quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Quando a obediência se torna virtude coletiva

Um documento associado ao Fórum Econômico Mundial afirma que, nos últimos anos, houve avanços sociais, ambientais e tecnológicos capazes de moldar o futuro das cidades inteligentes e sustentáveis. Entre esses avanços, a pandemia de COVID-19 é apresentada como um “teste de responsabilidade social”, no qual bilhões de pessoas aceitaram restrições severas, monitoramento digital e mudanças profundas na vida cotidiana em nome do bem coletivo.

A Bíblia ensina que grandes mudanças na história raramente começam de forma abrupta. Elas são introduzidas como respostas necessárias a crises reais. Em Daniel, vemos que os reinos não se consolidam apenas pela força, mas pela capacidade de organizar, administrar e exigir obediência. O quarto reino, descrito como diferente de todos os outros, não se destacaria apenas pelo poder militar, mas por sua habilidade de legislar e controlar.

Quando medidas extraordinárias passam a ser normalizadas, a consciência coletiva também é educada. O que antes pareceria impensável passa a ser visto como dever moral. A Escritura alerta que esse processo não ocorre de forma caótica, mas ordenada. “E por causa da sua astúcia fará prosperar o engano na sua mão” (Daniel 8:25). O engano, na profecia, não é necessariamente mentira explícita, mas a condução gradual do pensamento.

Apocalipse descreve um poder que atua não apenas impondo, mas convencendo. Ele cria consenso. Ele constrói a ideia de que a segurança, a saúde e a estabilidade dependem da submissão a um sistema maior. Assim, a obediência deixa de ser vista como coerção e passa a ser apresentada como virtude cívica. “E fez que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos, lhes fosse posto um sinal” (Apocalipse 13:16).

A profecia não condena o cuidado com o próximo nem a responsabilidade social. Ela alerta para o momento em que esses valores são usados para justificar estruturas permanentes de controle. Quando a consciência individual é treinada a aceitar vigilância e restrição como algo naturalmente bom, o terreno está sendo preparado para algo maior.

Jesus advertiu que, nos últimos tempos, muitos seriam enganados não pela violência, mas pela aparência de justiça. O caminho pareceria correto, necessário e até altruísta. “Há caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte” (Provérbios 14:12).

Esses movimentos não devem ser lidos com medo, mas com vigilância espiritual. A profecia não nos chama para rejeitar a realidade, mas para discernir seus rumos. Quando crises globais passam a ser vistas como oportunidades para remodelar a relação entre indivíduo e autoridade, a Bíblia nos convida a observar com atenção.

A profecia não se cumpre em um único ato. Ela se constrói, passo a passo, até que aquilo que foi aceito em nome do bem comum se torne exigido em nome da ordem.

“Quem tem ouvidos, ouça.”

Quando o mundo começa a falar a linguagem da profecia

Durante um encontro que reúne líderes e formuladores de ideias globais, o presidente argentino Javier Milei afirmou que o Ocidente precisa “retornar à inspiração da filosofia grega, abraçar o direito romano e voltar aos valores cristãos”. A declaração foi feita no World Economic Forum, mas o eco dessa frase vai muito além do ambiente político ou econômico.

A Bíblia nunca tratou a história como uma sequência desconexa de fatos. Em Daniel, o Senhor revelou que os impérios deixariam mais do que ruínas; deixariam heranças. A Grécia moldou a forma de pensar do mundo. Roma estruturou a forma de governar, legislar e exercer autoridade. E, quando a religião passou a caminhar ao lado do poder, surgiu um sistema capaz de influenciar não apenas comportamentos, mas consciências.

Daniel descreveu um quarto reino diferente de todos os outros, forte, duradouro e capaz de atravessar o tempo sob novas formas. Ele não desapareceria com o fim de suas legiões, mas continuaria vivo em princípios, estruturas e métodos. A profecia não aponta para um retorno literal ao passado, mas para a permanência de uma lógica: autoridade centralizada, lei como instrumento moral e religião como elemento de unidade social.

Por isso, quando líderes modernos sugerem que a solução para a crise do mundo está justamente nesses pilares antigos, a profecia reconhece o movimento. Apocalipse descreve um poder que não nasce do nada, mas herda trono, poder e autoridade. O que é herdado não surge novo; reaparece adaptado, legitimado por discursos de ordem, estabilidade e valores elevados.

A Escritura também mostra que, à medida que o mundo enfrenta confusão e insegurança, cresce o desejo por soluções firmes. Nesse cenário, a linguagem moral e espiritual se torna especialmente persuasiva. O perigo não está nos valores em si, mas em sua instrumentalização. Quando a fé deixa de ser fruto da convicção pessoal e passa a sustentar projetos de poder, ela se distancia do evangelho.

Apocalipse revela que, no fim, a adoração não será apenas um ato religioso visível, mas uma questão de lealdade e alinhamento. Muitos não perceberão o momento exato dessa transição, porque o discurso parecerá sensato, necessário e até virtuoso. A profecia não descreve um mundo que rejeita abertamente a Deus, mas um mundo que fala em Seu nome enquanto redefine Seus princípios.

Esses acontecimentos não devem gerar alarme, nem entusiasmo ingênuo, mas discernimento. A Bíblia não reage às notícias; ela as antecede. Quando a linguagem do presente começa a refletir com tanta clareza aquilo que os profetas anunciaram, somos lembrados de que a história segue um roteiro já revelado.

A profecia não se cumpre de forma abrupta. Ela se desenvolve, passo a passo. E aqueles que leem com atenção percebem que o cenário está sendo montado com método, continuidade e propósito.

“Quem tem ouvidos, ouça.”

O caminho da descida (1TL4)

Há verdades que não se dominam com explicações, apenas com reverência. O mistério da piedade não é um enigma a ser resolvido, mas uma realidade a ser contemplada. O eterno Filho de Deus não apenas se aproximou da humanidade; Ele desceu até ela. Assumiu a nossa natureza, entrou na fragilidade do tempo, sujeitou-Se à dor, ao cansaço e à morte. Essa descida voluntária revela o coração do evangelho.

Cristo existia na forma de Deus, mas não Se agarrou aos Seus direitos. Esvaziou-Se. Humilhou-Se. Escolheu o caminho oposto ao da autoexaltação. Onde o pecado sempre buscou subir, Jesus decidiu descer. Onde a ambição procura o controle, Ele escolheu o serviço. Onde o orgulho exige reconhecimento, Ele aceitou o anonimato e, por fim, a cruz.

A encarnação e a cruz não são apenas atos redentores; são também um chamado silencioso. A vida cristã não é construída pela busca de posição, mas pela disposição de obedecer. A verdadeira piedade não se expressa em aparência religiosa, mas em um espírito submisso, disposto a confiar em Deus mesmo quando o caminho passa pela perda.

Hoje, ao enfrentar o dia, lembre-se: o Senhor que salva é o mesmo que Se humilhou. Segui-Lo é aprender a descer com Ele, confiando que o Pai exalta no tempo certo aqueles que escolhem o caminho da cruz.

Quando a reconciliação evita a verdade (2SM14)

Em 2 Samuel 14, a ferida aberta no capítulo anterior continua sangrando. Absalão está vivo, mas distante. Davi é rei, mas dividido. A justiça não foi plenamente feita, e a reconciliação ainda não aconteceu. O texto revela uma casa onde o silêncio substituiu o arrependimento e a saudade tomou o lugar da correção.

Joabe percebe o coração do rei e age — não com verdade direta, mas com estratégia. Ele traz uma mulher sábia com uma história construída para tocar a emoção de Davi. O rei julga com misericórdia um caso fictício, sem perceber que está sendo conduzido a si mesmo. O método funciona. Absalão pode voltar. Mas algo essencial fica de fora: não há confissão, não há confronto, não há restauração interior.

Absalão retorna a Jerusalém, mas não à presença do pai. Dois anos se passam. Pai e filho habitam a mesma cidade, mas vivem separados. Essa distância é mais do que geográfica; é espiritual. O perdão é parcial. A relação é suspensa. Onde não há verdade, a paz é apenas aparente. O problema não resolvido continua crescendo em silêncio.

Absalão, por fora, é admirável. Belo, carismático, irrepreensível aos olhos do povo. Mas a Escritura não descreve seu coração transformado. Pelo contrário, ele age com frieza e manipulação, chegando a incendiar o campo de Joabe para ser ouvido. A ausência de correção não produziu humildade, produziu ressentimento. A reconciliação sem arrependimento se transforma em terreno fértil para a rebelião.

Quando finalmente Davi recebe Absalão, há beijo, mas não há palavras. O gesto encerra o distanciamento formal, mas não cura a raiz do conflito. O capítulo termina com tudo aparentemente resolvido — e exatamente por isso é perigoso. A história mostra que problemas adiados retornam com mais força.

Para enfrentar o dia de hoje, 2 Samuel 14 nos alerta sobre o risco de substituir a verdade pela acomodação emocional. Misericórdia sem justiça não restaura; apenas posterga. Amor que evita confronto não protege; fragiliza. Deus deseja reconciliação completa — aquela que passa pela verdade, pela confissão e pela mudança real do coração.

Se hoje você está evitando conversas necessárias, confrontos dolorosos ou decisões difíceis em nome da paz, reflita. A paz verdadeira não nasce do silêncio, mas da verdade tratada com graça. O custo de não resolver agora quase sempre é maior depois.

Prisioneiro em Cristo — Reflexões do Cárcere

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

A mente que escolheu descer (1TL4)

O mundo celebra quem se exalta. Jesus revelou outro caminho. Enquanto a lógica humana busca afirmar grandeza, Paulo aponta para a mente de Cristo — uma mente que escolheu descer. Ele não precisou provar quem era. Sendo igual ao Pai, assumiu a forma de servo. Não por obrigação, mas por amor. A obediência de Jesus não foi parcial nem circunstancial; foi completa, mesmo quando custou sofrimento.

Ter a mente de Cristo não é admirar Sua humildade à distância, mas permitir que ela nos confronte. Ele não negociou a própria vontade com o Pai. Aprendeu a obedecer vivendo as consequências dessa entrega. O esvaziamento não foi perda; foi revelação. Na cruz, o Servo mostrou que o poder do reino se manifesta na renúncia.

Paulo deixa claro: a salvação não é ampliada por nossas obras. Nada do que fazemos acrescenta ao que Cristo já realizou. Pensar o contrário é deslocar o centro da redenção do sacrifício perfeito para o esforço humano. A resposta adequada ao que Cristo fez não é competir com Sua obra, mas render-se a ela. A obediência nasce da gratidão, não da tentativa de merecer.

Viver com a mente de Cristo significa abandonar o interesse pessoal e a vaidade, escolhendo o bem do outro acima do próprio destaque. É uma mudança prática: servir quando poderíamos exigir, ceder quando poderíamos impor, amar quando seria mais fácil recuar. Esse é o caminho da verdadeira grandeza.

Hoje, enfrente o dia com essa decisão interior: não busque subir. Escolha descer com Cristo. Onde a humildade governa, a mente é transformada — e Deus é glorificado.

Quando o desejo ignora o amor (2SM13)

2 Samuel 13 expõe uma das páginas mais dolorosas da história de Davi — não no campo de batalha, mas dentro de casa. O capítulo começa com um verbo que já anuncia tragédia: “Amnom se apaixonou”. Mas o que ele chama de amor rapidamente se revela outra coisa. Não é amor que busca o bem do outro; é desejo que busca satisfação própria. Quando o desejo não é governado pela verdade, ele se transforma em violência.

Amnom confunde sentimento com direito. Ele alimenta a obsessão em silêncio, permite que a imaginação governe e aceita conselhos que não vêm da sabedoria, mas da astúcia. O pecado raramente age sozinho; ele se fortalece quando encontra aliados. O resultado é devastador: Tamar é enganada, violentada e descartada. O texto é duro, sem amenizar a brutalidade. A Escritura não protege o agressor; ela expõe o mal como ele é.

Depois do ato, o “amor” se transforma em ódio. O que era desejo agora é repulsa. Essa é a lógica do pecado: ele promete prazer, entrega destruição e abandona suas vítimas. Tamar sai rasgando as vestes, com cinza sobre a cabeça, carregando uma dor que não escolheu. O silêncio que se segue é tão pesado quanto o crime. Davi se ira, mas não age. A omissão paterna se soma à violência do filho.

Absalão, por sua vez, guarda a dor por dois anos. Ele não chora publicamente; ele planeja. O silêncio vira rancor, e o rancor vira vingança. O assassinato de Amnom não restaura Tamar, não cura a casa, não traz justiça verdadeira. Apenas multiplica a tragédia. O pecado não resolvido sempre gera novos pecados.

Este capítulo revela uma verdade difícil: quando o coração não é governado por Deus, até lares ungidos se tornam cenários de destruição. A falta de confronto no tempo certo cria espaço para que o mal se enraíze. Amor sem limites se torna abuso; justiça sem Deus se torna vingança; autoridade sem coragem se torna omissão.

Para enfrentar o dia de hoje, 2 Samuel 13 nos chama à vigilância interior e à responsabilidade espiritual. Desejos precisam ser submetidos. Conselhos precisam ser discernidos. O silêncio diante do mal nunca é neutro — ele sempre favorece alguém. Deus não ignora a dor dos feridos, ainda que os homens se calem. Ele vê Tamar. Ele vê os lares quebrados. Ele vê as consequências acumuladas.

Se hoje você percebe áreas não tratadas, sentimentos não confrontados ou silêncios perigosos, não adie. O custo de não agir cedo é sempre maior. A santidade protege. A verdade liberta. E a justiça de Deus não falha, mesmo quando a humana se omite.

Prisioneiro em Cristo — Reflexões do Cárcere

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Cirurgia que ninguém vê (1TL4)

Vivemos cercados por vozes. Ideias, imagens e narrativas disputam espaço dentro da mente com uma intensidade inédita. Não é preciso um implante físico para que o pensamento seja moldado; a exposição contínua já cumpre esse papel. Aos poucos, sem perceber, o modo de pensar do mundo vai sendo assimilado, normalizado, aceito. A mente passa a repetir padrões que não nasceram da verdade.

Paulo aponta outro caminho: ter o mesmo modo de pensar de Cristo. Isso não significa apenas adotar valores elevados ou ajustar comportamentos externos. Significa permitir que Deus intervenha no centro da vida interior. Ajustes superficiais não curam um coração enfermo. É necessária uma cirurgia profunda — espiritual — que só o Espírito pode realizar.

Essa obra não é confortável. A Palavra de Deus penetra onde preferiríamos não olhar. Ela revela motivações, expõe distorções, desmonta enganos que sustentávamos como verdades. O coração humano é irregular, instável, facilmente iludido. Por isso, confiar apenas na própria percepção é tropeçar em terreno enganoso. A transformação verdadeira começa quando aceitamos ser examinados pela luz.

Renovar a mente é mais do que trocar ideias; é submeter o pensamento à vontade de Deus. É aprender a discernir o que entra, o que permanece e o que precisa ser removido. Quando Cristo governa a mente, o Espírito substitui confusão por clareza e ruído por direção.

Hoje, enfrente o dia com essa entrega silenciosa: não peça apenas novos pensamentos, mas um coração transformado. Onde o Espírito opera, a mente é renovada — e a vontade de Deus se torna possível de ser vivida.

Quando Deus confronta para restaurar (2SM12)

2 Samuel 12 marca o momento em que o silêncio termina. Depois do pecado escondido, da culpa abafada e da aparência preservada, Deus envia Natã. Não vem com acusações diretas, mas com uma história. O Senhor confronta Davi não para humilhá-lo, mas para alcançá-lo. A misericórdia divina se revela justamente no confronto que não permite que o coração continue se enganando.

A parábola é simples, quase cotidiana. Um homem rico, um homem pobre, uma injustiça evidente. Davi reage com indignação sincera. Ele julga com rigor aquilo que, sem perceber, descreve a si mesmo. Esse é um dos perigos do pecado oculto: perder a capacidade de reconhecer a própria condição enquanto se mantém sensível aos erros alheios. Então Natã diz as palavras que atravessam a alma: “Tu és esse homem.”

Não há fuga. Não há desculpa. Não há racionalização. Davi responde com uma das frases mais curtas e mais verdadeiras das Escrituras: “Pequei contra o Senhor.” Não é uma confissão estratégica, nem política, nem teatral. É direta. É espiritual. É o retorno que Saul nunca fez. Aqui está a diferença entre cair e permanecer caído.

O perdão é imediato. Deus não minimiza o pecado, mas também não posterga a graça. Ainda assim, as consequências permanecem. O texto ensina algo essencial: o perdão restaura o relacionamento, mas não apaga automaticamente os efeitos do erro. A disciplina não é vingança; é pedagogia. Deus não abandona Davi, mas permite que ele colha parte do que semeou, para que o coração seja definitivamente tratado.

A morte do filho expõe uma dor profunda, mas também revela um Davi transformado. Ele jejua enquanto há esperança, mas aceita a vontade de Deus quando ela se cumpre. Levanta-se, adora e segue. Não por frieza, mas por confiança. O mesmo homem que tentou controlar as consequências agora se submete à soberania divina. O arrependimento produziu mudança real.

O capítulo termina com esperança silenciosa. Deus não encerra a história em juízo. Ele concede outro filho. Salomão nasce sob a graça. O Senhor o ama. A linhagem não é interrompida. O pecado não tem a palavra final. Deus é capaz de redimir o futuro sem negar a seriedade do passado.

Para enfrentar o dia de hoje, 2 Samuel 12 nos lembra que o maior ato de misericórdia de Deus é nos confrontar quando estamos errados. A correção não é rejeição; é prova de cuidado. O coração segundo Deus não é o que nunca erra, mas o que se quebra quando é chamado à verdade.

Se hoje a Palavra expuser algo que você tentou esconder, não endureça. O mesmo Deus que revela é o Deus que restaura. Confessar cedo é vida. Persistir no encobrimento é morte lenta. Ainda há graça — justamente porque Deus fala.

Prisioneiro em Cristo — Reflexões do Cárcere

sábado, 16 de abril de 2022

"ECOmenismo: 15 anos depois | o ambientalismo e o decreto dominical"

 


O tema de fundo deste conceito de ECOmenismo - durante algum tempo - se repetiu de forma recorrente neste espaço, o que se iniciou no final de 2006 com o post "A conta do aquecimento do planeta", seguido de "Ano de 2007 será o mais quente já registrado, dizem especialistas" e "Davos: participantes elogiam preocupação de Bush com o clima".

Mas era apenas um devaneio do moderador deste espaço.

A sistematização da ideia e o apoio lógico/fático e teológico, veio com a composição formalizada pelo Pr. Sérgio Santelli no blog "Minuto Profético" que elaborou, recentemente, a conexão temporal com a articulação originária, agora sedimentada no tempo, demonstrando a viabilidade cada vez mais óbvia da materialização no plano da realidade dos eventos a tanto tempo teorizados.

Os posts originais podem ser acessados diretamente a partir de "ECOmenismo: uma verdade inconveniente – Parte 1".

E o vídeo acima explora o arco histórico dos estudos do Pr. Santelli, projetando-os em nossos dias (nossa citação a partir do minuto 24).

Bons estudos!

O Diário da Profecia

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Como estudar a Bíblia?

sábado, 15 de setembro de 2018

Louvor na igreja – parte 3: Quem é o protagonista?

Descubra cinco maneiras de levar a congregação a entender seu papel na adoração    
Joêzer Mendonça
Cada vez mais, as igrejas têm utilizado equipes de louvor numerosas e bem ensaiadas, músicos tocando ao vivo e equipamentos mais sofisticados. A busca por maior qualidade na liturgia é muito bem-vinda. Porém, tendo em vista esse cenário, é preciso que todos os envolvidos reflitam sobre sua atuação musical e espiritual a fim de evitar que seja retirado o protagonismo do louvor das mãos da igreja. A equipe de música não deve ser a protagonista, pois esse papel cabe à congregação.

Vale lembrar a todos, especialmente ao líder de louvor ou regente congregacional, que a boa liderança musical não tem que ver com frases emocionadas, melhores cantores, alta tecnologia, DVD de sucesso, nem com você. Liderar ou ministrar o louvor congregacional tem que ver com uma única pergunta: “Como posso servir musical e espiritualmente à igreja?

Reforço dois termos que usei: serviço, e não prestígio pessoal; e “à igreja”, e não a um ou outro grupo específico. Os mais idosos, os mais jovens, o coral ou a equipe de louvor são apenas partes de um corpo cuja cabeça não é você. É claro que há situações em que o líder de música precisa apoiar programas com foco específico numa faixa etária e grupo, ou mesmo programas que integrem diversos segmentos da igreja, como as celebrações da Páscoa e Natal.

No entanto, o líder de música deve estar atento ao momento em que toda a congregação é convidada semanalmente a participar da música: o momento do louvor congregacional. Inclusive, deve estar atento para não menosprezar nem superestimar essa seção do culto. Como se subestima o valor do louvor congregacional? Quando não há preparação adequada, quando se usa o louvor para preencher as lacunas da falta de organização, quando não se permite à igreja ouvir a própria voz, quando não se dá atenção a uma criteriosa seleção de repertório. Por outro lado, como se superestima o louvor congregacional? Quando é muito longo, quando é o centro das atenções, quando se acredita que determinado estilo musical vai reavivar a igreja, quando há mais foco nos resultados musicais do que nos frutos espirituais.

Se ninguém gosta quando o momento do ofertório demora em longos discursos ou orações, então porque achamos que alguém gosta de um serviço de louvor longo e cheio de falas? Não seria por que estamos inclinados a transformar o louvor musical no centro das atenções do culto?

Note que, às vezes, ao iniciar o louvor, alguns dizem: “Agora chegou a hora de todos participarem”.
Mas o ofertório também é um momento para todos participarmos, assim como as demais seções do culto. Por outro lado, se vamos todos participar do momento do louvor, então é hora de deixar a igreja cantar: “Nem sempre o canto deve ser feito apenas por alguns. Permita-se o quanto possível que toda a congregação participe” (Testemunhos para a Igreja, v. 9, p.143, 144).

Vou sugerir cinco ações para que isso ocorra:
  1. Escolha um repertório que a maioria das pessoas conheça. Nem sempre é hora de ensinar um hino pouco cantado. Pode parecer repetitivo para os cantores e músicos, mas para a congregação é a oportunidade de externar sua voz em uma melodia acessível e preferida. Saiba usar essa predileção em favor de uma adoração coletiva.
  2. Estude a acessibilidade da melodia que deseja usar. Hinos desconhecidos e/ou com letras difíceis causam estranhamento e não estimulam as pessoas a cantar. Se for usar canções de solistas ou quartetos, confira antes a extensão das notas da melodia (se tem notas muito agudas ou muito graves), pois, às vezes, essas canções têm melodia complicada para uma congregação inteira cantar, o que acaba inibindo a voz da igreja.
  3. Permita que a congregação ouça suas vozes. Subestimamos tanto as vozes da congregação que até deixamos alto o volume dos microfones, abafando o louvor coletivo. Talvez estamos tendo maior preocupação com o som que vai na transmissão do culto pela internet e menor preocupação com o som que a igreja vai fazer no culto presencial. Não deixe que a igreja apenas ouça a própria voz no último refrão, momento em que o líder de louvor diz: “Agora vamos ouvir só a voz da igreja cantando!” Experimentemos ouvir mais nossa voz misturada à dos nossos irmãos e irmãs cantando.
  4. Não confie no poder motivador dos estilos musicais tanto quanto no poder inspirador da comunhão pessoal. Em Adoração ou Show? (2006, p.127), Harold Best pergunta: “O estilo [musical] conduz as pessoas à verdadeira experiência da presença de Deus, ou é a experiência com Deus impulsionada pela fé, pela esperança e pelo amor que confere poder ao estilo que escolhemos?”
  5. Incentive a igreja a cantar após os sermões. Depois da Palavra falada por um, a Palavra cantada por todos. Na Bíblia, a adoração com música se dá imediatamente após os atos de Deus por Seu povo. Nesse sentido, a lembrança dos atos redentores de Deus no passado e de Sua bendita promessa para o futuro têm como resposta o louvor musical da congregação. Não estou dizendo que não haja mais mensagens musicais feitas por solistas ou grupos vocais, mas sim que haja mais momentos em que a igreja seja a protagonista do louvor.
JOÊZER MENDONÇA, doutor em Musicologia (Unesp) com ênfase na relação entre teologia e música na história do adventismo, é professor na PUC-PR e autor dos livros Música e Religião na Era do Pop e O Som da Reforma: A Música no Tempo dos Primeiros Protestantes

Fonte - Revista Adventista

Louvor na igreja – parte 2: Cante a Bíblia

Soluções para o impasse na hora de selecionar as músicas para o culto
Joêzer Mendonça
De manhã, no templo, todos se levantaram ao som da música. Mas nem todos cantaram. A música era bonita e o coro estava bem ensaiado, mas boa parte da congregação não sabia cantá-la, pois ela tinha um estilo sacro pouco habitual. Parecia ser cantada em outro idioma.

Essa descrição se encaixa perfeitamente com os registros históricos sobre a música nas catedrais antes da Reforma Protestante do século 16. Mas também, e infelizmente, retrata algumas situações na igreja contemporânea. Hoje há os que igualmente não cantam porque o “idioma” musical do hinário ou a música do DVD de louvor soam tão antiquados ou desconhecidos quanto o latim naquela época.

Num lugar frequentado por diferentes gerações e por pessoas de diferentes gostos musicais, como costuma ser a igreja, é absolutamente impossível agradar a todos. Por isso, para uma parte da congregação, as músicas escolhidas para a adoração congregacional sempre podem parecer inadequadas. Mas o que não se pode fazer é desprezar uma geração em favor de outra nem favorecer somente o repertório tradicional e excluir as canções mais recentes.

Faço algumas perguntas: por que vários hinos do hinário não entusiasmam uma parte da igreja? E porque tantas canções atuais não animam a congregação a cantar? Não seria porque ambos os repertórios estão numa linguagem diferente para diferentes pessoas?

Pessoas que cresceram ouvindo e cantando hinos tradicionais tanto em seus cultos domésticos quanto nos cultos no templo estão acostumadas com essa linguagem hinológica. Ou seja, para elas, o hinário apresenta a música e a letra adequadas para os momentos de louvor da congregação. Para elas, os cânticos contemporâneos são curtos, repetitivos e monótonos, contrastando com a variedade melódica e temática dos hinos tradicionais.

Por outro lado, pessoas que ouvem e cantam as músicas contemporâneas dos DVDs de ministérios de louvor também se acostumam com essa linguagem. Para elas, esses novos cânticos apresentam a música e a letra adequadas para os momentos de louvor congregacional. Acham que os hinos tradicionais são muito longos e monótonos, contrastando com a simplicidade melódica e temática das canções de louvor contemporâneas.

No segundo texto desta série, apresento algumas atitudes e ações que visam auxiliar a encontrar soluções para o impasse na hora de selecionar as músicas para o culto:
  • Motive a igreja a conhecer a riqueza de conteúdo do hinário. Um exemplo: ao cantar o hino “Quão Grande És Tu”, mostre como a primeira estrofe fala da criação de Deus e que a resposta do ser humano, maravilhado por esse poder que criou a natureza, é dizer “Quão grande és Tu”. Aponte como a terceira estrofe fala da morte de Jesus no Calvário para que você vivesse eternamente, e que a última estrofe é sobre a esperança da volta de Cristo. Como não responder cantando “quão grande és Tu, meu Deus”? A igreja verá como as estrofes desse hino abordam a história da Redenção da criação ao advento. Essa teologia cantada também está presente em outros hinos, como “Sou Feliz com Jesus”.
  • O que cantamos impacta o que cremos. Segundo Erik Routley, estudioso da música sacra, “importa muito o que se canta, porque há a tendência de se acreditar no que dizem os hinos. Uma doutrina incorreta será notada em um sermão; em um hino, e as pessoas tendem a acreditar nela” (Hymns Today and Tomorrow). Por essa razão, é importante providenciar cânticos que promovam a “sã doutrina”, a teologia clara de sua igreja.
  • Promova a ideia de que nenhuma geração possui a exclusividade da boa música. A cada geração, surgem novos compositores antenados com o idioma musical de seu tempo. É incoerente pedir aos compositores de hoje que façam música como se vivessem em 1918, assim como teria sido incoerente pedir aos músicos de 1918 que fizessem hinos como os de Martinho Lutero ou Isaac Watts. Erik Routley acrescenta: “Que fique claro que a arte de escrever um bom cântico não está confinada a eras passadas”. E os bons cânticos também não são de posse exclusiva dos compositores de hoje.
  • Faça várias combinações de repertórios. Os momentos de louvor podem ter pelo menos três modelos: (1) O louvor composto só de cânticos mais novos; (2) O louvor só com músicas do hinário e (3) O louvor que combina os dois repertórios. Veja esses três exemplos de acordo com os respectivos modelos acima: “O Melhor Lugar do Mundo” e “Verei Jesus”; “Bendita Segurança” e “Jesus é Melhor”; “Falar com Deus” e “Porque Ele Vive”, ou ainda com três músicas, como “Não Há o Que Temer”, “Saudade” e “Eu Não Me Esqueci de Ti”. Organize também medleys diminuindo estrofes ou repetições e combinando os diferentes repertórios. Utilize ainda conhecidas músicas de quartetos e corais, ajustando a tonalidade para o canto da congregação.
  • Busque cânticos que cultuem os atributos de Deus e Suas obras. Nos reunimos no templo com o objetivo de prestar um culto a Deus por causa de tudo o que Ele fez, faz e fará por nós. Nós O louvamos pelos Seus atributos de amor, justiça e majestade. Nós O adoramos porque Ele é bom e Sua misericórdia dura para sempre. Esses princípios bíblicos devem constar nas palavras de nossos cânticos de louvor. Como escreveu Larry Hurtado: “O culto cristão pode ser enriquecido pela lembrança do quadro maior dos propósitos de Deus, que se estende para além do nosso tempo e ambiente […] e que promete uma consumação da graça redentora” (At the Origins of Christian Worship, p. 116).
Somos chamados a louvar e adorar “diante do Senhor que nos criou” (Sl 95:6). Mas, definitivamente, precisamos amar mais nosso irmão que louva do que o louvor do nosso irmão.

JOÊZER MENDONÇA, doutor em Musicologia (Unesp) com ênfase na relação entre teologia e música na história do adventismo. É professor na PUC-PR e autor dos livros Música e Religião na Era do Pop O Som da Reforma: A Música no Tempo dos Primeiros Protestantes

Fonte - Revista Adventista

Louvor na igreja – parte 1: Baixe o volume



Amplificar o som dos instrumentos não vai aumentar o espírito de louvor da congregação, mas sufocar a voz da igreja
Joêzer Mendonça
Antes da reforma musical de Martinho Lutero e João Calvino no século 16, quem ia à igreja raramente cantava. A parte musical era desempenhada exclusivamente por profissionais, que, além de tudo, cantavam num idioma desconhecido para a maioria das pessoas (o latim), enquanto a congregação praticamente assistia à missa. Alguns reformadores protestantes devolveram a música de louvor e adoração para a congregação, e hoje ninguém imagina entregar o ato de louvor para um corpo de “adoradores” profissionais.

No entanto, às vezes o louvor congregacional tem recuado até os tempos anteriores à Reforma. Isso acontece por alguns motivos, dentre os quais destaco: (1) o volume alto da banda e das vozes que acompanham o momento de louvor e (2) o desconhecimento dos cânticos, tradicionais ou contemporâneos, selecionados para os cultos.

No texto de hoje, quero refletir somente sobre o primeiro motivo que apontei (abordarei outros aspectos nos próximos quatro artigos dessa série sobre louvor na igreja). Aumentar o volume dos instrumentos musicais não vai aumentar o espírito de louvor da congregação. Como já sabemos, a igreja não vai tentar cantar mais forte que o som da banda (ou do playback), não importa quantas vezes o líder de louvor repita: “Cantem com todo entusiasmo!” Então, tudo o que teremos é música tocada em volume alto.

Nós, músicos e cantores, queremos que a igreja participe do louvor, que se envolva no canto. No entanto, pegamos cinco instrumentistas e dez cantores, por exemplo, todos com microfone, todos amplificados nas caixas de som, e depois reclamamos que a igreja continua sem cantar. Um problema pode estar no espírito de louvor que o indivíduo traz para o culto. Mas você já parou para pensar que uma boa razão para a igreja não cantar conosco pode estar no volume das vozes e da banda?

Acho muito bonito quando um grupo de pessoas canta o louvor a três ou quatro vozes. Mas, e a voz da congregação? Muitas vezes a voz da igreja é ouvida apenas na última estrofe ou no último refrão.
Com base em uma carta de Ellen White, alguns defendem que o louvor deve sempre ser dirigido por um grupo de cantores. Um dos parágrafos diz: “Escolha-se um grupo de pessoas para tomar parte no serviço do canto” (Carta 170, de 1902). Particularmente, acho uma ótima ideia envolver mais pessoas e tornar o momento de louvor congregacional mais harmonioso e bem realizado. No entanto, na época dessa carta, não havia caixas amplificadas, sistemas de som estéreo nem microfones para os cantores. Mal havia hinários disponíveis para todos. Então, um grupo de pessoas, de bons cantores, parecia bem adequado para conduzir todos no canto.

A participação de um grupo de pessoas no louvor congregacional não é indesejável. O problema está no alto volume dos microfones, o que faz com que seja difícil escutar a voz da congregação. Às vezes, a pessoa não consegue escutar a própria voz. Isso inibe a participação da igreja que, em vez de participar, passa a assistir ao louvor.

Desse modo, quando a música não é bem conhecida de todos, seja uma música proveniente do hinário ou dos DVDs contemporâneos de louvor, e quando o som das vozes e dos instrumentos musicais está alto demais, a congregação acaba terceirizando o louvor para um grupo seleto de pessoas. Infelizmente, quando essa conjunção de fatores acontece, recuamos aos tempos anteriores à Reforma.

Como podemos equalizar a participação de músicos, cantores e membros da congregação? Seguem algumas dicas:
  1. Não intensifique demais o volume dos instrumentos. Cada instrumento musical possui sua identidade sonora e é preciso equilibrar as bases rítmica e harmônica de modo a não sufocar as vozes nem os instrumentos que dão o “chão” da tonalidade e da harmonia, como o violão e o piano.
  2. Evite solos durante as frases cantadas pela congregação. Não importa se você está tocando piano, guitarra ou saxofone. Estude a música que você vai acompanhar e selecione alguns trechos para reforçar a melodia e outros em que você possa fazer um contracanto à melodia, como as partes entre as frases cantadas.
  3. Nossa equipe de louvor não está à frente da igreja para cantar mais alto que todos, nem para mostrar como se deve louvar, mas para apoiar, orientar e conduzir as vozes da congregação. No final da carta que citamos acima, Ellen G. White disse: “Nem sempre o canto deve ser feito apenas por alguns. Permita-se o quanto possível que toda a congregação dele participe”.
Somos chamados a cantar e tocar de todo o coração e de todo o entendimento, e não de todo volume. Vamos organizar, apoiar e orientar os momentos de louvor para que a igreja se sinta confortável e estimulada a participar também de todo coração e entendimento. Não nos esqueçamos de que o louvor é congregacional.

JOÊZER MENDONÇA, doutor em Musicologia (Unesp) com ênfase na relação entre teologia e música na história do adventismo. É professor na PUC-PR e autor dos livros Música e Religião na Era do Pop O Som da Reforma: A Música no Tempo dos Primeiros Protestantes

Fonte - Revista Adventista

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

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domingo, 16 de outubro de 2016

Papa diz que proselitismo é veneno contra ecumenismo

Papa e a estátua de Lutero

Na manhã de quinta-feira (13), o papa Francisco recebeu no Vaticano cerca de mil luteranos que participam de uma visita a Roma. “Estou feliz em recebê-los em sua peregrinação ecumênica, iniciada na região de Lutero, na Alemanha, e terminada aqui junto à sede do Bispo de Roma”, afirmou o pontífice. Em seu discurso, sublinhou a necessidade de “agradecer a Deus porque, hoje, luteranos e católicos estão caminhando juntos pela mesma estrada, saindo do conflito para a comunhão. Ao longo do caminho, provamos sentimentos contrastantes: a dor pela divisão que ainda existe entre nós, mas também a alegria pela fraternidade reencontrada”. Francisco afirmou aos presentes que no final de outubro fará uma visita apostólica a Lund, na Suécia. Juntamente com a Federação Luterana Mundial, dará início à comemoração dos 500 anos da Reforma Protestante. Também agradecerá os 50 anos de diálogo oficial entre luteranos e católicos.

A proposta do líder máximo dos católicos é que eles se unam aos evangélicos. O testemunho que o mundo espera de nós, afirmou, “é que tornemos visível a misericórdia que Deus tem para conosco através do serviço aos pobres, aos doentes, aos que abandonaram a sua terra natal em busca de um futuro melhor para si e para os seus. Vamos servir juntos os mais necessitados, assim experimentamos o que é estar unidos, pois é a misericórdia de Deus que nos une”, sublinhou na parte final do seu discurso. [...]

Antes de terminar o encontro, Francisco respondeu a perguntas dos jovens luteranos. Ele classificou as tentativas de proselitismo de “o maior veneno contra o caminho ecumênico”. Além de pedir que os europeus recebam os refugiados muçulmanos, ele fez um questionamento aos presentes: “Quem são os melhores: os evangélicos ou os católicos?” A resposta oferecida por ele mesmo foi: “O melhor é todos juntos.”

No local, chamava a atenção a presença de uma estátua de Martinho Lutero, segurando um documento que seriam suas teses. Francisco parece ignorar que a maioria dos ensinos de Lutero, pregados na porta da catedral de Wittenberg em 31 de outubro de 1517 eram justamente contra o que ensinava o papa. O líder do movimento que resultaria nas igrejas evangélicas de hoje foi excomungado por Leão X numa bula papal de 3 de janeiro de 1521. A Europa viveu por quase cem anos uma guerra religiosa entre católicos e protestantes que resultou em milhares de mortos.

No ano passado, líderes da Igreja Evangélica na Alemanha (EKD) pediram desculpas aos católicos e ortodoxos por atos cometidos por luteranos durante a Reforma Protestante, entre eles a destruição de imagens religiosas, chamados de “ídolos”.

(Gospel Prime)

Nota Criacionismo:
Se eu acreditasse em imortalidade da alma e vida eterna logo após a morte, diria que Lutero estaria se revirando no túmulo. Papa comemorando os 500 anos da Reforma Protestante?! Parece piada de mau gosto. Só não se surpreende quem estuda as profecias bíblicas e já leu o livro O Grande Conflito, de Ellen White (se ainda não leu, recomendo fortemente). Nele, a autora previu, há mais de um século e meio, que o abismo existente entre catolicismo e protestantismo, no tempo dela, seria no futuro transformado em uma ponte bem pavimentada. Essa profecia já é história. Se cumpre bem debaixo do nosso nariz. Agora, além de ignorar as 95 teses que levaram Lutero a romper com o papado (crenças as quais o Vaticano ainda defende), o papa condena os cristãos que seguem a ordem de Cristo, que disse: “Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura” (Marcos 16:15). Pregar o evangelho bíblico será um veneno para um movimento cujo objetivo é unir as religiões sob uma bandeira, independentemente dos erros teológicos que elas tenham. Será um veneno para as pretensões de um líder religioso que quer se impor pela bandeira do amor, mas que hostiliza aqueles que insistem em seguir as ordens e os mandamentos de Jesus, em detrimento da vontade dos homens (amor seletivo?). A pregação do evangelho não é um veneno, porque a “verdade liberta” (João 8:32), esclarece, desintoxica. Se doutrinas não fossem relevantes, Jesus não teria insistido tantas vezes na importância de se estudarem as Escrituras Sagradas. É verdade que uma religião de doutrinas e sem amor é árida, vazia. Mas uma religião de “amor”, ou sentimentalismo, sem doutrinas, é desorientada, dependente do clero, das tradições e das vontades humanas. Esses pregadores da misericórdia e da caridade (o papa, principalmente) estão contribuindo para a hostilização crescente de um grupo de religiosos tidos injustamente como “fundamentalistas” e agora disseminadores de veneno. Claro que é condenável a imposição de uma religião sobre outra (o que pode ser entendido como proselitismo), mas pregar o evangelho é uma ação que deve ser levada respeitosamente a “toda criatura”. Entre a vontade do papa e a ordem de Jesus, fico com o Mestre: vou continuar pregando o evangelho libertador da Bíblia Sagrada a toda criatura com quem eu tiver contato real ou virtual, ainda mais quando vejo as profecias se cumprindo assim tão claramente. Quando Lutero souber do que aconteceu, terá uma grande surpresa!

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

OMS diz que epidemia de tuberculose é mais grave do que se esperava

Foram 10,5 milhões de casos no último ano, segundo organização.
Seis países são os mais afetados; Índia e África do Sul estão entre eles.


A epidemia de tuberculose é mais grave do que se pensava até agora, com 10,4 milhões de contaminados em 2015, enquanto as pesquisas para encontrar uma vacina ou outros tratamentos "carece de fundos suficientes", segundo o relatório anual da OMS, publicado nesta quinta-feira (13).

A cifra supera amplamente a do relatório anterior, que foi de 9,6 milhões de infectados em todo o mundo.

"A luta para alcançar nossos objetivos mundiais no combate à tuberculose é cada vez mais difícil", afirmou a diretora da organização, Margaret Chan.

"Teremos que aumentar substancialmente nossos esforços sob o risco de ver países continuamente castigados por esta epidemia mortal e não alcançar nossos objetivos", ressaltou.

A meta é reduzir o número absoluto de mortes por tuberculose em 35% e de contágios em 20% até 2020 com relação aos números de 2015.

O objetivo para 2030 é diminuir em 90% a quantidade de mortos por tuberculose e em 80% os infectados.

Segundo o informe da OMS, 1,8 milhão de pessoas morreram vítimas desta doença em 2015 - 300.000 a mais do que no ano anterior.

A tuberculose é provocada por uma bactéria, o bacilo de Koch, que na maioria dos casos se aloja nos pulmões, destruindo o órgão gradativamente.

Dois em cada cinco infectados não foram diagnosticados, e por isso podem espalhar a doença, transmitida por via aérea.

Além disso, meio milhão de pessoas têm formas de tuberculose resistentes aos antibióticos, segundo o informe.

Para a ONG Médicos sem Fronteiras, este relatório "é um chamado de atenção para mudar o status quo na forma de diagnosticar e tratar a tuberculose e suas formas resistentes".

Índia subestimada
As cifras sobre as dimensões da epidemia foram revistas para cima essencialmente porque os pesquisadores se deram conta de que as estimativas da Índia, entre 2000 e 2015, eram muito baixas.

Seis países representam 60% dos novos casos: Índia, Indonésia, China, Nigéria, Paquistão e África do Sul.

Habitualmente vinculada à pobreza e a condições insalubres, a tuberculose continua sendo uma das principais doenças mortais do mundo, embora em um período de 15 anos, o número de mortes tenha caído 22%.

No entanto, para alcançar os objetivos estabelecidos pela comunidade internacional, as infecções teriam que diminuir entre 4% e 5% por ano, três vezes mais rápido do que diminuem atualmente.

Falta de recursos
A escassez de recursos também é um problema crônico no combate à doença.

Entre 2005 e 2014, os fundos disponíveis alcançaram apenas 700 milhões de dólares por ano. São necessários US$ 2 bilhões para a pesquisa e o desenvolvimento de tratamentos antituberculosos, segundo o informe.

É necessário "incrementar o investimento agora ou simplesmente não conseguiremos erradicar uma das doenças mais antigas e mais mortais do mundo", disse Ariel Pablos-Mendez, um dos encarregados da agência americana para o desenvolvimento internacional, a USAID.

Fonte - G1

sábado, 30 de julho de 2016

Presidente mundial reafirma papel profético da Igreja Adventista

Líder mundial adventista lança apelo especial aos membros.

“Peçamos ao Espírito Santo o poder da chuva serôdia para que a mensagem do último dia de Deus”, afirma o presidente.

Silver Spring, EUA … [ASN] O presidente mundial da Igreja Adventista do Sétimo, pastor Ted Wilson, fez uma declaração oficial nessa segunda-feira, 11, analisando a violência e as crises pelas quais passa o mundo e reafirmando o papel profético da Igreja Adventista, denominação com mais de 19 milhões de membros no mundo. A seguir, o artigo na íntegra:

Apelo aos Adventistas do Sétimo Dia em todo o mundo

Precisamos ficar como faróis de luz espiritual e âncoras de influência moral em um momento de incerteza desenfreada.

Como vemos, a paisagem social do mundo está se tornando cada vez mais violenta.

Há pouquíssimo tempo — do Sudão do Sul para os Estados Unidos, para Bangladesh, para o Iraque, para a Turquia e assim por diante — parece que os ventos de contenda têm aumentado e aquecido até transbordar. Pessoas inocentes e desavisadas foram terrivelmente afetadas. Eu tenho orado por esses lugares, famílias envolvidas e as várias situações.

Embora não queiramos ser alarmistas e devamos manter equilíbrio, confiança e esperança inspirados pelo Céu, parece que o mundo está cada vez mais se desintegrando diariamente. Apesar de sabermos que esses tipos de dificuldades e tragédias se tornarão mais comuns no final dos tempos, precisamos estar como faróis de luz espiritual e âncoras de influência moral em um momento de incerteza desenfreada.

Nossa influência espiritual só pode ocorrer quando estivermos completamente apoiados no Senhor, nossa Rocha e Salvação. Cristo nos adverte em Mateus 24:12-14 (versão NVI): “devido ao aumento da maldade, o amor de muitos esfriará, mas aquele que perseverar até o fim será salvo. E este evangelho do Reino será pregado em todo o mundo como testemunho a todas as nações, e então virá o fim”.

Ao colocarmos nós mesmos, nossas famílias, nossas comunidades e nossa igreja nas mãos onipotentes de Deus, percebamos que só Ele pode proteger e cuidar de nós como cabeça para os últimos dias da história da Terra. A ilegalidade que parece generalizada em tantos lugares pode extinguir o amor pelos outros, mas ao nos fundamentarmos no amor de Cristo, nosso amor pelos outros pode florescer ao partilharmos esse amor celestial com os outros, e nossas ações abençoadas pelo céu serão um grande testemunho a todos ao nosso redor.

Verdadeiramente, o evangelho do reino está sendo pregado em todo o mundo, e os membros da igreja estão participando ativamente do Envolvimento Total de Membros mostrando ao mundo o amor de Cristo em palavras e atos. No entanto, é ainda mais crucial que aumentemos nossos esforços para pessoal e corporativamente, como Igreja Adventista do Sétimo Dia, compartilhar as maravilhosas boas-novas das três mensagens angélicas que apontam as pessoas para Cristo e Seu poder para mudar vidas para se tornarem mais e mais semelhantes a Ele.

Cristo é nossa bússola

É somente em Cristo e Sua justiça que podemos encontrar a verdadeira direção para nossas vidas, as vidas de nossas famílias, para nossas comunidades — e para a sociedade como um todo. As mensagens proféticas poderosas e fortes da proclamação do último dia de Deus devem ser vistas em nossa vida prática cristã diária e na proclamação que damos. Esta é a hora e o tempo para os adventistas do sétimo dia mostrarem ao mundo, por meio do poder do Espírito Santo, o que significa ter esperança no poder do Senhor para trazer mudança em nossas vidas e na sociedade.

Sabemos da compreensão profética de Daniel e Apocalipse, que este mundo vai degenerar em caos e oposição à Palavra Sagrada de Deus, mas isso não significa que não podemos ser fortes sentinelas da graça de Deus e do poder celestial para focar a atenção das pessoas na breve volta do Senhor.

Faço um apelo aos adventistas do sétimo dia em todo o mundo para concentrar sua atenção em Cristo, Sua Palavra, Sua justiça, Seu serviço do santuário, Seu poder salvador no grande conflito, Suas três mensagens angélicas, Sua mensagem de saúde, Sua missão dos últimos dias e Sua breve segunda vinda.

Peçamos ao Espírito Santo o poder da chuva serôdia para que a mensagem do último dia de Deus passe como um incêndio através do nosso testemunho, proclamação da Palavra e nossas ações semelhantes às de Cristo de amor celeste pelos outros. É imperativo que percebamos o tempo em que estamos vivendo e nos concentremos na mensagem e na missão confiada à Igreja Adventista do Sétimo Dia para esse tempo.

Sejamos fieis ao proclamar a justiça de Cristo, que é o núcleo das três mensagens angélicas de Apocalipse 14 em contraste com a autoabsorção e autocentramento dos poderes de Apocalipse 13. Não nos deixemos distrair da nossa missão, mas foquemos em Cristo e em Seu poder para salvar especialmente durante esses tempos muito difíceis em todo o mundo.

O livro O Grande Conflito (escrito por Ellen White), na página 488, nos diz: “Satanás concebe inumeráveis planos para nos ocupar a mente, para que ela se não detenha no próprio trabalho com que deveremos estar mais bem familiarizados. O arquienganador odeia as grandes verdades que apresentam um sacrifício expiatório e um todo-poderoso Mediador. Sabe que para ele tudo depende de desviar a mente, de Jesus e de Sua verdade. Os que desejam participar dos benefícios da mediação do Salvador não devem permitir que coisa alguma interfira com seu dever de aperfeiçoar a santidade no temor de Deus. As preciosas horas, em vez de serem entregues ao prazer, à ostentação ou ambição de ganho, devem ser dedicadas ao estudo da Palavra da verdade, com fervor e oração. O assunto do santuário e do juízo de investigação, deve ser claramente compreendido pelo povo de Deus. Todos necessitam para si mesmos de conhecimento sobre a posição e obra de seu grande Sumo Sacerdote. Aliás, ser-lhes-á impossível exercerem a fé que é essencial neste tempo, ou ocupar a posição que Deus lhes deseja confiar”.

Veja entrevista com pastor Ted Wilson sobre os desafios para a Igreja Adventista:

Posição única para os adventistas

Deus quer que os adventistas do sétimo dia preencham uma posição única na Terra no fim do tempo, e agora é tempo de fazer isso. A Igreja Adventista do Sétimo Dia é um movimento profético com uma mensagem profética sobre uma missão profética. É liderada pelo próprio Deus, e não por seres humanos. Deus tem um trabalho especial e uma mensagem para ser proclamada por todos os membros, e não apenas pelos pastores e obreiros da igreja. É disso tudo que o Envolvimento Total de Membros trata. Todo mundo fazendo algo por Jesus, proclamando a mensagem salvadora dos últimos dias através da palavra e através de ações amorosas — todos dirigidos pelo poder do Espírito Santo. É-nos dito em Testemunhos para a Igreja, volume 9, página 117: “A obra de Deus na Terra jamais poderá ser terminada a não ser que os homens e as mulheres que constituem a igreja concorram ao trabalho e unam os seus esforços aos dos pastores e oficiais da igreja”.

Devemos concentrar a atenção das pessoas em Cristo e no que Ele fez e está fazendo por nós. Continuando com a inspiração de O Grande Conflito, lemos em seções escolhidas entre as páginas 488 e 490: “O santuário no Céu é o próprio centro da obra de Cristo em favor dos homens. Diz respeito a toda alma que vive sobre a Terra. Patenteia-nos o plano da redenção, transportando-nos mesmo até ao final do tempo, e revelando o desfecho triunfante da controvérsia entre a justiça e o pecado. É da máxima importância que todos investiguem acuradamente estes assuntos, e possam dar resposta a qualquer que lhes peça a razão da esperança que neles há. A intercessão de Cristo no santuário celestial, em prol do homem, é tão essencial ao plano da redenção, como o foi Sua morte sobre a cruz. Pela Sua morte iniciou essa obra, para cuja terminação ascendeu ao Céu, depois de ressurgir. Pela fé devemos penetrar até o interior do véu, onde nosso Precursor entrou por nós. Hebreus 6:20. Ali se reflete a luz da cruz do Calvário. […] Vivemos hoje no grande dia da expiação. […] todos quantos desejem seja seu nome conservado no livro da vida, devem, agora, nos poucos dias de graça que restam, afligir a alma diante de Deus, em tristeza pelo pecado e em arrependimento verdadeiro. Deve haver um exame de coração, profundo e fiel. O espírito leviano e frívolo, alimentado por tantos cristãos professos, deve ser deixado. Há uma luta intensa diante de todos os que desejam subjugar as más tendências que insistem no predomínio. […] Solenes são as cenas ligadas à obra final da expiação. Momentosos, os interesses nela envolvidos. O juízo ora se realiza no santuário celestial”.

Incline-se completamente em Jesus

Inclinemo-nos completamente na graça e nos méritos de Jesus, que sozinho pode nos salvar e nos ajudar a compartilhar Seu amor incomparável com o mundo que nos rodeia. É-nos dito em Testemunhos para a Igreja, volume 9 (também de autoria de Ellen White), na página 11: “vivemos no tempo do fim. Os sinais dos tempos, que se cumprem rapidamente, declaram que a vinda de Cristo está próxima, às portas. Os dias em que vivemos são solenes e importantes. O Espírito de Deus está, gradual mas seguramente, sendo retirado da Terra. Pragas e juízos já estão caindo sobre os que desprezam a graça de Deus. As calamidades em terra e mar, as condições sociais agitadas, os rumores de guerra, são assombrosos. Prenunciam a proximidade de acontecimentos da maior importância. As forças do mal estão se arregimentando e se consolidando. Elas estão se robustecendo para a última grande crise. Grandes mudanças estão prestes a ocorrer no mundo, e os acontecimentos finais serão rápidos”.

Irmãos e irmãos adventistas do sétimo dia ao redor do mundo, que tempo para estar vivos e inclinar-se sobre os méritos de Cristo ao Ele nos usar em Sua última proclamação ao mundo contando sobre Seu plano de Salvação e Seu eterno amor! Mobilizemo-nos para o chamado dado por nosso Senhor e sejamos parte do Envolvimento Total de Membros compartilhando a justiça de Cristo, Seu amor, Seu chamado para completar arrependimento e submissão a Ele, Suas profundas três mensagens angélicas e Sua breve volta. Compartilhemos amorosamente a Palavra de Deus e a tornemos exemplo em nossa vida diária semelhante à de Cristo em toda a Sua graça e poder. “Ora, vem, Senhor Jesus!”.

Fonte - Adventistas.org

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