domingo, 17 de maio de 2015

Papa canonizou quatro religiosas, incluindo duas palestinas

Francisco apresentou novas santas como exemplo de amor por todos

Cidade do Vaticano, 17 mai 2015 (Ecclesia) – O Papa presidiu hoje ao rito de canonização de quatro religiosas, incluindo duas palestinas, durante uma Missa que reuniu dezenas de milhares de pessoas na Praça de São Pedro.

As novas santas são Maria de Jesus crucificado (1846-1878) e Maria Alfonsina Danil Ghattas (1843-1927), ambas árabes, Maria Cristina da Imaculada Conceição (Itália, 1856-1906) e Jeanne Émilie de Villeneuve (França, 1811-1854).

Francisco disse que o exemplo destas religiosas “interpela” todos a ser testemunhas de Cristo, com amor por todas as pessoas.

Perante as delegações oficiais da Itália, França, Israel, Jordânia e Palestina, bem como de mais de 2 mil peregrinos do Médio Oriente, o Papa remeteu a origem da fé cristã no testemunho “direto e estupendo da ressurreição” que os primeiros discípulos experimentaram e transmitiram.

“Cada discípulo de Cristo é chamado a tornar-se testemunha da sua ressurreição, sobretudo nos ambientes humanos onde é mais forte o esquecimento de Deus”, observou.

A Missa contou com a presença do presidente da Palestina, Mahmoud Abbas, sublinhando a importância da canonização primeiras santas palestinas dos tempos modernos.

Durante a celebração foi proclamada uma oração em português pelos cristãos perseguidos: “Sustentai-os, ó Pai, na sua fadiga diária de defender o vosso nome e a sua fé e consolai-os com a vossa presença”.

A cerimónia incluiu ainda uma oração em árabe pela paz e a justiça, recordando os pobres, os refugiados e os que sofrem: “Abre-lhes, ó Pai, novas perspetivas de vida, para que não se dobrem sob o peso do sofrimento e encontrem comunidades capazes de aliviar a sua dor”.

Fonte - Ecclesia

Nota DDP: Os métodos de dominação de roma não mudam. Roma não muda. Ver também "Papa Francisco canoniza duas palestinas". Destaque:

'Este é um sinal de que podemos falar sobre três religiões (cristãos, muçulmanos e judeus) sem qualquer discriminação', disse o patriarca Latino de Jerusalém. 

sábado, 16 de maio de 2015

Cristão é preso por entregar folheto evangelístico na rua

Ele ficou dez dias preso e foi condenado a pagar um valor de 40 salários

No Uzbequistão há um crime chamado “atividade missionária ilegal”, bom pelo menos foi esse o motivo que fez com que a polícia local prendesse um cristão que distribuía folhetos evangelísticos na rua.

O caso aconteceu em março, mas só foi divulgado pelo Ministério Portas Abertas neste mês, com informações do Fórum 18. Segundo o site o homem preso foi Doniyor Akhmedov que ficou dez dias na prisão de Ahangaran.

Testemunhas alegam que é normal que os cristãos presos no Uzbesquistão sejam forçados a assinarem declarações que os acusam de quebrar a lei sobre religião do país, mas Akhmedov se recusou a assinar esses documentos.

Durante os dez dias ele ficou preso em uma pequena cela com outros 10 prisioneiros. “Eles foram espremidos e mal tinha espaço no chão para dormir”, diz a testemunha.

Akhmedov foi solto no dia 31 de março e foi convocado para comparecer no Tribunal Penal do Distrito de Ahangaran onde recebeu a punição de pagar uma multa no valor de 40 salários mínimos.

A sentença afirma que ele violou o artigo 184-2 que fala sobre a “distribuição de materiais religiosos”. Cristãos locais dizem que ele se recusou a pagar a multa defendendo que “ele só exerceu o seu direito humano fundamental”.

Novo terremoto de magnitude 5,7 atinge o Nepal neste sábado

No dia 25 de abril, um terremoto de magnitude 7,8 atingiu o Nepal, matando mais de 8 mil pessoas

Um terremoto de magnitude 5,7 atingiu o Nepal neste sábado, a cerca de 76 km da capital Kathmandu, a uma profundidade de 10 km, informou o US Geological Survey.

No dia 25 de abril, um terremoto de magnitude 7,8 atingiu o Nepal, matando mais de 8 mil pessoas e, desde então, tem havido uma série de tremores secundários.

No última terça-feira, um tremos de magnitude 7,3 teve o epicentro perto da cidade de Namche Bazar, nas cercanias do Monte Everest, a cerca de 85 km da capital nepalesa, Katmandu. Ele teria ocorrido a 19 km de profundidade e deixou mais de 100 mortos.

Sobre o terremoto deste sábado, ainda não há informações sobre vítimas ou demais danos à região.

Fonte - Terra

Papa Francisco diz que líder palestino é um "anjo da paz"

O papa Francisco chamou o presidente da Palestina, Mahmoud Abbas, de "anjo da paz" durante um encontro com o líder no Vaticano.

O elogio foi feito neste sábado, durante a tradicional troca de presentes ao fim de uma audiência oficial no Palácio Apostólico. O papa presenteou Abbas com um medalhão e explicou que este representava o anjo da paz "destruindo o espírito mau da guerra". O Pontífice declarou que considera o presente adequado, já que Abbas "é um anjo da paz".

O líder palestino foi convidado ao Vaticano para a canonização de dois santos que eram da região da Palestina, então Império Otomano. A visita também ocorre dias após o Vaticano firmar acordo bilateral com o Estado da Palestina - tornando explícito o reconhecimento do governo e da região como país independente. No encontro com o papa Francisco, Abbas presenteou o representante da Igreja Católica com relíquias dos dois novos santos.

Fonte - Yahoo

Nota DDP: Quando disserem paz e segurança...

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Papa Francisco dirá ao Congresso dos EUA que capitalismo precisa mudar

Pontífice argentino será o primeiro da História a discursar no Capitólio

CIDADE DO VATICANO — Quando o Papa Francisco fizer sua primeira visita aos Estados Unidos, em setembro, protagonizará um momento histórico. Ele será o primeiro Pontífice a discursar no Congresso americano. E, segundo seu assessor mais próximo, não será nada econômico nas palavras. O cardeal Óscar Andrés Rodríguez Maradiaga, um colega latino-americano nomeado pelo Papa argentino para assessorá-lo no comando da Igreja, disse em uma entrevista, em Roma, que Francisco falará “não como um inimigo do sistema ou da cultura”, mas “como um pastor que quer melhorar o mundo, especialmente para aqueles que não têm voz”.

Ao ser escolhido como líder de 1,2 bilhão de católicos, Francisco defendeu “uma Igreja pobre para os pobres”, dando um tom mais humilde para o seu papado, que começou com a decisão de morar em uma residência modesta. Ao mesmo tempo, ele estabeleceu uma agenda política ambiciosa, que inclui desde o lobby por um acordo climático global até a condenação da crescente brecha entre ricos e pobres.

Francisco apresentará aos parlamentares “a mesma forma de pensar que ele expressou” na Evangelii Gaudium, sua primeira encíclica, uma importante carta papal, em 2013, segundo Maradiaga. No documento, Francisco atacou a “idolatria pelo dinheiro” e um sistema financeiro “de exclusão e desigualdade”, acrescentando: “Uma economia assim mata”.

— As leis de livre mercado visam a produzir a maior receita possível e os menores custos possíveis. Uma mudança se faz necessária, para que o capitalismo se torne mais humano. Do contrário, as desigualdades continuarão crescendo, e elas geram violência, frustração, dor e especialmente insegurança, em todos os sentidos — disse Maradiaga, de 72 anos.

O cardeal, arcebispo de Tegucigalpa, Honduras, expressou suas esperanças de que o Congresso dos EUA, dominado pelos republicanos, escute o papa “com corações abertos”.

Francisco, 78, viajará a Cuba entre 19 e 22 de setembro e depois a Washington, onde se encontrará com o presidente Barack Obama na Casa Branca, a Nova York, onde discursará na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) e, finalmente, à Filadélfia. Em março, a Casa Branca dissera em um comunicado que a conversa entre Francisco e Obama incluirá os “cuidados aos marginalizados e pobres” e os “avanços das oportunidades econômicas para todos”.

Fonte - O Globo

"Se Ele não for o primeiro" - Arautos do Rei

"5 Desejos de satanás para você" - Pr. Ivan Saraiva

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Vaticano: Papa lembrou aparições de Fátima

Cidade do Vaticano, 13 mai 2015 (Ecclesia) - O Papa assinalou hoje no Vaticano a memória da primeira das aparições de Fátima, junto de uma imagem de Nossa Senhora, convidando os católicos a manter viva esta devoção.

“Neste dia de Nossa Senhora de Fátima, convido-vos a multiplicar os gestos diários de veneração e imitação da Mãe de Deus. Confiai-Lhe tudo o que sois, tudo o que tendes; e assim conseguireis ser um instrumento da misericórdia e ternura de Deus para os vossos familiares, vizinhos e amigos”, afirmou, durante a audiência pública semanal que decorreu na Praça de São Pedro.

O encontro com milhares de peregrinos começou com um momento de silêncio, quando Francisco se deslocou para junto da imagem, colocada perto da sua cadeira, para rezar e fazer um pequeno gesto de carinho.

“Agora, peço ao meu irmão português que, neste dia de Nossa Senhora de Fátima, reze em português uma Ave-Maria à Virgem, com todos em silêncio”, disse de improviso, depois de saudar os peregrinos lusófonos presentes no Vaticano.

O Papa voltou a referir-se ao 13 de maio no final da audiência, durante a tradicional saudação aos grupos de jovens, doentes e recém-casados.

“Hoje é a memória litúrgica da Beata Virgem Maria de Fátima. Caros jovens, aprendei a cultivar a devoção à Mãe de Deus com a recitação diária do Rosário; caros doentes, senti Maria presente na hora da cruz; e vós, caros esposos, rezai-lhe para que não falte nunca na vossa casa o amor e o respeito recíproco”, apelou.

Uma imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima está na Itália para uma visita de cinco meses às comunidades católicas da região, em particular às dioceses de Lácio, Campânia e Puglia.

Na agenda da passagem da imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima por solo italiano está a celebração do 13 de maio, com uma procissão entre a basílica romana de Santa Cruz de Jerusalém e a basílica papal de São João de Latrão.

Fonte - Ecclesia

Vaticano reconhece a Palestina como Estado

Acordo finalizado nesta quarta-feira trata das atividades da Santa Sé nos territórios palestinos. Governo israelense se diz 'decepcionado' com decisão

O Vaticano reconheceu oficialmente a Palestina como Estado por meio de um tratado finalizado nesta quarta-feira. O reconhecimento ocorre dias antes da visita do presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, a Roma para a canonização dos dois primeiros santos palestinos. O documento, que ainda deverá ser assinado, expressa o apoio do Vaticano a uma solução para o conflito entre israelenses e palestinos baseada em uma fórmula de dois Estados.

O tratado diz respeito às atividades da Igreja Católica nos territórios palestinos e, apesar do caráter simbólico, é significativo para Abbas, que busca o reconhecimento internacional do Estado Palestino.

Israel reagiu imediatamente ao anúncio da conclusão do acordo. "Estamos decepcionados pela decisão tomada pela Santa Sé. Acreditamos que tal decisão não é propícia para trazer os palestinos de volta para a mesa de negociações", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Emmanuel Nahshon. "Israel vai estudar o acordo e analisar os próximos passos", acrescentou, segundo o jornal The Times of Israel. Recentemente, vários países europeus também anunciaram sua aceitação do caráter de Estado para a Palestina.

O papa Francisco já sinalizava seu apoio à mudança diplomática há algum tempo. No programa oficial da visita do pontífice à Terra Santa, no ano passado, Abbas foi apresentado como presidente do "Estado da Palestina". Também no anuário do Vaticano, o embaixador palestino para a Santa Sé é listado como representante da "Palestina (Estado)".

Fonte - Veja

Apocalipse 18 - Pr. Vanderson Domingues

terça-feira, 12 de maio de 2015

Novo terremoto no Nepal deixa mais de 50 mortos e mil feridos

Um novo terremoto atingiu o Nepal na manhã desta terça-feira, apenas duas semanas depois do tremor que matou mais de 8 mil e feriu quase 18 mil pessoas.

O mais recente tremor, de magnitude 7,3, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos, teve o epicentro perto da cidade de Namche Bazar, nas cercanias do Monte Everest, a cerca de 85 km da capital nepalesa, Katmandu. Ele teria ocorrido a 19 km de profundidade.

De acordo com as autoridades nepalesas, ao menos 48 pessoas morreram e mais de mil ficaram feridas no país.

O tremor também foi sentido no norte da Índia e no Tibete, onde deixou, no total, outros 18 mortos.

Meia hora mais tarde, um tremor secundário de magnitude 6,3 foi detectado no distrito de Ramechap. Pelo menos outros cinco tremores também foram sentidos na região.
Profundidade

O epicentro foi mais profundo que o do tremor de 25 de abril - tremores mais "rasos" tendem a causar mais danos na superfície.

Mas os tremores voltaram a causar desabamentos e terror na população, ainda traumatizada com a tragédia de duas semanas atrás.

Em Katmandu, milhares de pessoas saíram às ruas, em pânico.

Distritos a leste da cidade parecem ter sido os mais atingidos. A polícia em Charikot, a 80 km da capital, afirmou que 20 pessoas morreram na região.

Um terremoto de 7,3, ainda que mais fraco, tem o potencial para causar estragos significativos em estruturas e provocar deslizamentos de terra e avalanches.

Já o terremoto de 25 de abril teve magnitude 7,8 (liberando uma energia mais de 5 vezes maior que o desta terça-feira), e, segundo a ONU, destruiu mais de 70 mil casas e edifícios.

Os esforços de ajuda humanitária para o primeiro terremoto ainda estão em andamento, tanto que o exército nepalês apenas nesta semana conseguiu chegar a algumas das áreas mais remotas no país - o Nepal está localizado em terreno majoritariamente montanhoso.

Na semana passada, a ONU se queixou de ter recebido apenas US$ 22 milhões dos mais de US$ 400 milhões necessários para as operações.

Mais de 2 milhões de pessoas ainda estão desabrigadas.

Fonte - BBC

Cinco milhões de sírios estão ameaçados por bombas usadas na guerra

A vida de mais de 5 milhões de sírios, incluindo 2 milhões de crianças, está ameaçada pelas bombas usadas no conflito, denuncia uma ONG em um relatório.

A Handicap International adverte que os artefatos foram amplamente utilizados em áreas densamente povoadas, em violação às normas internacionais, e que as bombas que não explodiram representam uma grave ameaça.

"No total, 5,1 milhões de pessoas - incluindo dois milhões de crianças - vivem em áreas muito afetadas pelo uso de armas explosivas, o que gera uma ameaça para suas vidas", afirma a ONG.

A explosão ou a fragmentação dos artefatos pode provocar "terríveis consequências para os civis" e causar a "morte ou provocar ferimentos graves", destacou a coordenadora regional da ONG, Anne Garella.

Quase 75% dos incidentes com explosivos aconteceram em zonas densamente povoadas, o que sugere que "os beligerantes não têm a intenção de distinguir entre civis e combatentes, o que é uma violação da lei internacional", afirma o relatório.

A Handicap International faz um apelo para as partes em conflito pelo fim do uso de explosivos nas áreas densamente povoadas e para que facilitem o acesso dos feridos à ajuda humanitária.

O conflito sírio começou em março de 2011 com manifestações pacíficas contra o regime do presidente Bashar al-Assad e se transformou depois em uma complexa guerra civil, que provocou mais de 220.000 mortes.

Fonte - Yahoo

A verdade | Impacto Esperança 2015



Assista e compartilha o trailer do novo DVD de estudos bíblicos do pastor Luís Gonçalves.

segunda-feira, 11 de maio de 2015


Nível do mar está aumentando mais rapidamente

Informações publicadas pela revista Nature Climate Change contrariam estimativas anteriores


A elavação do nível do mar em todo o mundo acelerou ao longo da última década, ao contrário do que indicavam estimativas anteriores - é o que aponta um estudo publicado nesta segunda-feira (11) pela revista Nature Climate Change.

Estudos precedentes baseados em dados de satélite mostraram que a alta do nível dos oceanos nos últimos dez anos tinha desacelerado com relação à década anterior.

Mas eles não incluíam possíveis imprecisões dos instrumentos utilizados, que não levavam em conta especialmente o movimento vertical da Terra para o cálculo do nível do mar.

O movimento vertical da Terra é um movimento ascendente natural da superfície terrestre, o que pode ocorrer, por exemplo, durante tremores ou acomodação de terra.

A equipe liderada pelo pesquisador Christopher Watson, da Universidade da Tasmânia (Austrália), tem trabalhado para identificar e corrigir imprecisões das medições por satélite.

Para isso, os pesquisadores combinaram as medições do movimento vertical da Terra realizadas por GPS com dados fornecidos por hora por uma rede maior de marégrafos, instalados nos oceanos do mundo.

Segundo os pesquisadores, entre 1993 e meados de 2014, o aumento global do nível do mar foi menor do que o estimado anteriormente, de 2,6-2,9 milímetros (mm) por ano, com uma margem de erro de mais ou menos 0,4 mm, e não de 3,2 mm.

Dos seis primeiros anos deste período (1993-1999), os pesquisadores revisaram a redução das estimativas de 0,9 para 1,5 mm ao ano.

No entanto, de acordo com eles, o aumento tem se acelerado desde a virada do século.

Segundo os autores do estudo, esta "aceleração é maior do que a observada, mas está de acordo com a aceleração causada pelo derretimento das calotas polares na Groenlândia e no Atlântico ocidental durante este período, assim como as previsões do IPCC".

Segundo o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), o nível global do mar subiu 19 cm entre 1901 e 2010, uma média de 1,7 mm por ano.

O IPCC prevê um aumento do nível do mar de 26 a 82 cm até 2100 em comparação com o final do século XX.

Reflexo de Cristo

Conheça a personalidade e a trajetória espiritual do autor do Apocalipse

O maior livro profético da Bíblia, o Apocalipse, é declarado ser uma “revelação de Jesus Cristo” dada por Deus para benefício da igreja (Ap 1:1). Essas palavras comportam dois sentidos fundamentais: um subjetivo, que aponta Jesus como o autor da revelação, e outro objetivo, que faz dele o tema da revelação. Isso significa que a revelação é feita por Jesus e é acerca dele. O mesmo texto faz referência ao instrumento humano usado por Jesus para que a revelação se efetivasse: “seu servo João”. Quem foi ele?

Bem, o Novo Testamento se refere a pelo menos quatro pessoas que tiveram esse nome: (1) João Batista, que morreu antes da crucifixão de Jesus; (2) um parente do sumo sacerdote Anás e inimigo do evangelho (At 4:6); (3) João Marcos (At 12:12), autor do segundo evangelho; e (4) o apóstolo João, o discípulo amado e autor do quarto evangelho. As evidências apontam para o apóstolo João como o escritor do Apocalipse. A tradição primitiva assim o reconhece, e todos os escritores cristãos até o 3º século confirmam esse fato. Também acredita-se que João tenha passado seus últimos anos em Éfeso.

Entretanto, há os que alegam a existência de outro influente João na igreja na Ásia, ao fim do 1º século, que teria escrito o Apocalipse. Eles têm por base o seguinte testemunho de Papias, bispo de Hierápolis, registrado por Eusébio de Cesareia: “Eu inquiria acerca das palavras dos presbíteros o que André, ou Pedro, ou Filipe, ou Tomé, ou Tiago, ou João, ou Mateus, ou qualquer outro dos discípulos do Senhor, disseram, e o que Aristion e o presbítero João, os discípulos do Senhor, dizem” (História Eclesiástica, III, 39.3, 4). Aparentemente, dois cristãos de destaque chamados João são referidos no texto: o apóstolo e um presbítero. Supõe-se que o primeiro teria escrito o evangelho, e o segundo, o Apocalipse.

Todavia, uma das formas de entender a declaração de Papias é ver nela a presença de dois grupos de pessoas com o nome João em cada grupo, mas com a instância de haver apenas uma pessoa com esse nome, mencionada duas vezes. Os líderes de ambos os grupos são chamados de discípulos do Senhor. Os do primeiro grupo disseram, isto é, tinham vivido antes de Papias e anunciado as palavras de Jesus; os do segundo grupo dizem, isto é, viviam no tempo de Papias. Se, como se acredita, o apóstolo João alcançou o fim do 1º século, então Papias, que nasceu por volta de 70, foi seu contemporâneo e pode tê-lo ouvido de viva voz. Nesse caso, o apóstolo é tanto o primeiro João citado como o segundo, com a diferença de que, do corpo apostólico, ele era o único sobrevivente.

Outros pensam que João não poderia ter escrito o livro do Apocalipse no fim do 1º século por ter sido morto muito antes pelos judeus, a exemplo do que aconteceu com seu irmão Tiago (At 12:1, 2), o que teria cumprido a previsão de Jesus a respeito deles (Mc 10:38, 39). Mas tal previsão não significa que João tivesse morrido ao mesmo tempo que seu irmão. Vários anos depois do martírio de Tiago, ele é mencionado por Paulo como sendo um dos baluartes da igreja (Gl 2:9). Se ele também tivesse enfrentado o martírio, o que é improvável, teria sido bem mais tarde, pois o próprio Apocalipse dá a entender que, ao ser escrito, os judeus ainda perseguiam os cristãos.

A verdade é que não foi requerido que João fosse martirizado para que as palavras de Jesus se cumprissem. O Salvador poderia perfeitamente estar se referindo à senda de sofrimento que os dois teriam pela frente, em contraposição ao pedido por grandeza feito por eles. Há ainda a se considerar as palavras de Jesus em João 21:22: “quero que ele permaneça até que eu venha”. Elas podem, em contraste com o tipo de morte que Pedro enfrentaria (v. 19), significar que João não enfrentaria o martírio.

Dionísio, bispo de Alexandria falecido em 265, também afirmou que o autor do Apocalipse não poderia ter sido o apóstolo João, escritor do quarto evangelho, em vista da diferença de linguagem entre uma obra e outra. Muitas palavras empregadas com frequência por João no evangelho são raras ou mesmo omitidas no Apocalipse. O uso de sinônimos igualmente reforça essa posição.

No entanto, devemos lembrar que a natureza do assunto pode ter levado o escritor a empregar termos diferentes no Apocalipse diante da necessidade de repetir ou combinar as afirmações dos antigos profetas, considerando que os quadros do Antigo Testamento são predominantes no livro. As condições adversas sob as quais o Apocalipse foi produzido devem ser igualmente levadas em conta. O escritor era prisioneiro na colônia penal da ilha de Patmos, palco das visões que proveram o conteúdo do livro. Além disso, segundo a tradição, para a composição do evangelho, João teria contado com a assistência de um secretário.

MUDANÇA

Assim, a hipótese mais plausível aponta para o apóstolo João como o autor do Apocalipse. E quem foi ele? Um ardoroso seguidor de Jesus desde a juventude. Alguém cujo exemplo demonstra como a graça de Deus pode transformar a vida daquele que a ela se submete. Ele passou para a história do cristianismo como o “apóstolo do amor”.

A exemplo de outras personalidades da igreja primitiva, os dados biográficos de João aparecem esparsamente no Novo Testamento. Mateus o menciona apenas quatro vezes, Marcos dez e Lucas sete. O quarto evangelho, de autoria dele, menciona-o como o discípulo amado e como um dos filhos de Zebedeu.

João era o mais jovem dos discípulos de Jesus. Talvez não fosse muito estimado pelos demais, em vista de seu ambicioso desejo de ocupar o primeiro lugar no reino. De fato, a cobiça, o amor à posição e à supremacia e a avidez por promoção pessoal (Mt 10:35-37, 41) eram graves defeitos no caráter dele, e não eram os únicos. Jesus denominou João e seu irmão Tiago de “filhos do trovão”. Eram geniosos, impetuosos, cheios de ressentimento e propensos à vingança (Lc 9:49-54).

Por trás desses graves defeitos, porém, Jesus discerniu em João um ardente, sincero e amante coração. Embora muitas vezes repreendido pelo Mestre, ele se apegava mais firmemente a Jesus, até que sua alma se amalgamou à dele. Era o “discípulo que Jesus amava”, não porque Jesus não amasse os demais, mas porque João se deixou dominar por esse amor, a ponto de ter a vida totalmente transformada. Em seu coração a chama da lealdade e devoção ardente o tornou um dos mais destacados apóstolos na igreja cristã. Entre Jesus e ele desenvolveu-se uma profunda amizade, mais intensa que em relação aos demais discípulos.

João bebeu tanto da Fonte que alguns estudiosos e comentaristas de seu evangelho creem que sua linguagem e estilo correspondem à linguagem e ao estilo de Jesus. Embora isso não seja provável, é indiscutível que João nos apresenta um quadro profundamente original e distintamente autêntico de Jesus. Ele percebeu que Cristo se encarnou para ser a perfeita revelação de Deus, em vista do íntimo e pleno conhecimento que tinha do Pai.

Esse fato despertou no apóstolo o anseio de obter um conhecimento tão íntimo quanto possível do Salvador e de se tornar uma autêntica testemunha dele. João conseguiu alcançar esse ideal por meio de sua vida apostolar e de seus escritos. Então, no último livro da Bíblia, ele nos oferece uma revelação final e surpreendente de Jesus. De fato, ninguém foi capacitado a exaltar melhor a Cristo do que o apóstolo João.

A exemplo de Pedro e Tiago, cedo João se tornou íntimo discípulo de Jesus. Ele testemunhou a transfiguração (Mt 17:1) e, mais de perto, a agonia do Getsêmani (Mt 26:37). Esteve “aconchegado” a Jesus na ceia e reclinou a cabeça em seu peito (Jo 13:23-25). Do Getsêmani, seguiu o Mestre à sala do sumo sacerdote, de quem era conhecido, e então ao Calvário. Os episódios ali descritos (19:18-35) são tão reais que só uma testemunha ocular poderia assim narrá-los.

Na manhã da ressurreição, João correu na companhia de Pedro para ver o sepulcro vazio (20:3-8). Em companhia dos demais, viu o Salvador ressurreto, inclusive logo após voltarem à pescaria (21:7, 8). Nessa ocasião, depois do diálogo de Jesus com Pedro, concluído com a pergunta deste quanto ao destino de João, Jesus fez uma declaração que levou os discípulos a imaginar que João permaneceria vivo até a segunda vinda (v. 23).

João foi, entre os apóstolos, aquele que mais viveu, tendo chegado à idade avançada. Nessa época, por instigação dos judeus, foi aprisionado por Domiciano, que ordenou que ele fosse atirado a um caldeirão de azeite fervente (Atos dos Apóstolos, p. 570). Milagrosamente preservado por Deus, foi deportado pelo imperador para a ilha de Patmos, onde recebeu as visões do Apocalipse. Domiciano reinou entre 81 e 96. Segundo a tradição, Nerva, sucessor de Domiciano, libertou João, que voltou para Éfeso, onde terminou seu ministério e seus dias.

Como um dos lances finais de seu trabalho, João combateu as tendências gnósticas que pressionavam a igreja na Ásia Menor, sob a influência dos ensinos de um herege chamado Cerinto. De fato, uma clara resistência a esses ensinos pode ser sentida em seu evangelho e nas epístolas. O Apocalipse se opõe a eles indiretamente.

João é um vívido exemplo do que a graça de Deus pode fazer por alguém que, apesar de possuidor de graves defeitos de caráter, a ela se entrega sem reservas. “Ele submeteu seu temperamento ambicioso e vingativo ao modelador poder de Cristo, e o divino amor operou nele a transformação do caráter” (Atos dos Apóstolos, p. 557). Ele se tornou semelhante a Cristo. Poderia haver experiência mais preciosa do que essa?

JOSÉ CARLOS RAMOS, doutor em Ministério, foi durante muitos anos professor de Teologia no Unasp, campus Engenheiro Coelho (SP)

Fonte - Revista Adventista

domingo, 10 de maio de 2015

Papa Francisco recebe no Vaticano líder cubano Raúl Castro

Encontro aconteceu no estúdio e salões adjacentes à Sala Paulo VI.
Castro deve se reunir com premiê da Itália, Matteo Renzi


A reunião entre o Papa Francisco e o presidente de Cuba, Raúl Castro, neste domingo (10) às 9h30 (horário local, 4h30 em Brasília), após a chegada do líder cubano à Cidade do Vaticano, durou 55 minutos.

Segundo a agência de notícias EFE, Raúl elogiou o Papa por sua "sabedoría e modestia", disse que lê "todos os seus discursos" e que, se continuar assim, ele mesmo "voltará à Igreja Católica". "Voltarei a rezar e regresso à Igreja, e não estou brincando"", comentou o presidente cubano em um encontro com a imprensa.

A reunião aconteceu no estúdio e salões adjacentes à Sala Paulo VI, o grande auditório onde são realizados os atos vaticanos.

Esse local é o escolhido pelo papa e pelo protocolo vaticano para realizar as reuniões mais familiares ou de caráter menos oficial.

A delegação que viajou com Castro a Roma é composta pelo vice-presidente do Conselho de Ministros, Ricardo Cabrisas Ruiz; pelo chanceler, Bruno Rodríguez Parrilla; e pelo ministro das Forças Armadas Revolucionárias, Leopoldo Cintra Frias.

Também se somam à audiência papal os embaixadores na Itália, Alba Soto Pimentel, e no Vaticano, Rodney López.

Depois da visita ao Vaticano, Castro deve se reunir em Roma com o primeiro-ministro da Itália, Matteo Renzi.

Fonte - G1

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Apocalipse 17 com Pr. Vanderson Domingues

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Apocalipse 17- Pr. Vanderson DominguesPróxima quarta (13/05) - 20hsIASD Juveve - www.tvjuveve.com.br
Posted by Diário da Profecia on Quinta, 7 de maio de 2015

O encontro do Papa com pastores pentecostais

Cidade do Vaticano (RV) – Na tarde de ontem, quinta-feira (07/05), o Santo Padre recebeu em audiência privada um grupo de cerca de cem pastores evangélicos pentecostais provenientes de diversas partes do mundo. O grupo era guiado pelo Pastor Giovanni Traettino, cuja comunidade “Igreja Pentecostal da Reconciliação, em Caserta, foi visitada pelo Papa Francisco em 28 de julho de 2014.

O encontro - realizado numa das salas do complexo projetado por Pierluigi Nervi para as audiências papais - foi caracterizado por uma viva cordialidade e espírito de oração pela unidade. Foram os próprios pastores que manifestaram o desejo de encontrar Francisco. O Papa estava acompanhado pelo Presidente do Pontifício Conselho para a Unidade dos Cristãos, Cardeal Kurt Koch.

A visita do Papa Francisco ao Pastor em 2014 foi considerada histórica, por ser a primeira vez que um Papa viaja do Vaticano para se encontrar com um pastor protestante.

“Entre as pessoas que perseguiram os pentecostais também houve católicos, disse Bergoglio na ocasião. Eu sou o pastor dos católicos e peço perdão por aqueles irmãos e irmãs católicos que não compreenderam e foram tentados pelo diabo”.

Francisco se reuniu com a comunidade de pentecostais da cidade ao norte de Nápoles e com 350 protestantes vindos de diversas as partes do mundo. Ele pediu que os cristãos se unirem na diversidade:

“O Espírito Santo cria diversidade na Igreja. A diversidade é bela, mas o próprio Espírito Santo também cria unidade, para que a Igreja esteja unida na diversidade: para usar uma palavra bonita, uma diversidade reconciliadora”, observou.

Fonte - Radio Vaticana

Aquecimento global vai acelerar extinção de espécies em até três vezes

As mudanças climáticas podem acabar com até uma em cada seis espécies de animais e plantas do planeta, de acordo com uma nova pesquisa.

Em um estudo publicado no jornal Science, Mark Urban, ecologista da Universidade de Connecticut, também descobriu que, à medida que o planeta esquenta, no futuro, as espécies vão desaparecer em um ritmo mais acelerado.

"Temos a opção. O mundo pode decidir em que lugar dessa curva queremos que a Terra esteja no futuro", avisou ele em uma entrevista.

Apesar das conclusões aterrorizantes de Urban, outros especialistas dizem que a verdade é capaz de ser ainda pior. O número de extinções "pode ser duas a três vezes maior", avisa John J. Wiens, biólogo evolucionário da Universidade do Arizona.

O aquecimento global aumentou a temperatura média da superfície do planeta em 0,8 graus Celcius desde a Revolução Industrial. As espécies respondem a isso mudando o alcance de seu ambiente.

Em 2003, Camille Parmesan, da Universidade do Texas, e Gary Yohe, da Universidade Wesleyan, analisaram estudos de mais de 1.700 espécies de plantas e animais. Eles descobriram que, em média, seus ambientes se deslocaram seis quilômetros por década na direção dos polos do planeta.

Se as emissões do dióxido de carbono e de outros gases do efeito estufa continuarem a crescer, os pesquisadores do clima projetam que o mundo pode ficar até 4,4 graus Celcius mais quente. À medida que o clima continuar a mudar, os cientistas temem que algumas espécies não sejam capazes de encontrar habitats adequados.

Por exemplo, a pika-americana, um mamífero parecido com um ramster que vive nas montanhas do Oeste, vem fugindo para elevações mais altas nas últimas décadas. Desde os anos 90, algumas das populações de pika que viviam mais ao sul desapareceram.

Centenas de estudos publicados nas duas últimas décadas produziram uma grande quantidade de previsões quanto ao número de extinções que serão causadas pelo aquecimento global. Alguns falam em poucas e outros dizem que 50 por cento das espécies podem desaparecer.

Existem muitas razões para a grande variação. Alguns cientistas estudam as plantas da Amazônia enquanto outros focam nas borboletas do Canadá. Em alguns casos, os pesquisadores assumem apenas alguns graus de aquecimento, em outros um cenário muito mais quente. Como os cientistas raramente conseguem dizem com que rapidez uma espécie vai mudar de ambiente, eles algumas vezes fazem estimativas.

Para conseguir uma imagem mais clara, Urban decidiu revisitar todos os modelos de extinção por causa do clima já publicados. Ele deixou de fora os estudos que examinaram apenas uma espécie, como o sobre as pikas-americanas, porque poderiam inflar artificialmente o resultado de sua meta-análise. (Os cientistas muitas vezes estudam uma determinada espécie porque já suspeitam que seja vulnerável à mudança climática.)

Urban selecionou 131 estudos que examinam plantas, anfíbios, peixes, mamíferos, répteis e invertebrados em todo o planeta. Ele analisou novamente todas as informações.

No geral, descobriu que 7,9 por cento das espécies têm previsão de serem extintas por causa das mudanças climáticas. Estimativas baseadas em baixo aquecimento previram muito menos extinções do que os cenários mais quentes.

Por esse cálculo, com um aumento de dois graus Celcius na temperatura da superfície da terra, 5,2 por cento das espécies seria extinta. Com 4,2 graus Celcius, 16 por cento.

Urban descobriu que a taxa de extinção não deve crescer de maneira regular, mas poderá acelerar se as temperaturas aumentarem.

Richard Pearson, biogeógrafo da University College London, disse que a nova meta-análise é "um marco que nos avisa que sabemos o suficiente para ver que as mudanças climáticas são uma ameaça importante à biodiversidade e aos ecossistemas".

Mas afirmou que Urban está possivelmente subestimando a escala das extinções. A última geração dos modelos de extinção por causa do clima é mais precisa, afirma Pearson: infelizmente, eles também trazem estimativas mais terríveis.

Wiens também percebeu que os trópicos não foram bem representados nos estudos das extinções causadas pelo clima. Na meta-análise de Urban, 78 pesquisas tinham como foco a América do Norte e a Europa e apenas sete vinham da América do Sul. Porém, quando Urban contabilizou as informações dos estudos da América do Sul, descobriu que 23 por cento das espécies correm risco de extinção. Na América do Norte, entretanto, são apenas 5 por cento.

O que torna esse desequilíbrio mais flagrante, afirma Wiens, é o fato de que a maior parte das espécies do planeta viver em florestas tropicais, como a Amazônia. Se as pesquisas sobre as extinções causadas pelo clima levassem a diversidade dos trópicos em conta, os riscos do planeta em geral seriam muito maiores.

Urban admitiu que sua meta-análise está longe de ser definitiva. "É um resumo das melhores informações que temos por enquanto", explica ele. À medida que as previsões se tornem mais consistentes, diz Urban, permitirão que os biólogos conservacionistas descubram as espécies que mais correm risco de extinção e ajudem a planejar estratégias para salvá-las.

Os cientistas que estão construindo esses novos modelos podem recolher informações não apenas das espécies vivas, mas também das que já foram extintas.

Na edição da semana passada de Science, um time internacional de pesquisadores relatou uma nova informação sobre as extinções nos oceanos dos últimos 23 milhões de anos.

Eles descobriram que alguns grupos, como os mamíferos marinhos, tinham mais chances de ser extintos do que outros, como os moluscos. A biologia pode colocar algumas espécies mais em risco ainda: elas se reproduzem pouco, por exemplo, ou vivem em um ambiente limitado.

Pearson diz que os modelos de extinção por causa do clima precisarão levar novos fatores em conta. "O que acontece com outras espécies em um ecossistema quando uma espécie é extinta?", pergunta ele. Seus parceiros naquele habitat podem correr o risco de extinção também.

Urban descobriu várias maneiras de melhorar os modelos de extinção causada pelo clima. Por exemplo, eles podem levar em conta as cidades, fazendas e outras barreiras que os humanos constroem no caminho das espécies que estão procurando novos habitats.

Dados os resultados consumados das pesquisas até agora, diz Urban, esses novos modelos de previsão não chegarão tão cedo. "Precisamos melhorar esse jogo", afirma ele.

Fonte - UOL
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