quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Papa saúda delegação ortodoxa: novos esforços ecumênicos

Na solenidade de São Pedro e São Paulo, o Papa Bento XVI saudou a presença de um grupo em especial. Tratava-se da delegação enviada à Roma por Bartolomeu I, patriarca de Constantinopla. A interação entre o papa e o líder máximo da igreja Ortoxa recebeu destaque no NewsVa., canal de notícias do Vaticano divulgado pelo papa, ao usar o microblog twitter pela primeira vez.

Como Bento XVI fez questão de salientar, "sua participação [da delegação] nesta [ocasião], nosso dia de festa, como a presença de nossos representantes em Istambul para a Festa de Santo André, expressa a verdadeira amizade e irmandade que une a Igreja de Roma e o Patriarcado Ecumênico, sendo que ambos são baseados na fé recebida do testemunho dos apóstolos."

O NewsVa. ainda recapitula a história desta aproximação entre Roma e Istambul, a qual remonta ao concílio Vaticano Segundo. A partir de então, cada denominação tem enviado delegações às festas religiosas da outra.

O que não deixa de despertar a curiosidade é que Ratzinger reconhecesse a legitimidade da herança apostólica da igreja Ortodoxa. Durante séculos, desde o cisma em 1054, as acusações mútuas eram comuns. A Igreja Católica Apostólica Romana, por exemplo, não cansou de acusar o patriarcado de heresia, enquanto reivindicava que o papa era a única cabeça da igreja universal de Cristo.

Agora, o quadro mudou. Bento XVI tem um alvo: o Dia Mundial da Reflexão. Este evento, marcado para o próximo 27 de Outubro, é definido como um momento de "diálogo e oração pela paz e justiça no mundo". Claramente, o pontífice respira ecumenismo!
Fiquemos alertas aos próximos passos de Bento XVI. Os eventos finais estão acontecendo bem diante de nós - como reagiremos a eles? Queira Deus que, pela fé, permaneçamos em pé!

Fonte - Outra Leitura

terça-feira, 9 de agosto de 2011

"A Grande Esperança"

Livro A Grande Esperança
A profecia Maia de que o mundo acabará em 2012 tem preocupado muita gente.

O livro A Grande Esperança traz a resposta: é possível viver sem medo do futuro.

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segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Os mercados financeiros governam o mundo

Os governantes das principais nações do mundo não têm mais domínio da situação, afirma o jornalista Bernd Riegert, da DW, pois os rumos da economia mundial são determinados pelos mercados financeiros.

Os líderes políticos dos Estados Unidos, da Europa e da Ásia assistem impotentes à maneira como os anônimos mercados financeiros direcionam fluxos bilionários para as bolsas de todo o mundo e ditam as políticas fiscal e econômica.

Há tempos que o presidente Barack Obama, a chanceler federal Angela Merkel e o presidente Nicolas Sarkozy não agem mais, mas são empurrados. Merkel e Sarkozy procuram acalmar a situação com declarações desvalidas de que eles teriam, há menos de três semanas, tomado decisões maravilhosas na última cúpula do euro. Isso não ajuda mais em nada.

Os mercados financeiros, os investidores e gestores de fundos de pensão encontram-se num clima irracional de fim dos tempos. Na prática, os fatos econômicos e político-financeiros não mudaram nos últimos 14 dias, mas mesmo assim vende-se nas bolsas de valores o que ainda dá para vender.

O rebaixamento da nota de crédito dos Estados Unidos pela agência de rating Standard & Poor's agravou ainda mais todo esse tumulto. A agência comprovou o que os mercados financeiros já sabiam há muito: que também o homem supostamente mais poderoso do mundo, o presidente norte-americano, é impotente na hora de enfrentar Wall Street.

Para os Estados Unidos, a obtenção de novos empréstimos vai agora se tornar mais difícil. Há possibilidades de uma reincidência de recessão, o que teria consequências para todo o mundo. A próxima onda da crise financeira e econômica mundial, que teve início em 2008, vem a nosso encontro.

Se a conjuntura econômica sofrer uma retração mundial, não haverá mais recursos estatais para programas de incentivo ao consumo e à produção: os principais países da zona do euro não estão mais em condições de contrair ainda mais dívidas.

O poder dos mercados financeiros é de dar medo. Se as especulações se voltarem agora contra a Itália, com a perda de confiança no Estado italiano, ou seja, se os títulos públicos do país se tornarem impagáveis, a zona do euro também não vai conseguir escapar.

As dívidas da Itália não podem ser assumidas por outros, uma injeção de liquidez é impensável. Caso isso acontecesse, até mesmo a Alemanha, que ainda conduz a Europa como locomotiva solitária da conjuntura, ficaria sobrecarregada. A União Europeia terá que se imbuir de medidas mais acirradas que as tomadas até agora, a fim de impressionar os mercados financeiros, que notoriamente determinam o caminho a ser seguido.

Chegou a hora de transformar os pacotes de ajuda num fundo monetário europeu decente, capaz de ajudar países em crise. Chegou a hora de dar à zona do euro um governo econômico digno deste nome. Chegou a hora de contar a verdade aos cidadãos europeus e dizer a eles que todos nós teremos de carregar as dívidas dos países da zona do euro com altas taxas de inflação.

Se Merkel, Sarkozy e companhia continuarem enrolando, o euro, como moeda comum, não terá mais salvação. Aí será apenas uma questão de tempo até que as agências de rating tirem a melhor nota, o A triplo, da França, do Reino Unido e até mesmo da Alemanha.

Pois a situação estrutural na França não é muito diferente da dos Estados Unidos. A Alemanha está aumentando suas dívidas públicas em velocidade recorde. É questionável se a União Europeia, o Grupo dos 7 países industrializados mais importantes ou o G20, com os emergentes a bordo, ainda serão capazes de fazer algo. A crise econômica mundial se aproxima, os mercados financeiros reinam e as agências de rating governam.

Fonte DW-World

Nota DDP: Ainda sobre a turbulência que parece se generalizar no plano internacional:

Tumultos em Londres revelam os problemas das metrópoles - CBN

domingo, 7 de agosto de 2011

O declínio nos EUA se mostra mais evidente

“É um comum” dizerem que os EUA, que “apenas alguns anos atrás era celebrado como um colosso com poder sem paralelos e apelo incomparável, está em declínio, enfrentando de forma ameaçadora a perspectiva de sua decadência final”, escreve Giacomo Chiozza na atual edição da revista “Political Science Quarterly”.

De fato, é uma opinião compartilhada por muitos. E com alguma razão, apesar de uma série de esclarecimentos serem devidos. Para começar, o declínio começou desde o ponto alto do poder norte-americano após a Segunda Guerra Mundial; a sensação notável de triunfo pós-guerra do Golfo nos anos 90 foi em grande parte uma fantasia.

Outro tema comum, ao menos entre aqueles que não são deliberadamente cegos, é que o declínio americano é, em grande medida, auto-infligido. A ópera cômica em Washington neste verão, que enojou o país e intrigou o mundo, talvez não tenha análogo nos anais da democracia parlamentar.

O espetáculo está até assustando os patrocinadores da charada. O poder corporativo agora está preocupado que os extremistas que ajudaram a eleger talvez de fato derrubem o prédio no qual sua própria fortuna e privilégio residem, o poderoso Estado-babá que atende aos seus interesses.

A ascendência do poder corporativo sobre a política e a sociedade –que já é quase toda financeira- atingiu tal ponto que as duas organizações políticas, que nesta altura mal parecem partidos tradicionais, estão muito à direita da população nas principais questões em debate.

Para o público, a principal preocupação doméstica é o desemprego. Sob as atuais circunstâncias, essa crise só pode ser superada por um estímulo governamental significativo, muito além do que foi implementado recentemente, que mal se equiparou ao declínio nos gastos estatais e locais –apesar de essa iniciativa, mesmo limitada, ter salvado talvez milhões de empregos.

Para as instituições financeiras, a principal preocupação é o déficit. Portanto, somente o déficit está em discussão. Uma grande maioria da população defende enfrentar o déficit taxando os muito ricos (72% a favor, 27% contra), segundo uma pesquisa do Post-ABC News de Washington. A maioria avassaladora é contra cortar programas de saúde (69%, Medicaid, 78% Medicare). O resultado provável, no entanto, é o oposto.

O Programa de Atitudes de Políticas Internacionais pesquisou como o público eliminaria o déficit. O diretor do programa, Steven Kull, escreve: “Claramente, tanto o governo quanto a Câmara Legislativa liderada pelos republicanos estão fora de contato com os valores e prioridades da população em relação ao orçamento.”

A pesquisa ilustra a grande divisão: “A maior diferença quanto aos gastos foi que o público defendeu cortes profundos nos gastos com defesa, enquanto o governo e a Câmara propõem aumentos modestos. O público também prefere gastar mais com treinamento profissional, educação e controle da poluição”.

O acordo final –ou, mais precisamente, a capitulação à extrema direita- é o oposto total disso, e quase certamente levará a um crescimento mais lento e danos de longo prazo a todos, com exceção dos ricos e das corporações, que estão tendo lucros recorde.

Nem mesmo se discute o fato que o déficit seria eliminado se, como mostrou o economista Dean Baker, o sistema de saúde privatizado e disfuncional nos EUA fosse substituído por algum similar a de outras sociedades industriais, que têm metade dos custos per capita e resultados comparáveis ou melhores.

As instituições financeiras e as Grandes Farmacêuticas são poderosas demais para tais opções serem até mesmo consideradas, apesar da ideia não parecer utópica.

Fora da agenda por razões similares estão outras opções economicamente viáveis, tais como o imposto sobre pequenas transações financeiras.

Enquanto isso, novos presentes são regularmente enviados a Wall Street. O Comitê de Apropriações da Câmara cortou o pedido de orçamento para a Securities and Exchange Comission (a CVM americana), primeira barreira contra a fraude financeira. A Agência de proteção ao Consumidor não deve sair intacta.

O Congresso usa outras armas em sua batalha contra as futuras gerações. Segundo o “New York Times”, a American Electric Power, enfrentando oposição republicana à proteção ambiental, engavetou “o esforço mais proeminente do país de capturar o dióxido de carbono de uma usina de carvão existente, dando um duro golpe nas tentativas de deter as emissões responsáveis pelo aquecimento global”.

Os golpes auto-infligidos são cada vez mais fortes, mas não são uma inovação recente. Eles datam dos anos 70, quando a economia nacional sofreu grandes transformações, pondo um fim ao que é comumente chamado de “Anos Dourados” do capitalismo.

Dois importantes elementos foram a financeirização (a mudança da preferência do investidor da produção industrial para finanças, seguros e imóveis) e o envio da produção ao exterior. O triunfo da ideologia da “doutrina de mercado livre”, altamente seletiva como sempre, administrou outros golpes, quando foi traduzida para desregulamentação, regras de governança corporativa ligando gigantescos prêmios aos diretores executivos a lucros de curto prazo e outras decisões similares.

A concentração de renda resultante gerou maior poder político, acelerando um ciclo vicioso que levou fortunas extraordinárias para uma fração de 1% da população, na maior parte diretores executivos das grandes corporações, gerentes de fundos alavancados e similares, enquanto para a grande maioria a renda praticamente estagnou.

Em paralelo, o custo das eleições explodiu, levando os dois partidos cada vez mais fundo nos bolsos corporativos. O que restou de democracia política foi minado ainda mais quando os dois partidos passaram a leiloar posições de liderança no Congresso, como ressalta o economista político Thomas Ferguson no “Financial Times”.

“Os principais partidos políticos pegaram emprestada a prática dos grandes varejistas como Walmart, Best Buy ou Target, que se tornou única nas legislaturas em torno do mundo desenvolvido: os partidos dos EUA agora anunciam preços para as posições importantes no processo legislativo”, escreve Ferguson. Os legisladores que contribuem mais fundos ao partido ficam com os cargos.

O resultado, de acordo com Ferguson, é que os debates “dependem pesadamente da repetição sem fim de meia dúzia de slogans que foram testados por seu apelo aos blocos de investidores nacionais e grupos de interesse, de quem os políticos dependem para obter recursos”. Que se dane o país.

Antes do crash de 2007, pelo qual elas foram amplamente responsáveis, as novas instituições financeiras pós-Anos Dourados ganharam poder econômico impressionante, mais do que triplicando seus lucros corporativos. Após o crash, uma série de economistas começou a investigar sua função em termos puramente econômicos. O prêmio Nobel Robert Solow concluiu que seu impacto geral pode ser negativo: “Os sucessos provavelmente acrescentam pouco ou nada à eficiência da economia real, enquanto os desastres transferem riqueza dos contribuintes aos financistas”.

Ao destruir o que resta da democracia política, as instituições financeiras estão estabelecendo a base para avançar seu processo letal –enquanto suas vítimas estiverem dispostas a sofrer em silêncio.

Fonte - UOL

Nota DDP: Antecipa a revelação:

Quando nossa nação [Estados Unidos], em suas assembléias legislativas, promulgar leis que restrinjam a consciência das pessoas quanto ao seus privilégios religiosos, impondo a observância do domingo e exercendo poder opressor contra os que guardam o sábado do sétimo dia, a lei de Deus será, para todos os efeitos, invalidada em nosso país, e a apostasia nacional será seguida de ruína nacional. "The Seventh-day Adventist Bible Commentary", vol. 7, pág. 977.

É ao tempo da apostasia nacional, quando, agindo segundo os métodos de Satanás, os governantes da Terra se enfileirarem ao lado do homem do pecado - é então que a medida da culpa se encherá; a apostasia nacional é o sinal para a ruína da nação. "Mensagens Escolhidas", vol. 2, pág. 373.

Princípios católicos romanos serão adotados sob o cuidado e a proteção do Estado. Esta apostasia nacional será rapidamente seguida pela ruína nacional. "Review and Herald", 15 de junho de 1897.

Quando as igrejas protestantes se unirem com o poder secular para amparar uma religião falsa, à qual se opuseram os seus antepassados, sofrendo com isso a mais terrível perseguição, então o dia de repouso papal será tornado obrigatório pela autoridade mancomunada da Igreja e do Estado. Haverá uma apostasia nacional que só terminará em ruína nacional. "Evangelismo", págs. 234 e 235.

Quando o Estado usar seu poder para impor os decretos e amparar as instituições da Igreja - então a América Protestante terá formado uma imagem do papado e haverá uma apostasia nacional que só terminará em ruína nacional. "The Seventh-day Adventist Bible Commentary", vol. 7, pág. 976.
(Eventos Finais - Ellen G. White - p. 133/134)

A ruína nacional parece aproximar-se a passos largos, estaria a "apostasia nacional" antecipada pela profecia propensa a se efetivar antes desta queda dos EUA? Ou haverá novo eco na história que venha a caracterizar essa condição?

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Crise da economia global está iminente

As bolsas de valores de todo o mundo estão derretendo e os investidores entrando em estado de pânico por causa da recessão econômica que deve atingir em breve os Estados Unidos e diversos países da Europa. A sensação é de que uma bomba-relógio está ligada e pode ser detonada a qualquer momento, caso países como a Espanha e a Itália entrem em colapso, afirmou o economista da Prosper Corretora, Demétrius Borel Lucindo. Na edição desta quinta-feira, a revista americana Times alerta para uma crise iminente da economia global. Segundo o artigo assinado por Zachary Karabell, as reações das bolsas americanas, que apresentaram quedas substanciais nos últimos dias, só representam o crescente consenso entre a classe dos investidores que uma dupla recessão é prevista e como resultado, as bolsas de todo mundo vão passar por tempos difíceis, com grande chance de quebra. O autor ainda argumenta que mesmo para os mais otimistas analistas de mercado uma nova recessão é provável.

O artigo da revista Times cita o respeitável analista de mercado John Hussman, que, segundo ele, teme como desencadeador da crise global o contínuo crescimento chinês, que terá, em curto prazo, repercurssões em países como o Brasil, Canadá e Austrália. Nem o aguardado acordo entre democratas e republicanos sobre o aumento do teto da dívida americana realizado no início desta semana afastou as preocupações dos investidores do mercado de ações. Na verdade, elas ganharam força com a perspectiva de que a maior economia mundial terá que conter de forma representativa seus gastos e, desta forma, abalar a já abalada situação financeira do próprio país e das demais economias está assustando os mercados. A crise em países de peso na Europa, como Itália e Espanha, ainda reforça o cenário de cautela, com a possível contaminação da crise para novos países de maior peso na região.

No Brasil, o pregão da Bolsa de Valores de São Paulo teve o segundo pior resultado do ano nessa quarta-feira, com baixa de 2,26%, aos 56.017 pontos, o menor nível desde setembro de 2009. No acumulado do mês, a queda chega a 4,77% e, no ano, a 19,17%. "Mesmo com todas as incertezas lá fora, não há nada que justifique tamanho derretimento do mercado acionário brasileiro. Aqui, o consumo continua forte e as empresas listadas na Bovespa, lucrando como nunca", destacou o economista da Prosper. Na manhã desta quinta-feira, o pânico ainda tomava conta dos investidores. Com pouco mais de dez minutos de pregão, a Bolsa de Valores de São Paulo rompeu não só o patamar de 56 mil pontos como também o dos 55 mil pontos. Às 10h31, a queda era de 2,43%, a 54.669 pontos. Nos EUA, o Dow Jones recuava 1,40% no mesm o horário. Na Ásia, o iene desabava ante o dólar, depois que as autoridades japonesas intervieram para conter a alta recente da moeda, impulsionando a Bolsa de Tóquio. A maioria dos mercados da região, porém, fechou em queda devido aos temores sobre a desaceleração do crescimento mundial.

Fonte - Estado de Minas

Nota DDP: Ver também "Crise já atinge sistema financeiro da Europa". Destaque:

“A questão fiscal da Europa deveria ter sido resolvida em maio de 2010. Estamos vivendo uma situação de total despreparo político, leviandade, omissão e falta de liderança em geral. E os Estados Unidos estão entrando na mesma trilha. A lição que a Europa já nos deu é que a conta dos erros chega. E, quanto mais tarde aceitar pagá-la, mais caro fica. Por onde começar? Aos tropeços! Mas antes, é preciso aceitar que o dinheiro acabou. Essa ficha ainda não caiu “, afirma um economista brasileiro, com muita experiência no mercado financeiro internacional.

Somália: fome está a aumentar

A fome está a alastrar a três novas zonas da Somália, incluindo a capital Mogadíscio, onde se concentram os deslocados em fuga de uma grave seca que afecta toda a região do Corno de África, alerta a ONU.

«A situação representa a mais grave crise humanitária no mundo actual e a pior crise de segurança alimentar desde a fome de 1991-1992 na Somália», acrescentam os responsáveis das Nações Unidas, citados pela agência France Presse.

As novas regiões afectadas incluem dois locais onde se concentraram centenas de milhares de deslocados somalis, para tentar ter acesso a alimentação.

Fonte - IOL

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Os Estados Unidos e o "sanduíche do diabo"

Um deputado americano referiu-se ao pacote econômico aprovado pelo Congresso como "Devil sandwich (sanduíche do diabo)". Ele não quis dizer que Satã em pessoa amassou mais esse pão. Na verdade, "sanduíche do diabo" é uma expressão que se usa quando o lanche ou refeição de um casal é inadvertidamente preparado por uma ex-namorada ou ex-noiva (por exemplo, se ela trabalha numa lanchonete ou restaurante onde o casal foi jantar).

Mesmo tendo outro significado, essa expressão serve como trocadilho apropriado para descrever a atual situação do governo de Barack Obama. Pressionado pela ala mais liberal dos democratas, que gostaria de ver o governo mais empenhado no avanço de seus projetos sociais, e acuado pela ala mais conservadora dos republicanos, que só vota com o governo se seus projetos neoliberais forem atendidos, o presidente Obama está comendo as migalhas do sanduíche do diabo.

O atoleiro econômico em que os Estados Unidos se meteram (e para onde vão levando junto o resto do mundo) não é cria de Obama, mas uma consequência da farra do crédito e da desregulamentação do mercado que vêm de longe. Mesmo sem subestimar a capacidade dos EUA de sair fortalecidos de cada crise econômica, o problema agora é ordem interna. A ferrenha oposição preparou um jantar com boas doses de maldade.

A barganha política em Washington é de arrepiar um lobista de Brasília. Até as listras da bandeira americana sabem que, em situações de grave endividamento, só há duas saídas: ou aumentar a receita ou cortar as despesas. As duas saídas juntas funcionam ainda melhor. Na visão de alguns analistas, a saída que o governo propõe, ou está sendo obrigado a propor, enfatiza o corte de gastos sem prever maior arrecadação fiscal.

No projeto original, as medidas pretendiam taxar as grandes fortunas. Com a pressão da direita republicana, os cortes vão atingir os programas sociais. O custo com a saúde é alto para o governo, principalmente por causa do monopólio das indústrias farmacêuticas. Aliás, estes laboratórios têm tanto poder político quanto a indústria bélica. Em vez de reformar amplamente a área da saúde e da seguridade social, o governo cede aos republicanos interessados "em desmantelar os últimos vestígios do estado de bem-estar social nos Estados Unidos", como diz Alejandro Nadal.

Outra boa economia está na prometida volta das tropas militares para casa, já que os gastos nessa área só aumentaram no governo Obama.

O pacote econômico foi aprovado na última volta do ponteiro do relógio. Republicanos e democratas estão brincando de "fim do mundo". Como naquela fatídica frase, eles estão "operando no limite da irresponsabilidade". No meio disso tudo, os olhos do mundo estão ansiosos como nos tempos em que uma crise dos mísseis gelava a espinha dos países na Guerra Fria.

Essa medida alivia (ou adia?) a força da crise, mas não esconde a iminência de um colapso. Moral e economicamente falidos, restam aos Estados Unidos o seu gigantesco poder político. E um império é capaz de fazer qualquer acordo, talvez até com o custo de rasgar sua Constituição, a fim de se manter no topo.

Fonte - Nota na Pauta

Nota DDP: Sobre o tema do post e as possibilidades em torno do quadro que pode se descortinar, sugiro uma visita ao Minuto Profético.

A Europa a virar à direita

Desde há muito tempo que me habituei a não me preocupar com as mudanças e até convulsões políticas que um pouco por todo o mundo vão surgindo. Agora, cada vez que surge algum motivo de especial atenção, para mim trata-se apenas de constatar o que sucede e tentar perceber como é que tudo isso encaixa ou encaixará no nosso entendimento profético.

Recentemente, foi o que fiz quando começaram os tumultos sociais no norte de África e Médio Oriente. Nessa ocasião, vi alguns comentários preocupados com a hipótese de osgrupos fundamentalistas islâmicos assumirem a supremacia e o poder nas nações afetadas, o que poderia colocar em causa a segurança dos países ocidentais.

Ainda que essa fosse uma possibilidade, fiquei, e ainda estou, atento para ver como isso - muito provavelmente - não se concretizará, pois sabemos que à medida que nos aproximamos do fim da História da terra apenas dois poderes se destacarão, e nenhum deles está ligado ao islamismo sob qualquer das suas formas. Ao mesmo tempo, sei que,mais tarde ao mais cedo, de uma forma ou de outra, são os Estados Unidos que assumiram preponderância também nesses locais.

Creio que atualmente podemos estar a ser testemunhas de um outro desenrolar da História potencialmente significativo para aquilo que realmente nos interessa.

Desde há alguns anos, e agora podemos confirmá-lo, a Europa ocidental tem vindo a assistir a uma viragem à direita, politicamente falando. Um após outro, todos os partidos da esquerda política que exerciam poder têm vindo a ser afastados dessa posição - os povos parecem estar cada vez mais a escolher como seus representantes os partidos de direita.

Na Europa ocidental, apenas dois países resistem ainda a este fenómeno: Espanha, com eleições marcadas para novembro e onde se prevê essa mudança; e Grécia, talvez a nação europeia onde a população está mais ansiosa por eleger novos governantes.

Porque é que isto me parece importante (e o futuro, creio que a breve prazo, encarregar-se-á de o confirmar ou desmentir...)? Pela simples e única razão que é nesta ala política que o cristianismo encontra maior acolhimento. E, escuso de lhe relembrar qual é, historicamente e até hoje, a denominação maioritária entre os cristãos, curiosamente sediada na velha Europa e que a Bíblia profetiza que reassumirá o grande poderio que perdeu em 1798...

Daqui vem que poderemos (repare que não estou a defender qualquer tipo de cumprimento profético, apenas a sugerir a possibilidade!) estar perante o início de um processo que conduza a um retorno do poder religioso católico romano aos cenários de governação política.

Poderá ser mesmo assim? Em primeiro lugar, é garantido que isso acontecerá, pois a Bíblia afirma-o; depois, e como já referi noutro comentário, a nós apenas nos falta saber o quando e o como de tudo isso. E aquilo que julgo, no mínimo, como hipótese, é que esta viragem à direita talvez não seja apenas e só um simples pormenor histórico no meio de todo este alcance e cumprimento profético.

Se Deus nos permitir, aqui estaremos para o confirmar.

Entretanto, mantenha-se atento: "portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios, remindo o tempo; porquanto os dias são maus" (Efésios 5:15-16).

Fonte - O Tempo Final

Serão necessários 27 planetas Terra

Uxbridge, Canadá, 2/8/2011 – Ainda que se multiplicasse por dez as áreas dedicadas no mundo inteiro a conservar plantas, animais e outras espécies, não seriam suficientes para enfrentar os grandes problemas do Século 21: o aumento populacional, o consumo desenfreado e o uso ineficiente dos recursos. E se estas questões não forem enfrentadas, a humanidade chegará aos dez bilhões de pessoas em 2050 e precisará de outros 27 planetas Terra para pagar o custo ambiental da demanda por recursos, afirma um novo estudo publicado no final de julho pela revista Marine Ecology Progress Series.
...
Para 2050, com população estimada em dez bilhões e sem mudanças nos padrões de consumo, o uso acumulado de recursos naturais equivalerá à produtividade de mais de 27 planetas Terra, segundo o estudo. Para manter os atuais sete bilhões de pessoas é necessária uma drástica mudança no uso de recursos. Atualmente, a pegada ecológica média de cada cidadão dos Estados Unidos é de dez hectares, enquanto a de um haitiano é de menos de um. O planeta poderia sustentar toda a humanidade se a pegada média de cada pessoa fosse de dois hectares, calcula Mora. Se há mais gente, simplesmente haverá menos recursos disponíveis para todos, por isso será necessário de um controle da população, afirmou.

Fonte - Envolverde

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

"A Grande Esperança"



www.esperanca.com.br

Reconhecimento facial + redes sociais = invasão de privacidade

Pesquisadores usam câmera, tecnologia da Google e dados do Facebook para ter informações instantâneas sobre pessoas fotografadas.

Mostre seu rosto que eu digo quem você é. Com as novas tecnologias de reconhecimento facial, não é preciso documentos para identificar uma pessoa. Mas e se esse recurso for utilizado sem a autorização? E se for combinado com redes sociais?

Segundo pesquisadores da universidade de Carnegie Mellon, nos Estados Unidos, apenas com uma câmera, tecnologia da Google e acesso ao Facebook, é possível violar a privacidade das pessoas.

De acordo com reportagem publicada no Wall Street Journal, os especialistas utilizaram uma poderosa tecnologia de reconhecimento facial, adquirida recentemente pela Google, para fotografar voluntários e em poucos minutos ter informações pessoais, disponibilizadas no Facebook, exibidas, com a rápida busca pela imagem.

O estudo aponta para a possibilidade de ser possível saber em um futuro próximo quem uma pessoa é apenas tirando sua foto na rua, o que coloca em risco a privacidade das pessoas e levanta, mais uma vez, os riscos de ter seus dados divulgados em redes sociais.
Em junho, o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), do Ministério da Justiça, notificou o Facebook

a prestar esclarecimentos sobre um novo sistema de reconhecimento facial que identifica pessoas automaticamente em fotos publicadas na rede social, aumentando potencialmente a exposição da imagem dos usuários.

Fonte - IDG Now

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Moratória dos EUA será calamidade

O presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, alertou nesta sexta-feira (29) que "as pessoas estão brincando com fogo" ao manter o impasse sobre a elevação do limite da dívida do governo dos Estados Unidos.

"Se nós tivermos um default da dívida (moratória), isso não será somente uma calamidade financeira, mas um constrangimento para cada americano", afirmou Zoellick no Congresso Mundial da Sociedade Internacional para o Desenvolvimento (SID).

Segundo ele, o banco está preparando planos de contingência para os potenciais efeitos que poderiam se propagar ao redor do mundo como resultado do default, mas mão deu mais detalhes sobre quais seriam as medidas.

O governo dos Estados Unidos está correndo contra o tempo para não colocar em risco sua credibilidade de bom pagador.

Se até o dia 2 de agosto o Congresso não ampliar o limite de dívida pública permitido ao governo, os EUA podem ficar sem dinheiro para pagar suas dívidas: ou seja, há risco de calote - que seria o primeiro da história americana.

A elevação do teto da dívida permitiria ao país pegar novos empréstimos e cumprir com pagamentos obrigatórios.

A quatro dias do fim do prazo a partir do qual o país ficará sem dinheiro para honrar dívidas, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, voltou a cobrar nesta sexta que republicanos e democratas cheguem a um acordo para resolver o impasse em torno da crise da dívida norte-americana.

Em pronunciamento que durou menos de dez minutos, Obama pediu que a população mantenha a "pressão sobre Washington" e disse que qualquer solução para o tema precisa ser conseguida pelos dois partidos.

Fonte - G1

"Ouço o som"



Laura Morena

Nota DDP: O sacrifício de Cristo em nosso favor continua a emocionar profundamente...

quarta-feira, 27 de julho de 2011

OMS: um terço da população mundial está infectada com o vírus da hepatite

Cerca de um terço da população mundial – ou dois bilhões de pessoas – estão infectadas com o vírus da hepatite. De acordo com dados divulgados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) nesta terça-feira durante a primeira conferência para o Dia Mundial da Hepatite, a maioria dessas pessoas não sabe que contraiu o vírus e que pode vir a desenvolver a doença a qualquer momento da vida.

A hepatite é uma doença caracterizada pela inflamação do fígado que chega a vitimar cerca de um milhão de pessoas todos os anos. O vírus causador da doença pode ser disseminado pela água ou pela comida contaminadas, pelo sangue, pelo sêmen ou outros fluídos corporais. “A doença é crônica em todo o mundo, mas, infelizmente, ainda há pouca conscientização, mesmo entre gestores de saúde”, diz Steven Wiersma, especialista em hepatite da OMS.

Segundo Wiersma, a doença é causada, principalmente, por cinco vírus principais, chamados de A, B, C, D e E. O tipo B tem sido o mais comum pelo mundo e pode ser transmitido de mãe para filho durante o parto ou no começo da infância, bem como por injeções contaminadas ou pelo uso de drogas injetáveis. Já o vírus E, transmitido através da água ou da alimentação, é uma causa comum de surtos da doença em países em desenvolvimento - e vem sendo cada vez mais observado também em países desenvolvidos.

De acordo com a OMS, vacinas eficazes foram desenvolvidas para combater os vírus A e B e poderiam ainda serem usadas contra o D. Uma vacina para hepatite E também chegou a ser desenvolvida, mas não está amplamente disponível. Para o vírus C, ainda não há vacina disponível. Campanhas de vacinação alcançaram sucessos consideráveis em diversos países. Cerca de 180 dos 193 países membros da OMS incluíram a vacina contra hepatite B nos programas de imunização infantil.

Fonte - Veja

terça-feira, 26 de julho de 2011

Religiões monoteístas fazem campanha pelo meio ambiente na Terra Santa

Dirigentes cristãos, judeus e islâmicos lançaram em Jerusalém uma campanha para a proteção do meio ambiente, baseada em preceitos religiosos.

Reunidos para a criação do "Centro Inter-religioso para o Desenvolvimento Durável", esses líderes previram a organização, paralelamente à Assembleia Geral da ONU de 2012, uma conferência comum para apresentar seus representantes ligados aos problemas ambientais.

"Segundo os primeiros capítulos da Gênese, o dever original imposto ao primeiro homem e à primeira mulher é não apenas explorar a terra, mas protegê-la", declarou o rabino David Rosen, aprovado pelo vice-ministro para Assuntos Religiosos da Autoridade palestina, Haj Salah Zuheika.

"Devemos estudar o conjunto dos problemas ecológicos, porque partilhamos um destino comum. A poluição da terra ameaçará tanto os muçulmanos quanto os cristãos e os judeus", acrescentou o bispo católico William Shomalie.

"Um de nossos projetos é lançar uma campanha na América do Norte para sensibilizar os catequistas das religiões muçulmana, cristã e judaica, assim como os do budismo e do hinduísmo, aos problemas ecológicos, na perspectiva da fé", destacou por sua vez o rabino Yonatan Neril.

Em comunicado, fazem apelo aos fiéis de todas as religiões a lutar contra o efeito estufa e pressionar os líderes políticos a trabalhar neste sentido "para evitar o perigo de uma crise climática maior".

Fonte - Yahoo

Nota DDP:
Constam da presente notícia todos os elementos ligados à utilização do tema de forma a se consumar a imposição do domingo como dia de descanso universal.

Como supra destacado, "cristãos, judeus e islâmicos" (que juntos se demonstram como a grande maioria das confissões religiosas do planeta), pregam uma campanha pelo meio ambiente "baseada em preceitos religiosos", levando em consideração "os primeiros capítulos da Gênese", lançando a mesma a partir da "América do Norte" e, de forma a "pressionar os líderes políticos".

Esse quadro certamente se demonstra extremamente propício a suportar os últimos eventos esperados.

Líderes religiosos discutem sobre mudanças climáticas

Jerusalém, 26 jul (RV) - “Como as religiões podem responder à crise climática?”. É a questão que reuniu ontem, em Jerusalém, na Terra Santa, alguns líderes religiosos.

Organizado pelo centro inter-religioso para o desenvolvimento sustentável, o fórum quis identificar instrumentos de colaboração para enfrentar os desafios impostos pelas mudanças climáticas. Dos vários pronunciamentos, destacamos as palavras do anfitrião, Dom William Shomali, bispo auxiliar do patriarcado latino de Jerusalém, presente em nome do Patriarca Fouad Twal.

Respeitar a criação significa respeitar o criador” – evidenciou Dom Shomali. “Estamos aqui de passagem; devemos nos apaixonar por esta criação, que é um dom precioso a ser custodiado”.

Ao falar sobre a terra, Dom Shomali evocou o Cântico das criaturas, de São Francisco de Assis, e recordando a mensagem do papa para o Dia Mundial da Paz de 2010, acrescentou que para construir a paz, é preciso proteger a criação.

O bispo frisou a necessidade de revisar os modelos de desenvolvimento, pois o atual ritmo de exploração coloca em risco a disponibilidade de recursos naturais. Enquanto isso, a ausência de projetos políticos e econômicos de longo prazo provoca a degradação do meio-ambiente. Dom Shomali falou também da realidade ecológica de Gaza, onde a carência de um bom sistema de tratamento de lixo está poluindo as águas do litoral.

Fonte - Radio Vaticano

Nota DDP: O memorial da criação é o Sábado. Vejamos como os líderes religiosos em questão decidirão fazer referência ao Criador e à criação.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Duas crises que podem provocar um desastre global

Estamos vivendo uma época interessante – e digo interessante no pior sentido da palavra. Neste momento nós não nos deparamos com apenas uma, mas sim com duas crises que se aproximam, e qualquer uma das duas é capaz de provocar um desastre global. Nos Estados Unidos, fanáticos de direita no congresso poderão bloquear uma necessária elevação do teto da dívida, algo que teria o potencial para provocar o caos nos mercados financeiros mundiais. Ao mesmo tempo, se o plano que acaba de ser aprovado pelos chefes de Estado europeus não for capaz de acalmar os mercados, nós poderemos presenciar um verdadeiro efeito dominó em todo o sul da Europa – um fato que também semearia o caos nos mercados financeiros mundiais.

Só podemos torcer para que os políticos em Washington e em Bruxelas consigam repelir esses perigos. Mas o problema é que, mesmo se conseguirmos evitar uma catástrofe imediata, é quase certo que os acordos que estão sendo negociados em ambos os lados do Oceano Atlântico venham a agravar a crise financeira global.

Na verdade, os legisladores parecem estar determinados a perpetuar este fenômeno ao qual eu costumo me referir como a Depressão Menor, a era prolongada de alto desemprego que teve início com a Grande Recessão de 2007 a 2009 e que continua até hoje, mais de dois anos após a suposta data do fim da recessão.

Falemos por um momento a respeito do motivo pelo qual as nossas economias ainda se encontram deprimidas.

A grande bolha imobiliária da última década, que foi um fenômeno tanto norte-americano quanto europeu, foi acompanhada de um aumento enorme da dívida relativa a hipotecas. Quando a bolha estourou, a construção de imóveis despencou, e os gastos dos consumidores também caíram, já que as famílias, sobrecarregadas por dívidas, reduziram o seu consumo.

Mesmo assim, tudo poderia ter corrido bem se outros atores econômicos importantes tivessem aumentado os seus gastos, preenchendo a lacuna provocada pela queda no setor de construção e pela redução dos gastos do consumidor. Mas ninguém fez tal coisa. É especialmente importante observar que as corporações repletas de dinheiro não veem motivos para investir esse capital devido à fraca demanda dos consumidores.

E os governos também não fizeram muita coisa para ajudar. Alguns governos – aqueles dos países mais fracos da Europa, bem como governos estaduais e municipais nos Estados Unidos – foram na verdade obrigados a cortar os gastos devido à queda das arrecadações. E as medidas modestas tomadas por governos mais fortes – incluindo, sim, o plano de estímulo econômico de Obama – foram, na melhor das hipóteses, suficientes apenas para compensar essa austeridade forçada.

Portanto, o que temos agora são economias deprimidas. E o que os legisladores estão propondo fazer quanto a isso? Simplesmente nada. O desaparecimento da questão do desemprego do discurso político da elite e a sua substituição pelo pânico do déficit foi algo verdadeiramente notável. Isso não foi uma resposta à opinião pública. Em uma recente pesquisa de opinião CBS News/New York Times, 53% dos entrevistados afirmaram que a economia e o desemprego são os problemas mais importantes enfrentados por nós, enquanto que apenas 7% mencionaram o déficit. E não se trata também de uma resposta à pressão do mercado. As taxas de juros sobre a dívida dos Estados Unidos continuam próximas a recordes historicamente baixos.

Mas as conversações em Washington e em Bruxelas dizem respeito apenas a cortes de gastos (e talvez a aumentos de impostos, ou seja, revisões). Isso é sem dúvida verdade no que se refere a várias propostas que estão sendo apresentadas para resolver a crise do teto da dívida aqui nos Estados Unidos. Mas isso também está ocorrendo na Europa.

Na última quinta-feira (21/07), os "chefes de Estado ou governo da área do euro e as instituições da União Europeia" - esse palavreado extenso demonstra por si próprio como se tornou bagunçada a governança europeia – fez a sua grande declaração. Uma declaração que não foi nada tranquilizadora. Até mesmo porque é difícil acreditar que essa engenharia financeira complicada proposta na declaração possa de fato resolver a crise grega, e muito menos a crise europeia mais ampla.

Mas, mesmo se puder, o que ocorreria depois? A declaração pede que reduções drásticas de déficits "em todos os países, com a exceção daqueles que se encontrem sob um programa", sejam implementadas "até 2013, ao mais tardar". Como os países "sob um programa" estão sendo obrigados a promover uma drástica austeridade fiscal, isso equivale a um plano para fazer com que toda a Europa corte os gastos ao mesmo tempo. E não existe nada nos dados europeus que indique que o setor privado está pronto para compensar os resultados de tal medida em menos de dois anos.

Para aqueles que conhecem a história da década de trinta, o que está ocorrendo é bastante familiar. Se as atuais negociações sobre a dívida fracassarem, nós poderemos estar prestes a reviver 1931, o colapso bancário global que fez com que a Grande Depressão fosse de fato grande. Mas, se as negociações tiverem sucesso, nós estaremos prontos para repetir o maior erro de 1937: recorrer prematuramente à contração fiscal que sabotou a recuperação econômica e garantiu que a Depressão continuasse até que a Segunda Guerra Mundial finalmente proporcionasse o impulso do qual a economia necessitava.

E eu mencionei que o Banco Central Europeu – mas não, ainda bem, o Federal Reserve dos Estados Unidos – parece estar determinado a piorar a situação com o aumento das taxas de juros?

Existe um velho ditado, atribuído a várias pessoas, que sempre me vem à cabeça quando eu examino a política pública: "Você não sabe, meu filho, como o mundo é governado com tão pouca sabedoria". Agora esta falta de sabedoria está totalmente exposta, quando as elites políticas dos dois lados do Oceano Atlântico arruínam a resposta ao trauma econômico, ignorando as lições da história. E a Depressão Menor continua.

Fonte: The New York Times

Tradução: UOL

NOTA Minuto Profético: Outra possível semelhança entre o momento atual e a época pós-Depressão 1929, é que aquela catástrofe econômica preparou o terreno para a explosão de uma guerra mundial... Infelizmente a história poderá se repetir...

quarta-feira, 20 de julho de 2011

ONU declara crise de fome em partes da Somália

Segundo a ONU, dezenas de milhares de pessoas morreram de causas relacionadas à desnutrição no país, que enfrenta a pior seca em mais de 50 anos.

Grande parte do sul da Somália é controlada por rebeldes islâmicos do grupo Al-Shabab, afiliado à Al-Qaeda, que proibiu o envio de ajuda humanitária à região dois anos atrás.

A proibição foi parcialmente suspensa este mês, permitindo que agências pudessem entregar suprimentos à população, mas a ONU e os Estados Unidos dizem que os grupos armados ainda precisam dar garantias de segurança aos funcionários para que a ajuda chegue a todos aqueles que precisam.

"Temos uma presença mínima e fazemos visitas regulares ao país, mas precisamos de um acesso significativamente maior do que temos no momento para lidar com uma emergência deste nível", disse o porta-voz da agência para refugiados da ONU Adrian Edwards.
Fonte - BBC

terça-feira, 19 de julho de 2011

Líderes religiosos de 60 países na Alemanha

Munique, 18 jul (RV) - Dez anos depois dos atentados de 11 de setembro, líderes das maiores religiões, chefes de Estado e homens do mundo da cultura têm encontro marcado em Munique de 11 a 13 de setembro para o “Meeting inter-religioso para a paz” convocado pela Comunidade de Santo Egídio e pelo Cardeal Reinhard Marx, arcebispo de Munique.

“O espírito de Assis chegará a Munique” – explicou o arcebispo. Já deram sua adesão personalidades religiosas e políticas de mais de 60 países. O encontro será aberto pelo presidente Christian Wulff; a chanceler Angela Merkel tomará a palavra no dia seguinte, e seguirão pronunciamentos de vários expoentes.

Estes mesmos líderes vão se encontrar um mês depois, em 27 de outubro, com Bento XVI em Assis, no 25º aniversário do histórico encontro inter-religioso promovido por João Paulo II.

Fonte - Radio Vaticano

Nota DDP: E quando disserem "paz e segurança"... Interessante, mas cada vez mais previsível, que além de se multiplicarem as reuniões de tentativa de alinhamento entre os braços religiosos e políticos de planeta (além dos culturais que agregariam os "sem religião"), ainda todos eles se desloquem para encontrar com BXVI.

Para onde vai a economia dos Estados Unidos da América?

Esse artigo, abaixo, é um pouco difícil de ser lido por leigos em economia, no entanto, vale a pena ler com atenção. Os Estados Unidos da América estão se aproximando da moratória de sua dívida pública. Isso quer dizer que o país pode um dia desses declarar, como já fez o Brasil, o México e a Argentina, e mais recentemente a Grécia e outros países ricos da Europa, que não estão mais em condições de honrar seus compromissos. Digamos que no caso dos EUA, tal declaração se torne dramática para o mundo, pois é a maior economia global. A segunda é a China, que ao contrário dos EUA, vai muito bem, por enquanto. E é de se lembrar que a crise americana vem sendo formada desde que o presidente Clinton saiu do poder. Ela vem de guerras contra o Afeganistão e contra o Iraque (só essas duas, quase quatro trilhões de dólares!), de elevação dos preços do petróleo, dos gastos exagerados pelos consumidores americanos e dos gastos exagerados pelo governo americano. Entre outros.

E o que o atual presidente está propondo? Corte de gastos, como os vinculados a saúde dos americanos. E, para contradizer a todos as pessoas sensatas, redução nos impostos dos mais ricos. A expectativa é, com isso, levar as grandes empresas a um aumento de suas atividades industriais e comerciais, pois com a elevada carga atual de impostos, está difícil competir com o dragão chinês, que fabrica tudo mais barato e está invadindo o mundo com seus produtos de baixo preço.

E para piorar a situação dos americanos, as famílias lá em geral estão muito endividadas, muitas empresas também e o governo mais ainda. Precisariam exportar seus produtos, mas como fazer isso, se os chineses estão ocupando todos os mercados e vendendo os seus manufaturados em todos os lugares do mundo? E não só os chineses, há agora vários outros países no mercado mundial disputando os consumidores. Numa situação dessas, como fazer com que o consumidor gaste mais para que as empresas possam vender mais e pagar mais impostos? Como atrair o mercado, se há tantos competidores poderosos sedentos por vender? E, ainda por cima, com os chineses vorazes por vender os seus produtos, cuja economia cresce em torno de 10% ao ano, há quase 15 anos? Enquanto o poderoso Vaticano está sendo ameaçado pelo inquieto islã, a poderosa América está sendo ameaçada pela voraz China.

A crise sobre o mundo vem dos Estados Unidos da América. É a crise que se origina dos meandros religiosos, mas que se manifesta no contexto econômico. Parece que aos poucos se forma o cenário da última crise, que em termos de economia, será a terceira grande depressão.

Fonte - Cristo Voltará

Nota DDP: É sempre bom se recordar de algumas nuances necessárias à formação de uma análise das possibilidades que se descortinam com os fatos que temos observado ao nosso redor:

1) - Os atores periféricos (o principal é Cristo!), antecipados no Livro do Apocalipse são as bestas que saem do mar e da terra. Como bem analisado acima, ambos passam por um importante momento de deslocamento de poder, o poder político pelo esfacelamento de seu posicionamento como nação predominante no cenário mundial, e o religioso pela crescente secularização e crescimento dos outros segmentos de fé.

2) - Como temos observado seguidamente neste espaço, as crises em escala mundial são de tal ordem que nem bem termina uma e já se entra em outra. Este quadro econômico por exemplo, é de tal ordem generalizado, que estamos em meio à possibilidade de que EUA, Europa e mesmo o gigante asiático (maior credor americano), além do Japão, perderem o rumo ao mesmo tempo.

3) - Unidos apenas estes dois componentes, impossível não se considerar a possibilidade de que os "braços" finalmente se estendam sobre o abismo e presenciemos, nesta geração, a união visível das citadas bestas, desencadeando-se assim todos os demais elementos correlatos ao quadro.

4) - Difícil de acontecer? Penso que será muito mais difícil se restabelecer o poderio americano dentro de um quadro político e econômico cada vez menos polarizado, bem como o poderio romano em um mundo cada vez mais descrente e tomado pelo crescimento do islamismo.

Mas tais considerações, logicamente, não passam de conjecturas. O quadro todo somente poderá ser visualizado com clareza quando aparecer nas nuvens aquEle a quem esperamos.

De qualquer forma, preparemo-nos, porque o tempo parece cada vez mais próximo.
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