sexta-feira, 17 de junho de 2011

Ellen White ainda é atual?

Para qualquer Adventista do Sétimo Dia, é impossível ignorarque o ministério de Ellen White cumpre com uma profecia bíblica, nomeadamente Apocalipse 12:17 e 19:10. Contudo, creio que não devo ser apenas eu a ter reparado que hoje parece surgir e estabelecer-se uma nova abordagem aos escritos de Ellen White (normalmente identificados como Espírito de Profecia), que surpreende alguns e tenta cobrir outros com uma aura de inteletualidade e especial iluminação.

O que acontece hoje ao estudarmos esses escritos? Que leitura fazemos? Vejamos um exemplo.

Se lemos acerca de eventos passados, seja a biografia de Jesus ou a história do povo judeu através do Velho Testamento, normalmente ficamos impressionados pelo rigor do pormenor e pela revelação detalhada de cenas e vontades que mesmo o leitor mais atento não consegue descortinar no texto bíblico.

Se, por outro lado, abordamos temas que ainda estão no futuro, creio que são vários os sentimentos que nos atingem: gratidão por Deus nos revelar o mais importante com tanta antecedência; um assumido fascínio por poder contemplar alguma glória por antecipação; um sentido de pertença por confirmar o propósito e relevância desta Igreja para o tempo final; etc..

Contudo, creio que neste último ponto - a revelação do que ainda está à nossa frente -, temos estado, lenta e progressivamente, a descair para um olhar seletivo desses escritos, definindo por nós próprios, segundo um critério que é apenas nosso, aquilo que tem importância e o que parece não ter assim tanta; aquilo que - e esta é uma expressão que considero suicida - "era para o tempo de Ellen White" e aquilo que vale para este tempo específico, cerca de 100 anos (ou mais...) depois de terem sido deixados.

Repare que se todos aceitamos pacificamente o que o Espírito de Profecia indica, do ponto de vista estritamente legal e civil, sobre a imposição de uma lei dominical, já algumas reservas se levantam quanto a alguns pormenores do que fazer quando isso suceder.

Devemos reconhecer que para muitas das (nossas) vozes que hoje ouvimos, essa coisa de andar a ser perseguido pelas autoridades, fugir para o alto dos montes, ficar apenas com a roupa do corpo, etc., não parece fazer mais sentido no mundo sofisticado e veloz em que vivemos. Prefere-se atirar esses avisos concretos para o enorme saco de um imaginário que, por pura ficção, nos tenta apenas alertar por metáforas, sugerindo que esse tempo será revestido de alguma dificuldade... mas nada de especial.

Se, neste âmbito, quisesse usar um outro exemplo que me levaria, certamente, a ocupar dezenas de linhas, citaria o vestuário, particularmente das senhoras...

Como disse, aquele foi apenas um exemplo de como já nos sentimos à vontade em selecionar por nós próprios, entre os escritos da irmã White, aquilo que é importante e o que não o é assim tanto.

Qual o maior problema em fazer isto?

Indo direto à questão, aqui está o ponto fulcral: os escritos do Espírito de Profecia foram revelados a Ellen White por Deus. O que encerra esta afirmação? Tão simplesmente, a irmã White, co-fundadora desta igreja, foi apenas a mensageira; o Autor da mensagem é o próprio Deus.

Isto para dizer que, ao olhar com reservas e desconfiança para escritos dela que, pela nossa pobre visão, nos parecem menos realizáveis, estamos a colocar em causa a mente infinita que idealizou essas mensagens; estamos a aferir e avaliar o próprio Deus, algo que é totalmente inconcebível!

Sobre aquela frase mencionada e desgraçadamente muito ouvida "isso era para o tempo de Ellen White", tenho a dizer o seguinte: os escritos deixados pela irmã White são muito mais para os dias de hoje do que para o tempo em que ela viveu! São muito mais relevantes e urgentes hoje do que no passado! Devem ser motivo de especial estudo muito mais hoje do que há 20, 50 ou 100 anos atrás!

Quer saber porque razão alguns estão a assumir esta postura de menos crédito nos escritos do Espírito de Profecia? Leia, para que não restem dúvidas (negritos meus para destaque):

"O Senhor nos esclareceu no tocante ao que sobrevirá à Terra, para que possamos esclarecer a outros, e não seremos tidos por inocentes se nos contentarmos em ficar sentados, com os braços cruzados, falando sobre assuntos sem importância. A mente de muitos se absorveu em discussões, e eles rejeitaram a luz dada por meio dos Testemunhos, porque não estava de acordo com suas próprias opiniões" (E Recebereis Poder, Meditações Matinais 1999, 26 de junho).

Na verdade, estamos avisados que algo deste tipo iria suceder. Leia este texto (negritos meus para destaque):

"Mensagens de toda espécie e feitio têm feito pressão sobre os adventistas do sétimo dia, pretendendo substituir a verdade que, ponto por ponto, tem sido buscada com estudo e oração, e atestada pelo poder milagroso do Senhor. Mas os marcos que nos tornaram o que somos, devem ser preservados, e sê-lo-ão, conforme Deus o mostrou mediante Sua Palavra e o testemunho de Seu Espírito. Ele nos conclama a nos apegarmos firmemente, com a mão da fé, aos princípios fundamentais baseados em autoridade inquestionável" (Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 208).

Tentar uma nova interpretação, uma leitura mais moderna e atual ou ainda mesmo rejeitar aquilo que Deus revelou para nossa edificação, é um grave e sério erro, que pode ter consequência eternas.

Fonte - O Tempo Final

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Finanças dos EUA piores que as da Grécia

O co-fundador da Pimco, Bill Gross, garante que a situação das finanças norte-americanas é pior do que a da Grécia.

Bill Gross justifica a posição com números. Diz o gestor que a dívida pública dos EUA é de 14,3 bilhões de dólares, isto sem contar com os custos com programas como o Medicare, Medicaid e a Segurança social, que colocam este valor nos 50 bilhões.

Como se não bastasse, Gross diz que há muitas variáveis que não entram nesta equação. Se forem contabilizadas, então a dívida chega aos 100 bilhões de dólares.

O responsável da Pimco acrescenta ainda que pensar em reduzir a dívida em apenas um ano é ser irrealista, e aconselha prudência e celeridade na resolução do problema.

Em Março deste ano, a gestora anunciou a venda de todas as ‘tresuries' que tinha em carteira por considerar que estavam artificialmente caras.

Fonte - Money News

Nota DDP: A observação da economia americana em paralelo com o cumprimento profético revelado na Bíblia e no Espírito de Profecia é pertinente na medida em que os EUA se configuram como um dos atores no palco dos últimos eventos, sendo certo que a emissão do decreto dominical deverá apontar para sua ruína completa. Obviamente o desmantelamento da maior potência mundial não deverá ocorrer da noite para o dia, sendo razoável se prever que tal resultado decorrerá de um processo que se consuma ao longo do tempo, sempre tendente a este fim e, podendo ser, inclusive, o que ora se descortina.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Liga Operária pede ação dos cristãos em defesa dos trabalhadores

Lisboa, 13 jun 2011 (Ecclesia) – A Liga Operária Católica (LOC/MTC) manifestou a sua preocupação com os “tempos difíceis” vividos pelas famílias de trabalhadores, que consideram “numa posição fragilizada perante as novas exigências do mercado de trabalho”.

A posição é assumida no comunicado final do Seminário Internacional, promovido pela LOC/MTC sobre o tema «Tempo para o trabalho e para a Família, realizado entre 9 e 12 de junho, em Torres Novas.

No documento, enviado à Agência ECCLESIA, aponta-se o dedo ao “sistema capitalista neoliberal disseminado à escala global”, exigindo “uma forte intervenção da Igreja e dos cristãos” na defesa da “dimensão humana do trabalho”.

“A prática de horários dilatados, o desemprego e os baixos salários, aumentam exponencialmente o perigo de exclusão social”, alerta a LOC/MTC.

Os trabalhadores portugueses, pode ler-se, “são os que mais se referem aos problemas da insegurança no trabalho, talvez porque não sentem as suas necessidades primárias cumpridas que passam pelo pagamento de um salário digno”.

Participaram neste evento, para além dos membros da LOC/MTC, diversos Movimentos de Trabalhadores Cristãos Europeus de Espanha, Bélgica, Alemanha, Dinamarca, Inglaterra, República Checa e Eslovénia.

“Torna-se importante consolidar políticas e regulamentação comuns, sobretudo quando discutimos e avaliamos a realidade Europeia”, assinala o comunicado final.

Segundo o documento, no seminário internacional “foram vários os desafios lançados e que constituem um princípio para um compromisso coletivo”, para ser “uma voz em defesa de uma maior conciliação entre a vida profissional e a vida familiar”.

“É imperativo um compromisso de toda a sociedade, da Igreja e de cada um de nós, uma vez que para alterar comportamentos discriminatórios e violentos é necessário mudar as mentalidades”, indicam os signatários.

A Liga Operária refere ser “necessário perceber a importância de continuar a proteger o elo mais fraco – os trabalhadores, e estes devem reorganizar-se no sentido de reconquistar o seu poder negocial”.

O Movimento Europeu redigiu uma carta sobre os direitos sociais da família, debatida e assumida pelos participantes no seminário de Torres Novas.

Nesta missiva, é feito “um apelo forte a que os trabalhadores e suas organizações se impliquem na revisão da Diretiva de trabalho [da UE] para aí ser incluído uma maior defesa dos direitos dos trabalhadores”.

Fonte - Ecclesia

Nota DDP: Onde a instituição religiosa pretende chegar com esse discurso é bastante óbvio: na necessidade de preservação de um dia para descanso e para a família (o domingo). Que esta pretensão em algum momento se cruzará com as impressões do mundo político também parece bastante óbvio, como por exemplo levantado por este mesmo espaço em "Crise no meio ambiente vai obrigar pessoas a consumirem menos".

Como estas realidades se consumarão, face inclusive a tantos outros vetores que compõem este quadro de conflito, só o tempo poderá esclarecer.

Chuvas torrenciais já forçaram a retirada de 55 mil pessoas na China

As chuvas torrenciais e as inundações no centro e no sul da China, uma zona que há apenas uma semana sofria a pior seca em 50 anos, forçaram a retirada de mais de 55 mil pessoas nas últimas horas, informaram nesta quarta-feira as autoridades através da agência oficial Xinhua.

Nos últimos dez dias, ao menos 105 pessoas morreram e 63 estão desaparecidas em consequência deste desastre natural, segundo anteriores boletins do Ministério de Assuntos Civis.

Cerca de 53 mil evacuações ocorreram na localidade de Xianning, em Hubei (centro da China), uma província onde em abril e maio vários rios quase secaram totalmente pela falta de chuvas.

Outras 2.700 pessoas foram deslocadas na vizinha província de Guizhou, onde nos últimos dois dias foram registradas três mortes de pessoas atingidas por raios.

Quatro pessoas morreram nos últimos dias na região da Mongólia Interior, no norte da China, onde chuvas torrenciais e granizo causaram a morte de 1 mil cabeças de gado, uma das bases da economia local.

Uma das zonas mais afetadas pelas inundações nos últimos dias é a localidade de Yueyang, na província de Hunan, onde na semana passada ocorreu a pior tempestade em três séculos, que deixou 29 mortos e 20 desaparecidos devido a enchentes e deslizamentos de terra.

Fonte - Folha

Nota DDP: Os extremos parecem não ter fim. A cada dia que passa a expressão "o pior dos últimos anos" se repete e se repete em todos os fenômenos naturais em todas as partes do planeta. Quanto tempo mais aguentará esse pequeno "planeta azul"?

terça-feira, 14 de junho de 2011

Estamos a caminho de um desastre de proporções bíblicas

O lendário investidor Jeremy Grantham da OGM publicou um tratado sobre a causa da explosão dos preços das commodities.

Ele também ofereceu uma visão assustadoramente deprimente para o futuro da humanidade.

Grantham conclui que o mundo sofreu uma permanente "mudança de paradigma", no qual o número de pessoas no planeta Terra final e permanentemente ultrapassou a capacidade do planeta de nos sustentar.

Especificamente, diz Grantham, o fenômeno das pessoas cada vez mais usando uma fonte finita de recursos naturais não pode continuar para sempre - e os preços dos metais, os hidrocarbonetos (petróleo) e dos alimentos estão agora começando a refletir isso.

Em outras palavras, diz Grantham, é diferente desta vez.

Grantham acredita que a tendência dos últimos 100 anos, em que os preços de quase todas as principais commodities vem caindo, está permanentemente terminada. E daqui em diante, os seres humanos estarão competindo mais - e pagando mais - pelos recursos cada vez mais escassos.

Do ponto de vista de investimento, esta mudança de paradigma não significa necessariamente um desastre: Grantham diz que o jogo óbvio é manter "as coisas no chão" (e no próprio terreno, como o enorme boom nos preços de terras agrícolas ilustra). O menos óbvio, mas igualmente convincente jogo é possuir empresas e tecnologias que facilitem a conservação dos recursos.

Do ponto de vista social, a notícia é muito pior. Grantham acredita que o planeta de forma sustentável só pode suportar cerca de 1,5 bilhões de seres humanos, contra os 7.000 milhões na Terra agora (caminhando para a 10-12 bilhões). Por toda a história, exceto nos últimos 200 anos, a população humana foi controlada através dos limites do abastecimento alimentar. Grantham pensa que, eventualmente, a mesma força irá entrar em jogo novamente.

A esperança dos otimistas, é claro, é que a "ciência" vai encontrar uma solução para este problema, do jeito que foi nos últimos 150 anos. Mas a menos que o mundo acorde imediatamente para a gravidade do problema - e faça de arrumar isso uma prioridade global - Grantham não vê isso acontecendo.

Fonte - Business Insider

Crise no meio ambiente vai obrigar pessoas a consumirem menos

Nós precisamos realmente pensar se daqui alguns anos, quando olharmos para a primeira década do século 21 –quando os preços dos alimentos dispararam, os preços de energia foram às alturas, a população mundial aumentou, tornados devastaram cidades, enchentes e secas bateram recordes, populações foram deslocadas e os governos foram ameaçados pela confluência de tudo isso– nós nos perguntaremos: o que estávamos pensando? Como não entramos em pânico quando a evidência era tão óbvia de que ultrapassamos algum tipo de limiar de crescimento/clima/recursos naturais/população tudo ao mesmo tempo?

“A única resposta só pode ser negação”, argumenta Paul Gilding, o veterano empreendedor-ambientalista australiano, que descreveu este momento em um novo livro, “The Great Disruption: Why the Climate Crisis Will Bring on the End of Shopping and the Birth of a New World”. “Quando você está cercado por algo tão grande, que exige que você mude tudo a respeito do modo como pensa e vê o mundo, então a negação é a resposta natural. Mas quanto mais esperarmos, maior será a resposta necessária.”

Gilding cita o trabalho da Global Footprint Network (GFN, Rede Global de Pegada Ecológica), uma aliança de cientistas, que calcula quantos “planetas Terra” precisamos para sustentar nossas atuais taxas de crescimento. A GFN mede quantas áreas de terra e água precisamos para produzir os recursos que consumimos e absorver nossos dejetos, usando a tecnologia predominante. Ao todo, diz a GFN, nós estamos atualmente crescendo a uma taxa que está usando os recursos da Terra bem mais rápido do que podem ser restaurados de forma sustentável, de modo que estamos devorando nosso futuro. No momento, o crescimento global está usando aproximadamente 1,5 Terra. “O fato de haver um só planeta torna isto um problema significativo”, diz Gilding.

Não é ficção científica. Isto é o que acontece quando nosso sistema de crescimento e o sistema da natureza batem contra um muro ao mesmo tempo. Enquanto estava no Iêmen no ano passado, eu vi um caminhão-tanque entregando água na capital, Sanaa. Por quê? Porque Sanaa poderá ser a primeira grande cidade do mundo a ficar sem água em uma década. Isso é o que acontece quando uma geração em um país vive a 150% da capacidade sustentável.

“Se você cortar mais árvores do que planta, você ficará sem árvores”, escreve Gilding. “Se você colocar nitrogênio adicional no sistema de água, você muda o tipo e a quantidade de vida que a água pode sustentar. Se você aumenta o cobertor de CO2 da Terra, a Terra fica mais quente. Se você faz todas essas coisas e muitas outras mais ao mesmo tempo, você muda a forma como todo o sistema do planeta Terra se comporta, com impactos sociais, econômicos e de suporte de vida. Isto não é especulação; isto é ciência colegial.”

Também é o estado atual. “Nos milhares de anos de civilização da China, o conflito entre a humanidade e a natureza nunca foi tão sério quanto atualmente”, disse recentemente o ministro do Meio Ambiente da China, Zhou Shengxian. “O esgotamento e deterioração dos recursos e o agravamento do ambiente ecológico se transformaram em gargalos e impedimentos graves para o desenvolvimento econômico e social do país.” O que o ministro da China está nos dizendo, diz Gilding, é que “a Terra está cheia. Nós atualmente estamos usando tantos recursos e despejando tantos dejetos na Terra que chegamos a algum tipo de limite, considerando as tecnologias atuais. A economia terá que ficar menor em termos de impacto físico”.

Mas nós não mudaremos sistemas sem uma crise. Mas não se preocupe. Nós estamos chegando lá. Nós estamos presos atualmente em dois círculos: um é o de que o crescimento populacional e o aquecimento global estão elevando os preços dos alimentos; o aumento dos preços dos alimentos causa instabilidade política no Oriente Médio, que leva a preços mais altos do petróleo, que leva a preços mais altos dos alimentos, que leva a mais instabilidade. Ao mesmo tempo, uma maior produtividade significa que menos pessoas são necessárias em cada fábrica para produzir mais coisas. Assim, se quisermos ter mais empregos, nós precisaremos de mais fábricas. Mais fábricas fazendo mais coisas provocam maior aquecimento global, e é o ponto onde os dois círculos se encontram.

Mas Gilding é na verdade um eco-otimista. Quando o impacto do Grande Rompimento nos atingir, ele diz, “nossa resposta será proporcionalmente dramática, nos mobilizando como seria em uma guerra. Nós mudaremos em uma escala e velocidade que mal podemos imaginar atualmente, transformando completamente nossa economia, incluindo nossos setores de energia e transportes, em apenas poucas décadas”.

Nós perceberemos, ele prevê, que o modelo de crescimento movido pelo consumo está quebrado e temos que passar para um modelo de crescimento movido pela felicidade, com base nas pessoas trabalhando menos e possuindo menos. “Quantas pessoas”, diz Gilding, “se veem em seu leito de morte e pensam: ‘Eu gostaria de ter trabalhado mais ou desenvolvido mais valor para o acionista’, e quantas pessoas pensam: ‘Eu gostaria de ter assistido mais jogos no estádio, lido mais livros para meus filhos, feito mais caminhadas?’ Para isso, é preciso um modelo de crescimento baseado em dar às pessoas mais tempo para desfrutarem a vida, mas com menos coisas”.

Soa utópico? Gilding insiste que é um realista. “Nós estamos caminhando para uma escolha movida por uma crise”, ele diz. “Ou permitiremos que o colapso nos surpreenda ou desenvolveremos um novo modelo econômico sustentável. Nós escolheremos o segundo. Nós podemos ser lerdos, mas não somos estúpidos.”

Fonte - UOL

Nota DDP: Trabalho e tempo. Assim como os círculos do aquecimento global e do crescimento global abordados pelo artigo em algum momento estabelecerão um ponto comum, o discurso religioso que privilegia tempo e família em contraste com o tempo e trabalho do mundo político, também contarão com seu ponto de convergência.

Nesse dia se estabelecerá a última "guerra", "dramática" o suficiente para o último capítulo do Conflito dos Séculos.

[Colaboração - Cléo de Castro]

Erupção vulcânica na Eritreia causa nuvens de cinzas de até 15km de altura

TOULOUSE, França, 13 Jun 2011 (AFP) -O vulcão Dubbi, na Eritreia, entrou em erupção e nuvens de cinzas vulcânicas já atingem 15 km de altura, segundo o VAAC (Centro de Alerta de Cinzas Vulcânicas), perturbando o tráfego aéreo na região.

"A erupção ocorrida no domingo é importante", segundo Jean Nicolau, da Meteo-France, em Toulouse (sul da França), onde também se localiza o VAAC, um dos centros internacionais de vigilância, encarregado da Europa do Sul e da África.

"Segundo imagens de satélite que observamos, as cinzas vulcânicas alcançam de 13 a 15 km de altura. Não estamos em uma situação crítica como ocorreu com o vulcão islandês Grimsv¶tn, que abarcava uma zona de tráfego aéreo muito densa, pois o tráfego é muito menos importante na África Oriental", afirmou.

A secretária de Estado americana Hillary Clinton teve que encurtar sua visita em Adis Abeba por causa do avanço para a capital etíope de uma nuvem de cinzas.

Fonte - BOL

Nota DDP: Veja também "Vulcão Puyehue não dá descanso e continua a perturbar aeroportos".

"A crosta terrestre será dilacerada pelas explosões dos elementos ocultos nas entranhas da Terra. Estes elementos, uma vez desprendidos, arrebatarão os tesouros dos que durante anos têm aumentado sua fortuna pela aquisição de grandes posses a preços de fome dos que estão ao seu serviço. E o mundo religioso também será terrivelmente abalado, pois o fim de todas as coisas está às portas" (Manuscript Releases, v. 3, p. 208).

Os solos do planeta estão sob ameaça

Não são apenas as geleiras e as florestas tropicais que estão em perigo em nosso planeta. Além do fantasma do aquecimento global e dos desmatamentos fora de controle, os solos da Terra estão sob maior ameaça do que nunca.

Segundo cientistas, em algumas partes do mundo as perdas por erosão ultrapassam a taxa natural de formação do solo. A intensidade da atividade humana está afetando a capacidade do solo de produzir alimentos, armazenar o carbono da atmosfera, filtrar a contaminação do abastecimento de água e manter a biodiversidade.

Devido à crescente demanda por alimentos, a intensificação da agricultura por si só vai colocar uma enorme pressão sobre os solos ao longo das próximas décadas – e as alterações climáticas aumentam ainda mais o desafio.

Os solos são o cerne da “zona crítica” da Terra: a camada que dá suporte à vida de grande parte da humanidade e vai do topo da copa das árvores ao fundo dos aquíferos.

Steve Banwart, professor do Instituto Kroto de Pesquisa da Universidade de Sheffeld, lidera um novo programa de pesquisa internacional, denominado Observatórios de Zonas Críticas, que busca ajuda para enfrentar o desafio de manter a qualidade de nossos solos.

Existem agora mais de 30 observatórios em muitos países diferentes e eles estão começando a trabalhar juntos. Um dos objetivos desse esforço internacional é desenvolver modelos matemáticos para prever como o solo e as funções que ele desempenha vão ser afetados com a intensificação das atividades humanas. A ideia é também desenvolver solução para aumentar a produtividade de plantações, por exemplo, sem comprometer as outras funções do solo.

Hypescience

[Pesquisa - Evidências Proféticas]

Temporada de tornados foi a mais mortífera

A temporada de tornados que terminou na última semana nos Estados Unidos foi a mais mortífera do país e provocou danos materiais estimados em 12,5 bilhões de dólares, revelaram as autoridades americanas. As tempestades e tornados que assolaram o centro e sul dos Estados Unidos entre 20 e 27 de maio devastaram principalmente a localidade de Joplin, no Missouri, e provocaram danos entre 4 e 7 bilhões de dólares, explicou a seguradora especializada em catástrofes, a AIR Worldwide. Um mês antes, ocorreu o temporal mais grave desde 1925 que provocou cerca de 350 vítimas mortais em seis estados e estragos estimados entre 3,7 e 5,5 bilhões de dólares apenas em seis dias, entre 22 e 28 de abril. A soma dos prejuízos materiais eleva-se a um mínimo de 7,7 bilhões de dólares e a um máximo de 12,5 bilhões de dólares de equipamentos ou infraestruturas seguradas, além dos materiais que existiam no interior.

A temporada de tornados nos Estados Unidos foi a mais grave desde os anos 50 com mais de 500 pessoas mortas e prejuízos materiais que as autoridades estimaram desde o início em bilhões de dólares. Só em Joplin, mais de 8 mil infraestruturas ficaram arrasadas.

(DN Globo)

Fonte - Michelson Borges

sexta-feira, 10 de junho de 2011

FAO teme escassez de água na agricultura por mudanças climáticas

Roma, 9 Jun 2011 (AFP) -As mudanças climáticas poderiam provocar escassez de água nas próximas décadas para a produção de alimentos e cultivos, segundo estudo divulgado esta quinta-feira pela FAO.

O estudo analisa as consequências previsíveis das mudanças climáticas, entre elas a diminuição da corrente de água dos rios e da alimentação dos aquíferos no Mediterrâneo, as zonas semiáridas na América, Austrália e África meridional, regiões que já sofrem de "estresse hídrico", sustentou a entidade das Nações Unidas.

Segundo o estudo, na Ásia serão afetadas amplas regiões que dependem do degelo e dos glaciares de montanha.

As áreas densamente povoadas dos deltas fluviais também estão ameaçadas, pela combinação de menor fluxo de água, aumento da salinidade e elevação do nível do mar.

A aceleração do ciclo hidrológico do planeta, já que as temperaturas em alta aumentarão a taxa de evaporação da terra e do mar, também afetarão o acesso à água.

Os especialistas da FAO afirmam que a chuva aumentará nos trópicos e em latitudes mais elevadas, mas diminuirá nas regiões que já têm caráter seco e semiárido e no interior dos grandes continentes.

"Será necessário contar com uma frequência maior de secas e inundações, mas espera-se que as regiões do mundo que já sofrem de escassez de água se tornem mais secas e quentes", sustentou a FAO.

"A perda de glaciares - que sustentam cerca de 40% do abastecimento de água ao nível mundial - afetará finalmente a quantidade de água de superfície disponível para a irrigação das principais bacias produtoras", destacam os especialistas.

A FAO adverte que se sabe muito pouco sobre o futuro impacto das mudanças climáticas na água para a agricultura ao nível regional e subregional, e onde os camponeses estarão mais ameaçados.

"É necessária uma precisão e um enfoque maiores para entender a natureza, o alcance e localização dos efeitos das mudanças climáticas nos recursos hídricos para a agricultura nos países em desenvolvimento", destacou o informe, acrescentando que "mapear a vulnerabilidade é uma tarefa chave ao nível nacional e regional".

Fonte - BOL
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