O Presidente Barack Obama ofereceu ao povo norte-americano no dia 31 de Dezembro um presente envenenado para 2012: a promulgação da chamada Lei da Autorização da Defesa Nacional. O discurso que pronunciou para justificar o seu gesto foi um modelo de hipocrisia.
O Presidente declarou discordar de alguns parágrafos da lei. Sendo assim, poderia tê-la vetado, ou devolvido o texto com sugestões suas. Mas não o fez.
No dia 24 de Janeiro, o Senado vai votar um projeto, o SOPA, que autoriza a Secretaria de Justiça a criminalizar qualquer Web cujo conteúdo seja considerado ilegal ou perigoso pelo governo dos EUA. De acordo com o texto em debate, a simples colocação de um artigo numa rede social pode motivar a intervenção da Justiça de Washington.
A iniciativa foi já definida por alguns profissionais de mídia como um terremoto político.
O pânico que provocou foi tamanho que a Netcoalition.com, aliança que agrupa gigantes digitais como Facebook, Twitter, Google, e Yahoo, AOL e Amazon admite um “apagão colectivo” durante horas se o Congresso aprovar o projeto.
A lei, teoricamente motivada pela necessidade de combater a pirataria digital, será de aplicação mundial. Por outras palavras, se uma Web europeia, asiática ou africana publicar algo que as autoridades norte-americanas considerem “perigoso” pode ser bloqueada nos EUA por decisão da Justiça de Obama.
Governo militar em traje civil?
Despojada da retórica que a envolve, a Lei da Autorização da Segurança Nacional, ora vigente, revoga na prática a Constituição bicentenária do país.
Afirma Obama que a “ameaça da Al Qaeda à Segurança da Pátria” justificou a iniciativa que elimina liberdades fundamentais. A partir de agora, qualquer cidadão sobre o qual pese a simples suspeita de ligações com “o terrorismo” pode ser preso por tempo ilimitado. E eventualmente submetido à tortura no âmbito de outra lei aprovada pelo Congresso.
Comentando a decisão gravíssima do Presidente, Michel Chossudovsky lembra que ela traz à memória o decreto de Hitler para “a Protecção do Povo e do Estado” assinado pelo marechal Hindemburgo em 1933 após o incêndio do Reichstag.
A escalada de leis reacionárias nos EUA assinala o fim do regime democrático na grande República.
O discurso em que Obama justificou há dias o Orçamento de Defesa veio confirmar o crescente protagonismo do Pentágono – agora dirigido por Panetta, o ex diretor da CIA – na definição da estratégia de dominação planetária dos EUA. Ao esclarecer que a prioridade é agora a Ásia, o Presidente afirmou enfaticamente que os EUA são e serão a primeira potência militar do mundo. Relembrou o óbvio. O Orçamento de Defesa norte-americano supera a soma dos dez maiores que se seguem.
A degradação do regime tem-se acentuado de ano para ano. A fascistização das Forças Armadas nas guerras imperiais é hoje inocultável.
Observadores internacionais respeitados, alguns norte-americanos, comentando essa evolução, definem os EUA neste início do terceiro milênio como “ditadura democrática”.
Chossudovsky vai mais longe, enuncia uma evidência dolorosa ao escrever que nos EUA se acentua a tendência para “um Estado totalitário militar com traje civil”.
Desmontar-lhe a fachada é uma exigência para quantos identificam no imperialismo uma ameaça à própria continuidade da vida. Tarefa difícil, mas indispensável.
Significativamente, as leis fascistizantes comentadas neste artigo passaram quase despercebidas em Portugal. Os analistas de serviço da burguesia e a imprensa dita “de referência” ignoraram o tema, numa demonstração da vassalagem neocolonial da escória humana que oprime e humilha Portugal.
Fonte - Correio do Brasil
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
BXVI diz que crise econômica nasceu no individualismo
CIDADE DO VATICANO, 12 JAN (ANSA) - O papa Bento XVI afirmou hoje que a crise econômica e financeira surgiu de uma "crise ética" e do "individualismo".
Em um encontro com autoridades da capital italiana e da região do Lácio, como o prefeito de Roma, Gianni Alemanno, Bento XVI afirmou que a crise econômica "tem suas raízes mais profundas em uma crise ética e no individualismo".
Mas, segundo ele, esses momentos de desequilíbrio nos mercados podem ser uma ocasião para "verificar se os valores colocados como fundamentais geraram uma sociedade mais justa, igualitária e social, ou se é preciso uma profunda reflexão para recuperar valores que são base de uma verdadeira renovação da sociedade".
O Pontífice também destacou que as instituições "devem ser exemplos no respeito das leis", levando em conta inclusive "a lei que Deus escreveu no coração do homem".
"Encorajo-os a defender a família fundada no matrimônio como essencial célula da sociedade e fazer todo esforço para que sejam garantidas as condições necessárias aos núcleos familiares", acrescentou o Papa.
Fonte - ANSA
Em um encontro com autoridades da capital italiana e da região do Lácio, como o prefeito de Roma, Gianni Alemanno, Bento XVI afirmou que a crise econômica "tem suas raízes mais profundas em uma crise ética e no individualismo".
Mas, segundo ele, esses momentos de desequilíbrio nos mercados podem ser uma ocasião para "verificar se os valores colocados como fundamentais geraram uma sociedade mais justa, igualitária e social, ou se é preciso uma profunda reflexão para recuperar valores que são base de uma verdadeira renovação da sociedade".
O Pontífice também destacou que as instituições "devem ser exemplos no respeito das leis", levando em conta inclusive "a lei que Deus escreveu no coração do homem".
"Encorajo-os a defender a família fundada no matrimônio como essencial célula da sociedade e fazer todo esforço para que sejam garantidas as condições necessárias aos núcleos familiares", acrescentou o Papa.
Fonte - ANSA
Países sem representação no Vaticano "perdem" muito na diplomacia
O ex-embaixador da Austrália ante a Santa Sé, Tim Fischer, explicou que os países que não têm um embaixador residente no Vaticano "perdem" muito no campo da diplomacia.
Em recentes declarações ao grupo ACI, Fischer considerou que "é muito mais fácil fazer o trabalho estando em Roma".
"O Vaticano não é um lugar fechado. É preciso saber onde procurar, a quais conferências ir, quais contatos ter. Se (um representante diplomático) voar apenas quatro vezes ao ano desde o Dublin ou Haia ou Genebra, então se torna muito complicado fazer (o trabalho diplomático) de maneira compreensiva e profissional", destacou.
Os comentários do embaixador foram feitos dois meses depois que a Irlanda tenha decidido fechar sua embaixada ante a Santa Sé, alegando que o fazia por razões econômicas. O novo embaixador irlandês ante o Vaticano viverá em Dublin, capital da Irlanda.
A Santa Sé mantém atualmente relações diplomáticas com 179 países. A metade deles têm uma embaixada permanente em Roma. O embaixador Fischer disse ademais ao grupo ACI que estar tão perto do Vaticano permite aos governos fazer parte de uma rede incomparável de diplomatas.
Para o embaixador, o Vaticano "é a organização mais antiga do mundo e possui uma rede enorme. De fato quando ocorreu a guerra dos Bálcãs, a melhor informação sobre o que realmente acontecia não a possuía a CIA nem a KGB; mas estava aqui mesmo em Roma, na Santa Sé".
Para o diplomata, embora cada país tem a potestade de decidir como dirige as relações com outros estados, "a opinião geral" dos representantes em Roma sobre a decisão da Irlanda é que foi "uma questão política antes que orçamentária".
Como católico, afirma que seu tempo em Roma foi de "enriquecimento pessoal assim como profissional" e assinala que "foi um enorme prazer conhecer algumas pessoas maravilhosas, começando com o Santo Padre, o Papa Bento XVI".
...
Fonte - ACI
Em recentes declarações ao grupo ACI, Fischer considerou que "é muito mais fácil fazer o trabalho estando em Roma".
"O Vaticano não é um lugar fechado. É preciso saber onde procurar, a quais conferências ir, quais contatos ter. Se (um representante diplomático) voar apenas quatro vezes ao ano desde o Dublin ou Haia ou Genebra, então se torna muito complicado fazer (o trabalho diplomático) de maneira compreensiva e profissional", destacou.
Os comentários do embaixador foram feitos dois meses depois que a Irlanda tenha decidido fechar sua embaixada ante a Santa Sé, alegando que o fazia por razões econômicas. O novo embaixador irlandês ante o Vaticano viverá em Dublin, capital da Irlanda.
A Santa Sé mantém atualmente relações diplomáticas com 179 países. A metade deles têm uma embaixada permanente em Roma. O embaixador Fischer disse ademais ao grupo ACI que estar tão perto do Vaticano permite aos governos fazer parte de uma rede incomparável de diplomatas.
Para o embaixador, o Vaticano "é a organização mais antiga do mundo e possui uma rede enorme. De fato quando ocorreu a guerra dos Bálcãs, a melhor informação sobre o que realmente acontecia não a possuía a CIA nem a KGB; mas estava aqui mesmo em Roma, na Santa Sé".
Para o diplomata, embora cada país tem a potestade de decidir como dirige as relações com outros estados, "a opinião geral" dos representantes em Roma sobre a decisão da Irlanda é que foi "uma questão política antes que orçamentária".
Como católico, afirma que seu tempo em Roma foi de "enriquecimento pessoal assim como profissional" e assinala que "foi um enorme prazer conhecer algumas pessoas maravilhosas, começando com o Santo Padre, o Papa Bento XVI".
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Fonte - ACI
O que se pode esperar da economia mundial para 2012?
Desde 2008 o mundo está atento ao que se passa com a economia. Aliás, antes disso ocorriam problemas, mas agora a situação está diferente. Há fatos novos, sem precedentes na história da humanidade. Há uma multidão de pessoas endividadas em todos os lugares do mundo. Outros estão se endividando. Esse endividamento, estupidamente, tornou-se até necessário, para que não pare o consumo, e a indústria e o comércio continuem operando, e mantenham os empregos, e continuem pagando impostos. Mas, quando por um efeito ‘manada’ muitos consumidores, por diversas razões, reduzirem seus gastos, como então vai ser? Note, a base para que a economia continue funcionando é o endividamento! É uma base frágil. Aliás, fuja das dívidas, senão aquelas bem calculadas e bem vantajosas.
Há países ricos super endividados, principalmente na Europa. Para falar a verdade, os dirigentes europeus estão tentando a todo custo manter viva a sua moeda comum, o Euro, que passa por grave crise de sustentabilidade e credibilidade. Talvez em 2012 a Grécia se desligue do Euro para ter poder sobre a política econômica, e tentar sair da crise. Os cidadãos gregos estão perplexos, gritando pelas ruas, clamando por menos arrocho em suas rendas. E podemos esperar que a situação no velho continente piore em 2012. Isso parece certo.
Dava para imaginar, há 5 anos, que cidadãos de países ricos tivessem que sair pelas ruas gritando por bom senso pelos governos? Essa sempre tem sido a realidade dos países pobres. Agora chegou a vez dos ricos.
Dava para imaginar, há 5 anos, que pessoas dos países ricos viessem pedir emprego no Brasil? O que acontecia era o contrário. O mundo está perdendo a direção, entrando numa vala de incertezas. Se os ricos estão em crise, bem logo os pobres estarão em situação bem pior.
Em 2011 o mundo perdeu, empobreceu, 6 trilhões de dólares, equivalente ao que a China produz num ano. Isso ocorreu por desvalorização de títulos de empresas, dos bancos e dos governos. Sinal de incerteza e desconfiança. Futuro negro, se não ocorrerem mudanças radicais na tendência. Há crescente medo e desconfiança nos governos e nas políticas econômicas.
O que poderá acontecer se a China continuar desacelerando suas atividades econômicas e os consumidores de todo o planeta, que, gastando, mantém a economia em funcionamento, reduzirem o consumo? Fácil antecipar: as dívidas das nações aumentarão ainda mais, pois arrecadarão menos impostos e ocorrerá a paralela redução da capacidade de pagamento por parte de todos. Ou seja, aumenta o potencial de calotes soberanos e de quebradeira entre as empresas, bem como consumidores falidos. Estamos falando de uma depressão global, que vem se formando, ainda sem prazo para se estabelecer. Aliás, em economia, previsões com data são quase como prever a data da volta de JESUS, nunca se acerta. Mas, também como a volta de JESUS, as previsões em economia ocorrem e pega as pessoas e as empresas sem o necessário preparo.
Esse é um cenário bem típico da última crise.
Como será o ano de 2012?
É bom estar espiritualmente preparado. Ele não será o último ano da humanidade, isso é evidente para quem conhece profecias, mas certamente trará algumas novidades que surpreenderão a muitos. Quem sabe, o início visível da grande controvérsia.
Fonte - Cristo Voltará
Há países ricos super endividados, principalmente na Europa. Para falar a verdade, os dirigentes europeus estão tentando a todo custo manter viva a sua moeda comum, o Euro, que passa por grave crise de sustentabilidade e credibilidade. Talvez em 2012 a Grécia se desligue do Euro para ter poder sobre a política econômica, e tentar sair da crise. Os cidadãos gregos estão perplexos, gritando pelas ruas, clamando por menos arrocho em suas rendas. E podemos esperar que a situação no velho continente piore em 2012. Isso parece certo.
Dava para imaginar, há 5 anos, que cidadãos de países ricos tivessem que sair pelas ruas gritando por bom senso pelos governos? Essa sempre tem sido a realidade dos países pobres. Agora chegou a vez dos ricos.
Dava para imaginar, há 5 anos, que pessoas dos países ricos viessem pedir emprego no Brasil? O que acontecia era o contrário. O mundo está perdendo a direção, entrando numa vala de incertezas. Se os ricos estão em crise, bem logo os pobres estarão em situação bem pior.
Em 2011 o mundo perdeu, empobreceu, 6 trilhões de dólares, equivalente ao que a China produz num ano. Isso ocorreu por desvalorização de títulos de empresas, dos bancos e dos governos. Sinal de incerteza e desconfiança. Futuro negro, se não ocorrerem mudanças radicais na tendência. Há crescente medo e desconfiança nos governos e nas políticas econômicas.
O que poderá acontecer se a China continuar desacelerando suas atividades econômicas e os consumidores de todo o planeta, que, gastando, mantém a economia em funcionamento, reduzirem o consumo? Fácil antecipar: as dívidas das nações aumentarão ainda mais, pois arrecadarão menos impostos e ocorrerá a paralela redução da capacidade de pagamento por parte de todos. Ou seja, aumenta o potencial de calotes soberanos e de quebradeira entre as empresas, bem como consumidores falidos. Estamos falando de uma depressão global, que vem se formando, ainda sem prazo para se estabelecer. Aliás, em economia, previsões com data são quase como prever a data da volta de JESUS, nunca se acerta. Mas, também como a volta de JESUS, as previsões em economia ocorrem e pega as pessoas e as empresas sem o necessário preparo.
Esse é um cenário bem típico da última crise.
Como será o ano de 2012?
É bom estar espiritualmente preparado. Ele não será o último ano da humanidade, isso é evidente para quem conhece profecias, mas certamente trará algumas novidades que surpreenderão a muitos. Quem sabe, o início visível da grande controvérsia.
Fonte - Cristo Voltará
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
Próxima Conferência da Aliança Européia para o Domingo será na Alemanha
A quarta Conferência da Aliança Européia para o Domingo tem como tema "Domingo - o nosso direito" (convite anexo) e será realizada no dia 15/02/2012 em Fulda, na Alemanha.Mal começou e o ano de 2012 promete, pelo menos no que diz respeito ao movimento de tornar a guarda do domingo obrigatória em toda a Europa.
Sabemos que o decreto dominical profetizado será promulgado primeiramente nos EUA, no entanto as bases para esta lei espúria que será aceita por todo o mundo podem ser vistas em vários locais, principalmente nos países do leste europeu. Percebemos que o movimento está ganhando força e agora acontecerá na Alemanha, principal economia da Zona do Euro.
O movimento dominical está agora abrindo caminho nas trevas. Os líderes encobrem a verdadeira questão, e muitos que se unem ao movimento não percebem para onde propende a tendência oculta. Eles estão agindo como cegos. Não vêem que se um governo protestante abandona os princípios que deles fizeram uma nação livre e independente, e, pela legislação, introduz na Constituição princípios que propaguem a falsidade e ilusão papal, eles estão se lançando nos horrores romanos da Idade Média. Review and Herald Extra, 11 de dezembro de 1888.
Muitos há, mesmo entre os que se empenham neste movimento em favor da imposição do domingo, que se acham cegos aos resultados que seguirão a essa ação. Não vêem que golpeiam diretamente a liberdade religiosa. Muitos existem que jamais compreenderam as reivindicações do sábado bíblico e o falso fundamento sobre o qual repousa a instituição do domingo. ... Os que se empenham em conseguir uma emenda à Constituição, para obter uma lei que imponha a observância do domingo, mal compreendem qual vai ser o resultado. Uma crise está iminente. Testemunhos Seletos, vol. 2, págs. 318 e 352.
Devemos, mais do que nunca, anunciar o breve retorno de Jesus e o preparo necessário para estarmos de pé no Grande Dia do Todo Poderoso. O livro A Grande Esperança deve ser espalhado como folhas de outono e cada sincero adventista deve resplandecer a gloriosa luz do Senhor, amém!
Fonte - Evidências Proféticas
Obama assina lei que legaliza detenção indefinida
O presidente Obama assinou, no Havaí, onde passa os feriados de fim de ano, a National Defense Authorization Act (NDAA) [Lei de Autorização da Defesa Nacional]. Com a sanção do presidente, os militares norte-americanos aproximam-se ainda mais de poder prender e manter presos quaisquer cidadãos por tempo indefinido, dentro e fora dos EUA. Como se sabe, a Casa Branca havia ameaçado vetar uma versão anterior dessa lei, mas mudou de ideia logo depois de o Congresso ter aprovado a versão agora sancionada. Embora o presidente Obama tenha distribuído uma declaração, em que diz que tem “sérias reservas” sobre o conteúdo da nova lei, a declaração só se aplica ao seu governo, e de modo algum afetará o modo como a lei será interpretada por outros governos que venham depois deste.Durante o governo Bush, o mesmo princípio que agora está próximo de ser convertido em lei nos EUA, para prender e manter sob custódia militar quaisquer cidadãos, sem processo e sem qualquer acusação formalizada, foi usado até para prender cidadãos norte-americanos em território dos EUA. Muitos, no Congresso, dizem hoje que a nova Lei de Prisão Indefinida pode ser usada para a mesma finalidade.
A Associação Norte-Americana de Direitos Civis (ACLU) entende que qualquer tipo de prisão militar, de cidadãos norte-americanos ou quaisquer outros, é inconstitucional e ilegal nos EUA, mesmo depois de aprovada a Lei de Prisão Indefinida. Além disso, a autoridade que a nova lei dá a militares norte-americanos viola a legislação internacional, porque não se limita a autorizar a prisão de combatentes capturados em contexto de guerra, como exigem as leis internacionais.
Desaponta-nos muito que o presidente Obama tenha assinado essa lei, em momento que seu governo já enfrenta processos em vários pontos do mundo, por prisões ilegais. Felizmente, os EUA são governados por três poderes, e a palavra final sobre a extensão do poder de prender cidadãos caberá à Suprema Corte. Mas o Congresso e o Presidente também têm o dever de desfazer a confusão que criaram, para impedir que todos os cidadãos, nos EUA e em todo o mundo, passem a viver sob o medo de que o atual ou qualquer futuro presidente dos EUA dê mau uso ao poder que a Lei de Detenção Indefinida lhes outorgue.
A Associação Norte-Americana de Direitos Civis (ACLU) combaterá em todo o mundo a Lei de Detenção Indefinida, por todos os meios e em todos os fronts, nos tribunais, no Congresso e internacionalmente.
(American Civil Liberties Union)
Nota do blog Realidade em Foco: A manobra governamental norte-americana no sentido de aprovar uma lei marcial é justificada, como sempre, dentro de um conceito geral de combate ao terrorismo mundial. Ou seja, em nome do direito de o governo combater terroristas, inclusive em seu próprio território, aprova-se lei que efetivamente pode levar a algumas situações bem claras:
(1) Os critérios para definição de quem efetivamente é um suspeito de terrorismo são bastante amplos e questionáveis, portanto, é praticamente certo que excessos e erros serão cometidos nesse processo de julgamento informal.
(2) É instalada uma cultura de oficialização do cerceamento das liberdades individuais na medida em que todo cidadão passa a conviver com o medo de ser fiscalizado, autuado e até responsabilizado criminalmente, caso se enquadre no que o governo entenda que é terrorismo.
(3) Consequentemente, esse tipo de lei abre espaço para que toda e qualquer manifestação futura, ideológica, filosófica ou religiosa, que contrarie os interesses do governo e dos poderes que mandam no planeta, seja combatida dentro dos rigores da lei. Ou seja, expressar-se acerca de conceitos que não sejam exatamente aqueles defendidos pelo governo pode se tornar algo extremamente perigoso e digno de punição.
Em resumo, vejo com péssimos olhos iniciativas como essa, embora entenda que, segundo a Bíblia Sagrada, as liberdades individuais tão propagadas no passado pelos EUA (antigo berço da democracia e do respeito aos direitos humanos, inclusive os religiosos) começam a perder força em nome de um ódio a tudo que está embaixo de um enorme guarda-chuva chamado “terrorismo”.
Assista ao programa "Especial 11 de Setembro" e leia esta análise detalhada do assunto.
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Estados Unidos e Irã mantêm rota de confronto
Após EUA determinarem novas sanções, Irã divulga ter produzido pela primeira vez uma barra de combustível nuclear e afirma que concluiu teste com míssil de fabricação própria no Estreito de Ormuz.O tom entre os Estados Unidos e o Irã voltou a subir a neste domingo (1º/01), marcado por declarações e anúncios de ambos os lados, sinalizando que o clima de tensão entre os dois países deverá continuar nos próximos dias.
Neste domingo, a agência nuclear iraniana anunciou que seus cientistas pela primeira vez produziram um tubo de combustível atômico, um feito do qual o Ocidente duvidada que fossem capazes. O Irã foi obrigado a produzir esses bastões de urânio porque as sanções internacionais impediram a sua compra nos mercados externos, disse a agência.
O anúncio marca mais um passo nos esforços iranianos de dominar o ciclo de produção de combustível nuclear, desde a exploração do urânio até o seu enriquecimento, e ocorre apesar das ameaças de sanções de países europeus e dos Estados Unidos.
Estes querem que o Irã abandone seu programa nuclear, temendo que o objetivo secreto seja a obtenção de armas atômicas. Os iranianos, porém, afirmam que o programa tem fins exclusivamente pacíficos, como a produção de energia e o tratamento de câncer.
...
Fonte - DW-World
OMS está 'profundamente preocupada' com mutação da gripe aviária
A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou um alerta duro nesta sexta-feira a cientistas que conseguiram criar uma forma altamente patogênica do vírus mortal H5N1 da gripe aviária, dizendo que o trabalho deles pode ter riscos significativos e deve ser rigidamente controlado.
A agência de saúde da Organização das Nações Unidas (ONU) disse estar "profundamente preocupada com as consequências negativas potenciais" do trabalho de duas equipes de pesquisa da gripe, que este mês disseram ter encontrado modos de fazer do H5N1 uma forma transmissível capaz de provocar pandemias letais entre os seres humanos.
O trabalho das equipes, uma da Holanda e outra dos Estados Unidos, já provocou um pedido de censura inédito de assessores de segurança norte-americanos, que temem que a publicação de detalhes do estudo possa dar a agressores potenciais o know-how de como fazer uma arma biológica para fins terroristas.
O Conselho Nacional de Ciência para a Biossegurança dos Estados Unidos pediu a dois periódicos que querem publicar o trabalho que disponibilizem o estudo apenas em versões editadas, um pedido contestado pelos editores das revistas e por muitos cientistas.
Em sua primeira declaração sobre a polêmica, a OMS afirmou: "Embora esteja claro que o ato de conduzir pesquisas para obter conhecimento deve continuar, também está claro que certas pesquisas, e principalmente aquelas que podem gerar formas mais perigosas de vírus... têm riscos".
O H5N1 é extremamente mortal em pessoas que estão diretamente expostas ao vírus de aves infectadas. Desde que foi detectado, em 1997, cerca de 600 pessoas o contraíram e mais da metade delas morreram.
Mas até agora o vírus não sofreu uma mutação natural para uma forma que pode passar facilmente de pessoa a pessoa, embora muitos cientistas temam que esse tipo de mutação deva acontecer em algum ponto e será uma grande ameaça à saúde se ocorrer.
Pesquisadores da gripe no mundo trabalham há vários anos para tentar descobrir que mutações dariam ao H5N1 a capacidade de se espalhar mais facilmente de pessoa a pessoa, ao mesmo tempo mantendo suas propriedades fatais.
O Instituto Nacional de Saúde dos EUA financiou os dois estudos sobre como o vírus poderia ficar mais transmissível em humanos com o objetivo de obter conhecimento sobre como reagir se a mutação ocorrer de forma natural.
Mas a OMS disse que tal pesquisa deveria ser feita "apenas depois que tiverem sido identificadas todos os riscos à saúde pública e benefícios importantes" e "houver a certeza que as proteções necessárias para minimizar o potencial para consequências negativas estão em vigor".
Fonte - Estadão
A agência de saúde da Organização das Nações Unidas (ONU) disse estar "profundamente preocupada com as consequências negativas potenciais" do trabalho de duas equipes de pesquisa da gripe, que este mês disseram ter encontrado modos de fazer do H5N1 uma forma transmissível capaz de provocar pandemias letais entre os seres humanos.
O trabalho das equipes, uma da Holanda e outra dos Estados Unidos, já provocou um pedido de censura inédito de assessores de segurança norte-americanos, que temem que a publicação de detalhes do estudo possa dar a agressores potenciais o know-how de como fazer uma arma biológica para fins terroristas.
O Conselho Nacional de Ciência para a Biossegurança dos Estados Unidos pediu a dois periódicos que querem publicar o trabalho que disponibilizem o estudo apenas em versões editadas, um pedido contestado pelos editores das revistas e por muitos cientistas.
Em sua primeira declaração sobre a polêmica, a OMS afirmou: "Embora esteja claro que o ato de conduzir pesquisas para obter conhecimento deve continuar, também está claro que certas pesquisas, e principalmente aquelas que podem gerar formas mais perigosas de vírus... têm riscos".
O H5N1 é extremamente mortal em pessoas que estão diretamente expostas ao vírus de aves infectadas. Desde que foi detectado, em 1997, cerca de 600 pessoas o contraíram e mais da metade delas morreram.
Mas até agora o vírus não sofreu uma mutação natural para uma forma que pode passar facilmente de pessoa a pessoa, embora muitos cientistas temam que esse tipo de mutação deva acontecer em algum ponto e será uma grande ameaça à saúde se ocorrer.
Pesquisadores da gripe no mundo trabalham há vários anos para tentar descobrir que mutações dariam ao H5N1 a capacidade de se espalhar mais facilmente de pessoa a pessoa, ao mesmo tempo mantendo suas propriedades fatais.
O Instituto Nacional de Saúde dos EUA financiou os dois estudos sobre como o vírus poderia ficar mais transmissível em humanos com o objetivo de obter conhecimento sobre como reagir se a mutação ocorrer de forma natural.
Mas a OMS disse que tal pesquisa deveria ser feita "apenas depois que tiverem sido identificadas todos os riscos à saúde pública e benefícios importantes" e "houver a certeza que as proteções necessárias para minimizar o potencial para consequências negativas estão em vigor".
Fonte - Estadão
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