with Thumbnails