Esta área do blog concentra os links disponíveis e mais acessados para o estudo semanal da Lição da Escola Sabatina, o que é feito de forma a incentivar os que não têm o costume de estudá-la, a passarem a fazê-lo e, aos que já fizeram disso um hábito, continuar com esta excelente opção.
Os temas que temos estudado nos últimos trimestres demonstram de forma muito clara como Deus continua na condução de Seu povo e, especialmente, como é necessário estarmos atento às Suas mensagens.
"Os servos de Cristo não devem preparar determinado discurso para apresentá-lo quando forem levados a juízo por causa de sua fé. Devem preparar-se dia a dia, entesourando no coração as preciosas verdades da Palavra de Deus, alimentando-se dos ensinos de Cristo e fortalecendo sua fé pela oração; então, quando levados a juízo, o Espírito Santo lhes trará à lembrança as verdades que hão de alcançar o coração dos que as ouvirem. Qual relâmpago, trar-lhes-á Deus à memória, justo quando for necessário, o conhecimento obtido mediante diligente exame da Palavra divina." Conselhos Sobre a Escola Sabatina, pág. 41.
terça-feira, 16 de julho de 2013
Tremor de 7.2 graus atinge a costa das Ilhas Sandwich do Sul
Um forte terremoto de 7.2 graus de magnitude atingiu a costa das Ilhas Sandwich do Sul, localizadas no sul do Oceano Atlântico, segundo informa o serviço geológico dos Estados Unidos, USGS. O tremor foi registrado a 185 km da ilha de Bristol. Nenhum alerta de tsunami foi emitido até o momento.
Segundo o USGS, o tremor foi registrado às 11h03 (horário de Brasília) e a uma profundidade de 30 km.
As Ilhas Sandwich do Sul, que são desabitadas, estão localizadas a cerca de 2,5 mil km do sul da Argentina.
As Ilhas Sandwich do Sul, que são desabitadas, estão localizadas a cerca de 2,5 mil km do sul da Argentina.
quinta-feira, 11 de julho de 2013
Empresas da web permitirão a governos 'saber tudo' sobre internautas
O linguista americano Noam Chomsky, conhecido pelas críticas que faz à conduta das autoridades de seu próprio país, acredita que as grandes corporações da internet estão juntando dados diversos de usuários da internet com mais competência do que os governos, e que isso permitirá que as autoridades possam conhecer "tudo" a respeitos dos seus cidadãos.Em entrevista à BBC Mundo, no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) --no mesmo lugar onde, em 1962, John Carl Robnett Licklider concebeu pela primeira vez a ideia de uma rede global--, Chomsky opina que as revelações do ex-técnico da CIA Edward Snowden sobre a espionagem de cidadãos praticada pelos EUA são uma prova de que os governos podem se beneficiar de dados sobre usuários que são coletados pelas grandes corporações.
Chomsky, que revolucionou a linguística e escreveu mais de cem livros, reconhece que a web pode ser valiosa - ele mesmo a usa o tempo todo -, mas desmistifica seu impacto e questiona suas consequências.
O linguista argumenta que o advento do telégrafo e das bibliotecas públicas teve um impacto muito maior do que a rede mundial de computadores nas comunicações e no acesso ao conhecimento.
Além disso, ele considera o Google Glass - óculos inteligentes ainda em fase de testes - "orwelliano e ridículo" e acredita que a web pode isolar e radicalizar seus usuários.
"A internet representa uma mudança, mas houve mudanças maiores quando se observa o último século e meio.
A transição entre a comunicação viabilizada pela navegação à vela e a viabilizada pelo telégrafo foi muito maior do que (a transição) entre o correio tradicional e a internet.
Há 150 anos, se você mandasse uma carta à Inglaterra, a resposta poderia demorar dois meses, porque viajaria em um barco ou talvez não chegasse a seu destino.
Quando surgiu o telégrafo, a comunicação se tornou praticamente instantânea. Agora que temos a internet, ela apenas ficou um pouco mais rápida."
Internet x bibliotecas
"Há um século, quando foram criadas bibliotecas públicas na maioria das cidades americanas, a disponibilidade de informação e o incremento da riqueza cultural foi amplamente maior do que o gerado pela internet.
Agora você não precisa atravessar a rua para ir à biblioteca e pode acessar a informação em sua própria sala de estar. Mas a informação já estava lá, do outro lado da rua.
A diferença entre a internet e uma biblioteca é menor do que a diferença entre a ausência de uma biblioteca e sua existência (...). Além disso, na biblioteca pelo menos você pode confiar que o material terá certo valor, porque passou por um processo de avaliação.
A internet é um conjunto de ideias, e é difícil distinguir entre o que alguém pensou enquanto atravessava a rua ou algo que alguém de fato estudou com profundidade.
"Mais unidos ou mais separados?
"Caminhar falando ao telefone é uma forma de se manter em contato com os demais, mas será um passo adiante ou para trás?
Acho que provavelmente seja um passo para trás, porque separa as pessoas e constrói relações superficiais.
Em vez de falar com as pessoas cara a cara, conhecê-las pela interação, está se desenvolvendo uma espécie de caráter casual dessa cultura.
Conheço adolescentes que acham que têm centenas de amigos, quando na verdade estão muito isolados. Quando escrevem no Facebook que amanhã terão uma prova na escola, recebem uma resposta como "boa sorte" e concebem isso como amizade.
Ainda não vi nenhum estudo a respeito, mas acho que a nova tecnologia isola as pessoas em um grau significativo, separa-as umas das outras."
Mente mais aberta?
"A internet fornece acesso instantâneo a todo o tipo de ideias, opiniões, perspectiva, informações. Será que isso ampliou nossas perspectivas ou as estreitou?
Acho que as duas coisas. Para alguns, ampliou. Se você sabe o que está procurando e tem um senso razoável de como agir, a internet abre perspectivas. Mas se você chega à internet desinformado, pode acontecer o oposto.
A maioria das pessoas usa a internet como entretenimento, diversão. Mas entre a minoria que a usa para buscar informação, nota-se que elas identificam muito rapidamente seus sites favoritos e os visitam porque eles reforçam suas próprias ideias. Daí você fica viciado nesses sites, que dizem exatamente o que você está pensando e (você) não olha mais aos demais.
Isso tem um efeito cíclico; o site se torna mais radical, e você se torna mais radical e se separa dos demais."
Sem segredos
"Apenas por fins comerciais, Google, Amazon e etc. estão colecionando enormes quantidades de informação sobre as pessoas - informação que não acho que eles devessem ter.
Rastreiam os seus hábitos, suas compras, seu comportamento, o que você faz, e estão tentando controlá-lo direcionando você para determinado caminho.
Acho que isso é feito em níveis que superam o do governo. Por isso, o governo está pedindo ajuda (a essas corporações).
Os mais jovens muitas vezes não veem problema nisso. Vivem em uma sociedade e uma cultura de exibicionismo, em que tudo é colocado no Facebook, em que você quer que todo o mundo saiba tudo sobre você. Assim, o governo também saberá tudo sobre você."
Tecnologia neutra?
"Quando os meios para fazer algo estão disponíveis e acessíveis, são tentadores. E as pessoas, principalmente as mais jovens, tendem a usá-los.
A internet é uma tecnologia acessível, há muita pressão para o seu uso, todo mundo quer dizer 'eu fiz isso, eu fiz aquilo'. Há um componente de autoglorificação.
Mas também há toneladas de publicidade. A internet vende a si própria como um meio de comunicação e, até certo nível, isso é verdadeiro: posso conversar com amigos de verdade em diferentes partes do mundo e interagir com eles de uma maneira que seria difícil por correio.
Por outro lado, a internet tem o efeito oposto. É como qualquer tecnologia: é basicamente neutra, você pode usá-la de forma construtiva ou danosa. As formas construtivas existem, mas são poucas."
quarta-feira, 10 de julho de 2013
"Somos todos vigiados"
Nós já temíamos (1). Tanto a literatura (1984, de George Orwell), como o cinema (Minority Report, de Steven Spielberg) haviam avisado: com o progresso da tecnologia da comunicação, todos acabaríamos por ser vigiados. Presumimos que essa violação de nossa privacidade seria exercida por um Estado neototalitário. Aí nos equivocamos. Porque as revelações inéditas do ex-agente Edward Snowden sobre a vigilância orwelliana acusam diretamente os Estados Unidos, país considerado como “pátria da liberdade”. Aparentemente, desde a promulgação, em 2001, da lei Patriot Act (2), isso ficou no passado. O próprio presidente Barack Obama acaba de admitir: “Não se pode ter 100% de segurança e 100% de privacidade”. Bem-vindos, portanto à era do “Grande Irmão”.O que revelou Snowden? Este antigo assistente técnico da CIA, de 29 anos, que trabalhava para uma empresa privada – a Booz Allen Hamilton (3) – subcontratada pela NSA (Agência de Segurança Nacional dos EUA), revelou aos jornais The Guardian e Washington Post a existência de programas secretos que tornam o governo dos Estados Unidos capaz de vigiar a comunicação de milhões de cidadãos.
Um primeiro programa entrou em operação em 2006. Consiste em espiar todas as chamadas telefônicas feitas pela companhia Verizon, dentro dos Estados Unidos, e as que se fazem de lá para o exterior. Outro programa, chamado PRISM, foi posto em marcha em 2008. Coleta todos os dados enviados pela internet (e-mails, fotos, vídeos, chats, redes sociais, cartões de crédito), por (em princípio...) estrangeiros que moram fora do território norte-americano. Ambos os programas foram aprovados em segredo pelo Congresso norte-americano, que teria sido, segundo Barack Obama, “constantemente informado” sobre o seu desenvolvimento.
Sobre a dimensão da incrível violação dos nossos direitos civis e das nossas comunicações, a imprensa deu detalhes escabrosos. Em 5 de junho, por exemplo, o Guardian publicou a ordem emitida pelo Tribunal de Supervisão de Inteligência Externa que exigia à companhia telefônica Verizon entregar à NSA os registros de milhões de chamada dos seus clientes. O mandato não autoriza, aparentemente, saber o conteúdo das comunicações, nem os titulares dos números de telefone, mas permite o controle da duração e o destino dessas chamadas. No dia seguinte, o Guardian e o Washington Post revelaram a realidade do programa secreto de vigilância PRISM, que autoriza a NSA e o FBI acesso aos servidores das nove principais empresas da internet (com a notável exceção do Twitter): Microsoft, Yahoo, Gogle, Facebook (4), PalTalk, AOL, Skype, YouTube e Apple.
Por meio dessa violação, o governo dos EUA pode aceder a arquivos, áudios, vídeos, e-mails e fotografias de usuários dessas plataformas. O PRISM converteu-se, desse modo, na ferramenta mais útil da NSA para fornecer relatórios diários ao presidente Obama. Em 7 de junho, os mesmo jornais publicaram uma diretiva da Casa Branca que ordenava às suas agências (NSA, CIA, FBI) estabelecer uma lista de possíveis países suscetíveis de serem “ciberatacados” por Washington. E em 8 de junho, o Guardian revelou a existência de outro programa, que permite à NSA classificar os dados recolhidos na rede. Esta prática, orientada à ciberespionagem no exterior, permitiu compilar – só em março – cerca de 3 bilhões de dados de computador nos Estados Unidos.
Nas últimas semanas, ambos os jornais conseguiram revelar, sempre graças a Edward Snowden, novos programas de ciberespionagem e vigilância da comunicação em países no resto do mundo. Edward Snowden explica que “a NSA construiu uma infraestrutura que lhe permite interceptar praticamente qualquer tipo de comunicação. Com esta técnica, a maioria das comunicações humanas são armazenadas para servir em algum momento a um objetivo determinado”.
A NSA, cujo quartel-general fica em Fort Meade (Maryland), é a mais importante e mais desconhecida agência de informações norte-americana. É tão secreta que a maioria dos norte-americanos ignora a sua existência. Controla a maior parte do orçamento destinado aos serviços de informações e produz mais de cinquenta toneladas de material por dia. É ela – e não a CIA – a proprietária e operadora da maior parte do sistema de coleta de dados dos serviços secretos dos EUA. Desde uma rede mundial de satélites até as dezenas de postos de escuta, milhares de computadores e as florestas de antenas localizadas nas colinas da Virginia do Oeste. Uma das suas especialidades é espiar os espiões — ou seja, os serviços secretos de todas as potências, amigas e inimigas. Durante a guerra das Malvinas (1982), por exemplo, a NSA decifrou o código secreto dos serviços de espionagem argentinos, o que lhe permitiu transmitir aos britânicos informações cruciais sobre as forças argentinas.
O vasto sistema da NSA pode captar discretamente qualquer e-mail, qualquer consulta de internet ou telefonema internacional. O conjunto total da comunicação interceptada e decifrada pela NSA constitui a principal fonte de informação clandestina do governo dos EUA.
A NSA colabora estreitamente com o misterioso sistema Echelon. Criado em segredo, depois da II Guerra Mundial, por cinco potências anglo-saxônicas — Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Austrália e Nova Zelândia (os “cinco olhos”), o Echelon é um sistema orwelliano de vigilância global que se estende por todo o mundo, monitoriza os satélites usados para transmitir a maioria dos telefonemas, comunicação na internet, e-mails, redes sociais etc. O Echelon é capaz de capturar até dois milhões de conversas por minuto. A sua missão clandestina é a espionagem de governos, partidos políticos, organizações e empresas. Seis bases espalhadas pelo mundo recolhem informações e desviam de forma indiscriminada enormes quantidades de comunicação. Em seguida, os super-computadores da NSA classificam este material, por meio da introdução de palavras-chaves em vários idiomas.
Em torno do Echelon, os serviços de espionagem dos EUA e do Reino Unido estabeleceram uma larga colaboração secreta. E agora sabemos, graças às novas revelações de Edward Snowden, que a espionagem britânica também intercepta clandestinamente cabos de fibra ótica, o que lhe permitiu espionar as comunicações das delegações presentes na reunião de cúpula do G-20, em Londres, em abril de 2009. Sem distinguir entre amigos e inimigos (5).
Por meio do programa Tempora, os serviços britânicos não hesitam em armazenar enormes quantidades de informação obtidas ilegalmente. Por exemplo, em 2012, manejaram cerca de 600 milhões de “conexões telefônicas” por dia e puseram sob escuta, em perfeita ilegalidade, mais de 200 cabos. Cada cabo transporta 10 gigabites (6) por segundo. Em teoria, poderia processar 21 petabytes (7) por dia; equivalente a toda a informação da Biblioteca Britânica, enviada 192 vezes ao dia.
O serviços de espionagem constatam que a internet já tem mais de dois bilhões de utilizadores no mundo e que quase um bilhão utiliza o Facebook de forma habitual. Por isso, fixaram como objetivo, transgredindo leis e princípios éticos, controlar tudo o que circula na internet. E estão conseguindo: “Estamos começando a dominar a internet”, confessou um espião inglês, “e a nossa capacidade atual é bastante impressionante”. Para melhorar ainda mais esse conhecimento sobre a internet, o Quartel-Geral de Comunicações do Governo [Government Communications Headquarters, ou GCHQ, a agência de espionagem britânica] lançou recentemente novos programas: Mastering The Internet (MTI) sobre como dominar a Internet, e Programa de Modernização da Intercetação [Interception Modernisation Programme] para uma exploração orwelliana das telecomunicações globais. Segundo Edward Snowden, Londres e Washington já acumulam, diariamente, uma quantidade astronômica de dados, interceptados clandestinamente através das redes mundiais de fibra ótica. Ambos países dispõem de um total de 550 especialistas para analisar essa titânica informação.
Com a ajuda da NSA, a GCHQ aproveita-se de que grande parte dos cabos de fibra ótica por onde trafegam as telecomunicações planetárias passam pelo Reino Unido. Este fluxo é interceptado com programas sofisticados de informática. Em síntese, milhões de telefonemas, mensagens eletrônicas e dados sobre visitas na internet são armazenados sem que os cidadãos saibam, a pretexto de reforçar a segurança e combater o terrorismo e o crime organizado.
Washington e Londres colocaram em marcha o plano orwelliano do “Grande Irmão”, com capacidade de saber tudo que fazemos e dizemos nas nossas comunicações. E quando o presidente Obama menciona a suposta “legitimidade” de tais práticas de violação de privacidade, está a defender o injustificável. Além disso, há de se lembrar que, por interceptarem informação sobre perigosos grupos terroristas com base na Flórida – ou seja, uma missão que, segundo a lógica do presidente Obama seria “perfeitamente legitima” — cinco cubanos foram detidos em 1998 e condenados (8) pela Justiça dos EUA a largas e imerecidas penas de prisão (9).
O presidente Barack Obama está a abusar do seu poder e diminuindo a liberdade de todos os cidadãos do mundo. “Não quero viver numa sociedade que permite este tipo de ação”, protestou Edward Snowden, quando decidiu fazer as suas revelações. Divulgou os fatos e, não por acaso, exatamente quando começou o julgamento do soldado Bradley Manning, acusado de promover a fuga de segredos da Wikileaks, organização internacional que divulga informações secretas de fontes anônimas.
Enquanto isso, o ciberativista Julian Assange está refugiado há um ano na Embaixada do Equador em Londres. Snowden, Manning e Assange são defensores da liberdade de expressão, lutam em favor da democracia e dos interesses de todos os cidadãos do planeta. Hoje são assediados e perseguidos pelo “Grande Irmão” norte-americano (10).
Por que os três heróis do nosso tempo assumiram correr semelhante riscos, que podem custar a sua própria vida? Edward Snowden, obrigado a pedir asilo político no Equador e em vinte países, responde: “Quando se dá conta de que o mundo que ajudou a criar será pior para as próximas gerações, e que os poderes desta arquitetura de opressão se estendem, você entende que é preciso aceitar qualquer risco. Sem se preocupar com as consequências”.
(*) Ignacio Ramonet é jornalista. Foi diretor do Le Monde Diplomatique entre 1990 e 2008. Texto publicado em Carta Maior.
Notas:
1) Ver “Vigilância absoluta”, Ignacio Ramonet, na Biblioteca Diplô, agosto de 2003.
2) Proposta pelo presidente George W. Bush e adotada no contexto emocional que se seguiu aos ataques de 11 de setembro de 2001, a lei “Patriot Act” autoriza controles que interferem com a vida privada, suprimem o sigilo da correspondência e liberdade de informação. Não requer a permissão para escutas telefónicas. E os investigadores podem aceder a informações pessoais dos cidadãos sem mandado.
3) Em 2012, a empresa faturou 1,300 bilhão para “missões de assistência de informação.”
4) Recentemente, soube-se que Max Kelly, chefe de segurança no Facebook, encarregado de proteger as informações pessoais dos usuários da rede social contra ataques externos, deixou a empresa em 2010 e foi contratado pela NSA.
5) Espiar diplomatas estrangeiros é legal no Reino Unido: protegido por uma lei aprovada pelos conservadores britânicos, em 1994, que coloca o interesse económico nacional acima da diplomacia.
6) O byte é uma unidade de informação em computação. Um gigabyte é uma unidade de armazenamento cujo símbolo é GB, igual a mil milhões de bytes, o equivalentes a uma van repleta de páginas de texto.
7) Um petabyte (PT) é igual a um quatrilhão de bytes — ou um milhão de gigabyte.
8) A missão dos cinco (Antonio Guerrero, Fernando González, Gerardo Hernández, Ramón Labañino e René González) era infiltrar-se e observar o processo de grupos de exilados cubanos para evitar atos de terrorismo contra Cuba. Porém o juiz condenou eles à prisão perpétua, disse a Amnistia Internacional num comunicado que “durante o julgamento não mostrou qualquer prova de que os acusados tinham informações classificadas realmente tratado ou transmitida.”
9) Ler de Fernando Morais "Os últimos soldados da Guerra Fria", Companhia das Letras.
10) Edward Snowden corre o risco de ser condenado a 30 de prisão após ter sido formalmente acusado pelo governo dos EUA de “espionagem”, “roubo” e “uso ilegal de propriedade do governo”.
Tempestade recorde provoca inundações e caos nas estradas de Toronto
Centenas de pessoas ficaram ilhadas em estradas, ferrovias e edifícios de Toronto, no Canadá, depois de uma tempestade despejar entre 90 e 110 milímetros de água em duas horas no início da noite de ontem (8).
As autoridades disseram que a tempestade deixou cerca de 300 mil pessoas sem eletricidade, além de ter forçado o isolamento da Prefeitura da cidade e o cancelamento de dezenas de voos no aeroporto internacional Pearson.
A quantidade de água despejada é similar às precipitações do histórico dia 15 de outubro de 1954, quando o furacão "Hazel" despejou 121 milímetros de água na cidade.
As precipitações de ontem provocaram a inundação da estrada Don Valley, o principal corredor norte-sul, que conduz ao centro da cidade. Imagens transmitidas nas primeiras horas desta terça-feira na televisão local mostravam veículos praticamente submersos em plena estrada.
Uma das principais linhas do metrô de Toronto ficou parcialmente inundada, o que deixou a milhares de usuários sem ter como voltar a seus lares, já que a tempestade em questão foi registrada no final da jornada de trabalho ontem.
Nos arredores de Toronto, a situação era similar nas linhas ferroviárias do sistema de cercanias. As inundações das vias fizeram com que os passageiros de um dos trens tivessem que ser resgatados com embarcações pela polícia.
Apesar da gravidade das inundações em grande parte da cidade, a polícia não registrou nenhuma vítima até o momento.
Fonte - Folha
As autoridades disseram que a tempestade deixou cerca de 300 mil pessoas sem eletricidade, além de ter forçado o isolamento da Prefeitura da cidade e o cancelamento de dezenas de voos no aeroporto internacional Pearson.
A quantidade de água despejada é similar às precipitações do histórico dia 15 de outubro de 1954, quando o furacão "Hazel" despejou 121 milímetros de água na cidade.
As precipitações de ontem provocaram a inundação da estrada Don Valley, o principal corredor norte-sul, que conduz ao centro da cidade. Imagens transmitidas nas primeiras horas desta terça-feira na televisão local mostravam veículos praticamente submersos em plena estrada.
Uma das principais linhas do metrô de Toronto ficou parcialmente inundada, o que deixou a milhares de usuários sem ter como voltar a seus lares, já que a tempestade em questão foi registrada no final da jornada de trabalho ontem.
Nos arredores de Toronto, a situação era similar nas linhas ferroviárias do sistema de cercanias. As inundações das vias fizeram com que os passageiros de um dos trens tivessem que ser resgatados com embarcações pela polícia.
Apesar da gravidade das inundações em grande parte da cidade, a polícia não registrou nenhuma vítima até o momento.
Fonte - Folha
Terremoto de magnitude 5,8 causa alarme em El Salvador
Um terremoto de magnitude 5,8 atingiu neste domingo o litoral do oceano Pacífico de El Salvador e gerou alarme em vários setores do país, sem que por enquanto tenham sido registradas vítimas ou danos materiais, informou uma fonte oficial.
O terremoto foi registrado às 20h52 locais (23h52 de Brasília), no litoral do departamento (estado) de La Libertad, no centro do país, segundo um relatório do Observatório Ambiental do Ministério do Meio Ambiente e Recursos Naturais.
O tremor foi localizado a uma profundidade de 59 quilômetros e em San Salvador atingiu uma intensidade de entre cinco e seis, segundo a escala modificada de Mercalli, que chega até 12.
A força do terremoto gerou alarme entre muitos habitantes de San Salvador e de outras regiões do país, segundo informações da imprensa local.
O terremoto foi registrado às 20h52 locais (23h52 de Brasília), no litoral do departamento (estado) de La Libertad, no centro do país, segundo um relatório do Observatório Ambiental do Ministério do Meio Ambiente e Recursos Naturais.
O tremor foi localizado a uma profundidade de 59 quilômetros e em San Salvador atingiu uma intensidade de entre cinco e seis, segundo a escala modificada de Mercalli, que chega até 12.
A força do terremoto gerou alarme entre muitos habitantes de San Salvador e de outras regiões do país, segundo informações da imprensa local.
"Concluindo a missão" - Pr. Alberto Timm
"Nós precisamos, desesperadamente, que uma geração com esse perfil surja em nosso meio, que estejam mais dispostos a se sacrificar pela causa, do que buscar os direitos e privilégios que tem. Será que nunca mais se levantarão em nosso meio, homens e mulheres, jovens e mesmo crianças com esse perfil? Nunca mais teremos um J. N. Andrews, um Tiago White, um Guilherme Miller, um José Bates, que se sacrificaram completamente pela causa? Sem reservas? O tempo mudou, mas o espírito deve permanecer o mesmo." (Pr. Alberto Tim)
terça-feira, 9 de julho de 2013
"Crave"
"Far-nos-ia bem passar diariamente uma hora a refletir sobre a vida de Jesus. Deveremos tomá-la ponto por ponto, e deixar que a imaginação se apodere de cada cena, especialmente as finais. Ao meditar assim em Seu grande sacrifício por nós, nossa confiança nEle será mais constante, nosso amor vivificado, e seremos mais profundamente imbuídos de Seu espírito. Se queremos ser salvos afinal, teremos de aprender aos pés da cruz a lição de arrependimento e humilhação"
(Desejado de Todas as Nações, pág. 83)
(Desejado de Todas as Nações, pág. 83)
sexta-feira, 5 de julho de 2013
"Reavivamento e reforma"
“Reavivamento e reforma são duas coisas diferentes. Reavivamento significa renovação da vida espiritual, vivificação das faculdades da mente e do coração, ressurgimento da morte espiritual. Reforma significa reorganização, mudança de ideias e teorias, hábitos e práticas. A reforma não produzirá os bons frutos da justiça a menos que esteja ligada a um reavivamento do Espírito. Reavivamento e reforma devem fazer a obra que lhes é designada e, ao fazerem essa obra, têm de se unir” (Ellen G. White, Serviço Cristão, p. 42).
terça-feira, 2 de julho de 2013
segunda-feira, 1 de julho de 2013
Uma repreensão amorosa
A mensagem laodiceana aplica-se ao povo de Deus que professa crer na verdade presente. A maior parte deles são professos mornos, tendo nome, mas não zelo. Deus deu a conhecer que queria que os homens localizados no grande coração da obra corrigissem o estado de coisas ali existente, e se mantivessem como fiéis sentinelas em seu posto de dever. Deu-lhes luz acerca de todos os pontos, para instruir, animar e confirmar esses homens segundo o caso o exigisse. Mas, apesar de tudo isso, os que deviam ser fiéis e verdadeiros, fervorosos no zelo cristão, de temperamento benévolo, conhecendo e amando sinceramente a Jesus, encontram-se a ajudar o inimigo a enfraquecer e desanimar aqueles a quem Deus está usando para edificar a obra. Aplica-se a esta classe o termo “morno”. Professam amar a verdade, todavia são deficientes no fervor e no devotamento cristãos. Não ousam desistir inteiramente e correr o risco dos incrédulos; não se acham, no entanto, dispostos a morrer para o próprio eu e seguir exatamente os princípios de sua fé. (Testemunhos para a Igreja 4, 87)
domingo, 30 de junho de 2013
Esperança para Laodicéia
Talvez digam alguns que esperar favor de Deus por meio de nossas obras, é exaltar os próprios méritos. Certamente não podemos comprar uma vitória sequer com nossas boas obras; todavia nos é impossível ser vitoriosos sem elas. A compra que Cristo nos recomenda é simplesmente cumprir as condições que Ele nos propõe. A verdadeira graça, que é de inestimável valor e que resistirá à experiência da provação e da adversidade, só se obtém pela fé, e pela humilde obediência apoiada pela oração. As graças que resistem às provas da aflição e da perseguição, e demonstram sua pureza e sinceridade, são o ouro que é provado no fogo e achado genuíno. Cristo oferece vender este precioso tesouro ao homem: “Aconselho-te que de Mim compres ouro provado no fogo.” Apocalipse 3:18. O morto, frio cumprimento do dever não nos faz cristãos. Cumpre-nos sair do estado de mornidão e experimentar conversão real, ou perderemos o Céu. (Testemunhos Seletos 1, 477/478)
A morte da democracia americana
Os últimos acontecimentos nos Estados Unidos relacionados ao monitoramento de dados das pessoas promovido pelo governo despertaram grande preocupação por parte da opinião pública em relação à ameaça à liberdade e à democracia, tão defendidas por essa nação.Um fator que revelou essa preocupação foi o aumento estratosférico de mais de 7000% das vendas do livro 1984de George Orwell, publicado em 1949.[1] O motivo é porque o livro denuncia de forma detalhada as futuras estratégias dos Estados totalitários na tentativa de restringir a privacidade dos indivíduos, que são bem semelhantes às praticadas pelos Estados Unidos, hoje. O presidente Barack Obama tem sofrido duras críticas por invadir a privacidade dos indivíduos na tentativa de obter dados confidenciais comprometedores. Essa prática de espionagem tem sido encarada como violação declarada dos direitos civis. Essa atitude ameaça de morte o que há de mais importante nessa nação: a democracia.
Sendo os Estados Unidos da América conhecidos historicamente como o país símbolo da liberdade individual e da democracia, por que então essa nação estaria lançando mão de comportamentos típicos dos regimes totalitários? Ao fazer uma reflexão sobre as notícias de violação de privacidade por parte do governo norte-americano, acredito que pelo menos três fatores estão motivando a desconstrução dos sólidos muros democráticos desse país.
A crise
O primeiro fator tem que ver com a crise. A crise de qualquer espécie desmantela qualquer sistema social, político, religioso e econômico sólidos. Marvin Moore, jornalista e escritor, reproduzindo o pensamento do livro The Addictive Organization, salienta que “as crises são usadas para desculpar ações drásticas e equivocadas por parte dos administradores”.[2] Além disso, ressalta também que “quando a norma é a crise, a administração tende a assumir uma quantidade perigosa de poder a cada dia”.
Moore acrescenta ainda, ao citar Michael Barkun, autor da obra Disasters and the Millennium, que “o desastre cria condições especialmente adaptadas à rápida alteração de sistemas de valores”.[3] Sendo assim, como consequência de um desastre ou crise, são muito grandes as chances de um indivíduo ou grupo de pessoas abandonarem antigos valores há muito acalentados. Moore afirma também que “sistemas de crenças que talvez fossem rejeitados em condições livres de desastre, agora recebem consideração favorável”.[4].
Com os ataques de 11 de setembro de 2001, a América se viu mergulhada em uma crise estratosférica de segurança nacional. Diante disso, os líderes norte-americanos se viram obrigados a rever seus conceitos democráticos de liberdades individuais havia muito defendidos. Então, a primeira atitude do governo norte-americano foi lançar mão de um movimento de violação dos direitos civis. Os Estados Unidos passaram a grampear secretamente e-mails e telefonemas de indivíduos sem consulta prévia ou autorização judicial. Os últimos passos nessa direção dados pela política norte-americana foram revelados na mídia recentemente, quando o governo realizou uma “coleta indiscriminada de registros telefônicos de milhões de cidadãos pela Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês)”.[5]
Fica claro com isso que, a fim de promover a segurança da nação, o governo adotou práticas de regimes totalitários utilizadas no passado e ainda hoje. O “país mais livre do mundo” abriu mão da democracia para agir autoritariamente e até violar os direitos civis há muito defendidos por ele, atestando com isso o óbito da sua democracia.
Monopolização da informação
A monopolização da mídia norte-americana é outro fator que tem facilitado ao governo minar a democracia com suas ações totalitárias. A informação jornalística na mão de poucas corporações está conduzindo a América ao enfraquecimento do debate e ao fortalecimento da alienação popular. Ruben Dargã Holdorf, em seu artigo “O fim da democracia norte-americana: A imprensa leva a culpa”,[6] alerta que “quando as comunicações se aglutinam sob o comando e a orientação de poucos ou somente uma empresa jornalística, ocorre o risco da manipulação”.
Vanderlei Dorneles, em sua obra O Último Império (CPB), acrescenta que “com a Comissão Federal de Comunicação, a legislação rígida sobre imprensa vem sendo alterada”.[7] E hoje, segundo Dorneles, “nada menos que 90% de tudo que os americanos veem, ouvem e leem são produzidos por apenas seis empresas, que no passado foram mil (AOL, Time Warner, Viacom, Disney, General Eletric, News Corporatione Vivendi Universal)”.[8]
Como esse processo de monopolização da informação, que não permite à população ter acesso a diferentes pontos de vista e, com isso, criticar as decisões autoritárias do governo, faz-se com que o risco de morte da democracia desse país seja cada vez maior, a cada dia que passa.
Os ataques preventivos ao inimigo
No passado, sobretudo em 2001, o governo norte-americano iniciou a prática de atacar preventivamente o inimigo. Essas ações têm-se revelado nitidamente como totalitárias. Dorneles revela o pensamento-base desses ataques ao afirmar que, “quando os interesses e a segurança dos Estados Unidos estiverem em questão, eles não hesitarão em ‘agir sozinhos’, referindo-se a uma completa independência em relação aos aliados e às Nações Unidas”.[9]
Hoje, o investimento do Estado Americano está sendo canalizado para uma nova modalidade de ataques preventivos, como os “ciberataques”. Por meio dessa iniciativa, apresentado pelo senador John Edwards, o governo deve fornecer US$ 350 milhões durante os próximos cinco anos para o Instituto Nacional de Padrões e Tecnologias,[10] a fim de produzir tecnologias de informação mais eficazes no combate ao terror.
Esses ciberataques permitem ao governo invadir ou atacar os computadores de instituições, organizações, empresas e indivíduos suspeitos de terror, isso sem autorização judicial. Assim, mais uma vez, a América se revela uma nação verdadeiramente autoritária, que aos poucos vem minando sua própria democracia.
Conclusão
As ações denunciadas acima, tais como crise, monopolização da informação e os ciberataques têm assustado e acendido um sinal de alerta por parte da população mundial. Contudo, essas ações em direção ao enfraquecimento da democracia norte-americana foram denunciadas pela escritora Ellen White, há mais de cem anos. Em sua obra mais famosa, publicado no fim do século 19, ela alerta de forma contundente sobre as atuais ameaças à liberdade individual, quando diz que “a corrupção política está destruindo o amor à justiça e a consideração para com a verdade; e mesmo na livre América do Norte [...] a liberdade, obtida a tão elevado preço de sacrifício, não mais será respeitada”.[11]
Se essas práticas forem copiadas por outras nações, tendo como justificativa a segurança, poderemos presenciar um ressurgimento do totalitarismo no Ocidente sem precedentes na História.
(Wanderson Vieira da Silva, A Voz do Profeta)
Referências:
1. Disponível em ;. Acesso em 26 jun. 2013, 14:31:30.
2. MOORE, Marvin. Apocalipse 13: leis dominicais, boicotes econômicos, decretos de morte, perseguição religiosa - isso poderia realmente acontecer?, 1ed. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, 2013, p. 248.
3. Ibidem, p. 251.
4. Ibidem.
5. PACIORNIK, Celso. “Ameaça à Democracia”. [S.I]: Estadão.com.br/Internacional. Disponível em Acesso em 26 jun. 2013, 14:50:40.
6. HOLDORF, Ruben Dargã. “O fim da democracia norte-americana: a imprensa leva a culpa”. Web Site Sala de Prensa: Disponível em Acesso em 26 jun. 2013, 14:41:29.
7. DORNELES, Vanderlei. O último império: a nova ordem mundial e a contrafação do reino de Deus. 1ed. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, 2012, p. 160.
8. Ibidem.
9. Ibidem, p. 161.
10. Disponível em ; Acesso em 26 jun. 2013, 14:45:27.
11. WHITE, Ellen G. O grande conflito. ed. 22. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, 2009, p. 566.
Sendo os Estados Unidos da América conhecidos historicamente como o país símbolo da liberdade individual e da democracia, por que então essa nação estaria lançando mão de comportamentos típicos dos regimes totalitários? Ao fazer uma reflexão sobre as notícias de violação de privacidade por parte do governo norte-americano, acredito que pelo menos três fatores estão motivando a desconstrução dos sólidos muros democráticos desse país.
A crise
O primeiro fator tem que ver com a crise. A crise de qualquer espécie desmantela qualquer sistema social, político, religioso e econômico sólidos. Marvin Moore, jornalista e escritor, reproduzindo o pensamento do livro The Addictive Organization, salienta que “as crises são usadas para desculpar ações drásticas e equivocadas por parte dos administradores”.[2] Além disso, ressalta também que “quando a norma é a crise, a administração tende a assumir uma quantidade perigosa de poder a cada dia”.
Moore acrescenta ainda, ao citar Michael Barkun, autor da obra Disasters and the Millennium, que “o desastre cria condições especialmente adaptadas à rápida alteração de sistemas de valores”.[3] Sendo assim, como consequência de um desastre ou crise, são muito grandes as chances de um indivíduo ou grupo de pessoas abandonarem antigos valores há muito acalentados. Moore afirma também que “sistemas de crenças que talvez fossem rejeitados em condições livres de desastre, agora recebem consideração favorável”.[4].
Com os ataques de 11 de setembro de 2001, a América se viu mergulhada em uma crise estratosférica de segurança nacional. Diante disso, os líderes norte-americanos se viram obrigados a rever seus conceitos democráticos de liberdades individuais havia muito defendidos. Então, a primeira atitude do governo norte-americano foi lançar mão de um movimento de violação dos direitos civis. Os Estados Unidos passaram a grampear secretamente e-mails e telefonemas de indivíduos sem consulta prévia ou autorização judicial. Os últimos passos nessa direção dados pela política norte-americana foram revelados na mídia recentemente, quando o governo realizou uma “coleta indiscriminada de registros telefônicos de milhões de cidadãos pela Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês)”.[5]
Fica claro com isso que, a fim de promover a segurança da nação, o governo adotou práticas de regimes totalitários utilizadas no passado e ainda hoje. O “país mais livre do mundo” abriu mão da democracia para agir autoritariamente e até violar os direitos civis há muito defendidos por ele, atestando com isso o óbito da sua democracia.
Monopolização da informação
A monopolização da mídia norte-americana é outro fator que tem facilitado ao governo minar a democracia com suas ações totalitárias. A informação jornalística na mão de poucas corporações está conduzindo a América ao enfraquecimento do debate e ao fortalecimento da alienação popular. Ruben Dargã Holdorf, em seu artigo “O fim da democracia norte-americana: A imprensa leva a culpa”,[6] alerta que “quando as comunicações se aglutinam sob o comando e a orientação de poucos ou somente uma empresa jornalística, ocorre o risco da manipulação”.
Vanderlei Dorneles, em sua obra O Último Império (CPB), acrescenta que “com a Comissão Federal de Comunicação, a legislação rígida sobre imprensa vem sendo alterada”.[7] E hoje, segundo Dorneles, “nada menos que 90% de tudo que os americanos veem, ouvem e leem são produzidos por apenas seis empresas, que no passado foram mil (AOL, Time Warner, Viacom, Disney, General Eletric, News Corporatione Vivendi Universal)”.[8]
Como esse processo de monopolização da informação, que não permite à população ter acesso a diferentes pontos de vista e, com isso, criticar as decisões autoritárias do governo, faz-se com que o risco de morte da democracia desse país seja cada vez maior, a cada dia que passa.
Os ataques preventivos ao inimigo
No passado, sobretudo em 2001, o governo norte-americano iniciou a prática de atacar preventivamente o inimigo. Essas ações têm-se revelado nitidamente como totalitárias. Dorneles revela o pensamento-base desses ataques ao afirmar que, “quando os interesses e a segurança dos Estados Unidos estiverem em questão, eles não hesitarão em ‘agir sozinhos’, referindo-se a uma completa independência em relação aos aliados e às Nações Unidas”.[9]
Hoje, o investimento do Estado Americano está sendo canalizado para uma nova modalidade de ataques preventivos, como os “ciberataques”. Por meio dessa iniciativa, apresentado pelo senador John Edwards, o governo deve fornecer US$ 350 milhões durante os próximos cinco anos para o Instituto Nacional de Padrões e Tecnologias,[10] a fim de produzir tecnologias de informação mais eficazes no combate ao terror.
Esses ciberataques permitem ao governo invadir ou atacar os computadores de instituições, organizações, empresas e indivíduos suspeitos de terror, isso sem autorização judicial. Assim, mais uma vez, a América se revela uma nação verdadeiramente autoritária, que aos poucos vem minando sua própria democracia.
Conclusão
As ações denunciadas acima, tais como crise, monopolização da informação e os ciberataques têm assustado e acendido um sinal de alerta por parte da população mundial. Contudo, essas ações em direção ao enfraquecimento da democracia norte-americana foram denunciadas pela escritora Ellen White, há mais de cem anos. Em sua obra mais famosa, publicado no fim do século 19, ela alerta de forma contundente sobre as atuais ameaças à liberdade individual, quando diz que “a corrupção política está destruindo o amor à justiça e a consideração para com a verdade; e mesmo na livre América do Norte [...] a liberdade, obtida a tão elevado preço de sacrifício, não mais será respeitada”.[11]
Se essas práticas forem copiadas por outras nações, tendo como justificativa a segurança, poderemos presenciar um ressurgimento do totalitarismo no Ocidente sem precedentes na História.
(Wanderson Vieira da Silva, A Voz do Profeta)
Referências:
1. Disponível em ;. Acesso em 26 jun. 2013, 14:31:30.
2. MOORE, Marvin. Apocalipse 13: leis dominicais, boicotes econômicos, decretos de morte, perseguição religiosa - isso poderia realmente acontecer?, 1ed. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, 2013, p. 248.
3. Ibidem, p. 251.
4. Ibidem.
5. PACIORNIK, Celso. “Ameaça à Democracia”. [S.I]: Estadão.com.br/Internacional. Disponível em Acesso em 26 jun. 2013, 14:50:40.
6. HOLDORF, Ruben Dargã. “O fim da democracia norte-americana: a imprensa leva a culpa”. Web Site Sala de Prensa: Disponível em Acesso em 26 jun. 2013, 14:41:29.
7. DORNELES, Vanderlei. O último império: a nova ordem mundial e a contrafação do reino de Deus. 1ed. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, 2012, p. 160.
8. Ibidem.
9. Ibidem, p. 161.
10. Disponível em ; Acesso em 26 jun. 2013, 14:45:27.
11. WHITE, Ellen G. O grande conflito. ed. 22. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, 2009, p. 566.
sábado, 29 de junho de 2013
Reavivamento: nossa grande necessidade
A Testemunha Verdadeira apresenta encorajamento a todos aqueles que buscam trilhar o caminho da humilde obediência, pela fé em Seu nome. Diz Ele: “Ao vencedor darei o direito de sentar-se comigo em Meu trono, assim como Eu também venci e sentei-Me com Meu Pai em Seu trono.” Essas são palavras de nosso Substituto e Fiador. Aquele que é a divina Cabeça da igreja, Conquistador dos conquistadores, pode mostrar a Seus seguidores Sua vida, Suas lutas, Sua abnegação, Seus sofrimentos, Sua caminhada pelo desprezo, rejeição, ridículo, escárnio, insulto, zombaria e falsidade, em direção ao Calvário para a cena da crucifixão, a fim de que eles possam ser animados a prosseguir para o alvo e receber a recompensa dos vencedores. A vitória é assegurada por meio da fé e obediência. Apliquemos as palavras de Cristo ao nosso caso individual. Somos pobres, cegos, miseráveis e nus? Então, busquemos o ouro e as vestiduras brancas que Ele oferece. A tarefa de vencer não ficou restrita à era dos mártires. O conflito é para nós, nestes dias de sutis tentações para o mundanismo, indulgência para com o orgulho, segurança própria, avareza, falsas doutrinas e vida imoral. (Review and Herald, 24 de julho de 1888).
quinta-feira, 27 de junho de 2013
A Sétima Igreja
Nota DDP: Série de cultos especiais na IASD Central de Curitiba sobre a última Igreja, com o Pr. Fernando Iglesias.
O clamor da meia-noite - Armagedon
Nota DDP: Série de estudos proféticos em andamento na IASD Central de Curitiba com o Pr. Fernando Iglesias.
Use a Bíblia
"Não sou contra o uso da tecnologia. Ao contrário, acredito em seus benefícios. Uso o computador e o iPad para fazer leituras e pesquisas, inclusive em materiais religiosos, e entendo que eles podem ser de grande ajuda. Existem sites riquíssimos, bons materiais e programas que potencializam o conteúdo bíblico. Eles podem fazer parte do dia a dia, inclusive servir de apoio ao crescimento espiritual e na comunhão com Deus. Mas não podem substituir o uso da Bíblia Sagrada. Deixá-la de lado ou substituí-la por algum equipamento pode parecer moderno e tecnológico, mas não tem o mesmo resultado. Por isso, USE SEMPRE A BÍBLIA e a tenha em mãos como companheira!"
(Pr. Erton Köhler - Revista do Ancião Abr.Jun/13)
quarta-feira, 26 de junho de 2013
EUA: Supremo derruba lei que restringia casamento à união heterossexual
A Suprema Corte dos Estados Unidos derrubou nesta quarta-feira a lei federal que define o casamento apenas como uma união entre um homem e uma mulher. A decisão, tomada após uma reunião histórica em Washington, é uma grande vitória para os defensores do casamento entre pessoas do mesmo sexo.
A 'Defense of Marriage Act' (DOMA, Lei de Defesa do Casamento), que o tribunal considerou inconstitucional, negava aos casais do mesmo sexo nos Estados Unidos os mesmos direitos e benefícios garantidos aos casais heterossexuais. "DOMA é inconstitucional como a privação da liberdade igualitária das pessoas, que é protegida pela Quinta Emenda da Constituição", decidiu a Corte em uma votação com o placar de 5 a 4.
A decisão permite que os casais do mesmo sexo casados legalmente em 12 dos 50 Estados e na capital Washington DC tenham acesso aos mesmos benefícios federais que os casais heterossexuais. A discussão foi motivada por uma viúva gay de Nova York. Com o apoio do governo Obama, Edith Windsor entrou na justiça com a alegação de que a DOMA era discriminatória. Após a morte de sua companheira, ela foi taxada em mais de US$ 360 mil pelo imóvel herdado após a morte de Thea Spyer.
A Suprema Corte destacou que a "DOMA não pode sobreviver segundo estes princípios" que violam a disposição constitucional de igualdade perante a lei aplicável ao governo federal. A decisão foi lida pelo juiz Anthony Kennedy, nomeado por um presidente republicano, que votou na questão ao lado de quatro juízes considerados progressistas. O presidente da Corte, John Roberts, e seus três colegas conservadores votaram contra.
A Suprema Corte também optou por não se pronunciar sobre um caso apresentado pelos opositores do casamento entre pessoas do mesmo sexo na Califórnia, abrindo o caminho para que os casais homossexuais voltem a se casar nesse Estado da costa oeste americana.
O tribunal deveria se pronunciar sobre a constitucionalidade da proibição do matrimônio gay na Califórnia, ou "Proposta 8", consagrada na Constituição californiana, que um grupo de ativistas contrários à causa gay buscava confirmar depois de ter sido invalidada por um tribunal de instância inferior.
Obama comemora
O presidente Barack Obama comemorou a decisão da Suprema Corte. "A decisão de hoje sobre a DOMA é passo histórico", disse o líder em sua conta oficial do Twitter.
Fonte - Terra
A 'Defense of Marriage Act' (DOMA, Lei de Defesa do Casamento), que o tribunal considerou inconstitucional, negava aos casais do mesmo sexo nos Estados Unidos os mesmos direitos e benefícios garantidos aos casais heterossexuais. "DOMA é inconstitucional como a privação da liberdade igualitária das pessoas, que é protegida pela Quinta Emenda da Constituição", decidiu a Corte em uma votação com o placar de 5 a 4.
A decisão permite que os casais do mesmo sexo casados legalmente em 12 dos 50 Estados e na capital Washington DC tenham acesso aos mesmos benefícios federais que os casais heterossexuais. A discussão foi motivada por uma viúva gay de Nova York. Com o apoio do governo Obama, Edith Windsor entrou na justiça com a alegação de que a DOMA era discriminatória. Após a morte de sua companheira, ela foi taxada em mais de US$ 360 mil pelo imóvel herdado após a morte de Thea Spyer.
A Suprema Corte destacou que a "DOMA não pode sobreviver segundo estes princípios" que violam a disposição constitucional de igualdade perante a lei aplicável ao governo federal. A decisão foi lida pelo juiz Anthony Kennedy, nomeado por um presidente republicano, que votou na questão ao lado de quatro juízes considerados progressistas. O presidente da Corte, John Roberts, e seus três colegas conservadores votaram contra.
A Suprema Corte também optou por não se pronunciar sobre um caso apresentado pelos opositores do casamento entre pessoas do mesmo sexo na Califórnia, abrindo o caminho para que os casais homossexuais voltem a se casar nesse Estado da costa oeste americana.
O tribunal deveria se pronunciar sobre a constitucionalidade da proibição do matrimônio gay na Califórnia, ou "Proposta 8", consagrada na Constituição californiana, que um grupo de ativistas contrários à causa gay buscava confirmar depois de ter sido invalidada por um tribunal de instância inferior.
Obama comemora
O presidente Barack Obama comemorou a decisão da Suprema Corte. "A decisão de hoje sobre a DOMA é passo histórico", disse o líder em sua conta oficial do Twitter.
Fonte - Terra
Nota DDP: Como bem devem observar os frequentadores desse espaço, embora o tema tenha seu contorno no quadro profético, faz parte daquele grupo de notícias que pretendemos não conceder mais valor do que efetivamente possuem. Nesse caso, em específico, é apenas de se notar que a decisão venha, como já era de se esperar inclusive, com o carimbo da maior nação protestante do mundo, com papel profético, esta sim, extremamente bem definido. A derrocada americana que antecede os últimos eventos continua firme e inexorável em sua marcha.
terça-feira, 25 de junho de 2013
Fundamentalismo religioso pode ser classificado como doença tratável
O fundamentalismo religioso poderá um dia ser tratado como doença mental – e curado. Quem diz isso é Kathleen Taylor, pesquisadora em neurociência da Universidade de Oxford. A afirmação foi feita na última quarta-feira, 19, em um festival literário no Reino Unido.
Quando foi questionada sobre o futuro da neurociência, Kathleen afirmou que “uma das surpresas pode ser ver pessoas com certas crenças como pessoas que podem ser tratadas”, descreveu o jornal Times of London.
“Alguém que se tornou, por exemplo, radical em relação a uma ideologia – podemos deixar de ver isso como uma escolha pessoal resultante do puro livre-arbítrio e podemos começar a tratar isso como algum tipo de distúrbio mental”, disse a pesquisadora. “De várias formas isso pode ser uma coisa muito positiva porque sem dúvida as crenças em nossas sociedade podem provocar muitos danos.”
A autora deixou claro que não estava se referindo apenas ao fundamentalismo islâmico, mas também a cranças como a de que espancar crianças é aceitável.
Kathleen é autora do livro Brainwashing: The Science of Thought Control (Lavagem cerebral: a ciência do controle de pensamentos, em tradução livre), em que explora a ciência por trás das táticas de persuação de grupos como a Al Qaeda. “Todos nós mudamos as nossas crenças. Todos nós persuadimos uns aos outros para fazer coisas; todos nós assistimos publicidade; somos todos educados e experimentamos religiões; a lavagem cerebral é o extremo disso; é coercitiva, forte, um tipo de tortura psíquica”, disse ela em um vídeo no YouTube. A pesquisadora também é uma das que se preocupam com a ética de se aprofundar muito no cérebro humano, como as tecnologias que podem escanear ou manipular neurônios.
Fonte: http://www.geraisnews.com.br/not%C3%ADcias/tecnologia/item/2304-fundamentalismo-religioso-pode-ser-tratado-como-doen%C3%A7a-mental,-diz-neurocientista.html
Nota Sikberto Marks: O fundamentalismo poderá ser visto como doença a ser tratada, mas a homossexualidade é visto como algo normal, e não deve ser tratado, nem a quem deseja. Espantoso!
Quando foi questionada sobre o futuro da neurociência, Kathleen afirmou que “uma das surpresas pode ser ver pessoas com certas crenças como pessoas que podem ser tratadas”, descreveu o jornal Times of London.
“Alguém que se tornou, por exemplo, radical em relação a uma ideologia – podemos deixar de ver isso como uma escolha pessoal resultante do puro livre-arbítrio e podemos começar a tratar isso como algum tipo de distúrbio mental”, disse a pesquisadora. “De várias formas isso pode ser uma coisa muito positiva porque sem dúvida as crenças em nossas sociedade podem provocar muitos danos.”
A autora deixou claro que não estava se referindo apenas ao fundamentalismo islâmico, mas também a cranças como a de que espancar crianças é aceitável.
Kathleen é autora do livro Brainwashing: The Science of Thought Control (Lavagem cerebral: a ciência do controle de pensamentos, em tradução livre), em que explora a ciência por trás das táticas de persuação de grupos como a Al Qaeda. “Todos nós mudamos as nossas crenças. Todos nós persuadimos uns aos outros para fazer coisas; todos nós assistimos publicidade; somos todos educados e experimentamos religiões; a lavagem cerebral é o extremo disso; é coercitiva, forte, um tipo de tortura psíquica”, disse ela em um vídeo no YouTube. A pesquisadora também é uma das que se preocupam com a ética de se aprofundar muito no cérebro humano, como as tecnologias que podem escanear ou manipular neurônios.
Fonte: http://www.geraisnews.com.br/not%C3%ADcias/tecnologia/item/2304-fundamentalismo-religioso-pode-ser-tratado-como-doen%C3%A7a-mental,-diz-neurocientista.html
Nota Sikberto Marks: O fundamentalismo poderá ser visto como doença a ser tratada, mas a homossexualidade é visto como algo normal, e não deve ser tratado, nem a quem deseja. Espantoso!
sexta-feira, 21 de junho de 2013
O mundo é uma panela de pressão
As manifestações que, contrariando algumas expectativas, continuam ocorrendo em todo o Brasil e já duram alguns dias, apenas mostram que o mundo é uma verdadeira panela de pressão prestes a explodir, vazando por todos os lados (leia, por favor, a nota desta postagem). A paz nos grandes centros é muito frágil e a situação pode se transformar num campo de batalha em pouco tempo. As reivindicações são justas, porque as injustiças são um fato, mas alguns apelam para o vandalismo e prejudicam todo o movimento, que, por parte da maioria, segundo se alardeia, tem caráter pacifista. A Catedral de Brasília, por exemplo, levou quatro meses para ter seus vitrais reformados – foram quebrados em questão de minutos por manifestantes irresponsáveis. O Theatro Municipal de São Paulo, verdadeiro tesouro arquitetônico e cultural, foi barbaramente pichado por pessoas que não sabem a diferença entre a justa indignação contra uma situação e o ataque a um patrimônio que também é delas. Esses são apenas dois exemplos de atitudes revoltosas de pura ignorância anárquica. Tá na cara: falta organização a esse movimento. Faltam vozes de liderança. Embora tenham conseguido a redução das tarifas dos transportes coletivos em muitas cidades, o que é uma conquista, sem dúvida, os rumos que o movimento vem tomando empolgam os revoltados – todos nós –, mas também preocupam. Estudante de letras da USP, Julia, de 23 anos, constata que “a polícia não está mais violenta, mas a violência agora parte das pessoas. O protesto virou uma festa. As pessoas estão bebendo, brigando contra tudo, e os poucos que estavam organizados por uma causa foram expulsos hoje”. O analista de tecnologia da informação Pedro Henrique Gonçalves, 26 anos, diz que a falta de um comando gera desorganização e faz com que o protesto perca força. “Esses protestos não têm liderança. Acho que precisa ter um comando, algo assim. Se não, fica tudo meio perdido.”
Segundo matéria publicada no portal Terra, alheias às (confusas) pautas de reivindicação, muitas pessoas pareciam estar em uma grande festa. Munidos de bandeiras do Brasil e cartazes, jovens se deitavam nas faixas de pedestre da Avenida Paulista para posar para fotos, imediatamente compartilhadas nas redes sociais. “Desde pirralho eu sonhava com esse dia, em que as pessoas iriam para as ruas protestar. Mas cheguei aqui hoje e isso parece uma festa. Parece um concurso de cartazes para exibir no Facebook. Hoje o Brasil mostrou que não tem maturidade para assumir um movimento sem controle e sem lideranças”, lamentou Fagner Augusto, 21 anos, professor de filosofia.
Quais os perigos de um movimento assim acéfalo? Golpe de oportunistas que podem tornar a situação no País ainda pior? Prevalência da baderna pura e simples e desgaste do poder de manutenção da ordem por parte das autoridades? Caos urbano? Tudo isso é possível, sim. Por outro lado, o povo pode ter se dado conta de que é possível alcançar algumas conquistas sociais por meio da manifestação, saindo assim de uma condição letárgica que já durava havia anos. É bom que os políticos percebam isso e fiquem mais preocupados com a condução responsável da nação. Não é novidade para ninguém que a impunidade é uma mancha horrível na reputação desta nação. Ladrões de galinha sempre (ou quase sempre) foram presos, ao passo que bandidos de colarinho branco desviam milhões que poderiam ser investidos em saúde e educação, e raramente vão para a cadeia – na verdade, alguns são até reempossados em cargos importantes...
O fato é que, para aqueles que conhecem os bastidores do conflito cósmico entre o bem e o mal, a situação do Brasil, neste momento, é apenas um pequeno ato no grande drama. Será bom que se consigam algumas conquistas sociais. Será bom que o povo desperte do torpor causado pelo pão e circo, durante anos. Será bom que os governantes se assustem um pouco. Será bom. Mas o que é bom, num mundo mau, não dura muito tempo. Lembremo-nos de que, neste exato momento, centenas, milhares de pessoas estão morrendo em conflitos ao redor do mundo (na Síria, quase cem mil já perderam a vida naquela guerra civil absurda). Certamente, terroristas estão planejando o próximo ato que vai ceifar outras tantas vidas (como o ocorrido em Boston, há alguns meses). Fome, desemprego, crise econômica, guerras e rumores de guerra – tudo isso somado a desastres naturais cada vez mais mortíferos... Realmente nosso lar não é aqui. A pressão da panela só aumenta.
Em breve a situação ficará realmente insustentável. Um grande líder finalmente assumirá as rédeas do mundo e conduzirá as massas acéfalas. Aí, mais do que agora, os pacifistas serão acusados de apáticos, alienados, promotores da desunião, e serão punidos por isso. Hoje há apenas críticas contra aqueles que defendem que a solução está não apenas nas manifestações justas e ordeiras, mas principalmente na pregação do evangelho que converte corações, não apenas muda o status quo. Uma pregação que é por si só contracultural e abala o mundo, porque transforma sua base: os indivíduos. Basta lembrar do que os cristãos fizeram com o Império Romano, simplesmente por obedecer às palavras de Jesus. Aqueles homens e mulheres fiéis deram literalmente a vida pelo evangelho, e seu sangue foi muito mais poderoso do que palavras de impacto escritas em cartazes exibidos para as câmeras.
Muitos cristãos estão dispostos a ir para as ruas brigar por justiça (e eles têm todo o direito de fazer isso), mas será que estariam dispostos a dar a vida pela causa do Mestre? Ah, se a mesma empolgação e o mesmo nível de compartilhamento de conteúdos nas redes sociais fossem vistos na pregação do evangelho! Talvez nem estivéssemos mais aqui neste mundo injusto. A solução definitiva já teria chegado. Os mártires do passado – todos, sem exceção – viveram e morreram pela bandeira de Cristo, pois sabiam que o cristianismo levado de coração a coração se constitui na verdadeira revolução.
(Lembre-se disso quando houver a convocação para o próximo Impacto Esperança.)
Michelson Borges
“O governo sob que Jesus viveu era corrupto e opressivo; clamavam de todo lado os abusos – extorsões, intolerância e abusiva crueldade. Não obstante, o Salvador não tentou nenhuma reforma civil. Não atacou nenhum abuso nacional, nem condenou os inimigos da nação. Não interferiu com a autoridade nem com a administração dos que se achavam no poder. Aquele que foi o nosso exemplo, conservou-Se afastado dos governos terrestres. Não porque fosse indiferente às misérias do homem, mas porque o remédio não residia em medidas meramente humanas e externas. Para ser eficiente, a cura deve atingir o próprio homem, individualmente, e regenerar o coração” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 509).
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