As chuvas torrenciais e as inundações no centro e no sul da China, uma zona que há apenas uma semana sofria a pior seca em 50 anos, forçaram a retirada de mais de 55 mil pessoas nas últimas horas, informaram nesta quarta-feira as autoridades através da agência oficial Xinhua.
Nos últimos dez dias, ao menos 105 pessoas morreram e 63 estão desaparecidas em consequência deste desastre natural, segundo anteriores boletins do Ministério de Assuntos Civis.
Cerca de 53 mil evacuações ocorreram na localidade de Xianning, em Hubei (centro da China), uma província onde em abril e maio vários rios quase secaram totalmente pela falta de chuvas.
Outras 2.700 pessoas foram deslocadas na vizinha província de Guizhou, onde nos últimos dois dias foram registradas três mortes de pessoas atingidas por raios.
Quatro pessoas morreram nos últimos dias na região da Mongólia Interior, no norte da China, onde chuvas torrenciais e granizo causaram a morte de 1 mil cabeças de gado, uma das bases da economia local.
Uma das zonas mais afetadas pelas inundações nos últimos dias é a localidade de Yueyang, na província de Hunan, onde na semana passada ocorreu a pior tempestade em três séculos, que deixou 29 mortos e 20 desaparecidos devido a enchentes e deslizamentos de terra.
Fonte - Folha
Nota DDP: Os extremos parecem não ter fim. A cada dia que passa a expressão "o pior dos últimos anos" se repete e se repete em todos os fenômenos naturais em todas as partes do planeta. Quanto tempo mais aguentará esse pequeno "planeta azul"?
quarta-feira, 15 de junho de 2011
terça-feira, 14 de junho de 2011
Estamos a caminho de um desastre de proporções bíblicas
O lendário investidor Jeremy Grantham da OGM publicou um tratado sobre a causa da explosão dos preços das commodities.Ele também ofereceu uma visão assustadoramente deprimente para o futuro da humanidade.
Grantham conclui que o mundo sofreu uma permanente "mudança de paradigma", no qual o número de pessoas no planeta Terra final e permanentemente ultrapassou a capacidade do planeta de nos sustentar.
Especificamente, diz Grantham, o fenômeno das pessoas cada vez mais usando uma fonte finita de recursos naturais não pode continuar para sempre - e os preços dos metais, os hidrocarbonetos (petróleo) e dos alimentos estão agora começando a refletir isso.
Em outras palavras, diz Grantham, é diferente desta vez.
Grantham acredita que a tendência dos últimos 100 anos, em que os preços de quase todas as principais commodities vem caindo, está permanentemente terminada. E daqui em diante, os seres humanos estarão competindo mais - e pagando mais - pelos recursos cada vez mais escassos.
Do ponto de vista de investimento, esta mudança de paradigma não significa necessariamente um desastre: Grantham diz que o jogo óbvio é manter "as coisas no chão" (e no próprio terreno, como o enorme boom nos preços de terras agrícolas ilustra). O menos óbvio, mas igualmente convincente jogo é possuir empresas e tecnologias que facilitem a conservação dos recursos.
Do ponto de vista social, a notícia é muito pior. Grantham acredita que o planeta de forma sustentável só pode suportar cerca de 1,5 bilhões de seres humanos, contra os 7.000 milhões na Terra agora (caminhando para a 10-12 bilhões). Por toda a história, exceto nos últimos 200 anos, a população humana foi controlada através dos limites do abastecimento alimentar. Grantham pensa que, eventualmente, a mesma força irá entrar em jogo novamente.
A esperança dos otimistas, é claro, é que a "ciência" vai encontrar uma solução para este problema, do jeito que foi nos últimos 150 anos. Mas a menos que o mundo acorde imediatamente para a gravidade do problema - e faça de arrumar isso uma prioridade global - Grantham não vê isso acontecendo.
Fonte - Business Insider
Crise no meio ambiente vai obrigar pessoas a consumirem menos
Nós precisamos realmente pensar se daqui alguns anos, quando olharmos para a primeira década do século 21 –quando os preços dos alimentos dispararam, os preços de energia foram às alturas, a população mundial aumentou, tornados devastaram cidades, enchentes e secas bateram recordes, populações foram deslocadas e os governos foram ameaçados pela confluência de tudo isso– nós nos perguntaremos: o que estávamos pensando? Como não entramos em pânico quando a evidência era tão óbvia de que ultrapassamos algum tipo de limiar de crescimento/clima/recursos naturais/população tudo ao mesmo tempo?
“A única resposta só pode ser negação”, argumenta Paul Gilding, o veterano empreendedor-ambientalista australiano, que descreveu este momento em um novo livro, “The Great Disruption: Why the Climate Crisis Will Bring on the End of Shopping and the Birth of a New World”. “Quando você está cercado por algo tão grande, que exige que você mude tudo a respeito do modo como pensa e vê o mundo, então a negação é a resposta natural. Mas quanto mais esperarmos, maior será a resposta necessária.”
Gilding cita o trabalho da Global Footprint Network (GFN, Rede Global de Pegada Ecológica), uma aliança de cientistas, que calcula quantos “planetas Terra” precisamos para sustentar nossas atuais taxas de crescimento. A GFN mede quantas áreas de terra e água precisamos para produzir os recursos que consumimos e absorver nossos dejetos, usando a tecnologia predominante. Ao todo, diz a GFN, nós estamos atualmente crescendo a uma taxa que está usando os recursos da Terra bem mais rápido do que podem ser restaurados de forma sustentável, de modo que estamos devorando nosso futuro. No momento, o crescimento global está usando aproximadamente 1,5 Terra. “O fato de haver um só planeta torna isto um problema significativo”, diz Gilding.
Não é ficção científica. Isto é o que acontece quando nosso sistema de crescimento e o sistema da natureza batem contra um muro ao mesmo tempo. Enquanto estava no Iêmen no ano passado, eu vi um caminhão-tanque entregando água na capital, Sanaa. Por quê? Porque Sanaa poderá ser a primeira grande cidade do mundo a ficar sem água em uma década. Isso é o que acontece quando uma geração em um país vive a 150% da capacidade sustentável.
“Se você cortar mais árvores do que planta, você ficará sem árvores”, escreve Gilding. “Se você colocar nitrogênio adicional no sistema de água, você muda o tipo e a quantidade de vida que a água pode sustentar. Se você aumenta o cobertor de CO2 da Terra, a Terra fica mais quente. Se você faz todas essas coisas e muitas outras mais ao mesmo tempo, você muda a forma como todo o sistema do planeta Terra se comporta, com impactos sociais, econômicos e de suporte de vida. Isto não é especulação; isto é ciência colegial.”
Também é o estado atual. “Nos milhares de anos de civilização da China, o conflito entre a humanidade e a natureza nunca foi tão sério quanto atualmente”, disse recentemente o ministro do Meio Ambiente da China, Zhou Shengxian. “O esgotamento e deterioração dos recursos e o agravamento do ambiente ecológico se transformaram em gargalos e impedimentos graves para o desenvolvimento econômico e social do país.” O que o ministro da China está nos dizendo, diz Gilding, é que “a Terra está cheia. Nós atualmente estamos usando tantos recursos e despejando tantos dejetos na Terra que chegamos a algum tipo de limite, considerando as tecnologias atuais. A economia terá que ficar menor em termos de impacto físico”.
Mas nós não mudaremos sistemas sem uma crise. Mas não se preocupe. Nós estamos chegando lá. Nós estamos presos atualmente em dois círculos: um é o de que o crescimento populacional e o aquecimento global estão elevando os preços dos alimentos; o aumento dos preços dos alimentos causa instabilidade política no Oriente Médio, que leva a preços mais altos do petróleo, que leva a preços mais altos dos alimentos, que leva a mais instabilidade. Ao mesmo tempo, uma maior produtividade significa que menos pessoas são necessárias em cada fábrica para produzir mais coisas. Assim, se quisermos ter mais empregos, nós precisaremos de mais fábricas. Mais fábricas fazendo mais coisas provocam maior aquecimento global, e é o ponto onde os dois círculos se encontram.
Mas Gilding é na verdade um eco-otimista. Quando o impacto do Grande Rompimento nos atingir, ele diz, “nossa resposta será proporcionalmente dramática, nos mobilizando como seria em uma guerra. Nós mudaremos em uma escala e velocidade que mal podemos imaginar atualmente, transformando completamente nossa economia, incluindo nossos setores de energia e transportes, em apenas poucas décadas”.
Nós perceberemos, ele prevê, que o modelo de crescimento movido pelo consumo está quebrado e temos que passar para um modelo de crescimento movido pela felicidade, com base nas pessoas trabalhando menos e possuindo menos. “Quantas pessoas”, diz Gilding, “se veem em seu leito de morte e pensam: ‘Eu gostaria de ter trabalhado mais ou desenvolvido mais valor para o acionista’, e quantas pessoas pensam: ‘Eu gostaria de ter assistido mais jogos no estádio, lido mais livros para meus filhos, feito mais caminhadas?’ Para isso, é preciso um modelo de crescimento baseado em dar às pessoas mais tempo para desfrutarem a vida, mas com menos coisas”.
Soa utópico? Gilding insiste que é um realista. “Nós estamos caminhando para uma escolha movida por uma crise”, ele diz. “Ou permitiremos que o colapso nos surpreenda ou desenvolveremos um novo modelo econômico sustentável. Nós escolheremos o segundo. Nós podemos ser lerdos, mas não somos estúpidos.”
Fonte - UOL
Nota DDP: Trabalho e tempo. Assim como os círculos do aquecimento global e do crescimento global abordados pelo artigo em algum momento estabelecerão um ponto comum, o discurso religioso que privilegia tempo e família em contraste com o tempo e trabalho do mundo político, também contarão com seu ponto de convergência.
Nesse dia se estabelecerá a última "guerra", "dramática" o suficiente para o último capítulo do Conflito dos Séculos.
[Colaboração - Cléo de Castro]
“A única resposta só pode ser negação”, argumenta Paul Gilding, o veterano empreendedor-ambientalista australiano, que descreveu este momento em um novo livro, “The Great Disruption: Why the Climate Crisis Will Bring on the End of Shopping and the Birth of a New World”. “Quando você está cercado por algo tão grande, que exige que você mude tudo a respeito do modo como pensa e vê o mundo, então a negação é a resposta natural. Mas quanto mais esperarmos, maior será a resposta necessária.”
Gilding cita o trabalho da Global Footprint Network (GFN, Rede Global de Pegada Ecológica), uma aliança de cientistas, que calcula quantos “planetas Terra” precisamos para sustentar nossas atuais taxas de crescimento. A GFN mede quantas áreas de terra e água precisamos para produzir os recursos que consumimos e absorver nossos dejetos, usando a tecnologia predominante. Ao todo, diz a GFN, nós estamos atualmente crescendo a uma taxa que está usando os recursos da Terra bem mais rápido do que podem ser restaurados de forma sustentável, de modo que estamos devorando nosso futuro. No momento, o crescimento global está usando aproximadamente 1,5 Terra. “O fato de haver um só planeta torna isto um problema significativo”, diz Gilding.
Não é ficção científica. Isto é o que acontece quando nosso sistema de crescimento e o sistema da natureza batem contra um muro ao mesmo tempo. Enquanto estava no Iêmen no ano passado, eu vi um caminhão-tanque entregando água na capital, Sanaa. Por quê? Porque Sanaa poderá ser a primeira grande cidade do mundo a ficar sem água em uma década. Isso é o que acontece quando uma geração em um país vive a 150% da capacidade sustentável.
“Se você cortar mais árvores do que planta, você ficará sem árvores”, escreve Gilding. “Se você colocar nitrogênio adicional no sistema de água, você muda o tipo e a quantidade de vida que a água pode sustentar. Se você aumenta o cobertor de CO2 da Terra, a Terra fica mais quente. Se você faz todas essas coisas e muitas outras mais ao mesmo tempo, você muda a forma como todo o sistema do planeta Terra se comporta, com impactos sociais, econômicos e de suporte de vida. Isto não é especulação; isto é ciência colegial.”
Também é o estado atual. “Nos milhares de anos de civilização da China, o conflito entre a humanidade e a natureza nunca foi tão sério quanto atualmente”, disse recentemente o ministro do Meio Ambiente da China, Zhou Shengxian. “O esgotamento e deterioração dos recursos e o agravamento do ambiente ecológico se transformaram em gargalos e impedimentos graves para o desenvolvimento econômico e social do país.” O que o ministro da China está nos dizendo, diz Gilding, é que “a Terra está cheia. Nós atualmente estamos usando tantos recursos e despejando tantos dejetos na Terra que chegamos a algum tipo de limite, considerando as tecnologias atuais. A economia terá que ficar menor em termos de impacto físico”.
Mas nós não mudaremos sistemas sem uma crise. Mas não se preocupe. Nós estamos chegando lá. Nós estamos presos atualmente em dois círculos: um é o de que o crescimento populacional e o aquecimento global estão elevando os preços dos alimentos; o aumento dos preços dos alimentos causa instabilidade política no Oriente Médio, que leva a preços mais altos do petróleo, que leva a preços mais altos dos alimentos, que leva a mais instabilidade. Ao mesmo tempo, uma maior produtividade significa que menos pessoas são necessárias em cada fábrica para produzir mais coisas. Assim, se quisermos ter mais empregos, nós precisaremos de mais fábricas. Mais fábricas fazendo mais coisas provocam maior aquecimento global, e é o ponto onde os dois círculos se encontram.
Mas Gilding é na verdade um eco-otimista. Quando o impacto do Grande Rompimento nos atingir, ele diz, “nossa resposta será proporcionalmente dramática, nos mobilizando como seria em uma guerra. Nós mudaremos em uma escala e velocidade que mal podemos imaginar atualmente, transformando completamente nossa economia, incluindo nossos setores de energia e transportes, em apenas poucas décadas”.
Nós perceberemos, ele prevê, que o modelo de crescimento movido pelo consumo está quebrado e temos que passar para um modelo de crescimento movido pela felicidade, com base nas pessoas trabalhando menos e possuindo menos. “Quantas pessoas”, diz Gilding, “se veem em seu leito de morte e pensam: ‘Eu gostaria de ter trabalhado mais ou desenvolvido mais valor para o acionista’, e quantas pessoas pensam: ‘Eu gostaria de ter assistido mais jogos no estádio, lido mais livros para meus filhos, feito mais caminhadas?’ Para isso, é preciso um modelo de crescimento baseado em dar às pessoas mais tempo para desfrutarem a vida, mas com menos coisas”.
Soa utópico? Gilding insiste que é um realista. “Nós estamos caminhando para uma escolha movida por uma crise”, ele diz. “Ou permitiremos que o colapso nos surpreenda ou desenvolveremos um novo modelo econômico sustentável. Nós escolheremos o segundo. Nós podemos ser lerdos, mas não somos estúpidos.”
Fonte - UOL
Nota DDP: Trabalho e tempo. Assim como os círculos do aquecimento global e do crescimento global abordados pelo artigo em algum momento estabelecerão um ponto comum, o discurso religioso que privilegia tempo e família em contraste com o tempo e trabalho do mundo político, também contarão com seu ponto de convergência.
Nesse dia se estabelecerá a última "guerra", "dramática" o suficiente para o último capítulo do Conflito dos Séculos.
[Colaboração - Cléo de Castro]
Erupção vulcânica na Eritreia causa nuvens de cinzas de até 15km de altura
"A erupção ocorrida no domingo é importante", segundo Jean Nicolau, da Meteo-France, em Toulouse (sul da França), onde também se localiza o VAAC, um dos centros internacionais de vigilância, encarregado da Europa do Sul e da África.
"Segundo imagens de satélite que observamos, as cinzas vulcânicas alcançam de 13 a 15 km de altura. Não estamos em uma situação crítica como ocorreu com o vulcão islandês Grimsv¶tn, que abarcava uma zona de tráfego aéreo muito densa, pois o tráfego é muito menos importante na África Oriental", afirmou.
A secretária de Estado americana Hillary Clinton teve que encurtar sua visita em Adis Abeba por causa do avanço para a capital etíope de uma nuvem de cinzas.
Fonte - BOL
Nota DDP: Veja também "Vulcão Puyehue não dá descanso e continua a perturbar aeroportos".
"A crosta terrestre será dilacerada pelas explosões dos elementos ocultos nas entranhas da Terra. Estes elementos, uma vez desprendidos, arrebatarão os tesouros dos que durante anos têm aumentado sua fortuna pela aquisição de grandes posses a preços de fome dos que estão ao seu serviço. E o mundo religioso também será terrivelmente abalado, pois o fim de todas as coisas está às portas" (Manuscript Releases, v. 3, p. 208).
Os solos do planeta estão sob ameaça
Não são apenas as geleiras e as florestas tropicais que estão em perigo em nosso planeta. Além do fantasma do aquecimento global e dos desmatamentos fora de controle, os solos da Terra estão sob maior ameaça do que nunca.Segundo cientistas, em algumas partes do mundo as perdas por erosão ultrapassam a taxa natural de formação do solo. A intensidade da atividade humana está afetando a capacidade do solo de produzir alimentos, armazenar o carbono da atmosfera, filtrar a contaminação do abastecimento de água e manter a biodiversidade.
Devido à crescente demanda por alimentos, a intensificação da agricultura por si só vai colocar uma enorme pressão sobre os solos ao longo das próximas décadas – e as alterações climáticas aumentam ainda mais o desafio.
Os solos são o cerne da “zona crítica” da Terra: a camada que dá suporte à vida de grande parte da humanidade e vai do topo da copa das árvores ao fundo dos aquíferos.
Steve Banwart, professor do Instituto Kroto de Pesquisa da Universidade de Sheffeld, lidera um novo programa de pesquisa internacional, denominado Observatórios de Zonas Críticas, que busca ajuda para enfrentar o desafio de manter a qualidade de nossos solos.
Existem agora mais de 30 observatórios em muitos países diferentes e eles estão começando a trabalhar juntos. Um dos objetivos desse esforço internacional é desenvolver modelos matemáticos para prever como o solo e as funções que ele desempenha vão ser afetados com a intensificação das atividades humanas. A ideia é também desenvolver solução para aumentar a produtividade de plantações, por exemplo, sem comprometer as outras funções do solo.
Hypescience
[Pesquisa - Evidências Proféticas]
Temporada de tornados foi a mais mortífera
A temporada de tornados que terminou na última semana nos Estados Unidos foi a mais mortífera do país e provocou danos materiais estimados em 12,5 bilhões de dólares, revelaram as autoridades americanas. As tempestades e tornados que assolaram o centro e sul dos Estados Unidos entre 20 e 27 de maio devastaram principalmente a localidade de Joplin, no Missouri, e provocaram danos entre 4 e 7 bilhões de dólares, explicou a seguradora especializada em catástrofes, a AIR Worldwide. Um mês antes, ocorreu o temporal mais grave desde 1925 que provocou cerca de 350 vítimas mortais em seis estados e estragos estimados entre 3,7 e 5,5 bilhões de dólares apenas em seis dias, entre 22 e 28 de abril. A soma dos prejuízos materiais eleva-se a um mínimo de 7,7 bilhões de dólares e a um máximo de 12,5 bilhões de dólares de equipamentos ou infraestruturas seguradas, além dos materiais que existiam no interior.A temporada de tornados nos Estados Unidos foi a mais grave desde os anos 50 com mais de 500 pessoas mortas e prejuízos materiais que as autoridades estimaram desde o início em bilhões de dólares. Só em Joplin, mais de 8 mil infraestruturas ficaram arrasadas.
(DN Globo)
Fonte - Michelson Borges
sexta-feira, 10 de junho de 2011
FAO teme escassez de água na agricultura por mudanças climáticas
Roma, 9 Jun 2011 (AFP) -As mudanças climáticas poderiam provocar escassez de água nas próximas décadas para a produção de alimentos e cultivos, segundo estudo divulgado esta quinta-feira pela FAO.
O estudo analisa as consequências previsíveis das mudanças climáticas, entre elas a diminuição da corrente de água dos rios e da alimentação dos aquíferos no Mediterrâneo, as zonas semiáridas na América, Austrália e África meridional, regiões que já sofrem de "estresse hídrico", sustentou a entidade das Nações Unidas.
Segundo o estudo, na Ásia serão afetadas amplas regiões que dependem do degelo e dos glaciares de montanha.
As áreas densamente povoadas dos deltas fluviais também estão ameaçadas, pela combinação de menor fluxo de água, aumento da salinidade e elevação do nível do mar.
A aceleração do ciclo hidrológico do planeta, já que as temperaturas em alta aumentarão a taxa de evaporação da terra e do mar, também afetarão o acesso à água.
Os especialistas da FAO afirmam que a chuva aumentará nos trópicos e em latitudes mais elevadas, mas diminuirá nas regiões que já têm caráter seco e semiárido e no interior dos grandes continentes.
"Será necessário contar com uma frequência maior de secas e inundações, mas espera-se que as regiões do mundo que já sofrem de escassez de água se tornem mais secas e quentes", sustentou a FAO.
"A perda de glaciares - que sustentam cerca de 40% do abastecimento de água ao nível mundial - afetará finalmente a quantidade de água de superfície disponível para a irrigação das principais bacias produtoras", destacam os especialistas.
A FAO adverte que se sabe muito pouco sobre o futuro impacto das mudanças climáticas na água para a agricultura ao nível regional e subregional, e onde os camponeses estarão mais ameaçados.
"É necessária uma precisão e um enfoque maiores para entender a natureza, o alcance e localização dos efeitos das mudanças climáticas nos recursos hídricos para a agricultura nos países em desenvolvimento", destacou o informe, acrescentando que "mapear a vulnerabilidade é uma tarefa chave ao nível nacional e regional".
Fonte - BOL
O estudo analisa as consequências previsíveis das mudanças climáticas, entre elas a diminuição da corrente de água dos rios e da alimentação dos aquíferos no Mediterrâneo, as zonas semiáridas na América, Austrália e África meridional, regiões que já sofrem de "estresse hídrico", sustentou a entidade das Nações Unidas.
Segundo o estudo, na Ásia serão afetadas amplas regiões que dependem do degelo e dos glaciares de montanha.
As áreas densamente povoadas dos deltas fluviais também estão ameaçadas, pela combinação de menor fluxo de água, aumento da salinidade e elevação do nível do mar.
A aceleração do ciclo hidrológico do planeta, já que as temperaturas em alta aumentarão a taxa de evaporação da terra e do mar, também afetarão o acesso à água.
Os especialistas da FAO afirmam que a chuva aumentará nos trópicos e em latitudes mais elevadas, mas diminuirá nas regiões que já têm caráter seco e semiárido e no interior dos grandes continentes.
"Será necessário contar com uma frequência maior de secas e inundações, mas espera-se que as regiões do mundo que já sofrem de escassez de água se tornem mais secas e quentes", sustentou a FAO.
"A perda de glaciares - que sustentam cerca de 40% do abastecimento de água ao nível mundial - afetará finalmente a quantidade de água de superfície disponível para a irrigação das principais bacias produtoras", destacam os especialistas.
A FAO adverte que se sabe muito pouco sobre o futuro impacto das mudanças climáticas na água para a agricultura ao nível regional e subregional, e onde os camponeses estarão mais ameaçados.
"É necessária uma precisão e um enfoque maiores para entender a natureza, o alcance e localização dos efeitos das mudanças climáticas nos recursos hídricos para a agricultura nos países em desenvolvimento", destacou o informe, acrescentando que "mapear a vulnerabilidade é uma tarefa chave ao nível nacional e regional".
Fonte - BOL
Danos nos oceanos podem ser irreversíveis
A organização internacional Oceana alertou ontem para os danos registados nos oceanos, que serão "irreversíveis" se não forem avançadas medidas, salientando que 99 por cento das espécies marinhas em perigo estão sem planos de conservação.
A propósito do Dia Mundial dos Oceanos, que ontem se assinalou, a Oceana realçou em comunicado que "a primeira década do século XXI foi um período devastador para os oceanos" e, "caso ações decisivas não sejam tomadas imediatamente, os danos serão irreversíveis".
Segundo as suas estimativas, "99 por cento das espécies marinhas em perigo de extinção ainda não têm planos de conservação e numa só década 70 milhões de toneladas de peixe foram jogadas fora".
A estes dados, é acrescentado que "110.000 hectares de erva marinha, refúgio de milhares de organismos, foram destruídos".
A crítica da organização de conservação marinha vai para o setor das pescas ao frisar que "os avanços tecnológicos postos em prática para sobre aproveitar os recursos dos oceanos maximizam os lucros de curto prazo da indústria pesqueira, sem terem em conta a subsistência de milhões de pessoas nem a preservação dos ecossistemas marinhos".
Outra preocupação transmitida pela Oceana refere-se ao facto de a maior parte dos mares profundos permanecer por explorar, "o que significa que, em muitas áreas, ferramentas pesqueiras destrutivas são permitidas sem sequer se ter a noção da biodiversidade que se está a destruir".
Fonte - Diário de Notícias
A propósito do Dia Mundial dos Oceanos, que ontem se assinalou, a Oceana realçou em comunicado que "a primeira década do século XXI foi um período devastador para os oceanos" e, "caso ações decisivas não sejam tomadas imediatamente, os danos serão irreversíveis".
Segundo as suas estimativas, "99 por cento das espécies marinhas em perigo de extinção ainda não têm planos de conservação e numa só década 70 milhões de toneladas de peixe foram jogadas fora".
A estes dados, é acrescentado que "110.000 hectares de erva marinha, refúgio de milhares de organismos, foram destruídos".
A crítica da organização de conservação marinha vai para o setor das pescas ao frisar que "os avanços tecnológicos postos em prática para sobre aproveitar os recursos dos oceanos maximizam os lucros de curto prazo da indústria pesqueira, sem terem em conta a subsistência de milhões de pessoas nem a preservação dos ecossistemas marinhos".
Outra preocupação transmitida pela Oceana refere-se ao facto de a maior parte dos mares profundos permanecer por explorar, "o que significa que, em muitas áreas, ferramentas pesqueiras destrutivas são permitidas sem sequer se ter a noção da biodiversidade que se está a destruir".
Fonte - Diário de Notícias
Tecnologia de reconhecimento facial do Facebook gera dúvidas
SÃO FRANCISCO - O Facebook ampliou silenciosamente a disponibilidade de tecnologia para identificar automaticamente as pessoas nas fotos, renovando as preocupações sobre as práticas de privacidade do maior serviço mundial de redes sociais.
A característica, que o Facebook habilitou automaticamente para seus usuários, se estendeu dos Estados Unidos para a maioria dos países, informou na terça-feira a rede social em seu blog oficial.
A aplicação de sugestão de legendas utiliza ferramenta de reconhecimento facial para acelerar o processo de identificação de amigos e conhecidos que aparecem nas fotos publicadas no Facebook.
A maneira como a companhia divulgou a tecnologia gerou suspeitas em alguns círculos. A empresa de consultores de segurança em internet Sophos publicou na terça-feira uma nota no blog de sua companhia dizendo que muitos usuários do Facebook estão informando que o site ativou a opção de reconhecimento facial nos últimos dias sem avisar a eles.
"Novamente, parece que o Facebook está invadindo a privacidade de seus usuários na internet de forma oculta", escreveu Graham Cluley, consultor de tecnologia da Sophos.
O Facebook, que anunciou em dezembro que planejava apresentar o seviço nos Estados Unidos, reconheceu na terça que a aplicação, de fato, está disponível para mais usuários.
Quando consultada sobre a publcação no blog da Sophos, o Facebook disse em um comunicado que enviou por correio eletrônico que "deveríamos ter sido mais claros com as pessoas durante o processo de expansão quando o aplicativo esteve disponível para elas".
O comunicado destacou que as sugestões de legendas de fotos se realizam somente quando se acrescentam novas imagens ao Facebook, que somente se sugerem aos amigos e que os usuários podem desativar a característica em sua configuração de privacidade.
A companhia não respondeu às solicitações de mais comentários.
Fonte - O Globo
A característica, que o Facebook habilitou automaticamente para seus usuários, se estendeu dos Estados Unidos para a maioria dos países, informou na terça-feira a rede social em seu blog oficial.
A aplicação de sugestão de legendas utiliza ferramenta de reconhecimento facial para acelerar o processo de identificação de amigos e conhecidos que aparecem nas fotos publicadas no Facebook.
A maneira como a companhia divulgou a tecnologia gerou suspeitas em alguns círculos. A empresa de consultores de segurança em internet Sophos publicou na terça-feira uma nota no blog de sua companhia dizendo que muitos usuários do Facebook estão informando que o site ativou a opção de reconhecimento facial nos últimos dias sem avisar a eles.
"Novamente, parece que o Facebook está invadindo a privacidade de seus usuários na internet de forma oculta", escreveu Graham Cluley, consultor de tecnologia da Sophos.
O Facebook, que anunciou em dezembro que planejava apresentar o seviço nos Estados Unidos, reconheceu na terça que a aplicação, de fato, está disponível para mais usuários.
Quando consultada sobre a publcação no blog da Sophos, o Facebook disse em um comunicado que enviou por correio eletrônico que "deveríamos ter sido mais claros com as pessoas durante o processo de expansão quando o aplicativo esteve disponível para elas".
O comunicado destacou que as sugestões de legendas de fotos se realizam somente quando se acrescentam novas imagens ao Facebook, que somente se sugerem aos amigos e que os usuários podem desativar a característica em sua configuração de privacidade.
A companhia não respondeu às solicitações de mais comentários.
Fonte - O Globo
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Melhor gestor dos EUA prevê novo crash nas bolsas
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Para Bob Rodriguez, gestor do fundo de ações americano com o maior rendimento nos últimos 25 anos, investidor deveria começar a reduzir desde já o risco de seu portfólio
A seleção das ações é disciplinada. Na década de 1990, Rodriguez não gostava das ações do setor de internet – que, à época, não paravam de subir – porque temia que os papéis nunca justificassem os altos múltiplos em que eram negociados. Ele chegou a dizer que as ações de internet eram só uma "especulação mascarada de investimento" e começou a limá-las de seu portfólio. Muitos clientes tiraram o dinheiro de seu fundo porque queriam aproveitar a alta – mas quebraram a cara quando a bolha explodiu. Em 2002, o FPA Capital rendeu 29%, contra baixa de 38% do S&P 500, um dos principais índices de ações dos EUA.
Já em 2005, Rodriguez voltou a farejar o cheiro de desgraça no ar. Seu fundo de renda fixa rapidamente começou a despejar no mercado títulos hipotecários de segunda linha e a aumentar a qualidade dos créditos incluídos na carteira. Em 2006, ele já não detinha nenhum título da Fannie Mae e Freddie Mac, duas agências governamentais de crédito que quebraram e tiveram que ser resgatadas com bilhões de dólares do governo. Em 2007, seu fundo de ações já tinha 40% do capital em caixa. Com esse dinheiro, Rodriguez foi às compras em 2008, quando o mercado entrou em colapso após a quebra do banco Lehman Brothers. No ano seguinte, seu fundo de ações obteve um retorno de 54%.
Agora, Rodriguez aposta que o governo dos EUA terá problemas com seu alto endividamento. A agência de classificação da risco Standard & Poor's colocou recentemente o rating (avaliação de crédito) dos títulos americanos em perspectiva negativa. Rodriguez reagiu de forma irônica à decisão de disse que ao menos alguém já dá sinais de que acordou para o déficit público dos EUA.
Ele considera que a dívida pública americana – que oficialmente corresponde a 64% do PIB – é muito maior do que se divulga e lembra que obrigações a serem cumpridas pelo programa de saúde Medicare e pelas agências de crédito Fannie Mae e Freddie Mac também deveriam ser contabilizadas. A situação, portanto, é bem pior do que parece. Se os EUA não fizerem nada para reduzir o endividamento até 2012, os investidores vão começar a temer o pior. Essa situação poderia levar ao aumento da percepção de risco dos títulos do Tesouro americano. Rapidamente o governo seria obrigado a pagar juros mais altos para se financiar– o que poderia gerar uma crise de confiança no mercado financeiro.
Para quem é considerado um "profeta do Apocalipse", Rodriguez até que parece ser justo com o governo. Ele admite que o problema ainda não seja irreparável. O governo americano precisa começar a cortar os gastos em 350 bilhões a 500 bilhões de dólares por ano e evitar futuras surpresas. O grande problema é que ele não acredita que o presidente Barack Obama esteja disposto a fazer a reforma fiscal necessária. A hora, portanto, seria de começar a reduzir o risco do portfólio de investimentos, baixando a exposição a ações e a títulos de segunda linha.
Fonte - Exame
Para Bob Rodriguez, gestor do fundo de ações americano com o maior rendimento nos últimos 25 anos, investidor deveria começar a reduzir desde já o risco de seu portfólio
A seleção das ações é disciplinada. Na década de 1990, Rodriguez não gostava das ações do setor de internet – que, à época, não paravam de subir – porque temia que os papéis nunca justificassem os altos múltiplos em que eram negociados. Ele chegou a dizer que as ações de internet eram só uma "especulação mascarada de investimento" e começou a limá-las de seu portfólio. Muitos clientes tiraram o dinheiro de seu fundo porque queriam aproveitar a alta – mas quebraram a cara quando a bolha explodiu. Em 2002, o FPA Capital rendeu 29%, contra baixa de 38% do S&P 500, um dos principais índices de ações dos EUA.
Já em 2005, Rodriguez voltou a farejar o cheiro de desgraça no ar. Seu fundo de renda fixa rapidamente começou a despejar no mercado títulos hipotecários de segunda linha e a aumentar a qualidade dos créditos incluídos na carteira. Em 2006, ele já não detinha nenhum título da Fannie Mae e Freddie Mac, duas agências governamentais de crédito que quebraram e tiveram que ser resgatadas com bilhões de dólares do governo. Em 2007, seu fundo de ações já tinha 40% do capital em caixa. Com esse dinheiro, Rodriguez foi às compras em 2008, quando o mercado entrou em colapso após a quebra do banco Lehman Brothers. No ano seguinte, seu fundo de ações obteve um retorno de 54%.
Agora, Rodriguez aposta que o governo dos EUA terá problemas com seu alto endividamento. A agência de classificação da risco Standard & Poor's colocou recentemente o rating (avaliação de crédito) dos títulos americanos em perspectiva negativa. Rodriguez reagiu de forma irônica à decisão de disse que ao menos alguém já dá sinais de que acordou para o déficit público dos EUA.
Ele considera que a dívida pública americana – que oficialmente corresponde a 64% do PIB – é muito maior do que se divulga e lembra que obrigações a serem cumpridas pelo programa de saúde Medicare e pelas agências de crédito Fannie Mae e Freddie Mac também deveriam ser contabilizadas. A situação, portanto, é bem pior do que parece. Se os EUA não fizerem nada para reduzir o endividamento até 2012, os investidores vão começar a temer o pior. Essa situação poderia levar ao aumento da percepção de risco dos títulos do Tesouro americano. Rapidamente o governo seria obrigado a pagar juros mais altos para se financiar– o que poderia gerar uma crise de confiança no mercado financeiro.
Para quem é considerado um "profeta do Apocalipse", Rodriguez até que parece ser justo com o governo. Ele admite que o problema ainda não seja irreparável. O governo americano precisa começar a cortar os gastos em 350 bilhões a 500 bilhões de dólares por ano e evitar futuras surpresas. O grande problema é que ele não acredita que o presidente Barack Obama esteja disposto a fazer a reforma fiscal necessária. A hora, portanto, seria de começar a reduzir o risco do portfólio de investimentos, baixando a exposição a ações e a títulos de segunda linha.
Fonte - Exame
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