terça-feira, 5 de junho de 2012

Por que 2012?

O mundo vai acabar em 2012?

"Porém daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, mas unicamente meu Pai". (Mt 24:36)

"Quanto mais frequentemente se marcar um tempo [data] definido para o segundo advento, e mais amplamente for ele ensinado, tanto mais se satisfazem os propósitos de Satanás. Depois que se passa o tempo, ele provoca o ridículo e o desdém aos seus defensores, lançando assim o opróbrio..." O Grande Conflito, p. 457.

Que razões podem estar por trás da teoria que afirma que os maias previram o fim do mundo para 2012?

Antes de responder essa pergunta é bom lembrar que estamos todos envolvidos em uma guerra espiritual cujo objetivo final é a adoração: vamos adorar a Deus ou a Lúcifer (Satanás)? Esta guerra é o tema central do livro do Apocalipse (capítulos 12-14).

Há um movimento mundial em curso a fim de adquirir o controle sobre todas as pessoas e estabelecer no mundo a religião de mistérios da Babilônia - centralizada no culto ao Sol (ou adoração a Lúcifer).

Os ocultistas adeptos da religião de mistério da Babilônia promovem a adoração ao Sol e ao planeta Vênus por uma mesma razão: ambos representam Lúcifer dentro do ocultismo: "Como você caiu do céu ó Lúcifer, filho da manhã!" Is 14:12 (New King James Version). "Filho da manhã" é uma referência ao planeta Vênus, cujo grande brilho pode ser visto ainda ao amanhecer. Outras traduções dizem "estrela da manhã".

O ano 2012 foi escolhido pelos ocultistas porque neste ano acontecem fenômenos astronômicos importantes ligados ao Sol e a Vênus.

O primeiro deles é chamado Maximus Solar - é o período de maior atividade solar dentro do ciclo do Sol, e ocorre em média a cada 11 anos. Durante o Maximus Solar ocorre intensa atividade magnética em alguns pontos da superfície solar provocando visíveis manchas negras. O segundo fenômeno que também ocorrerá esse ano é conhecido como Trânsito de Vênus - quando há o alinhamento entre Sol-Vênus-Terra no mesmo plano.

Para cada 8 órbitas da Terra ao redor do sol (8 anos), Vênus faz 13 órbitas (porque Vênus está mais próximo do sol). Durante esse período, Vênus aparece 5 vezes entre a Terra e o Sol, alinhamento este chamado de Conjunção Inferior. Acontece que nem toda Conjunção Inferior é também um Trânsito de Vênus, porque há uma diferença angular entre as órbitas da Terra e de Vênus. Só quando o alinhamento Sol-Vênus-Terra acontece no mesmo plano é que recebe o nome de Trânsito de Vênus.





Caso fossem selecionados apenas os anos em que o Maximus Solar ocorresse próximo ao Trânsito de Vênus, teríamos uma tabela como essa abaixo, e conseguiríamos visualizar melhor a importância do ano 2012 para os ocultistas, uma vez que nesse mesmo ano acontecem os dois eventos.



Além dos dois eventos é bom lembrar também que 2012 tem um significado importante para os seguidores da religião de mistério da Babilônia por causa dos 11 anos do "11 de setembro" - evento usado como catalisador para o futuro estabelecimento da Nova Ordem Mundial.

Essa veneração dos ocultistas pelo número 11 tem uma explicação. É que o número 10 representa Deus. Ao venerar o número 11 o significado em mente é estar um passo além de Deus (veja Is 14:13). E por que o 10 representa Deus? Simples. Na matemática a sequência básica dos números vai do 1 ao 0 (1,2,3,4,5,6,7,8,9,0), sendo o primeiro o número "1" e o último o "0". O número "1" e o "0" juntos formam o 10. Foi por isso que Jesus disse: "Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim, o Primeiro e o Último." (Ap 22:13). É pela mesma razão que Deus nos deu 10 mandamentos, nem mais, nem menos, uma vez que o 10 representa Deus (A Lei é uma transcrição do próprio caráter de Deus). Isso também explica porque o dízimo (10%) não nos pertence mas é de Deus!

Finalmente, sabe-se também que o "X" no ocultismo simboliza o deus-sol, e tem o valor numérico correspondente a "6". Então, a 30ª edição dos Jogos Olímpicos (Londres 2012) faz muito sentido aos adoradores da Babilônia:

  • XXX Jogos Olímpicos
  • (666) - Número usado na adoração do sol
Não foi por acaso que na cerimônia de encerramento dos Jogos de Pequim (2008), ao anunciar a próxima Olimpíada de Londres, foi feito uma alusão à Torre de Babel!


Antes da Volta de Cristo, Deus vai provar o mundo inteiro, para ver quem deseja adorá-Lo e quem quer adorar a besta e a sua imagem (Babilônia luciferiana). Quando vai ocorrer essa prova (quem guardar o sábado do sétimo dia em lugar do domingo receberá o selo de Deus) só Deus sabe. Uma coisa é certa: Está muito próximo este acontecimento!

Quem viver verá...

(Via @MinutoProfetico)

A ameaça da amnésia alemã

A situação da Europa é séria – muito séria. Quem teria pensado que o primeiro-ministro britânico, David Cameron, apelaria aos governos da zona euro para reunir coragem para criar uma união fiscal (com orçamento e política fiscal comuns e dívida pública solidariamente garantida)? E Cameron defende também que a integração política mais profunda é o único caminho para parar a desagregação do euro. Um primeiro-ministro britânico conservador! A casa europeia está em chamas, e Downing Street está pedindo uma resposta racional e resoluta do corpo de bombeiros. Infelizmente, o corpo de bombeiros é liderado pela Alemanha, e seu chefe é a chanceler Angela Merkel. Como resultado, a Europa continua tentando apagar o fogo com gasolina – a austeridade imposta pelos alemães – com a consequência de que, em três meros anos, a crise financeira da zona euro se tornou numa crise existencial europeia.

Não nos iludamos: se o euro se desagrega, assim acontecerá à União Europeia (a maior economia do mundo) [basta ler Daniel 2 para notar que essa situação já havia sido prevista cerca de 600 anos antes de Cristo], espoletando uma crise econômica global numa escala que a maior parte das pessoas hoje vivas nunca conheceu. A Europa está à beira de um abismo, e certamente cairá nele, a não ser que a Alemanha – e a França – alterem seu rumo.

As recentes eleições na França e na Grécia, juntamente com eleições locais na Itália e distúrbios continuados na Espanha e na Irlanda, mostraram que o público perdeu a fé na rígida austeridade que a Alemanha lhes impôs. O remédio radical de Merkel colidiu com a realidade – e com a democracia.

Estamos mais uma vez aprendendo da maneira mais difícil que esse tipo de austeridade, quando aplicado no decorrer de uma crise financeira importante, apenas leva à depressão. Essa perspectiva devia ser do conhecimento comum; foi, apesar de tudo, uma lição importante das políticas de austeridade do presidente Herbert Hoover, nos Estados Unidos, e do chanceler Heinrich Brüning, na Alemanha de Weimar, no início da década de 1930. Infelizmente, a Alemanha, entre todos os países, parece tê-la esquecido.

Como consequência, o caos paira na Grécia, assim como a perspectiva de próximas corridas aos depósitos bancários na Espanha, Itália e França – provocando uma avalanche financeira que soterraria a Europa. E depois? Devemos desperdiçar o que mais de duas gerações de europeus criaram – um enorme investimento em construção de instituições que levou ao mais longo período de paz e de prosperidade na história do continente?

Uma coisa é certa: uma desagregação do euro e da União Europeia implicaria a saída da Europa da cena mundial [lembre-se de que os EUA é que levarão a história ao seu desfecho]. A política atual da Alemanha é ainda mais absurda à vista das amargas consequências políticas e econômicas que enfrentaria.

Compete à Alemanha e à França, a Merkel e ao presidente François Hollande, decidir o futuro do nosso continente. A salvação da Europa depende agora de uma mudança fundamental na atitude da Alemanha relativamente à política econômica, e da posição da França relativamente à integração política e a reformas estruturais.

A França terá que dizer sim a uma união política: um governo comum com controle parlamentar comum para a zona euro. Os governos nacionais da zona euro já estão agindo em uníssono como um governo de fato para lidar com a crise. O que está se tornando cada vez mais verdade na prática deve ser levado a cabo e formalizado.

A Alemanha, por seu lado, terá que optar por uma união fiscal. Em última análise, isso significa garantir a sobrevivência da zona euro com o poder econômico e os ativos da Alemanha: aquisição ilimitada dos títulos de dívida pública dos países em crise pelo Banco Central Europeu, europeização de dívidas nacionais através de eurobonds, e programas de crescimento para evitar uma depressão da zona euro e para impulsionar a recuperação.

Pode-se imaginar facilmente a celeuma na Alemanha sobre um programa desse tipo: ainda mais dívida! Perder o controle sobre nossos ativos! Inflação! Simplesmente não funciona!

Mas funciona: o crescimento induzido pelas exportações da Alemanha é baseado em programas desse tipo, em países emergentes e nos EUA. Se a China e a América não tivessem distribuído capital parcialmente financiado por dívida nas suas economias desde 2009, a economia alemã teria sofrido um sério golpe. Os alemães devem agora questionar-se se eles, que foram os que mais lucraram com a integração europeia, estão dispostos a pagar por esta o preço devido ou se preferem deixar que ela falhe. Para além da unificação política e fiscal e de políticas de crescimento para o curto prazo, os europeus precisam urgentemente de reformas estruturais dirigidas à restauração da competitividade da Europa. Cada um desses pilares é necessário para que a Europa ultrapasse sua crise existencial.

Entenderemos nós, alemães, a nossa responsabilidade pan-europeia? Certamente não parece que assim seja. Na verdade, raramente esteve a Alemanha tão isolada como agora. Quase ninguém compreende nossa política de austeridade dogmática, que vai contra toda e qualquer experiência, e consideram-nos bastante fora de rumo, senão mesmo dirigindo-nos para o tráfego que vem em sentido contrário. Ainda não é tarde demais para mudar de direção, mas agora temos apenas dias e semanas, talvez meses, em vez de anos.

A Alemanha se destruiu – e à ordem europeia – duas vezes no século vinte, e depois convenceu o Ocidente de que tinha chegado às conclusões certas. Só dessa maneira – refletida vividamente no seu apoio ao projeto europeu – conseguiu a Alemanha consentimento para sua reunificação. Seria simultaneamente trágico e irônico se uma Alemanha restaurada, por meios pacíficos e com a melhor das intenções, trouxesse a ruína da ordem europeia pela terceira vez.

(Joschka Fischer, Público)

(Via @Criacionismo)

segunda-feira, 4 de junho de 2012

"Família, trabalho, festa: três dons de Deus, que se devem encontrar num equilíbrio harmonioso"

Milão (RV) – Famílias provenientes de todo o mundo reuniram-se nesta manhã de domingo com o Santo Padre para participar, na Solenidade da Santíssima Trindade, da Santa Missa no Parque de Bresso, em Milão, por ocasião do VII Encontro Mundial das Famílias. Mais de um milhão de fiéis rezaram com o Pontífice pelas famílias de todo o mundo.
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Depois Bento XVI se deteve sobre o trabalho: “Vemos que, nas teorias econômicas modernas, prevalece muitas vezes uma concepção utilitarista do trabalho, da produção e do mercado. Mas, o projeto de Deus e a própria experiência mostram que não é a lógica unilateral do que me é útil e do maior lucro que pode concorrer para um desenvolvimento harmonioso, o bem da família e para construir uma sociedade justa, porque traz consigo uma competição exasperada, fortes desigualdades, degradação do meio ambiente, corrida ao consumo, mal-estar nas famílias. Antes, a mentalidade utilitarista tende a estender-se também às relações interpessoais e familiares, reduzindo-as a convergências precárias de interesses individuais e minando a solidez do tecido social”.

O Santo Padre destacou ainda que o “homem, enquanto imagem de Deus, é chamado também ao repouso e à festa”. O domingo, dia do Senhor – reafirmou – é também o “dia do homem e dos seus valores: convivência, amizade, solidariedade, cultura, contacto com a natureza, jogo, esporte. É o dia da família, em que se há-de viver, juntos, o sentido da festa, do encontro, da partilha, também com a participação na Santa Missa. Queridas famílias, mesmo nos ritmos acelerados do nosso tempo, não percais o sentido do dia do Senhor! É como o oásis onde parar para saborear a alegria do encontro e saciar a nossa sede de Deus”
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Fonte - Radio Vaticano

Nota DDP: Veja também "Papa quer convencer políticos do 'capital social' da família". Destaque:

O papa Bento XVI, cercado em Milão por milhares de fiéis de 154 países, convocou os poderes públicos a proteger e ajudar a família, que é um imenso "capital social", em nome da coesão social.

Se BXVI pretende a proteção da família pelo Estado e o domingo protege a família, é razoável se perceber que o pano de fundo é a intenção de que se 'proteja' o dia de descanso em primeiro lugar.

Terremoto de 6,6 graus sacode Pacífico ao sul do Panamá

Redação Central, 3 jun (EFE).- Um terremoto de 6,6 graus de magnitude na escala Richter aconteceu às 21h45 (horário de Brasília) no oceano Pacífico ao sul do Panamá, segundo o Serviço de Vigilância Geológica dos Estados Unidos (USGS).

O movimento aconteceu a uma profundidade de 9,7 quilômetros e a uma distância de 526 quilômetros ao sudoeste da capital. Como localidade mais próxima ao epicentro, o USGS cita as cidades de David (a 346 quilômetros) e Santiago (a 356).

Não se informou de danos ou de alerta de tsunami.

Fonte - Uol

Nota DDP: Veja também "Terceiro terremoto atinge Itália em duas semanas".

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Estamos na era dos grandes terremotos?

Uma série de terremotos devastadores atingiram todo o mundo nos últimos anos – desde o Japão, passando pelo Chile e pelo Haiti – provocando receio de que nosso planeta possa enfrentar tremores ainda mais catastróficos no futuro próximo. Três equipes de pesquisa já vasculharam o histórico global de 110 anos de registros sísmicos para tentar descobrir se há uma espécie de tendência de terremotos devastadores. Alguns dizem que sim, outros discordam. Uma dupla de pesquisadores encontrou o que eles chamaram de “megaterremotos”, abalos de magnitude igual ou superior a 9 pontos na Escala Richter. Um grupo de três desses tremores devastadores ocorreu entre 1952 e 1964, incluindo o terremoto de magnitude 9,5 no Chile, em 1960, o maior terremoto já registrado na Terra.

Outro conjunto de fenômenos, ainda maior, aconteceu entre 1950 a 1965 e envolveu terremotos de magnitude igual ou superior a 8,6, contam Charles Bufe e David Perkins, sismólogos do Centro de Pesquisa Geológica dos EUA, em Golden, Colorado. Eles especulam que o terremoto de força 8,4 no Peru, em 2001, pode ter marcado o início de uma nova sequência de grandes terremotos globais que estamos experimentando atualmente.

“Isso não significa o Juízo Final”, tranquiliza Bufe. “Não acredito que grandes terremotos vão ocorrer durante um longo período de tempo. Nós só estamos dizendo que parece haver um agrupamento neste momento, com uma probabilidade maior do que o normal de acontecerem terremotos de grandes proporções”, explica. “Não dá para precisar quanto tempo pode durar esse agrupamento. Se não houver outro grande terremoto em anos, talvez nos próximos 10 ou 12, eu diria que provavelmente estaremos fora do agrupamento”, acredita. [Prefiro não acreditar no que acredita Bufe.]

Bufe sugere que, através do envio de ondas sísmicas que viajam ao redor da superfície do planeta, terremotos muito fortes podem enfraquecer ainda mais as zonas de falhas que já estão muito debilitadas. “Há uma chance de cerca de 50% de vermos outro abalo de magnitude 9 dentro das próximas décadas”, prevê. [...]

O sismólogo Richard Aster e seus colegas, do Instituto de Mineração e Tecnologia, no Novo México, Estados Unidos, observaram o histórico de terremotos juntamente com outros achados recentes para criar um registo de longa duração do tamanho cumulativo de terremotos em todo o mundo. Eles sugerem que houve relativamente baixos índices de grandes terremotos durante os períodos entre 1907 e 1950 e de 1967 até 2004. Por outro lado, eles encontraram uma taxa alta de megaterremotos durante o período de 1950 a 1967 e parece haver outra ascensão a partir de 2004, desde o terremoto devastador de magnitude 9,2 que atingiu a Indonésia e gerou um enorme tsunami no final daquele ano. [...]

(Hypescience)

Nota Michelson Borges:
Os especialistas tentam tranquilizar as pessoas (e não poderíamos esperar algo diferente deles), mas, se estão pesquisando e notando algo diferente no padrão de terremotos, é porque há algo com que se preocupar. É interessante, também, notar que o aumento de frequência e intensidade se deu em anos recentes, a partir da década de 1960.

Palestra: 11 de Setembro Dez Anos Depois





O PowerPoint desta palestra pode ser baixado aqui. E o texto-base pode ser lido aqui.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

'Smartphone é acordo com o diabo'

Ele foi chamado de "a peste que envergonha as empresas para que corrijam falhas de segurança", em perfil da revista "Wired", e foi listado como um dos "dez manipuladores da internet" pela "PC World", graças à influência de suas ações na rede.

O americano Christopher Soghoian, 30, construiu essa reputação, e uma carreira, denunciando brechas em sistemas de companhias, como Google, Facebook e AT&T, que levavam à exposição dos dados de seus usuários.

Ele virá pela primeira vez ao Brasil nesta semana para participar da conferência de direitos humanos e tecnologia RightsCon, que acontece nas próximas quinta e sexta, no Rio.

"MODELO TÓXICO"

Ele participará do painel "O Futuro do Modelo de Negócios On-line", na sexta, às 11h45. Sua visão sobre o tema: o atual modelo de negócios na rede não combina com privacidade e, portanto, não deveria ter futuro.

"Esse modelo apoiado em publicidade, no qual recebemos serviços de graça em troca de nossos dados, é tóxico e fundamentalmente incompatível com a proteção da nossa privacidade", diz Soghoian à Folha por telefone, de Washington, onde mora.

"Apesar de estarmos todos usando serviços gratuitos, é um mau negócio, e deveríamos considerar pagar por e-mails da mesma forma que pagamos por ligações."

Com os usuários pagando, crê o americano, as empresas poderiam (se quisessem) deixar de armazenar dados privados, pois não precisariam mais deles para lucrar.

Com isso, deixariam de ser as fontes às quais os governos recorrem regularmente para vigiar seus cidadãos.

"Nossos dados pessoais estão cada vez mais nas mãos de empresas, e elas ajudam governos na vigilância. Seus papéis como facilitadoras não são bem conhecidos. Meu foco tem sido explorar e expor esse relacionamento."

LEVE PARANOIA

Autor do blog Slight Paranoia ("leve paranoia", em inglês; paranoia.dubfire.net), Soghoian se descreve como "basicamente um hippie".

"É o que a maioria das pessoas pensa quando me vê. Sou vegetariano, tenho cabelo comprido, barba, me desloco de bicicleta e sou o único de camiseta e bermuda em todas as minhas reuniões."

O interesse por aspectos legais da privacidade on-line emergiu em 2006, após ter a casa invadida pelo FBI -ele ensinara, num site, a driblar o controle de segurança nos aeroportos, com cartões de embarque falsos; queria expor a fragilidade do sistema. "Sempre tive problemas com autoridades. Não gosto que me digam o que fazer."

ESPIONAR É BARATO

Soghoian diz que a vigilância governamental ficou mais barata e eficiente com o avanço tecnológico e graças ao apoio das empresas privadas.

Até poucos anos atrás, ter um aparato de vigilância era complexo e caro, o que forçava o governo a limitar os alvos. Hoje, todo mundo pode ser alvo, porque é barato vigiar todos -afinal, boa parte de nós leva um "agente secreto" no próprio bolso: o smartphone.

"Eles são um acordo com o diabo. Ganhamos esses aparelhos extremamente convenientes, mas eles não trabalham em nosso benefício. Aplicativos podem vasculhar dados e enviá-los sem nos consultar. As empresas podem pedir para nossos telefones indicarem onde estamos. O smartphone é como um agente secreto do governo, pelo qual pagamos."

Fonte - Folha

(Via @HelioFurtado)

terça-feira, 29 de maio de 2012

Papa: "Que a unidade de Pentecostes vença a Babel das divisões e inimizades"

Cidade do Vaticano (RV) – O Papa fez hoje um apelo à unidade e à compreensão entre as pessoas, que a seu ver, são muitas vezes “superficiais e difíceis”, não obstante o progresso tecnológico que melhorou as comunicações e reduziu as distâncias geográficas.

Na missa de Pentecostes celebrada na Basílica de São Pedro, no Vaticano, o Pontífice disse que a Igreja tem que ser um “lugar de unidade e de comunhão na verdade, neste momento em que o mundo parece reviver a passagem bíblica da Torre de Babel”:

“Perduram desequilíbrios que muitas vezes geram outros conflitos; o diálogo entre as gerações se faz árduo e muitas vezes, prevalece a contraposição; assistimos fatos cotidianos que apresentam o homem sempre mais agressivo e irritado; compreender-se parece demasiadamente penoso e cada um prefere permanecer dentro de si, concentrado em seus interesses”.

Em seguida, o Papa advertiu que a sociedade atual está vivendo novamente a experiência de Babel, o trecho bíblico que ilustra um reino em que os homens pensam ter tanto poder para chegar ao céu, abrir suas portas e colocar-se no lugar de Deus, que não se dão conta de construírem a torre uns contra os outros.

“Com o progresso da ciência e da técnica, obtivemos o poder de dominar as forças na natureza, de manipular os elementos, de fabricar seres animados, de chegar quase até o próprio ser humano. Nesta situação, rezar a Deus parece algo superado, inútil, porque nós mesmos podemos construir e realizar tudo o que quisermos” – indicou Bento XVI.

“Multiplicamos as possibilidades de comunicar, de trocar informações, de transmitir notícias, mas podemos dizer que aumentou a capacidade de nos entendermos, ou, paradoxalmente, nos entendemos cada vez menos? Não existe entre as pessoas uma sensação de desconfiança, de suspeito, de temor recíproco, ao ponto de parecermos perigosos uns para os outros?” – questionou o Papa.

À multidão de fiéis, 40 cardeais e 50 bispos presentes, o Pontífice afirmou que a Igreja deve ser um “lugar de unidade e de comunhão na verdade”, que propicie o encontro e a comunicação das pessoas, na qual os cristãos não se fechem em si mesmos, mas que se “orientem para o todo”.

Bento XVI instou a viver segundo o espírito da unidade e da verdade, e recordou palavras de São Paulo, afirmando que a vida das pessoas está marcada por um conflito interior entre “os impulsos que provêm da carne e os que provêm do espírito, e não podemos segui-los, todos”.

“Com efeito, não podemos ser ao mesmo tempo egoístas e generosos, seguir a tendência de dominar os outros e sentir a alegria do serviço desinteressado. Temos sempre que escolher que impulso seguir” – disse o Papa, explicando que “as obras da carne são os pecados de egoísmo e de violência, como inimizade, discórdia, invejas e desacordos: são pensamentos e ações que não fazem viver realmente como humanos e cristãos, no amor. Ao contrário, o Espírito Santo nos guia a Deus”.

Fonte - Radio Vaticano

Crise na Europa é 'espiritual e moral'

O papa Bento 16 afirmou que a crise econômica que atinge a Europa é reflexo de um colapso "espiritual e moral". "Quando não encontra indiferença, barreira ou recusa, o discurso sobre Deus acaba por ser relegado para o âmbito subjetivo, reduzido ao fato íntimo e privado, marginalizado da consciência pública. Passa por este abandono, por esta falta de abertura ao transcendente, o coração da crise que fere a Europa, crise espiritual e moral", disse Bento 16 em um discurso para os bispos da CEI (Congregação Episcopal Italiana).

Segundo o Papa, "o homem tem a pretensão de ter uma identidade completa simplesmente em si mesmo" e, "infelizmente, é Deus que fica excluído do horizonte de muitas pessoas".

Fonte - Jornal Agora

Nota Cristo Voltará: É evidente que estamos entrando na fase de procurar os culpados pela crise financeira no mundo. Na Europa já está sendo dito que ela é de natureza espiritual, ou seja, a falta de santificação do domingo

Segundo forte terremoto atinge norte da Itália

Um novo forte terremoto de magnitude 5,6 atingiu o norte da Itália nesta terça-feira (29), poucas horas após um abalo de magnitude 5,8 ter atingido a região, deixando mortos, feridos e danos significativos em várias cidades.

Pelo menos dez pessoas morreram, segundo a polícia, mas o número de vítimas deve crescer.

Três pessoas morreram em San Felice de Panaro no desabamento de uma fábrica. Duas pessoas faleceram na cidade de Mirandola, uma em Concordia e outra em Finale, anunciou o capitão Salvatore Iannizzotto, da polícia de Modena.

De acordo com informações ainda não confirmadas, dois padres faleceram nos desabamentos de igrejas: o pároco da cidade de Rovereto di Novi e o sacerdote da catedral de Carpi, entre as cidades mais prósperas e históricas da região.

"Vamos superar este momento", anunciou emocionado o presidente da República, Giorgio Napolitano.

O premiê italiano, Mario Monti, interrompeu uma reunião para tranquilizar o país e garantir que "o Estado está preparado e fará o possível" ante a inédita emergência.

O número de vítimas é provisório e as autoridades locais tentam coordenar os trabalhos.
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Fonte - G1

Nota DDP: Veja também "Terremoto de 5,9 graus atinge o norte da Itália", "Novo tremor atinge norte da Itália" e "Tremores atingem cidades da Argentina e da China".

‘Poder Global e Religião Universal’

As engrenagens de um engodo espiritual.

A rigor, Poder Global e Religião Universal (Ecclesiae, 2012), do Monsenhor Juan Claudio Sanahuja, não traz informações novas nem secretas, mas traz informações fundamentais expostas de forma ordenada, o que lhes dá uma inteligibilidade que geralmente lhes falta, ainda as reputando a personagens e iniciativas bastante concretas – com o que dá nome aos bois. O leitor brasileiro que opina sobre política já não tem desculpas para ignorar ou dar de ombros diante do projeto totalitário de governo mundial que canta como sereia à elite do ocidente: isso, porque tanto A verdadeira história do Clube Bilderberg (Planeta, 2006), do jornalista espanhol Daniel Estulin, como Corporação (Cultrix, 2008), do scholar inglês Nicholas Hagger, estão publicados no Brasil – claro, são só uma ponta do iceberg, mas pelo menos são uma ponta que abre caminho em nosso mercado editorial. Caminho esse, enfim, que é o mesmo do livro de Mons. Sanahuja, que ainda acrescenta uma peculiaridade aos estudos da matéria: o enfoque da “espiritualidade” que há décadas vem sendo forjada e promovida como caixa de ressonância na qual, para o cidadão comum, fará sentido a destruição sistemática de tudo que de mais honrado temos.

Livros como False Dawn, de Lee Penn, interessam-se mais pela “doutrina” (Helena Blavatsky, Alice Bailey, Barbara Hubbard, Teilhard de Chardin etc.), se assim podemos chamá-la, e pelos grandes promotores da religião universal que se quer baixar como decreto. Já ao Mons. Sanahuja interessam os estratagemas com os quais se baixam o decreto: o desenvolvimento de novos “paradigmas éticos” e “paradigmas religiosos” em uma operação multilateral – e cujo controle foge até mesmo aos grandes engenheiros sociais – de imposição de definições sempre mutáveis de “direitos humanos”, “desenvolvimento sustentável” e outras belas palavras que o leitor bem conhece, e cuja fonte irradiadora próxima o autor localiza nas grandes conferências internacionais da década de 1990, inspiradas no Relatório Kissinger (1974). Mas vamos por partes.

Primeiro: em que consiste o projeto de uma nova religião universal? Consiste na tentativa de “dar uma resposta única e universal a todas as questões que possam ser propostas pelos seres humanos, em qualquer situação em que se encontrem e onde quer que estejam. Para tanto, é necessário, como é lógico, colonizar a inteligência e o espírito de todos e de cada um dos habitantes do planeta”, especificamente através de um “credo religioso”, de todo oposto ao cristianismo (“a ética judaico-cristã não poderá ser aplicada no futuro”, afirmou Hiroshi Nakajima, ex-diretor geral da OMS). O leitor mais precavido poderá fazer um muxoxo ao tentar se lembrar de quando viu, se viu, algum João Batista a pregar o novo Messias da ONU. De fato, são raros os sacerdotes de um novo culto paramentados em praça pública a anunciar seu credo. Mas existem muitos burocratas, ongueiros e professores simpáticos a distribuir, como se fez em setembro do ano passado, em Recife, 50 mil exemplares da Carta da Terra (documento oficial da ONU) em forma de cordel a crianças de escolas públicas (http://www.recife.pe.gov.br/2011/09/30/prefeitura_do_recife_lanca_carta_da_terra_em_literatura_de_cordel_179066.php ). É um dos principais documentos da “espiritualidade ecologista” que põe homem e besta no mesmo nível, ao estilo de um panteísmo verde grosseiro à la Mikhail Gorbachev e sua Cruz Verde Internacional, cujos agentes defendem publicamente a substituição dos Dez Mandamentos pelo decálogo da Carta.

É tortuoso o percurso até a elaboração de um documento como esse. Em 1991, aponta Mons. Sanahuja, uma das agendas de trabalho da UNESCO dava conta da elaboração de uma “ética universal de vida sustentável”. De forma muito clara ali era posta a pedra fundamental do discurso ambiental alarmista que hoje conhecemos bem: “É necessário lembrar a verdade indiscutível de que os recursos disponíveis e o espaço da Terra são limitados” (UNESCO, Diez Problemas Prospectivos de Población, Documento de Trabajo, Caracas, Febrero 1991, pp. 6-9).

Vale a pena aqui citar mais extensamente Poder Global e Religião Universal:

“Nestes documentos de trabalho, a nova ética aparece quase como um paradigma messiânico: um ‘chamado a viver uma nova ética que terá que iluminar as interrelações complexas entre os fatores econômicos, o meio-ambiente e a população’. Seus preceitos, afirmam, deverão guiar a tomada de decisões dos governos, já que estas ‘não deverão ser consideradas como medidas sobre assuntos nacionais, mas sobre assuntos de interesse internacional’, pois, por exemplo, o alto crescimento demográfico de um país pobre cria necessariamente um fluxo migratório para países com melhor nível de desenvolvimento, os quais não têm capacidade de acolher novos imigrantes.”..
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Fonte - Mídia sem Máscara


Nota DDP: Embora o ensaio se afaste para outras concepções idelógicas, é interessante perceber como as questões atuais já demonstram ao observador comum o que ocorrerá com a instituição de uma "religião unificada" nos últimos dias dessa terra.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Livro prova: o diabo é o pai do rock

O que Sammy Davis Junior e Jayne Mansfield têm em comum? Acredite: o talentosíssimo ator-cantor-dançarino e a “sex symbol” eram satanistas. Isso está em Lucifer Rising – Sin, Devil Worship and Rock’n’Roll (em tradução livre: Pecado, Adoração ao Diabo e Rock’n’Roll), livro do inglês Gavin Baddeley que acabei de ler. Não saiu no Brasil, mas é escrito num inglês descomplicado e bem acessível. O livro conta a história do satanismo e sua influência na cultura pop. Não tenta converter ninguém, apenas relata como a figura do “Diabo” surgiu e se popularizou por meio da música e do cinema. Baddeley faz um breve histórico do satanismo desde o Velho Testamento, traça perfis de figuras importantes do movimento, como o ocultista Aleister Crowley e o famoso Anton La Vey, líder da Igreja de Satã, e relata como o rock se apropriou da figura do “coisa ruim”. A maior parte do livro é dedicada a explicar como o Diabo e o rock se tornaram unha e carne.

O autor fala de antigos “bluesmen” como Robert Johnson, que supostamente vendeu sua alma ao tinhoso numa encruzilhada (e relatou a história na clássica “Crossroads”), conta o fascínio que bandas dos anos 60 como Black Sabbath, Led Zeppelin e Stones tinham pelo ocultismo e chega aos grupos de black metal noruegueses que queimavam igrejas nos anos 90.

Muita coisa no livro foi novidade para mim. Não conhecia bandas como Coven e Black Widow, que faziam rock satanista nos anos 60 e 70 e nunca tinha ouvido falar do Black Arts Festival, considerado o “Woodstock de Satã”, um festival de rock que deveria ter acontecido em 1969, nos Estados Unidos, mas que acabou proibido pela polícia.

Baddeley incluiu entrevistas que fez com figuras como o próprio La Vey, o cineasta Kenneth Anger e músicos como Glenn Danzig, Glen Benton (Deicide), Genesis P-Orridge (Psychic TV) e Count Grishnackh (Varg Vikernes), da banda norueguesa Mayhem, um satanista fanático que assassinou o colega Euronymous.

(André Barcinski, Folha.com)

Nota Michelson Borges:
Cada vez me convenço mais de que o rock (e estilos musicais assemelhados), quando usados para “louvar” a Deus, causam uma terrível mistura entre o sagrado e o profano, desonrando, na verdade, o nome de Deus. Leia o artigo “O poder da música” para conhecer mais detalhadamente as nuances de um tema que tem gerado acaloradas discussões no meio cristão.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Geração perdida e a sombra do futuro

Clique aqui para assistir ao vídeo.

Nota Michelson Borges: Parece haver três tendências de cumprimento profético com relação ao decreto dominical: (1) o ECOmenismo, capaz de oferecer um bom argumento para a imposição de um dia cujo objetivo seria “salvar a Terra”; (2) o aumento da controvérsia entre criacionismo e evolucionismo, que, com a ajuda da mídia e de escritores e professores universitários ultradarwinistas, tem associado cada vez mais o termo pejorativo “fundamentalista” àqueles que creem na literalidade dos primeiros capítulos de Gênesis; e (3) a crise econômica que exige mudanças profundas na sociedade, entre elas, maior dedicação à família, menos consumismo e mais trabalho (inclusive com a suspensão de feriados religiosos em favor de um dia apenas para descanso, o domingo). O cenário profético para o desfecho da história (sem nos esquecermos dos demais sinais, como terremotos, doenças, fome, etc.) está cada vez mais claro.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

O suicídio econômico da Europa

O "New York Times" noticiou no sábado um fenômeno que parece ser crescente na Europa: suicídios "devidos à crise econômica" --pessoas que se matam por desespero devido ao desemprego e à falência comercial. Foi uma reportagem de partir o coração. Mas estou certo de que eu não fui o único leitor dela, especialmente entre economistas, a se indagar se o fenômeno mais amplo não dirá respeito não tanto a indivíduos quanto à aparente determinação dos líderes europeus em cometer o suicídio econômico da Europa como um todo.

Poucos meses atrás, eu sentia alguma esperança em relação à Europa. Você talvez se recorde que no final do outono europeu passado a Europa parecia estar à beira do derretimento financeiro, mas que o Banco Central Europeu, o equivalente europeu ao Fed, veio socorrer o continente. Ele ofereceu aos bancos da Europa linhas de crédito sem prazo fixo para terminar, desde que dessem como garantia os títulos de dívida de governos europeus. Isto garantiu apoio direto aos bancos e apoio indireto aos governos, pondo fim ao pânico.

A questão era, então, se essa ação corajosa e efetiva assinalaria o início de uma revisão mais ampla, se os líderes europeus aproveitariam a brecha criada pelo banco para reconsiderar as políticas que tinham levado as coisas àquela situação, em primeiro lugar.

Mas eles não o fizeram. Ao invés disso, reafirmaram suas políticas e ideias falidas. E está ficando cada vez mais difícil acreditar que qualquer coisa os fará mudar de rumo.

Considere a situação atual na Espanha, que hoje está no epicentro da crise. Ignore o discurso sobre recessão: a Espanha se encontra numa depressão plena, com o índice de desemprego geral em 23,6%, comparável ao dos EUA na pior fase da Grande Depressão, e o índice de desemprego entre os jovens passa dos 50%. As coisas não podem continuar assim, e a percepção de que não podem é o que está empurrando os custos de crédito da Espanha cada vez mais para cima.

De certa maneira, não interessa realmente como a Espanha chegou a este ponto. Mas, já que estamos falando nisso, a história espanhola não guarda nenhuma semelhança com as histórias com moral tão apreciadas pelas autoridades europeias, especialmente as da Alemanha. A Espanha não era fiscalmente perdulária: na véspera da crise o país tinha dívida baixa e um superávit orçamentário. Infelizmente, também tinha uma enorme bolha imobiliária, bolha essa possibilitada em parte por enormes empréstimos feitos por bancos alemães a bancos espanhóis. Quando a bolha estourou, a economia espanhola ficou sem recursos. Os problemas fiscais da Espanha são consequência da depressão da Espanha, e não sua causa.

Mesmo assim, a receita que emana de Berlim e Frankfurt é --sim, você adivinhou-- ainda mais austeridade fiscal.

Para falar francamente, isto não é apenas uma insanidade. A Europa já teve vários anos de experiência com programas de austeridade rígidos, e os resultados são exatamente o que os estudantes de história previam que aconteceria: esses programas empurraram economias deprimidas ainda mais para baixo, numa depressão ainda mais profunda. E, pelo fato de os investidores analisarem o estado da economia de um país quando avaliam sua capacidade de saldar dívidas, os programas de austeridade nem sequer têm funcionado para reduzir os custos do crédito.

Qual é a alternativa? Bem, na década de 1930 --uma era que a Europa moderna está começando a reproduzir com fidelidade crescente--, a condição essencial para a recuperação foi o abandono do padrão ouro. A medida equivalente hoje seria o abandono do euro e a restauração das moedas nacionais. Você pode dizer que isso é inconcebível, e, de fato, seria um evento tremendamente perturbador, tanto econômica quanto politicamente. Mas continuar no rumo atual, impondo austeridade cada vez mais intransigente a países que já estão sofrendo desemprego típico da Grande Depressão --isso, sim, é o que é realmente inconcebível.

Assim, se os líderes europeus quisessem realmente salvar o euro, estariam procurando uma saída alternativa. E, na realidade, a forma que tal alternativa assumiria está bastante clara. A Europa precisa de mais políticas monetárias de expansão, sob a forma de uma disposição anunciada da parte do Banco Central Europeu de aceitar uma inflação um pouco mais alta. Ela precisa de mais políticas fiscais de expansão, sob a forma de orçamentos na Alemanha que se contraponham à austeridade na Espanha e outros países em crise na periferia do continente, ao invés de reforçar a austeridade. Mesmo com essas políticas, os países periféricos enfrentariam anos de dificuldades. Mas pelo menos haveria alguma esperança de recuperação.

Mas o que estamos testemunhando na realidade é a inflexibilidade completa. Em março, líderes europeus assinaram um pacto fiscal que, na prática, define a austeridade fiscal como resposta a todos e quaisquer problemas. Enquanto isso, autoridades chaves no banco central estão fazendo questão de destacar a disposição do banco em elevar os juros diante do menor sinal de alta na inflação.

Assim, é difícil evitar um sentimento de desesperança. Ao invés de admitir que estavam errados, os líderes europeus parecem estar determinados a empurrar sua economia --e sociedade-- penhasco abaixo. E o mundo inteiro pagará o preço.

Fonte - Folha

Nota DDP: Uso como comentário ainda outra notícia:

A saída da Grécia da Zona Euro não seria «o fim de uma evolução negativa», mas «o início de uma evolução ainda mais negativa», defendeu esta sexta-feira o presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz.

«Muitos veem o final de uma evolução negativa, para mim [seria] o início de uma evolução ainda mais negativa», disse Martin Schulz, em declarações à rádio alemã, Deutschlandfunk, a partir de Atenas, onde se irá reencontrar com o Presidente grego, Carolos Papoulias.

«Eu não disse que essa opção não existia, mas considero-a muito arriscada», afirmou, ao apontar que, na eventualidade disso suceder, a economia grega entraria em colapso «em dias».



"O Mundo pagará o preço."

Mais terremotos abalam Japão, Itália e Brasil

Um terremoto de 6,2 graus na escala aberta de Richter sacudiu neste domingo o nordeste do Japão sem que se tenha informado de vítimas nem danos materiais, informou a Agência Meteorológica japonesa, que não emitiu alerta de tsunami. O tremor aconteceu às 16h20 (horário local, 4h20 de Brasília) e teve seu epicentro no Oceano Pacífico frente ao litoral da província de Iwate, uma das assoladas pelo devastador terremoto e tsunami que em março do ano passado causou mais de 19 mil mortos. O terremoto foi sentido sobretudo nas províncias de Iwate e Miyagi, onde em alguns pontos alcançou 3 graus na escala fechada japonesa de 7, que se centra mais nas zonas afetadas que na intensidade do tremor. Além disso, foi sentido com menor intensidade em outras nove províncias, entre elas Hokkaido e Aomori (norte). Oito minutos depois houve nessa mesma região uma réplica de 5,7 graus Richter que afetou principalmente Iwate. O nordeste do Japão foi sacudido no dia 11 de março de 2011 por um terremoto de 9 graus Richter, com epicentro no Pacífico em frente ao litoral de Miyagi, desencadeando um devastador tsunami que, além de milhares de mortos e desaparecidos, causou em Fukushima o pior acidente nuclear desde o de Chernobyl. [Fonte]

Um forte terremoto de 5,9 graus de magnitude atingiu a Itália neste domingo, informou a Defesa Civil do país. Segundo as autoridades, pelo menos cinco pessoas morreram e outras 50 estão feridas, após o tremor que afetou a região de Bondeno e Emilia Romagna. [...] Após a réplica de magnitude 4,9 graus na escala Richter que sacudiu o norte da província de Modena às 5h03 (horário local, 0h03 de Brasília) - uma hora depois do terremoto de magnitude 5,9 sentido em todo o nordeste da Itália -, aconteceram desmoronamentos.

Segundo Demetro Egli, responsável de Defesa Civil da região e dos bombeiros, que já estão trabalhando na região, pode haver pessoas presas. Também a igreja de San Felice sul Panaro, na província de Modena, veio abaixo após o terremoto, assegura Defesa Civil.

Na localidade de Mirandola, província de Ferrara, os doentes em estado grave do hospital local foram removidos, assim como os idosos de um asilo, informa a Defesa Civil.

O tremor, que teve seu epicentro a 5 quilômetros a leste da localidade de San Felice sul Panaro, segundo o Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia da Itália, foi precedido por outros dois, um de intensidade 4,1 - umas três horas antes do principal - e outro, de 2,2 graus.

Em várias cidades, segundo informa a imprensa local, muitas pessoas saíram para as ruas em pânico ao sentir o tremor, que durou cerca de 20 segundos. Segundo o Serviço de Vigilância Geológica dos Estados Unidos (USGS), o tremor foi registrado a uma profundidade de 10,1 quilômetros.

Os italianos reviveram o terremoto de Abruzos (centro da Itália) que no dia 6 de abril de 2009 teve uma magnitude de 5,8 graus na escala Richter, provocou a morte de 308 pessoas, 1.600 feridos e milhares de deslocados, devastando povoados da região e o centro histórico da cidade de Áquila. [Fonte]

Dois tremores de terra assustaram os moradores de Montes Claros, no Norte de Minas Gerais, neste sábado (19). De acordo com o chefe do Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (UnB), Lucas Barros, o mais forte foi registrado às 10h50, com duração de três segundos e intensidade entre 4,0 e 4,5 graus na escala Richter. O segundo tremor foi registrado às 14h. [...]

As imagens de uma câmera do circuito interno de um shopping popular registraram a correria no momento do tremor de terra. Várias pessoas assustadas foram para o meio da rua. De acordo com o Corpo de Bombeiros, foram recebidas mais de 300 ligações desde às 11h, mas não houve registro de feridos.

Os bombeiros de Montes Claros disseram também que houve aproximadamente 40 solicitações para vistorias em edificações que sofreram algum tipo de rachadura. A Universidade Estadual de Montes Claros e o Shopping Popular estão entre elas.

Montes Claros fica a 417 quilômetros de Belo Horizonte. [Fonte]

Fonte - Criacionismo

quarta-feira, 16 de maio de 2012

'Estamos precisados de entrar numa nova ordem mundial'

O ex-Presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas Diogo Freitas do Amaral considerou hoje que está para breve uma nova ordem mundial e defendeu que ela seja construída com base na Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Ao participar num debate sobre direitos humanos promovido pela Amnistia Internacional e pela Universidade Lusófona, o ex-ministro dos Negócios Estrangeiros fez um resumo da história da Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), aprovada pela ONU em 1948.

Referindo-se à atualidade, admitiu que, "a pretexto da luta contra a crise económica, [o mundo vive] outra vez uma fase baixa, uma fase difícil, quase de parêntesis" na DUDH, mas recordou, citando a história, que "uma vez aprovados, estes textos internacionais acabam por triunfar" quando as circunstâncias permitem "repensar tudo outra vez".

"O meu voto é de que nessa nova ordem mundial, em que não somos capazes de adivinhar como vai ser, a DUDH continue a ser uma peça fundamental porque é na base do respeito da dignidade do homem que se pode passar para um mundo melhor".

Para Freitas do Amaral, "a ordem mundial que resultou do final da II Guerra Mundial, que se corporizou na ONU e na DUDH, está a chegar ao fim ou pelo menos está no fim de um primeiro ciclo".

"O poder soviético desapareceu, está a emergir o poder chinês, os EUA estão a perder força e influência, a Europa está mergulhada numa crise da qual não consegue sair, ou pelo menos até agora não conseguiu e já lá vão três ou quatro anos, e por isso está tudo em causa", exemplificou o fundador do CDS-PP.

Referindo-se ainda ao "perigo nuclear no Irão e na Coreia do Norte", afirmou que o mundo se sente "um pouco impotente para resolver esses grandes problemas".

"Estamos precisados de entrar numa nova ordem mundial e já temos quase todos os elementos necessários para a construir, não vai tardar muito. Quer a Europa resolva a sua crise, quer não; quer o Euro se mantenha, como eu desejo, quer expluda, vamos ter uma nova ordem mundial muito em breve", antecipou.

Fonte - Diário de Notícias (Via @OTempoFinal)

Forças Armadas dos EUA desenvolvem chips espiões para soldados

Governo alega apenas querer benefícios de “saúde” com os nanosensores

As forças armadas americanas querem implantar nanosensores nos soldados para monitorar sua saúde em futuros campos de batalha e responder imediatamente às suas necessidades, mas especialistas em privacidade alertam que o avanço é apenas mais um passo no caminho que levará à obrigatoriedade de chips para todos os cidadãos.

Nunca será o caso de o governo lhe apontar uma arma e dizer: ‘Você vai usar um chip de rastreamento’”, disse Katherine Albrecht, coautora, junto com Liz McIntyre, de “Spychips” (Chips Espiões), um livro que alerta para a ameaça à privacidade representada pela RFID, ou identificação de radiofrequência.

“Sempre são passos gradativos. Se você colocar em uma pessoa um microchip que não a rastreia... todos dirão, ‘Ah vá’”, disse ela. “Será interessante ver aonde isso vai chegar”.
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Albrecht disse que a ação é outro passo no caminho de ter chips implantados em todas as pessoas, que poderiam muito bem monitorar a saúde, mas também outras áreas da vida.

Os microchips, diz ela, já são comuns em animais estimação em várias partes do país, e que a sua aceitação tornará mais fácil para exigir o mesmo para pessoas.

Ela afirma que já se esperava que a população confinada, como prisioneiros e tropas, seria a primeira sujeitada à obrigação, o que tornaria mais fácil para o público geral também aceitá-lo.

“É interessante”, disse ela. “Estou surpresa com a apatia dessa geração nova. Eles não enxergam o problema… ‘Por que alguém não iria querer ser rastreado?’”

Mas ela afirma que todos os americanos terão que decidir e dizer não a esses vanços gradativos, ou então quando as autoridades finalmente lançarem a ideia de chips para todos, querendo eles ou não, será tarde demais para decidir.

“A analogia que faço é [a de um trem], e se estou na Califórnia e não quero ir parar em New City, cada parada me leva mais próximo”, afirma. “Em algum momento, terei que descer do trêm”.

Albrecht também ajudou a desenvolver e lançar um novo projeto chamado StartPage, que agora está processando 2 milhões de solicitações de busca por dia.

O benefício da página é a sua privacidade. O site explica que cada vez que uma pessoa utiliza um típico site de busca, como o Google, “os dados da sua busca são armazenados”.

“Eles então armazenam as informações em um enorme banco de dados”, explica.

Como resultado, os empresários americanos e o governo têm acesso a “uma quantidade impressionante de informações sobre você, como seus interesses, circunstâncias familiares, inclinações políticas, condições de saúde e mais”.
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O WND também noticiou que existem alertas sobre um chip de radiofrequência que permitiria a identificação de indivíduos por agentes do governo simplesmente ao passarem por eles.

A proposta, que recebeu o apoio de Janet Napolitano, diretora do Departamento de Segurança Interna, iria implantar chips de radiofrequência em carteiras de motorista, ou “carteiras de motorista aprimoradas”.

“Carteiras de motorista aprimoradas dão a garantia de que a pessoa portando a carteira seja a sua verdadeira dona, e é menos complicada do que o REAL ID (Documento de Identidade Real)”, disse Napolitano em uma reportagem do Washington Times.

O REAL ID foi um plano para um sistema federal de identificação padronizado por toda a nação que preocupou tanto os governadores que muitos estados adotaram planos formais para impedi-lo. No entanto, um defensor da privacidade disse ao WND que a carteira de motorista aprimorada é muito pior.

O WND também noticiou anteriormente sobre tais chips quando os hospitais os usavam para identificar recém-nascidos, quando uma empresa foi encarregada de implantar dispositivos eletrônicos em imigrantes, quando uma exposição de saúde do governo os demonstrou e quando o Wal-Mart utilizou microchips para rastrear clientes.

Fonte - Mídia Sem Máscara

Nota DDP: Sempre lembrando que a marca da besta NÃO se refere com qualquer tipo de chip, no entanto, tais sistemas eletrônicos certamente serão utilizados para impedir de "comprar e vender" quem não se submeter aos devaneios de satanás.

Mundo vive “estresse hídrico” e nem as grandes economias escapam

Relatório da consultoria Maplecroft mostra que o uso insustentável da água põe em risco negócios, agricultura e populações em países pobres, ricos e emergentes

São Paulo – A equação é de assustar. Embora repleto de rios, mares e oceanos, o planeta Terra tem apenas 3% de água doce disponível para o consumo de cerca de 7 bilhões de pessoas. Abundante em alguns países, escasso em outros, esse recurso natural essencial para a sobrevivência humana é usado intensamente pela agricultura, indústria e em atividades domésticas – só que de forma cada vez mais insustentável.

 É o que alerta um novo relatório da consultoria britânica de risco Maplecroft, que avaliou a pressão sobre a demanda de água em mais de 160 países. O resultado precoupa. Economias em crescimento como China e Índia, e até mesmo a maior do mundo, Estados Unidos, são identificadas pela empresa de análise tendo grandes regiões geográficas e setores da economia onde a demanda de água está superando a oferta.

Segundo a Maplecroft, a situação tem o potencial de limitar o crescimento econômico, restringindo atividades empresariais e agrícolas. E à medida que aumenta a insegurança hídrica, cresce também o medo em relação à capacidade de produzir alimentos suficientes para alimentar o mundo.
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"O bombeamento de águas subterrâneas é uma opção politicamente atraente para aliviar questões de curto prazo de estresse hídrico, mas tem graves consequências a longo prazo", afirma Charlie Beldon, analista da Maplecroft. "As fontes podem secar ou água salgada pode acabar sendo ‘arrastada’ para a oferta, tornando o recurso inútil para o consumo comercial, doméstico e agrícola".

Fonte - Exame

Vaticano: Papa pede respeito pelo descanso dominical

Bento XVI sublinha necessidade de «equilíbrio» no mundo laboral para ajudar famílias

Cidade do Vaticano, 16 mai 2012 (Ecclesia) – Bento XVI apelou hoje no Vaticano ao respeito pelo domingo como “dia de descanso”, pedindo atenção às necessidades das famílias na sua relação com o mundo do trabalho.

O Papa falava perante milhares de peregrinos reunidos na Praça de São Pedro, para a audiência pública desta semana, evocando a celebração, esta terça-feira, do Dia Internacional das Famílias, promovida pela ONU e dedicada este ano ao “equilíbrio entre duas questões estreitamente ligadas: a família e o trabalho”.

“Este último não deveria colocar obstáculos à família, mas, pelo contrário, sustentá-la e uni-la, ajudá-la à abrir-se à vida e a entrar em relação com a sociedade e com a Igreja”, disse.

Bento XVI pediu, neste contexto, que “o domingo, dia do Senhor e Páscoa da semana, seja dia de descanso e ocasião para reforçar os laços familiares”.
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Fonte - Ecclesia 

Nota DDP: Não por mera coincidência, o que evidencia o entrelaçamento do braço religioso com o político, noticia a Radio Vaticano que a "ONU pede condições de trabalho favoráveis às famílias", de onde se pode destacar:

"Evocando o tema do próximo Encontro Mundial das Famílias, “A família, o trabalho e a festa”, Ban destaca a necessidade do equilíbrio trabalho-família, ou seja, de ajudar os trabalhadores a sustentaram financeira e emocionalmente suas famílias, contribuindo, ao mesmo tempo, com o desenvolvimento sócio-econômico."

Mais do que isso, pode ainda ser aproveitado no contexto, o severo quadro de crise econômica vivido pela Europa, trazendo para o debate político e religioso, também o vetor econômico, como a mesma Radio Vaticano noticia em "Caritas preocupada com a situação na Europa".

Ainda sobre o destaque do representante da ONU sobre “A família, o trabalho e a festa” lembramos as considerações de BXVI sobre o evento programado para iniciar-se em 29 de Maio próximo:

"Por isso –continua–, é necessário promover uma reflexão e um compromisso para conciliar as exigências e os tempos do trabalho com os da família e a recuperar o verdadeiro sentido da festa, especialmente do domingo, páscoa semanal, dia do Senhor e dia do homem, dia da família, da comunidade e da solidariedade".

Alguma dúvida sobre o que o braço político (ONU), está a promover do braço religioso (Vaticano)?

Maranata.

terça-feira, 15 de maio de 2012

O domingo é designado como dia de repouso por causa de um tornado

Na noite de 28 de fevereiro deste ano (terça-feira), um tornado F2 (na escala de F0 - F5) destruiu centenas de casas e matou várias pessoas nos estados de Kansas e Missouri, nos EUA. Poucos dias depois, "o domingo foi designado como dia de descanso na minúscula cidade de Harveyville (Kansas), duramente atingida pelo tornado".

O objetivo desta proposta, aparentemente, foi de apenas proporcionar folga aos trabalhadores para que muitos se dispusessem como voluntários na prestação de auxílio humanitário aos desabrigados. Todavia, a relação entre "calamidades naturais" e "descanso dominical obrigatório" não deve ser subestimada dentro do contexto profético:

"Declarar-se-á que os homens estão ofendendo a Deus pela violação do descanso dominical; que este pecado acarretou calamidades [naturais] que não cessarão antes que a observância do domingo seja estritamente imposta". O Grande Conflito, p. 590. A profecia mostra que o dia de adoração do sol (SUN-DAY) será estabelecido mediante ato legislativo, e o sábado do sétimo dia - o verdadeiro dia de repouso - será ignorado. É ainda oportuno lembrar que há precedente histórico de perseguição aos cristãos por causa de "calamidades naturais". Na época do Império Romano, por exemplo, o imperador Marco Aurélio (161-180 d.C.), ao mesmo tempo um homem culto e supersticioso, perseguiu sem compaixão os cristãos do Império:

“Durante os primeiros anos do seu reinado, as invasões, inundações, epidemias e outros desastres pareciam suceder uns aos outros sem trégua alguma. Logo correu a voz de que tudo isto se devia aos cristãos, que haviam atraído sobre o Império a ira dos deuses, e se desatou então a perseguição”. Justo González, Uma História Ilustrada do Cristianismo, Vol. 1, pág. 74. Não falta muito para a história se repetir...

Fonte - Minuto Profético
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