sexta-feira, 24 de outubro de 2008

O secretário da ONU

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"Vemos agora com uma clareza sem precedentes, que ninguém pode se considerar a salvo das ameaças deste século. As mudanças climáticas, a difusão de doenças e de armas mortais, e a praga do terrorismo são todos fenômenos que não conhecem fronteiras" _ recorda o secretário-geral da ONU.
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Fonte - Radio Vaticano

Nota DDP: Só para não esquecer que em abril, por ocasião da visita do papa aos EUA, este mesmo secretário da ONU admitiu que "nos tempos de hoje enfrentamos muitos desafios e precisamos do firme apoio espiritual do papa sua santidade, de muitas maneiras, sua missão é a nossa"...

O mea culpa de Alan Greenspan

O ex-presidente do Federal Reserve disse que o mundo está vivendo um "tsunami" no mercado de crédito que só acontece uma vez a cada cem anos, e admitiu que sua ideologia do livre-mercado evitando regulações afinal se mostrou falha.
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Fonte - Opinião e Notícia

Nota DDP: Será que o mundo aguenta mais cem anos para que uma nova crise financeira possa desencadear os eventos finais? Ou será que é esta mesmo?

Scanner que mostra partes íntimas preocupa UE

Os scanners de corpo inteiro para aeroportos, que mostram as partes íntimas dos passageiros, são como uma busca virtual em pessoas despidas, disseram parlamentares da União Européia na quinta-feira, pedindo um estudo detalhado da tecnologia, antes que ela seja implementada.

Os scanners "têm um sério impacto sobre os direitos fundamentais dos cidadãos", disseram os parlamentares em uma resolução adotada por 361 votos contra 16, com 181 abstenções.

A resolução pede que a Comissão Européia, que tem o poder executivo no bloco, faça um estudo econômico, médico e humano sobre o impacto do uso dos scanners de corpo inteiro.

A Comissão propôs no mês passado que os scanners sejam acrescentados a uma lista de medidas de segurança que podem ser usadas nos aeroportos dos 27 países do bloco.

Vários países-membros da UE, incluindo a Holanda, já usam os scanners, segundo a Comissão, acrescentando que quer harmonizar as condições nas quais o equipamento possa ser operado.
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Fonte - Terra

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

A discussão do domingo avança

Establecer el descanso dominical como obligatorio para los trabajadores, fundamentalmente los del comercio y servicios, es el objetivo central del proyecto del senador Juan Pablo Letelier, que comenzó a ser estudiado por la Comisión de Trabajo del Senado, que preside el senador Andrés Allamand.

En la primera sesión dedicada a la iniciativa, el ministro del Trabajo, Osvaldo Andrade, y los representantes de la Confederación de Trabajadores del Comercio y Servicios, dieron conocer su opinión sobre la propuesta parlamentaria que apunta a establecer dicho descanso como un derecho irrenunciable del trabajador.

Según explicó el representante de la agrupación de trabajadores, Leandro Cortez –quien estuvo acompañado por las dirigentes Teresa Riquelme, Margarita Moraga, Sara León y Gloria Galarce- “este proyecto apunta a consolidar el tiempo familiar, porque una de las crisis que se vive en el comercio, es que justamente no hay tiempo para la vida familiar”.

El dirigente señaló que se estima que el 40% de los trabajadores está separado o divorciado y que incluso algunos caen en la drogadicción, debido a la carga laboral a la que se ven sometidos.

“Creemos que al legislar sobre el descanso dominical, vamos a poder tener tiempo para disfrutar una vida familiar y que la familia pueda aspirar a cosas tan básicas como pasear o ir al cine. Cosas que en esta sociedad tan consumista se han perdido”, sentenció Cortez.

Por su parte el senador Allamand explicó que le solicitó formalmente al Ministro Andrade que el Ejecutivo considerara un proyecto que presentó junto a otros senadores de la Alianza y que apunta a aumentar las remuneraciones de quienes trabajen los días domingos.

“Hay dos propuestas arriba de la mesa. Una es la del senador Letelier que está destinada fundamentalmente al comercio, en orden a que no haya trabajo los días domingos, lo que significaría cerrar todos los mall el día domingo. Y está la que presentamos el año pasado, para aumentar la remuneración de quienes trabajen el día domingo”, explicó el parlamentario.

Agregó que el secretario de Estado se comprometió a evaluar la iniciativa, pues la idea es “abrir un debate sobre el trabajo dominical sobre la base de estas dos proposiciones: la que restringe al máximo el trabajo dominical y la que aumenta las remuneraciones para quienes trabajan los domingos”.

No obstante, cabe recordar que el proyecto en estudio fue originado en una moción del senador Letelier que apunta a que el descanso dominical sea transforme en una regla general para los trabajadores y no en la excepción, como sucede en la mayoría de los casos de quienes se desempeñan en el área de comercio y servicios.

“Creemos que es importante volver a establecer la obligatoriedad del descanso semanal, salvo sólo los casos que establezca la ley y aquellas en que se presten servicios que cubran necesidades básicas para la comunidad”, explicó el senador Letelier.

Esto, precisó, porque el día domingo es un día descanso para gran parte de la sociedad, que puede ser dedicado o utilizado en actividades de carácter familiar, esparcimiento y descanso.

Fonte: Senado da República do Chile

NOTA Blog Criacionista: Quer seja para "salvar" a natureza do aquecimento global ou a família da desagregação, uma coisa é certa: o caminho para a imposição do descanso dominical no mundo está cada vez mais fácil. Enquanto isso, a Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Brasil reluta em aprovar uma lei que beneficia os guardadores do sábado. Dias piores virão - para o segundo grupo.

NOTA Minuto Profético: Sou totalmente favorável a que o trabalhador tenha um dia de descanso, porém totalmente contra que esse dia seja determinado pelo Estado a todos os cidadãos pois isso viola o princípio de separação entre Igreja/Estado e de liberdade religiosa (para os guardadores do sábado). A Igreja Católica, perseguidora na Idade Média, já saiu em defesa do projeto sem sequer tocar no assunto de liberdade religiosa, o que só faz quando lhe agrada.

Saiba mais: "Abertura do comércio aos domingos" (Leia aqui).

Choque e pavor

Nada de novo debaixo do sol. O Estado enfermeiro continua a cumprir a sua função ao serviço do grande capital. Seja nos Estados Unidos, na Europa ou no México, o Estado enfermeiro aplica a disciplina do mercado e receita mais miséria e fome à ralé e às classes trabalhadoras, enquanto subvenciona os plutocratas através de planos neokeynesianos agressivos e nacionalizações-privatizações.
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Mais uma vez, perante a mentirosa alternativa proposta por George W. Bush, de impor "o maior resgate da história dos Estados Unidos ou o mundo se desmoronará", triunfaram a cobiça, a avareza, o lucro e o saqueio de pequenos grupos cleptocráticos. Ganhou o canibalismo corporativo que se vale da mão visível do Estado enfermeiro e da informação privilegiada para acumular riquezas escandalosas.

Foi um crime calculado. Orquestrado antecipadamente. Montado e cenarizado com base na doutrina do choque. Construído sobre ficções e mentiras. Sob pressão, geraram uma crise. Fabricaram um caos económico-financeiro, uma sensação de estar à beira do abismo. Mediante técnicas de submetimento "globais" geraram um sentido de urgência. A seguir aplicaram a terapia de "choque e pavor" para amaciar sem anestesia sociedades inteiras ou submetê-las a políticas económicas mais draconianas. Como na invasão do Iraque ou na "guerra" de Felipe Calderón contra Los Zetas , o narcoterror e os lança granadas.
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Fonte - Resistir

Nota DDP: Retirando a lente anti-capitalista do artigo, bem como reiterando um pouco de tudo que já foi aqui colocado, faço ressalva ao que foi chamado de "informação privilegiada". Para tanto, outro artigo "A crise segundo o Vaticano", dentre outras coisas, esclarece que já no ano passado, os "visionários" economistas de roma, muito antes do restante do mundo, se anteciparam e converteram suas reservas, dentre outras coisas, em ouro, interessante não?

Cardeal Kasper destaca papel da Bíblia no ecumenismo

O presidente do Conselho Pontifício para a promoção da unidade dos cristãos, Cardeal Walter Kasper, defende que a Bíblia é “a base do diálogo ecuménico” e o seu instrumento principal, “seja no aspecto doutrinal, seja no espiritual e pastoral”.

Numa intervenção escrita divulgada na página oficial do Sínodo dos Bispos, a decorrer no Vaticano, o membro da Cúria Romana destaca que “apesar de todas as tristes divisões na história da Igreja, a palavra de Deus, testemunhada sobretudo na Sagrada Escritura, permaneceu como a herança comum”.

Nenhuma outra coisa une as Igrejas e as comunidades cristãs como a Bíblia faz”, prossegue.

O Cardeal Kasper apela à leitura orante da Bíblia, a Lectio Divina, que considera ser “o adequado método ecuménico”, quando feita em comum.

“Esse diálogo, nas décadas passadas, deu muitos frutos positivos”, referiu, assegurando que “devemos estar gratos por tudo o que o Espírito de Deus fez por uma reaproximação dos cristãos”.

Fonte - Ecclesia

Nota DDP: Discurso extremamente apropriado como chamariz para grupos cristãos que dizem professar o princípio sola scriptura. Embora seja extremamente incongruente com o outro lado da moeda romana... a tradição... Mas quem aceita um lado recebe o outro.

George Soros, o novo arauto da economia verde?




Em tempos de crise financeira global, até o megainvestidor e megaespeculador George Soros ficou verde. É o que mostra o vídeo acima, em inglês, de uma entrevista de Soros ao jornalista americano Bill Moyers.

O húngaro naturalizado americano Soros está promovendo seu mais recente livro "The New Paradigm for Financial Markets: The Credit Crisis of 2008 and What It Means", que será lançado no Brasil nas próximas semanas. No livro, já defende "novos paradigmas" para a retomada da economia global. "Os negócios verdes podem ser o novo motor da economia mundial", diz Soros, na entrevista.

Ao ser questionado sobre o que é preciso fazer para combater a atual crise financeira, Soros disse que, além de lidar com o rombo das hipotecas e recapitalizar os bancos, é preciso investir em soluções para o aquecimento global. Como reduzir o consumo, diminuir a dependência do petróleo e apostar em uma matriz energética mais limpa.
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Fonte - Estadão

Nota DDP: Reforço de peso para a causa verde. Conexão explícita com a crise econômica, além dos problemas que em tesa a questão encerra. O debate certamente aumentará também neste campo.

Líderes mundiais se reunirão após eleições nos EUA


Washington sediará uma cúpula de emergência em novembro para tentar uma resposta conjunta à crise financeira mundial. A Casa Branca, no entanto, reconheceu que não é provável que saiam respostas concretas desta primeira reunião. O Brasil está convocado.

A cúpula, agendada para o dia 15 de novembro, discutirá as causas da desaceleração, as respostas globais à atual situação e os princípios que deverão nortear quaisquer reformas que sejam levadas a cabo pelos países.

Participarão da reunião os líderes do G-7 e de países como Brasil, China e Índia. A cúpula terá ainda a participação do presidente eleito dos EUA -- o processo eleitoral norte-americano termina no dia 4 de novembro.

Fonte - Opinião e Notícia

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Leis devem garantir dignidade humana, segundo Santa Sé

NOVA YORK, terça-feira, 21 de outubro de 2008 (ZENIT.org).- O império da lei se converteu em um instrumento fundamental de equilíbrio mundial para evitar o predomínio do uso da força, mas será insuficiente se não for capaz de proteger a dignidade da pessoa humana. Assim afirmou o Observador Permanente da Santa Sé na ONU, Dom Celestino Migliore, em uma intervenção, em 14 de outubro passado, n 6ª comissão das Nações Unidas, cujo conteúdo foi divulgado ontem no Vaticano.

Dom Migliore admitiu que o império da lei «cresceu em importância como um pilar vital» para o desenvolvimento e a paz mundial, pois é o «instrumento indispensável» para proteger a dignidade humana.

Contudo, advertiu, «no presente contexto cultural, em que a lei se percebe mais como o respeito a procedimentos formais ao invés de em termos substantivos, o império da lei poderia ser insuficiente por si só para defender a dignidade da pessoa humana».

Os direitos das pessoas, afirmou Dom Migliore, «não são simplesmente uma coleção de normas legais, mas representam, acima de tudo, valores fundamentais», que devem ser «apoiados pela sociedade, se não quiserem correr o risco de desaparecer dos textos legais».

A dignidade da pessoa humana, explicou, «deve ser salvaguardada na cultura, na mentalidade pública e na conduta da sociedade, como uma condição prévia e visando a ser protegida pela lei».

Contudo, Dom Migliore explicou que, ainda que a lei não seja suficiente por si mesma, continua sendo esse «instrumento indispensável» previsto pela Declaração Universal dos Direitos Humanos, que designa aos Estados «a tarefa de permitir e facilitar a realização dos fins transcendentais aos quais as pessoas estão destinadas».

A lei é um componente vital que permite aos Estados proteger suas populações «do genocídio, dos crimes de guerra, da limpeza étnica e dos crimes contra a humanidade», explicou o prelado, e inclusive permite à comunidade internacional intervir quando um Estado não pode ou não quer exercer esta responsabilidade.

Contudo, sublinhou que esta capacidade de intervir não deve ser entendida só no plano militar por parte do Conselho de Segurança, mas também como cooperação. «A construção de estruturas legais nacionais ajudarão os Estados a advertir a realização de atrocidades, estabelecendo mecanismos para promover a justiça e a paz», explicou.

Este império da lei entendido como cooperação, poderia ajudar, na atual crise econômica, «a promover um desenvolvimento econômico limpo e estável».

«Nos países em vias de desenvolvimento, o império da lei pode ajudar o crescimento econômico e social como nos países desenvolvidos, através de regulamentos justos que asseguram a estabilidade econômica e a imparcialidade», concluiu.

Fonte - Zenit

Nota DDP: Acostume-se. A tendência é ouvir daqui para frente a pregação de maior e maior regulamentação. Mais e mais intervenção estatal. Ou Orwell tinha fontes extremamente seguras do que estaria pela frente, ou tinha seguramente uma visão de mundo muito à frente de seu tempo (Ou cravaria nas duas). O discurso é claramente partidário do endurecimento das leis. Sobre quais devem pousar este recrudescimento, ainda não se falou de forma específica, mas bastaria dar uma olhadela na doutrina social da ICAR.

Intervenção na economia é agravante ou solução?


O professor de economia e conselheiro da campanha de John McCain, Paul Rubin, diz que Barack Obama é "muito mais perigoso" para a liberdade econômica do que Franklin Roosevelt.

Rubin, em artigo publicado no Wall Street Journal sob o título "Prepare-se para o novo New Deal", diz que o aumento sem precedentes do papel do governo na economia na seqüência do "crash" de 1929 provavelmente prolongou a Grande Depressão.

O professor critica a postura de Obama de atribuir a culpa da crise atual à desregulamentação e diz que o candidato democrata, uma vez eleito, provavelmente vai aumentar radicalmente a interferência governamental na economia.

Segundo Rubin, esta eleição pode sim mudar profundamente os EUA. "O sistema político -- diz ele -- pode em breve colocar nossa economia no caminho da catástrofe".

Fonte - Opinião e Notícia
Nota DDP: Afastando-se do sentimento partidário inerente à manifestação e, tendo em foco apenas o post anterior, exatamente sobre a intervenção estatal, os fatos nos fazem crer que este é um caminho bastante provável dos EUA em futuro próximo, como aliás já considerado em inúmeras postagens muito anteriores à plena caracterização da crise americana, de que o império está no fim e, assim como visto em outros grandes domínios mundiais, a ditadura é sempre uma opção a ser considerada, especialmente em um país com papel profético definido.

Crise expõe perigo de fortalecimento da direita, diz Hobsbawm

O britânico Eric Hobsbawm, considerado um dos historiadores mais influentes do século 20, disse à BBC nesta terça-feira que o maior perigo da atual crise financeira mundial é o fortalecimento da direita.

“A esquerda está virtualmente ausente. Assim, me parece que o principal beneficiário deste descontentamento atual, com uma possível exceção – pelo menos eu espero – nos Estados Unidos, será a direita”, disse Hobsbawn, em entrevista à Rádio 4.

O historiador marxista comparou o atual momento “ao dramático colapso da União Soviética” e ao fim de “uma era específica”.

“Agora sabemos que estamos no fim de uma era e não se sabe o que virá pela frente.”

Hobsbawn diz não acreditar que a linguagem marxista, que lhe serviu de norte ao longo de toda sua carreira, será proeminente politicamente, mas intelectualmente, “a análise marxista sobre a forma com a qual o capitalismo opera será verdadeiramente importante”.

Abaixo, os principais trechos da entrevista.

Muitos consideram o que está acontecendo como uma volta ao estadismo e até do socialismo. O senhor concorda?

Bem, certamente estamos vivendo a crise mais grave do capitalismo desde a década de 30. Lembro-me de um título recente do Financial Times que dizia: O capitalismo em convulsão. Há muito tempo não lia um título como esse no FT.

Agora, acredito que esta crise está sendo mais dramática por causa dos mais de 30 anos de uma certa ideologia “teológica” do livre mercado, que todos os governos do Ocidente seguiram.

Porque como Marx, Engels e Schumpter previram, a globalização - que está implícita no capitalismo -, não apenas destrói uma herança de tradição como também é incrivelmente instável: opera por meio de uma série de crises.

E o que está acontecendo agora está sendo reconhecido como o fim de uma era específica. Sem dúvida, a partir de agora falaremos mais de (John Maynard) Keynes e menos de (Milton) Friedman e (Friedrich) Hayek.

Todos concordam que, de uma forma ou de outra, o Estado terá um papel maior na economia daqui por diante.

Qualquer que seja o papel que os governos venham a assumir, será um empreendimento público de ação e iniciativa, que será algo que orientará, organizará e dirigirá também a economia privada. Será muito mais uma economia mista do que tem sido até agora.
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O senhor viu esses riscos se tornarem realidade: estava na Alemanha quando Adolf Hitler chegou ao poder. O senhor acredita que algo parecido poderia acontecer como conseqüência dos problemas atuais?

Nos anos 30, o claro efeito político da Grande Depressão a curto prazo foi o fortalecimento da direita. A esquerda não foi forte até a chegada da guerra. Então, eu acredito que este é o principal perigo.

Depois da guerra, a esquerda esteve presente em várias partes da Europa, inclusive na Inglaterra, com o Partido Trabalhista, mas hoje isso já não acontece.

A esquerda está virtualmente ausente, Assim, me parece que o principal beneficiário deste descontentamento atual, com uma possível exceção – pelo menos eu espero – nos Estados Unidos, será a direita.
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Fonte - BBC

[Colaboração - Fernando Machado]

Nota DDP: Nenhum argumento religioso, somente filosófico. A tendência de um crescimento da ingerência do estado na vida do particular é cada vez mais premente, bem como os efeitos colaterais desta nova ordem...

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Crise põe de joelhos fábricas de brinquedo na China

A agência de notícias oficial da China, Xinhua, liberou na semana passada um informe de teor alarmante:

Em 2008, 3.631 exportadores de brinquedos chineses (52,7% das empresas do setor) fecharam as portas.

São três as principais causas da bancarrota: custos de produção elevados, aumentos de salários de funcionários e a valorização do yuan, a moeda da China.

O recrudescimento da crise nos EUA e na Europa reforçou o negrume de um cenário que já era trevoso.

A ultima companhia a abrir falência foi a Smart Union Group. Dava emprego a 7.000 mil chineses. Fornecia brinquedos para daus gigantes americanas: a Mattel e a Hasbro.

A Smart Union operava na província de Guangdong, no Sul da China, fronteira com Hong Kong. Uma região apelidada de “fábrica do mundo”.

A turbulência financeira iniciada nos EUA e irradiada para o resto mundo está encolhendo o vistoso parque industrial da “fábrica do mundo.”

Foi ali, em Guangdong, que a China deu, há 30 anos, os primeiros passos rumo ao capitalismo, distanciando-se do comunismo clássico.

A maioria das fábricas de brinquedo da China está assentada nessa província, convertida em laboratório das reformas econômicas encetadas pelo governo chinês.

Empresas de Hong Kong, Taiwan, EUA e Europa acorreram a Guangdong, atraídas pelos baixos custos de produção.

Passou-se a produzir na região de tênis e roupas íntimas a laptops e iPods. O cenário de prosperidade era turvado na última sexta-feira por manifestações de empregados demitidos da Smart Union Group.

Alguns deles foram ouvidos pelo repórter William Foreman, da Associated Press. É de Foreman a notícia da qual foram extraídas as informações relatadas aqui.

"Essa crise financeira na América vai nos matar. Ela já está tirando comida das nossas bocas", disse, por exemplo, Wang Wenming, um dos demitos.

A empresa vinha atrasando salários havia meses. Shao Xiaoping, outro chinês posto no olho da rua, resumiu assim o drama:

"A administração dizia que o problema era que nossos clientes americanos não estavam pagando pelos produtos que encomendavam, de modo que a companhia não tinha como nos pagar".

Um grupo de cerca de cem funcionários reuniu-se do lado de fora da empresa, um complexo de cinco andares.

Outro grupo maior –cerca de 2.000 pessoas—aglomerou-se defronte da sede do governo de Guangdong. Exigia-se o pagamento dos salários atrasados.

O prédio foi cercado por 50 policiais, munidos de escudos e cassetetes (veja foto lá no alto).

O aprofundamento da crise americana tonifica uma retração que já vinha tingindo de vermelho os balanços da China.

De acordo com dados oficiais, a taxa de crescimento das exportações chinesas caiu no primeiro trimestre de 2008. Foi a primeira queda em três anos.

Chan Cheung-yau, presidente do subcomitê de brinquedos e jogos da Associação dos Fabricantes de Brinquedos da China, sediada em Hong Kong, prevê dias piores.

Afirma que milhares de outras fábricas vão cerrar as portas na China em 2009. "O aperto do mercado de crédito tornou mais difícil para os fabricantes levantar recursos", diz Cheung-yau. "Isso criou um problema enorme de fluxo de caixa".

Como se vê, a marolinha parece ter chegado à China com dimensões tsunâmicas.

Fonte - Blog do Josias

Nota DDP: E o Banco Central Europeu acaba de injetar mais de 100 bilhões de dólares no mercado europeu. Ao contrário do que têm indicado os especialistas, até para não dissiminação de um quadro de pânico, tudo leva a crer que a turbulência do último mês parece fichinha face ao que eventualmente teremos pela frente...

Números da China aumentam temores de uma recessão global


A China registrou um crescimento de 9% no terceiro trimestre. No segundo trimestre, a taxa foi de 10,1%. Embora ainda seja uma porcentagem extremamente saudável em comparação com outras grandes economias, ela está abaixo das expectativas dos analistas.

Além disto, foi a primeira vez em quase três anos que o crescimento do PIB da China ficou abaixo dos 10%. O governo atribuiu o menor desempenho do país à desaceleração da economia global -- o que significa demanda menor para as exportações chinesas.

Há sinais de que a economia da China pode estar sofrendo as conseqüências da contração do crédito. O terceiro trimestre de 2008 foi o quinto seguido de crescimento reduzido.

No último domingo, o governo da Coréia do Sul anunciou que irá disponibilizar US$ 100 bilhões em garantias estatais para os empréstimos tomados pelos bancos do país.

Fonte - Opinião e Notícia

Risco de doenças pode aumentar com temperatura da água

Cientistas afirmam que o aquecimento global deve causar um aumento significativo de doenças transmitidas pela água em todo o mundo.

As chuvas serão mais fortes, provocando o transbordamento de esgotos, contaminando a água potável e colocando os banhistas das praias em risco. As temperaturas mais altas dos lagos e oceanos vão criar um ambiente propício para o desenvolvimento de bactérias, parasitas e algas.

As temperaturas mais quentes e as chuvas mais fortes também vão trazer mais mosquitos, que podem transmitir o vírus do Oeste do Nilo, além de propagar malária e dengue. Mais de 100 agentes patogénicos podem causar doenças, caso uma pessoa beba ou nade em água contaminada por esgoto.

Fonte - Opinião e Notícia

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

O pacote dos EUA

Artigo veiculado no site Mídia sem Máscara. Eu até estava achando bem interessante:

"...
O monstro estatal é o maior matador de homens que já surgiu no planeta. O paralelo com a crise de 1929 se impõe e nunca devemos esquecer que o ciclo daquela crise só se fechou com a II Guerra Mundial.

Eu me pergunto o que acontecerá politicamente nos Estados Unidos quando essa imensa classe média, que vivia ricamente, sem trabalhar, comprando e vendendo ações de seu computador pessoal, instalado em sua poltrona, descobrir que a brincadeira acabou. The game is over. Quando ela, a classe média, descobrir que seu imóvel não vale nada, que não tem comprador para ele, mas a sua hipoteca continua valendo. Essa gente vai entrar em desespero e toda vez que a classe média entra em desespero temos o caminho semeado para as tentações totalitárias. Nada de bom acontece quando a classe média se desespera e ela só pode escapar ao desespero quando os demagogos são desacreditados e os verdadeiros líderes assumem o comando da situação. A democracia só poderá sobreviver sob a liderança de gente moralmente superior. Onde estão esses líderes? Onde estão os homens egrégios? Não os vejo, vejo apenas demagogos falar à multidão.

Essa crise poderia ter acontecido anos antes. A dádiva do grande aumento da produtividade associada às inovações tecnológicas, no campo da informática e das telecomunicações, retardou o ajuste, que finalmente chegou.

Leia agora na revista Veja que acabou de chegar às bancas: “Com a aprovação do pacote de ajuda, Tio Sam salvou o mundo do colapso e será possível, primeiro, medir o tamanho do estrago e, em seguida, empreender a caminhada de volta na reconstrução dos mecanismos americanos e globais de produção de riqueza”. Nessa frase está o senso comum, a grande mentira. O Tio Sam não salvou coisa alguma e não haverá reconstrução que não seja um retorno à economia natural. E qual é esta? É a liberal, aquela que está na Bíblia: “Comerás o pão com o suor do seu rosto”. O pacote tenta precisamente escapar do real, é ele próprio o foguete a levar os homens lunáticos à lua. Um grande desastre. Seria cômico se não fosse trágico."

Até aqui, estava tudo bem, é um pouco disso tudo mesmo, mas na sequência o articulista saiu-se com essa:

"Qualquer arranjo fora desse preceito natural é artificial, irracional e alucinado. Não haverá melhora alguma se as bases racionais da sociedade não forem restauradas. Isso equivale a uma radical mudança na maneira como as massas vêem o Estado, de um bondoso provedor de benesses para o autor da grande tragédia. É tarefa para um Moisés converter as massas, alguém que traga as tábuas da Lei e mande destruir os bezerros de ouro. Os homens precisam parar de fazer seus sacrifícios a Baal. Chega de impostos! Chega de regulamentos! Chega de guardas na esquina dizendo o que as pessoas adultas devem fazer! Chega de Estado!"

Sei que é uma metáfora, mas definitivamente, parece que o interfaceamento da crise econômica com a crise moral, como vem pregando incessantemente o Vaticano, já se instala também entre os pensadores deste estado de coisas em que vivemos...

Líder religioso afirma que Deus está castigando os EUA

Num discurso polêmico e político, em que só não falou as palavras "Barack" e "Obama", o líder religioso radical Louis Farrakhan disse que "Deus está causando problemas aos EUA", sugeriu que o candidato democrata era o novo enviado para ajudar a população negra e que o país está "pronto para mudança real".

Em uma rara aparição pública, o convalescente líder da igreja da teologia negra Nação do Islã comparou o candidato democrata ao fundador do movimento, que também era filho de branca com negro, e mencionou passagem do "Corão" em que o profeta Maomé diz que em seu caminho ao paraíso ouvia os passos de um etíope.

"O povo está cansado do governo e procurando mudança real", disse ele na tarde de ontem durante a reabertura da histórica mesquita Maryam, em South Side, bairro pobre ao sul de Chicago. Ele citou o livro do Apocalipse para dizer que coisas novas viriam, e perguntou: "Um novo governo? Uma nova Constituição? Uma nova pessoa? Porque sabemos que a mudança na liderança política é absolutamente necessária" [...]

Fonte: Folha de São Paulo, 20 de outubro de 2008.

Leia também: "Irã: crise financeira é castigo divino".

Fonte - Minuto Profético

Bush se oferece para receber cúpula de líderes sobre crise financeira


Nos EUA, ele recebeu Nicolas Sarkozy e o líder da Comissão Européia. Cúpula de líderes buscará resposta global à crise financeira mundial.

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, se ofereceu neste sábado (18) para receber "em um futuro próximo" uma cúpula de líderes da comunidade internacional para coordenar de forma conjunta a resposta global à crise financeira mundial.

"Estou desejando presidir a cúpula e receber propostas do presidente da França, Nicolas Sarkozy, e de outros nos próximos dias" sobre como enfrentar a crise internacional, declarou Bush em Camp David, onde recebeu, além do líder francês, o presidente da Comissão Européia, José Manuel Durão Barroso.

O líder americano convidou Sarkozy e Durão Barroso para a residência presidencial nas montanhas de Cacoctin para conversar com eles sobre a crise financeira e discutir possíveis idéias e propostas para solucioná-la o mais rápido possível.

Em uma rápida entrevista conjunta, Bush afirmou: "é essencial que trabalhemos juntos, pois estamos juntos nesta crise".

No mesmo sentido se expressou o presidente francês, que propôs buscar "uma resposta mundial" para a crise.

Bush explicou que tanto líderes de países desenvolvidos como de nações em desenvolvimento serão convidados para a cúpula.

G8

Por outro lado, Sarkozy disse que, considerando que a crise surgiu em Nova York, "talvez" possam encontrar uma solução nesta cidade, em referência a sua proposta de que a cúpula do G8 (os sete países mais desenvolvidos do mundo e a Rússia) e de outras economias seja celebrada na cidade.

O líder francês também afirmou que a cúpula deveria acontecer o mais rápido possível, "possivelmente" antes do final de novembro.

A Casa Branca afirma que Bush, ao qual somente restam três meses no cargo, quer escutar idéias de todos os líderes, não somente dos europeus, mas também dos asiáticos e dos países em desenvolvimento.

"Para que esta reunião possa ser um êxito, temos que estar abertos a boas idéias de todo o mundo", declarou Bush em Camp David.

Na opinião de Sarkozy, a comunidade internacional está colaborando estreitamente para atenuar os efeitos da crise.

"Estamos falando com a mesma voz", afirmou, por sua vez afirmou que a crise também oferece "uma grande oportunidade" para revisar as políticas financeiras.

Durão Barroso também fez um apelo para que a comunidade internacional promova uma resposta rápida à crise.

"Necessitamos de uma nova ordem financeira global", declarou.

Sugestões

Sarkozy e Durão Barroso tentam convencer Bush de que agora é uma boa oportunidade para dar um novo impulso a iniciativas dirigidas a coordenar melhor o controle dos mercados financeiros.

Bush não respondeu às sugestões dos dois líderes europeus, mas indicou que nesta crise e em uma nova ordem global do sistema financeiro "é essencial" que preservem "os fundamentos do capitalismo democrático".

O presidente americano também afirmou que é importante que resistam ao isolamento e que continuem com as políticas de mercado aberto, uma opinião que compartilhou Sarkozy.

"Queremos trabalhar mano a mano com os americanos para criar o capitalismo do século XXI", declarou o líder francês.

A oferta de Bush de presidir a cúpula de líderes aconteceu apesar de a Casa Branca ter dito anteriormente que não ia haver grandes anúncios na reunião trilateral.

Sarkozy e Durão Barroso chegaram à base aérea de Andrews, nos arredores de Washington, procedentes do Canadá, onde participaram de uma reunião com o recém reeleito primeiro-ministro Stephen Harper.

Em Camp David assistem a uma reunião de trabalho, seguida de um jantar, na qual analisarão junto com Bush formas de coordenar a resposta dos países desenvolvidos à grave crise financeira.

Fonte - G1

Nota Régis: Estou lhe enviando uma materia da rede globo ( G1 ) do dia de hoje, e na minha opinião, mais New Age, impossivel. Peço sua atenção para a parte mais ao fim da matéria, em que o presidente da comissão Européia José Manuel Durão Barroso, faz um apelo e diz: "Necessitamos de uma NOVA ORDEM GLOBAL econômica, referindo-se a crise mundial, juntamente com Bush e Sarkosy". Vê-se claramente as pedras do quebra cabeça se juntando e a coisa tomando forma; Governo Mundial, Nova Ordem etc...

Cientistas descobrem um inesperado poder da música

Mais de sete mil corredores de uma meia-maratona que ocorreu em Londres, no Reino Unido, no início de outubro, estavam sob o efeito de um poderoso estimulante para aumentar a performance: a música pop. Pesquisadores identificaram que algumas trilhas sonoras podem ser até mais poderosas e eficientes para o desempenho de atletas do que substâncias ilegais que são encontradas com freqüência em exames antidoping.

Segundo Costas Karageorghis, consultor de psicologia do esporte da Universidade de Brunel, na Inglaterra, e autor da pesquisa, para avaliar os competidores, uma canção foi tocada eventualmente durante o percurso de 20 km por 17 vezes. Quando a intensidade física começa a diminuir é o momento em que os efeitos se tornam mais eficazes, de acordo com o especialista. Por isso, os participantes não escutaram a canção constantemente.

Em entrevistas ao final da corrida, os competidores consideraram o procedimento muito divertido e inspirador. Apesar da forte chuva e do vento, Karageorghis identificou que a música traz uma motivação extra aos atletas, mesmo que alguns não esteja participando do evento de forma coesa. "A necessidade psicológica de obter algo satisfatório estimulou os competidores a criar um elo comum com a meia-maratona", considera.

O pesquisador constatou ainda que a música também é uma ótima maneira de regular o humor, tanto antes como durante as atividades físicas. "Muitos atletas se apegam à música como se fosse uma droga lícita, utilizando-a como estimulante ou sedativo. A excitação também pode se reduzir no caso de se ouvir uma canção mais lenta", afirma.

A relação com o desempenho atlético é apenas um exemplo dos avanços médicos que os cientistas buscam analisar para compreender melhor o incrível poder da música sobre a mente e o corpo. Eles acreditam que essa força é capaz de acabar com dores, reduzir o estresse e aumentar a capacidade cerebral das pessoas.
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Música e exercícios

Costas Karageorghis explicou os efeitos da música quando se está praticando atividade física em um ginásio. Primeiro, ela reduz a percepção em cerca de 10% de como a pessoa está se saindo durante a baixa intensidade da atividade. No caso de alta atividade, a música não funciona tão bem porque o cérebro fez com que se preste atenção aos sinais de estresse fisiológico.

Em segundo lugar, a música pode influenciar o humor, elevando potencialmente os seus aspectos positivos, como a energia, entusiasmo e felicidade, e reduzindo a depressão, tensão, fadiga, raiva e confusão.

Em terceiro lugar, a música pode ser usada para definir o ritmo do indivíduo, como no caso do etíope Haile Gebrselassie, que escuta a canção tecno "Scatman" nas competições - o atleta conquistou o ouro nos 10 mil metros dos Jogos Olímpicos de Sidney, em 2000. O último efeito, segundo Karageorghis, é o de que a musicalidade pode superar o cansaço e controlar a emoção durante uma competição.

Fonte - Terra

Nota DDP: A ciência está ratificando aquilo que temos como povo ignorado, logo nós que deveríamos nos cercar dos maiores cuidados frente aos ardis que são transmitidos através da manipulação da música. Neste sentido, além de tudo quanto já falado neste sentido aqui, interessante ler o artigo "A música e a guerra entre Cristo e Satanás para dominar a mente do cristão", no blog do Gilberto Theiss, bem como as pesquisas recentes do Prof. Sikberto Marks em "Adoração a quem?".

Irã: crise financeira é castigo divino

Fim do capitalismo, fracasso da democracia liberal e até castigo divino: para o Irã, a crise financeira mundial revela antes de mais nada a superioridade do modelo da República Islâmica. Para o guia supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, esta crise deve entrar para a história no mesmo nível que o fim da URSS: "A escola do marxismo entrou em colapso e os barulhos da quebra da democracia liberal ocidental estão sendo ouvidos agora.

"É o fim do capitalismo", afirmou na terça-feira o presidente Mahmud Ahmadinejad, um ultraconservador que tem o apoio do aiatolá Khamenei.

Estas convicções, que têm como fonte os valores da revolução islâmica de 1979, ressurgiram com a chegada de Ahmadinejad ao poder em 2005. Desde então o presidente iraniano critica sempre que possível a suposta "decadência" do mundo ocidental. Ele aproveita a magnitude da atual crise financeira mundial para voltar ao tema.

Ahmadinejad se viu confortado em sua análise pelo fato da Bolsa de Teerã não ter sofrido os abalos dos mercados financeiros do Golfo, apesar disto se dever sobretudo à quase total ausência de investidores estrangeiros na praça iraniana e ao grau extremamente elevado de estatização de sua economia.

A imprensa iraniana, tanto a reformista como a conservadora, atribui a responsabilidade da crise aos excessos do liberalismo. No entanto, algumas autoridades chegaram a conclusões menos ortodoxas. O chefe do Conselho dos Guardiães da Constituição, órgão dominado pelos conservadores, mencionou um "castigo divino".

"Estas pessoas estão colhendo os frutos de suas ações ruins", disse o aiatolá Ahmad Khanati, que também celebrou o fato de "este problema alcançar agora a Europa".

"A razão da derrota deles é que esqueceram Deus e a piedade", disse Ahmadinejad, para quem a catástrofe financeira seria um sinal divino de que "os tiranos e os corrompidos serão substituídos por pessoas piedosas e crentes".

"Um sistema bancário islâmico nos ajudará a sobreviver à crise econômica atual", completou.

O governo iraniano destaca o desenvolvimento do empréstimo sem juros, mas com pouco êxito. Para vários teólogos muçulmanos do Oriente Médio, a crise financeira e a ameaça de uma recessão mundial confirmam a superioridade do sistema econômico baseado na "sharia" islâmica - que proíbe juros, mas autoriza o lucro -, na qual vêem uma "alternativa" ao capitalismo.

"A atual crise mostrou a necessidade de uma reestruturação radical e estrutural do sistema financeiro mundial (...) e o sistema econômico baseado no islã oferece uma alternativa que reduziria os riscos", declarou à AFP o reitor da Faculdade de Estudos Teológicos da Universidade de Doha, Hatem Al-Naqrachaui.

"Os bancos islâmicos não compram a crédito, administram fundos concretos, o que o deixa a salvo das dificultades experimentadas agora pelos bancos americanos e europeus", afirma o diretor geral do "Qatar International Islamic Bank", Abdel Bassat Al-Chibi.

As finanças islâmicas se diferenciam do capitalismo em dois aspectos fundamentais: a recusa aos empréstimos com juros ("riba"), considerados usura, o que o islã proíbe, e especulação; o fato de que riscos e lucros são compartilhados entre o banco e o cliente.

Para o guia supremo iraniano, atual crise reflete a superioridade do modelo político iraniano, que mistura elementos democráticos com teocracia. Khamenei celebrou a "vitória da revolução islâmica sobre as escolas de pensamento marxista e liberal". Para ele, a primeira desapareceu e a segunda está em decadência.

O regime iraniano não atribui nenhuma legitimidade a conceitos como democracia e direitos humanos, que considera tema com os quais as "forças imperialistas" impõem seu domínio no mumdo.

Fonte: AFP

NOTA: Embora concorde que os juros e a especulação sejam excessos prejudiciais do capitalismo, é bom lembrar que a ausência de democracia, da separação Igreja/Estado e dos direitos humanos geralmente encontrados nos países muçulmanos também são flagelos igualmente destrutíveis nessas sociedades. Mas o ponto central na matéria acima vem do fato de que em breve, os próprios protestantes americanos usarão esse argumento (castigo divino) para impôr a Lei Dominical: "Todavia esta mesma classe apresenta a alegação de que a corrupção que rapidamente se alastra é atribuível em grande parte à profanação do descanso dominical, e que a imposição da observância do domingo melhoraria grandemente a moral da sociedade" (Ellen White, O Grande Conflito, p. 587).

Fonte - Minuto Profético

ECOmenismo une setores políticos opostos nos EUA

Nancy Pelosi (líder Democrata no Congresso americano) e Newt Gingrich (ex-lider Republicano no Congresso americano) são oponentes políticos, mas agora, uniram-se a Al Gore para "salvar o planeta":




O líder batista Al Sharpton e Pat Robertson são oponentes políticos em muitos assuntos. No entanto, resolveram também trabalhar juntos pelo ECOmenismo:




O profeta do ECOmenismo, Al Gore, foi entrevistado por Oprah Winfrey, no talk-show mais popular dos EUA. Ao fundo você pode ver a promoção do "Dia da Terra".



NOTA: Quanto tempo está faltando para transformar o "Dia da Terra" anual para semanal (domingo)?

Fonte - Minuto Profético
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