WASHINGTON, 20 dez 2010 (AFP) -O governo dos Estados Unidos iniciou uma grande rede nacional de espionagem para coletar dados de seus cidadãos depois dos atentados de 11 de setembro de 2001, informa o jornal Washington Post.
A rede está integrada por agentes do FBI (polícia federal), das polícias locais, agências estaduais de segurança interna e investigadores da polícia militar, completa o jornal.
O objetivo é coletar, armazenar e analisar informações sobre milhares de moradores e cidadãos americanos, muitos deles nunca acusados de nenhum crime.
Segundo o Washington Post, a rede inclui 4.058 organizações federais, estaduais e locais, das quais pelo menos 935 foram criadas depois dos atentados de 11 de setembro. Todas têm responsabilidades e jurisdições na luta antiterrorista.
O jornal completa que o custo da rede de espionagem é difícil de avaliar, mas o Departamento de Segurança Interna concede desde 2003 subsídios de 31 bilhões de dólares a governos locais e estaduais para a área de Segurança Interna e para melhorar a capacidade de combate ao terrorismo.
Fonte - BOL
Nota DDP: Veja também "Sorria, você está sendo filmado. Ou chore, você está sendo filmado". Destaque:
"A propósito, não é improvável que você esteja sendo filmado enquanto lê este artigo. Os seus hábitos de consumo estão catalogados em bancos de dados que são vendidos por aí. A marca de papel higiênico que você compra no supermercado faz parte da sua ficha pessoal em algum arquivo de marketing. Os exames do seu check-up, realizados naquele laboratório todo informatizado, bem, eles podem cair na rede. As chamadas do seu celular são rastreáveis, todas elas. A que horas você ligou para quem e de que lugar você chamou, tudo se sabe. Pelas pesquisas que você faz no Google, os administradores podem levantar o seu rol de preferências, mesmo aquelas que você não gostaria de declarar em público. Os radares da cidade registram por onde você passeia de automóvel. As consultas que você faz na Amazon fazem parte do seu perfil, devidamente armazenado. Pelo seu cartão de crédito, podem saber os restaurantes em que você anda almoçando, os vinhos que você pede, a dieta que você segue. As portarias de prédios que você cruzou, as catracas que atravessou, os elevadores em que subiu ou desceu, tudo isso é sabido." (O Estado de São Paulo)
Nota DDP: Em algum momento no futuro estas ferramentas serão utilizadas para que não se possa "comprar ou vender", senão aos que estiverem de joelhos perante a "estátua de Nabucodonossor".
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
2011, o ano em que poderemos dar adeus à liberdade na internet
Cada vez mais governos e instituições parecem controlar o uso da web, caso de países como China e Estados Unidos.
Este artigo de final de ano é, acima de tudo, um modesto olhar sobre o que vejo e imagino para o futuro. Afinal, estamos prestes a começar 2011, e ao que tudo indica, será um ano decisivo para a Internet e para todo o seu grande potencial livre.
Ao longo de sua história, a Internet tem sido essencialmente livre de regulamentação governamental. Embora existam exceções - alguns países estão trabalhando bastante para controlar o conteúdo online.
Mas, sem dúvida, tem sido profundo o impacto da Internet sobre a indústria da música e do cinema, jornais, entretenimento, privacidade, transparência de governo (voluntária ou não) e educação.
Claro, existem muitas pessoas que não estão felizes com estas mudanças, muitas vezes, impostas pela web. Por alguns anos, a indústria dos direitos autorais protestou bastante contra a Internet. Ainda que alguns indivíduos tenham realmente tido dores de cabeça, nada realmente mudou para a maioria, pelo menos até o momento.
Entrentato, os esforços para controlar a rede de outras maneiras estão começando a crescer.
Governos x Internet
Um exemplo recente foi o evento ITU Plenipotentiary Conference, em Guadalajara, no México, onde ocorreu uma grande discussão sobre a possibilidade de extender à Internet o regime regulatório dos sistemas mundiais de telefonia. Mas, no final, o encontro terminou sem a conclusão de um regulamento global.
Uma outra tentativa surgiu com a Comissão para Ciência e Tecnologia das Nações Unidas, que votou no sentido de estabelecer um comando único, nas mãos do Fórum para Governança da Internet - um grupo responsável por discutir questões na web relacionadas, principalmente, a direito de imagens.
Agora, um grupo, constituído por países integrantes da ONU, investigará como ajustar a IGF para este comando. Sinceramente, não é preciso muita imaginação para prever o provável resultado.
Afinal, os governos, em geral não gostam muito da internet ou pelo menos de atividades online que eles não controlam. Alguns, como a chinês, por exemplo, estabeleceram inúmeras restrições aos websites de seus próprios países. Um caso recente é a Venezuela.
Uma possível reestruturação da Internet permitiria a cada país gerenciar o conteúdo de tal forma que se tornaria difícil descobrir o que está acontecendo ao redor do mundo.
Mas não temos de esperar a ONU para refletirmos sobre o futuro. Recentemente, o governo dos EUA tirou do ar uma série de domínios, sem qualquer notificação oficial aos proprietários.
Caso semelhante pode ter ocorrido caso o governo dos EUA tenha realmente pressionado o PayPal e a Amazon para interromper seus serviços ao WikiLeaks, novamente, sem a utilização de nenhum meio legal.
Você não tem de ser um fã do WikiLeaks para entender que deixar o governo dos EUA decidir sozinho, sem nenhum processo jurídico como o definido pela Constituição, não é um caminho para a liberdade. Além disso, a FCC votará um novo marco regulatório para a internet no dia 21 de dezembro – e o conteúdo está sendo mantido longe dos holofotes.
Posso estar sendo um pouco alarmista, mas os sinais indicam que a Internet do futuro não será igual àquela que um dia conhecemos, a não ser no nome. Feliz Ano Novo.
Fonte - IDG Now
Este artigo de final de ano é, acima de tudo, um modesto olhar sobre o que vejo e imagino para o futuro. Afinal, estamos prestes a começar 2011, e ao que tudo indica, será um ano decisivo para a Internet e para todo o seu grande potencial livre.
Ao longo de sua história, a Internet tem sido essencialmente livre de regulamentação governamental. Embora existam exceções - alguns países estão trabalhando bastante para controlar o conteúdo online.
Mas, sem dúvida, tem sido profundo o impacto da Internet sobre a indústria da música e do cinema, jornais, entretenimento, privacidade, transparência de governo (voluntária ou não) e educação.
Claro, existem muitas pessoas que não estão felizes com estas mudanças, muitas vezes, impostas pela web. Por alguns anos, a indústria dos direitos autorais protestou bastante contra a Internet. Ainda que alguns indivíduos tenham realmente tido dores de cabeça, nada realmente mudou para a maioria, pelo menos até o momento.
Entrentato, os esforços para controlar a rede de outras maneiras estão começando a crescer.
Governos x Internet
Um exemplo recente foi o evento ITU Plenipotentiary Conference, em Guadalajara, no México, onde ocorreu uma grande discussão sobre a possibilidade de extender à Internet o regime regulatório dos sistemas mundiais de telefonia. Mas, no final, o encontro terminou sem a conclusão de um regulamento global.
Uma outra tentativa surgiu com a Comissão para Ciência e Tecnologia das Nações Unidas, que votou no sentido de estabelecer um comando único, nas mãos do Fórum para Governança da Internet - um grupo responsável por discutir questões na web relacionadas, principalmente, a direito de imagens.
Agora, um grupo, constituído por países integrantes da ONU, investigará como ajustar a IGF para este comando. Sinceramente, não é preciso muita imaginação para prever o provável resultado.
Afinal, os governos, em geral não gostam muito da internet ou pelo menos de atividades online que eles não controlam. Alguns, como a chinês, por exemplo, estabeleceram inúmeras restrições aos websites de seus próprios países. Um caso recente é a Venezuela.
Uma possível reestruturação da Internet permitiria a cada país gerenciar o conteúdo de tal forma que se tornaria difícil descobrir o que está acontecendo ao redor do mundo.
Mas não temos de esperar a ONU para refletirmos sobre o futuro. Recentemente, o governo dos EUA tirou do ar uma série de domínios, sem qualquer notificação oficial aos proprietários.
Caso semelhante pode ter ocorrido caso o governo dos EUA tenha realmente pressionado o PayPal e a Amazon para interromper seus serviços ao WikiLeaks, novamente, sem a utilização de nenhum meio legal.
Você não tem de ser um fã do WikiLeaks para entender que deixar o governo dos EUA decidir sozinho, sem nenhum processo jurídico como o definido pela Constituição, não é um caminho para a liberdade. Além disso, a FCC votará um novo marco regulatório para a internet no dia 21 de dezembro – e o conteúdo está sendo mantido longe dos holofotes.
Posso estar sendo um pouco alarmista, mas os sinais indicam que a Internet do futuro não será igual àquela que um dia conhecemos, a não ser no nome. Feliz Ano Novo.
Fonte - IDG Now
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Sementes da nova crise
Em março, neste mesmo espaço, afirmei que a zona do euro se despedaçaria ou a crise da dívida pública europeia pioraria muito, provavelmente ambos. Comentei que a Grécia era só o começo. Agora, quando a crise atinge em cheio a Irlanda, forçando-a a aceitar um pacote financeiro de quase R$ 200 bilhões da União Europeia e do FMI para evitar um calote de sua dívida, é hora de retomarmos o assunto.
Neste momento, as economias desenvolvidas – com exceção das exportadoras de matérias-primas, Austrália, Canadá e Noruega – têm um desempenho econômico e uma situação fiscal frágeis. Para estimular suas economias, os outros países ricos reduzem taxas de juros praticamente a zero, imprimem dinheiro como nunca antes e desvalorizam suas moedas. Assim, estimulam seus consumidores a gastar e aumentam a competitividade de suas exportações. Além disso, estão tentando acelerar a inflação para aumentar a arrecadação de impostos, facilitando o pagamento da dívida. Qualquer semelhança com o Brasil da década de 80 não é mera coincidência.
Acontece que os países da zona do euro não controlam suas políticas monetária e fiscal. As taxas de câmbio e juros básicos são as mesmas para todos. Países em dificuldades não conseguem ter juros tão baixos nem taxa de câmbio tão desvalorizada como necessitam. Mesmo adotando medidas duras – aumento de impostos, cortes de serviços públicos, aposentadorias e salários de funcionalismo –, sem conseguir estimular seu crescimento econômico, Grécia, Irlanda, Portugal, Espanha e Itália estão em situação cada vez pior. Preocupados, investidores internacionais exigem juros mais elevados para financiá-los, o que acaba tornando a situação insustentável.
Um a um, estes países têm de escolher entre calote da dívida – como na Argentina em 2001, com o PIB encolhendo mais de 10% no ano seguinte – ou perda de soberania na política econômica, em troca de um pacote de salvamento do FMI. Grécia e Irlanda já fizeram a segunda opção. Portugal tomará o mesmo caminho em breve.
A seguir é que a coisa fica complicada. A Espanha, cujo PIB não cresce há nove trimestres, dificilmente terá tal escolha. A dívida espanhola é muito maior do que as de Grécia, Irlanda e Portugal somadas. É improvável que a União Europeia e o FMI tenham recursos suficientes para um pacote tão grande. Mesmo que se consiga evitar o calote espanhol, será ainda mais difícil impedir o colapso seguinte, o da Itália.
Em 2008, falou-se em um tsunami no mundo e marolinha no Brasil. Em 2010, nem a marolinha da crise europeia atingiu o Brasil. Um calote espanhol e/ou italiano mudará radicalmente este quadro. A primeira consequência seria uma crise bancária em toda a Europa. Os maiores credores dos países europeus em dificuldades são os bancos alemães e ingleses. O calote desencadearia perdas de centenas de bilhões de dólares, interrompendo a oferta de crédito e tragando as poucas economias europeias supostamente sólidas para o buraco. Com a crise se generalizando na Europa, só um milagre impediria que ela atingisse o Brasil e o resto do mundo.
Ponha as barbas de molho e acompanhe o noticiário europeu. Em 2011, o lucro da sua empresa, seu emprego e seus investimentos dependerão mais disso do que de qualquer outra coisa.
Fonte - Isto É
Nota DDP: Alguma destas crises ainda poderá ser a última, alinhada que estará com os últimos eventos a serem realizados nesta terra.
Neste momento, as economias desenvolvidas – com exceção das exportadoras de matérias-primas, Austrália, Canadá e Noruega – têm um desempenho econômico e uma situação fiscal frágeis. Para estimular suas economias, os outros países ricos reduzem taxas de juros praticamente a zero, imprimem dinheiro como nunca antes e desvalorizam suas moedas. Assim, estimulam seus consumidores a gastar e aumentam a competitividade de suas exportações. Além disso, estão tentando acelerar a inflação para aumentar a arrecadação de impostos, facilitando o pagamento da dívida. Qualquer semelhança com o Brasil da década de 80 não é mera coincidência.
Acontece que os países da zona do euro não controlam suas políticas monetária e fiscal. As taxas de câmbio e juros básicos são as mesmas para todos. Países em dificuldades não conseguem ter juros tão baixos nem taxa de câmbio tão desvalorizada como necessitam. Mesmo adotando medidas duras – aumento de impostos, cortes de serviços públicos, aposentadorias e salários de funcionalismo –, sem conseguir estimular seu crescimento econômico, Grécia, Irlanda, Portugal, Espanha e Itália estão em situação cada vez pior. Preocupados, investidores internacionais exigem juros mais elevados para financiá-los, o que acaba tornando a situação insustentável.
Um a um, estes países têm de escolher entre calote da dívida – como na Argentina em 2001, com o PIB encolhendo mais de 10% no ano seguinte – ou perda de soberania na política econômica, em troca de um pacote de salvamento do FMI. Grécia e Irlanda já fizeram a segunda opção. Portugal tomará o mesmo caminho em breve.
A seguir é que a coisa fica complicada. A Espanha, cujo PIB não cresce há nove trimestres, dificilmente terá tal escolha. A dívida espanhola é muito maior do que as de Grécia, Irlanda e Portugal somadas. É improvável que a União Europeia e o FMI tenham recursos suficientes para um pacote tão grande. Mesmo que se consiga evitar o calote espanhol, será ainda mais difícil impedir o colapso seguinte, o da Itália.
Em 2008, falou-se em um tsunami no mundo e marolinha no Brasil. Em 2010, nem a marolinha da crise europeia atingiu o Brasil. Um calote espanhol e/ou italiano mudará radicalmente este quadro. A primeira consequência seria uma crise bancária em toda a Europa. Os maiores credores dos países europeus em dificuldades são os bancos alemães e ingleses. O calote desencadearia perdas de centenas de bilhões de dólares, interrompendo a oferta de crédito e tragando as poucas economias europeias supostamente sólidas para o buraco. Com a crise se generalizando na Europa, só um milagre impediria que ela atingisse o Brasil e o resto do mundo.
Ponha as barbas de molho e acompanhe o noticiário europeu. Em 2011, o lucro da sua empresa, seu emprego e seus investimentos dependerão mais disso do que de qualquer outra coisa.
Fonte - Isto É
Nota DDP: Alguma destas crises ainda poderá ser a última, alinhada que estará com os últimos eventos a serem realizados nesta terra.
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Igreja Católica e Conselho Ecumênico das Igrejas estabelecem encontro anual
ROMA, quinta-feira, 9 de dezembro de 2010 (ZENIT.org) - O Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos e o Conselho Ecumênico das Igrejas (KEK) estabeleceram a realização de um encontro anual entre os seus representantes.
Este é o "fruto mais maduro da recente visita a Roma do secretário-geral do Conselho Ecumênico das Igrejas de Genebra", o pastor luterano norueguês Olav Fykse Tveit, de acordo com a edição de ontem do L'Osservatore Romano.
O novo encontro anual tem como objetivo "definir uma metodologia de testemunho e anúncio comum do Evangelho, para falar ao mundo com uma só voz, especialmente sobre questões éticas e teológicas", disse o jornal vaticano.
Estes novos encontros são realizados a cada ano em um âmbito mais próximo que o do grupo misto de trabalho conjunto da Igreja Católica e do Conselho Ecumênico das Igrejas, atualmente o principal instrumento de suas relações. Este órgão consultivo foi criado em 1965 e é formado por 36 membros, 18 de cada parte.
A decisão de criar esses encontros anuais foi tomada especificamente durante a visita de Tveit ao presidente do Conselho Pontifício para a Unidade dos Cristãos, cardeal Kurt Koch.
Isso foi possível graças às "relações positivas" que existem atualmente entre a Igreja Católica e o Conselho Ecumênico das Igrejas, disse o oficial do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos que acompanhou o reverendo Tveit em todas as fases de sua estadia em Roma, Pe. Gosbert Byamungu.
Segundo Byamungu, essas relações "ajudam todo movimento" e quando, "como no nosso caso, há amizade e confiança, podemos começar a falar sobre os problemas mais urgentes e difíceis, que até agora foram evitados".
Durante sua visita a Roma, o secretário-geral do Conselho Ecumênico das Igrejas foi recebido no Vaticano, onde teve um encontro com Bento XVI e com representantes da Secretaria de Estado e do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos.
Ele estava acompanhado pelo secretário-geral adjunto do Ecumênico das Igrejas, Georges Lemopoulos, e por John Gibaut, diretor da Comissão Fé e Constituição, da qual Joseph Ratzinger foi membro entre 1968 e 1975.
A audiência com o Papa durou cerca de quinze minutos; nela, Bento XVI encorajou Tveit em sua missão e lhe garantiu o apoio da Igreja Católica.
De acordo com um comunicado publicado no site do Conselho Ecumênico das Igrejas, no encontro, Bento XVI e o pastor Tveit abordaram vários temas, incluindo a unidade visível da Igreja.
O Papa expressou interesse em "como estamos desenvolvendo e planejando nosso trabalho futuro", disse Tveit.
Além disso, Bento XVI pediu para "colocar a Bíblia no centro das conversações e reflexões teológicas para aumentar a unidade visível dos cristãos".
O Papa e o secretário-geral do Conselho Ecumênico das Igrejas também discutiram a situação dos cristãos no Oriente Médio e como apoiá-los.
Eles observaram a diminuição do número de cristãos, particularmente no Iraque, e discutiram a situação em Israel e nos Territórios Palestinos, onde, segundo Tveit, "as igrejas devem dar testemunho na unidade".
O secretário-geral do Conselho Ecumênico das Igrejas explicou que o Papa e ele compartilharam a ideia de que, no Oriente Médio, "a situação das igrejas está ligada ao contexto político e à realidade política".
Durante a reunião, eles discutiram a situação no Sudão, país que sediará um referendo, no dia 9 de janeiro de 2011, sobre a independência do sul, e que Tveit visitará em breve.
O pastor luterano destacou que, "neste contexto, a Igreja Católica Romana é um ator extremamente importante e em Cartum, a Igreja tem uma presença muito visível e forte".
No mesmo sábado, o secretário-geral do Conselho Ecumênico das Igrejas visitou a necrópole vaticana e a Basílica de São Pedro, assim como a mesa dos pobres de Sant'Egidio; e participou da Missa em Santa Maria in Trastevere.
No domingo, Tveit pronunciou uma homilia por ocasião de uma celebração numa igreja metodista de Roma, teve uma reunião com representantes das congregações protestantes romanas e foi recebido pela presidente do Movimento dos Focolares, Maria Voce, na sede do Centro Mundo Melhor, em Rocca di Papa.
Fonte - Zenit
Este é o "fruto mais maduro da recente visita a Roma do secretário-geral do Conselho Ecumênico das Igrejas de Genebra", o pastor luterano norueguês Olav Fykse Tveit, de acordo com a edição de ontem do L'Osservatore Romano.
O novo encontro anual tem como objetivo "definir uma metodologia de testemunho e anúncio comum do Evangelho, para falar ao mundo com uma só voz, especialmente sobre questões éticas e teológicas", disse o jornal vaticano.
Estes novos encontros são realizados a cada ano em um âmbito mais próximo que o do grupo misto de trabalho conjunto da Igreja Católica e do Conselho Ecumênico das Igrejas, atualmente o principal instrumento de suas relações. Este órgão consultivo foi criado em 1965 e é formado por 36 membros, 18 de cada parte.
A decisão de criar esses encontros anuais foi tomada especificamente durante a visita de Tveit ao presidente do Conselho Pontifício para a Unidade dos Cristãos, cardeal Kurt Koch.
Isso foi possível graças às "relações positivas" que existem atualmente entre a Igreja Católica e o Conselho Ecumênico das Igrejas, disse o oficial do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos que acompanhou o reverendo Tveit em todas as fases de sua estadia em Roma, Pe. Gosbert Byamungu.
Segundo Byamungu, essas relações "ajudam todo movimento" e quando, "como no nosso caso, há amizade e confiança, podemos começar a falar sobre os problemas mais urgentes e difíceis, que até agora foram evitados".
Durante sua visita a Roma, o secretário-geral do Conselho Ecumênico das Igrejas foi recebido no Vaticano, onde teve um encontro com Bento XVI e com representantes da Secretaria de Estado e do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos.
Ele estava acompanhado pelo secretário-geral adjunto do Ecumênico das Igrejas, Georges Lemopoulos, e por John Gibaut, diretor da Comissão Fé e Constituição, da qual Joseph Ratzinger foi membro entre 1968 e 1975.
A audiência com o Papa durou cerca de quinze minutos; nela, Bento XVI encorajou Tveit em sua missão e lhe garantiu o apoio da Igreja Católica.
De acordo com um comunicado publicado no site do Conselho Ecumênico das Igrejas, no encontro, Bento XVI e o pastor Tveit abordaram vários temas, incluindo a unidade visível da Igreja.
O Papa expressou interesse em "como estamos desenvolvendo e planejando nosso trabalho futuro", disse Tveit.
Além disso, Bento XVI pediu para "colocar a Bíblia no centro das conversações e reflexões teológicas para aumentar a unidade visível dos cristãos".
O Papa e o secretário-geral do Conselho Ecumênico das Igrejas também discutiram a situação dos cristãos no Oriente Médio e como apoiá-los.
Eles observaram a diminuição do número de cristãos, particularmente no Iraque, e discutiram a situação em Israel e nos Territórios Palestinos, onde, segundo Tveit, "as igrejas devem dar testemunho na unidade".
O secretário-geral do Conselho Ecumênico das Igrejas explicou que o Papa e ele compartilharam a ideia de que, no Oriente Médio, "a situação das igrejas está ligada ao contexto político e à realidade política".
Durante a reunião, eles discutiram a situação no Sudão, país que sediará um referendo, no dia 9 de janeiro de 2011, sobre a independência do sul, e que Tveit visitará em breve.
O pastor luterano destacou que, "neste contexto, a Igreja Católica Romana é um ator extremamente importante e em Cartum, a Igreja tem uma presença muito visível e forte".
No mesmo sábado, o secretário-geral do Conselho Ecumênico das Igrejas visitou a necrópole vaticana e a Basílica de São Pedro, assim como a mesa dos pobres de Sant'Egidio; e participou da Missa em Santa Maria in Trastevere.
No domingo, Tveit pronunciou uma homilia por ocasião de uma celebração numa igreja metodista de Roma, teve uma reunião com representantes das congregações protestantes romanas e foi recebido pela presidente do Movimento dos Focolares, Maria Voce, na sede do Centro Mundo Melhor, em Rocca di Papa.
Fonte - Zenit
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
"Vivendo com Saúde"
Testemunho da Dra. Daniela Tiemi Kanno e seu esposo, Dr. Luiz Fernando Sella, médicos da Clínica Adventista de São Roque, realizado na IASD Nova Semente, em São Paulo.
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
EUA: "Nossos valores em risco"
O fundamentalismo tornou os EUA uma bagunça, mas a religião pode, mais uma vez, ajudar o país a encontrar sua alma. Trazendo sua opinião à discussão, o ex-presidente Jimmy Carter lembra de um tempo em que a religião era atrelada a virtudes como a humildade e a procura pela alma.É o que diz o The Washington Post sobre o corajoso livro de Carter sobre “a crise moral dos Estados Unidos” ou “Nossos valores em risco”. Como cidadão, diz ele, mesclarei nesse livro deliberadamente, religião e política. Em uma parte do texto, vou analisar os valores morais a partir de um ponto de vista religioso, e então, incluir meu julgamento sobre o impacto negativo de decisões políticas recentes sobre eles. Expressarei minha opinião tão sinceramente quanto possível como cristão evangélico “renascido” e um ex-líder político.
Alguns dos capítulos do livro de Carter são realmente atraentes como o que trata de uma questão básica: “não há conflito entre ciência e religião.” E um questionamento: “Jesus aprovaria o aborto e a pena de morte?”
Carter oferece a sua interpretação sobre como os valores morais relacionam-se com questões importantes da atualidade. Defende arduamente a separação entre Igreja e Estado e faz um categórico alerta sobre o rumo de seu país em face da mútua interferência entre a política e o fundamentalismo religioso conservador.
E aborda temas instigantes em seus vários capítulos, dizendo que: “não há conflito entre Ciência e Religião”. Depois de falar sobre a distorção da política externa dos Estados Unidos, focaliza as maiores ameaças ao meio ambiente, entre outros questionamentos e capítulos temáticos.
O ex-presidente explica que, como cidadão, mesclou nesse livro deliberadamente religião e política. “Em uma parte do texto vou analisar os valores morais a partir de um ponto de vista religioso, e então, incluir meu julgamento sobre o impacto negativo de decisões políticas recentes sobre eles. Expressarei minhas opiniões tão sinceramente quanto possível.”
Em no seu último capitulo, questiona de forma instigante: o que é uma superpotência? (Fonte - Política para políticos)
Fala da reação que o país teve diante do ataque terrorista de 11 de setembro de 2001 e sobre o impacto negativo de algumas decisões políticas adotadas pelo país no século XXI. Destaca também a quantidade maciça de dinheiro que vem sendo injetada no processo político norte-americano, com a influência sem precedentes de interesses particulares nas deliberações paulatinamente mais secretas dentro do governo. E conclui que a influência destas várias tendências e fatos representa uma ameaça a muitos dos costumes históricos e compromissos morais do país, tanto dentro do governo quanto nos templos religiosos. (Lojas Americanas)
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
"Como Folhas de Outono..." 24
Semana de Oração conduzida pelo Pr. Rodrigo Silva na Igreja Brasileira de Richmond nos EUA, com o título "A Palavra de Deus na Arqueologia". O Pr. Rodrigo é professor do curso de Teologia no Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp), campus Engenheiro Coelho. Completou seu estudo de doutorado em Teologia pela Pontifícia Faculdade de Teologia N. S. Assunção e fez estudos de pós-doutoramento em arqueologia pela Andrews University, nos Estados Unidos."O maior problema é o secularismo, o aumento da cultura inútil em detrimento da cultura religiosa. As pessoas não conhecem mais os livros da Bíblia. Uma pesquisa feita nos Estados Unidos mostrou que 57% dos entrevistados não sabiam dizer quem pregou o Sermão da Montanha, e pelo menos uns 70% acreditavam que o texto “Deus ajuda a quem cedo madruga” está na Bíblia. Tudo isto demonstra uma terrível ignorância em relação à Bíblia e aos fundamentos do cristianismo."
01) - Enfrentando a Corte do Rei
02) - Um Sonho Inesquecível
03) - A Quem Serviremos ?
04) - O Que é a Loucura ?
05) - Uma Festa Desastrosa
06) - O Grande Conflito
07) - A Oração de Daniel
08) - E Se levantará Miguel...
Incentivamos mais uma vez a que não se esqueçam de duplicar, "como folhas de outono", atendendo ao "ide" do Mestre. E descansem no Senhor.
Soli Deo Gloria
"Disseminai-os como as folhas no outono. Esse trabalho deverá continuar sem estorvo de pessoa alguma. Almas perecem sem Cristo. Sejam elas advertidas de Seu breve aparecimento nas nuvens do céu." (Testemunhos Seletos V3 - Pág. 235)
Outras programações:
Séries "Como folhas de outono..."
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Chegou a hora
Este livro foi escrito tendo em mente os membros da Igreja Adventista do Sétimo Dia, mas, como as profecias acerca da volta de Cristo são características peculiares do cristianismo, ele está aberto a todos os cristãos.Em harmonia com o mundo cristão, creio nos dons espirituais, especialmente no dom de profecia. Acredito que ele foi manifestado na vida e ministério de Ellen G. White, e que seus escritos contribuíram para uma melhor compreensão da esperança cristã do retorno de Jesus. Sugiro alguns livros que podem ajudá-lo a conhecer melhor sua vida e obra: A Mensageira do Senhor (publicado pela Casa Publicadora Brasileira). Outro bom livro é “Um Dom de Luz” (Editora Universitária Adventista). Em apenas 70 páginas, seu autor Roger W. Coon, mostra como Ellen G. White é reconhecida como uma pessoa inspirada até mesmo por não adventistas. Posso recomendar ainda o livro “Crede em Seus Profetas” de Denton E. Rebok. Livro este que foi editado pela Casa Publicadora Brasileira com o objetivo de “edificar a igreja e fortalecer sua fé no dom profético.” Com certeza estas leituras o levarão a ter uma visão mais abrangente sobre quem foi Ellen G. White. Contudo, logo após esta introdução, incluí algumas informações sobre o dom profético de Deus e sua manifestação nos últimos dias. No final do livro você também encontrará um apêndice com as principais datas e ocorrências na vida e obra dessa importante autora.
Escrevi esse livro, porque não posso guardar essa mensagem somente para mim, pois trata da nossa maravilhosa esperança. Mesmo que alguns tenham pontos de vista diferentes, estou certo de que ao estudarmos detidamente essas profecias, ficaremos mais conscientes do tempo em que estamos vivendo. Em seu livro Preparação Para a Crise Final, na pág. 13, Fernando Chaij sintetiza esse conceito: “Como filhos de Deus, temos sido favorecidos por admiráveis revelações proféticas que fixam a hora em que vivemos e o desenvolvimento dos planos divinos, e antecipam os grandes acontecimentos do porvir. Como povo temos recebido importantes mensagens através da pena inspirada da serva de Deus, mensagens estas que ampliam as profecias da Bíblia, abrem ante nós um vasto panorama dos acontecimentos vindouros, e nos animam na busca de um preparo necessário a nós na grande crise que se avizinha”.
Sou adventista do sétimo dia desde o nascimento, filho de pastor e de mãe que sempre se dedicou à obra de Deus. Comecei a trabalhar para a igreja em 1977, e desde 1989 tenho trabalhado para A Voz da Profecia, o que me faz amar e desejar ainda mais a volta de Jesus.
Creio que Deus está conduzindo a Igreja Adventista do Sétimo Dia na missão de pregar o evangelho. Mas cumprindo a profecia, muitos, infelizmente, têm se desviado para perseguir com mais veemência aos que eram da mesma fé. Minha posição é estar confiante na direção de Deus para a Igreja nesses últimos dias.
Esse livro terá alcançado seu objetivo, se após a leitura você tomar a decisão de não ficar indiferente à mensagem de Deus para esse tempo.
Que Deus o abençoe e o ilumine no estudo de Sua Palavra. Buscando conhecer o tempo em que estamos vivendo e se preparando para estar na Jerusalém Celestial. Ore e peça a Deus entendimento e poder do Espírito Santo para compreender as coisas que hão de acontecer.
Pr. Jonatan O. Conceição
Fonte - Blog Sétimo Dia
domingo, 28 de novembro de 2010
"Como Folhas de Outono..." 23
Semana de Oração conduzida pelo Pr. Reinaldo Siqueira na Igreja Brasileira de Richmond nos EUA, com o título "A Aliança de Deus com você". O Pr. Siqueira é Professor da Faculdade Adventista de Teologia do UNASP-EC."A verdade é progressiva e, a medida que formos estudando as alianças, nós vamos ver que Deus foi revelando cada vez mais detalhes dessa aliança. Mas o fato da verdade ser progressiva, não quer dizer que mais luz que veio depois anula a luz que veio antes. Isso é um ponto muito importante.
...
É a revelação passada de Deus o meio de verificar se uma nova revelação é verdadeira. Isso irmãos, fez de nós adventistas o que nós somos."
01) - A Aliança do Éden I: O amor eterno de Deus na Criação
02) - A Aliança do Éden II: O amor eterno de Deus na Redenção
03) - A Aliança de Deus com Noé: O amor eterno de Deus no Juízo
04) - A Aliança de Deus com AbraãoI : O amor eterno de Deus no Chamado
05) - A Aliança de Deus com Abraão II: O amor eterno de Deus no Sacrifício
06) - A Aliança de Deus no Sinai I: O amor eterno de Deus na Congregação
07) - A Aliança de Deus no Sinai II: O amor eterno de Deus no Serviço
08) - A Aliança de Deus com Davi: O amor eterno de Deus no Filho
Incentivamos mais uma vez a que não se esqueçam de duplicar, "como folhas de outono", atendendo ao "ide" do Mestre. E descansem no Senhor.
Soli Deo Gloria
"Disseminai-os como as folhas no outono. Esse trabalho deverá continuar sem estorvo de pessoa alguma. Almas perecem sem Cristo. Sejam elas advertidas de Seu breve aparecimento nas nuvens do céu." (Testemunhos Seletos V3 - Pág. 235)
Outras programações:
Séries "Como folhas de outono..."
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Como se (de)forma um Adventista do Sétimo Dia
Creio ter tido a felicidade de ter crescido durante um período no qual a nossa igreja se destacava por fortes e enriquecedoresprogramas, que, sem dúvida, juntos contribuíram para ofortalecimento e crescimento espiritual de todos os membros de então. E não pense que eram algo de extraordinário, que nunca ouviu falar; tão somente me refiro a: classes batismais, Escolas Sabatinas, Cultos de Adoração e reuniões de oração (na igreja e nos lares).Era assim, com estes métodos praticamente tão antigos quanto a nossa igreja, que aprendíamos da Sagrada Escritura. Embora velhos, nunca perderam a eficácia - pelo contrário, demonstravam a cada momento não haver melhor técnica. Pessoas de pouca instrução e formados, jovens e adultos,todos beneficiavam porque a Bíblia e só a Bíblia (à boa maneira protestante de Sola Scriptura) era afonte de conhecimento e aprendizagem, que se concretizava numa experiência prática que era fundamentada apenas nos seus ensinos.
E onde ficava a instrução académica secular? Embora relevante e totalmente válida, estava claramente num segundo plano, principalmente quanto às verdades essenciais que constituíam a nossa regra e prática de fé.
Ainda bem que assim era. Contudo, creio que hoje em dia, mesmo de forma sutil, estamos a dar meia volta a este processo...
Como já aqui referi há algum tempo, nada diminui a validade de adquirir conhecimento académico. Aliás, creio que ele pode, e deve, contribuir para o fortalecimento inteletual do aprendiz. Aquilo que não posso admitir é que isso suplante, se superiorize ao que desde sempre orientou, moldou e definiuaquilo em que acreditamos e que é, no fundo, aquilo que perfaz o que somos: apenas e só, como disse, o ensinamento e a inspiração divinos.
Vem isto a propósito do perigo que há em reinterpretar tudo quanto durante décadas defendemos e consagramos, só porque supostas novas leituras (não nossas) sobre fatos e História, a isso nos propõem.
Não sei se percebemos claramente o impacto que um procedimento deste tipo provoca na nossa experiência como Adventistas. Ora, se desde sempre nos fundamentamos na Bíblia ecomplementamos com o Espírito de Profecia, qualquer tentativa de fazer uma nova compreensão e assimilação de tudo quanto temos por certo, correrá o grave risco de colocar em causa o que sempre defendemos e pregamos.
A título de exemplo, menciono as horrendas atrocidades que durante séculos da Igreja Católicainstigou e dirigiu contra os seus oponentes, nomeadamente os primeiros reformadores protestantes. No livro 'O Grande Conflito', Ellen White descreve com algum pormenor, fatos que hoje seriam capazes de chocar qualquer pessoa, dada a sua tremenda monstruosidade. Nalguns outros casos, ela recusa entrar em detalhes dada a tamanha malignidade das ações praticadas.
Têm surgido, entretanto, alguns novos dados que tentam - digo-o frontalmente - amenizar ou mesmo branquear esses escandalosos crimes (quase que adivinho a mão por detrás disto...). E assim, páginas foram publicadas para prestar cobertura às novas teorias que, lentamente, foram ganhando adeptos, eventualmente porque os novos entendimentos lhes eram bem mais agradáveis. O que, só por si, não surpreende...
Mas aquilo que deve ser motivo do nosso reparo e severa discordância, é quando entre nós, Adventistas, cedemos ao ímpeto de 'seguir na onda' dessa nova propaganda, só porque ela é aceite pelos eruditos na matéria, cujas conclusões, regra geral, não encontram consenso nem acolhimentojunto do que desde sempre defendemos e temos publicado. E, em vez de sustentar-mos mais fervorosamente a nossa pregação, por muito impopular que ela seja, escolhemos reformulá-la para adequá-la às simpatias que são mais comuns.
Nisto, erramos! Não devemos, portanto, permitir a mínima margem para que seja mais fácil abalar a nossa estrutura de pensamento conforme os ditames do conhecimento secular. Fazê-lo, será dar voz a teorias que poderão, em último caso, retirar razão (pelo menos alguma) à nossa existência.
Voltando ao exemplo que citei, se eu for a aceitar que, afinal, não foram assim tão graves quanto pensávamos as atrocidades da Inquisição, talvez não deva temer assim tanto o que poderão eles fazer no futuro...
Contra este engano de facilitismo, estamos avisados por Ellen White em 'O Grande Conflito', p. 571 nos seguintes termos: "a Igreja de Roma apresenta hoje ao mundo uma fronte serena, cobrindo de justificações o registo de suas horríveis crueldades. Vestiu-se com roupagens de aspecto cristão; não mudou, porém. Todos os princípios formulados pelo papado em épocas passadas, existem ainda hoje. As doutrinas inventadas nas tenebrosas eras ainda são mantidas. Ninguém se deve iludir. O papado que os protestantes hoje se acham tão prontos para honrar é o mesmo que governou o mundo nos dias da Reforma, quando homens de Deus se levantavam, com perigo de vida, a fim de denunciar sua iniquidade. Possui o mesmo orgulho e arrogante presunção que dele fizeram senhor sobre reis e príncipes, e reclamaram as prerrogativas de Deus. Seu espírito não é menos cruel e despótico hoje do que quando arruinou a liberdade humana e matou os santos do Altíssimo".
Classificar a ação deste poder com menor rigor do que este, é faltar à verdade que Deus inspirou a que ficasse registada - não aquela falível e tantas vezes enganadora que hoje em dia é elaborada pela sabedoria humana.
Nota (a 25-11-2010): o objetivo deste texto é refletir sobre conceitos, avaliações e procedimentos, e não sobre casos ou pessoas em concreto, apesar do exemplo referido.
Fonte - O Tempo Final
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Rabino de Israel sugere criação de uma "ONU" de guias espirituais
Um dos grandes rabinos de Israel, Yona Metzger, acredita que a comunidade internacional deveria criar uma instituição ecumênica para dissipar as tensões entre as religiões e, com isso deslegitimar, todos os que dizem matar em nome de Deus.
"A desconexão entre os líderes religiosos é tão grande que deveríamos escutar e conhecer as opiniões de cada um", disse Metzger.
Ele assegurou que o "Não matarás" só tem uma interpretação e é comum em todas as confissões. Coloca que seu "sonho" seria um organismo "como o da ONU" ou "dentro da ONU", que reúna representantes religiosos e guias espirituais de todos os países e religiões para que dialoguem e, em caso de crise, contribuam para dissipar as tensões.
Consultado sobre o conflito palestino-israelense, o Rabino de Israel encoraja as partes a "negociar" porque "é importante falar, escutar o outro".
Fonte - Folha
"A desconexão entre os líderes religiosos é tão grande que deveríamos escutar e conhecer as opiniões de cada um", disse Metzger.
Ele assegurou que o "Não matarás" só tem uma interpretação e é comum em todas as confissões. Coloca que seu "sonho" seria um organismo "como o da ONU" ou "dentro da ONU", que reúna representantes religiosos e guias espirituais de todos os países e religiões para que dialoguem e, em caso de crise, contribuam para dissipar as tensões.
Consultado sobre o conflito palestino-israelense, o Rabino de Israel encoraja as partes a "negociar" porque "é importante falar, escutar o outro".
Fonte - Folha
Coreia do Norte diz que está à beira da guerra
A Coreia do Norte afirmou nesta quarta-feira (24), através da agência estatal de notícias KCNA, que a tensão com a vizinha Coreia do Sul, depois do ataque a uma ilha que provocou quatro mortes de sul-coreanos, leva o país a uma situação que beira a guerra.
No comunicado, Pyongyang afirma que Seul está atrapalhando o processo de melhorar a relação entre os países.
O anúncio ocorre após a informação de que Estados Unidos e Coreia do Sul definiram, também nesta quarta, a realização, no domingo (28), de manobras militares em resposta ao ataque norte-coreano à ilha de Yeonpyeong.
Os países chegaram ao acordo após uma conversa por telefone entre os presidentes Barack Obama e Lee Myung-bak, informou a agência local "Yonhap".
...
Fonte - G1
No comunicado, Pyongyang afirma que Seul está atrapalhando o processo de melhorar a relação entre os países.
O anúncio ocorre após a informação de que Estados Unidos e Coreia do Sul definiram, também nesta quarta, a realização, no domingo (28), de manobras militares em resposta ao ataque norte-coreano à ilha de Yeonpyeong.
Os países chegaram ao acordo após uma conversa por telefone entre os presidentes Barack Obama e Lee Myung-bak, informou a agência local "Yonhap".
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Fonte - G1
domingo, 21 de novembro de 2010
Chamado para reavivamento
Há poucos dias, voltei do concílio anual da Associação Geral, nos Estados Unidos, onde a cada ano se reúnem mais de 300 líderes, pastores e membros, representando a Igreja em todo o mundo. Este foi o primeiro concílio dirigido pelo novo presidente, pastor Ted Wilson.Aqueles que acompanharam a eleição e as primeiras palavras do pastor Wilson, no fim do mês de junho em Atlanta, lembram que ele foi muito claro em definir suas convicções. Sua visão apresentava a necessidade de levar a Igreja a um movimento de reavivamento e reforma, buscando o Espírito Santo e a chuva serôdia. Ele também reafirmou a importância de aprofundarmos o estudo da Bíblia, a oração e a confiança nos escritos inspirados de Ellen G. White. E, ao final, destacou a necessidade de mantermos a visão do povo remanescente, que se prepara diariamente para a volta de Jesus e cumpre a missão, preparando outras pessoas para terem essa mesma esperança.
Quando cheguei ao concilio anual, fiquei positivamente surpreso ao ver que suas palavras e sua visão, no momento da eleição, se tornaram a pauta para todo o andamento das reuniões. Ele liderou um movimento de comunhão, oração e reavivamento que uniu os servidores da sede mundial da Igreja e os participantes das reuniões. O tempo separado para as atividades espirituais foi maior do que o dos encontros anteriores. As mensagens espirituais foram intensas, profundas e apelativas, e todos foram envolvidos em momentos de oração e testemunho. Tudo aconteceu em um clima de equilíbrio, mas também de profundidade.
Como participante, pude sentir o quanto preciso crescer em minha caminhada com Deus. Observei também a reação dos representantes das diferentes regiões do mundo e de nossa delegação sul-americana. Foi impressionante ver como todos abriram o coração e aceitaram o desafio de uma vida espiritual mais intensa. Ao final, tive o claro sentimento de que a Igreja está iniciando um novo momento, aguardado e profetizado por Deus. Um momento de unidade e ação integrada.
Quero desafiar você a priorizar este movimento. É um chamado mundial, mas também pessoal, que Deus está fazendo a Seu povo: “Um reavivamento da verdadeira piedade entre nós, eis a maior e a mais urgente de todas as nossas necessidades. Buscá-lo, deve ser nossa primeira ocupação” (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 121).
Você pode fazer isso de diferentes maneiras, mas na América do Sul, a Jornada Espiritual tem sido o principal caminho para esse despertar espiritual, e queremos intensificá-la ainda mais. Nosso sonho é ver cada membro, líder e pastor colocando como prioridade sua busca a Deus na primeira hora de cada dia, buscando o batismo do Espírito Santo e experimentando o reavivamento prometido. O conselho inspirado é claro: “Consagrai-vos a Deus pela manhã; fazei disto vossa primeira tarefa. Seja vossa oração: ‘Tomame, Senhor, para ser Teu inteiramente. Aos Teus pés deponho todos os meus projetos. Usa-me hoje em Teu serviço.” (Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 70).
Quando este reavivamento aconteceu na igreja cristã primitiva, os discípulos, “pondo de parte todas as divergências, todo o desejo de supremacia, uniram-se em íntima comunhão cristã. [...] Compreendiam que o evangelho devia ser proclamado ao mundo, e reclamavam o poder que Cristo prometera” (Atos dos Apóstolos, p. 37). “Mediante a cooperação do Espírito divino, os apóstolos fizeram uma obra que abalou o mundo. O evangelho foi levado a todas as nações numa única geração” (Ibid., p. 593).
Veja como o despertamento, reavivamento e reforma geram uma reação imediata de unidade e compromisso com a missão. Foi assim com a igreja primitiva. Mas isso vai acontecer de maneira ainda maior em nossos dias, na chuva serôdia. “Antes de os juízos finais de Deus caírem sobre a Terra, haverá, entre o povo do Senhor, tal avivamento da primitiva piedade como não fora testemunhado desde os tempos apostólicos. O Espírito e o poder de Deus serão derramados sobre Seus filhos […] a fim de preparar um povo para a segunda vinda do Senhor” (Ellen White, O Grande Conflito, p. 464).
Por favor, participe deste reavivamento, intensificando sua vida de comunhão e busca pelo Espírito Santo, mas também aprofundando seu compromisso com a missão de preparar um povo para o encontro com o Senhor.
Texto de autoria do Pr. Erton Köhler, publicado na RA de Nov/2010.
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Adoração – A Última Prova
Está em operação um sistema de culto e adoração paralelo ao sistema de adoração a Deus.Sadraque, Mesaque e Abede-Nego estavam diante de um momento crítico. Você se lembra da história, não é? Eles se encontravam no campo de Dura perante a imagem de ouro de Nabucodonosor. A fornalha de fogo ardente estava preparada para consumir os desleais. A ordem era incisiva. Todos deveriam adorar a imagem.
Como saberiam em que momento prostrar-se? Haveria algum anúncio? Não! O sinal indicativo do instante da prestação do falso culto era a música. Quando ela soasse, todos deveriam prostrar-se.
Mas, que mal havia em tomar parte ativa naquela celebração? Aparentemente, nada que comprometesse sua fé. Os jovens hebreus eram apenas ilustres convidados num culto pagão. Tratava-se simplesmente de uma cerimônia de consagração de uma estátua, com a presença de muita gente importante, acompanhada de uma banda executando “toda espécie de música” (Dan. 3:5, 7 e 10). Por que foram então tão resolutos em seu propósito de não ceder mesmo sob pena de morte? Havia algum forte motivo para essa resistência?
Uma atenta análise do contexto histórico dos três primeiros capítulos do livro de Daniel poderá conduzir o leitor a algumas conclusões, talvez surpreendentes. Essa não era a primeira vez em que os príncipes hebreus estavam sendo testados na corte babilónica. Por duas outras eles tiveram que decidir entre os princípios divinos e os costumes e filosofias humanos, apoiando-se firmemente nos princípios divinos.
Observe-se que há uma linha progressiva nestas três provas, e a firmeza demonstrada na prova anterior reforçou a resistência para a posterior. Na primeira, o que estava em jogo era o estilo de vida (Dan. 1); na segunda, o conhecimento da verdadeira revelação (Dan. 2); e, na terceira, a adoração (Dan. 3). É digno de nota o fato de que, à semelhança do que ocorreu com Jesus no deserto (Mat. 4:1-10), as provas começam no campo do apetite e desaguam no campo da adoração. (Ver quadro)
Foi essencial superarem o teste alimentar para que tivessem uma mente desembotada e lúcida para receberem e compreenderem perfeitamente a revelação divina, de modo a terem discernimento para perceber a natureza falsa da adoração que lhes estava sendo então imposta.
Os fatos relacionados com os jovens hebreus na corte babilónica constituem uma maquete do “grande conflito” e elucidam fatos atuais.
Sua história é uma figura do povo de Deus na moderna Babilônia. Suas provas são as nossas provas, pois a palavra profética, ao referir-se aos registros de Daniel, nos assegura: “Re-petir-se-á a história passada. Antigas controvérsias serão revivescidas, e perigos rodearão de todos os lados o povo de Deus.” – Testemunhos Para Ministros, pág. 116.
Muito tempo antes de Daniel, Salomão já havia demonstrado possuir consciência dessa natureza cíclica da História, ao afirmar: “O que é já foi, e o que há de ser também já foi; Deus fará renovar-se o que se passou” (Ecl. 3:15).
Deparamo-nos hoje, como igreja, com um tempo de teste semelhante ao dos hebreus em Babilônia. A adoração volta a ser uma área crítica.
Temos sido levados pelas mudanças, aparentemente inofensivas, em nosso culto, por uma quase irresistível influência. Uma forte demanda por estimulação vinda do pentecostalismo e do movimento carismático está batendo fortemente à nossa porta, e muitas pessoas e congregações têm cedido aos encantos dessas sensações.
Este fenômeno acontece justamente num momento em que podemos estar perdendo nossa identidade musical, e nossos princípios litúrgicos parecem diluídos. O que os incautos não percebem, porém, é que o pacote babilónico contém muito mais que uma simples oferta musical. Há “vinho adulterado” (Apoc. 14:8). Não podemos nos esquecer, porém, que fomos designados para denunciar a apostasia de Babilônia e não para nos contaminarmos em seu banquete.
Por enquanto, a falsa adoração está sendo sugerida pela sedução da música diversificada que agrada aos mais variados gostos. No entanto, a história profética indica que os que não se curvarem ao “som de toda sorte de música” serão forçados por Babilônia Mística a se render com as ameaças da fornalha da perseguição e da própria morte (Apoc. 13:15). A ira do inimigo será endereçada então a todos os que a ele não se inclinarem. O caminho está sendo preparado para esse desfecho.
Parece claro, porém, que resistirão a esta prova final somente os que forem aprovados nos testes do estilo de vida e da revelação. Portanto, se temos fracassado nestas duas provas preparatórias, corremos o risco de não estarmos habilitados a superar a prova final. Restaurar os princípios da reforma de saúde e fortalecer o espírito com as verdades das Escrituras são, por conseguinte, nossas urgentes necessidades.
Precisamos de hábitos alimentares saudáveis que nos proporcionem uma mente desobstruída que sirva como canal de comunicação para o Espírito Santo. Assim estaremos aptos a nos debruçar sobre a revelação e adquirir a luz da verdade que nos proporcionará o discernimento necessário para identificarmos com sabedoria divina a verdadeira adoração, e rejeitarmos a falsa.
Paralelo
As provas dos jovens hebreus em Babilônia e as tentações de Jesus no deserto:
Vivemos hoje no tempo em que os que habitam sobre a terra estão sendo seduzidos a fazer uma imagem à besta (Apoc. 13:14). Os “hebreus” modernos encontram-se no campo de Dura apocalíptico. Está em operação um sistema de culto e adoração paralelo ao sistema de adoração a Deus.
A música voltou ao palco, como o anúncio para se curvar e adorar o falso. Seus fascinantes efeitos estão levando muitos a se prostrarem perante um deus estranho, que jamais seria adorado em perfeito juízo. E como era de se esperar, Deus não Se calou quanto ao papel que ela desempenharia nestes últimos dias (ver Mensagens Escolhidas, vol. 2, págs. 31-39). Longe de ser elemento neutro no contexto escatológico do grande conflito, a música possui poderosa influência agregadora. Um estilo de música comum tem servido ao propósito satânico de consolidar a união ideológica entre adoradores de diferentes segmentos religiosos, representados profeticamente pelas figuras do Dragão, da Besta e do Falso Profeta (Apoc. 16:13).
Diante disso, nosso papel como ministros é alertar os que têm sido iludidos por esses encantos, e convidar o mundo a prestar um culto distinto (Apoc. 14:7). Nossa proposta de adoração é caracterizada por diferenciais que incluem, entre outras coisas, o cuidado do corpo e a integridade da mente (I Cor. 6:20; Rom.12:1).
Nesse tempo de crise em que o falso e o autêntico têm sido tão confundidos, quando está em pleno andamento um processo de intoxicação e embriaguez espiritual que embota a razão e entorpece o juízo (Apoc. 17:1 e 2), mais que nunca precisamos ter mente clara, apurado discernimento espiritual, e consciência de toda a luz revelada. Só assim poderemos ser poupados do engano. E certamente, Aquele que andou com os valorosos hebreus na fornalha ardente, estará conosco no meio do fogo da angústia que assolará os fiéis na consumação do século (Mat. 28:20).
Texto de Autoria de Claudio Hirle, publicado na RA de Jan/2007.
Fonte - Sétimo Dia
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Epidemia de cólera mata 1.039 e deixa 17 mil hospitalizados no Haiti
O Ministério da Saúde do Haiti informou hoje (17) que aumentou para 1.039 o número de mortos em decorrência da epidemia de cólera. Há cerca de 17 mil pessoas hospitalizadas devido à contaminação da doença. Até ontem (16), eram 917 mortos e aproximadamente 15 mil infectados. Os especialistas das Nações Unidas (ONU) advertiram que as recentes manifestações ocorridas no país atrapalham os atendimentos.
O chefe do escritório da ONU no Caribe, Nigel Fisher, afirmou que os protestos – que causaram duas mortes e mais de 20 feridos – dificultam as ações dos integrantes dos organismos internacionais. Segundo ele, há uma sobrecarga tanto no sistema público de Saúde do Haiti como também nos leitos oferecidos pelos organismos internacionais.
As manifestações foram motivadas pelas suspeitas de que a epidemia começou em tropas do Nepal que atuam nas forças de paz no Haiti. Revoltados, alguns manifestantes partiram para o ataque aos militares e houve os confrontos.
A ONU confirmou que o tipo de cólera verificado no Haiti é o mesmo existente no Nepal. Mas as autoridades informaram não ter encontrado provas de que seus soldados sejam os portadores da doença.
...
Fonte - BOL
O chefe do escritório da ONU no Caribe, Nigel Fisher, afirmou que os protestos – que causaram duas mortes e mais de 20 feridos – dificultam as ações dos integrantes dos organismos internacionais. Segundo ele, há uma sobrecarga tanto no sistema público de Saúde do Haiti como também nos leitos oferecidos pelos organismos internacionais.
As manifestações foram motivadas pelas suspeitas de que a epidemia começou em tropas do Nepal que atuam nas forças de paz no Haiti. Revoltados, alguns manifestantes partiram para o ataque aos militares e houve os confrontos.
A ONU confirmou que o tipo de cólera verificado no Haiti é o mesmo existente no Nepal. Mas as autoridades informaram não ter encontrado provas de que seus soldados sejam os portadores da doença.
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Fonte - BOL
Comunicado final do encontro entre católicos e muçulmanos
Teerã, 17 nov (RV) - “Os crentes e as comunidades religiosas, com base na sua fé em Deus, têm um papel específico a desempenhar na sociedade, num nível de igualdade com os outros cidadãos”: assim tem início o comunicado final conjunto emitido na conclusão do sétimo Colóquio promovido pelo Centro de Diálogo Inter-religioso da Organização para a Cultura e as Relações Islâmicas de Teerã e o Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso. O encontro se realizou em Teerã, entre os dias 9 e 11 de novembro, sob a presidência conjunta do Presidente da Organização para a Cultura e as Relações Islâmicas, Dr. Mohammad Baqer Khorramshad, e do Presidente do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso, Cardeal Jean-Louis Tauran.
No comunicado final destaca-se que a “liberdade religiosa é própria de toda pessoa, deve ser respeitada pelo Estado e a religião não pode ser relegada à esfera privada”, acrescentando que os “crentes são chamados a cooperar na busca do bem comum, com base numa relação sólida entre fé e razão”. Deste modo se ressalta que deve existir cooperação entre cristãos e muçulmanos, assim como entre todos os crentes e pessoas de boa vontade, para “responder aos desafios atuais, promovendo os valores morais, a justiça e a paz e protegendo a família o meio ambiente e os recursos naturais”.
Depois de reiterar que a fé deve ser respeitada pelos agentes sociais e o Estado, sublinha-se que “a educação das jovens gerações deve fundar-se na busca da verdade, nos valores espirituais e na promoção do conhecimento”.
Os participantes insistem finalmente na necessidade de “continuar no caminho de um diálogo real e frutífero”. O próximo Colóquio se realizará em Roma em 2012.
Fonte - Radio Vaticano
No comunicado final destaca-se que a “liberdade religiosa é própria de toda pessoa, deve ser respeitada pelo Estado e a religião não pode ser relegada à esfera privada”, acrescentando que os “crentes são chamados a cooperar na busca do bem comum, com base numa relação sólida entre fé e razão”. Deste modo se ressalta que deve existir cooperação entre cristãos e muçulmanos, assim como entre todos os crentes e pessoas de boa vontade, para “responder aos desafios atuais, promovendo os valores morais, a justiça e a paz e protegendo a família o meio ambiente e os recursos naturais”.
Depois de reiterar que a fé deve ser respeitada pelos agentes sociais e o Estado, sublinha-se que “a educação das jovens gerações deve fundar-se na busca da verdade, nos valores espirituais e na promoção do conhecimento”.
Os participantes insistem finalmente na necessidade de “continuar no caminho de um diálogo real e frutífero”. O próximo Colóquio se realizará em Roma em 2012.
Fonte - Radio Vaticano
O radicalismo ufanista-religioso cresce nos Estados Unidos
Misturando xenofobia com ufanismo raivoso, muitos deles criticam as leis que proíbem empresas privadas de discriminar clientes por raça ou religião e se declaram contrários à concessão de cidadania para filhos de emigrantes nascidos nos EUA.
Era esse pensamento fascitóide que pretendia cassar a cidadania de Barack Obama durante a campanha eleitoral de 2008. E até hoje, os militantes do Tea Party vão às ruas com faixas chamando Obama de radical islâmico, anticristo, marxista e nazista. Tudo no mesmo ato.
Nascido e criado nos grotões mais conservadores dos EUA, o Tea Party põe no mesmo caldo grosseiro e maldoso religião e política temperado com teorias conspiratórias. Muitos dos seus militantes veem a ONU como a agência do anticristo onde são mancomunados os planos malévolos de uma conspiração fascista, islâmica e comunista em parceria com os "liberais" e Wall Street, que visa a estabelecer um regime totalitário mundial. Esses agentes da Nova Ordem Mundial já teriam cunhado até uma nova moeda para substituir o dólar: o "amero".
Nas eleições deste ano aqui no Brasil, valores religiosos evangélicos foram atrelados ao discurso político de ambos os candidatos. Não que esses valores não merecessem a atenção dos candidatos, mas a campanha de José Serra nitidamente se inspirou na campanha republicana ao utilizar a forte presença de líderes pentecostais.
Quando Barack Obama foi eleito presidente, dizia-se em alguns setores evangélicos que aquele era o homem que iria unir o mundo sob seu carisma. Contudo, a menos que haja uma virada na atual situação, a atual realidade econômica do país e sua baixa popularidade não lhe reelegeriam.
Como já era visível em sua retórica na campanha (e que a cegueira conspiratória de alguns não via), seu discurso é demasiado conciliador e multiculturalista. Já a extrema-direita norte-americana se pauta pela hegemonia política e pelo exclusivismo religioso. Enquanto Obama é visto como alguém que respeita as lideranças de outros países (até onde é possível) e as variações religiosas, o Tea Party prefere posar como xerife do planeta e é exclusivamente evangélico.
Fique atento, pois tão ruim quanto um governo que rejeita todas as religiões é um governo que advoga uma religião exatamente contrária a sua.
Fonte - Outra Leitura
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Bento XVI apela aos cristãos para que sejam fiéis à prática dominical
Bento XVI lançou esta Quarta-feira, dia 17 de Novembro, no Vaticano, um apelo a todos os cristãos para que “sejam fiéis no encontro com Cristo e na adoração do Santíssimo Sacramento, para experimentarem o dom do seu amor”.
Numa audiência geral dedicada a Santa Juliana de Cornillon, o desafio do Papa pretendeu despertar a consciência dos cristãos, já que actualmente se assiste a uma diminuição gradual do número de fiéis que vão à missa ao Domingo, sem contabilizar outras práticas religiosas.
Para encontrar dados concretos, a Igreja Católica em Portugal vai promover um novo recenseamento da prática dominical, em 2011, ano de Censos.
No entanto, os últimos recenseamentos já apontavam para uma redução significativa nesta matéria, com a passagem de um total de 2,24 milhões de portugueses que iam à missa, em 1991; para uma soma de 1,93 milhões, em 2001. Em percentagem, passou-se de 26 por cento para 20 por cento da população.
Durante o seu encontro com milhares de peregrinos, esta manhã, na Praça de São Pedro, Bento XVI focou este desafio para um maior amor à Eucaristia no exemplo de Juliana de Cornillon.
Esta Santa da Igreja Católica nasceu na região de Liége, Bélgica, na última década do século doze. "Tinha dezasseis anos quando, numa visão, lhe apareceu a lua no máximo do seu esplendor mas cingida com uma faixa escura que a atravessava diametralmente", referiu o Papa.
"O Senhor fez-lhe compreender que a lua simbolizava a vida da Igreja sobre a terra, a faixa negra exprimia a ausência duma festa litúrgica na qual os cristãos pudessem adorar a Eucaristia para aumentar a sua fé e reparar as ofensas ao Santíssimo Sacramento", precisou Bento XVI.
Por outras palavras, acrescentou, "faltava a Festa do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, que hoje temos, e que foi instituída pelo Papa Urbano IV cinquenta anos depois da referida visão de Santa Juliana de Cornillon e por influência dela".
No final da audiência, o Papa saudou os peregrinos de língua portuguesa, dizendo “que o céu cubra de graças os passos da vossa vida e os preserve do pecado, para que os vossos corações possam, a cada domingo, hospedar Jesus-Eucaristia no meio dos homens. Sobre vós, vossos familiares e comunidades eclesiais, desça a minha Bênção”.
Fonte - Ecclesia
Nota DDP: Veja também "Encontro com Jesus Eucaristia na Missa dominical é o pilar da vida de fé" e ainda "Famílias cristãs chamadas a dar testemunho dos seus valores". Destaque:
"Numa sociedade em que valores como a verdade e a fidelidade parecem cada vez mais relativos, e onde os projectos em comum tendem a ser substituídos pela procura individual de satisfação, cabe às famílias cristãs saberem dar um testemunho radical e corajoso, baseado na Palavra de Deus em que acreditam."
Numa audiência geral dedicada a Santa Juliana de Cornillon, o desafio do Papa pretendeu despertar a consciência dos cristãos, já que actualmente se assiste a uma diminuição gradual do número de fiéis que vão à missa ao Domingo, sem contabilizar outras práticas religiosas.
Para encontrar dados concretos, a Igreja Católica em Portugal vai promover um novo recenseamento da prática dominical, em 2011, ano de Censos.
No entanto, os últimos recenseamentos já apontavam para uma redução significativa nesta matéria, com a passagem de um total de 2,24 milhões de portugueses que iam à missa, em 1991; para uma soma de 1,93 milhões, em 2001. Em percentagem, passou-se de 26 por cento para 20 por cento da população.
Durante o seu encontro com milhares de peregrinos, esta manhã, na Praça de São Pedro, Bento XVI focou este desafio para um maior amor à Eucaristia no exemplo de Juliana de Cornillon.
Esta Santa da Igreja Católica nasceu na região de Liége, Bélgica, na última década do século doze. "Tinha dezasseis anos quando, numa visão, lhe apareceu a lua no máximo do seu esplendor mas cingida com uma faixa escura que a atravessava diametralmente", referiu o Papa.
"O Senhor fez-lhe compreender que a lua simbolizava a vida da Igreja sobre a terra, a faixa negra exprimia a ausência duma festa litúrgica na qual os cristãos pudessem adorar a Eucaristia para aumentar a sua fé e reparar as ofensas ao Santíssimo Sacramento", precisou Bento XVI.
Por outras palavras, acrescentou, "faltava a Festa do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, que hoje temos, e que foi instituída pelo Papa Urbano IV cinquenta anos depois da referida visão de Santa Juliana de Cornillon e por influência dela".
No final da audiência, o Papa saudou os peregrinos de língua portuguesa, dizendo “que o céu cubra de graças os passos da vossa vida e os preserve do pecado, para que os vossos corações possam, a cada domingo, hospedar Jesus-Eucaristia no meio dos homens. Sobre vós, vossos familiares e comunidades eclesiais, desça a minha Bênção”.
Fonte - Ecclesia
Nota DDP: Veja também "Encontro com Jesus Eucaristia na Missa dominical é o pilar da vida de fé" e ainda "Famílias cristãs chamadas a dar testemunho dos seus valores". Destaque:
"Numa sociedade em que valores como a verdade e a fidelidade parecem cada vez mais relativos, e onde os projectos em comum tendem a ser substituídos pela procura individual de satisfação, cabe às famílias cristãs saberem dar um testemunho radical e corajoso, baseado na Palavra de Deus em que acreditam."
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Zona do euro enfrenta 'crise de sobrevivência'
A União Europeia enfrenta uma “crise de sobrevivência” por conta dos deficits na zona do euro, advertiu nesta terça-feira o presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy.Em discurso pouco antes da reunião, em Bruxelas, de ministros das Finanças do bloco europeu para tratar de sua estabilidade econômica, Rompuy disse que, se o euro fracassar, a UE também fracassará.
Países como Irlanda e Portugal vivem situação preocupante, e não se sabe se conseguirão lidar com seus deficits sem a ajuda de fundos da UE. Suas crises são alvo de escrutínio na reunião desta terça.
E, na segunda-feira, estatísticas da UE mostraram que a dívida da Grécia – país que já está recebendo empréstimos bilionários do FMI – é ainda maior do que se pensava anteriormente.
Rompuy se disse “muito confiante” de que os problemas serão resolvidos, mas afirmou que “todos temos que trabalhar juntos para que sobrevivamos com a zona do euro. Caso contrário, não sobreviveremos com a União Europeia”.
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Fonte - BBC
Nota DDP: Daniel 2 cada vez mais atual...
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