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quarta-feira, 11 de março de 2026

Ecumenismo em 2026: O Papado no Centro da Busca pela Unidade Cristã (2026.03.11)

Ao longo de 2026, o Vaticano intensificou sua agenda ecumênica, assumindo protagonismo visível em iniciativas voltadas à chamada “unidade dos cristãos”. Diversos encontros oficiais, celebrações históricas e declarações públicas reforçaram o papel da Sé Apostólica como coordenadora e referência institucional no diálogo entre Igrejas.

No início do ano, durante a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, o Papa destacou que a busca pela comunhão plena entre as tradições cristãs é uma prioridade estratégica do atual pontificado. Em homilias e mensagens oficiais, reafirmou que a divisão histórica entre católicos, ortodoxos e protestantes constitui um escândalo para o testemunho cristão no mundo contemporâneo, convocando líderes e comunidades a aprofundarem caminhos concretos de convergência doutrinária e pastoral.

Ainda em 2026, encontros bilaterais com representantes de Igrejas ortodoxas e federações protestantes foram realizados em Roma, com comunicados conjuntos enfatizando avanços no diálogo teológico e cooperação prática em temas sociais e humanitários. Em algumas dessas reuniões, o Vaticano atuou como anfitrião e articulador dos documentos finais, consolidando-se como centro organizador das conversações.

Também tiveram destaque celebrações relacionadas aos 1700 anos do Concílio de Niceia, marco histórico da formulação de credos cristãos. Eventos comemorativos incluíram participação de delegações de diversas tradições, com o Papa defendendo a necessidade de recuperar as “raízes comuns da fé” como fundamento para um testemunho cristão unificado diante dos desafios contemporâneos. A narrativa predominante nas declarações pontifícias foi a de que o mundo fragmentado necessita de um cristianismo reconciliado, capaz de falar com voz mais coesa em temas morais, sociais e culturais.

No âmbito internacional, o Vaticano também promoveu encontros intercontinentais sobre liberdade religiosa e diálogo ecumênico, incentivando cooperação institucional entre Igrejas e fortalecendo redes globais de interação cristã. Em vários discursos, o Papa ressaltou que a unidade não deve significar uniformidade, mas convergência sob um mesmo compromisso de fé e missão.

Esses movimentos indicam que, em 2026, o papado permanece no centro das iniciativas ecumênicas globais, conduzindo agendas, convocando líderes e moldando o discurso público sobre a união cristã. A estratégia adotada combina linguagem pastoral, diplomacia religiosa e articulação institucional, buscando posicionar o Vaticano como eixo de referência para o desenvolvimento desse processo.

O avanço dessas iniciativas é acompanhado atentamente por observadores religiosos e analistas internacionais, que veem no ecumenismo contemporâneo não apenas um esforço espiritual, mas também um fenômeno com implicações culturais e geopolíticas mais amplas. Em um mundo marcado por conflitos, tensões ideológicas e fragmentação social, a proposta de unidade cristã liderada pelo papado ganha relevância crescente no cenário global.

domingo, 16 de outubro de 2016

Papa diz que proselitismo é veneno contra ecumenismo

Papa e a estátua de Lutero

Na manhã de quinta-feira (13), o papa Francisco recebeu no Vaticano cerca de mil luteranos que participam de uma visita a Roma. “Estou feliz em recebê-los em sua peregrinação ecumênica, iniciada na região de Lutero, na Alemanha, e terminada aqui junto à sede do Bispo de Roma”, afirmou o pontífice. Em seu discurso, sublinhou a necessidade de “agradecer a Deus porque, hoje, luteranos e católicos estão caminhando juntos pela mesma estrada, saindo do conflito para a comunhão. Ao longo do caminho, provamos sentimentos contrastantes: a dor pela divisão que ainda existe entre nós, mas também a alegria pela fraternidade reencontrada”. Francisco afirmou aos presentes que no final de outubro fará uma visita apostólica a Lund, na Suécia. Juntamente com a Federação Luterana Mundial, dará início à comemoração dos 500 anos da Reforma Protestante. Também agradecerá os 50 anos de diálogo oficial entre luteranos e católicos.

A proposta do líder máximo dos católicos é que eles se unam aos evangélicos. O testemunho que o mundo espera de nós, afirmou, “é que tornemos visível a misericórdia que Deus tem para conosco através do serviço aos pobres, aos doentes, aos que abandonaram a sua terra natal em busca de um futuro melhor para si e para os seus. Vamos servir juntos os mais necessitados, assim experimentamos o que é estar unidos, pois é a misericórdia de Deus que nos une”, sublinhou na parte final do seu discurso. [...]

Antes de terminar o encontro, Francisco respondeu a perguntas dos jovens luteranos. Ele classificou as tentativas de proselitismo de “o maior veneno contra o caminho ecumênico”. Além de pedir que os europeus recebam os refugiados muçulmanos, ele fez um questionamento aos presentes: “Quem são os melhores: os evangélicos ou os católicos?” A resposta oferecida por ele mesmo foi: “O melhor é todos juntos.”

No local, chamava a atenção a presença de uma estátua de Martinho Lutero, segurando um documento que seriam suas teses. Francisco parece ignorar que a maioria dos ensinos de Lutero, pregados na porta da catedral de Wittenberg em 31 de outubro de 1517 eram justamente contra o que ensinava o papa. O líder do movimento que resultaria nas igrejas evangélicas de hoje foi excomungado por Leão X numa bula papal de 3 de janeiro de 1521. A Europa viveu por quase cem anos uma guerra religiosa entre católicos e protestantes que resultou em milhares de mortos.

No ano passado, líderes da Igreja Evangélica na Alemanha (EKD) pediram desculpas aos católicos e ortodoxos por atos cometidos por luteranos durante a Reforma Protestante, entre eles a destruição de imagens religiosas, chamados de “ídolos”.

(Gospel Prime)

Nota Criacionismo:
Se eu acreditasse em imortalidade da alma e vida eterna logo após a morte, diria que Lutero estaria se revirando no túmulo. Papa comemorando os 500 anos da Reforma Protestante?! Parece piada de mau gosto. Só não se surpreende quem estuda as profecias bíblicas e já leu o livro O Grande Conflito, de Ellen White (se ainda não leu, recomendo fortemente). Nele, a autora previu, há mais de um século e meio, que o abismo existente entre catolicismo e protestantismo, no tempo dela, seria no futuro transformado em uma ponte bem pavimentada. Essa profecia já é história. Se cumpre bem debaixo do nosso nariz. Agora, além de ignorar as 95 teses que levaram Lutero a romper com o papado (crenças as quais o Vaticano ainda defende), o papa condena os cristãos que seguem a ordem de Cristo, que disse: “Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura” (Marcos 16:15). Pregar o evangelho bíblico será um veneno para um movimento cujo objetivo é unir as religiões sob uma bandeira, independentemente dos erros teológicos que elas tenham. Será um veneno para as pretensões de um líder religioso que quer se impor pela bandeira do amor, mas que hostiliza aqueles que insistem em seguir as ordens e os mandamentos de Jesus, em detrimento da vontade dos homens (amor seletivo?). A pregação do evangelho não é um veneno, porque a “verdade liberta” (João 8:32), esclarece, desintoxica. Se doutrinas não fossem relevantes, Jesus não teria insistido tantas vezes na importância de se estudarem as Escrituras Sagradas. É verdade que uma religião de doutrinas e sem amor é árida, vazia. Mas uma religião de “amor”, ou sentimentalismo, sem doutrinas, é desorientada, dependente do clero, das tradições e das vontades humanas. Esses pregadores da misericórdia e da caridade (o papa, principalmente) estão contribuindo para a hostilização crescente de um grupo de religiosos tidos injustamente como “fundamentalistas” e agora disseminadores de veneno. Claro que é condenável a imposição de uma religião sobre outra (o que pode ser entendido como proselitismo), mas pregar o evangelho é uma ação que deve ser levada respeitosamente a “toda criatura”. Entre a vontade do papa e a ordem de Jesus, fico com o Mestre: vou continuar pregando o evangelho libertador da Bíblia Sagrada a toda criatura com quem eu tiver contato real ou virtual, ainda mais quando vejo as profecias se cumprindo assim tão claramente. Quando Lutero souber do que aconteceu, terá uma grande surpresa!

sábado, 18 de junho de 2016

Papa não gosta do 666 e discute Jesus com pentecostais

Ecumenismo de vento em popa

A Igreja Católica está novamente em pauta. Na semana em que estourou mais um caso de pedofilia, desta vez no Brasil, estampado como matéria de capa da revista Veja, o papa rejeitou uma doação milionária do presidente da Argentina para uma entidade católica. O gesto gerou um grave incidente político de repercussão internacional e tem feito os argentinos questionarem a verdadeira relação de Jorge Mario Bergoglio com o presidente Mauricio Macri. O papa alegou dois motivos para a recusa: (1) o valor é exagerado para um país que luta para sair da crise, e (2) a cifra foi interpretada como provocação: 16,666 milhões de pesos argentinos. O papa escreveu uma carta a fim de devolver o dinheiro, escrevendo em um pós-escrito: “Eu não gosto do número 666.” E o Vatican Insider disse que “esses três últimos dígitos [666] pareceram uma piada de mau gosto para Francisco, cujos passatempos quase desconhecidos incluem acrósticos e numerologia”. Ou Bergoglio vestiu a carapuça de vez ou quer é se afastar da identificação com o famigerado número apocalíptico. E vai saber o que Macri tinha na cabeça ao decidir o valor da doação...

Também nesta semana foi divulgado o encontro entre Francisco e um grupo de pentecostais que foi ao Vaticano com o objetivo de manter o diálogo contínuo sobre a visão do pontífice a respeito de Jesus e do cristianismo. Entre dezenas de líderes evangélicos da América do Norte e da Europa, alguns dos nomes que estiveram com ele são bem conhecidos: Mike Bickle, Che Ahn, Kris Vallotton e Stacey Campbell, entre outros.

“A reunião durou algumas horas. Eles nos deram a oportunidade de fazer perguntas. O encontro foi muito caloroso e pessoal”, afirmou Bickle à revista Charisma. “Eu perguntei a ele [Francisco] sobre o grave erro e engano do universalismo, o qual afirma que ‘todos os caminhos levam a Deus’. Essa ideia de que alguém pode ser salvo em qualquer religião, sem receber a graça de Deus que só vem através de Jesus. Mas ele me assegurou acreditar que Jesus é o único caminho da salvação.”

Bickle diz que não se deu por satisfeito. “Jesus é o único caminho para a salvação?”, insistiu. O papa Francisco respondeu de modo “muito forte” que Cristo é o único Salvador do mundo e enfatizou seu amor por Jesus e pelas Escrituras.

O líder da IHOP perguntou então sobre as declarações polêmicas do pontífice sobre os muçulmanos e membros de outras religiões também serem “filhos de Deus”. O papa respondeu a ele que estava se referindo ao fato de que todos os seres humanos são filhos do Criador e filhos de Adão, mas não “filhos da redenção”. O líder mundial dos católicos assegurou ao grupo de pastores que é preciso que as lideranças católicas valorizem mais a fé dos crentes protestantes.

Stacey Campbell, que ficou conhecida no Brasil por causa de uma profecia sobre as mudanças políticas no país, contou que já havia se encontrado com Francisco em 2007, quando ele ainda era o bispo Jorge Bergoglio da Argentina. Na ocasião, ela afirma que profetizou que ele seria o novo papa e que essa aproximação com o Vaticano eram parte de um mover de Deus.

Também foi divulgado que o papa gravou um vídeo que será apresentado durante o evento Together 2016, que acontecerá em julho em Washington. Esse evento promete reunir um milhão de cristãos na capital dos Estados Unidos para orar pelo país. Entre os músicos confirmados estão o Hillsong United e o cantor Kirk Franklin. Haverá cerca de 40 pregadores, sendo que a mensagem principal é a necessidade de união do país.

Idealizado pelo evangelista Nick Hall, o material de divulgação afirma: “Nossa esperança e a ajuda de que precisamos são encontradas em Jesus, não em líderes políticos. Estamos nos reunindo para juntos buscarmos a Deus, clamar por nossa nação e orar pela unidade. Nosso objetivo é reunir os crentes para buscarem a Jesus e mudarmos nossa nação através da oração e adoração.”

Será a primeira vez que um pontífice participará (mesmo que por vídeo) de um evento evangélico tão importante. Hall acredita que a decisão de Francisco é “histórica e um testemunho da urgência e da necessidade dos seguidores de Jesus em se unirem”.

No ano passado, o Papa Francisco realizou um encontro público na Praça de São Pedro, reunindo lideranças evangélicas, católicas e judaicas para orarem juntos. Uma das apresentações musicais ficou a cargo de Darlene Zschech, ex-líder de louvor da igreja Hillsong da Austrália.

(Com informações de UOL e Gospel Prime)

Nota Criacionismo:
Cada vez mais o líder católico se “descola” das profecias que o identificam, é reconhecido como autoridade incontestável pelos evangélicos e outros religiosos que vivem indo ao Vaticano beijar-lhe a mão, e promove a aceleração do ecumenismo, que ganhará ainda mais força com esse grande evento sediado justamente onde? Nos Estados Unidos da América de Apocalipse 13. Dias solenes estes!

Para os evangélicos, num tom conciliador, o papa diz que Jesus é o único salvador. Ocorre que um dos dogmas católicos diz que “ninguém será salvo se, sabendo que a Igreja foi divinamente instituída por Cristo, todavia não aceita submeter-se à Igreja ou recusa obediência ao Romano Pontífice, vigário de Cristo na Terra” (trecho de uma Carta do Santo Ofício, escrita sob a autoridade de Pio XII). E o papa Francisco também já disse que somente a Igreja Católica pode interpretar as Escrituras (confira). Ninguém se iluda...

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Ecumenismo: Papa destaca importância de «um testemunho comum diante do mundo»

«Servindo juntos quem precisa, crescemos também na nossa comunhão», disse Francisco a uma delegação do Conselho Metodista Mundial

Cidade do Vaticano, 07 abr 2016 (Ecclesia) – O Papa recebeu hoje no Vaticano um conjunto de representante do Conselho Metodista Mundial, sublinhando “o muito que católicos e metodistas têm a aprender” uns com os outros.

De acordo com a Rádio Vaticano, o encontro desta quinta-feira teve como pano de fundo um documento sobre a “santidade” que está a ser preparado por uma “comissão teológica conjunta de católico e metodistas” e “que deve estar pronto até ao final deste ano”.

Salientando que esta “declaração comum vai encorajar à ajuda mútua, na vida de oração e na devoção”, Francisco destacou a necessidade de colocar diferenças de parte em ordem a um bem maior.

“É verdade que não pensamos da mesma maneira a respeito de muitas questões relativas aos ministérios ordenados e à ética; ainda há muito a fazer, mas nenhuma destas diferenças é obstáculo para amarmos e darmos um testemunho comum diante do mundo”, referiu o Papa, lembrando que uma vida na santidade deve incluir sempre “o serviço de amor ao mundo”.

“Quando servimos juntos quem precisa, crescemos também na nossa comunhão”, complementou.

A comitiva do Conselho Metodista Mundial presente no encontro com Francisco foi liderada pelo presidente do organismo, o bispo brasileiro Paulo Tarso de Oliveira Lockmann.

Fonte - Ecclesia 

Nota DDP: Grupos historicamente distanciados da igreja de roma vão se reagrupando em torno do bispo romano. A Bíblia antecipou os fatos.

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Ecumenismo: Papa convida ao perdão entre Igrejas após erros do passado

Francisco encerrou Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos e evocou mártires de hoje 

Cidade do Vaticano, 25 jan 2016 (Ecclesia) - O Papa Francisco presidiu hoje em Roma a uma celebração de oração com representantes de todas as Igrejas e comunidades cristãs da capital italiana, convidando todos ao “perdão” recíproco.

“Peçamos, antes de mais, perdão pelo pecado das nossas divisões, que são uma ferida aberta no Corpo de Cristo. Como bispo de Roma e pastor da Igreja Católica, quero invocar misericórdia e perdão pelos comportamentos não evangélicos que católicos tiveram em relação a cristãos de outras Igrejas”, disse, na Basílica de São Paulo fora de muros, durante a tradicional oração de vésperas na solenidade da conversão de São Paulo, dia em que se conclui a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos.

O pontífice argentino convidou depois os católicos a “perdoar, se hoje ou no passado, sofreram ofensas de outros cristãos”.

“Não podemos eliminar o que se passou, mas não queremos permitir que o peso das culpas passadas continue a inquinar as nossas relações”, acrescentou.

Depois de ter rezado diante do túmulo de São Paulo, juntamente com representantes da Igreja Ortodoxa e da Igreja Anglicana, o Papa evocou todos os que, tal como o apóstolo, perderam a vida por causa da sua fé, falando num "ecumenismo de sangue".

“A nossa humilde prece é sustentada pela intercessão da multidão dos mártires cristãos de ontem e de hoje”, realçou.

A assembleia foi convidada a rezar pelos cristãos “vítimas de perseguições”, pedindo que estes possam sentir “a solidariedade de todos os homens e sobretudo dos seus irmãos na fé”.

Francisco desafiou depois as várias Igrejas a desenvolver as “múltiplas formas de colaboração” que as podem ajudar na sua missão, “para lá das diferenças” que ainda as separam.

“Podemos avançar no caminho da plena comunhão visível entre os cristãos não só quando nos aproximamos uns dos outros mas sobretudo na medida em que nos convertemos ao Senhor”, prosseguiu.

O Papa recordou que a Igreja Católica celebra o terceiro ano santo extraordinário da sua história, o Jubileu da Misericórdia (dezembro de 2015-novembro de 2016), pedindo que este tempo ajude a lembrar que “não há uma autêntica busca da unidade dos cristãos sem confiar-se plenamente à misericórdia” de Deus.

O ‘oitavário pela unidade da Igreja’, hoje com outra denominação, começou a ser celebrado em 1908, por iniciativa do norte-americano Paul Wattson, presbítero anglicano que mais tarde se converteu ao catolicismo.

Fonte - Ecclesia

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Alemanha vai ganhar o primeiro “templo da religião mundial”

Com o afluxo de milhões de refugiados para a Europa nos últimos meses, a Alemanha está no centro do debate que tem dividido os europeus. Principal destino dos homens e mulheres que desejam recomeçar a vida longe da pobreza e da guerra, o discurso alemão tem sido o da tolerância, em especial por que a imensa maioria dos que chegam são muçulmanos.

Agora, a iniciativa House of One (Casa de Um Só) comemora o primeiro milhão de euros doado para a construção do que é chamado de o primeiro “templo da religião mundial”. O edifício servirá como sinagoga, mesquita e igreja ao mesmo tempo.

O local multirreligioso é a primeira inciativa do gênero no mundo. O início das obras está marcado para os primeiros meses de 2016. Ano passado, quando o projeto foi lançado, o rabino Tovia Ben Chorin estava ao lado do pastor luterano Gregor Hohberg e do imã Kadir Sanci. A foto oficial mostra cada um deles segurando um tijolo, símbolo de sua união para a edificação do futuro templo.

Enquanto em vários países do mundo os muçulmanos matam e perseguem os membros de outras religiões, na Europa secularizada, seu discurso é de “paz e tolerância”.

Com orçamento de 43 milhões de euros, o site da House of One, disponível em sete idiomas, explica que qualquer pessoa poderá contribuir, comprando um tijolo. Ele usa o mesmo raciocínio dos projetos de crowdfunding, cada um dá um pouco para que no final todos ganhem.

Também explica que os seguidores de outras religiões serão convidados para os diferentes cultos na House of One. O foco principal do templo multirreligioso é atrair os jovens, que dificilmente são vistos nas igrejas. Os judeus em Berlin são uma comunidade pequena. Por outro lado, a presença de muçulmanos é crescente em toda a Europa.

O espaço que concretiza o ecumenismo será usado pelos islâmicos na sexta, judeus no sábado e cristãos no domingo, respeitando o “dia sagrado” de cada grupo. Nos demais dias da semana, terá atividades diversificadas.

O projeto arquitetônico foi escolhido em um concurso e recebeu total apoio da Comunidade Judaica de Berlim, do Seminário Abraham Geiger, do Fórum de Diálogo Intercultural Islâmico e da Congregação Luterana das Igrejas.

O prédio ficará na Praça Petriplatz, no centro histórico da cidade. O terreno está vazio e funciona como estacionamento. Curiosamente, durante séculos naquele terreno cristãos celebraram seus cultos.

Vários prédios diferentes abrigaram congregações de cristãos, até a última igreja ser parcialmente destruída na Segunda Guerra Mundial. Acabou sendo demolida em 1964, durante o regime comunista, pois fica numa região que pertencia à antiga Alemanha Oriental.

Fonte - Gospel Prime

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Expectativa dos luteranos de Roma pela visita de Francisco

Roma (RV) – “Queremos fazer com ele uma grande festa da fé. Acolhê-lo na alegria, colocando o Evangelho no centro do encontro, como irmãos que depois de um tempo não se veem, fazem festa juntos”. Assim o Pastor da Comunidade Evangélica Luterana de Roma, Jens-Martin Kruse, fala ao Jornal italiano toscana.oggi, da expectativa pela visita do Papa Francisco à Igreja de Cristo, no domingo 15 de novembro, às 16 horas.

Francisco será o terceiro Pontífice a encontrar a comunidade luterana de Roma. O primeiro foi João Paulo II em 1983, seguido por Bento XVI em 2010. O templo luterano, localizado na Via Sicilia é a “casa” dos luteranos em Roma há cem anos. Não obstante seja minoria na Itália – 4.500 na Comunidade de Roma - o Pastor Kruse diz que a Igreja Luterana “é uma voz na mais vasta sinfonia da Igreja onde todos os instrumentos são necessários”. A maioria dos luteranos é formada por alemães casados com italianas, mas também alemães que moram em Roma por motivo de trabalho, além de luteranos de todo o mundo.

Foi o encontro entre Francisco e o Patriarca Bartolomeu em Jerusalém que motivou o Pastor Kruse a convidar o Santo Padre a visitar a comunidade. A relação entre as duas Igrejas é ótima e a resposta positiva do Vaticano foi quase imediata. “É uma visita pastoral, como o Papa costuma fazer nas paróquias romanas da Igreja Católica – diz sorridente o Pastor. Esta vez, no entanto, virá para encontrar uma Igreja Luterana”.

O programa da visita ainda não foi definido, mas a ideia é de fazer “a coisa mais importante e mais bela que podemos fazer juntos, ou seja, celebrar um culto”. Será, portanto, um encontro “no sinal do ecumenismo. O Papa Francisco – explica o Pastor – afirma frequentemente que o ecumenismo se faz caminhando. E é o que estamos fazendo e faremos com ele. A sua visita será uma festa de irmãos próximos. Um momento em que possamos dizer: hoje os cristãos estão unidos, tem a mesma fé e podemos celebrar um culto”.

O Pastor Kruse afirmou que “para nós luteranos em Roma, o Papa Francisco é o nosso bispo. Não no sentido jurídico, mas no sentido simbólico. Nós luteranos de Roma sempre tivemos uma relação muito próxima com os Papas. Também neste momento, muito difícil para o mundo, na minha opinião o Papa é o porta-voz dos cristãos. Não temos nenhum problema particular com ele. O Papa Francisco vive o seu ministério em modo evangélico. Existem no mundo protestante outras posições, mas esta é a nossa posição”. (JE)

Fonte - Radio Vaticano

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Igreja Valdense ao Papa: "Queremos escrever juntos uma nova história"

Turim (RV) – “Queremos escrever juntos uma nova história, diferente daquela conflituosa do passado, colocada no perdão de Deus”. Assim o Coordenador da Comissão para o Ecumenismo das Igrejas Metodista e Valdese, Prof. Fulvio Ferrario, sintetiza o teor da carta-resposta ao pedido de perdão do Papa Francisco, feito quando da visita ao templo valdense de Turim em 22 de junho passado. A apresentação do texto foi feita na manhã desta terça-feira, durante uma coletiva de imprensa realizada em Torre Pellice.

A mensagem é fruto das discussões realizadas sobre o tema no âmbito do Sínodo da Igreja Valdense-Metodista que se realiza em Torre Pellice, na Província de Turim, desde o último domingo (23) até o próximo dia 28 agosto. O Papa havia enviado um telegrama aos participantes do Sínodo, pedindo “que o Senhor conceda a todos os cristãos de caminhar com sinceridade de coração rumo à plena comunhão”.

Escrever juntos uma nova história

Em 22 de junho passado, na sua visita à igreja valdense de Turim, o Pontífice havia pedido “por parte da Igreja Católica, perdão pelas atitudes e comportamentos não cristãos, até mesmo não humanos, na história, que tivemos contra vocês”, diz a carta. “Palavras que acolhemos com respeito e comoção, convencidos que todo o diálogo entre cristãos é sempre um evento que ocorre diante de Deus”, precisou Ferrario. O perdão é “vontade de caminhar juntos, de virar página”, e isto é justamente aquilo que a carta do Sínodo expressa: “As nossas Igrejas estão dispostas a escrever juntas esta história, nova também para nós”.

Continuação de um percurso já iniciado

“A visita do Papa à igreja valdense de Turim foi um fato novo, histórico, que toda via se insere em um percurso ecumênico já iniciado, que já tem uma história e tem produzido alguns frutos significativos”, afirmou por sua vez a Pastora Maria Bonafede, responsável pelas Relações Ecumênicas da Federação das Igrejas Evangélicas na Itália (FCEI), que alargou o discurso para um quadro mais amplo das relações ecumênicas entre as Igrejas Evangélicas e Católica.

Situações de emergência aproximam cristãos

“Gostaria de recordar o apelo ecumênico sobre a violência contra as mulheres firmado conjuntamente, em março passado, por representantes da FCEI, da Conferência Episcopal Italiana e por numerosas Igrejas Ortodoxas presentes no nosso país. Um documento importante, que marca uma qualidade nova nas relações entre as Igrejas, chamando-as à responsabilidade educativa em relação àquela que pode ser definida como uma emergência nacional”, disse ainda a Pastora. Também no âmbito da acolhida aos refugiados – prosseguiu – marca uma colaboração já iniciada, além de uma identidade de visão que reúne todos os cristãos. “O projeto comum da FCEI e da Comunidade de Santo Egídio para a implementação de corredores humanitários entre o Marrocos e a Itália, é outro exemplo significativo de um caminho ecumênico que se concretiza na ação prática, concluiu Bonafede.

Fonte - Radio Vaticano

domingo, 23 de agosto de 2015

A Besta da terra - Parte 3

Ainda outro fator colaborador na aproximação entre a Igreja Romana e o protestantismo foi o movimento ecumênico. Formalmente, o início do ecumenismo ocorreu com a Conferência Missionária Mundial, em junho de 1910, em Edinburgh, Escócia, organizada e presidida pelo metodista norte-americano John R. Mott. “John R. Mott tinha um alvo bem definido ao realizar essa conferência: fazer Jesus Cristo conhecido por todos neste mundo. Com a intenção de alcançar esse alvo, ele buscava a união do maior número possível de cristãos para dar início a uma evangelização mundial abrangente”. (Michael Urban, Ecumenismo – O retorno a Babel, p.25).

Ele conseguir reunir mais de 1300 delegados, “representantes oficiais de várias sociedades missionárias. Ao organizar esta conferência, Mott convocou estas sociedades e não as igrejas. Isto possibilitou a busca de cooperação na missão e afastou o risco da busca de uma única igreja que congregasse todas as denominações cristãs”. (Wikipédia – John Raleigh Mott).

Com o aumento de poder e influência desse movimento, a Igreja Romana, mesmo antes do estabelecimento do Vaticano, sentiu necessidade de pronunciar-se. No início de 1928 o papa Pio XI publicou uma encíclica sobre a “promoção da verdadeira unidade de religião”. Nela o bispo de Roma repudia o desejo de união a qualquer custo dos cristãos dizendo que “estes esforços não podem, de nenhum modo, ser aprovados pelos católicos, pois eles se fundamentam na falsa opinião dos que julgam que quaisquer religiões são, mais ou menos, boas e louváveis”. E conclui: “é manifestamente claro que a Santa Sé, não pode, de modo algum, participar de suas assembleias e que, aos católicos, de nenhum modo é lícito aprovar ou contribuir para estas iniciativas: se o fizerem concederão autoridade a uma falsa religião cristã, sobremaneira alheia à única Igreja de Cristo”. (Encíclica Mortalium Animos, 06 de janeiro de 1928).

Em 1946, John R. Mott ganhou o prêmio Nobel da Paz pelo seu “longo e frutífero trabalho em unir os povos de muitas nações, raças e comunhões num vínculo comum de espiritualidade”. (Michael Urban, Ecumenismo – O retorno a Babel, p.26). E em 1948, também com seu apoio, surge a maior organização ecumênica mundial: O Conselho Mundial de Igrejas (CMI). John Mott torna-se presidente do CMI em 1954, e em janeiro de 1955 veio a falecer.

Na 3ª Assembleia Geral do CMI, realizada em 1961, Nova Déli (Índia), “houve pela primeira fez observadores católicos presentes”. (Michael Urban, Ecumenismo – O retorno a Babel, p.37). A partir desse ano, as ideias marxistas foram recebidas pelo CMI e nascia o “evangelho social”. Logo em seguida, o pensamento católico sobre o ecumenismo alcançaria o ponto da virada com o Concílio Vaticano II. Como tomar parte no movimento ecumênico sem abrir mão da primazia de Roma? Várias decisões e declarações deste concílio prepararam o catolicismo para assumir mais tarde o protagonismo dentro do movimento ecumênico. Especialmente as que preparavam o terreno para o surgimento do carismatismo dentro do catolicismo. “O Vaticano II foi um verdadeiro Pentecostes como o mesmo João XXIII havia desejado e ardentemente pedido”. (A História Renovação Carismática Católica). “E não vê nenhum motivo para que se estabeleça uma oposição entre ‘carisma’ e ‘ministério’ ou ‘carisma’ e ‘instituição’”. (Ibidem). “A Renovação Carismática Católica... teve origem com um retiro espiritual realizado em fevereiro de 1967 na Universidade de Duquesne (Pittsburgh, Pensylvania, EUA)”. (Ibidem). “E com a cooperação do Movimento Carismático, o pensamento ecumênico se alastrou de maneira explosiva dentro da igreja católica”. (Michael Urban, Ecumenismo – O retorno a Babel, p.38).

Embora a Igreja Romana continuasse afirmando ser o único meio de salvação, o Concílio Vaticano II alterou profundamente a linguagem ecumênica oficial da igreja com um decreto do papa Paulo VI: “Esta cooperação [de todos os cristãos], que já se realiza em não poucas nações, deve ser aperfeiçoada sempre mais, principalmente nas regiões onde se verifica a evolução social ou técnica. Vai ela contribuir para apreciar devidamente a dignidade da pessoa humana, promover o bem da paz, aplicar ainda mais o Evangelho na vida social, incentivar o espírito cristão nas ciências e nas artes e aplicar toda a espécie de remédios aos males da nossa época, tais como a fome e as calamidades, o analfabetismo e a pobreza, a falta de habitações e a inadequada distribuição dos bens. Por essa cooperação, todos os que creem em Cristo podem mais facilmente aprender como devem entender-se melhor e estimar-se mais uns aos outros, e assim se abre o caminho que leva à unidade dos cristãos”. (Decreto Unitatis Redentigratio, 21 de novembro de 1964).

Com uma nova embalagem e tendo como eixo central de união o carismatismo, “em 1968 foi criado um grupo comum de trabalho com a incumbência de manter o contato entre o Vaticano e o Conselho Mundial de Igrejas”. (Michael Urban, Ecumenismo – O retorno a Babel, p.38). “E pela primeira vez na história, o papa Paulo VI visitou a sede do Concílio Mundial de Igrejas em 1969”. (La Ecumenicidad Religiosa para el Nuevo Orden Mundial, p. 24). Todos os esforços da Igreja Romana continuaram nessa direção: incentivar a união de todos os cristãos mantendo a primazia de Roma. E foi durante o pontificado de João Paulo II que a diplomacia papal mais priorizou o ecumenismo buscando conquistar definitivamente os “irmãos separados”. Segundo as palavras de João Paulo II: “Desde o começo de meu pontificado, fiz do ecumenismo a prioridade de minha preocupação e ação pastoral”. (Liliane Borges, O ecumenismo no pontificado de João Paulo II).

Por isso, nos primeiros anos do pontificado de João Paulo II, o protagonismo de Roma dentro do movimento ecumênico aliado ao surgimento da Direita Religiosa nos EUA culminou na união diplomática entre os dois Estados. Alberto Rivera, ex-jesuíta, “explica que estando sob o juramento dos jesuítas, foi-lhe dito que um sinal secreto seria dado aos jesuítas quando o movimento ecumênico houvesse acabado com o protestantismo, em preparação para a assinatura de uma concordata entre o Vaticano e os Estados Unidos. O sinal seria que um presidente [norte-americano] faria o juramento [de posse] em frente a um obelisco. Pela primeira vez na historia dos Estados Unidos, a cerimônia de juramento foi mudada para o lado oeste do Capitólio, e o presidente Reagan fez o juramento em frente ao monumento de Washington. Isso aconteceu em 20 de janeiro de 1981”. (Los Padrinos - Alberto Tercera Parte, p. 26).

Posteriormente, no mesmo mandato do presidente Reagan, em 10 de janeiro de 1984, os EUA estabeleceram relações diplomáticas com o Vaticano - algo impensável para os Pais Fundadores da América.

Trinta anos mais tarde, o ecumenismo já é capaz de produzir cenas que só a profecia bíblica poderia antecipar. No início de 2014, diversos ministros carismáticos e pentecostais presentes em uma reunião nos EUA, patrocinada pelo ministério evangélico Kenneth Copeland Ministries, ouvem a preleção do bispo anglicano Tony Palmer, o qual apresenta um vídeo gravado por ele mesmo, com uma mensagem pessoal do papa Francisco apelando à união completa dos cristãos sob a liderança do Vaticano. Antes de apresentar o vídeo Palmer se apresenta como o profeta Elias enviado “para converter o coração dos pais aos filhos e dos filhos aos pais”, demonstrando não haver mais razões para protestar contra a Igreja Católica, e convidando todos a se unirem. Depois de assistirem o vídeo do papa Francisco, os líderes do evento dão glória a Deus, bem como recebem e pronunciam uma benção do e para o Vaticano.

Embora Roma venha enfatizando o “escândalo da divisão” do cristianismo desde o Concílio Vaticano II, e promovendo o diálogo com as várias denominações cristãs “separadas” de Roma, e também com as diversas religiões não cristãs, essa mesma postura de contemporização e relativismo tem afastado igrejas e grupos cristãos mais conservadores. A principal razão para isso é que “o quadro escatológico da igreja de Deus antes da segunda vinda não é o de uma megaigreja reunindo toda a humanidade, mas o de um 'remanescente' da cristandade, aqueles que guardam os mandamentos de Deus e têm a fé de Jesus (Apocalipse 14:12)”. (Bert Beverly Beach, Ecumenism - Boon or Bane?).

O ecumenismo papal conseguiu cumprir seu papel como cavalo de Tróia graças à atitude do próprio protestantismo: “O catolicismo na verdade em muito se assemelha ao protestantismo que hoje existe; pois o protestantismo moderno muito se distancia daquele dos dias da Reforma”. (EGW, O Grande Conflito, p. 571). Por tudo isso, pode-se notar que a besta da terra já atingiu o ponto profético onde fará com que os habitantes da terra adorem a primeira besta. E aqueles que não receberem a marca da besta (guarda do domingo) nem o número do seu nome, terão sua liberdade econômica bloqueada (Ap 13:17). "Pois é número de homem. Ora, esse número é seiscentos e sessenta e seis". (Ap 13:18).

O número 666 era associado às religiões de mistério na antiga Babilônia e usado na adoração ao sol. O que confirma novamente que as duas bestas do apocalipse 13, ao proporem um governo mundial, e a guarda universal do domingo estarão agindo sob a mesma influência pagã-ocultista das antigas religiões de mistério. Contra esse futuro sistema religioso Deus pronunciou a mais solene advertência nas Escrituras: “Se alguém adora a besta e a sua imagem e recebe a sua marca na fronte ou sobre a mão, também esse beberá do vinho da cólera de Deus, preparado sem mistura, do cálice da sua ira, e será atormentado com fogo e enxofre diante dos santos anjos e na presença do Cordeiro”. (Ap 14:9 e 10).

E também deixou um convite: “Retirai-vos dela, povo meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos”. (Ap 18:4).

“Desde já vos digo, antes que aconteça, para que, quando acontecer, creiais que EU SOU”. (Jo 13:19).

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Inaugurado novo Centro Ecumênico no Líbano

O Instituto Ecumênico do Oriente Médio é voltado a formar as jovens gerações de cristãos médio-orientais na história do pensamento ecumênico

Da redação, com Rádio Vaticano

Foi inaugurado em Beirute, no Líbano, o Instituto Ecumênico do Oriente Médio, voltado a formar as jovens gerações de cristãos médio-orientais na história do pensamento ecumênico. O Secretário-geral do Conselho Mundial de Igrejas, Pastor norueguês Olaf Fykse Tveit, encontrou os organizadores e os estudantes do Instituto no dia 20 de julho, durante visita a cidade.

Estudantes de diversos países

O centro ecumênico tem cerca de 40 estudantes provenientes do Líbano, Egito, Sudão, Jordânia, Síria, Palestina e Iraque e representam diversas tradições e denominações cristãs.

Iniciado pela Federação Mundial dos Estudantes Cristãos (WSCF), o Instituto Ecumênico para o Oriente Médio se propõe a promover o ecumenismo e a colaboração interconfessional no mundo árabe assim como construir pontes com as pessoas de outras religiões para um sincero diálogo construtivo.

A Federação Mundial dos Estudantes Cristãos oferece há mais de 43 anos uma preciosa experiência ecumênica na região do Oriente Médio, mas tem suas raízes em 1895, quando de sua fundação como Christian Youth Body.

Iniciação ao diálogo ecumênico

Após encontrar os estudantes, Tveit observou que em meio à difícil situação da região, o Instituto Ecumênico para o Oriente Médio adquire um significado muito grande para as Igrejas. “Com os ensinamentos do ponto de vista teológico muito qualificados, o Instituto iniciará com os estudantes nosESTUDOS bíblicos e na diversidade das tradições cristãs, motivando-os a continuar a herança do movimento ecumênico”, avaliou.

O Secretário-geral do Conselho Mundial de Igrejas definiu o Instituto como “um modo de apoiar as Igrejas na conturbada região do Oriente Médio, como expressão de solidariedade e de um modo valioso de construir relações”.

Temas estudados

Entre os temas a serem tratados no percurso de formação está o diálogo entre as Igrejas, a sua definição e história, o ecumenismo no Oriente Médio, a história das Igrejas na região e em todo o mundo, a história das instituições ecumênicas. Também serão abordados temas como o diálogo inter-religioso, estudos bíblicos, o ecumenismo na Igreja e na sociedade, as questões contemporâneas e o seu impacto nas populações do Oriente Médio, direitos humanos e a situação das mulheres no mundo.

O Instituto Ecumênico para o Oriente Médio promove a Unidade na diversidade, a construção da paz e a segurança para todos, por meio da formação dos participantes que têm interesse em comprometerem-se na formação e no pensamento ecumênico. Oficialmente, o Instituto abrirá suas portas em 31 de julho.

"A grande aposta evangélica do papa"


#Vaticano #Ecumenismo
Posted by Diário da Profecia on Sexta, 24 de julho de 2015

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Papa alerta para leis que interpretam mal a tolerância na UE

Cidade do Vaticano (RV) – O Papa recebeu nesta manhã de quinta-feira (07/05), membros do Comitê Conjunto da Conferência das Igrejas Europeias (CEC) e do Conselho das Conferências Episcopais da Europa, (CCEE). No início de seu discurso, Francisco agradeceu as palavras a ele dirigidas pelo Cardeal Péter Erdö e pelo Reverendo Christopher Hill. Francisco afirmou que hoje as Igrejas e as Comunidades eclesiais na Europa enfrentam novos e decisivos desafios, aos quais podem responder de modo eficaz somente falando a uma só voz.

Tolerância

“Penso, por exemplo, no desafio apresentado pelas legislações que, em nome de um princípio de tolerância mal interpretado, acabam por impedir aos cidadãos de exprimir livremente e praticar de modo pacífico e legítimo a suas convicções religiosas”.

Além do mais, diante do comportamento com o qual a Europa parece enfrentar a dramática e frequentemente trágica migração de milhares de pessoas em fuga de guerras, perseguições e miséria, as Igrejas e as Comunidades eclesiais da Europa têm o dever de colaborar na promoção da solidariedade e da acolhida. Os cristãos – finalizou Francisco – são chamados a interceder com a oração e a atuar ativamente para levar o diálogo e paz aos conflitos em andamento.

Atividades do Comitê

O Comitê tem como finalidade acompanhar o caminho ecumênico na Europa, onde muitas das divisões que ainda hoje existem entre cristãos tiveram início. Por muito tempo os cristãos deste continente – recordou o Papa – combateram entre si. Hoje, graças a Deus, a situação é muito diferente. O movimento ecumênico permitiu às Igrejas e Comunidades eclesiais na Europa dar grandes passos no caminho da reconciliação e da paz.

O Pontífice citou as recentes Assembleias Ecumênicas e a Charta Oecumenica, redigida em Estrasburgo em 2001, que são fatores de fecunda colaboração entre a Conferência das Igrejas Europeias e o Conselho das Conferências Episcopais Europeias. E afirmou:

Unidade

“Estas iniciativas são motivo de grande esperança para a superação das divisões, mesmo conscientes de quanto seja ainda longa a estrada em direção à plena e visível comunhão entre todos aqueles que creem em Cristo”. Na realidade, porém – acrescentou o Papa – o caminho, com todas as suas fadigas, é já parte integrante do processo de reconciliação e de comunhão que o Senhor nos pede e nos faz realizar, desde que seja vivido na caridade e na verdade.

O Papa Francisco recordou o Decreto conciliar sobre o ecumenismo Unitatis redintegratio o qual afirma que a divisão entre os cristãos “prejudica a santíssima causa da pregação do Evangelho a todas as criaturas”. Isso fica evidente, por exemplo, quando as Igrejas e as Comunidades eclesiais na Europa apresentam visões diferentes sobre importantes questões antropológicas ou éticas. O Santo Padre fez votos então de “que não faltem e sejam frutuosas as ocasiões de reflexão comum, à luz da Sagrada Escritura e da partilhada tradição”.

Fonte - Radio Vaticana

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Êxitos do diálogo ecumênico devem ser divulgados

Cidade do Vaticano (RV) – O Pontífice recebeu a senhora Antje Jackelén, Arcebispo da Igreja Luterana na Suécia, na manhã desta segunda-feira (04/05), no Vaticano.

Francisco recordou os 50 anos do Decreto sobre o Ecumenismo do Concílio Vaticano II que, de acordo com o Papa, representa ainda hoje o ponto de referência fundamental para o compromisso ecumênico da Igreja Católica. “Com este documento evidencia-se que já não se pode prescindir do ecumenismo”, afirmou Francisco.

Ao afirmar que o Decreto expressa um profundo respeito pelos irmãos e irmãs separados aos quais, na coexistência cotidiana, às vezes arrisca-se de dar-lhes escarça consideração, o Papa fez uma convocação à união:

Católicos e Luteranos são convidados a procurar e promover a unidade nas dioceses, nas paróquias, nas comunidades no mundo inteiro”, disse Francisco, ao acrescentar: “no caminho para a plena e visível unidade na fé, na vida sacramental e no ministério eclesial ainda há muito trabalho a ser feito; mas podemos ter a certeza de que o Espírito Paráclito será sempre luz e força par ao ecumenismo espiritual e para o diálogo teológico”.

Conquistas

Francisco evidenciou que as conquistas de um consenso da comunhão fraterna alcançadas até agora não podem deixar de ser nominadas, especialmente no que diz respeito à família, matrimônio e sexualidade.

Estes êxitos “não podem ser calados ou ignorados por temor de colocar em dificuldades o consenso ecumênico já obtido. Seria uma lástima se nestas importantes questões se consolidassem novas diferenças confessionais”, advertiu o Papa.

Por fim, o Papa agradeceu à Igreja Luterana da Suécia por acolher tantos imigrantes sul-americanos nos tempos das ditaduras na América do Sul. Francisco também agradeceu a delicadeza da chefe da delegação em citar o pastor Anders Root. “Com ele dividi a cátedra de teologia espiritual e ele me ajudou muito na minha vida espiritual”, concluiu Francisco.

Fonte - Radio Vaticano

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Papa: ecumenismo não é opcional, o sangue dos mártires une-nos

Nesta quinta-feira, dia 30 de abril o Papa Francisco recebeu a Comissão internacional anglicano-católica reunida em Roma para uma sessão de trabalho. O Santo Padre sublinhou que o ecumenismo não é um empenho opcional na vida das Igrejas e as divergências não são inevitáveis. O Papa reconhece que depois de cinquenta anos existe quem quereria ter avançado mais na unidade. A solução é confiar no Espírito Santo – observou o Santo Padre.

Na sua alocução o Papa Francisco afirmou ainda o testemunho dos novos mártires, cristãos perseguidos e pertencentes a diferentes tradições cristãs, é mais forte do que qualquer divisão. “O sangue destes mártires nutrirá uma nova era de empenho ecuménico, uma nova apaixonada vontade de cumprir o testamento do Senhor: que todos sejam uma coisa só” – afirmou o Papa que concluiu o seu discurso invocando o Espírito Santo para que sejamos capazes de responder aos sinais dos tempos que chamam os cristãos à unidade e testemunho comum.

Fonte - Radio Vaticano

segunda-feira, 27 de abril de 2015

O Domingo é a Marca de Unidade dos Cristãos

Rev. Dr. Demetrios Tonias

"O domingo como um sinal de unidade dos cristãos"

A Igreja Cristã, desde o seu início, tem lutado com o conceito de unidade. De fato, no corpus paulino vemos as muitas maneiras em que o Apóstolo dos gentios se esforçou para manter sua comunidade jovem e frágil unida. Como a igreja cresceu, surgiu uma variedade de desafios, grandes e pequenos que ameaçam a sua unidade. O cristão ortodoxo na Divina Liturgia testemunha a estes desafios nas petições e orações, que são oferecidos no rito eucarístico. Oramos pela "unidade de todos", "a unidade da fé", para que Cristo "reuna os separados" e "nos unamos todos uns aos outros que se tornam participantes do pão e do cálice da comunhão da um Espírito Santo. "Recitamos o Credo de Nicéia, com suas frases no fechamento portentoso afirmando que a crença em" Uma Igrja Católica Santa e Apostólica", sua pretensão sagrada para" confessar um só batismo para a remissão dos pecados ", e sua exaltação do domingo como o Senhor Dia e do dom da ressurreição com a declaração "Eu olho para a ressurreição dos mortos e na vida de todos que virão através dos tempos."

A Divina Liturgia é, certamente, um lugar apropriado para oferecer tais orações e confissões de fé, para a celebração da Liturgia preeminente que acontece no domingo. A partir do momento em que os portadores de mirra encontraram o túmulo de Cristo vazio, o domingo passou a ser conhecido como o Dia do Senhor. Por definição, todos os domingos são um apelo à unidade dos cristãos, pois é neste dia que somos chamados à comunhão com o Senhor, pelo Senhor. Apesar de todos os desafios que puxam os fios da unidade dos cristãos, o Dia do Senhor permanece um, sendo marcador inatacável da unidade dos cristãos, pois é neste dia que todos nós, apesar das nossas muitas diferenças, nos reunimos como crentes em Cristo.

Sempre existiram diferenças sobre dias e datas no mundo cristão. Havia divisões em torno da Páscoa, desde os primeiros anos do cristianismo. Os puritanos rejeitaram a comemoração do nascimento de Cristo em 25 de dezembro como antibíblico. O Dia do Senhor, no entanto, como um tempo de comunhão e reunião cristã nunca foi questionado. A comemoração do Dia do Senhor é uma realidade histórica que dá testemunho da centralidade da Ressurreição e de tudo o que este evento significou e significa para o Universo. Portanto, o que melhor poderíamos ter de marcador da unidade dos cristãos? Na verdade, o caso mais forte que se pode fazer para a importância do domingo como um marco da unidade dos cristãos do que a compreensão de que os cristãos ao longo dos séculos tem concebido este dia como um dia da nova criação, um oitavo dia definido para além de todos os outros.

Para a mente cristã ortodoxa, essa relação histórica é essencial para a nossa compreensão da unidade dos cristãos. Para o cristão ortodoxo, unidade implica um ecumenismo transcendente, ecumenismo que existe ao longo do tempo e do espaço. É uma comunhão de todos os crentes, em todos os momentos. Simplificando, nada no calendário nos une como o domingo. É um dia que mudou o mundo no primeiro domingo e, eu diria, todos os domingos após a primeiro. O mundo foi transfigurado por uma miríade de domingo, quando os cristãos se reuniram em comunhão e ouviram a mensagem do Evangelho. Foi no domingo, quando os cristãos aprenderam a amar os seus inimigos e cuidar de quem precisa. Foi no domingo, quando os cristãos se encontraram pela primeira vez para partilhar uma refeição de amor que chamaram pela palavra grega ἀγάπη. Foi, é, e sempre será no domingo, quando a melhor esperança para a humanidade irradiar de pequenas e grandes igrejas e "Eucaristia após Eucaristia" viajar adiante das quatro paredes da igreja para as casas, abrigos, parques infantis, hospitais, festas de casamento e velórios.

É da natureza humana a pensar em termos nossa própria família, nossa própria igreja, nossa própria entidade religiosa única. A esta luz histórica, no entanto, o domingo assume um novo significado. O culto de domingo é algo mais do que simplesmente o que os nossos pais e avós fizeram. O culto de domingo é ainda mais do que aquilo que a nossa comunidade de fé local tem feito. O culto de domingo é algo que todos os cristãos , em todos os momentos têm celebrado. Quando nos reunimos no domingo a unidade que alcançamos nos leva de volta no tempo, para a mais antiga época dos crentes; ele também nos move para frente no tempo para abraçarmos as gerações ainda não nascidas. Desta forma, a unidade espiritual que temos assim conseguido possui um caráter escatológico. A unidade a que damos testemunho e que nós encarnamos é uma manifestação do reino a que todos aspiramos.

A fim de apreciar plenamente o domingo como um sinal de unidade dos cristãos, devemos expandir a nossa definição de unidade. Todos nós devemos lutar por uma comunidade cristã ao longo do tempo para que essa unidade tenha muitos frutos. Se estamos em união com os primeiros cristãos, então vamos compartilhar em seu zelo. Se estamos em unidade com os mártires, em seguida, nós participaremos de sua devoção. Se estamos em unidade com os cristãos compassivos, então nós sentimos e podemos dar o seu toque de cura. Quando nos reunimos em fé aos domingos, não simplesmente nos reunimos com outros paroquianos em um local de culto, mas com os cristãos em todas as terras e todas as idades e não há maior prova de unidade do que isso. Em nosso século, como aconteceu com os seus antecessores, desafios grandes e pequenos ameaçam o domingo. No entanto, quando estamos firmes na fé, como membros de uma Igreja, além de todas as igrejas, nós entregamos o domingo para Deus a quem nos deu este dia.

Fonte - Lord's Day Alliance (Tradução @DecretoDominical)

sexta-feira, 13 de março de 2015

Reportagem analisa dois anos do pontificado do Papa Francisco

O discurso pastoral do papa Francisco conquistou rapidamente os cristãos ao redor do mundo. Seu sorriso franco e o tom bem-humorado de suas falas abriram espaço nos meios de comunicação e na imprensa de modo geral. Dos últimos papas, este é o mais fotografado e o mais exposto.
Após sua eleição em 13 de março de 2013, o papa disse que os cardeais foram buscá-lo “no fim do mundo”. É o primeiro americano e o primeiro jesuíta a exercer o pontificado.

A eleição de Francisco ocorreu num momento em que tanto a Igreja quanto o Estado tinham baixa apreciação do público. No Oriente Médio e norte da África, a chamada “primavera árabe”, desde 2010, tinha escancarado a indignação das populações contra os regimes ditatoriais. No primeiro semestre de 2013, os esquemas de espionagem do governo americano, revelados por Edward Snowden no WikiLeaks, colocaram em descrédito a maior democracia do mundo. Na Europa, as figuras de Berlusconi e Putin criavam constrangimento para o poder político.

Por outro lado, a Igreja Católica enfrentava constantes denúncias de pedofilia por parte de seus sacerdotes em diversas partes do mundo, além de sinais de corrupção na Cúria Romana.

Nesse contexto de decadência da autoridade, o papa causou impacto ao escolher um nome de grande apelo social. Francisco de Assis é exemplo quase milenar de humildade e renúncia. Com sua fala cordial e simples, como o “papa dos pobres” e o “pastor das multidões”, Bergoglio passou a preencher uma lacuna e a capitalizar para o papado o prestígio perdido pelas figuras mais centrais do poder no mundo.

O resultado da habilidade extrema de se relacionar com as massas e os meios de comunicação tem rendido ao papa uma exposição sem precedentes na história do papado. Nem mesmo João Paulo II teve tão generalizada apreciação por parte de católicos, da imprensa, dos políticos e até das demais religiões. O presidente americano, Barack Obama, disse que o papa possui “grande autoridade moral” e que pode “levar as pessoas ao redor do mundo a repensar atitudes antigas e recomeçar o mundo com decência e ­compaixão”. O rabino Abraham Skorka, amigo pessoal de Francisco, disse que o papa “leva Jesus a sério” e que tem potencial para grandes mudanças no catolicismo e na religião em todo o mundo.

Se os papas anteriores (João Paulo II e Bento XVI) eram teólogos, Francisco também defendeu tese de doutorado e é autor de diversos livros, mas todos com forte tom pastoral. Um fenômeno de massas, ele tem mais de 17 milhões de seguidores no Twitter. Cativa as pessoas com suas atitudes simples e despojadas. Durante seus anos como cardeal em Buenos Aires, o estilo franciscano de Bergoglio já despertava admiração. Ele se locomovia em geral de ônibus e metrô, morava num pequeno quarto atrás da catedral metropolitana e preparava a própria comida. Como papa e chefe do Estado do Vaticano, ele tem recusado o luxo costumeiro dos estadistas europeus, mantendo o estilo de fazer ligações pessoais a amigos e fiéis.

Na edição de 11 de dezembro de 2013, a revista Time elegeu o papa Francisco como a personalidade do ano. Segundo o periódico, “o que torna esse papa tão importante é a rapidez com que ele capturou a imaginação de milhões de pessoas que tinham perdido a esperança”.

TENDÊNCIAS

Cinco principais linhas de ação podem ser consideradas distintivas destes dois anos de pontificado. Primeiro, Francisco tem uma habilidade incomum de encantar e cativar as multidões, o que lhe projeta como um líder global com perfil messiânico. Mesmo na imprensa secular, ele é unanimidade como representante de direitos humanos, liberdade e paz.

Francisco tem se revelado também um talentoso articulador político. Conseguiu promover a reaproximação entre Estados Unidos e Cuba, levando esses países a retomar relações interrompidas desde 1961, por ocasião da revolução cubana. Ele reuniu no Vaticano os presidentes da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, e de Israel, Shimon Peres, acompanhados ainda de Bartolomeu, o patriarca ortodoxo de Constantinopla. Foi convidado a discursar no Parlamento Europeu, ocasião em que desafiou os políticos a buscar uma nova visão social e política para a “envelhecida Europa”.

Em terceiro lugar, o papa tem mostrado um pendor em aproximar a igreja do mundo secular. Apesar de afirmar sua preocupação com o secularismo como o “trabalho do diabo e do anticristo”, ele tem se declarado favorável ao evolucionismo teísta, assim como o papa João Paulo II, além de sinalizar abertura ao ateísmo e homossexualismo. Soma-se a isso o fato de ele ser “antenado” e usuário perspicaz dos meios de comunicação, o que pode ser parte das estratégias de Francisco para atrair a Europa descrente e secularizada de volta ao catolicismo.

Também é preciso destacar a aversão do papa ao fundamentalismo, vertente sociorreligiosa que tem se tornado progressivamente antagonizada no mundo. Segundo ele, sejam muçulmanos ou cristãos, os fundamentalistas são agressivos e perigosos, mesmo quando não praticam o terrorismo.
Por fim, o papa Francisco se destaca como um articulador do ecumenismo. Ele enviou uma mensagem paradigmática a líderes carismáticos nos Estados Unidos, na qual conclamou os cristãos a superar as divisões obsoletas do passado e a caminhar para a formação de um único rebanho de Cristo no mundo. Em maio de 2014, em Jerusalém, ele pediu a união de todas as religiões em favor da paz mundial.

Com essas frentes de ação, é possível imaginar os resultados do pontificado de Francisco em termos de um vasto ecumenismo, incluindo ateus e secularizados, como uma força-tarefa global em favor da paz. Isso seria uma grande realização, não houvesse o perigo de essa coalizão se voltar contra uma minoria que não veja nesse ecumenismo o resultado da ação do Espírito Santo em levar as pessoas a obedecer à Palavra de Deus.
(...)
Fonte - Adventistas.org

terça-feira, 10 de março de 2015

Livro de Copeland promove o ecumenismo

Kenneth Copeland, o líder pentecostal norte-americano que aceitou o repto de união do papa Francisco, tendo mesmo pronunciado a famosa frase: “O protesto acabou”, escreveu e publicou um livro de 40 páginas. O título do livro é Uma Casa Não Dividida – Derrotando o Espírito de Divisão, o que denuncia seu propósito de união entre todo o (chamado) corpo cristão. Partilho citações do livro que provam isso, ao mesmo tempo que fortalecem a visão adventista de que, finalmente, todo o mundo se reunirá debaixo a bandeira de Roma: “Devemos entender que divisão não é o mesmo que diferenças. Deus criou as coisas para serem diferentes. Mas Satanás vem e aumenta essas diferenças com um espírito de discórdia e ressentimento.

“O Espírito de unidade, que é o Espírito Santo, aumenta essas diferenças em amor, de forma que elas nos unam, de onde podemos aprender e partilhar uns com os outros, tornando-nos mais fortes. Quando caminhamos juntos na força da unidade, tornamo-nos perigosos para o diabo porque atingimos todos os objetivos, em vez de um aqui e outro ali.

“Juntos, somos um todo – completo, nada faltando! Juntos, somos uma força com a qual o diabo não consegue lidar.”

“Primeiramente, o que temos a fazer é juntarmo-nos no espírito – em fé. Nós já somos um. Jesus cuidou disso na cruz. Agora, diz a Bíblia, é tempo de nos juntarmos na unidade da nossa fé.”

(Filipe Reis, via Facebook)

domingo, 25 de janeiro de 2015

Papa pede "plena unidade" dos cristãos, divididos pelo diabo

O papa Francisco apelou neste domingo novamente à "plena unidade de todos" os cristãos porque assim quis Jesus e culpou o diabo por "todas as divisões", durante a mensagem prévia à tradicional reza do Ângelus dominical.

"Temos que rezar para que seja o Espírito Santo quem nos uma. Jesus queria a unidade de todos. O diabo é o pai das divisões, sempre divide, sempre faz guerras, causa muito prejuízo", ressaltou.

"(No coração de Cristo) se encontra o desejo de unidade de seus discípulos pertencentes a esta sede. O encontramos expressado na oração elevada ao pai antes da paixão: 'Porque todos somos uma só coisa'", acrescentou.

Assim, o papa pediu aos fiéis que continuem rezando e se comprometendo-se "pela plena unidade dos discípulos de Cristo, com a certeza de que Ele está do nosso lado e nos apoia com a força de seu espírito para que esta meta se aproxime".

Não é a primeira vez que o pontífice argentino cita seu desejo de unidade de todos os cristãos, no que considera um "ecumenismo do sangue".

Este propósito esteve no centro de sua viagem à Turquia em novembro.

Francisco rezou junto ao patriarca ecumênico Bartolomeu I na Igreja Patriarcal de São Jorge de Istambul e ambos desejaram a unificação de suas respectivas igrejas e com os demais cristãos.

Fonte - Yahoo

domingo, 30 de novembro de 2014

Projeto de reunificação entre católicos e ortodoxos

O Papa Francisco e o Patriarca Ecumênico Bartolomeu I, líder da Igreja Ortodoxa, fizeram neste domingo uma declaração conjunta em Istambul, na Turquia, que poderia abrir o caminho para a reunificação das duas correntes cristãs, separadas há mais de mil anos.

Francisco assegurou que a união não poria riscos à tradição e aos ritos dos ortodoxos, que seriam mantidos. Segundo ele, "não se trata de absorção nem de submissão, mas sim da aceitação de todos os dons que Deus tem dado a cada um".


Católicos e ortodoxos caminham separados desde o "Grande Cisma" de 1054, quando o grupo de cristãos do Oriente questionou a soberania do papa sobre o credo em Constantinopla (atual Istambul), capital do antigo Império Romano do Oriente.

As palavras históricas foram proferidas durante o terceiro e último dia de viagem do pontífice à Turquia. Em Istambul, Francisco participou da festividade de Santo André, irmão de Pedro e um dos discípulos de Jesus, considerado o patrono da Igreja Ortodoxa. Por ser parente do primeiro papa, o santo também serve como um dos elos de ligação entre a Igreja Católica Apostólica Romana e os ortodoxos.

Fonte: O Globo

NOTA Minuto Profético: Em 2006 o papa Bento XVI também encontrou-se com Bartolomeu I em Istambul, encontro esse cujas implicações proféticas foram muito além do simples ecumenismo.

Nota DDP: Veja também "Intensificar os esforços pela promoção da unidade plena entre todos os cristãos".

sábado, 22 de novembro de 2014

Comunidades "caluniadoras" não ajudam na evangelização


"Papa Francisco disse que as divisões entre os cristãos são um escândalo para a evangelização, e encorajou os membros da Igreja a irem além das opiniões pessoais e encontrarem valor no que os outros oferecem."


Nota DDP: Em outras palavras, aqueles que não se alinharem ao ecumenismo em marcha, principalmente os que insistirem em diretamente denunciar as práticas com que não concordam nos demais segmentos cristãos, o que o papa chama de "opiniões pessoais", serão nominados como "caluniadores", que não ajudam na evangelização. Dessa nominação inicial para 'crime de ódio', é uma questão de tempo...

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