A crescente crise alimentar na Coreia do Norte ameaça deixar 6 milhões de pessoas sem comida suficiente no país onde um terço das crianças abaixo dos cinco anos já sofre de desnutrição, afirmou nesta quinta-feira a agência da Organização das Nações Unidas (ONU) para Agricultura e Alimentação (FAO).
A redução da ajuda internacional, um inverno rigoroso que atingiu as plantações e a queda da quantidade de alimentos que o país comprou do exterior deixaram a Coreia do Norte com escassez crônica de comida, disse a FAO.
"Mais de 6 milhões de pessoas precisam de assistência alimentar urgente", diz um comunicado da organização.
Em declarações feitas em Bangcoc, Tailândia, no retorno de sua visita ao país, feita após convite das autoridades de Pyongyang, o diretor regional para Ásia e Pacifico da FAO, Hiroyuki Konuma, afirmou que há um déficit de cerca de um milhão de toneladas de comida no país.
A ajuda humanitária para a Coreia do Norte "diminuiu dez vezes" nos últimos dez anos, disse a agência da ONU, acrescentando que o país "é um dos que sofre mais com a falta de recursos para emergências humanitárias no mundo".
O Programa Mundial de Alimentos (PMA) da ONU, que lançou uma operação de emergência na Coreia do Norte em abril deste ano, fez um apelo para a arrecadação de 300 mil toneladas de alimentos básicos neste ano, mas recebeu pouco mais de 10% dessa quantidade.
O porta-voz do PMQ, Marcus Prior, disse que mesmo antes do início deste "ano difícil", um terço das crianças abaixo dos cinco anos sofria de desnutrição.
A Coreia do Norte diminuiu drasticamente a distribuição de comida nos últimos meses e algumas pessoas têm de comer grama para sobreviver, revelou recentemente uma das mais experientes trabalhadoras humanitárias no país.
As porções de alimentos foram reduzidas para 150 gramas diárias por pessoa em algumas partes do país com a queda de doações estrangeiras, disse em junho Katharina Zellweger, chefe do escritório de apoio do governo suíço em Pyongyang.
A situação piorou mais ainda com o aumento dos preços internacionais dos alimentos que tornaram as importações mais caras, afirmou Zellweger.
Fonte - Estado
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Novo chip para BlackBerry agirá como documento de identidade
A RIM (Research in Motion), fabricante do BlackBerry, planeja abrir as portas ao uso por seus clientes de uma tecnologia criada uma década atrás e que transforma celulares em aparelhos de pagamento.
Todo o setor, da Nokia ao Google, responsável pelo sistema operacional Android, pretende incluir a tecnologia NFC (near field communication) em futuros aparelhos, para tentar substituir o dinheiro em espécie e os cartões de crédito e débito na maioria dos pagamentos, de cafés a ingressos de espetáculos e passagens em meios de transporte.
Os chips NFC permitem troca de dados sem fio em distância de uns poucos centímetros, o que significa que celulares poderiam ser usados para pagar por produtos, armazenar passagens em formato eletrônico, baixar música e trocar fotos e cartões de visitas.
Mas a implementação do NFC para pagamentos vem sendo bloqueada pelos interesses contraditórios de bancos, comerciantes, fabricantes de aparelhos e até mesmo operadoras de telefonia móvel, todos interessados em ficar com uma fatia desse bolo.
"É um ecossistema muito dinâmico, há muita gente envolvida e muita coisa precisa acontecer antes que surja massa crítica", disse Andrew Bocking, vice-presidente de software para celulares da RIM.
Enquanto isso, a RIM aproveitará o papel de seus aparelhos como escolha preferencial nas repartições governamentais a fim de permitir que eles se tornem documentos de identidade para acesso a esses locais.
Os funcionários muitas vezes precisam usar seus crachás como cartões de identificação para entrar em um edifício ou acionar um elevador. Há boa probabilidade de que o cartão e o leitor utilizados sejam produtos da HID Global, parte da Assa Abloy.
A RIM e a HID Global anunciaram nesta quinta-feira (15) uma parceria que permitirá a usuários dos novos RIM Bold e Curve o uso desses aparelhos como cartões de acesso aos seus locais de trabalho ou outras áreas de acesso restrito.
"É uma novidade no setor e um marco importante para nós, porque permite que um aparelho móvel armazene dados de identidade para acesso lógico e físico", disse Denis Hebert, presidente-executivo da HID Global.
Fonte - Folha
Todo o setor, da Nokia ao Google, responsável pelo sistema operacional Android, pretende incluir a tecnologia NFC (near field communication) em futuros aparelhos, para tentar substituir o dinheiro em espécie e os cartões de crédito e débito na maioria dos pagamentos, de cafés a ingressos de espetáculos e passagens em meios de transporte.
Os chips NFC permitem troca de dados sem fio em distância de uns poucos centímetros, o que significa que celulares poderiam ser usados para pagar por produtos, armazenar passagens em formato eletrônico, baixar música e trocar fotos e cartões de visitas.
Mas a implementação do NFC para pagamentos vem sendo bloqueada pelos interesses contraditórios de bancos, comerciantes, fabricantes de aparelhos e até mesmo operadoras de telefonia móvel, todos interessados em ficar com uma fatia desse bolo.
"É um ecossistema muito dinâmico, há muita gente envolvida e muita coisa precisa acontecer antes que surja massa crítica", disse Andrew Bocking, vice-presidente de software para celulares da RIM.
Enquanto isso, a RIM aproveitará o papel de seus aparelhos como escolha preferencial nas repartições governamentais a fim de permitir que eles se tornem documentos de identidade para acesso a esses locais.
Os funcionários muitas vezes precisam usar seus crachás como cartões de identificação para entrar em um edifício ou acionar um elevador. Há boa probabilidade de que o cartão e o leitor utilizados sejam produtos da HID Global, parte da Assa Abloy.
A RIM e a HID Global anunciaram nesta quinta-feira (15) uma parceria que permitirá a usuários dos novos RIM Bold e Curve o uso desses aparelhos como cartões de acesso aos seus locais de trabalho ou outras áreas de acesso restrito.
"É uma novidade no setor e um marco importante para nós, porque permite que um aparelho móvel armazene dados de identidade para acesso lógico e físico", disse Denis Hebert, presidente-executivo da HID Global.
Fonte - Folha
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Terremotos: Cuba, Japão e Nova Zelândia
De acordo com dados recebidos da Rede Sismográfica Global (Iris-GSN), um terremoto de 6.0 graus de magnitude foi registrado abaixo da ilha de Cuba, as 05h43, pelo horário brasileiro (15/09/2011). O forte tremor ocorreu a 10 quilômetros de profundidade, abaixo das coordenadas 19.57N e 78.02W, aproximadamente a 169 km do oeste-sudoeste de Bayamo, em Cuba e 122 km ao norte de Montego Bay, na Jamaica.
Ainda não há informações sobre vítimas, mas devido a forte magnitude e a baixa profundidade em que ocorreu, este tremor tem potencial significativo de destruição e pode causar sérios danos em construções e até vítimas fatais caso tenha ocorrido próximo a locais populosos.
Um terremoto de 6.0 graus de magnitude libera a mesma energia que a detonação de 1 bomba atômica similar a que destruiu Hiroshima em 1945, ou a explosão de 15 mil toneladas de TNT.
Mais tremores
Quarenta e três minutos antes do tremor em Cuba, outro terremoto de 6.2 graus atingiu a costa leste de Honshu, no Japão. Sete minutos antes desse evento, outro tremor de 6.0 graus foi registrado na costa da Nova Zelêndia. Ambos os tremores também foram localizados a 10 km de profundidade.
Fonte - Apolo11
Ainda não há informações sobre vítimas, mas devido a forte magnitude e a baixa profundidade em que ocorreu, este tremor tem potencial significativo de destruição e pode causar sérios danos em construções e até vítimas fatais caso tenha ocorrido próximo a locais populosos.
Um terremoto de 6.0 graus de magnitude libera a mesma energia que a detonação de 1 bomba atômica similar a que destruiu Hiroshima em 1945, ou a explosão de 15 mil toneladas de TNT.
Mais tremores
Quarenta e três minutos antes do tremor em Cuba, outro terremoto de 6.2 graus atingiu a costa leste de Honshu, no Japão. Sete minutos antes desse evento, outro tremor de 6.0 graus foi registrado na costa da Nova Zelêndia. Ambos os tremores também foram localizados a 10 km de profundidade.
Fonte - Apolo11
"Doutrina Social da Igreja tornou-se mais atual do que nunca"
"O presidente do Tribunal de Contas disse hoje que a Doutrina Social da Igreja se tornou “mais atual do que nunca”, falando no 27º Encontro da Pastoral Social, a realizar-se em Fátima, até quinta-feira.Na sua intervenção, subordinada ao tema «Política, responsabilidade, participação, desenvolvimento», Guilherme d´Oliveira Martins frisou também que na sociedade contemporânea “assiste-se muito à indiferença” e apelou a uma “maior proximidade entre as pessoas”.
A sociedade “não pode limitar-se a uma lógica assistencialista” e deve encontrar mecanismos “ligados às políticas públicas que garantam uma melhor justiça distributiva”, realçou o conferencista.
Durante três dias, várias centenas de participantes refletem sobre «Desenvolvimento local, caridade global», uma iniciativa promovida pela Comissão Episcopal da Pastoral Social da Igreja Católica em Portugal.
O agravamento das desigualdades é notório e esta situação “obriga a que haja necessidade de conceber políticas públicas orientadas para a justiça distributiva, mas, simultaneamente, garantir que haja uma participação efetiva dos cidadãos através da subsidiariedade e da solidariedade voluntária”, disse Oliveira Martins.
Neste mundo de incertezas, a igreja tem responsabilidades sociais “que tem assumido” e a última encíclica de Bento XVI apela de “forma muito forte a que a crise financeira atual seja superada, não através do fundamentalismo do mercado, mas através de mecanismo efetivos de justiça e cidadania”, acrescentou.
“Não basta ter bonitos discursos quando eles não correspondem à prática e à vida”, pediu Guilherme d´Oliveira Martins, antes de concluir: “Não podemos voltar aos erros de uma economia da ilusão e do imediato”."
Fonte: Agência Ecclesia (negritos meus para destaque)
Nota O Tempo Final: esta posição de tão elevada figura do estado português vem reforçar a ideia que venho mantendo há algum tempo: tendo em vista a constante degradação da imagem, reputação e credibilidade dos habituais governantes, uma nova proposta de governação se levantará, assumindo-se como a justa solução social, económica e de valores: a Igreja romana.
Regulamentação do evangelismo
Há alguns anos orgãos religiosos internacionais como o Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-Religioso (PCID), o Conselho Mundial de Igrejas (CMI) e, a convite do CMI, a Aliança Evangélica Mundial (WEA), vem trabalhando sobre a elaboração de um documento global para regulamentar a pregação da Palavra de DEUS, ou como frequentemente se diz, o proselitismo. O evangelismo vem sendo tratado como “roubo de fiéis” entre as igrejas. Pois ele foi aprovado em julho de 2011. O documento, cujo nome é: “Testemunho Cristão em um Multi-Religioso Mundial: Recomendações para a conduta” pretende “servir como um conjunto de recomendações para a conduta de testemunho cristão ao redor do mundo”, mas, tem em seu íntimo, outros objetivos sutis. É um código de conduta, o que, em si, seria bom, se não fossem outras intenções. Quais são essas intenções? Cercear a pregação livre de partes do texto bíblico que confrontem com a santificação do domingo, com o esclarecimento de quem é babilônia, entre outros pontos. O seu texto foi muito bem escrito, de modo que, ao leitor superficial, nada disso transpareça. Faremos uma ligeira análise de partes do texto. O original completo pode ser encontrado em: http://www.oikoumene.org/fileadmin/files/wcc-main/2011pdfs/ChristianWitness_recommendations.pdf
Segundo a publicação, “o objetivo deste documento é encorajar as igrejas, ... para refletir sobre suas práticas atuais e usar as recomendações contidas neste documento para adequar, se for o caso, suas próprias diretrizes para o seu estemunho e missão ante as diferentes religiões e entre aqueles que não professam qualquer religião particular.” Pode-se ver que apela para a possível necessidade de mudanças nas igrejas que não se comportem segundo o objetivo ecumênico. Não reproduziremos o documento por inteiro, apenas alguas partes, chamando a atenção ao que pode estar nas entrelinhas.
Na parte da “base para o testemunho cristão” um item diz assim: “Se os cristãos se envolverem em métodos inadequados de missão, recorrendo a meios enganosos e coercitivos, eles traem o evangelho e podem causar sofrimento para os outros.” Essa afirmação é subjetiva. O que pode ser entendido por “métodos inadequados” e “meios coercitivos” não fica claro. Pode ser, por exemplo, ensinar quem é e o que faz a mulher embriagada de Apoc. 17. Ou a interpretação de Apoc. 13, ou de Dan. 2, e assim por diante. Ou simplesmente distribuir o livreto “A grande esperança”.
Nos princípios do documento, destaca-se algo como “a exploração de situações de pobreza e necessidade não tem lugar na divulgação cristã. Os cristãos devem denunciar tais práticas, e se abster de todas as formas de sedução, incluindo incentivos financeiros e recompensas em seus atos evengelísticos.” Do mesmo modo, é bem vago e subjetivo. Pode incluir, por exemplo, o trabalho de assistência social mas como meio de atrair pessoas a assistirem a algum evangelismo, ou mesmo, o oferecimento de sopas ou cestas básicas, com o mesmo objetivo. O documento pede que haja denúncia quando isso ocorrer. Pede também que haja “respeito pleno da dignidade humana e garantia de que a vulnerabilidade das pessoas em suas necessidades não se torne motivo de exploração.” Como sempre, parece bonito, mas pode servir para incentivo a reações fanáticas por parte das massas, como foi no passado da Inquisição. Observa-se que a busca da paz e segurança é o pano de fundo, contudo, às custas da pregação das puras doutrinas bíblicas. Esse documento se torna numa base para futuras perseguições contra quem não se adequar, ou que insistir em pregar o evengelho de CRISTO, como Este ensinou aos apóstolos.
Seguindo nos princípios do documento, o item seis diz que “os cristãos são chamados a rejeitar todas as formas de violência, mesmo psicológica ou social, incluindo o abuso de poder em seu testemunho.” O que quer dizer esse trecho? Muitas aplicações são possíveis, desde atos terroristas num extremo, passando por pressão psicológica, e no outro extremo, um simples apelo ao batismo, ou até mesmo, um apelo de final de pregação. Sendo subjetivo, serve para fundamentar perseguição em ampla gama de situações. No item oito, “os cristãos são chamados a empenharem-se a trabalhar com todas as pessoas no respeito mútuo, promovendo a justiça, a paz e ao bem comum. A cooperação inter-religiosa é uma dimensão essencial de tal compromisso.” Ou seja, os cristãos devem envolver-se pela união das igrejas e dos rituais. Ou mais diretamente, conforme encíclicas católicas, como a “Ut Unun Sint” todos os cristãos das demais igrejas devem retornar ao acolhimento da Igreja Católica. Também está alinhado com a encíclica “Diálogo e anúncio” onde o papa João Paulo II afirma que a Igreja Católica é a única verdadeira, que só ela tem o direito à ensinamentos religiosos, e que haverá unidade somente quando todos os cristãos retornarem sob o poder papal.
Pode-se ver que, do modo como o documento está escrito, parece inofensivo à pregação pura da verdade bíblica, mas, a sua aplicação pode servir exatamente a interesses contrários. Essa é a sua sutiliza.
Os dois últimos princípios do documento são os seguintes: “Os cristãos devem reconhecer que a mudança de religião é um passo decisivo que deve ser acompanhado por tempo suficiente para reflexão e preparação adequados, através de um processo que garanta completa liberdade pessoal.” Esse requer que, por exemplo, um apelo ao batismo leve o devido tempo considerando o preparo da pessoa e seu amadurecimento no conhecimento da nova fé que abrace. Parece interessante, e bem importante, quanto a certos abusos que ocorrem no objetivo de completar alvos de batismo. Mas, como então ficam os batismos de crianças recém nascidas? O último diz assim: “os cristãos devem continuar a construir relações de respeito e confiança com as pessoas de religiões diferentes, de modo a facilitar o entendimento mútuo mais profundo, a reconciliação e a cooperação para o bem comum.” Esse apela a que todos se envolvam positivamente pela unidade de todos os cristãos, ou seja, que defendam o Ecumenismo.
Então vem as recomendações, ponto importante do documento. Da mesma forma, destacaremos apenas algumas dessas recomendações.
Todos cristãos devem “estudar os assuntos estabelecidos neste documento e formular diretrizes apropriadas para a sua conduta com relação testemunho cristão devidamente aplicáveis aos seus contextos. Sempre que possível este estudo deve ser feito ecumenicamente, e em consulta com representantes de outras religiões.” Ou seja, outra vez, reforçando a ação ecumênica, pois ele defende que em todas as igrejas esse documento seja estudado para tal finalidade. Isso é reforçado no segundo item das recomendaçãos, onde escreve assim: todos devem “engajar-se em contínuo diálogo inter-religioso como parte de seu compromisso cristão. Em certos contextos, onde anos de tensão e conflito têm criado suspeitas profundas e quebras de confiança entre as comunidades, o diálogo inter-religioso pode oferecer novas oportunidades para a resolução dos conflitos, restaurar a justiça, a cura das memórias, da reconciliação e construção da paz.” E uma recomendação contundente: “Os cristãos devem evitar deturpar as crenças e práticas de pessoas de diferentes religiões” e “cooperar com outras comunidades religiosas para engajarem-se em defesa das ações inter-religiosas para a justiça e o bem comum...” Vê-se claramente abertura sutil para enquadramento como não cooperadores da paz e da segurança por parte de igrejas que por ventura ensinem ou pratiquem rituais e doutrinas não aceitas pelo Ecumenismo.
Por fim, no apêndice ao documento, entre outros itens, um diz assim: "Afirmamos que, enquanto todos têm o direito para convidar pessoas de outras igrejas para a compreensão da sua fé, esse direito não deve ser exercido por meio da violação dos direitos e sensibilidades dessas religiões. A liberdade de religião ordena sobre todos nós a inegociável responsabilidade de respeitar outras religiões diferentes da nossa, e nunca para denegrir, difamar ou deturpar com o propósito de afirmar a superioridade da nossa fé." Essa parte também permite diversas interpretações. Por exemplo, o que seria “afirmar a superioridade da nossa fé”? Seria ensinar que o sábado é o verdadeiro dia de guarda? Seria ensinar a importância bíblica da obediência aos Dez Mandamentos conforme dados no Monte Sinai? Ou que essa ou aquela igreja seguem a Bíblia inteiramente como norma e base de sua fé? Eis questões que certamente se tornarão motivo de grande controvérsia sobre o que diz o texto sagrado.
Esse documento aparece no cenário mundial, momentos antes da distribuição do livro “A grande esperança”, num contexto do aumento do poder da pregação sobre a segunda vinda de CRISTO, a maoir de todas as esperanças.
“Estendendo-se a controvérsia a novos campos, e sendo a atenção do povo chamada para a lei de Deus calcada a pés, Satanás entrará em ação. O poder que acompanha a mensagem apenas enfurecerá os que a ela se opõem. O clero empregará esforços quase sobre-humanos para excluir a luz, receoso de que ilumine seus rebanhos. Por todos os meios ao seu alcance esforçar-se-á por evitar todo estudo destes assuntos vitais. A igreja apelará para o braço forte do poder civil, e nesta obra unir-se-ão católicos e protestantes. Ao tornar-se o movimento em prol da imposição do domingo mais audaz e decidido, invocar-se-á a lei contra os observadores dos mandamentos” (O Grande Conflito, 607).
“O chamado mundo cristão será o palco de grandes ações decisivas. Homens com autoridade promulgarão leis para controlar a consciência, segundo o exemplo do papado. Babilônia fará que todas as nações bebam do vinho da ira de sua prostituição. Toda nação será envolvida. João, o Revelador, declara o seguinte sobre esse tempo: ... "Têm estes um só pensamento." (Apoc. 18:3-7; 17:13 e 14.) Haverá um laço de união universal, uma grande harmonia, uma confederação de forças satânicas. "E oferecem à besta o poder e a autoridade que possuem." Assim é manifestado o mesmo poder arbitrário e opressor contra a liberdade religiosa, contra a liberdade de adorar a Deus de acordo com os ditames da consciência, que foi manifestado pelo papado, quando no passado ele perseguiu os que ousaram recusar conformar-se aos ritos e cerimônias religiosas dos romanistas” (Mensagens Escolhidas, vol. 3, pág. 392).
Fonte - Cristo Voltará
Segundo a publicação, “o objetivo deste documento é encorajar as igrejas, ... para refletir sobre suas práticas atuais e usar as recomendações contidas neste documento para adequar, se for o caso, suas próprias diretrizes para o seu estemunho e missão ante as diferentes religiões e entre aqueles que não professam qualquer religião particular.” Pode-se ver que apela para a possível necessidade de mudanças nas igrejas que não se comportem segundo o objetivo ecumênico. Não reproduziremos o documento por inteiro, apenas alguas partes, chamando a atenção ao que pode estar nas entrelinhas.
Na parte da “base para o testemunho cristão” um item diz assim: “Se os cristãos se envolverem em métodos inadequados de missão, recorrendo a meios enganosos e coercitivos, eles traem o evangelho e podem causar sofrimento para os outros.” Essa afirmação é subjetiva. O que pode ser entendido por “métodos inadequados” e “meios coercitivos” não fica claro. Pode ser, por exemplo, ensinar quem é e o que faz a mulher embriagada de Apoc. 17. Ou a interpretação de Apoc. 13, ou de Dan. 2, e assim por diante. Ou simplesmente distribuir o livreto “A grande esperança”.
Nos princípios do documento, destaca-se algo como “a exploração de situações de pobreza e necessidade não tem lugar na divulgação cristã. Os cristãos devem denunciar tais práticas, e se abster de todas as formas de sedução, incluindo incentivos financeiros e recompensas em seus atos evengelísticos.” Do mesmo modo, é bem vago e subjetivo. Pode incluir, por exemplo, o trabalho de assistência social mas como meio de atrair pessoas a assistirem a algum evangelismo, ou mesmo, o oferecimento de sopas ou cestas básicas, com o mesmo objetivo. O documento pede que haja denúncia quando isso ocorrer. Pede também que haja “respeito pleno da dignidade humana e garantia de que a vulnerabilidade das pessoas em suas necessidades não se torne motivo de exploração.” Como sempre, parece bonito, mas pode servir para incentivo a reações fanáticas por parte das massas, como foi no passado da Inquisição. Observa-se que a busca da paz e segurança é o pano de fundo, contudo, às custas da pregação das puras doutrinas bíblicas. Esse documento se torna numa base para futuras perseguições contra quem não se adequar, ou que insistir em pregar o evengelho de CRISTO, como Este ensinou aos apóstolos.
Seguindo nos princípios do documento, o item seis diz que “os cristãos são chamados a rejeitar todas as formas de violência, mesmo psicológica ou social, incluindo o abuso de poder em seu testemunho.” O que quer dizer esse trecho? Muitas aplicações são possíveis, desde atos terroristas num extremo, passando por pressão psicológica, e no outro extremo, um simples apelo ao batismo, ou até mesmo, um apelo de final de pregação. Sendo subjetivo, serve para fundamentar perseguição em ampla gama de situações. No item oito, “os cristãos são chamados a empenharem-se a trabalhar com todas as pessoas no respeito mútuo, promovendo a justiça, a paz e ao bem comum. A cooperação inter-religiosa é uma dimensão essencial de tal compromisso.” Ou seja, os cristãos devem envolver-se pela união das igrejas e dos rituais. Ou mais diretamente, conforme encíclicas católicas, como a “Ut Unun Sint” todos os cristãos das demais igrejas devem retornar ao acolhimento da Igreja Católica. Também está alinhado com a encíclica “Diálogo e anúncio” onde o papa João Paulo II afirma que a Igreja Católica é a única verdadeira, que só ela tem o direito à ensinamentos religiosos, e que haverá unidade somente quando todos os cristãos retornarem sob o poder papal.
Pode-se ver que, do modo como o documento está escrito, parece inofensivo à pregação pura da verdade bíblica, mas, a sua aplicação pode servir exatamente a interesses contrários. Essa é a sua sutiliza.
Os dois últimos princípios do documento são os seguintes: “Os cristãos devem reconhecer que a mudança de religião é um passo decisivo que deve ser acompanhado por tempo suficiente para reflexão e preparação adequados, através de um processo que garanta completa liberdade pessoal.” Esse requer que, por exemplo, um apelo ao batismo leve o devido tempo considerando o preparo da pessoa e seu amadurecimento no conhecimento da nova fé que abrace. Parece interessante, e bem importante, quanto a certos abusos que ocorrem no objetivo de completar alvos de batismo. Mas, como então ficam os batismos de crianças recém nascidas? O último diz assim: “os cristãos devem continuar a construir relações de respeito e confiança com as pessoas de religiões diferentes, de modo a facilitar o entendimento mútuo mais profundo, a reconciliação e a cooperação para o bem comum.” Esse apela a que todos se envolvam positivamente pela unidade de todos os cristãos, ou seja, que defendam o Ecumenismo.
Então vem as recomendações, ponto importante do documento. Da mesma forma, destacaremos apenas algumas dessas recomendações.
Todos cristãos devem “estudar os assuntos estabelecidos neste documento e formular diretrizes apropriadas para a sua conduta com relação testemunho cristão devidamente aplicáveis aos seus contextos. Sempre que possível este estudo deve ser feito ecumenicamente, e em consulta com representantes de outras religiões.” Ou seja, outra vez, reforçando a ação ecumênica, pois ele defende que em todas as igrejas esse documento seja estudado para tal finalidade. Isso é reforçado no segundo item das recomendaçãos, onde escreve assim: todos devem “engajar-se em contínuo diálogo inter-religioso como parte de seu compromisso cristão. Em certos contextos, onde anos de tensão e conflito têm criado suspeitas profundas e quebras de confiança entre as comunidades, o diálogo inter-religioso pode oferecer novas oportunidades para a resolução dos conflitos, restaurar a justiça, a cura das memórias, da reconciliação e construção da paz.” E uma recomendação contundente: “Os cristãos devem evitar deturpar as crenças e práticas de pessoas de diferentes religiões” e “cooperar com outras comunidades religiosas para engajarem-se em defesa das ações inter-religiosas para a justiça e o bem comum...” Vê-se claramente abertura sutil para enquadramento como não cooperadores da paz e da segurança por parte de igrejas que por ventura ensinem ou pratiquem rituais e doutrinas não aceitas pelo Ecumenismo.
Por fim, no apêndice ao documento, entre outros itens, um diz assim: "Afirmamos que, enquanto todos têm o direito para convidar pessoas de outras igrejas para a compreensão da sua fé, esse direito não deve ser exercido por meio da violação dos direitos e sensibilidades dessas religiões. A liberdade de religião ordena sobre todos nós a inegociável responsabilidade de respeitar outras religiões diferentes da nossa, e nunca para denegrir, difamar ou deturpar com o propósito de afirmar a superioridade da nossa fé." Essa parte também permite diversas interpretações. Por exemplo, o que seria “afirmar a superioridade da nossa fé”? Seria ensinar que o sábado é o verdadeiro dia de guarda? Seria ensinar a importância bíblica da obediência aos Dez Mandamentos conforme dados no Monte Sinai? Ou que essa ou aquela igreja seguem a Bíblia inteiramente como norma e base de sua fé? Eis questões que certamente se tornarão motivo de grande controvérsia sobre o que diz o texto sagrado.
Esse documento aparece no cenário mundial, momentos antes da distribuição do livro “A grande esperança”, num contexto do aumento do poder da pregação sobre a segunda vinda de CRISTO, a maoir de todas as esperanças.
“Estendendo-se a controvérsia a novos campos, e sendo a atenção do povo chamada para a lei de Deus calcada a pés, Satanás entrará em ação. O poder que acompanha a mensagem apenas enfurecerá os que a ela se opõem. O clero empregará esforços quase sobre-humanos para excluir a luz, receoso de que ilumine seus rebanhos. Por todos os meios ao seu alcance esforçar-se-á por evitar todo estudo destes assuntos vitais. A igreja apelará para o braço forte do poder civil, e nesta obra unir-se-ão católicos e protestantes. Ao tornar-se o movimento em prol da imposição do domingo mais audaz e decidido, invocar-se-á a lei contra os observadores dos mandamentos” (O Grande Conflito, 607).
“O chamado mundo cristão será o palco de grandes ações decisivas. Homens com autoridade promulgarão leis para controlar a consciência, segundo o exemplo do papado. Babilônia fará que todas as nações bebam do vinho da ira de sua prostituição. Toda nação será envolvida. João, o Revelador, declara o seguinte sobre esse tempo: ... "Têm estes um só pensamento." (Apoc. 18:3-7; 17:13 e 14.) Haverá um laço de união universal, uma grande harmonia, uma confederação de forças satânicas. "E oferecem à besta o poder e a autoridade que possuem." Assim é manifestado o mesmo poder arbitrário e opressor contra a liberdade religiosa, contra a liberdade de adorar a Deus de acordo com os ditames da consciência, que foi manifestado pelo papado, quando no passado ele perseguiu os que ousaram recusar conformar-se aos ritos e cerimônias religiosas dos romanistas” (Mensagens Escolhidas, vol. 3, pág. 392).
Fonte - Cristo Voltará
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Para que serve a igreja?
O mundo religioso tem seu mais novo personagem: o evangélico não praticante. A informação aparece nos resultados das últimas pesquisas realizadas pelo Centro de Estatísticas Religiosas e Investigações Sociais (Ceris) e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgadas pela reportagem O novo retrato da fé no Brasil, publicada na edição 2180 da revista ISTOÉ, de agosto último.
Os evangélicos não praticantes são definidos como “os fiéis que creem mas não pertencem a nenhuma denominação”, sendo cada vez maior o número de pessoas que “nascem em berço evangélico – e, como muitos católicos, não praticam sua fé”. Os dados revelam que “os evangélicos de origem que não mantém vínculos com a crença saltaram, em seis anos, de 0,7% para 2,9%. Em números absolutos, são mais de 4 milhões de pessoas nessa condição”.
As pesquisas apenas confirmaram uma tendência há muito identificada, a saber, o crescente número de pessoas que buscam espiritualidade sem religião, e deseja a experiência da fé sem a necessidade de submissão às instituições religiosas. É o fenômeno da fé privatizada, em que cada um escolhe livremente o que crer, retirando ingredientes das prateleiras disponíveis no mercado religioso.
O novo cenário faz surgir perguntas que exigem respostas urgentes: Para que serve a igreja? Qual a função da comunidade cristã na sociedade e na experiência pessoal de peregrinação espiritual?
A experiência dos cristãos no primeiro século, no dia seguinte ao Pentecostes, narrada no livro dos Atos dos Apóstolos [2.42-47; 4.32-35], serve de referência para a relevância da vivência em comunidade.
Para que serve a igreja? A igreja serve para manter viva a memória da pessoa e obra de nosso senhor Jesus Cristo: “Eles se dedicavam ao ensino dos apóstolos”. Em tempos chamados pós modernos, quando as crenças são desvalorizadas e as verdades se tornam subjetivas e particulares, é importante saber não apenas em quem se crê, e os cristãos compreendem a fé como confiar em uma pessoa, Jesus Cristo, mas também saber o que se crê, e por isso os cristãos chamam de fé também um conjunto de crenças e afirmações a respeito do Deus em quem crêem–confiam. O Evangelho é uma boa notícia, e os cristãos devem saber qual é essa notícia. A igreja é a comunidade que preserva a memória de Jesus, sua pessoa e obra.
Para que serve a igreja? A igreja serve para manter viva a esperança que se fundamenta na abertura para o mistério divino: “Todos estavam cheios de temor, e muitas maravilhas e sinais eram feitos pelos apóstolos [...] com grande poder os apóstolos continuavam a testemunhar da ressurreição do Senhor Jesus”.
Em tempos de banalização do sagrado, as pessoas perdem a noção do que Rudolf Otto chama “mysterium tremendum”, isto é, já não têm na alma o temor que coloca o homem de joelhos diante da manifestação do divino e nem mesmo esperam que tal aconteça. A igreja é a comunidade que preserva a expectativa de que o céu se abra, de que o favor divino se derrame sobre a terra.
Enquanto o mundo vai se tornando cada vez mais frio e fechado, condenado às estreitas possibilidades da racionalidade e dos limites do poder humano, a igreja fala do milagre como possibilidade real e os cristãos se dedicam às orações.
Para que serve a igreja? A igreja serve para manter viva a oferta do amor de Deus em resposta à solidão humana: “Eles se dedicavam à comunhão, ao partir do pão [...] Todos os que criam mantinham se unidos e tinham tudo em comum. Vendendo suas propriedades e bens, distribuíam a cada um conforme a sua necessidade [...] Da multidão dos que creram, uma era a mente e um o coração. Ninguém considerava unicamente sua coisa alguma que possuísse, mas compartilhavam tudo o que tinham.
Não havia pessoas necessitadas entre eles, pois os que possuíam terras ou casas as vendiam, traziam o dinheiro da venda e o colocavam aos pés dos apóstolos, que o distribuíam segundo a necessidade de cada um”. Em tempos de individualismo, egoísmo, segregação, e competição darwinista, a igreja é a comunidade da fraternidade, da partilha, da solidariedade e da generosidade. A igreja é a comunidade da aceitação, do perdão e da reconciliação. É na igreja que se concretiza a oração de Jesus a respeito de Deus e os homens: “que sejam um”.
Para que serve a igreja? A igreja serve para manter vivos os sinais do reino de Deus na história: “grandiosa graça estava sobre todos eles”. Conforme Jung Mo Sung, “a igreja é o povo de Deus a serviço do testemunho da presença do Reino de Deus”, que se completa com a afirmação de Ariovaldo Ramos: “a igreja deve viver o que prega para poder pregar o que vive”. A igreja é a comunidade em que o anúncio da presença do Reino de Deus entre os homens é seguido do convite desafio: “Vem e vê”, pois o Evangelho de Jesus Cristo não é apenas uma mensagem em que se deve crer, mas principalmente um novo tempo em que se deve viver.
Para que serve a igreja? A igreja serve para manter viva a esperança da ressurreição: “Com grande poder os apóstolos continuavam a testemunhar da ressurreição do Senhor Jesus”. Quando o lacre romano do túmulo de Jesus foi rompido no domingo da ressurreição, a vida afirmou sua vitória sobre os agentes promotores e mantenedores da morte, sobre os processos de morte, que serão enfrentados pela esperança de que um dia a própria morte, último inimigo, cairá de joelhos diante do Senhor da vida.
A igreja é a comunidade dos que se rebelam contra a morte em todos os lugares e todas as dimensões, e contra ela lutam com todas as forças que recebem do doador da vida.
A igreja é a comunidade dos que já não vivem com medo da morte (Hebreus 2.14), dos que anunciam e vivem dimensões da vida, e dos que profetizam a ressurreição até o dia quando, aos pés do Cristo de Deus, celebrarão a vitória daquele que no Apocalipse diz: “Não tenham medo. Eu tenho as chaves da morte e do inferno”, pois “Eu sou o Alfa e o Ômega, o primeiro e o último. Sou aquele que vive. Estive morto mas agora estou vivo para todo o sempre!”. Amém.
Fonte - Ed René Kivitz
Os evangélicos não praticantes são definidos como “os fiéis que creem mas não pertencem a nenhuma denominação”, sendo cada vez maior o número de pessoas que “nascem em berço evangélico – e, como muitos católicos, não praticam sua fé”. Os dados revelam que “os evangélicos de origem que não mantém vínculos com a crença saltaram, em seis anos, de 0,7% para 2,9%. Em números absolutos, são mais de 4 milhões de pessoas nessa condição”.
As pesquisas apenas confirmaram uma tendência há muito identificada, a saber, o crescente número de pessoas que buscam espiritualidade sem religião, e deseja a experiência da fé sem a necessidade de submissão às instituições religiosas. É o fenômeno da fé privatizada, em que cada um escolhe livremente o que crer, retirando ingredientes das prateleiras disponíveis no mercado religioso.
O novo cenário faz surgir perguntas que exigem respostas urgentes: Para que serve a igreja? Qual a função da comunidade cristã na sociedade e na experiência pessoal de peregrinação espiritual?
A experiência dos cristãos no primeiro século, no dia seguinte ao Pentecostes, narrada no livro dos Atos dos Apóstolos [2.42-47; 4.32-35], serve de referência para a relevância da vivência em comunidade.
Para que serve a igreja? A igreja serve para manter viva a memória da pessoa e obra de nosso senhor Jesus Cristo: “Eles se dedicavam ao ensino dos apóstolos”. Em tempos chamados pós modernos, quando as crenças são desvalorizadas e as verdades se tornam subjetivas e particulares, é importante saber não apenas em quem se crê, e os cristãos compreendem a fé como confiar em uma pessoa, Jesus Cristo, mas também saber o que se crê, e por isso os cristãos chamam de fé também um conjunto de crenças e afirmações a respeito do Deus em quem crêem–confiam. O Evangelho é uma boa notícia, e os cristãos devem saber qual é essa notícia. A igreja é a comunidade que preserva a memória de Jesus, sua pessoa e obra.
Para que serve a igreja? A igreja serve para manter viva a esperança que se fundamenta na abertura para o mistério divino: “Todos estavam cheios de temor, e muitas maravilhas e sinais eram feitos pelos apóstolos [...] com grande poder os apóstolos continuavam a testemunhar da ressurreição do Senhor Jesus”.
Em tempos de banalização do sagrado, as pessoas perdem a noção do que Rudolf Otto chama “mysterium tremendum”, isto é, já não têm na alma o temor que coloca o homem de joelhos diante da manifestação do divino e nem mesmo esperam que tal aconteça. A igreja é a comunidade que preserva a expectativa de que o céu se abra, de que o favor divino se derrame sobre a terra.
Enquanto o mundo vai se tornando cada vez mais frio e fechado, condenado às estreitas possibilidades da racionalidade e dos limites do poder humano, a igreja fala do milagre como possibilidade real e os cristãos se dedicam às orações.
Para que serve a igreja? A igreja serve para manter viva a oferta do amor de Deus em resposta à solidão humana: “Eles se dedicavam à comunhão, ao partir do pão [...] Todos os que criam mantinham se unidos e tinham tudo em comum. Vendendo suas propriedades e bens, distribuíam a cada um conforme a sua necessidade [...] Da multidão dos que creram, uma era a mente e um o coração. Ninguém considerava unicamente sua coisa alguma que possuísse, mas compartilhavam tudo o que tinham.
Não havia pessoas necessitadas entre eles, pois os que possuíam terras ou casas as vendiam, traziam o dinheiro da venda e o colocavam aos pés dos apóstolos, que o distribuíam segundo a necessidade de cada um”. Em tempos de individualismo, egoísmo, segregação, e competição darwinista, a igreja é a comunidade da fraternidade, da partilha, da solidariedade e da generosidade. A igreja é a comunidade da aceitação, do perdão e da reconciliação. É na igreja que se concretiza a oração de Jesus a respeito de Deus e os homens: “que sejam um”.
Para que serve a igreja? A igreja serve para manter vivos os sinais do reino de Deus na história: “grandiosa graça estava sobre todos eles”. Conforme Jung Mo Sung, “a igreja é o povo de Deus a serviço do testemunho da presença do Reino de Deus”, que se completa com a afirmação de Ariovaldo Ramos: “a igreja deve viver o que prega para poder pregar o que vive”. A igreja é a comunidade em que o anúncio da presença do Reino de Deus entre os homens é seguido do convite desafio: “Vem e vê”, pois o Evangelho de Jesus Cristo não é apenas uma mensagem em que se deve crer, mas principalmente um novo tempo em que se deve viver.
Para que serve a igreja? A igreja serve para manter viva a esperança da ressurreição: “Com grande poder os apóstolos continuavam a testemunhar da ressurreição do Senhor Jesus”. Quando o lacre romano do túmulo de Jesus foi rompido no domingo da ressurreição, a vida afirmou sua vitória sobre os agentes promotores e mantenedores da morte, sobre os processos de morte, que serão enfrentados pela esperança de que um dia a própria morte, último inimigo, cairá de joelhos diante do Senhor da vida.
A igreja é a comunidade dos que se rebelam contra a morte em todos os lugares e todas as dimensões, e contra ela lutam com todas as forças que recebem do doador da vida.
A igreja é a comunidade dos que já não vivem com medo da morte (Hebreus 2.14), dos que anunciam e vivem dimensões da vida, e dos que profetizam a ressurreição até o dia quando, aos pés do Cristo de Deus, celebrarão a vitória daquele que no Apocalipse diz: “Não tenham medo. Eu tenho as chaves da morte e do inferno”, pois “Eu sou o Alfa e o Ômega, o primeiro e o último. Sou aquele que vive. Estive morto mas agora estou vivo para todo o sempre!”. Amém.
Fonte - Ed René Kivitz
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Chifre da África enfrenta pior crise de fome do século
Na pior crise de fome do século, no Chifre da África, 29 mil crianças podem já ter perecido. Muitas ainda morrerão. Mas além de expressões de preocupação, quais foram as reações à fome?
O mundo pode pensar que avançou desde a fome etíope de 1984-85, mas organizações beneficentes estão usando as mesmas fotos comoventes que usavam na década de 80 para angariar fundos. As câmeras de televisão são tão invasivas quanto naquela época – talvez até mais. Equipes de cinegrafistas foram expulsas de um hospital num campo de refugiados em Dadaab , no Quênia, num esforço para preservar a dignidade dos pacientes. “Sem fotos é difícil conseguir uma reação”, lamenta um funcionário do governo etíope. Ainda assim, o ciclo da mídia mudou desde os tempos pré-internet. A África em si também mudou desde então.
O apelo de celebridades, nessa crise de alimentos, está vindo dos africanos mesmos. Uma organização chamada Africans Act 4 Africa diz querer juntar estrelas africanas para angariar fundos e promover a causa etíope. A ONU diz que tem apenas US$ 1,3 bilhão dos US$ 2,4 bilhões necessários para dar assistência às 12 milhões de pessoas em situação de necessidade. Independente da ambiguidade de tais números, não há dúvida da resposta pífia dos países africanos até agora. Somente um punhado prometeu qualquer coisa.
A fome convenientemente sublinhou a visão vigente de muitos especialistas. Em preços inflacionados e alimentos roubados, ativistas anticorrupção encontram prova de que o auxílio humanitário estraga tudo em que toca. Climatologistas veem evidências de mudanças climáticas. O Oceano Índico está esquentando, argumentam, e os africanos pobres sofrerão as consequências mediante secas e chuvas voláteis.
Para o bem ou para o mal, a fome é uma plataforma útil. Debora Doane do World Development Movement, um lobby por “um comércio internacional mais justo”, aponta que o dinheiro de doadores só compra hoje metade da comida que comprava há uma década. O aumento sensível no preço de alimentos, ela argumenta, é resultado de especulação nos mercados futuros; a fome é uma oportunidade de tornar a regulação financeira mais rigorosa. Ao fim, porém, todos olham para o céu. Como um funcionário do World Food Programme observa, “ajuda humanitária não faz chover”.
Fonte - Opinião e Notícia
O mundo pode pensar que avançou desde a fome etíope de 1984-85, mas organizações beneficentes estão usando as mesmas fotos comoventes que usavam na década de 80 para angariar fundos. As câmeras de televisão são tão invasivas quanto naquela época – talvez até mais. Equipes de cinegrafistas foram expulsas de um hospital num campo de refugiados em Dadaab , no Quênia, num esforço para preservar a dignidade dos pacientes. “Sem fotos é difícil conseguir uma reação”, lamenta um funcionário do governo etíope. Ainda assim, o ciclo da mídia mudou desde os tempos pré-internet. A África em si também mudou desde então.
O apelo de celebridades, nessa crise de alimentos, está vindo dos africanos mesmos. Uma organização chamada Africans Act 4 Africa diz querer juntar estrelas africanas para angariar fundos e promover a causa etíope. A ONU diz que tem apenas US$ 1,3 bilhão dos US$ 2,4 bilhões necessários para dar assistência às 12 milhões de pessoas em situação de necessidade. Independente da ambiguidade de tais números, não há dúvida da resposta pífia dos países africanos até agora. Somente um punhado prometeu qualquer coisa.
A fome convenientemente sublinhou a visão vigente de muitos especialistas. Em preços inflacionados e alimentos roubados, ativistas anticorrupção encontram prova de que o auxílio humanitário estraga tudo em que toca. Climatologistas veem evidências de mudanças climáticas. O Oceano Índico está esquentando, argumentam, e os africanos pobres sofrerão as consequências mediante secas e chuvas voláteis.
Para o bem ou para o mal, a fome é uma plataforma útil. Debora Doane do World Development Movement, um lobby por “um comércio internacional mais justo”, aponta que o dinheiro de doadores só compra hoje metade da comida que comprava há uma década. O aumento sensível no preço de alimentos, ela argumenta, é resultado de especulação nos mercados futuros; a fome é uma oportunidade de tornar a regulação financeira mais rigorosa. Ao fim, porém, todos olham para o céu. Como um funcionário do World Food Programme observa, “ajuda humanitária não faz chover”.
Fonte - Opinião e Notícia
domingo, 4 de setembro de 2011
FMI alerta para crise financeira mundial 'iminente'
A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, disse neste domingo que uma nova crise financeira global é iminente. Em entrevista à revista semanal alemã Der Spiegel, Lagarde afirmou que os governos devem adaptar seus planos de contenção de gastos e considerar seriamente a adoção de medidas para estimular o crescimento, uma vez que a economia global enfrenta o risco de "uma desaceleração em espiral". Diante da atual situação econômica, "os países devem adaptar seus planos de poupança e olhar para medidas de estímulo ao crescimento", afirmou. Ela reiterou que os bancos europeus precisam de até 200 bilhões de euros em capital adicional para se protegerem da desaceleração econômica e do impacto da crise de dívida soberana, tomando por base as estimativas do FMI. Olhando especificamente para a Alemanha, Lagarde sugeriu que o governo implemente um programa de crescimento com foco na economia doméstica, para o caso de uma desaceleração global mais generalizada atingir suas exportações.
"Se a Alemanha der vigor à demanda doméstica, será bom para a economia alemã, assim como para os países vizinhos", disse. Ela acrescentou que a recuperação das finanças da Alemanha está em nível "ótimo" nas atuais circunstâncias, tendo como referência a avaliação do FMI sobre a Alemanha.
Na Europa, concretamente, Lagarde recomenda às nações mais castigadas pela crise da dívida que elevem o capital próprio de seus bancos para reforçá-los. "Em geral, vemos necessidade de que os bancos europeus sejam recapitalizados para que sejam suficientemente fortes para suportar os riscos derivados da crise da dívida e do frágil crescimento", diz.
Analistas do FMI assinalaram recentemente em relatório que ao setor financeiro europeu faltavam 200 bilhões de euros nos balanços de suas contas. "A insegura situação econômica e a crise da dívida estatal minaram a credibilidade dos bancos", acrescenta Lagarde, ex-ministra das Finanças francesa. A diretora-gerente do FMI evita posicionar-se a respeito da situação financeira concreta da Grécia e Itália, mas consideram "dignas de aplauso" as reformas estipuladas em 21 de julho em Bruxelas, entre as quais destaca a flexibilização do fundo de resgate europeu.
Sobre os Estados Unidos, Lagarde declara que sua economia sofre de "problema de confiança" e com relação à Alemanha, adverte sobre os efeitos de um possível esfriamento da demanda externa, apesar da atual saúde de suas contas públicas e seu notável crescimento econômico.
Fonte - Veja
Reforço de leis e invasão do privado: a Europa se protege do terror
Ao longo dos anos pós-11 de setembro, os principais países visados pelos extremistas na Europa modernizaram suas leis antiterrorismo, baseadas no monitoramento intensivo das pessoas. Câmeras públicas de segurança estão por todos os lados em metrópoles como Londres e Paris. Sob a permissão legal, os serviços policiais acompanham de perto os participantes de fóruns de discussão ou visitantes de sites considerados suspeitos. Por exemplo, é possível que a reportagem Terra tenha atraído a atenção dos serviços antiterrorismo franceses ao fazer pesquisas sobre o assunto para esta reportagem.
Uma vez identificada a atividade suspeita, as pessoas envolvidas têm a vida vasculhada: emails, ligações, mensagens e deslocamentos na cidade ou país são alvo de monitoramento policial constante. Um investigador francês ou britânico tem o direito de parar um trem para prender um suspeito ou pode obrigar as companhias telefônicas, bancárias e de transporte a darem detalhes sobre as atividades e movimentações de alguém que está sendo monitorado por planejamento terrorista. Além disso, a própria população é convidada a contribuir, denunciando pessoas com comportamentos estranhos, sem falar da instalação de uma nova geração de aparelhos de raio-x nos aeroportos, capazes de revelar os detalhes do corpo dos passageiros.
As autoridades atribuem a estes métodos o fato de que novos ataques de grandes proporções não terem voltado a ocorrer, e a cada ano prendem cerca de 200 pessoas sob suspeição de organizarem atentados em solo europeu. Mas, se a segurança aumentou, os abusos também aborrecem os serviços de proteção à vida privada da população.
A Anistia Internacional já advertiu o Reino Unido repetidas vezes sobre os exageros cometidos em nome da luta contra o terrorismo, do qual o maio símbolo foi a morte do brasileiro Jean Charles de Menezes, ocorrida em 2005. Para a organização internacional, a liberdade de a polícia fazer o que bem entende em nome da proteção contra os extremistas - inclusive o poder de despir um suspeito em público, se julgar necessário - fere os direitos dos cidadãos comuns. Na Grã-Bretanha, qualquer pessoa pode ser presa sem receber explicações. Também a Espanha já foi alvo de repreensão da AI, por exagerar nos métodos interrogatórios de presos preventivamente.
"As medidas aplicadas nos termos da lei relativa à prevenção do terrorismo no Reino Unido criaram uma justiça paralela, desigual e secreta para as pessoas suspeitas de atividades ligadas ao terrorismo", declarou a diretora do programa Europa da Anistia Internacional, Nicola Duckworth, no último 10 de agosto, quando pediu mais uma vez que o país alivie as leis de prevenção ao terrorismo.
UE sem lei comum
Na contramão, países como Alemanha, Itália e Holanda são reticentes em adotar medidas semelhantes e não ratificaram, por exemplo, a Convenção Europeia de Prevenção ao Terrorismo, formulada em 2006 no Conselho Europeu. O texto prevê regras bastante vagas sobre até onde as autoridades podem invadir a vida privada da população em nome da proteção contra o terrorismo. Também determina que as informações telefônicas e na internet trocadas pelas pessoas sejam preservadas por no mínimo seis meses e por até dois anos, o que fere as leis nacionais alemãs.
Sem consenso, a União Europeia não possui uma política comum de prevenção a ataques, embora trabalhe de forma integrada no combate ao problema, com o compartilhamento de arquivos e informações sobre grupos e pessoas suspeitas. Porém, os ataques cometidos por um extremista de direita na Noruega, em julho, reascenderam a polêmica e estes países menos rigorosos, como os nórdicos, estudam modificações legislativas para elevar a segurança.
Já França e Bélgica alargaram as formas de monitoramento de ações terroristas ao adotarem leis proibindo o uso da burca, o véu integral islâmico, e do niqab, o que deixa apenas os olhos à mostra. Por trás de argumentos de respeito à laicidade - que interdita símbolos externos de religiosidade - e de defesa dos direitos das mulheres, encontra-se também a preocupação com ataques.
"Hoje a ameaça terrorista é menor, mas está sempre presente. No entanto, a abordagem de uma 'guerra contra o terrorismo' se mostrou ineficaz e muito impopular, especialmente por causar uma estigmatização das populações muçulmanas. Seria mais correto simplesmente se falar de luta contra o crime", avalia o doutor em Direito e em Ciências Políticas francês Jean-François Daguzan, do think tank Fundação pela Pesquisa Estratégica e da Universidade Panthéon-Assas, além de consultor do Ministério da Defesa da França para as questões de terrorismo e relações estratégicas com os países mediterrâneos e do Oriente Médio.
O especialista, autor de 10 obras sobre o assunto, identifica algumas pistas que, na opinião de Daguzan, deveriam ser os focos das autoridades europeias daqui para a frente. "Na prevenção do terrorismo, acho que o trabalho de 'desradicalização' deveria ser intensificado ao invés da pura repressão. Também os esforços de cooperação transatlântica, principalmente com os países em desenvolvimento, pode acrescentar muito à segurança de todos."
Fonte - Terra
Bento XVI: Cristãos «não podem passar imagem de homens divididos»
Papa escreveu mensagem no âmbito do 12º Simpósio ecuménico dedicado este ano ao «testemunho da Igreja Católica no mundo contemporâneo»
Cidade do Vaticano, 02 set 2011 (Ecclesia) – Bento XVI apelou hoje à “união” de todos os cristãos, “católicos e ortodoxos”, de forma a combaterem os efeitos de “uma secularização capaz de empobrecer o ser humano na sua dimensão mais profunda”.
De acordo com a sala de imprensa do Vaticano, a mensagem do Papa foi transmitida ao presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos, cardeal Kurt Koch, por ocasião do encerramento do 12º Simpósio Inter-cristão, que decorreu em Salónica, na Grécia.
Indo ao encontro do tema do encontro, “o testemunho da Igreja no Mundo Contemporâneo”, Bento XVI citou o Papa Paulo VI sublinhando que, enquanto “evangelizadores”, os cristãos “não podem passar a imagem de homens divididos e separados por litígios que nada edificam”.
No atual contexto social, económico e cultural, “proclamar o ministério salvífico da morte e ressurreição de Cristo” implica a participação de “pessoas amadurecidas na fé, capazes de se encontrarem para além das tensões, graças à procura comum, sincera e desinteressada da verdade”, continuou Bento XVI.
Recordou ainda que “o conhecimento recíproco de tradições e a amizade sincera” podem “favorecer a causa da unidade dos cristãos”.
Este ano, o 12º Simpósio ecuménico foi promovido pelo Instituto Franciscano de Espiritualidade da Unersidade Pontifícia Antonianum e pelo Departamento de Teologia Ortodoxa da Universidade de Aristóteles, em Salónica.
Salientando que foi naquela cidade que São Paulo proclamou em primeiro lugar o Evangelho, o Papa pediu a todos os participantes para que “animados pelo mesmo zelo apostólico”, possam levar Cristo de forma “renovada” ao mundo contemporâneo.
Fonte - Ecclesia
Cidade do Vaticano, 02 set 2011 (Ecclesia) – Bento XVI apelou hoje à “união” de todos os cristãos, “católicos e ortodoxos”, de forma a combaterem os efeitos de “uma secularização capaz de empobrecer o ser humano na sua dimensão mais profunda”.
De acordo com a sala de imprensa do Vaticano, a mensagem do Papa foi transmitida ao presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos, cardeal Kurt Koch, por ocasião do encerramento do 12º Simpósio Inter-cristão, que decorreu em Salónica, na Grécia.
Indo ao encontro do tema do encontro, “o testemunho da Igreja no Mundo Contemporâneo”, Bento XVI citou o Papa Paulo VI sublinhando que, enquanto “evangelizadores”, os cristãos “não podem passar a imagem de homens divididos e separados por litígios que nada edificam”.
No atual contexto social, económico e cultural, “proclamar o ministério salvífico da morte e ressurreição de Cristo” implica a participação de “pessoas amadurecidas na fé, capazes de se encontrarem para além das tensões, graças à procura comum, sincera e desinteressada da verdade”, continuou Bento XVI.
Recordou ainda que “o conhecimento recíproco de tradições e a amizade sincera” podem “favorecer a causa da unidade dos cristãos”.
Este ano, o 12º Simpósio ecuménico foi promovido pelo Instituto Franciscano de Espiritualidade da Unersidade Pontifícia Antonianum e pelo Departamento de Teologia Ortodoxa da Universidade de Aristóteles, em Salónica.
Salientando que foi naquela cidade que São Paulo proclamou em primeiro lugar o Evangelho, o Papa pediu a todos os participantes para que “animados pelo mesmo zelo apostólico”, possam levar Cristo de forma “renovada” ao mundo contemporâneo.
Fonte - Ecclesia
Os quatro pilares do sistema global estão se desfazendo ao mesmo tempo
Autor: Thomas Friedman, editor do The New York Times


Segurem os seus chapéus e carteiras. Desde o fim da Guerra Fria, o sistema global vem se mantendo coeso em grande parte devido a quatro acordos críticos. Atualmente todos os quatro estão se desfazendo ao mesmo tempo e precisarão ser reconstruídos. Se e como será feita tal reconstrução – começando pelos Estados Unidos – é o que determinará em grande parte o que conterá a nossa carteira e se o nosso chapéu sairá ou não voando.
Bem, vou colocar a situação de forma bem direta: a União Europeia está se fragmentando. O mundo árabe está desmoronando. O modelo de crescimento da China está sob pressão e o modelo de capitalismo dos Estados Unidos, movido pelo crédito, sofreu um ataque cardíaco de advertência e necessita passar por uma total reavaliação.
Promover uma reforma de um só desses fatores já seria uma tarefa enorme. Mas implementar as quatro ao mesmo tempo – em um momento no qual o mundo se encontra mais interconectado do que nunca – seria algo simplesmente extraordinário. Nós nos vemos novamente “presentes na criação” - mas na criação do quê?
Comecemos pelo Oriente Médio, o poço de petróleo do mundo. Os líbios acabam de se juntar aos tunisinos, egípcios e iemenitas na derrubada dos seus ditadores, enquanto os sírios e os iranianos esperam seguir esse exemplo em breve. Com o tempo, praticamente todos os autocratas do Oriente Médio serão depostos ou obrigados a compartilhar o poder.
O velho modelo não tem como se sustentar. Tal modelo baseava-se em reis e ditadores militares que se apossavam das receitas oriundas do petróleo, entrincheirando-se no poder – protegidos por exércitos e serviços de segurança bem financiados – e comprando segmentos chaves das suas populações. A tampa que escondia essas práticas foi arrancada explosivamente por uma rebelião da juventude árabe que atualmente pode ver como todos os demais estão vivendo e que não aceita mais prontamente ser deixada para trás, não receber educação, ficar desempregada, ser humilhada e viver em estado de impotência.
Mas embora esse velho sistema do Oriente Médio – baseado em um punho de ferro e na manipulação de petrodólares para manter coesas sociedades multiétnicas e multirreligiosas – tenha se fragmentado, levará algum tempo para que essas sociedades redijam os seus próprios contratos sociais para determinar como elas viverão sem que haja um punho de ferro controlando-as a partir de cima. Esperem o melhor, mas preparem-se para tudo.
Mais ao norte, a União Europeia e da zona do euro constituíam-se em uma boa ideia, que poderia ser exposta da seguinte forma: teremos a partir de agora uma união monetária e uma moeda comum, mas deixemos que cada um administre a sua própria política fiscal, contanto que eles prometam trabalhar e poupar como os alemães.
Ah, mas isso era muito bom para ser verdade. Grandes programas de welfare (Estado de bem-estar social) em alguns países europeus, sem contar com as rendas oriundas da produção local para financiá-los, acabaram levando a uma montanha de dívida – dívida que são, em sua maioria, propriedade de bancos europeus – e, a seguir, a uma revolta dos credores.
Os produtores e poupadores do norte da Europa estão agora costurando um novo acordo com os gastadores – os chamados PIIGS: Portugal, Itália, Irlanda, Grécia e Espanha. É improvável que os alemães simplesmente pulem fora da União Europeia, já que uma grande parcela das suas exportações se destina a esses países que gastam demais e que não são competitivos. Em vez disso, os europeus do norte estão tentando impor aos PIIGS uma disciplina mais rígida e baseada em regras.
Mas que quantidade de medidas austeras esses países seriam capazes de absorver, especialmente se houver mais estresse social devido a recessões profundas? Não serão apenas os londrinos que sairão às ruas. De uma maneira ou outra, a União Europeia ficará menor ou mais rígida, mas nesse processo ela poderá passar por uma transição caótica e traumática que ainda não foi contabilizada em termos de mercado.
Seguindo para o leste, a China tem se baseado em um modelo construído sobre uma moeda deliberadamente desvalorizada e em um crescimento liderado pela exportação, com baixo consumo doméstico e alto nível de poupança. Isso permitiu ao Partido Comunista chinês sustentar um acordo único com o seu povo: nós lhes daremos empregos e melhores padrões de vida, e vocês nos darão o poder.
Mas agora esse acordo está ameaçado. O desemprego persistente nos mercados norte-americanos e europeus da China está fazendo com que o modelo de Pequim, baseado em uma moeda desvalorizada, no baixo consumo e no alto índice de exportação, se torne menos sustentável para o mundo.
A China também precisa enriquecer antes que envelheça. Ela precisará sofrer uma mudança de uma situação em que os dois genitores poupam para um filho, para outra em que um filho pagará pela aposentadoria dos dois genitores. Para fazer isso, o país precisará fazer uma transição de uma economia baseada na montagem, na cópia e na manufatura para outra baseada no conhecimento, nos serviços e na inovação. Isso exigirá maior liberdade e mais Estado de direito, e já é possível presenciar uma demanda crescente por isso. Alguma parte terá que ceder na China.
Quanto aos Estados Unidos, nas últimas décadas nós prosperamos com uma economia guiada pelo consumo e pelo crédito, por meio da qual nós sustentamos uma classe média com a utilização de mais esteróides (crédito fácil, hipotecas subprime e construção civil) e menos criação de músculos (educação, criação de qualificação profissional e inovação). Isso nos lançou em um enorme buraco, e, agora, a única forma de sairmos dele é por meio de políticas novas e híbridas que misturem cortes de gastos, aumento de impostos, reforma cambial e investimentos em infraestrutura, educação, pesquisa e produção.
Mas essa mistura não se constitui na agenda de nenhum dos dois partidos. Existem as seguintes possibilidades: ou os nossos dois partidos encontram uma maneira de colaborar em uma postura de centro em relação a essas novas políticas híbridas, ou um terceiro partido emergirá – ou então a nossa atual situação de estagnação e sofrimento só piorará.
Em um momento no qual o mundo experimenta tantas mudanças drásticas ao mesmo tempo – em uma situação que já é caracterizada por um alto nível de desemprego e por economias fracas –, a necessidade de que os Estados Unidos, o mais importante de todos os pilares, sejam sólidos como uma rocha é maior do que nunca. Se não nos organizarmos – algo que exigirá uma ação coletiva que normalmente está reservada para períodos de guerra –, nós não estaremos apenas prolongando uma crise norte-americana, mas também alimentando uma crise global.
Fonte: UOL (colaboração: Cléo de Castro)
Nota O Tempo Final: Mundo árabe sendo alterado? Europa desunida? EUA assumindo papel de mais importante pilar mundial? Oh, como cada vez aprecio mais a mensagem Adventista...
E, já agora, um pormenor a propósito deste artigo que coloquei há dias: reparou como Friedman também aponta o regime iraniano (juntamente com o sírio) como o próximo a seguir o exemplo do Egito e da Líbia? E que todos os outros regimes autocratas cairão?!... Revelador, sem dúvida!
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Terremoto na Argentina provoca tremores no Paraná
Um terremoto com epicentro no norte da Argentina provocou tremores no interior do Paraná, na manhã desta sexta-feira, em pelo menos duas cidades das regiões oeste e norte do Estado.
As ocorrências foram sentidas por volta das 11h, segundo o Corpo de Bombeiros de Maringá (no norte do Paraná) e de Cascavel (região oeste).
Em Maringá, um prédio comercial no centro da cidade chegou a ser desocupado, por iniciativa dos funcionários, após os tremores. Os moradores relataram ter visto mesas e pequenos objetos se mexendo.
Pouco depois, porém, a Defesa Civil e os bombeiros informaram que não havia danos na estrutura, e o edifício foi ocupado novamente.
Segundo o Corpo de Bombeiros, nove chamados foram registrados na cidade por causa do terremoto. Não houve danos materiais.
Em Cascavel, os tremores foram de menor intensidade, segundo os bombeiros. Os moradores disseram apenas que tiveram sensações de tontura e labirintite. Também não houve danos materiais.
Segundo o Observatório Sismológico da UnB (Universidade de Brasília), o epicentro do terremoto foi na província de Santiago del Estero, no norte da Argentina, a 600 km de profundidade. O abalo ocorreu por volta das 10h50 e atingiu 6,4 na escala Richter.
Fonte - Folha
Nota DDP: Veja também "Terremoto de 7,1 na escala Richter atinge o Alasca".
As ocorrências foram sentidas por volta das 11h, segundo o Corpo de Bombeiros de Maringá (no norte do Paraná) e de Cascavel (região oeste).
Em Maringá, um prédio comercial no centro da cidade chegou a ser desocupado, por iniciativa dos funcionários, após os tremores. Os moradores relataram ter visto mesas e pequenos objetos se mexendo.
Pouco depois, porém, a Defesa Civil e os bombeiros informaram que não havia danos na estrutura, e o edifício foi ocupado novamente.
Segundo o Corpo de Bombeiros, nove chamados foram registrados na cidade por causa do terremoto. Não houve danos materiais.
Em Cascavel, os tremores foram de menor intensidade, segundo os bombeiros. Os moradores disseram apenas que tiveram sensações de tontura e labirintite. Também não houve danos materiais.
Segundo o Observatório Sismológico da UnB (Universidade de Brasília), o epicentro do terremoto foi na província de Santiago del Estero, no norte da Argentina, a 600 km de profundidade. O abalo ocorreu por volta das 10h50 e atingiu 6,4 na escala Richter.
Fonte - Folha
Nota DDP: Veja também "Terremoto de 7,1 na escala Richter atinge o Alasca".
"O Princípio do Fim"
O Pr. Rafael Rossi nasceu em São Paulo no ano de 1979. Casado com a Profa. Ellen Nara de Souza Rossi, tem duas filhas: Giovana e Mariana. Formado em Teologia no UNASP-EC em 2000, pós-graduado em Aconselhamento pela UNISA em 2004 e em 2010 concluiu o Mestrado em Teologia Pastoral. Iniciou o seu ministério na Associação Paulistana em 2001 como instrutor bíblico na equipe de evangelismo. Em 2003 e 2004 foi pastor do distrito de Vila Assunção em Santo André. Em 2005 e 2006 pastor da igreja do Jardim América – Jacareí. No ano de 2007 foi nomeado evangelista e diretor do Ministério da Saúde da Associação Paulista do Vale, função que ocupou até agosto de 2009 quando foi nomeado evangelista da União Central Brasileira.Nesta série de palestras o Pr. Rossi explora os temas abaixo enumerados, que podem ser acessados em formato de áudio para download e vídeo, no tema "O Princípio do Fim":
01) - 110401 Desvendando o Traidor (Vídeo)
02) - 110402 Desvendando o Plano (Vídeo)
03) - 110403 Desvendando a Data (Vídeo)
04) - 110408 Desvendando a Morte (Vídeo)
05) - 110409 Desvendando as 7 Pragas (Vídeo)
06) - 110410 Desvendando o Juízo Final (Vídeo)
Outras séries de Estudos Proféticos podem ser acessados aqui.
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Risco de quebra nos EUA é maior do que antes da crise
O risco de quebra do sistema financeiro dos EUA ainda é maior do que antes da crise iniciada com a falência do banco Lehman Brothers, em 2008, advertiu Robert Engle, que ganhou o Nobel de Economia em 2003 por cálculos que permitem prever o retorno de investimentos.
"A alavancagem não foi reduzida nem para os níveis anteriores à crise", disse, referindo-se à relação entre o dinheiro que está emprestado e o capital dos bancos (quanto maior essa relação, mais risco).
Em palestra na EPGE (Escola de Pós-Graduação em Economia) da FGV do Rio, Engle apresentou as equações desenvolvidas por sua equipe na Escola Stern de Negócios da Universidade de Nova York para medir o risco sistêmico de instituições financeiras.
As tabelas que podem ser consultadas no site http://vlab.stern.nyu.edu incluem um ranking de risco encabeçado pelos bancos Bank of America, Citibank e JP Morgan. Se houvesse outra crise bancária hoje, disse Engle, só o Citibank precisaria de US$ 200 bilhões do governo americano.
O Nobel insistiu na necessidade de regulação do mercado financeiro para evitar novas crises, e lamentou o atraso na implementação da Lei Dodd-Frank, aprovada pelo Congresso americano para aumentar a vigilância sobre os bancos.
"Faltam cerca de 500 regras que têm que ser escritas pelas agências regulatórias. Todos estão trabalhando muito duro, mas são regras complicadas e há muito lobby acontecendo."
Para o economista, o cenário político vem impedindo o governo dos EUA de adotar qualquer política forte para superar os efeitos na economia real da quebra bancária de 2007 e 2008. "Há uma parte do Partido Republicano que acha que, quanto pior a economia estiver, melhor será seu desempenho nas próximas eleições. Isso é uma receita para não haver acordo."
...
Fonte - Folha
"A alavancagem não foi reduzida nem para os níveis anteriores à crise", disse, referindo-se à relação entre o dinheiro que está emprestado e o capital dos bancos (quanto maior essa relação, mais risco).
Em palestra na EPGE (Escola de Pós-Graduação em Economia) da FGV do Rio, Engle apresentou as equações desenvolvidas por sua equipe na Escola Stern de Negócios da Universidade de Nova York para medir o risco sistêmico de instituições financeiras.
As tabelas que podem ser consultadas no site http://vlab.stern.nyu.edu incluem um ranking de risco encabeçado pelos bancos Bank of America, Citibank e JP Morgan. Se houvesse outra crise bancária hoje, disse Engle, só o Citibank precisaria de US$ 200 bilhões do governo americano.
O Nobel insistiu na necessidade de regulação do mercado financeiro para evitar novas crises, e lamentou o atraso na implementação da Lei Dodd-Frank, aprovada pelo Congresso americano para aumentar a vigilância sobre os bancos.
"Faltam cerca de 500 regras que têm que ser escritas pelas agências regulatórias. Todos estão trabalhando muito duro, mas são regras complicadas e há muito lobby acontecendo."
Para o economista, o cenário político vem impedindo o governo dos EUA de adotar qualquer política forte para superar os efeitos na economia real da quebra bancária de 2007 e 2008. "Há uma parte do Partido Republicano que acha que, quanto pior a economia estiver, melhor será seu desempenho nas próximas eleições. Isso é uma receita para não haver acordo."
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Fonte - Folha
"No templo cristão"
Qual a melhor música para louvar a Deus? Essa pergunta tem suscitado muitos debates e mesmo polarização nas igrejas. Com a intenção de dar sua contribuição, a professora Jenise Torres (graduada em Letras e em Música pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e pós-graduada em Tecnologia Educacional também pela UERJ), organizou uma coletânea com textos de vários autores de peso e a publicou em forma de livro com o título No Templo Cristão (70 páginas). A apresentação é do conhecido pastor Horne Pereira da Silva e os capítulos são de autoria de Gerson Gorski Damaceno (doutor em Educação Musical pela University of Cincinnati, diretor do Conservatório Internacional de Música em Itararé, SP, e maestro do Coral Interdenominacional de Itararé), Eurydice Osterman (doutora em Arte Musical pela University of Alabama), David Tame (musicólogo), Terry Law (pregador e escritor), John Blanchard (professor e escritor), Samuele Bacchiocchi (doutor em Divindade pela Andrews University e doutor em História da Igreja pela Pontificial Gregorian University, do Vaticano), David Lattore (pianista e organista, especializado em jazz, blues, rock e gospel) e Helio Pothin (doutor em Fisiologia Humana pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e professor de Fisiologia Humana na Universidade Federal de Santa Maria, RS).Logo de início, Damaceno pontua, revelando o tom da obra: “Dentro dos templos cristãos, em muitos casos, as mensagens musicais são consideradas como ferramentas auxiliares no ritual do culto, quando na realidade elas são o próprio cultuar do Criador. Portanto, é preciso haver uma séria preocupação com o tipo de música usado no templo para tal adoração.”
O livro foi organizado tendo em vista essa preocupação, e vale a pena ser lido, independentemente de sua opinião a respeito do tema.[Michelson Borges]
Mais informações pelo e-mail jentorres@bol.com.br
Nota DDP: O livro pode ser acessado através do site "Música e Adoração"
terça-feira, 30 de agosto de 2011
Política sob prisma do fundamentalismo cristão
A pouco mais de um ano das eleições presidenciais nos EUA, a religião se transformou em um fator decisivo entre os candidatos republicanos. O presidente Barack Obama, que se apresenta à reeleição em novembro de 2012, atravessa um de seus momentos mais baixos nas pesquisas de popularidade. Este fato, junto com a lentidão da recuperação econômica, deu asas a todo tipo de candidato republicano. Em junho começou a enxurrada de candidaturas conservadoras. Entre elas há protestantes dos ramos batista, luterano, metodista e evangélico; há católicos e há mórmons. Ainda há espaço para mais.
Em 1º de novembro vence o prazo para registrar-se para as primárias na Carolina do Sul, e são as primeiras que encerram a inscrição. Até esse dia podem se apresentar políticos que ainda não descartaram a nomeação, como a ex-governadora do Alasca Sarah Palin, associada no passado à fé pentecostal. As primárias começarão formalmente com os cáucus [reuniões intrapartidárias] de Iowa, que estão programados em princípio para 6 de fevereiro.
Se nas eleições nacionais os candidatos apelam para os eleitores moderados e independentes, nas primárias deverão conquistar o núcleo duro de eleitores de seu partido. Por isso, o campo republicano é neste momento um rosário de credos cristãos extremos. E o fundamentalismo cristão está presente com força notável nos três aspirantes mais bem colocados para ser os adversários de Obama na corrida pela Casa Branca: a congressista Michele Bachmann, evangélica luterana que transformou os cargos que ocupou em altares dos quais combate o casamento gay; o governador do Texas, Rick Perry, abertamente contrário à separação entre Igreja e Estado; e o ex-governador de Massachusetts Mitt Romney, um pouco mais moderado, mas que provoca receios entre os eleitores protestantes porque é mórmon.
Esses candidatos cortejam o movimento ultraconservador Tea Party, que já demonstrou sua força em 2010 ao colocar numerosos representantes nas primárias legislativas e devolver ao Partido Republicano a maioria em uma das Câmaras do Congresso. Sua força foi crescendo desde então. Há apenas duas semanas esteve prestes a colocar os EUA à beira da moratória por se negar a aumentar o teto de endividamento público, contrariando o critério dos líderes moderados republicanos.
O Tea Party, que é a chave das primárias, nasceu em 2009 como reação ao crescente poder do governo central. Defende medidas drásticas como o corte dos programas de ajuda social e a eliminação dos impostos. Mas estudos recentes demonstram que nem tudo em seu ideário é política fiscal. Concretamente, os professores Robert Putnam, da Universidade Harvard, e David Campbell, de Notre-Dame, concluíram em uma pesquisa de cinco anos entre 3 mil eleitores que, além de ser um movimento com tons xenófobos, se dedica a colocar líderes altamente religiosos no governo. O Tea Party quer que a fé seja política e que o governo também seja de Deus.
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Fonte - UOL
Em 1º de novembro vence o prazo para registrar-se para as primárias na Carolina do Sul, e são as primeiras que encerram a inscrição. Até esse dia podem se apresentar políticos que ainda não descartaram a nomeação, como a ex-governadora do Alasca Sarah Palin, associada no passado à fé pentecostal. As primárias começarão formalmente com os cáucus [reuniões intrapartidárias] de Iowa, que estão programados em princípio para 6 de fevereiro.
Se nas eleições nacionais os candidatos apelam para os eleitores moderados e independentes, nas primárias deverão conquistar o núcleo duro de eleitores de seu partido. Por isso, o campo republicano é neste momento um rosário de credos cristãos extremos. E o fundamentalismo cristão está presente com força notável nos três aspirantes mais bem colocados para ser os adversários de Obama na corrida pela Casa Branca: a congressista Michele Bachmann, evangélica luterana que transformou os cargos que ocupou em altares dos quais combate o casamento gay; o governador do Texas, Rick Perry, abertamente contrário à separação entre Igreja e Estado; e o ex-governador de Massachusetts Mitt Romney, um pouco mais moderado, mas que provoca receios entre os eleitores protestantes porque é mórmon.
Esses candidatos cortejam o movimento ultraconservador Tea Party, que já demonstrou sua força em 2010 ao colocar numerosos representantes nas primárias legislativas e devolver ao Partido Republicano a maioria em uma das Câmaras do Congresso. Sua força foi crescendo desde então. Há apenas duas semanas esteve prestes a colocar os EUA à beira da moratória por se negar a aumentar o teto de endividamento público, contrariando o critério dos líderes moderados republicanos.
O Tea Party, que é a chave das primárias, nasceu em 2009 como reação ao crescente poder do governo central. Defende medidas drásticas como o corte dos programas de ajuda social e a eliminação dos impostos. Mas estudos recentes demonstram que nem tudo em seu ideário é política fiscal. Concretamente, os professores Robert Putnam, da Universidade Harvard, e David Campbell, de Notre-Dame, concluíram em uma pesquisa de cinco anos entre 3 mil eleitores que, além de ser um movimento com tons xenófobos, se dedica a colocar líderes altamente religiosos no governo. O Tea Party quer que a fé seja política e que o governo também seja de Deus.
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Fonte - UOL
Pré-candidata republicana diz que furacão foi recado de Deus a Washington
A pré-candidata às eleições presidenciais de 2012 nos Estados Unidos pelo partido republicano Michelle Bachmann disse que o furacão Irene foi um recado de Deus a Washington. Segundo ela, a natureza está dando um recado ao atual governo para que este mude suas políticas públicas e se esforce em diminuir os seus gastos. "Eu não sei o que mais Deus tem que fazer para atrair a atenção dos políticos. Tivemos um terremoto (que aconteceu na última terça-feira, na costa leste do país) e um furacão. Ele diz 'vocês vão começar a me ouvir agora?'", declarou Michelle ao jornal St. Petersburg Times.
Michelle Bachmann faz parte do Tea Party, grupo mais conservador do partido republicano que tem feito críticas constantes ao desempenho do governo de Barack Obama. Ela foi uma das principais opositoras ao plano de elevação do teto da dívida pública norte-americana.
O "recado divino" a que se referiu Michelle, o furacão Irene, passou pela costa leste dos Estados Unidos deixando pelo menos 18 mortos e prejuízos que podem chegar a sete bilhões de dólares. A tempestade também afetou regiões da costa oeste, como Nova York e Washington.
Fonte: EXAME
NOTA Minuto Profético: Segundo matéria do jornal El País (29/08/2011), os principais pré-candidatos republicanos à corrida presidencial nos EUA defendem uma mistura de política e religião. O maior perigo, sem dúvida, fica por conta daqueles que defendem abertamente o fim da separação entre Igreja e Estado - é o caso do atual governador do Texas Rick Perry. Na verdade, a elite mundial ocultista domina os dois partidos majoritários dos EUA. Traduzindo: seja o partido Democrata ou seja o Republicano o vitorioso na campanha presidencial em 2012, os planos para a Nova Ordem Mundial continuarão sendo implementados. Talvez, a única escolha possível para os norte-americanos que possa frear esse processo seja a indicação do senador Ron Paul, que sendo conservador, segue a cartilha dos Pais Fundadores e defende a separação entre Igreja e Estado, e o fim do cartel dos bancos privados (É bom lembrar que o último presidente norte-americano que teve coragem para fazer isso foi assassinado). Sobre a declaração da pré-candidata Michele Bachmann postada acima vale dizer que é algo certo dito pela pessoa errada com a intenção errada. Explicando: realmente Deus permite que as forças da natureza se manifestem com o fim de despertar a humanidade de sua letargia espiritual (Is 30:30). Mas esse discurso religioso jamais deve ser usado por políticos cujos interesses óbvios envolvam também acabar com a saudável separação entre Igreja e Estado.
2011: ano recorde de desastres naturais nos EUA
Segundo estimativas preliminares, o furacão Irene muito provavelmente será um desastre de 10 bilhões de dólares (16,12 bilhões de reais), quebrando recorde de 2008 para prejuízo de desastres por ano. Entre as enchentes de verão, tornados, tempestades e secas, 2011 já acumulou nove desastres naturais que custaram pelo menos 1 bilhão de dólares (1,61 bilhões de reais) cada. Se as estimativas de danos estiverem certas, Irene seria um recordista. Nos EUA, conforme o furacão deixou um rastro que começou nas Carolinas na sexta-feira (26 de agosto), como uma tempestade da categoria 2 com ventos de até 169 quilômetros por hora, matou pelo menos nove pessoas [dados mais recentes dão conta de que 33 pessoas morreram] – cinco na Carolina do Norte, três na Virgínia e uma na Flórida. Até o fim da noite de domingo, passando por Nova York, deveria ser rebaixado à categoria de tempestade tropical, graças a seu contínuo enfraquecimento. Já na quinta-feira, a agência de notícias Bloomberg informou que o risco estimado que o furacão podia causar custaria 13,9 bilhões de dólares (22,41 bilhões de reais) em perdas seguradas e 20 bilhões de dólares (32,24 bilhões de reais) em perdas econômicas totais, se fatores como horas de trabalho perdidas e interrupção do transporte fossem considerados.O especialista Roger Pielke observou os totais danos causados por tempestades anteriores que seguiram a trilha de Irene e descobriu que os danos variavam de cerca de 4,9 bilhões de dólares (7,9 bilhões de reais – Tempestade 8, 1933) a cerca de 46,2 bilhões de dólares (74,48 bilhões de reais – Tempestade de New England, 1938). Porém, ele diz que nenhuma das tempestades do passado é um bom análogo para Irene. “Devemos esperar danos ao longo da costa leste inteira”, disse Pielke, “assim como uma quantidade considerável de danos causados por inundações no interior, não incluídas nestes números.” [...]
Pelos cálculos dos pesquisadores, a tempestade única mais prejudicial foi a Grande Miami, de 1926, que teria custado até 157 bilhões de dólares (253 bilhões de reais) em 2005. A tempestade foi de categoria 4, que rugiu em terra com ventos de até 201 quilômetros por hora. [...]
Junto com o Irene, os danos econômicos de desastres naturais que formaram um recorde nos EUA, de acordo com um relatório do Centro Nacional de Dados Climáticos americano lançado em agosto de 2011, são (em reais):
Inundações no centro-oeste (verão): pelo menos 3,22 bilhões a partir de meados de agosto.
Enchente do Rio Mississippi (primavera e verão): 3,22 bilhões a 6,45 bilhões em danos.
Secas, ondas de calor e incêndios florestais nas planícies do sul e sudoeste (primavera e verão): mais de 8,06 bilhões em danos.
Furacões (22 a 27 de maio): pelo menos 11,28 bilhões em danos nos estados centrais e do sul.
Tornados (25 a 30 de abril): pelo menos 14,51 bilhões em danos nos estados centrais e do sul.
Furacões (14 a 16 de abril): mais de 3,22 bilhões em danos nos estados centrais e do sul.
Furacões (08 a 11 de abril): perdas superiores a 3,55 bilhões nos estados centrais e do sul.
Furacões (4 a 5 de abril): mais de 3,71 bilhões em danos nos estados centrais e do sul.
Tempestade de inverno: 3,22 bilhões em danos após uma tempestade de inverno maciça que despejou neve em toda a região central, leste e nordeste do país.
(Hypescience)
Nota Michelson Borges: Não nos esqueçamos, também, do raro terremoto ocorrido poucos dias antes do furacão Irene. Há mais de um século, Ellen White escreveu: “É chegado o tempo em que haverá no mundo tristeza que nenhum bálsamo humano pode curar. O Espírito de Deus está sendo retirado. Catástrofes por mar e por terra seguem-se umas às outras em rápida sucessão. Quão frequentemente ouvimos de terremotos e furacões, de destruição pelo fogo e inundações, com grandes perdas de vidas e propriedades! Aparentemente essas calamidades são caprichosos desencadeamentos de forças da natureza, desorganizadas e desgovernadas, inteiramente fora do controle do homem; mas em todas elas pode ler-se o propósito de Deus. Elas estão entre os instrumentos pelos quais Ele busca despertar a homens e mulheres para que sintam o perigo” (Profetas e Reis, p. 277).
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
A ameaça do terrorismo de Estado americano
A humanidade enfrenta a mais grave crise de civilização da sua história. Ela difere de outras, anteriores, por ser global, afetando a totalidade do planeta. É uma crise política, social, militar, financeira, económica, energética, ambiental, cultural. O homem realizou nos últimos dois séculos conquistas prodigiosas. Se fossem colocadas a serviço da humanidade, permitiriam erradicar da Terra a fome, o analfabetismo, as guerras, abrindo portas a uma era de paz e prosperidade. Mas não é o que acontece. Uma minoria insignificante controla e consome os recursos naturais existentes e a esmagadora maioria vive na pobreza ou na miséria. O fim da bipolar idade, após a desagregação da URSS, permitiu aos Estados Unidos adquirir uma superioridade militar, política e econômica enorme que passou a usar como instrumento de um projeto de dominação universal. As principais potências da União Europeia, nomeadamente o Reino Unido, a Alemanha e a França tornaram-se cúmplices dessa perigosa política.O sistema de poder que tem o seu polo em Washington, incapaz de encontrar solução para a crise do seu modelo, inseparável da desigualdade social, da sobre-exploração do trabalho e do esgotamento gradual dos mecanismos de acumulação, concebeu e aplica uma estratégia imperial de agressão a povos do chamado Terceiro Mundo.
Em guerras ditas de baixa intensidade, promovidas pelos EUA e seus aliados, morreram nos últimos 60 anos mais de 30 milhões de pessoas. Algumas particularmente brutais, definidas como “preventivas” visaram ao saque dos recursos naturais dos povos agredidos.
Reagan criou a expressão “o império do mal” para designar a URSS no fim da guerra-fria. George Bush pai vulgarizou o conceito de “estados canalhas” para satanizar países cujos governos não se submetiam às exigências imperiais. Entre eles incluiu o Irã, a Coreia Popular, a Líbia e Cuba.
Em setembro de 2001, após os atentados que destruíram o World Trade Center e demoliram uma ala do Pentágono, George W. Bush (o filho) utilizou o choque emocional provocado por esse trágico acontecimento para desenvolver uma estratégia que fez da “luta contra o terrorismo” a primeira prioridade da política estadunidense.
Uma gigantesca campanha mediática foi desencadeada, com o apoio do Congresso, para criar condições favoráveis à implantação da política defendida pela extrema-direita. Segundo Bush e os neocon, “a segurança dos EUA” exigia medidas excepcionais na esfera internacional e na interna.
Os grandes jornais, as cadeias de televisão, as rádios, explorando a indignação popular e o medo, apoiaram iniciativas como o Patriot Act que suspendeu direitos e garantias constitucionais, legalizando a prática de crimes e arbitrariedades. A irracionalidade contaminou o mundo intelectual e até em universidades tradicionais professores progressistas foram despedidos e houve proibição de livros de autores célebres.
A campanha adquiriu rapidamente um carácter de caça às bruxas, com perseguições maciças a muçulmanos. Uma onda de anti-islamismo varreu os EUA, com a cumplicidade dos grandes meios de comunicação. O Congresso legalizou a tortura.
No terreno internacional, o povo do Afeganistão foi a primeira vítima da “cruzada contra o terrorismo”. Os EUA, a pretexto de que o governo do mulá Omar não lhe entregava Bin Laden - declarado inimigo numero um de Washington - invadiu, bombardeou e ocupou aquele pais.
Seguiu-se o Iraque após uma campanha de desinformação de âmbito mundial. O Governo de Bagdad foi acusado de acumular armas de extermínio massivo e de ameaçar portanto a segurança dos EUA e da Humanidade. A acusação era falsa, como se provou mais tarde, e os EUA não conseguiram obter o apoio do Conselho de Segurança. Mas, ignorando a posição da ONU, invadiram, vandalizaram e ocuparam o país. Inicialmente contaram somente com o apoio do Reino Unido.
Crimes monstruosos foram cometidos no Afeganistão e no Iraque pelas forças de ocupação. A tortura de prisioneiros no presidio de Abu Ghraib assumiu proporções de escândalo mundial. Ficou provado que o alto comando do exército e o próprio secretário da Defesa, Donald Rumsfeld, tinham autorizado esses atos de barbárie. Mas a Justiça norte-americana limitou-se a punir com penas leves meia dúzia de torcionários.
Simultaneamente, milhares de civis, acusados de “terroristas” - muitos nunca tinham sequer pegado numa arma - foram levados para a base de Guantánamo, em Cuba, e para cárceres da CIA instalados em países da Europa do Leste.
As Nações Unidas não somente ignoraram essas atrocidades como acabaram dando o seu aval à instalação de governos títeres em Kabul e Bagdá e ao envio para ali de tropas de muitos países. No caso do Afeganistão, a NATO, violando o seu próprio estatuto, participa ativamente, com 40 mil soldados, da agressão às populações. Dezenas de milhares de mercenários estão envolvidas nessas guerras.
Em ambos os casos, Washington sustenta que essas guerras preventivas representam uma contribuição dos EUA para a defesa da liberdade, da democracia, dos direitos humanos e da paz e foram inspiradas por princípios e valores éticos universais. O presidente Barack Obama, ao receber o Premio Nobel da Paz em Oslo, defendeu ambas, num discurso farisaico, como serviço prestado à humanidade. Isso no momento em que decidira enviar mais 30 mil soldados para a fogueira afegã.
Os fatos são esses. Apresentando-se como líder da luta mundial contra o terrorismo, o sistema de poder dos EUA faz hoje do terrorismo de Estado um pilar da sua estratégia de dominação. A criação de um exército permanente na África - o Africom – os bombardeamentos da Somália e do Iêmen e a participação na agressão ao povo da Líbia inserem-se nessa política criminosa de desrespeito à Carta da ONU. [...]
A maioria dos estadunidenses desconhece a gravidade e complexidade da crise interna. A recente elevação do teto da divida publica de mais de 14 trilhões de dólares para 16 trilhões - total superior ao PIB do país – é, porem, reveladora da fragilidade do gigante que impõe ao mundo uma politica de terrorismo de Estado. Entretanto, o discurso oficial, invocando os “pais da Pátria”, insiste em apresentar os EUA como o grande defensor da democracia e das liberdades, vocacionado para salvar a humanidade.
Sem o controle pelo grande capital da esmagadora maioria dos meios de comunicação social e dos audiovisuais pelo sistema de poder imperial, a manipulação da informação e a falsificação da História não seriam possíveis. Um instrumento importante nessa politica é a exportação da contracultura dos EUA, país - registre-se - onde coexiste com a cultura autêntica.
A televisão, o cinema, a imprensa escrita e, hoje, sobretudo a internet cumprem um papel fundamental como difusores dessa contracultura que nos países industrializados do Ocidente alterou profundamente nos últimos anos a vida cotidiana dos povos e a sua atitude perante a existência.
A construção do homem formatado principia na infância e exige uma ruptura com a utilização tradicional dos tempos livres. O convívio familiar e com os amigos é substituído por ocupações lúdicas frente à TV e ao computador, com prioridade para jogos violentos e filmes que difundem a contracultura com prioridade para os que fazem a apologia das Forças Armadas dos EUA.
A contracultura atua intensamente no terreno da música, da canção, das artes plásticas, da sexualidade. A contramúsica que empolga hoje multidões juvenis é a de estranhas personagens que gritam e gesticulam, exibindo roupas exóticas, berrantes em gigantescos palcos luminosos, numa atmosfera ensurdecedora, em rebeldia abstrata contra o vácuo.
O jornalismo degradou-se. Transmite a imagem de uma falsa objetividade para ocultar que a mídia ao serviço da engrenagem do poder insiste, com poucas exceções, em justificar as guerras americanas como “cruzada antiterrorista” em defesa da humanidade porque os EUA, nação predestinada, batalhariam por um mundo de justiça e paz.
É de justiça assinalar que um número crescente de cidadãos americanos denuncia essa estratégia de poder, exige o fim das guerras na Ásia e luta em condições muito difíceis contra a estratégia criminosa do sistema de poder. [...]
(Miguel Urbano Rodrigues, O Diário.info)
Nota Michelson Borges: Conforme destacou o professor Renato Stencel (Unasp) em e-mail a mim enviado, esse texto do português Miguel Rodrigues revela os rumos e destinos da humanidade sob o domínio da besta que emerge da Terra, os EUA de Apocalipse 13:14 (“Seduz os que habitam sobre a terra por causa dos sinais que lhe foi dado executar”). “A cada dia podemos perceber que estamos nos aproximando do grande momento em que esse poder cumprirá tal profecia por meio do exercício de suas forças bélicas, políticas e culturais, contribuindo, assim, para o desfecho do Grande Conflito.”
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Prejuízo climático nos EUA tende a afetar a economia
Só no primeiro semestre, os desastres associados a eventos climáticos extremos no EUA – ondas de calor, secas e queimadas, tempestades, enchentes e tornados – geraram US$ 35 bilhões, segundo estimativas da NOAA – Administração Nacional Oceanográfica e Atmosférica. Essas perdas agravam os problemas da economia doméstica, reforçando os componentes recessivos da conjuntura e podem repercutir negativamente na economia global.
As perdas correspondem a safras perdidas, florestas destruídas, danos patrimoniais – residências, prédios comerciais e industriais danificados ou destruídos – e destruição de infra-estrutura – estradas, pontes, redes elétricas, de esgotamento, de gás e de água. Além disso, há impacto financeiro, principalmente, por meio das perdas seguradas, que afetam o balancete das seguradoras e resseguradoras e repercutem no mercado financeiro.
São diferentes das perdas que têm ocorrido nas bolsas do mundo, de bilhões de dólares no valor de empresas e papéis. Essas perdas são compensadas total ou parcialmente, quando as bolsas se recuperam. Aqui, se trata de perdas puramente financeiras, transacionais, perde-se mais valor de oportunidade, do que valor real.
As perdas climáticas são todas reais. Elas correspondem à destruição de valor real nas safras, patrimônio e infraestrutura perdidos. Há também perdas econômicas associadas à redução das exportações, à queda da oferta de bens, principalmente, alimentos por causa da quebra de safras, ao desemprego gerado pela interrupção de atividades e à elevação dos preços de alimentos, que pressiona o orçamento doméstico principalmente dos setores mais pobres. Além disso, a reconstrução, embora implique em investimentos que geram renda e emprego, representa demanda mobilização de recursos e gasto público inesperada e portanto não programada.
Essas estimativas dizem respeito aos eventos climáticos do primeiro semestre, até o mês passado. Este mês se intensifica no EUA a estação dos furacões, que já teve nove tempestades tropicais com força suficiente para receberem um nome próprio. O furacão Irene, a primeira a chegar a furacão, atingiu Porto Rico neste domingo, deixando 800 mil pessoas sem luz, causando enchentes e derrubando postes e árvores.
Irene tende a chegar à categoria 3 categoria 2 (ventos com velocidade entre 154-177 km) em trajetória para o norte-nordeste, rumo à costa do EUA, podendo eventualmente chegar à categoria 3. A NOAA estima que siga uma rota paralela à costa da Flórida, alcançando a terra em uma das Carolinas, Norte ou Sul, no sábado. Se essa trajetória prevista se confirmar, Irene pode produzir danos e perdas em Porto Rico, na República Dominicana, no combalido Haiti, em parte das Bahamas e na costa do EUA da Flórida à Carolina do Norte, afetando esses dois estados e a faixa costeira da Georgia e da Carolina do Sul. Mesmo antes de chegar à terra, Irene pode ter efeitos fortes. Os ventos com força de furacão se estendem no momento por 80 kms e os ventos com força de tempestade tropical, por 330 kms. O Katrina, que chegou à categoria 5, havia retrocedido para categoria 3, quanto atingiu Nova Orleans.
Se Irene alcançar mesmo a terra no EUA, será o primeiro caso desde que o Ike causou muita destruição na costa do Texas, em 2008.
Isso em uma economia que vinha mostrando dificuldades de se recuperar dos efeitos recessivos da crise financeira de 2008 e volta a ser abalada pela crise financeira e fiscal de agora. A crise atual é uma continuação do processo iniciado pelo colapso das hipotecas. Essas perdas climáticas repercutem na economia inteira e na economia global e agravam os elementos recessivos que já estão ativos em função da conjuntura fiscal e financeira negativa.
Fonte - Ecopolitica
Nota DDP: Veja mais em "Estudo identifica influência das variações climáticas em guerras civis". Tema extremamente propício para através dos debates que giram em torno de ambientalismo, crise financeira e trabalho, apontar para medidas restritivas das liberdades individuais.
As perdas correspondem a safras perdidas, florestas destruídas, danos patrimoniais – residências, prédios comerciais e industriais danificados ou destruídos – e destruição de infra-estrutura – estradas, pontes, redes elétricas, de esgotamento, de gás e de água. Além disso, há impacto financeiro, principalmente, por meio das perdas seguradas, que afetam o balancete das seguradoras e resseguradoras e repercutem no mercado financeiro.
São diferentes das perdas que têm ocorrido nas bolsas do mundo, de bilhões de dólares no valor de empresas e papéis. Essas perdas são compensadas total ou parcialmente, quando as bolsas se recuperam. Aqui, se trata de perdas puramente financeiras, transacionais, perde-se mais valor de oportunidade, do que valor real.
As perdas climáticas são todas reais. Elas correspondem à destruição de valor real nas safras, patrimônio e infraestrutura perdidos. Há também perdas econômicas associadas à redução das exportações, à queda da oferta de bens, principalmente, alimentos por causa da quebra de safras, ao desemprego gerado pela interrupção de atividades e à elevação dos preços de alimentos, que pressiona o orçamento doméstico principalmente dos setores mais pobres. Além disso, a reconstrução, embora implique em investimentos que geram renda e emprego, representa demanda mobilização de recursos e gasto público inesperada e portanto não programada.
Essas estimativas dizem respeito aos eventos climáticos do primeiro semestre, até o mês passado. Este mês se intensifica no EUA a estação dos furacões, que já teve nove tempestades tropicais com força suficiente para receberem um nome próprio. O furacão Irene, a primeira a chegar a furacão, atingiu Porto Rico neste domingo, deixando 800 mil pessoas sem luz, causando enchentes e derrubando postes e árvores.
Irene tende a chegar à categoria 3 categoria 2 (ventos com velocidade entre 154-177 km) em trajetória para o norte-nordeste, rumo à costa do EUA, podendo eventualmente chegar à categoria 3. A NOAA estima que siga uma rota paralela à costa da Flórida, alcançando a terra em uma das Carolinas, Norte ou Sul, no sábado. Se essa trajetória prevista se confirmar, Irene pode produzir danos e perdas em Porto Rico, na República Dominicana, no combalido Haiti, em parte das Bahamas e na costa do EUA da Flórida à Carolina do Norte, afetando esses dois estados e a faixa costeira da Georgia e da Carolina do Sul. Mesmo antes de chegar à terra, Irene pode ter efeitos fortes. Os ventos com força de furacão se estendem no momento por 80 kms e os ventos com força de tempestade tropical, por 330 kms. O Katrina, que chegou à categoria 5, havia retrocedido para categoria 3, quanto atingiu Nova Orleans.
Se Irene alcançar mesmo a terra no EUA, será o primeiro caso desde que o Ike causou muita destruição na costa do Texas, em 2008.
Isso em uma economia que vinha mostrando dificuldades de se recuperar dos efeitos recessivos da crise financeira de 2008 e volta a ser abalada pela crise financeira e fiscal de agora. A crise atual é uma continuação do processo iniciado pelo colapso das hipotecas. Essas perdas climáticas repercutem na economia inteira e na economia global e agravam os elementos recessivos que já estão ativos em função da conjuntura fiscal e financeira negativa.
Fonte - Ecopolitica
Nota DDP: Veja mais em "Estudo identifica influência das variações climáticas em guerras civis". Tema extremamente propício para através dos debates que giram em torno de ambientalismo, crise financeira e trabalho, apontar para medidas restritivas das liberdades individuais.
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