quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

10 Dias de Oração - Dia 1 - Derramamento do Espírito Santo


Saiba mais em "Reavivamento e Reforma".

Estados Unidos e Irã mantêm rota de confronto

Após EUA determinarem novas sanções, Irã divulga ter produzido pela primeira vez uma barra de combustível nuclear e afirma que concluiu teste com míssil de fabricação própria no Estreito de Ormuz.

O tom entre os Estados Unidos e o Irã voltou a subir a neste domingo (1º/01), marcado por declarações e anúncios de ambos os lados, sinalizando que o clima de tensão entre os dois países deverá continuar nos próximos dias.

Neste domingo, a agência nuclear iraniana anunciou que seus cientistas pela primeira vez produziram um tubo de combustível atômico, um feito do qual o Ocidente duvidada que fossem capazes. O Irã foi obrigado a produzir esses bastões de urânio porque as sanções internacionais impediram a sua compra nos mercados externos, disse a agência.

O anúncio marca mais um passo nos esforços iranianos de dominar o ciclo de produção de combustível nuclear, desde a exploração do urânio até o seu enriquecimento, e ocorre apesar das ameaças de sanções de países europeus e dos Estados Unidos.

Estes querem que o Irã abandone seu programa nuclear, temendo que o objetivo secreto seja a obtenção de armas atômicas. Os iranianos, porém, afirmam que o programa tem fins exclusivamente pacíficos, como a produção de energia e o tratamento de câncer.
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Fonte - DW-World

OMS está 'profundamente preocupada' com mutação da gripe aviária

A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou um alerta duro nesta sexta-feira a cientistas que conseguiram criar uma forma altamente patogênica do vírus mortal H5N1 da gripe aviária, dizendo que o trabalho deles pode ter riscos significativos e deve ser rigidamente controlado.

A agência de saúde da Organização das Nações Unidas (ONU) disse estar "profundamente preocupada com as consequências negativas potenciais" do trabalho de duas equipes de pesquisa da gripe, que este mês disseram ter encontrado modos de fazer do H5N1 uma forma transmissível capaz de provocar pandemias letais entre os seres humanos.

O trabalho das equipes, uma da Holanda e outra dos Estados Unidos, já provocou um pedido de censura inédito de assessores de segurança norte-americanos, que temem que a publicação de detalhes do estudo possa dar a agressores potenciais o know-how de como fazer uma arma biológica para fins terroristas.

O Conselho Nacional de Ciência para a Biossegurança dos Estados Unidos pediu a dois periódicos que querem publicar o trabalho que disponibilizem o estudo apenas em versões editadas, um pedido contestado pelos editores das revistas e por muitos cientistas.

Em sua primeira declaração sobre a polêmica, a OMS afirmou: "Embora esteja claro que o ato de conduzir pesquisas para obter conhecimento deve continuar, também está claro que certas pesquisas, e principalmente aquelas que podem gerar formas mais perigosas de vírus... têm riscos".

O H5N1 é extremamente mortal em pessoas que estão diretamente expostas ao vírus de aves infectadas. Desde que foi detectado, em 1997, cerca de 600 pessoas o contraíram e mais da metade delas morreram.

Mas até agora o vírus não sofreu uma mutação natural para uma forma que pode passar facilmente de pessoa a pessoa, embora muitos cientistas temam que esse tipo de mutação deva acontecer em algum ponto e será uma grande ameaça à saúde se ocorrer.

Pesquisadores da gripe no mundo trabalham há vários anos para tentar descobrir que mutações dariam ao H5N1 a capacidade de se espalhar mais facilmente de pessoa a pessoa, ao mesmo tempo mantendo suas propriedades fatais.

O Instituto Nacional de Saúde dos EUA financiou os dois estudos sobre como o vírus poderia ficar mais transmissível em humanos com o objetivo de obter conhecimento sobre como reagir se a mutação ocorrer de forma natural.

Mas a OMS disse que tal pesquisa deveria ser feita "apenas depois que tiverem sido identificadas todos os riscos à saúde pública e benefícios importantes" e "houver a certeza que as proteções necessárias para minimizar o potencial para consequências negativas estão em vigor".

Fonte - Estadão

Os novos adventistas: pós modernos, carismáticos e ecumênicos

Como pastor, tenho percebido uma diluição dos valores adventistas entre os que fazem parte dessa denominação, sejam membros regulares ou líderes. Em parte, a assimilação de valores da pós-modernidade tem enfraquecido conceitos caros à denominação, como, por exemplo, a afirmação de que temos uma verdade a ser dada ao mundo. Já conversei pessoalmente com muitos adventistas que acreditam que deveríamos ser mais “humildes” e reconhecer que “não somos melhores do que os outros”. Segundo eles, se continuarmos nos intitulando “os donos da verdade” afastaremos as pessoas. Nossa missão seria conduzir a Cristo, não à nossa denominação, porque as doutrinas não são importantes e, sim, o relacionamento com a pessoa de Cristo.

Por trás dessas afirmações, encontramos sérios problemas. Afinal, se as doutrinas não importam, por que sustentá-las? O crer em Cristo, não é em si mesmo uma doutrina (um ensinamento)? Seria essa a única doutrina que teríamos o direito de compartilhar com as pessoas? Partindo do pressuposto de que todos têm o direito a ter suas crenças particulares, nosso respeito pela opinião e crenças alheias não deveria nos impedir de querer “forçar” as pessoas a crerem como nós? E, se isso for assim mesmo, como concluiremos a “grande comissão” (Mt 28:18-20), a ordem de Jesus para pregarmos a todas as pessoas, de todos os lugares e culturas?

Assim, me parece que alguns estão confundindo genuína humildade com relativismo, a ideia de que todas as crenças não representam a verdade última, somente opiniões equivalentes, uma vez que seriam todas culturalmente condicionadas. Será que o adventismo está fadado a ser isso – uma opinião qualquer de um determinado grupo religioso que está feliz em manter uma política de não interferência em relação a outros grupos sociais, assumidamente religiosos ou não?

Esse pensamento não se restringe a muitos adventistas que encontrei; trata-se de algo de amplitude maior. O pós-modernismo é uma forma de pensar e viver de toda a sociedade ocidental (e influencia até mesmo culturas orientais que adotam comportamentos ocidentais). Por isso, não causa surpresa que muitos cristãos tenham escrito, palestrado e feito conferências sobre o assunto, especialmente nos últimos, diríamos, vinte anos. Os adventistas, por seu turno, não estão alheios aos desafios da pós-modernidade. Teólogos e pensadores do movimento vêm dedicando atenção ao tema. Quero destacar dois escritos recentes que expressam preocupação com a influência pós-moderna sobre a igreja.

O conhecido historiador e pensador adventista George Knight escreveu recentemente o provocativo A visão apocalíptica e a neutralização do adventismo.[1] Knight discute o conceito de relevância, que permeou o protestantismo liberal na década de 1960. “O que provaram, no entanto, foi que o atalho para a irrelevância é a mera relevância”, afirma o autor. Ele conclui: “Afinal, quem precisa obter mais daquilo que pode ser encontrado na cultura dominante?”.

O ponto não é que os cristãos (e os adventistas em particular) não devam ser relevantes para a sociedade na qual estejam inseridos. O livro se prontifica a esclarecer que, na tentativa de alcançar os demais com sua mensagem, muitas denominações se preocuparam tanto em se aculturar que acabaram assimilando valores do pensamento da sociedade, sendo absorvidas pela cultura dominante. “O cristianismo saudável deve, por necessidade, estar acima da cultura dominante e se apegar às verdades que a cultura julga detestáveis.” Como exemplo de que o cristianismo seja contracultural (nesse aspecto) Knight cita o sermão do monte, cujo sistema de valores “difere radicalmente daquele adotado pelo mundo e pela maioria das igrejas.”

Aos adventistas que ignoram as lições do protestantismo liberal, Knight adverte contra a insistente busca pela relevância nos seguintes termos: “Desperdiçamos tempo demais tentando tornar Deus um cavalheiro do século XXI ao apresentá-lo como um grande intelectual adventista ou um bondoso médico do hospital adventista.” Ao invés disso, deveríamos nos lembrar que temos uma mensagem profética a transmitir. “O Apocalipse de João é o julgamento da mentalidade pós-moderna, que evita qualquer certeza a respeito da verdade religiosa e procura em seu lugar uma espiritualidade nebulosa.”[2]

Mais recentemente, o teólogo adventista Fernando Carnale escreveu o bombástico artigo The eclipse of Scriptura and the protestization of the adventist mind [O eclipse da Escritura e a protestantização da mente adventista].[3] Carnale afirma ter detectado “profundas divisões teológicas presentemente operando na igreja adventista que não desaparecerão pela inércia ou pronunciamento administrativo. Assim, sua existência secularizará a mente das gerações mais jovens transformando o adventismo em uma denominação evangélica pós-moderna.” Ele escreve que o processo se acha ligado à forma como se busca fazer evangelismo. Com o intuito de atrair os jovens, “o ministério evangélico e o louvor tem se tornado pós-moderno, ecumênico, progressivamente independente da Escritura e mais próximo da Igreja Católica Romana.” Infelizmente, os adventistas têm adotado e reproduzido as mesmas práticas evangelísticas. Quais serão as consequências?

"As 'consequências não intencionais' desse curso de ação estão transformando o adventismo em uma genérica denominação secular e não bíblica. A emergência de uma nova geração de adventismo carismático ecumênico está em curso. Embora use as Escrituras funcionalmente, como um meio para receber o Espírito, esta geração não pensará ou agirá biblicamente." [4]

Diante desse quadro, é válido que se amplie a discussão sobre pós-modernidade. É bem verdade que o termo se ache divulgado, mas isso acaba contribuindo mais para confusões sobre seu real sentido. Com frequência, pós-moderno é um termo aplicado às artes (plásticas, em geral), justamente o contexto de onde se originou a expressão. Alguns aplicam pós-moderno a um estilo de se vestir ou se comportar. Enquanto tais entendimentos superficiais da pós-modernidade vigorarem, ficará difícil compreender com clareza os desafios que se interpõem entre o adventismo e sua missão.

[1]George Knight, A visão apocalíptica e a neutralização do adventismo: estamos apagando nossa relevância? (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2010).
[2]Idém, p. 20, 27.
[3]Fernando Carnale, The eclipse of Scriptura and the protestization of the adventist mind: Parte 1: The assumed compatibility with evangelical theology and ministerial practices, JATS, 21/1-2 (2010): 133-165.
[4]Idem, p. 133-135.


Fonte - Questão de Confiança

Estará o Euro condenado à morte?

Autor: Pastor Paulo Cordeiro

Faz hoje precisamente 10 anos que a moeda única europeia entrava em circulação – a 1 de janeiro de 2002 – em 12 dos 15 países que, na época, formavam o espaço económico e político da UE (União Europeia). Se bem que, oficialmente, esse início já tivesse ocorrido três anos antes – a 1 de janeiro de 1999 – em 11 dos 12 países (com exceção da Grécia, que só entrou na Euro Zona em 2001), só dez anos atrás os europeus desses 12 países puderam ver e tocar nas notas e moedas que então passaram literalmente a circular nesses países da chamada Euro Zona.

Atualmente existem 17 países (dos 27 países que compõem a UE) que têm o euro (€ ou EUR) como sua moeda “nacional”. Alguns países pequenos que não praticam políticas de moeda própria usam também o euro: Andorra, Mónaco, São Marino e até o Vaticano. Montenegro também utiliza o euro como sua moeda oficial. Também no Kosovo, o euro passou a circular mesmo antes da sua declaração de independência.

Há quase 20 anos, mais precisamente a 7 de fevereiro de 1992, na cidade holandesa de Maastricht, era assinado o Tratado que ficou conhecido pelo nome dessa cidade, mas também como o Tratado da União Europeia. Iria entrar em vigor a 1 de novembro de 1993 e, entre outras coisas, iria mudar o nome de Comunidade Económica Europeia (C.E.E.) em União Europeia (U.E.), Mas, de longe, aquilo que mais chamou a atenção desse Tratado, foi o facto de ter criado um calendário bem preciso para a entrada em funcionamento de uma moeda única europeia antes do final da década, do século e do milénio.

Quase vinte anos depois de ter sido “concebido” e dez anos depois de ter sido “dado à luz”, eis que o euro passa hoje por uma difícil crise que, muitos esperam, possa ser sintomática do seu breve “falecimento”. Será que em breve assistiremos à “morte” e ao “funeral” do euro?

Não é meu propósito, neste artigo, entrar em detalhes de caráter técnico, que têm a ver com as condições económicas e financeiras da atualidade. Deixo essa análise para os respetivos peritos dessa área. O meu objetivo é poder olhar para o euro, sob uma perspetiva bíblico-profética, caso tal leitura seja possível. E eu creio que ela é possível!

20 anos atrás, lembro-me de ter ouvido algumas vozes vaticinarem que o projeto de uma moeda única na Europa nunca se iria concretizar, alegando que a profecia de Daniel 2 “não permitiria” tal cenário! Os que se mostravam céticos relativamente à entrada em circulação de uma moeda única europeia e ao aprofundamento político da Europa, tiravam as suas convicções da leitura da profecia de Daniel 2, e particularmente do versículo 43: “Quanto ao que viste do ferro misturado com barro de lodo, misturar-se-ão mediante casamento, mas não se ligarão um ao outro, assim como o ferro não se mistura com o barro.” (negrito acrescentado).

Hoje alguns afirmam que o euro foi apenas um “acidente de percurso” e que, muito em breve, se assistirá ao desmoronar do euro, assim como do projeto político-económico da UE. Deixem-me dizer-vos claramente, e já à partida, que nunca partilhei e continuo a não partilhar dessa interpretação “profética”. Mencionarei, de seguida, as razões pelas quais não partilho desse ponto de vista.

A Profecia de Daniel 2

Antes de mais nada, permitam-me colocar as seguintes questões para vossa consideração e reflexão: estará esta profecia milenar a falhar, neste período crucial da História, precisamente antes da segunda vinda de Cristo, depois de se ter mostrado verdadeira durante séculos? Será que teremos de rever a nossa interpretação tradicional da profecia de Daniel 2? Ou será apenas que alguns, no passado, não conseguiram simplesmente explorar toda a riqueza da profecia de Daniel 2 à luz de outras profecias bíblicas?

Deixem-me relembrar-vos aquilo que certamente todos vós já sabeis a respeito da profecia de Daniel 2: trata-se de uma profecia que cobre um período enorme de tempo, nada mais, nada menos, do que um período aproximado (por excesso) de 2500 anos. Por esta mesma razão, facilmente se compreende que a profecia não entra em detalhes minuciosos sobre qualquer período específico de tempo que faça parte integrante do período global de tempo a que ela se refere.

Com isto pretendo apenas dizer que a profecia de Daniel 2 é como uma lente “grande angular”, que permite ter uma visão sintética da História nas suas grandes linhas, que são perfeitamente suficientes para se visualizar um “fio condutor” da História extremamente compreensível.

Contudo, Daniel 2 não esgota todos os detalhes proféticos! Se assim não fosse, não seriam necessárias outras profecias (nomeadamente as profecias dos capítulos 7, 8, 9 e 11 do próprio livro de Daniel), que nada mais fazem do que ampliar a “matriz básica” fornecida por Daniel 2! A cena do julgamento no céu, em Daniel 7:9-14 (com a correspondente explicação nos versículos 22, 26 e 27), a purificação do santuário, em Daniel 8:13-14 e 26, em conexão íntima com o julgamento no céu, a profecia das 70 semanas em Daniel 9:24-27 e a especificidade do conflito norte-sul em Daniel 11:5-45, são dados proféticos preciosíssimos que simplesmente não aparecem mencionados em Daniel 2!

Contudo, não é menos verdade que estes dados proféticos que acabei de referir não seriam seguramente tão bem compreendidos, pelo menos sob o ponto de vista cronológico, se não fosse a tal “matriz básica” que nos é fornecida por Daniel 2!

Resumindo: Daniel 2 é uma profecia extremamente importante, visto nos dar uma imagem do quadro geral de acontecimentos. Contudo, por ser tão sintética não poderia ser, obviamente, muito analítica! Daniel 2 dá-nos uma visão global do tempo – desde os dias de Daniel (“depois disto” – Daniel 2:29) até aos “últimos dias” (Daniel 2:28) – mas não nos dá uma compreensão pormenorizada de nenhum tempo específico, nomeadamente do tempo do fim. Para ficarmos com uma noção mais precisa dos acontecimentos do tempo do fim, a profecia de Daniel 2 é pura e simplesmente insuficiente(1)!

Este tem sido, a meu ver, o erro que, talvez de forma ingénua, se tem comummente cometido! E este erro seria simplesmente irrelevante se não fosse responsável por lançar dúvidas sérias na mente de muitos estudantes da profecia bíblica, por verem a incoerência entre o que “está profetizado” e a realidade que está diante dos nossos olhos!

Uma união global nos últimos dias

Tal como acima referi, assim como os outros capítulos proféticos do livro de Daniel lançam luz adicional sobre a profecia específica de Daniel 2, assim o livro de Apocalipse (livro do mesmo género literário do livro de Daniel) lança luz adicional não só sobre a profecia específica de Daniel 2 mas igualmente, e em particular, sobre os acontecimentos do tempo do fim.

Ora, é justamente no livro de Apocalipse que encontramos uma outra profecia específica que alarga consideravelmente, e de forma correta, a nossa compreensão de Daniel 2 e dos acontecimentos do tempo do fim. Trata-se da profecia que está contida em Apocalipse 16:13-14. Passo a transcrever o seu conteúdo: “Então, vi sair da boca do dragão, da boca da besta e da boca do falso profeta três espíritos imundos semelhantes a rãs; porque eles são espíritos de demónios, operadores de sinais, e se dirigem aos reis do mundo inteiro com o fim de ajuntá-los para a peleja do grande Dia do Deus Todo-poderoso” (negrito e sublinhado acrescentados).

Leram bem? O que é que “espíritos de demónios” farão nos últimos dias (esta passagem aparece no contexto do derramamento das 7 últimas pragas!)? Dirigir-se-ão “aos reis do mundo inteiro” (isto é, aos líderes máximos de todas as nações)! Com que objetivo? “Com o fim de ajuntá-los”!

Este “mundo inteiro” aqui referido, certamente que inclui a Europa, ou não acham que assim seja? Se há continente que não deixará seguramente de estar “na mira” dos demónios, esse continente é seguramente a velha Europa “cristã”, onde está sediado o grande poder – o Vaticano – que dominará o mundo nos últimos dias!

Então, segundo esta profecia do livro de Apocalipse, haverá ou não uma tendência crescentepara a unificação das nações entre si? Importa igualmente referir que a ação desses “espíritos de demónios” mencionados, que conduz os “reis do mundo inteiro” a uma união global, não acontecerá de um dia para o outro, mas será um processo gradual que atingirá o seu clímax no tempo de “Armagedom”(2).

Como reconciliar as duas profecias?

A profecia de Apocalipse 16:13-14, se bem que lance imensa luz sobre os acontecimentos do tempo do fim, não invalida, contudo, nenhum aspeto da profecia de Daniel 2!

Parece contraditório o que acabo de referir? Não, não é!

Daniel 2 afirma, e devemos acreditar nisso, que “certo é o sonho, e fiel, a sua interpretação” (v. 45). Portanto, se os “reinos” que existirão imediatamente antes que “o Deus do céu [suscite] um reino que não será jamais destruído” (v. 44) “não se ligarão um ao outro” (v. 43), então podemos ter a certeza que assim será!

Por outras palavras, esses “reinos” não estarão na verdade ligados na sua essência, ou seja, não haverá uma unidade real e genuína a uni-los, MAS estarão estrategicamente ligados entre si, movidos (talvez alguns deles inconscientemente) pelos tais “espíritos de demónios” que os ajuntarão(3) com o único objetivo de eles poderem apresentar uma frente unida contra o povo de Deus!

A crise final pela qual Jesus passou oferece-nos um exemplo perfeito do que acontecerá ao povo de Deus durante a crise final da História deste mundo! Também Jesus enfrentou, Ele próprio, a coligação de forças que nunca estariam coligadas entre si, não fosse a necessidade de Satanás apresentar uma frente unida contra Jesus: “Mas Herodes, juntamente com os da sua guarda, tratou-O com desprezo, e, escarnecendo d’Ele, fê-lo vestir de um manto aparatoso, e o devolveu a Pilatos. Naquele mesmo dia, Herodes e Pilatos se reconciliaram, pois, antes, viviam inimizados um com o outro.” (Lucas 23:11-12). Também fariseus e saduceus se coligaram contra Jesus (ver Mateus 16:1), mas isso não significava que se encontravam realmente ligados entre si pois, anos mais tarde, já os encontramos de novo em conflito uns contra os outros (ver Atos 23:6-8).

Conclusão

Penso que agora já devem ter visualizado o quadro completo! Teremos, no tempo do fim, uma Europa coligada, mas não verdadeiramente unida entre si! E esta é a realidade que todos nós podemos observar atualmente!

Reparem que a profecia de Apocalipse 16:13-14 não afirma que os “espíritos de demónios” “se dirigem” aos povos do mundo inteiro, mas antes aos seus líderes, “aos reis do mundo inteiro”, porque conseguindo um consentimento entre os líderes, os liderados acabam por seguir, mesmo por vezes contrariados, “a reboque” daqueles!

A construção da União Europeia está sendo feita, desde o início, não a partir das bases, dos povos, mas sim a partir das cúpulas institucionais político-administrativas(4)! Isto dá-nos a certeza de quem é que está verdadeiramente a trabalhar nos bastidores! Por detrás dos múltiplos acordos que se têm conseguido, e que fazem os políticos europeus parecerem grandes promotores da unidade europeia e da paz, estão – eu sei que não é politicamente correto afirmar isto, mas é a verdade! – “espíritos de demónios” trabalhando afincadamente para unir estrategicamente todo o mundo, a fim de não deixar, humanamente falando, num futuro próximo, nenhuma possibilidade de escape para aqueles que pretenderem permanecer leais aos “mandamentos de Deus e à fé de Jesus” (Apocalipse 14:12).

(1) A profecia de Daniel 2 pode ser corretamente comparada a um mapa-múndi, ou planisfério, que nos permite ter uma visão global do planeta. Contudo, se bem que tal visão nos permita ficar a conhecer, com rigor, a disposição dos países entre si (no caso de um mapa-múndi político), não nos permite conhecer detalhes muito significativos de cada país. Se quisermos viajar num determinado país, não é seguramente com um mapa-múndi que estaremos bem servidos, mas sim com o correspondente mapa desse país específico!

(2) O Armagedom (ver Apocalipse 16:16), ao contrário do que afirmam a esmagadora maioria dos cristãos evangélicos de hoje (que subscrevem a chamada visão dispensacionalista da História) e afirmaram alguns pensadores adventistas, no passado, não é uma guerra literal que irá ocorrer algures num local do Médio Oriente. Trata-se, isso sim, da última manifestação do Grande Conflito, em que todos os poderes da Terra coligados entre si intentarão lançar um derradeiro e decisivo ataque contra o Povo de Deus!

(3) Talvez se pudesse fazer um estudo etimológico aprofundado destas duas palavras usadas em Daniel 2:43 e Apocalipse 16:14, mas creio que facilmente se intui que “ligar” e “ajuntar” pode não significar necessariamente a mesma coisa! Duas coisas podem estar “juntas” (como o caso do ferro e da argila nos pés da estátua de Daniel 2) sem contudo estarem “ligadas” entre si. Outro exemplo, que é, aliás, referido no próprio texto bíblico de Daniel 2:43: duas pessoas podem estar “juntas” em casamento sem contudo se encontrarem verdadeiramente “ligadas” entre si! Da mesma maneira os “reinos” deste mundo no tempo do fim estarão “congregados” ou “juntos”, mas não necessariamente “ligados”!

(4) Quantas vozes críticas não se têm levantado, dentro dos países que compõem a UE, contra essa mesma UE? Ainda recentemente, quando o primeiro-ministro britânico “vetou” uma decisão vital tomada por outros países da UE, ele foi veementemente criticado por todos os líderes europeus, e até – imaginem! – pelo seu próprio vice-primeiro ministro, pertencente a um partido de coligação do atual Governo britânico. Contudo, segundo sondagens feitas junto da opinião pública britânica, mais de 60% dos britânicos estavam de acordo com a posição assumida pelo seu primeiro-ministro. Não mostra isto claramente que os povos em si estão separados do projeto europeu, mas que este é apoiado pela esmagadora maioria dos seus líderes políticos?

Fonte - O Tempo Final

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

‘Esse negócio vai acabar mal. Só não sabemos quando e onde’

Para Luís Stuhlberger, desfecho da crise europeia causará grande perda de riqueza no mundo

SÃO PAULO - O semblante tranquilo engana. Luís Stuhlberger, considerado um dos melhores gestores de recursos do Brasil, está preocupado com o desfecho da crise global. "Esse negócio vai acabar muito mal. Nós só não sabemos onde nem como. Porque não há precedentes, não há previsibilidade", afirma, em entrevista exclusiva ao Estado.

Stuhlberger conquistou sua reputação principalmente por causa do trabalho à frente dos fundos da família Verde, destaque de rentabilidade na empresa criada e administrada por ele, a Hedging-Griffo (desde 2006, Credit Suisse Hedging-Griffo, após a venda de metade do capital para o banco suíço). Neste ano, o fundo rendeu pouco acima do CDI, taxa de juros de referência no mercado financeiro. "Num ano em que a bolsa cai tudo isso (mais de 15%), a gente está no CDI. Acho que meu papel está ok. Nossos clientes estão felizes."

A análise de Stuhlberger sobre o Brasil é dividida em duas partes. No curto prazo, afirma, tudo vai bem. "Mas há sinais de que algo está errado. Imóvel está caro, nosso Big Mac é o mais caro do mundo, nosso Corolla é o mais caro do mundo, a nossa arte está ficando a mais cara do mundo", exemplifica. "Nada disso surpreende a presidente Dilma (Rousseff). O duro é, dentro desse sistema político que vivemos, consertar."

Frases:

Vai acabar mal

"Você tem de pensar em gestão de recursos sabendo que esse negócio vai acabar muito mal. Nós só não sabemos onde nem como. Porque não há precedente, não há previsibilidade. Algo de riqueza terá de ser destruído para preservar o resto. Não há ganhadores. Há quem perde menos. Aqui não se trata de escolher entre o ótimo e o bom, mas entre o ruim e o péssimo. Eu fico pensando o tempo inteiro, porque isso é colapso de modelo. É o colapso de um negócio que deve US$ 3 trilhões ou US$ 4 trilhões e o sistema não tem como pagar. Além de tudo, o sistema, mesmo não pagando, não tem como continuar assim. Então, o que será da humanidade?"

Nave espacial ou Titanic

"90% do dinheiro do mundo que sobra está com menos de 1% das pessoas. Um bilhão de pessoas têm até R$ 200 mil no banco. Essas pessoas têm seus recursos protegidos pelo governo. Mas quem tem muito dinheiro vai perder. A questão é que esse processo não necessariamente ocorrerá amanhã nem vai ser rápido. Poucas vezes na minha vida me vi tão extremamente em dúvida. Não quer dizer que estou inativo. Mas, às vezes, acho que estou no comando da nave espacial que vai para o sol, às vezes acho que estou no comando do Titanic. Fico extremamente angustiado pela dificuldade natural desse processo, pois nunca vimos isso."

Fonte - Estadão

Reavivamento e reforma


Imagine milhões de pessoas em todo mundo orando juntas pelo derramamento do Espírito Santo. Esse é o objetivo de uma campanha de oração lançada pela Igreja Adventista em todo mundo que, em 10 dias, reunirá pessoas de vários países para orarem juntas.

Na internet, a campanha está sendo promovida pelo site reavivamentoereforma.com e pela página facebook.com/ igrejaadventistadosetimodia. A Rádio e TV Novo Tempo também estarão incentivando diariamente as pessoas a orar e passarem mais tempo com Deus estudando a Bíblia.

Quem acessa a internet poderá assistir e fazer download de vídeos abordando o tema do dia.

Para cada dia haverá um motivo especial de oração:

04/01 – Intercessão pelo derramamento do Espírito Santo – Hebreus 10:22
05/01 – Entrega pessoal – Tiago 1:6
06/01 – Arrependimento sincero – Daniel 9:4-6
07/01 – Confissão – I João 1:9
08/01 – Amor pelos perdidos – João 17:20 e 21
09/01 – Exame pessoal – problemas com familiares ou membros da igreja – Salmos 51
10/01 – Ajuda financeira para a obra de Deus – Filipenses 2:5-9
11/01 – Obediência – maturidade em Cristo – Romanos 12:1 e 2
12/01 – Ação de graças – cura dos doentes – Filipenses 4:4-6
13/01 – Testemunho apaixonado – missão para o mundo – Romanos 1:16 e 17

Veja algumas dicas:

  • --- Peça a Deus para preparar o seu coração para essa experiência de 10 dias de oração.
  • --- Forme um grupo de oração. Convide uma ou mais pessoas para acompanhá-lo, ou peça ao pastor de sua igreja para divulgar essa atividade para toda a igreja.
  • --- Escolha um horário conveniente para que as pessoas que você convidou possam participar com você.
  • --- Separem uma hora por dia para orar, se possível.
  • --- Comecem e terminem o momento de oração em grupo com louvores e agradecimentos.
  • --- Façam orações de frases curtas para que cada pessoa possa orar mais de uma vez e para permitir ao Espírito Santo impressioná-lo como orar.
  • --- Passem mais tempo efetivamente orando em grupo do que apresentando pedidos de oração.
  • --- Separe tempo pessoal, particular com Deus, além do tempo de oração em grupo.
  • --- Pense em adotar algum tipo de jejum, como o de TV, música secular, filmes, Internet, ou sobremesas.
  • --- Use o tempo extra para orar e ler a Bíblia.
  • --- Peça a Deus para Se revelar a você.
  • --- Peça ao pastor de sua igreja para promover os 10 dias de oração na igreja local através de testemunhos de como Deus operou como resultado das orações em grupo.
  • --- Nos cultos de Sábado durante os 10 dias dêem um destaque especial a oração.
  • --- Peça a Deus para mostrar-lhe cinco pessoas por quem orar durante os 10 dias.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Para papa Bento 16, crise financeira é problema "ético"

O papa Bento 16 afirmou nesta quinta-feira que a crise financeira europeia "se baseia na crise ética" e ressaltou a necessidade de uma "força motivadora" para aceitar as medidas de austeridade.

"No fim do ano, a Europa se encontra em uma crise econômica e financeira que, em última análise, baseia-se na crise ética que ameaça o Velho Continente", disse o Pontífice durante uma audiência com a Cúria Romana por ocasião do Natal.

Segundo Bento 16, falta uma "força motivadora, capaz de induzir os indivíduos e grandes grupos sociais a renúncias e sacrifícios". Ele também definiu como "indiscutíveis" a "solidariedade, o compromisso com os outros e a responsabilidade com os pobres e sofredores".

"Desta crise, emergem perguntas muito fundamentais: onde está a luz que pode iluminar o nosso conhecimento não só de ideias gerais, mas de imperativos concretos? Onde está a força que levanta a nossa vontade?", questionou o Papa.

Na mesma audiência, Bento 16 também relembrou algumas viagens e missões apostólicas realizadas neste ano, entre elas a ida à África, a qual definiu como "encorajadora".

De acordo com ele, a viagem ao Benin foi "um grande encorajamento", porque não "se percebe nenhum sinal de cansaço da fé, tão difundido entre nós. Nada daquele tédio de ser cristão, sempre percebido por nós", disse.

"Com todos os problemas, sofrimentos e penas que são próprios da África, experimenta-se, todavia, a alegria de ser cristão", afirmou.

Fonte - Folha

Nota DDP: "Crise ética", "medidas de austeridade", "induzir os indivíduos", "onde está a luz" e "imperativos concretos". Junte tudo isso e leia nas entrelinhas: Para solução do caos social que vivemos são necessárias medidas coercitivas que controlem os particulares, sendo que estas medidas vêm da luz provida pela igreja (ICAR), com seus conceitos concretos (mandamentos) sobre moralidade.

Em algum momento no futuro esse discurso sairá do campo religioso e será abraçado pelo político.

[Colaboração - Cléo Castro]

Europa e Oriente Médio estão a caminho da destruição

O historiador Walter Russell Mead notou recentemente que após a revolução dos anos 90 que levou ao colapso da União Soviética, os russos criaram um ditado particularmente apto no momento: “É mais fácil transformar um aquário em sopa de peixe do que transformar sopa de peixe em um aquário.” De fato, da Europa ao Oriente Médio, e talvez em breve até mesmo na Rússia e Ásia, muitos aquários estão virando sopa de peixe ao mesmo tempo. Mas transformá-los de volta em sociedades e comunidades estáveis será um dos maiores desafios de nosso tempo. Estamos novamente diante de um daqueles grandes desembaraços – assim como após a Primeira Guerra Mundial, a Segunda Guerra Mundial e a Guerra Fria. Mas desta vez não houve guerra. Todos esses Estados foram destruídos a partir de dentro – sem aviso. Por quê?

O principal motivador, eu acredito, é a fusão da globalização com a revolução da tecnologia da informação. Ambas atingiram massa crítica na primeira década do século 21, resultando na democratização – ao mesmo tempo – de muitas coisas contra as quais nem Estados fracos e nem empresas fracas podem enfrentar. Nós vimos a democratização da informação, onde todos agora são editores; a democratização das guerras, onde os indivíduos se tornaram superempoderados (o suficiente, no caso da Al Qaeda, para enfrentar uma superpotência); a democratização da inovação, onde novas empresas estão usando programas gratuitos de código fonte aberto e “a nuvem” para enfrentar empresas globais.

E, finalmente, vimos o que Mark Mykleby, um coronel reformado do Corpo dos Marines e ex-conselheiro do chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, chama de “democratização das expectativas” – a expectativa de que todos os indivíduos devem poder participar da moldagem de sua própria carreira, cidadania e futuro, sem restrições.

Chamou-me a atenção quão semelhantes são os comentários russos a respeito do primeiro-ministro Vladimir Putin, que basicamente renomeou a si mesmo presidente, com os que ouvi no Egito sobre Hosni Mubarak, que repetidas vezes se renomeava presidente. O escritor egípcio Alaa al Aswany me disse que os egípcios se ressentiram da ideia de que Mubarak pretendia transferir o poder para seu filho, Gamal, como se os egípcios “fossem galinhas”, que simplesmente podiam ser entregues por um líder para seu filho. No domingo passado, um artigo no New York Times, em Moscou, citou o popular blogueiro russo preso, Aleksei Navalny, como tendo dito: “Nós não somos gado e nem escravos. Nós temos vozes, votos e poder para sustentá-los.”

“Os dias de comunicação unidirecional por parte dos principais países e empresas acabaram”, diz Dov Seidman, presidente-executivo da LRN e autor do livro Como – Por Que o Como Fazer Algo Significa Tudo. “O velho sistema de ‘comando e controle’ – usando cenouras e porretes – para exercer poder sobre as pessoas está sendo rapidamente substituído pelo ‘conexão e colaboração’ – para geração de poder por meio das pessoas.” Os líderes e gerentes não podem simplesmente impor sua vontade, acrescenta Seidman. “Agora é preciso manter um diálogo bidirecional para se conectar profundamente com seus cidadãos, clientes ou funcionários.”

A Netflix promoveu uma conversa unidirecional a respeito do aumento de preços com seus clientes, que instantaneamente se auto-organizaram. Cerca de 800 mil abandonaram os serviços da empresa e suas ações despencaram. O Bank of America promoveu uma conversa unidirecional sobre cobrar uma taxa de US$ 5 sobre os cartões de débito e seus clientes forçaram o banco global a reverter a ideia e pedir desculpas. Putin achou que tinha poder sobre o povo e que podia impor qualquer coisa que desejasse, mas agora está sendo forçado a participar de uma conversa para justificar sua permanência no poder.

A Coca-Cola mudou a embalagem de seu refrigerante principal para latas brancas durante as Festas. Mas o protesto de “blasfêmia” por parte dos consumidores forçou a Coca-Cola a voltar para as latas vermelhas em uma semana. No ano passado, a Gap descartou seu novo logo após uma semana de protestos online dos consumidores.

Muitos presidentes-executivos dirão que essa mudança os pegou de surpresa e que estão tendo dificuldade para se ajustarem às novas relações de poder com clientes e funcionários.

“À medida que o poder se desloca para os indivíduos”, argumenta Seidman, “a própria liderança deve mudar com ele – de uma liderança coerciva ou motivacional que usa cenouras ou porretes para obter desempenho e fidelidade da população, para uma liderança que inspire compromisso, inovação e esperança nas pessoas.” O papel do líder agora é obter o que de melhor está vindo de baixo para cima e então mesclá-lo com a visão de cima. Você está ouvindo, Putin?

Esse tipo de liderança é especialmente chave hoje, acrescenta Seidmanm, “quando as pessoas estão criando muita ‘liberdade’ das coisas – liberdade da opressão ou de qualquer sistema que esteja em seu caminho – mas ainda não adaptaram os valores ou construíram as estruturas institucionais que permitem a ‘liberdade para’ – liberdade para construir uma carreira, um negócio ou uma vida significativa”.

É possível ver isso vividamente no Egito, onde o movimento democrático de baixo para cima foi forte o suficiente para derrubar Mubarak, mas agora enfrenta o processo árduo e longo de construção de novas instituições e redação do novo contrato social, a partir de uma coalizão democrática que abrange a Irmandade Muçulmana, os liberais cristãos, os liberais muçulmanos, o Exército e os muçulmanos salafistas ultraconservadores.

Recolocar todos esses peixes de volta no aquário, nadando juntos, não será tarefa fácil. É uma tarefa que exigirá um líder muito corajoso e especial.Procura-se ajuda.

Mulher é atacada por policiais egípcios durante manifestação

(UOL Notícias)

Nota: Como nunca antes na história, o coletivismo será a palavra de ordem. O bem da maioria será defendido com unhas e dentes, nas ruas, com ou sem apelação (como as manifestações envolvendo nudismo). As pessoas parecem fartas de autoritarismo e desigualdades – e não é pra menos. À primeira vista, esses ventos parecem favoráveis, mas o que dizer de algumas minorias discordantes? Elas não discordam necessariamente dos fins (liberdade, democracia, etc.), mas dos métodos e planos para se chegar a esses fins, já que poderão violar-lhes a consciência – especialmente a religiosa. O que acontecerá quando surgir uma “liderança que inspire compromisso, inovação e esperança nas pessoas”? Se a força não mais arrebanha o povo (ou o obriga a obedecer), o poder da informação e do convencimento fará isso. Mandará quem tiver esse poder. Quem será o tal líder “muito corajoso e especial”? Logo ele mostrará a cara.[MB]

Leia também em Michelson Borges“O pior ainda pode estar por vir” e “Mundo arrisca repetição da depressão dos anos 30”

Mais: não vai longe o tempo em que teremos um pensamento hegemônico (confira)

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Estaria a Internet preparando o caminho para os últimos acontecimentos?

Existem claras evidências de que um processo de globalização precedeu a primeira vinda de Cristo e que um processo semelhante haveria de ocorrer também antes de Sua segunda vinda. Com respeito à primeira vinda de Cristo, Ellen White declara em sua obra O Desejado de Todas as Nações, capítulo 3 (“A Plenitude dos Tempos”), que (1) as nações da época “estavam unidas sob o mesmo” império romano; (2) “falava-se vastamente” a língua grega, amplamente reconhecida como “a língua da literatura”; e (3) ”fazia séculos que as Escrituras haviam sido traduzidas para o grego”.

O livro do Apocalipse esclarece que, antes da segunda vinda de Cristo, haveria uma globalização do erro (ver Apoc. 13:11-18) e da verdade (ver Apoc. 14:6 e 7). Importantes mudanças políticas, econômicas, sociais e religiosas estão preparando o cenário para essa globalização. Mas não podemos desconhecer o fato de que a polarização final da raça humana entre a verdade e o erro tem sido facilitada pela popularização da imprensa, do telefone, do rádio, da televisão e, mais recentemente, da Internet. Em realidade, a Internet tem disponibilizado no lar e no escritório daqueles que têm acesso à “www” (World Wide Web) tudo o que de bom e mau existe no âmbito das informações.

No aspecto positivo, a Internet tem agilizado significativamente a comunicação interna e externa da igreja a um custo bem mais baixo do que o do telefone convencional. A igreja tem se valido da Internet para disponibilizar materiais para uso interno, incluindo respostas às questões com as quais os membros da igreja se defrontam hoje. Importantes sites têm sido estabelecidos para que o “evangelho eterno” possa ser logo proclamado a todos os “que se assentam sobre a terra, e a cada nação, e tribo, e língua e povo” (Apoc. 14:6). Desta forma a mensagem adventista pode ser levada a certas regiões do mundo onde os preconceitos religiosos impedem o uso de outros meios de comunicação de massa.

Mas assim como a Internet tem facilitado positivamente a pregação do evangelho, ela também tem sido um dos agentes mais eficazes de globalização do erro e do mal. Inúmeras pessoas, e mesmo professos cristãos, estão acessando sites que estimulam o sensualismo e a imoralidade (ver Mat. 5:27-32). Muitas das 34 mil denominações cristãs hoje existentes no mundo também estão disponibilizando os seus ensinos na Internet. Praticamente todas as distorções doutrinárias que já surgiram na Igreja Adventista do Sétimo estão acessíveis na Internet para corroer a fé dos que professam a mensagem adventista.

Falando a respeito da sacudidura da igreja, Ellen White advertiu que no fim dos tempos “todo vento de doutrinas” estaria soprando (cf. Efé. 4:14) e que os membros da igreja seriam “testados e provados individualmente” (Testimonies for the Church, vol. 5, págs. 80 e 463). Estou convencido de que a Internet está desempenhando um papel crucial em ajudar a cumprir essas predições. Pessoas sem um conhecimento histórico e doutrinário mais sólido têm se aventurado a acessar os sites críticos da mensagem, e acabam abaladas em sua fé.

A presente globalização da verdade e do erro está nos colocando em uma situação semelhante à de Eva diante da árvore do conhecimento do bem e do mal (ver Gên. 2:15-17; 3:1-8), onde temos de escolher constantemente entre a fidelidade à Palavra de Deus e os conhecimentos “mais amplos” e “atrativos” oferecidos pelas hostes do mal. Mas existe uma diferença marcante entre a realidade edênica e o mundo das modernas comunicações cibernéticas. No jardim do Éden, a tentação estava geograficamente confinada às proximidades da árvore da ciência do bem e do mal. Hoje, porém, a tentação está globalizada e disponível nos lares de todos aqueles que têm acesso aos modernos recursos da mídia.

Cremos, portanto, que a Internet está contribuindo efetivamente para a final polarização entre o bem e o mal que precederia a segunda vinda de Cristo. Muitos cristãos usam a expressão bíblica “julgai todas as coisas, retende o que é bom” (I Tess. 5:21) para justificar o acesso e a leitura de informações corrosivas à fé e destituídas de ética cristã (ver Mat. 18:15-17). Devemos, por conseguinte, nos conscientizar que nem todo o conhecimento disponível compensa ser obtido (ver Sal. 101; Filip. 4:8). Nossas igrejas precisam afastar-se da areia movediça das ideologias humanas a fim de construírem sua casa espiritual sobre a inabalável Palavra de Deus (ver Mat. 7:24-27).

Texto de autoria do Dr. Alberto Timm publicado na Revista do Ancião (outubro – dezembro de 2003).

Fonte - Sétimo Dia
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