RIO - A maior geleira da Antártica Oriental, contendo gelo equivalente a seis metros acima do nível do mar, está derretendo devido à água quente do oceano, apontaram cientistas australianos nesta segunda-feira.
A geleira Tooten, de 120km de comprimento e mais de 30km de largura, era pensada como uma área intocada pelas correntes mais quentes. No entanto, uma viagem à região congelada encontrou que as águas em torno da geleira estavam mais quentes do que o esperado e, provavelmente, derretendo o gelo por baixo.
“Sabíamos que a geleira estava diminuindo a partir dos dados de satélite, e nós não sabíamos por quê”, afirmou a AFP o cientista-chefe da viagem Steve Rintoul.
Ele disse que, até recentemente, acreditava-se que a camada de gelo da Antártica Oriental era cercada por águas frias e, portanto, muito estável e sem risco de mudar muito. Mas o resultado da viagem foi que as águas em torno da geleira estavam cerca de 1,5ºC mais quentes do que em outras áreas visitadas na mesma viagem durante o verão do hemisfério sul.
“Chegamos na frente da geleira e medimos temperaturas que foram quentes o suficiente para conduzir um derretimento significativo”, disse Rintoul. “E por isso o fato de que a água quente pode alcançar esta geleira é um sinal de que a Antártica Oriental é potencialmente mais vulnerável às mudanças no oceano impulsionadas pela mudança climática sobre a qual estamos acostumados a pensar.”
Expedições anteriores tinham sido incapazes de chegar perto da geleira devido ao gelo pesado, mas Rintoul disse que o tempo ajudou o navio quebra-gelo Aurora Australis e uma equipe de cientistas e técnicos da Divisão Australiana da Anártica e outras organizações.
Rintoul disse que a geleira não estava prestes a derreter completamente durante a noite e causar um aumento de seis metros no nível do mar, mas a pesquisa foi importante, uma vez que os cientistas tentam prever como as mudanças na temperatura dos oceanos terão impacto sobre as camadas de gelo.
“Este estudo é um passo para uma melhor compreensão de exatamente quais partes das camadas de gelo são vulneráveis ao aquecimento do oceano e esse é o tipo de informação que podemos usar para melhorar as nossas previsões de futuras subidas do nível do mar”, disse ele.
Fonte - O Globo
segunda-feira, 26 de janeiro de 2015
Fórum Econômico Mundial discute extremismo religioso
O Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, realizou na última quarta-feira (21) uma sessão exclusiva sobre religião onde lideranças políticas e religiosas discutiram sobre a violência, o extremismo e a liberdade de expressão.
O encontro teve a participação do ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair; do rabino David Rosen, do Comitê Judaico Americano; do clérigo muçulmano Hamza Yusuf Hanson, especialista em Islã e do arcebispo sul-africano Thabo Makgoba Cecil.
Motivado pelos ataques em Paris, o encontro não falou apenas sobre as mortes na sede da revista Charlie Hebdo, lembrando também dos conflitos motivados pelo extremismo religioso no Oriente Médio, Nigéria e República Centro-Africana.
Blair lembrou de casos de extremismos anti-religiosos como o comunismo e o fascismo. “O extremismo não é um fenômeno recente, tivemos o extremismo no século 20, através do comunismo e do fascismo, que eram ambos ideologias profundamente anti-religiosas”, disse o britânico.
Enviado especialmente para negociar a paz no Oriente Médio, Tony Blair entende que a religião não é a causa do conflito, mas sim a perversão da religião que seria o islamismo radical. “Não é a religião em si que causa conflito. No entanto, hoje, a ideologia que é mais ameaçadora para a nossa segurança é uma ideologia baseada em uma perversão da religião”.
O clérigo muçulmano Hamza Yusuf Hanson concordou com o ex-premiê britânico e deixou claro que o islã tradicional era “uma das religiões excepcionais que permite que outras religiões vivam pacificamente em seu meio”.
O rabino, por sua vez, declarou que a religião foi desviada para manipular as pessoas e isso tem gerado violência. “Agora que nos sentimos ameaçados, é natural e desejável nos voltarmos para a religião”.
Liberdade de expressão X Decência
Os ataques à revista francesa foram motivados por conta das constantes caricaturas de Maomé que estampavam a publicação. Na religião é proibido representar o profeta e os desenhos da Charlie Hebdo sempre traziam sátiras que zombavam do líder religioso que fundou o islã.
Hanson, considera que o trabalho da publicação ultrapassava a liberdade de expressão. “Esta é uma absoluta falta de civilidade e decência”, disse. “você pode condenar e criticar a religião, não há nenhum problema nisso, mas você não pode ridicularizar pessoas e desrespeitá-las”, completou o muçulmano.
O arcebispo Thabo Makgoba Cecil pediu para que figuras públicas não se posicionem a favor e nem contra a revista para evitar “expressões que fazem o buzz”, pedindo para que as autoridades tentem entender porquê o fenômeno de radicalização aconteceu na França.
Para a agência AFP o rabino comentou que insultar a religião é pior que um insulto racial, enquanto que Tony Blair propôs a educação para combater o islamismo. “O extremismo não é natural, é algo que é ensinado e deve ser removido dos sistemas de ensino”, disse ele.
O arcebispo sul-africano afirmou que tem fé e que o terrorismo não vai amedrontar a população mundial. “De um total de mais de 6 bilhões de seres humanos no mundo, há apenas um punhado de terroristas, não nos deixaremos aterrorizar por esta minoria”.
Para combatê-los, o católico sugere o amor e a liberdade. “A liberdade e o amor são valores-chave, e se os defendermos poderemos transcender a violência”.
O encontro teve a participação do ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair; do rabino David Rosen, do Comitê Judaico Americano; do clérigo muçulmano Hamza Yusuf Hanson, especialista em Islã e do arcebispo sul-africano Thabo Makgoba Cecil.
Motivado pelos ataques em Paris, o encontro não falou apenas sobre as mortes na sede da revista Charlie Hebdo, lembrando também dos conflitos motivados pelo extremismo religioso no Oriente Médio, Nigéria e República Centro-Africana.
Blair lembrou de casos de extremismos anti-religiosos como o comunismo e o fascismo. “O extremismo não é um fenômeno recente, tivemos o extremismo no século 20, através do comunismo e do fascismo, que eram ambos ideologias profundamente anti-religiosas”, disse o britânico.
Enviado especialmente para negociar a paz no Oriente Médio, Tony Blair entende que a religião não é a causa do conflito, mas sim a perversão da religião que seria o islamismo radical. “Não é a religião em si que causa conflito. No entanto, hoje, a ideologia que é mais ameaçadora para a nossa segurança é uma ideologia baseada em uma perversão da religião”.
O clérigo muçulmano Hamza Yusuf Hanson concordou com o ex-premiê britânico e deixou claro que o islã tradicional era “uma das religiões excepcionais que permite que outras religiões vivam pacificamente em seu meio”.
O rabino, por sua vez, declarou que a religião foi desviada para manipular as pessoas e isso tem gerado violência. “Agora que nos sentimos ameaçados, é natural e desejável nos voltarmos para a religião”.
Liberdade de expressão X Decência
Os ataques à revista francesa foram motivados por conta das constantes caricaturas de Maomé que estampavam a publicação. Na religião é proibido representar o profeta e os desenhos da Charlie Hebdo sempre traziam sátiras que zombavam do líder religioso que fundou o islã.
Hanson, considera que o trabalho da publicação ultrapassava a liberdade de expressão. “Esta é uma absoluta falta de civilidade e decência”, disse. “você pode condenar e criticar a religião, não há nenhum problema nisso, mas você não pode ridicularizar pessoas e desrespeitá-las”, completou o muçulmano.
O arcebispo Thabo Makgoba Cecil pediu para que figuras públicas não se posicionem a favor e nem contra a revista para evitar “expressões que fazem o buzz”, pedindo para que as autoridades tentem entender porquê o fenômeno de radicalização aconteceu na França.
Para a agência AFP o rabino comentou que insultar a religião é pior que um insulto racial, enquanto que Tony Blair propôs a educação para combater o islamismo. “O extremismo não é natural, é algo que é ensinado e deve ser removido dos sistemas de ensino”, disse ele.
O arcebispo sul-africano afirmou que tem fé e que o terrorismo não vai amedrontar a população mundial. “De um total de mais de 6 bilhões de seres humanos no mundo, há apenas um punhado de terroristas, não nos deixaremos aterrorizar por esta minoria”.
Para combatê-los, o católico sugere o amor e a liberdade. “A liberdade e o amor são valores-chave, e se os defendermos poderemos transcender a violência”.
Estados Unidos preparam-se para tempestade histórica a partir de hoje
Os estados do Nordeste dos Estados Unidos preparam-se para o que os meteorologistas anunciam como uma “tempestade histórica” de neve e frio, que afetará a região a partir de hoje (26). Foram emitidos alertas de tempestades de neve e frio na cidade de Filadélfia (Pensilvânia), por toda a Costa Leste do país até o Norte, incluindo Nova York, Nova Jersey e Nova Inglaterra, até o vizinho Canadá. As tempestades poderão ocorrer de hoje para amanhã (27). “Trata-se de uma tempestade de inverno, que poderá ter características históricas”, informou o canal de televisão The Weather Channel, especializado em meteorologia.As companhias American Airlines, Delta JetBlue, Southwest e US Airways advertem passageiros que pretendem viajar hoje ou amanhã para o Nordeste dos Estados Unidos que, em razão da previsão de tempestades, os voos poderiam ter cancelamentos ou mudança de itinerários.
Fonte - Isto É
domingo, 25 de janeiro de 2015
Papa pede "plena unidade" dos cristãos, divididos pelo diabo
O papa Francisco apelou neste domingo novamente à "plena unidade de todos" os cristãos porque assim quis Jesus e culpou o diabo por "todas as divisões", durante a mensagem prévia à tradicional reza do Ângelus dominical."Temos que rezar para que seja o Espírito Santo quem nos uma. Jesus queria a unidade de todos. O diabo é o pai das divisões, sempre divide, sempre faz guerras, causa muito prejuízo", ressaltou.
"(No coração de Cristo) se encontra o desejo de unidade de seus discípulos pertencentes a esta sede. O encontramos expressado na oração elevada ao pai antes da paixão: 'Porque todos somos uma só coisa'", acrescentou.
Assim, o papa pediu aos fiéis que continuem rezando e se comprometendo-se "pela plena unidade dos discípulos de Cristo, com a certeza de que Ele está do nosso lado e nos apoia com a força de seu espírito para que esta meta se aproxime".
Não é a primeira vez que o pontífice argentino cita seu desejo de unidade de todos os cristãos, no que considera um "ecumenismo do sangue".
Este propósito esteve no centro de sua viagem à Turquia em novembro.
Francisco rezou junto ao patriarca ecumênico Bartolomeu I na Igreja Patriarcal de São Jorge de Istambul e ambos desejaram a unificação de suas respectivas igrejas e com os demais cristãos.
Fonte - Yahoo
sábado, 24 de janeiro de 2015
"Estamos à beira da total auto-destruição?"
O que o futuro trará? Uma postura razoável seria tentar olhar para a espécie humana de fora. Então imagine que você é um extraterrestre observador que está tentando desvendar o que acontece aqui ou, se imagine como um historiador daqui a 100 anos - assumindo que existam historiadores em 100 anos, o que não é óbvio - e você está olhando para o que acontece. Veria algo impressionante.Pela primeira vez na história da espécie humana, desenvolvemos claramente a capacidade de nos destruirmos. Isso é verdade desde 1945. Agora está finalmente sendo reconhecido que existem mais processos de longo-prazo como a destruição ambiental liderando na mesma direção, talvez não à destruição total, mas ao menos à destruição da capacidade de uma existência decente.
E existem outros perigos como pandemias, as quais estão relacionadas à globalização e interação. Então, existem processos em curso e instituições em vigor, como sistemas de armas nucleares, os quais podem levar à explosão ou talvez, extermínio, da existência organizada.
Como destruir o planeta sem tentar muito
A pergunta é: O que as pessoas estão fazendo a respeito? Nada disso é segredo. Está tudo perfeitamente aberto. De fato, você tem que fazer um esforço para não enxergar.
Houve uma gama de reações. Têm aqueles que estão tentando ao máximo fazer algo em relação à essas ameaças, e outros que estão agindo para aumentá-las. Se olhar para quem são, esse historiador futurista ou extraterrestre observador veriam algo estranho. As sociedades menos desenvolvidas, incluindo povos indígenas, ou seus remanescentes, sociedades tribais e as primeiras nações do Canadá, que estão tentando mitigar ou superar essas ameaças. Não estão falando sobre guerra nuclear, mas sim desastre ambiental, e estão realmente tentando fazer algo a respeito.
De fato, ao redor do mundo - Austrália, Índia, América do Sul - existem batalhas acontecendo, às vezes guerras. Na Índia, é uma guerra enorme sobre a destruição ambiental direta, com sociedades tribais tentando resistir às operações de extração de recursos que são extremamente prejudiciais localmente, mas também em suas consequências gerais. Em sociedades onde as populações indígenas têm influência, muitos tomam uma posição forte. O mais forte dos países em relação ao aquecimento global é a Bolívia, cuja maioria é indígena e requisitos constitucionais protegem os “direitos da natureza”.
O Equador, o qual também tem uma população indígena ampla, é o único exportador de petróleo que conheço onde o governo está procurando auxílio para ajudar a manter o petróleo no solo, ao invés de produzi-lo e exportá-lo - e no solo é onde deveria estar.
O presidente Venezuelano Hugo Chávez, que morreu recentemente e foi objeto de gozação, insulto e ódio ao redor do mundo ocidental, atendeu a uma sessão da Assembléia Geral da ONU a poucos anos atrás onde ele suscitou todo tipo de ridículo ao chamar George W. Bush de demônio. Ele também concedeu um discurso que foi interessante. Claro, Venezuela é uma grande produtora de petróleo. O petróleo é praticamente todo seu PIB. Naquele discurso, ele alertou dos perigos do sobreuso dos combustíveis fóssil e sugeriu aos países produtores e consumidores que se juntassem para tentar manejar formas de diminuir o uso desses combustíveis. Isso foi bem impressionante da parte de um produtor de petróleo. Você sabe, ele era parte índio, com passado indígena. Esse aspecto de suas ações na ONU nunca foi reportado, diferentemente das coisas engraçadas que fez.
Então, em um extremo têm-se os indígenas, sociedades tribais tentando amenizar a corrida ao desastre. No outro extremo, as sociedades mais ricas, poderosas na história da humanidade, como os EUA e o Canadá, que estão correndo em velocidade máxima para destruir o meio ambiente o mais rápido possível. Diferentemente do Equador e das sociedades indígenas ao redor do mundo, eles querem extrair cada gota de hidrocarbonetos do solo com toda velocidade possível.
Ambos partidos políticos, o presidente Obama, a mídia, e a imprensa internacional parecem estar olhando adiante com grande entusiasmo para o que eles chamam de “um século de independência energética” para os EUA. Independência energética é quase um conceito sem significado, mas botamos isso de lado. O que eles querem dizer é: teremos um século no qual maximizaremos o uso de combustíveis fóssil e contribuiremos para a destruição do planeta.
E esse é basicamente o caso em todo lugar. Evidentemente, quando se trata de desenvolvimento de energia alternativa, a Europa está fazendo alguma coisa. Enquanto isso, os EUA, o mais rico e poderoso país de toda a história do mundo, é a única nação dentre talvez 100 relevantes que não possui uma política nacional para a restrição do uso de combustíveis fóssil, e que nem ao menos mira na energia renovável. Não é por que a população não quer. Os americanos estão bem próximos da norma internacional com sua preocupação com o aquecimento global. Suas estruturas institucionais que bloqueiam a mudança. Os interesses comerciais não aceitam e são poderosos em determinar políticas, então temos um grande vão entre opinião e política em muitas questões, incluindo esta. Então, é isso que o historiador do futuro veria. Ele também pode ler os jornais científicos de hoje. Cada um que você abre tem uma predição mais horrível que a outra.
“O momento mais perigoso na história”
A outra questão é a guerra nuclear. É sabido por um bom tempo, que se tivesse que haver uma primeira tacada por uma super potência, mesmo sem retaliação, provavelmente destruiria a civilização somente por causa das consequências de um inverno-nuclear que se seguiria. Você pode ler sobre isso no Boletim de Cientistas Atômicos. É bem compreendido. Então o perigo sempre foi muito pior do que achávamos que fosse.
Acabamos de passar pelo 50o aniversário da Crise dos Mísseis Cubanos, a qual foi chamada de “o momento mais perigoso na história” pelo historiador Arthur Schlesinger, o conselheiro do presidente John F. Kennedy. E foi. Foi uma chamada bem próxima do fim, e não foi a única vez tampouco. De algumas formas, no entanto, o pior aspecto desses eventos é que a lições não foram aprendidas.
O que aconteceu na crise dos mísseis em outubro de 1962 foi petrificado para parecer que atos de coragem e reflexão eram abundantes. A verdade é que todo o episódio foi quase insano. Houve um ponto, enquanto a crise chegava em seu pico, que o Premier Soviético Nikita Khrushchev escreveu para Kennedy oferecendo resolver a questão com um anuncio publico de retirada dos mísseis russos de Cuba e dos mísseis americanos da Turquia. Na realidade, Kennedy nem sabia que os EUA possuíam mísseis na Turquia na época. Estavam sendo retirados de todo modo, porque estavam sendo substituídos por submarinos nucleares mais letais, e que eram invulneráveis.
Então essa era a proposta. Kennedy e seus conselheiros consideraram-na - e a rejeitaram. Na época, o próprio Kennedy estimava a possibilidade de uma guerra nuclear em um terço da metade. Então Kennedy estava disposto a aceitar um risco muito alto de destruição em massa afim de estabelecer o princípio de que nós - e somente nós - temos o direito de deter mísseis ofensivos além de nossas fronteiras, na realidade em qualquer lugar que quisermos, sem importar o risco aos outros - e a nós mesmos, se tudo sair do controle. Temos esse direito, mas ninguém mais o detém.
No entanto, Kennedy aceitou um acordo secreto para a retirada dos mísseis que os EUA já estavam retirando, somente se nunca fosse à publico. Khrushchev, em outras palavras, teve que retirar abertamente os mísseis russos enquanto os EUA secretamente retiraram seus obsoletos; isto é, Khrushchev teve que ser humilhado e Kennedy manteve sua pose de macho. Ele é altamente elogiado por isso: coragem e popularidade sob ameaça, e por aí vai. O horror de suas decisões não é nem mencionado - tente achar nos arquivos.
E para somar um pouco mais, poucos meses antes da crise estourar os EUA haviam mandado mísseis com ogivas nucleares para Okinawa. Eram mirados na China durante um período de grande tensão regional.
Bom, quem liga? Temos o direito de fazer o que quisermos em qualquer lugar do mundo. Essa foi uma lição daquela época, mas haviam outras por vir.
Dez anos depois disso, em 1973, o secretário de estado Henry Kissinger chamou um alerta vermelho nuclear. Era seu modo de avisar à Rússia para não interferir na constante guerra Israel-Árabes e, em particular, não interferir depois de terem informado aos israelenses que poderiam violar o cessar fogo que os EUA e a Rússia haviam concordado. Felizmente, nada aconteceu.
Dez anos depois, o presidente em vigor era Ronald Reagan. Assim que entrou na Casa Branca, ele e seus conselheiros fizeram com que a Força Aérea começasse a entrar no espaço aéreo Russo para tentar levantar informações sobre os sistemas de alerta russos, Operação Able Archer. Essencialmente, eram ataques falsos. Os Russos estavam incertos, alguns oficiais de alta patente acreditavam que seria o primeiro passo para um ataque real. Felizmente, eles não reagiram, mesmo sendo uma chamada estreita. E continua assim.
O que pensar das crises nucleares Iraniana e Norte-Coreana
No momento, a questão nuclear está regularmente nas capas nos casos do Irã e da Coréia do Norte. Existem jeitos de lidar com esse crise contínua. Talvez não funcionasse, mas ao menos tentaria. No entanto, não estão nem sendo consideradas, nem reportadas.
Tome o caso do Irã, que é considerado no ocidente - não no mundo árabe, não na Ásia - a maior ameaça à paz mundial. É uma obsessão ocidental, e é interessante investigar as razões disso, mas deixarei isso de lado. Há um jeito de lidar com a suposta maior ameaça à paz mundial? Na realidade existem várias. Uma forma, bastante sensível, foi proposta alguns meses atrás em uma reunião dos países não alinhados em Teerã. De fato, estavam apenas reiterando uma proposta que esteve circulando por décadas, pressionada particularmente pelo Egito, e que foi aprovada pela Assembléia Geral da ONU.
A proposta é mover em direção ao estabelecimento de uma zona sem armas nucleares na região. Essa não seria a resposta para tudo, mas seria um grande passo à frente. E haviam modos de proceder. Sob o patrocínio da ONU, houve uma conferência internacional na Finlândia dezembro passado para tentar implementar planos nesta trajetória. O que aconteceu? Você não lerá sobre isso nos jornais pois não foi divulgado - somente em jornais especialistas.
No início de novembro, o Irã concordou em comparecer à reunião. Alguns dias depois Obama cancelou a reunião, dizendo que a hora não estava correta. O Parlamento Europeu divulgou uma declaração pedindo que continuasse, assim como os estados árabes. Nada resultou. Então moveremos em direção a sanções mais rígidas contra a população Iraniana - não prejudica o regime - e talvez guerra. Quem sabe o que irá acontecer?
No nordeste da Ásia, é a mesma coisa. A Coréia do Norte pode ser o país mais louco do mundo. É certamente um bom competidor para o título. Mas faz sentido tentar adivinhar o que se passa pela cabeça alheia quando estão agindo feito loucos. Por que se comportariam assim? Nos imagine na situação deles. Imagine o que significou na Guerra da Coréia anos dos 1950’s o seu país ser totalmente nivelado, tudo destruído por uma enorme super potência, a qual estava regozijando sobre o que estava fazendo. Imagine a marca que deixaria para trás.
Tenha em mente que a liderança Norte Coreana possivelmente leu os jornais públicos militares desta super potência na época explicando que, uma vez que todo o resto da Coréia do Norte foi destruído, a força aérea foi enviada para a Coréia do Norte para destruir suas represas, enormes represas que controlavam o fornecimento de água - um crime de guerra, pelo qual pessoas foram enforcadas em Nuremberg. E esses jornais oficiais falavam excitadamente sobre como foi maravilhoso ver a água se esvaindo, e os asiáticos correndo e tentando sobreviver. Os jornais exaltavam com algo que para os asiáticos fora horrores para além da imaginação. Significou a destruição de sua colheita de arroz, o que resultou em fome e morte. Quão maravilhoso! Não está na nossa memória, mas está na deles.
Voltemos ao presente. Há uma história recente interessante. Em 1993, Israel e Coréia do Norte se moviam em direção a um acordo no qual a Coréia do Norte pararia de enviar quaisquer mísseis ou tecnologia militar para o Oriente Médio e Israel reconheceria seu país. O presidente Clinton interveio e bloqueou. Pouco depois disso, em retaliação, a Coréia do Norte promoveu um teste de mísseis pequeno. Os EUA e a Coréia do Norte chegaram então a um acordo em 1994 que interrompeu seu trabalho nuclear e foi mais ou menos honrado pelos dois lados. Quando George W. Bush tomou posse, a Coréia do Norte tinha talvez uma arma nuclear e verificadamente não produzia mais.
Bush imediatamente lançou seu militarismo agressivo, ameaçando a Coréia do Norte - “machado do mal” e tudo isso - então a Coréia do Norte voltou a trabalhar com seu programa nuclear. Na época que Bush deixou a Casa Branca, tinham de 8 a 10 armas nucleares e um sistema de mísseis, outra grande conquista neoconservadora. No meio, outras coisas aconteceram. Em 2005, os EUA e a Coréia do Norte realmente chegaram a um acordo no qual a Coréia do Norte teria que terminar com todo seu desenvolvimento nuclear e de mísseis. Em troca, o ocidente, mas principalmente os EUA, forneceria um reator de água natural para suas necessidades medicinais e pararia com declarações agressivas. Eles então formariam um pacto de não agressão e caminhariam em direção ao conforto.
Era muito promissor, mas quase imediatamente Bush menosprezou. Retirou a oferta do reator de água natural e iniciou programas para compelir bancos a pararem de manejar qualquer transação Norte Coreana, até mesmo as legais. Os Norte Coreanos reagiram revivendo seu programa de armas nuclear. E esse é o modo que se segue.
É bem sabido. Pode-se ler na cultura americana principal. O que dizem é: é um regime bem louco, mas também segue uma política do olho por olho, dente por dente. Você faz um gesto hostil e responderemos com um gesto louco nosso. Você faz um gesto confortável e responderemos da mesma forma.
Ultimamente, por exemplo, existem exercícios militares Sul Coreanos-Americanos na península Coreana a qual, do ponto de vista do Norte, tem que parecer ameaçador. Pensaríamos que estão nos ameaçando se estivessem indo ao Canadá e mirando em nós. No curso disso, os mais avançados bombardeiros na história, Stealth B-2 e B-52, estão travando ataques de bombardeio nuclear simulados nas fronteiras da Coréia do Norte.
Isso, com certeza, reacende a chama do passado. Eles lembram daquele passado, então estão reagindo de uma forma agressiva e extrema. Bom, o que chega no ocidente derivado disso tudo é o quão loucos e horríveis os líderes Norte Coreanos são. Sim, eles são. Mas essa não é toda a história, e esse é o jeito que o mundo está indo.
Não é que não haja alternativas. As alternativas somente não estão sendo levadas em conta. Isso é perigoso. Então, se me perguntar como o mundo estará no futuro, saiba que não é uma boa imagem. A menos que as pessoas façam algo a respeito. Sempre podemos.
Fonte - Carta Maior
quinta-feira, 22 de janeiro de 2015
Papa: católicos e luteranos juntos para testemunhar a misericórdia
Na manhã desta quinta-feira, 22 de janeiro, o Papa Francisco recebeu no Vaticano uma delegação ecuménica da Finlândia, que tradicionalmente vem a Roma em peregrinação para celebrar Santo Henrique, Padroeiro do país. Liderado pelo Bispo Vikström, o grupo de 12 pessoas ouviu as palavras do Santo Padre, que louvou este “encontro espiritual e ecuménico entre católicos e luteranos”.A visita da delegação ecuménica dá-se precisamente enquanto se celebra a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos. Este ano, a iniciativa tem como tema: “Dá-me de beber”, utilizando as palavras de Jesus dirigidas à Samaritana no poço de Jacob.
O Papa Francisco sublinhou que católico e luteranos podem ainda juntos para dar testemunho da misericórdia divina nas nossas sociedades. O testemunho comum é muito necessário quando há desconfiança, insegurança, perseguições e sofrimento no mundo de hoje.
Segundo o Santo Padre “este testemunho comum pode ser sustentado e encorajado pelo progresso no diálogo teológico entre as Igrejas”. Citando alguns progressos obtidos neste caminho, reafirmou o seu desejo de que esta visita a Roma contribua para reforçar as relações ecuménicas entre luteranos e católicos na Finlândia, muito positivas há anos. “Que o Senhor nos envie o Espírito de verdade e nos guie rumo a uma maior caridade e unidade” – concluiu o Papa Francisco.
‘Relógio do Apocalipse’ é adiantado para 23h57m e humanidade fica mais perto da extinção
O fim do mundo está próximo! A depender do alerta emitido nesta quinta-feira pelo Boletim de Cientistas Atômicos (BAS, na sigla em inglês) ao adiantar em dois minutos o “Relógio do Apocalipse”, que agora marca três para meia-noite, vivemos uma situação tão perigosa quanto a da Guerra Fria. A última vez em que a situação esteve tão crítica foi em 1984, num momento em que o recrudescimento das hostilidades entre os EUA e a então União Soviética ameaçavam a humanidade com uma guerra nuclear. Desta vez, a principal ameaça vem do clima.
— Isto é sobre o fim da civilização como nós a conhecemos — disse Kennette Benedict, diretora-executiva do BAS. — A probabilidade de uma catástrofe global é muito alta, e as ações necessárias para reduzir os riscos são urgentes. As condições são tão ameaçadoras que estamos adiantando o relógio em dois minutos. Agora faltam três para a meia-noite.
A emissão de dióxido de carbono e outros gases está transformando o clima do planeta de forma perigosa, alertou Kennette, o que deixa milhões de pessoas vulneráveis ao aumento do nível do mar e a tragédias climáticas. Em comunicado, o BAS faz duras críticas aos líderes globais, que “falharam em agir na velocidade ou escala requerida para proteger os cidadãos de uma potencial catástrofe”.
O consultor e ambientalista Fabio Feldmann considera o alerta “bastante razoável” e destaca a falta de mobilização de governos e sociedades como o principal entrave.
— Se há um ano eu falasse sobre os riscos da crise hídrica em São Paulo, seria tachado de apocalíptico, mas veja a situação agora — disse Feldmann. — A realidade está superando as previsões científicas, mas não está colocando o tema na agenda. Esse é o drama.
ARMAS NUCLEARES AINDA ASSUSTAM
Além da questão climática, o BAS alerta sobre a modernização dos arsenais nucleares, principalmente nos EUA e na Rússia, quando o movimento ideal seria o de redução no número de ogivas. Estimativas mostram a existência de 16.300 armas atômicas no mundo, sendo que apenas cem seriam suficientes para causar danos de longo prazo na atmosfera do planeta.
“O processo de desarmamento chegou a um impasse, com os EUA e a Rússia aplicando programas de modernização das ogivas — minando os tratados de armas nucleares — e outros detentores se unindo nesta loucura cara e perigosa”, informou o BAS.
A organização pede que lideranças globais assumam o compromisso de limitar o aquecimento global a dois graus Celsius acima dos níveis pré-industriais e de reduzir os gastos com armamentos nucleares.
— Não estamos dizendo que é muito tarde, mas a janela para ações está se fechando rapidamente — alertou Kennette. — O mundo precisa acordar da atual letargia. acreditamos que adiantar o relógio pode inspirar mudanças que ajudem nesse processo.
O BAS foi fundado em 1945 por cientistas da Universidade de Chicago (EUA) que participaram no desenvolvimento da primeira arma atômica, dentro do Projeto Manhattan. Dois anos depois, eles decidiram criar a iniciativa do relógio, para “prever” quão perto a humanidade estaria da aniquilação. Na época, a principal preocupação era com o holocausto nuclear, mas, a partir de 2007, a questão climática passou a ser considerada pelo grupo. As decisões de ajustar ou não o relógio são tomadas com base em consultas a especialistas, incluindo 18 vencedores do Prêmio Nobel.
Desde a criação, o “Relógio do Apocalipse” foi ajustado apenas 22 vezes. O momento mais crítico aconteceu em 1953, com o horário marcando 23h58m, por causa dos testes soviéticos e americanos com a bomba de hidrogênio. A assinatura do Tratado de Redução de Armas Estratégicas, em 1991, fez o relógio marcar 17 minutos para a meia-noite, a situação mais confortável até hoje.
O último ajuste do relógio aconteceu em 2012, para 23h55m, com o BAS alertando sobre os riscos do uso de armas nucleares nos conflitos do Oriente Médio e o aumento na incidência de tragédias naturais.
Fonte - O Globo
— Isto é sobre o fim da civilização como nós a conhecemos — disse Kennette Benedict, diretora-executiva do BAS. — A probabilidade de uma catástrofe global é muito alta, e as ações necessárias para reduzir os riscos são urgentes. As condições são tão ameaçadoras que estamos adiantando o relógio em dois minutos. Agora faltam três para a meia-noite.
A emissão de dióxido de carbono e outros gases está transformando o clima do planeta de forma perigosa, alertou Kennette, o que deixa milhões de pessoas vulneráveis ao aumento do nível do mar e a tragédias climáticas. Em comunicado, o BAS faz duras críticas aos líderes globais, que “falharam em agir na velocidade ou escala requerida para proteger os cidadãos de uma potencial catástrofe”.
O consultor e ambientalista Fabio Feldmann considera o alerta “bastante razoável” e destaca a falta de mobilização de governos e sociedades como o principal entrave.
— Se há um ano eu falasse sobre os riscos da crise hídrica em São Paulo, seria tachado de apocalíptico, mas veja a situação agora — disse Feldmann. — A realidade está superando as previsões científicas, mas não está colocando o tema na agenda. Esse é o drama.
ARMAS NUCLEARES AINDA ASSUSTAM
Além da questão climática, o BAS alerta sobre a modernização dos arsenais nucleares, principalmente nos EUA e na Rússia, quando o movimento ideal seria o de redução no número de ogivas. Estimativas mostram a existência de 16.300 armas atômicas no mundo, sendo que apenas cem seriam suficientes para causar danos de longo prazo na atmosfera do planeta.
“O processo de desarmamento chegou a um impasse, com os EUA e a Rússia aplicando programas de modernização das ogivas — minando os tratados de armas nucleares — e outros detentores se unindo nesta loucura cara e perigosa”, informou o BAS.
A organização pede que lideranças globais assumam o compromisso de limitar o aquecimento global a dois graus Celsius acima dos níveis pré-industriais e de reduzir os gastos com armamentos nucleares.
— Não estamos dizendo que é muito tarde, mas a janela para ações está se fechando rapidamente — alertou Kennette. — O mundo precisa acordar da atual letargia. acreditamos que adiantar o relógio pode inspirar mudanças que ajudem nesse processo.
O BAS foi fundado em 1945 por cientistas da Universidade de Chicago (EUA) que participaram no desenvolvimento da primeira arma atômica, dentro do Projeto Manhattan. Dois anos depois, eles decidiram criar a iniciativa do relógio, para “prever” quão perto a humanidade estaria da aniquilação. Na época, a principal preocupação era com o holocausto nuclear, mas, a partir de 2007, a questão climática passou a ser considerada pelo grupo. As decisões de ajustar ou não o relógio são tomadas com base em consultas a especialistas, incluindo 18 vencedores do Prêmio Nobel.
Desde a criação, o “Relógio do Apocalipse” foi ajustado apenas 22 vezes. O momento mais crítico aconteceu em 1953, com o horário marcando 23h58m, por causa dos testes soviéticos e americanos com a bomba de hidrogênio. A assinatura do Tratado de Redução de Armas Estratégicas, em 1991, fez o relógio marcar 17 minutos para a meia-noite, a situação mais confortável até hoje.
O último ajuste do relógio aconteceu em 2012, para 23h55m, com o BAS alertando sobre os riscos do uso de armas nucleares nos conflitos do Oriente Médio e o aumento na incidência de tragédias naturais.
Fonte - O Globo
quarta-feira, 21 de janeiro de 2015
Diretiva européia sobre o horário de trabalho
"Levando em consideração que esta diretiva pretende regular as horas e dias de descanso laboral semanal, causou uma certa preocupação em setores da sociedade que por motivo religioso guardam um dia de repouso diferente do domingo."
Fonte - Adventist News Network
Evento Live Earth vai acontecer em 18 de junho
Mais de 100 artistas de todo o mundo participarão de um show global contra as mudanças climáticas, o "Live Earth", no dia 18 de junho, para exigir um ambicioso acordo sobre o clima no final de 2015, anunciou nesta quarta-feira o ex-vice-presidente americano Al Gore."Vamos ter um evento no mundo inteiro, em todos os continentes", afirmou Gore durante o fórum econômico de Davos, na Suíça.
Com o show, seus organizadores pretendem pressionar para que na próxima reunião sobre o clima das Nações Unidas, que acontecerá em Paris em dezembro, seja alcançado um grande acordo meio ambiental.
O político assegurou que o evento, organizado pelo produtor americano Kevin Wall (que já organizou o "Live Earth" 2007), terá uma audiência planetária na televisão, no rádio e na internet de 2 bilhões de espectadores.
No dia 18 de junho acontecerão shows "nos maiores estádios", disse Wall, citando lugares como China, Sydney, Rio de Janeiro, Cidade do Cabo, Nova York e Paris. Um grupo tacará na Antártica, assegurou Al Gore, que se tornou um obstinado defensor do meio ambiente desde que abandonou seu cargo governamental.
"Teremos grandes artistas, algum dos melhores artistas nunca antes reunidos, com uma mensagem: 'Ajam pelo clima agora'", declarou.
Programa oculto no iPhone pode rastrear usuário
O iPhone tem um aplicativo secreto que permite ao governo acompanhar os usuários sem que eles saibam, afirma Edward Snowden, ex-analista de segurança da Agência Nacional de Segurança (NSA).
Segundo o jornal The Independent, o denunciante do escândalo de escutas ilegais pelo governo dos Estados Unidos usa um celular regular e não um smartphone. De acordo com seu advogado, Anatoly Kucherena, Snowden diz que o software secreto pode ser ativado remotamente e indicar a localização do usuário.
A NSA publicou recentemente informações sobre telefones que usam UDIDs – identificador único e de uso exclusivo de iPhones. Nos documentos, a agência americana informa que o serviço de inteligência britânico GCHQ conseguiu usar os UDIDs para rastrear usuários. Os documentos, porém, não falam de um aplicativo nos moldes do que foi descrito por Snowden. Vela lembrar que uma série de documentos ainda não foi publicada.
Em entrevista ao jornal russo Sputnik News, Kucherena disse que Snowden não usa o iPhone por razões profissionais.
Fonte - Terra
Segundo o jornal The Independent, o denunciante do escândalo de escutas ilegais pelo governo dos Estados Unidos usa um celular regular e não um smartphone. De acordo com seu advogado, Anatoly Kucherena, Snowden diz que o software secreto pode ser ativado remotamente e indicar a localização do usuário.
A NSA publicou recentemente informações sobre telefones que usam UDIDs – identificador único e de uso exclusivo de iPhones. Nos documentos, a agência americana informa que o serviço de inteligência britânico GCHQ conseguiu usar os UDIDs para rastrear usuários. Os documentos, porém, não falam de um aplicativo nos moldes do que foi descrito por Snowden. Vela lembrar que uma série de documentos ainda não foi publicada.
Em entrevista ao jornal russo Sputnik News, Kucherena disse que Snowden não usa o iPhone por razões profissionais.
Fonte - Terra
terça-feira, 20 de janeiro de 2015
Dois jornais importantes aclamam o papa como líder
Dois jornalões britânicos importantes, o The Independent e o The Telegraph, aclamaram ontem o papa Francisco como líder incontestável e mundialmente influente. Chamada do The Independent: “‘Superpapa’ mostra como ele pode ser uma força global para o bem”. Chamada do The Telegraph: “Papa Francisco é um homem de paz – e imenso poder político”. Juro que eu não gostaria de ficar falando tanto aqui do líder dos católicos, mas ele não deixa! Hoje mesmo ele fez outra declaração que repercutiu em todo o mundo. Disse que os católicos não devem “se reproduzir como coelhos”, embora continue contra o controle artificial de natalidade (confira). Assim fica difícil... Mas, voltando às matérias dos dois jornais, é impressionante ver como Francisco cada vez mais se firma como líder mundial cujas ações e palavras têm enorme peso e influência.Para o The Independent, “o papa Francisco é um dos diplomatas mais importantes de sua época. Ele é uma ponte entre o Ocidente e o restante do mundo. [...] Por um acidente histórico, a liderança do catolicismo está localizada em Roma, mas suas origens cristãs estavam no Oriente Médio. Hoje, é a única igreja global [não é bem assim...], com cerca de 1,2 bilhão de membros. [...] Vivemos na era de um novo ‘superpapa’. A revista Forbeschamou Francisco de o quarto homem mais poderoso do mundo. [...] Enquanto o Ocidente se rende lentamente à sua pretensão de liderança no mundo inteiro, é uma sorte ter uma figura de transição carismática falando de paz, em vez de buscar votos”.
Já o Telegraph publicou o seguinte: “O primeiro pontífice não europeu em quase 1.300 anos está mostrando que tem a capacidade de ser uma força verdadeiramente global para o bem em nosso tempo. [...] Foi provavelmente a maior missa papal na história. No domingo, cerca de seis milhões de filipinos foram a Manila para testemunhar o papa Francisco celebrar a comunhão – evento culminante de um passeio surpreendente. [...] Os efeitos práticos de ter um papa que pode falar a duas culturas muito diferentes foram mostrados na aproximação entre Cuba e Estados Unidos [confira]. Sabemos agora que o Vaticano organizou conversações secretas entre oficiais e que o Pontífice escreveu tanto a Barack Obama quanto a Raul Castro. O presidente Obama disse que Francisco tem se conduzido através de um ‘exemplo moral, mostrando como o mundo deveria ser, ao invés de simplesmente se conformar com o mundo como ele é’.”
Esse aumento da popularidade e do respeito conquistado por Francisco certamente vai beneficiá-lo quando se dirigir aos líderes mundiais, em sua visita aos EUA, em setembro (confira). Quem questionará o grande líder, ainda mais se suas propostas para a paz no mundo forem “simpáticas” e aparentemente lógicas? Quem discordará do argumento de que devemos empreender todos os esforços possíveis para salvar o planeta e as famílias?
Os elogios e o apoio do presidente norte-americano fazem lembrar o que João escreveu no Apocalipse: “Exercia [a segunda besta, EUA, poder estatal] toda a autoridade da primeira besta [poder religioso], em nome dela, e fazia a Terra e seus habitantes adorarem a primeira besta, cujo ferimento mortal havia sido curado” (13:12). Mas é melhor parar por aqui, porque se eu disser que no capítulo 17 João identifica a primeira besta com uma prostituta, posso levar um murro na cara, afinal, ai daquele que falar mal da “mãe” (confira).
Michelson Borges
Polônia: documento conjunto em defesa do domingo
Varsóvia (RV) – A assinatura, prevista para esta terça-feira, 20 de janeiro, da declaração conjunta sobre o caráter especificamente festivo e, portanto, de descanso, do domingo por parte dos representantes da Igreja Católica e outras sete Igrejas (Ortodoxas e Evangélicas), que fazem parte do Conselho Ecumênico Polonês, será um dos momentos mais importantes da Semana de orações pela unidade dos cristãos na Polônia. O documento é o resultado de longas conversas que se realizaram nos últimos meses. O Secretário do Conselho Ecumênico do episcopado polonês, Mons. Slawomir Pawlowski, revela que “a maneira de viver o dia do Senhor já é em si um testemunho de fé”. A declaração poderá ajudar os fiéis a encontrar as motivações para “viver a fé na oração, na comunidade eclesial da Palavra e dos Sacramentos”, explica o sacerdote, lembrando que “também o descanso pode se tornar a expressão de alegria que nasce da fé”.
As Igrejas que assinam a declaração esperam, na Polônia, um novo debate público em defesa do descanso semanal e das diferentes modalidades do tempo livre, na esperança que o documento possa ser visto como apelo à defesa do domingo dirigido aos empresários, aos trabalhadores e às autoridade competentes.
Dois jornais importantes aclamam o papa como líder
Liderança moral globalDois jornalões britânicos importantes, o The Independent e o The Telegraph, aclamaram ontem o papa Francisco como líder incontestável e mundialmente influente. Chamada do The Independent: “‘Superpapa’ mostra como ele pode ser uma força global para o bem”. Chamada do The Telegraph: “Papa Francisco é um homem de paz – e imenso poder político”. Juro que eu não gostaria de ficar falando tanto aqui do líder dos católicos, mas ele não deixa! Hoje mesmo ele fez outra declaração que repercutiu em todo o mundo. Disse que os católicos não devem “se reproduzir como coelhos”, embora continue contra o controle artificial de natalidade (confira). Assim fica difícil... Mas, voltando às matérias dos dois jornais, é impressionante ver como Francisco cada vez mais se firma como líder mundial cujas ações e palavras têm enorme peso e influência.
Para o The Independent, “o papa Francisco é um dos diplomatas mais importantes de sua época. Ele é uma ponte entre o Ocidente e o restante do mundo. [...] Por um acidente histórico, a liderança do catolicismo está localizada em Roma, mas suas origens cristãs estavam no Oriente Médio. Hoje, é a única igreja global [não é bem assim...], com cerca de 1,2 bilhão de membros. [...] Vivemos na era de um novo ‘superpapa’. A revista Forbeschamou Francisco de o quarto homem mais poderoso do mundo. [...] Enquanto o Ocidente se rende lentamente à sua pretensão de liderança no mundo inteiro, é uma sorte ter uma figura de transição carismática falando de paz, em vez de buscar votos”.
Já o Telegraph publicou o seguinte: “O primeiro pontífice não europeu em quase 1.300 anos está mostrando que tem a capacidade de ser uma força verdadeiramente global para o bem em nosso tempo. [...] Foi provavelmente a maior missa papal na história. No domingo, cerca de seis milhões de filipinos foram a Manila para testemunhar o papa Francisco celebrar a comunhão – evento culminante de um passeio surpreendente. [...] Os efeitos práticos de ter um papa que pode falar a duas culturas muito diferentes foram mostrados na aproximação entre Cuba e Estados Unidos [confira]. Sabemos agora que o Vaticano organizou conversações secretas entre oficiais e que o Pontífice escreveu tanto a Barack Obama quanto a Raul Castro. O presidente Obama disse que Francisco tem se conduzido através de um ‘exemplo moral, mostrando como o mundo deveria ser, ao invés de simplesmente se conformar com o mundo como ele é’.”
Esse aumento da popularidade e do respeito conquistado por Francisco certamente vai beneficiá-lo quando se dirigir aos líderes mundiais, em sua visita aos EUA, em setembro (confira). Quem questionará o grande líder, ainda mais se suas propostas para a paz no mundo forem “simpáticas” e aparentemente lógicas? Quem discordará do argumento de que devemos empreender todos os esforços possíveis para salvar o planeta e as famílias?
Os elogios e o apoio do presidente norte-americano fazem lembrar o que João escreveu no Apocalipse: “Exercia [a segunda besta, EUA, poder estatal] toda a autoridade da primeira besta [poder religioso], em nome dela, e fazia a Terra e seus habitantes adorarem a primeira besta, cujo ferimento mortal havia sido curado” (13:12). Mas é melhor parar por aqui, porque se eu disser que no capítulo 17 João identifica a primeira besta com uma prostituta, posso levar um murro na cara, afinal, ai daquele que falar mal da “mãe” (confira).
Michelson Borges
segunda-feira, 19 de janeiro de 2015
Pesquisadores analisam veracidade de cartas de Chico Xavier
Quando o estudante Jair Presente morreu afogado no interior de São Paulo, em 1974, aos 24 anos, a irmã dele foi com os pais até Uberaba (MG) para buscar notícias com Chico Xavier (1910-2002).A partir desse encontro com Sueli, o médium escreveu uma sequência de 13 cartas atribuídas ao jovem.
Agora, 40 anos depois, uma pesquisa de pós-doutorado da Universidade Federal de Juiz de Fora, em parceria com a USP, confirmou que os dados contidos nessas cartas são verídicos.
“Os médiuns são conhecidos pelo repasse de informações às quais não teriam acesso normalmente. Por isso, a primeira coisa era avaliar se o que havia ali não era genérico”, diz o diretor do Núcleo de Pesquisas em Espiritualidade e Saúde (Nupes) da UFJF, o psiquiatra Alexander Moreira-Almeida.
“Quando alguém perde um ente querido, fica mais propício a aceitar aquelas ideias”, afirma.
Segundo Moreira-Almeida, orientador do estudo, Sueli Presente garantiu aos pesquisadores que não deu nenhuma informação a Xavier.
Ao analisar a primeira carta, o grupo encontrou referência ao avô do estudante.
“Aqui comigo estão o meu avô Basso e um coração de benfeitoria a quem chamo de Irmã Elvira”, diz a carta.
A citação é importante, segundo a pesquisa, não apenas porque o avô materno de Jair era conhecido por esse sobrenome, mas porque se refere ao fato de que ele também estava morto –Vicente Basso morreu em 1962. Já Elvira é uma tia do jovem, também falecida.
“Quando a irmã dele procurou Chico, teria dito apenas que havia perdido um irmão. Algumas informações, inclusive, nem os parentes dele sabiam e precisaram verificar a veracidade.”
Chico Xavier foi escolhido para a pesquisa, segundo o psiquiatra, por ser considerado um dos médiuns mais importantes do século 20.
“Existem relatos não comprovados de que ele produzia informações verdadeiras, mas não pesquisa científica. Como essas situações aconteceram há décadas e os familiares estão envelhecendo, sentimos a necessidade de fazer o estudo acadêmico”, diz.
Segundo a pesquisadora Denise Paraná, o grupo é interdisciplinar e tem pessoas de diversas vertentes religiosas e filosóficas. “Não é um grupo espírita. Há gente, inclusive, com uma forte formação acadêmica materialista, como eu.”
METODOLOGIA
Nas cartas, os pesquisadores selecionaram informações específicas para análise. Depois, entrevistaram familiares e pessoas que tiveram acesso aos fatos e consultaram recortes de jornal e outros documentos.
“Concluímos que, dos 99 itens de informação identificados, 97 eram dados verídicos e correspondentes a um fato real”, diz o psiquiatra.
Segundo ele, no entanto, o estudo não comprova que o conteúdo das cartas foi transmitido por alguém já morto, mas sim que as informações contidas ali são verdadeiras.
Para o psiquiatra, há fortes indícios de uma percepção extrassensorial de Xavier, “fato que continuará a ser analisado e que carece de estudos posteriores”.
Para a pesquisa, foram selecionados vários conjuntos de cartas do médium, e o grupo se prepara agora para as próximas publicações.
Fonte - Blog Folha
Mais de 40 igrejas cristãs incendiadas no sábado no Níger

Um total de 45 igrejas foram incendiadas no sábado em Niamey, capital do Níger, durante as manifestações contra as charges do profeta Maomé publicadas pela revista satírica francesa Charlie Hebdo, anunciou nesta segunda-feira o porta-voz da polícia.
No total, "45 igrejas, cinco hotéis, 36 bares, um orfanato e uma escola cristã foram saqueados antes de serem incendiados", disse Adily Toro, porta-voz da polícia, em uma coletiva de imprensa.
Nas manifestações morreram cinco pessoas e 128 ficaram feridas, acrescentou o porta-voz, que informou sobre 189 detidos.
Entre os feridos figuram 94 membros das forças de segurança e 34 manifestantes, e entre os detidos há dois menores, indicou Toro.
"A bandeira francesa foi queimada durante esta manifestação contra a Charlie Hebdo em Niamey", acrescentou o porta-voz.
As manifestações de sábado e domingo em Niamey, onde foram vistos cartazes do Boko Haram, foram similares em Zinder, a segunda cidade do país, explicou o porta-voz.
No domingo, 300 pessoas, respondendo a uma convocação da oposição, protestaram na capital, apesar da proibição do governo.
O governador de Niamey, Hamidou Garba, anunciou no domingo a detenção de 90 pessoas. Segundo a imprensa local, entre os detidos há líderes opositores.
Nas manifestações contra a Charlie Hebdo na sexta-feira em Zinder morreram cinco pessoas e 45 ficaram feridas, e o centro cultural frango-nigerino da cidade foi incendiado, assim como várias igrejas.
Fonte - Yahoo
1% da população está a caminho de possuir mais da metade da riqueza mundial, diz estudo
Com as tendências atuais, o grupo formado por 1% dos mais ricos do planeta está no caminho de possuir mais da metade da riqueza mundial no ano que vem. A outra metade ficará com os 99% da população restante. Este é o resultado de um estudo divulgado pela organização não-governamental britânica Oxfam nesta segunda-feira (19), às vésperas da edição de 2015 do Forum Econômico Mundial de Davos, na Suíça.De acordo com o relatório, a riqueza desse 1% da população subiu de 44% do total de recursos mundiais em 2009 para 48% no ano passado. Em 2016, esse patamar pode superar 50% se o ritmo atual de crescimento for mantido.
"Será que realmente queremos viver em um mundo onde 1% da população possui mais do que o resto de todos nós juntos?", disse a diretora executiva da Oxfam, Winnie Byanyima, de acordo com o New York Times. "A escala da desigualdade global é simplesmente impressionante."
A Oxfam afirmou que é necessário tomar medidas urgentes para frear o "crescimento da desigualdade". A ONG deve pedir medidas para combater o aumento da desigualdade na reunião de Davos, que ocorre entre 21 e 24 de janeiro, incluindo uma operação contra sonegação fiscal por empresas. O Fórum Econômico Mundial é um encontro anual que reúne os principais líderes da economia mundial para discutir as questões mais urgentes enfrentadas no mundo.
Fonte - Época
Revelados os propósitos da visita do papa aos EUA
Francisco e sua agenda intensa[Meus comentários seguem entre colchetes. – MB] O arcebispo Bernardito Auza - um membro da comissão organizadora para a próxima visita do papa Francisco aos EUA - revelou detalhes da programação proposta, que inclui visitas a três cidades. “Ele deverá chegar no dia 22 [de setembro] e voltará no dia 27. É um total de seis dias, mais a viagem”, Dom Auza disse à CNA/EWTN Notícias, em Manila, no dia 18 de janeiro. Nativo das Filipinas, Dom Auza é observador permanente da Santa Sé nas Nações Unidas, em Nova York, e na Organização dos Estados Americanos, em Washington. Ele está de volta em sua terra natal nesta semana participando dos eventos de 15 a 19 janeiro, durante a viagem apostólica do papa Francisco. O arcebispo falou de uma reunião realizada na segunda-feira pela comissão organizadora da viagem aos EUA nomeada pelo papa Francisco, durante a qual foram discutidos os detalhes da visita.
Depois da chegada prevista em Washington, D.C., na noite de 22 de setembro, eles estão propondo que o papa Francisco visite a Casa Branca na manhã seguinte, onde a cerimônia oficial deve acontecer. [...] “Podemos dizer realmente que o destaque da visita a Washington pode ser seu discurso na sessão conjunta do Congresso, para o Senado e a Câmara dos Deputados”, disse Dom Auza. De acordo com a proposta, o papa Francisco partiria para Nova York na tarde do dia 24. [Grande oportunidade será essa de o papa falar aos dirigentes da mais poderosa nação do mundo, que tem um papel profético bastante destacado.]
A Assembleia Geral da ONU deve ser seu destino na manhã do dia 25, na Cúpula de Desenvolvimento Sustentável. “Praticamente todos os chefes de Estado e de governo estarão lá naquele dia, por isso, se o papa finalizar lá essa visita aos EUA, isso significa que ele se dirigirá a todos os chefes de Estado e de governo que estarão juntos com suas delegações oficiais”, explicou o arcebispo. [...] Ele acrescentou que existe a proposta de que o pontífice faça depois um encontro inter-religioso. [...] [Oportunidade ainda maior será essa, de falar a todos os chefes de Estado do mundo, numa reunião sobre sustentabilidade. Sabe-se que uma das propostas do Vaticano para uma vida mais sustentável e para a proteção do meio ambiente consiste em reservar um dia na semana para que a Terra descanse e as famílias possam estar unidas, e esse dia é o domingo. Neste ano, o papa deve publicar sua encíclica sobre meio ambiente. Significativo também é o fato de que o papa poderá, em seguida, participar de uma reunião envolvendo várias religiões.]
“O papa vai aos Estados Unidos para o Encontro Mundial das Famílias”, explicou ele. [...] [Em sua recente viagem às Filipinas, o papa voltou a relacionar o domingo com a família.] O Marco Zero, local do ataque terrorista de 11 de setembro de 2001, que derrubou as torres gêmeas do World Trade Center, é outra parada prevista no itinerário do papa. [...] [Ocasião em que o papa poderá, de novo, criticar os “fundamentalistas”, apontando-os como um grande perigo para a humanidade.]
[Pelo visto, 2015 promete...]
(Catholic News Agency)
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