terça-feira, 4 de agosto de 2015

Encíclica do papa serve de estímulo para Obama

"Fala, papa, que eu te escuto"

Em visita à Feira Internacional que acontece até outubro na Itália, a Expo 2015, a líder dos Democratas no Congresso dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, comentou o plano sobre o clima anunciado por Barack Obama: “Por anos a União Europeia ficou à frente de nós em respeito aos temas ambientais, mas acredito que o presidente Obama tenha entendido que o Clean Power Plan é uma possibilidade para recuperar a liderança americana sobre esse tema. Um tema sobre o qual a Encíclica do papa Francisco foi de grande estímulo.” Durante uma coletiva com a imprensa, Pelosi sublinhou a importância da mensagem papal pela defesa do ambiente, definindo o pontífice como um “recurso”, porque é capaz de influenciar a opinião pública internacional. Se alguém pode ignorar as políticas de Barack Obama, enfatizou ela, “não pode ignorar a mensagem do papa. Como São Francisco, o primeiro grande ambientalista da história, o papa percebeu a conexão entre pessoas, ambiente, agricultura e energia”, enalteceu a líder dos Democratas, na manhã desta segunda-feira (3).

“Devemos ser sensíveis aos temas da fome e das mudanças climáticas, e encontrar soluções que respondam a ambas as urgências”, acrescentou ela, dizendo-se “muito confiante” sobre a aprovação do plano. O Clean Power Plan foi anunciado neste domingo (2) por Obama, por meio de um vídeo.

Segundo o site da Casa Branca, o Plano de Energia Limpa da América é um dos maiores e mais importantes passos para enfrentar a ameaça das mudanças climáticas. A proposta define, pela primeira vez, os padrões de poluição para as usinas de energia, através de normas para reduzir as emissões de carbono do setor elétrico em 32% até 2030. A regulação dará início a uma transformação abrangente do setor, encorajando uma agressiva mudança rumo a mais energias renováveis e afastando a geração via carvão.

(News.va)

Nota Criacionismo: Barack Obama e o papa Francisco estão de mãos dadas como manda a profecia! É bom lembrar que uma das propostas do papa para a diminuição das emissões de carbono na atmosfera consiste no respeito ao domingo como dia de descanso, a fim de que as pessoas fiquem com suas famílias, em contato com a natureza e em oração (se forem religiosas). O Parlamento Europeu já aprovou a ideia do descanso dominical (confira). Obama quer reconquistar a liderança norte-americana em questões climáticas. Quer cenário mais favorável do que esse para a adoção de uma lei dominical por parte, também, dos EUA e com o apoio de todo mundo? É bom lembrar que a lei do “casamento” de pessoas do mesmo sexo foi aprovada “da noite para o dia”. O que parecia impensável naquela nação cristã agora já é fato. Quantas coisas mais você acha que são impensáveis?

Encíclica do papa serve de estímulo para Obama

"Fala, papa, que eu te escuto"

Em visita à Feira Internacional que acontece até outubro na Itália, a Expo 2015, a líder dos Democratas no Congresso dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, comentou o plano sobre o clima anunciado por Barack Obama: “Por anos a União Europeia ficou à frente de nós em respeito aos temas ambientais, mas acredito que o presidente Obama tenha entendido que o Clean Power Plan é uma possibilidade para recuperar a liderança americana sobre esse tema. Um tema sobre o qual a Encíclica do papa Francisco foi de grande estímulo.” Durante uma coletiva com a imprensa, Pelosi sublinhou a importância da mensagem papal pela defesa do ambiente, definindo o pontífice como um “recurso”, porque é capaz de influenciar a opinião pública internacional. Se alguém pode ignorar as políticas de Barack Obama, enfatizou ela, “não pode ignorar a mensagem do papa. Como São Francisco, o primeiro grande ambientalista da história, o papa percebeu a conexão entre pessoas, ambiente, agricultura e energia”, enalteceu a líder dos Democratas, na manhã desta segunda-feira (3).

“Devemos ser sensíveis aos temas da fome e das mudanças climáticas, e encontrar soluções que respondam a ambas as urgências”, acrescentou ela, dizendo-se “muito confiante” sobre a aprovação do plano. O Clean Power Plan foi anunciado neste domingo (2) por Obama, por meio de um vídeo.

Segundo o site da Casa Branca, o Plano de Energia Limpa da América é um dos maiores e mais importantes passos para enfrentar a ameaça das mudanças climáticas. A proposta define, pela primeira vez, os padrões de poluição para as usinas de energia, através de normas para reduzir as emissões de carbono do setor elétrico em 32% até 2030. A regulação dará início a uma transformação abrangente do setor, encorajando uma agressiva mudança rumo a mais energias renováveis e afastando a geração via carvão.

(News.va)

Nota Criacionismo: Barack Obama e o papa Francisco estão de mãos dadas como manda a profecia! É bom lembrar que uma das propostas do papa para a diminuição das emissões de carbono na atmosfera consiste no respeito ao domingo como dia de descanso, a fim de que as pessoas fiquem com suas famílias, em contato com a natureza e em oração (se forem religiosas). O Parlamento Europeu já aprovou a ideia do descanso dominical (confira). Obama quer reconquistar a liderança norte-americana em questões climáticas. Quer cenário mais favorável do que esse para a adoção de uma lei dominical por parte, também, dos EUA e com o apoio de todo mundo? É bom lembrar que a lei do “casamento” de pessoas do mesmo sexo foi aprovada “da noite para o dia”. O que parecia impensável naquela nação cristã agora já é fato. Quantas coisas mais você acha que são impensáveis?

EUA: Obama apresenta plano de proteção do ambiente. Bispos apreciam.

"Combater as mudanças climáticas é uma obrigação moral": passagens da Laudato Si’ ecoavam no discurso feito na noite passada pelo presidente Barack Obama ao lançar um plano ambicioso de proteção do meio ambiente.

Ambicioso porque estabelece para 2030 um corte de 32%, em relação a 2005, das emissões de dióxido de carbono das usinas de energia, fonte de um terço da poluição por monóxido nos Estados Unidos. Só assim, de acordo com o chefe da Casa Branca, podem-se reduzir em 90% as mortes prematuras associadas à poluição. "Serão 90.000 ataques de asma a menos entre crianças a cada ano", disse ele.

"Quando o mundo enfrenta os desafios mais difíceis, são os EUA quem lideram mais uma vez o caminho a ser seguido. É assim com este plano, porque nada ameaça mais o nosso futuro e o das novas gerações do que a mudança climática". Obama acrescentou, citando a encíclica papal, que o compromisso contra a mudança climática é acima de tudo uma obrigação moral.

"Nosso plano irá poupar a cada americano 85 dólares por ano", disse Obama em resposta às críticas republicanas de que o programa "irresponsável" atingiria duramente a economia, aumentando os custos de energia e causando o desemprego de milhares de pessoas.

Já os democratas e, neste caso, também os bispos dos EUA, consideraram o plano "um passo importante para proteger a saúde das pessoas, especialmente das crianças, dos idosos, dos pobres e das comunidades vulneráveis, diante da poluição e dos efeitos nocivos da mudança climática".

A Rádio Vaticano recorda que, em junho, dom Wenski havia pedido em carta aberta ao Congresso dos EUA que não se dificultassem os novos padrões de emissões de dióxido de carbono, evocando a encíclica em que o papa exorta a "todos a cuidar da Criação e da nossa casa comum, pelo bem das gerações presentes e futuras".

Fonte - Zenit

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Folheto sobre o Sábado

#Evangelismo #Curta #Compartilhe

Posted by Diário da Profecia on Segunda, 3 de agosto de 2015

O fim do dinheiro


Obama autoriza ataques aéreos contra Estado Islâmico na Síria

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, autorizou nesta segunda-feira (03) as forças norte-americanas a realizar ataques aéreos na Síria. A medida tem como objetivo defender os grupos do país que foram treinados e equipados pelo Pentágono para derrotar o Estado Islâmico.

A estratégia poderá atingir as forças leais ao governo de Bashar al-Assad, não apoiado por Obama, mas que também lutam contra os terroristas. Segundo o "The Wall Street Journal", a decisão foi tomada após um mês de debates e abre uma nova "crise" com o governo sírio.

Alistaur Baskey, porta-voz do Conselho para a Segurança Nacional da Casa Branca, não quis comentar as novas medidas de combate, mas destacou que a administração federal deixou claro que dará "os passos necessários para fazer com que estas forças conduzam com sucesso a sua missão".

Até o momento, os ataques da coalizão eram realizados apenas no Iraque, com o consentimento do governo local, atingindo diversos locais de fronteira. Há duas semanas, o governo da Turquia também autorizou que a Força Aérea dos EUA usasse suas bases militares para atacar os extremistas
EI ameaça governo na Líbia

O EI divulgou hoje um vídeo no qual ameaça "decapitar" o general Khalifa Haftar e os membros do Parlamento de Tobruk - que é reconhecido pela comunidade internacional. O jihadista, identificado como Abu Yahya al-Tunsi, afirma que a gravação "é uma advertência a Haftar e a seus companheiros, os ateus que se reúnem no Parlamento, que nós não seremos tolerantes e teremos prazer em degolá-los".

Ele ainda ressaltou que a "Sharia [lei islâmica] não se aplica com flores, mas com o derramamento de sangue". A Líbia vive uma guerra civil e uma divisão política profunda, tendo dois Parlamentos - o outro fica em Trípoli. Além dos diversos grupos terroristas que atuam no território e que tentam criar um califado no país, o EI tem conseguido avançar na região nos últimos meses. Os próprios políticos trocam acusações de atentados provocados entre eles.

Fonte - UOL

Europa corre risco de retrocesso e até conflito militar

E a profecia revelada por Daniel, alguns séculos antes de Cristo, continua inabalável em nossos dias...“E, como viste,...

Posted by Diário da Profecia on Terça, 4 de agosto de 2015

Para ONU, plano de energia limpa de Barack Obama é "visionário"

As Nações Unidas reagiram ao anúncio do Plano de Energia Limpa, divulgado esta segunda-feira (3) pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Na avaliação do secretário-geral da ONU, o projeto mostra "a determinação do país em combater o aquecimento global".

Ban Ki-moon acredita que o plano vai beneficiar o crescimento econômico. A declaração de Ban foi lida em Nova York por seu porta-voz, Stephane Dujarric.

Sustentabilidade

Segundo o porta-voz, o projeto do presidente americano "reconhece que todos têm uma obrigação de deixar para as futuras gerações um planeta que ofereça oportunidades ao desenvolvimento sustentável".

Na avaliação do chefe da ONU, o plano "é um exemplo da liderança visionária necessária para reduzir as emissões e combater a mudança climática". Ban Ki-moon encontra-se com Barack Obama nesta terça-feira, em Washington.

Metas

O Plano de Energia Limpa apresentado por Obama prevê corte de um terço das emissões de gases que causam o efeito estufa durante os próximos 15 anos. A meta é que o setor de energia corte suas emissões em 32%, na comparação com os níveis de 2005.

Segundo agências de notícias, as medidas dão prioridade para fontes de energia renovável, como energia eólica e solar.

Fonte - UOL

Dez evidências científicas confirmam histórias bíblicas


Elementos de uma história real

1. A física da Arca de Noé. Em 2014, quatro estudantes de física da Universidade de Leicester (Reino Unido) testaram as instruções dadas no livro de Gênesis para construir a Arca de Noé. Eles queriam ver se a arca, de 300 cúbitos de comprimento, 50 de largura e 30 de altura, realmente flutuaria. Um cúbito é o comprimento da ponta do dedo médio de uma pessoa ao seu cotovelo, que os alunos padronizaram como cerca de 48 centímetros. Isso significa que a arca em si teria tido cerca de 145 metros de comprimento, 24 metros de largura e 14 metros de altura. A Bíblia diz que a arca foi feita de madeira de Gofer, mas hoje ninguém sabe o que é isso. Uma suposição comum é que essa madeira era algum tipo de cipreste. Quando vazia, uma arca de cipreste pesaria aproximadamente 1,2 milhão de quilos. Quanto peso a arca poderia aguentar sem afundar? Supondo que o navio tinha a forma de uma caixa, o peso máximo que poderia deter era quase 51 milhões de quilos, equivalente a 2,1 milhões de ovinos.

Então, a arca poderia ter transportado dois de cada animal do mundo? Existem até oito milhões de espécies distintas hoje, mas a maioria poderia sobreviver a uma inundação sem precisar da arca. Além disso, os estudiosos bíblicos notam que o Gênesis se refere a dois de cada “tipo criado”, o que provavelmente se refere a um número menor de animais do que cada espécie distinta. Assumindo que toda a vida aquática ficou no mar, os estudantes estimam que somente 35 mil pares de animais tiveram que ser colocados a bordo da arca, o que ela facilmente era capaz de aguentar. Para reduzir o espaço necessário dentro da arca, filhotes ou espécimes jovens de grandes animais como elefantes poderiam ter sido levados.

2. O poder de Jezabel. Jezabel, a mulher mais perversa da Bíblia, é mencionada em várias passagens. No século IX a.C., ela se casou com o rei Acabe de Israel, mesmo sendo uma fenícia que adorava a divindade Baal. De acordo com a Bíblia, em uma passagem, a rainha Jezabel usa o selo de Acabe em documentos para persuadir os israelitas a aceitar sua religião, o que a fez ser jogada de uma janela para ser comida por cães. Os historiadores há muito tempo se perguntam se a rainha Jezabel tinha influência independente da autoridade de Acabe. Em outras palavras, será que ela realmente poderia ser tão ruim quanto parece na Bíblia? A resposta pode estar em um selo de pedra descoberto em Israel em 1964.

A iconografia do selo inclui duas cobras, um falcão Hórus e um disco solar alado, que a estudiosa do Antigo Testamento Marjo Korpel interpreta como sugerindo uma ligação à realeza. Além disso, uma flor de lótus e uma esfinge com uma cabeça de mulher e uma coroa implica que o selo foi usado por uma rainha. Se o selo pertenceu a Jezabel, isso significa que ela tinha seu próprio poder político considerável.

Os arqueólogos inicialmente tiveram problemas em conectar o selo à rainha Jezabel. As letras gravadas na pedra eram confusas. Seu nome parecia grafado incorretamente. No entanto, quando comparado a outros de seu tempo, notou-se que a borda superior do selo estava faltando, que provavelmente continha as duas letras que faltavam para soletrar o nome de Jezabel corretamente, em hebraico antigo.

Alguns problemas ainda restam, no entanto. Como o selo não foi encontrado por arqueólogos, mas simplesmente apareceu no mercado de antiguidades de Israel, isso complica a identificação de suas origens, mesmo que não seja algo incomum (apenas 10% dos selos judaicos antigos são descobertos em escavações científicas). Além disso, especialistas como Christopher Rollston observam que a parte que falta do selo é grande o suficiente para sugerir, pelo menos, cinco letras a mais, e não apenas duas. As letras que faltam poderiam formar qualquer número de nomes ou palavras diferentes. Em última análise, nós provavelmente nunca saberemos a origem do selo com certeza, embora possamos dizer que ele pertencia a uma mulher muito poderosa.

3. O sumo sacerdote judeu Caifás. Aparecendo nos evangelhos do Novo Testamento de João, Mateus, Lucas e Atos, Caifás foi o sumo sacerdote de Israel que presidiu o julgamento de Jesus antes de entregá-Lo para o governador romano Pôncio Pilatos para a crucificação. (Aliás, existe uma pedra que é uma evidência física de que Pôncio Pilatos realmente existiu.) Em 1990, trabalhadores de uma estrada em Jerusalém tropeçaram em uma caverna antiga contendo doze caixas de calcário com ossos de mortos. Em um desses ossuários, particularmente ornamentado, estava inscrito “Joseph, filho de Caifás”. Esse nome é próximo do historiador judeu do primeiro século Flávio Josefo, que se referiu a Caifás como “Joseph, que se chamava Caifás do sumo sacerdócio”.

O ossuário elaboradamente decorado continha os ossos de um homem de 60 anos de idade, aproximadamente a idade de Caifás quando morreu. Os arqueólogos também observaram que a escrita nas caixas e na parede da caverna era uma linguagem usada pelos trabalhadores de cemitérios no primeiro século. Um dos ossuários continha uma moeda de bronze de 43 d.C., mais uma prova de que os ossuários foram colocados na caverna durante o primeiro século depois de Cristo.

Dito isso, o achado é controverso. Arqueólogos céticos notam que o ossuário não é tão “chique” quanto se esperaria do lugar de enterro de um sumo sacerdote. E enquanto outros judeus ricos da época tinham seus ossuários delicadamente inscritos, a escrita no de Caifás parece ter sido grosseiramente riscada com um prego. Além disso, alguns linguistas têm argumentado que o nome hebraico no túmulo não tem sílabas o suficiente para ser a origem do grego “Caifás”, e teria realmente soado mais como “Qopha”. Outros rejeitam essa observação afirmando que os gregos costumavam acrescentar sílabas extras para nomes estrangeiros confusos.

O ossuário está agora no Museu de Israel em Jerusalém, embora os ossos tenham sido enterrados no Monte das Oliveiras. Em 2008, outro ossuário foi descoberto em Israel e identificado como pertencente à filha de Caifás. Ele é gravado com as palavras: “Miriam, filha de Yeshua, filho de Caifás. Sacerdotes (de) Ma’aziah de Inri Beth”.

4. A Piscina de Siloé. O Evangelho segundo João conta a história de quando Jesus restaurou a visão de um cego colocando argila em seus olhos e lavando-os com água da Piscina de Siloé. A piscina foi um grande reservatório em Jerusalém durante o Antigo Testamento, mas foi destruída por invasores vários séculos antes de Jesus nascer. Mais tarde, foi reconstruída em várias ocasiões, mas não havia nenhuma menção de uma versão da piscina no primeiro século. Em 2004, trabalhadores que tentavam reparar uma linha de esgoto danificada descobriram dois degraus que levavam até uma piscina. Arqueólogos rapidamente escavaram o local e encontraram uma piscina em formato de trapézio de cerca de 69 metros de comprimento. Eles também encontraram moedas e cerâmica que datavam o local em torno da época de Jesus. Em particular, quatro moedas Alexander Janeu estavam enterradas no gesso sob a fachada de pedra da piscina. Janeu governou Jerusalém de 103 a.C. a 76 a.C. Em um canto da piscina, os arqueólogos ainda descobriram cerca de 12 moedas no lodo datadas de 66 d.C. a 70 d.C., indicando que a piscina estava pelo menos parcialmente preenchida nessa época. Juntos, os dois grupos de moedas dão uma estimativa de por quanto tempo a piscina foi utilizada.

O local pode ter sido usado para banhos rituais, natação ou fornecimento de água potável para os moradores da cidade. Algumas pessoas acreditam que os judeus ritualmente submergiam nessa piscina quando faziam suas peregrinações para Jerusalém e, como Jesus teria feito essas peregrinações também, faz sentido que tenha estado na área.

5. Possível casa onde Jesus cresceu. Embora algumas pessoas argumentem que Jesus nunca existiu, os estudiosos mais sérios acreditam que o Jesus histórico nasceu por volta de 4 a.C. e foi educado na fé judaica em Nazaré. E o arqueólogo Ken Dark acredita que encontrou uma casa nazarena do primeiro século em que Jesus pode ter vivido quando criança. Na década de 1880, freiras descobriram pela primeira vez essa estrutura de argamassa e pedra construída em uma encosta. Artefatos encontrados no interior da casa sugerem que era a residência de uma família judia. Por exemplo, panelas de pedra calcária teriam sido usadas pelos judeus porque se acreditava que o material era particularmente puro. Dark também citou um texto escocês do século VI descrevendo uma peregrinação à Terra Santa e incluindo uma parada em uma igreja em Nazaré “onde antes havia a casa em que o Senhor passou Sua infância”. Essa referência parece correta. Embora a casa tenha sido abandonada durante o primeiro século d.C., Dark afirma que foi identificada como a casa de Jesus durante o período bizantino, quando foi decorada com mosaicos. Os bizantinos também construíram uma igreja sobre o local, para protegê-lo. Mesmo assim, a casa foi incendiada no século 13.

Dark se esforça para notar que não sabemos se a casa, na verdade, pertencia a Jesus, só que os bizantinos acreditavam que pertencia. Também outros arqueólogos acham que Dark tem “necessidade de localizar tudo mencionado nas Sagradas Escrituras”, o que leva a fazer alegações precipitadas. Por fim, existem algumas outras questões ainda não respondidas. Por exemplo, por que a única menção desse lugar é em uma carta escocesa obscura?

6. Muro do Rei Salomão. No Primeiro Livro dos Reis, nos é dito que o rei Salomão construiu um muro em torno de Jerusalém. No início de 2010, a arqueóloga Eilat Mazar anunciou a descoberta de um muro, juntamente com outras estruturas defensivas, que parecem datar dos tempos de Salomão, no século X a.C. A parede tem cerca de 70 metros de comprimento e 6 de altura. Está localizada em Jerusalém e abrange o que teria sido a Cidade de Davi (agora o bairro árabe de Silwan) e o Monte do Templo. A equipe de Mazar escavou partes de outras estruturas defensivas nessa área, incluindo uma torre de guarda e uma portaria que acessava a parte real da cidade. Mazar acredita que só o rei Davi ou seu filho, o rei Salomão, poderiam ter construído tal estrutura naquele momento. Cacos de grandes jarros de cerâmica descobertos no local o datam do final do século X a.C, o que poderia colocá-los na época de Salomão. Além disso, um dos frascos de armazenamento tinha uma inscrição que apontava sua propriedade por um funcionário hebreu de alto escalão.

O arqueólogo Israel Finkelstein reconheceu que era possível que Salomão tivesse construído o muro, mas afirmou que há riscos na utilização de textos religiosos para identificar locais históricos. “Há a questão de quando foi escrito, 300 anos depois, ou no momento dos acontecimentos? Quais são suas metas e sua ideologia? Por que foi escrito?”, disse em entrevista à National Geographic. [É bom lembrar que Finkelstein é ateu e vive falando contra a Bíblia. – MB]

7. O poder das minas de cobre. Na Bíblia, o rei Davi lutou contra os edomitas. Muitos estudiosos acreditam que o conflito bíblico foi exagerado porque Edom e Israel antigo (ou Judá) não estavam suficientemente desenvolvidos para montar grandes exércitos. Eles veem Davi mais como um chefe tribal do que um rei. Porém, em 1997, arqueólogos explorando as terras baixas de Edom, no que é hoje o sul da Jordânia, encontraram evidências de uma sociedade mais complexa que incidiu sobre a mineração de cobre e poderio militar. Ao concentrar seus esforços em Khirbat en-Nahas (que significa “ruínas de cobre”, em árabe), esses arqueólogos concluíram que a sociedade não era apenas de pastoreio. Se os estudiosos tivessem olhado antes para as terras baixas, teriam encontrado locais de mineração de cobre. Com base na idade da cerâmica nesses locais, os cientistas creem que eles operaram mais fortemente em torno da época do rei Salomão. Os arqueólogos também encontraram uma grande fortaleza da Idade do Ferro. A datação por radiocarbono coloca a região no século X a.C., aproximadamente contemporâneo aos reinados de Davi e Salomão na Bíblia.

É possível que a produção de cobre significativa (sem um propósito militar, mas com uma sociedade complexa) tenha ocorrido no século XII a.C. ou mesmo antes, na área. Isso dá credibilidade a Gênesis 36:31, que se refere a reis em Edom antes de existirem reis em Israel. A Bíblia também diz que o Rei Salomão foi escolhido por Deus para construir o primeiro templo em Jerusalém usando centenas de toneladas de cobre. Entre as minas de Edom e outros locais de cobre datando do século X a.C., é possível que Salomão tivesse acesso a produção suficiente para construir um templo.

A Bíblia também fala sobre um rei egípcio chamado Sisaque, que invadiu a área cinco anos após a morte de Salomão. Recentemente, um amuleto egípcio inscrito com o nome do faraó Shesonq I (também conhecido como “Sisaque”) foi encontrado em uma mina de cobre chamada Khirbat Hamra Ifdan. Os arqueólogos acreditam que essa pode ser uma evidência das façanhas militares de Sheshonq I interrompendo a produção de cobre edomita no século X a.C.

8. Muro de Neemias. Já falamos sobre o muro de Salomão ao redor de Jerusalém. Mas a cidade e seus habitantes tiveram uma história tão tumultuada que suas paredes mudam frequentemente para espelhá-la. Segundo a Bíblia, no século VI a.C., Babilônia conquistou o Reino de Judá e mandou os judeus para o exílio, que continuou até a Pérsia derrotar Babilônia e permitir que os judeus voltassem para Jerusalém. Escrito na primeira pessoa, o Livro de Neemias conta a história de como Neemias mobilizou os judeus para reconstruir os muros e as portas de Jerusalém em apenas 52 dias.

Em 2007, Eilat Mazar revelou que sua equipe tinha descoberto um muro de 5 metros de largura que podia ser de Neemias, enquanto escavavam o que acreditavam ser o palácio do rei Davi na antiga Cidade de Davi. Quando uma torre de pedra nas proximidades começou a desmoronar, os arqueólogos falharam em repará-la, mas acabaram encontrando nela cerâmica, selos e outros artefatos que datam do sexto e quinto séculos a.C. Quando não encontraram cerâmica de um período anterior, concluíram que a torre foi construída em torno do mesmo tempo em que Neemias reconstruiu a muralha de Jerusalém. Alguns dos nomes sobre os artefatos são encontrados na Bíblia.

9. Cidadela da Primavera (ou do Rei Davi).
Como parte de uma escavação de quase 20 anos na Cidade de Davi, arqueólogos anunciaram em 2014 a descoberta da “Cidadela da Primavera”, uma enorme fortaleza do século 18 a.C. que protegia a Fonte de Giom dos invasores nos tempos antigos. Suas paredes tinham 7 metros de espessura, permitindo apenas o acesso à fonte de dentro da cidade. “A fim de proteger a fonte de água, eles construíram não só a torre, mas também uma passagem fortificada”, disse o arqueólogo G. Uziel. “Essa estrutura muito impressionante foi operante até o fim da Idade do Ferro, e foi só quando o Primeiro Templo foi destruído que a fortaleza caiu em ruínas e deixou de ser utilizada.”

Os pesquisadores acreditam que a cidadela é a fortaleza que foi conquistada pelo rei Davi em 2 Samuel 5:6, 7. Ela serviu então para proteger a Fonte de Giom onde Salomão foi ungido rei de Israel. em 1 Reis 1:32-34.

10. Possível cidade natal de Golias. Os arqueólogos acreditam ter encontrado a cidade natal de Golias, Gath, uma cidade filisteia entre Ashkelon e Jerusalém, mencionada em 1 Samuel 6:17. Durante a escavação, os pesquisadores descobriram um altar de pedra de três mil anos com chifres em excelente estado, semelhantes aos descritos nos livros de Reis e Êxodo. No entanto, o altar dos filisteus tem dois chifres, enquanto os altares bíblicos têm quatro.

Os filisteus são vilões bíblicos que viviam em torno de Gath durante os séculos X e IX a.C., a era de Davi e Salomão. Aspectos da cultura filisteia parecem ter sido descritos com precisão na Bíblia. Por exemplo, os arqueólogos encontraram uma estrutura maciça com dois pilares semelhante ao templo filisteu da história de Sansão. Eles também descobriram fragmentos de cerâmica com nomes inscritos que são semelhantes ao nome Golias, de origem indo-europeia. Os israelitas e cananeus locais não teriam usado esse nome, mas, obviamente, os filisteus sim. Isso é consistente com outros achados que revelam que os filisteus mantiveram parte de sua cultura histórica, enquanto abraçaram um pouco da cultura local. Por exemplo, eles comiam cães e porcos, animais considerados impuros na cultura judaica. Eles também continuaram a adorar seus próprios deuses.

Embora a escavação tenha apresentado elementos que podem indicar batalhas violentas entre os reis de Jerusalém e os filisteus, os arqueólogos também encontraram indícios da destruição de Gath por um exército invasor no século IX a.C., semelhante à história da conquista da cidade pelo rei Hazael, no Livro de Reis.

(Hypescience Via @Criacionismo)

Obama avança com medida histórica para controlar a poluição

"Poucas semanas depois do Papa Francisco ter apelado ao mundo inteiro para ter mais cuidado para com o meio ambiente, o...

Posted by Diário da Profecia on Terça, 4 de agosto de 2015

domingo, 2 de agosto de 2015

"Francisco quer ações, não meras palavras na questão do ambiente"

Autor de uma biografia fundamental sobre o Papa, Austen Ivereigh falou ao DN sobre a primeira encíclica de Francisco, o seu percurso, preocupações e o concílio em que foi eleito.

Começar a encíclica Laudato Si" (Louvado Sejas) com uma frase de São Francisco de Assis, como fez o Papa Francisco, é por si só todo um programa?

Sim. Louvado Sejas é um lamento por uma ligação perdida entre os seres humanos com Deus, com eles próprios e com o planeta. Uma ligação cujo expoente máximo, penso, foi precisamente São Francisco de Assis e, por isso, ele é o santo patrono da encíclica e daquilo que nela o Papa chama ecologia integral. Quanto à encíclica em si, em minha opinião, é o documento mais importante sobre a doutrina social da Igreja da primeira encíclica social, a Rerum Novarum (1891). Representa uma mudança importante no entendimento da Igreja do que é o seu ensinamento social.

De que forma?

Antes da publicação da Rerum Novarum, muitos autores católicos tinham escrito sobre questões sociais. Por exemplo, o cardeal inglês Henry Manning, que pode possivelmente ser considerado o autor do conceito de salário justo, mas sem ser um papa a falar através da autoridade de uma encíclica, podia sempre dizer-se que não passava de uma opinião pessoal. O que uma encíclica faz é, a partir de ensinamento comum, erguer este a um novo nível e afirma que isto é aquilo em que todo o católico deve acreditar. Assim, com Louvado Sejas passou a ser uma obrigação para todo o católico preocupar-se com o ambiente, já não é uma opção. Gostava ainda de referir que, como em 1891 muitos empresários católicos na Europa disseram "mas o que é que o Papa sabe sobre salários e sindicatos", hoje muitos conservadores americanos estão a dizer "mas porque é que o Papa está a imiscuir-se na questão" do ambiente. Mas ambas as encíclicas mostram que as duas questões são também questões morais.

Os católicos devem mudar de atitude na questão do ambiente?

Precisamente. A encíclica dirige-se a todos, mas o seu destinatário primeiro são os católicos e diz-lhes que, desde agora, devem estar na vanguarda da mudança dos comportamentos necessária para reduzir as alterações climáticas. Deve existir coincidência entre a fé e os comportamentos em sociedade dos fiéis.

A encíclica é crítica da sociedade de consumo e hedonística?

O que Louvado Sejas faz, e não fora feito até agora no ensinamento da Igreja, é ligar o impacte do modelo corrente de consumismo à situação dos pobres e do planeta e mostrar que o mal causado a ambos é sintoma da imoralidade do modelo económico vigente. O modo como o faz é brilhante e, de algum modo, é uma restauração. Todas as reformas radicais na Igreja são uma restauração de algo que se perdeu.

As ações humanas produzem a degradação do ambiente?

A importância da encíclica é que toma posição no debate científico sobre a questão, reconhecendo que as alterações climáticas são resultado da ação humana, mas as evidências em que se baseia surgem mais do testemunho dos pobres, sintetizadas através das declarações de conferências episcopais. Isto é deveras importante, porque o Papa está a afirmar que o povo de Deus está a sofrer e que sente e vê esse sofrimento. E a ciência sustenta esta evidência. O que não tem sido entendido por muitos nos EUA que dizem não ser admissível o Papa tomar posição sobre a ciência quando ele, de facto, diz que a evidência vem do sofrimento dos pobres.

Referiu a citação de documentos das conferências episcopais. Essa é uma novidade na encíclica?

É um desenvolvimento muito importante. Louvado Sejas é a primeira encíclica que se apoia de forma extensa no ensino das conferências episcopais. O que Francisco está a fazer é mostrar que a sua autoridade para se pronunciar, como Papa, sobre um tema resulta do facto de ter ouvido os bispos. Uma ilustração da defesa que faz do princípio da colegialidade.

Mas mantém a tradição de citar os papas seus predecessores.

É a regra. O ensinamento de um papa baseia-se no dos predecessores e, no caso de Francisco, é também importante mostrar que as suas preocupações não são algo novo. Conheço um pouco o processo de formação da encíclica e a preocupação central não foi se são verdade ou não as alterações climáticas. A preocupação central foi porque é que não se fez nada sobre isto. Na própria Igreja, em particular, depois de João Paulo II ter proferido, logo no início dos anos 1990, um discurso radical totalmente dedicado à questão ecológica. Francisco quer ação, não meras palavras na questão do ambiente. Primeiro, na Igreja e, depois, no plano internacional.

Outro elemento inédito é a citação de um autor, Romano Guardini, padre e filósofo, e a cuja obra Bergoglio pensou dedicar uma tese de doutoramento?

Foi o seu teólogo favorito. Francisco pensa que no livro de Guardini, Der Ende der Neuzeit (O Fim do Mundo Moderno) está identificada a mentalidade que levou à atual crise ecológica e que justifica o modelo de desenvolvimento vigente: o paradigma tecnocrático, que justifica que o mundo seja considerado como uma criação para nosso benefício individual e para o utilizarmos como entendemos. O mundo não é algo com que tenhamos de estar em comunhão, é algo para utilizarmos. É importante ter presente que Francisco não está aqui a criticar a economia de mercado, ele não é um socialista. O que ele critica é a mentalidade que leva a largas faixas da população mundial esteja no desemprego, seja vista como descartável e explorada, e que isto seja considerado como um preço inevitável para o desenvolvimento económico e que, mais tarde ou mais cedo, o problema acabe ultrapassado pelos mecanismos do mercado. Críticas também feitas por outros papas no quadro do ensinamento social da igreja.

O Papa visita Cuba e os EUA em setembro. Perante as críticas que lhe têm sido feitas, como pensa que será recebido neste último país?

Devemos ver esta como uma visita aos dois países. E será aquela com maior impacte e efeitos a prazo das suas viagens apostólicas. Nos EUA, penso que irá reproduzir a mensagem deixada na Bolívia, em Santa Cruz. Isto é, depois de ter ouvido as reivindicações dos mais fracos vai levá-las ao centro do império capitalista. Penso que será uma visita profética. Irá certamente encontrar forte resistência, dentro e fora da Igreja, de uma pequena elite mas articulada e poderosa, mas o que Francisco irá fazer, como sempre faz nas suas visitas, é estabelecer a ligação direta e forte com "o santo povo fiel de Deus", nas suas próprias palavras, isto é os católicos comuns, a generalidade dos americanos. E será uma deslocação extraordinária, mas será também a mais difícil das que realizou até agora.

E em Cuba?

Para o regime, a Igreja é uma tábua de salvação da sua própria existência. A Igreja é o garante de que a transição para um regime democrático proteja os resultados da revolução de 1959 e que proteja Cuba daquilo que o regime vê como a hegemonia dos EUA. A visita de Francisco a Cuba deve contribuir para construir este tipo de futuro. Vamos ver Francisco como líder dos povos da América Latina. Creio que será uma visita muito, muito emotiva.

Será diferente da realizada por João Paulo II?

Sem dúvida. Esta foi muito tensa. Só João Paulo II ter visitado Cuba foi uma vitória. Agora, é diferente. O regime sabe que acabou a revolução socialista, que tem de levar a cabo a transição para uma democracia e para uma economia de mercado. A questão é como fazer isso e que modelo seguir. Francisco chega a Cuba não só como líder da Igreja latino-americana mas como alguém que partilha as aspirações e ideais dos povos da região. Ele é um católico nacionalista que acredita profundamente na soberania da América Latina e do desejo das suas populações de uma economia mais justa e sociedades mais dignas.

Qual a interpretação que faz do número de vezes que Cristina Kirchner já se encontrou com Francisco? É uma tentativa de procurar ultrapassar os atritos do passado ou é mero cálculo político em ano eleitoral?

Creio que é cálculo político. Francisco é hoje a figura que une todos os argentinos e é talvez a maior figura a nível mundial. Claro que todos os políticos argentinos querem um encontro com ele. Muitos na Argentina interrogam-se por que é que o Papa a recebe, mas ele disse a uma pessoa amiga que não pode dizer que não. É uma chefe de Estado e se ela se quer encontrar com ele, ele tem dizer sim. Mas sei que está irritado com a maneira como muitos políticos argentinos têm procurado manipular ou interpretar estas visitas. E por isso não visitará a Argentina este ano. Só em 2016, quando irá também ao Chile e Uruguai.

Pensa que o Papa Francisco considera a hipótese de renunciar como fez Bento XVI?

Irá certamente considerar uma renúncia se achar que, fisicamente, não está em condições. Ele já disse ter a intuição de que o seu papado será breve, até pela idade, saúde, e pelo ritmo de trabalho que se impõe, que é muito exigente. Francisco acredita que Bento XVI estabeleceu um precedente que, de certa maneira, mudou a maneira como é visto o papado e como os papas se veem a a si próprios. Francisco não quererá ficar mais do que acha que deve ficar. Penso que tem uma agenda para cinco anos, sabe o que quer fazer neste período de tempo. No final, irá pensar na renúncia mas não quer dizer que o faça. Por exemplo, pode descobrir que precisa de sete anos para fazer aquilo que quer fazer. Depois, não acredito na renúncia de Francisco até Bento XVI morrer; não me parece que possa haver dois ex-papas vivos. Um facto destes acabaria por minar a natureza da função papal.

Pensando no sucedido no conclave de 2005, é possível especular que o Papa Francisco "precisava" do papa Bento XVI para surgir, em 2013, como a melhor escolha para a Igreja nesse momento?

Não creio que a questão se coloque dessa forma. No conclave de 2005, que elegeu o papa Bento XVI, havia um grupo importante de cardeais influentes que desejavam reformas, acreditavam ser o tempo de olhar para a América Latina e acreditavam que o cardeal Bergoglio era a melhor escolha para a tarefa. Mas, para a maioria dos cardeais naquele momento, a questão principal era de como preservar e prosseguir o legado de João Paulo II. O colégio de cardeais não estava preparado para seguir numa nova direção. Nem o cardeal Bergoglio estava preparado. Foi por isso que ele pediu aos cardeais para deixarem de votar nele. Bergoglio apoiava inequivocamente Ratzinger e acreditava que este devia ser o próximo Papa.

Quais eram os principais problemas da Igreja em 2005 e quais são em 2013? E o que mudou neste espaço de tempo?

O grupo de reformadores no colégio dos cardeais, liderado designadamente pelos europeus do Norte e cuja figura principal era o cardeal Martini, de Milão, acreditavam que a governação da Igreja estava excessivamente centralizado e a interpretação da doutrina demasiado estreita e inflexível. Eles desejavam uma governação papal que permitisse à Igreja ir ao encontro, de forma mais adequada, das necessidades pastorais das pessoas, e ter uma melhor resposta a alguns dos desafios do mundo contemporâneo ocidental. O que mudou entre 2005 e 2013 foi que os escândalos envolvendo o Vaticano em 2011-2012 tornaram as reformas uma prioridade. Assim, no momento do conclave de 2013, os cardeais estavam muito mais recetivos à ideia de um papado reformador, que pudesse enfrentar as várias disfunções na Igreja, e libertar as suas energias evangelizadoras. O outro fator chave foi o de que a renúncia de Bento XVI deu oportunidade aos cardeais para terem uma discussão profunda sobre o estado da Igreja, algo que não sucedeu realmente em 2005. Assim, em 2013, acabou por suceder um conclave que, de muitas maneiras, deveria ter sucedido oito anos antes. Só que não estavam então reunidas as condições para isso.

Verifica-se, por vezes, a tendência para tentar mostrar o Papa Francisco como o oposto de Bento XVI, não só em comportamento como no plano doutrinal e teológico. Há realmente bases para esta contraposição?

Sim e não, mas principalmente não. Todos os papas defendem os ensinamentos centrais da Igreja, e nisso Francisco é um promotor tão decidido como o foi Bento XVI. Por isto, querer mostrar Francisco como o liberal ou o tipo de reformador que irá moldar a doutrina da igreja ao mundo contemporâneo, passa completamente ao lado da realidade. Nas questões da família e da sexualidade, por exemplo, Francisco sempre revelou acreditar apaixonadamente nos ensinamentos da Igreja sobre a contraceção e aborto, e criticou sempre o casamento e a adoção por pessoas do mesmo sexo. Dito isto, creio que Francisco está mais disponível do que Bento XVI para aceitar a tensão entre a verdade da doutrina e as necessidades pastorais das pessoas, e para permitir que a orientação da igreja seja moldada por essas necessidades. Vê-se isso, por exemplo, no processo do sínodo sobre a família, em que Francisco quer que a Igreja pense em formas de trazer de volta às paróquias aqueles que acabaram por afastados por terem casado uma segunda vez. Ele tem sido acusado por alguns elementos mais inflexíveis de querer mudar que, dizem eles, acabarão por minar o testemunho da indissolubilidade do matrimónio. Contudo, Francisco dá o exemplo de Jesus de querer salvar as ovelhas tresmalhadas e pergunta quis devem ser as prioridades da igreja: apenas manter os cumpridores ou salvar os perdidos? Creio que a perceção de Bento XVI tinha mais a ver com a preservação da verdade sujeita a várias ameaças enquanto que a atitude de Francisco tem mais a ver com a possibilidade de dar às pessoas a oportunidade de conhecerem o amor e o perdão de Deus.

É legítimo pensar que ao tornar-se claro para Bento XVI não lhe ser possível reformar a Cúria, ele desencadeou o processo que culminaria na sua renúncia?

Quando descrevo no livro as circunstâncias da renúncia de Bento XVI acredito na sua declaração de ter tomado a decisão por se sentir de saúde débil e fraco. Essa é a razão principal - não as revelações surgidas com o escândalo das Vatileaks, como muitos sugerem. Foi uma decisão longamente ponderada, que Bento XVI tomou, como revelo no livro, na visita ao México, em março de 2012, quando caiu no quarto do hotel onde estava. Ele apercebeu-se então que não teria a energia necessária para cumprir as suas obrigações como papa, pensando especialmente nas Jornadas Mundiais da Juventude do ano seguinte, no Brasil. Assim, planeou a renúncia para o início de 2013, a tempo do novo papa ser eleito para dirigir as celebrações da Páscoa e de estar presente no Brasil. E penso que ele sabia que o novo papa seria latino-americano e estava muito satisfeito com isso. Tinha a perceção que era o momento da América Latina ter o seu lugar em Roma. Bento XVI foi, de facto, um papa de transição, a ligação entre duas eras. Conhecia bem aquilo de que a Igreja necessitava e o seu ato profético levará a que a história julgue o seu papado de uma forma muito mais benévola do que o fez a opinião pública.

Refere influências no pensamento, carácter e ideias do Papa Francisco desde o "nosso modo de atuar" dos jesuítas e autores como Yves Congar, Henri de Lubac, Romano Guardini, Methol Ferré, o papa Paulo VI, os salesianos (onde Bergoglio estudou enquanto jovem), o romancista italiano Alexandro Manzoni e pessoas da família, como a avó Rosa. É a síntese destas influências que fazem de Bergoglio aquilo que é hoje e tem sido ao longo da sua vida religiosa?

O Papa não é um intelectual mas um pastor e um homem de ação. Nem por isso deixa de ser uma pessoa profundamente inteligente e uma pessoa de vasto conhecimento. Como muitos outros grandes líderes, ele transforma uma ideia ou um conceito em todo um programa. Quanto aos autores mencionados, eles são realmente as principais fontes de inspiração do pensamento de Bergoglio, mas temos de ter presente que os seus discursos e escritos estão repletos de referências aos clássicos, à literatura, à poesia, até às letras de tangos. Os Exercícios Espirituais de Santo Inácio de Loyola são a chave fundamental. Eles são as lentes - ou como ele próprio diria, a "hermenêutica" - através das quais ele vê tudo o mais. Os Exercícios foram a maneira encontrada por Santo Inácio de Loyola forma de ser um discípulo. E Francisco é um seguidor de Jesus nas passadas de Santo Inácio.

Após a leitura de Francisco - O Grande Reformador, uma das principais características da pessoa e do religioso Bergoglio que mais se destaca é a do Papa não ser alguém preocupado com o poder e o bem estar material. Bergoglio é alguém inequivocamente próximo dos pobres, dos desafortunados ("los sobrantes", "las periferias existenciales", para usar expressões do Papa) e sempre mais preocupado com as outras pessoas, pessoas muito diferentes e em muito diferentes circunstâncias, desde militantes comunistas às pessoas igrejas evangélicas.

Pode parecer um lugar comum, mas o seu modelo é mesmo Jesus. Através dos Exercícios Espirituais de Santo Inácio, e de toda uma vida de contemplação dos Evangelhos - ouvindo Cristo falar e vendo-o em ação - Francisco identificou-se com Ele a um nível que é agora, provavelmente, principalmente do plano inconsciente. O que espanta as pessoas na sua atitude é o mesmo que espantava as pessoas em Jesus: que este vivia ao serviço total dos outros, com humildade e de forma austera, irradiando alegria, revelando amor nas suas ações - para os mais desprotegidos em especial - e sendo, ao mesmo tempo, um excecional organizador e dirigente.

Um dos conceitos centrais no pensamento do Papa é o de "povo fiel a Deus". O que significa este conceito hoje para a Igreja? Por outro lado, é sugerido, por vezes, que o Papa não é um pensador sofisticado como o se predecessor, Bento XVI, ainda que alguns dos textos de sua autoria sugiram precisamente o contrário. Em sua opinião, como é que pensamento teológico mais profundo coexiste em Bergoglio com a importância que ele concede, como salienta no livro às formas de devoção popular?

O Papa têm uma ligação extraordinariamente forte com as pessoas comuns. Eles olha para elas como as que levam consigo Cristo. O "santo Pueblo de Dios", como ele se lhes refere, são os pobres de Deus (os "anawim"), aqueles que são capazes de receber Cristo de uma forma natural enquanto as elites têm de se esforçar enormemente só para só tentar fazê-lo. O programa de Francisco é o de trazer a mudança das periferias para o centro, porque ele está convicto de que é assim que Deus atua, e que toda a mudança real e verdadeira tem de estar enraizada na própria ação de Deus.

Refere no livro que o Papa tem uma forma peculiar de estruturar as suas intervenções: em três pontos. Como é que então Francisco organiza as mensagens que transmite?

O Papa aprendeu as suas competências de comunicação e retórica com os Jesuítas, entre as quais a da mensagem em três pontos. Também aprendeu muito com um bispo argentino, Victor Zazpe, cuja facilidade e capacidade de falar de uma forma comum, em linguagem simples, Bergoglio admirava muito. Uma nota importante: ainda que hoje em dia, seja algo simples e automático para ele, Francisco não é, naturalmente, um simples e grande comunicador. O seu pensamento é bastante complexo e sofisticado; além disso, ele é, por natureza, uma pessoa introvertida. O grande mestre da comunicação que vemos em ação resulta de um grande esforço e de uma dádiva espiritual, sem dúvida, pela qual ele muito rezou.

Tendo em mente um dos conceitos de um teólogo e pensador importante para o Papa e latino-americano como ele, Methol Ferré, o de uma nova "fonte" para a Igreja de hoje e para a realidade contemporânea, podemos especular que o papa seguinte a Francisco também será das "periferias" e que após o muito breve pontificado de João Paulo I, será difícil ver, de novo, um papa italiano?

O Papa Francisco não é só um novo Papa, é uma nova forma de pontificado, um novo programa. Como procurei demonstrar no livro, o papado de Francisco representa a chegada a Roma de uma nova fonte para a Igreja universal - a América Latina. Neste sentido, o papado de Francisco traduz a mudança do centro de gravidade do Catolicismo mundial do Norte para o Sul. Isto não tem a ver apenas com uma questão de números; tem a ver, principalmente, com a questão do vigor da Igreja no Sul. Assim como a fonte para a Igreja da Contra-Reforma foram Espanha e Itália (e a grande maioria dos papas foi desta última) e a fonte para o Concílio Vaticano II foram a França, Alemanha e a Europa Central, agora a nova "fonte da Igreja" é a América Latina. Sem dúvida que podemos esperar que os papas do futuro sejam provenientes desta região, mas também, e finalmente, da Ásia e de África. O conclave é um processo de discernimento espiritual e nunca há certezas absolutas sobre quem os cardeais irão escolher.

Fonte - DN

Saiba quais são os dez piores países para ser cristão

O Pew Center, um dos institutos de pesquisa mais respeitados do mundo, divulgou um estudo publicado em abril de 2015 com as projeções para o crescimento das populações religiosas nas próximas quatro décadas. O relatório intitulado "O futuro das religiões do mundo: População e Projeções de Crescimento 2010-2050" constatou que na América Latina, os cristãos seguirão sendo o maior grupo religioso nas próximas décadas. O crescimento do grupo será de 25% entre 2010 e 2050.

O estudo projeta que em 2050 o número de cristãos irá girar em torno de 2,9 bilhões de pessoas. Hoje, os cristãos já são 2,17 bilhões em todo o mundo. O maior aumento será entre aqueles que dizem não ter uma crença, que passará de 45 milhões em 2010 para 65 milhões em 2050. Para os Estados Unidos, o estudo calcula que em 2050 a população de muçulmanos irá ultrapassar a de judeus, embora os cristãos ainda apareçam como maioria.

O documento do Pew Center também listou os países que os cristãos mais sofrem violência e perseguição. Conheça os dez piores países para ser cristão.

Fonte - Veja

sábado, 1 de agosto de 2015

Forte terremoto atinge a costa nordeste da Austrália

Um terremoto de magnitude 5,6 graus sacudiu, neste sábado (1º), o litoral do nordeste da Austrália, sem que as autoridades informassem inicialmente danos ou vítimas.

O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), que vigia a atividade sísmica no mundo todo, localizou o hipocentro a 10 km de profundidade, a 133 km a leste de Rainbow Beach e a 264 km a nordeste de Brisbane, ambas no estado de Queensland.

O Centro de alertas por Tsunami do Pacífico não emitiu nenhum alerta por risco de onda gigante.

O terremoto aconteceu dois dias depois que dois tremores, de magnitude 5,3 e 3,9, atingiram a mesma região, obrigando a evacuação de alguns prédios por precaução e que causaram atrasos no serviço de trens.

Estes terremotos foram considerados como os mais potentes em afetar esta região nos últimos 100 anos.

Os terremotos não são frequentes na Austrália, que fica afastada do chamado "Anel de Fogo do Pacífico", uma área de grande atividade sísmica e vulcânica sacudida por cerca de 7.000 tremores por ano, a maioria moderados.

Fonte - G1

Terremoto de magnitude 5,2 atinge Guatemala

Um forte terremoto atingiu nesta sexta-feira (31) a capital da Guatemala, mas não havia até o momento relatos de vítimas ou danos materiais, de acordo com autoridades locais e uma testemunha da Reuters.

O sismo teve magnitude 5,2 e profundidade de 58 quilômetros. O epicentro foi localizado 26 quilômetros a sudoeste da cidade de Nueva Concepción, segundo dados do Serviço Geológico dos Estados Unidos.

A Coordenação Nacional para a Redução de Desastres da Guatemala, um órgão estatal, afirmou em sua conta no Twitter que o epicentro está na região de Suchitepéquez, no sudoeste do país.

Fonte - Boa Informação


quinta-feira, 30 de julho de 2015

Arautos do Rei - Só Um Pouco Mais


segunda-feira, 27 de julho de 2015

Conheça a história de Ellen White e a importância de seus escritos - parte 1 I Revista NT


"Missionários" - Lição Escola Sabatina - Jul/Set/15

Esta área do blog concentra os links disponíveis e mais acessados para o estudo semanal da Lição da Escola Sabatina, o que é feito de forma a incentivar os que não têm o costume de estudá-la, a passarem a fazê-lo e, aos que já fizeram disso um hábito, continuar com esta excelente opção.

Os temas que temos estudado nos últimos trimestres demonstram de forma muito clara como Deus continua na condução de Seu povo e, especialmente, como é necessário estarmos atento às Suas mensagens.

"Os servos de Cristo não devem preparar determinado discurso para apresentá-lo quando forem levados a juízo por causa de sua fé. Devem preparar-se dia a dia, entesourando no coração as preciosas verdades da Palavra de Deus, alimentando-se dos ensinos de Cristo e fortalecendo sua fé pela oração; então, quando levados a juízo, o Espírito Santo lhes trará à lembrança as verdades que hão de alcançar o coração dos que as ouvirem. Qual relâmpago, trar-lhes-á Deus à memória, justo quando for necessário, o conhecimento obtido mediante diligente exame da Palavra divina." Conselhos Sobre a Escola Sabatina, pág. 41.

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Inaugurado novo Centro Ecumênico no Líbano

O Instituto Ecumênico do Oriente Médio é voltado a formar as jovens gerações de cristãos médio-orientais na história do pensamento ecumênico

Da redação, com Rádio Vaticano

Foi inaugurado em Beirute, no Líbano, o Instituto Ecumênico do Oriente Médio, voltado a formar as jovens gerações de cristãos médio-orientais na história do pensamento ecumênico. O Secretário-geral do Conselho Mundial de Igrejas, Pastor norueguês Olaf Fykse Tveit, encontrou os organizadores e os estudantes do Instituto no dia 20 de julho, durante visita a cidade.

Estudantes de diversos países

O centro ecumênico tem cerca de 40 estudantes provenientes do Líbano, Egito, Sudão, Jordânia, Síria, Palestina e Iraque e representam diversas tradições e denominações cristãs.

Iniciado pela Federação Mundial dos Estudantes Cristãos (WSCF), o Instituto Ecumênico para o Oriente Médio se propõe a promover o ecumenismo e a colaboração interconfessional no mundo árabe assim como construir pontes com as pessoas de outras religiões para um sincero diálogo construtivo.

A Federação Mundial dos Estudantes Cristãos oferece há mais de 43 anos uma preciosa experiência ecumênica na região do Oriente Médio, mas tem suas raízes em 1895, quando de sua fundação como Christian Youth Body.

Iniciação ao diálogo ecumênico

Após encontrar os estudantes, Tveit observou que em meio à difícil situação da região, o Instituto Ecumênico para o Oriente Médio adquire um significado muito grande para as Igrejas. “Com os ensinamentos do ponto de vista teológico muito qualificados, o Instituto iniciará com os estudantes nosESTUDOS bíblicos e na diversidade das tradições cristãs, motivando-os a continuar a herança do movimento ecumênico”, avaliou.

O Secretário-geral do Conselho Mundial de Igrejas definiu o Instituto como “um modo de apoiar as Igrejas na conturbada região do Oriente Médio, como expressão de solidariedade e de um modo valioso de construir relações”.

Temas estudados

Entre os temas a serem tratados no percurso de formação está o diálogo entre as Igrejas, a sua definição e história, o ecumenismo no Oriente Médio, a história das Igrejas na região e em todo o mundo, a história das instituições ecumênicas. Também serão abordados temas como o diálogo inter-religioso, estudos bíblicos, o ecumenismo na Igreja e na sociedade, as questões contemporâneas e o seu impacto nas populações do Oriente Médio, direitos humanos e a situação das mulheres no mundo.

O Instituto Ecumênico para o Oriente Médio promove a Unidade na diversidade, a construção da paz e a segurança para todos, por meio da formação dos participantes que têm interesse em comprometerem-se na formação e no pensamento ecumênico. Oficialmente, o Instituto abrirá suas portas em 31 de julho.

Papa incendeia revolta contra o capitalismo americano

Incitando as massas

Sim, o papa Francisco está encorajando a desobediência civil, levando a uma rebelião. Olhando atentamente, Francisco sabe que está incitando uma rebelião política, um levante das massas contra os capitalistas super ricos do mundo. Mas os conservadores de direita ainda continuam na negação, distorcendo a mensagem do papa, esperando que ela simplesmente desapareça, como aconteceu com o movimento “Ocupe Wall Street”. Nunca. O vício narcisista americano às políticas presidenciais está emburrecendo nosso cérebro coletivo. Atenção: esqueça Bernie x Hillary. Esqueça as distrações e palhaçadas criadas por Trump x os 15 fabulosos do Partido Republicano.[1] O papa francisco é o único líder político real que importa neste ano. Esqueça o resto. Aqui está o porquê: o papa Francisco não está apenas liderando uma “Segunda Revolução Americana”, ele está reunindo pessoas através da Terra, tanto de classe média como de pobres, levantando bilhões para criar uma revolução econômica global, uma que pode repentinamente varrer o planeta, como a tomada da Bastilha francesa, em 1789.

Infelizmente, os capitalistas conservadores – grandes petrolíferas, os bilionários Koch,[2] nosso congresso republicano e todos os negadores da ciência climática dos combustíveis fósseis – estão cegos ao fato de que sua ideologia está no lado errado da História, que por lutar uma batalha sem vencedores eles estão cometendo suicídio, autodestruindo sua própria ideologia.

O fato é: a era do capitalismo está rapidamente morrendo, uma vítima do seu próprio sucesso, sabotada pela cobiça e pela perda do código moral. Em 1776, o capitalismo de Adam Smith se tornou o núcleo do princípio econômico da América. Nós entesouramos esse ideal do capitalismo em nossas liberdades constitucionais. Nós prosperamos. A América se tornou a maior superpotência econômica na história mundial.

Mas, ao longo do caminho, a América esqueceu que o fundamento original de Smith estava na moral, nos valores, fazer o que é correto para o bem comum. Ao invés disso, nós nos desviamos para um “capitalismo mutante” narcisista, de Ayn Rand, como Jack Bogle, fundador da Vanguard, chamou de distorção dos princípios de Adam Smith no seu clássico A Batalha Pela Alma do Capitalismo. A batalha está perdida.

Na geração desde a revolução Reagan, o capitalismo autocentrado, direcionado ao consumidor e mutante perdeu sua bússola moral, indo à deriva: a desigualdade explodiu, o crescimento da renda estagnou, os pobres continuaram ficando mais pobres. Ainda, pelo mundo, bilionários explodiram de 322 em 2000 para 1.826 em 2015, com a previsão de 11 famílias trilionárias controlando o Planeta por volta de 2100.

Mas não por muito mais tempo, ao acelerar-se a revolução do papa Francisco, como deixa clara sua implacável mensagem de direitos sagrados. Por quê? Nossa elite do capitalismo mutante disparou um massivo revés, uma “crise humana profunda, a negação da primazia da pessoa humana. A adoração ao antigo bezerro de ouro se tornou um novo e desumano disfarce da idolatria do dinheiro”.

Um papa Francisco agressivo está em uma missão de transformar a ideologia mutante do mundo capitalista atual, com sua rampante negação da ciência climática centrada no lucro. Felizmente, o papa irá logo confrontar e desafiar o Congresso do Partido Republicano diretamente, então a Assembleia Geral das Nações Unidas, para desafiar a falha do mundo capitalista para tomar ações sobre mudanças climáticas. Talvez eles finalmente acordem.

A recente viagem do papa Francisco para a América do Sul revelou um claro anticapitalismo, uma mensagem socialista, chamando para uma “mudança estrutural para uma economia global que corre contra o plano de Jesus”, como reportado naTime por Christopher Hale. Francisco advertiu: “O futuro da humanidade não repousa somente nas mãos dos grandes líderes, dos grandes poderes e das elites.” O futuro “está fundamentalmente nas mãos dos povos e em sua habilidade de organizar. Está nas mãos deles, os quais podem dirigir, com humildade e convicção, esse processo de mudança. Eu estou com vocês.” O papa está advertindo todos os capitalistas em todos os lugares. Como Jesus diz na Bíblia, os pobres sempre estarão convosco, mas os ricos podem não estar após a revolução que está chegando.

Sim, pessoal, o papa Francisco é um revolucionário destinado a terminar nos livros de história ao lado de Lenin e Marx, Mao e Castro. Ele está obviamente incitando a revolução, quer a desobediência civil e a insurreição política, está levando os pobres à rebelião contra os ricos, grandemente suplantados numericamente.

De fato, Francisco se tornou um dos maiores líderes revolucionários mundiais. Ele não está apenas incitando um levante das massas contra os bilionários capitalistas afortunados, ele está lá no fronte da revolução global emergente, encorajando as massas, chorando as lamúrias da batalha, um líder na tradição de Washington.

Assim, a mídia deve parar de confundir a natureza agradável de Francisco, seu perpétuo sorriso, esquecendo-se de suas verdadeiras intenções. Ele está em um agressivo chamado às armas, um chamado por uma revolução global atacando o atual “capitalismo mutante” fora de controle, orientado ao consumidor, um chamado a substituir o capitalismo com um novo socialismo econômico dando aos pobres “os direitos sagrados” pareadamente com os super ricos.

Hale, da Time, destacou as quatro “fundações” da vindoura “revolução” do papa. Hale cobriu o tour do papa na América do Sul, em “O papa Francisco não está na defensiva – e os políticos dos EUA devem ficar atentos”. Na Bolívia, Francisco advertiu que capitalismo global é um fracasso e precisa de uma “mudança estrutural” porque ele corre contra o “plano de Jesus”. Hale então adicionou que os “líderes de ambos os partidos podem se arrepender de aceitar o convite do pontífice jesuíta de 78 anos de idade” para falar a uma sessão do Congresso [dos EUA] em dois meses. Cinco razões fazem o aviso suficientemente óbvio:

Socialismo: todos têm um direito sagrado à terra, habitação e trabalho

“O papa Francisco argumenta que todos têm um direito divino de ter um trabalho, de possuir uma terra, e de ter um lar.” Esses direitos vão “muito além do ensino tradicional social da Igreja Católica, que pleiteia pela dignidade do trabalho, mas não vão tão longe a ponto de dizer que todos têm um direito dado por Deus de ter um trabalho”. Mas, claramente, o papa Francisco diz que os pobres de fato têm “direitos sagrados” inalienáveis, em par com aqueles garantidos na Constituição Americana. E, claramente, Scott Walker e o Partido Republicano já negam uma similar agenda liberal de “direitos sagrados” de salário mínimo, propriedade e trabalho.

Os humanos, não os lucros capitalistas, devem estar ao centro da economia global

A mensagem do papa Francisco é inconfundível: “o capitalismo descontrolado” que se tornou um “ditador sutil” é agora o próprio “excremento do diabo”. Ai! Isso deve machucar mesmo o gélido empedernido ego dos Koch. Francisco diz que a ganância capitalista “irrefreada na perseguição do dinheiro” está destruindo o “bem comum”, preparando o palco para revoluções. O papa apelou às massas para “dizer não à uma economia de exclusão e desigualdade, onde o dinheiro domina”, porque os capitalistas irão “destruir a Mãe-Terra” para enriquecer a elite super rica. Ainda outro chamado revolucionário à batalha.

Milhões ao redor do mundo não podem esperar muito tempo por ação

A encíclica do papa Francisco advertiu que “as previsões apocalípticas” sobre o clima “não podem mais ser vistas com ironia e desdém”, ou repelidas sem uma ação. Agora, Francisco está agressivamente empurrando os líderes mundiais e humanos de todos os lugares a lutar contra todas as injustiças econômicas aos indivíduos. O tic-tac do relógio ressoa, o tempo está “se esgotando: nós ainda não estamos nos destruindo uns aos outros, mas nós estamos destruindo nosso lar comum” aqui na Terra. O papa Francisco também encoraja as pessoas a começar a reclamar “nós queremos mudança!”. Lembra o filme de 1976 “A Rede”, no qual um âncora televisivo conclama telespectadores a gritar: “Eu estou louco e não vou mais aguentar isto!”

Revoluções começam com cidadãos irados, não com políticos ou filantropos

Hale da Time diz que o chamado do papa por uma “mudança estrutural não será o resultado de nenhuma decisão política”. O papa entende que os políticos raramente lideram. A mudança é iniciada de baixo, por multidões iradas; ela é “apanhada nas lutas das vidas das pessoas”, incendiadas, rebeldes, motivadas a agir; então a revolução se incendeia e se move rapidamente como fogo em combustível para jatos.

Advertência: o socialismo é agora uma obrigação moral, um mandamento a obedecer

Há de se admitir: o papa Francisco está claramente incitando as pessoas a se rebelarem com sua mensagem passional, provocativa e inspiracional, a qual rememora Marx, e ainda diretamente o Evangelho de Jesus: “Trabalhar por uma justa distribuição dos frutos da Terra e trabalho humano não é meramente filantropia”, não apenas uma esmola de bilionários capitalistas.

Ao invés disso, o papa Francisco muda nosso foco: o socialismo é agora “uma obrigação moral. E para os cristãos a responsabilidade é ainda maior: é um mandamento. Diz respeito a dar aos pobres e aos povos o que é seu como um direito sagrado”. E se nós falharmos em dar-lhes livremente, não se surpreenda quando as revoluções explodirem pelo planeta Terra.

(Market Watch; tradução: Alexsander D. da Silva)

¹ N.T.: Atualmente, há 15 candidatos republicanos à presidência da República norte-americana.
² N.T.: Família Koch, detentora das Indústrias Koch, a segunda maior companhia privada dos EUA, com receitas de 115 bilhões de dólares, em 2013.

"A grande aposta evangélica do papa"


#Vaticano #Ecumenismo
Posted by Diário da Profecia on Sexta, 24 de julho de 2015
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