quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

10 Dias de Oração - Dia 1 - Derramamento do Espírito Santo


Saiba mais em "Reavivamento e Reforma".

Estados Unidos e Irã mantêm rota de confronto

Após EUA determinarem novas sanções, Irã divulga ter produzido pela primeira vez uma barra de combustível nuclear e afirma que concluiu teste com míssil de fabricação própria no Estreito de Ormuz.

O tom entre os Estados Unidos e o Irã voltou a subir a neste domingo (1º/01), marcado por declarações e anúncios de ambos os lados, sinalizando que o clima de tensão entre os dois países deverá continuar nos próximos dias.

Neste domingo, a agência nuclear iraniana anunciou que seus cientistas pela primeira vez produziram um tubo de combustível atômico, um feito do qual o Ocidente duvidada que fossem capazes. O Irã foi obrigado a produzir esses bastões de urânio porque as sanções internacionais impediram a sua compra nos mercados externos, disse a agência.

O anúncio marca mais um passo nos esforços iranianos de dominar o ciclo de produção de combustível nuclear, desde a exploração do urânio até o seu enriquecimento, e ocorre apesar das ameaças de sanções de países europeus e dos Estados Unidos.

Estes querem que o Irã abandone seu programa nuclear, temendo que o objetivo secreto seja a obtenção de armas atômicas. Os iranianos, porém, afirmam que o programa tem fins exclusivamente pacíficos, como a produção de energia e o tratamento de câncer.
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Fonte - DW-World

OMS está 'profundamente preocupada' com mutação da gripe aviária

A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou um alerta duro nesta sexta-feira a cientistas que conseguiram criar uma forma altamente patogênica do vírus mortal H5N1 da gripe aviária, dizendo que o trabalho deles pode ter riscos significativos e deve ser rigidamente controlado.

A agência de saúde da Organização das Nações Unidas (ONU) disse estar "profundamente preocupada com as consequências negativas potenciais" do trabalho de duas equipes de pesquisa da gripe, que este mês disseram ter encontrado modos de fazer do H5N1 uma forma transmissível capaz de provocar pandemias letais entre os seres humanos.

O trabalho das equipes, uma da Holanda e outra dos Estados Unidos, já provocou um pedido de censura inédito de assessores de segurança norte-americanos, que temem que a publicação de detalhes do estudo possa dar a agressores potenciais o know-how de como fazer uma arma biológica para fins terroristas.

O Conselho Nacional de Ciência para a Biossegurança dos Estados Unidos pediu a dois periódicos que querem publicar o trabalho que disponibilizem o estudo apenas em versões editadas, um pedido contestado pelos editores das revistas e por muitos cientistas.

Em sua primeira declaração sobre a polêmica, a OMS afirmou: "Embora esteja claro que o ato de conduzir pesquisas para obter conhecimento deve continuar, também está claro que certas pesquisas, e principalmente aquelas que podem gerar formas mais perigosas de vírus... têm riscos".

O H5N1 é extremamente mortal em pessoas que estão diretamente expostas ao vírus de aves infectadas. Desde que foi detectado, em 1997, cerca de 600 pessoas o contraíram e mais da metade delas morreram.

Mas até agora o vírus não sofreu uma mutação natural para uma forma que pode passar facilmente de pessoa a pessoa, embora muitos cientistas temam que esse tipo de mutação deva acontecer em algum ponto e será uma grande ameaça à saúde se ocorrer.

Pesquisadores da gripe no mundo trabalham há vários anos para tentar descobrir que mutações dariam ao H5N1 a capacidade de se espalhar mais facilmente de pessoa a pessoa, ao mesmo tempo mantendo suas propriedades fatais.

O Instituto Nacional de Saúde dos EUA financiou os dois estudos sobre como o vírus poderia ficar mais transmissível em humanos com o objetivo de obter conhecimento sobre como reagir se a mutação ocorrer de forma natural.

Mas a OMS disse que tal pesquisa deveria ser feita "apenas depois que tiverem sido identificadas todos os riscos à saúde pública e benefícios importantes" e "houver a certeza que as proteções necessárias para minimizar o potencial para consequências negativas estão em vigor".

Fonte - Estadão

Os novos adventistas: pós modernos, carismáticos e ecumênicos

Como pastor, tenho percebido uma diluição dos valores adventistas entre os que fazem parte dessa denominação, sejam membros regulares ou líderes. Em parte, a assimilação de valores da pós-modernidade tem enfraquecido conceitos caros à denominação, como, por exemplo, a afirmação de que temos uma verdade a ser dada ao mundo. Já conversei pessoalmente com muitos adventistas que acreditam que deveríamos ser mais “humildes” e reconhecer que “não somos melhores do que os outros”. Segundo eles, se continuarmos nos intitulando “os donos da verdade” afastaremos as pessoas. Nossa missão seria conduzir a Cristo, não à nossa denominação, porque as doutrinas não são importantes e, sim, o relacionamento com a pessoa de Cristo.

Por trás dessas afirmações, encontramos sérios problemas. Afinal, se as doutrinas não importam, por que sustentá-las? O crer em Cristo, não é em si mesmo uma doutrina (um ensinamento)? Seria essa a única doutrina que teríamos o direito de compartilhar com as pessoas? Partindo do pressuposto de que todos têm o direito a ter suas crenças particulares, nosso respeito pela opinião e crenças alheias não deveria nos impedir de querer “forçar” as pessoas a crerem como nós? E, se isso for assim mesmo, como concluiremos a “grande comissão” (Mt 28:18-20), a ordem de Jesus para pregarmos a todas as pessoas, de todos os lugares e culturas?

Assim, me parece que alguns estão confundindo genuína humildade com relativismo, a ideia de que todas as crenças não representam a verdade última, somente opiniões equivalentes, uma vez que seriam todas culturalmente condicionadas. Será que o adventismo está fadado a ser isso – uma opinião qualquer de um determinado grupo religioso que está feliz em manter uma política de não interferência em relação a outros grupos sociais, assumidamente religiosos ou não?

Esse pensamento não se restringe a muitos adventistas que encontrei; trata-se de algo de amplitude maior. O pós-modernismo é uma forma de pensar e viver de toda a sociedade ocidental (e influencia até mesmo culturas orientais que adotam comportamentos ocidentais). Por isso, não causa surpresa que muitos cristãos tenham escrito, palestrado e feito conferências sobre o assunto, especialmente nos últimos, diríamos, vinte anos. Os adventistas, por seu turno, não estão alheios aos desafios da pós-modernidade. Teólogos e pensadores do movimento vêm dedicando atenção ao tema. Quero destacar dois escritos recentes que expressam preocupação com a influência pós-moderna sobre a igreja.

O conhecido historiador e pensador adventista George Knight escreveu recentemente o provocativo A visão apocalíptica e a neutralização do adventismo.[1] Knight discute o conceito de relevância, que permeou o protestantismo liberal na década de 1960. “O que provaram, no entanto, foi que o atalho para a irrelevância é a mera relevância”, afirma o autor. Ele conclui: “Afinal, quem precisa obter mais daquilo que pode ser encontrado na cultura dominante?”.

O ponto não é que os cristãos (e os adventistas em particular) não devam ser relevantes para a sociedade na qual estejam inseridos. O livro se prontifica a esclarecer que, na tentativa de alcançar os demais com sua mensagem, muitas denominações se preocuparam tanto em se aculturar que acabaram assimilando valores do pensamento da sociedade, sendo absorvidas pela cultura dominante. “O cristianismo saudável deve, por necessidade, estar acima da cultura dominante e se apegar às verdades que a cultura julga detestáveis.” Como exemplo de que o cristianismo seja contracultural (nesse aspecto) Knight cita o sermão do monte, cujo sistema de valores “difere radicalmente daquele adotado pelo mundo e pela maioria das igrejas.”

Aos adventistas que ignoram as lições do protestantismo liberal, Knight adverte contra a insistente busca pela relevância nos seguintes termos: “Desperdiçamos tempo demais tentando tornar Deus um cavalheiro do século XXI ao apresentá-lo como um grande intelectual adventista ou um bondoso médico do hospital adventista.” Ao invés disso, deveríamos nos lembrar que temos uma mensagem profética a transmitir. “O Apocalipse de João é o julgamento da mentalidade pós-moderna, que evita qualquer certeza a respeito da verdade religiosa e procura em seu lugar uma espiritualidade nebulosa.”[2]

Mais recentemente, o teólogo adventista Fernando Carnale escreveu o bombástico artigo The eclipse of Scriptura and the protestization of the adventist mind [O eclipse da Escritura e a protestantização da mente adventista].[3] Carnale afirma ter detectado “profundas divisões teológicas presentemente operando na igreja adventista que não desaparecerão pela inércia ou pronunciamento administrativo. Assim, sua existência secularizará a mente das gerações mais jovens transformando o adventismo em uma denominação evangélica pós-moderna.” Ele escreve que o processo se acha ligado à forma como se busca fazer evangelismo. Com o intuito de atrair os jovens, “o ministério evangélico e o louvor tem se tornado pós-moderno, ecumênico, progressivamente independente da Escritura e mais próximo da Igreja Católica Romana.” Infelizmente, os adventistas têm adotado e reproduzido as mesmas práticas evangelísticas. Quais serão as consequências?

"As 'consequências não intencionais' desse curso de ação estão transformando o adventismo em uma genérica denominação secular e não bíblica. A emergência de uma nova geração de adventismo carismático ecumênico está em curso. Embora use as Escrituras funcionalmente, como um meio para receber o Espírito, esta geração não pensará ou agirá biblicamente." [4]

Diante desse quadro, é válido que se amplie a discussão sobre pós-modernidade. É bem verdade que o termo se ache divulgado, mas isso acaba contribuindo mais para confusões sobre seu real sentido. Com frequência, pós-moderno é um termo aplicado às artes (plásticas, em geral), justamente o contexto de onde se originou a expressão. Alguns aplicam pós-moderno a um estilo de se vestir ou se comportar. Enquanto tais entendimentos superficiais da pós-modernidade vigorarem, ficará difícil compreender com clareza os desafios que se interpõem entre o adventismo e sua missão.

[1]George Knight, A visão apocalíptica e a neutralização do adventismo: estamos apagando nossa relevância? (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2010).
[2]Idém, p. 20, 27.
[3]Fernando Carnale, The eclipse of Scriptura and the protestization of the adventist mind: Parte 1: The assumed compatibility with evangelical theology and ministerial practices, JATS, 21/1-2 (2010): 133-165.
[4]Idem, p. 133-135.


Fonte - Questão de Confiança

Estará o Euro condenado à morte?

Autor: Pastor Paulo Cordeiro

Faz hoje precisamente 10 anos que a moeda única europeia entrava em circulação – a 1 de janeiro de 2002 – em 12 dos 15 países que, na época, formavam o espaço económico e político da UE (União Europeia). Se bem que, oficialmente, esse início já tivesse ocorrido três anos antes – a 1 de janeiro de 1999 – em 11 dos 12 países (com exceção da Grécia, que só entrou na Euro Zona em 2001), só dez anos atrás os europeus desses 12 países puderam ver e tocar nas notas e moedas que então passaram literalmente a circular nesses países da chamada Euro Zona.

Atualmente existem 17 países (dos 27 países que compõem a UE) que têm o euro (€ ou EUR) como sua moeda “nacional”. Alguns países pequenos que não praticam políticas de moeda própria usam também o euro: Andorra, Mónaco, São Marino e até o Vaticano. Montenegro também utiliza o euro como sua moeda oficial. Também no Kosovo, o euro passou a circular mesmo antes da sua declaração de independência.

Há quase 20 anos, mais precisamente a 7 de fevereiro de 1992, na cidade holandesa de Maastricht, era assinado o Tratado que ficou conhecido pelo nome dessa cidade, mas também como o Tratado da União Europeia. Iria entrar em vigor a 1 de novembro de 1993 e, entre outras coisas, iria mudar o nome de Comunidade Económica Europeia (C.E.E.) em União Europeia (U.E.), Mas, de longe, aquilo que mais chamou a atenção desse Tratado, foi o facto de ter criado um calendário bem preciso para a entrada em funcionamento de uma moeda única europeia antes do final da década, do século e do milénio.

Quase vinte anos depois de ter sido “concebido” e dez anos depois de ter sido “dado à luz”, eis que o euro passa hoje por uma difícil crise que, muitos esperam, possa ser sintomática do seu breve “falecimento”. Será que em breve assistiremos à “morte” e ao “funeral” do euro?

Não é meu propósito, neste artigo, entrar em detalhes de caráter técnico, que têm a ver com as condições económicas e financeiras da atualidade. Deixo essa análise para os respetivos peritos dessa área. O meu objetivo é poder olhar para o euro, sob uma perspetiva bíblico-profética, caso tal leitura seja possível. E eu creio que ela é possível!

20 anos atrás, lembro-me de ter ouvido algumas vozes vaticinarem que o projeto de uma moeda única na Europa nunca se iria concretizar, alegando que a profecia de Daniel 2 “não permitiria” tal cenário! Os que se mostravam céticos relativamente à entrada em circulação de uma moeda única europeia e ao aprofundamento político da Europa, tiravam as suas convicções da leitura da profecia de Daniel 2, e particularmente do versículo 43: “Quanto ao que viste do ferro misturado com barro de lodo, misturar-se-ão mediante casamento, mas não se ligarão um ao outro, assim como o ferro não se mistura com o barro.” (negrito acrescentado).

Hoje alguns afirmam que o euro foi apenas um “acidente de percurso” e que, muito em breve, se assistirá ao desmoronar do euro, assim como do projeto político-económico da UE. Deixem-me dizer-vos claramente, e já à partida, que nunca partilhei e continuo a não partilhar dessa interpretação “profética”. Mencionarei, de seguida, as razões pelas quais não partilho desse ponto de vista.

A Profecia de Daniel 2

Antes de mais nada, permitam-me colocar as seguintes questões para vossa consideração e reflexão: estará esta profecia milenar a falhar, neste período crucial da História, precisamente antes da segunda vinda de Cristo, depois de se ter mostrado verdadeira durante séculos? Será que teremos de rever a nossa interpretação tradicional da profecia de Daniel 2? Ou será apenas que alguns, no passado, não conseguiram simplesmente explorar toda a riqueza da profecia de Daniel 2 à luz de outras profecias bíblicas?

Deixem-me relembrar-vos aquilo que certamente todos vós já sabeis a respeito da profecia de Daniel 2: trata-se de uma profecia que cobre um período enorme de tempo, nada mais, nada menos, do que um período aproximado (por excesso) de 2500 anos. Por esta mesma razão, facilmente se compreende que a profecia não entra em detalhes minuciosos sobre qualquer período específico de tempo que faça parte integrante do período global de tempo a que ela se refere.

Com isto pretendo apenas dizer que a profecia de Daniel 2 é como uma lente “grande angular”, que permite ter uma visão sintética da História nas suas grandes linhas, que são perfeitamente suficientes para se visualizar um “fio condutor” da História extremamente compreensível.

Contudo, Daniel 2 não esgota todos os detalhes proféticos! Se assim não fosse, não seriam necessárias outras profecias (nomeadamente as profecias dos capítulos 7, 8, 9 e 11 do próprio livro de Daniel), que nada mais fazem do que ampliar a “matriz básica” fornecida por Daniel 2! A cena do julgamento no céu, em Daniel 7:9-14 (com a correspondente explicação nos versículos 22, 26 e 27), a purificação do santuário, em Daniel 8:13-14 e 26, em conexão íntima com o julgamento no céu, a profecia das 70 semanas em Daniel 9:24-27 e a especificidade do conflito norte-sul em Daniel 11:5-45, são dados proféticos preciosíssimos que simplesmente não aparecem mencionados em Daniel 2!

Contudo, não é menos verdade que estes dados proféticos que acabei de referir não seriam seguramente tão bem compreendidos, pelo menos sob o ponto de vista cronológico, se não fosse a tal “matriz básica” que nos é fornecida por Daniel 2!

Resumindo: Daniel 2 é uma profecia extremamente importante, visto nos dar uma imagem do quadro geral de acontecimentos. Contudo, por ser tão sintética não poderia ser, obviamente, muito analítica! Daniel 2 dá-nos uma visão global do tempo – desde os dias de Daniel (“depois disto” – Daniel 2:29) até aos “últimos dias” (Daniel 2:28) – mas não nos dá uma compreensão pormenorizada de nenhum tempo específico, nomeadamente do tempo do fim. Para ficarmos com uma noção mais precisa dos acontecimentos do tempo do fim, a profecia de Daniel 2 é pura e simplesmente insuficiente(1)!

Este tem sido, a meu ver, o erro que, talvez de forma ingénua, se tem comummente cometido! E este erro seria simplesmente irrelevante se não fosse responsável por lançar dúvidas sérias na mente de muitos estudantes da profecia bíblica, por verem a incoerência entre o que “está profetizado” e a realidade que está diante dos nossos olhos!

Uma união global nos últimos dias

Tal como acima referi, assim como os outros capítulos proféticos do livro de Daniel lançam luz adicional sobre a profecia específica de Daniel 2, assim o livro de Apocalipse (livro do mesmo género literário do livro de Daniel) lança luz adicional não só sobre a profecia específica de Daniel 2 mas igualmente, e em particular, sobre os acontecimentos do tempo do fim.

Ora, é justamente no livro de Apocalipse que encontramos uma outra profecia específica que alarga consideravelmente, e de forma correta, a nossa compreensão de Daniel 2 e dos acontecimentos do tempo do fim. Trata-se da profecia que está contida em Apocalipse 16:13-14. Passo a transcrever o seu conteúdo: “Então, vi sair da boca do dragão, da boca da besta e da boca do falso profeta três espíritos imundos semelhantes a rãs; porque eles são espíritos de demónios, operadores de sinais, e se dirigem aos reis do mundo inteiro com o fim de ajuntá-los para a peleja do grande Dia do Deus Todo-poderoso” (negrito e sublinhado acrescentados).

Leram bem? O que é que “espíritos de demónios” farão nos últimos dias (esta passagem aparece no contexto do derramamento das 7 últimas pragas!)? Dirigir-se-ão “aos reis do mundo inteiro” (isto é, aos líderes máximos de todas as nações)! Com que objetivo? “Com o fim de ajuntá-los”!

Este “mundo inteiro” aqui referido, certamente que inclui a Europa, ou não acham que assim seja? Se há continente que não deixará seguramente de estar “na mira” dos demónios, esse continente é seguramente a velha Europa “cristã”, onde está sediado o grande poder – o Vaticano – que dominará o mundo nos últimos dias!

Então, segundo esta profecia do livro de Apocalipse, haverá ou não uma tendência crescentepara a unificação das nações entre si? Importa igualmente referir que a ação desses “espíritos de demónios” mencionados, que conduz os “reis do mundo inteiro” a uma união global, não acontecerá de um dia para o outro, mas será um processo gradual que atingirá o seu clímax no tempo de “Armagedom”(2).

Como reconciliar as duas profecias?

A profecia de Apocalipse 16:13-14, se bem que lance imensa luz sobre os acontecimentos do tempo do fim, não invalida, contudo, nenhum aspeto da profecia de Daniel 2!

Parece contraditório o que acabo de referir? Não, não é!

Daniel 2 afirma, e devemos acreditar nisso, que “certo é o sonho, e fiel, a sua interpretação” (v. 45). Portanto, se os “reinos” que existirão imediatamente antes que “o Deus do céu [suscite] um reino que não será jamais destruído” (v. 44) “não se ligarão um ao outro” (v. 43), então podemos ter a certeza que assim será!

Por outras palavras, esses “reinos” não estarão na verdade ligados na sua essência, ou seja, não haverá uma unidade real e genuína a uni-los, MAS estarão estrategicamente ligados entre si, movidos (talvez alguns deles inconscientemente) pelos tais “espíritos de demónios” que os ajuntarão(3) com o único objetivo de eles poderem apresentar uma frente unida contra o povo de Deus!

A crise final pela qual Jesus passou oferece-nos um exemplo perfeito do que acontecerá ao povo de Deus durante a crise final da História deste mundo! Também Jesus enfrentou, Ele próprio, a coligação de forças que nunca estariam coligadas entre si, não fosse a necessidade de Satanás apresentar uma frente unida contra Jesus: “Mas Herodes, juntamente com os da sua guarda, tratou-O com desprezo, e, escarnecendo d’Ele, fê-lo vestir de um manto aparatoso, e o devolveu a Pilatos. Naquele mesmo dia, Herodes e Pilatos se reconciliaram, pois, antes, viviam inimizados um com o outro.” (Lucas 23:11-12). Também fariseus e saduceus se coligaram contra Jesus (ver Mateus 16:1), mas isso não significava que se encontravam realmente ligados entre si pois, anos mais tarde, já os encontramos de novo em conflito uns contra os outros (ver Atos 23:6-8).

Conclusão

Penso que agora já devem ter visualizado o quadro completo! Teremos, no tempo do fim, uma Europa coligada, mas não verdadeiramente unida entre si! E esta é a realidade que todos nós podemos observar atualmente!

Reparem que a profecia de Apocalipse 16:13-14 não afirma que os “espíritos de demónios” “se dirigem” aos povos do mundo inteiro, mas antes aos seus líderes, “aos reis do mundo inteiro”, porque conseguindo um consentimento entre os líderes, os liderados acabam por seguir, mesmo por vezes contrariados, “a reboque” daqueles!

A construção da União Europeia está sendo feita, desde o início, não a partir das bases, dos povos, mas sim a partir das cúpulas institucionais político-administrativas(4)! Isto dá-nos a certeza de quem é que está verdadeiramente a trabalhar nos bastidores! Por detrás dos múltiplos acordos que se têm conseguido, e que fazem os políticos europeus parecerem grandes promotores da unidade europeia e da paz, estão – eu sei que não é politicamente correto afirmar isto, mas é a verdade! – “espíritos de demónios” trabalhando afincadamente para unir estrategicamente todo o mundo, a fim de não deixar, humanamente falando, num futuro próximo, nenhuma possibilidade de escape para aqueles que pretenderem permanecer leais aos “mandamentos de Deus e à fé de Jesus” (Apocalipse 14:12).

(1) A profecia de Daniel 2 pode ser corretamente comparada a um mapa-múndi, ou planisfério, que nos permite ter uma visão global do planeta. Contudo, se bem que tal visão nos permita ficar a conhecer, com rigor, a disposição dos países entre si (no caso de um mapa-múndi político), não nos permite conhecer detalhes muito significativos de cada país. Se quisermos viajar num determinado país, não é seguramente com um mapa-múndi que estaremos bem servidos, mas sim com o correspondente mapa desse país específico!

(2) O Armagedom (ver Apocalipse 16:16), ao contrário do que afirmam a esmagadora maioria dos cristãos evangélicos de hoje (que subscrevem a chamada visão dispensacionalista da História) e afirmaram alguns pensadores adventistas, no passado, não é uma guerra literal que irá ocorrer algures num local do Médio Oriente. Trata-se, isso sim, da última manifestação do Grande Conflito, em que todos os poderes da Terra coligados entre si intentarão lançar um derradeiro e decisivo ataque contra o Povo de Deus!

(3) Talvez se pudesse fazer um estudo etimológico aprofundado destas duas palavras usadas em Daniel 2:43 e Apocalipse 16:14, mas creio que facilmente se intui que “ligar” e “ajuntar” pode não significar necessariamente a mesma coisa! Duas coisas podem estar “juntas” (como o caso do ferro e da argila nos pés da estátua de Daniel 2) sem contudo estarem “ligadas” entre si. Outro exemplo, que é, aliás, referido no próprio texto bíblico de Daniel 2:43: duas pessoas podem estar “juntas” em casamento sem contudo se encontrarem verdadeiramente “ligadas” entre si! Da mesma maneira os “reinos” deste mundo no tempo do fim estarão “congregados” ou “juntos”, mas não necessariamente “ligados”!

(4) Quantas vozes críticas não se têm levantado, dentro dos países que compõem a UE, contra essa mesma UE? Ainda recentemente, quando o primeiro-ministro britânico “vetou” uma decisão vital tomada por outros países da UE, ele foi veementemente criticado por todos os líderes europeus, e até – imaginem! – pelo seu próprio vice-primeiro ministro, pertencente a um partido de coligação do atual Governo britânico. Contudo, segundo sondagens feitas junto da opinião pública britânica, mais de 60% dos britânicos estavam de acordo com a posição assumida pelo seu primeiro-ministro. Não mostra isto claramente que os povos em si estão separados do projeto europeu, mas que este é apoiado pela esmagadora maioria dos seus líderes políticos?

Fonte - O Tempo Final

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

‘Esse negócio vai acabar mal. Só não sabemos quando e onde’

Para Luís Stuhlberger, desfecho da crise europeia causará grande perda de riqueza no mundo

SÃO PAULO - O semblante tranquilo engana. Luís Stuhlberger, considerado um dos melhores gestores de recursos do Brasil, está preocupado com o desfecho da crise global. "Esse negócio vai acabar muito mal. Nós só não sabemos onde nem como. Porque não há precedentes, não há previsibilidade", afirma, em entrevista exclusiva ao Estado.

Stuhlberger conquistou sua reputação principalmente por causa do trabalho à frente dos fundos da família Verde, destaque de rentabilidade na empresa criada e administrada por ele, a Hedging-Griffo (desde 2006, Credit Suisse Hedging-Griffo, após a venda de metade do capital para o banco suíço). Neste ano, o fundo rendeu pouco acima do CDI, taxa de juros de referência no mercado financeiro. "Num ano em que a bolsa cai tudo isso (mais de 15%), a gente está no CDI. Acho que meu papel está ok. Nossos clientes estão felizes."

A análise de Stuhlberger sobre o Brasil é dividida em duas partes. No curto prazo, afirma, tudo vai bem. "Mas há sinais de que algo está errado. Imóvel está caro, nosso Big Mac é o mais caro do mundo, nosso Corolla é o mais caro do mundo, a nossa arte está ficando a mais cara do mundo", exemplifica. "Nada disso surpreende a presidente Dilma (Rousseff). O duro é, dentro desse sistema político que vivemos, consertar."

Frases:

Vai acabar mal

"Você tem de pensar em gestão de recursos sabendo que esse negócio vai acabar muito mal. Nós só não sabemos onde nem como. Porque não há precedente, não há previsibilidade. Algo de riqueza terá de ser destruído para preservar o resto. Não há ganhadores. Há quem perde menos. Aqui não se trata de escolher entre o ótimo e o bom, mas entre o ruim e o péssimo. Eu fico pensando o tempo inteiro, porque isso é colapso de modelo. É o colapso de um negócio que deve US$ 3 trilhões ou US$ 4 trilhões e o sistema não tem como pagar. Além de tudo, o sistema, mesmo não pagando, não tem como continuar assim. Então, o que será da humanidade?"

Nave espacial ou Titanic

"90% do dinheiro do mundo que sobra está com menos de 1% das pessoas. Um bilhão de pessoas têm até R$ 200 mil no banco. Essas pessoas têm seus recursos protegidos pelo governo. Mas quem tem muito dinheiro vai perder. A questão é que esse processo não necessariamente ocorrerá amanhã nem vai ser rápido. Poucas vezes na minha vida me vi tão extremamente em dúvida. Não quer dizer que estou inativo. Mas, às vezes, acho que estou no comando da nave espacial que vai para o sol, às vezes acho que estou no comando do Titanic. Fico extremamente angustiado pela dificuldade natural desse processo, pois nunca vimos isso."

Fonte - Estadão

Reavivamento e reforma


Imagine milhões de pessoas em todo mundo orando juntas pelo derramamento do Espírito Santo. Esse é o objetivo de uma campanha de oração lançada pela Igreja Adventista em todo mundo que, em 10 dias, reunirá pessoas de vários países para orarem juntas.

Na internet, a campanha está sendo promovida pelo site reavivamentoereforma.com e pela página facebook.com/ igrejaadventistadosetimodia. A Rádio e TV Novo Tempo também estarão incentivando diariamente as pessoas a orar e passarem mais tempo com Deus estudando a Bíblia.

Quem acessa a internet poderá assistir e fazer download de vídeos abordando o tema do dia.

Para cada dia haverá um motivo especial de oração:

04/01 – Intercessão pelo derramamento do Espírito Santo – Hebreus 10:22
05/01 – Entrega pessoal – Tiago 1:6
06/01 – Arrependimento sincero – Daniel 9:4-6
07/01 – Confissão – I João 1:9
08/01 – Amor pelos perdidos – João 17:20 e 21
09/01 – Exame pessoal – problemas com familiares ou membros da igreja – Salmos 51
10/01 – Ajuda financeira para a obra de Deus – Filipenses 2:5-9
11/01 – Obediência – maturidade em Cristo – Romanos 12:1 e 2
12/01 – Ação de graças – cura dos doentes – Filipenses 4:4-6
13/01 – Testemunho apaixonado – missão para o mundo – Romanos 1:16 e 17

Veja algumas dicas:

  • --- Peça a Deus para preparar o seu coração para essa experiência de 10 dias de oração.
  • --- Forme um grupo de oração. Convide uma ou mais pessoas para acompanhá-lo, ou peça ao pastor de sua igreja para divulgar essa atividade para toda a igreja.
  • --- Escolha um horário conveniente para que as pessoas que você convidou possam participar com você.
  • --- Separem uma hora por dia para orar, se possível.
  • --- Comecem e terminem o momento de oração em grupo com louvores e agradecimentos.
  • --- Façam orações de frases curtas para que cada pessoa possa orar mais de uma vez e para permitir ao Espírito Santo impressioná-lo como orar.
  • --- Passem mais tempo efetivamente orando em grupo do que apresentando pedidos de oração.
  • --- Separe tempo pessoal, particular com Deus, além do tempo de oração em grupo.
  • --- Pense em adotar algum tipo de jejum, como o de TV, música secular, filmes, Internet, ou sobremesas.
  • --- Use o tempo extra para orar e ler a Bíblia.
  • --- Peça a Deus para Se revelar a você.
  • --- Peça ao pastor de sua igreja para promover os 10 dias de oração na igreja local através de testemunhos de como Deus operou como resultado das orações em grupo.
  • --- Nos cultos de Sábado durante os 10 dias dêem um destaque especial a oração.
  • --- Peça a Deus para mostrar-lhe cinco pessoas por quem orar durante os 10 dias.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Para papa Bento 16, crise financeira é problema "ético"

O papa Bento 16 afirmou nesta quinta-feira que a crise financeira europeia "se baseia na crise ética" e ressaltou a necessidade de uma "força motivadora" para aceitar as medidas de austeridade.

"No fim do ano, a Europa se encontra em uma crise econômica e financeira que, em última análise, baseia-se na crise ética que ameaça o Velho Continente", disse o Pontífice durante uma audiência com a Cúria Romana por ocasião do Natal.

Segundo Bento 16, falta uma "força motivadora, capaz de induzir os indivíduos e grandes grupos sociais a renúncias e sacrifícios". Ele também definiu como "indiscutíveis" a "solidariedade, o compromisso com os outros e a responsabilidade com os pobres e sofredores".

"Desta crise, emergem perguntas muito fundamentais: onde está a luz que pode iluminar o nosso conhecimento não só de ideias gerais, mas de imperativos concretos? Onde está a força que levanta a nossa vontade?", questionou o Papa.

Na mesma audiência, Bento 16 também relembrou algumas viagens e missões apostólicas realizadas neste ano, entre elas a ida à África, a qual definiu como "encorajadora".

De acordo com ele, a viagem ao Benin foi "um grande encorajamento", porque não "se percebe nenhum sinal de cansaço da fé, tão difundido entre nós. Nada daquele tédio de ser cristão, sempre percebido por nós", disse.

"Com todos os problemas, sofrimentos e penas que são próprios da África, experimenta-se, todavia, a alegria de ser cristão", afirmou.

Fonte - Folha

Nota DDP: "Crise ética", "medidas de austeridade", "induzir os indivíduos", "onde está a luz" e "imperativos concretos". Junte tudo isso e leia nas entrelinhas: Para solução do caos social que vivemos são necessárias medidas coercitivas que controlem os particulares, sendo que estas medidas vêm da luz provida pela igreja (ICAR), com seus conceitos concretos (mandamentos) sobre moralidade.

Em algum momento no futuro esse discurso sairá do campo religioso e será abraçado pelo político.

[Colaboração - Cléo Castro]

Europa e Oriente Médio estão a caminho da destruição

O historiador Walter Russell Mead notou recentemente que após a revolução dos anos 90 que levou ao colapso da União Soviética, os russos criaram um ditado particularmente apto no momento: “É mais fácil transformar um aquário em sopa de peixe do que transformar sopa de peixe em um aquário.” De fato, da Europa ao Oriente Médio, e talvez em breve até mesmo na Rússia e Ásia, muitos aquários estão virando sopa de peixe ao mesmo tempo. Mas transformá-los de volta em sociedades e comunidades estáveis será um dos maiores desafios de nosso tempo. Estamos novamente diante de um daqueles grandes desembaraços – assim como após a Primeira Guerra Mundial, a Segunda Guerra Mundial e a Guerra Fria. Mas desta vez não houve guerra. Todos esses Estados foram destruídos a partir de dentro – sem aviso. Por quê?

O principal motivador, eu acredito, é a fusão da globalização com a revolução da tecnologia da informação. Ambas atingiram massa crítica na primeira década do século 21, resultando na democratização – ao mesmo tempo – de muitas coisas contra as quais nem Estados fracos e nem empresas fracas podem enfrentar. Nós vimos a democratização da informação, onde todos agora são editores; a democratização das guerras, onde os indivíduos se tornaram superempoderados (o suficiente, no caso da Al Qaeda, para enfrentar uma superpotência); a democratização da inovação, onde novas empresas estão usando programas gratuitos de código fonte aberto e “a nuvem” para enfrentar empresas globais.

E, finalmente, vimos o que Mark Mykleby, um coronel reformado do Corpo dos Marines e ex-conselheiro do chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, chama de “democratização das expectativas” – a expectativa de que todos os indivíduos devem poder participar da moldagem de sua própria carreira, cidadania e futuro, sem restrições.

Chamou-me a atenção quão semelhantes são os comentários russos a respeito do primeiro-ministro Vladimir Putin, que basicamente renomeou a si mesmo presidente, com os que ouvi no Egito sobre Hosni Mubarak, que repetidas vezes se renomeava presidente. O escritor egípcio Alaa al Aswany me disse que os egípcios se ressentiram da ideia de que Mubarak pretendia transferir o poder para seu filho, Gamal, como se os egípcios “fossem galinhas”, que simplesmente podiam ser entregues por um líder para seu filho. No domingo passado, um artigo no New York Times, em Moscou, citou o popular blogueiro russo preso, Aleksei Navalny, como tendo dito: “Nós não somos gado e nem escravos. Nós temos vozes, votos e poder para sustentá-los.”

“Os dias de comunicação unidirecional por parte dos principais países e empresas acabaram”, diz Dov Seidman, presidente-executivo da LRN e autor do livro Como – Por Que o Como Fazer Algo Significa Tudo. “O velho sistema de ‘comando e controle’ – usando cenouras e porretes – para exercer poder sobre as pessoas está sendo rapidamente substituído pelo ‘conexão e colaboração’ – para geração de poder por meio das pessoas.” Os líderes e gerentes não podem simplesmente impor sua vontade, acrescenta Seidman. “Agora é preciso manter um diálogo bidirecional para se conectar profundamente com seus cidadãos, clientes ou funcionários.”

A Netflix promoveu uma conversa unidirecional a respeito do aumento de preços com seus clientes, que instantaneamente se auto-organizaram. Cerca de 800 mil abandonaram os serviços da empresa e suas ações despencaram. O Bank of America promoveu uma conversa unidirecional sobre cobrar uma taxa de US$ 5 sobre os cartões de débito e seus clientes forçaram o banco global a reverter a ideia e pedir desculpas. Putin achou que tinha poder sobre o povo e que podia impor qualquer coisa que desejasse, mas agora está sendo forçado a participar de uma conversa para justificar sua permanência no poder.

A Coca-Cola mudou a embalagem de seu refrigerante principal para latas brancas durante as Festas. Mas o protesto de “blasfêmia” por parte dos consumidores forçou a Coca-Cola a voltar para as latas vermelhas em uma semana. No ano passado, a Gap descartou seu novo logo após uma semana de protestos online dos consumidores.

Muitos presidentes-executivos dirão que essa mudança os pegou de surpresa e que estão tendo dificuldade para se ajustarem às novas relações de poder com clientes e funcionários.

“À medida que o poder se desloca para os indivíduos”, argumenta Seidman, “a própria liderança deve mudar com ele – de uma liderança coerciva ou motivacional que usa cenouras ou porretes para obter desempenho e fidelidade da população, para uma liderança que inspire compromisso, inovação e esperança nas pessoas.” O papel do líder agora é obter o que de melhor está vindo de baixo para cima e então mesclá-lo com a visão de cima. Você está ouvindo, Putin?

Esse tipo de liderança é especialmente chave hoje, acrescenta Seidmanm, “quando as pessoas estão criando muita ‘liberdade’ das coisas – liberdade da opressão ou de qualquer sistema que esteja em seu caminho – mas ainda não adaptaram os valores ou construíram as estruturas institucionais que permitem a ‘liberdade para’ – liberdade para construir uma carreira, um negócio ou uma vida significativa”.

É possível ver isso vividamente no Egito, onde o movimento democrático de baixo para cima foi forte o suficiente para derrubar Mubarak, mas agora enfrenta o processo árduo e longo de construção de novas instituições e redação do novo contrato social, a partir de uma coalizão democrática que abrange a Irmandade Muçulmana, os liberais cristãos, os liberais muçulmanos, o Exército e os muçulmanos salafistas ultraconservadores.

Recolocar todos esses peixes de volta no aquário, nadando juntos, não será tarefa fácil. É uma tarefa que exigirá um líder muito corajoso e especial.Procura-se ajuda.

Mulher é atacada por policiais egípcios durante manifestação

(UOL Notícias)

Nota: Como nunca antes na história, o coletivismo será a palavra de ordem. O bem da maioria será defendido com unhas e dentes, nas ruas, com ou sem apelação (como as manifestações envolvendo nudismo). As pessoas parecem fartas de autoritarismo e desigualdades – e não é pra menos. À primeira vista, esses ventos parecem favoráveis, mas o que dizer de algumas minorias discordantes? Elas não discordam necessariamente dos fins (liberdade, democracia, etc.), mas dos métodos e planos para se chegar a esses fins, já que poderão violar-lhes a consciência – especialmente a religiosa. O que acontecerá quando surgir uma “liderança que inspire compromisso, inovação e esperança nas pessoas”? Se a força não mais arrebanha o povo (ou o obriga a obedecer), o poder da informação e do convencimento fará isso. Mandará quem tiver esse poder. Quem será o tal líder “muito corajoso e especial”? Logo ele mostrará a cara.[MB]

Leia também em Michelson Borges“O pior ainda pode estar por vir” e “Mundo arrisca repetição da depressão dos anos 30”

Mais: não vai longe o tempo em que teremos um pensamento hegemônico (confira)

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Estaria a Internet preparando o caminho para os últimos acontecimentos?

Existem claras evidências de que um processo de globalização precedeu a primeira vinda de Cristo e que um processo semelhante haveria de ocorrer também antes de Sua segunda vinda. Com respeito à primeira vinda de Cristo, Ellen White declara em sua obra O Desejado de Todas as Nações, capítulo 3 (“A Plenitude dos Tempos”), que (1) as nações da época “estavam unidas sob o mesmo” império romano; (2) “falava-se vastamente” a língua grega, amplamente reconhecida como “a língua da literatura”; e (3) ”fazia séculos que as Escrituras haviam sido traduzidas para o grego”.

O livro do Apocalipse esclarece que, antes da segunda vinda de Cristo, haveria uma globalização do erro (ver Apoc. 13:11-18) e da verdade (ver Apoc. 14:6 e 7). Importantes mudanças políticas, econômicas, sociais e religiosas estão preparando o cenário para essa globalização. Mas não podemos desconhecer o fato de que a polarização final da raça humana entre a verdade e o erro tem sido facilitada pela popularização da imprensa, do telefone, do rádio, da televisão e, mais recentemente, da Internet. Em realidade, a Internet tem disponibilizado no lar e no escritório daqueles que têm acesso à “www” (World Wide Web) tudo o que de bom e mau existe no âmbito das informações.

No aspecto positivo, a Internet tem agilizado significativamente a comunicação interna e externa da igreja a um custo bem mais baixo do que o do telefone convencional. A igreja tem se valido da Internet para disponibilizar materiais para uso interno, incluindo respostas às questões com as quais os membros da igreja se defrontam hoje. Importantes sites têm sido estabelecidos para que o “evangelho eterno” possa ser logo proclamado a todos os “que se assentam sobre a terra, e a cada nação, e tribo, e língua e povo” (Apoc. 14:6). Desta forma a mensagem adventista pode ser levada a certas regiões do mundo onde os preconceitos religiosos impedem o uso de outros meios de comunicação de massa.

Mas assim como a Internet tem facilitado positivamente a pregação do evangelho, ela também tem sido um dos agentes mais eficazes de globalização do erro e do mal. Inúmeras pessoas, e mesmo professos cristãos, estão acessando sites que estimulam o sensualismo e a imoralidade (ver Mat. 5:27-32). Muitas das 34 mil denominações cristãs hoje existentes no mundo também estão disponibilizando os seus ensinos na Internet. Praticamente todas as distorções doutrinárias que já surgiram na Igreja Adventista do Sétimo estão acessíveis na Internet para corroer a fé dos que professam a mensagem adventista.

Falando a respeito da sacudidura da igreja, Ellen White advertiu que no fim dos tempos “todo vento de doutrinas” estaria soprando (cf. Efé. 4:14) e que os membros da igreja seriam “testados e provados individualmente” (Testimonies for the Church, vol. 5, págs. 80 e 463). Estou convencido de que a Internet está desempenhando um papel crucial em ajudar a cumprir essas predições. Pessoas sem um conhecimento histórico e doutrinário mais sólido têm se aventurado a acessar os sites críticos da mensagem, e acabam abaladas em sua fé.

A presente globalização da verdade e do erro está nos colocando em uma situação semelhante à de Eva diante da árvore do conhecimento do bem e do mal (ver Gên. 2:15-17; 3:1-8), onde temos de escolher constantemente entre a fidelidade à Palavra de Deus e os conhecimentos “mais amplos” e “atrativos” oferecidos pelas hostes do mal. Mas existe uma diferença marcante entre a realidade edênica e o mundo das modernas comunicações cibernéticas. No jardim do Éden, a tentação estava geograficamente confinada às proximidades da árvore da ciência do bem e do mal. Hoje, porém, a tentação está globalizada e disponível nos lares de todos aqueles que têm acesso aos modernos recursos da mídia.

Cremos, portanto, que a Internet está contribuindo efetivamente para a final polarização entre o bem e o mal que precederia a segunda vinda de Cristo. Muitos cristãos usam a expressão bíblica “julgai todas as coisas, retende o que é bom” (I Tess. 5:21) para justificar o acesso e a leitura de informações corrosivas à fé e destituídas de ética cristã (ver Mat. 18:15-17). Devemos, por conseguinte, nos conscientizar que nem todo o conhecimento disponível compensa ser obtido (ver Sal. 101; Filip. 4:8). Nossas igrejas precisam afastar-se da areia movediça das ideologias humanas a fim de construírem sua casa espiritual sobre a inabalável Palavra de Deus (ver Mat. 7:24-27).

Texto de autoria do Dr. Alberto Timm publicado na Revista do Ancião (outubro – dezembro de 2003).

Fonte - Sétimo Dia

Ingleses têm plano para retirar britânicos de Portugal

O Governo inglês tem um plano de contingência para retirar os seus nacionais de Portugal e Espanha de aviões, barcos e automóveis se o euro colapsar, noticia hoje a imprensa britânica. “Crise na zona euro: Relações Exteriores tem plano de retirada de expatriados” é a manchete do jornal The Daily Telegraph. O jornal afirma que os britânicos que vivem em Espanha e em Portugal “podem ter ajuda do Governo para deixarem os países se a crise na zona euro arrastar os seus bancos” e eles deixarem de “ter acesso às suas contas bancárias”. Segundo o jornal, vivem na Espanha cerca de um milhão de britânicos e 55 mil em Portugal. Ao jornal Sunday Times, o Ministério das Finanças confirmou os planos, mas recusou-se a dar mais detalhes. O Ministério das Relações Exteriores disse ao diário que está se preparando para um “cenário de pesadelo”, com milhares de britânicos sem dinheiro dormindo nos aeroportos e sem meios para chegar em casa.

(DN Globo)

Leia também no blog Criancionismo: “Alunos desmaiam na escola com fome, na Grécia” e “Crise europeia é um risco para todas as economias do mundo, diz FMI”

Nota DDP: Acrescento outro lado possível dessa história em "Será que a China vai quebrar?".

"Espero que tudo isto seja apenas um rompante de alarmismo desnecessário. Mas é impossível deixar de lado a preocupação: o caso da China se parece muito com as quebras que já vimos em outros países. E uma economia mundial já afetada pela bagunça na Europa realmente, definitivamente não precisa de um novo epicentro de crise."

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Crise europeia é um risco para todas as economias do mundo

A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, disse nesta segunda-feira (19) que a crise da dívida europeia impõe um risco para "todas as economias do mundo", ao se encontrar com oficiais na Nigéria e sua primeira vista à África no comando da instituição.

"O que está acontecendo em economias avançadas, particularmente na Europa, é obviamente uma preocupação ao redor do mundo no momento", afirmou Lagarde em reunião com o presidente do Senado da Nigéria, David Mark.

Por causa da severidade da crise e da dificuldade que os europeus têm ao lidar com ela, a crise terá um efeito triplo em todas as economias do mundo, acrescentou Lagarde.

Fonte - G1

A lei de detenção indefinida é aprovada no senado americano

Exatamente 220 anos após a ratificação da Declaração de Direitos Bill of Rights], o Senado dos EUA votou hoje [16], 86 votos contra 13, a favor da National Defense Authorization Act - NDAA [Lei de Autorização de Defesa Nacional] para 2012, permitindo a detenção indefinida e a tortura de americanos.

Depois de um vai-e-vem nos últimos dias entre o Senado e a Câmara que rendeu intensas críticas dos norte-americanos tentando manter seus direitos constitucionais, a NDAA para 2012 está agora a caminho da Casa Branca, onde ontem a administração Obama revelou que o presidente não iria vetar a legislação, alterando um comunicado feito por ele mesmo a menos de um mês.

Obama finalmente trouxe a mudança para a América [Yes, We Can], mas não é nada que traga esperança.

Falando perante o Senado, esta tarde, o senador Lindsey Graham (Republicano - Carolina do Sul) disse a seus colegas, "Eu espero que vocês acreditem que a América é parte do campo de batalha". Os Estados Unidos estão em guerra, ele insistiu, e qualquer um que faça oposição ao plano do governo dos EUA vai agora estar sujeito a detenção de estilo militar por tempo indeterminado [...]

Russia Today

NOTA Minuto Profético: Os direitos e as liberdades estão seriamente ameaçados nos EUA. Esta lei que o senado norte-americano acaba de aprovar torna sem validade a 6ª emenda da Constituição Americana, que afirma que nenhum cidadão americano pode ser acusado ou preso sem ter o direito de defesa garantido. Então fica a pergunta: Quanto falta para a 1ª emenda (que garante liberdade de culto e religião) também ser anulada?

"Quando nossa nação, em seus conselhos legislativos, promulgar leis para coagir a consciência dos homens no tocante a seus privilégios religiosos, impondo a observância do domingo e empregando o poder opressivo contra os que guardam o sábado do sétimo dia, a lei de Deus será, para todos efeitos, invalidada em nosso país [EUA]... quando essa terra, por meio de seus legisladores, renunciar aos princípios do protestantismo e der apoio à apostasia papal, falsificando a lei de Deus - então é que será revelada a obra final do homem do pecado". Maranata, p. 177

"Quando nossa nação [EUA] abjurar os princípios de seu governo de tal forma que vote uma lei dominical, nesse próprio ato o protestantismo dará a mão ao papado" Testemunhos para a Igreja, v. 5, p. 712.

"Quando falharem as medidas mais brandas, serão promulgadas as leis mais opressivas. Alegar-se-á que os poucos que se levantam em oposição a uma instituição da igreja e a uma lei do país, não devem ser tolerados". Maranata, p. 186.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Estados Unidos da Europa?

Estaremos presenciando o nascimento dos Estados Unidos da Europa? São espantosas as semelhanças entre as atuais discussões e negociações na Europa e a fundação dos EUA.

A Convenção da Filadélfia de 1787 foi a segunda tentativa dos EUA para uma união continental. Em 1781, os 13 Estados uniram-se respaldados por uma Constituição-tratado que se assemelha aos atuais acordos na Europa. A primeira tentativa dos EUA foram os Artigos da Confederação. Como os tratados da União Europeia, eles garantiam a todo cidadão o direito de se locomover por todos os Estados da confederação e de usufruir de todos os privilégios econômicos em qualquer Estado. Deram origem também a um Congresso unicameral frágil e um Judiciário para solucionar as disputas entre os Estados.

Mas não garantiram poderes independentes de tributação a essa Confederação, impedindo-a de garantir os títulos de guerra emitidos por esses Estado. Como muitos estavam em péssimas condições financeiras, os títulos por eles emitidos perderam consideravelmente seu valor, corroendo a confiança dos investidores europeus em projetos no Novo Mundo. Este foi um dos problemas que impulsionaram o movimento “por uma união mais sólida”.

A Constituição de 1787 conferiu novos poderes à união para cobrar impostos e criar uma instituição análoga ao Banco da Inglaterra. Quando ela entrou em vigor, o governo federal adotou imediatamente medidas para criar um banco nacional e pagar a dívida estatal desvalorizada. O que encerrou a crise de crédito e restabeleceu a credibilidade da república junto aos mercados financeiros europeus.

Mas antes de tudo isso ocorrer, os fundadores da nação defrontaram-se com um problema: enquanto vivessem ligados às leis da Confederação, seria impossível conseguir que a nova Constituição fosse ratificada. Do mesmo modo que os atuais tratados da União Europeia, os artigos da Confederação exigiam um consenso unânime para qualquer revisão de seus termos, e estava muito óbvio que este consenso nunca seria alcançado.

Rhode Island era a Grã-Bretanha da época – este pequeno Estado não cedeu sua soberania para o colosso federal. Os membros do novo tratado da zona do euro não vão atacar a Grã-Bretanha por causa da sua capitulação no estilo de Rhode Island. Mas se o premiê britânico, David Cameron, continuar firme na sua posição, seu veto provavelmente provocará a exclusão de seu país da União Europeia.

O proposto tratado deverá criar um enorme bloco cujos interesses divergem sistematicamente de outros membros, mas que dependerá de um fluxo constante de decisões de apoio ao bloco da parte das instituições da UE, de modo a manter a credibilidade da zona do euro.

Este é um momento em que o governo Barack Obama precisa adotar uma posição diplomática séria. Se não for controlada, a atual dinâmica institucional deve gerar os Estados Unidos da Europa Continental a um preço inaceitável, fragilizando seriamente o Ocidente por um longo tempo no futuro.

BRUCE ACKERMAN, LOS ANGELES TIMES, É PROFESSOR DA YALE UNIVERSITY (EUA)

Fonte - Estadão

Nota DDP: Outra forma de se tentar uma união que profeticamente não ocorrerá (Dn 2)? Outra face da escalada de influência americana na Europa? Há relevância profética? O tempo dirá.

Responsável do Vaticano reafirma necessidade de reforma da ONU

"O secretário do Conselho Pontifício Justiça e Paz (CPJP), organismo da Santa Sé, defendeu hoje a necessidade de uma “reforma” da ONU e de uma nova “arquitetura económica e financeira internacional.

D. Mario Toso falava no Vaticano, em conferência de imprensa, durante a apresentação da mensagem de Bento XVI para o 45.º Dia Mundial da Paz, dedicada em 2012 ao tema ‘Educar os jovens para a justiça e para a paz’.

No documento, o Papa pede “adequadas modalidades de redistribuição da riqueza, de promoção do crescimento, de cooperação para o desenvolvimento e de resolução dos conflitos”. Para o secretário do CPJP, esta afirmação obriga a “tomar conta das novas exigências do bem comum mundial e da justiça social global”.

O prelado italiano falou das questões suscitadas pelas migrações, a pobreza, a dívida externa, a queda de regimes ditatoriais, a crise financeiraalimentar e ecológica, bem como da “transformação da democracia, num sentido populista, oligárquico”.

Citando a recente nota do CPJP sobre “uma autoridade pública de competência universal”, D. Mario Toso considerou que a comunidade internacional precisa de uma “autoridade política proporcional, articulada em diversos planos”, para poder responder às “exigências de uma justiça social global.

Presente na conferência de imprensa, o cardeal Peter Turkson, presidente do Conselho Pontifício, aludiu às “manifestações de jovens em quase todas as capitais europeias”, admitindo que 2012 se vai iniciar “num clima de pessimismo e desconfiança”.

Este responsável diz que a mensagem do Papa para o próximo Dia Mundial da Paz, celebrado a 1 de janeiro, contraria uma atitude generalizada de “desespero e propõe “um novo humanismo, uma nova aliança entre os seres humanos”, para lá uma “lógica tecnicista”. (...)

Fonte: Agência Ecclesia (negritos meus para destaque)

Nota O Tempo Final: Pela enésima vez, lá vem a referência ao "bem comum" que a Igreja de Roma propõe à sociedade. E, desta vez, segue-se a palavra "mundial", o que está perfeitamente de acordo com as suas ambições de alargamento de influência a tudo quanto seja sítio neste planeta onde exista pessoas. Isto é reforçado pela tal "autoridade financeira de competência universal" mencionada e da qual já ouvimos falar.

Repare que, segundo o artigo, os temas abordados por este clérigo foram: migrações, pobreza, dívida externa, queda de regimes ditatoriais, rise financeira, alimentar e ecológica, e transformação da democracia: ou seja, muitos e diferentes temas entre os quaisnão se contam os de âmbito religioso - pudera, neste momento faz-se o diagnóstico ao estado de coisas, o que não é difícil... Quando se forem a apresentar as soluções, logo seremos inundados de religiosidade... (E se acha este ponto sem significado, tenteobservar outros líderes religiosos: eles falam, sim, de religião, e não tanto, ou quase nunca, de outros assuntos...)

Não admira, portanto, a ideia que a comunidade internacional, isto é, todos no mundo,precisam de uma "autoridade politica proporcional". Mas proporcional a quê? Bem, se o texto indica proporcional às necessidades da sociedade, eu sugiro proporcional às próximas exigências católicas.

É evidente que para o Vaticano, não é prejudicial que 2012 se inicie num "clima de pessimismo e desconfiança"; pelo contrário, isso só irá provocar nas pessoas um sentimento de desalento e descredibilidade para com os governantes atuais, de forma a que fiquem sensíveis a alternativas. E nós sabemos que Roma poderá levantar-se como uma bem forte!

Isto é nitidamente demonstrado pela manifestação de que para contrariar esse estado de "desespero"o Papa proporá, no próximo dia 1 de janeiro, um "novo humanismo, uma nova aliança entre os seres humanos".

Nas palavras do pontífice, essa aliança estará além de uma "lógica técnica" - hum, além de técnica, será também... religiosa?

Cá estaremos para saber quais serão essas novidades...

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Crise de dívida europeia está aumentando

A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, afirmou nesta quinta-feira, 15, que a crise da União Europeia está "aumentando" e requer ação também de países de fora da UE, segundo a rede Bloomberg News.

A "crise não apenas está se desdobrando, mas aumentando", afirmou Lagarde durante evento em Washington.

Segundo Lagarde, o panorama econômico mundial "não é particularmente auspicioso", mas sim "bastante sombrio". "Não é uma crise que será resolvida por um grupo de países tomando ações", destacou. "Ela deve ser resolvida por todos os países, todas as regiões, por países de todas as categorias realmente tomando ações."

Ela pediu "o apoio da comunidade internacional, provavelmente canalizado pelo FMI, organizando a responsabilidade financeira coletiva, a solidariedade fiscal" e também o compartilhamento de riscos para se superar a crise da dívida na zona do euro.

Lagarde disse que, se não houver uma união e a tomada compartilhada de riscos, mas sim o aumento do protecionismo e do isolamento, o quadro será similar ao dos anos 1930, "e o que ocorreu então não é algo que estamos buscando".

Fonte - Estadão

Nota DDP: Creio que nunca na história tivemos tantos assuntos catalizadores e sinais proféticos em alinhamento. Podemos rapidamente enumerar:

- Falsos cristos e falsos profetas, guerras e rumores de guerras, fome, pestes e terremotos;
- Catástrofes naturais de todo tipo;
- Aumento latente da maldade e indiferença do coração humano;
- Devaneio completo em relação a todo tipo de imoralidade sexual;
- Retomada da relevância política do Vaticano no cenário mundial;
- Manutenção da influência americana em todos os campos do conhecimento;
- Várias frentes de debates sobre a relevância do domingo como dia de descanso;
- Busca generalizada pelo alinhamento das religiões;
- Penetração dos fenômenos espiritualistas em todas as esferas da sociedade;
- Aumento galopante do controle sobre as pessoas com a abertura digital;
- Apostasia no seio da Igreja;
- Crises catalizadoras, como econômica, alimentar e ecológica.

Em contrapartida:

- Crescimento das iniciativas para pregação do Evangelho;
- Conscientização da necessidade de reavivamento e reforma;
- União do povo de Deus em busca do Espírito Santo.

Não perca as esperanças, Ele vem!

Comentário ao livro "1844 - Uma Explicação Simples das Profecias de Daniel"

Por alguma razão, até hoje nunca tinha lido na íntegra um importante livro de Clifford Goldstein: "1844 - Uma Explicação Simples das Profecias de Daniel". Embora o tema principal pareça, e seja mesmo, profecia, os raciocínios expostos são fundamentais para definir a nossa própria identidade como Adventistas do Sétimo Dia.

Isto porque 1844, melhor dizendo, a interpretação profética que lhe confere valor, está na base de tudo quanto é Teologia e doutrina AdventistasIgnorá-lo, remetê-lo ao esquecimento, menor relevância ou até mesmo colocá-lo em causa, é o mesmo que renegar a condição de Adventista do Sétimo Dia, perder a razão de existir.

Daí que Clifford Goldstein, no seu estilo habitual, não perca tempo com rodeios: ou percebemos muito bem a implicação profética acerca de 1844, esse momento crítico da nossa história, e estamos prontos a apresentá-lo como fundamento de fé, ou então, simplesmente, algo está muito errado e seremos facilmente derrubados nas nossas fracas convicções.

O autor trata ao pormenor a simbologia profética de Daniel, que pode confundir os menos habituados a lidar com estes temas. Relaciona-a entre si, elabora as exigidas sequências lógicas e segue um rumo que conduz o leitor a um cabal esclarecimento da posição Adventista quanto às profecias de Daniel 2, 7, 8 e 9, com particular ênfase para a das "2.300 tardes e manhãs" (Daniel 8:14).

Com recurso a explicações acerca de palavras que Daniel usou no original hebraico, Goldstein leva o leitor a uma perceção mais exata do significado profético, histórico e cronológico dos eventos apresentados.

Ele dá-nos também uma panorâmica muito concreta de acontecimentos fulcrais à nossa mensagem, tal e qual eles são exibidos e confirmados no texto bíblico. Um exemplo flagrante é a sua explanação acerca não apenas dos tempos mas também das cenas que sucedem no céu, cuja descrição profética entendemos distintamente de qualquer outra denominação.

Mas este não é apenas mais um estudo profético. Antes, é algo que dá razão de existir à Igreja Adventista, que lhe serve de fundamento (não único), sem o qual tudo quanto temos pregado e defendido ao longo da nossa existência perde sentido, desmorona-se totalmente.

Na parte final, são tratadas objetivamente algumas das principais objeções que os nossos detratores nos apontam, relacionadas ao nosso entendimento das profecias de Daniel.

Não pense que estamos perante um estudo erudito apenas acessível às mentes mais inteletuais - bem pelo contrário, este é um livro que qualquer pessoa pode facilmente escrutinar em paralelo estreito com o texto bíblico.


Nota DDP: Querido leitor deste espaço, entendi como importante a transcrição deste texto do irmão Filipe Reis do blog O Tempo Final, tendo em vista que existe entre nós de tempos em tempos um tipo de "canto de sereia", que sob as vestes de "piedade" ataca frontalmente nossas crenças e a revelação que nos foi graciosamente entregue pelo Criador.

Há um crescente de contestação do dom profético entre o povo remanescente, no esforço de diminuí-lo e com isso obviamente anulá-lo, o que também se estende ao assunto em causa.

Leia o post, leia o livro, leia nossas crenças fundamentais. E não se deixe enganar com "novas interpretações".

 Não estamos em tempo de "novidades".

Catástrofes provocaram perdas recordes em 2011

Centro de Gerenciamento de Desastres, em Minamisanriku: símbolo da devastação provocada pelo tsunami de 11 de março no Japão

As catástrofes naturais ou de origem humana provocaram perdas de 350 bilhões de dólares em 2011, um valor recorde, segundo um estudo publicado nesta quinta-feira pela empresa de resseguros Swiss Re. Com as catástrofes, as seguradoras terão de desembolsar 108 bilhões de dólares em 2011, um valor 2,25 superior ao de 2010, que foi de 48 bilhões de dólares, destaca o relatório da Swiss Re, que explica tratar-se de uma estimativa preliminar. O terremoto seguido de tsunami no Japão, em março, foi a principal catástrofe do ano. Nos 11 primeiros meses do ano, quase 30 mil pessoas morreram nas catástrofes, a maioria delas no Japão. Para o economista chefe da Swiss Re, Kurt Karl, 2011 “permanecerá na memória como um ano marcado por trágicos terremotos, de consequências muito caras”. [...]


(
Veja)

Nota Michelson Borges: Em termos de catástrofes “naturais”, 2010 já havia sido pior que 2009. É recorde atrás de recorde. Só não vê quem não quer. E 2012 vem aí... Vem logo, Senhor Jesus![MB]

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

A democracia sob risco

O Prêmio Nobel de Economia de 2008, Paul Krugman, escreveu no New York Times que é preciso perder ilusões e dar às coisas o nome correto: “Estamos em depressão” – avisou.

Quando se fala em depressão econômica, a referência é o que aconteceu nos anos 30 em escala mundial, especialmente nos Estados Unidos: profunda paradeira, estancamento do comércio mundial, alto desemprego, quebradeira nos negócios e pânico generalizado.

Os analistas relutam em dar este nome para a crise atual pelos registros funestos que evoca e por remeter às suas consequências, principalmente a 2.ª Grande Guerra. Um importante estudioso das crises financeiras globais, o economista Kenneth Rogoff, da Universidade Harvard, escreveu artigo em agosto que ganhou notoriedade. Nele, prefere chamar o atual colapso econômico de “Segunda Grande Contração”.

Mas há fatores que parecem justificar a relutância em chamar de depressão o que acontece hoje. As bolsas de valores, por exemplo, estão, sim, em relativo estancamento, mas mantêm-se longe de um crash generalizado – como o dos anos 30. Salvo em alguns momentos muito particulares – como durante a quebra do Lehman Brothers, em setembro de 2008 –, não há pânico nos mercados. O comércio mundial está recuando, mas não é uma catástrofe. Os preços das matérias-primas (principalmente das commodities) seguem relativamente altos. Os grandes bancos centrais podem não estar fazendo tudo o que está a seu alcance para reverter a situação, mas vêm atuando como não fizeram nos anos 30. E também não se registram quebras em cadeia de empresas, em parte, porque os Tesouros nacionais também têm agido.

Provavelmente, o fator que parece diferenciar definitivamente o panorama de hoje do prevalecente na década de 1930 é o bom desempenho das economias emergentes da Ásia, com destaque para China e Índia. Naquele período, o maior país emergente eram os Estados Unidos, que estavam prostrados. Desta vez, as economias em desenvolvimento (e o Brasil continua lhes fazendo companhia) mostram surpreendente grau de imunidade à peste.

Krugman está preocupado sobretudo com o acirramento das tendências autoritárias na Europa, em boa dose, decorrente do desvanecimento do sonho de um continente unificado.

Não há um Hitler a caminho, admite o economista. No entanto, partidos de extrema direita ganham repentino respaldo político com as massas desempregadas e espalham discursos xenófobos por toda a Europa, com maior intensidade na Áustria, na Finlândia e na Hungria.

Paira no ar outra síndrome politicamente desintegradora, não mencionada por Krugman. Trata-se do atual endividamento insuportável dos Estados soberanos da Europa cujo tratamento está exigindo mais austeridade e sacrifícios e menos crescimento econômico. A enorme dívida imposta à Alemanha pelo Tratado de Paz de Versalhes (1919) foi justamente o caldo de cultura que gerou o nazismo e tudo o que veio com ele. O maior risco vai por aí.
(...)

Fonte - Estadão

A religião molda as leis em Washington

Washington é a capital dos lobbistas. Diz-se que o termo surgiu no saguão [lobby] do Hotel Willard de Washington durante a presidência de Ulysses Grant (1822-1885). Depois de uma longa jornada de trabalhos no Salão Oval, Grant costumava ir à pé ao Willard, situado próximo a Casa Branca, para tomar um conhaque e fumar um charuto. Muitas pessoas se dirigiam ao saguão [lobby] do hotel para tentar influenciar o presidente, daí que foram chamados lobbistas.

Os lobbistas tem inclusive uma rua na capital, onde se concentra a maior parte dos grupos de pressão: a rua "K", que se converteu em um símbolo de seu poder. Este ano há 12.220 lobbistas federais registrados na capital, pouco menos que os 12.941 de 2010 e os 14.861 de 2007, segundo a ONG Center for Responsive Politics.

A industria farmacêutica, os bancos, os fabricantes de armamentos, as imobiliárias, as seguradoras, as construtoras e também os grupos religiosos gastam cada ano milhões de dólares para tentar influenciar o Congresso, o Pentágono e a Casa Branca. No conjunto, os lobbies gastarão este ano 2,45 bilhões de dólares para influenciar a agenda política de Washington, segundo os dados da ONG.

Nos últimos anos se tem registrado um aumento significativo dos lobbies religiosos ativos no Capitólio e na Casa Branca. Embora façam parte do panorama político de Washington desde o séc. XIX, seu número multiplicou-se por cinco nas últimas décadas, passando de 40 em 1970, a mais de 200 na atualidade, segundo um recente estudo do Pew Research Center.

Os lobbies religiosos gastam cerca de 390 milhões de dólares por ano para influenciar a política norte-americana: em questões nacionais como o aborto, a pena de morte, o casamento homossexual, a investigação com células-tronco ou as relações entre Igreja e Estado e questões internacionais, como a promoção dos direitos humanos, a paz e a democracia.

Milhares de lobbistas religiosos trabalham na região de Washington. Para influenciar a política organizam campanhas públicas, fazem petições, escrevem cartas aos congressistas, realizam campanhas na internet, participam em manifestações ou depõem perante o Congresso.

Allen Hertzke, professor de Ciências Políticas da Universidade de Oklahoma e autor do estudo, se mostra "surpreendido pelo número de grupos, seu tamanho e seu orçamento, assim como a grande diversidade e amplitude de assuntos de suas agendas. O lobbismo religioso é agora permanente e de um tamanho considerável no cenário político de Washington".

Cerca de 19% dos lobbies religiosos que procuram influenciar em Washington são católicos romanos, 18% evangélicos, 12% judeus e 8% pertencem a outras igrejas protestantes, segundo declara o documento. Os grupos de pressão católicos, protestantes e judeus são os mais numerosos (124 grupos no total), já que somados constituem 58% dos grupos religiosos que fazem lobby na capital [...]

Fonte - Minuto Profético
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