terça-feira, 3 de junho de 2014
O cristianismo vai aumentar e nós vamos diminuir, admite cientista ateu
Geneticista irrita ateus ao prever declínio do ceticismoO professor e geneticista Steve Jones é conhecido por sua defesa do ateísmo. Mas ele irritou muitos de seus pares ao afirmar que o mundo verá um “ressurgimento do cristianismo impulsionado pelo declínio da população nos países onde há mais céticos”.
Jones lembrou que a história mostra que a religião cresce rapidamente durante grandes aumentos populacionais, especialmente nos países mais pobres. Para ele, virá da África o que chamou de “ressurgimento de grandes religiões”, em especial o cristianismo.
No entanto, nos países da Europa onde há cada vez mais ateus, o declínio da população parece irreversível.
“Nós, ateus, muitas vezes comemoramos que a incidência de crença religiosa está diminuindo em nosso continente. Mas as pessoas religiosas têm mais filhos. Claramente, o futuro trará um aumento nas populações religiosas e uma diminuição no ceticismo”, defende.
“Pode ser que não precisemos de mais cientistas, apenas de mais teólogos”, afirmou ele durante o lançamento de seu novo livro The Serpent’s Promise: The Bible Retold as Science [A Promessa da Serpente: a Bíblia recontada como ciência]. Este é sua nona obra, incluindo material que escreveu tanto sobre genética quanto sobre religião.
Apesar da promessa do título, o autor não tenta recontar de fato as histórias bíblicas. Seleciona algumas delas como ponto de partida para fazer análises sobre a moral, as sociedades humanas e os efeitos da religião na formação do ser humano.
Claro, sempre provocando aqueles que aceitam os fatos bíblicos como reais. Ao fazer isso, analisa diversas tradições cristãs, mas se equivoca ao colocar ensinamentos de evangélicos, católicos e mórmons debaixo da mesma categoria. Para ele, a promessa da serpente é que o homem teria conhecimento e é isso que ele deve buscar, através da ciência e filosofia, claro.
Estudioso da evolução da religião, Jones acredita que as grandes religiões do Oriente Médio surgiram quando os povos caçadores/coletores se tornaram agricultores e começaram a praticar rituais de fertilidade para melhorar a colheita.
Quando Deus expulsou Adão e Eva do jardim do Éden, em Gênesis, disse-lhes: “Do suor do teu rosto comerás o pão. Este é um símbolo do momento em que os humanos começaram a se estabelecer em comunidades agrícolas.”
O surgimento das grandes religiões foi, segundo o estudioso, durante uma grande mudança social e biológica. “As sociedades se tornaram maiores e mais estratificadas, com isso os deuses tornaram-se mais vingativos. Essa era uma maneira de manter a população sob controle”, afirmou.
No entanto, ele admite a importância do Novo Testamento, desde que “você remova os elementos sobrenaturais e os milagres… foi um dos maiores documentos políticos já escritos”. Tanto é assim que continua influenciando a maioria das sociedades do mundo.
segunda-feira, 2 de junho de 2014
domingo, 1 de junho de 2014
EUA obtêm milhões de fotos espionando mensagens, diz NYT
O uso das tecnologias de reconhecimento facial por parte da NSA foi intensificado sob a presidência de Barack ObamaNova York - A Agência de Segurança Nacional (NSA) dos Estados Unidos obtém a cada dia milhões de fotos pessoais interceptadas em comunicações eletrônicas e que depois utiliza em sofisticados programas de reconhecimento facial, segundo documentos secretos revelados neste domingo pelo jornal 'The New York Times'.
Os serviços secretos americanos confiam nessas tecnologias para analisar as 'milhões de fotografias' que obtêm a cada dia através da espionagem de e-mails, mensagens de texto, redes sociais, videoconferências e outras comunicações.
Do total de imagens coletadas diariamente, 55 mil têm qualidade suficiente para o uso em técnicas de reconhecimento facial, segundo documentos de 2011 vazados por Edward Snowden, ex-analista da agência.
Após anos focando em comunicações escritas e verbais, a NSA dá agora a mesma importância a fotos de rostos, impressões digitais e outros tipos de imagens em suas operações, afirma o 'NYT'.
'Não estamos só por trás das comunicações tradicionais: trata-se de buscar todo um arsenal que explore digitalmente as pistas que um alvo deixa para trás em suas atividades frequentes na rede para serem compiladas em dados biográficos e biométricos', diz um dos documentos.
O uso das tecnologias de reconhecimento facial por parte da NSA foi intensificado sob a presidência de Barack Obama, especialmente após a tentativa de atentado em um voo com destino a Detroit no Natal de 2009 e o frustrado ataque com um carro-bomba poucos meses depois na Times Square, em Nova York, segundo a publicação.
Uma porta-voz da agência, ao ser perguntada pelo 'New York Times' a respeito, afirmou que a NSA tenta continuamente melhorar suas atividades de inteligência, mas ressaltou que os serviços secretos não têm acesso às bases de dados nas quais são compiladas as fotos de carteiras de motorista e passaportes de cidadãos americanos.
No entanto, ela não quis dizer se isso ocorre com os arquivos do Departamento de Estado que contêm fotos de estrangeiros que solicitam vistos para entrar no país.
Os programas de reconhecimento facial cometem ainda vários erros, especialmente quando as imagens não são de alta resolução e os rostos estão registrados em diferentes ângulos, segundo o jornal.
Tanto o governo como o setor privado estão investindo 'bilhões de dólares' neste tipo de tecnologia, segundo Jennifer Lynch, uma especialista citada pelo 'NYT'.
Fonte - Exame
sexta-feira, 30 de maio de 2014
Faltam pregadores profundos entre os adventistas
Precisa-se de pregadores profundos. E ninguém está pensando necessariamente em eruditos, que, quando se expressam de forma acessível, são naturalmente bem vindos. Também não se busca pregadores que tratem apenas de temas incomuns, porque um tolo pode trazer a lume sua inabilidade ao apresentar um tema bíblico de forma desequilibrada; não é o tema, por mais inédito ou criativo que seja, que faz o bom pregador. Nenhum tópico dispensa uma apresentação coerente e cristocêntrica.Precisa-se de um púlpito lúcido, vivo. Não apenas uma linguagem renovada, contudo de senso de propriedade. E, sobretudo, que fique evidente que o pregador estudou submissa e exaustivamente a Bíblia antes de se atrever a ocupar meia hora da atenção de tantas pessoas distintas.
Se o pregador for um bom contador de histórias, nos entreterá; se for eloquente, nos arrebatará; se for bem humorado, nos divertirá; se for lógico, nos convencerá; se for bíblico em sua abordagem, nos levará a uma transformação. Dá para entender por que tão poucos saem transformados após ouvirem sermões nas maiores congregações adventistas? Por não faltarem pregadores lógicos, espirituosos, eloquentes e com boas histórias!
Respeito à Bíblia vai mais além do uso de dois versos bíblicos, intercalados por uma miríade de “causos”. Espera-se que o contexto histórico e literário da passagem norteie a aplicação que se fará. Como no famoso poema de Drummond, que apresenta o poeta como aquele que luta com as palavras, o pregador deve lutar com o texto. Semelhante a Jacó, ele deve se agarrar ao texto, disposto a permanecer ali até receber sua benção.
Um sermão profundo é aquele que nos leva a pensar com clareza nas coisas reveladas que antes não entendíamos, sendo ele próprio fruto de uma reflexão espiritual significativa. Tristemente, tendemos a nivelar experiências espirituais com arroubos emocionais. Mas Deus nos fala pelas Escrituras e elas são base mais segura do que emoções voláteis.
Não consigo ver reavivamento e reforma sem que aconteça a renovação no púlpito adventista. De um modo geral, nosso estudo da Bíblia necessita de mais vigor e paixão. Aprender de Deus em Sua Palavra e aprender também com Ele, porque ao estudar a Bíblia Ele se faz presente pelo Espírito Santo.
Mais do que gente talentosa, Deus precisa de homens e mulheres espirituais, humildes e cheios de amor pela missão.
Estou cansado de ouvir artistas explicando versículos de forma pobre e levando suas audiências a uma experiência menor. As bandeiras do adventismo precisam ser erguidas com coragem e brandura, amor e precisão. Sem mensagens baseadas em sólida análise da Bíblia, fracassaremos. Ainda dá tempo de rever o quadro…
Data da Páscoa pode ser mudada para aproximar católicos e outras igrejas cristãs
Já se passaram 960 anos desde a chamada “Grande Cisma”, decisão que separou definitivamente a Igreja Católica Apostólica Romana da Igreja Ortodoxa. A divisão se deu por causa de disputas eclesiásticas e teológicas no século XI.
Uma das grandes diferenças desde então é o calendário usado pelas duas igrejas. O calendário juliano foi substituído em 1582, pelo Papa Gregório XIII, pelo chamado calendário gregoriano. Este é o adotado pela grande maioria dos países ocidentais.
Os cristãos ortodoxos em vários países continuam usando o calendário juliano, que surgiu durante os tempos do Império Romano. Uma das grandes diferenças são os anos bissextos, e hoje já se acumula uma diferença de 13 dias entre eles.
Mas não é só isso. A celebração de várias datas cristãs não ocorre nos mesmos dias. Por exemplo, o Natal para os Ortodoxos é comemorado em 7 de janeiro.
Durante o encontro do papa Francisco com o Patriarca Bartolomeu, líder máximo dos Ortodoxos, durante sua visita à Terra Santa, o assunto veio à tona.
Ambos falaram sobre a unidade do corpo de Cristo. Um dos aspectos abordados por eles foi por que os mais de 1 bilhão de católicos e os 300 milhões de ortodoxos ainda celebram a Páscoa em datas diferentes: “É um pouco ridículo: ‘O teu Cristo quando ressuscita? Na próxima semana. É, o meu ressuscitou na semana passada’… a data da Páscoa é um sinal de unidade”, questionou Francisco.
A unificação das datas de celebração da Páscoa afetaria principalmente populações da África do Norte e do Oriente Médio, onde católicos e ortodoxos vivem no mesmo território. O assunto também foi tema de uma correspondência recente enviada pela Igreja Copta. Seu líder maior, Tawadros II, lembrou o primeiro aniversário do encontro realizado no Vaticano e pediu que Francisco proponha a unificação das datas de celebração da Páscoa em todas as igrejas cristãs.
Como resposta, foi enviado um convite para que um representante da Igreja Copta participe da próxima Assembleia do Sínodo dos Bispos católicos, programada para outubro, no Vaticano.
Não foi sinalizado oficialmente se realmente ocorrerá uma mudança na data da comemoração da Páscoa por parte dos católicos. A palavra oficial de Francisco é que conversará aos membros do Vaticano sobre “o que pode ser feito”. O mais natural seria que os ortodoxos e os coptas, que são minoria, façam essa modificação. O fato é que, ao se confirmar, tal decisão seria um passo sem precedentes para a aproximação desses grupos cristãos que estão divididos a centenas de anos.
Uma das grandes diferenças desde então é o calendário usado pelas duas igrejas. O calendário juliano foi substituído em 1582, pelo Papa Gregório XIII, pelo chamado calendário gregoriano. Este é o adotado pela grande maioria dos países ocidentais.
Os cristãos ortodoxos em vários países continuam usando o calendário juliano, que surgiu durante os tempos do Império Romano. Uma das grandes diferenças são os anos bissextos, e hoje já se acumula uma diferença de 13 dias entre eles.
Mas não é só isso. A celebração de várias datas cristãs não ocorre nos mesmos dias. Por exemplo, o Natal para os Ortodoxos é comemorado em 7 de janeiro.
Durante o encontro do papa Francisco com o Patriarca Bartolomeu, líder máximo dos Ortodoxos, durante sua visita à Terra Santa, o assunto veio à tona.
Ambos falaram sobre a unidade do corpo de Cristo. Um dos aspectos abordados por eles foi por que os mais de 1 bilhão de católicos e os 300 milhões de ortodoxos ainda celebram a Páscoa em datas diferentes: “É um pouco ridículo: ‘O teu Cristo quando ressuscita? Na próxima semana. É, o meu ressuscitou na semana passada’… a data da Páscoa é um sinal de unidade”, questionou Francisco.
A unificação das datas de celebração da Páscoa afetaria principalmente populações da África do Norte e do Oriente Médio, onde católicos e ortodoxos vivem no mesmo território. O assunto também foi tema de uma correspondência recente enviada pela Igreja Copta. Seu líder maior, Tawadros II, lembrou o primeiro aniversário do encontro realizado no Vaticano e pediu que Francisco proponha a unificação das datas de celebração da Páscoa em todas as igrejas cristãs.
Como resposta, foi enviado um convite para que um representante da Igreja Copta participe da próxima Assembleia do Sínodo dos Bispos católicos, programada para outubro, no Vaticano.
Não foi sinalizado oficialmente se realmente ocorrerá uma mudança na data da comemoração da Páscoa por parte dos católicos. A palavra oficial de Francisco é que conversará aos membros do Vaticano sobre “o que pode ser feito”. O mais natural seria que os ortodoxos e os coptas, que são minoria, façam essa modificação. O fato é que, ao se confirmar, tal decisão seria um passo sem precedentes para a aproximação desses grupos cristãos que estão divididos a centenas de anos.
quinta-feira, 29 de maio de 2014
8 de junho no Vaticano: encontro de oração pela paz no Oriente Médio
O convite para rezar juntos pela paz no Oriente Médio foi feito pelo Santo Padre ao Presidente Palestino, Mahmoud Abbas, após a Missa celebrada na Praça da Manjedoura, em Belém, no domingo 25 de maio e repetido ao Presidente israelense, Shimon Peres, no dia seguinte, no encontro realizado na residência presidencial, em Jerusalém.
No vôo de volta de Tel Aviv, o Papa Francisco havia falado aos jornalistas sobre o significado de sua iniciativa: “Será um encontro de oração. Não será um encontro para fazer uma mediação ou buscar soluções, não! Nos reuniremos para rezar, somente. E depois, cada um volta para sua casa. Mas eu acredito que a oração seja importante, e rezar juntos sem fazer discussões de outro tipo, isto ajuda”.
Falando sobre a inspiração para este encontro, Francisco explicou que “ele era pensado para ser realizado lá, mas existiam tantos problemas logísticos, tantos, pois eles devem considerar o território onde se fazer e não é fácil. Por isto, se pensava a uma reunião....mas no final, saiu este convite, que espero, saia tudo bem”.
A iniciativa pretende relançar as negociações de paz, a partir da convergência das três religiões monoteístas: cristã, judaica e muçulmana.
Fonte - Rádio Vaticano
quarta-feira, 28 de maio de 2014
EUA poucas vezes foram tão fortes, afirma Obama
Barack Obama disse que os EUA poucas vezes foram tão fortes em relação ao restante do mundo
West Point - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta quarta-feira em um discurso na Academia Militar de West Point, em Nova York, que após deixar para trás uma "longa temporada de guerras", os EUA "poucas vezes foram tão fortes em relação ao restante do mundo".
Um dia após anunciar seu plano para a retirada gradual das tropas americanas no Afeganistão, o governante afirmou que colocou fim à guerra do Iraque e defendeu a posição adquirida pelos Estados Unidos após os conflitos.
"Nossos militares não têm comparação. As possibilidades de uma ameaça direta contra nós por parte de qualquer país são baixas, e não podem se comparar aos perigos que enfrentamos durante a Guerra Fria", argumentou Obama.
Segundo o presidente, aqueles que "sugerem que os Estados Unidos estão em decadência, ou que perderam sua liderança global, estão mal interpretando a história ou envolvidos em políticas partidárias".
"Os Estados Unidos devem liderar no cenário mundial. Se não fizermos, ninguém fará", sentenciou Obama, argumentando que "quando um tufão atinge as Filipinas, sequestram meninas na Nigéria ou homens mascarados ocupam um edifício na Ucrânia, é aos Estados Unidos que o mundo olha para pedir ajuda".
"Os Estados Unidos são a única nação indispensável. Isso foi certo durante o século passado e seguramente seguirá sendo no próximo século", acrescentou.
Em seu discurso, Obama anunciou que trabalhará com o Congresso para criar um fundo de cooperação antiterrorista de US$ 5 bilhões, com o objetivo de "trabalhar com os países onde os terroristas estão se fortalecendo", como o Iêmen, Somália e Mali.
Além disso, prometeu aumentar o apoio aos elementos moderados da oposição da Síria e aos países vizinhos.
Fonte - Exame
Um dia após anunciar seu plano para a retirada gradual das tropas americanas no Afeganistão, o governante afirmou que colocou fim à guerra do Iraque e defendeu a posição adquirida pelos Estados Unidos após os conflitos.
"Nossos militares não têm comparação. As possibilidades de uma ameaça direta contra nós por parte de qualquer país são baixas, e não podem se comparar aos perigos que enfrentamos durante a Guerra Fria", argumentou Obama.
Segundo o presidente, aqueles que "sugerem que os Estados Unidos estão em decadência, ou que perderam sua liderança global, estão mal interpretando a história ou envolvidos em políticas partidárias".
"Os Estados Unidos devem liderar no cenário mundial. Se não fizermos, ninguém fará", sentenciou Obama, argumentando que "quando um tufão atinge as Filipinas, sequestram meninas na Nigéria ou homens mascarados ocupam um edifício na Ucrânia, é aos Estados Unidos que o mundo olha para pedir ajuda".
"Os Estados Unidos são a única nação indispensável. Isso foi certo durante o século passado e seguramente seguirá sendo no próximo século", acrescentou.
Em seu discurso, Obama anunciou que trabalhará com o Congresso para criar um fundo de cooperação antiterrorista de US$ 5 bilhões, com o objetivo de "trabalhar com os países onde os terroristas estão se fortalecendo", como o Iêmen, Somália e Mali.
Além disso, prometeu aumentar o apoio aos elementos moderados da oposição da Síria e aos países vizinhos.
Fonte - Exame
terça-feira, 27 de maio de 2014
Fome pode matar 200 mil crianças na Somália este ano
Cerca de 200.000 crianças podem morrer de fome este ano vítimas da seca que castiga a Somália, se não receberem ajuda suficiente, advertiu nesta terça-feira o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef)."Se os recursos não chegarem imediatamente, o Unicef pode se ver obrigado a suspender projetos vitais de saúde", afirmou o porta-voz da agência da ONU, Christophe Boulierac.
O Unicef, que fornece 70% da assistência médica na Somália, recebeu até o momento apenas 10% dos 150 milhões de dólares de que precisa para manter suas atividades em 2014, acrescentou.
Cerca de 50.000 crianças com menos de cinco anos já sofrem de desnutrição severa, um número que, de acordo com o Unicef, pode chegar a 200.000 diante da ausência de recursos.
Devastada pela guerra civil desde 1991, a Somália corre o risco de sofrer uma tragédia alimentar este ano em razão da falta de chuva, se as organizações humanitárias não receberem mais recursos, advertiu a ONU na semana passada.
Para 2014, as agências da ONU pediram 933 milhões de dólares para a Somália, mas receberam até agora 15% do valor. No ano passado, na mesma época, elas haviam recebido o dobro.
Fonte - Yahoo
Papa e Obama viajam ao Oriente Médio e adotam discursos pela paz
Dois líderes ocidentais, o papa Francisco e o presidente dos EUA, Barack Obama, viajaram separadamente esta semana ao Oriente Médio em missões distintas de paz.
No último domingo, 25, durante uma visita de três dias que fez ao Oriente Médio, o papa pediu o fim do “inaceitável” conflito entre Israel e a Palestina. A visita do papa ocorre semanas após as negociações de paz entre os dois lados serem suspensas.
O pontífice convidou os presidentes Mahmoud Abbas, da Palestina, e Shimon Peres, de Israel, para que se juntem a ele no Vaticano e orem unidos pela paz.
“Durante décadas, o Oriente Médio sofre as trágicas consequências de um conflito prolongado que causou feridas difíceis de cicatrizar. A situação se tornou inaceitável”, disse o papa. Depois, Francisco rezou em silêncio diante do muro que Israel ergueu na Cisjordânia para separar o território judeu do palestino.
Também no último domingo, Obama fez uma viajem surpresa ao Afeganistão para visitar soldados americanos que estão em missão no país. Foi a quarta visita dele ao Afeganistão.
Em um discurso feito a militares na base aérea de Bagram, o presidente americano foi intensamente aplaudido ao se comprometer a dar um “fim responsável” à guerra americana no país ainda este ano. Obama disse que planeja manter o mínimo de soldados possível no Afeganistão.
Atualmente há 33 mil tropas americanas no Afeganistão, número bem abaixo das 100 mil de 2011. A intenção de Obama é reduzir esse efetivo para menos de 5 mil tropas.
Fonte - Opinião e Notícia
Para líder da extrema direita francesa, ebola seria “solução” contra explosão demográfica mundial
Jean-Marie Le Pen fez declaração polêmica dias antes das eleições para o Parlamento EuropeuA França está em choque com as declarações de Jean-Marie Le Pen, presidente honorário da Frente Nacional (FN), segundo o qual o vírus fatal ebola pode ajudar a "resolver" o problema do crescimento demográfico e da imigração.
Ao comentar sobre o risco da França sofrer um colapso imigratório, o histórico líder da extrema direita do país e atual candidato às eleições europeias disparou: "O 'senhor' ebola pode ajudar a resolver isso em três meses".
Mais tarde, o político de 85 anos disse que teme que a população francesa seja substituída por imigrantes: “Em nosso país e em toda a Europa, temos observado um fenômeno trágico — uma invasão migratória. Essa imigração massiva poderá causar uma substituição real de populações se nós não pusermos um fim às políticas decadentes que foram seguidas por décadas”.
Ele ainda disse que a religião é um “fator agravante”, pois muitos imigrantes são muçulmanos e o islamismo possui uma “vocação conquistadora”.
A filha de Le Pen, a também política Marine Le Pen, presente no mesmo evento, partilhou das ideias do pai: “Queremos nos tornar de novo senhores em nossa própria casa”.
As declarações surgem em um momento importante da política europeia, pois neste fim de semana ocorrem as eleições para o Parlamento Europeu.
A Frente Nacional, partido de extrema direita, lidera as intenções de voto na França. Pesquisas de opinião apontam que o partido poderá conquistar de 23% a 25% dos votos franceses para o Parlamento Europeu.
Jean-Marie Le Pen recebeu duras condenações, principalmente por membros do governo da França. O porta-voz do Eliseu, Stéphane Le Foll, criticou as palavras de Le Pen e comentou que "isso demonstra que a FN não mudou".
Pesquisas de intenção de voto apontam que a Frente Nacional obterá sucesso nas eleições europeias e será capaz de se tornar um dos principais partidos da França.
Em março, a esquerda francesa, do presidente François Hollande, sofreu uma derrota nas eleições municipais, perdendo postos em 155 cidades do país.
Fonte - R7
Pesquisador alerta: domínio das máquinas pode levar ao fim do mundo
Professor da PUC concorda com opiniões do físico Stephen Hawking
A dominação das máquinas já chegou há um bom tempo às telonas do cinema. Entretanto, acreditar que os enredos de Hollywood se tratam apenas de ficção pode ser o maior erro da humanidade. A afirmação é dura e até parece um pouco sensacionalista, mas tem uma fonte confiável: Stephen Hawking – uma das mentes mais brilhantes do nosso século.
Em Transcendence – A Revolução, longa estrelado por Johnny Deep e dirigido por Christopher Nolan, a inteligência das máquinas é levada até um limite ousado e provoca algumas polêmicas. A tentativa de criar uma consciência online tem resultados desastrosos no filme que estreia no dia 19 de junho no País. Em um artigo para o Independent comentando a produção, o físico teórico e cosmólogo britânico chamou a inteligência artificial (IA) de um avanço arriscado.
—A inteligência artificial pode ser o maior evento na história da humanidade. E também pode ser último, a não ser que a humanidade aprenda a evitar os riscos. As consequências podem ser negativas.
Hawking assina o documento em conjunto com outros nomes notáveis do meio científico: o cientista da computação Stuart Russel e os físicos Max Tegmark e FrankWilczek – este último recebeu o prêmio Nobel de Física em 2004. O professor do departamento de Informática do Centro Técnico Científico da PUC-Rio (CTC/PUC-Rio), Bruno Feijó, faz coro a Hawking e seus colegas.
Responsável por estudos em IA voltados para o design gráfico e jogos, Feijó acredita que estamos vivendo duas revoluções tecnológicas: a da inteligência artificial e da visualização de dados.
— A Inteligência Artificial é a mudança mais impactante e a [área] que está mais precisando de avanços. A gente vive um momento de reflexão de alguns questionamentos sobre a inteligência artificial. E não só por causa dos filmes. A atenção que esse grupo dá ao tema tem relação com o estudo dos impactos que isso implica e seus riscos. Não seria exagero falar de risco de extinção, no sentido de grandes impactos que podem acontecer na economia e em outras situações.
Computadores singulares
Você pode não saber disso, mas o celular que tantas pessoas carregam nos bolsos é mais avançado do que os computadores usados pela Nasa para enviar Neil Armstrong e a tripulação da missão Apollo 11 à Lua, em 1969. O reconhecimento de voz, assistentes virtuais e até mesmo os jogos embarcados nesses aparelhos contam com sistemas dedicados a entender o que você fala e transformar suas informações em serviços – tudo baseado em inteligência artificial.
Um exemplo simples: ensinar o Google a interpretar o que você diz em português e traduzir isso em uma resposta ao seu questionamento não parece algo perigoso. Entretanto, o gigante das buscas tem planos mais ambiciosos: estar à frente do que seus usuários buscam. Algo como, responder as perguntas que você ainda não fez. Durante o aniversário de 15 anos do buscador, tive a oportunidade de questionar um dos especialistas do time brasileiros de desenvolvimento da ferramenta se ainda há perguntas que o Google não consegue respondeu.
Educadamente, o especialista em inteligência artificial da companhia explicou que a ferramenta ainda deixa algumas perguntas sem resposta e me deu um exemplo: "Se você perguntar qual é o 20º presidente do Brasil, o buscador não vai saber responder corretamente, porque ainda não existe essa informação na rede". Ou seja, o serviço "se alimenta" do conteúdo postado na internet. A coisa começa a ficar mais assustadora para você agora?
Acrescente na receita carros que se dirigem sozinhos, robôs que são mais rápidos do que seres humanos e sistemas miliares totalmente autônomos. Como explica o professor Hawking em seu artigo:
— Irving Good compreendeu em 1965, máquinas com inteligência super-humana poderiam melhorar seu design repetidamente, dando início ao que Vernor Vinge chamou de “singularidade”.
Sistemas, controle e influência
Você acessa um serviço de busca ou streaming de vídeo – Netflix, YouTube e tantos outros por aí – com alguma frequência, não é mesmo? Nesse caso, você provavelmente já parou para pensar que a oferta de conteúdo leva em consideração o que você gosta mais de ver. A boa notícia é que isso (ainda) não é o fim do mundo. A má notícia é que, no melhor dos casos, você provavelmente está sendo monitorado e influenciado por inteligência artificial, explica o professor da PUC-RJ.
— Os sistemas que você acessa pelo seu celular, que capturam suas preferências são mais do que controle ou invasão de privacidade. Termina sendo uma influência, aquilo influencia toda uma cultura, uma geração inteira. As pessoas acham que têm um poder de escolha, mas estão sendo influenciadas a partir de uma participação delas mesmas. São visões preocupantes.
Por falar em assistentes virtuais, esses serviços embarcam maior quantidade de tecnologia e que podem evoluir para uma verdadeira inteligência computacional independente. Para Feijó, é necessário fazer ressalvas ao cenário mais caótico, sem deixar de levar essa possibilidade em conta.
— Tem exageros para todos os lados. Sempre com alguma razão para isso. No fundo, a minha interpretação ao texto é uma preocupação que cabe nesse momento de reflexão. A gente está vendo essas inquietações, através desses filmes, mas também de muitas coisas concretas. Os carros do Google, as assistentes digitais, a batalha entre Apple, como a Siri, o Google Now e a Microsoft com a Cortana.
Outro exemplo apontado pelo professor do CTC da PUC-Rio sobre computadores superando humanos está na área dos games. Em 2007, um programa chamado de Chinook, criado na Universidade de Alberta (Canadá), se tornou impossível de ser derrotado no jogo de damas.
—O programa Chinook, que joga damas, se tornou invencível. Isso significa muita coisa, não é que ele venceria apenas qualquer humano, ele venceria qualquer coisa. Porque matematicamente se tornou um programa invencível.
Fonte - R7
segunda-feira, 26 de maio de 2014
Os adventistas que resumem criminosamente a graça
O mais destacado entre seus pares. Desde 2006, tive contato com a obra de um aclamado escritor evangélico. Sua tônica: falar poética e contundentemente sobre a graça divina. A decepção maior veio ao ler sobre a vida do autor em sua autobiografia: um alcoólatra, que definha por reincidência no vício, o mesmo que lhe causou o divórcio. Por mais que ele enfatize a graça em seus best sellers, sua vida pessoal é um eloquente testemunho de desgraça.Gostaria que isso constituísse exceção entre os evangélicos pensantes, ou mesmo entre os adventistas. Não é. Definir a graça como eterno perdão leva a abonar o pecado na maioria dos casos. A graça que salva do pecado não apenas limpa o passado (justificação), como também propicia condições para uma vida vitoriosa (santificação). Sem essa segunda atuação da graça, é impossível a experiência futura da vitória definitiva (glorificação).
A teologia evangélica, reducionista, dissocia graça de estilo de vida. Faz parecer que, não importa o que faça ou diga, a graça me salva sem implicar em uma transformação do caráter, a não ser em termos bem gerais, como honestidade, por exemplo. Assim, assuntos como vestuário, reforma de saúde, estilo de adoração, separação de práticas mundanas recebe um chute de Tostão e fica simplesmente fora do âmbito da discussão.
Estou bem consciente de que serei mal interpretado. Afinal, o analfabetismo funcional é o menor dos meus problemas, quando já há um quadro de analfabetismo bíblico muito mais agravante… Porém, em respeito aos leitores inteligentes e com a mente analítica, deixe-me tentar desenvolver o que disse.
Sempre seremos essencialmente pecadores ao viver nesse planeta. Mas podemos ser pecadores regenerados, experimentando a transformação diária, renovando a mente pela palavra de Deus. A espiritualidade adventista não compartilha da mesma base da visão evangélica. Entendemos o evangelho como uma mensagem equilibrada, centrada em Jesus, Aquele que encarnou, morreu, ressuscitou e ascendeu ao céu, de onde intercede por nós em Seu santuário. Salvação é obra que depende de um Salvador Todo Suficiente.
Se eu tivesse um saco de cimento com 50 kg para carregar e o campeão mundial de levantamento de pesos estivesse por perto, a atitude mais inteligente seria me afastar para ele fazer o que sabe. Minha melhor ajuda seria não atrapalhar! Cooperar com o plano de salvação se traduz por colocar a vontade nas mãos de Deus, não usar meu esforço pessoal para realizar sozinho o que Deus pede. A luta com a vontade pecaminosa só poderá ser vencida pela atuação de Deus em mim por meio do Espírito e mediante o poder que há nas Escrituras.
Como entender a graça no contexto da visão adventista de salvação? A graça se relaciona ao plano de Deus em reproduzir Seu caráter em nós. Não se resume ao modo como Ele lida com os pecados que cometemos, mas inclui também o modo como Deus me leva a tomar decisões práticas, a ser obediente em todas as áreas. Quem confunde obediência com legalismo deveria, no mínimo, repensar seu adventismo e se perguntar se as distorções evangélicas não têm afetado sua compreensão da própria salvação. Temo que muitos se choquem tanto ao ler sobre isso porque sempre pensaram como evangélicos, sem terem sido ensinados a pensarem como adventistas. Trágico assim.
Espero que o Espírito de Deus abra o entendimento daqueles que estudam as Escrituras para permitirem que a graça realize uma obra completa em sua vida.
Papa lança desafio para ‘trabalharem juntos’ pela paz
“O papa Francisco desafiou hoje cristãos, judeus e muçulmanos a “trabalharem juntos” pela paz e pela justiça durante uma visita à Esplanada das Mesquitas, na Cidade Velha de Jerusalém, o terceiro lugar mais sagrado para o Islão.“Podemos trabalhar juntos pela justiça e pela paz“, afirmou durante a sua visita ao complexo onde está situada a mesquita Al-Aqsa, pedindo para que ninguém utilize o nome de Deus para justificar a violência.
“A minha peregrinação não ficaria completa se não incluísse também o encontro com as pessoas e comunidades que vivem nesta terra e, por isso, estou contente por poder estar convosco, amigos muçulmanos“, afirmou, diante do grã-mufti de Jerusalém, Mohammed Hussein, e de outras autoridades islâmicas.
A Esplanada das Mesquitas, a que os muçulmanos chamam Nobre Santuário e os judeus Monte do Templo, é um local sagrado para as duas religiões e uma fonte de tensão entre as duas comunidades.
O principal representante do islamismo sunita agradeceu ao Papa a sua visita e aproveitou para pedir o fim da ocupação israelita, que considerou o principal obstáculo à conversão de Jerusalém na “verdadeira cidade da paz do mundo“.
Hussein recordou a figura do califa Omar ibn al Jatab, um dos quatro califas Rashidum (reconhecidos por todos os muçulmanos), “que permitiu aos cristãos manterem as suas igrejas na cidade santa“.
“Jerusalém deve ser [de novo] uma cidade aberta tanto a cristãos como a muçulmanos em que todos possam conviver em paz“, disse o líder religioso.
O papa, por seu lado, pediu a judeus, cristãos e muçulmanos para abrirem os seus corações e mente a fim de entenderem o outro, já que o conhecimento mútuo supera as barreiras e os conflitos.
Francisco, que concluiu o seu discurso na disputada esplanada com a palavra paz em árabe, seguiu depois para o Muro das Lamentações, onde foi recebido por um dos mais importantes rabinos da cidade.
O papa seguiu os passos dos seus antecessores — João Paulo II e Bento XVI — deixando uma mensagem no lugar mais sagrado do judaísmo.
Pouco antes, o rabino entoou uma oração em hebraico, na qual pediu pela paz em Jerusalém, pela unidade e pela luta contra o ódio aos judeus. (…)”
Fonte: Diário de Notícias (Via O Tempo Final)
Israel e Palestina aceitam convite do Papa e vão ao Vaticano
“O presidente israelita, Shimon Peres, e o presidente palestiniano, Mahmud Abbas, aceitaram, este domingo, o convite do Papa Francisco para rezarem no Vaticano.O presidente israelita saudou a iniciativa do Papa Francisco de oferecer “a sua casa” a israelitas e palestinianos para rezarem pela paz, afirmando que “desde sempre apoiou qualquer iniciativa” deste tipo.
“O presidente aceita o convite do Papa Francisco, sempre apoiou e vai continuar a apoiar qualquer iniciativa para promover a causa da paz“, afirmou à agência Efe uma fonte próxima do gabinete de Shimon Peres.
Também o presidente palestiniano, Mahmud Abbas, aceitou o convite do Papa Francisco para rezar pela paz com o presidente de Israel, no dia 6 de junho no Vaticano, afirmou à AFP o chefe das negociações da Palestina.
O Papa convidou os presidentes da Autoridade Nacional Palestiniana e de Israel a unirem-se num momento de oração no Vaticano. “Muitos constroem a paz dia-a-dia com pequenos gestos, pequenas coisas, muitos deles com sofrimento mesmo sem terem consciência disso. Aqueles que fazem parte da Igreja têm a obrigação de se tornarem ferramentas para a paz, especialmente através das nossas orações“, afirmou o Papa Francisco.
Antes de iniciar a missa na praça da Manjedoura, em Belém, o Papa, que começou no sábado uma viagem pela Terra Santa, admitiu que construir a paz “pode ser difícil“, mas disse que “viver sem paz é um sofrimento“.
Fonte: Jornal de Notícias (Via O Tempo Final)
Papa visita Muro das Lamentações e defende diálogo
O papa Francisco pediu nesta segunda-feira em Jerusalém um diálogo entre judeus, cristãos e muçulmanos, após uma visita a um dos locais mais emblemáticos para as três religiões monoteístas.Em um dia intenso e com grande carga simbólica, o pontífice visitou a Esplanada das Mesquitas, terceiro local sagrado do islamismo, e o Muro das Lamentações, um dos mais sagrados do judaísmo.
Diante do grande grande mufti de Jerusalém, que o recebeu na mesquita, Francisco convidou cristãos, muçulmanos e judeus a serem "agentes da paz e da justiça".
O papa se dirigiu às pessoas e comunidades "que se reconhecem em Abraão", ou seja, as três religiões monoteístas.
"Minha peregrinação não seria completa se não incluísse também o encontro com as pessoas e as comunidades que vivem nesta terra e por isto fico feliz de poder estar com vocês, amigos muçulmanos", disse o papa ao líder religioso islâmico, Mohamed Hussein.
"Respeitemos e amemos uns aos outros como irmãos e irmãs", concluiu o papa no terceiro e último dia de sua visita a Terra Santa.
Depois ele caminhou por um quilômetro e rezou em silêncio por vários minutos diante do Muro das Lamentações, um dos locais sagrados para a religião judaica.
O papa colocou as mãos sobre o Muro e deixou uma mensagem entre as pedras, como é tradição entre os judeus. Como os antecessores, João Paulo 2º (2000) e Bento 16 (2009), Francisco colocou um envelope entre as pedras do Muro, vestígio do Segundo Templo de Jerusalém.
O envelope continha o Pai Nosso em espanhol, revelou o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi. A agenda de Francisco incluiu uma visita ao cemitério nacional de Israel, onde depositou uma coroa de flores no túmulo do fundador do sionismo, Theodor Herzl, uma homenagem que nenhum papa havia feito até agora.
Fora do programa, o pontífice também visito o monumento em homenagem às vítimas civis de atentados em Israel.
Um gesto realizado a pedido do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e que equilibra outro gesto que surpreendeu no domingo: tocar com as mãos o 'muro da vergonha', que separa Israel dos territórios palestinos.
Em todos os rituais, Francisco teve a companhia de dois amigos e compatriotas argentinos, o rabino Abraham Skorka e o professor muçulmano Omar Abboud.
A visita papal terminará com uma missa no Cenáculo, onde segundo a tradição cristã aconteceu a Última Ceia de Jesus com os apóstolos, lugar que abriga também o túmulo do rei David, considerado sagrado pelos judeus.
Fonte - Yahoo
domingo, 25 de maio de 2014
Declaração conjunta do Papa Francisco e do Patriarca Bartolomeu I: O Espírito Santo nos conduz à unidade
JERUSALÉM, 25 Mai. 14 / 04:15 pm (ACI).- Ao celebrar os 50 anos do histórico encontro de Paulo VI e o Patriarca ortodoxo Bartolomeu I em Jerusalém, nesta tarde (hora local) o Papa Francisco e o Patriarca Bartolomeu I tiveram um encontro privado no qual assinaram uma declaração conjunta. A seguir apresentamos a íntegra da mesma:1. Como os nossos venerados predecessores Papa Paulo VI e Patriarca Ecuménico Atenágoras, que se encontraram aqui em Jerusalém há cinquenta anos, também nós – Papa Francisco e Patriarca Ecuménico Bartolomeu – decidimos encontrar-nos na Terra Santa, «onde o nosso Redentor comum, Cristo nosso Senhor, viveu, ensinou, morreu, ressuscitou e subiu aos céus, donde enviou o Espírito Santo sobre a Igreja nascente» (Comunicado comum de Papa Paulo VI e Patriarca Atenágoras, publicado depois do seu encontro de 6 de Janeiro de 1964). O nosso encontro – um novo encontro dos Bispos das Igrejas de Roma e Constantinopla fundadas respectivamente por dois Irmãos, os Apóstolos Pedro e André – é fonte de profunda alegria espiritual para nós. O mesmo proporciona uma ocasião providencial para reflectir sobre a profundidade e a autenticidade dos vínculos existentes entre nós, vínculos esses fruto de um caminho cheio de graça pelo qual o Senhor nos guiou desde aquele abençoado dia de cinquenta anos atrás.
2. O nosso encontro fraterno de hoje é um passo novo e necessário no caminho para a unidade, à qual só o Espírito Santo nos pode levar: a unidade da comunhão na legítima diversidade. Com profunda gratidão, relembramos os passos que o Senhor já nos permitiu realizar. O abraço trocado entre o Papa Paulo VI e o Patriarca Atenágoras aqui em Jerusalém, depois de muitos séculos de silêncio, abriu a estrada para um gesto epocal: a remoção da memória e do meio da Igreja dos actos de recíproca excomunhão de 1054. Isso foi seguido por uma troca de visitas entre as respectivas Sés de Roma e de Constantinopla, por uma correspondência regular e, mais tarde, pela decisão anunciada pelo Papa João Paulo II e o Patriarca Dimitrios, ambos de abençoada memória, de se iniciar um diálogo teológico na verdade entre católicos e ortodoxos. Ao longo destes anos, Deus, fonte de toda a paz e amor, ensinou-nos a olhar uns para os outros como membros da mesma família cristã, sob o mesmo Senhor e Salvador Jesus Cristo, e a amar-nos de tal modo uns aos outros que podemos confessar a nossa fé no mesmo Evangelho de Cristo, tal como foi recebida pelos Apóstolos e nos foi expressa e transmitida a nós pelos Concílios Ecuménicos e pelos Padres da Igreja. Embora plenamente conscientes de ainda não ter atingido a meta da plena comunhão, hoje reafirmamos o nosso compromisso de continuar a caminhar juntos rumo à unidade pela qual Cristo nosso Senhor rezou ao Pai pedindo que «todos sejam um só» (Jo 17, 21).
3. Bem cientes de que a unidade se manifesta no amor de Deus e no amor do próximo, olhamos com ansiedade para o dia em que poderemos finalmente participar juntos no banquete eucarístico. Como cristãos, somos chamados a preparar-nos para receber este dom da comunhão eucarística, segundo o ensinamento de Santo Ireneu de Lião (Contra as Heresias, IV, 18, 5: PG 7, 1028), através da confissão de uma só fé, a oração perseverante, a conversão interior, a renovação da vida e o diálogo fraterno. Ao alcançar esta meta esperada, manifestaremos ao mundo o amor de Deus, pelo qual somos reconhecidos como verdadeiros discípulos de Jesus Cristo (cf. Jo 13, 35).
4. Para tal objectivo, o diálogo teológico realizado pela Comissão Mista Internacional oferece uma contribuição fundamental na busca da plena comunhão entre católicos e ortodoxos. Ao longo dos sucessivos tempos vividos sob os Papas João Paulo II e Bento XVI e o Patriarca Dimitrios, foi substancial o progresso dos nossos encontros teológicos. Hoje exprimimos vivo apreço pelos resultados obtidos até agora, bem como pelos esforços actuais. Não se trata de mero exercício teórico, mas de uma exercitação na verdade e no amor, que exige um conhecimento ainda mais profundo das tradições de cada um para as compreender e aprender com elas. Assim, afirmamos mais uma vez que o diálogo teológico não procura o mínimo denominador comum teológico sobre o qual se possa chegar a um compromisso, mas busca aprofundar o próprio conhecimento da verdade total que Cristo deu à sua Igreja, uma verdade cuja compreensão nunca cessará de crescer se seguirmos as inspirações do Espírito Santo. Por isso, afirmamos conjuntamente que a nossa fidelidade ao Senhor exige um encontro fraterno e um verdadeiro diálogo. Tal busca comum não nos leva para longe da verdade; antes, através de um intercâmbio de dons e sob a guia do Espírito Santo, levar-nos-á para a verdade total (cf. Jo 16, 13).
5. Todavia, apesar de estarmos ainda a caminho para a plena comunhão, já temos o dever de oferecer um testemunho comum do amor de Deus por todas as pessoas, trabalhando em conjunto ao serviço da humanidade, especialmente na defesa da dignidade da pessoa humana em todas as fases da vida e da santidade da família assente no matrimónio, na promoção da paz e do bem comum e dando resposta ao sofrimento que continua a afligir o nosso mundo. Reconhecemos que a fome, a pobreza, o analfabetismo, a distribuição desigual de recursos devem ser constantemente enfrentados. É nosso dever procurar construir juntos uma sociedade justa e humana, onde ninguém se sinta excluído ou marginalizado.
6. É nossa profunda convicção que o futuro da família humana depende também do modo como protegermos – de forma simultaneamente prudente e compassiva, com justiça e equidade – o dom da criação que o nosso Criador nos confiou. Por isso, arrependidos, reconhecemos os injustos maus-tratos ao nosso planeta, o que aos olhos de Deus equivale a um pecado. Reafirmamos a nossa responsabilidade e obrigação de fomentar um sentimento de humildade e moderação, para que todos possam sentir a necessidade de respeitar a criação e protegê-la cuidadosamente. Juntos, prometemos empenhar-nos na sensibilização sobre a salvaguarda da criação; apelamos a todas as pessoas de boa vontade para tomarem em consideração formas de viver menos dispendiosas e mais frugais, manifestando menos ganância e mais generosidade na protecção do mundo de Deus e para benefício do seu povo.
7. Há também urgente necessidade de uma cooperação efectiva e empenhada dos cristãos para salvaguardar, por todo o lado, o direito de exprimir publicamente a própria fé e de ser tratados equitativamente quando promovem aquilo que o cristianismo continua a oferecer à sociedade e à cultura contemporânea. A este propósito, convidamos todos os cristãos a promoverem um diálogo autêntico com o judaísmo, o islamismo e outras tradições religiosas. A indiferença e a ignorância mútua só podem levar à desconfiança e mesmo, infelizmente, ao conflito.
8. Desta cidade santa de Jerusalém, exprimimos a nossa comum e profunda preocupação pela situação dos cristãos no Médio Oriente e o seu direito de permanecerem plenamente cidadãos dos seus países de origem. Confiadamente voltamo-nos para Deus omnipotente e misericordioso, elevando uma oração pela paz na Terra Santa e no Médio Oriente em geral. Rezamos especialmente pelas Igrejas no Egipto, Síria e Iraque, que têm sofrido mais pesadamente por causa dos eventos recentes. Encorajamos todas as Partes, independentemente das próprias convicções religiosas, a continuarem a trabalhar pela reconciliação e o justo reconhecimento dos direitos dos povos. Estamos convencidos de que não são as armas, mas o diálogo, o perdão e a reconciliação, os únicos meios possíveis para alcançar a paz.
9. Num contexto histórico marcado pela violência, a indiferença e o egoísmo, muitos homens e mulheres de hoje sentem que perderam as suas referências. É precisamente através do nosso testemunho comum à boa notícia do Evangelho que seremos capazes de ajudar as pessoas do nosso tempo a redescobrirem o caminho que conduz à verdade, à justiça e à paz. Unidos nos nossos intentos e recordando o exemplo dado há cinquenta anos aqui em Jerusalém pelo Papa Paulo VI e o Patriarca Atenágoras, apelamos a todos os cristãos, juntamente com os crentes das diferentes tradições religiosas e todas as pessoas de boa vontade, que reconheçam a urgência deste tempo que nos obriga a buscar a reconciliação e a unidade da família humana, no pleno respeito das legítimas diferenças, para bem de toda a humanidade actual e das gerações futuras.
10. Ao empreendermos esta peregrinação comum até ao lugar onde o nosso e único Senhor Jesus Cristo foi crucificado, sepultado e ressuscitou, humildemente confiamos à intercessão da Santíssima e Sempre Virgem Mariaos nossos futuros passos no caminho rumo à plenitude da unidade e entregamos ao amor infinito de Deus toda a família humana.
«O Senhor faça brilhar sobre ti a sua face e te favoreça! O Senhor volte para ti a sua face e te dê a paz!» (Nm 6, 25-26).
Jerusalém, 25 de Maio de 2014.
Fonte - ACI Digital
Papa quebra protocolo e ora diante de polêmico muro em Belém
Conhecido pela quebra de protocolos, o papa Francisco surpreendeu sua comitiva e o pessoal responsável pela sua segurança na Cisjordânia ao descer do papamóvel e orar próximo a um muro de segurança israelense em Belém.O Pontífice chamou o impasse envolvendo Israel e Palestina de “inaceitável” e encorajou os povos a “empreender este feliz êxodo rumo à paz com a coragem e a firmeza necessária para todo êxodo".
Cercado por muitos fiéis, o Papa fez ordenou uma parada inesperada, desceu do veículo e tocou o polêmico muro, que Israel diz ser necessário para garantir sua segurança - os palestinos afirmam que a edificação atrapalha o deslocamento pela região. Com o muro, Israel controla todas as entradas e saídas da cidade.
Por um breve momento, Francisco abaixou a cabeça e fez uma oração no local, antes de seguir com o roteiro oficial da viagem. Ao lado de Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Palestina, o Papa afirmou que chegou a hora de "colocar um fim a essa situação, que se tornou inaceitável". Segundo o Pontífice, os dois lados precisam fazer sacrifícios para a criação de dois Estados, com fronteiras internacionalmente reconhecidas, baseadas nos direitos e segurança mútuos.
Papa convida presidentes palestino e israelense a rezar no Vaticano pela paz
Convite inesperado foi feito após missa em Belém, na Cisjordânia.
Francisco faz visita de três dias à Terra Santa.
O Papa Francisco convidou neste domingo (25), em Belém, o presidente de Israel, Shimon Peres, e o presidente palestino, Mahmud Abbas, a orar pela paz no Vaticano.
"Quero convidar o presidente Abbas e o presidente Peres para que, junto comigo, elevemos a Deus uma oração pela paz. Ofereço minha casa, o Vaticano, para esse encontro de oração", disse, de maneira inesperada, ao fim da missa que rezou.
Questionado sobre o convite, uma porta-voz do presidente Peres disse em Jerusalém que ele "sempre aceita qualquer tipo de iniciativa para promover a paz".
Mais cedo, o Papa Francisco exortou palestinos e israelenses a iniciar um "êxodo" rumo à paz para pôr fim ao sofrimento que castiga a região há décadas.
"Encorajo os povos palestino e israelense, assim como suas respectivas autoridades, a empreender este feliz êxodo rumo à paz com a coragem e a firmeza necessária para todo êxodo", disse o pontífice em seu primeiro discurso na Palestina, que fez junto ao presidente Mahmoud Abbas.
O Papa Francisco aterrissou na cidade de Belém, na Cisjordânia, segunda etapa de sua peregrinação de três dias à Terra Santa, por volta das 9h30 (local).
Diante de Francisco, Abbas acusou Israel de tentar "mudar a identidade e o caráter de Jerusalém Oriental e de asfixiar sua população palestina, cristã e muçulmana, com o objetivo de expulsá-la" da cidade.
Ele também falou ao pontífice do "terrível muro que Israel construiu pela força brutal".
O chefe da Igreja Católica pediu "o reconhecimento por parte de todos do direito de dois Estados existirem e desfrutarem da paz e da segurança em fronteiras internacionalmente reconhecidas".
A caminho da Praça da Manjedoura para celebrar uma missa sob a proteção de cerca de 3.000 integrantes das forças de segurança palestinas, o Papa parou seu carro sem capota para ir a pé ao muro de concreto, onde fica uma torre de vigia.
Ele encostou as mãos no muro, em parte coberto de pichações recentes, incluindo uma em inglês destinada diretamente a ele: "Papa, precisamos de alguém que fale de justiça".
O assessor político de Abbas, Nimr Hammad, saudou uma mensagem significativa de que "não se pode alcançar a paz, enquanto Israel continuar a construir muros de separação racistas entre os povos palestino e israelense".
De acordo com um porta-voz do comitê organizador palestino, Achraf al-Ajrami, "ao parar diante do muro e ao tocá-lo, o Papa tocou a dor diária vivida pelo povo palestino".
Farid Abu Mohor, morador da cidade de Beit Jala, onde o traçado da barreira ameaça o acesso as suas terras agrícolas, disse "esperar que atos como esse impeçam que o muro seja concluído".
Em seguida, Francisco teve a calorosa recepção de cerca de 10.000 fiéis na Praça da Manjedoura, enfeitada com bandeiras do Vaticano e palestinas, além de um quadro gigante do nascimento de Jesus, que na pintura aparecia envolto em um keffieh, símbolo nacional palestino.
O sumo pontífice foi de helicóptero durante a tarde para o aeroporto Ben Gurion de Tel Aviv.
Francisco faz visita de três dias à Terra Santa.
O Papa Francisco convidou neste domingo (25), em Belém, o presidente de Israel, Shimon Peres, e o presidente palestino, Mahmud Abbas, a orar pela paz no Vaticano.
"Quero convidar o presidente Abbas e o presidente Peres para que, junto comigo, elevemos a Deus uma oração pela paz. Ofereço minha casa, o Vaticano, para esse encontro de oração", disse, de maneira inesperada, ao fim da missa que rezou.
Questionado sobre o convite, uma porta-voz do presidente Peres disse em Jerusalém que ele "sempre aceita qualquer tipo de iniciativa para promover a paz".
Mais cedo, o Papa Francisco exortou palestinos e israelenses a iniciar um "êxodo" rumo à paz para pôr fim ao sofrimento que castiga a região há décadas.
"Encorajo os povos palestino e israelense, assim como suas respectivas autoridades, a empreender este feliz êxodo rumo à paz com a coragem e a firmeza necessária para todo êxodo", disse o pontífice em seu primeiro discurso na Palestina, que fez junto ao presidente Mahmoud Abbas.
O Papa Francisco aterrissou na cidade de Belém, na Cisjordânia, segunda etapa de sua peregrinação de três dias à Terra Santa, por volta das 9h30 (local).
Diante de Francisco, Abbas acusou Israel de tentar "mudar a identidade e o caráter de Jerusalém Oriental e de asfixiar sua população palestina, cristã e muçulmana, com o objetivo de expulsá-la" da cidade.
Ele também falou ao pontífice do "terrível muro que Israel construiu pela força brutal".
O chefe da Igreja Católica pediu "o reconhecimento por parte de todos do direito de dois Estados existirem e desfrutarem da paz e da segurança em fronteiras internacionalmente reconhecidas".
A caminho da Praça da Manjedoura para celebrar uma missa sob a proteção de cerca de 3.000 integrantes das forças de segurança palestinas, o Papa parou seu carro sem capota para ir a pé ao muro de concreto, onde fica uma torre de vigia.
Ele encostou as mãos no muro, em parte coberto de pichações recentes, incluindo uma em inglês destinada diretamente a ele: "Papa, precisamos de alguém que fale de justiça".
O assessor político de Abbas, Nimr Hammad, saudou uma mensagem significativa de que "não se pode alcançar a paz, enquanto Israel continuar a construir muros de separação racistas entre os povos palestino e israelense".
De acordo com um porta-voz do comitê organizador palestino, Achraf al-Ajrami, "ao parar diante do muro e ao tocá-lo, o Papa tocou a dor diária vivida pelo povo palestino".
Farid Abu Mohor, morador da cidade de Beit Jala, onde o traçado da barreira ameaça o acesso as suas terras agrícolas, disse "esperar que atos como esse impeçam que o muro seja concluído".
Em seguida, Francisco teve a calorosa recepção de cerca de 10.000 fiéis na Praça da Manjedoura, enfeitada com bandeiras do Vaticano e palestinas, além de um quadro gigante do nascimento de Jesus, que na pintura aparecia envolto em um keffieh, símbolo nacional palestino.
O sumo pontífice foi de helicóptero durante a tarde para o aeroporto Ben Gurion de Tel Aviv.
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