domingo, 17 de março de 2013

Papa surpreenderá com reviravolta na Igreja

Berlim, 17 mar (EFE).- O ex-sacerdote brasileiro Leonardo Boff, um dos mais destacados representantes da chamada Teologia da Libertação, acredita que o papa Francisco surpreenderá muitos dando um reviravolta radical à Igreja.

'Agora é papa e pode fazer o que quiser. Muitos se surpreenderão com o que Francisco fará. Para isso, precisará de uma ruptura com as tradições, deixar para trás a cúria corrupta do Vaticano para abrir passagem para uma igreja universal', disse Boff em entrevista que será publicada na edição da próxima semana da revista alemã 'Der Spiegel'.

O teólogo se disse muito satisfeito que o novo papa, o cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio, tenha assumido o nome de Francisco para seu pontificado.

'Este nome é programático: Francisco de Assis representa uma igreja dos pobres e dos oprimidos, responsabilidade perante o meio ambiente e rejeição ao luxo e a ostentação', acrescentou Boff, que pertence à Ordem dos Frades Menores, mais conhecidos como Franciscanos.

O estudioso disse também que, embora em muitos aspectos - como o referente aos anticoncepcionais, o celibato e o homossexualismo - Francisco tenha seguido uma linha conservadora como cardeal, isso se deveu apenas à pressão do Vaticano. Para ele, há elementos que indicam que o novo pontífice é muito mais liberal.

'Há alguns meses, por exemplo, ele aprovou expressamente que um casal de homossexuais adotasse uma criança. Tem contato com sacerdotes que foram repudiados pela igreja oficial por terem se casado. E, o mais importante, é que não se deixou separar de sua convicção que temos que estar do lado dos pobres', destacou.
...

Nota DDP: Ver também "Primeiras palavras do novo papa". Destaque:

"E agora iniciamos este caminho, Bispo e povo... este caminho da Igreja de Roma, que é aquela que preside a todas as Igrejas na caridade. Um caminho de fraternidade, de amor, de confiança entre nós." 

Sem retomar os pontos bem considerados pelo irmão Michelson Borges em "Francisco: o primeiro papa jesuíta" e Filipe Reis em "Papa Francisco, novo líder da igreja romana", gostaria apenas de acrescentar que é bem a caráter o aparecimento de um papa "antagônico" ao duro pontificado anterior, vez que agora estaríamos diante de um "liberal".

A sociedade atual clama por uma igreja "acolhedora" (leia-se liberal), especialmente em pontos de conflito, como divórcio, anticoncepcionais, celibato dos padres e homossexuais. Uma verdadeira "ruptura com as tradições" e um aparente reencontro com os anseios populares. Isso inclusive não é privilégio dos católicos, algo semelhante ocorre no meio do adventismo.

Mas parece vir exatamente neste sentido a afirmação "iniciamos este caminho, bispo e povo". Um papa "do povo", livre do abismo que o luxo e a ostentação produziu entre o clero e os fiéis, condescendente com os reclamos populares de contextualização da igreja e, além de tudo, ecológico. Não se pode perder de vista ainda que a prioridade do pontificado anterior já reaparece na primeira manifestação do atual: a igreja de roma, que é aquela que preside a todas as igrejas.

Mas podemos realmente estar diante de uma reviravolta. Programada obviamente, porque roma não muda. Nessa possível "reviravolta", todos estes elementos nos levam a apenas um lugar: um dia comum de culto, o domingo.

Que ela venha logo.

Da ferida não resta nem cicatriz

Semana passada, ao assistir no Jornal Nacional à reportagem sobre acusações feitas contra o papa Francisco de ele ter supostamente certo envolvimento com a ditadura na Argentina, pude perceber a “vontade” de inocentá-lo (e não estou dizendo que ele tem culpa). Patrícia Poeta concluiu a matéria com ar de “estão vendo como o papa não tem culpa?”. Desde que foi eleito, Jorge Mario Bergoglio tem contado com a simpatia geral e da mídia, em especial – principalmente a brasileira. E as semanais provam isso. A revista Veja desta semana destaca a humildade de Francisco (e a escolha não ocasional de seu novo nome) – “Acessível a todos, Francisco é lembrado por sua humildade”.

A revista traz, entre outros, o depoimento do jesuíta Mario Rausch, de 60 anos, que trabalha na Faculdade de Filosofia e Teologia de San Miguel, da qual Bergoglio foi professor e reitor: “Estou convencido de que Bergoglio aceitou enfrentar esse desafio ao reconhecer que essa não é apenas uma decisão dos cardeais, mas uma decisão de Deus, a que não se pode dizer não. Sabemos que não vai ser fácil enfrentar os problemas por que passa o Vaticano hoje. Mas acreditamos que o papa Francisco fará um bem enorme à Igreja. E nós, jesuítas, nos colocamos à diposição para acompanhá-lo nesse novo caminho.”

Hoje o papa celebrou sua primeira missa de domingo, em uma pequena paróquia do Vaticano e não na basílica de São Pedro. Segundo Veja, antes de entrar na igreja, Francisco cumprimentou os devotos que se aglomeravam do lado de fora, gritando “Francesco”, seu nome em italiano. No fim da missa, ele esperou do lado de fora da igreja e saudou as pessoas que saiam, como faz um padre. Pediu a várias pessoas que orassem por ele.

A revista IstoÉ publicou: “Dentre suas paredes milenares, a Igreja abalada por uma crise sem precedentes... esperava a escolha de seu líder. Na praça, o rebanho orava com fé e esperança. Estava prestes a surgir um papa novo para um novo mundo [um papa para o mundo?!]. E ele veio, humilde, e pediu a bênção dos fiéis.” Mais apoteótico e ufanista, impossível. Mas tem mais: “Eis o primeiro papa latino-americano da história, o primeiro não europeu em quase 1.300 anos. Eis o primeiro jesuíta a sentar-se no trono de Pedro. Eis o primeiro a adotar, para comandar a Igreja Católica, o nome Francisco. Eis o início de uma era, a era franciscana.” [Uma nova era?!]

A reportagem com tons quase literários, traz ainda o seguinte: “Enfim, o pontífice solta a voz e a chama da mudança, tão necessária para a alquebrada Igreja Católica, acende com suas palavras, espantando a garoa fina que cai sobre o Vaticano. ‘Fratelli e sorelli, buona sera.’ Um pastor que diz boa noite a seu rebanho é um papa ‘do fim do mundo’, como ele próprio se definiu – com o arremate de um sorriso afetuoso, que definitivamente conquistou os cristãos presentes à praça. ‘É um homem santo’, ouvia-se. Se ainda havia tensão, pela espera da fumaça branca; espanto, pela rapidez da escolha, em 26 horas e cinco escrutínios, e pelo anúncio do nome improvável; e, para muitos, decepção, por não ser um italiano depois de 35 anos, tudo havia se dissipado naquele momento. [...] A barca de Pedro está atualmente em águas tão tormentosas que os príncipes do Vaticano preferiram entregar sua direção para uma figura que lhes dê total segurança. [...] Com a saída de Bento XVI e a assunção de Francisco, o Vaticano troca um intelectual por um homem das ruas, um pastor. A teoria e a doutrina cedem espaço à prática evangelizadora.”


Tudo indica realmente que esse novo papa caiu na simpatia popular e da imprensa. Todos têm destacado sua simplicidade e potencial evangelizador, justamente do que a Igreja Católica mais precisa nestes tempos em que a perda de fieis tanto preocupa seus líderes.

O potencial ecumêmico de Francisco também é grande, haja vista a declaração sinalizadora do conhecido líder evangélico pastor Rick Warren. Em seu Twitter, ele escreveu: “Bem-vindo, papa Francisco. #HabemusPapam Você tem nossas orações.”

O presidente norte-americano também se manifestou, dizendo: “Estou ansioso para trabalhar com Sua Santidade para fazer avançar a paz, a segurança e a dignidade dos nossos companheiros seres humanos.”

Na próxima terça-feira, dia 19, será realizada a missa de inauguração do pontificado de Francisco. O governo italiano espera que mais de um milhão de pessoas compareçam à Roma para acompanhar a cerimônia. SegundoVeja, a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, confirmou presença, assim como a presidente brasileira, Dilma Rousseff, a chanceler alemã, Angela Merkel, e o vice-presidente americano, Joe Biden.

Como se pode ver, da “ferida mortal” (Ap 13:3) causada pelo poder napoleônico em 1798, não resta sequer cicatriz. Com o novo papa, a influência da Igreja Católica nos rumos do mundo só tende a crescer, conforme anteviu Ellen White, há mais de cem anos:

“‘Vi uma de suas cabeças como ferida de morte, e a sua chaga mortal foi curada; e toda a Terra se maravilhou após a besta’ (Ap 13:3). A aplicação da chaga mortal indica a queda do papado em 1798. Depois disto, diz o profeta: ‘A sua chaga mortal foi curada; e toda a Terra se maravilhou após a besta.’ Paulo declara expressamente que o homem do pecado perdurará até ao segundo advento (2Ts 2:8). Até mesmo ao final do tempo prosseguirá com a sua obra de engano. E diz o escritor do Apocalipse, referindo-se também ao papado: ‘Adoraram-na todos os que habitam sobre a Terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida’ (Ap 13:8). Tanto no Velho como no Novo Mundo o papado receberá homenagem pela honra prestada à instituição do domingo, que repousa unicamente na autoridade da Igreja de Roma [...] A sagacidade e astúcia da Igreja de Roma são surpreendentes. Ela sabe ler o futuro. Aguarda o seu tempo, vendo que as igrejas protestantes lhe estão prestando homenagem com o aceitar do falso sábado, e se preparam para impô-lo pelos mesmos meios que ela própria empregou em tempos passados. Os que rejeitam a luz da verdade procurarão ainda o auxílio deste poder que a si mesmo se intitula infalível, a fim de exaltarem uma instituição que com ele se originou” (O Grande Conflito, p. 579, 580).

 

O teólogo Sérgio Santeli aponta três evidências da cura da ferida:

1) Desde a assinatura do Tratado de Latrão, em 1929, quando a Santa Sé passou a ser reconhecida como um estado independente, 176 países já estabeleceram relações diplomáticas com a Sé papal.

2) Após a publicação do documento final da 5ª Conferência Episcopal da América Latina e do Caribe (Celam), realizada de 13 a 31 de maio em Aparecida do Norte, SP, a mídia divulgou que Bento XVI viu “com particular apreço as palavras que exortam a dar prioridade à Eucaristia e à santificação do Dia do Senhor nos programas pastorais”, contidas nesse documento.

3) O Vaticano divulgou um documento no qual afirma que “fora da Igreja Católica não há salvação”. Por meio desse documento, o Vaticano demonstra explicitamente qual é sua verdadeira intenção, ou seja, readquirir a supremacia mundial perdida no fim da Idade Média. Segundo o próprio Vaticano, só assim “poderá chegar à unidade de todos os cristãos ‘em um só pastor’ (Jo 10:16) e sanar essa ferida que ainda impede à Igreja Católica a realização plena de sua universalidade na história”.

Eu acrescentaria um quarto ponto:

4) A simpatia e a simplicidade (aliadas à tenacidade e persistência de um jesuíta) de Francisco podem ser de grande valia nesse propósito, embora o mundo extasiado e embevecido com a escolha do novo papa mal se dê conta de todos os interesses por trás das aparências e do espetáculo.

Assim como a IstoÉ mencionou, a revista Época, em uma de suas reportagens especiais da edição deste domingo (que dedica 48 páginas ao assunto), trouxe o título “O papa do fim do mundo”. Bergoglio se referiu à sua origem argentina, mas bem que podia estar se referindo a outra coisa...

Michelson Borges

Nota Michelson Borges: Fico pensando o que seria de outra igreja que tivesse um banco, e que esse banco estivesse sendo acusado de corrupção... A imprensa "cairia de pau". Fico pensando também o que seria de qualquer outra igreja com tantos líderes condenados por pedofilia... A imprensa "desceria o verbo". Mas há outro aspecto, e sobre esse nem preciso pensar muito, pois o contraste é gritante: Bergoglio disse certa vez que "o casamento gay é um movimento do diabo". O pastor evangélico Silas Malafaia não chegou a tanto, embora seja bastante contundente em suas declarações, mas quem foi "detonado" pela mídia? Isso mesmo, o pastor. Por que a instituição papal é tão suave e desproporcionalmente criticada e tão poupada? Porque "todo o mundo ficou maravilhado" (Ap 13:3, NVI) com o espetáculo midiático proporcionado pelo papado e sua influência crescente. A conivência da imprensa salta aos olhos (no Brasil, tem até emissora parecendo "assessora direta do Vaticano"), mas isso também é profético.[MB]

Leia também: "Francisco: o primeiro papa jesuíta" e "O último papa"

sexta-feira, 15 de março de 2013

A Última Esperança - Pr. Luís Gonçalves

quinta-feira, 14 de março de 2013

Francisco: o primeiro papa jesuíta

O novo papa da Igreja Católica é o argentino Jorge Mario Bergoglio, jesuíta de 76 anos. Ele adotou o nome Francisco. O arcebispo do Rio, d. Orani, disse acreditar que a escolha do nome pode ser uma homenagem a São Francisco de Assis, pela simplicidade, e também a São Francisco Xavier, que foi jesuíta como o novo papa. Cardeal desde 2001 e arcebispo de Buenos Aires desde 1998, o nome dele não figurava entre os favoritos para suceder Bento XVI. Esta é a primeira vez, em 1300 anos, que o papa não é da Europa. Segundo John Allen Jr., um dos mais experientes vaticanistas da atualidade, Bergoglio é um ortodoxo inflexível em matéria de moral sexual e convicto opositor do aborto, da união homossexual e da contracepção. Em 2010 ele afirmou que a adoção de crianças por gays é uma forma de discriminação contra as crianças, o que lhe valeu uma reprimenda pública por parte da presidente argentina Cristina Kirchner. Ao mesmo tempo, ele demonstra sempre profunda compaixão pelas vítimas da aids; em 2001, por exemplo, visitou um sanatório para lavar e beijar os pés de 12 pacientes soropositivos.

O anúncio da escolha do 266º pontífice da Igreja Católica foi feito pelo cardeal protodiácono (primeiro dos diáconos), o francês Jean-Louis Tauran. Antes do conclave, a imprensa argentina tinha pouca confiança nas chances de Bertoglio, que esteve perto de ser escolhido papa em 2005. Segundo o jornal Clarín, a idade avançada e alguns problemas recentes de saúde pesavam contra o cardeal nesta eleição. Sua entrada na Capela Sistina, porém, provocou aplausos entusiasmados dos presentes e deu um indício de sua força. O novo pontífice foi o segundo mais votado no conclave de 2005, no qual foi eleito o alemão Joseph Ratzinger, Bento XVI. [...]

(Estadão)

Nota Criacionismo: Realmente surpreende a eleição de um papa sul-americano (o primeiro da história). Francisco I (cujo desafio será grande) pareceu simpático e humilde em sua primeira declaração pública, pouco depois de eleito, mas há um detalhe que não pode ser passado por alto: ele também é o primeiro papa pertencente à ordem dos jesuítas. Essa ordem religiosa foi fundada em 1534, por Inácio de Loyola, logo após a Reforma Protestante. O objetivo da ordem era barrar o avanço do protestantismo, no contexto da Contrarreforma Católica (é bom lembrar que, além da pedofilia e dos desmandos financeiros, o avanço evangélico - especialmente na América do Sul - é uma das preocupações da cúpula católica).

Segundo resenha do livro A História Secreta dos Jesuítas, publicada no blog Minuto Profético, do pastor e mestre em Teologia Sérgio Santeli, Edmond Paris [o autor do livro] “demonstra, com uma riqueza bibliográfica digna de grandes obras, o papel histórico desempenhado pelos jesuítas em destruir o regime político republicano (liberdade civil) e o protestantismo (liberdade religiosa) onde quer que existissem, tendo como único e exclusivo objetivo final devolver ao Vaticano a supremacia política mundial (poder temporal)”. De acordo com Paris, o apoio jesuíta ao regime de Hitler, por exemplo, tinha um propósito declarado: enfraquecer as nações cujo regime político republicano e religião protestante eram um empecilho aos objetivos de supremacia da Sé Papal.

O Dr. Alberto Rivera (ex-jesuíta) escreveu na Introdução do livro: “No momento em que Inácio de Loyola apareceu em cena, a Reforma Protestante tinha danificado seriamente o sistema católico romano. Ele chegou à conclusão de que a única possibilidade de sobrevivência para a sua ‘igreja’ seria através do reforço dos cânones e doutrinas a respeito do poder temporal e da instituição católica romana. Isso aconteceria não pelo simples aniquilamento das pessoas, conforme os frades dominicanos se incumbiam de fazer através da Inquisição, mas pela infiltração e penetração em todos os setores da sociedade. ‘O protestantismo deve ser conquistado e usado para o benefício dos papas’, era a proposta pessoal de Inácio de Loyola ao papa Paulo III. Os jesuítas começaram a trabalhar imediatamente, infiltrando-se em todos os grupos protestantes, incluindo-se aí suas famílias, locais de trabalho, hospitais, escolas, colégios e demais instituições. Atualmente, têm sua missão praticamente concluída.”

Um século antes de Edmond Paris publicar seu livro, Ellen White escreveu: “Em toda a cristandade o protestantismo estava ameaçado por temíveis adversários. Passados os primeiros triunfos da Reforma, Roma convocou novas forças, esperando ultimar sua destruição. Nesse tempo fora criada a ordem dos jesuítas – o mais cruel, sem escrúpulos e poderoso de todos os defensores do papado. Separados de laços terrestres e interesses humanos, insensíveis às exigências das afeições naturais, tendo inteiramente silenciadas a razão e a consciência, não conheciam regras nem restrições, além das da própria ordem, e nenhum dever, a não ser o de estender o seu poderio.

“O evangelho de Cristo havia habilitado seus adeptos a enfrentar o perigo e suportar sem desfalecer o sofrimento, pelo frio, fome, labutas e pobreza, a fim de desfraldar a bandeira da verdade, em face do instrumento de tortura, do calabouço e da fogueira. Para combater essas forças, o jesuitismo inspirou seus seguidores com um fanatismo que os habilitava a suportar semelhantes perigos, e opor ao poder da verdade todas as armas do engano. Não havia para eles crime grande demais para cometer, nenhum engano demasiado vil para praticar, disfarce algum por demais difícil para assumir. Votados à pobreza e humildade perpétuas, era seu estudado objetivo conseguir riqueza e poder para se dedicarem à subversão do protestantismo e restabelecimento da supremacia papal.

“Quando apareciam como membros de sua ordem, ostentavam santidade, visitando prisões e hospitais, cuidando dos doentes e pobres, professando haver renunciado ao mundo, e levando o nome sagrado de Jesus, que andou fazendo o bem. Mas sob esse irrepreensível exterior, ocultavam-se frequentemente os mais criminosos e mortais propósitos. Era princípio fundamental da ordem que os fins justificam os meios. Por este código, a mentira, o roubo, o perjúrio, o assassínio, não somente eram perdoáveis, mas recomendáveis, quando serviam aos interesses da igreja. Sob vários disfarces, os jesuítas abriam caminho aos cargos do governo, subindo até conselheiros dos reis e moldando a política das nações. [...] Os jesuítas rapidamente se espalharam pela Europa e, aonde quer que iam, eram seguidos de uma revivificação do papado” (O Grande Conflito, p. 234, 235 - grifos meus).

Tudo o que a Igreja Católica mais precisa agora é de uma “revivificação do papado”. Será esse o papel desse jesuíta aparentemente carismático e bondoso? Teriam os jesuítas abandonado os propósitos para os quais foram criados? Conseguirá Francisco I conquistar a simpatia mundial para levar a cabo os objetivos do poder que agora representa? O tempo dirá.[MB]

quarta-feira, 13 de março de 2013

A grande renúncia III

Uma bateria de motivos fortaleciam a motivação para o papa renunciar e enfraqueciam a possibilidade do papa continuar no poder. O trono tornou-se insustentável para ele. Este é o cenário do fim. O papa, em certos casos vitais, não governava mais, outros agiam em seu lugar, como é o caso do Vatileaks, da imoralidade interna na Santa Sé e dos escândalos de pedofilia. Suas ordens não se transformavam em realidade. São tantos os fatos de escândalos que só mesmo uma ação de reforma geral, a partir do Vaticano, e mundo afora, para regularizar a situação da igreja. Uma bolha de séculos, milênios estourou nas mãos de Bento XVI. Isso acontece em momento estratégico na história da humanidade.

A polêmica gerada pelo vazamento das cartas pessoais do papa resultaram em livro escrito por Gianluigi Nuzzi, “Sua Santidade – As cartas secretas de Bento XVI”. Em 2011 o jornalista bombardeou o planeta com a revelação de cartas e documentos confidenciais de Bento XVI, abrindo ao planeta um Vaticano de traições, lutas de poder e influência de máfias. E Bento XVI, não apenas nada sabia do vazamento dessas informações como não mais possuía o controle da situação. Daí para ele cair, ou como se diz, renunciar, era uma questão de tempo. Afinal, Bento XVI fora eleito pelos seus pares exatamente para tornar a igreja forte, e o que estava acontecendo a enfraquecia a ponto de comprometer a entrada de donativos e muitos católicos abandonarem a fé.

Ao longo dos tempos, pela primeira vez estão vazando dos grandes poderes sobre a Terra informações secretas. Surgiu um site na internet, o WikiLeaks, que consegue por meio de amizades e pessoas que vão atrás, e outros que querem mudanças radicais documentos considerados confidenciais e secretos. Milhões desses documentos foram parar nas páginas desse site virtual. E como qualquer coisa virtual, o que assim é publicado pode ser reproduzido indefinidamente, todos que querem tomam conhecimento. E o mundo está sabendo o que os grandes líderes discutem em secreto e especialmente, se for o caso, o que estão tramando. Já não é mais possível manter segredo em muitos casos, porque alguém pode descobrir.

No caso da Igreja Católica, é a primeira fase da crise para estes últimos dias, como diz o texto de Apocalipse 14:8. Muitos estão saindo para outras igrejas ou para a Igreja Adventista. Mas o principal motivo da grande renúncia, não é nenhum dos que até agora se aventou através da mídia global. Nem mesmo esse que, pelas análises dos especialistas, parece ter sido a gota d’água a levar Bento XVI a tão radical decisão. Há mais, que a mídia não sabe, e talvez Bento XVI também não, e talez nem os grandes do Vaticano.

Está nesse momento, desde alguns poucos anos, em andamento no mundo um reavivamento por meio da Bíblia. Muita gente está lendo esse livro e procurando a verdade. E líderes da igreja católica estão lendo os livros proféticos de Ellen G. White, procurando conhecimento verdadeiro. Muitos já estão preparados para o desenrolar da grande controvérsia. Um que outro já se manifestou em público a favor da santidade do sábado, como o corajoso padre Fábio de Melo (http://www.youtube.com/watch?v=c-zgVvLB194);. A controvérsia entre o sábado e o domingo será o principal assunto antes do fechamento da porta da graça. Essa controvérsia está começando!

Na Igreja Adventista do Sétimo Dia, por esses dias, ocorre um reavivamento e reforma jamais vistos desde que ela foi fundada. É a última vez que tal movimento ocorrerá neste mundo. É o reavivamento para a preparação da vinda de CRISTO, é o movimento da vinda simbólica de Elias preparando o retorno glorioso do Salvador. E o sábado está sendo ensinado com crescente poder. Isto quer dizer que estamos na iminência do decreto dominical, a tentativa de silenciar tal ensinamento. O decreto dominical desencadeará uma crise global para a qual Bento XVI não está preparado. Nem tem mais a liderança necessária, nem pode mais contar com o apoio dentro do Vaticano, e nem tem idade para enfrentar o poder do ESPÍRITO SANTO que será derramado sobre muitos nesta Terra.

O que Bento XVI e João Paulo II tiveram que fazer, fizeram, que foram as alianças com muitos países e com a Organização das Nações Unidas – ONU, para o tempo que vem pela frente. Agora é a vez de um papa mais jovem, que tenha prestígio e seja capaz de agregar em torno de si forças que nem sempre se entendem, muitas vezes competem e conflitam entre si. Ele precisa ser capaz de atrair as forças políticas do mundo inteiro contra os que defendem o sábado. Lúcifer é grande estrategista, ele sabe que para reunificar forças fragmentadas, como hoje se ve no Vaticano, precisa mobilizar todos contra um inimigo comum. Essa estratégia de guerra muitos grandes generais já utilizaram no passado. Quando alguma orgaização é eleita como inimigo comum, e se diz ser uma ameça para eliminar, todas as forças discordantes se alinham contra esse inimigo.

Em Babilônia há quem saiba que falta pouco para o desfecho. Por isso, em toda a história dos papas, esta é a primeira vez que um papa renuncia alegando estar muito fraco. Nesse aspecto, essa é a mais pura verdade! O novo papa enfrentará um poder que jamais um deles enfrentou. É o poder vindo pelo reavivamento entre o povo de DEUS. “Haja um reavivamento da fé e poder da primitiva igreja, e o espírito de opressão reviverá, reacendendo-se os fogos da perseguição” (História da Redenção, 325). É isso que aguarda o novo papa. “Eis que a grande crise vem sobre o mundo. As Escrituras ensinam que o papado deverá readquirir sua supremacia perdida, e que os fogos da perseguição serão reatados por meio das concessões oportunistas do chamado mundo protestante.” (II Mensagens Escolhidas, 367). “Como os defensores da verdade se recusem a honrar o descanso dominical, alguns deles serão lançados na prisão, exilados, e outros tratados como escravos” (O Grande Conflito, 608).

É satanás que está assumindo o poder no planeta. São os preparativos para a batalha final. Agentes humanos devem, então, agir com o inimigo formando um só corpo, um só poder, e oferecer a DEUS uma sólida oposição, contra o povo santo. Sabem que esse povo, formado por elementos de todas as igrejas, terá um poder sobrenatural para iluminar a Terra com a proclamação da verdade, como jamais foi visto desde os tempos apostólicos. Esse tempo está chegando, sim, ele já chegou, ao menos já iniciou. E satanás está preparando suas forças, ele vem assumindo desesperadamente o comando. “Através de meu representante, engrandecerei a mim mesmo. O primeiro dia será exaltado, e o mundo protestante receberá este sábado espúrio como genuíno. Através da não observância do sábado que Deus instituiu, levarei Sua lei ao menosprezo. As palavras: ‘Um sinal entre Mim e vós por todas as vossas gerações’, farei que se prestem para o meu sábado. Assim o mundo tornar-se-á meu. Eu serei o governador da Terra, o príncipe do mundo. Controlarei assim as mentes sob meu poder para que o sábado de Deus seja um objeto especial de desprezo. Um sinal? – eu farei a observância do sétimo dia um sinal de deslealdade para com as autoridades da Terra. As leis humanas serão feitas tão rígidas que os homens e mulheres não ousarão observar o sábado do sétimo dia. Pelo temor de que lhes venha a faltar alimento e vestuário, eles se unirão com o mundo na transgressão da lei de Deus. A Terra estará inteiramente sob meu domínio” (Profetas e Reis, 184).

Aqui está a razão maior da renúncia. Perto desse motivo, os demais são apenas desculpas para satisfazer o povo. Na realidade, poderes sobrenaturais agora já estão agindo. Eles necessitam de pessoas em condições para o agito em torno do sábado e domingo que logo já se desencadeia. Eles tem necessidade de impedir os ensinamentos da verdade a seu povo, pois isso faz cair babilônia. “O poder que acompanha a mensagem apenas enfurecerá os que a ela se opõem. O clero empregará esforços quase sobre-humanos para excluir a luz, receoso de que ilumine seus rebanhos. Por todos os meios ao seu alcance esforçar-se-á por evitar todo estudo destes assuntos vitais. A igreja apelará para o braço forte do poder civil, e nesta obra unir-se-ão católicos e protestantes” (O Grande Conflito, 607).

A Igreja Católica conhece os tempos, sabe a hora certa para agir. “A sagacidade e astúcia da Igreja de Roma são surpreendentes. Ela sabe ler o futuro. Aguarda o seu tempo, vendo que as igrejas protestantes lhe estão prestando homenagem com o aceitar do falso sábado, e se preparam para impô-lo pelos mesmos meios que ela própria empregou em tempos passados” (O Grande Conflito, 580).

Saibam todos que os tempos chegam ao limite da tolerância por parte de DEUS. Os ventos que formarão a tempestade final aos poucos se movimentam. Vindo o decreto dominical, eles soprarão terrivelmente sobre a Terra. Então todos receberão, ou o selo de DEUS, ou o sinal da besta.

Satanás dirigirá suas forças com homens fortes e capazes segundo ele, para tentar frustrar a profecia de Mateus 24:14. Veja em sua bíblia.

Prepare-se para uma de duas eternidades: vida eterna, ou morte eterna. Bem pouco tempo ainda resta para tomar a decisão.

Papa Francisco, novo líder da igreja romana

Contrariando todas as expectativas e prognósticos avançados por especialistas no Vaticano, a escolha da Igreja Católica Romana para 266º Papa recaiu no Cardeal Jorge Mario Bergoglio.

Não sendo ele dos nomes mais fortemente apontados ao lugar nas últimas semanas, naturalmente que as primeiras reações têm mais o objetivo de dar a conhecer ao mundo quem é, de facto, este homem que chega ao mais alto cargo da hierarquia romana.

As primeiras análises, ainda de forma geral, indicam que Bergoglio agrada aos mais conservadores por ser visto como opositor das correntes mais liberais entre os jesuítas, e é avaliado satisfatoriamente pelos mais moderados por representar bem o compromisso da Igreja com um mundo em constante mudança.

Na sua apresentação como novo Papa, Francisco não seguiu a tradição de saudar a multidão em primeiro lugar, preferindo que as suas primeiras palavras fossem um pedido de oração por ele mesmo.

Foram poucas, contudo, as suas palavras. Por isso, foi mais fácil estar um pouco atento aos detalhes. Um dos que reparei foi o uso da expressão "nova evangelização" (já usada por antecessores seus). Os especialistas dirão que isso será uma resposta aos desafios atuais da Igreja, face aos problemas que tem atravessado e às dificuldades em passar a mensagem ao mundo moderno. Explicarei mais à frente porque acho que não é a isso que se refere e porque este conceito pode ser muito relevante.

Mas, logo à partida, parece merecedor de destaque que o novo Papa é pioneiro em alguns aspetos interessantes: ele é o primeiro a usar o nome de Francisco; o primeiro com origem latino-americana; o primeiro não-europeu da era moderna; e, o primeiro de formação jesuíta a ocupar a cadeira dita de S. Pedro.

Vamos a uma breve análise desses primeiros dados disponíveis.

O nome: Francisco, nunca antes usado por outro Papa. Logo depois desse anúncio, o analista da CNN John Allen classificou a escolha do nome como “surpreendente”.

Contudo, a análise mais interessante que Allen faz é ao que simboliza o nome Francisco: “pobreza, humildade, simplicidade e reconstrução da Igreja Católica”. Concordantemente com esta última expressão, o ex-Papa Bento XVI recuperou há tempos o relato de um episódio passado com S. Francisco de Assis, onde este estava perante um crucifixo a orar quando ouviu uma voz vinda desse objeto que dizia: “Francisco, vai e repara a minha Igreja que está em ruínas”…

Não evito relembrar que isto vai totalmente de encontro à profecia bíblica de Apocalipse 13:3, que aponta para um golpe desferido sobre o papado, mas cuja ferida seria curada – dito de outra maneira: “reparada”…

Francisco é argentino, sendo que, acho um dado curioso, o seu pai é de origem italiana. A América Latina, onde ele tem sido mais influente, tem hoje quase metade de todos os católicos no mundo, o que não deixa de representar um reconhecimento disso mesmo.

Contudo, algo mais salta à vista, até para aqueles que previam (ou desejavam) um Papa americano: Francisco é católico romano (obviamente!), latino-americano e tem o espanhol como língua mãe – justamente o perfil do segmento da população americana em maior crescimento e influência na nação.

Ora, isto pode torná-lo um interlocutor privilegiado com o governo americano. Uma indicação nesse sentido é a declaração já emitida pela Casa Branca, onde o presidente dos EUA, Barack Obama, diz: “Como o primeiro Papa originário das Américas, a sua escolha também demonstra a força e a vitalidade de uma região que está a moldar de modo crescente o nosso mundo. E, juntamente com milhões de hispano-americanos, nós, nos Estados Unidos, partilhamos a alergia deste dia histórico”.

Também deste país, mas representando as nações mundiais, Ban Ki-moon, Secretário-geral da ONU declarou: “Também partilhamos a convicção que somente podemos resolver os interligados problemas deste mundo através de diálogo” – exatamente o que Roma pretende, embora, claro, sob as suas condições, que mais são prerrogativas.

A Europa, e a sua influência, parece um pouco deslocada de tudo isto? Sim, parece. Apesar das várias tentativas, o velho continente acusa o grave declínio das suas instituições e nem sequer já na Igreja Romana consegue manter-se a um nível de destaque – veja-se que dos principais candidatos a Papa, a grande maioria não era europeu…

Na minha perspetiva, o raciocínio exposto nos últimos parágrafos parece querer indicar que a Europa perde preponderância, o que pode capitalizar cada vez mais uma liderança mundial bicéfala: EUA e Vaticano.

Finalmente, a cereja no topo do bolo deste primeiro dia de pontificado romano de Francisco: ele é o primeiro jesuíta a tronar-se Papa.

Os mais atentos dirão que a frase anterior precisa ser reformulada: desde sempre, pelo menos desde que foi estabelecida a Companhia de Jesus, que um Papa jesuíta existe nas sombras, com mais poder do que imaginamos. Talvez seja assim – se for, o que sucede é que temos agora dois Papas jesuítas, o que também será a primeira vez.

Não posso deixar de partilhar a descrição que Ellen White, faz em ”O Grande Conflito” (p. 234) do que é esta organização, os Jesuítas, da qual Jorge Mario Bergoglio bebeu muito, talvez a esmagadora maioria, da sua filosofia:

“Nesse tempo fora criada a ordem dos jesuítas - o mais cruel, sem escrúpulos e poderoso de todos os defensores do papado. Separados de laços terrestres e interesses humanos, insensíveis às exigências das afeições naturais, tendo inteiramente silenciadas a razão e a consciência, não conheciam regras nem restrições, além das da própria ordem, e nenhum dever, a não ser o de estender o seu poderio. O evangelho de Cristo havia habilitado seus adeptos a enfrentar o perigo e suportar sem desfalecer o sofrimento, pelo frio, fome, labutas e pobreza, a fim de desfraldar a bandeira da verdade, em face do instrumento de tortura, do calabouço e da fogueira. Para combater estas forças, o jesuitismo inspirou seus seguidores com um fanatismo que os habilitava a suportar semelhantes perigos, e opor ao poder da verdade todas as armas do engano. Não havia para eles crime grande demais para cometer, nenhum engano demasiado vil para praticar, disfarce algum por demais difícil para assumir. Votados à pobreza e humildade perpétuas, era seu estudado objetivo conseguir riqueza e poder para se dedicarem à subversão do protestantismo e restabelecimento da supremacia papal.”

Ou seja, o conceito “franciscano” manifestado em votos de pobreza e humildade e na ordem de “reparar” a Igreja Romana que se encontra em queda, encontra um complemento perfeito no supremo objetivo jesuíta de destruir o protestantismo e restabelecer o poderio papal. Deve ser esta a tal “nova evangelização” de que se fala, que não é propriamente nova, apenas e só o recuperar de vontades, estratégias e práticas antigas.

No fundo, nada mais lógico, restando apenas acrescentar que de acordo com o anunciado na profecia, em breve “todo o mundo se maravilhará” (Apocalipse 13:3) perante o papado. Todo o mundo, exceto aqueles que estão inscritos no livro da vida do Cordeiro (v. 8), os tais que mesmo perante feroz oposição “guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus” (12:17).

Deixe-lhe dizer-lhe isto por outras palavras: muito em breve, o único obstáculo a essa reparação da Igreja Romana abalada, será o pequeno grupo de Adventistas do Sétimo Dia que insiste em ser fiel ao Senhor e aos Seus mandamentos, incluindo e principalmente o quarto.

Sugestivamente, e à boa maneira jesuíta, o Papa aproveitou a sua primeira aparição para um curto momento de oração contemplativa, bem notada pelo silêncio dos milhares que assistiam na Praça de S. Pedro.

Como disse há algum tempo, o que mais importa não é o homem que ocupa o lugar, mas sim a sua linha de orientação, as suas posições, políticas e decisões. Os próximos dias ou meses encarregar-se-ão de confirmar tudo isso.

“Portanto, cingindo os lombos do vosso entendimento, sede sóbrios e esperai inteiramente na graça que se vos ofereceu na revelação de Jesus Cristo. (…) Porque toda a carne é como a erva, e toda a glória do homem como a flor da erva. Secou-se a erva, e caiu a sua flor. Mas a Palavra do Senhor permanece para sempre; e esta é a palavra que entre vós foi evangelizada.” (I Pedro 1:13, 24, 25)

Repercussão do novo papa

EUA








BRASIL









ALEMANHA


ESPANHA


INGLATERRA


FRANÇA


ITÁLIA


PORTUGAL


ORIENTE MÉDIO



NOTA DDP: Resta alguma dúvida sobre o relevo político/religioso do Vaticano no mundo, ainda em nossos dias? (2)

Ver também "Repercussão da renúncia papal".

Roma entre a cruz e a espada - Especial Novo Tempo





segunda-feira, 11 de março de 2013

Pyongyang ameaça Coreia do Sul e EUA com "guerra sem quartel"

A Coreia do Norte ameaçou neste domingo com uma "guerra sem quartel" contra a Coreia do Sul e os Estados Unidos, um dia antes de os aliados iniciarem manobras militares na região, o que o regime de Pyongyang denuncia como um teste para invadir o país comunista.

"Nossa linha de vanguarda militar, o exército, a marinha e as forças aéreas, as unidades antiaéreas e as unidades de foguetes estratégicos, que já se encontram na fase de guerra sem quartel, aguardam a ordem final para atacar", publicou hoje o jornal "Rodong", periódico oficial do partido único norte-coreano.

A publicação garantiu também que as armas nucleares do país estão "prontas para o combate".

"Os regimes dos EUA e da Coreia do Sul serão transformados em um mar de fogo num piscar de olhos", no caso de uma disputa, segundo o Rodong, que repetiu as ameaças da Coreia do Norte feitas nesta semana diante das novas sanções da ONU por seu recente teste nuclear.

Entre elas está a promessa de anular os acordos de cessar-fogo com a Coreia do Sul e de cortar a única linha de comunicação com o governo de Seul amanhã, segunda-feira, quando começa o teste militar anual "Key Resolve" da Coreia do Sul e dos EUA.

O "Key Resolve" consiste em cerca de 10 mil soldados sul-coreanos e 3.500 americanos, além de um porta-aviões e de caças de combate, e será combinado com as manobras "Foal Eagle" que as forças conjuntas de ambos os países mantêm em curso desde o último dia 1º.

Seul e Washington garantiram que as manobras têm objetivo defensivo, enquanto Pyongyang as considera como testes para uma invasão.

Espera-se que a Coreia do Norte também realize grandes manobras militares na segunda-feira e na terça-feira perto da fronteira com a Coreia do Sul em resposta a estes exercícios.

Está previsto que o regime comunista efetue lançamentos de mísseis de curto alcance para alvos simulados, e que realize algum outro tipo de "provocação militar", explicou uma fonte do Ministério da Defesa sul-coreano à agência "Yonhap".

domingo, 10 de março de 2013

Incidência de catástrofes devem crescer nos próximos anos

De acordo com um estudo encomendado pelo governo dos EUA aos geólogos Thomas L. Holzer e James Savage, o cenário dos próximos anos não é nada animador. No material recém-publicado, os estudiosos fizeram uma retrospectiva dos terremotos que causaram mais de 50.000 mortes, considerados catastróficos, desde o ano 1500 d.C.

A constatação é que mais do que nunca pessoas morrerão no século 21 por causa de terremotos. Os motivos são aumento o previsto da população neste século e a tendência de crescimento no número e na intensidade de sismos.

Após correlacionar estatisticamente o número de terremotos catastróficos em cada século, os pesquisadores projetam cerca de 21 grandes tremores de terra até o fiam do século XXI. Será 3 vezes mais que os ocorridos no século 20. O número de fatalidades neste século podem mais que dobrar, chegando a cerca de 3,5 milhões.

O diretor associado do Instituto de Análise de Riscos Naturais doa EUA, David Applegate diz que medidas preventivas podem ser tomadas, mas é impossível negar que as perdas serão enormes. Quatro terremotos catastróficos já ocorreram desde o início do século 21, incluindo o terremoto (e tsunami) de 2004 na Indonésia o terremoto no Haiti, em 2010. Estima-se que cada um matou mais de 200.000 pessoas.
...

Breve...


sexta-feira, 8 de março de 2013

Dia de jejum e oração - Pr. Erton Köhler

Abrindo o caminho para o poder

Hugo Chavez A Bíblia prediz que os Estados Unidos da América será o último império. Se aliará com poderes religiosos para dominar o mundo. Mas forte oposição se opunha a esta profecia.

A oposição nesses últimos 20 anos vem enfraquecendo. Senão vejamos os fatos: caiu a União Soviética; mataram Saddam Hussein; o líder cubano Fidel Castro renunciou em 2008; o coronel e ditador líbio Muammar Kadhafi também já foi morto. Osama Bin Laden foi morto em 2011. Kim Jong-il, ditador da Coreia do Norte, morreu doente. Seu filho, Kim Jong-un, no entanto, continua ameaçando. O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, deve deixar o poder em 2013. Agora morreu Hugo Chaves. Os críticos severos dos americanos estão diminuindo no mundo. Os discursos antiamericanos estão esfriando. E os Estados Unidos estão ganhando posições. Recentemente aprovaram na ONU, com apoio de todos os países membros do Conselho de Segurança, inclusive da China e da Rússia, o endurecimento de sansões contra o regime da Coreia do Norte.

Antes de 1990 parecia improvável os Estados Unidos da América se tornar o império do mundo, agora cada vez mais é provável. Profeticamente sempre foi certo.

Fonte - Cristo em breve voltará

quinta-feira, 7 de março de 2013

Estudioso de profecias fala sobre renúncia do Papa

Brasília, DF ... [ASN] A renúncia do Papa Bento XVI como chefe de Estado do Vaticano e líder da Igreja Católica ainda ecoa em todo o planeta. Para estudiosos de profecias bíblicas, o Vaticano tem um papel importante nesse contexto. Por essa razão, a Agência Adventista Sul-Americana de Notícias (ASN) entrevistou a respeito do assunto o pastor Luís Gonçalves, diretor de Evangelismo da Igreja Adventista do Sétimo Dia para oito países sul-americanos e apresentador do programa da TV Novo Tempo, Arena do Futuro, que trata essencialmente de aspectos relacionados às profecias.

ASN - Como a Igreja Adventista do Sétimo Dia vê a renúncia do Papa Bento XVI?

Luís Gonçalves - A renúncia foi uma grande surpresa para todos, inclusive para a própria Igreja Católica. Para os adventistas, a decisão tomada pelo Bento XVI não tem um significado em si mesmo. Porém, a Igreja Adventista acompanha com muita atenção os acontecimentos de maneira geral, especialmente por sabermos que a profecia bíblica aponta para Roma e de forma acentuada para o Vaticano.

ASN - No entendimento bíblico e profético, há algum papel especial que o Vaticano desempenhará segundo entendimento adventista?

Luís Gonçalves - Com certeza sim. A Bíblia apresenta algumas coisas que chamam a nossa atenção. O profeta Daniel diz que o inimigo usaria um poder para “mudar os tempos e a lei. Também está escrito em Daniel 7:25 que esse mesmo poder iria perseguir o povo de Deus por um tempo, dois tempos e metade de um tempo, ou 1260 dias proféticos (Apocalipse 12:6), que é a mesma coisa que os 42 meses mencionados em Apocalipse 13:5. Este foi o tempo da Idade Média quando o poder papal dominou e perseguiu os cristãos.

Em Daniel 8:12, é dito que esse poder lançaria a verdade por terra e teria apoio em sua distorção bíblica e teológica.

Finalmente a Palavra de Deus fala sobre o homem do pecado (I João 3:4 e Romanos 7:7) que se sentaria no santuário de Deus, colocando-se como se fosse o próprio Deus (II Tessalonicenses 2:3-4).

Esses e outros textos da Bíblia faz uma forte referência a esse poder em questão, pois eles mudaram os mandamentos de Deus, perseguiram os cristãos e estabeleceram doutrinas que não têm apoio bíblico. Tudo isso mostra o cumprimento das referidas profecias, das quais destacaríamos Apocalipse 13 e 17.

ASN - Como os adventistas veem a diminuição de fiéis da Igreja Católica em todo o mundo?

Luís Gonçalves - Cremos que o povo católico é composto de pessoas sinceras, gente que deseja ansiosamente a salvação. Depois que a Igreja de Roma permitiu que os membros tivessem acesso à Bíblia e depois que a missa deixou de ser feita em latim houve uma abertura para que o Espírito Santo pudesse trabalhar e abrir os olhos dessas queridas pessoas, que passaram a tomar decisões pela verdade. Os escândalos cada vez mais acentuados contribuíram para esse êxodo em direção aos movimentos evangélicos.

ASN - Qual a avaliação da Igreja Adventista sobre o Vaticano como um estado religioso que tem influenciado há milhares de anos nas questões políticas internacionais?

Luís Gonçalves - Se analisarmos a história da origem do Vaticano, veremos que seu surgimento contempla essa união de política e religião através do uso da força. Entendemos que o Vaticano é uma mescla do que chamamos “politico-religioso”. É o menor país do mundo e um dos mais poderosos.

Quando se trata de Roma imperial, percebemos que todas as perseguições do passados prepararam o caminho para essa influencia política que existe hoje. O domínio papal na Idade Média também contribuiu para esse domínio político-religioso. Entendemos que esse é um poder sobre do qual várias profecias bíblicas já falaram.

[Equipe ASN, Felipe Lemos]

Fonte - Portal Adventista

Presidente da Igreja fala sobre estilo de vida adventista

Brasília, DF... [ASN] Entre os dias 28 de fevereiro e 9 de março, nossa igreja estará envolvida em uma “santa convocação”: um chamado para 10 dias de oração, terminando, no sábado, com 10 horas contínuas de jejum e oração na igreja. Serão momentos de forte busca pelo Espírito Santo, repetindo a experiência do pentecostes e buscando poder para concluir a obra iniciada pela igreja cristã.

Dentro desse ambiente de reconsagração, será lido, por toda a igreja, o documento que resgata nossa visão do estilo de vida bíblico pregado pela Igreja Adventista do Sétimo Dia. Esse documento foi votado pela Divisão Sul-Americana como um convite especial em face dos momentos desafiadores que o mundo está enfrentando.

Uma leitura rápida ou tendenciosa desse documento (reavivamentoereforma.com) pode passar a impressão de que são temas pequenos demais para desempenhar um papel de tanto destaque na vida da igreja. Mas as questões são muito mais importantes do que podem parecer. Por isso, gostaria de ampliar um pouco mais alguns desses temas.

1. Comunhão. Esta é a base que envolve os dois primeiros pontos tratados pelo documento, reconhecendo que verdadeira transformação só acontece como resultado de profunda consagração. Por isso, a vida espiritual não pode ser reservada apenas para o sábado. Precisamos ser adventistas nos sete dias da semana, dedicando a primeira hora de cada dia para estar na presença do Senhor.

2. Comportamento. Estamos sendo fragilizados por pessoas que vivem uma fachada de piedade na igreja e um comportamento totalmente secularizado fora dela. Isso enfraquece o poder da verdade, torna a vida cristã uma grande falsidade, causando crise espiritual e apostasia. Pior ainda: desanima as novas gerações que acabam tendo a percepção de que a religião é um grande faz de conta. Como eles querem autenticidade, vão buscá-la fora.

3. Diversão e mídia. Quais são os lugares que estamos frequentando? Eles combinam com nossos princípios? Os anjos de Deus podem nos acompanhar? Estádios de futebol, boates, cinemas e outros lugares do gênero combinam com nosso preparo para o Céu? Os filmes ou programas de TV que costumamos ver, os sites que visitamos ou as redes sociais das quais participamos, a música que ouvimos e o que lemos – esses hábitos estão nos fortalecendo na jornada? Não existe território neutro. Ou nossas escolhas nos levam para Deus ou nos afastam dEle.

4. Aparência pessoal. Essa é uma área polêmica, para a qual também há um “assim diz o Senhor”. O princípio bíblico envolve modéstia e decência, com bom gosto (1Tm 2:9, 10; 1Pe 3:3, 4). Não podemos abrir a porta para a idolatria ou escravidão do corpo. Nosso desafio deve ser manter o exterior e investir no interior. Esse cuidado precisa ser mais amplo, envolvendo a questão das joias, mesmo as mais discretas ou baratas, unhas coloridas, ou tudo aquilo que fuja da discrição (1Tm 2:9; 1Pe 3:3). “Trajar-se com simplicidade e abster-se de ostentação de joias e ornamentos de toda espécie está em harmonia com nossa fé” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 3, p. 366).

5. Sexualidade. O sexo é uma bênção dada por Deus. Não deve ser tratado de forma negativa, desde que envolva a pessoa certa, na hora certa e da maneira certa. Ou seja, dentro do casamento, entre um homem e uma mulher. Formas alternativas de sexo estão fora do plano e da bênção de Deus. Sexo não é uma questão de opção ou atração, mas um presente de Deus. Por outro lado, precisamos respeitar os limites divinos escolhendo alguém que possua a mesma fé e mantendo os votos assumidos no casamento. No entanto, para aqueles que sofrem tentações ou que têm caído em qualquer área do comportamento sexual, a promessa de vitória em Deus é animadora: “Tudo posso nAquele que me fortalece” (Fp 4:13).

6. Alimentação. Temos orientações claras nessa área, mas muitas vezes as deixamos em segundo plano. Não podemos esquecer que “a verdadeira religião e as leis da saúde andam de mãos dadas” (Ellen G. White, Beneficência Social, p. 127).

7. Sábado. O sétimo dia da semana “é a pedra de toque da lealdade” (Ellen G. White, Eventos Finais, p. 225). Precisamos resgatar a santidade dos momentos entre o pôr do sol de sexta e o pôr do sol de sábado. É tempo para o crescimento espiritual e para ser dedicado à causa de Deus. Cuidado com trabalhos, mesmo que pareçam justificáveis, viagens ou outras atividades de interesse pessoal!

As questões abordadas acima são simples, mas profundas e relevantes. Elas nos preparam para a vida do Céu. Como você vai encará-las? Qual será sua decisão? 

[Texto de autoria do pastor Erton Köhler, presidente da Igreja Adventista para a América do Sul]

Fonte - UNB

quarta-feira, 6 de março de 2013

terça-feira, 5 de março de 2013

A grande renúncia II

O conjunto de motivos para a resignação de Bento XVI apresentado em “A grande renúncia I” podemos classificar como pertencendo ao ‘cenário do poder hegemônico’ tanto da Igreja Católica quanto dos Estados Unidos da América. Neste segundo comentário trataremos das razões, poderosas, que fazem parte do cenário interno da igreja.

Num sentido geral, o papa perdeu poder, chegou ao ponto de ficar praticamente isolado diante de um governo paralelo, por parte de muitos dos cardeais que ele mesmo escolheu. O papa simplesmente não governava mais. Ele era o poder formal, mas quem determinava e decidia era outro poder. A tal ponto chegou a situação que Bento XVI ficava em segundo plano ao receber as visitas de presidentes e chanceleres dos países. Os assuntos relevantes eram tratados com outras pessoas. Perdeu a autoridade interna e também perdeu o prestígio político internacional. Como foi que isso aconteceu?

Há uma série de razões. Mas tudo se inicia com um discurso de Bento XVI logo após o enterro de João Paulo II. Ele disse que a barquinha de Pedro estava a naufragar e que um homem corajoso e capaz deveria assumir o papado para reverter a tendência. E ele era o homem, todos perceberam isso. Logo depois, foi eleito papa para arrumar a casa.

No entanto, quase oito anos após sua eleição, qual foi o resultado? A igreja continuou a perder espaço internacional, perder fiéis e perder poder político. Os escândalos aumentaram e vazaram para todo mundo saber. O que Bento XVI era para ter feito, não fez. E nenhum outro papa faria, nem mesmo o próximo fará. O caminho agora é outro, bem outro. Mais isto é assunto para o próximo artigo.

Que coisas Bento XVI não conseguiu resolver? Façamos um lista, abaixo, que não é completa, mas é assustadora:

ð Escândalo do watileaks, isto é, documentos pessoais do papa foram divulgados sem autorização, pelo próprio mordomo do papa, que é seu assessor pessoal, ao jornalista Gianluigi Nuzzi, relatando complôs e intrigas no Vaticano;

ð Escândalo no IOR, o Instituto para Obras da Religião, ou Banco do Vaticano. Houve um escândalo em 2010, outro em 2012 e mais outro em janeiro de 2013. Agora o governo italiano não confia mais no IOR. Decisões pela moralização do banco já foram tomadas, mas muito tarde;

ð Cúria dividida, com corrupção e briga pelo poder, mesmo sendo a maioria dos cardeais escolhidos por Bento XVI ou João Paulo II. Isto gerou um governo paralelo por parte do secretário de estado Cardeal Tarcísio Bertone (que dirigirá a escolha do novo papa) a ponto de importantes documentos não chegarem ao conhecimento do papa, que em muitos casos, como no escândalo do Banco IOR, não sabia o que se passava, havendo manipulações paralelas por parte de cardeais;

ð Escândalo repetitivo da pedofilia, que se alastra mundo afora. Descobre-se que havia encobrimento generalizado, comprometendo inclusive a autoridade moral do próprio papa;

ð Severa perda de fiéis nas classes intelectualizadas, principalmente nos Estados Unidos e Europa, mas também nos países emergentes como no Brasil. A igreja na Europa está literalmente se desintegrando, inclusive na Polônia do papa anterior e na Alemanha desse papa;

ð Crise na quantidade de padres, principalmente na Europa, necessitando o suprimento de padres vindos de países periféricos, como os da África, Índia, etc.;

ð Há comentários em jornais de comportamentos homossexuais dentro do Vaticano;

ð A crise financeira nos países desenvolvidos provocou perdas na receita para a Igreja Católica e crise na Santa Sé, mais um motivo de desentendimentos;

ð Perda de prestígio e poder: Bento XVI cada vez mais isolado politicamente, como alguém que não era mais desejado como papa. “Sempre houve uma disputa de poder, mas ficou mais intenso no período de Bento XVI. Ele foi escolhido para fazer uma limpeza, que nada tem a ver com linha ideológica, até porque a maioria dos cardeais tem uma linha conservadora. Quando ele viu que teria de bater de frente com alguns interesses, percebeu que não poderia continuar — especula o frei Jorge Hartmann, que durante mais de três anos trabalhou na Rádio do Vaticano.”

“— Posso afiançar que a renúncia do Papa não é problema de saúde, não é problema de marca-passo, não é problema de nada. É uma luta interna que ocorre na Igreja — assegura o vaticanólogo Giancarlo Nardi.

A missão de conduzir a limpeza na Igreja se viu frustrada. Bertone depreciava os escândalos. Dizia que os jornalistas fingiam ser Dan Brown (o autor do livro Código Da Vinci). E os escândalos potencializaram atritos. Mais do que isso: ocorreu o oposto do que Ratzinger se propunha a fazer. Ruiu o equilíbrio de poder existente no papado de João Paulo II. Decisões do Papa foram ignoradas ou levaram anos para ser cumpridas, em um corriqueiro desafio ao seu poder. Casos de pedofilia que ele queria punir não foram punidos, apesar da orientação de Bento XVI para que não houvesse complacência. O Papa verbalizava o lamento de que havia “muita sujeira na Igreja”. Certa vez, ele chorou.

— Esses jogos de poder tornam difícil o governo de uma pessoa sem energia e agilidade para se mover nas intrigas. Há casos em que ele (o Papa) foi claramente enrolado. Isso não aconteceria se estivesse bem cercado de pessoas. Ele poderia facilmente continuar governando se internamente houvesse uma harmonia de poderes — diz o teólogo Érico Hammes, que cogita a possibilidade de discursos lidos por Bento XVI terem sido manipulados, com introdução de palavras indevidas.” (http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/mundo/noticia/2013/02/o-jogo-de-poder-que-levou-o-papa-a-renunciar-4046832.html)

Mas há um motivo superior aos acima elencados. É também assunto para o próximo comentário.

domingo, 3 de março de 2013

Aliança européia pelo domingo

STOP SUNDAY WORK NOW! 
The European Sunday Alliance calls on all politicians in Europe to act

(PAREM O TRABALHO AOS DOMINGOS AGORA!
A Aliança Européia pelo domingo chama todos os políticos europeus a agirem)






Próxima ação conjunta em 03 de Março de 2013.

sábado, 2 de março de 2013

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Grandes asteroides são ameaça para Terra

Os grandes asteroides são uma ameaça cada vez maior para a Terra, por isso será preciso investir mais no estudo destes corpos celestes, que até agora não estavam no centro das investigações espaciais, afirmou o cientista Yuri Zaitsev, da Academia de Engenharia da Rússia, em uma entrevista à agência Interfax.

"Os asteroides nunca ocuparam um lugar central na astronomia nem nas investigações espaciais", disse Zaitsev. O cientista russo explicou que ocorre este baixo investimento pois se pensava que a probabilidade de um asteroide se chocar com a Terra era ínfima, portanto não fazia sentido gastar um volume muito grande de recursos para neutralizar uma ameaça tão improvável.

"Acho que, após o que ocorreu em Tchelyabinsk [Rússia], este enfoque será revisado. Se o corpo celeste tivesse explodido mais próximo da cidade, o desastre na usina nuclear de Chernobyl não nos pareceria tão grave", alertou Zaitsev.

O acadêmico se referia ao meteoro que, no último dia 15 de fevereiro, se desintegrou na atmosfera e provocou uma onda de choque nas imediações desta cidade russa, o que deixou mais de mil pessoas feridas, a maioria pela quebra de vidros e janelas.

Záitsev acrescentou que o perigo que representam os asteroides começou a ser considerado após a descoberta do Apophis, que, de acordo com os cálculos dos cientistas, passará a cerca de 40.000 quilômetros da Terra em 2029.

É nesta distância que se localizam as órbitas da maioria dos satélites de telecomunicações. "Não se descarta que a gravidade terrestre afete a trajetória do Apophis, por isso pode-se esperar que ele passe mais próximo da Terra em 2036 - e, inclusive, se choque com nosso planeta", acrescentou.

O cientista disse que as consequências da colisão serão muito mais graves que as do meteorito de Tunguska, que caiu na Sibéria em 1908 e destruiu milhões de árvores em uma área de mais de 2.000 quilômetros quadrados. No entanto, afirmou que o impacto "seguramente não teria caráter global".

Em sua opinião, para que o choque de um asteroide contra a Terra seja uma catástrofe mundial, o corpo celeste teria que ter em sua parte mais larga mais de um quilômetro. O Aponhis mede cerca de 325 metros.

O cientista lembrou que a superfície da Lua, Marte e Mercúrio está coberta de crateras deixadas por meteoros. Zaitsev acrescentou que Júpiter, por sua grande massa, recebe um grande número de asteroides, e que a atmosfera terrestre é uma boa defesa, mas só contra corpos relativamente pequenos.

"A Terra teve sorte com as rochas celestiais", disse Zaitsev. "Mas não há garantias de segurança", sustentou o cientista, para quem a Terra entrou em uma espécie de rastro de grandes corpos celestes.

O cientista explicou que na última década foram descobertos mais asteroides do que nos dois séculos anteriores, e que anualmente se detectam mais de mil novos corpos. "Os choques são inevitáveis. A pergunta é: quando ocorrerão?", concluiu.

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