O problema não está na disciplina espiritual, mas na substituição da graça por sistemas humanos. Ao longo da história, sempre houve a tentação de acrescentar exigências, construir tradições e transformar costumes em critérios de justiça. Quando isso acontece, a religião se torna pesada e a consciência se torna escrava. A cruz, porém, rompeu esse ciclo. Aquilo que apontava para Cristo cumpriu seu propósito nEle. Voltar a essas sombras como meio de justificação é abandonar a liberdade que o evangelho oferece.
Por trás dessas estruturas religiosas muitas vezes se esconde outra armadilha: o orgulho espiritual. Regras podem produzir aparência de superioridade, mas não produzem novo coração. Somente Cristo pode fazer isso. É dEle que procede a verdade que ilumina as Escrituras e guia o crente com segurança.
Hoje, diante de tantas vozes e interpretações, o chamado permanece simples e profundo: permanecer em Cristo. Que eu não substitua Sua suficiência por preceitos humanos, mas viva na liberdade e na verdade que vêm somente dEle.
