segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Crise financeira é consequência de uma crise de valores

Bispos Europeus apelam a um novo modelo de sociedade, distante do mero consumismo

«A actual crise financeira manifesta uma profunda crise espiritual e um conjunto equivocado de valores». É a convicção dos bispos da Europa ao concluir nesta sexta-feira a Assembleia Plenária do Comité de Representantes das Conferências Episcopais da Europa (COMECE), realizada nestes dias em Bruxelas.

A crise actual reflecte-se na Europa numa tripla vertente: em primeiro lugar, «o resultado do referendo irlandês, que suspendeu o Tratado de Lisboa e a reforma institucional da UE»; em segundo lugar, «a crise geopolítica surgida do conflito do Cáucaso»; e em terceiro lugar, «a crise financeira e económica».

Centrando-se nesta última, os bispos assinalam com pesar que «o sentido e o valor do trabalho humano foram retirados pela luta generalizada pelo benefício».

O presidente da COMECE, D. Adrianus Van Luyn, bispo de Roterdão, advertiu que não se subestima a crise, porque o que se está a questionar é todo o modelo de sociedade ocidental.

«Quem considerar que a causa da crise financeira reside só na falta de transparência e de responsabilidade legal, talvez não perceba o facto de que é o nosso modelo social que está sendo posto em dúvida», acrescentou.

«Um modelo económico que está baseado no consumo continuado e ilimitado de recursos limitados só pode acabar mal», sublinhou.

Neste sentido, os bispos crêem que o debate sobre a mudança climática «oferece a oportunidade de questionar o estilo de vida da sociedade ocidental», já que «pergunta pela sobrevivência de uma grande parte da humanidade».

É necessário, portanto, «persuadir não só as mentes, mas também os corações de cidadãos, e convencê-los de que se distanciem do modo de viver predominante nos nossos países, muito enfocados no consumo».

A importância do Domingo

Outro dos temas tratados, dentro da preocupação geral pelas repercussões da crise, foi o respeito do Domingo como dia festivo, questão que está prevista no debate do Parlamento Europeu do próximo mês de Dezembro.

Os bispos europeus pedem que se respeite o descanso dominical «como um dos fundamentos da ordem social europeia», assim como «uma forma de equilibrar a vida familiar e o trabalho», frente a recentes legislações europeias que ameaçam o Domingo por questões políticas ou simplesmente consumistas.

Neste sentido, apelam à «responsabilidade dos membros do Parlamento» para que incluam a protecção do domingo na directriz sobre o horário de trabalho, especialmente neste momento de crise.

Por último, A COMECE pede à Europa que se envolva mais na defesa da minoria cristã do Iraque, e lamentam que a Europa «não se esforce o suficiente» para exigir de outros países o respeito à liberdade religiosa.

Fonte - Ecclesia

Nota DDP: A ponte crise ambiental/crise econômica/dia de descanso, há muito nas entrelinhas anunciada, agora é revelada às claras. Como visto na notícia anterior, o próprio novo presidente dos EUA já declinou que tratará de retomar o patamar moral americano. Ecos do discurso religioso no meio político é questão de tempo.

O futuro chegou. Se amarre na mão poderosa de Cristo.

"Declarar-se-á que os homens estão ofendendo a Deus pela violação do descanso dominical; que este pecado acarretou calamidades que não cessarão antes que a observância do domingo seja estritamente imposta; e que os que apresentam os requisitos do quarto mandamento, destruindo assim a reverência pelo domingo, são perturbadores do povo, impedindo a sua restauração ao favor divino e à prosperidade temporal." -- O Grande Conflito, pág. 590.

Obama promete recuperar aos EUA sua 'estatura moral'

O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, prometeu reconstruir "a estatura moral" dos Estados Unidos no mundo em sua primeira entrevista desde que ganhou a disputa para a Casa Branca.
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Obama também prometeu fazer "o que for necessário" para estabilizar a economia americana, com ajudas financeiras à indústria automobilística e a mutuários.
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Fonte - BBC

Nota DDP: Moralidade virou ponto chave para reconstrução pós-crise.

A nova ordem econômica mundial

WASHINGTON - O que parecia improvável se tornou realidade. O G-20, formado pelos países ricos e os emergentes mais importantes, criou um conjunto de princípios e uma série de medidas a serem aplicadas daqui por diante para neutralizar a atual crise financeira e evitar outras.
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Das ações consideradas prioritárias, a serem implantadas até 31 de março de 2009, a mais aguardada é a que servirá como o maior teste da nova ordem econômica mundial: a escolha das 30 instituições financeiras multinacionais cujas operações serão monitoradas por uma equipe de supervisores.
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Fonte - O Globo

Nota DDP: Só para acrescentar a movimentação paralela ao debate, o Concílio Mundial de Igrejas publicou artigo dizendo que o G20 não é suficiente e que deve ser ampliado o campo de discussão, com a participação da sociedade civil e das direções religiosas, inclusive.

Homem que viveu na Alemanha nazista dá aviso aos EUA

“Todo dia os EUA se aproximam mais do abismo totalitário no estilo nazista”

© 2008 WorldNetDaily

WASHINGTON, EUA – Pelo fato de que abandonaram os absolutos morais e sua fé cristã histórica, os EUA estão se aproximando mais de um totalitarismo de estilo nazista, avisa um ex-membro alemão da Juventude Hitlerista num livro recém publicado.

“Todo dia os EUA se aproximam mais do abismo totalitário no estilo nazista”, escreve Hilmar von Campe, hoje um cidadão americano e autor do livro “Defeating the Totalitarian Lie: A Former Hitler Youth Warns America”.

Von Campe fundou o Instituto Nacional em prol da Verdade e da Liberdade para lutar por um retorno ao governo constitucional nos EUA – que é a chave, crê ele, para se manter a liberdade nos EUA.

“Vivi no pesadelo nazista e, como diz o velho ditado, ‘Um homem com experiência nunca fica à mercê de um homem com um argumento’”, escreve von Campe. “Tudo o que escrevo se baseia em minha experiência pessoal na Alemanha nazista. Não há nada de teórico acerca da minha descrição do que acontece quando uma nação joga Deus para fora do governo e da sociedade, e os cristãos se tornam espectadores religiosos. Não quero ver uma reprise. O papel de Deus na sociedade humana é uma questão decisiva para esta geração. Meu livro é parte da minha vida de restituição pelos crimes de um governo ímpio, do mal do qual fiz parte”.

Von Campe cresceu durante o nazismo, serviu na Juventude Hitlerista e lutou contra o Exército Vermelho na Iugoslávia como artilheiro de tanque no exército alemão. Ele foi capturado no fim da guerra e escapou cinco meses depois de um campo de prisioneiros de guerra na Iugoslávia comunista.

”Levou-me muito tempo para entender e definir a natureza do nacional socialismo”, diz von Campe. “E, infelizmente, a filosofia deles continua a florescer sob diferentes rótulos que permanecem uma ameaça para os EUA e para a sociedade humana livre”.

Ele escreve: “A parte mais dolorosa de definir o nacional socialismo era reconhecer minha própria responsabilidade moral pelo desastre nazista e seus crimes contra a humanidade. A conclusão é que aceitando a verdade de que ‘assim como sou, assim é minha nação’, e percebendo que se todo alemão era como eu, não era de maravilhar que a Alemanha se tornou um esgoto de gângsteres. Essa compreensão é tão válida hoje para qualquer pessoa em qualquer nação como foi então, e é verdade para os EUA e todo americano agora”.

A mensagem de Von Campe é que apenas liberdade política e leis democráticas não são o suficiente para governar a humanidade com justiça.

“Os processos democráticos podem ser subvertidos e políticos desonestos são abundantes, estão em toda parte e são destrutivos”, escreve ele. “O que vejo nos EUA hoje são pessoas pintando suas cabines enquanto o navio afunda. Hoje nos EUA estamos testemunhando uma reprise da tragédia que aconteceu em 1933 quando uma nação inteira se deixou ser conduzida como cordeiro para o matadouro socialista. Desta vez, se os EUA não se levantarem para defender sua missão e destino, o fim de sua liberdade é inevitável”.

Von Campe diz que ele vê o paralelo espiritual entre os americanos e sua infância na Alemanha.
“O silêncio de nossos púlpitos com relação ao colapso moral da sociedade americana provocado por corrosão interna não é muito diferente do silêncio que ecoou dos púlpitos na Alemanha para com as políticas nazistas”, explica ele. “Nossa família viveu durante os anos nazistas na Alemanha, uma experiência típica de milhões de europeus independente de qual lado estavam. Pagamos um preço elevado pelas perversões morais de um governo alemão que excluía Deus e seus mandamentos de suas políticas. Os EUA não devem continuar seguindo o mesmo caminho de destruição, mas em vez disso dar atenção às lições da história e ao aviso que estou dando”.
Especificamente, von Campe avisa os americanos que seus líderes políticos estão no fundamento errado, “negando nossas raízes culturais e tradicionais baseadas em nossa constituição exclusiva e orientação cristã como nação. Os cristãos não entendem sua missão”.

Traduzido e adaptado por Julio Severo

Fonte: WND

Reunião mundial de representantes religiosos no Chipre

ROMA, sexta-feira, 14 de novembro de 2008 (ZENIT.org).- Neste domingo se inaugura no Chipre a reunião anual de representantes religiosos organizada pela Comunidade de Sant'Egidio, nesta ocasião em cooperação com a Igreja Ortodoxa do Chipre, 22 anos depois da histórica Jornada Mundial da Oração pela Paz em Assis, convocada por João Paulo II.

O encontro «Homens e Religiões» reunirá durante três dias, com o slogan «A civilização da paz: religiões e culturas em diálogo», chefes de Estado da Europa, África e América Central e mais de 200 personalidades religiosas e leigas, cardeais, patriarcas, primazes de igrejas cristãs, o rabino chefe de Israel, Yona Metzger, e o conselheiro do rei dos Emirados Árabes Unidos, além de líderes de outras confissões.
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Fonte - Zenit

Nicósia, 17 nov (RV) - “Mantenham alta a chama da paz, alimentem-na com gestos cotidianos de caridade e amizade fraterna” – recomendou o papa em sua saudação aos participantes do encontro inter-religioso de Chipre, onde a Comunidade de Santo Egídio e a Igreja Ortodoxa da ilha mediterrânea reuniram 40 líderes religiosos e chefes de Estado.

“O encontro de Chipre – lê-se na mensagem do papa – é uma forte experiência de comunhão para abrir os olhos à realidade e ao confronto, para conhecer realmente as diferenças e os elementos em comum. Somente através do diálogo é possível integrar-se neste multiforme e poliédrico cosmo lingüístico, neste tesouro precioso que é a criação, confiada à responsabilidade e ao bem de todos”.

Fonte - Radio Vaticano

É hora da “paz e segurança”

O presidente israelense, “Shimon Peres saudou a iniciativa do rei Abdullah, da Arábia Saudita, de empreender um diálogo inter-religioso para promover a paz, estimando que esta iniciativa "dá um novo tom" à política no Oriente Médio.” "O que vimos hoje não é o fim da história, mas o começo de uma nova história", declarou Peres em entrevista coletiva à margem de uma reunião na Assembléia Geral das Nações Unidas sobre uma nova "cultura de paz", uma iniciativa do soberano saudita.” E ele disse mais: "O fato desta sessão ser resultado de uma iniciativa dos sauditas não tem precedentes".

A Arábia Saudita não tem relações diplomáticas com Israel. É uma monarquia islâmica ultraconservadora. Mesmo assim, surpreendeu o mundo com uma postura inédita ao convocar para julho passado todas as religiões do mundo para um "diálogo construtivo para abrir uma nova página de reconciliação, após tantos conflitos" entre as religiões.” A reunião ocorreu em Madrid, e dentre outras recomendações, ouve a realização da reunião da ONU, nesta semana, sobre como apressar a união das igrejas a fim de colaborar na solução dos grandes problemas do planeta.

Fonte - Cristo Voltará

A atitude do Islã

De uns tempos para cá altos líderes do Islã vem desejando incentivar o diálogo com os cristãos e outras religiões. Foi surpreendente o que aconteceu em Julho desse ano, quando o rei da Arábia Saudita promoveu um histórico e inédito encontro na capital espanhola com mais ou menos 200 líderes religiosos de todo o mundo. O rei da Arábia Saudita é guardião de duas mesquitas, o que lhe confere importância e autoridade na realização de tais reuniões. O mundo apoiou a iniciativa, por sinal, muito elogiada. Dela ficou decidido entre outras coisa que a ONU deveria também se engajar na promoção do diálogo inter-religioso. Mas afinal, qual a verdadeira motivação de tamanho interesse por parte do Islã em tal diálogo?

O Islã é a maior religião do mundo. Possui mais de 1,25 bilhão de adeptos, enquanto que o catolicismo, a segunda maior, possui 1,1 bilhão de adeptos. A grande diferença é que os adeptos do Islã aderiram quando adultos, e os católicos logo após nascerem, o que quase não garante que sejam o mesmo ao se tornarem adultos. Pois bem, o Islã sendo a maior, deve portanto ter poder. No entanto, pesa sobre essa religião o estigma de formação de terroristas. E bem agora que o mundo prepara a Globalização dos negócios internacionais, isto é, o grande esquema global para ganhar muito dinheiro promovendo negócios entre todos os países do mundo. E ninguém quer ficar fora. E o Ecumenismo bem como o diálogo inter-religioso estão agora sendo utilizados para, por meio da santificação do domingo, re-educar as pessoas do mundo a que colaborem para a globalização, não roubando tanto, nem sendo tão corruptos, não traficando armas nem drogas, respeitando a natureza, não fazendo terrorismo, etc. e se isso não for feito, o mundo não tem futuro.

E onde entra o Islã nisso? Ora, como as religiões vem se unindo para adequar a sociedade humana para que a Globalização seja viável, o Islã quer que o mundo não o veja como fonte do terrorismo, e sim, uma religião pacífica e digna de confiança, como uma parceira desse grande projeto global. Aliás, ninguém quer ficar de fora da Globalização, e a organização que ficar terá dificuldades para sobreviver. Agora quase todas as igrejas querem colaborar (as grandes estão todas engajadas no diálogo inter-religioso), pois sentem o desejo de poder bem como dos lucros com os negócios internacionais que estão sendo previstos. As igrejas terão o papel de giárdias dos bons costumes e da cidadania na Nova Ordem Mundial, e isso não é pouca coisa. Pretendem, assim, granjear o apoio e proteção oficial dos estados do mundo, coisa que já está a caminho. Trata-se de uma lógica poderosa para enganar a maciça maioria dos seres humanos, desde os seus líderes aos mais humildes e iletrados para uma adoração a um ser inimigo até de si mesmo. Cairão nesse engano inclusive muitos daqueles que pretendem ser salvos para a vida eterna.

Fonte - Cristo Voltará

A Crise Global e Apocalipse 13:16-17

Numa palestra para investidores americanos, o presidente do Banco Central brasileiro, Henrique Meirelles, afirmou que é preciso parar com as “piadas” a respeito da crise global: “É uma situação muito, muito séria”. [1]

Sim, o economista brasileiro – vencedor do prêmio Bravo, da revista de economia Latin Trade, na categoria ‘financista do ano’ – está certo. Aquilo que surgiu como uma bolha imobiliária, uma onda de calotes no mercado imobiliário dos Estados Unidos, logo se transformou em uma crise nos mercados de ações, de crédito e de câmbio do planeta – e os efeitos já começam a chegar ao comércio, aos empregos e ao cotidiano de todos.

A crise ocupa o espaço principal e mais generoso em toda a mídia. Está estampada nas capas das principais revistas. É destaque nas manchetes dos jornais – o principal jornal do país, Folha de S. Paulo, já até criou uma espécie de “selo” que a dimensiona em seu caderno “dinheiro”: “Crise Global” – e já está incorporada às conversas e preocupações das pessoas em geral.

“O Brasil é parte do mundo. Tivemos o bônus, agora vamos pagar o ônus por estar no mundo”, afirma o ex-ministro da Fazenda Antonio Delfim Netto. A grande questão nesta tisunami gerada a partir desta que é a maior crise global desde 1929, arrasando economias de vários países, quebrando alguns dos maiores bancos e instituições dos Estados Unidos e do mundo e pondo em polvorosa os mercados financeiras, é onde ela vai desaguar.

Nesse quesito, embora os economistas e líderes mundiais divirjam um pouco tanto sobre o alcance da crise quanto sobre as medidas a serem adotadas, são unânimes ao afirmar que nada será como antes. As palavras ou expressões correntes são: “nova arquitetura financeira”, “nova (mais forte) regulação dos mercados”, “redesenhar a estrutura internacional da economia”, “novos mecanismos mundiais de controle ou regulação dos mercados financeiros”.

O que dizem os gurus da Economia

O problema é antigo e desde a quebra da Bolsa de Nova York, 1929, as crises se sucedem. “Há mais de 20 anos uma onda de crises financeiras acompanha a globalização”, afirma Robert Kurz. “Todas as medidas aparentemente bem-sucedidas para evitar uma ‘fusão nuclear’ do sistema financeiro internacional só lograram reformular o problema, em vez de solucioná-lo”. [2]

“Chegamos a um ponto crítico”, escreveu John Maynard Keynes em março de 1933. “Podemos divisar claramente o abismo ao qual nosso caminho atual nos conduz. Sem a ação dos governos, devemos esperar a progressiva dissolução da estrutura existente de contratos e instrumentos de dívida, acompanhada pelo completo descrédito da liderança ortodoxa nas finanças e no governo, cujo desfecho final não podemos prever”. [3]

Com a maior crise planetária desde 1929, as idéias de Keynes do máximo intervencionismo do Estado voltaram à moda – com toda força. “Não há mercado sem o Estado. O mercado resolveu os seus problemas – dentro das leis e regras do Estado. Só no Brasil encontrei liberais tão radicais”, sentencia o economista francês Guy Sorman.

O historiador inglês Paul Kennedy, autor de “Ascensão e Queda das Grandes Potências” (Editora Campus) assinala a nova distribuição mundial do poder: “ … o equilíbrio mundial está realmente mudando. Não em termos militares, porque os EUA respondem por metade do orçamento bélico mundial. A transformação fica evidente na composição das reservas internacionais estratégicas dos países”. [4]

Quando o jornalista pergunta se “É possível tirar alguma lição dessa crise”, Kennedy faz aquilo que nove em cada dez autoridades da área fazem – recomenda novos mecanismos mundiais de controle ou regulação financeira:

“O efeito dominó, de país a país e de banco a banco, fez os líderes perceberem que eles precisam trabalhar mais juntos. O Banco da Inglaterra e o Banco da Suíça entenderam que devem atuar conjuntamente com o Fed e o Banco do Japão e do Canadá, e assim por diante. O Banco Mundial e o FMI são instituições ótimas, mas até então, por causa da liberalização do fluxo de capitais, não havia nada relevante em matéria de concertação sobre sistemas bancários. Acho que poderá surgir uma espécie de cartel de bancos centrais das 12 maiores economias, comprometidas em atuar juntas para evitar que seus maiores bancos não quebrem. Esse grupo se reuniria com freqüência, possivelmente substituindo o G7 e o G8”. [5]

Muitos têm escrito e falado sobre a crise, dando suas receitas e apresentando o seu pacote de medidas para debelá-la; no entanto, ninguém foi tão direto ao ponto e didático como Jeffrey Garten, professor de Comércio Internacional e Finanças na Escola de Administração de Empresas da Universidade Yale. Num artigo de página inteira do caderno “Crise Global”, do principal jornal do país, Jeffrey chama a atenção com o título da sua matéria: “Mundo precisa de autoridade monetária”. [6]

Sem prejuízo para o leitor, reproduzo abaixo os principais trechos do referido artigo:

“Mesmo que a imensa operação de resgate financeiro dos Estados Unidos obtenha sucesso, ela deveria ser seguida por algo de muito mais abrangente – o estabelecimento de uma autoridade monetária mundial para fiscalizar mercados que não respeitam mais fronteiras. [...] Os bancos centrais também vêm sincronizando suas injeções de fundos nos mercados. Essas medidas devem ser passos em direção de uma resposta internacional mais abrangente concebida não apenas para apagar o atual incêndio, mas para reconstruir e manter os mercados de capitais em longo prazo”.

“O vácuo que existe no centro do sistema é perigoso para todos. [...] Por muitos anos, Wall Street e Washington não serão capazes de se manter sem forte cooperação de outros mercados. Além disso, as dimensões internacionais do mundo financeiro se tornaram estonteantes. Os ativos mundiais cresceram de US$ 12 trilhões em 1980 para US$ 200 trilhões em 2007, superando de longe o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) em qualquer nação ou o ritmo de expansão do comércio. Montante crescente desse capital hoje reside na Ásia e no Golfo Pérsico, e não mais nos Estados Unidos e na Europa”.

Pegando emprestada uma expressão usada pelo escritor Max Lucado, diria que Jeffrey “vai direto na jugular”, sem tergiversações ou indiretas: “Todas essas considerações apontam para a necessidade futura de uma nova autoridade monetária mundial (AMM). Ela ditaria o tom para os mercados de capital de uma maneira que não seria visceralmente oposta a uma forte função de fiscalização pública, com regras de intervenção, e devolveria à formação de capital a condição de objetivo do crescimento econômico e do desenvolvimento, com o abandono da idéia de que é suficiente operar por operar”.

“O conselho da AMM seria formado por dirigentes de bancos centrais não apenas dos Estados Unidos, do Reino Unido, da zona do Euro e do Japão, mas também da China, da Arábia Saudita e do Brasil. A instituição será financiada por contribuições compulsórias de todos os países capazes de pagar e por prêmios à maneira de seguros pagos pelas empresas financeiras do planeta – as de capital aberto, as estatais e as de capital fechado igualmente. Em termos de política norte-americana e internacional, a autoridade monetária mundial provavelmente representa uma idéia cujo momento ainda não chegou. Mas isso pode mudar, à medida que evolui a crise atual”.

A Nova Bretton Woods

O momento propício, de que fala o renomado professor da Universidade Yale, já chegou. Recentemente, quando a França apresentou proposta semelhante abrangendo a União Européia, o ministro das Finanças sueco, Andrés Berg, foi taxativo: “O mais importante agora é criar um bom corpo de bombeiros. Depois talvez possamos discutir normas de segurança”. [7]

Com a ação acanhada do FMI e do próprio Banco Mundial, em meio ao turbilhão da crise global, além de “ressuscitar” Keynes os economistas também trouxeram de volta um nome pouco conhecido “Bretton Woods”. O professor emérito da Fundação Getúlio Vargas e ex-ministro da Fazenda (governo Sarney), Luiz Carlos Bresser Pereira foi um desses; num artigo intitulado “Nova Bretton Woods”, Bresser afirma:

“Nos próximos dias, os líderes políticos e econômicos dos grandes países reunir-se-ão para discutir uma Bretton Woods, ou seja, uma nova arquitetura e um sistema de regulação mais rigoroso para o sistema financeiro mundial”. [8]

Embora esteja claro o que Bresser e outros economistas querem dizer quando afirmam que o mundo precisa de uma “Nova Bretton Woods”, para o leitor poder assimilar em profundidade o que isso significa, lembramos que o termo é uma referência ao encontro histórico que, em 1944, redesenhou o sistema financeiro mundial.

Na reta final da Segunda Guerra Mundial, com a Europa destruída, 44 países se reuniram na cidade americana de Bretton Woods, sob a batuta dos EUA, criando instituições tais como o FMI e o Banco Mundial.

Para o economista Luís Gonzaga Belluzo, da Unicamp, a conjuntura mundial exige uma “supervisão financeira global”. “Talvez um novo organismo”, diz, “para evitar bolhas como a do subprime”. Quando indagado se seria o tal organismo um super Banco Central Internacional, Belluzo responde: “Essa era a proposta do [economista inglês John] Keynes [em 1944]. Ele defendia uma espécie de moeda internacional, com gestão multilateral, para servir como referência às reservas nacionais”. [9]

A proposta de Keynes não vingou e o dólar se estabeleceu definitivamente como a moeda internacional. Foi o chamado “padrão ouro”, que estabelecia um lastro do metal para cada dólar americano. Os demais países tinham então suas reservas referenciadas em dólar e poderiam trocar no Federal Reserve seus dólares por ouro. Em 1971, no governo Richard Nixon, os EUA abandonaram unilateralmente o sistema. Nascia o câmbio flutuante e começava a grande farra que veio desembocar na maior crise financeira de todos os tempos.

Remédio amargo

Os Estados Unidos precisam regular, e rápido, o seu sistema financeiro sob pena de não conseguirem controlar a atual crise e perderem sua hegemonia no setor, advertiu a economista Maria da Conceição Tavares em entrevista à Agência Reuters. “Ou os EUA resolvem quais são as regras agora, enquanto são donos do cassino, ou daqui a pouco não adianta nada porque não serão mais os donos. É mais fácil fazer acordo quando eu, que sou a banca, faço as regras e convido os demais a seguirem ou se adaptarem”, completa a professora da UFRJ e da Unicamp e uma das principais vozes da economia brasileira desde a década de 1970.

Como vimos no início deste artigo, a crise é “muito séria”; não existe esse negócio de “marolinha”, como haviam rotulado o Presidente Lula e a sua “favorita” ministra Dilma Rousseff. “Nunca chegamos tão perto de um colapso completo do sistema, desde os anos 30”, afirma o megainvestidor George Soros.

Para situações drásticas, atitudes drásticas. É isso que espera o novo presidente americano, Barack Obama. Não é à toa que a jornalista Kathleen Parker, colunista do “Washington Post” e comentarista da NBC, escreveu um artigo publicado nesta quarta-feira com o título “Parabéns e pêsames”. “Os dois maiores desafios do novo presidente são a economia e a política externa, dois pedaços do mesmo rolo de tecido. Quem for presidente [ela escreveu antes de saber o resultado] terá que aceitar uma velha máxima conservadora segundo a qual é preciso fazer o que é necessário, mesmo que doa”. [10]

O apocalipse, como já foi tratado aqui em outros artigos, nos mostra que no final da história, pouco antes da volta de Jesus, haverá uma conjugação dos poderes terrestres contra o fiel povo de Deus (Apocalipse 12:17 e 14:12). Neste conluio, estarão unidos a Igreja e o Estado e será promulgado um decreto religioso com aplicação no campo econômico:

“A todos, os pequenos e os grandes, os ricos e os pobres, os livres e os escravos, faz que lhes seja dada certa marca sobre a mão direita ou sobre a fronte; para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tem a marca, o nome da besta ou o número do seu nome” (Apocalipse 13:16-17).

Faz alguns anos, um jornalista da revista Veja, numa entrevista publicada nas páginas amarelas da revista, fez a seguinte pergunta para a senhora Alice Rivlin, citada na época como a mais poderosa economista americana:

“Veja – O banco central americano, o Fed, já mexe com a economia de todo o mundo, quando toma suas decisões. Vai existir algum dia um banco central mundial?

Rivlin – Os bancos centrais hoje se relacionam de modo muito intenso e, eventualmente, vai existir um mecanismo mundial de controle de moeda”. [11]

Sim. Há muito tempo inúmeras forças – principalmente nos campos político e religioso – vêm trabalhando em prol desta união. O mundo está maduro e com o palco preparado para os eventos finais da História. Todos os atores e protagonistas mundiais estão assumindo os seus papéis e, de forma consciente ou não, seguindo o “script” das profecias.

Olhando para o quadro que se forma no cenário mundial, pergunto: Como negar que estamos, de fato, vivendo os dias finais da História? Como duvidar que o Senhor Jesus está voltando?

Elizeu C. Lira, Editor do site IASD em Foco

Fonte - IASD em Foco

Fungo ameaça segurança alimentar mundial

Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, afirma que o fungo do trigo, conhecido como Ug99, representa uma grande ameaça para plantações em todo o mundo.

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, anunciou, nesta quarta-feira, que os representantes dos países produtores de trigo lançaram um apelo para ação conjunta no controle e prevenção do fungo Ug99.

Segundo a FAO, o fungo que ataca o talo do trigo, representa uma grande ameaça para plantações e para a segurança alimentar mundial.
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Fonte - Radio ONU

Ingresso de Igrejas Ortodoxas no Conic é histórico

O presidente do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic), pastor sinodal Carlos Augusto Möller, classificou de "histórico" o ingresso da Igreja Greco-Ortodoxa de Antioquia e da Igreja Ortodoxa Grega (Patriarcado de Constantinopla) como Igrejas-membro do Conic. O ato de adesão aconteceu durante a 13ª Assembléia que o Conselho realiza, desde o dia 13, em Luziânia (GO).

"O ingresso de duas Igrejas Ortodoxas é histórico e altamente significativo porque elas se juntam a nós e querem conosco dialogar, caminhar no ecumenismo e dar testemunho do que vivemos no Brasil", disse Möller. Segundo o presidente, a função do movimento ecumênico, no Brasil e no mundo, passa por uma fase de reflexão "muito crítica". Por esta razão, a adesão das duas Igrejas assume um caráter significativo.

"O ingresso das duas igrejas fortalece o Conic e reitera o mandato de sermos um Conselho que reúne as Igrejas para a convivência ecumênica. Além disso, anima as Igrejas para seu testemunho no país. A sociedade brasileira clama por um testemunho claro das Igrejas", afirmou o presidente. O Conic, agora, passa a ter oito Igrejas-membro.

Fonte - Canção Nova

Nota DDP: A ICAR agradece.

Holanda derruba artigo que proíbe blasfemar

Por decisão do governo holandês, o polêmico artigo 147, que proíbe a blasfêmia, será abolido do Código Penal do país. Com isso, insultos a divindade, a religião ou o que é considerado sagrado não serão mais considerados crimes.
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Para facilitar a retirada do artigo 147, o ministro disse que se aplicará o artigo 137, que penaliza a pessoa que proferir injúrias contra um grupo, raça ou religião.
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Fonte - Radio Nederland

Nota DDP: Em outras palavras, fale e faça o que quiser com o nome de Deus, mas não levante nada contra qualquer religião. Além da inversão de valores, a clara intenção de se penalizar qualquer pessoa que disser algo contra outro segmento religioso. Dizer que ele seja representante da besta, por exemplo?

Ventos acalmam-se e facilitam trabalho dos bombeiros no sul da Califórnia

Incêndios florestais devastam na área metropolitana de Los Angeles.Centenas de casas foram queimadas, e 50 mil pessoas foram evacuadas.
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Fonte - G1

Nota DDP: Impressionante a quantidade de incêndios ocorridos nesta área dos EUA nos últimos tempos.

Terremoto na Indonésia deixa um morto

O terremoto que atingiu ilhas ao norte da Indonésia matou ao menos uma pessoa, informaram as autoridades locais. O índice, no entanto, não é definitivo, pois o governo admite a destruição de muitas casas na região atingida. Não há informações sobre feridos.

As autoridades enviaram equipe de resgate e especialistas à região, para elaborar um informe sobre a situação, incluído o número de vítimas e de imóveis destruídos ou danificados.

A agência oficial da Indonésia, Antara, disse que milhares de pessoas fugiram de suas casas e hotéis na província de Gorontalo. Na cidade, uma pessoa estava ferida e vários edifícios desmoronaram. Na capital Jacarta, autoridades afirmaram não saber se há vítimas.

“Em um terremoto desses, é muito provável que haja vítimas”, disse um funcionário dos serviços geológicos indonésios. Os habitantes de Tolitoli - a 250 km do epicentro – também disseram que prédios caíram.

Fonte - G1

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Obama deve afastar tribunais dos EUA da direita

WASHINGTON (Reuters) - O presidente eleito dos EUA, Barack Obama, terá a oportunidade de nomear dezenas de juízes federais nos próximos quatro anos, revertendo assim a guinada direitista do Judiciário, registrada no governo de George W. Bush.

Com a ajuda de uma ampla maioria no Senado, Obama, ex-professor de Direito Constitucional, vai nomear juízes que poderão interferir sobre questões polêmicas, como o casamento gay, a pena de morte, o aborto e temas ligados às guerras do Iraque e Afeganistão.

Esses juízes, na Suprema Corte e em tribunais federais inferiores, também deverão receber contestações a políticas de Obama, como a reforma na saúde pública.

Os magistrados podem ser o legado mais duradouro de um presidente, pois suas nomeações são vitalícias. John Roberts e Samuel Alito, nomeados por Bush, ainda não completaram 60 anos e devem se manter como vozes conservadoras na Suprema Corte durante décadas.

Obama, que foi contra essas indicações, por causa da suposta tendência dos juristas de se alinharem com os poderosos ao invés dos indefesos, diz que o direito deve ser uma forma de corrigir desequilíbrios.

"Precisamos de alguém que tenha coração, empatia, que reconheça o que é ser uma mãe adolescente", disse ele no ano passado à entidade Planned Parenthood.

"Ele tem a oportunidade de selecionar juízes que possam restaurar o equilíbrio dessas cortes e ampliar proteções a trabalhadores, mulheres e pessoas de cor, proteções constitucionais que os juízes de Bush rejeitaram", disse Nan Aron, presidente da Aliança pela Justiça.

Mas as primeiras indicações de Obama não devem alterar a composição ideológica da Suprema Corte, pois os primeiros a se aposentarem devem ser juízes liberais - John Paul Stevens, Ruth Bader Ginsburg e David Souter.

Mas a substituição deles por outros liberais já será uma derrota para os conservadores, que durante décadas se empenharam em criar uma maioria de "construcionistas estritos", que interpretam a Constituição ao pé da letra.

"A perda final é que haverá pessoas mais jovens (na Suprema Corte) que perpetuarão uma idéia de Constituição que os conservadores gostaria de pensar que fosse transitória", disse Manuel Miranda, presidente da Third Branch Conference.

Observadores do Judiciário dizem que Obama será pressionado a indicar uma mulher. Possíveis candidatas são as juízas Diane Wood e Sonia Sotomayor, ou a professora de Harvard Dean Elena Kagan.

Se for reeleito em 2012, Obama terá então uma maior oportunidade de levar a Suprema Corte para a esquerda. Curt Levey, do conservador Comitê para a Justiça, estima que Obama teria 75 por cento de chance de estabelecer uma maioria liberal se conseguir um segundo mandato.

Fonte - O Globo

Bush defende expansão da democracia contra extremismos religiosos

Nações Unidas, 13 nov (EFE) - O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, defendeu hoje na Assembléia Geral da ONU a expansão internacional da democracia como a melhor arma para combater os extremismos religiosos e abrir caminho para a paz.

Em seu último pronunciamento no fórum multilateral antes de deixar a Casa Branca em janeiro, o líder assegurou que nos últimos oito anos teve "o privilégio de presenciar como a liberdade e a fé podem resgatar vidas e dirigir o mundo à paz".

"A melhor maneira de salvaguardar a liberdade de religião é acudir em ajuda da democracia", assegurou o presidente americano em seu discurso no diálogo inter-religioso realizado desde quarta-feira na sede da ONU em Nova York.

"A expansão da democracia também representa o caminho mais promissor à paz", acrescentou.

Bush citou a defesa da liberdade religiosa exercida por seu país em situações que vão desde "a libertação dos campos de concentração na Europa, à proteção de muçulmanos em lugares como o Kosovo, Afeganistão e Iraque".

"Hoje, os EUA continuam com a nobre tradição de considerar a liberdade religiosa como um dos eixos centrais de nossa política externa", ressaltou.

Nesse sentido, estimulou outros países a entender que a liberdade religiosa é o fundamento de uma sociedade "saudável e com esperança".

"Não temos medo de respaldar os dissidentes religiosos e crentes que praticam sua fé, inclusive ali onde não são bem-vindos", disse.

O presidente observou que os povos que gozam de liberdade de expressão e opinião "podem desafiar as ideologias do ódio, defender suas crenças religiosas e denunciar os que querem manipular com fins ruins".

Bush disse que a religião faz parte do "núcleo" de suas crenças e destacou o efeito transformador que a fé teve "há muito anos" em sua vida.

Ele assegurou que sua religião -pertence à Igreja metodista- lhe sustentou ao longo das "dificuldades e alegrias" de sua Presidência.

"Talvez professemos cultos diferentes e oremos em lugares diferentes, mas nossa fé nos conduz a valores comuns", destacou.

O presidente americano advertiu de que a Declaração Universal dos Direitos Humanos adotada há 60 anos pelas Nações Unidas recolhe a liberdade de professar e mudar de religião.

"A liberdade é o presente de Deus a cada homem, mulher e criança, e essa liberdade inclui o direito de todo o mundo a render culto da maneira mais apropriada que lhe pareça", afirmou.

A reunião que terminou hoje na Assembléia Geral a ONU sobre a "Cultura da Paz" é uma iniciativa da Arábia Saudita para aprofundar o diálogo entre confissões religiosas que começou na conferência realizada em julho em Madri.

Fonte - G1

Bispos europeus proporão resposta ética frente à mudança climática

13.11.2008 - Os cristãos devem promover «estilos de vida moderados

A postura dos cristãos frente à mudança climática é um dos temas abordados pela Comissão de Representantes das Conferências Episcopais da Europa (COMECE), durante a Assembléia Plenária de outono que se celebra até amanhã em Bruxelas.

Os prelados têm previsto estudar o informe «Visão cristã sobre a mudança climática», que foi elaborado por um grupo de especialistas nomeado pela própria COMECE no mês de janeiro passado, e presidido pelo antigo comissionado da União Européia, Franz Fischler.

Este informe sublinha que a mudança climática supõe um «grande desafio para a humanidade», ao qual se deve responder desde «propostas éticas», especialmente duas: a justiça intergeracional e a solidariedade para com os países do sul do mundo.

Durante a apresentação deste informe, em 24 de outubro passado, seus responsáveis afirmaram que «é necessário reconhecer que a luta contra a mudança de clima é antes de tudo um problema de ethos público. Será difícil de solucionar sem desafiar certos modos de organizar a sociedade, sem perguntar-nos sobre nosso modo de convivência e nosso sistema de valores».

Segundo o informe, esta reflexão ética «poderia estar baseada na teologia cristã, especialmente nos valores e nos princípios do ensinamento social da Igreja – a justiça global, a preferência pelos mais fracos, a subsidiariedade e a responsabilidade para com o bem comum».

Mas antes de tudo, sublinham os autores, a mudança climática «é um problema de justiça intra e intergeracional», frente aos países em vias de desenvolvimento e as futuras gerações, que enfrentarão o problema.

A mudança de clima «é somente um sintoma de um modo de viver insustentável, de modos de produção e modelos de consumo que não sobreviverão no futuro», acrescenta o informe.

Neste sentido, a Europa tem uma «especial responsabilidade» em combater a mudança climática, dada sua capacidade tecnológica e financeira e sua experiência em ações de cooperação. É também uma especial responsabilidade por parte dos cristãos.

O informe exige que se proponham «modos de viver baseados na moderação voluntária». «A Igreja Católica e todos os cristãos são os mais preparados para propor uma mudança na forma de viver, com iniciativas concretas e com seus exemplos de moderação».

«Nas décadas recentes, a teologia cristã preparou o mundo para uma visão renovada da criação de Deus e uma percepção mais afinada sobre o lugar e o papel do gênero humano», como «administrador da Criação». Portanto, a relação da humanidade com o ambiente «pode ser considerada racionalmente também como um problema moral».

A proposta ética cristã sobre a criação, acrescenta o informe, deve basear-se no «respeito à dignidade humana», na «visão global da justiça social», na «subsidiariedade», na «solidariedade» e na «sustentabilidade», assim como no «princípio de precaução» diante de condutas das quais não haja segurança de que não gerarão danos indesejáveis.

Fonte - Zenit

Países europeus anunciam recessão

As economias européias anunciaram nesta sexta-feira a contração no Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro trimestre Apenas a França escapou, registrando leve expansão de 0,1% no período.

Em comparação ao segundo trimestre, o PIB da Itália diminuiu 0,5%, o que representa a maior queda desde 1998, depois de contrair-se 0,4% no segundo trimestre ante o primeiro. Dessa forma, o país entra em recessão pela primeira vez desde o início de 2005. Já a Espanha registrou contração de 0,2% em relação ao segundo trimestre.

O PIB francês, por sua vez, registrou leve expansão de 0,1% no terceiro trimestre em relação ao segundo, mostraram dados do instituto de estatísticas Insee. Economistas esperavam queda de 0,1%. No segundo trimestre, a economia francesa havia registrado contração de 0,3%, de acordo com informação da ministra das Finanças francesa, Christine Lagarde. Dois trimestres seguidos de contração do PIB significariam uma recessão técnica.

Fonte - Opinião e Notícia

Vaticano e Brasil assinam acordo jurídico sobre Igreja Católica

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No ato, Amorim lembrou que, apesar da grande presença da Igreja Católica no Brasil, "sempre se respeitou a separação entre Igreja e Estado" e que "não existia um acordo bilateral que regulamentasse os direitos e deveres das relações" entre eles.

O chanceler brasileiro destacou que seu país sempre reconheceu a liberdade das atividades eclesiásticas e avaliou positivamente a importante tarefa dos sacerdotes que trabalham no Brasil "dando apoio espiritual e colaborando em obras sociais".

Mamberti pediu que este acordo não seja considerado um "privilégio", pois "não é um privilégio reconhecer uma realidade tão relevante como a Igreja Católica".

Além disso, expressou seu desejo de que este texto "favoreça a missão da Igreja" no Brasil.

Fonte - EFE

Nota DDP: Estado laico, sei. Desculpem-me pela ironia, mas lembrei da declaração de um jogador de futebol: "Eles fingem que pagam nosso salário e nós fingimos de que jogamos". "Nós fingimos que o estado é laico e o povo finge que acredita."

Grande nuvem asiática de poluição disfarça aquecimento, diz ONU

PEQUIM (Reuters) - Uma nuvem de 3 quilômetros de espessura formada de fuligem marrom e outros poluentes está escurecendo cidades da Ásia, matando milhares de pessoas e prejudicando a produção agrícola, mas estaria protegendo a região dos piores efeitos das mudanças climáticas, afirmou a Organização das Nações Unidas (ONU) nesta quinta-feira.

A imensa coluna de fumaça formada por dejetos de fábricas, incêndios, carros e desmatamento contém algumas partículas que refletem a luz do Sol para longe da Terra, diminuindo o aquecimento do planeta.

"Uma das consequências da nuvem marrom atmosférica tem sido mascarar a natureza real do aquecimento global em nosso planeta", disse Achim Steiner, chefe do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente. As declarações foram dadas no lançamento, em Pequim, de um novo relatório sobre o fenômeno.

O montante de luz solar que chega à Terra atravessando essa nuvem caiu em até um quarto nas áreas mais afetadas e, se o véu marrom dispersar-se, as temperaturas globais podem subir até 2 graus Celsius.

No entanto, o efeito derradeiro de brecar as mudanças climáticas não representa o lado positivo de um fenômeno prejudicial.

A sufocante nuvem de poluentes pode controlar a temperatura, mas a mistura de partículas significa que a poluição está acelerando o aquecimento em algumas das áreas mais vulneráveis e intensificando as consequências mais devastadoras do aumento de calor.
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Há nuvens marrons semelhantes sobre partes da Europa, da América do Norte, da África e da bacia Amazônica. Os cientistas, no entanto, concentraram-se por enquanto na nuvem asiática, que se estende da península Arábica ao oceano Pacífico.

Fonte - Reuters

Lula pede para papa dar conselho sobre a crise

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o papa Bento XVI manifestou preocupação com a crise financeira internacional em uma audiência fechada que tiveram no Vaticano nesta quinta-feira (13). “Ele disse que a crise é grave”, relatou o presidente. “Eu pedi ao papa que nos seus pronunciamentos ele fale da crise econômica, pois, se todo o domingo o papa der um ‘conselhozinho’, quem sabe a gente encontra mais facilidade para resolver o problema”, afirmou. O encontro, que ocorreu na biblioteca do Vaticano, durou 24 minutos e foi acompanhado por dois tradutores. Lula afirmou ter dito ao papa que sua preocupação é com a situação das camadas mais pobres da população. (...)

“O Brasil sempre trabalhou e trabalhará para ter uma boa relação com os papas”, disse Lula. O presidente presenteou o papa com uma escultura de barro de uma família de retirantes nordestinos e ganhou uma caneta do pontífice. “Eu disse uma vez, logo depois da visita dele ao Brasil, que a imagem que eu tinha dele era a que passava na TV: um homem sisudo e de poucos amigos. A verdade é que ele é um homem afável e fiquei surpreso por ele ser bem informado sobre o Brasil.” (...)

Em seguida, representantes do governo brasileiro e do Vaticano assinaram acordo que ratifica normas já previstas na legislação brasileira, da atuação de religiosos no país.

“Não são estipulados privilégios e, sim, é reconhecida a importância da Igreja católica no Brasil”, afirmou Mamberti em seu discurso, no qual manifestou a satisfação da Igreja pelo acordo alcançado. “Acho que é um acordo histórico porque regulamenta todos os aspectos jurídicos da Igreja, que conviveu muitos anos tranqüilamente no Brasil”, declarou à imprensa o cardeal Claudio Hummes, que assistiu à cerimônia. (...)

(G1 Notícias)

Nota: Talvez Lula não esteja atento, mas o papa já andou dando “conselhozinhos” sobre como lidar com a crise ambiental: observar o domingo como dia sagrado (dia de descanso para a "mãe Terra"). Talvez o conselho para resolver a crise financeira vá na mesma direção.[MB]
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