“O capelão da Universidade Católica Portuguesa (UCP), padre Hugo Santos, considera que o encontro em Jerusalém do Papa Francisco com o Patriarca Bartolomeu de Constantinopla em maio é um “estímulo” no caminho da unidade das Igrejas.
“O encontro anunciado para maio, em Jerusalém, entre o Papa Francisco e o Patriarca Bartolomeu de Constantinopla, cuja finalidade principal é comemorar o histórico encontro dos seus predecessores há 50 anos no mesmo local, pode servir de estímulo para recuperar um entusiasmo renovado no caminho da unidade visível das Igrejas e à reflexão do tipo de primado nelas exercido”, escreve o padre Hugo Santos num artigo de opinião publicado no semanário digital ECCLESIA desta quinta-feira.
“O Papa afirma que será uma peregrinação de oração, decerto também pela causa do ecumenismo”, acrescenta.
No dia 5 de janeiro de 1964, em Jerusalém, o Papa Paulo VI encontrou-se com o Patriarca Atenágoras de Constantinopla, “o bispo que preside na honra a todos os fiéis ortodoxos, e cujo predecessor, Miguel Cerulário, tinha sido excomungado pelos enviados de Roma a Constantinopla, no século XI, dando início formal ao Cisma do Oriente que progressivamente foi separando cristãos católicos e ortodoxos ao longo dos séculos”, relata o padre Hugo Santos, capelão da Universidade Católica Portuguesa.
Na opinião do padre Hugo Santos este momento marcou um “passo necessário” que teve como desenvolvimento, em 1979, o estabelecimento da Comissão Internacional Conjunta da Igreja Católica e da Igreja Ortodoxa, pelo Papa João Paulo II e o Patriarca Demétrio de Constantinopla e cuja missão é “o aprofundar de ambas as partes do conhecimento mútuo do património doutrinal, litúrgico e tradicional das Igrejas em ordem ao caminho da unidade que se manifesta sempre como dom de Deus”, explica.
A partir dessa altura ocorreram algumas dificuldades em especial no que diz respeito “ao entendimento comum sobre a missão do Papa, o chamado ministério petrino, visto que os ortodoxos reconhecem no sucessor de Pedro um primado de honra e de caridade, mas não de jurisdição, ou seja o Papa, para os ortodoxos, não teria um poder imediato, pleno e universal sobre todas as Igrejas particulares, como aquele que o Papa tem na Igreja Católica em relação a todas as dioceses, e por isso, na conceção ortodoxa do primado, o Papa teria apenas um poder representativo como sinal de unidade entre todas as Igrejas”, conclui o capelão da Universidade Católica Portuguesa no artigo de opinião publicado no semanário digital ECCLESIA desta quinta-feira.
O Papa Francisco visita a Terra Santa entre 24 e 26 de maio que tem como objetivo principal assinalar o 50º aniversário do histórico encontro entre Paulo VI e o patriarca Atenágoras da Igreja Ortodoxa.
Francisco vai passar pela capital da Jordânia, Amã, por Belém, na Palestina e Jerusalém, onde se vai encontrar na Basílica do Santo Sepulcro com todos os representantes das Igrejas cristãs.”
Fonte: Agência Ecclesia
Nota O Tempo Final: seria muito ingénuo pensar que os objetivos da visita papal à Terra Santa se iriam resumir às questões da paz e segurança, nomeadamente na Síria.
Esta admissão do Padre Hugo Santos apenas confirma o que esperávamos: este é mais um esforço para trazer todos até ao regaço de Roma.
sábado, 18 de janeiro de 2014
sexta-feira, 17 de janeiro de 2014
NSA espionou cerca de 200 milhões de SMS por dia
(ANSA) - A Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA, na sigla em inglês) espionou mais de 200 milhões de mensagens de texto de celular (SMS) por dia entre usuários desprevenidos do mundo.A agência teve acesso a dados que vão desde a agenda de contatos até detalhes de cartões de crédito destas pessoas, apontou documento divulgado pelo jornal "The Guardian" e pelo canal televisivo "Channel 4" com a ajuda do ex-analista dos serviços secretos dos Estados Unidos Edward Snowden.
O nome de código deste programa é Dishfire que, de acordo com Snowden, recolhe "praticamente tudo o que pode" de uma forma que poderia ser chamada de aleatória.
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
O patriarca Bartolomeu e o primaz anglicano Welby se encontram em Istambul
"Dar continuidade às relações e intensificar a cooperação para dar um testemunho comum, em particular na Europa": estes são os propósitos expressados pelo patriarca ecumênico e arcebispo de Contantinopla, Bartolomeu, e pelo primaz da comunhão anglicana e arcebispo de Canterbury, Justin Welby, em seu encontro acontecido nesta segunda e terça-feira em Istambul.
Ambos reiteraram a importância do diálogo teológico em andamento e o compromisso entre a Igreja ortodoxa e os anglicanos. O colóquio é o primeiro desde que Welby foi entronizado como arcebispo de Canterbury. De acordo com L’Osservatore Romano, "os dois dias foram caracterizados por um clima de grande amizade".
Ambos os líderes religiosos manifestaram em particular a "preocupação com a injustiça presente em muitas partes do mundo" e rezaram pelos pobres e pelos oprimidos, pela paz e pela justiça em todo o mundo, especialmente no Oriente Médio. Bartolomeu e Welby destacaram a importância de "promover uma consciência maior sobre a defesa dos valores cristãos, da dignidade humana e dos direitos religiosos".
Bartolomeu, em seu discurso de boas-vindas, recordou que "a aproximação entre as duas Igrejas foi ajudada em grande medida pelo intercâmbio de estudantes" e manifestou o desejo de que o intercâmbio continue no futuro. O patriarca explicou que a escola teológica em Halki oferecia bolsas a estudantes anglicanos; quando for reaberta, a tradição deverá ser retomada.
Por sua vez, o primaz anglicano se disse satisfeito com a oportunidade do encontro e com a vista a Istambul. "Esta cidade deixou marca no cristianismo em seu conjunto, com uma variedade de formas". A seguir, denunciando quem utiliza a religião como desculpa para a violência, o primaz anglicano recordou o testemunho do patriarcado ecumênico: "Vocês demonstraram ao longo dos séculos o martírio a que estamos chamados na Escritura, o chamado a testemunhar com as palavras e com a vida. Um chamado mais importante do que a própria vida". Welby ofereceu a sua oração pelos dois bispos de Aleppo que foram sequestrados.
Dirigindo-se a Bartolomeu, Welby declarou: "Você mesmo deu o exemplo de paz e de reconciliação na sua histórica visita por ocasião do início do pontificado do papa Francisco. Istambul é o cruzamento entre a Europa e a Ásia. É o lugar em que duas grandes religiões se encontram. Seu significado para o comércio é enorme e ela continua nos recordando a importância da Turquia como nação industrial e comercial. Comércio e negócios podem ser objeto de cobiça, mas, na graça de Deus, podem abrir caminho para o diálogo entre as nações".
Ao longo destes meses de pontificado do papa argentino, já assistimos a alguns gestos e momentos de proximidade entre as igrejas.
Francisco recebeu Bartolomeu, patriarca ecumênico de Constantinopla, no dia 20 de março, quando ele foi ao Vaticano para a cerimônia de início do pontificado.
Em 30 de novembro, festa do apóstolo Santo André, padroeiro do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla, uma delegação da Santa Sé participou das celebrações em Istambul, onde foi lida a mensagem do papa Francisco que recordava a "dramática situação de tantos povos que, vítimas da violência e da guerra, estão sofrendo a fome, a pobreza e graves desastres naturais". Também mencionou a situação dos cristãos no Oriente Médio e o seu direito de permanecer nos seus países. O papa reiterou que "o diálogo, o perdão e a reconciliação são os únicos caminhos possíveis para resolver o conflito".
Quando Francisco recebeu a delegação ortodoxa, em 29 de junho, destacou que "a busca da unidade entre os cristãos é uma urgência da qual hoje, mais do que nunca, não podemos escapar". Ele encorajou os cristãos a "não ter medo do encontro e do verdadeiro diálogo".
O arcebispo Welby também teve a oportunidade de se reunir com Francisco. Foi em 14 de junho, quando ele foi recebido no Vaticano. O primaz anglicano tomou posse numa solene cerimônia como novo arcebispo de Canterbury no último dia 21 de março, apenas dois dias depois da missa de início do pontificado de Francisco. Foi por isso que Welby não pôde viajar a Roma naquela ocasião.
No encontro entre Welby e Francisco, o Santo Padre recordou que, entre a Igreja da Inglaterra e a Igreja de Roma, "as últimas décadas se caracterizaram por um caminho de aproximação e de fraternidade, que devemos agradecer a Deus". Ele afirmou também que aquele dia foi "uma ocasião para recordar que o compromisso da unidade entre os cristãos não deriva de razões práticas, mas da vontade do Senhor Jesus Cristo, que nos tornou seus irmãos e filhos de um único Pai".
Fonte - Zenit
Ambos reiteraram a importância do diálogo teológico em andamento e o compromisso entre a Igreja ortodoxa e os anglicanos. O colóquio é o primeiro desde que Welby foi entronizado como arcebispo de Canterbury. De acordo com L’Osservatore Romano, "os dois dias foram caracterizados por um clima de grande amizade".
Ambos os líderes religiosos manifestaram em particular a "preocupação com a injustiça presente em muitas partes do mundo" e rezaram pelos pobres e pelos oprimidos, pela paz e pela justiça em todo o mundo, especialmente no Oriente Médio. Bartolomeu e Welby destacaram a importância de "promover uma consciência maior sobre a defesa dos valores cristãos, da dignidade humana e dos direitos religiosos".
Bartolomeu, em seu discurso de boas-vindas, recordou que "a aproximação entre as duas Igrejas foi ajudada em grande medida pelo intercâmbio de estudantes" e manifestou o desejo de que o intercâmbio continue no futuro. O patriarca explicou que a escola teológica em Halki oferecia bolsas a estudantes anglicanos; quando for reaberta, a tradição deverá ser retomada.
Por sua vez, o primaz anglicano se disse satisfeito com a oportunidade do encontro e com a vista a Istambul. "Esta cidade deixou marca no cristianismo em seu conjunto, com uma variedade de formas". A seguir, denunciando quem utiliza a religião como desculpa para a violência, o primaz anglicano recordou o testemunho do patriarcado ecumênico: "Vocês demonstraram ao longo dos séculos o martírio a que estamos chamados na Escritura, o chamado a testemunhar com as palavras e com a vida. Um chamado mais importante do que a própria vida". Welby ofereceu a sua oração pelos dois bispos de Aleppo que foram sequestrados.
Dirigindo-se a Bartolomeu, Welby declarou: "Você mesmo deu o exemplo de paz e de reconciliação na sua histórica visita por ocasião do início do pontificado do papa Francisco. Istambul é o cruzamento entre a Europa e a Ásia. É o lugar em que duas grandes religiões se encontram. Seu significado para o comércio é enorme e ela continua nos recordando a importância da Turquia como nação industrial e comercial. Comércio e negócios podem ser objeto de cobiça, mas, na graça de Deus, podem abrir caminho para o diálogo entre as nações".
Ao longo destes meses de pontificado do papa argentino, já assistimos a alguns gestos e momentos de proximidade entre as igrejas.
Francisco recebeu Bartolomeu, patriarca ecumênico de Constantinopla, no dia 20 de março, quando ele foi ao Vaticano para a cerimônia de início do pontificado.
Em 30 de novembro, festa do apóstolo Santo André, padroeiro do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla, uma delegação da Santa Sé participou das celebrações em Istambul, onde foi lida a mensagem do papa Francisco que recordava a "dramática situação de tantos povos que, vítimas da violência e da guerra, estão sofrendo a fome, a pobreza e graves desastres naturais". Também mencionou a situação dos cristãos no Oriente Médio e o seu direito de permanecer nos seus países. O papa reiterou que "o diálogo, o perdão e a reconciliação são os únicos caminhos possíveis para resolver o conflito".
Quando Francisco recebeu a delegação ortodoxa, em 29 de junho, destacou que "a busca da unidade entre os cristãos é uma urgência da qual hoje, mais do que nunca, não podemos escapar". Ele encorajou os cristãos a "não ter medo do encontro e do verdadeiro diálogo".
O arcebispo Welby também teve a oportunidade de se reunir com Francisco. Foi em 14 de junho, quando ele foi recebido no Vaticano. O primaz anglicano tomou posse numa solene cerimônia como novo arcebispo de Canterbury no último dia 21 de março, apenas dois dias depois da missa de início do pontificado de Francisco. Foi por isso que Welby não pôde viajar a Roma naquela ocasião.
No encontro entre Welby e Francisco, o Santo Padre recordou que, entre a Igreja da Inglaterra e a Igreja de Roma, "as últimas décadas se caracterizaram por um caminho de aproximação e de fraternidade, que devemos agradecer a Deus". Ele afirmou também que aquele dia foi "uma ocasião para recordar que o compromisso da unidade entre os cristãos não deriva de razões práticas, mas da vontade do Senhor Jesus Cristo, que nos tornou seus irmãos e filhos de um único Pai".
Fonte - Zenit
Papa Francisco recebe para almoço kasher grupo de líderes comunitários judeus e rabinos argentinos
Um grupo de líderes comunitários judeus e rabinos argentinos foi recebido esta quinta-feira, 16 de janeiro, pelo papa Francisco, no Vaticano. A audiência durou mais que duas horas e meia e incluiu um almoço kasher.“É transcendental para a comunidade judaica e para o mundo inteiro: 70 anos depois do assassinato dos judeus europeus nas câmaras de gás, hoje almoçamos comida casher com o papa”, exultou Julio Schlosser, presidente da DAIA - Delegación de Asociaciones Israelitas Argentinas, entidade política que congrega a comunidade judaica argentina.
Durante a audiência, não foram abordados temas da política argentina, mas o diálogo inter-religioso e a viagem do papa a Israel, em maio próximo.
Ao final, todos cantaram, em hebraico, o salmo 133: "Hine mah tov uMah-Nayim shevet achim gam yachad" ["Como é bom e agradável viverem irmãos juntos em harmonia"].
“Francisco é uma pessoa surpreendente, maravilhosa e com critérios abertos. Ele está muito entusiasmado com sua viagem a Israel”, afirmou Schlosser à Agencia Judía de Noticias. O presidente da DAIA agradeceu ao Congresso Judaico Latino-Americano e a seu diretor-executivo, Claudio Epelman, que organizaram o encontro, juntamente com o rabino Abraham Skorka, reitor do Seminário Rabínico da América Latina e amigo de longa data de Jorge Bergoglio.
A delegação incluiu, além de Skorka, Epelman e Schlosser, o subsecretário de Direitos Humanos do governo portenho e presidente do Museu do Holocausto de Buenos Aires, Claudio Avruj; o 1º vice-presidente da DAIA, Waldo Wolff; o tesoureiro do CJL, Javier Mutal; o vice-presidente da Associação Internacional de Juristas Judeus, Marcos Grabivker; o presidente da Confraternidad Judeo Cristiana, Boris Kalnicki; o presidente da FACCMA- Federación Argentina de Centros Comunitarios Macabeos, Javier Veinberg; o presidente de la Asamblea Rabínica, Marcelo Polakoff; os rabinos Isaac Sacca, Ariel Stofenmacher, Raúl Feler e Raúl Bergman, que trabalham pelo diálogo inter-religioso na Argentina, e os jovens Ariel Isaak e Ariel Seidler, que ocupam cargos no CJL.
Outras reflexões: adventistas liberais
Por melhores que fossem suas intenções primárias, fariseus se vulgarizaram como indivíduos hipócritas. Mais ainda: são o símbolo perpétuo da atitude radicalmente intolerante. Curioso: pouco se fala sobre os saduceus. Uma leitura distraída do Evangelho quase os colocaria em mesmo nível com os fariseus. Não caiamos aqui: são grupos distantes, acérrimos oponentes. Os saduceus representavam o outro extremo, o do liberalismo advindo da amálgama entre religião judaica e cultura helenística. Seu naturalismo negava anjos, milagres, visões e artigos afins.À semelhança de fariseus, eram igualmente dogmáticos. (E é forçoso que se bata na tecla – outrossim, tornou-se popular a premissa de que somente tradicionalistas tenham seus dogmas; entretanto, ressalto que o liberalismo possui uma dogmática de peculiar dialeto).
Compensa dizer: Jesus conseguiu desagradar fariseus e saduceus, não por capricho, senão pela insistência de que a religião verdadeira procede da obediência à Revelação. Assim, desacatou as tradições de fariseus enquanto virava as costas às práticas de saduceus.
Em outro momento, tratamos sobre adventistas fanáticos, os quais se identificam com os fariseus em seu zelo inverso (e controverso!). Resta tratar dos saduceus. Verdade é que alguns tentam por burqas em Ellen White, quando outros a querem ver trajando minissaia.
O lado saduceu do Adventismo talvez seja o espectro (ou Spectrum?) da Teologia Liberal que ronda os círculos evangélicos; talvez se deva à influência midiática; sobretudo, porém, representa falta de avanço na compreensão bíblica. Como adventistas, cremos ser portadores da Verdade Presente. Mas o pacote de Luz, que custou a oração fervorosa dos pioneiros, não nos deu o direito de alardear que “ricos somos e de nada temos falta.”
Cada geração enfrenta novos desafios à mensagem cristã. E a recusa (mesmo involuntária) de destrinchar a Luz e enfrentar o repto específico de cada época torna os cristãos uma comunidade acuada, que passa a viver da tradição estagnada. Logo, gerações posteriores de cristãos lutam contra os resquícios extenuados da tradição, as quais não foram traduzidas para seu contexto, ou mesmo pouco ou nada desenvolvidas. Todavia, ao invés de continuar a pesquisa bíblica e restaurar tudo quanto fosse necessário, esses novos cristãos substituíram a tradição por crenças palatáveis aos padrões de sua época. A base, portanto, deixa de ser bíblica e se inclina servilmente ao zeitgeist (espírito da época). Tal é a gênese do liberalismo teológico em geral, e do liberalismo adventista, em particular.
Ao contrário do adventista fanático, exaltado e carrancudo, o liberal se mostra de outra têmpera: sociável, carismático, aglutinador. Seu pragmatismo oferece a resposta para a liturgia burocratizada e um evangelismo atrativamente contextualizado. Aparentemente, o indivíduo liberal transmite uma normalidade, desfazendo o rótulo que a igreja leva de “homens verdes em torno de uma cruz”. Mas precisamos inquirir: não seria essa “normalidade” um conformismo que dilui o Adventismo, tornando-o uma versão “coca-cola” da turma de Josef Bates e Hiram Edson? Ou: até que ponto o adventista liberal é adventista? A seguir, verifico três motivos de preocupação com o Adventismo liberal (sabendo que certamente haveriam outros):
A) Adventistas liberais têm seu testemunho comprometido porque, no fundo, sua visão difere bem pouco da visão daqueles que os rodeiam: como influenciar as pessoas com uma mensagem que se pretende revolucionária, ao mesmo tempo em que, na prática, não revolucionou muito a vida daqueles que a professam? Se não há diferenças significativas entre os hábitos dos cristãos em relação aos dos não-cristãos, para quê serve seu Cristianismo? A questão se torna ainda mais dramática se elencarmos as exigências do discipulado cristão, entre as quais “negar-se a si mesmo”, “tomar sua cruz”, estar disposto a “perder sua vida” e sofrer “perseguição” e “injúrias”, além de manter a disposição de “servir os outros e não a si mesmo”; confrontadas com tais exigências (e outras), o liberalismo não passa de um bonzai, um reducionismo dessencializador. Se um Cristianismo autêntico está comissionado para ser “sal da terra” e “luz do mundo”, que papel estaria reservado para ser versão mais insípida e nublada?
B) Adventistas liberais são mais racionalistas: O liberalismo se desenvolve quando não se leva o sobrenatural a sério. Saduceus escolhiam, em seu ceticismo, quais elementos da crença judaica tradicional ainda manteriam como artigo de fé; os cristãos liberais do século XVIII e XIX não acreditavam em milagres (mesmo aqueles descritos na Bíblia). Hoje, os liberais são os mais propensos a tentar conciliar ciência naturalista e teísmo. Por isso, tanta desconfiança da Bíblia e dos Escritos de Ellen White.
Às vezes, a desconfiança é camuflada pela alegação de que as declarações inspiradas fiquem restritas aos seus contextos históricos – o que em geral expressa o desejo de que fiquem presas ao passado! Uma ressalva: o entendimento do contexto, sem dúvida, é importante; porém, isso se torna um problema quando se deseja entender declarações proféticas somente como fruto de sua época, sem a possibilidade de extração de princípios para reger o povo de Deus em sua conjuntura atual; daí, o profeta se torna meramente um mensageiro silenciado pela História e sua autoridade, na melhor das hipóteses torna-se “pastoral”, como Desmond Ford redefiniu a função de Ellen White.
Quando se rejeita o aspecto normativo da Revelação, coloca-se excessiva confiança na própria razão humana. Em parte, creio que isso explica o porquê liberais questionam tanto as doutrinas da igreja ou propõem entendimentos alternativos delas. Liberais reivindicam liberdade, conquanto, ironicamente, estejam enclausurados em conceitos humanos, mutáveis e incertos;
C) Adventistas liberais tendem ao Relativismo: com sua ampla tolerância aos espíritos diversos, liberais conseguem representar, nos movimentos nos quais estão inseridos, um abertura a ideias e tendências de outros movimentos. Geralmente, os próprios liberais gostam de se definir como “pessoas de mente aberta”. Obviamente, o Cristianismo (tal qual o Adventismo) não devem se isolar das pessoas. Contudo, há o risco de que uma abertura sem critérios permita a infiltração de princípios que contrariem o próprio movimento. Saduceus eram o pedaço mais helenizado de Israel. O Cristianismo alemão, em fins da década de 1930 era tão insípido que não tardou em apoiar, grosso modo, o Nazismo. Não é incomum adventistas liberais participarem de eventos gospel ou incorporar ao seu estilo de vida comportamentos contrários ao estilo de vida defendido pela denominação (como sexo pré-marital e frequência a ambientes como cinemas e festas noturnas).
No fundo, o relativismo é a conclusão de que não importa o que creiamos ou como vivamos. O que importa são os sentimentos, o amor a Deus e o amor ao próximo – e o próprio emprego desses termos não é feito senão em termos gerais, suficientes para esvaziar o conteúdo bíblico deles. Afinal, quanto menos contornos e mandamentos (mesmo os bíblicos!), mais o liberal sente-se em casa!
Claro que uma incoerência tão marcada leva muitos à conclusão razoável de que, se realmente não há diferença, é melhor abandonar de vez o Adventismo…
Da mesma forma que ocorria na época de Jesus, o liberalismo hoje cresce em influência. A missão da igreja enfrenta fortes obstáculos e as características da denominação são extirpadas por compromissos com o atual zeigeist. O antídoto? Conforme um amigo, só duas coisas podem resolver: ou reavivamento ou perseguição. Espero que nos persigam logo!…
quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
"Sou instruída a dizer às nossas igrejas: Estudai os Testemunhos. Eles são escritos para nossa admoestação e encorajamento, de nós outros sobre quem os fins dos séculos têm chegado. Se o povo de Deus não estudar estas mensagens que lhes são enviadas de quando em quando, são culpados de rejeitar a luz. Regra sobre regra, preceito sobre preceito, um pouco aqui, um pouco ali, Deus está enviando instruções a Seu povo. Atendei à instrução; segui a luz. O Senhor tem uma contenda com o Seu povo porque no passado eles não atenderam a Sua instrução e não seguiram Sua orientação."
(Ellen G. White, Mensagens Escolhidas - Volume 3, p. 358.)
Francisco, o novo “herói” da esquerda?
![]() |
| Francisco poderá substituir Obama como a figura atrativa de todo o espetro liberal e de esquerda. Ele é agora a mais nítida voz mundial pela mudança” (jornal inglês 'The Guardian') |
A reportagem está publicada no sítio da BBC Mundo, 17-11-2013. A tradução é de André Langer.
Em uma coluna intitulada “Por que até os ateus deveriam rezar pelo Papa Francisco”, o The Guardian indica que – enquanto o cartaz com o rosto de Obama, prometendo esperança e mudança, está se apagando – “o novo e óbvio herói da esquerda é o Papa”.
Em seu artigo, o jornalista Jonathan Freedland destaca desde os gestos de humildade do pontífice católico até suas mensagens de reforma das prioridades da Igreja, menos centrada em questões polêmicas como o aborto ou a homossexualidade e mais focalizada em ajudar os pobres.
Freedland ressalta a popularidade de Francisco com alguns dados: “É o homem que mais buscas na internet teve em 2013. Muito mais que o Obamacare ou o escândalo de espionagem da Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos. E não apenas isso. Na Itália, o nome mais popular para batizar as crianças é Francesco”.
Para o autor, uma das coisas que mais chama a atenção nas palavras do novo Papa é que não são simples retórica, mas que encontram apoio em suas ações.
“Pode ser acusado pelo fato de que suas ações sejam meramente publicitárias. Mas sua mensagem é muito mais profunda, de uma igualdade quase elementar. Ele está empenhado em retirar as aparências de riqueza que cobrem os prédios do Vaticano para fazer a Igreja retornar ao seu propósito fundamental que ele mesmo define como ‘uma Igreja pobre para os pobres’”.
E acrescenta, “para ele, não é a instituição que conta, mas a missão”.
No entanto, o jornalista também analisa os desafios que Francisco tem em relação a um setor conservador da cúria que o cerca no Vaticano e à política de converter uma Igreja que julga em uma Igreja que perdoa. E que esse exemplo poderia ser replicado no mundo.
“Poderá não ter um exército, nem batalhões nem regimentos, mas tem um púlpito, e neste momento o está usando para ser a voz mais clara e contundente do mundo contra o status quo”, termina o artigo.
Outros assuntos que Freedland destaca é o questionário que recentemente o Papa Francisco enviou aos bispos do mundo sobre questões como o divórcio, o uso de anticoncepcionais e o casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Segundo o correspondente da BBC em Roma, David Willey, o Papa Francisco está sob a pressão de muitos países católicos que querem que a Igreja assuma uma visão renovada sobre a proibição do uso de anticoncepcionais e sua negativa em permitir que os divorciados voltem a casar-se e a comungar.
Mas aparentemente há uma divisão neste aspecto entre o Papa, conhecido por suas ideias mais progressistas, e alguns de seus principais conselheiros.
A pesquisa faz parte dos preparativos para o Sínodo Extraordinário dos Bispos que se realizará em outubro do próximo ano e cujo tema principal será a família.
“Hoje perfilam-se problemáticas até há poucos anos inéditas, desde a difusão dos casais de fato, que não acedem ao matrimônio e às vezes excluem esta própria ideia, até às uniões entre pessoas do mesmo sexo”, diz o questionário.
Obama vai reunir-se com o Papa “no futuro próximo”
“O presidente americano, Barack Obama, está ansioso para se reunir o papa Francisco em um futuro próximo, disse a Casa Branca nesta terça-feira, dizendo que Obama está prestando muita atenção no trabalho do Papa de abordar a desigualdade.“Eu não tenho mais detalhes para vocês sobre isso – tempo ou local – exceto dizer que o presidente aguarda com muita expectativa uma reunião“, disse o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, a repórteres.
Obama citou o Papa em dezembro durante um discurso, no qual se comprometeu a dedicar o resto de seu tempo no cargo a lidar com a diferença entre ricos e pobres nos Estados Unidos.
“Eu acho que o que vocês podem tirar de tudo isso é que o presidente está certamente ciente e prestando atenção no trabalho que está sendo feito pelo Papa e o Vaticano“, disse Carney.
O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, se reuniu com o assessor do Papa, o secretário de Estado arcebispo Pietro Parolin, para discutir os esforços de paz no Oriente Médio nesta terça-feira. Após a reunião, Kerry disse a repórteres que Obama visitaria o Vaticano.”
Fonte: Terra
Nota O Tempo Final: o porta-voz da Casa Branca diz que o Presidente americano “aguarda com muita expetativa” encontrar-se com o Papa; o Vice-presidente confirma que o Presidente irá visitar o Vaticano.
Tempos interessantes, sem dúvida…
Nota DDP: Veja também "Obama deseja se encontrar com papa Francisco, diz porta-voz", destaque:
Kerry também transmitiu a Parolin a coincidência de opiniões entre o papa Francisco e Obama, sobre a necessidade de levar ao centro da agenda mundial a pobreza no planeta.
Logo após a escolha do novo líder da Igreja Católica, o presidente americano classificou Francisco como "paladino dos pobres e dos mais vulneráveis".
As coincidências públicas devem se acentuar em futuro próximo.
Nota O Tempo Final: o porta-voz da Casa Branca diz que o Presidente americano “aguarda com muita expetativa” encontrar-se com o Papa; o Vice-presidente confirma que o Presidente irá visitar o Vaticano.
Tempos interessantes, sem dúvida…
Nota DDP: Veja também "Obama deseja se encontrar com papa Francisco, diz porta-voz", destaque:
Kerry também transmitiu a Parolin a coincidência de opiniões entre o papa Francisco e Obama, sobre a necessidade de levar ao centro da agenda mundial a pobreza no planeta.
Logo após a escolha do novo líder da Igreja Católica, o presidente americano classificou Francisco como "paladino dos pobres e dos mais vulneráveis".
As coincidências públicas devem se acentuar em futuro próximo.
terça-feira, 14 de janeiro de 2014
Hollande pedirá ajuda do Papa na crise síria e no Oriente Médio
Presidente francês diz que pontífice pode ser 'útil' na solução da crise.
Hollande irá ao Vaticano em 24 de janeiro.
Hollande irá ao Vaticano em 24 de janeiro.
O papa Francisco pode ser "útil" na solução da crise síria e no conflito entre israelenses e palestinos, afirmou o presidente francês, François Hollande, nesta terça-feira (14).
Hollande irá ao Vaticano em 24 de janeiro.
"O papa Francisco pode ser útil em vários temas a respeito dos quais conversarei com ele", afirmou Hollande, em entrevista coletiva no Palácio Eliseu.
"O Papa, grande autoridade moral, pode ser uma contribuição preciosa, em particular no tema sírio, para convencer" a se buscar solução política, acrescentou.
"Na perspectiva da conferência" Genebra II, "precisamos de pressões suficientes para que haja uma transição", disse Hollande, que conta com "a mensagem de paz" do Papa.
Segundo o presidente francês, o sumo pontífice "também pode ser útil no âmbito da negociação entre israelenses e palestinos". Hollande espera abordar com o papa Francisco "a questão dos cristãos do Oriente, hoje ameaçados, e muitos obrigados a fugir".
Francisco vai visitar Amã, Belém e Jerusalém entre 24 e 26 de maio.
Fonte - G1
Hollande irá ao Vaticano em 24 de janeiro.
"O papa Francisco pode ser útil em vários temas a respeito dos quais conversarei com ele", afirmou Hollande, em entrevista coletiva no Palácio Eliseu.
"O Papa, grande autoridade moral, pode ser uma contribuição preciosa, em particular no tema sírio, para convencer" a se buscar solução política, acrescentou.
"Na perspectiva da conferência" Genebra II, "precisamos de pressões suficientes para que haja uma transição", disse Hollande, que conta com "a mensagem de paz" do Papa.
Segundo o presidente francês, o sumo pontífice "também pode ser útil no âmbito da negociação entre israelenses e palestinos". Hollande espera abordar com o papa Francisco "a questão dos cristãos do Oriente, hoje ameaçados, e muitos obrigados a fugir".
Francisco vai visitar Amã, Belém e Jerusalém entre 24 e 26 de maio.
Fonte - G1
John Kerry no Vaticano para falar da Síria e do “ObamaCare”
O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, encontrou-se esta terça-feira em Roma com o monsenhor Pietro Parolin, o secretário de Estado do Vaticano, durante cerca de uma hora e quarenta minutos.
A guerra civil na Síria foi o principal assunto em discussão, dias antes da conferência “Genebra 2”, que vai procurar uma solução para a crise naquele país.
A Santa Sé tem feito repetidos apelos à paz, procurando contudo manter-se neutra. Já os Estados Unidos têm apoiado a oposição ao longo deste conflito que dura há quase três anos, mas o Governo americano está cada vez mais preocupado com a influência dos fundamentalistas islâmicos entre os rebeldes que procuram a destituição de Bashar al-Assad.
Em cima da mesa esteve também o conflito que opõe a administração de Barack Obama aos bispos americanos por causa da cláusula contida na lei que reforma o sistema de saúde que obriga as entidades patronais a fornecer aos seus funcionários seguros de saúde que cubram serviços abortivos e contraceptivos.
Os bispos já disseram publicamente que não vão respeitar esta norma, que viola a consciência dos católicos, mas o preço a pagar pode ser alto, tendo em conta que a lei prevê multas de 100 dólares por dia, por funcionário. A aplicação das coimas, que deveriam começar a contar a partir do dia 1 de Janeiro, pode levar à falência de universidades, hospitais, centros sociais e escolas católicas.
A Igreja, que sempre apoiou a reforma do sistema de saúde, pede apenas para as suas instituições serem isentas desta norma, mas até agora Obama tem sido inflexível.
Segundo o director da sala de imprensa da Santa Sé, o padre Federico Lombardi, as conversações sobre este assunto decorreram num ambiente “positivo”, tendo-se ficado com a impressão de que o encontro tinha sido “frutuoso”.
Por fim, os dois secretários de Estado conversaram sobre as negociações para um acordo de paz na Terra Santa, um assunto em que tanto os Estados Unidos como o Vaticano estão fortemente empenhados.
Fonte - Sapo.pt
Nota DDP: Veja também "Oriente Médio e África norteiam encontro entre os chefes da diplomacia vaticana e estadunidense". Destaque:
"O encontro foi muito frutuoso e muito rico inclusive de conteúdos – continuou Pe. Lombardi. Os temas principais tratados foram, naturalmente, as questões do Oriente Médio e, em particular, a situação síria, em vista também da Conferência de Paz de Genebra, que está prevista para este mês de janeiro. Naturalmente foram apresentadas as preocupações e os auspícios da Santa Sé, manifestados também no discurso desta segunda-feira feito pelo Papa ao Corpo Diplomático: o desejo de uma solução pacífica do conflito e também o empenho pelas ajudas humanitárias em favor das populações tão provadas. Depois se tratou também do tema das negociações entre Israel e Palestina, encorajando evidentemente a sua prossecução e – se espera – o bom êxito."
"Também a África foi objeto das conversações – afirmou Pe. Lombardi. Conhecemos a situação do Sudão, que se tornou tão dramática nos últimos tempos: e se espera que a mediação que está em andamento por um entendimento entre as partes possa alcançar bons resultados. Tratou-se também o tema dos EUA e por parte vaticana manifestou-se a preocupação da Santa Sé, em sintonia com os bispos estadunidenses, com temas que dizem respeito às regulamentações da reforma sanitária em relação à garantia da liberdade religiosa, da objeção de consciência. Falou-se também sobre o plano do Presidente para contrastar a pobreza e melhorar a situação das faixas mais pobres da população." (RL)
Nota DDP: Veja também "Oriente Médio e África norteiam encontro entre os chefes da diplomacia vaticana e estadunidense". Destaque:
"O encontro foi muito frutuoso e muito rico inclusive de conteúdos – continuou Pe. Lombardi. Os temas principais tratados foram, naturalmente, as questões do Oriente Médio e, em particular, a situação síria, em vista também da Conferência de Paz de Genebra, que está prevista para este mês de janeiro. Naturalmente foram apresentadas as preocupações e os auspícios da Santa Sé, manifestados também no discurso desta segunda-feira feito pelo Papa ao Corpo Diplomático: o desejo de uma solução pacífica do conflito e também o empenho pelas ajudas humanitárias em favor das populações tão provadas. Depois se tratou também do tema das negociações entre Israel e Palestina, encorajando evidentemente a sua prossecução e – se espera – o bom êxito."
"Também a África foi objeto das conversações – afirmou Pe. Lombardi. Conhecemos a situação do Sudão, que se tornou tão dramática nos últimos tempos: e se espera que a mediação que está em andamento por um entendimento entre as partes possa alcançar bons resultados. Tratou-se também o tema dos EUA e por parte vaticana manifestou-se a preocupação da Santa Sé, em sintonia com os bispos estadunidenses, com temas que dizem respeito às regulamentações da reforma sanitária em relação à garantia da liberdade religiosa, da objeção de consciência. Falou-se também sobre o plano do Presidente para contrastar a pobreza e melhorar a situação das faixas mais pobres da população." (RL)
sexta-feira, 10 de janeiro de 2014
"Quando for edificada uma igreja e deixada na ignorância acerca desses pontos, o pastor negligenciou seu DEVER, e terá de prestar contas a Deus pelas impressões que deixou prevalecer. A menos que aos crentes sejam inculcadas idéias PRECISAS acerca da VERDADEIRA adoração e da VERDADEIRA reverência, prevalecerá entre eles uma crescente tendência para nivelar o que é sagrado e eterno ao que é comum. E os que professam a verdade serão uma OFENSA a Deus e uma LÁSTIMA para a religião. Com suas idéias destituídas de cultivo JAMAIS poderão apreciar um Céu puro e santo, e estar preparados para se associarem aos adoradores de Deus nas cortes celestiais, onde TUDO é pureza e perfeição, e onde TODA criatura demonstra ABSOLUTA reverência a Deus e Sua santidade."
(Testemunhos Para a Igreja, v. 5, p. 500)
Igrejas cristãs em Portugal vão assinar declaração de reconhecimento mútuo do Batismo
“Representantes da Igreja Católica, Lusitana, Presbiteriana, Metodista e Ortodoxa em Portugal vão assinar no próximo dia 25, em Lisboa, uma declaração de reconhecimento mútuo do Batismo.D. António Couto, presidente da Comissão Episcopal da Missão e Nova Evangelização – que acompanha o diálogo ecuménico -, disse hoje à Agência ECCLESIA que esta decisão é um “acontecimento nacional” que vem coroar “muitos anos de trabalho“.
A assinatura vai acontecer, simbolicamente, no dia final da semana de oração pela unidade dos cristãos, durante a celebração ecuménica nacional, na catedral Lusitana (Igreja Anglicana) de São Paulo, com início marcado para as 18h00.
Em comunicado enviado à Agência ECCLESIA, os responsáveis pela celebração destacam este “importante acontecimento”, frisando que o reconhecimento mútuo do Batismo representa “mais um passo no caminho de diálogo ecuménico entre as Igrejas envolvidas”.
“Este passo concreto [reconhecimento mútuo do Batismo], que reafirma o muito que já nos une em Cristo, como seus discípulos, um povo de batizados chamado a ser, no mundo e para o mundo, sinal credível do Evangelho”, sublinham.
A assinatura acontecerá “num contexto orante, reunindo jovens e hierarcas das diversas Igrejas, juntos na escuta da Palavra e no assumir de um compromisso claro pela causa da reconciliação e da unidade”, acrescenta a nota de imprensa.
A semana de oração pela unidade dos cristãos é dedicada, em 2014, ao tema – “Estará Cristo dividido?”, expressão retirada da primeira carta de São Paulo aos (1Cor. 1, 13).
O decreto sobre o ecumenismo do Concílio Vaticano II, ‘Unitatis Redintegratio’, lembra no seu n.º 3 que todos os cristãos “justificados no Batismo pela fé, são incorporados a Cristo, e, por isso, com direito se honram com o nome de cristãos e justamente são reconhecidos pelos filhos da Igreja católica como irmãos no Senhor”.
João Paulo II, na sua encíclica sobre a Unidade dos Cristãos, ‘Ut Unum Sint’ (n.º 42), assegurava que o reconhecimento dessa fraternidade “não é a consequência de um filantropismo liberal ou de um vago espírito de família, mas está enraizado no reconhecimento do único Batismo”.
“Isto está muito para além de um simples ato de cortesia ecuménica e constitui uma afirmação básica de eclesiologia”, escrevia o Papa polaco, que vai ser canonizado em abril.
O ‘Diretório para a aplicação dos princípios e das normas sobre o ecumenismo’ pede explicitamente um reconhecimento recíproco e oficial do Batismo, destacando as implicações teológicas, pastorais e ecuménicas desse ato.”
Fonte: Agência Ecclesia
Nota O Tempo Final: embora no âmbito restrito de um país, as razões invocadas para este acordo são transversais às comunidades religiosas envolvidas, e a nível mundial.
Não restam dúvidas que este é mais um passo, e bem significativo, na direção da união das diferentes igrejas cristãs, tal como há muito está profetizado.
Nota O Tempo Final: embora no âmbito restrito de um país, as razões invocadas para este acordo são transversais às comunidades religiosas envolvidas, e a nível mundial.
Não restam dúvidas que este é mais um passo, e bem significativo, na direção da união das diferentes igrejas cristãs, tal como há muito está profetizado.
Rejeição ao Espírito de Profecia: um antigo, maldito, pecado
“E pela manhã cedo se levantaram e saíram ao deserto de Tecoa; e, ao saírem, Jeosafá pôs-se em pé, e disse: Ouvi-me, ó Judá, e vós, moradores de Jerusalém: Crede no Senhor vosso Deus, e estareis seguros; crede nos seus profetas, e prosperareis;” 2 Crônicas 20:20“Crede em seus profetas e prosperareis”! Há muitos séculos soam entre o povo de Deus, quase mudas, as palavras de Josafá. Muitos são os que conhecem esse texto, mas o número dos que ouvem verdadeiramente essas palavras parece tristemente reduzir a cada dia. Teria o povo de Israel alguma dificuldade em crer nos profetas do Senhor? Querida amiga, qualquer semelhança com nossos dias atuais não é mera coincidência. Não é em vão que temos registradas na Bíblia histórias não apenas de fidelidade mas também de rebelião – “Essas coisas ocorreram como exemplos para nós, para que não cobicemos coisas más, como eles fizeram.” 1 Coríntios 10:6.
“Quem deu crédito à nossa pregação?” Isaías 53:1. A pergunta de Isaías seria necessária se o povo de Deus ouvisse atentamente e cresse nos profetas do SENHOR? Quando estudamos o antigo testamento vemos Deus vez após vez enviando Seus servos, os profetas, para levar Sua mensagem ao Seu povo. Vemos também Israel rejeitando vez após vez a palavra da profecia. Até os incrédulos e ímpios ninivitas creram na pregação de Jonas e arrependeram-se, mas Israel não fez o mesmo com aqueles que lhe foram enviados.
É certo que haviam homens e mulheres fiéis em Israel. Deus teve, em todas as épocas, um remanescente fiel. Contudo o Egito, Babilônia, o mundo, estavam impregnados na mente de muitos israelitas, os quais rejeitavam as palavras de reprovação, exortação e conselho vindas de Deus através do Espírito da Profecia.
Quando Jesus veio a este mundo viver e morrer por nós, tudo que o povo de Deus precisava saber para reconhecer que Ele era o Messias estava revelado. Os líderes espirituais do povo conheciam as profecias. É possível que todo o povo tivesse pelo menos ouvido falar sobre elas. Mas não deram ouvidos o suficiente para reconhecer o Deus das profecias que estava diante deles. O orgulho e a impiedade era tão grande que os fazia rejeitar a Cristo já que Suas palavras apontava-lhes os pecados. Jesus, assim como os profetas, foi usado pelo Espírito Santo para transmitir mensagens do céu, e foi rejeitado. Ele mesmo disse: “Jerusalém, Jerusalém, você, que mata os profetas e apedrejas os que lhe são enviados! Quantas vezes eu quis reunir os seus filhos, como a galinha reúne os seus pintinhos debaixo das suas asas, mas vocês não quiseram!” Lucas 13:34
“A nação judaica era um símbolo do povo de todos os séculos, que desdenha os rogos do Infinito Amor. As lágrimas de Cristo, ao chorar sobre Jerusalém, foram derramadas pelos pecados de todos os tempos. Nos juízos proferidos contra Israel, os que rejeitam as reprovações e advertências do Santo Espírito de Deus podem ler sua própria condenação.
Há nesta geração muitos que estão trilhando o mesmo caminho dos incrédulos judeus. Testemunharam as manifestações do poder de Deus; o Espírito Santo lhes falou ao coração; apegam-se, porém, a sua incredulidade e resistência. Deus lhes envia advertências e repreensões, mas não querem confessar seus erros, e rejeitam-Lhe a mensagem e o mensageiro. Os próprios meios que Ele emprega para sua restauração, tornam-se para eles em pedra de tropeço.
Os profetas de Deus eram aborrecidos pelo apóstata Israel, porque por intermédio deles se revelavam seus pecados ocultos. Acabe considerava Elias inimigo, porque o profeta era fiel em repreender as secretas iniquidades do rei. Assim hoje o servo de Cristo, o reprovador do pecado, encontra desdém e repulsas. A verdade bíblica, a religião de Cristo, luta contra uma forte corrente de impureza moral. O preconceito é mesmo mais forte no coração dos homens agora do que nos dias de Jesus. Ele, Cristo, não realizou as expectações dos homens; sua vida foi uma repreensão aos pecados deles, e O rejeitaram. Assim hoje a verdade da Palavra de Deus não se harmoniza com as práticas dos homens, com sua inclinação natural, e milhares lhe rejeitam a luz.” O Desejado de Todas as Nações, p. 588.
Hoje, encontramos em diversos lugares ao redor do mundo, pessoas que se dizem Adventistas do Sétimo Dia, mas rejeitam o Espírito de Profecia. Alguns rejeitam em parte, considerando apenas aquilo que os convém, outros rejeitam por completo, ambos estão em pecado pois rejeitam a voz de Deus através do Espírito que guiou os profetas. Esse é um pecado antigo de Israel, um pecado que a menos que seja abandonado levará aqueles que o possuem para o fogo eterno. Sim, se eu rejeito o Espírito de Profecia, seja dos profetas cujas mensagens estão registradas na Bíblia, seja do conteúdo que temos registrado por Ellen White para nossos dias, estou pecando contra Deus, contra Seu Espírito, contra Cristo e seu ministério e estou em rebelião e absolutamente perdida.
Muito em breve a última mensagem de advertência ao mundo será pregada com grande voz, e aqueles que a rejeitarem estarão selados para a perdição. Somente estarão com Cristo pela eternidade aqueles que derem ouvido a voz do Espírito, e Ele, por vezes, nos fala através da profecia. Analisemos cada um de nós o nosso coração. Será que temos rejeitado a palavra da profecia? Será que temos usado ela como nos convém e não como é nosso dever? Estamos nós cometendo o antigo e maldito pecado de Israel?
Graças a Deus porque Ele ainda nos fala através dos Profetas!
quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
Número de cristãos assassinados pela fé dobrou em 2013
8 Jan (Reuters) - Os relatos sobre cristãos mortos ao redor do mundo por causa de sua fé duplicaram em 2013, comparado com o ano anterior, com os casos somente na Síria superando o total registrado em 2012, de acordo com uma pesquisa anual.O Portas Abertas, um grupo sem denominação que presta apoio a cristãos perseguidos ao redor do mundo, disse nesta quarta-feita ter documentado 2.123 homicídios de "mártires", comparado com 1.201 em 2012. Houve 1.213 mortes desse tipo somente na Síria no ano passado, afirmou a entidade.
"Essa é uma contagem bastante mínima baseada no que foi relatado na mídia e que podemos confirmar", disse Frans Veerman, diretor de pesquisas para a Portas Abertas. Estimativas de outros grupos cristãos colocam a contagem anual em 8 mil.
O Portas Abertas colocou a Coreia do Norte no topo de sua lista de 50 países mais perigosos para cristãos, posição que o nação asiática ocupa desde que a pesquisa anual começou a ser realizada há 12 anos. Somália, Síria, Iraque e Afeganistão vêm a seguir.
O grupo sediado nos Estados Unidos relatou um aumento da violência contra cristãos na África e afirmou que muçulmanos radicais foram a principal fonte de perseguição em 36 dos países que estão na lista.
"O extremismo islâmico é o pior perseguidor da Igreja mundial", disse a entidade.
Cerca de 10 por cento dos sírios são cristãos. Muitos se tornaram alvos de rebeldes islâmicos que os consideram apoiadores do presidente Bashar al-Assad.
O relatório não traz dados sobre assassinatos na Coreia do Norte, mas diz que lá os cristãos enfrentam "a mais alta pressão imaginável" e que cerca de 50 mil a 70 mil vivem em campos para presos políticos.
Igreja só para ateus conquista fiéis pelo mundo
Fundada por comediantes britânicos, Assembleia de Domingo troca música religiosa pelos Beatles, e sermões por bate-papos sobre sexo, gastronomia e viagensEm vez de sermão, animadas conversas sobre sexo, gastronomia, viagens e outras boas coisas da vida. Em vez de música religiosa, Beatles, Rolling Stones e Jerry Lee Lewis.
Uma igreja para quem não acredita em Deus. Pode parecer um absurdo, mas este é o conceito da Assembleia de Domingo (Sunday Assembly Church), que tem arregimentado cada vez mais fiéis na Austrália, no Canadá, nos Estados Unidos e no Reino Unido.
Fundada no ano passado pelos comediantes britânicos Sanderson Jones e Pippa Evans, a igreja começou a se espalhar pelo mundo após uma campanha de arrecadação de fundos que incluiu turnês de shows de stand up da dupla. "Queríamos fazer algo parecido com uma igreja, mas sem Deus", explicou Jones à BBC.
Em sua página oficial na internet, a Assembleia de Domingo se apresenta como um lugar para celebrar a vida, sem doutrinas, onde qualquer um é benvindo e está sempre pronto a ajudar o próximo.
A igreja disponibiliza ainda documentos e diretrizes incentivando as pessoas a abrir sua própria filial da assembleia. Em Los Angeles, por exemplo, um braço relativamente novo da organização já organiza cultos para até 900 pessoas.
Fonte - Último Segundo
Nota DDP: Além do escárnio característicos dos últimos dias, é interessante notar que mesmo nestes casos e com ateus, o domingo é o dia de referência universalmente aceito.
O tempo prepara surpresas em 2014
O ano de 2013 foi pródigo em cataclismos naturais dos mais diversos tipos – houve chuvas gélidas, um calor abrasante, furacões, trombas de água, chuvas torrenciais e inundações. Os cientistas advertem: o clima da Terra torna-se cada vez mais extremado. O número de fenômenos meteorológicos perigosos aumenta de ano em ano. E em 2014 o tempo pode oferecer novas surpresas. Aliás, os cientistas não estão por enquanto em condições de prognosticar o que é que vai ocorrer, onde e quando se dará este fenômeno.Em meados de 2013 o Oriente Médio viu-se no “cativeiro branco”. O tufão Haiyan, ocorrido em novembro, virou um verdadeiro pesadelo para as Filipinas. Em fins de outubro o furacão São Judas desabou sobre a parte norte da Europa. No Extremo Oriente da Rússia as chuvas torrenciais, que começaram em julho, extravasaram o rio Amur e as águas voltaram ao seu nível normal apenas em princípios de outubro. Devido ao calor anômalo que tinha avassalado o Japão no período de maio a julho, a insolação deixou 85 vítimas. Esta primavera resultou penosa também para os EUA. Somente em maio o território do país foi avassalado por 80 potentes tornados. O vento destelhava casas e fazia subir para o céu os automóveis estacionados nas ruas.
Os climatólogos advertem que semelhantes cataclismos naturais irão ocorrer cada vez mais frequentemente. Mais do que isso: é tempo de habituar-se a fenômenos anormais da natureza, aconselha Alexei Kokorin, dirigente do programa "O clima e a energia" junto do Fundo Mundial para a Natureza (WWF):
"Certamente, seria muito desejável indicar com precisão onde e quando ocorrerão cataclismos, mas por enquanto estamos longe disso. Certas conclusões sobre o próximo ano podem ser feitas, por exemplo, na base da fase de El Niño, isto é, em conformidade com a oscilação bienal na parte sul do oceano Pacífico. Embora este fenômeno esteja muito longe de nós, ele abrange um território gigantesco e influencia o clima de todo o planeta. Um outro momento são oscilações periódicas, relacionadas aos gelos árticos."
No processo de prognóstico do tempo os cientistas utilizam modelos matemáticos complicadíssimos. Todavia os meteorologistas constatam com pesar que mesmo os meios de observação mais modernos não permitem fazer prognósticos exatos para um lapso de tempo maior de dez dias. Evgueni Tishkovets, especialista sênior do centro de previsão do tempo Fobos constata o seguinte:
"Quanto a fenômenos hidrometeorológicos espontâneos naturais perigosos e especialmente perigosos, os prognósticos a longo prazo do dia de hoje não permitem prevê-los. O máximo que podemos fazer é fornecer uma previsão meteorológica para uns 5-7 dias. Precisamente estes "horizontes" é que permitem fazer uma ideia sobre o perigo que se aproxima e advertir sobre o seu advento. Quanto a previsões "do segundo plano", podemos dizer que um certo período será frio, ou, pelo contrário, muito quente, ou, finalmente, médio."
O chefe do Centro Hidrometeorológico de Pesquisas Científicas da Federação Russa Roman Vilfand afirma que todos os serviços meteorológicos do mundo estão empenhados agora em elevar a qualidade de previsões de dez dias. O perito afirma, todavia, que hoje é impossível falar das previsões meteorológicas exatas a longo prazo.
"A natureza não permite ao homem conhecer as suas particularidades além do espaço de tempo de duas semanas. Por mais que aumentássemos o volume dos nossos conhecimentos, por mais que desenvolvêssemos as tecnologias, por mais potentes que fossem os computadores que temos, podemos aperfeiçoar a previsão detalhada do tempo somente para um prazo de duas semanas – às vezes, de três. Fazer previsão para um prazo maior é impossível, pode-se fornecer apenas características sintetizadas em forma probabilística, isto é, indicar que o tempo irá corresponder à norma, estará acima ou abaixo da norma. Não mais do que isso."
Os peritos, consultados pela Voz da Rússia, afirmam que em 2014 a natureza vai pasmar certamente tanto com novos recordes climáticos, como com fenômenos de tempo incomuns. O que importa é que o número de surpresas agradáveis seja maior.
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
Papa Francisco promove 'revolução suave' na Igreja
Nos últimos nove meses, o papa Francisco quase triplicou o número de pessoas que estiveram presentes em eventos na Cidade do Vaticano.Até 13 de março do ano passado, o então cardeal Jorge Mario Bergoglio imaginava que passaria o Natal seguinte já aposentado no bairro de Flores, em Buenos Aires, onde nasceu.
Mas hoje, aos 77 anos, ele leva consigo as esperanças e temores de mais de 1 bilhão de católicos.
O que explica o repentino e renovado interesse atual pelo catolicismo? A que anseios do povo o papa Francisco estaria atendendo?
Há nove meses, a Igreja Católica era assolada por acusações de irregularidades em sua burocracia e em seu banco, e sua reputação estava manchada por escândalos sexuais.
"A narrativa dominante a respeito da Igreja hoje é 'papa pop star conquista o mundo'", disse John Allen, do jornal americano National Catholic Reporter. "Se isso não for uma revolução, ao menos em termos da percepção, então não sei o que (revolução) significa. "
Compaixão
Essa "revolução" tem ocorrido por meio de gestos, como a decisão de Francisco de incluir uma mulher muçulmana no grupo de jovens infratores cujos pés ele lavou na última Páscoa. Ou o abraço instintivo que deu em um homem que tinha o rosto desfigurado por uma doença. Ou sua recusa em viver no apartamento habitual do papa ou vestir as roupas suntuosas que seus antecessores, por tradição, vestiram.
Tudo isso chama a atenção do público.
Irmã Teresa, freira da congregação Filhas de Sant'Anna, estava dando aula para crianças de 11 anos na cidade italiana Casal di Principe, quando seu celular tocou.
"Vi um número longo", ela disse. "Uma voz disse, 'Aqui é o papa Francisco'. Eu respondi, 'Você está brincando, não acredito'. Ele riu e disse, 'Sou eu sim, o pai Bergoglio'".
O papa havia telefonado para abençoar a campanha das freiras contra o despejo de lixo tóxico em locais inapropriados. Ele tinha ficado comovido ao ver fotografias que as irmãs haviam enviado para ele, cada imagem mostrando uma mãe segurando a foto de um bebê morto.
Irmã Teresa disse que, após a conversa, sentiu-se "serena, porque o papa está pensando em nós, nos ama e não nos deixará sozinhas".
Burocracia do Vaticano
Nem todos os católicos, no entanto, aprovam a nova abordagem do papa.
Para alguns tradicionalistas, a pouca disposição de Francisco de se aprofundar nas crenças da Igreja em questões como aborto, uso de anticoncepcionais e homossexualidade deixa muito espaço para valores laicos.
Kishore Jayabalan, diretor da organização cristã de pesquisas Acton Institute, disse que outros se preocupam com o estilo humilde do papa: "Como regra geral, o papa (costuma) ter a pompa de uma monarquia".
Mas o "efeito Francisco" não se limita a mudanças em estilo e foco.
O papa recrutou oito cardeais para ajudá-lo a reformar a burocracia do Vaticano e tomou medidas para resolver irregularidades na administração do Banco do Vaticano.
Agora, ele pode estar considerando um passo ainda maior.
"Acho que a mudança mais profunda que o papa pretende realizar é uma reforma no sínodo dos bispos", disse Robert Mickens, da publicação católica The Tablet.
"O (sínodo dos bispos) foi criado na década de 1960 e tem sido usado para dar aval a tudo o que o papa queira fazer", explicou.
"Esse papa quer dar (ao sínodo dos bispos) poder real e usá-lo como ferramenta para ajudá-lo a governar a Igreja e, eventualmente, dar (aos bispos) a autoridade para tomar suas próprias decisões. Seria uma mudança revolucionária."
O papa também sugeriu que o poder e a autoridade concentrados no papado durante séculos possa ser devolvido, até certo ponto, às conferências de bispos ao redor do mundo.
"Agora, temos um papa dizendo 'podemos confiar em bispos locais para tomar as decisões'", disse Allen. "No longo prazo, a mudança de poder do centro à periferia, se Francisco conseguir alcançar seu objetivo, é de importância histórica para a vida católica."
Mas pode haver perigos quando se soltam as rédeas em uma Igreja com mais de 1 bilhão de fiéis, distribuídos por sociedades tão diversas do mundo.
O frei Joseph Kramer, da igreja Santíssima Trindade dos Peregrinos em Roma, disse que o papado é necessário por razões práticas, para unificar o clero com propensão a discordar.
"Existe o risco de cismas, divisões e brigas", disse. "Infelizmente, isso acontece nas igrejas do Leste (Ortodoxas) e Protestantes, onde não há autoridades centrais."
Pode haver outras reformas - talvez o fim do veto a que católicos divorciados e casados novamente recebam a comunhão; talvez um papel mais amplo para mulheres na Igreja.
Mas não haverá mudanças nos ensinamentos conservadores em temas fundamentais como homossexualidade, eutanásia e aborto.
Narrativa
Será, então, que Francisco conseguirá reconstruir a fé cristã simplesmente mudando a "narrativa" sobre o catolicismo, sem uma reforma real nos ensinamentos?
John Allen vê o papado de Francisco como um tipo de experimento.
"Existe uma tendência na Igreja Católica progressista que diz que não precisamos mudar as doutrinas para recapturar o interesse do público", disse.
"É preciso que as pessoas vejam o compromisso real com o florescimento humano que está no âmago dessas doutrinas. O que veremos sob a liderança de Francisco é que ele vai acrescentar uma encantadora face humana à mensagem clássica."
A mudança de tom pelo novo papa, ao que parece, é dirigida a uma sociedade que se seculariza. Uma sociedade que, ao menos na visão de um observador, é "pós-cristã".
"A época cristã se foi, acabou, e o papa Francisco sabe disso", disse Mickens, do The Tablet. "Um líder jesuíta disse que a Igreja vinha dando respostas a questões que o povo não está perguntando. O papa Francisco está tentando dar respostas para questões que as pessoas estão fazendo. Por que minha avó está em um lar para idosos? Por que não tem ninguém para cuidar dela? Por que meu filho não consegue arrumar trabalho?"
Francisco tem a atenção do mundo - por mais inconstante e passageira que ela seja. E também uma oportunidade rara de fazer mudanças significativas.
terça-feira, 7 de janeiro de 2014
Papa é destaque na China, na Time e em revista gay
O papa Francisco foi eleito uma das 10 “pessoas-chaves do ano de 2013” por 50 representantes dos meios de comunicação, das associações jornalísticas e diplomáticas entre as mais importantes da China. Segundo as informações da agência Fides, citada pela radio Vaticana, a escolha aconteceu dirante o XV China International Press Forum, que aconteceu em 15 de dezembro passado em Hainan. A notícia foi publicada em 24 de dezembro e reproduzida por todos os jornais chineses. Francisco ocupa o terceiro lugar entre os 10 homens mais importantes do mundo no ano de 2013, formada também pelo presidente iraniano Hassan Rohani, o russo Vladimir Putin, o ex-presidente egípcio Mohamed Morsi, o ex-presidente sul-africano Nelson Mandela. Até hoje nenhuma personalidade religiosa, muito menos o Papa, tinha aparecido na classificação anual realizada pelo China International Press Forum. A China não reconhece a autoridade do Papa e nem a nomeação de bispos no país, considerada uma interferência estrangeira nos assuntos internos do país. (Exame)
O papa Francisco foi escolhido a “personalidade do ano” de 2013 pela revista americana Time. A Time disse que Francisco “tirou o papado do palácio para levá-lo às ruas” e se colocou no centro das discussões chaves da época. Francisco, o primeiro latino-americano a comandar a Igreja Católica, “mudou o tom, a percepção e o enfoque de uma das maiores instituições do mundo com um extraordinário peso”, disse Nancy Gibbs, editora da revista Time, ao fazer o anúncio no canal NBC.
A prestigiosa revista americana destacou o papel do ex-arcebispo de Buenos Aires Jorge Mario Bergoglio para “comprometer” uma Igreja que tem 1,2 bilhão de fiéis no mundo a “enfrentar as necessidades mais profundas e equilibrar seu julgamento com piedade”. “Raramente um novo personagem no cenário internacional capturou tanta atenção tão rápido - jovem ou velho, crente ou cínico - como o papa Francisco”, escreveu Gibbs a respeito de Jorge Bergoglio, de 76 anos. [...] (G1 Notícias)
A tradicional revista americana pró-direitos dos gays The Advocate [também] escolheu o papa Francisco como sua “personalidade do ano” de 2013 [...]. A revista argumentou que concedeu a honraria ao papa porque, ainda que ele se mantenha contrário ao casamento gay, seu pontificado demonstrou uma “profunda mudança na retórica (anti-gay) em relação a seus predecessores”.
A capa destaca uma frase de Francisco dada em entrevista em julho: “Se uma pessoa é gay e procura Deus e tem boa vontade, quem sou eu para julgar?” A revista afirma que a organização gay católica Equally Blessed (Igualmente Abençoados) considerou a frase “algumas das mais encorajadoras palavras que um pontífice já disse sobre gays e lésbicas”. [...]
A Advocate disse que ninguém deve “subestimar a capacidade de qualquer papa de convencer corações e mentes na abertura para pessoas LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transexuais)”. (G1 Notícias)
Comentário Sikberto Marks: Como estamos escrevendo nessas últimas semanas, confirma-se que o atual papa Francisco, que foi eleito não faz um ano, conquistou o mundo. Isso está escrito em Apoc. 13:3, “maravilhavam-se após a besta”, quando esta recuperou o seu poder. Francisco não é apenas popular entre o povo, mas também entre as autoridades. E agora a grande surpresa, ele foi eleito a personalidade do ano na China!!! Ele está conquistando seus desafetos. Esse país não reconhece a Igreja Católica. Essa é uma virada extraordinária naquele país. É por isso que se pergunta: que grandes mudanças ocorrerão nesse novo ano?
Veja também: "Líder da igreja anglicana: Papa Francisco é ‘homem do ano’"
O papa Francisco foi escolhido a “personalidade do ano” de 2013 pela revista americana Time. A Time disse que Francisco “tirou o papado do palácio para levá-lo às ruas” e se colocou no centro das discussões chaves da época. Francisco, o primeiro latino-americano a comandar a Igreja Católica, “mudou o tom, a percepção e o enfoque de uma das maiores instituições do mundo com um extraordinário peso”, disse Nancy Gibbs, editora da revista Time, ao fazer o anúncio no canal NBC.
A prestigiosa revista americana destacou o papel do ex-arcebispo de Buenos Aires Jorge Mario Bergoglio para “comprometer” uma Igreja que tem 1,2 bilhão de fiéis no mundo a “enfrentar as necessidades mais profundas e equilibrar seu julgamento com piedade”. “Raramente um novo personagem no cenário internacional capturou tanta atenção tão rápido - jovem ou velho, crente ou cínico - como o papa Francisco”, escreveu Gibbs a respeito de Jorge Bergoglio, de 76 anos. [...] (G1 Notícias)
A tradicional revista americana pró-direitos dos gays The Advocate [também] escolheu o papa Francisco como sua “personalidade do ano” de 2013 [...]. A revista argumentou que concedeu a honraria ao papa porque, ainda que ele se mantenha contrário ao casamento gay, seu pontificado demonstrou uma “profunda mudança na retórica (anti-gay) em relação a seus predecessores”.
A capa destaca uma frase de Francisco dada em entrevista em julho: “Se uma pessoa é gay e procura Deus e tem boa vontade, quem sou eu para julgar?” A revista afirma que a organização gay católica Equally Blessed (Igualmente Abençoados) considerou a frase “algumas das mais encorajadoras palavras que um pontífice já disse sobre gays e lésbicas”. [...]
A Advocate disse que ninguém deve “subestimar a capacidade de qualquer papa de convencer corações e mentes na abertura para pessoas LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transexuais)”. (G1 Notícias)
Veja também: "Líder da igreja anglicana: Papa Francisco é ‘homem do ano’"
segunda-feira, 30 de dezembro de 2013
Domingos livres de trabalho no Parlamento Europeu
Segundo os promotores, a iniciativa tem como objetivo realçar a importância de não trabalhar ao domingo, usando os seguintes argumentos:
“Todas as pessoas na União Europeia devem ter direito a beneficiar de domingos sem trabalho.”
“A proteção do domingo fortalece a coesão social das nossas sociedades. Representa, portanto, uma conquista preciosa que deve ser reconhecida como um dos pilares do modelo social e económico europeu.”
A conferência decorrerá nas instalações do Parlamento Europeu em Bruxelas, no dia 21 de janeiro.
“Quando é pregado um sermão bem apropriado sobre a lei, imprimi-o num folheto, se tiverdes os recursos para fazê-lo. Depois, quando vos encontrardes com os que advogam as leis dominicais, ponde-lhes nas mãos esses folhetos. Dizei-lhes que não tendes o que discutir quanto ao assunto do domingo, pois tendes um claro “Assim diz o Senhor” para a observância do sétimo dia” (Ellen White, Review and Herald, 26 de março de 1908). (Tradução: O Tempo Final)
quarta-feira, 25 de dezembro de 2013
Papa Francisco faz apelo pela união de crentes e ateus
A aproximação do Papa Francisco aos ateus e pessoas de outras religiões marca um contraste com a atitude do Papa Bento XVICidade do Vaticano - Comemorando seu primeiro Natal como líder da Igreja Católica, o Papa Francisco pediu nesta quarta-feira pela união de ateus e crentes de todas as religiões como forma de espalhar a paz ao redor do mundo.
Falando para cerca de 70 mil pessoas a partir da varanda da Basílica de São Pedro, o mesmo local de onde emergiu para o mundo quando foi eleito papa, Francisco novamente apelou para a salvação do meio ambiente da "ganância humana e da rapacidade".
O papa disse que pessoas de outras religiões também rezam pela paz, e pediu pela união de crentes e ateus.
"Eu convido até os descrentes para desejar a paz. (Junte-se a nós) com seu desejo, um desejo que alarga o coração. Vamos todos nos unir, seja com preces ou desejo, mas todos pela paz", afirmou Francisco, sendo ovacionado pela plateia.
A aproximação do Papa Francisco aos ateus e pessoas de outras religiões marca um contraste com a atitude do Papa Bento XVI, do papado anterior, que às vezes relegava não católicos a crentes de segunda classe.
Francisco pediu também pela "harmonia social do Sudão do Sul, onde as recentes tensões causaram inúmeras vítimas e são uma ameaça para a coexistência pacífica naquele jovem país".
Fonte - Exame
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