segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Zimbábue aprova lei para monitoramento de comunicações

Por Nelson Banya

HARARE (Reuters) - O presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, assinou uma lei que permite que agentes de segurança do governo monitorem linhas telefônicas, correspondência e o uso da Internet pela população do país, informa uma nota do governo publicada nesta sexta-feira.

Autoridades afirmaram que a nova lei foi criada para proteger a segurança nacional e combater o crime, mas grupos de direitos humanos temem que a legislação vá atingir a liberdade de expressão por meio de uma campanha de caça a dissidentes.

No comunicado do governo, o secretário-chefe da Presidência e Gabinete, Misheck Sibanda, disse que Mugabe concordou com o Ato de Interceptação de Comunicações, que foi aprovado em ambas as casas do Parlamento do Zimbábue em junho.

A lei dá à polícia e aos departamentos de segurança nacional poderes para ordenar a interceptação de comunicações e fornece mecanismos para a criação de um centro de monitoramento.

Provedores de correio, telecomunicações e Internet terão que assegurar que seus "sistemas são tecnicamente capazes de permitir interceptações legais em todos os momentos".

Críticos afirmam que a lei é uma tentativa do governo de acompanhar a oposição em um momento em que tensões políticas aumentam e Mugabe enfrenta crescente oposição de poderes ocidentais.

Zimbábue está sofrendo uma grave crise econômica, marcada pela mais alta taxa de inflação do mundo, nível de 80 por cento de desemprego e persistente escassez de comida, combustível e moedas estrangeiras.

O país sul-africano, já considerado como um celeiro regional, não pode se alimentar sozinho e enfrenta escassez de produtos básicos depois que o governo ordenou um congelamento de preços em junho que esvaziou supermercados.

Mugabe -- dirigente do Zimbábue desde a independência do país da Inglaterra em 1980 -- nega que medidas polêmicas como o confisco de fazendas de brancos para entrega à população negra tenha arruinado a economia e culpa sanções ocidentais pela turbulência econômica.

Fonte - Bol

domingo, 5 de agosto de 2007

Congresso dos EUA aprova escuta de estrangeiros

O Congresso dos Estados Unidos aprovou na noite deste sábado uma lei que permitirá ao governo realizar escutas nas comunicações de estrangeiros suspeitos de ligação com o terrorismo. A Câmara dos Deputados aprovou a lei por 227 votos a 183, com a maioria democrata dividida sobre o tema. Quando a nova lei entrar em vigor, o governo poderá interceptar, sem necessidade de autorização judicial, as comunicações entre estrangeiros que passarem por equipamentos nos Estados Unidos, desde que “informações de inteligência do exterior” esteja envolvida.

O presidente George W. Bush disse que a medida era necessária para combater ameaças terroristas. “O Diretor de Inteligência Nacional, Mike McConnell, me assegurou que esta lei dá a ele o que ele necessita para continuar a proteger o país e, portanto, eu a promulgarei assim que chegar à minha mesa”, disse Bush.

Mas muitos deputados democratas expressaram fortes reservas sobre a lei, dizendo que ela infringe direitos constitucionais. “Esta lei dará ao secretário de Justiça a capacidade de realizar escutas contra qualquer um, em qualquer lugar, a qualquer tempo, sem uma revisão judicial, sem medidas de controle”, disse a deputada democrata Zoe Lofgren durante o debate antes da votação.

“Acredito que esta medida sem autorização e sem precedentes simplesmente acabaria com a 4ª Emenda (da Constituição, que proíbe buscas e apreensões sem mandado judicial)”, disse ela.


Nota: Aos poucos, as liberdades individuais vão sendo corroídas. Por enquanto os terroristas são o alvo, mas deles para qualquer cidadão "suspeito" será um "pulinho". Se você quiser saber mais sobre essa postura arrogante da nação mais poderosa do mundo, leia o intrigante livro O Grande Conflito, escrito numa época em que os EUA não eram sequer a sombra do que são hoje.

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Seu chefe está lhe espiando.

E-mail, instant messaging, sites e até ligações pelo celular: tudo pode ser rastreado pela companhia em que você trabalha.

Por COMPUTERWORLD
02 de agosto de 2007 - 07h05

Do momento em que você pisa no escritório até aquele em que deixa as dependências da companhia, seu chefe ou seus serviçais podem estar lhe espionando.O Computerworld já havia notado que sistemas de vigilância e câmeras estão se tornando mais comuns no ambiente de trabalho (leia a reportagem no original em inglês: Big Brother is watching you...and he's a computer ). Mas o que estamos falando neste momento é o rastreamento mais insidioso de seus passos digitais na medida em que você utiliza seu computador no dia-a-dia profissional.

Quando você começa a pensar em todas as maneiras pelas quais você pode ser digitalmente monitorado, isso pode fazer até a pessoa menos paranóica parar e ficar atenta.

Até agora, muitos de nós já sabemos que o histórico de nossa navegação na internet fica armazenado em nossos PCs, o que é muito útil quando queremos vigiar uma esposa ou marido infiel ou um adolescente indisciplinado, mas não é tão útil quando estamos visitando, como vamos dizer, sites de 'entretenimento' durante o trabalho.

É fato que esse histórico pode ser facilmente apagado se alguém conhece o comando certo. Mas quando você está conectado a uma rede corporativa, essa informação pode facilmente ser gravada por uma série de produtos típicos nos dias atuais.

Existe, inclusive, um deles, chamado Locate, da eTelemetry, que vai correlacionar seu endereço IP, login na rede, localização da máquina e outros dados, tornando ainda mais fácil rastreá-lo quando você fizer algo que não deveria.

O mesmo é verdade sobre o quão fácil é ler boa parte de suas mensagens no correio eletrônico e conversas em sistemas de mensagens instantâneas. Existem produtos da Symantec e de outros fornecedores que podem ser usados para auditar essas conversas e gravar tudo o que seja transmitido sobre a rede da companhia.

Como a maior parte dessas conversas acontece em formato de texto corrido, elas são muito fáceis de serem gravadas com essas ferramentas. Uma exceção está relacionada com mensagens criptografadas, e vamos chegar nelas quando falarmos das medidas defensivas.

Enquanto isso, continua a valer aquele velho conselho: "não coloque nada em um e-mail que você não escreveria em um cartão postal". O e-mail é público e fácil de rastrear.

E se você tem um celular corporativo na empresa, existem chances de que alguém no departamento de telecomunicações esteja acompanhando a lista de chamadas na sua fatura mensal e acompanhando suas conversas também.

Algumas operadoras de celular podem fornecer dados de chamadas quase em tempo real através de seus websites, de forma que os espiões nem precisam esperar a fatura impressa chegar na companhia.

Caso a corporação tenha emitido um cartão de identificação eletrônica que lhe permite acessar as dependências da empresa, suas entradas e provavelmente saídas estão sendo armazenadas em algum lugar para a posteridade. E finalmente existem câmeras de segurança que captam sua imagem em fitas de vídeo.
...

David Strom-Computerworld, EUA


Nota DDP:
Esta matéria é um bom exemplo de como o tráfego de informação nos sufoca com uma precisão absurda, porque aqui se fala em ambiente de trabalho, mas transportado para as demais relações, demonstra como podemos ser controlados hoje com extrema facilidade.

Enchentes na Ásia deixam 20 milhões desabrigados

Enchentes na Índia, em Bangladesh e no Nepal já deixaram mais de 20 milhões de pessoas desabrigadas.

As fortes enchentes em vários países da Ásia também já mataram ao menos 150 pessoas, e não há perspectivas de que a situação vá melhorar nos próximos dias, já que a previsão é de ainda mais tempestades.

Como as chuvas continuam a atingir a região, especialmente o sul da Ásia, equipes de resgate estão tendo dificuldades em fornecer comida, água e outros bens essenciais para as vítimas.

Temporadas de enchentes são comuns nesta época do ano para a região, mas as chuvas deste ano provocaram algumas das piores ocorrências em duas décadas em partes da Índia, do Nepal e de Bangladesh.

Fonte - BBC

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Clérigo muçulmano acusa Papa de atacar todas as religiões, menos o judaísmo

Cairo, 1 ago (EFE).- O influente clérigo muçulmano Youssef al-Qardawi condenou a recente advertência do secretário particular do Papa contra a islamização da Europa e acusou Bento XVI de atacar todas as religiões, com exceção do judaísmo.

Em entrevista ao jornal "Al-Masri Al-Yum", Qardawi, também dirigente da União Mundial de Ulemás, assegurou que as declarações do secretário do Vaticano, Georg Gänswein, sobre a ameaça da islamização da Europa "destrói o diálogo entre o Islã e o Ocidente".

"O Vaticano tem procurado ultimamente atacar todas as religiões.

O Papa Bento XVI atacou especialmente o Islã. Também atacou os protestantes e ortodoxos, mas nunca mencionou, nem mencionará, os judeus", afirmou.

O clérigo - que há anos se exilou no Catar, mas atualmente está no Cairo -, insistiu em que "alguém em seu cargo não deveria ocupar todo o tempo insultando os demais".

Qardawi se referia às opiniões expressadas em setembro pelo Pontífice em Regensburg, quando pronunciou um discurso sobre razão e fé que diversos setores da comunidade muçulmana consideraram um insulto ao Islã e ao profeta Maomé.

Segundo o clérigo, a União Mundial de Ulemás divulgou um comunicado oficial no qual suspende o diálogo com o Vaticano "até que Bento XVI mude a postura de insultos ao Islã e ao profeta Maomé, mas nada mudou".

Quanto à islamização da Europa, Qardawi assegurou que o Islã é divulgado "de maneira normal e sem a força da espada, porque é uma religião que rejeita a violência".

O clérigo muçulmano também pediu que os diferentes religiosos se unam para enfrentar o "ateísmo, que rejeita a crença em Deus", e pôr fim à "consagração nas igrejas de casamento entre pessoas do mesmo sexo", acrescentou o jornal.


Nota DDP:

Interessantíssimo este episódio. O Secretário do Papa abertamente condenou o Islão pela violência e, das poucas manifestações que se percebeu no episódio, esta fecha o raciocínio pregando a união das religiões. A massa já está anestesiada, os fatos recentes demonstram que mesmo a incursão em temas difíceis denotam o respeito crescente pelo posicionamento do Vaticano.

EUA acessaram e-mails sem autorização, diz jornal

A intervenção, sem autorização judicial, em ligações e e-mails dentro dos Estados Unidos foi apenas uma de várias atividades autorizadas pela administração Bush, segundo a edição de hoje do jornal The Washington Post.

De acordo com o jornal, o diretor de Inteligência Nacional, Mike McConnell, informou ao Congresso que depois dos ataques terroristas nos Estados Unidos, em setembro de 2001, o presidente George W. Bush autorizou "diversas atividades de inteligência".

Entre elas o programa pelo qual a Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês) interferiu em ligações e e-mails de supostos contatos terroristas, dentro dos Estados Unidos, sem as devidas autorizações judiciais.

O programa está sendo investigado pelo Congresso - o que levou à declaração de McConnell -, mas "é o único aspecto das atividades da NSA que pode ser discutido em público, porque é a única das atividades cuja existência foi reconhecida oficialmente", afirmou o funcionário.

A Administração Bush pediu ao Congresso que permita a interceptação, sem a ordem judicial requerida pela lei, de qualquer ligação ou e-mail internacional entre uma pessoa, alvo de vigilância fora do país, e qualquer pessoa dentro dos Estados Unidos.

A imprensa americana divulgou recentemente detalhes de outras atividades empreendidas com o pretexto da "luta contra o terrorismo", incluindo a participação das empresas de telecomunicações na entrega dos registros telefônicos de milhões de pessoas aos serviços de inteligência. No entanto, a Administração Bush não reconheceu a realização de algumas dessas atividades.

Fonte - Terra

Nota DDP:
Na prática, a privacidade já não existe e, a liberdade, está por um fio.

Aquecimento na Ásia pode deixar Índia e China sem geleiras e água.

Partículas de fuligem emitidas por carros e fábricas estão piorando mudança climática.

A névoa de poluição que hoje cobre o Sudeste Asiático está acelerando a perda das geleiras do Himalaia, o que coloca o abastecimento de água dos países mais povoados e populosos do mundo -- a China e a Índia -- sob um risco incalculável, alerta um grupo de pesquisadores.

No estudo, que está na edição desta semana da revista científica britânica "Nature", a equipe afirma que a chamada Nuvem Marrom Asiática tem tanta culpa pelo aquecimento observado nos últimos 50 anos no Himalaia quanto os gases causadores do efeito estufa. O derretimento das 46 mil geleiras do Planalto Tibetano, a terceira maior massa de gelo do planeta, já está causando enchentes nos lugares mais baixos, mas no longo prazo o grande risco é o da seca. Os pesquisadores, liderados por Veerabhadran Ramanathan, do Instituto Scripps de Oceanografia (Califórnia, EUA), usou uma técnica inovadora para explorar a Nuvem Marrom Asiática. A pluma de partículas em suspensão se espalha pelo continente asiático, gerada por canos de escapamento, chaminés de fábricas e termelétricas, florestas ou campos que estão sendo queimados para uso agrícola e madeira ou esterco queimados como fonte de calor.

O papel dessas emissões em forma de partículas sólidas no aquecimento global ainda é pouco conhecido. Também chamadas de aerossóis, as partículas resfriam a terra ou o mar debaixo delas porque filtram a luz que vem do Sol. Ao mesmo tempo, alguns aerossóis também absorvem a luz solar, podendo esquentar a atmosfera localmente.

A equipe de Ramanathan usou três aviões pilotados por controle remoto, equipados com 15 instrumentos capazes de monitorar a temperatura, as nuvens, a umidade e os aerossóis. Lançados da ilha de Hanimadhoo, nas Maldivas, os aviões fizeram 18 missões em março de 2006, voando sobre o oceano Índico.

A principal descoberta é que a nuvem aumentou o efeito do aquecimento solar sobre o ar em volta dela em cerca de 50%. Isso acontece porque as partículas são basicamente fuligem, que é negra e absorve a luz do Sol. Cálculos dos pesquisadores indicam que até metade do aquecimento atmosférico do Sudeste Asiático desde os anos 1950 pode ser explicado justamente pela ação desse tipo de poluente.

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Um terço dos jovens da A. Latina estão em risco por causa da falta de água

Santiago do Chile, 31 jul (EFE).- Um terço das crianças e adolescentes de zero a 18 anos (35,3%) da América Latina não tem acesso adequado a água potável em sua casa, o que aumenta o risco de morte e desnutrição, segundo um relatório da Cepal divulgado hoje.

O documento da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) acrescenta que só 27,4% sofre esta carência na população adulta.

"O problema do saneamento é ainda mais grave, onde na média, em nível regional, 42,7% das crianças e jovens carece de acesso ou ele é inadequado, percentagem que cai para 36,7% na população adulta", acrescenta o documento.

Segundo o organismo, vinculado às Nações Unidas, em ambos os casos, a situação é mais crítica para as crianças menores de cinco anos, as crianças e adolescentes pobres, os que vivem em comunidades rurais e os que são indígenas ou afrodescendentes.

O estudo feito pela Cepal e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), adverte que estas desigualdades de acesso representam "sérias ameaças" para os quase 21 milhões de meninos e meninas de zero a cinco anos da região, como o risco de mortalidade e desnutrição infantil, que poderia ser evitado com melhoras no acesso à água potável e no saneamento.

Ambos os organismos lembram que estes são desafios dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e da Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança.

terça-feira, 31 de julho de 2007

Biometria por veias pode substituir impressão digital

Portal Terra

TÓQUIO - A Hitachi lançou comercialmente um equipamento de reconhecimento biométrico através da posição das veias no dedo da pessoa.

A técnica não é nova e já havia sido apresentada pela empresa em 2005, mas agora pode vir a se popularizar em massa, substituindo a impressão digital.

Para identificar uma pessoa, o aparelho capta a posição das veias e compara com um banco de dados. Como as informações são retiradas de dentro do dedo, a falsificação se torna uma tarefa bem mais difícil.

Diversas outras empresas, como a Fujitsu também tem seus próprios métodos de identificação através de vasos sanguíneos. Alguns escaneiam a mão inteira e outros apenas um dedo.

Seca afeta 1,2 milhão pessoas na região central da China

PEQUIM (Reuters) - Mais de 1 (centro da China) estão enfrentando uma "crise hidráulica" após quatro semanas de seca e calor forte, o que também sobrecarrega o sistema elétrico, disse a imprensa estatal na terça-feira.

Hunan vem recebendo 25 por cento menos chuvas do que o normal, e cerca de metade de suas 2 milhões de instalações de armazenamento de água estão com metade da capacidade preenchida. Enquanto isso, 859 reservatórios secaram, segundo a agência estatal de notícias Xinhua.

"Changsha, a capital provincial, suspendeu a geração elétrica em todas as usinas hidrelétricas locais para economizar água", disse a agência.

Changsha e três outras cidades da província começaram a "semear" nuvens na tentativa de forçar uma chuva artificial, de acordo com a reportagem.

Meteorologistas prevêem que o calor ainda vai piorar, e que a maior parte do mês de agosto deve registrar temperaturas acima dos 40oC, informou a Xinhua.

A província vizinha de Jiangxi também sofre com a seca, enquanto outras partes da China enfrentam chuvas e inundações que já mataram cerca de 700 pessoas neste ano.

Fonte - Bol

Igreja Católica preocupada com islamização forçada da Europa

O secretário pessoal de Bento XVI, Mons. Georg Gaenswein, numa entrevista concedida ao semanário alemão “Sueddeutsche Magazin”, declarou que a Europa está a sofrer um processo forçado de islamização e que essas tentativas “não podem ser ignoradas”, lançando um apelo para que não sejam esquecidas as raízes cristãs da Europa.

Mons. Gaenswein defendeu o polémicos discurso do Papa em Regensburg, na Alemanha, que um ano atrás exaltou os ânimos do mundo muçulmano ao ligar o Islão com a violência, justificando o comportamento de Bento XVI como “uma atitude contra uma certa ingenuidade”.

O secretário pessoal do pontífice sublinhou que a identidade cristã europeia não pode ser encoberta ou esquecida, recorrendo a argumentos erroneamente conotados com o respeito pelas outras religiões.

As declarações do sacerdote alemão estão baseadas em factos, nomeadamente, um exemplo do governo britânico que investiga uma escola inglesa financiada pelas autoridades da Arábia Saudita, que utilizou um texto escolar onde qualificou os judeus de “macacos” e os cristãos de “porcos”.

Entretanto, nos próprios países muçulmanos defende-se ciosamente a posição dominante do islamismo. Na Arábia Saudita existe uma polícia religiosa, que vigia o comportamento da população, que encontrou emigrantes filipinos e indianos a rezar o terço e com bíblias em casa.

Os cristãos foram presos, todos os seus bens foram apreendidos, e eles foram repatriados.

A conversão dos muçulmanos é proibida por lei. No Irão, Sudão e Mauritânia, se alguém abandona o Islão, é condenado à morte. No Paquistão, por exemplo, perde-se a tutela dos filhos e o direito à herança. Esses e outros casos de violação da liberdade religiosa são ignorados pela Europa.

Como disse recentemente um padre ortodoxo da ilha de Chipre: “A islamização da Europa já está em andamento, porque os cristãos já não crêem como antes e a Europa não tem personalidades nem políticos com fé cristã capazes de resistir a isso”.

Fonte - Ecclesia

Nota DDP:
Parece claramente existir uma "tática de guerrilha" para fazer com que a União Européia prefira eleger o cristianismo como religião oficial, o que se pretende fazer através da imposição do medo em relação ao islamismo. Tal como a América tem feito com a restrição de liberdades para evitar o terrorismo. A similaridade de procedimento é no mínimo interesssante.

Os motivos por trás da política do medo de Bush

Over the last two weeks the Bush administration has orchestrated yet another campaign to sow fear and anxiety among the American people with unsubstantiated claims that signs are mounting of a looming Al Qaeda terrorist attack.

Not a day goes by without suggestions by Bush or top Homeland Security officials that an attack perhaps on the scale of 9/11, or worse, is being prepared. As always, the mass media dutifully report such claims as authoritative, without questioning the lack of evidence beyond the bald assertions of intelligence and other government officials.

The deliberate cultivation of a climate of fear is a basic modus operandi of the Bush White House. Can it be an accident that Bush is once again resorting to scare tactics at a time when his poll numbers are dropping to record lows, popular opposition to the war in Iraq is rising, and the administration is openly declaring that its war policy will not be bound by elections or debates in Congress? The sudden reemergence of Al Qaeda as a supposed threat to the safety and security of every American coincides with a political counteroffensive in which critics of Bush’s military escalation are branded as either dupes or aiders and abettors of the terrorists.

The terror scare serves three basic political functions: to divert public attention from the disaster in Iraq and the social crisis within the US, to justify a foreign policy based on militarism and war, and to provide a pretext for police state measures at home.
...

The Bush administration has set out to make fear and anxiety over terrorism the center of public life. It hopes to appeal to the confusion of more backward sections of the population in order to bludgeon popular opposition to its agenda of militarism and political repression at home.

In so doing, Bush has enjoyed the support of the Democratic Party, which, far from exposing this cynical attempt to manipulate public opinion, has fully embraced the so-called “war on terror.” The Democrats have frequently attacked Bush for not going far enough in “securing the homeland.”
There is no doubt that the brutal neo-colonialist foreign policy of the US government has placed the American people in danger of another terrorist attack. However, the greatest threat to the democratic rights and safety of the American people, and the people of the world, comes not from Islamic extremists in the Middle East, but from US imperialism and the warmongers in Washington.


Nota DDP:
A política do medo está sendo adotada não somente em relação a terrorismo, mas também quando se fala em aquecimento global e islamismo.

Pentágono implantará microchips nos cérebros dos soldados

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos planeja monitorar os sinais vitais de soldados com chips instalados em seus cérebros. As pesquisas estão a cargo da Universidade de Clemson, na Carolina do Sul. Os pesquisadores estão projetando um biosensor do tamanho de um grão de arroz, que também vai ter um software para medir a quantidade açúcar no sangue, segundo informações da universidade. Até o momento, a dificuldade tem sido transmitir os dados por uma conexão wireless.

Para diminuir o risco de rejeição do organismo, os cientistas estão usando no chip uma espécie de gel similar ao tecido humano. A previsão é que a tecnologia esteja pronta para testes em pessoas dentro de cinco anos, de acordo com o Centro de Bioeletrônicos, Biosensores e Biochips de Clemson, que já investiu US$ 1,6 milhão nos estudos.

Os chips poderiam ser usados em astronautas, em missões espaciais, e no tratamento de pacientes com diabetes ou que precisem de transplante de órgãos. Para saber mais sobre a pesquisa, visite o site http://www.clemson.edu/c3b/projects.htm.

Fonte - Terra

The Department of Defense is planning to implant microchips in soldiers' brains for monitoring their health information, and has already awarded a $1.6 million contract to the Center for Bioelectronics, Biosensors and Biochips (C3B) at Clemson University for the development of an implantable "biochip".

Soldiers fear that the biochip, about the size of a grain of rice, which measures and relays information on soldiers vital signs 24 hours a day, can be used to put them under surveillance even when they are off duty.

But Anthony Guiseppi-Elie, C3B director and Professor of Chemical and Biomolecular Engineering and Bioengineering claims the that the invivo biosensors will save lives as first responders to the trauma scene could inject the biochip into the wounded victim and gather data almost immediately.

He believes that the device has other long-term potential applications, such as monitoring astronauts’ vital signs during long-duration space flights and reading blood-sugar levels for diabetics.

“We now lose a large percentage of patients to bleeding, and getting vital information such as how much oxygen is in the tissue back to ER physicians and medical personnel can often mean the difference between life and death,” said Guiseppi-Elie. “Our goal is to improve the quality and expediency of care for fallen soldiers and civilian trauma victims.” The biochip also may be injected as a precaution to future traumas."

Clemson scientists have formulated a gel that mimics human tissue and reduces the chances of the body rejecting the biochip, which has been a problem in the past.

The researcher predicts the biochip is five years away from human trials, and the DoD could start implanting microchips in soldiers bodies soon after.

Traduzir

Fonte - The Intelligence Daily

Inundações provocam 500 mortos e atingem 200 milhões de pessoas na China

Genebra, 30 jul (EFE).- As atuais inundações na China provocaram 500 mortos, 5 milhões de pessoas retiradas de suas casas e 200 milhões de atingidos, afirmou hoje a Federação Internacional da Cruz Vermelha (FICV).

Diante desse novo desastre natural, a organização humanitária apresentou hoje um pedido de fundos de € 5,7 milhões, o que permitirá a ela socorrer 400 milhões de atingidos.

"A situação dos deslocados se agrava pelas elevadas temperaturas, dificilmente suportáveis", alertou hoje a FICV, dizendo que são esperadas mais chuvas que trarão rápidas inundações e deslizamentos de terra.

Desde o início da estação de chuvas em maio, as inundações, qualificadas pela FICV como as piores em uma década, afetaram quase a metade das divisões administrativas chinesas, sobretudo no centro do país.

Com os fundos solicitados, a organização espera fornecer às vítimas alimentos, água potável, roupas, atendimento médico e produtos de primeira necessidade.

As zonas rurais são as mais afetadas, já que milhões de hectares de cultivo ficaram submersas pela água, ao mesmo tempo que centenas de milhares de casas foram danificadas ou destruídas, segundo a FICV.

A Federação já destinou 240 mil francos suíços (cerca de € 142 mil) de seu fundo de emergência para ajudar à Cruz Vermelha chinesa, que trabalha na avaliação de danos e distribui ajuda humanitária nas províncias mais atingidas, como Anhui (leste), Sichuan (sudoeste) e Hubei (centro).

"Serão precisos meses e até anos para que as comunidades mais pobres se recuperem desta crise", disseram representantes da instituição, por isso que também deverá contribuir com materiais de construção, de modo que reforcem sua capacidade de suportar futuras inundações.

Fonte - Último Segundo

segunda-feira, 30 de julho de 2007

Ondas de calor vão aumentar até 500%, segundo estudo

Da Lusa, em Lisboa

O número de dias com temperaturas máximas superiores a 35 graus nos países mediterrâneos vai aumentar entre 200% e 500% ao longo do século, segundo estudo da universidade norte-americana de Purdue e do Centro Internacional de Física Teórica Abdus Salam.

Segundo a pesquisa publicada na revista Geophysical Research Letters, se as emissões de gases caudadores do efeito estufa forem reduzidas, os dias com temperaturas extremas aumentariam apenas em 50% na região.

As zonas do Mediterrâneo com maior risco de serem afetadas pelo fenômeno são a França Ocidental e as regiões costeiras espanholas e do norte da África.

"Também a Itália será atingida, sobretudo nas regiões costeiras, porque ao calor se juntará a umidade", explicou Filippo Giorgi, um dos autores da pesquisa.

As projeções apontam para que "em algumas regiões se registrem 40 dias tórridos em cada Verão, em comparação com os oito a dez sentidos hoje".

Além do risco para a saúde humana, o aumento do calor trará consigo "conseqüências negativas para a economia dos países mediterrâneos, assim como para os seus recursos hídricos, agricultura e procura de energia", diz o texto.

Em 2003, uma onda de calor matou 35 mil pessoas em toda a região, 15 mil delas apenas na França. Para o pesquisador italiano, a "situação de 2003 pode tornar-se regra", caso não se consiga reduzir rapidamente as emissões de gases causadores do efeito de estufa.

"É necessário conseguir rapidamente uma queda nas emissões e não apenas uma simples manutenção. Isso teria um grande efeito sobre a temperatura, talvez ainda maior do que estimamos", disse.

Segundo os autores, o estudo confirma que a região do Mediterrâneo "será umas zonas mais afetadas pelas alterações climáticas nos próximos anos".

Condicionamento da população para a Lei Dominical

A mensagem profética do Apocalipse demonstra que a crise final deste mundo antes da volta de Cristo será em torno da Lei de Deus, envolvendo a batalha entre o sábado bíblico e o enganoso descanso dominical (Para saber mais, leia a série "A questão básica na crise final", Parte 1, Parte 2, Parte 3, Parte 4).

Levando em consideração que, no passado, já surgiram várias Leis Dominicais (chamadas nos EUA de Blue Laws), como poderemos identificar a Lei Dominical final e ter certeza de que não será apenas mais uma quando surgir? Simples; mediante dois fatos:

1ª) A Lei Dominical que desencadeará a crise final no mundo, antes da Volta de Cristo, será quase universal e não apenas local como as anteriores.

2ª) O argumento usado para favorecer a implantação da Lei Dominical final será diferente daqueles usados em casos anteriores: "Declarar-se-á que os homens estão ofendendo a Deus pela violação do descanso dominical; que este pecado acarretou calamidades [desastres naturais] que não cessarão antes que a observância do domingo seja estritamente imposta." (O Grande Conflito, p. 590).

Nos últimos anos, a mídia tem destacado repetidamente os problemas ambientais, em especial os fatores "aquecimento global" e "mudanças climáticas". Verdades e inverdades têm sido usadas pelos especialistas para demonstrar que o homem é 100% responsável pelas mudanças climáticas do planeta (Para saber mais, leia a análise "ECOmenismo: uma verdade inconveniente, Parte 1, Parte 2, Parte 3, Parte 4, Parte 5, Parte 6).

MAIS FATOS:

1- A ligação que faltava fazer entre o "aquecimento global" e os desastres naturais, a fim de justificar no futuro a implantação da Lei Dominical para "salvar o planeta", acaba de surgir na mídia.

2- A falta de unanimidade em relação às conseqüências do tal "aquecimento global" faz surgir previsões contraditórias. Exemplo: Mais furacões em 2007 ou Menos furacões em 2007?

3- Em conformidade com análise anterior, o Vaticano, mais uma vez, aproveitou a discussão mundial em torno do aquecimento global para dar o seu recado (tendo em vista, é claro, a oportunidade para futuramente sugerir o descanso dominical como remédio para salvar o planeta).

Fonte - Blog Minuto Profético

Secretário do Papa: islamização ameaça o Ocidente

BERLIM (AFP) - O secretário particular do Papa Bento XVI lançou uma advertência sobre a expansão do Islã no Ocidente, em uma entrevista publicada nesta sexta-feira pela revista alemã Süddeutsche Zeitung.

"Não podemos negar as tentativas do Islã de se estender pelo Ocidente e não deveríamos ser muito compreensivos a ponto de não ver que isso ameaça a identidade da Europa", declarou Georg Gaenswein.

"A Igreja católica vê isso claramente e não tem medo de dizê-lo em público".

Gaenswein classificou de "profético" o controvertido discurso que o Papa pronunciou na Universidade de Regensburg durante sua visita à Alemanha, em setembro passado, no qual aparentemente relacionou o Islã com a violência.

"O discurso pretendia precisamente contra-atacar a ingenuidade existente; está claro que não há só um Islã e ao Papa não consta que nenhuma autoridade fale a todos os muçulmanos", acrescentou.

"O conceito (Islã) agrupa escolas muito diferentes... algumas delas usam o Corão para justificar o uso das armas", disse ainda.

Para Gaenswein, o Vaticano está tentando promover o diálogo inter-religioso em nível internacional.

Em seu discurso de setembro do ano passado, Bento XVI citou um imperador medieval cristão que classificava alguns dos ensinos do profeta Maomé de "malvados e desumanos".

O discurso do Papa originou violentos protestos nos países muçulmanos, que duraram dias e obrigaram o Sumo Pontífice a declarar que sentia profundamente ter feito qualquer tipo de ofensa.

Bento XVI atribuiu então a ira muçulmana a um "erro infeliz", mas não se desculpou pelos comentários.

O site do Vaticano publicou uma versão comentada do discurso em que o Papa dizia: "A frase ofensiva não expressava minha opinião pessoal sobre o Corão, pelo qual sinto respeito devido ao fato de ser um livro sagrado de uma grande religião".

Georg Gänswein trabalha e vive ao lado de Bento XVI. Ele e outros cinco colaboradores - entre os quais quatro religiosos italianos - dividem um grande apartamento do Vaticano.

Em outros comentários paralelos à suas bombásticas declarações, Gaenswein revelou na entrevista que o Papa sempre usa branco, inclusive em particular, apesar de não querer confirmar os rumores de que Sua Santidade sempre calça sapatos da marca italiana de luxo Prada.


Nota DDP:
Ao que parece o Vaticano não tem mais medo de nada mesmo, nem mais meias palavras. Como o próprio Papa disse, a busca por "curar a ferida" é a prioridade...

Mundo tem dívida com os EUA, diz premiê britânico

O primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Gordon Brown, disse neste domingo que o mundo está em débito com os Estados Unidos por causa do papel de liderança do país no esforço global contra grupos extremistas.

“Nós precisamos reconhecer a dívida que o mundo tem com os Estados Unidos por sua liderança na luta contra o terrorismo internacional”, disse Brown, que chegou aos Estados Unidos para seu primeiro encontro com o presidente americano, George W. Bush, desde que assumiu o governo britânico, no mês passado.

O premiê disse que a ligação entre a Grã-Bretanha e os Estados Unidos é “a mais importante relação bilateral” do país europeu.

“É firmemente do interesse nacional britânico que nós tenhamos uma forte relação com os Estados Unidos”, disse Brown. “E, como primeiro-ministro, eu quero fazer mais para fortalecer ainda mais nossa relação com os Estados Unidos.”


Nota:
Resta saber como essa "dívida" será cobrada e, principalmente, como será paga...

Bento 16 faz prosperar finanças do Vaticano

O papa Bento 16 pode até parecer menos carismático do que João Paulo 2º, mas para os tesoureiros do Vaticano ele tem toque de Midas com os fiéis.

Conforme reportagem de capa da revista italiana Espresso, publicada nesta sexta-feira, o pontífice alemão não está lotando apenas a Praça de São Pedro nas tradicionais audiências das quartas-feiras e nas bênçãos do Angelus aos domingos, mas também o caixa do Vaticano.

Apesar dos escândalos dos padres pedófilos nos Estados Unidos, as doações aumentaram durante o seu pontificado.

Com o título "Que Tesouro de Papa", a revista assinala que as doações dos fiéis cresceram 58% em 2006 em relação ao ano anterior, chegando a US$ 101,9 milhões (cerca de R$ 193,6 milhões).

“Não tem escândalo pedófilo. Nenhuma ingerência política que se pague. Nenhuma gafe no relacionamento com outras religiões que se desconte. A realidade é que Bento 16 administra uma igreja que financeiramente explode de saúde”, diz o texto.

Fonte - BBC

Nota: E tem gente que acha que a igreja está fadada a irrelevância. Grande erro, está mais forte do que nunca...

Quando a justiça promove a injustiça

Suprema Corte dos Estados Unidos sofre mudança de rumo

Em 1954, o advogado Thurgood Marshall apresentou perante a Suprema Corte dos Estados Unidos da América (da qual viria a ser o primeiro juíz negro a partir de 13/06/1967 até 1990) relatos e fotografias mostrando a tremenda discrepância entre as escolas públicas de ensino fundamental e médio dos bairros de população branca em ótimas condições, versus a péssima condição das escolas dos bairros negros. Assim foi registrado na história um marco jurídico. Não se poderia sustentar o mito racista de que a separação de raças era SEPARADA, MAS IGUAL. Assim tivemos esse marco jurídico chamado Brown X Board of Education (Brown X distrito educacional). A partir de então, embora o racismo continue existindo, as leis têm sido severas em combatê-lo. Os Estados do Sul foram forçados a misturar alunos negros e brancos em suas escolas, e houve significativa melhoria nas condições de vida dos negros, hispânicos e estrangeiros no paísm, seja nas escolas, nas universidades, na política ou no mercado de trabalho.

Curioso é que um dos juízes da Suprema Corte de então era Hugo Black, membro declarado da organização racista Ku-Klux-Klan. É claro que ante as fortes evidências de que o racismo não leva a nada, o erudito juiz reviu seus conceitos e considerou a importância de promover mudanças para a harmonia racial; sendo um dos líderes a exigir que governos estaduais, municipais e o federal cumprissem seus deveres constitucionais de promover o bem-estar de todos os cidadãos. Da pena do notável Hugo Black saíram incontestáveis argumentos que destruíram as desculpas esfarrapadas dos políticos desonestos que tentavam usar a política para fins lesivos ao bem comum. A influência da Suprema Corte se dava pela forma cândida e sensível de os juízes interpretarem a Constituição, ampliando os direitos nela exarados para que todos os cidadãos pudessem desfrutar deles. Tal atitude provocou protestos inflamadíssimos de políticos de mentalidade tacanha e antiquada. Muitos senadores e deputados federais e estaduais, juntamente com vereadores, governadores e prefeitos, principalmente dos Estados sulistas, diziam que a Corte não podia legislar com o martelo e que cabia a eles, à medida que as condições políticas o permitissem, mudar as legislações antiquadas. Logicamente eles jamais o fariam isso, haja vista que eles mesmos desejavam manter o status quo.

Assim, a Suprema Corte encampou uma guerra contra a mentalidade tacanha, classista e racista de muitos norte-americanos; mentalidade essa representada por setores do governo nos níveis federal, estadual e municipal. Na maioria das vezes, a Corte tinha uma votação unânime de nove votos a zero, colocando um lastro de legitimidade contra as contestações que sempre os burocratas de plantão apresentam. A Suprema Corte, usando seus poderes legítimos, interpretou a Constituição de forma verdadeira, nulificando as decisões racistas das Cortes Federais de instâncias inferiores e das Cortes Estaduais, também contaminadas pela mentalidade tacanha generalizada.

Assim, a Corte também expandiu sua atuação em favor de todos aqueles que eram mais fracos, menos favorecidos, parte de minorias religiosas, estudantes e criminosos que de outro modo seriam severamente oprimidos pelos poderosos. A Corte passou a ser considerada uma entidade acima da política, capaz de corrigir rigorosamente os erros graves que políticos e grupos antidemocráticos promoviam contra a cidadania. Diz o editorial do The New York Times de 5 de julho de 2007: “Nos anos 60, o Juíz-Chefe Earl Warren presidiu uma Suprema Corte que interpretava a Constituição favorecendo e protegendo os mais fracos [ou sem- condição, powerless].”

Os juízes da Suprema Corte dos Estados Unidos são escolhidos pelo presidente e confirmados pelas duas Casas Legislativas (Câmara dos Deputados e Senado); são nove juízes que compõem a Suprema Corte. O cargo é vitalício (só abandonam o cargo ao se aposentarem ou quando morrem), e a decisão de uma maioria mínima desses juízes ( cinco votos) é a palavra final do que vem a ser certo ou errado, juridicamente falando, na governança do País. Desde o presidente Ronald Reagan (1980-1988), passando por Bush pai (1988-1992), vê-se um esforço do Partido Republicano em colocar na Corte juízes com histórico judicial que favoreça os poderosos, buscando, muitas vezes, juízes com poucos anos de atuação em cortes federais, como foi o caso do juíz John G. Roberts, nomeado por Bush sem jamais ter atuado como juiz antes, sendo portanto impossível prever como votará.

Após os anos Clinton (democrata), George W. Bush teve a chance de colocar dois juízes extremamente conservadores que nitidamente querem mudar a Constituição, apoiando mediante uma interpretação equivocada dela, leis que prejudiquem o cidadão comum e favoreçam de forma desonesta as grandes corporações e os mais poderosos. São eles: o já citado John G. Roberts (juiz-chefe) e Samuel Alito. Também estão na corte os juízes Anton Scalia, Anthony Kennedy (escolhidos por Ronald Reagan), Clarence Thomas e David Souter (escolhidos por Bush pai), Stephen G. Breyer e R. Ginsburg (Bill Clinton) e John Paul Stevens (escolhido por Gerald Ford).

Ginsburg, Stevens e Breyer sempre se colocam em defesa da manutenção dos antigos padrões da corte. David Souter, embora fosse escolhido por um republicano (Bush pai) e fosse protegido de Sununu (influente político republicano), tem votado normalmente ao lado destes. Assim, o bloco dito “liberal” soma quatro votos.

Já o bloco conservador conta cinco: Roberts, Alito (apelidado pela mídia de Scalito, por votar muitas vezes igual a Scalia), Scalia, Thomas e Keenedy.

Os juízes que George W. Bush escolheu para as várias cortes federais e os dois supracitados que colocou na Suprema Corte, são juízes extremamente conservadores e esse fato não teve contestação, pois, ao contrário de Reagan e Bush pai, G. W. Bush até recentemente tinha um Senado e Câmara dos Deputados de maioria republicana. Os dois primeiros tinham que enfrentar a animosidade de um legislativo de maioria democrata, o que os impedia de escolher juízes que não tivessem um histórico profissional (record) razoavelmente aceitável.

Se a Suprema Corte do juíz-chefe Warren (anos 60) favorecia os fracos, geralmente de forma unânime (nove votos a zero), onde os nove juízes expressavam a clareza dos direitos constitucionais votando unidos e demonstrando assim a importância de um consenso jurídico que deve ser imitado pelos outros órgãos do governo e pela sociedade em geral, o atual juíz-chefe, John Roberts, que disse desejar promover o consenso, geralmente tem votações de cinco a quatro, nas quais a maioria conservadora sem conseguir consenso algum promove aos trancos e barrancos um retrocesso nos direitos do cidadão comum.

A Suprema Corte Warren forçou as escolas a serem misturadas racialmente enfrentando bravamente as tendências racistas de norte a sul do país. Graças a esse ato de coragem, hoje há um desejo, por parte de muitos norte-americanos de aceitarem as outras etnias presentes em sua nação e implementar uma nação mais igualitária. Como consequência, muitas cidades e Estados, atendendo ao pedido de seus cidadãos, muitas vezes de maioria branca, fazem projetos de integração racial. Mas a Corte de John G. Roberts proibiu os projetos de integração voluntária das escolas públicas das cidades de Seattle (Estado de Washington) e de Louisville (Estado de Kentucky); ou seja, considerando que os cidadãos hoje querem harmonia e querem implementar isso mediante políticas locais, o poder judiciário virá de cima tentando promover o atrito entre as classes. Curioso é que para tanto torcem a 14ª emenda que exige proteção igual a todos os cidadãos; como se pessoas racistas tivessem direitos a serviços públicos racialmente separados.


Tal decisão teve um placar de cinco a quatro, e o juíz Stephen G. Breyer considerou essa mudança de postura jurídica uma traição à história da Corte.

Em sua longa história, a Suprema Corte sempre zelou pelo direito a um julgamento justo por qualquer cidadão, mas hoje um preso que pede reconsideração do seu caso pode perder esse direito, mesmo preenchendo a documentação adequadamente a tempo. Essa foi outra decisão rachada em cinco a quatro.

Ao contrário das decisões dos últimos CEM ANOS, a atual Suprema Corte (em outra votação rachada em cinco a quatro) quebrou o precedente jurídico e hoje os fabricantes já podem impor um preço mínimo para seus produtos quando forem vendidos no varejo, o que prejudica o consumidor final.

Considerando que nos anos 60 a Suprema Corte nulificou decisão das cortes federais e estaduais, que lesavam o pequeno cidadão, vê-se uma mudança de rumo equivocada, desvairada, antiética, antitransparente - e acima de tudo antidemocrática - no caso abaixo:

A Suprema Corte do Estado do Oregon confirmou a decisão de um juri popular que exigia a indenização de 79,5 milhões de dólares da empresa Philip Morris. “Considerando extraordinariamente imoral o fato de a Philip Morris negar (sabendo) durante 40 anos a conexão entre o fumo e o cancer.” Mas a Suprema Corte atual (rachada em cinco a quatro) quebrou uma tradição louvável de proteção ao cidadão comum e ANULOU a decisão da Corte de Oregon, livrando a desonesta empresa tabagista das consequências legais; portanto, a empresa está livre da indenização. Ou seja, nos Estados Unidos de hoje, uma grande empresa pode lesar os cidadãos, pois as queixas contra ela serão ignoradas e ela terá seu lucro desleal perpetrado com o aval e apoio irrestrito da Corte Máxima do País.

Diante desse empenho de os cinco juízes mais poderosos dos Estados Unidos quererem usar seus poderes em favor da injustiça, quando deveriam bloqueá-la, mesmo quando quatro juízes igualmente poderosos que se sentam ao lado deles protestam por isso; quando por causa desses cinco juízes justiça é negada às vítimas e a recompensa dessas mesmas vítimas (geralmente cidadãos comuns) é mais injustiça ainda; o colunista negro Eugene Robison, do jornal The Washington Post,comentou: “Desculpe essa coisa chamada escravidão, e toda essa coisa chamada Jim Crow (Leis racistas que perduraram até os anos 60, chamadas de Jim Crow laws). Isso já era e isso é agora.” Ele continua insistindo para que os cidadãos esqueçam e ignorem a Suprema Corte, porque ela simplesmente perdeu todo o seu significado como última instância da Justiça. Simplesmente o governo em todos os seus níveis e a sociedade civil devem progredir apesar dos limitados cinco juízes que fazem seu voto marjoritário hoje.

Infelizmente, países como o Brasil, que imitam muitos procedimentos dos países mais desenvolvidos, podem acabar imitando também esse mal exemplo, tornando o nosso Judiciário - que já é nepotista e classista - mais descaradamente injusto ainda. Tomara que nossas autoridades percebam esse retrocesso e evitem imitação ruim por aqui.

O The New York Times termina seu editorial de forma patética: “Fazia décadas que os membros mais privilegiados da sociedade - grandes corporações, os ricaços, os brancos racistas que querem uma escola só para eles - tinham uma Suprema Corte que lhes desse tantas vitórias. Os desfavorecidos da sociedade não foram os únicos perdedores. Os ideais básicos da Justiça Americana perderam também.”

Perde também a Suprema Corte, outrora o braço governamental mais influente dos Estados Unidos, que será um poder sem prestígio, influência e lastro moral para promover algo de bom em favor da sociedade norte-americana e mesmo internacional.

É muito bom quando a justiça divina se manifesta, mesmo que seja em atos jurídicos de falhos juízes humanos, como muitas vezes aconteceu na história humana e com certeza num passado recente da história norte-americana. É muito bom quando juízes humanos buscam fazer justiça em favor dos pobres, estrangeiros e viúvas. Isso faz da justiça humana instrumento da justiça divina; veste a justiça humana de uma legitimidade que torna suas leis poderosas promotoras de um bem maior para a sociedade que é julgada por ela. Seu julgamento alegra a cidade e traz alento ao injustiçado sofredor e assim a justiça de Deus sustenta o poder de homens que, embora falhos, usam seus talentos e seus poderes para que esse mundo seja um lugar feliz onde todos os seus habitantes tenham gratidão por viver.

Mas, se a justiça humana rejeita ajuda do alto e propositadamente oprime os pobres, as viúvas e os estrangeiros, há tristesa nas cidades e os corações ficam pesarosos e irados, e grandes tumultos e guerras virão.

Nessas horas difíceis, assim como naquelas mais favoráveis, confiamos em Elyon, o Deus Altíssimo, para que nos julgue; confiamos em El Shadday, para que pelo Seu poder executemos a obra que Deus nos designou nesta mundo. E, finalmente, nos entregamos ao Senhor, que diz: “Não por força, nem por violência, mas por Meu Espírito - diz o Senhor dos exércitos” (Zacarias 4:6).

Sílvio Motta Costa, professor da Escola Estadual Jornalista Roberto Marinho, em Campinas, SP

Nota: Sugiro aos leitores deste blog o estudo do capítulo 13 do Apocalipse e do livro O Grande Conflito, de Ellen White. Essa guinada norte-americana para o totalitarismo já havia sido prevista antes mesmo de existirem os Estados Unidos.

Related Posts with Thumbnails