As zonas tropicais e grande parte do hemisfério norte poderão enfrentar verões mais quentes nos próximos 20 anos caso se mantenham os níveis actuais de emissão de gases com efeito estufa, alerta um estudo da universidade de Standford.
O estudo, que será publicado na revista "Climate Change Letters", refere que muitas regiões tropicais da África, Ásia e América do Sul poderão assistir a um aumento de calor "sem precedentes e que as latitudes do centro da Europa, China e América do Norte, poderão atravessar mudanças extremas num prazo de 60 anos.
"Segundo as nossas projecções, grandes áreas do planeta podem aquecer de forma tão rápida que, para meados deste século, os verões mais frescos serão os mais quentes dos últimos 50 anos", apontou o responsável do estudo, Noah Diffenbaugh, citado pela Efe.
O estudo, que foi financiado pela Fundação Nacional de Ciências, Governo dos Estados Unidos e Banco Mundial, pretendeu determinar o impacto do aquecimento global nas próximas décadas.
Fonte - Jornal de Notícias
Nota DDP: Veja também "Temporada de tornados nos EUA causou danos de até US$ 12,5 bi" e "Temporada de tornados foi a mais mortífera".
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Fome: o tsunami silencioso que pode devastar o mundo
O que a mudança climática [que, pelo que indicam pesquisas, não é majoritariamente causada pelo ser humano], uma população crescente e suprimentos de água cada vez mais escassos causam? Uma crescente escassez global de alimentos que fez com que o preço da comida dobrasse nos últimos anos. Segundo os cientistas, como resultado, mais pessoas ao redor do planeta estão passando fome. Nos Estados Unidos, por exemplo, mesmo que o preço dos alimentos tenha subido, a maioria das pessoas não compreende o alcance e a gravidade do problema. Um estudo de 2009 mostrou que os americanos desperdiçam cerca de 40% de seus alimentos. Os resíduos alimentícios por pessoa aumentaram 50% desde 1974. No entanto, uma em cada sete pessoas vão para a cama com fome todas as noites. A fome mata mais pessoas do que a aids, a malária e a tuberculose juntas. O problema é pior nos países em desenvolvimento, mas tem implicações muito além das fronteiras dos países pobres. Há anos os cientistas preveem que um planeta mais quente, juntamente com as demandas crescentes de água, pode provocar escassez de alimentos. Um estudo de 2007 advertiu que a mudança climática pode ajudar a causar escassez de alimentos, levando à guerra. Outros cientistas previram que a escassez de água será o fator que desencadeará uma guerra. A situação se tornou aguda em 2008, quando a escassez de alimentos estourou em revoltas em vários países pobres. A alta dos preços dos alimentos teve um papel na derrubada do governo haitiano nesse ano.
A segurança alimentar emergiu como um chavão político nas conversas sobre a estabilidade no mundo em desenvolvimento. Recentes subidas dos preços globais dos alimentos ameaçou criar uma crise alimentar nas nações onde pessoas mais pobres muitas vezes gastam três quartos de sua renda em comida. [...]
Segundo cientistas, o crescimento da população mundial está ultrapassando a produção de alimentos, especialmente nas quatro plantações que fornecem a maior parte da alimentação mundial: trigo, arroz, milho e soja. Como estudos têm mostrado anteriormente, hoje há pouca terra para converter em agricultura, o abastecimento de água está acabando e o aquecimento global está causando estragos nas plantações e contribuindo para condições climáticas extremas que destroem culturas.
Eis o grave problema: a escassez de alimentos global urgente não está sendo acompanhada por esforços de investigação urgentes para melhorar essas perspectivas no futuro. A população global, de apenas 3 bilhões em 1959, está agora em 6,92 bilhões. Com 4,2 pessoas nascendo a cada segundo, a população está projetada para atingir 9 bilhões até 2044. A demanda de alimentos terá aumentado 70%. E o que os governos estão fazendo para aumentar essa produção e suprir essa demanda? Nada
(Hypescience)
Nota Michelson Borges: Fome disseminada pelo mundo, injustiça na distribuição dos recursos (poucos com muito e muitos com quase nada), catástrofes climáticas, terremotos em vários lugares, guerras, doenças... Você já leu previsões a esse respeito antes? Não teria sido num livro escrito há milênios e que nunca errou uma predição? Jesus breve virá e toda essa história triste e injusta ficará num passado esquecido!
A cada cinco minutos é assassinado um cristão
"Cento e cinco mil cristãos são assassinados anualmente devido às convicções religiosas, o que indica que em cada cinco minutos morre um cristão por causa da fé, alerta o perito em temas de liberdade religiosa Massimo Introvigne. O responsável, citado hoje pela Rádio Vaticano, falava na Conferência Internacional sobre o Diálogo Inter-religioso entre Cristãos, Judeus e Muçulmanos, realizada em Budapeste, na Hungria. (...)"Se essas cifras não gritarem ao mundo, se não se detiver esta praga, se não se reconhecer que a perseguição dos cristãos é a primeira emergência mundial em matéria de violência e de discriminação religiosa, o diálogo entre religiões só produzirá congressos estupendos, mas nenhum resultado concreto", afirmou Massimo Introvigne.
O arcebispo de Budapeste, cardeal Peter Erdö, disse, também citado pela Rádio Vaticano, que muitas comunidades cristãs no Oriente Médio morrerão porque terão de fugir. "Que a Europa se prepare para uma nova onda imigratória, desta vez de cristãos que fogem da perseguição", advertiu.
Na Conferência, organizada pelo governo da Hungria, participaram outras autoridades religiosas e civis, como o diplomata egípcio Aly Mahmoud, que afirmou que no Egito estão a registar-se ataques muito graves contra as Igrejas Coptas.
No entanto, disse, serão promulgadas leis que proibirão os imãs muçulmanos de realizar discursos incitando ao ódio e às manifestações hostis junto aos templos das minorias, especialmente a cristã."
Fonte: Diário de Notícias (negritos meus para destaque)
Nota O Tempo Final: fica registado que o problema hoje para os cristãos perseguidos é, em grande medida, a intolerância por parte de alguns muçulmanos. Em breve se verá se isso se mantém, ou se os verdadeiros cristãos começam a ser perseguidos... por outros (ditos) cristãos.
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Valores espirituais do país constroem identidade europeia
Zagreb, 04 jun 2011 (Ecclesia) - O Papa afirmou hoje que os valores morais estão na “raiz da vida social e da identidade” da Europa.
À chegada ao aeroporto de Zagreb, capital da Croácia, onde inicia uma visita de dois dias, Bento XVI considerou que os desafios da cultura contemporânea, marcada pelo “desnivelamento social”, “individualismo” e “reduzida estabilidade”, exigem um “convicto testemunho e um arrojado dinamismo na promoção dos valores morais fundamentais que estão na raiz da vida social e da identidade” do continente europeu
Para Bento XVI, a celebração de 20 anos de independência e a entrada do país croata na União Europeia, constitui um “motivo de reflexão para todos os outros povos do continente”, com vista a “conservar e reanimar o património comum inestimável de valores humanos e cristãos”.
“Possa esta querida nação contribuir para fazer com que a União Europeia valorize plenamente tal riqueza espiritual e cultural”.
...
Fonte - Ecclesia
Nota DDP: Veja também "Bento XVI quer consciências radicadas na verdade e no bem".
A peregrinação em torno do restabelecimento dos "valores morais" (leia-se decálogo católico) continua e, só terminará quando encontrar eco na América.
À chegada ao aeroporto de Zagreb, capital da Croácia, onde inicia uma visita de dois dias, Bento XVI considerou que os desafios da cultura contemporânea, marcada pelo “desnivelamento social”, “individualismo” e “reduzida estabilidade”, exigem um “convicto testemunho e um arrojado dinamismo na promoção dos valores morais fundamentais que estão na raiz da vida social e da identidade” do continente europeu
Para Bento XVI, a celebração de 20 anos de independência e a entrada do país croata na União Europeia, constitui um “motivo de reflexão para todos os outros povos do continente”, com vista a “conservar e reanimar o património comum inestimável de valores humanos e cristãos”.
“Possa esta querida nação contribuir para fazer com que a União Europeia valorize plenamente tal riqueza espiritual e cultural”.
...
Fonte - Ecclesia
Nota DDP: Veja também "Bento XVI quer consciências radicadas na verdade e no bem".
A peregrinação em torno do restabelecimento dos "valores morais" (leia-se decálogo católico) continua e, só terminará quando encontrar eco na América.
Bento XVI recebe Biden e Abbas
CIDADE DO VATICANO, 3 JUN (ANSA) - O papa Bento XVI recebeu hoje, em audiências distintas, o vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas.
Os dois estão em Roma por ocasião dos festejos dos 150 anos da Unificação da Itália, celebrados ontem, na presença de outros 40 chefes de Estado e de Governo, e de representantes diplomáticos.
A audiência com Biden ocorreu de forma privada e, por volta das 11h30 locais (7h30 no horário de Brasília), o Pontífice se reuniu com Abbas.
De acordo com uma nota da Santa Sé, o encontro com o líder palestino durou 22 minutos e foi acompanhado por uma delegação da ANP.
Durante as conversas, Bento XVI afirmou que são "legítimas" as "aspirações" dos palestinos por um Estado independente.
O Papa também ressaltou a necessidade de Israel e Palestina viverem de modo "seguro" e buscarem uma "solução justa e duradoura" para o conflito bilateral, "a fim de assegurar o respeito aos Direitos Humanos de todos".
"Desse modo, com o apoio da comunidade internacional e um espírito de cooperação e abertura à reconciliação, a Terra Santa poderá conhecer a paz", comentou Bento XVI, segundo o comunicado do Vaticano.
A nota também informou que o Pontífice "fez referência à situação das comunidades cristãs em territórios palestinos e, em geral, no Oriente Médio, e destacou a contribuição insubstituível deles para a construção da sociedade".
Esta foi a quinta vez que os dois se reuniram, sendo que as outras ocasiões foram em dezembro de 2005, abril de 2007 e outubro de 2009, no Vaticano, e em maio de 2009, em Belém, durante uma visita do Papa a Israel e territórios palestinos.
Fonte - ANSA
Nora DDP: Chega a ser impressionante o afluxo de autoridades internacionais ao Vaticano. Nem se diga que tal condição se reflete em qualquer outro tipo de vantagem que o pequeno reino cravado na Europa possa fornecer, senão a influência que este ainda exerce no cenário mundial, como de fato exercerá até os últimos dias desta terra. Assim antecipou a profecia bíblica.
Os dois estão em Roma por ocasião dos festejos dos 150 anos da Unificação da Itália, celebrados ontem, na presença de outros 40 chefes de Estado e de Governo, e de representantes diplomáticos.
A audiência com Biden ocorreu de forma privada e, por volta das 11h30 locais (7h30 no horário de Brasília), o Pontífice se reuniu com Abbas.
De acordo com uma nota da Santa Sé, o encontro com o líder palestino durou 22 minutos e foi acompanhado por uma delegação da ANP.
Durante as conversas, Bento XVI afirmou que são "legítimas" as "aspirações" dos palestinos por um Estado independente.
O Papa também ressaltou a necessidade de Israel e Palestina viverem de modo "seguro" e buscarem uma "solução justa e duradoura" para o conflito bilateral, "a fim de assegurar o respeito aos Direitos Humanos de todos".
"Desse modo, com o apoio da comunidade internacional e um espírito de cooperação e abertura à reconciliação, a Terra Santa poderá conhecer a paz", comentou Bento XVI, segundo o comunicado do Vaticano.
A nota também informou que o Pontífice "fez referência à situação das comunidades cristãs em territórios palestinos e, em geral, no Oriente Médio, e destacou a contribuição insubstituível deles para a construção da sociedade".
Esta foi a quinta vez que os dois se reuniram, sendo que as outras ocasiões foram em dezembro de 2005, abril de 2007 e outubro de 2009, no Vaticano, e em maio de 2009, em Belém, durante uma visita do Papa a Israel e territórios palestinos.
Fonte - ANSA
Nora DDP: Chega a ser impressionante o afluxo de autoridades internacionais ao Vaticano. Nem se diga que tal condição se reflete em qualquer outro tipo de vantagem que o pequeno reino cravado na Europa possa fornecer, senão a influência que este ainda exerce no cenário mundial, como de fato exercerá até os últimos dias desta terra. Assim antecipou a profecia bíblica.
Praias no Ceará devem desaparecer em dez anos
Pelo menos quatro praias do litoral cearense deverão desaparecer nos próximos dez anos. Essa é a conclusão de uma série de estudos de pesquisadores do Labomar (Instituto de Ciências do Mar), da Universidade Federal do Ceará, que concluíram que, nessas localidades, o Atlântico tem avançado a impressionantes dez metros por ano.
O aumento do volume dos oceanos e o consequente avanço sobre áreas litorâneas não é exclusividade do litoral cearense. Inúmeras praias do Nordeste têm sofrido com a erosão causada pelas ondas. Os pesquisadores do Labomar, contudo, conseguiram quantificar esse avanço e perceberam que, para além das mudanças climáticas, as intervenções do homem tornam esse quadro muito mais grave.
“As mudanças climáticas têm feito com que o mar aumente de volume 40, 60 centímetros por século, causando avanço do mar de 4 a 6 metros nesse mesmo período, o que é muito pouco diante do que estamos vendo em certas localidades”, disse o geólogo Luís Parente, doutor em Ciências do Mar pela Universidade de Barcelona e professor do Labomar. Ele divulgou o resultado desses estudos nessa semana, num debate na Assembleia Legislativa do Ceará.
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Fonte - UOL
O aumento do volume dos oceanos e o consequente avanço sobre áreas litorâneas não é exclusividade do litoral cearense. Inúmeras praias do Nordeste têm sofrido com a erosão causada pelas ondas. Os pesquisadores do Labomar, contudo, conseguiram quantificar esse avanço e perceberam que, para além das mudanças climáticas, as intervenções do homem tornam esse quadro muito mais grave.
“As mudanças climáticas têm feito com que o mar aumente de volume 40, 60 centímetros por século, causando avanço do mar de 4 a 6 metros nesse mesmo período, o que é muito pouco diante do que estamos vendo em certas localidades”, disse o geólogo Luís Parente, doutor em Ciências do Mar pela Universidade de Barcelona e professor do Labomar. Ele divulgou o resultado desses estudos nessa semana, num debate na Assembleia Legislativa do Ceará.
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Fonte - UOL
domingo, 5 de junho de 2011
Pouco produtor para combater a fome
Há quase 1 bilhão de pessoas no mundo que vão dormir com fome todos os dias de suas vidas. E as perspectivas não são nada animadoras: a produção de alimentos não segue a mesma velocidade de cruzeiro que o crescimento da população mundial, e muito menos o acesso desta à comida. O mundo passou de 2,5 bilhões de habitantes em 1950 para cerca de 7 bilhões atualmente. A ONU calcula a taxa de fertilidade e espera 9 bilhões de habitantes em 2050. É como dizia o economista Jeffrey Sachs, um país abarrotado.
Abarrotado de futuros trabalhadores, consumidores, líderes e subordinados, mas sobretudo, em todos os casos, 2 bilhões a mais de futuras bocas para alimentar. Dois bilhões a mais de estômagos que, segundo concordam os especialistas, terão de pagar a comida mais cara que nunca.
O mundo enfrenta o segundo choque de preços dos alimentos desde a crise alimentar de 2007-2008. O aumento do petróleo (que em 2008 alcançou seu máximo histórico), os subsídios nos países mais ricos, o uso dos campos para a produção de biocombustível e as eventuais más colheitas se combinam habitualmente no aumento do preço da alimentação.
Um dos problemas é que esses – hoje – quase 7 bilhões de pessoas que esperam sua ração se nutrem de muito poucas fontes, o que representa um risco fenomenal para a oferta de alimentos. Os EUA, por exemplo, controlam 73% do mercado de milho em todo o mundo. Um problema climático naquele país representa um tremendo abalo para esse mercado.
Um punhado de cifras dá conta do nível de dependência que há em relação a alguns países, à margem de que as condições naturais de um território favorecem a produção de um tipo de produto e a especialização. Cinco países controlam 90% das exportações de arroz (EUA, com 68%, seguido de Coreia, Japão, Tailândia e China). Além do caso do arroz e do milho, também há uma elevada concentração no mercado de trigo (os EUA vendem 25% do total, o Canadá 13% e a Austrália, Rússia e França 11% cada), segundo indica o Instituto de Pesquisa de Políticas Alimentares dos EUA (IFPRI na sigla em inglês). “Há uma alta concentração desses produtos e o principal risco é que qualquer transtorno climático em um desses países tem um efeito direto nos preços”, adverte Máximo Torero, desse grupo de pensadores americano.
A alta inflação está afetando todos os países em desenvolvimento, incluindo aqueles com maior número de pessoas pobres. Por exemplo, entre dezembro de 2009 e dezembro de 2010 a inflação alcançou 10% na China e 18% na Índia, puxada sobretudo pela carne, peixe, laticínios, legumes e frutas.
“Mais que uma segunda crise alimentar em três anos, creio que esta é a mesma crise que se prolonga, porque as causas estruturais persistem, por isso temos uma crise prolongada que teve um pico em 2008″, reflete Jesús González Regidor, professor de Economia e Política Agroalimentar da Universidade Autônoma de Madri, que assessorou neste assunto a OCDE e a Comissão Europeia.
A oferta não cresce com a mesma velocidade que a demanda porque os avanços tecnológicos estagnaram. Além disso, parte dos cultivos é desviada para a produção de biocombustíveis muito subvencionados e, como pano de fundo, há uma mudança radical na demanda, pois gigantes como China e Índia estão melhorando seu nível de renda e pedem mais ao supermercado do mundo. A concentração, concorda o professor, é outro fator. “O grande mercado de matérias-primas movimenta grandes volumes com poucos investidores, os preços são marcados praticamente nas grandes Bolsas de Chicago, Nova York, Londres…”, aponta Regidor.
À conjuntura — a instabilidade política que provoca o pânico comprador em muitos países, os desastres climáticos ou o preço do petróleo — somam-se os problemas estruturais. Segundo um relatório que acaba de apresentar a ONG Intermón Oxfam, apenas 500 empresas controlam 70% do setor alimentar em todo o mundo. E três empresas agrícolas –Cargill, Bunge e ADM — dividem boa parte do comércio de cereais. Para Gonzalo Fanjul, diretor de estudos da ONG, há países muito eficientes, com recursos naturais e grande capacidade comercial, e outros, entre os quais destaca os EUA e os europeus, que contam com uma quantidade colossal de subsídios para sua agricultura, embora já sejam grandes exportadores.
“Isso representa uma desvantagem para outros países, por exemplo, os da África subsaariana, que têm muita capacidade potencial mas não conseguem melhorar sua agricultura comercialmente devido às altas tarifas impostas em outros mercados, como é o caso da UE”, explica Fanjul.
A ONG implementou esta semana em 24 países a campanha Cresça para Combater a Fome. Entre outras medidas, a iniciativa lança uma crítica à política de ajudas nos países avançados e calcula em US$ 252 bilhões o total que os países recebem da OCDE.
“Eliminar as barreiras alfandegárias ajudaria”, admite Torero. Mas a realidade não aponta para essa tendência. As pressões de caráter protecionista, incluindo restrições, estão crescendo nos países que formam o G-20, segundo o último relatório de vigilância elaborado pela Organização Mundial do Comércio (OMC).
Mas pode-se dar um corte brusco nos subsídios? “Essa é uma questão política muito delicada e os países têm autonomia nisso”, responde Torero, embora defenda “dar mais informação ao mercado sobre esses subsídios, que as pessoas os conheçam bem”.
O número de pessoas famintas no mundo cresceu nos últimos anos. Os altos preços dos alimentos e a crise empurraram outros 115 milhões de pessoas para a pobreza e a fome, segundo a Agência de Agricultura da ONU (FAO). Em 2009 o número total de pessoas famintas no mundo alcançou 1 bilhão, e embora desde então o número tenha baixado para 925 milhões a ONU contempla um novo aumento devido à última onda inflacionária.
Uma escalada do petróleo revoluciona os preços, o que é um incômodo para as economias ocidentais, uma notícia constante na mídia e um novo problema para os orçamentos familiares. Mas ao falar dessa parte pobre do planeta o incômodo passa à categoria de drama. “O encarecimento dos alimentos tem um efeito direto nessas cifras porque os pobres destinam grande parte de seu orçamento (de 50 a 70%, contra 10 ou 20% nos EUA) aos alimentos”, aponta Torero. Por isso um aumento da cesta básica é letal para essa economia familiar.
Esse mundo de 2050 precisa produzir mais. Há algumas estimativas sobre isso: a produção de carne terá de crescer 75%, para 460 milhões de toneladas, e os cereais 3 bilhões, segundo dados de vários estudos citados pelo IFPRI.
A questão é a que preço. Em longo prazo, isso coloca sérias incertezas no campo dos custos para a população. A comida deverá ser cada vez mais cara. A mudança climática tem efeitos nas colheitas e, portanto, no comportamento dos preços.
Os alimentos básicos como o trigo, o arroz, o gado ou o milho sofrerão aumentos de 100 a 180% até 2030, incorporando o efeito da mudança climática, segundo a Oxfam. Torero, do IFPRI, matiza essa avaliação: “A mudança climática claramente pode duplicar o preço dos alimentos em 40 anos, mas o maior problema que gera não é tanto isso, como a volatilidade”.
“Estamos sentados sobre uma bomba-relógio e não é por acaso”, alerta Fanjul. Segundo a Oxfam, até 2050 a demanda de alimentos aumentará 70% e, no entanto, a capacidade para aumentar a produção de alimentos está em declínio, já que a taxa de crescimento no rendimento das colheitas caiu acentuadamente. “Se não melhorarmos em nível de reservas e de produtividade, a situação será crítica. Se não aumentar a produção mundial e os importadores líquidos, e a China começar a comprar no mundo… A situação é muito delicada”, indica Máximo Torero.
Bettina Prado, do Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (Ifad), acredita que os países estão reagindo melhor do que três anos atrás. “A comunidade internacional, muitos governos se mostraram melhor preparados e vemos que recorrem menos às restrições comerciais”, indica, e pede cautela antes de prever uma crise global a toda regra, mas admite: “Não há dúvida de que reduzir a fome e a desnutrição enquanto a população mundial continuar crescendo é um grande desafio para os próximos anos”. O Ifad acredita que os pequenos proprietários de terras de países em desenvolvimento podem desempenhar um papel mais importante do que têm agora, ajudando a alimentar a população nas próximas décadas.
Mais produtividade agrícola, sustentável, adaptar-se e mitigar ao mesmo tempo os efeitos da mudança climática, melhorar a situação das mulheres no campo, que realizam cerca da metade do trabalho mas têm pouco acesso ao crédito, à tecnologia e aos serviços… A lista de tarefas é interminável. A Oxfam lhe acrescenta um controle do investimento especulativo nos mercados e também a aquisição e apropriação de terras nos países menos desenvolvidos.
Fonte - UF Juiz de Fora
Nota DDP: Vale a mesma observação realizada em relação à crise econômica, vez que é perceptível, inclusive aos leigos e notadamente aos milhões que sofrem com mais esta mazela, que a falta de alimentos em alguma momento (que não parece distante) se tornará insustentável.
Abarrotado de futuros trabalhadores, consumidores, líderes e subordinados, mas sobretudo, em todos os casos, 2 bilhões a mais de futuras bocas para alimentar. Dois bilhões a mais de estômagos que, segundo concordam os especialistas, terão de pagar a comida mais cara que nunca.
O mundo enfrenta o segundo choque de preços dos alimentos desde a crise alimentar de 2007-2008. O aumento do petróleo (que em 2008 alcançou seu máximo histórico), os subsídios nos países mais ricos, o uso dos campos para a produção de biocombustível e as eventuais más colheitas se combinam habitualmente no aumento do preço da alimentação.
Um dos problemas é que esses – hoje – quase 7 bilhões de pessoas que esperam sua ração se nutrem de muito poucas fontes, o que representa um risco fenomenal para a oferta de alimentos. Os EUA, por exemplo, controlam 73% do mercado de milho em todo o mundo. Um problema climático naquele país representa um tremendo abalo para esse mercado.
Um punhado de cifras dá conta do nível de dependência que há em relação a alguns países, à margem de que as condições naturais de um território favorecem a produção de um tipo de produto e a especialização. Cinco países controlam 90% das exportações de arroz (EUA, com 68%, seguido de Coreia, Japão, Tailândia e China). Além do caso do arroz e do milho, também há uma elevada concentração no mercado de trigo (os EUA vendem 25% do total, o Canadá 13% e a Austrália, Rússia e França 11% cada), segundo indica o Instituto de Pesquisa de Políticas Alimentares dos EUA (IFPRI na sigla em inglês). “Há uma alta concentração desses produtos e o principal risco é que qualquer transtorno climático em um desses países tem um efeito direto nos preços”, adverte Máximo Torero, desse grupo de pensadores americano.
A alta inflação está afetando todos os países em desenvolvimento, incluindo aqueles com maior número de pessoas pobres. Por exemplo, entre dezembro de 2009 e dezembro de 2010 a inflação alcançou 10% na China e 18% na Índia, puxada sobretudo pela carne, peixe, laticínios, legumes e frutas.
“Mais que uma segunda crise alimentar em três anos, creio que esta é a mesma crise que se prolonga, porque as causas estruturais persistem, por isso temos uma crise prolongada que teve um pico em 2008″, reflete Jesús González Regidor, professor de Economia e Política Agroalimentar da Universidade Autônoma de Madri, que assessorou neste assunto a OCDE e a Comissão Europeia.
A oferta não cresce com a mesma velocidade que a demanda porque os avanços tecnológicos estagnaram. Além disso, parte dos cultivos é desviada para a produção de biocombustíveis muito subvencionados e, como pano de fundo, há uma mudança radical na demanda, pois gigantes como China e Índia estão melhorando seu nível de renda e pedem mais ao supermercado do mundo. A concentração, concorda o professor, é outro fator. “O grande mercado de matérias-primas movimenta grandes volumes com poucos investidores, os preços são marcados praticamente nas grandes Bolsas de Chicago, Nova York, Londres…”, aponta Regidor.
À conjuntura — a instabilidade política que provoca o pânico comprador em muitos países, os desastres climáticos ou o preço do petróleo — somam-se os problemas estruturais. Segundo um relatório que acaba de apresentar a ONG Intermón Oxfam, apenas 500 empresas controlam 70% do setor alimentar em todo o mundo. E três empresas agrícolas –Cargill, Bunge e ADM — dividem boa parte do comércio de cereais. Para Gonzalo Fanjul, diretor de estudos da ONG, há países muito eficientes, com recursos naturais e grande capacidade comercial, e outros, entre os quais destaca os EUA e os europeus, que contam com uma quantidade colossal de subsídios para sua agricultura, embora já sejam grandes exportadores.
“Isso representa uma desvantagem para outros países, por exemplo, os da África subsaariana, que têm muita capacidade potencial mas não conseguem melhorar sua agricultura comercialmente devido às altas tarifas impostas em outros mercados, como é o caso da UE”, explica Fanjul.
A ONG implementou esta semana em 24 países a campanha Cresça para Combater a Fome. Entre outras medidas, a iniciativa lança uma crítica à política de ajudas nos países avançados e calcula em US$ 252 bilhões o total que os países recebem da OCDE.
“Eliminar as barreiras alfandegárias ajudaria”, admite Torero. Mas a realidade não aponta para essa tendência. As pressões de caráter protecionista, incluindo restrições, estão crescendo nos países que formam o G-20, segundo o último relatório de vigilância elaborado pela Organização Mundial do Comércio (OMC).
Mas pode-se dar um corte brusco nos subsídios? “Essa é uma questão política muito delicada e os países têm autonomia nisso”, responde Torero, embora defenda “dar mais informação ao mercado sobre esses subsídios, que as pessoas os conheçam bem”.
O número de pessoas famintas no mundo cresceu nos últimos anos. Os altos preços dos alimentos e a crise empurraram outros 115 milhões de pessoas para a pobreza e a fome, segundo a Agência de Agricultura da ONU (FAO). Em 2009 o número total de pessoas famintas no mundo alcançou 1 bilhão, e embora desde então o número tenha baixado para 925 milhões a ONU contempla um novo aumento devido à última onda inflacionária.
Uma escalada do petróleo revoluciona os preços, o que é um incômodo para as economias ocidentais, uma notícia constante na mídia e um novo problema para os orçamentos familiares. Mas ao falar dessa parte pobre do planeta o incômodo passa à categoria de drama. “O encarecimento dos alimentos tem um efeito direto nessas cifras porque os pobres destinam grande parte de seu orçamento (de 50 a 70%, contra 10 ou 20% nos EUA) aos alimentos”, aponta Torero. Por isso um aumento da cesta básica é letal para essa economia familiar.
Esse mundo de 2050 precisa produzir mais. Há algumas estimativas sobre isso: a produção de carne terá de crescer 75%, para 460 milhões de toneladas, e os cereais 3 bilhões, segundo dados de vários estudos citados pelo IFPRI.
A questão é a que preço. Em longo prazo, isso coloca sérias incertezas no campo dos custos para a população. A comida deverá ser cada vez mais cara. A mudança climática tem efeitos nas colheitas e, portanto, no comportamento dos preços.
Os alimentos básicos como o trigo, o arroz, o gado ou o milho sofrerão aumentos de 100 a 180% até 2030, incorporando o efeito da mudança climática, segundo a Oxfam. Torero, do IFPRI, matiza essa avaliação: “A mudança climática claramente pode duplicar o preço dos alimentos em 40 anos, mas o maior problema que gera não é tanto isso, como a volatilidade”.
“Estamos sentados sobre uma bomba-relógio e não é por acaso”, alerta Fanjul. Segundo a Oxfam, até 2050 a demanda de alimentos aumentará 70% e, no entanto, a capacidade para aumentar a produção de alimentos está em declínio, já que a taxa de crescimento no rendimento das colheitas caiu acentuadamente. “Se não melhorarmos em nível de reservas e de produtividade, a situação será crítica. Se não aumentar a produção mundial e os importadores líquidos, e a China começar a comprar no mundo… A situação é muito delicada”, indica Máximo Torero.
Bettina Prado, do Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (Ifad), acredita que os países estão reagindo melhor do que três anos atrás. “A comunidade internacional, muitos governos se mostraram melhor preparados e vemos que recorrem menos às restrições comerciais”, indica, e pede cautela antes de prever uma crise global a toda regra, mas admite: “Não há dúvida de que reduzir a fome e a desnutrição enquanto a população mundial continuar crescendo é um grande desafio para os próximos anos”. O Ifad acredita que os pequenos proprietários de terras de países em desenvolvimento podem desempenhar um papel mais importante do que têm agora, ajudando a alimentar a população nas próximas décadas.
Mais produtividade agrícola, sustentável, adaptar-se e mitigar ao mesmo tempo os efeitos da mudança climática, melhorar a situação das mulheres no campo, que realizam cerca da metade do trabalho mas têm pouco acesso ao crédito, à tecnologia e aos serviços… A lista de tarefas é interminável. A Oxfam lhe acrescenta um controle do investimento especulativo nos mercados e também a aquisição e apropriação de terras nos países menos desenvolvidos.
Fonte - UF Juiz de Fora
Nota DDP: Vale a mesma observação realizada em relação à crise econômica, vez que é perceptível, inclusive aos leigos e notadamente aos milhões que sofrem com mais esta mazela, que a falta de alimentos em alguma momento (que não parece distante) se tornará insustentável.
Novo sistema biométrico identifica indivíduo em 2 segundos
A Fujitsu, empresa de tecnologia ótica, popularmente conhecida por suas câmeras digitais, acaba de lançar um sistema de autenticação pessoal inovador, que integra impressões digitais com leitura de veias da palma da mão.
A vantagem do novo sistema está na velocidade com que o recurso consegue identificar qualquer pessoa em particular em um banco de dados com milhares de indivíduos: apenas 2 segundos.
Esta tecnologia torna possível a construção de sistemas de autenticação biométrica que não exigem carteira de identidade e que podem ser feitos sob medida para atender diferentes grupos de empresas, de ambientes de controle em pequena escala a grandes sistemas de plataformas sociais, informa a empresa em seu site.
Segundo a empresa, o sistema é modular, de modo que a tecnologia de identificação padrão das veias poderia ser adicionada aos sistemas de autenticação de impressões digitais já em uso pelas empresas, informa o site Crunch Gear.
Paralelamente, a empresa também desenvolveu novas tecnologias de busca capazes de manipular um grande número de usuários registrados e pretende implementar as pesquisas até o final deste ano fiscal, para fazer combinações possíveis a partir de uma base de dados de 10 milhões de usuários simultaneamente, informa o site Nikkei.
Fonte - Yahoo
Nota DDP: É importante sempre lembrar que o avanço da tecnologia não guarda relação com a marca da besta, mas que é absolutamente razoável se imaginar que esta mesma tecnologia será utilizada como meio de controle dos fiéis filhos de Deus nos últimos dias que estão a se abater sobre esta terra.
A vantagem do novo sistema está na velocidade com que o recurso consegue identificar qualquer pessoa em particular em um banco de dados com milhares de indivíduos: apenas 2 segundos.
Esta tecnologia torna possível a construção de sistemas de autenticação biométrica que não exigem carteira de identidade e que podem ser feitos sob medida para atender diferentes grupos de empresas, de ambientes de controle em pequena escala a grandes sistemas de plataformas sociais, informa a empresa em seu site.
Segundo a empresa, o sistema é modular, de modo que a tecnologia de identificação padrão das veias poderia ser adicionada aos sistemas de autenticação de impressões digitais já em uso pelas empresas, informa o site Crunch Gear.
Paralelamente, a empresa também desenvolveu novas tecnologias de busca capazes de manipular um grande número de usuários registrados e pretende implementar as pesquisas até o final deste ano fiscal, para fazer combinações possíveis a partir de uma base de dados de 10 milhões de usuários simultaneamente, informa o site Nikkei.
Fonte - Yahoo
Nota DDP: É importante sempre lembrar que o avanço da tecnologia não guarda relação com a marca da besta, mas que é absolutamente razoável se imaginar que esta mesma tecnologia será utilizada como meio de controle dos fiéis filhos de Deus nos últimos dias que estão a se abater sobre esta terra.
EUA repetem erros da época da Grande Depressão ao combater crise econômica
Nesta semana, o Federal Reserve Bank (Fed, o banco central americano) de Nova York publicou uma postagem de blog sobre o “erro de 1937”, o recuo fiscal e monetário prematuro que abortou uma recuperação econômica em andamento e prolongou a Grande Depressão. Como aponta Gauti Eggertsson, o autor da postagem (com quem já fiz pesquisa), as condições econômicas atuais –com crescimento do produto, aumento de alguns preços, mas desemprego ainda muito alto– apresentam forte semelhança com as de 1936-1937. Será que os autores de políticas modernos cometerão o mesmo erro?
Eggertsson diz que não, que agora os economistas sabem mais. Mas eu discordo. Na verdade, de muitas formas importantes nós já repetimos o erro de 1937. Chame de o erro de 2010: um “desvio” da atenção dos empregos para outras preocupações, um erro que tem sido acentuado pelos recentes dados econômicos.
Com certeza as coisas poderiam ser piores –e há uma forte chance de que, de fato, piorarão.
Quando o pacote de estímulo econômico original de 2009 foi aprovado, alguns de nós alertaram que ele era tanto pequeno demais quanto muito breve. Em particular, os efeitos do estímulo começariam a desaparecer em 2010 –e dado que crises financeiras costumam ser seguidas por desacelerações prolongadas, era improvável que a economia já apresentaria uma recuperação vigorosa autossustentada àquela altura.
No início de 2010, já estava óbvio que essas preocupações eram justificadas. Mas de alguma forma surgiu um enorme consenso entre os autores de políticas e especialistas de que nada mais seria feito para criar empregos, e que, em vez disso, era preciso uma mudança de direção visando a austeridade fiscal.
Esse consenso foi alimentado por histórias para criar medo envolvendo uma iminente perda de confiança do mercado na dívida americana. Cada pequeno aumento nas taxas de juros era interpretado como sinal de que os “vigilantes dos títulos” estavam prestes a atacar, e essa interpretação era frequentemente noticiada como fato, não como sendo uma hipótese dúbia.
Por exemplo, em março de 2010, o “The Wall Street Journal” publicou um artigo intitulado “Temor da Dívida Eleva Juros”, noticiando que as taxas de juros americanas de longo prazo tinham aumentado e afirmando –sem apresentar evidência– de que esse aumento, para aproximadamente 3,9%, refletia as preocupações com o déficit orçamentário. Na verdade, ele provavelmente refletia vários meses de números decentes do emprego, que aumentaram temporariamente o otimismo em relação à recuperação.
Mas não importa. De alguma forma, se transformou em pensamento comum que o déficit, e não o desemprego, era o “Inimigo Público Nº 1” –um pensamento comum tanto refletido quanto reforçado pela mudança dramática no enfoque da cobertura da imprensa, da preocupação com o desemprego para a preocupação com o déficit orçamentário. A criação de empregos na prática saiu da agenda.
E aqui estamos, no meio de 2011. E como vão as coisas?
Bem, os vigilantes dos títulos continuam existindo apenas na imaginação dos falcões do déficit. As taxas de juros de longo prazo têm flutuado com o otimismo ou pessimismo em relação à economia; uma onda recente de más notícias fez com que caíssem em torno de 3%, não distante dos pontos mais baixos históricos.
E as notícias, de fato, foram ruins. À medida que diminui o efeito do estímulo, também cai a esperança de uma forte recuperação econômica. Sim, ocorreu alguma criação de empregos –mas em um ritmo que não consegue acompanhar o crescimento da população. O percentual de americanos adultos com emprego, que caiu entre 2007 e 2009, mal se alterou desde então. E os números mais recentes sugerem que mesmo este crescimento modesto e inadequado do emprego está engasgando.
Assim, como eu disse, nós já repetimos uma versão do erro de 1937, retirando o apoio fiscal cedo demais e perpetuando o desemprego elevado.
Mas coisas piores poderão acontecer em breve.
No lado fiscal, os republicanos estão exigindo cortes de gastos imediatos como preço para a elevação do teto para endividamento e para evitar um calote americano. Se esta chantagem tiver sucesso, ela colocará um obstáculo adicional em uma economia já fraca.
Enquanto isso, um coro barulhento está exigindo que o Fed e seus pares no exterior elevem as taxas de juros para evitar uma suposta ameaça inflacionária. Como o artigo do Fed de Nova York aponta, o aumento da inflação nos preços ao consumidor nos últimos meses –que já está demonstrando sinais de enfraquecimento– refletia fatores temporários e a inflação subjacente permanece baixa. E economistas inteligentes como Eggertsson entendem isso. Mas o Banco Central Europeu já está elevando as taxas de juros e o Fed está sob pressão para fazer o mesmo. Tentativas adicionais para ajudar a economia a expandir parecem fora de questão.
Então, o erro de 2010 ainda pode ser seguido por um erro ainda maior. Mesmo se isso não acontecer, o fato é que a política de resposta à crise foi e continua sendo altamente inadequada.
Aqueles que se recusam a aprender com a história estão condenados a repeti-la; nós estávamos e estamos. O que estamos experimentando pode não ser uma repetição plena da Grande Depressão, mas isso não serve de consolo para milhões de famílias americanas que estão sofrendo com uma crise econômica sem fim à vista.
Fonte - UOL
Nota DDP: E um dia desses, no meio de uma dessas crises que reaparecem em ciclo cada vez menores, o "gatilho" para os últimos eventos certamente será disparado. Analisando o quadro todo do conflito, esse dia parece estar se aproximando rapidamente.
Eggertsson diz que não, que agora os economistas sabem mais. Mas eu discordo. Na verdade, de muitas formas importantes nós já repetimos o erro de 1937. Chame de o erro de 2010: um “desvio” da atenção dos empregos para outras preocupações, um erro que tem sido acentuado pelos recentes dados econômicos.
Com certeza as coisas poderiam ser piores –e há uma forte chance de que, de fato, piorarão.
Quando o pacote de estímulo econômico original de 2009 foi aprovado, alguns de nós alertaram que ele era tanto pequeno demais quanto muito breve. Em particular, os efeitos do estímulo começariam a desaparecer em 2010 –e dado que crises financeiras costumam ser seguidas por desacelerações prolongadas, era improvável que a economia já apresentaria uma recuperação vigorosa autossustentada àquela altura.
No início de 2010, já estava óbvio que essas preocupações eram justificadas. Mas de alguma forma surgiu um enorme consenso entre os autores de políticas e especialistas de que nada mais seria feito para criar empregos, e que, em vez disso, era preciso uma mudança de direção visando a austeridade fiscal.
Esse consenso foi alimentado por histórias para criar medo envolvendo uma iminente perda de confiança do mercado na dívida americana. Cada pequeno aumento nas taxas de juros era interpretado como sinal de que os “vigilantes dos títulos” estavam prestes a atacar, e essa interpretação era frequentemente noticiada como fato, não como sendo uma hipótese dúbia.
Por exemplo, em março de 2010, o “The Wall Street Journal” publicou um artigo intitulado “Temor da Dívida Eleva Juros”, noticiando que as taxas de juros americanas de longo prazo tinham aumentado e afirmando –sem apresentar evidência– de que esse aumento, para aproximadamente 3,9%, refletia as preocupações com o déficit orçamentário. Na verdade, ele provavelmente refletia vários meses de números decentes do emprego, que aumentaram temporariamente o otimismo em relação à recuperação.
Mas não importa. De alguma forma, se transformou em pensamento comum que o déficit, e não o desemprego, era o “Inimigo Público Nº 1” –um pensamento comum tanto refletido quanto reforçado pela mudança dramática no enfoque da cobertura da imprensa, da preocupação com o desemprego para a preocupação com o déficit orçamentário. A criação de empregos na prática saiu da agenda.
E aqui estamos, no meio de 2011. E como vão as coisas?
Bem, os vigilantes dos títulos continuam existindo apenas na imaginação dos falcões do déficit. As taxas de juros de longo prazo têm flutuado com o otimismo ou pessimismo em relação à economia; uma onda recente de más notícias fez com que caíssem em torno de 3%, não distante dos pontos mais baixos históricos.
E as notícias, de fato, foram ruins. À medida que diminui o efeito do estímulo, também cai a esperança de uma forte recuperação econômica. Sim, ocorreu alguma criação de empregos –mas em um ritmo que não consegue acompanhar o crescimento da população. O percentual de americanos adultos com emprego, que caiu entre 2007 e 2009, mal se alterou desde então. E os números mais recentes sugerem que mesmo este crescimento modesto e inadequado do emprego está engasgando.
Assim, como eu disse, nós já repetimos uma versão do erro de 1937, retirando o apoio fiscal cedo demais e perpetuando o desemprego elevado.
Mas coisas piores poderão acontecer em breve.
No lado fiscal, os republicanos estão exigindo cortes de gastos imediatos como preço para a elevação do teto para endividamento e para evitar um calote americano. Se esta chantagem tiver sucesso, ela colocará um obstáculo adicional em uma economia já fraca.
Enquanto isso, um coro barulhento está exigindo que o Fed e seus pares no exterior elevem as taxas de juros para evitar uma suposta ameaça inflacionária. Como o artigo do Fed de Nova York aponta, o aumento da inflação nos preços ao consumidor nos últimos meses –que já está demonstrando sinais de enfraquecimento– refletia fatores temporários e a inflação subjacente permanece baixa. E economistas inteligentes como Eggertsson entendem isso. Mas o Banco Central Europeu já está elevando as taxas de juros e o Fed está sob pressão para fazer o mesmo. Tentativas adicionais para ajudar a economia a expandir parecem fora de questão.
Então, o erro de 2010 ainda pode ser seguido por um erro ainda maior. Mesmo se isso não acontecer, o fato é que a política de resposta à crise foi e continua sendo altamente inadequada.
Aqueles que se recusam a aprender com a história estão condenados a repeti-la; nós estávamos e estamos. O que estamos experimentando pode não ser uma repetição plena da Grande Depressão, mas isso não serve de consolo para milhões de famílias americanas que estão sofrendo com uma crise econômica sem fim à vista.
Fonte - UOL
Nota DDP: E um dia desses, no meio de uma dessas crises que reaparecem em ciclo cada vez menores, o "gatilho" para os últimos eventos certamente será disparado. Analisando o quadro todo do conflito, esse dia parece estar se aproximando rapidamente.
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Nova bactéria assusta europeus
Cientistas do Instituto de Genômica de Pequim, na China (ESPA, na sigla em inglês), identificaram o tipo da bactéria Escherichia coli que está causando um surto de doença na Europa, e que já deixou 18 mortos no continente. Segundo os especialistas, a versão da bactéria é nova, altamente contagiosa e letal. A Agência de Proteção à Saúde britânica (HPA, na sigla em inglês) e o Centro de Controle e Prevenção de Doenças europeu (ECDC) afirmam que a cepa responsável por causar a síndrome hemolítico-urêmica e diarreia com sangue nas pessoas chama-se O104:H4. Quase todos os óbitos aconteceram na Alemanha. O último deles foi confirmado nesta quinta-feira (2) após a morte de uma moradora idosa em Hamburgo, cidade portuária ao norte do território germânico e principal atingida pelo surto. Apenas uma morte aconteceu fora do país, quando uma vítima foi identificada na Suécia. Já o número de pessoas contaminadas superou 1,5 mil em mais de 10 países da União Europeia. Somente na Alemanha, 490 casos são confirmados pelo Instituto Robert Koch.Os especialistas europeus ainda não sabem dizer como o surto começou, mas a principal aposta está na contaminação de vegetais, especialmente pepinos. Como medida de prevenção, a Rússia já anunciou a suspensão da importação de vegetais de todos os países da Europa. [...]
Dois casos foram identificados nos Estados Unidos, com pacientes que estiveram em Hamburgo recentemente. Segundo a agência Kyodo News, o Japão também registrou a presença da bactéria na cidade de Toyama.
O centro das atenções no caso é uma bactéria que é encontrada normalmente no intestino de humanos. Algumas versões, porém, podem causar doenças. Segundo os cientistas chineses que identificaram a cepa responsável pelo surto, este é um tipo novo do micro-organismo. [...]
(G1 Notícias)
Leia também direto do blog Criacionismo: "Humanidade perde batalha contra superbactérias" e "Bactéria resistente a antibióticos é encontrada em humanos e vacas"
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