quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Papa no encontro Cristão-Muçulmano: o diálogo é o caminho da paz

Nesta quarta-feira dia 3 de dezembro, antes da Audiência Geral, o Papa Francisco recebeu na Sala Paulo VI cerca de 30 participantes do III Encontro de líderes cristãos e muçulmanos. Na sua saudação, o Santo Padre disse estar feliz por esta visita, que “ajuda a fortalecer a nossa fraternidade”:

“Dou-lhes as boas-vindas e agradeço-vos por terem vindo e por terem feito esta visita: eu gosto. Isto ajuda a tornar mais forte a nossa fraternidade. Agradeço-vos pelo vosso trabalho por aquilo que vós fazeis para compreendermo-nos melhor e sobretudo pela paz. Este é o caminho da paz: o diálogo. Muito obrigado, Agradeço-vos tanto.”

Também durante a catequese da Audiência Geral, o Papa contou à multidão sobre o seu breve encontro com os líderes muçulmanos dizendo: “Também eles expressaram este desejo de continuar em frente neste diálogo fraterno entre católicos, cristãos e muçulmanos”.

Estiveram presentes neste terceiro Encontro Cristão-Muçulmano o Cardeal Jean-Louis Tauran, Presidente do Pontificio Conselho para o Dialogo Inter-religioso, o Principe da Jordânia, Hassan Bin Talal, e o Ayatollah Sayyed Mostafa Mohaghegh Damad, direttor dos Estudos Islâmicos na Academia das Ciências do Irão.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Vaticano: Papa une-se a líderes religiosos em declaração comum pela erradicação da escravatura

Francisco denuncia «terrível flagelo» que exige ação concreta de todos

Cidade do Vaticano, 02 dez 2014 (Ecclesia) - O Papa uniu-se hoje a vários líderes religiosos mundiais, no Vaticano, numa declaração comum pela erradicação da escravatura, que classificou como “iniciativa histórica”.

“Trabalharemos juntos para erradicar o terrível flagelo da escravidão moderna, em todas as suas formas: a exploração física, económica, sexual e psicológica de homens, mulheres e crianças agrilhoa dezenas de milhões de pessoas à desumanização e à humilhação”, referiu Francisco, na sede da Academia Pontifícia das Ciências.

Católicos, anglicanos, muçulmanos, hindus, budistas, judeus e ortodoxos assinalaram deste maneira o Dia Mundial para a Abolição da Escravatura, um problema que afeta milhões de pessoas em todo o mundo.

Francisco agradeceu os esforços de todos os presentes em favor dos “sobreviventes” do tráfico de seres humanos, bem como a sua participação num “ato de fraternidade”.

"Cada ser humano é imagem de Deus. Deus é amor e liberdade, que se doa em relações interpessoais, de modo que cada ser humano é uma pessoa livre, destinada a existir para o bem de outros, em igualdade e fraternidade", defendeu.

"Não podemos tolerar que a imagem do Deus vivo seja submetida ao tráfico mais aberrante", prosseguiu.

O Papa condenou um "delito aberrante", um "flagelo atroz", que atinge de forma especial os "mais pobres e vulneráveis".

Uma situação que "se agava cada vez mais, todos os dias", e que exige a ação de pessoas de fé, governos, empresas, pessoas de boa vontade para erradicar a escravatura.

"As nossas comunidades de fé recusam, sem exceção, qualquer privação sistemática da liberdade individual com fins de exploração pessoal ou comercial", disse, em nome de todos os signatários.

Segundo Francisco, a escravatura está presente "tanto nas cidades como nas aldeias", em todo o mundo, e "muitas vezes disfarça-se de turismo".

"É preciso dar ajuda, de forma ativa, sempre que se cruzar no nosso caminho um idoso abandonado por todos, um trabalhador injustamente escravizado, uma refugiado ou refugiado apanhado pelos laços da má vida, um jovem que anda pelas ruas do mundo, vítima do comércio sexual, um homem ou uma mulher prostituídos de forma enganosa por gente sem temor de Deus, uma criança mutilada dos seus órgãos que chama a nossa consciência", declarou.

Segundo a relatora especial das Nações Unidas, Urmila Bhoola, pelo menos 20,9 milhões de pessoas estão sujeitas a formas modernas de escravidão, que atingem principalmente mulheres e crianças; a este número somam-se mais de 168 milhões de menores que trabalham.

A cerimónia de assinatura foi apresentada pelo diretor da sala de imprensa da Santa Sé, o padre Federico Lombardi, e pela jornalista Christiane Amanpour, da CNN.

A iniciativa, nascida sob inspiração do Papa Francisco e do primaz anglicano, Justin Welby, é da responsabilidade da ‘Global Freedom Network’ (Rede Global da Liberdade).

Os signatários propõem-se a “inspirar ação prática e espiritual” em favor do fim da escravatura até 2020 “e para sempre”.

“A escravatura moderna, em termos de tráfico de pessoas, trabalho forçado e prostituição, tráfico de órgãos, bem como qualquer relação que não respeite a convicção fundamental de que todas as pessoas são iguais e têm a mesma liberdade e dignidade, são um crime contra a humanidade”, refere a declaração comum.

Segundo os líderes religiosos, a humanidade tem hoje a “oportunidade, consciência, sabedoria, inovação e tecnologia para atingir este imperativo humano e moral”.

O dia internacional pela abolição da escravidão é celebrado no dia 2 de dezembro, data na qual, em 1949, a Assembleia Geral das Nações Unidas adotou a convenção para eliminar o tráfico de pessoas.

Fonte - Ecclesia

Nota DDP: E os temas que vão "unindo" os diversos ramos cristãos estão aumentando... São esses temas absolutamente óbvios que os levarão a se unir também em outros mais polêmicos... Impossível não se ter a percepção de que uma coisa leva às outras.

O cumprimento da profecia não é estático, se estrutura na composição de inúmeros feixes que não se alinham do dia para noite, mas que estão se consolidando dia após dia. Nesse sentido o nome desta página é "Diário da Profecia".

Os que aguardam o cumprimento de Apocalipse de forma 'linear', como se todos os eventos estivessem necessariamente atrelados e dependentes de outros, primeiro demonstram desconhecimento da profecia bíblica e, finalmente, serão tomados de assalto por estarem esperando algo que já aconteceu..

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

"Maior mancha solar pode afetar a Terra"

A maior mancha solar a aparecer na estrela mais próxima da Terra em mais de duas décadas está apontada para o planeta mais uma vez e vai provavelmente iniciar tempestades solares, de acordo com informações do site americano Mashable.

A mancha solar enorme, anteriormente conhecida como Região Ativa 12192, se virou em direção à Terra em outubro, mas logo mudou de posição. Agora, a região ativa tem girado de volta a encarar a Terra mais uma vez, e, embora a mancha tenha diminuído de tamanho, provavelmente vai ser perturbadora, dizem cientistas da NASA.

A mancha é grande o suficiente para encobrir dez corpos celestes do tamanho da Terra. As tempestades podem afetar o funcionamento de satélites e interferir nas fontes de energia. Cientistas ainda não conseguem prever quando as manchas solares vão produzir labaredas e se essas lançarão ejeções de massa coronal.

Fonte - Terra

Número de cristãos na China supera o dos filiados ao Partido Comunista

O governo comunista da China tem demonstrado sua fúria contra os cristãos nos últimos tempos derrubando igrejas, prendendo líderes das igrejas que não se submetem ao regime, chamadas de clandestinas. Também aumentou o número de “sacerdotes” obedientes ao regime nas igrejas “oficiais”. Por trás dessa escalada da repressão, o verdadeiro motivo é o rápido crescimento da população de cristãos na China. Algo que o governo não esperava e não deseja.

Oficialmente, existem hoje cerca de 100 milhões de cristãos no país mais populoso do mundo. Estudiosos acreditam que o número pode ser 3 vezes maior. Ao mesmo tempo, o Partido Comunista Chinês continua seus esforços para recrutar novos membros ao longo dos últimos anos, abrindo as suas fileiras para intelectuais e empresários e outras classes anteriormente “suspeitas”, por defenderem o capitalismo.

Ainda assim, os membros totalizam 86,7 milhões, sendo que a maioria é comunista só de nome. Isso pode ser visto como um fracasso do regime, que desde a revolução na década de 1940, defende que o povo chinês não deveria acreditar em nenhum deus.

As milhares de igrejas derrubadas ou confiscadas por ordem do Partido durante os anos 1950 e 1960 foram quase todas reconstruídas ou reformadas. Em algumas delas, missas vêm sendo celebradas de forma contínua há mais de 220 anos.

Na verdade, o Movimento Patriótico da Tríplice Autonomia Igreja Protestante e a Associação Patriótica Católica Chinesa foram estabelecidos pouco depois da revolução comunista, ficando sob a direção do Partido Comunista. O objetivo era isolar as igrejas no país e controlá-las tanto quanto fosse possível. Por exemplo, como a China não tem relações oficiais com o Vaticano oficialmente, a inferência do Papa sobre a Igreja Católica da China não é reconhecida.

Na última década, muitas novas igrejas foram construídas, às vezes com permissão oficial, às vezes sem. Quando o governo local nega permissão para construir uma igreja, os moradores constroem um “salão social”, onde os encontros são realizados. Embora seja um movimento mais recente, o número de evangélicos na China está crescendo muito mais rápido que o número de católicos.

De acordo com um estudo da Academia Chinesa de Ciências Sociais, pelo menos 45 milhões de evangélicos estão organizados em igrejas domésticas. O número de católicos na China é estimado em cerca de 12 milhões, segundo a organização católica Centro-China. O número de católicos registrados é perto de seis milhões, tão alto quanto os membros das igrejas católicas clandestinas.

O cristianismo na China tem uma longa história. Os cristãos nestorianos chegaram ao país no século 7, mas tiveram poucas conversões. Os jesuítas desembarcaram no século 16, acreditando que se pudessem converter o imperador, milhões de chineses também abraçariam a fé. Isso não aconteceu. Havia liberdade de culto e os missionários evangélicos chegaram ao país no século 19. Com a revolução comunista no século 20, em muitas regiões o cristianismo foi considerado extinto.

Porém, a abertura maior para o ocidente nos últimos anos também “afrouxou” a perseguição em algumas regiões. A Constituição afirma que os cidadãos chineses “gozam de liberdade de crença religiosa.” Ao mesmo tempo, o Estado proíbe organizações públicas de qualquer religião. Contudo, em 2012 o governo da China lançou uma campanha de três fases para erradicar todas as igrejas evangélicas do país.

Estudiosos acreditam que o quadro atual seja irreversível, embora o Partido Comunista continue criando “ondas” de perseguição, como a destruição de monumentos cristãos ou a recente ordem para retirar as cruzes de todas as igrejas.

Fonte - Gospel Prime

domingo, 30 de novembro de 2014

Ellen White entra na lista de americanos mais influentes de todos os tempos

Brasília, DF … [ASN] Foi divulgada agora em novembro uma inusitada lista com os nomes dos 100 norte-americanos mais influentes de todos os tempos. A listagem é um trabalho da Smithsonian Magazine, uma publicação que pertence ao Smithsonian Institute,e inclui a escritora adventista Ellen White. Essa instituição, criada em 1846, reúne um grupo de museus e centros de pesquisa administrados pelo governo dos Estados Unidos.

Conforme a revista, foi adotada uma metodologia criada por Steven Skiena e Charles Ward. Skiena é professor da Universidade Stony Brook e pesquisador na área de computação e Ward é um engenheiro da Google especializado em metodologias de classificação.

Como se chegou à lista?

Os dois desenvolveram um método algorítmico para classificar figuras históricas, como o Google classifica páginas da web. Só que Skiena e Ward resolveram catalogar as pessoas de acordo com a sua importância histórica, o que eles definem como “o resultado de forças sociais e culturais que agem sobre a massa de realização de um indivíduo.”

Para se chegar a esse grupo, foram pesquisadas fontes como a Wikipedia, que tem mais de 840 mil páginas dedicadas a pessoas de todos os tempos e lugares, além de dados extraídos dos 15 milhões de livros que a Google digitalizou. Eles analisaram os dados para produzir um escore único para cada pessoa e usaram uma fórmula que incorpora o número de links para cada página, o número de páginas visitadas, a duração de cada entrada e a frequência das edições para cada página.

Ellen White integrou a área que eles chamaram de figuras religiosas ao lado de outros nomes conhecidos. A listagem completa tem gente do nível de Abraham Lincoln, George Washington, Martin Luther King, Thomas Jefferson, Oprah Winfrey, entre outros.

Leia também:

Escritos de Ellen White impactam vidas há quase dois séculos

Centenário em 2015

No próximo ano, a Igreja Adventista do Sétimo Dia no mundo vai relembrar o centenário de morte dela, que é considerada uma das maiores escritoras cristãs. Para o doutor Alberto Timm, diretor associado do Ellen White Estate, “ela é, sem dúvida, a adventista mais conhecida e influente. Sem haver ocupado qualquer função administrativa na Igreja Adventista, os conselhos de Ellen White continuam dando forma a muitos programas e a quase todas as instituições em todos os níveis da denominação. Seus escritos exaltam a Cristo e estimulam a lealdade à Bíblia como norma de todas as doutrinas e base de todas as reformas”.

Fonte - Adventistas.org

Nota DDP: A pergunta que não quer calar, se estabelece em saber quando os adventistas vão reconhecer a influência de Ellen G. White, não por ela mesma, mas como instrumento da vontade e das orientações finais de Deus?

Projeto de reunificação entre católicos e ortodoxos

O Papa Francisco e o Patriarca Ecumênico Bartolomeu I, líder da Igreja Ortodoxa, fizeram neste domingo uma declaração conjunta em Istambul, na Turquia, que poderia abrir o caminho para a reunificação das duas correntes cristãs, separadas há mais de mil anos.

Francisco assegurou que a união não poria riscos à tradição e aos ritos dos ortodoxos, que seriam mantidos. Segundo ele, "não se trata de absorção nem de submissão, mas sim da aceitação de todos os dons que Deus tem dado a cada um".


Católicos e ortodoxos caminham separados desde o "Grande Cisma" de 1054, quando o grupo de cristãos do Oriente questionou a soberania do papa sobre o credo em Constantinopla (atual Istambul), capital do antigo Império Romano do Oriente.

As palavras históricas foram proferidas durante o terceiro e último dia de viagem do pontífice à Turquia. Em Istambul, Francisco participou da festividade de Santo André, irmão de Pedro e um dos discípulos de Jesus, considerado o patrono da Igreja Ortodoxa. Por ser parente do primeiro papa, o santo também serve como um dos elos de ligação entre a Igreja Católica Apostólica Romana e os ortodoxos.

Fonte: O Globo

NOTA Minuto Profético: Em 2006 o papa Bento XVI também encontrou-se com Bartolomeu I em Istambul, encontro esse cujas implicações proféticas foram muito além do simples ecumenismo.

Nota DDP: Veja também "Intensificar os esforços pela promoção da unidade plena entre todos os cristãos".

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Papa diz que fundamentalistas são “inimigos de Deus”

Papa discursa no Parlamento Europeu

O papa Francisco classificou os extremistas como “inimigos de Deus” durante um discurso feito no Conselho da União Europeia. O pontífice católico comparece ao evento como chefe de Estado do Vaticano, o menor país do continente. Em sua fala, Francisco condenou o fundamentalismo religioso que “nutre um profundo desprezo pela vida humana e mata de modo indiscriminado vítimas inocentes”, e afirmou que infelizmente o “terrorismo religioso e internacional” é “financiado por um tráfico de armas que, muitas vezes, não é incomodado” pelas autoridades responsáveis. O discurso do papa abrangeu ainda as questões específicas do continente, dizendo que os cristãos estão dispostos a mostrar a “correta relação entre religião e sociedade” e oferecer apoio “ao desenvolvimento cultural e social”.

De acordo com o Jornal do Brasil, o papa Francisco pediu que as autoridades dos países europeus ouçam as contribuições que a Igreja Católica tem a oferecer na luta pela vida, e lamentou que o mundo ainda viva conflitos tão intensos.

“Infelizmente, a paz está muito ferida em muitas partes do mundo, onde irrompem conflitos de vários tipos”, disse o papa, ressaltando que as “tensões não cessam” e isso influencia negativamente. [...]

Em sua conclusão, Francisco afirmou que é preciso recuperar a autoestima no continente e se manter generoso com quem mais precisa: “Desejo vivamente que se instaure uma nova colaboração social e econômica, livre de condições ideológicas, que saiba enfrentar o mundo globalizado, mantendo vivo aquele senso de solidariedade e caridade recíproca que tanto a Europa ensinou. A obra generosa de centenas de homens e mulheres, alguns dos quais a Igreja Católica considera santos, que através dos séculos se empenharam para desenvolver o continente – tanto através da atividade empreendedora como em obras educativas, assistenciais e de promoção humana”.

(Gospel Mais)

Nota Michelson Borges: Fundamentalistas assassinos, de fato, são inimigos de Deus e da humanidade. O problema é que o papa já andou dizendo que aqueles que leem a Bíblia de maneira literal também são, de certa forma, fundamentalistas e extremistas. Com isso, ele contribui para reforçar no imaginário popular a ideia de que seriam fundamentalistas/extremistas/fanáticos aqueles que consideram histórico o relato dos primeiros capítulos de Gênesis (leia-se criacionistas). Essa associação injusta e crescente dos criacionistas com os radicais islâmicos acabará por prejudicar o primeiro grupo, pacifista por natureza. Veja o que Ellen White escreveu há mais de um século: “Quando atingirmos a norma que o Senhor deseja que atinjamos, as pessoas mundanas considerarão os adventistas do sétimo dia como extremistas esquisitos, singulares e austeros” (Review and Herald, 9 de janeiro de 1894).

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Rick Warren sobre o catolicismo


"Rick Warren externa uma visão ecumênica para Católicos e Protestantes trabalharem juntos para defender a santidade da vida, sexo e casamento."

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Movimento quer mil pastores dispostos a concorrer a cargos políticos

'Precisamos de uma ressurreição espiritual', apela pastor

O pastor David Lane, importante líder evangélico, está criando um movimento para encontrar pelo menos 1000 pastores que desejem concorrer a um cargo político. Ele insiste que essa é a única forma de “salvar” os Estados Unidos.

Em entrevista ao Washington Post ele justifica: “O governo não vai salvar nosso país. Wall Street não vai salvar nosso país. O Partido Republicano não vai salvar nosso país. Se nosso país vai ser salvo… isso será feito por homens e mulheres cristãos restaurando a cultura judaico-cristã do país”.

Seu raciocínio é que nas próximas eleições, em 2016, se mil pastores decidirem concorrer, eles poderão mobilizar em média 300 voluntários. Logo, serão pelo menos 300.000 pessoas envolvidos no projeto.

“A Constituição diz que o Estado deve se manter fora da igreja, não diz que a Igreja deve se manter fora do Estado… É apenas uma questão de decidir que valores irão dominar. Estamos cansados de ver a minoria impor seus valores. Isso é parte de uma batalha espiritual. Se vamos sobreviver como nação, precisamos de uma ressurreição espiritual”, assegura Lane.

Para o pastor, mais cristãos deveriam mostrar interesse pela política. “Temos a responsabilidade cristã de envolver as pessoas e pedir votos”, enfatiza.

Com o nome de Projeto Renovação, Lane planeja reunir milhares de pastores em 23 de janeiro, numa conferência em Baton Rouge, Louisiana, para debater o assunto. “Temos milhões de cristãos evangélicos nessa nação, vamos trazê-los para a esfera pública. Os cristãos precisam se envolver com a sociedade. É isso que estamos chamados a fazer”, finaliza.

Após as eleições de 4 de novembro, os EUA estão vendo os conservadores recuperar espaço no Congresso e nos Estados. A corrida presidencial de 2016 pode ter candidatos declaradamente evangélicos, como é costume. O governo Obama vem perdendo popularidade e sendo muito criticado por suas posições consideradas demasiadamente liberais, como a legalização do casamento gay.

Fonte - Gospel Prime

O Papa em Estrasburgo: um líder católico que fala à cidadania europeia

Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco partiu às 8h da manhã (5h de Brasília) desta terça-feira, do aeroporto romano de Fiumicino, em direção a Estrasburgo, onde visitou o Parlamento Europeu e o Conselho da Europa.

O Pontífice, que viajou acompanhado de uma pequena delegação, da qual fez parte o Secretário de Estado Vaticano, Pietro Parolin, chegou ao aeroporto da cidade francesa duas horas depois, por volta das 10h locais.

Depois de cumprir o protocolo no aeroporto, saudando as autoridades eclesiásticas e políticas europeias, o Papa se dirigiu à sede do Parlamento, onde foi acolhido oficialmente pelo Presidente, o eurodeputado alemão. Foram executados os hinos, feita a foto oficial e apresentadas as delegações. Francisco também saudou um grupo de cerca de mil funcionários com suas famílias, no saguão do edifício. Na sequência, houve a tradicional troca de presentes e a audiência particular com o Presidente. No caminho para a sala principal, o Papa teve um rápido encontro com uma senhora idosa, Helma Schmidt, que o hospedou na cidade de Boppard em 1986, quando o jovem Bergoglio estudou durante dois meses na Alemanha.

Por volta das 10h20, Martin Schultz foi o primeiro a discursar, saudando a visita do Papa Francisco e agradecendo a sua presença nesta ocasião.

Trata-se de uma viagem insólita por sua brevidade – a mais curta das internacionais jamais feitas por um Papa – e por não ter caráter religioso. O Papa falará às representações democráticas da cidadania do Velho Continente.

Além disso, precede de apenas três dias o seu sucessivo compromisso internacional: a viagem que o levará à Turquia de 28 a 30 de novembro. O retorno a Roma está previsto para as 15h50 de Roma (12h50 de Brasília).

É praxe que o Pontífice ao deixar a Itália faça uma saudação ao Chefe de Estado, e atendendo à tradição, Francisco enviou um telegrama ao Presidente Giorgio Napolitano.

“No momento em que deixo Roma para visitar o Parlamento Europeu e o Conselho da Europa, dirijo ao Senhor, Presidente, a minha respeitosa saudação, que acompanho com fervorosos auspícios de bem-estar espiritual, civil e social do povo italiano, a quem envio com gosto a minha bênção”, diz a mensagem do Papa.

Como informa a Santa Sé, esta ‘visita apostólica’ não é à França, mas às instituições europeias que têm sede em Estrasburgo. Entre o Vaticano e a União Europeia existe sintonia: “Existem muitos pontos em comum. Antes de tudo, porque a Igreja Católica sempre foi favorável ao processo de integração europeia, desde o início. E existem temas que interessam e preocupam as duas partes, como a pobreza, a crise econômica e a imigração”.


Nota DDP: Veja também "Presidente do Parlamento Europeu: "A Europa espera pela orientação do papa."".

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Pr. Walter Veith no Brasil

domingo, 23 de novembro de 2014

Terremoto no Japão deixa pelo menos 39 feridos

Pelo menos 39 pessoas ficaram feridas, cinco delas em estado grave, por causa do terremoto de magnitude 6,7 que atingiu a cidade de Nagano (centro do Japão) e provocou a queda de uma dezena de casas, informou neste domingo a imprensa local.

O terremoto, posteriormente rebaixado pela Agência Meteorológica do Japão de 6,8 para 6,7 graus, aconteceu às 22h08 (horário local, 12h08 em Brasília) do sábado com epicentro em Hakuba, ao norte da cidade e a cerca de 200 quilômetros a noroeste de Tóquio.

O epicentro foi situado a dez quilômetros de profundidade. O terremoto foi seguido por duas réplicas de mais de magnitude 4 e de 30 tremores menores.

Os 39 feridos se dividem principalmente entre as três localidades mais afetadas, que são, além de Hakuba, Omachi, a 20 quilômetros da primeira, e a cidade de Nagano.

A polícia, bombeiros e um contingente das Forças de Autodefesa (Exército) ainda averiguam o alcance dos danos provocados pelo tremor.

Cerca de 1.600 casas na região permaneciam também sem luz, segundo a emissora "NHK".

Fonte - UOL

Banco Mundial: fenômenos extremos serão "nova normalidade"

BM assinala que, dada a tendência atual, se prevê um aumento da temperatura global de 1,5 graus centígrados sobre os níveis pré-industriais para 2050

impactos de fenômenos meteorológicos "extremos", como ondas de calor e inundações, consequência do aquecimento global, já podem ser considerados "inevitáveis" e se transformar na "nova normalidade", indicou neste domingo um novo estudo do Banco Mundial (BM).

De acordo com o relatório "Baixemos a temperatura: Como fazer frente à nova realidade climática", as mudanças climáticas drásticas e os fenômenos extremos já afetam pessoas de todo o mundo, prejudicam os cultivos e as áreas litorâneas e põem em risco a segurança hídrica.

O BM assinala que, dada a tendência atual, se prevê um aumento da temperatura global de 1,5 graus centígrados sobre os níveis pré-industriais para 2050.

"O relatório de hoje confirma o que os cientistas vinham dizendo, isto é, que as emissões do passado marcaram uma tendência inevitável rumo ao aquecimento global nas próximas duas décadas, o que afetará em maior medida às pessoas mais pobres e vulneráveis do mundo", declarou Jim Yong Kim, presidente do BM em uma nota de imprensa.

Kim ressaltou que alguns destes indicadores já são reais. "Já os estamos observando: as temperaturas que superam os registros históricos são cada vez mais frequentes, a intensidade das chuvas aumentou em alguns lugares e as zonas propensas à seca, como o Mediterrâneo, se tornaram mais secas", exemplificou.

O relatório desenha um panorama extremamente complexo para as próximas décadas, com especiais efeitos adversos na produtividade agrícola, no regime hidrológico e na biodiversidade. Como exemplo, o documento cita o caso do Brasil, onde, com um aquecimento de 2°C, as colheitas poderiam reduzir-se até 70% no caso da soja e até 50% no do milho para o ano 2050. Além disso, adverte que o degelo das geleiras constituirá um risco para as cidades andinas.

Como se não bastasse, o organismo previu que o aumento nas migrações e nas pressões sobre os recursos relacionados com o clima também poderiam aumentar o risco de conflitos.

"No relatório fica extremamente claro que não podemos seguir o caminho atual de emissões não controladas e em aumento. Os líderes devem intensificar os esforços e adotar as decisões necessárias sobre como devemos conduzir nossas economias para conseguir um crescimento ecológico", afirmou Rachel Kyte, vice-presidente do organismo e enviada especial para a mudança climática.

O alerta do BM é divulgado uma semana antes da realização em Lima, no Peru, da 20ª Conferência das Partes (COP) sobre Mudança Climática da ONU.

Fonte - Terra

sábado, 22 de novembro de 2014

Comunidades "caluniadoras" não ajudam na evangelização


"Papa Francisco disse que as divisões entre os cristãos são um escândalo para a evangelização, e encorajou os membros da Igreja a irem além das opiniões pessoais e encontrarem valor no que os outros oferecem."


Nota DDP: Em outras palavras, aqueles que não se alinharem ao ecumenismo em marcha, principalmente os que insistirem em diretamente denunciar as práticas com que não concordam nos demais segmentos cristãos, o que o papa chama de "opiniões pessoais", serão nominados como "caluniadores", que não ajudam na evangelização. Dessa nominação inicial para 'crime de ódio', é uma questão de tempo...

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

EUA: Pastores fazem campanha para impedir casamento gay

Católicos e evangélicos se unem em causa comum

O casamento gay tem sido o grande embate na sociedade americana desde que 30 dos 50 estados norte-americanos optaram pela legalização nos últimos meses. O caso chegou até a Suprema Corte, que acabou rejeitando as apelações dos estados que ainda buscavam proibir as uniões entre pessoas do mesmo sexo.

Vários grupos evangélicos fizeram protestos, mas com pouco efeito prático. A opção de muitos pastores foi ceder, afinal nos EUA a maioria dos sacerdotes também atua como juiz de paz. Um movimento acabou incentivando juízes que são evangélicos a pedirem demissão, recusando-se a cumprir as novas leis.

Este mês, os pastores Christopher Seitz e Efraim Radner lançaram a campanha “The Marriage Pledge” [O compromisso de Casamento]. Eles explicaram suas motivações no jornal religioso conservador First Things.

“Como ministros cristãos, devemos dar um testemunho claro. Este é um momento perigoso. Divórcio e coabitação enfraqueceram a instituição do casamento. Temos sido muito complacentes em nossas respostas a essas tendências. Agora, o casamento está sendo fundamentalmente redefinido, e estamos sendo testados novamente. Se não formos capazes de tomar medidas claras, corremos o risco de falsificar a Palavra de Deus”, diz o texto.

Os pastores desejam que o maior número possível de pastores que atua como juiz de paz assine um compromisso que não irão realizar cerimonias de casamento civil de homossexuais.

“Não vamos mais assinar certidões de casamento fornecidas pelo governo… Realizaremos apenas aqueles casamentos que estiveram de acordo com os princípios vividos desde o início da vida da Igreja”. Essa atitude poderá ser enquadrada como desobediência civil e gerar diferentes consequências, por que, a priori, o juiz de paz deve seguir as leis do Estado.

Curiosamente, a organização responsável pela publicação do First Things reúne colaboradores e funcionários católicos e evangélicos. Este ano já organizou um simpósio sobre a relação entre casamento religioso e o Estado, debatendo com católicos, ortodoxos, judeus e vários protestantes o tema: “Igrejas, sinagogas e mesquitas devem deixar de realizar casamentos civis?”
O pastor Radner que também é professor de teologia histórica no Seminário Wycliffe College, argumenta que existe uma tentativa do governo em “redefinir” a palavra casamento, que consequentemente mudará o conceito daqui para a frente. Ele pede que a Igreja não permita que isso aconteça.

Até agora Seitz e Radner já receberam apoio de diferentes pastores presbiterianos, metodistas, luteranos, batistas, além de não denominacionais. Alguns bispos e padres católicos também assinaram o documento.

Embora a legislação no Brasil seja diferente, já existem casos de juízes de paz que estão se negando a realizar as cerimonia civis de casamento gay.

Fonte - Gospel Prime

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Papa alerta para autodestruição do planeta

Francisco prepara encíclica para 2015

O papa Francisco declarou nesta quinta-feira em um discurso na FAO que teme que o planeta se autodestrua pela superexploração dos recursos naturais, lembrando aos Estados sobre seus deveres para com quem tem fome. “Precisamos mais uma vez proteger a Terra para impedir sua autodestruição”, afirmou o papa diante dos ministros reunidos na sede da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), por ocasião de uma conferência internacional sobre nutrição. “Enquanto falamos de novos direitos, os famintos continuam nas esquinas pedindo para serem incluídos na sociedade e terem o pão de cada dia. Essa é a dignidade que eles pedem e não esmolas”, acrescentou o papa, que faz sua primeira visita à FAO, que tem sua sede em Roma. “As pessoas que não têm o pão de cada dia são obrigadas a lutar para sobreviver, a ponto de não mais se preocupar com a vida social ou com as relações familiares”, observou, referindo-se à dissolução dos laços sociais resultantes da fome.

A Igreja Católica, segundo ele, espera “ajudar a adotar critérios capazes de desenvolver um sistema global justo”, que, “no plano jurídico, devem priorizar a alimentação e ao direito à vida, o direito a uma existência digna, o direito à proteção jurídica [...], mas também a obrigação moral de compartilhar a riqueza”. [...]

Francisco também enfatizou a gravidade da situação do meio ambiente, por falta de uma exploração adequada e equilibrada dos recursos naturais. “Deus perdoa sempre, os homens às vezes, mas a natureza nunca perdoa”, disse ele, enquanto prepara para o próximo ano uma encíclica sobre a proteção do meio ambiente e respeito pela natureza. [...]

(MSN Notícias) - Via @Criacionismo

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Diálogo Inter-religioso: Oração pela paz em Lisboa reuniu cristãos, judeus e muçulmanos

Iniciativa pela paz replicou gesto do Papa Francisco no Vaticano

Lisboa, 20 nov 2014 (Ecclesia) – A Lugar-Tenência de Portugal da Ordem de Cavalaria do Santo Sepulcro de Jerusalém reuniu esta quarta-feira, no Mosteiro dos Jerónimos, cristãos, católicos e ortodoxos gregos, a comunidade islâmica e a israelita numa oração pela paz.

Secundando o que o Papa fez, nós não podíamos ficar de fora de algo que nos deve empenhar a todos porque há efetivamente a parte a política e infelizmente de vez em quando a parte militar e de conflito”, explicou o patriarca de Lisboa.

À Agência ECCLESIA, D. Manuel Clemente disse que a sociedade deve manter “este problema” em agenda para que o “abalo” dos “acontecimentos atrozes” não seja momentâneo e esquecido pelo seguinte.

Temos uma tendência muito forte para esquecermos e deixarmos as coisas na poeira da memória. Não podem, têm de ser tomadas constantemente. Não sabemos como mas sabemos com quem, com Deus e com os outros”, acrescentou o patriarca, que é também grão-prior da Lugar-Tenência de Portugal.

Já para o representante da comunidade islâmica “nunca é demais” fazer uma oração pela paz, “mais concretamente pelo Médio Oriente” porque este conflito é uma “ferida e muitas delas são políticas, sociais, económicas”.

Duvido muito que exista uma ferida religiosa mas as três religiões estão presentes para dizer que caso haja estamos aqui para remover, sarar, curar esta ferida”, revelou o xeque David Munir.

O responsável religioso da mesquita de Lisboa disse que a sociedade e os portugueses podem fazer mais por esta região, em concreto, “desmistificar aquilo que é dito pelas religiões”, depois conhecer melhor cada uma e “cada cultura” para haver “boa convivência”.

Por sua vez, e em representação do judaísmo, o presidente da Comunidade Israelita de Lisboa assinalou que “todas” as iniciativas de diálogo inter-religioso são “fundamentais” porque o Próximo Oriente é uma questão “religiosa e não somente política”.

José Oulman Carp alerta que conhecer a religião do outro é um passo para a paz, “que é certamente possível”, e explica que “existe uma grande dose de ignorância” das duas partes: “A educação será um grande contributo para essa paz.”

Para o lugar-tenente de Portugal, da Ordem de Cavalaria do Santo Sepulcro de Jerusalém, replicar o gesto do Papa, de junho de 2014, reunindo as três religiões no Vaticano para um momento de oração, pretende chamar a atenção para que as pessoas “não fiquem indiferentes ao drama que se passa no Médio Oriente”.

“A dramática situação que se está a viver requerem a atenção e oração de todas as pessoas de boa vontade”, acrescentou Gonçalo Figueiredo Barros, no Mosteiro dos Jerónimos.

O comissário da Terra Santa em Portugal também esteve presente e destacou que a “paz é possível” quando os homens “quiserem deixar de sofrer” e frisou que atualizar o gesto do Papa “é uma iniciativa de louvar”.

Para o frei Miguel de Castro Loureiro a sociedade e, “sobretudo, nos meios jornalísticos” dá-se muito a notícia “pela negativa” e alerta que é necessário olhar “mais para as coisas boas” que acontecem nesses países do Médio Oriente.

Fonte - Ecclesia

Após 'trégua', 1 mil já morreram por conflito na Ucrânia, diz ONU

Uma média de 13 pessoas foi morta diariamente no leste da Ucrânia desde que passou a vigorar o cessar-fogo firmado no início de setembro, afirmou nesta quinta-feira o Escritório do Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos (EACDH).

Segundo a ONU, 957 pessoas morreram em meio à escalada de violência dos dois lados do conflito, que opõe o governo ucraniano a rebeldes separatistas pró-Rússia.

Um novo relatório da EACDH evidencia o "colapso total da lei e da ordem" nas cidades de Donetsk e Luhansk, controladas pelos insurgentes.

O informe também destaca as acusações de abusos supostamente praticados por forças do governo.

Desde o início do confronto, a Rússia vem sendo repetidamente acusada de incentivar a violência ao fornecer armas aos rebeldes – alegação negada por Moscou.

O primeiro-ministro ucraniano, Arseny Yatseniuk, acusou a Rússia nesta quinta-feira de buscar "deliberadamente uma guerra de larga escala".

Segundo afirmou Yatseniuk a jornalistas, as ações do presidente da Rússia, Vladimir Putin, "são uma ameaça a todo mundo, à ordem global, à paz global".

Em outro desdobramento do conflito, Dalia Grybauskaite, presidente da Lituânia, país que integra a Otan e é membro da União Europeia, descreveu a Rússia como "um Estado terrorista" em entrevista a uma rádio.

Enquanto isso, Putin afirmou durante um encontro em Moscou que a "onda das chamadas revoluções coloridas" (levantes populares na Ucrânia, Geórgia e Quirguistão" vem provocando "consequências trágicas".

"Para nós é uma lição e um alerta", disse Putin em reunião no Conselho de Segurança da Rússia. "Devemos fazer tudo que é necessário para que nada parecido jamais aconteça na Rússia".

'Colapso total'

O conflito entre o governo ucraniano e rebeldes separatistas pró-Rússia teve início no leste da Ucrânia em abril deste ano, quando Kiev lançou uma operação para retomar o controle de áreas dominadas pelos insurgentes, após a anexação da península da Crimeia por Moscou.

Desde que o confronto começou, cerca de 900 mil pessoas já abandonaram suas casas. Desse total, 400 mil fugiram para a Rússia, informou o relatório da ONU, que cobre o período até o último dia 31 de outubro.

Os novos dados sobre as mortes em decorrência do conflito, contidos em um comunicado de imprensa de 18 de novembro, registram que outras 9.921 pessoas ficaram feridas no conflito.

Das 957 pessoas mortas desde o cessar-fogo, 119 eram mulheres, acrescenta a ONU. No total, pelo menos 4.317 pessoas foram mortas desde o conflito eclodiu em abril.

No relatório divulgado nesta quinta-feira, a ONU descreve a situação no leste da Ucrânia como "um colapso total da lei e da ordem, e uma falta de proteção de direitos humanos para a população" especialmente nas regiões de Donetsk e Luhansk.

O informe assinala que "casos de abusos de direitos humanos por grupos armados continuam a ser registrados, incluindo tortura, arbitrariedade e detenção incomunicável, execuções sumárias, trabalho forçado, violência sexual e destruição e apropriação ilegal de propriedade."

Tais abusos, segundo a ONU, "podem ser considerados crimes contra a humanidade".

Para as Nações Unidas, os direitos humanos estão sendo diretamente afetados, pela grande quantidade de armas e de rebeldes que incluem "funcionários da Federação Russa".

Forças do governo da Ucrânia e milícias que lutam voluntariamente contra os rebeldes também vêm sendo acusadas por abusos dos direitos humanos tais como detenção ilegal, tortura e maus-tratos, diz o relatório.

A ONU também pede uma investigação completa do uso de bombas de fragmentação no conflito. O governo da Ucrânia foi acusado pela ONG Human Rights Watch no mês passado por usar armas em áreas residenciais, uma alegação que Kiev nega.

Sob fogo

Como parte da trégua firmada na capital bielorrussa, Minsk, monitores do órgão de segurança da Europa, OSCE (Organização para a Segurança e Cooperação na Europa, na sigla em inglês), inspecionaram as áreas no leste da Ucrânia que fazem fronteira com a Rússia.

Eles reclamaram que foram recebidos a tiros na quarta-feira por soldados uniformizados operando nos territórios controlados pelo governo.

Dois tiros foram disparados contra o comboio da OSCE perto de Mariinka, a 15 km a oeste da Donetsk, de uma distância de cerca de 80 metros, afirmou o órgão, mas ninguém se feriu.

Uma porta-voz da OSCE se recusou a especular se soldados do governo ucraniano estariam envolvidos na ação.

Raio-X do conflito na Ucrânia

4,317 mortos desde abril, 957 deles desde a trégua de 5 de setembro, e 9.921 feridos.

466,829 desabrigados dentro da Ucrânia

454,339 refugiados morando no exterior, 387,355 deles na Rússia

Busca de plena unidade é prioridade para a Igreja Católica, diz Francisco

Cidade do Vaticano (RV) – Caminhar juntos, conhecer e amar o Senhor, colaborando em comunhão no serviço e na solidariedade com os mais fracos e sofredores. Foi o que pediu o Papa Francisco na carta entregue aos participantes da Plenária do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, em andamento até esta sexta-feira, 21, no Vaticano, sob o tema “A meta do ecumenismo: princípios, oportunidades e desafios a 50 anos daUnitatis redintegratio”. Nas palavras do Pontífice, presente o convite para valorizar e reconhecer também o ecumenismo de sangue, ou seja, o testemunho de sangue de quem segue Cristo até o sacrifício da própria vida.

A busca da plena unidade dos cristãos permanece como uma prioridade para a Igreja Católica. Ela é, antes de tudo, um dom de Deus e é obra do Espírito Santo, mas todos somos chamados a colaborar sempre e em todas as circunstâncias”, escreveu o Pontífice aos participantes do encontro. Francisco ressalta a forte “mudança de mentalidade” realizada graças ao texto daUnitatis redintegratio, assim como ao ensinamento do Concílio Vaticano II, mas convida também as associações, movimentos, institutos de vida consagrada a comprometerem-se mais neste tempo, para que seja plenamente cumprida a oração de Jesus ao Pai, antes de sua paixão: “que todos sejam um”.

“Enquanto damos graças, devemos reconhecer que entre nós, cristãos, ainda somos divididos, e que divergências sobre novos temas antropológicos e éticos tornam mais complicado o nosso caminho em direção à unidade. Todavia, não podemos ceder ao desconforto e à resignação, mas continuar a confiar em Deus que coloca nos corações dos cristãos sementes de amor e de unidade, para enfrentar com renovado vigor os desafios ecumênicos de hoje: cultivar o ecumenismo espiritual, valorizar o ecumenismo de sangue, caminhar juntos na via do Evangelho”.

A hostilidade e a indiferença que haviam escavado fossas aparentemente impreenchíveis e produzido feridas profundas entre cristãos de diversas Igrejas e Comunidades eclesiais já pertencem ao passado”, afirmou o Santo Padre, louvando o novo fermento e a nova colaboração em prol da reconciliação e a comunhão entre todos os crentes. Hoje, ao contrário, disse ainda, “os cristãos trabalham juntos a serviço da humanidade sofredora e necessitada, pela defesa da vida humana e da inalienável dignidade, pela salvaguarda da criação e contra as injustiças que afligem tantos homens e povos” realizando de fato aquele ecumenismo espiritual autêntico:

“O ecumenismo espiritual, vive e se desenvolve por meio de inúmeros canais, que verdadeiramente somente o Senhor vê, mas que frequentemente também nós temos a alegria de conhecer: é uma rede mundial de momentos de oração que, do nível paroquial ao internacional, difundem no corpo da Igreja o oxigênio do genuíno espírito ecumênico; uma rede de gestos, que nos vê unidos trabalhando juntos em tantas obras de caridade”.

O Papa pede ainda mais, como ensina a Unitatis Redintegratio. É necessário aprender a valorizar “o ecumenismo do sangue”, isto é, saber reconhecer nos irmãos e nas irmãs de outras Igrejas e Comunidades a capacidade de dar testemunho de Deus até o sacrifício da vida, porque de fato, quem persegue os cristãos não faz diferença.

“Tais testemunhos nunca faltaram nestes cinquenta anos e continuam também nos nossos dias. Cabe a nós acolhê-los com fé e deixar que a sua força nos impulsione a nos converter a uma fraternidade sempre mais plena. Aqueles que perseguem Cristo nos seus fiéis não fazem diferença de confissão: os perseguem simplesmente porque são cristãos”.

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