domingo, 11 de julho de 2010

Comunidade hispânica cresce nos Estados Unidos

A American Airlines divulga por meio de um vídeo nos voos internacionais o crescimento da comunidade hispânica nos Estados Unidos e sua influência na política. O documentário apresenta a história de superação de filhos de imigrantes hispânicos que conquistaram espaço na sociedade norte-americana e hoje atuam nas mais diversas áreas, como no direito, na imprensa, na medicina, no ensino superior, nas ciências, na aeronáutica, nas forças armadas, na política e na religião.

Para se perceber essa influência, basta interpretar os quadros estatísticos revelados. Em 1980, por exemplo, havia apenas quatro hispânicos como deputados federais. Hoje são 30 os deputados e senadores da comunidade latina no Congresso dos Estados Unidos, que representam 38% da população total. Junto às mudanças sociopolíticas chega também a alteração do cenário religioso, pois os hispânicos são de origem predominantemente católica.

Percebe-se esse crescente domínio hispânico nos aeroportos e no entorno de algumas cidades interioranas, como Berrien Springs, no Michigan, onde se localiza a Universidade Andrews. Cansados, desmotivados e perseguidos pelos governos tirânicos e pela pobreza na América Latina, esses indivíduos são estimulados pelos religiosos de seus países a procurar novos horizontes nos Estados Unidos. Neste país, as comunidades que apoiam refugiados recebem e realocam essas pessoas até elas conseguirem dominar a língua, ter um emprego e o direito à permanência. A maior parte das instituições de "ajuda humanitária" se encontra nas paróquias católicas.

Diante desse novo perfil social já se preveem mudanças no quadro político eleitoral e, consequentemente, na legislação nacional, o que poderia afetar diretamente os direitos de liberdade conquistados há séculos. E os norte-americanos mais tradicionais têm consciência disso. Ou seja, uma minoria. Em geral aquela que hasteia a bandeira dos Estados Unidos no quintal ou na varanda de casa. Essa atitude pode ter vários sentidos, não somente a de que eles são patriotas. Pode significar que alguém da família ou da comunidade foi para uma das guerras promovidas pela nação; pode ser um símbolo de preconceito contra negros, judeus, hispânicos, latinos, indígenas e qualquer outro elemento estranho à cultura histórica norte-americana; mas também pode ser um recado aos hispânicos de que aquele território pertence ao norte-americano, foi conquistado por ele e o estrangeiro não é bem-vindo ali. Assim, na outra ponta, fortalece-se o movimento da extrema direita religiosa, com profundas raízes no Partido Republicano.

Fonte - Outra Leitura

Estados Unidos e Europa voltam a compartilhar informação bancária

Portal CNTN, com informações do Terra, 8 de julho de 2010 às 13h46min.

O presidente Barack Obama saudou nesta quinta-feira o acordo entre seu país e a União Europeia para compartilhar informações bancárias, considerando a medida uma ferramenta chave contra o terrorismo e que fará com que os cidadãos vivam de forma mais segura.

O parlamento europeu deu seu aval nesta quinta-feira a um controvertido acordo que faz parte da luta contra o financiamento do terrorismo, e que permite à União Europeia voltar a transmitir dados bancários de seus cidadãos aos Estados Unidos.

O acordo permitirá ao Tesouro americano ter acesso novamente, a partir de 1o de agosto, aos dados financeiros de 8 mil instituições e bancos de 200 países administrados pela empresa Swift, cuja sede está em Bruxelas.

Nota Realidade em Foco:
Quando eu lei notícias relacionadas a um controle maior sobre quaisquer tipo de informações, eu fico preocupado. Embora a justificativa oficial sempre seja a de combate ao terrorismo, qual é a verdadeira razão que está por trás disso? Este compartilhamento rápido de informações pode, também, garantir que os órgãos governamentais norte-americanos e europeus tenham uma maior ingerência sobre as informações bancárias das pessoas. Já está aberto o caminho para o controle sobre outros tipos de dados. Facilita, em muito, um controle posterior sobre as crenças pessoais de cada um. Afinal de contas, se você pode saber rapidamente quanto uma pessoa movimenta no sistema financeiro, o que vai impedir de saber quais suas crenças, a qual religião está ligada, etc? Ameaça velada e sorrateira à liberdade religiosa.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

"Também quero andar para trás!"

Ainda nem tivemos tempo suficiente para refletir plenamente em todas as ideias do sermão inaugural do Pr. Ted Wilson, eis que já soam por todos os lados as sirenes de alarme dos liberais e progressistas que, entre nós, defendem uma igreja moderna e, mais do que distinta, contextualizada aos tempos atuais: "estamos a regredir, a voltar atrás no tempo!", alegam eles.

Em meio à manifestada tristeza por ver a "igreja andar para trás", já se recorre à velha tática dos que não conseguem arrazoar nem argumentar com seriedade e propósito comprováveis e irrebatíveis: não se podendo derrubar a mensagem, derruba-se o mensageiro! E assim, até já a igreja da qual o Pr. Wilson é membro, é catalogada em termos negativos, como que definindo assim a postura do novo presidente.

Eu gostava de conseguir definir em absoluto a diferença entre um adventista conservador e um liberal ou progressista. Mas não conseguindo, entendo-o da seguinte maneira: um conservador é aquele que defende um estilo de vida consonante com o ensinamento bíblico exato, que o distingue e separa do que é o mundo, mesmo o das religiões cristãs, mantendo uma coerência com aquilo que nos fez surgir, e que ainda hoje é o motivo da nossa existência; um liberal, é aquele que interpreta a Bíblia e exerce a sua prática religiosa mais em função do que no seu mundo, no seu tempo, lhe parece mais 'integrante' e menos 'fraturante', em busca de consensos que, se não forem religiosos, pelos menos sejam sociais ou amistosos...

Mas o que mais óbvio me parece, é que ao seguir este mundo a sua prevista e trágica trajetória, estes dois grupos se tornem cada vez mais distantes e irreconciliáveis. Veja bem: já reparou que, muitas vezes, é mais fácil um adventista liberal encontrar mais convergência e entendimento com um não adventista do que com um adventista conservador...?

Tenho observado que os ditos liberais e progressistas têm mais dificuldade em encontrar, quer na Bíblia ou no Espírito de Profecia, fundamento para as suas posições. E em muitas das vezes que o fazem, fica uma sensação de aproveitamento forçado e de uma paradoxal descontextualização dos textos para defender a argumentação.

Mais ainda quando se nota que começam a copiar e transcrever referências desta ou daquela fonte que defende os mesmos conceitos, bastando para isso uma rápida tradução de outro idioma. Não conseguem mais do que dar a entender que tentam fazer valer como absoluta uma ideia que apenas se tenta impor pela força exagerada da repetição. E não é a nobre e altruísta referência aos "pobres", "doentes" e à "fome" que nos desvia a atenção. Enfim, é o espetro e o reflexo que temos...

O progressismo adventista tenta olhar para a Bíblia e defini-la, interpretá-la, entendê-la e praticá-la só depois de observar o mundo em volta para escolher em função das práticas do mundo aquilo que pode ser e o que... "já não é bem assim"...

Quando estamos demasiado preocupados com essa tal revisão de conceitos e práticas, muitas vezes sob a capa de uma nova evangelização, pelo menos no que aos métodos diz respeito, devemos estar atentos para não correr o risco de, lenta e progressivamente formatar os nossos conceitos conforme os hábitos do mundo. E não me diga que isso não acontece!

Dou um exemplo: defende-se o uso de certos estilos musicais para, assim, alcançar as faixas etárias mais jovens. Então, presumo, qualquer dia também se defenda a entrada dos nossos jovens nas discotecas e outras salas de entretenimento noturno, pois este ato também será sustentado por aquele argumento...

Eu aceito que uma postura liberal atrais mais facilmente simpatias; mas atrai para quê? Para uma verdade bíblica que rompe com um passado que deve ser mudado? Para uma reforma de vida que mude hábitos enraizados há décadas? Um despertamento que provoque ruptura? Ou simplesmente para um espetáculo agradável e atratente que se destaca pelas formas em detrimento do conteúdo?

Aquilo que entendo como conservadorismo entre nós distingue-nos bem daquilo com o que não queremos ser confundidos! E se isso é voltar atrás, talvez então quando, finalmente, o Espírito Santo se manifestar grandemente na nossa igreja, logo virão alguns denunciar que voltamos 2.000 anos atrás! Enfim...

Se for entendido assim, então eu quero andar cada vez mais para trás...

Fonte - O Tempo Final

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Comentário ao primeiro sermão apresentado pelo Pr. Ted Wilson como presidente mundial da Igreja Adventista

O Pastor Ted Wilson, novo presidente da Igreja Adventista do Sétimo Dia mundial, apresentou ontem o Culto de Adoração no último dia da 59ª Sessão da Conferência Geral dos Adventistas do Sétimo Dia. A pregação, com o título, "Segue em Frente", foi um dos mais brilhantes sermões que já ouvi na nossa igreja.

As primeiras palavras do Pr. Wilson como presidente da igreja, produzidas logo após a sua nomeação e eleição como novo líder mundial, foram necessariamente curtas. Daí que, a ocasião deste Culto foi a primeira grande oportunidade de perceber por onde ele quer dirigir a igreja nos próximos anos, qual a sua visão para este movimento e quais as suas ideias mais relevantes que devemos aguardar postas em prática.

Fiquei a perceber que o Pr. Wilson, sem perder a diplomacia e compostura que se exige a quem ocupa aquela posição, não se demora demasiado em considerações superficiais e genéricas; ele explana o seu pensamento de forma clara e concreta, não temendo abordar diretamente o assunto. Isto é bom na medida em que, além de percebermos o seu raciocínio, deixa menor margem de dúvida nas análise que fazemos do seu discurso.

Algumas ideias centrais eu retirei da sua pregação, motivando a igreja a 'seguir em frente'. Suportando-me nas suas próprias palavras (o que farei largamente neste meu comentário), sintetizo-as assim:


Segue em frente...

a) exaltando a Cristo e proclamando a Sua graça;
b) apresentando as mensagens dos três anjos;
c) suplicando reavivamento e reforma;
d) seguindo a Bíblia literalmente;
e) lendo e aderindo ao conselho do Espírito de Profecia;
f) proclamando ao mundo as boas novas da salvação e a iminente segunda volta de Jesus.

Estas tópicos não são conclusões minhas; são, literalmente, aquilo que o Pr. Wilson referiu no seu sermão. E ao longo do mesmo, podemos perceber o desenvolvimento das suas posições.

A pregação começou por reconhecer que vivemos num mundo caótico. Provas disso encontramos nos desastres naturais, no aumento do crime e dos conflitos armados, na agitação política e a deterioração das economias.

Mais ainda, o Pr. Wilson referiu alguns sintomas acusados pelo mundo, que nos dizem respeito mais diretamente, quer como indivíduos e/ou igreja. Por exemplo: a desintegração das famílias, a descrença na absoluta autoridade de Deus, o aumento do espiritismo e, suficientemente significativo, as 'penetrantes e comprometedoras atividades do ecumenismo'.

Talvez esta definição tenha sido o primeiro ponto de grande destaque do seu discurso. Numa altura em que se tenta apresentar o diálogo, o entendimento e a interação como aspetos positivos a promover entre povos e religiões, o Pr. Wilson coloca os esforços ecuménicos na sua lista negativa de sinais da volta de Jesus e como parte de um mundo em desordem.

Mas deixa, desde logo, claro qual é a alternativa a estes sinais: uma 'confiança absoluta na imutável Palavra de Deus', indo ao ponto de afirmar que 'aceitamos a Bíblia como o fundamento para todas as nossas crenças e vemos nas suas páginas a nossa distintiva identidade profética e missão'. Por isso, lembra firmemente que somos identificados pela Bíblia como 'o povo remanescente de Deus', portadores de uma 'distinta mensagem de esperança e um mandato para proclamar a graça de Deus ao mundo'.

A defesa do Sábado bíblico do sétimo dia do ciclo semanal não poderia ficar de fora. Sendo este, principalmente em termos futuros, um ponto fulcral na separação entre o povo de Deus e o do mundo, é-lhe dado um natural destaque entre os Dez Mandamentos da inalterável Lei de Deus. O Pr. Wilson apresenta-o, indiscutivelmente, como a marca específica da aliança para com Deus no contexto das três mensagens angélicas.

Digo que, é pena se esta doutrina tiver que ser renovada entre nós; basta olhar para o nosso nome e perceber que o Sábado está enraizado naquilo que somos. Sem o Sábado, deixaríamos de ser isso mesmo que verdadeiramente somos e sempre seremos!

Um ponto que me fascinou em particular foi a sua abordagem ao Espírito de Profecia, assunto já aflorado no breve discurso de tomada de posse.

O presidente mundial identificou os escritos do Espírito de Profecia como 'outra marca distintiva do remanescente povo de Deus', invocando Apocalipse 12:17 e 19:10 onde lemos, respetivamente: 'aqueles que têm o testemunho de Jesus Cristo' e 'o testemunho de Jesus é o Espírito de Profecia'. O Pr. Wilson considera, sobre este aspeto, que 'Deus nos concedeu um dos maiores dons possíveis nos escritos' do ministério de Ellen White.

Repare nesta análise que ele faz: 'assim como a Bíblia não é desatualizada ou irrelevante, também não o é o testemunho da mensageira de Deus para o tempo do fim'. Eu quero subscrever total e cabalmente esta declaração! E para não deixar a tal margem para dúvida, veja em que termos ele desenvolve este conceito: 'vamos ler o Espírito de Profecia, seguir o Espírito de Profecia e partilhar o Espírito de Profecia'!

O Pr. Wilson referiu também algumas das melhores frases que definem o valor dos testemunhos da irmã White para a nossa igreja. Leia-as:

'Aceitemos o Espírito de Profecia como um dos grandes dons concedidos à Igreja Adventista do Sétimo Dia não apenas pelo passado mais ainda mais importante para o futuro.'

'O Espírito de Profecia provê um conselho clara e inspirado para ajudar a nossa aplicação da verdade bíblica. É o guia enviado pelo céu para instruir a igreja sobre como realizar a sua missão. É um expositor fiável das Escrituras.'

'O Espírito de Profecia é para ser lido, acreditado, aplicado e promovido.'

'Não há nada de antiquado ou arcaico no Espírito de Profecia; é para hoje e até Cristo voltar.'

Achei merecedor de grande atenção o fato do Pr. Wilson ter destacado uma obra em particular. Disse ele: 'existem tantos livros maravilhosos para partilhar, incluindo aquele que Ellen White indicou que desejaria distribuído mais do que qualquer outro: O Grande Conflito'.

Porquê essa atenção? Porque este é o volume que trata pormenorizadamente da grande luta entre o bem e o mal, entre Jesus, Rei do Universo e Satanás, rei deste mundo. Este livro denuncia clara e inequivocamente a grande obra prima de Satanás: a Igreja Católica (cap. 3, p 50).

Há, portanto, um nítido reforço da nossa posição profética, sem qualquer medo proclamar uma mensagem, admito, difícil, mas que é aquela que Deus ordena falar! Isto, em meio a algumas reticências que ultimamente se têm levantado acerca da abordagem que deve haver ao apresentar certos assuntos. Pois bem, aí está a resposta do nosso líder: é para continuar a fazer o que Deus desde sempre nos ordenou!

O Pr. Wilson defende assim esta posição, reforçando algo já apresentado: 'o Espírito de Profecia é uma das marcas identificativas do povo de Deus dos últimos dias e é tão aplicável hoje como foi antes porque nos foi dado pelo próprio céu. Como fiel remanescente de Deus, que nunca tornemos sem efeito a preciosa luz que nos foi dada nos escritos de Ellen White'.

Não devemos, contudo, esquecer que algo maior que os escritos de Ellen White está nas nossas mãos: a Sagrada Escritura.

Eis como o Pr. Wilson o explica: 'o nosso sucesso no finalizar desta obra depende da nossa submissão à Palavra de Deus e à condução do Espírito Santo'. Ele recupera o famoso episódio em que, na sua última intervenção pública perante a igreja, Ellen White tomou uma Bíblia nas suas mãos e afirmou: 'meus irmãos, recomendo-vos este livro!'.

Mas há algo mais que a igreja deve decidir fazer. E aqui continua o meu apreço pelo fato do Pr. Wilson não temer colocar o dedo na ferida, antes preferindo advertir a igreja acerca daquilo que deve existir. Aconselha ele que essa obra final que temos de executar 'depende se estamos ou não prontos para humildemente pedir por reavivamento e reforma nas nossas vidas, pessoal e coletivamente, como igreja, o que levará a um derrame do Espírito Santo na chuva serôdia'.

Novamente recuperando a nossa história, ele recorda uma visão de Ellen White em que Deus lhe revelou que durante a Sessão da Conferência Geral de 1901, era Seu propósito atingir dois objetivos: reorganizar a igreja, o que efetivamente aconteceu; e promover o derrame do Espírito Santo, o que não aconteceu devido à descrença entre os membros e líderes da igreja que não se humilharam perante Deus...

Conslusão do Pr. Wilson: 'precisamos orar seriamente por essa experiência'. E porquê? Por uma única razão: porque 'é o tempo! Jesus em breve voltará!'

Ao olharmos para o mundo à nossa volta, como dizia a introdução do sermão, podemos ficar desencorajados com o que vemos (ora, deveria acontecer exatamente o contrário...). Essa foi a experiência do povo do Israel literal logo após a saída do Egito. E o Pr. Wilson usou magistralmente esse exemplo.

Quando chegaram às margens do Mar Vermelho, a multidão ficou subitamente rodeada, quer pelo mar, pelas montanhas e, pior ameaça ainda, plelo furioso exército do Faraó egípcio. Por incrível e ingrato que pareça o Pr. Wilson levanta a séria questão que, como Adventistas, nos deve fazer refletir profundamente: 'porque é que quando Deus está a guiar, ficamos com medo?'...

Pensemos se não é esse o conceito desgraçado no qual baseamos muitos dos nossos comportamentos: mesmo sabendo que esta é a igreja de Deus, que Ele nos dirige e dirigirá até ao fim... agimos com medo?!!!

Olhemos para o que Deus ordenou ao povo que estava perante o mar para percebermos o que Ele nos diz hoje; em meio a essa aparente derrota dos israelitas, qual foi a ordem de Deus? 'SEGUE EM FRENTE'!

Deus ordena que avancemos! Temos uma missão, uma mensagem, uma terra para conquistar; então AVANCEMOS!

O Pr. Wilson refere: 'o Senhor lutará por nós, Ele abrirá o caminho. Ele providenciará a vitória para a Sua igreja. Mas nós devemos confiar Nele, devemos humilhar-nos perante Ele, devemos obedecer-Lhe e devemos seguir a Sua liderança!'.

Ele aponta quais são alguns dos inimigos que temos e perante os quais por vezes agimos como se fossem maiores que o próprio Deus: secularismo e liberalismo na interpretação bíblica, confusão religiosa e espiritual, dificuldades na vida pessoal, familiar ou social, etc.. Ainda assim, no meio disso tudo, mais urgente se torna o apelo de Deus: 'Segue em frente', independentemente das circunstâncias. E, conclui o Pr. Wilson, 'quando a voz de Deus fala claramente' para avançarmos, 'devemos obedecer à Sua ordem' e 'nunca perder a total confiança Nele'.

Apesar do mundo ter mudado radicalmente, a missão da Igreja Adventista não se alterou um milímetro. 'Deus tem um plano para a sua vida e para a Sua igreja', disse o Pr. Wilson. E atente para este outro conselho seu: 'nunca duvide acerca do destino deste poderoso movimento do Advento. Ele está nas mãos de Deus'.

E como seguir em frente? Ao mesmo tempo, fazemos outra pergunta: como não andar para trás?

Mais uma vez, o Pr. Wilson afronta novas ideias que se têm tentado introduzir entre nós, mas que deveriam provocar a maior repulsa. Eis o que ele destaca:

a) não aceitemos novos métodos só porque são novos e estão na moda;
b) testemos tudo conforme a suprema autoridade da Bíblia e o conselho dos escritos de Ellen White;
c) afastemo-nos de métodos espirituais não bíblicos, baseados em misticismo;
d) usemos adoração e práticas musicais cristocêntricas, baseadas na Bíblia;
e) não confundamos cenas de origem pagã onde a música e a adoração é tão focada na emoção que perdemos o ponto cenral da Palavra de Deus;
f) recusemos métodos que enaltecem o apresentador e diminuem a apresentação;
g) não sucumbamos a teologias fanáticas que nos afastam dos pilares da verdade Bíblica e dos fundamentos das crenças da nossa Igreja.

E, caso haja confusão e discórdia, eis o que sabemos e devemos fazer: 'mantenha-se pela verdade, ainda que caiam os céus'.

O Pr. Wilson arrisca uma declaração que muito apreciei ouvir: 'as históricas crenças bíblicas da Igreja Adventista do Sétimo Dia não serão alteradas'. Quando parecem surgir novas vagas de entendimento sobre aquilo que deve ser o Adventismo moderno, eis que esta sentença atira por terra qualquer vontade de mudança não sancionada pela verdade Bíblia, e que normalmente surge como resultado exclusivo do entendimento humano.

Talvez por isso, o Pr. Wilson refira que nos devemos 'manter firmes pela Palavra de Deus como ele é literalmente lida e interpretada', nomeadamente no que diz respeito ao relato da criação, que muito tentam agora reinterpretar conforme os tais (supostos) novos entendimentos que surgem. Isso implicaria um grave retrocesso a práticas 'evolucionistas ateístas ou teístas'; antes, sigamos na sabedoria do entendimento profético do que representa a lealdade para com Deus.

O Pr. Wilson cita Ellen White, em Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 170: 'cumpre-nos ser cuidadosos para que não interpretemos mal as Escrituras. Os claros ensinos da Palavra de Deus não devem ser tão espiritualizados que a realidade se perca de vista. Não forceis o sentido de sentenças bíblicas no esforço de produzir qualquer coisa de singular a fim de comprazer a fantasia'. Ou seja, não fazer da Bíblia aquilo que melhor nos apetece...

Tudo isto se resume no maior anúncio que fazemos: Jesus em breve voltará, naquele que será o 'belo final para a caminhada Adventista'!

Qual o convite do Pr. Wilson para toda a igreja? Ei-lo: 'convido-o a aceitar a maravilhosa graça de Cristo na sua vida, a renovar o seu compromisso para com Ele e com este grande movimento do Advento, a proclamar a graça de Deus, e a pedir a Senhor que ajude esta igreja a SEGUIR EM FRENTE!'

Termino refletindo que dificilmente poderia começar melhor o exercício do nosso novo presidente. Uma mensagem de certeza, confiança, segurança nas mãos de Deus, sem deixar de fazer o necessário repto às mudanças que devem ocorrer na igreja para que Deus nela Se manifeste como nunca antes!

Eu quero estar cá para participar disso! Eu também quero SEGUIR EM FRENTE!

Obs.: para fazer o download do texto integral (no original, em inglês) do sermão, clique aqui.



Fonte - O Tempo Final

Clima, certeza e (in)segurança

Os negacionistas da mudança do clima, maldenominados "céticos", têm certeza de que, se ela existir, não foi causada pelo homem --ou não merece ser combatida. Para negar a necessidade de adotar um tratado internacional para reduzir a emissão de gases do efeito estufa, coisa que na sua convicção destruiria a livre iniciativa e daria poder demais aos governos, lançam dúvidas sobre a ciência do aquecimento global.
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Nota DDP: Veja a matéria completa no link infra.

Fonte - Folha

terça-feira, 6 de julho de 2010

O conhecimento inútil

Na prática, poucas pessoas parecem perceber que a lei jurídica é, por natureza, coercitiva.
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A legiferança e o culto da norma, através do positivismo jurídico, são frutos de uma doença maior deste século, que é a expansão do Estado e da burocracia em quase todos os aspectos da vida civil e política. Uma coisa está correlacionada com a outra. Quanto mais leis, mais burocratas.
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Há um ditado romano, tomado pela legislação civil, que diz que ninguém pode se escusar de respeitar a lei, com o argumento de não conhecê-la. Quem poderá dizer isso nas milhares de leis existentes em nosso país?
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[Revolução Francesa] Nasce a figura do legislador que remodela a sociedade, de acordo com seus caprichos, sejam eles utópicos ou monstruosos. E, no século XX, com a expansão do Estado do Bem-Estar social e dos regimes fascista e comunista, a mania de leis alarga os meios de coerção estatal invadindo esferas antes inimagináveis da vida privada, como o direito de propriedade e de família. Na prática, poucas pessoas parecem perceber que a lei jurídica é, por natureza, coercitiva. Quanto maior numero de leis, maior é o poder de coerção da burocracia e do Estado. E nas democracias atuais, a aparência falaciosa do voto universal, da soberania popular e da representatividade do governo como critério absoluto de legitimidade, permitiram uma assustadora expansão do poder estatal, criando suas amarras em costumes, linguagens, conceitos morais e éticos e até preconceitos.

Deixa-me perplexo quando há pessoas que comemoram a consagração de certas regalias em nome de "direitos" legais. [...] Mal se percebe que tais leis implicam restrições, reservas de mercado, ou seja, privilégios legais disfarçados em nome de direitos.
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O Estado agora pode ditar preconceitos alheios. Inclusive, regula os olhares, os flertes, o palavreado chulo e formas de pensar. Ele se respalda no direito de deformar os conceitos tradicionais da família e da propriedade, como também interfere na educação dos filhos, a revelia dos pais. [...] E cada vez mais a forma do direito ganha mais importância do que seu conteúdo e sua finalidade.
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Fonte - Mídia Sem Máscara

domingo, 4 de julho de 2010

Música altera batimento cardíaco

Música clássica é capaz de mudar a taxa de batimentos cardíacos tanto em pessoas saudáveis quanto em pacientes em estado vegetativo, sugerindo que ela pode afetar os sistemas neurais da emoção mesmo quando o pensamento consciente está ausente. Francesco Riganello e sua equipe, do Instituto Santa Anna, em Crotone, Itália, tocaram quatro músicas clássicas para 16 voluntários saudáveis enquanto mediam seus batimentos cardíacos. A equipe repetiu o experimento com 9 pacientes em estado vegetativo. Os pesquisadores também pediram aos voluntários saudáveis para descrever as emoções que sentiam enquanto escutavam as músicas. As peças, de três minutos cada uma e de diferentes compositores, foram escolhidas devido a seus diferentes ritmos, fator que produz emoções tanto positivas e quanto negativas.

Riganello descobriu que a música afetou a taxa de batimentos cardíacos da mesma forma nos dois grupos. Músicas consideradas "positivas" pelos voluntários saudáveis, como o minueto do quinteto de cordas em Mi Maior, de Boccherini, diminuíram a taxa de batimentos cardíacos, enquanto músicas "negativas", como a sexta sinfonia de Tchaikovsky, aumentaram os batimentos.

Uma pessoa está em estado vegetativo quando não apresenta nenhuma resposta comportamental visível a estímulos externos. "Em geral, acredita-se que pacientes vegetativos estão isolados do mundo externo, mas essa ideia pode estar incorreta", diz Riganello.

Padrões cardíacos observados em pessoas saudáveis ao escutar a música de Boccherini em estudos anteriores indicam que os pacientes ficavam mais relaxados. Riganello sugere que algo semelhante poderia estar acontecendo em pacientes em estado vegetativo.

Ele acredita que a reação se origina em regiões inferiores do cérebro, como os sistemas límbico e paralímbico, que controlam emoções e respostas autônomas e podem permanecer ativos mesmo depois de lesões cerebrais extensas. [...]

O estudo foi publicado no periódico Clinical Neurophysiology.

(BOL Notícias)

Nota Michelson Borges: Depois de ler sobre essa pesquisa e o poder do ritmo no que tange às emoções, fiquei pensando em certos tipos de música ritmadas que são executadas em igrejas, ambiente que deveria levar os adoradores ao contato com Deus, à introspecção e reflexão, e estimular tão somente "sentimentos positivos" e não agitação. Se a melodia e o ritmo são capazes de nos influenciar mesmo inconscientemente, não adianta colocar letra religiosa num estilo musical próprio para a danceteria. Cria-se, assim, conflito e afasta-se o adorador do adequado contato com o Divino.

03/07/10 - Pr. Ted Wilson - "Go forward"

Sermão de encerramento da 59a. Conferência Geral dos Adventistas do Sétimo Dia, dirigido pelo Pr. Ted Wilson, novo Presidente da Igreja Mundial.

Parlamento Europeu discute governo económico europeu

O Parlamento Europeu vai na segunda-feira discutir um relatório sobre a crise financeira que prevê a criação de um "governo económico".

"O que prevemos no relatório é a existência de um governo económico para os 27 Estados-membros porque a União Europeia nesta crise reagiu e houve demasiados incumprimentos desde logo àquilo que estava estabelecido no Pacto de Estabilidade e Crescimento", disse à agência Lusa o eurodeputado Diogo feio, do CDS/PP, autor do relatório que é discutido segunda-feira na comissão de Economia e Assuntos Monetários do Parlamento Europeu.

A reunião acontece pelas 19h00 e conta com a presença de Olli Rehn, comissário Europeu dos Assuntos Económicos e Monetários.

A propósito da crise de dívida vivida na Europa, a dívida dos Estados é uma das questões que centra as preocupações do relatório com este abrir a "possibilidade de um procedimento por dívida excessiva", tal como já acontece com o défice excessivo.

Com vista ao fortalecimento da governação económica da Zona Euro, o relatório defende a "vigilância das políticas económicas entre os Estados-membros porque estas têm efeitos para além das suas fronteiras".

Diogo Feio pretende "um crescimento mais harmonizado entre os vários Estados da União Europeia", ainda que "as regras sejam naturalmente mais restritas para os membros do Eurogrupo".

"Neste relatório apostamos que o PEC não deve ser só um Pacto de Estabilidade mas também de Crescimento. O crescimento deve ser o grande objectivo da União Europeia", acrescentou.

Caso o relatório seja aprovado, o Programa de Estabilidade e Crescimento de cada Estados-membros vai ser "controlado" não só pelos parlamentos nacionais mas também pelo Parlamento Europeu.

A Comissão Europeia será o "órgão central" neste modelo de governo económico.

O relatório prevê ainda o estudo de medidas de longo prazo que poderão levar mesmo à "modificações dos textos legislativos da União Europeia, como os tratados", afirmou o deputado.

Após a discussão do relatório esta segunda feira, os deputados têm até 7 de Setembro para apresentar emendas à proposta, que é votado na comissão parlamentar em Setembro e chega ao plenário do Parlamento Europeu em Outubro.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Receio que estejamos no início de uma forte depressão

As recessões são comuns, mas as depressões são raras. Até onde eu sei, apenas dois períodos da história econômica foram chamados na sua época de "depressões": os anos de deflação e instabilidade após o Pânico de 1873 e os anos de desemprego em massa após a crise de 1929 a 1931.

Nem a Longa Depressão do século 19 nem a Grande Depressão do século 20 foram períodos de declínio ininterrupto - pelo contrário, ambas tiveram momentos em que a economia cresceu. Mas esses episódios de melhoria nunca foram suficientes para desfazer os danos do choque inicial e foram seguidos de recaídas.

Receio que estejamos nos primeiros estágios de uma terceira depressão. A probabilidade é que ela seja mais parecida com a Longa Depressão do que com a Grande Depressão. Mas o custo - para a economia mundial e, acima de tudo, para os milhões de vidas arruinadas pela falta de empregos - será ainda assim, imenso.

E essa terceira depressão será resultado de um fracasso das políticas econômicas. Em todo o mundo - mais recentemente na desanimadora reunião do G-20 no último final de semana - os governos estão obcecados com a inflação, enquanto que a grande ameaça é a deflação, recomendando cortes de gastos, ao passo que o verdadeiro problema são os gastos inadequados.

Em 2008 e 2009, parecia que havíamos aprendido com a história. Diferente de seus predecessores, que aumentaram as taxas de juros para enfrentar a crise financeira, os líderes atuais da Reserva Federal e do Banco Central Europeu cortaram radicalmente os juros e voltaram-se para os mercados de crédito. Diferente dos governos do passado, que tentaram equilibrar os orçamentos para enfrentar a economia em declínio, os governos de hoje permitiram que os déficits aumentassem. E melhores políticas ajudaram o mundo a evitar o colapso total: Pode-se dizer que recessão resultante da crise financeira terminou no verão passado.

Mas os historiadores nos dirão no futuro que esse não foi o fim da terceira depressão, da mesma forma que a melhora econômica em 1933 não foi o fim da Grande Depressão. Afinal de contas, o desemprego - especialmente o desemprego de longo prazo - mantém-se em níveis que seriam considerados catastróficos há alguns anos e não parecem estar a caminho do declínio. E tanto os Estados Unidos quando a Europa estão prestes a cair na armadilha deflacionária que atingiu o Japão.

Perante perspectivas tão sombrias, esperávamos que nossos legisladores se dessem conta de que ainda não fizeram o suficiente para promover a recuperação. Mas não: Nos últimos meses, observou-se a volta de um comportamento espantosamente ortodoxo com relação a empréstimos e orçamentos equilibrados.

Podemos observar uma volta mais evidente desse tipo de comportamento em discursos na Europa, onde oficiais parecem estar se inspirando em Herbert Hoover para compor sua retórica, incluindo a afirmação de que impostos mais altos e cortes de gastos irão de fato expandir a economia através da segurança comercial. Na prática, no entanto, os Estados Unidos não estão muito diferentes. A Reserva Federal parece saber dos riscos da deflação - mas não se propõe a fazer nada para mitigá-los. A administração Obama sabe dos perigos de uma austeridade fiscal prematura - mas, já que os republicanos e democratas conservadores se negam a autorizar um auxílio maior aos governos estaduais, essa austeridade é inevitável e se manifesta através de cortes de orçamento estadual e municipal.

Por que então esse tropeço político? Os conservadores normalmente citam os problemas da Grécia e outros países europeus para justificar suas ações. É verdade também que os investidores de ações passaram a preferir os governos com déficits incontroláveis. Mas não há provas de que a austeridade fiscal repentina em face a uma economia em depressão ofereça alguma garantia a investidores. Muito pelo contrário: A Grécia optou pela austeridade severa e teve como resultado um aumento ainda maior da sua instabilidade; a Irlanda impôs cortes ferozes nos gastos públicos e foi tratada pelos mercados como um risco maior do que a Espanha, que até então havia sido mais relutante em aceitar a solução proposta pelos conservadores.

É quase como se os mercados financeiros conseguissem entender o que os legisladores não conseguem: apesar de a responsabilidade fiscal de longo prazo ser importante, o corte repentino de gastos em uma depressão, que aumenta mais ainda essa depressão e precede a deflação, é também uma estratégia autodestrutiva.

Por isso eu acho que a Grécia não é a culpada, nem a preferência realista por trocar empregos por déficits. Na realidade, tudo isso se resume a um conservadorismo que pouco tem a ver com análises racionais e cujo maior dogma é impor sofrimento ao povo para mostrar liderança em momentos de crise.

E quem pagará o preço pelo triunfo desse conservadorismo? Dez milhões de trabalhadores desempregados, muitos deles, inclusive, que ficarão sem trabalho por anos ou até mesmo pelo resto da vida.

Paul Krugman

Fonte - Terra Magazine

terça-feira, 29 de junho de 2010

Suprema Corte dos EUA rejeita imunidade do Vaticano em caso de pedofilia

A Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou nesta segunda-feira uma apelação pela imunidade do Vaticano, em um processo contra o Estado soberano católico pelas diversas transferências de um padre acusado de abuso sexual de crianças.

O Vaticano queria que as cortes federais americanas rejeitassem o processo que visa responsabilizar a Igreja Católica pela transferência do reverendo Andrew Ronan da Irlanda para Chicago e, depois, para Portland, apesar das várias acusações de pedofilia.

A decisão permite que os sacerdotes acusados de pedofilia nos EUA sejam julgados e anula os efeitos das leis de imunidade soberana que determinam que um Estado soberano, incluindo o Vaticano, fique imune a processos judiciais.
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Pedido presidencial

Neste sábado, o governo de Barack Obama pedira em vão à Suprema Corte que conceda imunidade ao papa Bento 16 e a outros dirigentes da Igreja Católica nos julgamentos de padres acusados de pedofilia no país.

Os nove juízes do Supremo pediram a opinião do governo Obama, como fazem regularmente nos casos que afetam as relações diplomáticas.

Nos EUA, as maiores autoridades do Vaticano, incluindo o papa, então cardeal Joseph Ratzinger, também teriam encoberto o reverendo americano Lawrence Murphy, acusado de abusar sexualmente de 200 crianças surdas.
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Fonte - Folha

Nota DDP: Dada a divergência entre a Suprema Corte e o Poder Executivo americano, é interessante de se acompanhar como seguirão os eventuais acertos entre o líder máximo daquela nação e o do poder religioso diretamente envolvido. Os fatos parecem sugerir que se encontram ideologicamente alinhados.

Vício consagrado

A afetação de neutralidade superior, especialmente quando se quer impingir à platéia opiniões arriscadas e mentiras cínicas, é a essência mesma do "estilo jornalístico". Os "grandes jornais" deste país praticam-no com destreza tal que a maior parte de seus leitores, tomando a forma pelo conteúdo, acredita seguir a razão e o equilíbrio no instante mesmo em que vai se acomodando, pouco a pouco, anestesicamente, às propostas mais dementes, às modas mais escandalosas, às idéias mais estapafúrdias.
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Quem, aliás, tem a paciência e os meios intelectuais de examinar as mudanças progressivas e sutis da linguagem de um jornal ao longo de vinte anos? No começo, o processo é invisível porque seus primeiros passos são discretos e aparentemente inofensivos. No fim, é invisível porque sua história se apagou da memória popular. A lentidão perseverante é a fórmula mágica das revoluções culturais.

É verdade que o grosso do público não tem a mais mínima idéia das técnicas de engenharia social que, de uns trinta anos para cá, se substituíram maciçamente às normas do bom jornalismo. Não há uma só faculdade de jornalismo no Brasil que tenha escapado à influência das doutrinas "desconstrucionistas", segundo as quais não existe verdade objetiva, nem fato, nem relato fidedigno - há apenas a "vontade de poder" e, conseqüentemente, a "imposição de narrativas". Notem bem: não se trata de impor "opiniões", julgamentos de valor. Trata-se de modelar a seqüência, a ordem e o sentido dos episódios narrados, de tal modo que sua simples leitura já imponha uma conclusão valorativa sem que esta precise ser defendida explicitamente. É a arte de fazer a vítima aceitar passivamente, de maneira mais ou menos inconsciente, opiniões com as quais, numa discussão aberta, jamais concordaria. Antigamente os jornais buscavam ser neutros e objetivos nas páginas noticiosas, despejando nas seções editoriais as opiniões candentes, a retórica exaltada, as campanhas empolgantes. Hoje os editoriais são todos escritos num mesmo estilo insosso, diplomático, sem cor nem sabor, porque as opiniões que se deseja impingir ao público já vêm embutidas no noticiário, onde gozam do privilégio - e da eficácia - dos ataques camuflados. No Brasil, todo estudante de jornalismo, mesmo quando incapaz de conjugar um verbo ou atinar com uma regência pronominal, sai da faculdade afiadíssimo nessa arte. Não porque a tenha "estudado" - o que suporia uma discussão crítica incompatível com a natureza mesma dessa prática --, mas justamente porque teve de exercê-la para passar de ano, sem discuti-la, de tal modo que seu sucesso escolar depende de sua docilidade em consentir com o embuste até o ponto em que deixe de percebê-lo como embuste. Então ele está pronto para usá-lo contra os leitores sem ter qualquer suspeita de estar lhes fazendo algum mal.

É por isso que a "grande mídia", hoje em dia, já não vale absolutamente nada como forte de informação, e continuar a consumi-la como tal é apenas um vício consagrado, fundado no prestígio residual de um jornalismo extinto.

Fonte - Mídia sem Máscara

FAQ

Buscar plena unidade entre os cristãos

Cidade do Vaticano, 28 jun (RV) - Bento XVI presidiu esta tarde, na Basílica de São Paulo Fora dos Muros, a celebração das vésperas da Solenidade dos Apóstolos Pedro e Paulo.

O Santo Padre acolheu com alegria e reconhecimento a delegação do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla, enviada pelo Patriarca Bartolomeu I, e guiada pelo Metropolita Ortodoxo de Sassina, Gennadios.

Em sua homilia, o Papa enfatizou a vocação missionária da Igreja, citando como exemplo o Apóstolo dos Gentios. Bento XVI recordou o compromisso missionário da Igreja com Paulo VI, no Concílio Vaticano II, sobre a evangelização do mundo contemporâneo.

"O empenho de anunciar o Evangelho aos homens de nosso tempo, animados pela esperança e muitas vezes atribulados pelo medo e angústia, é sem dúvidas um serviço feito não somente à comunidade cristã, mas também a toda a humanidade" – frisou o pontífice.

Bento XVI recordou também o Papa João Paulo II que representou em pessoa a natureza missionária da Igreja, com suas viagens apostólicas e com a insistência em seu Magistério sobre a urgência de uma "nova evangelização".

"Hoje, repito diante do sepulcro de São Paulo: a Igreja é no mundo uma imensa força renovadora, não certamente por suas forças, mas pela força do Evangelho, no qual sopra o Espírito Santo de Deus, o Deus criador e redentor do mundo. Os desafios da época atual são certamente superiores às capacidades humanas: o são os desafios históricos e sociais, e com maior razão os espirituais" – frisou o Santo Padre.

Nesta perspectiva, Bento XVI anunciou a criação de um novo organismo, na forma de Pontifício Conselho, com a tarefa de promover uma renovada evangelização nos países onde já ressoou o primeiro anúncio da fé e buscar meios adequados para propor novamente a perene verdade do Evangelho de Cristo.

O Papa concluiu a homilia, recordando que o desafio da nova evangelização interpela a Igreja universal, e nos pede para que "sigamos com empenho a busca da plena unidade entre cristãos".


Fonte - Radio Vaticano


Nota DDP: Ver também "Papa anuncia criação de novo Conselho Pontifício".

Nota O Tempo Final: Ora cá está mais uma notícia proveniente do Vaticano, cheia de palavras bonitas e que soam bem ao serem pronunciadas, mas que, à boa maneira Católica, escondem o verdadeiro sentido que se quer transmitir, diria antes impor - veja que, como sempre, não se concretiza o que se pretende; apenas se sugere tendo em vista um bom fim e louvável propósito...

Acho curioso que os objetivos que se pretendem atingir com a criação deste novo Conselho Pontifício, tais como 'combater um eclipse do sentido de Deus', 'repropor a verdade perene do Evangelho de Cristo' e satisfazer a 'sede de Deus', são a consciência de males para os quais contribuiu, e muito, a postura da Igreja Católica ao longo dos séculos, fazendo com que a sua autoridade sob a forma de uma tradição humana substituísse o real conteúdo bíblico, a revelação desse Deus vivo.

Deus eclipsado, falta de verdade perene do evangelho e sede de Deus era o que não tinham os fiéis crentes massacrados durante séculos às mãos da Igreja Católica! Será este um mea culpa católico? Mais uma vez, não! Nem pensar!

Mas algumas perguntas ficam por responder.

Por exemplo, o Conselho criado tentará 'encontrar meios adequados para repropor a verdade perene do Evangelho de Cristo'. Hum... Fico intrigado ao imaginar quais serão os tais meios... E não resisto a perguntar se entre os métodos se encontrarão estes:

'Ao aproximar-nos da última crise, é de vital importância que existam entre os servos do Senhor harmonia e união. O mundo está cheio de tempestade, guerra e contenda. Contudo, ao mando de um chefe - o poder papal - o povo se unirá para opor-se a Deus na pessoa de Suas testemunhas. Essa união é cimentada pelo grande apóstata' (Ellen White, Testemunhos Seletos, v. 3, p. 171).

'É evidente que uma época de grandes trevas intelectuais tem sido favorável ao êxito do papado. Ainda será demonstrado que uma época de grande luz intelectual também é favorável ao seu êxito (idem, Spirit of Prophecy, v. 4, p. 390).

'Princípios católicos romanos serão adotados sob o cuidado e a proteção do Estado. Esta apostasia nacional será rapidamente seguida pela ruína nacional' (idem, Review and Herald, 15 de junho de 1897).

Gostaria de dizer ao Papa Bento XVI que os meios para atingir os objetivos que mencionou são o abandono das tradições de homens e o retorno à verdade da Bíblia. Mas isso é algo que ele jamais fará...

sábado, 26 de junho de 2010

Reflexão sobre as primeiras palavras do Pr. Ted Wilson

O Pastor Ted Wilson foi hoje nomeado como novo presidente da Conferência Geral dos Adventistas do Sétimo Dia, até 2015. Ele sucederá ao Pr. Jan Paulsen, que estava no cargo desde 1999.

Tenho de confessar que só o conheço através dos spots do Hope Channel no qual participou e pelo fato de ser filho de um antigo presidente da Conferência Geral. Soube agora que já ministrou e serviu a igreja em vários lugares do mundo, como os EUA, a Rússia e África. Por esta razão, não tinha, ao ouvir a confirmação da sua nomeação, qualquer expetativa específica em relação ao trabalho que ele exercerá (pelo menos) nos próximos cinco anos. Daí que, a partir deste momento, passe a ser um observador atento e interessado de todas as suas intervenções e palavras.

A primeira dessas intervenções surgiu logo após a nomeação ser aceite pelos delegados presentes na Assembleia, dirigindo-se aos mesmos pela primeira vez como líder máximo da Igreja mundial. E o meu interesse foi de imediato despertado!


O Pr. Wilson começou por recordar a razão pela qual existimos como igreja, dizendo o seguinte: 'esta não é apenas uma organização, esta não é apenas outra denominação. Esta é a igreja remanescente de Deus'.

Ora, só por aqui, ele assume para si a séria responsabilidade que dirigir humanamente a igreja que Deus estabeleceu na Terra para os últimos dias. Fica-lhe bem e é isso que se pretende: alguém na liderança que não fuja nem um pouco da grande tarefa que lhe é entregue; que não se atemorize com a dimensão da empreitada; que não tente um caminho lateral mais fácil, mas porventura não o designado; mas que reconheça em todos os aspetos que esta é uma igreja, diria melhor uma missão, especial para todo o céu!

O Pr. Wilson proferiu então uma frase que descreve quais devem ser os fundamentos, cada qual à sua escala, da nossa ação como igreja: 'eu não sei tudo, mas procurarei sabedoria de conselheiros, da Bíblia e do Espírito de Profecia', referindo-se à obra inspirada de Ellen White.

Se quanto à Bíblia não há discussão e quanto aos conselheiros sei que muito gostamos de nos reunir e abordar juntos assuntos da igreja, creio que deveríamos rever a nossa postura recente com relação aos escritos da irmã White.

O novo presidente não deixou esses escritos com mais de cem anos fora da sua lista de fontes de conhecimento para a tarefa que o aguarda; poderiam, então, os membros negligenciar esse enorme legado na lida da igreja e na sua vida, em termos pessoais?! Poderemos nós começar a determinar a validade dos testemunhos conforme aquela que julgamos ser a nossa própria conveniência?!

Creio que, nos últimos tempos, a pena inspirada da irmã tem vindo a perder alguma relevância entre nós; não por culpa dos escritos em si, mas devido às tentativas de relativizá-los ao tempo em que vivemos. Este é, digo eu, um erro crasso. Oxalá o Pr. Wilson consiga devolver a importância que lhes tem sido retirada. Para o bem da igreja e do povo que dela faz parte.

Mas, o melhor da sua intervenção inicial estava reservado para o fim...

Na sua última linha, neste primeiro curto e improvisado discurso, o Pr. Wilson pediu o apoio dos membros presentes, afirmando sem reservas: 'orem para que o Espírito Santo nos traga reavivamento e reforma'!

Se há necessidade de reavivamento é porque algo está a morrer, a perder vida; se há necessidade de reforma, é porque algo está errado e precisa ser mudado. Pois bem, eu concordo totalmente e subscrevo o repto do nosso novo presidente!

Temos de admitir que não será fácil para alguém que agora chega à liderança transmitir de imediato uma mensagem de mudança. Poderia ser mal interpretado e os ouvintes julgarem que ele estava a colocar em causa a validade do trabalho do(s) seu(s) antecessore(s).

Estou seguro que não é, de todo, essa a intenção das suas palavras. O Pr. Wilson quis trazer à mente da igreja o urgente apelo de Deus na, já abordada, pena inspirada de Ellen White:

'Tem que ocorrer um reavivamento e reforma, sob o ministério do Espírito Santo. Reavivamento e reforma são duas coisas diferentes. Reavivamento significa renovação da vida espiritual, uma vivificação das faculdades do espírito e do coração, um ressurgimento da morte espiritual. Reforma significa reorganização, mudança de idéias e teorias, hábitos e práticas. A reforma não produzirá os bons frutos da justiça a menos que esteja ligada a um reavivamento do Espírito. Reavivamento e reforma devem fazer a obra que lhes é designada, e para fazerem essa obra têm de se unir' (Review and Herald, 25 de fevereiro de 1902).

Também lhe reconheço coragem, porque desafia a igreja a olhar para si mesma e reconhecer que algo de muito sério deve ser operado no seu interior, para que ela possa alcançar o exterior com grande poder - obra essa sobre a qual já muito ouvimos falar, mas teimamos em adiar indefinidamente...

Esta é uma ruptura de qualidade; não para quebrar valores e princípios que amamos e são inalteráveis, mas para provocar um retorno à prática original do Adventismo! Algo que, foi sendo sorrateira e consecutivamente substituído entre nós por hábitos que não deviam fazer parte da nossa vida. E que terão, inevitavelmente, de ser abandonados!

Se o Pr. Wilson quiser fazer desta frase a motivação para a sua liderança, pois poderá contar com este espaço para subscrever e divulgar as suas ideias para a igreja entre os irmãos de língua portuguesa. Será a minha humilde forma de apoiar o que ele me permitiu perceber nestas primeiras palavras.

Fonte - O Tempo Final

Nota DDP: Amém!

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Um espião em seu computador

Existe um programa de computador que registra tudo o que você faz na internet. Acionado, ele sabe que você entrou no Orkut, digitou o nome de uma ex-namorada no campo de busca, depois visitou o perfil dos amigos dela. Também viu que entrou num site de vendas e procurou uma nova torradeira. Anotou as opções que você comparou. Acompanhou sua visita ao site do banco para consultar o saldo. Seguiu seus passos no site de e-mail enquanto você abria cada mensagem. Viu que você entrou no Facebook. E quando você clicou num vídeo divertido que alguém recomendou. Esse programa anota quanto tempo você gastou em cada uma dessas atividades. E transmite toda essa informação a uma empresa que analisa seu comportamento e o classifica de acordo com algum rótulo. Soa amedrontador? Pois é real. Esse tipo de invasão de privacidade ameaça os internautas brasileiros.

A sequência acima, de rastreamento da navegação na internet, descreve o serviço oferecido pela empresa inglesa Phorm. Ela está chegando ao Brasil. Seu principal cliente aqui é o provedor de internet Velox, serviço oferecido no Rio de Janeiro pela operadora de telecomunicações Oi. A Oi está testando aqui uma versão do programa da Phorm chamada Navegador. É uma tecnologia que está longe de ser aceita no mundo. Desde 2002, quando foi criada pela Phorm, ela tem gerado controvérsia internacional e levantado preocupações em grupos ligados à defesa dos direitos civis na internet. Essas resistências dificultaram sua adoção nos Estados Unidos e na Europa. Há o temor de que as informações pessoais sejam usadas de forma indevida. É evidente que uma empresa telefônica não pode grampear suas linhas. Por que, afinal, seu provedor de internet teria direito de saber o que você faz na rede? Um programa espião ameaça nossa liberdade?

Sua chegada foi discreta no Brasil. A primeira rodada de testes com o Navegador foi anunciada em março pela Oi, dona do provedor de banda larga Velox e do portal iG. De acordo com a Oi, ele começou a ser oferecido a internautas do Rio de Janeiro. A intenção da Oi é expandir aos usuários de todo o Estado até o final de 2010. O Navegador é um rastreador remoto (não fica instalado na máquina do usuário) dos passos que um internauta dá na rede. No início dos testes, Oi e Phorm anunciaram uma parceria com os portais Terra, UOL e Estadão. Procurada por ÉPOCA, a assessoria do Grupo Estado afirmou que “a parceria nunca existiu e o nome da empresa foi usado à revelia”. A Oi confirmou a parceria com UOL e Terra.

O objetivo do Navegador é detectar as preferências de quem navega na rede. A promessa da Oi é oferecer ao usuário uma navegação personalizada. Quem é torcedor do Flamengo passaria a ter automaticamente na tela do computador mais informações sobre o time. “Uma página será apresentada aos clientes para que decidam se desejam ativar a ferramenta”, diz a Oi. “A escolha e decisão é do cliente.” Oi e Phorm também afirmam que a tecnologia do rastreador traça o perfil dos usuários sem identificá-los. Isso seria possível graças a um recurso técnico. Assim que um internauta se conecta à web, imediatamente o Navegador associa a ele um número aleatório. É esse número interno – e não um nome público ou um endereço fixo na internet (conhecido tecnicamente como IP) – que a Phorm usa no rastreamento. “Nenhum dado pessoal, histórico de navegação ou endereço IP é armazenado pela ferramenta”, informou a Oi. “O sistema não rastreia e-mails, salas de bate-papo e páginas seguras, como sites de banco.”

O programa da Phorm também permite que o provedor de acesso mostre, a cada usuário, anúncios específicos, de acordo com seus interesses pessoais. Sites que tenham acordo com o provedor poderiam vender anúncios prometendo veiculá-los a internautas cujo perfil fosse mais interessante ao anunciante. Tal sistema é apresentado como um modo de aumentar a receita de provedores e sites de conteúdo. Só que, além de invasivo, ele pode representar uma concentração de poder nas mãos de uma empresa cuja missão deveria ser prover acesso de forma indistinta – sem discriminar o conteúdo ou publicidade que trafega em sua rede. Numa comparação com outro setor, a situação seria equivalente a uma empresa de eletricidade receber dinheiro cada vez que você ligasse uma determinada marca de eletrodoméstico na tomada.

Tamanho poder nas mãos da Phorm e da Oi pode representar uma ameaça à concorrência no mercado de publicidade on-line. A Oi argumenta que, como o iG detém em torno de 5% desse mercado, essa ameaça inexiste. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) deverá julgar nas próximas semanas a parceria entre Oi e Phorm. Até agora, a Secretaria de Direito Econômico (SDE) e a Secretaria de Acompanhamento Econômico (SEAE) deram parecer favorável à Oi. O caso estava na pauta do dia 5 de maio, mas o Cade decidiu pedir mais informações à Oi. Um novo julgamento ainda não foi marcado.

Além das questões comerciais, o maior estigma em torno dos programas de rastreamento da Phorm é a ameaça à privacidade. O Brasil está recebendo um programa espião rejeitado em outros países. O histórico da Phorm é sombrio. Ela foi fundada em 2002, com o nome de 121Media. Especializou-se na criação de programas para publicidade on-line. Seu primeiro produto foi classificado como um spyware, nome técnico dos programas espiões que se instalam na máquina do usuário sem consentimento e enviam informações a terceiros. No início da década passada, esses programas eram tão populares quanto difíceis de apagar. A Phorm recebeu notificações de órgãos de segurança de países como Estados Unidos, Canadá e Inglaterra pedindo que interrompesse as vendas por ferir a segurança e a privacidade do internauta.

A Phorm então desenvolveu o Webwise, programa que diz tratar o internauta de forma anônima. Sites como Google, Amazon e Wikipédia bloquearam o Webwise em suas páginas por desconfiança. Personalidades como Tim Berners-Lee, criador da web, criticaram a falta de transparência (leia mais no quadro ao lado). O caso mais delicado envolveu a British Telecom (BT), operadora estatal de banda larga da Inglaterra, acusada de infringir as leis de privacidade da União Europeia por fazer, entre 2006 e 2007, testes do programa com 18 mil clientes – sem consultá-los. O mal-estar foi tamanho que a BT teve de abandonar o projeto em 2008. “A ferramenta da Oi tem uma proposta de valor e modelo de implementação totalmente diferente do Reino Unido”, informou a Oi.

A Phorm não é a única empresa que rastreia hábitos do internauta para alocar publicidade. Grandes sites, como o Google, tentam adivinhar o gosto do usuário a partir do que ele busca ou digita. O Facebook também enfrenta questionamentos sobre sua política de privacidade. Vários internautas têm abandonado o Facebook por causa disso. Mas o rastreamento da Phorm dá um passo além. Por dois motivos. Primeiro, os outros sites avaliam seu perfil, mas sua vida digital não fica toda guardada neles. Quando a Phorm espiona, ela rastreia tudo o que você faz. Segundo motivo, as empresas de busca e redes sociais precisam do retorno publicitário para manter seus serviços gratuitos. Os provedores que usam o programa da Phorm já são pagos por você – e pelo acesso, não por conteúdo.

O grupo AntiPhorm, uma ONG de defesa de direitos civis na internet, lançou programas para bloquear o rastreador. Um deles, o Dephormation, funciona simulando atividade na internet de seu computador. Com isso, os dados que a Phorm rastreia ficam poluídos com informação falsa e perdem valor. O navegador Firefox oferece uma ferramenta chamada Firephorm, que impede a Phorm de anotar os sites que você visita. As próprias empresas que anunciam podem se recusar a adotar o sistema da Phorm por julgar importante manter a privacidade de seus clientes e por desconfiar que esses dados possam ser usados por concorrentes. “Alguns podem avaliar que explorá-los configura espionagem industrial”, diz Jim Killock, da Open Rights Group. Isso explica, em parte, a reação negativa da Amazon.

O Brasil pode criar barreiras contra esse tipo de insegurança digital com o novo marco regulatório da internet, lei que esteve em consulta pública nos últimos meses e deverá seguir para o Congresso no final do semestre. Até agora, o texto não aborda especificamente programas de rastreamento, como o Webwise ou o Navegador, da Phorm. Mas dá uma indicação de que isso pode ser considerado ilegal. Num dos parágrafos, afirma que o provedor “fica impedido de monitorar, filtrar, analisar ou fiscalizar os conteúdos dos pacotes de dados, salvo para administração técnica de tráfego”. Se essa norma for aperfeiçoada, os brasileiros podem ficar mais protegidos contra as tentativas de espionagem de sua vida privada.

Fonte - Revista Época

Visitas ao inferno

Já visitei o inferno. Estive lá em vida. Já entrei em suas câmaras horrendas diversas vezes. Em todas, padeci muito. Nada sei sobre o "Hades" mencionado pelos religiosos. Aquele que jaz embaixo da terra e começa depois da morte não me interessa. O inferno que já conheci e que me machuca fica aqui mesmo, na terra dos viventes.

Já estive no inferno do engano. Há algum tempo, visitei um parque suíço, em Zurique, para onde convergiam os toxicômanos da cidade. Subi o viaduto que atravessa o parque e do alto contemplei um cenário surreal e dantesco. Lama, lixo e fezes, atolavam rapazes e moças naquele submundo. Ali não existiam humanos, apenas carcaças ambulantes. Naquela mesma noite, no avião, desejei dormir profundamente só para fugir do que testemunhara. Eu preferia qualquer pesadelo a ter que conviver com aquele cenário, tão real. Perguntei-me diversas vezes quem eram aqueles jovens. E porque se revoltavam contra o sistema. Se tentavam ser livres, criaram uma masmorra. Acabaram construindo o inferno com as próprias mãos.

Daquele dia, despertei: o Lago de Enxofre permeia o mundo em que existo. Cada um daqueles jovens tinha um pai. Um pai que pranteia porque não sabe como apagar as labaredas medonhas do lago de enxofre.

Já estive no inferno da culpa. Hoje sei que nenhum tormento provoca maior dor que a culpa. Qualquer mulher culpada sabe o tamanho de sua opressão. Qualquer homem culpado fala que os ossos derretem com uma consciência pesada. Culpa é ácido. A culpa avisa que o passado não pode ser revisitado. Assim as pessoas se submetem a carrascos internos e esperam redenção através de açoites. A dor da culpa lateja como um nervo exposto.

Os culpados procuram dissimular o sofrimento com ativismos, divertimentos e até promiscuidade. Mas a culpa não cede; persegue, persegue, até aniquilar iniciativa, criatividade e esperança. Recordo quando, no final de uma reunião, uma mulher me procurou pedindo ajuda. Seu marido se suicidara de forma violenta. Depois de enroscar uma tira de couro no pescoço, deu partida em um motor, que não só o estrangulou como lhe decepou a cabeça. Mas antes, ele procurou vingar-se. Deixou uma nota responsabilizando a mulher pelo gesto trágico. Diante da tragédia, aquela pobre mulher, desorientada e aflita, não sabia como sair do cárcere que o marido meticulosamente construíra.

Já estive no inferno da maldade. Conheci homens nefastos. Sentei-me na roda de ímpios. Frequentei sessões onde o martelo inclemente da religião espicaçou inocentes. Vi sacerdotes alçando o vôo dos abutres. Semelhante às tragédias shakespeareanas, eu próprio senti o punhal da traição rasgar as minhas vísceras. Fui golpeado por suspeitas e boatos. Com o nome jogado em pocilgas, minha vida foi chafurdada como lavagem de porco. Senti o ardor do inferno quando tomei conhecimento da trama que visava implodir o trabalho que consumiu meus melhores anos. E eu não sabia como reagir.

Portanto, quando me perguntam se acredito no inferno, respondo que não, não acredito. Eu o conheço! Sei que existe. Eu o vejo ao meu redor. Inferno é a sorte de crianças que vivem nos lixões brasileiros. Inferno é o corredor do hospital público na periferia do Rio de Janeiro. Inferno é o campo de exilados em Darfur. Inferno é a vida de meninas que os pais venderam para a prostituição. Inferno é o asilo nos Estados Unidos, que não passa de um depósito onde os velhos esperam a morte.

Um dia, aceitei a vocação de lutar contra esses infernos que me rodeiam, assustam e afrontam. Ensinei e continuo a ensinar que Deus interpela homens e mulheres para que lutem contra suas labaredas. E passados tantos anos, a minha resposta continua a mesma: “Eis-me aqui, envia-me a mim”.

Acordo todos os dias pensando em acabar com os infernos. Gasto a minha vida para devolver esperança aos culpados; oferecer o ombro aos que tentam se reconstruir; usar o dom da oratória para que os discriminados se considerem dignos. Luto para transformar a minha escrita em semente que germina bondade em pessoas gripadas de ódio. Dedico-me ao estudo porque quero invocar o testemunho da história e mostrar aos mansos que só eles herdarão a terra onde paz e justiça se beijarão.

Soli Deo Gloria

Fonte - Ricardo Gondim

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Líderes religiosos se reúnem antes do G8

Winnipeg, 22 jun (RV) – Está em andamento em Winnipeg, no Canadá, a V Reunião Mundial de Religiões, que se concluirá amanhã, 23, poucos dias antes das cúpulas do G8 e do G20 – eventos previstos este ano em Muskoka e Toronto (ambas no Canadá), de 25 a 27 próximos, nos quais estarão presentes, entre outros, os presidentes dos Estados Unidos, Rússia e China.

Na Reunião de Religiões, participam cerca de oitenta líderes religiosos de todo o mundo – entre os quais cristãos de várias confissões, judeus, muçulmanos, budistas, hindus e zoroastristas. Em discussão, Direitos Humanos, liberdade religiosa, erradicação da pobreza, meio ambiente sustentável, paz e segurança.

No site www.faithchallengeg8.com já é possível assinar uma petição em que os líderes religiosos encorajam os líderes mundiais a "tomar medidas corajosas e concretas contra a pobreza e em favor da Terra". "Nós os exortamos – lê-se na mensagem – a satisfazer as necessidades imediatas das pessoas mais vulneráveis, colocando em prática mudanças estruturais que possam superar o abismo entre ricos e pobres."

No texto, os líderes religiosos pedem aos chefes de Estado e de Governo que invistam na paz e eliminem os fatores que alimentam os circuitos dos conflitos violentos e dos militarismos economicamente insustentáveis. Pedem ainda que avancem para respeitar os "Objetivos do Milênio".

A ideia de um G8 das religiões foi proposta pela primeira vez por algumas personalidades da Academia de Ciências de Moscou e foi prontamente adotada pela Igreja Ortodoxa Russa: a sua primeira edição foi realizada durante a Cúpula na capital russa em julho de 2006. O de Winnipeg segue os encontros de Roma (2009), Sapporo (2008), Colônia (2007), realizados em concomitância com os precedentes G8.

Fonte - Radio Vaticano

Encíclica papal é referência para empresários

Cochabamba, 22 jun (RV) - Um grupo de bispos, empresários, sacerdotes e leigos, convocados pelo Departamento de Justiça e Solidariedade do CELAM e pela UNIAPAC (Associação de Dirigentes de Empresários cristãos) latino-americana se reuniu em Cochabamba - Bolívia, nos dias 17 e 18 de junho de 2010.

Participaram convidados do México, República Dominicana, Haiti, Colômbia, Equador, Bolívia, Peru, Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai e Brasil.

Em um comunicado final, publicado pelo Conselho Episcopal Latino-americano, pastores e empresários informam que o objetivo foi identificar os desafios da empresa hoje, no bicentenário da independência na América Latina e no Caribe. Como referência para esta pesquisa, foi escolhida a Encíclica do Papa Bento XVI Caritas in Veritate.

Nos últimos 200 anos, notou-se a transição da economia agrária para um modelo industrial de substituição de importações. A década de 80 registrou a crise da dívida externa e a de 90, a abertura dos mercados e a concorrência internacional. As empresas começaram a treinar o pessoal, investir em tecnologia, aumentar a produtividade e eficiência.

O debate centrou também temas como a globalização, acesso ao mercado, protecionismo, solidariedade com os pobres e excluídos; dignidade humana, esperança, oportunidade, kairós e economia solidária.

Para os expoentes latino-americanos, o desafio principal é promover e desenvolver a empresa no compromisso ético e social, para que seja mais próxima dos seus trabalhadores e da comunidade.

A ideia é promover o contacto e a comunhão entre os empregadores com o Estado e a sociedade civil, conseqüentemente, influir mais nas políticas públicas para promover e salvaguardar a liberdade, a justiça, a solidariedade e o bem comum.

Livrar-se da lógica da venda, exortar o cuidado com os seres humanos e suas comunidades; defender os direitos humanos fundamentais, a terra, a água e o ar como dons da criação que pertencem a todos os homens, incluindo as gerações futuras; enfrentar e superar com coragem e força de situações de injustiça, assegurando economias saudáveis e solidárias, de amor e caridade também são objetivos.

Enfim, empresários e pastores se concentraram no zelo pastoral a nível diocesano, no compromisso dos leigos, construtores de uma sociedade justa solidariedade fraterna, para incentivar o conhecimento e a difusão da Doutrina Social da Igreja.

Fonte - Radio Vaticano

Nasa prevê tempestade solar na Terra em 2013

Uma tempestade solar de forte intensidade pode acontecer em maio de 2013 e causar grandes estragos ao Planeta Terra, informa a Agência Espacial Norte-americana (Nasa).

Se a previsão for confirmada, o vento solar poderá prejudicar sistemas de telecomunicações, como TV e internet, e os de energia. Os efeitos seriam 20 vezes mais intensos que os danos causados pelo furacão Katrina, que atingiu os EUA em 2005.

O reparo dos danos causados pelo fenômeno geomagnético pode levar entre quatro a dez anos. O tempo de reparação pode ser reduzido se os cientistas apontarem com exatidão quando pode ocorrer a tempestade solar.

Os pesquisadores estão preocupados com os efeitos do Sol sobre o planeta. Apesar de a estrela estar a cerca de 150 milhões de quilômetros da Terra, o Sol está cada vez mais ativo e estima-se que seus efeitos sejam cada vez mais sentidos.

A Nasa prevê que se essa atividade solar continuar aumentando, as pessoas serão afetadas pelas tempestades solares da mesma maneira que são pelo clima da Terra.

Em 1859, a Terra foi atingida por tempestade solar

Uma tempestade solar, semelhante a prevista para acontecer em 2013, já aconteceu em 1859 e ficou conhecida como o “Evento Carrington”. O fenômeno causou incêndios em escritórios de telégrafos, eletrificou cabos de transmissão e produziu auroras boreais intensas.

Fonte - Opinião e Notícia

sexta-feira, 18 de junho de 2010

O papa e a lei natural

A ANSA informa que o papa BXVI defendeu que "a negação das leis naturais incentiva o totalitarismo", durante seu discurso na audiência geral da quarta-feira, no Vaticano. Seguem as declarações:

"Quando a lei natural e a responsabilidade que ela implica são negadas, abre-se dramaticamente o caminho ao relativismo ético sobre o plano individual e ao totalitarismo do Estado sobre o plano público"

"todos os homens, crentes e não crentes, são chamados a reconhecer as exigências da natureza humana expressas na lei natural e a se inspirarem nela para a formulação das leis positivas, aquelas emanadas das autoridades civis e políticas para regular a convivência humana".

"A defesa dos direitos universais do homem e a afirmação do valor da dignidade da pessoa postulam um fundamento. Este fundamento não é próprio da lei natural, com os valores não negociáveis que ela indica?"

"o futuro da sociedade e o desenvolvimento de uma democracia sana", é preciso redescobrir a "existência de valores humanos e morais essenciais e nativos, que decorrem da própria verdade do ser humano e exprimem e tutelam a dignidade da pessoa".

[estes são valores] "que nenhum indivíduo, nenhuma maioria e nenhum Estado podem criar, modificar ou destruir. Mas devem só reconhecer, respeitar e promover".

Onde se lê lei natural, pode-se perfeitamente substituir pelos mandamentos católicos.
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