sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Papa critica o consumismo

Papa critica consumismo e defende o domingo

Condenação justa, dia errado

Durante a audiência geral desta quarta-feira (12), o papa Francisco criticou a cultura do consumismo que faz as pessoas se tornarem “escravas do trabalho”. “Não devemos ser jamais escravos do trabalho, mas sim senhores dele. Há um mandamento para isto, que atinge a todos, mas ao invés disso sabemos que há milhões de homens, mulheres e até crianças escravas do trabalho”, destacou. Voltando a criticar a cultura do consumismo, o Pontífice destacou que esse comportamento é “contra Deus e contra a dignidade humana”. “A obsessão pelo desenvolvimento e pela eficiência técnica colocam em risco os ritmos humanos da vida porque a vida tem seu próprio ritmo”, disse à multidão que acompanhava a celebração. “O tempo de repouso, sobretudo no domingo, é destinado a nós para que possamos aproveitar aquilo que não se pode comprar nem vender”, disse sobre o tempo em família. [Veja também aqui o vídeo em que ele defende o domingo como dia da família.]

Para Jorge Mario Bergoglio, a “ideologia do lucro” ataca apenas a questão de “fazer dinheiro e gastá-lo” como um “vírus maligno”. Comumente o líder da Igreja Católica critica a cultura do mundo moderno e diz que a cultura do descarte é um dos piores empecilhos para a justiça social no mundo.

(iG notícias)

Leia também: “A voz de Francisco cada vez mais ouvida na ONU

Nota do amigo Filipe Reis, de Portugal: “O título da notícia [na imagem ao lado], numa agência de notícias católica, atribui ao papa a afirmação: ‘Os domingos são um dom de Deus – não o estraguem.’ Essa ideia foi transmitida pelo pontífice romano durante a audiência geral de ontem, na qual ele destacou a importância do domingo como dia de descanso. Como já vem sendo hábito, o papa invocou o fato de ter sido o próprio Deus quem criou o dia de descanso no sétimo dia, que é o sábado. Mas, logo a seguir, aponta para o domingo como ‘um tempo de descanso particularmente importante’, pois ‘nele encontramos Deus’ [confira].

“Na publicação católica A Fé dos Nossos Pais, 47ª edição revista e ampliada, Baltimore: John Murphy & Co., 1895, p. 111, 112, o cardeal James Gibbons escreveu: ‘Você poderá ler a Bíblia do Gênesis ao Apocalipse, e não encontrará uma única linha autorizando a santificação do domingo. As Escrituras ordenam a observância religiosa do sábado.’ Por que razão, então, o mundo cristão observa o domingo como dia de descanso? Lemos no Catecismo Romano, edição 1.566, p. 440: ‘A Igreja de Deus, porém, achou conveniente transferir para o domingo a solene celebração do sábado.’

“Não se deixe enganar: o Deus da Bíblia ordena o descanso no sétimo dia, o sábado; o papa reclama esse atributo para o domingo, primeiro dia da semana. Agora você escolhe a quem reconhecer a autoridade: a da Bíblia ou a do papa...” (Via Criacionismo)

A Besta da terra - Parte 2

A opinião pública mundial será manipulada acabando por aceitar a imagem da besta devido aos sinais espetaculares realizados pela América protestante: “E realizava grandes sinais, chegando a fazer descer fogo do céu à terra, à vista dos homens. Por causa dos sinais que lhe foi permitido realizar em nome da primeira besta, ela enganou os habitantes da terra”. (Ap 13:13 e 14 – NVI).

Só o fato de certos indivíduos supostamente possuírem o poder de realizar milagres não significa por isso, que é o poder de Deus que os acompanha. A Volta de Cristo revelará grandes surpresas: "Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor, entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos naquele dia hão de dizer-me: Senhor, Senhor, porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniquidade" (Mt 7:21-23).

Da mesma forma, Jesus nos alertou sobre o surgimento de falsos profetas operando sinais e maravilhas com o fim de enganar os fiéis: "Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos" (Mt 24:24). Embora Deus seja poderoso para efetuar todo e qualquer milagre que desejar, em alguns casos, a Providência tem propósitos que estão além da compreensão humana e escolhe não realizar o milagre (veja o caso de Paulo em 2Co 12:7-9, e o de Eliseu em2Rs 13:14, 20).

Além disso, as Escrituras revelam que as forças das trevas também podem operar supostas maravilhas como contrafação dos planos de Deus com o propósito de enganar (veja o caso dos magos do Egito que fizeram uso do ilusionismo contra Moisés em Ex 7:11 e 12; de Satanás que pode se transformar em anjo de luz para enganar – 2Co 11:14; e de demônios camuflados que fazem sinais e maravilhas para combater contra o Reino de Deus – Ap 16:14).

Um comentário adicional sobre “fazer descer fogo do céu à vista dos homens” (Ap 13:13). O protestantismo apostatado poderá citar a profecia de Malaquias para demonstrar que o fogo caindo do céu é obra de alguém enviado por Deus: “Eis que eu vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível Dia do Senhor" (4:5). A chave para não ser enganado está no verso anterior: "Lembrai-vos da Lei de Moisés, meu servo, a qual lhe prescrevi em Horebe para todo o Israel, a saber, estatutos e juízos" (Ml 4:4). Portanto, todo aquele que vier no "espírito de Elias", deverá demonstrar sua credencial divina confirmando a Lei de Deus! Dentro dos Dez Mandamentos está o verdadeiro sinal de Deus para o Seu povo: "Certamente, guardareis os meus sábados; pois é sinal entre mim e vós nas vossas gerações; para que saibais que eu sou o Senhor, que vos santifica" (Ex 31:13). Qualquer um que fizer descer fogo do céu, mas negar o sinal de Deus (o sábado do sétimo dia), na verdade, não provem do Senhor.

A crise final do mundo atingirá o clímax depois da formação da imagem da besta nos EUA, quando os demais países seguirem seu exemplo decretando uma Lei Dominical compulsória. O espírito de totalitarismo próprio da Idade Média então ressurgirá: totalitarismo político, econômico e religioso: “E lhe foi dado comunicar fôlego à imagem da besta, para que não só a imagem falasse, como ainda fizesse morrer quantos não adorassem a imagem da besta. A todos, os pequenos e os grandes, os ricos e os pobres, os livres e os escravos, faz que lhes seja dada certa marca sobre a mão direita ou sobre a fronte, para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tem a marca, o nome da besta ou o número do seu nome”. (Ap 13:15-17).

A polarização do mundo será total. De um lado os que adoram a Deus e tem o seu sinal (o caráter de Deus demonstrado na guarda dos mandamentos, em especial o sábado). Do outro lado, os que adoram a besta e a sua imagem (obedecendo a Lei Dominical) e recebem a sua marca. Como o ponto central da crise final será a adoração, seria bom lembrar que os quatro primeiros mandamentos da Lei de Deus têm como pano de fundo a adoração:

Mandamentos
Transgressão

1- Não terás outros deuses diante de mim.
Adorar a besta (Ap 13:8).

2- Não farás para ti imagem de escultura.
Fazer a imagem da besta (Ap 13: 14 e 15).
3- Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão.
A besta blasfema contra Deus (Ap 13:6 e Lc 5:21).

4- Lembra-te do dia de sábado para o santificar.
Obedecer a Lei Dominical (Ap 13:16).

A grande pergunta então é: Como, afinal, os EUA se aproximaram de Roma e foram influenciados pelos seus princípios? Em primeiro lugar, sem dúvida, foi devido à apostasia do protestantismo, que aconteceu essencialmente por causa do surgimento da Teologia Liberal. A teologia protestante, influenciada por diversas filosofias seculares, como o Humanismo (Renascença), o Iluminismo (Alemanha), o Ceticismo (França), e o Deísmo (Inglaterra), viu surgir em seu seio o método histórico-crítico de interpretação bíblica, base de sustentação para a Teologia Liberal.

Em 1771, o teólogo alemão Johann Solomo Semler (1725-1791), influenciado pelo Iluminismo (a razão em lugar da Revelação) e pelo Deísmo (descrença do sobrenatural na história) publica o primeiro de quatro volumes (1771-1775):Tratado sobre a Livre Investigação do Cânon. Esse Tratado lança as bases de uma “revolução da hermenêutica”, pois estabelece os fundamentos para o método histórico-crítico de interpretação bíblica, pilar de sustentação da atual Teologia Liberal. Em sua obra, Semler declarou: “A raiz de todos os males é usar os termos ‘Palavra de Deus’ e ‘Escritura’ como se fossem idênticos”. (Gerhard F. Hasel, Teologia do Antigo Testamento – Questões Fundamentais no Debate Atual, p. 15 e 16). Para ele, nem toda a Bíblia era resultado de inspiração, mas sim um mero documento histórico, que devia ser examinado por meio de uma metodologia científica, histórica e, portanto, crítica. O objetivo do pesquisador seria “descobrir o cânon normativo dentro do cânon formal. Este último consiste na coleção dos sessenta e seis livros que compõem a Bíblia, formalmente reconhecidos pela Igreja antiga como a Escritura da Igreja Cristã. O cânon normativo seriam as partes destes livros que são realmente a Palavra de Deus”. (Augustus Nicodemus Lopes, O Dilema do Método Histórico-Crítico na Interpretação Bíblica, p. 121).

“Oficialmente, a Teologia Liberal teve seu inicio, no meio evangélico, com o alemão Friedrich Schleiermacher(1768-1834), o qual negava essa autoridade e igualmente a historicidade dos milagres de Cristo... Para ele, o que valia era o sentimento humano: se a pessoa ‘sentia’ a comunhão com Deus, ela estaria salva, mesmo sem crer no Evangelho de Cristo”. (Wikipédia – Teologia Liberal). O protestantismo norte-americano foi influenciado profundamente pela Teologia Liberal, que alterou a cosmovisão dos seus seguidores, e preparou o caminho para, posteriormente, o protestantismo aceitar outro conceito teológico igualmente perigoso, que transformaria a América em um poder muito parecido com Roma papal. Trata-se da Teologia do Domínio.

Como resultado da apostasia e, consequentemente, da perca de influência espiritual sobre a sociedade, o protestantismo precisou lançar mão do poder político ao invés do poder espiritual para voltar a ter influência perante a sociedade. O principal expoente da Teologia do Domínio foi Rousas John Rushdoony, nascido em 1916, em Nova York, o qual publicou em 1973 uma obra (900 páginas) intitulada Institutes of Biblical Law. Ele considerava que as leis do A.T. ainda seguem vigentes no mundo moderno, com exceção daquelas que o N.T. aboliu especificamente. Baseado no plano de Deus para Adão de que ele exercesse o domínio sobre toda a Terra e sobre os animais (Gn 1:26), Rushdoony transformou essa ideia na grande comissão: os cristãos devem submeter todas as coisas e todas as nações a Cristo e a Sua lei, sendo responsáveis por aperfeiçoar a sociedade, incluindo os governos civis, de modo que Jesus possa voltar. Da mesma forma que o teólogo católico Agostinho (pode-se ver aqui a semelhança com Roma papal), Rushdoony também acreditava que os cristãos terão êxito em converter o mundo colaborando para a chegada do milênio de paz na terra. (Marvin Moore, Apocalipse 13, cap. 19.)

Na verdade, a Teologia do Domínio encaixou-se perfeitamente com a cultura norte-americana que, desde o início, via tudo sob a ótica de “um povo eleito para uma missão universal”. (Vanderlei Dorneles, O Último Império, p. 75). “A vertente terrena do milênio de paz figura na interpretação profética dos dispensacionalistas norte-americanos, para quem o milênio de paz será nesta Terra, sob o reinado do Messias”. (Ibidem, p.60). A Teologia do Domínio foi o último degrau na escada para unir os católicos e a direita cristã norte-americana, atualmente atuando para alcançar o mesmo objetivo. Como se pode perceber, do ponto de vista bíblico, a grande comissão de Cristo aos Seus discípulos foi para testemunhar a todas as nações e não para dominá-las (Mt 28:19; 24:14; At 1:8). O mandato de Cristo é testemunhar para pessoas, e não dominar instituições.

Foi também na década de 70 que surgiu nos EUA a Direita Religiosa, um movimento político-religioso cujo propósito era influenciar a política com propostas conservadoras. Em 1979, o reverendo Jerry Falwell fundou a Maioria Moral, outro movimento político-religioso conservador com a intenção de colocar na Casa Branca alguém que fosse influenciado pelos religiosos – o que de fato ocorreu na eleição presidencial de 1980, quando Ronald Reagan venceu o pleito com o apoio de todos esses movimentos. Na década de 80 a política norte-americana sofreu muita influência da Direita Religiosa, e em 1989, surgiu também a Coalizão Cristã, cujos expoentes principais foram Pat Robertson e Ralph Redd. A influência desse grupo aumentou tanto que na década seguinte foi manchete da revista Time: “À Direita de Deus – Conheça Ralph Redd. Sua Coalizão Cristã está em campanha para assumir o controle da política dos EUA, e está funcionando”. (15 de maio de 1995).

E nas duas décadas seguintes, “a Direita Religiosa americana tornou-se cada vez mais católica... Escritores católicos emergiram como líderes intelectuais da Direita Religiosa nas universidades, entre os ideólogos políticos, na imprensa e nos tribunais, promovendo uma agenda, que na sua forma mais teórica envolve uma reivindicação da tradição da lei natural de Tomás de Aquino”.(Howard Schweber, The Catholicization of the American Right, Huffington Post, 24 de fevereiro de 2012). Em outras palavras, a América protestante não só já está parecida com Roma papal, mas também foi tomada pela mesma.

(Continua aqui)

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

A Besta da terra - Parte 1

João também viu “outra besta emergir da terra” (Ap 13:11). Aqui começa a descrição de outro poder que possui semelhanças e diferenças em relação à primeira besta. Uma das semelhanças é que, a exemplo da primeira, também é chamada de besta por se tratar de um poder que assumiria caráter político-religioso. Por outro lado, há duas diferenças significativas na origem desse poder. Enquanto a primeira surgiu “do mar” (símbolo profético para povos, multidões, nações e línguas – Ap 17:15), ou seja, de um lugar densamente povoado, a segunda besta surge “da terra”, simbolizando um lugar despovoado.

Outra diferença é que, a primeira besta, a exemplo dos impérios que a precederam, surgiu quando “os quatro ventos do céu agitavam o mar grande” (Dn 7:2). “Ventos” é um símbolo profético para guerras, conflitos: “Trarei sobre Elão os quatro ventos dos quatro ângulos do céu... e enviarei após eles a espada, até que venha a consumi-los” (Jr 49: 36 e 37). Então, a segunda besta “em vez de subverter outras potências para estabelecer-se... deve surgir em território anteriormente desocupado, crescendo gradual e pacificamente”. (EGW, O Grande Conflito, p. 440).

Igualmente importante para se determinar a segunda besta é verificar a época de seu surgimento, que pode ser confirmada pelo contexto imediato da passagem: “Se alguém leva para cativeiro, para cativeiro vai” (Ap 13:10). Essa foi a última informação profética dada ainda sobre a primeira besta demonstrando que, assim como Roma papal perseguiu e exilou aqueles que aceitavam apenas a autoridade das Escrituras durante a Idade Média, assim também o poder romano seria em algum momento exilado. O que de fato se cumpriu em 1798 quando as tropas de Napoleão prenderam o papa Pio VI e confiscaram as terras de Roma. Portanto, o contexto imediato sugere que a segunda besta surgiria nessa época.

Que poder surgiu em um local antes despovoado e assumiu hegemonia sem precisar anular outros pela guerra no final do séc. XVIII? “Uma nação, e apenas uma, satisfaz às especificações desta profecia; esta aponta insofismavelmente para os Estados Unidos da América”. (EGW, O Grande Conflito, p. 440).

A segunda besta “possuía dois chifres, parecendo cordeiro” (Ap 13:11). A princípio, a segunda besta possuía características de inocência e brandura próprias de um cordeiro. Na história do surgimento dos EUA pode-se perceber duas características distintivas que fizeram dessa nação uma potência: a liberdade civil e a liberdade religiosa. A Declaração da Independência dos EUAafirma: “Todos os homens são criados iguais e dotados pelo Criador de certos direitos inalienáveis, entre eles, a vida, a liberdade e a busca da felicidade”. (Wikipédia – Declaração da Independência dos EUA).

O espírito de liberdade religiosa próprio do protestantismo também prevaleceu entre os colonizadores norte-americanos que haviam fugido das perseguições de Roma na Europa buscando novas terras além-mar onde pudessem adorar a Deus segundo os ditames da sua própria consciência. Tendo a liberdade religiosa como base, a Primeira Emenda da Constituição Americana foi redigida assim: “O Congresso não fará qualquer lei referente ao estabelecimento de religião, ou proibindo o livre exercício desta”. (Wikipédia – Primeira Emenda à Constituição dos EUA).

No entanto, o fundamento da sua força não duraria para sempre, pelo contrário, a profecia apontou para uma futura mudança de atitude da segunda besta: “mas falava como dragão” (Ap 13:11). “A ‘fala’ da nação são os atos de suas autoridades legislativas e judiciárias. Por esses atos desmentirá os princípios liberais e pacíficos que estabeleceu como fundamento de sua política”. (EGW, O Grande Conflito, p. 442).

Como fator agravante, a profecia ainda afirmou que os EUA exerceriam “toda a autoridade da primeira besta em nome dela” (Ap 13:12 – NVI). Algo inesperado e surpreendente deve ocorrer: a segunda besta que foi estabelecida sobre os pilares da liberdade civil e religiosa, desenvolveria o espírito de intolerância e perseguição da primeira besta, agora sim justificando o próprio símbolo profético (besta)! Para que isso se cumpra os EUA devem de alguma forma anular ou reinterpretar radicalmente sua própria Constituição que foi concebida sobre os fundamentos da liberdade civil e da liberdade religiosa.

O profeta João viu então a próxima ação da segunda besta: “Faz com que a terra e os seus habitantes adorem a primeira besta, cuja ferida mortal fora curada”. (Ap 13:12). Ou seja, os EUA deverão impor alguma lei (as leis são a “fala” da nação) cuja observância constituirá um ato de adoração ao papado. Como o sinal do poder de Roma é a observância do descanso dominical, é de esperar que os EUA, em algum momento, estabeleçam uma Lei Dominical obrigatória, cuja observância constituirá ato de adoração ao papado. “Tanto no Velho como no Novo Mundo o papado receberá homenagem pela honra prestada à instituição do domingo que repousa unicamente na autoridade da Igreja de Roma”. (EGW, O Grande Conflito, p. 479).

Embora seja difícil aceitar que os EUA, paraninfo mundial da liberdade, um dia possam renunciar sua própria Constituição e decretar uma Lei Dominical, é bom lembrar que desde 1961, a Suprema Corte norte-americana entende que, leis dominicais por razões seculares não tem relação com o estabelecimento de religião e, portanto, não ferem a Primeira Emenda: “Em função da evolução das nossas Leis Dominicais [Sunday Closing Laws] ao longo dos séculos e de sua ênfase mais ou menos recente em considerações seculares, não é difícil compreender que quando escritas e administradas atualmente, a maior parte delas, pelo menos, são de caráter secular, e não religioso, e que, atualmente, elas não têm qualquer relação com o estabelecimento de religião. . .” (McGowan vs. Maryland, caso 366 U.S. 420, 444 -1961).

Roma sempre reconheceu que o dia de guarda bíblico é o sábado: “A palavra escrita de Deus ordena, de modo absoluto, repetitivo e o mais enfaticamente que o Seu culto seja observado no Sábado, o sétimo dia, ordem essa acompanhada da mais positiva ameaça de morte para com o transgressor”. (Catholic Mirror, 23/set/1893). Da mesma forma, assinala que a mudança para o domingo é uma criação da própria Igreja Católica: “O sábado cristão [domingo] é, por conseguinte, até esse dia, o filho reconhecido da Igreja Católica como esposa do Espírito Santo, sem uma palavra de protesto do mundo Protestante”. (Ibidem). E que essa mudança não tem base bíblica pode-se confirmar pela carta que o bispo Inácio de Antioquia, no começo do segundo século (por volta de 130 d.C.), escreveu aos fiéis de Filadélfia: “Alguns membros da comunidade se haviam separado do bispo porque consideravam necessário que se observasse o sábado... De fato, para provar que o sábado devia ser abolido em favor do domingo, Inácio de Antioquia não podia valer-se de nenhum testemunho escriturístico. O único argumento era que o domingo era o dia da ressurreição de Jesus.” (Dicionário Patrístico e de Antiguidades Cristãs, p. 711).

Na sequência da visão profética, João viu que a segunda besta influenciaria quase o mundo todo “dizendo aos que habitam sobre a terra que façam uma imagem à besta, àquela que, ferida à espada, sobreviveu” (Ap 13:14). A palavra “imagem” (grego, eikon) significa semelhança, figura, estátua. Para determinar o que é a imagem da besta, é preciso entender a formação da própria besta.

“Quando se corrompeu a primitiva igreja, afastando-se da simplicidade do evangelho e aceitando ritos e costumes pagãos, perdeu o Espírito e o poder de Deus; e, para que pudesse governar a consciência do povo, procurou o apoio do poder secular. Disso resultou o papado, uma igreja que dirigia o poder do Estado e o empregava para favorecer aos seus próprios fins, especialmente na punição da 'heresia'... Foi a apostasia que levou a igreja primitiva a procurar o auxílio do governo civil, e isto preparou o caminho para o desenvolvimento do papado - a besta”. (EGW, O Grande Conflito, p. 443).

Como a imagem da besta é uma cópia da própria besta, essa imagem será formada da mesma maneira: "Assim a apostasia na igreja [protestante] preparará o caminho para a imagem da besta". (EGW, O Grande Conflito, p. 444).

"A fim de formarem os Estados Unidos uma imagem da besta, o poder religioso deve a tal ponto dirigir o governo civil que a autoridade do Estado também seja empregada pela igreja para realizar os seus próprios fins”. Ibidem, p. 443.

“Quando as principais igrejas dos Estados Unidos, ligando-se em pontos de doutrinas que lhes são comuns, influenciarem o Estado para que imponha seus decretos e lhes apoie as instituições, a América protestante terá então formado uma imagem da hierarquia romana, e a inflição de penas civis aos dissidentes será o resultado inevitável”. Ibidem, p. 445.

“A história se repetirá. A religião falsa será exaltada. O primeiro dia da semana, um dia comum de trabalho, que não possui santidade alguma, será estabelecido como foi a estátua de Babilônia. A todas as nações, línguas e povos se ordenará que venerem esse falso sábado”. (EGW, Eventos Finais, p. 134).

(Continua aqui)

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Relatório vê Rússia e NATO a prepararem a guerra

A conclusão é do European Leadership Network, um centro de reflexão sobre segurança na Europa. Os autores do relatório são incisivos: Rússia e Aliança atlântica estão a “preparar-se ativamente para a guerra”.

“Não dizemos que as lideranças de ambos os lados já tenham tomado a decisão de avançar para uma guerra, ou que o conflito militar entre os dois seja inevitável, mas a mudança do perfil dos exercícios é um facto e desempenha um papel na manutenção do clima de tensão na Europa”, dizem os três autores do relatório, entre eles o diretor do European Leadership Network (ELN), Ian Kearns. O relatório foi disponibilizado esta quarta-feira no site do ELN, um centro de debate sobre os desafios de segurança e defesa na Europa, com o título “Preparando-se para o pior: os exercícios militares da Rússia e da NATO estão a tornar a guerra na Europa mais provável?”

“Enquanto os representantes de cada parte podem defender que estas operações estão focadas em oponentes hipotéticos, a natureza e escala dos exercícios mostra outra coisa: que a Rússia está a preparar um conflito com a NATO e a NATO está a preparar um possível conflito com a Rússia”. Os autores apresentam análises pormenorizadas sobre dois exercícios, um de cada lado da “barricada”: o exercício russo conduzido em março de 2015 que juntou 80 mil militares; e o exercício da NATO “Allied Shield” em junho de 2015, que juntou quatro tipo de exercícios que ocorreriam no flanco oriental da Aliança, totalizando 15 mil militares dos 19 Estados-membros da organização e três parceiros. Os autores falam de um agravamento da situação ao longo dos últimos 18 meses, desde que a crise na Ucrânia começou, no início de 2014. Tempo em que ocorreram diversos incidentes entre as duas forças militares.

Elementos que servem para os autores denominarem este com “um novo e perigoso ambiente” na Europa. O azedar das relações políticas entre a Rússia e a NATO tem trazido um “ciclo de ação-reação em termos de exercícios militares”. Um ciclo que o estudo chama de “dinâmica perigosa”, já que a outra parte considera os exercícios uma “provocação e um agravar deliberado da crise” (até porque muitos exercícios não são anunciados) e, por outro lado, o aumento de atividade aumenta o próprio risco de perigosos encontros militares entre os dois. O relatório aponta recomendações. Entre elas, os autores consideram vital um aumento da comunicação entre a NATO e a Rússia sobre a calendarização de exercícios. Sugerem ainda uma reflexão aos políticos de ambos os lados sobre os benefícios e perigos de intensificarem os treinos militares nas zonas de fronteira. “Se a Rússia e a NATO decidirem a dado momento reduzir a tensão, mostrar contenção na dimensão e cenários usados nos exercícios militares, pode ser um bom ponto de partida”, estimam os autores do relatório.

Fonte - RTP

Audiência: ideologia do lucro está contra a festa dominical

Quarta-feira, 12 de agosto, muito entusiasmo na Sala Paulo VI para a segunda audiência geral de agosto, após a suspensão de verão no mês de julho.

O Papa Francisco propôs na sua catequese um percurso em três dimensões até ao final do mês de agosto: a família enquanto festa, trabalho e oração.

Nesta quarta-feira o Santo Padre afirmou a festa como algo que marca o ritmo da vida familiar dizendo, desde logo, que é uma invenção de Deus, como nos sugere o Livro do Genesis no relato da criação ao declarar que Deus repousou no sétimo dia. Assim, aprendemos que é preciso dedicar um tempo para contemplar e regozijar-se com o trabalho bem feito.

A festa, portanto, não é sinónimo de preguiça, mas tempo de dirigir um olhar amoroso e agradecido a tantas realidades que nos circundam: os filhos, os netos, a nossa casa, os amigos, a nossa comunidade – sublinhou o Papa.

O tempo de festa suspende o trabalho profissional porque é um tempo sagrado – declarou o Santo Padre frisando que ninguém pode ser escravo do trabalho ao ser excluído do tempo de repouso e de festa:

“Mas o verdadeiro tempo da festa suspende o trabalho profissional e é sagrado, porque recorda ao homem e à mulher que foram feitos à imagem de Deus, o qual não é escravo do trabalho, mas Senhor, e, portanto, também nós não devemos nunca ser escravos do trabalho, mas “senhores”. Há um mandamento para isto, um mandamento que é para todos, ninguém excluído! Ao invés, sabemos que existem milhões de homens e mulheres escravos do trabalho! Isto é contra Deus e contra a dignidade da pessoa humana! A obsessão pelo lucro económico e o eficientismo da técnica colocam em risco os ritmos humanos da vida.”

“ O tempo do repouso, sobretudo aquele dominical, é destinado a nós para que possamos gozar daquilo que não se produz e não se consuma, não se compra nem se vende. Mas, pelo contrário, vemos que a ideologia do lucro e do consumo quer comer também a festa: mesmo essa é, às vezes, reduzida a um “negócio”, a um modo para fazer dinheiro e gastá-lo.”

“Mas é para isto que trabalhamos?”

“…o tempo da festa é sagrado porque Deus o habita num modo especial. A Eucaristia dominical leva à festa toda a graça de Jesus Cristo: a sua presença, o seu amor, o seu sacrifício, o seu fazer comunidade, o seu estar connosco… E assim cada realidade recebe o seu sentido pleno: o trabalho, a família, as alegrias e as canseiras de cada dia, também o sofrimento e a morte; tudo é transfigurado pela graça de Cristo.”

No final da sua catequese o Papa Francisco pediu que não estraguemos os dias de festa porque são um belo presente de Deus, pois “a família é dotada de uma competência extraordinária para compreender, endereçar e sustentar o autêntico valor do tempo de festa e me particular do domingo. Não é com certeza um acaso que as festas onde participa toda a família são as que correm melhor! – afirmou o Santo Padre.

Nas saudações o Papa dirigiu-se também aos peregrinos de língua portuguesa dizendo-lhes que são “chamados a ser testemunhas do Evangelho no mundo transfigurados pela alegria e pela graça misericordiosa que Jesus nos dá em cada domingo na Santa Missa”.

O Papa Francisco a todos deu a sua benção!

Papa: a festa é um presente de Deus, não a estraguemos

Cidade do Vaticano (RV) – Diante de mais de 7 mil pessoas que lotaram a Sala Paulo VI na manhã desta quarta-feira (12/8), o Papa Francisco deu início a um novo ciclo de catequese – sempre, porém, no contexto da família.

“Hoje damos início a um pequeno percurso de reflexão sobre três dimensões que articulam, por assim dizer, o ritmo da vida familiar: a festa, o trabalho e a oração”, iniciou o Pontífice.

Sobre o primeiro aspecto – a festa – Francisco afirmou, com base no Gênesis: “A festa é uma invenção de Deus”. “Deus nos ensina sobre a importância de dedicar um tempo para contemplar e usufruir daquilo que, no trabalho, foi bem realizado”, disse.

Falo do trabalho, naturalmente, não somente sobre ofício e profissão, mas no sentido mais amplo: toda ação com a qual nós homens e mulheres podemos colaborar com a obra criadora de Deus”, recordou.

Afirmando que a festa não é a preguiça de estar na poltrona, ou a sensação de uma vã evasão, Francisco refletiu: “A festa é, antes de tudo, um olhar amoroso e de gratidão sobre o trabalho desenvolvido”.

Tempo de graça

A festa – prosseguiu o Pontífice – é também “tempo para olhar aos filhos, aos netos, que estão crescendo e pensar: que lindo! É tempo para ver a nossa casa, os amigos que recebemos, a comunidade que nos circunda, e pensar: que coisa boa! Deus fez assim. E continuamente o faz, porque Deus cria sempre, até neste momento”.

Todavia, o Papa recordou que o momento da festa pode coincidir com circunstâncias difíceis ou dolorosas nas quais se celebra com um “nó na garganta”. “Também nestes casos, peçamos a Deus a força para não esvaziá-la completamente”, sugeriu.

O Papa incentivou a festa também no ambiente de trabalho, quando se celebram aniversários, casamentos, nascimentos ou a chegada de novos colegas. Contudo, defendeu que “o verdadeiro tempo da festa suspende o trabalho profissional, e é sagrado”.

Trabalho não é escravidão

Isso, disse Francisco, “recorda ao homem e à mulher que são feitos à imagem de Deus, o qual não é escravo do trabalho, mas Senhor”.

“Portanto, também nós não devemos jamais ser escravos do trabalho, mas ‘senhores’. Há um mandamento para isso, um mandamento que envolve a todos, ninguém fica de fora! Porém, sabemos que existem milhões de homens e mulheres e até mesmo crianças que são escravos do trabalho. Isso vai contra Deus e contra a dignidade da pessoa humana”.

Modelo tecnocrático

Francisco recordou que, atualmente, a obsessão pelo ganho econômico e a eficiência do modelo tecnocrático colocam em risco os ritmos humanos da vida. “O tempo do repouso, sobretudo aquele dominical, é destinado a nós para que possamos usufruir daquilo que não se produz e não se consome, não se compra e não se vende”, advertiu.

“Apesar disso, vemos que a ideologia do ganho e do consumo quer ‘abocanhar’ também a festa: esta também, às vezes, é reduzida a um ‘negócio’, a um modo para ganhar dinheiro e gastá-lo. Mas é para isso que trabalhamos?”, questionou o Papa.

“A cobiça do consumo, que traz junto o desperdício, é um vírus terrível que, entre outras coisas, nos faz reencontrar-nos, ao final, mais cansados do que antes. É nocivo ao verdadeiro trabalho e consuma a vida. Os ritmos desregulados da festa fazem vítimas, frequentemente os jovens”, alertou.

Afirmando que o tempo de festa é sagrado porque nele Deus está presente de maneira especial, Francisco disse que a Eucaristia dominical “concede à festa toda a graça de Jesus Cristo: a sua presença, o seu amor, o seu sacrifício, o seu fazer-se comunidade, o seu estar conosco... E, assim, todas as realidades recebem um sentido pleno: o trabalho, a família, as alegrias e as fatigas cotidianas, tudo é transfigurado pela graça de Cristo.

Por fim, destacando que a família é dotada de uma “competência extraordinária" para entender, endereçar e apoiar o autêntico valor do tempo da festa e, em particular do Domingo, Francisco fez um pedido: “A festa é um precioso presente de Deus à família humana: não estraguemos isso”.

Fonte - Radio Vaticano

O papa é a consciência moral do mundo

"O Papa Francisco é agora a consciência moral do mundo, bem como o líder de uma nova revolução de pessoas. Francisco é...

Posted by Diário da Profecia on Quarta, 12 de agosto de 2015

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Mundo precisa investir na nova agenda de desenvolvimento sustentável, defende Amina Mohammed

É essencial que os países façam os investimentos necessários para a realização da nova agenda de desenvolvimento sustentável. A opinião é de Amina Mohammed, conselheira especial do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, sobre o planejamento da agenda de desenvolvimento pós-2015.

Para Amina, pela "primeira vez", não se está "colocando um paliativo no problema", mas sim olhando para suas "raízes".

Segundo a especialista, a não ser que sejam feitos os investimentos a fim de olhar para essas causas, continuará a haver escalada de conflitos, danos ao meio ambiente e mais pessoas serão excluídas.

Em entrevista ao serviço de notícias da ONU, Amina destacou que os recursos necessários para o investimento nesta nova agenda já existem e que seria só uma questão de desbloqueá-los.

17 Objetivos

No dia 2 de agosto, os 193 Estados-membros da ONU concordaram em uma agenda ambiciosa que contém 17 novos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

Seu objetivo é acabar com a pobreza, promover a prosperidade e o bem-estar das pessoas e, ao mesmo tempo, proteger o meio ambiente até 2030. O acordo conclui um processo de negociação que durou mais de dois anos e teve participação inédita da sociedade civil.

Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável serão formalmente adotados por líderes mundiais em uma cúpula especial em Nova York entre 25 e 27 de setembro. Eles sucedem os oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODMs), que se encerram no fim de 2015.

Estilo de vida

Os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e as 169 metas contidas na nova agenda buscam enfrentam barreiras sistêmicas fundamentais ao desenvolvimento sustentável como desigualdade, padrões de consumo e produção insustentáveis, infraestrutura inadequada e falta de empregos decentes.

Para Amina Mohammed, a questão é sobre "comportamento, meios de subsistência e estilos de vida". Segundo a especialista, é ainda sobre como as pessoas consomem e produzem porque "claramente não se pode continuar a testar o planeta" da maneira que é feito.

A conselheira especial do secretário-geral sobre o planejamento da agenda de desenvolvimento pós-2015 afirmou ainda "haver uma coisa sobre este planeta maravilhoso", que chamou de "casa": ele pode existir sem as pessoas, mas as pessoas não podem existir sem ele.

Fonte - EcoD

Nota DDP: É de se notar que a linguagem é a mesma utilizada pelo Vaticano.

domingo, 9 de agosto de 2015

Tufão Soudelor faz doze mortos na China

O tufão Soudelor fez doze mortos no leste da China, enquanto cinco pessoas estão desaparecidas, em lugares atingidos pelas chuvas mais intensas do último século, de acordo com informações da imprensa oficial.

Seis pessoas já haviam morrido durante a passagem do tufão pelo Taiwan no último sábado (8).

O mau tempo causou deslizamentos de terra em áreas rurais da província de Zhejiang, no leste, segundo a agência oficial de notícias Xinhua.

De acordo com autoridades locais, citadas pela agência, as vítimas poderiam ter sido levadas pelas inundações ou soterradas pelos escombros das casas.

O tufão, que começou a varrer a China na noite de sábado, afeta cerca de 1,3 milhão de pessoas, de acordo com a agência, e já provocou estragos no valor de 3,8 bilhões de yuans (617 milhões de dólares).

Mais de dois milhões de casas ficaram sem energia, acrescentou a Xinhua. Neste domingo, a eletricidade já havia sido restaurada em parte delas.

As maiores precipitações dos últimos 100 anos atingiram principalmente o condado de Wencheng, que registrou 645 milímetros de chuva em 24 horas.

O tufão, que foi descrito como o mais poderoso do ano em sua passagem por Taiwan, tem enfraquecido desde então.

De acordo com o Centro Meteorológico Nacional, Soudelor deve ser rebaixado à noite para a categoria de tempestade tropical à medida que progride no continente.

Pelo menos 250.000 pessoas foram evacuadas nas províncias de Fujian e Zhejiang, em antecipação da chegada do tufão.

Em Taiwan, as chuvas causaram deslizamentos de terra. Árvores foram arrancadas, bem como fios elétricos, mergulhando quatro milhões de casas na escuridão.

Cerca de 500.000 continuavam sem energia neste domingo, de acordo com a companhia nacional Taiwan Power Co.

O número oficial de mortos em Taiwan subiu para seis com a descoberta do corpo de uma menina de oito anos de idade desaparecida na quinta-feira após ser arrastada pelas ondas que se formaram com a aproximação do tufão.

Sua mãe e sua irmã gêmea, igualmente arrastadas pelo mar, também morreram. Cerca de 379 pessoas ficaram feridas.

Taiwan retirou o alerta de tufão neste domingo, mas as autoridades alertaram que fortes chuvas ainda devem cair no sul da ilha.

Fonte - Yahoo

sábado, 8 de agosto de 2015

A Besta do mar - Parte 3


Vamos destacar algumas dessas estratégias:

      1)    Dividir para conquistar: por trás dos bastidores Roma sempre procurou eliminar pessoas ou grupos que representassem oposição política ou religiosa aos seus interesses de supremacia. Na prática uma das formas de se alcançar esse propósito é provocar discórdia e conflito entre um grupo e outro dentro de uma nação, ou entre uma nação e outra, para que os dois lados se enfraqueçam ou até se destruam e Roma possa dominar. Uma década antes da 1ª Guerra Mundial, o pensador e escritor francês Guyot já alertava: "Se a guerra começar, ouçam vocês, homens que pensam que a Igreja Romana é o símbolo da ordem e da paz: Não procurem a culpa fora do Vaticano, pois ele será o provocador oculto, à semelhança da guerra de 1870". (Yves Guyot, Le Bilan Social et Politique de l’Église, p.139, 1901. Citado em A História Secreta dos Jesuítas, p. 172).

      2)   Agentes infiltrados: há várias ordens religiosas ou militares a serviço do Vaticano cujos integrantes fazem muito mais do que a aparente profissão que exercem, ou o trabalho social a que se propõem. Trabalham como agentes duplos, onde a lealdade ao Vaticano vale mais do que sua própria cidadania natural. Infiltram-se nos centros de poder da nação: mídia, política, economia, educação, sindicatos, justiça, inteligência etc. Só pra citar algumas dessas ordens: jesuítas, cavaleiros de Colombo, cavaleiros de Malta, Opus Dei. Essa estratégia tem funcionado inclusive nos EUA: “Com um vice-presidente católico, seis juízes católicos na Suprema Corte, um presidente da Câmara de Deputados católico, e um grande número de católicos no Congresso, a idade de ouro do catolicismo na política americana chegou”. (Time)

Como exemplo das duas estratégias já mencionadas, pode-se observar a história (não contada) do Titanic. Para destruir a América livre era necessário o surgimento de um Banco Central privado, que tirasse o poder de emitir dinheiro das mãos do governo americano que nos seus primórdios, de fato, era “do povo, pelo povo, para o povo”. Duas vezes os grandes banqueiros já haviam conseguido essa façanha nos EUA (1791-1811 e 1816-1836). No entanto, políticos corajosos e de visão, amparados pela opinião pública, reverteram o processo nas duas ocasiões retirando o poder de emitir dinheiro das mãos do cartel de bancos privado. Foi então, que, banqueiros e jesuítas (a serviço do Vaticano) estabeleceram um plano que visava o benefício de ambas as partes.

“Havia certo número de homens ricos e poderosos que declararam de forma resoluta que não favoreciam o Sistema de Reserva Federal [Banco Central]... e se oporiam às várias guerras que estavam sendo planejadas... Por isso, seus poderes e fortunas deveriam ser arrebatados de suas mãos. Tinham que ser destruídos por meios tão absurdos que ninguém suspeitasse que houvessem sido assassinados... O Titanic foi o veículo de sua destruição... Três dos mais ricos e poderosos destes foram Benjamin Guggenheim, Isador Strauss e John Jacob Astor, possivelmente o homem mais rico do mundo. Para proteger os jesuítas de qualquer suspeita, muitos irlandeses, franceses e católicos romanos da Itália imigraram para o Novo Mundo a bordo do barco... A construção do Titanic iniciou-se em 1909, em um estaleiro na capital do norte da Irlanda. Era um dos barcos da White Star Line, uma companhia de transporte marítimo internacional, de propriedade da família de banqueiros Morgan... Edward Smith, jesuíta laico, foi o capitão do navio. Havia navegado pelas águas do Atlântico Norte por vinte e seis anos... Nem todos os jesuítas são necessariamente sacerdotes. Aqueles que não são sacerdotes servem a Ordem através de sua profissão... Quando o Titanic partiu do sul da Inglaterra em 10 de abril de 1912, o maioral jesuíta Frances Browne embarcou nele. Esse homem era o jesuíta mais poderoso da Irlanda e respondia diretamente ao general jesuíta em Roma... Existem muitos pontos interessantes dessa história que foram apresentados no vídeo-documentário Os Segredos do Titanic, produzido pela National Geographic em 1986. O vídeo fala de um sacerdote em férias, Frances Browne, que tirou fotos ao vivo dos companheiros a bordo, a maioria deles de viagem para a eternidade [sic]. No dia seguinte [11 abril], o Titanic fez sua última parada na costa da Irlanda, onde vários imigrantes irlandeses embarcaram buscando estabelecer um novo lar na América. E ali desembarcou o sortudo [sic] sacerdote Browne”. (Bill Hughes, The Secret Terrorists, cap. 5).

“Aqui está a duplicidade dos jesuítas no seu melhor. O maioral embarcou no Titanic, fotografou as vítimas, seguramente lembrou ao capitão de seu juramento como jesuíta, e na manhã seguinte se despediu”. (Eric J. Phelps, Vatican Assassins, p. 427).

O restante da história você já conhece...

1912 – Naufrágio do Titanic.
1913 – Estabelecimento do Banco Central privado nos EUA (FED).
1914 – Início da 1ª Guerra Mundial.

3)   Nebulosidade semântica na forma de expor seus conceitos: o uso de palavras comuns ao mesmo tempo atribuindo-lhes diferentes significados. Por exemplo, a questão do Estado não confessional, onde a Igreja e o Estado deveriam estar separados. O Vaticano tolera esse conceito nos países do Ocidente, porém, usa de uma nebulosidade semântica para implantar um tipo de semi-confessionalidade, onde o Estado não é abertamente confessional, mas privilegia a religião majoritária. É um tipo de confessionalidade formal e substancial: “Pela primeira seria dever do Estado professar publicamente a 'verdadeira religião' (ou seja, a católica), mediante declarações de catolicismo oficial contidas em textos constitucionais ou concordatários, símbolos religiosos públicos, preces e honras a pessoas e ícones católicos como parte do cerimonial do Estado. Pela segunda, as estruturas políticas públicas deverão estar penetradas pela inspiração do Magistério papal”. (Em Defesa das Liberdades Laicas, p. 49-58)

“Faz parte de sua política assumir o caráter que melhor cumpra o seu propósito; mas sob a aparência variável do camaleão, oculta o invariável veneno da serpente”. EGW, O Grande Conflito, p. 571.

Por tudo isso, Roma papal está quase atingindo seu objetivo final: a restauração da supremacia religiosa e temporal sobre o mundo. Quão diferente a realidade atual daquela nos primórdios do cristianismo: “De Cristo, o verdadeiro fundamento, transferiu-se a fé para o papa de Roma. Em vez de confiar no Filho de Deus para o perdão dos pecados e para a salvação eterna, o povo olhava para o papa e para os sacerdotes e prelados a quem delegava autoridade. Era ensinado ao povo ser o papa seu mediador terrestre, e que ninguém poderia aproximar-se de Deus senão por seu intermédio; que ele ficava para eles em lugar de Deus e deveria, portanto, ser implicitamente obedecido”. (EGW, O Grande Conflito, p. 55). Jesus, porém, ensinava o contrário: “A ninguém sobre a terra chameis vosso pai [latim, papa]; porque só um é vosso Pai, aquele que está nos céus”. (Mt 23:9).

A base da hierarquia da Igreja Romana está na sua doutrina da sucessão apostólica, segunda a qual Pedro foi o primeiro papa e sua autoridade eclesiástica foi sendo passada para cada novo bispo de Roma até nossos dias. Porém, a prova da sucessão apostólica é outra: “A descendência de Abraão demonstrava-se não por nome e linhagem, mas pela semelhança de caráter. Assim a sucessão apostólica não se baseia na transmissão de autoridade eclesiástica, mas nas relações espirituais. Uma vida influenciada pelo espírito dos apóstolos, a crença e ensino da verdade por eles ensinada, eis a verdadeira prova da sucessão apostólica”. (EGW, O Desejado de Todas as Nações, p. 467).

Se o bispo de Roma realmente é o sucessor de Pedro, por que não age como Pedro? Por exemplo, não aceitando homenagens de adoração (At 10:25 e 26). Nem tendo a pretensão de perdoar pecados (At 8:20-23).


Finalmente, João ainda viu outro poder protagonista antes da Volta de Cristo - a Besta da terra...

A Besta do mar - Parte 2


O profeta João então continuou o registro profético: “mas essa ferida mortal foi curada” (Ap 13:3), demonstrando que esse poder um dia reconquistaria a supremacia mundial perdida em 1798, inclusive dominando a consciência das pessoas. Esse processo de cura tem sido longo e ainda não se completou. Só estará completo quando o sinal do seu poder (a guarda do domingo) for imposta quase no mundo todo. Alguns eventos importantes podem ser destacados nesse processo de cura: 

1801 – Concordata entre Napoleão e Pio VII que concedeu benefícios à Igreja. 1814 – Restauração da Ordem dos Jesuítas por Pio VII. 

• Em 1816, o ex-presidente dos EUA, Thomas Jefferson, recebeu de seu antecessor, o também ex-presidente John Adams a seguinte mensagem: “Não estou satisfeito com o renascimento dos jesuítas... Enxames deles se apresentarão sob os mais variados disfarces: pintores, escritores, editores, professores, etc. Se alguma vez uma associação de pessoas mereceu a condenação eterna nesta terra e no inferno, é, sem dúvida, a Companhia de Loyola, mas com o nosso sistema de liberdade religiosa, nada podemos fazer, além de lhes ceder refúgio”. Jefferson respondeu: “Tal qual você tenho objeções ao restabelecimento dos jesuítas”. (Edmond Paris, A História Secreta dos Jesuítas, p.115.


1814/1815 – Devolução oficial dos Estados da Igreja. 1814/1815 – Congresso de Viena: 

• Reorganização das fronteiras europeias alteradas pelas conquistas de Napoleão. • Restauração das monarquias do Antigo Regime. • Formação da Santa Aliança (Rússia, Prússia, Áustria e Pio VII) para impedir ou destruir governos populares.

1822 – Congresso de Verona:

• Ratificação do artigo 6º do Congresso de Viena: impedir ou destruir governos populares.  • Tendo participado dos dois Congressos, o ministro do Exterior britânico, George Canning, avisou ao governo dos EUA sobre a decisão dos jesuítas: destruir as instituições livres da América a todo custo. (Bill Hughes, The Secret Terrorists and The Enemy Unmasked, p.15). 

1870 – Os italianos anexaram Roma - capital dos Estados Pontifícios - ao Reino da Itália.
 • “Os Estados Pontifícios ou Patrimônio de São Pedro eram formados por um aglomerado de territórios, basicamente no centro da península Itálica, que se mantiveram como um estado independente entre os anos de 756 e 1870, sob a direta autoridade civil dos papas, e cuja capital era Roma.” (Wikipédia – Estados Papais).


 • A partir de 1861, “os italianos promoveram a unificação política da península, mas não conseguiram anexar Roma, dada a forte presença militar francesa em apoio ao papa. Em 1870, os alemães, liderados pelo Reino da Prússia, declararam guerra à França, durante o processo de unificação alemã. Napoleão III retirou as tropas francesas de Roma. Aproveitando este momento, os italianos anexaram Roma ao Reino da Itália [20/set/1870]. O papa Pio IX não aceitou a perda do Patrimônio de São Pedro e declarou-se prisioneiro do governo italiano, dando origem à Questão Romana.” (Wikipédia – Questão Romana). 


1929 – O Tratado de Latrão assinado em 11 de fevereiro entre Benito Mussolini e o cardeal Pietro Gasparri, secretário de Estado da Santa Sé, formalizou a criação do “Estado do Vaticano, Estado soberano, neutro e inviolável, sob a autoridade do papa, e os privilégios de extraterritorialidade do palácio de Castelgandolfo e das três basílicas de São João de Latrão, Santa Maria Maior e São Paulo Extramuros. Por outro lado, a Santa Sé renunciou aos territórios que havia possuído desde a Idade Média e reconheceu Roma como capital da Itália. O acordo também garantiu ao Vaticano o recebimento de uma indenização financeira pelas perdas territoriais durante o movimento de unificação política da Itália”. (Wikipédia – Tratado de Latrão). 

Voltando ao texto profético, João logo depois viu que “toda a terra se maravilhou, seguindo a besta” (Ap 13:3). A admiração do vidente de Patmos durante a visão pode ser confirmada nos tempos atuais, ao constatar a astúcia da diplomacia da Santa Sé, cuja Secretaria de Estado já estabeleceu “relações diplomáticas com 178 países”. (Wikipédia – Santa Sé). Nesse processo destaca-se a figura do papa João Paulo II que, aproveitando o pontificado longo (1978-2005), visitou 129 países, conseguindo se expressar em pelo menos doze idiomas diferentes. (Wikipédia – Papa João Paulo II).




A exaltação de Roma papal é tal que chega a ser também uma contrafação do Reino de Deus. “Adoraram a besta, dizendo: Quem é semelhante à besta?” (Ap 13:4). Uma pretensa cópia da adoração a Deus: “Ó Senhor, quem é como tu entre os deuses?” (Ex 15:11). Certamente a besta deseja ocupar o lugar de Miguel – nome de guerra de Jesus, que significa “quem é como Deus?”

Surge então a seguinte questão: como esse poder tem conseguido reconquistar o mundo? Além de fazer do tempo seu grande aliado, que outras estratégias tem usado a Igreja Romana pra se impor perante as nações?

“A sagacidade e astúcia da Igreja de Roma são surpreendentes. Ela sabe ler o futuro. Aguarda o seu tempo, vendo que as igrejas protestantes lhe estão prestando homenagem com o aceitar do falso sábado, e se preparam para impô-lo pelos mesmos meios que ela própria empregou em tempos passados”. EGW, O Grande Conflito, p. 580.

(Continua aqui)

A Besta do mar - Parte 1

A mensagem central do livro do apocalipse encontra-se nos capítulos 12-14. No capítulo 13 João teve uma visão dos dois poderes protagonistas do tempo do fim que seriam usados pelo “dragão, a antiga serpente que se chama Diabo e Satanás” (12:9) para dominar a consciência das pessoas levando-as a aceitar a religião de mistérios da Babilônia, cujo centro é a adoração luciferiana.



O primeiro poder que emerge do mar é descrito como “uma besta que tinha dez chifres e sete cabeças... era semelhante a leopardo, com pés como de urso e boca como de leão.” (13:1 e 2). Besta ou fera selvagem é o símbolo profético que sempre se refere a um poder que além de político também é religioso. Essa besta incorpora elementos dos quatro animais da visão de Daniel 7 demonstrando estarem as duas visões relacionadas. Portanto, a besta que surge do mar - lugar densamente povoado já que águas é um símbolo para “povos, multidões, nações e línguas” (Ap 17:15) – refere-se ao mesmo poder político-religioso de Daniel 7, onde é representado  pelo chifre pequeno do “animal terrível, espantoso e sobremodo forte” (Dn 7:7 e 8). Outra semelhança profética entre ambos que demonstra tratar-se do mesmo poder é visto na seguinte comparação:



Chifre pequeno: “Uma boca que falava com insolência [LXX, megála]”. (Dn 7:8)



Besta do mar: “Proferia arrogâncias [do grego, megála] e blasfêmias” (Ap 13:5).



Todas essas referências apontam para um único poder: Roma papal.



“O papa é de tão grande dignidade e excelência, que não é meramente homem, mas como se fosse Deus, e é o vigário de Deus. Só o papa é chamado santíssimo... monarca divino, supremo imperador, e rei de reis...”. (Ferraris’ Ecclesiastical Dictionary).



“Nós ocupamos na Terra o lugar de Deus Todo-Poderoso”. (Leão XIII, 1878-1903).



“E deu-lhe o dragão o seu poder, o seu trono e grande autoridade” (13:2). Uma clara contrafação do reino de Deus, onde a adoração é dirigida exclusivamente ao Cordeiro que foi morto: “Àquele que está sentado no trono a ao Cordeiro, seja o louvor, e a honra, e a glória, e o domínio pelos séculos dos séculos”. (Ap 5:12 e 13). Por sinal, esse é o tema central do apocalipse. Só nos capítulos 13 e 14, o verbo “adorar” ou o substantivo “adoração” são mencionados oito vezes (13:4,8,12 e 15; 14;7 e 9). Quando Deus quer destacar algo em sua Palavra, Ele faz uso do recurso da repetição. No grande conflito entre o bem e o mal, a adoração é o ponto central. É por isso que a profecia antecipou que esse poder político-religioso receberia adoração daqueles “cujos nomes não foram escritos no Livro da Vida do Cordeiro” (13:8).



A adoração é uma ação humana que envolve quatro dimensões:

Reverenciar                 Amar

Imitar                           Obedecer



Roma papal teria “autoridade para agir quarenta e dois meses”. (13:5). Quarenta e dois meses de trinta dias cada um dá o total de 1.260 dias proféticos. Cada dia profético representa um ano literal (Ez 4:7; Nm 14:34). Logo, os “quarenta e dois meses” representam 1.260 anos de supremacia papal e foram anunciados de diferentes formas na profecia bíblica:






Esse período de supremacia papal começou em 538 d.C. quando o imperador romano oriental (sede em Constantinopla) Justiniano decretou que o bispo de Roma seria o primaz de toda a cristandade, e seu general Belisário derrotou o último dos três reinos arianos – os Ostrogodos (Dn 7:24) que fazia oposição a Roma.




Durante esse período de supremacia, “foi-lhe dado também, que pelejasse contra os santos e os vencesse” (Ap 13:7). É amplamente de conhecimento público a história das Inquisições na Idade Média, onde a Igreja Romana perseguia, torturava e matava todos aqueles que insistissem em seguir as Escrituras Sagradas guiados pelo Espírito Santo e não pela Tradição Romana. “A doutrina de que Deus confiara à Igreja o direito de reger a consciência e de definir e punir a heresia, é um dos erros papais mais profundamente arraigados”. EGW, O Grande Conflito, p. 293. Foram alvo da fúria de Roma, entre outros, os valdenses, os albigenses e os huguenotes. Alguns instrumentos de tortura usados nessa época podem ser observados nas imagens:




Por outro lado, o texto profético apontava o fim da supremacia papal: “Vi uma de suas cabeças como golpeada de morte” (Ap 13:3). Isso ocorreu após a Revolução Francesa: “Em 1796, tropas da República Francesa sob o comando de Napoleão Bonaparte invadiram a Itália, derrotaram o exército papal e ocuparam [as comunas de] Ancona e Loreto... Em 28 de dezembro de 1797, em um motim realizado pelas forças papais contra alguns revolucionários italianos e franceses, o popular brigadeiro-general Mathurin Léonard Duphot, que havia ido a Roma com José Bonaparte como parte da embaixada francesa, foi morto, surgindo assim um novo pretexto para invasão. Então, o General Louis Alexandre Berthier marchou para Roma sem oposição em 10 de fevereiro de 1798 e proclamou a República Romana, exigindo do papa a renúncia de seus poderes temporais”. (Wikipédia - Papa Pio VI).






Há um fato histórico que contribuiu para que Roma fosse conquistada sem maiores dificuldades pelas tropas de Napoleão. Desde meados do séc. XVIII, os governos de vários países começaram a pressionar a Igreja Romana por causa da intromissão dos jesuítas em assuntos de política interna de cada Estado. “A pressão continuou até ao ponto dos países ameaçarem romper com a Igreja. Clemente XIV finalmente rendeu-se em nome da paz da Igreja, e para evitar a ruptura na Europa, dissolveu a Ordem dos Jesuítas [a tropa de choque da Igreja Romana] em 21 de julho de 1773, através da bula Dominus ac Redemptor”. (Wikipédia - Dominus ac Redemptor).



                 538 d.C. ----------------------------------------------- 1798 d.C.


                                      1.260 anos de supremacia papal



Congresso MV - Pr. Walter Veith


O último império - TV Novo Tempo

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