domingo, 11 de dezembro de 2011

O mundo em crise: mas não cai a ficha nem a pose

Black Friday, Cyber Monday, décimo terceiro salário, liquidações, muito consumo e nada de poupança. Nem parece que o mundo vive uma crise econômica à beira de grave recessão. As incertezas apontam para os Estados Unidos e para a Europa – considerados os blocos mais ricos do planeta. O número de sem-teto em Atenas cresceu 25% desde 2008. Assim como nas principais capitais brasileiras, a população de rua aumenta na Grécia, na Itália e na França. Dormem-se nas calçadas e debaixo de viadutos, esticando-se uma folha de papelão e usando um cobertor para espantar o frio. Em Paris, são cada vez mais numerosos os homens ajoelhados nas calçadas exibindo a plaquinha “Eu tenho fome”.

No âmbito mundial, recente estudo do instituto alemão IFO diagnosticou que o Índice de Clima Econômico (ICE) para especialistas de 119 países despencou de 5,4 para 4,3 pontos entre julho e outubro. A falta de confiança nas políticas econômicas dos governos, o déficit público e o desemprego foram considerados os fatores que limitaram o crescimento econômico. Em apenas três meses o planeta passou da fase de boom para a recessão. Por essa metodologia, até a Alemanha – maior economia da Europa – caiu de 4,6 para 2,9 pontos. Nos Estados Unidos, a tendência de recuperação acabou impactada pela piora nas expectativas. Ainda assim, as agências de classificação de risco Moody’s e Fitch mantêm no AAA o rating norte-americano.

O problema para Barack Obama – em plena campanha para se manter na Casa Branca – é que não se sabe até quando o “triple A” será mantido. E qualquer alteração antes das complicadíssimas eleições – com seus delegados e votos por escrito – pode significar que o havaiano será o primeiro a não se reeleger, ao contrário de seus antecessores Bill Clinton (de 93 a 2001) e George W. Bush (2001 a 2009).

Os BRICS – agora com “S” maiúsculo por conta do ingresso da África do Sul – replicaram a tendência mundial. A Rússia e a Índia deixaram a confortável região de indicadores favoráveis (boom) em julho. Em outubro, a Rússia passou para a fase recessiva e a Índia conheceu o declínio. A mesma situação vive o Brasil, segundo o IFO, embora nossos shopping centers lotados digam o contrário.

O declínio do ciclo econômico atingiu também a América Latina que recuou de 5,6 para 4,4 pontos no trimestre analisado em relação ao anterior. [...]

Em tempo: as vendas da Black Friday nos Estados Unidos – na semana passada – foram 16% maiores que no ano passado. Durma com um barulho desse…

(Opinião e Notícia)

Nota Michelson Borges: O consumismo e a gastança dos que ainda têm dinheiro mostra a indiferença deles para com os que sofrem. É o amor se esfriando de quase todos, conforme previu Jesus dois mil anos atrás (Mt 24:12). Além disso, essa falta de previdência mostra o quão despreparada está esta geração para os eventos difíceis que nos esperam no futuro. Assim, a vinda de Cristo será mesmo como a do ladrão (cf. 1Ts 5:2).

Forte terremoto atinge região de Guerrero, no sudoeste do México

Um forte terremoto atingiu o estado de Guerrero, no sudoeste do México, às 19h47 (horário local, 23h47 de Brasília) deste sábado (10). O epicentro aconteceu a 130 km ao norte da cidade de Acapulco e o tremor foi sentido na Cidade do México. Segundo a agência Reuters, moradores assustados da capital deixaram os prédios no momento do terremoto, cuja duração foi superior a dois minutos.

A magnitude foi de 6.5, com profundidade de 64,9 km, segundo o site da USGS (Serviço Geológico dos Estados Unidos). A princípio, o site informou que a magnitude havia sido de 6.7, número alterado após o evento ser revisado por um especialista em sismologia. Em sua conta no Twitter, o presidente mexicano Felipe Calderón escreveu por volta das 2h (horário de Brasília) deste domingo (11) que todos os serviços estavam funcionando normalmente na capital do país.

As autoridades mexicanas confirmaram três vítimas até o momento. Na cidade de Iguala, um homem de 18 anos morreu após o desabamento do teto de um restaurante. Já na rodovia que liga Acapulco à Cidade do México, uma pessoa de 25 anos morreu ao chocar seu veículo contra rochas que desmoronaram por conta do tremor. O passageiro ficou ferido. A terceira vítima aconteceu também após o desmoronamento de rochas em uma estrada no norte do estado, segundo informações da agência EFE.

 Fonte - G1

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Governos fazem espionagem em massa de celulares e computadores

O site Wikileaks divulgou nesta quinta-feira (1) um sistema de espionagem em massa realizado por governos de diversos países em telefones celulares, computadores e também nos perfis de redes sociais de seus cidadãos. A prática, diz o documento, é adotada por ao menos 25 nações (entre elas o Brasil) por intermédio de 160 empresas de inteligência.

“Na prática, essa indústria [de espionagem] não é regulamentada. Agências de inteligências, forças militares e autoridades policiais podem, de forma silenciosa, em massa e secretamente, interceptar ligações e controlar computadores sem a ajuda ou conhecimento de empresas de telecomunicações. A localização física do usuário pode ser traçada se ele tiver um telefone celular, mesmo que o aparelho esteja em stand by”, afirma o documento do Wikileaks.

Esse vazamento foi chamado de projeto Spy Files (arquivos espiões) e, segundo o Wikileaks, mais informações serão publicadas sobre esse tipo de espionagem ainda nesta semana e também no próximo ano. O projeto fala ainda sobre a existência de muitas empresas que vendem equipamentos de espionagem em massa para agências de inteligência.

“Nos últimos dez anos, sistemas para espionagem indiscriminada em massa tornaram-se a regra. Empresas de inteligência como a VasTech vendem secretamente equipamentos que registram de forma permanente chamadas telefônicas de nações inteiras. Outras gravam a localização de cada telefone celular em uma cidade (...).

Sistemas para infectar cada usuário do Facebook ou de smartphone de um grupo inteiro de pessoas estão no mercado de inteligência”, diz o documento do Wikileaks. ... Para exemplificar como esse mercado funciona, o documento afirma que quartos com equipamentos de escuta foram encontrados neste ano, quando os ditadores do Egito e Líbia caíram – esses sistemas seriam responsáveis por monitorar os cidadãos no telefone e também na internet.

Outras companhias internacionais são citadas como desenvolvedoras de softwares que se instalam em computadores e smartphones (iPhones, Blackberries e modelos com plataformas Android) para registrar todo tipo de uso desses dispositivos, movimentos feitos por seus usuários e até mesmo os sons nos ambientes onde os aparelhos se encontram.

Fonte - UOL

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Apelo a Berlim para prevenir "apocalipse"

A Alemanha é o único país capaz de salvar a zona do euro e a União Europeia mais ampla de "uma crise de proporções apocalípticas", avisou o ministro do Exterior polonês na segunda-feira, num chamado veemente por ações mais drásticas para impedir o colapso da união monetária europeia.

O apelo extraordinário feito por Radoslaw Sikorski à sombra do Portão de Brandemburgo, na capital alemã, se deu no momento em que a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico lançou um chamado a líderes europeus por "poder de fogo digno de crédito e suficientemente forte" para interromper a venda de títulos no mercado de dívida soberana da zona do euro, sob pena de sofrer uma recessão grave.

As declarações da OCDE foram feitas quando o instituto econômico baseado em Paris reduziu suas previsões semestrais de crescimento nos países mais ricos do mundo, avisando que a atividade econômica na Europa vai se desacelerar até quase estagnar.

No entanto, os chamados foram recebidos em Berlim com uma insistência obstinada em que apenas uma modificação no tratado da EU para forjar uma "união de estabilidade" na zona do euro poderá devolver a confiança aos mercados.

Wolfang Schäuble, o ministro das Finanças alemão, rejeitou chamados para que o Banco Central Europeu atue como "credor de último recurso" na zona do euro e pela introdução de títulos de dívida da zona do euro, avalizados conjuntamente, para aliviar a pressão sobre os membros mais endividados da moeda comum, como Grécia e Itália.

Schäuble disse a correspondentes estrangeiros em Berlim que a Alemanha não é grande o suficiente para apoiar o resto da zona do euro sozinha. Para ele, para reconquistar a confiança dos mercados é preciso completar a união monetária com uma "união de estabilidade" baseada em disciplina orçamentária rígida.

Numa declaração espantosa, em se tratando de um ministro polonês sênior, Sikorski afirmou que a maior ameaça à segurança de seu país não é o terrorismo, tanques alemães ou mesmo mísseis russos, mas sim "o colapso da zona do euro".

"Exijo da Alemanha que, pelo seu bem e o nosso, vocês ajudem a zona do euro a sobreviver e prosperar", disse ele. "Vocês sabem muito bem que ninguém mais tem a capacidade de fazê-lo. Provavelmente serei o primeiro chanceler polonês na história a dizê-lo, mas digo: temo o poderio alemão menos do que estou começando a temer a inatividade alemã".

Fonte - Folha

Terremoto de magnitude 5 volta a assustar província turca de Van

Um terremoto de magnitude 5 na escala Richter atingiu a província turca de Van, a mesma que foi arrasada em outubro por um tremor de magnitude 7,2, responsável pela morte de mais de 600 pessoas, informou o Centro de Pesquisa Sísmicas e Observatório de Kandilli.

Até o momento, não há informações de vítimas do novo terremoto, que ocorreu às 2h47 locais desta quarta-feira (22h47 de terça-feira pelo horário de Brasília). O epicentro do tremor foi localizado na vila de Kevenli.

As autoridades esvaziaram o Hospital Regional de Van. Durante essa operação, uma mulher deu à luz uma menina no jardim do hospital.

Equipes de policiais estavam mobilizadas pela cidade nesta manhã para verificar danos ou destruições de prédios.

Desde o forte terremoto de 23 de outubro, esta região situada no sudeste da Turquia foi atingida por milhares de réplicas e sismos independentes.

Aos mais de 600 mortos do primeiro tremor, se somaram dezenas de novas vítimas que morreram sob os escombros de dois hotéis derrubados por outro terremoto, de magnitude 5,2, no início de novembro.

As autoridades advertiram à população que a região pode continuar sendo atingida por sismos até junho.

O ministro do Meio Ambiente e Urbanismo da Turquia, Erdogan Bayraktar, informou recentemente que o governo de Ancara começará em breve a construir novas casas para os desabrigados. A estimativa é que os imóveis fiquem prontos até setembro de 2012.

Fonte - Folha

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Crise Européia - Especial NT

Bento XVI reforça o ECOmenismo

O papa Bento XVI pediu hoje [27] aos participantes na Convenção das Alterações Climáticas da ONU que encontrem uma resposta “responsável e credível” para reduzir os gases de efeito de estufa, que tenha em conta as necessidades dos mais pobres. Os trabalhos da Convenção da ONU sobre as alterações climáticas e o protocolo de Quioto arrancam na segunda-feira, em Durban, África do Sul, sendo esperadas cerca de 25 mil pessoas.

A agência Associated Press adianta que atenções estão viradas para os prazos estipulados no protocolo de Quioto, que estabelece que 37 países industrializados reduzam até 2012 em pelo menos cinco por cento os níveis das emissões de carbono que registaram em 1990. É ainda esperado que os países ocidentais consigam que a China e outras economias em crescimento aceitem restrições às emissões de gases de efeito estufa.

“Espero que todos os membros da comunidade internacional cheguem a acordo para uma resposta responsável, credível e solidária a este inquietante e complexo fenómeno, tendo em conta as necessidades das populações mais pobres e das gerações futuras”, disse Bento VXI esta manhã, na tradicional bênção dominical na praça São Pedro.

O papa referiu também que a paz mundial depende da salvaguarda da criação de Deus, demonstrando mais uma vez preocupação com a protecção do ambiente.[grifo acrescentado]< Sob a direcção de Bento XVI, o Vaticano instalou células fotovoltaicas no seu auditório principal para assim converter a luz solar em electricidade. O Vaticano juntou-se também a um projecto de reflorestamento que visa compensar as suas emissões de CO2. Para o papa, esta é uma questão moral, pois o “ensinamento da Igreja afirma que o homem deve respeitar a criação”. [grifo acrescentado]

Bento XVI argumentou ainda que as mudanças climáticas e catástrofes naturais ameaçam os direitos das pessoas à vida, alimentação, saúde e à paz.

Fonte: SOL

NOTA Minuto Profético: Preservar o meio ambiente é algo correto. Porém, a maior preocupação deve ser com o que o papa não disse explicitamente. As verdadeiras intenções do Vaticano estão nas entrelinhas... "Salvaguarda da criação", "respeitar a criação" apontam para o descanso obrigatório do domingo que, segundo Bento XVI, é o "dia em que a igreja dá graças pela criação". O reconhecimento das nações da obrigatoriedade do descanso dominical significará a restauração da supremacia mundial de Roma, uma vez que o domingo é símbolo do seu poder. Por outro lado, a soberania de Deus permitirá essa situação para que o sábado do sétimo dia seja exaltado como o verdadeiro dia do Senhor!

Irã ameaça os EUA e a crise pode piorar

O ministro da Defesa do Irã, Ahmad Vahidi, avisou aos Estados Unidos que seu país está preparado para ensinar “o que significa uma verdadeira guerra”. “O Irã é muito forte neste momento e está preparado para mostrar aos EUA o que significa uma autêntica guerra, se eles realizarem um ato de loucura”, disse Vahidi perante uma multidão de Voluntários Islâmicos na cidade de Bushehr, informaram a imprensa local. As frequentes notícias sobre armas e preparação bélica e os desafios às potências “arrogantes”, especialmente EUA e Israel, aumentaram no Irã depois que a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) demonstrou sua suspeita que o programa nuclear iraniano tem uma vertente militar.

Vahidi advertiu neste domingo que “os que ameaçam a nação iraniana devem decidir até que ponto estão dispostos a se sacrificar e quantos deles estão dispostos a morrer”. “Também devem saber por quanto tempo poderiam suportar uma guerra e em que medida iriam tolerar assistir ao afundamento de seus navios de guerra e ter em mente como vão se proteger dos golpes destrutivos e poderosos dos mísseis e foguetes do Irã”, acrescentou.

O ministro advertiu ao Governo dos EUA que não devem crer que tem experiência em guerras, porque no Iraque o regime de Saddam Hussein “se rendeu” e no Afeganistão ocuparam o país porque “não havia ninguém para lutar”, mas, agora, “sua situação em ambos países é muito adversa”, com uma resistência crescente.

Além disso, os iranianos advertiram que não duvidarão em recorrer à guerra econômica e que, se forem atacados, podem cortar o Estreito de Ormuz, pelo qual sai um terço do petróleo que se consome no mundo. Isso poderia criar escassez de petróleo em muitos países, disparar ainda mais os preços eprovocar uma hecatombe de consequências imprevisíveis em uma situação de crise que já afeta grande parte do mundo.

(Folha de S. Paulo)

Nota Michelson Borges: Será que Israel e os EUA estão dispostos a pagar o preço de uma eventual guerra contra o Irã? E se, de fato, os iranianos estiverem produzindo armamento nuclear, que escolha Israel terá, levando-se em conta que apenas uma dessas bombas seria capaz de varrer o país do mapa? O que será deste planeta – que já sofre os efeitos da crescente crise financeira que ameaça fragmentar a Europa (Dn 2), que se assusta com as crescentes catástrofes climáticas e geológicas (confira; Mt 24) e vem sofrendo, também, a engenharia social dos defensores e promotores do ECOmenismo – se realmente houver uma guerra capaz de ampliar ainda mais a crise? Dias piores virão (2Tm 3:1-3). Quem viver, infelizmente, verá. A única coisa boa em tudo isso é que essa situação toda, antevista em milênios na profecia bíblica, prenuncia o despontar de um novo tempo.

Escassez de terra e água cria risco alimentar

A rápida expansão populacional, a mudança climática e a degradação dos recursos hídricos e fundiários devem tornar o mundo mais vulnerável à insegurança alimentar, com o risco de não ser possível alimentar toda a população até 2050, disse a FAO (agência da ONU para alimentação e agricultura) nesta segunda-feira.

Nas próximas quatro décadas a população mundial deve saltar de 7 para 9 bilhões de pessoas, e para alimentá-las seria preciso uma produção adicional de 1 bilhão de toneladas de cereais e 200 milhões de toneladas de carne por ano.

A introdução da agricultura intensiva nas últimas décadas ajudou a alimentar milhões de famintos, mas muitas vezes levou à degradação da terra e dos produtos hídricos, segundo a FAO.

"Esses sistemas em risco podem simplesmente não ser capazes de contribuir conforme o esperado para atender às demandas humanas até 2050", disse o diretor-geral da organização, Jacques Diouf. "As consequências em termos de fome e pobreza são inaceitáveis. Ações paliativas precisam ser tomadas agora."

Segundo o relatório, intitulado "Estado dos Recursos Hídricos e Fundiários do Mundo para a Alimentação e a Agricultura", um quarto das terras aráveis do mundo está altamente degradada, 8% está moderadamente degradada e 36% ligeiramente degradada ou estável, e apenas 10% está melhorando.

A escassez de água também vem se agravando, devido a problemas de salinização e poluição dos lençóis freáticos e de degradação de rios, lagos e outros ecossistemas hídricos. O uso da terra para fins industriais e urbanos também agrava o problema alimentar mundial.

De acordo com a FAO, cerca de 1 bilhão de pessoas estão atualmente desnutridas, sendo 578 milhões na Ásia e 239 milhões na África Subsaariana.

Nos países em desenvolvimento, mesmo que a produção agrícola dobre até 2050, 5% da população continuaria desnutrida, ou cerca de 370 milhões. Para que a fome e a insegurança alimentar recuem, a produção de alimentos precisaria crescer num nível superior ao da população. Isso, acrescenta o relatório, teria de ocorrer principalmente nas áreas já utilizadas para a agricultura, com um uso mais intensivo e sustentável da terra e da água.

Fonte - BOL

domingo, 27 de novembro de 2011

Bento XVI recebeu bispos dos Estados Unidos da América

"Bento XVI pediu, este sábado, a um grupo de bispos dos Estados Unidos da América que prossigam o seu empenho contra os abusos sexuais e para que a Igreja faça ouvir a sua voz na sociedade.

Em visita «Ad Limina», os bispos norte-americanos foram recebidos esta manhã pelo Papa que os encorajou a defender a verdade e a oferecer uma palavra de “esperança aos americanos num tempo de mudanças sociais radicais”, refere a Rádio Vaticano.

O Papa iniciou o seu discurso voltando ao contexto da sua viagem apostólica aos Estados Unidos, em 2008, e recordou que aquela visita tinha como objetivo encorajar os católicos americanos, após o escândalo e a desorientação causada pela crise dos abusos sexuais: “Quis dar-me conta pessoalmente dos sofrimentos causados às vítimas e dos esforços sinceros feitos tanto para assegurar a segurança das crianças como para enfrentar de maneira transparente e adequada as acusações de abusos”.

Bento XVI refere que os esforços “conscienciosos da Igreja para enfrentar esta realidade ajudem todos a reconhecer as causas e as consequências devastadoras dos abusos sexuais e a responder eficazmente a este flagelo que toca todos os níveis da sociedade”.

No seu discurso, o Papa tocou também num tema forte da sua viagem aos Estados Unidos: o desafio da nova evangelização e a mudança radical do cenário social e religioso.

Para Bento XVI é fundamental que se verifique “uma maior atenção” sobre o futuro das “sociedades democráticas” e a forma como “tantos homens e mulheres” estão a “prescindir das suas visões políticas e religiosas”.

Não obstante as tentativas de fazer silenciar a voz da Igreja no espaço público”, o Papa frisou que muitas pessoas de boa vontade “continuam a olhar para a sua sapiência” e um guia válido para “enfrentar esta crise de amplo alcance”."

Fonte: Agência Ecclesia (negritos meus para destaque)

Nota O Tempo Final: Esta notícia tem alguns aspetos que merecem ser destacados.

O apelo para que os bispos americanos façam ouvir a voz da Igreja na sociedade pode não perecer algo de particularmente especial, mesmo sendo assumido pelo Papa que estamos em tempos de mudanças sociais radicais.

Contudo, repare só neste pormenor: quando se apontam as tentativas de silenciar a voz da igreja, a proposta do Vaticano é que ela, a Igreja Romana, continue a ser "um guia válido para enfrentar esta crise de amplo alcance"!!!

Ou seja, na maior parte das intervenções, a Igreja Católica propõe, em jeito de fomento de consensos, que os valores cristãos sejam o tal guia válido; desta vez, e tal e qual venho defendendo há bastante tempo, assume-se claramente que esses valores e princípios não serão tanto cristãos, mas, essencialmente, católicos.

E se por acaso alguém é levado a pensar que o Papa pretende apenas fazer sugestões de âmbito social, ou até mesmo económico ou financeiro, desengane-se: isso não é verdade, pois existe algo mais nessa intenção!

A prova está no excerto da notícia que refere estarmos perto de uma "mudança radical do cenário social e religioso". Reparou bem? Não apenas social, mas também religioso!

E pensando que isto foi inspiração para os bispos americanos, percebo que essas instruções serão bem recebidas...
Related Posts with Thumbnails