quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

O papado e a profecia de Apocalipse 17

Como entender a profecia de Apocalipse 17:9-11?

Vem sendo apresentada em nossas igrejas uma abordagem profética de Apocalipse 17:9-11 distinta da linha tradicional historicista de interpretação que, por anos, sustentamos. O texto contém a explicação dada pelo anjo a João, das sete cabeças da besta escarlate: “Aqui está o sentido, que tem sabedoria: as sete cabeças são sete montes, nos quais a mulher está sentada. São também sete reis, dos quais caíram cinco, um existe, e o outro ainda não chegou; e, quando chegar, tem de durar pouco. E a besta, que era e não é, também é ele, o oitavo rei, e procede dos sete, e caminha para a destruição.” A abordagem tenta identificar os sete reis aí referidos, e é de fato uma interpretação da interpretação feita pelo anjo, esta, sem dúvida, com o aval divino, o que não se pode garantir quanto àquela.

A mulher é identificada, no verso 18, como a cidade que domina sobre a Terra. Por implicação, temos que admitir que Roma está sendo referida. Esse fato é confirmado na interpretação do anjo, quando ele afirma que as sete cabeças da besta “são sete montes, nos quais a mulher está assentada”. Que Roma é a cidade das sete colinas não é novidade para ninguém. Mas, e quanto aos sete reis, também representados pelas sete cabeças?

Segundo essa abordagem, os sete reis são os sete papas que governam a Igreja Católica a partir de 11 de fevereiro de 1929, quando o Cardeal Gasparri e Benito Mussolini assinaram o Tratado de Latrão, estabelecendo o Estado do Vaticano e assegurando à Santa Sé independência absoluta e soberania de caráter civil e político. A abordagem se fundamenta em três premissas básicas:

1. A cura da ferida mortal requer a volta ao papa da soberania religiosa e secular, tal como ele detinha antes de receber a ferida. Assim a ferida começou a ser curada em 1929.

2. O contexto de tempo de Apocalipse 17 é este final de milênio, pois desde 1929 passaram cinco papas. A Igreja hoje é conduzida por João Paulo II, o “sexto rei” da profecia. [Este artigo foi escrito em 1999; portanto, segundo essa compreensão da profecia, Bento XVI seria o sétimo rei.]

3. O sucessor de João Paulo II deverá “reinar” por “pouco tempo”, não porque morrerá logo, mas porque convidará o “oitavo rei” a que ocupe o trono do Vaticano. O “oitavo rei” é o diabo, personificando Jesus. Obviamente, o papa não continuará conduzindo a Igreja se aquele que ele pensa tratar-se de Jesus, o fundador dela, está presente pessoalmente e visivelmente no mundo. Esse oitavo papa naturalmente contará com a admiração e sujeição do mundo todo, e o levará finalmente a combater a igreja remanescente na intenção de destruí-la na batalha do Armagedon.

O assunto é explorado pelo Dr. Robert N. Smith Jr., adventista leigo do Texas, em seu livro The Sixth King – “666” and The New World Order, obra publicada em 1993. Outros autores norte-americanos, todavia, se anteciparam ao Dr. Smith Jr., entre eles o Dr. Robert Hauser, da Califórnia, autor de Give Glory to Him – The Sanctuary in the Book of Revelation, publicado dez anos antes. Os referidos autores participam de ministérios independentes na América, alguns dos quais operam à revelia da organização adventista, e livros dessa natureza, em geral, não contam com o apoio oficial da Igreja, havendo razões para isso.

Algumas inquietudes

Podemos, por exemplo, imaginar a reação imediata a essa interpretação: muito interesse, excitação, e até mesmo alvoroço. Afinal, não podemos esperar outra coisa, considerando que: (1) o atual papa [João Paulo II], com quase 80 anos, está com a saúde muito debilitada e poderá morrer a qualquer momento; (2) segundo a interpretação, o próximo papa vai durar pouco [o que ocorreu de fato], e será o último antes de o diabo contrafazer a volta de Jesus; e (3) quando tal contrafação acontecer, a porta da graça seguramente já terá sido fechada. Fascinante!!!

Mas há questões que precisam ser encaradas: É de excitação que necessitamos, ou de um reavivamento que nos leve a uma completa consagração a Deus? Considerando que os proponentes dessas “novas luzes” acabam reinterpretando períodos proféticos (tais como os 1.260, 1.290 e 1.335 dias de Daniel 12), com uma aplicação futurista (portanto, contrariando o critério historicista adotado pela Igreja), aplicação que os leva automaticamente a tentativas de cálculo do tempo para a volta de Jesus, seria correto que os líderes da Igreja aplaudissem essas interpretações e escancarassem as portas para acolhê-las? Não é verdade também que esses proponentes geralmente criticam a organização e nossos pastores, afirmando que são negligentes por ocultar ao povo as “verdades”?

E no que respeita à interpretação propriamente dita, conta ela com um claro “assim diz o Senhor”? Se sim, onde se encontra? Se não, é um risco a Igreja acatar como verdade a interpretação meramente humana de uma profecia ainda por cumprir. E depois, se os fatos tomam outra direção, como fica a Igreja? Que desculpa dará ao mundo e aos próprios membros, pelos equívocos da mensagem anunciada?

E as interpretações alternativas? Não deveriam igualmente ser consideradas? São os proponentes da “nova interpretação” os donos da verdade? É toda ela coerente com o sentido geral das profecias bíblicas?

A trajetória papal desde 1798

Um breve levantamento de fatos que marcaram a trajetória do papado, desde que a ferida mortal de Apocalipse 13:3 foi aplicada, ajuda-nos a notar a evolução da cura. Entendemos que a ferida se deu em 20 de fevereiro de 1798, quando Bertier, a mando de Napoleão Bonaparte, aprisionou Pio VI e o desterrou. Pio VI morreu no exílio no ano seguinte. A Igreja Católica ficou sem um chefe supremo até 14 de março de 1800, quando o conclave de Veneza apontou um novo papa, Pio VII, que governou até 20 de agosto de 1823.

Embora o primado de Pio VII tenha sido marcado por altos e baixos, é possível entrever na posse do novo papa o começo da recuperação do poder antes desfrutado pelo mandatário da Igreja, recuperação profeticamente conhecida como a cura da ferida mortal.

Em 15 de agosto de 1801, Pio VII assinou a concordata com Napoleão, garantindo o restabelecimento da Igreja na França, embora submissa ao Estado. Em 2 de dezembro de 1804, o papa esteve presente em Paris para a proclamação de Napoleão como imperador da França. Foi aprisionado em Roma, em 1809, e retido em Savona e Fontainebleau. Retornou, porém, para Roma em 1814, exatamente quando Napoleão era obrigado a renunciar à coroa. No ano seguinte, no congresso de Viena, foram recuperados os Estados pontificais, antes anexados à França por Napoleão. O papa, assim, voltava a exercer igualmente o poder temporal de que estava investido desde 756, quando Pepino o Breve, rei dos Francos, doou à Igreja o conhecido patrimônio de São Pedro, mais tarde também reconhecido por Carlos Magno. Esse patrimônio reunia dois Exarcados: o de Ravena e o de Pentápole.

De 28 de agosto de 1823 a 10 de fevereiro de 1829, Leão XII assumiu o governo da Igreja, e estabeleceu concordatas com vários países, entre eles a Alemanha, a Suíça e a Holanda, todos protestantes. Os dois papas seguintes, Pio VIII e Gregório XVI, combateram determinadas pressões anticlericais, como a maçonaria e o liberalismo. Pio IX acabou perdendo os estados pontificais em 1870 com a derrota das tropas papais para os piemonteses que lutavam pela unificação da Itália. A partir desse ano, o poder temporal do papa esteve restringido ao palácio do Vaticano. Pio IX, e os quatro papas seguintes, Leão XIII, Pio X, Benedito XV e Pio XI, passaram então a ser considerados virtualmente prisioneiros do Vaticano, até que em 11 de fevereiro de 1929, através do Tratado de Latrão, ficava estabelecido o Estado do Vaticano, e concedia-se à Igreja, através da concordata italiana, plenos direitos de cooperação e participação na vida militar, social e na educação.

Devemos notar que mesmo os papas que foram considerados prisioneiros do Vaticano exerceram decidida influência não só na Igreja mas também no mundo. Leão XIII empenhou-se na restauração do prestígio da Igreja por uma tomada de posição em favor da classe operária e da abolição da escravatura. Buscou também a plena reconciliação com a França. Benedito XV, com seu denodado esforço de intermediar com as nações em conflito na I Grande Guerra, promoveu a troca de prisioneiros e incentivou, com a encíclica Pacem Dei, de 23 de maio de 1920, a reconciliação entre beligerantes. Isso pode significar que a ferida mortal não passou a ser curada apenas a partir de 1929. Nesse ano foi dado um importantíssimo passo no processo de cura, que, entretanto, foi iniciada antes.

Após o Tratado de Latrão, a Igreja se envolveu mais e mais em assuntos sociais. Em 1931 e 1937, Pio XI emitiu as encíclicas Non abbiamo bisogno e Mit brennender Sorge, em que condenou os abusos do fascismo e do nazismo, embora tivesse abençoado as tropas italianas que partiam para a guerra em apoio à Alemanha. Também em 1937 foi lançada a encíclica Divini Redemptoris, em que o comunismo foi condenado.

Pio XII revelou-se um profundo conhecedor dos problemas internacionais, pronunciando vários discursos sobre questões de natureza social. João XXIII se destacou pela convocação do Concílio Vaticano II, em que a união da cristandade foi um ponto de referência. A partir especialmente de João XXIII, a Igreja adquiriu uma feição renovada e moderna, em que o antigo radicalismo cedeu lugar a um sentimento de tolerância e abertura a grupos não católicos, inclusive os de fora da cristandade.

Paulo VI deu continuidade ao plano de expansão da atuação católica no mundo, e a abertura proposta pelo referido Concílio, enquanto que o papa seguinte, João Paulo I, não teve tempo de atuar, pois permaneceu no poder de 21 de junho a 6 de agosto de 1978, apenas.

Finalmente, o papa atual [em 1999], João Paulo II, desde 16 de outubro de 1978, tem-se tornado o Estadista dos Estadistas. Polonês de nascimento, seu primado, sem sombra de dúvida, contribuiu substancialmente para o fim do império soviético. Cada vez mais reconhecido em todo o mundo pelas famosas “peregrinações”, suas viagens a diversos países, incluindo a nação mais protestante do mundo, os Estados Unidos, ele, com seu carisma, tem-se imposto como um elemento de impacto, movendo a opinião pública, e incentivando profundas reformas de caráter político, social e religioso, que [priorizaram] o homem, seus valores e direitos. Não é por mero acaso que, mesmo governantes não cristãos, como Saddam Hussein, do Iraque, busca[ra]m o apoio e a intermediação papal em assuntos internacionais.

[Era] visto como o líder mundial por excelência, que encarna[va] os anseios e direitos dos oprimidos, e [tinha] possíveis respostas para as inquietações de uma sociedade cada vez menos segura de seu destino. E tudo sem o mínimo afastamento das prerrogativas que a Igreja tradicionalmente advoga e sustenta, e que exigem uma unidade de pensamento e ensino teológico, e também o reconhecimento. A Igreja apenas se adapta a uma nova realidade, mas continua sendo o que sempre foi: a única, da qual membros de outras agremiações são apenas irmãos separados, que devem ser reconduzidos à liderança do único pastor.

Daí o empenho pela união da cristandade, tão claramente definida na encíclica Ut unun sint, para cuja efetivação a guarda do domingo seria um fator primordial e imprescindível, como se observa nas entrelinhas de sua Carta Apostólica Dies Domini. E da união cristã, partir então para a união fraterna do mundo, para o que João Paulo II [propôs], no grande jubileu que [marcou] a abertura do terceiro milênio, uma coalizão de forças.

“Nova interpretação”

A interpretação que aponta o papa [João Paulo II] como o sexto rei de Apocalipse 17:9 e 10 exige, para ser correta, que o processo de cura da ferida mortal comece em 1929. É crido que isso aconteceu, considerando-se que o Tratado de Latrão proveu a formação do Estado do Vaticano, e consequentemente a volta do poder temporal ao papa, e que isso é um passo decisivo inicial para conduzir o papado ao domínio do mundo.

Mas essa ideia esbarra no fato de que a cura restaura uma supremacia que não implica necessariamente a posse do poder temporal, já que a mesma, anteriormente exercida por 1.260 anos, de 538 a 1798, nem sempre contou com esse tipo de poder. De fato, o papado obteve o poder temporal, como já se viu, só em 756. Em outras palavras, por quase 220 anos, exatamente de 538 a 756, o papado exerceu a supremacia sem contar com o poder temporal. Por que, então, seria necessário agora, para se iniciar o processo de recuperação da supremacia perdida, que o poder temporal fosse reassumido? Assim, é questionável que o processo tenha se iniciado em 1929. Seria mais natural admitir que isso tenha acontecido com a ascensão de Pio VII, em 1800.

Ademais, Pio VII retomou os estados pontificais em 1815. Por que então não adotar esse ano em lugar de 1929? Seria porque em 1870 o papado tornou a perder o poder temporal? Nesse caso, de quantas feridas mortais nos fala a profecia? Uma, duas, quantas? E teria ocorrido o começo de um segundo processo em 1929?

Além disso, parece que Ellen G. White via em andamento, já em seus dias, o processo da cura. Ela escreveu em 1888: “A influência de Roma [...] está ainda longe de ser destruída. E a profecia prevê uma restauração de seu poder: [Apocalipse 13:3 é citado]. A inflição da chaga mortal indica a queda do papado em 1798. Depois disto, diz o profeta: [a segunda parte de Apocalipse 13:3 é citada]. Paulo declara expressamente que o homem do pecado perdurará até ao segundo advento (2Ts 2:8). Até mesmo ao final do tempo prosseguirá com a sua obra de engano. E diz o escritor do Apocalipse, referindo-se também ao papado: ‘Adoraram-na todos os que habitam sobre a Terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida’ (Ap 13:8). Tanto no Velho como no Novo Mundo o papado receberá homenagem pela honra prestada à instituição do domingo, que repousa unicamente na autoridade da Igreja de Roma. [...]

“Nos acontecimentos que ora estão a ocorrer, percebe-se rápido progresso no sentido do cumprimento da profecia. Com os ensinadores protestantes há a mesma pretensão de autoridade divina para a guarda do domingo, e a mesma falta de provas bíblicas, que há com os chefes papais. [...] A asserção de que os juízos divinos caem sobre os homens por motivos de violarem o repouso dominical será repetida. Já se ouvem vozes nesse sentido. E o movimento para impor a observância do domingo está rapidamente ganhando terreno.

“A sagacidade e astúcia da Igreja de Roma são surpreendentes. Ela sabe ler o futuro. Aguarda o seu tempo, vendo que as igrejas protestantes lhe estão prestando homenagem com o aceitar do falso sábado, e se preparam para impô-lo pelos mesmos meios que ela própria empregou em tempos passados” (O Grande Conflito, p. 578, 579). Os meios que ela empregou no passado são a força do poder civil.

Os tempos são solenes

O decreto dominical culminará na cura da ferida. Algumas das organizações protestantes que já propuseram ou estão hoje propondo uma legislação dominical de caráter civil nos Estados Unidos, são: National Reform Association (Associação Nacional de Reforma), International Reform Bureau (Associação Internacional de Reforma), e Lord’s Day Alliance of Christ in America (Aliança Cristã do Dia do Senhor na América).

Certas entidades de direita, como Christian Coalition (Coalizão Cristã) e Focus on the Family (Focalizando a Família), cada vez mais se empenham junto ao governo pelo apoio a projetos de natureza sócio-religiosa. Para alguns, o ideal seria uma vinculação Igreja/Estado, para que as demandas fossem efetivamente atendidas e cumpridas. Se isso acontecer, não há dúvida, o cumprimento, por força de lei, de deveres religiosos, incluindo a observância do domingo, se tornará logo uma realidade. Os dias atuais, no que respeita às previsões proféticas, são de solene importância. Estejamos atentos.

Como, então, encarar essa nova linha de interpretação dos sete reis? Não com incredulidade. Mas também não com entusiasmo tal que a consideremos uma verdade infalível. O próprio Dr. Smith Jr. recomenda cautela: “A inspiração tem estado silente quanto à identificação das sete cabeças. Absolutamente não existe indicação alguma de que essas cabeças representam nações ou indivíduos dentro de um sistema organizado de forças antideus. É imperativo, portanto, que procedamos com cautela em qualquer tempo em que venhamos predizer uma profecia não cumprida. Ninguém pode fazer uma declaração dogmática sobre o que está para vir” (The Sixth King, p. 120).

Não nos esqueçamos de que essa nova interpretação é, para todos os efeitos, uma simples hipótese e nada mais que isso; só o tempo a comprovará como verdade ou equívoco. Se lhe fecharmos o coração e ela finalmente for comprovada, poderemos nos prejudicar. Mas se a anunciarmos aos quatro ventos como verdade e então se comprovar que ela foi um grande equívoco, será uma pedra de tropeço.

A Igreja e o mundo não precisam nem de alarmismo nem de sensacionalismo. Afinal, temos tantas verdades que contam com um claro “assim diz o Senhor”, e que devem ser estudadas e proclamadas, que qualquer empenho com simples hipóteses é simplesmente irrelevante. E vivamos de tal forma que, se Cristo vier amanhã, ou ainda hoje, louvado seja o Seu nome. Estejamos prontos para saudá-Lo e para nos reunir com Ele.

O tempo para o qual a visão se aplica

Há claros indícios de que a profecia de Apocalipse 17 se cumpre nos dias finais:

1. É um dos sete anjos que portam as sete pragas que se comunica com João (v. 1).

2. A visão alude a um evento escatológico, o “julgamento” da meretriz (v. 1). Devemos notar que a palavra grega para julgamento aqui é kríma, que significa “sentença, veredito”, em contraste com krísis, “juízo”, em Apocalipse 18:10, que se aplica mais à execução do julgamento.

Naturalmente, a sentença vem antes da execução. A primeira é dado algum tempo antes da volta de Jesus, através do juízo investigativo iniciado em 1844. Entendemos que nesse ano começou o julgamento do povo de Deus e não dos poderes iníquos, mas não devemos esquecer que a absolvição dos santos resulta em simultânea condenação de seus opressores. Apocalipse 18:24 diz que em Babilônia “se achou sangue de profetas, de santos, e de todos os que foram mortos sobre a terra”. A expressão “se achou” evoca a ideia de um juízo investigativo, a exemplo de Daniel 12:1 e Apocalipse 20:12 (ver O Grande Conflito, p. 480-482).

A execução da sentença contra a mulher, no contexto desse capítulo, é dada imediatamente antes da volta de Jesus (v. 16). Talvez devêssemos considerá-la uma execução preliminar, já que é no fim do milênio que o mundo ímpio será definitivamente destruído (Ap 20:9).

3. O pleno domínio das nações da Terra, por parte da besta, no capítulo 13 (o que corresponde, no capítulo 17, à mulher assentada “sobre muitas águas”, ou cavalgando a besta escarlate, veja o tópico seguinte) ocorre com a cura da ferida mortal (v. 3, 7, 8), tornada possível com o auxílio da segunda besta (v. 12-17). Esta representa a maior nação protestante do mundo, os Estados Unidos.

A ferida mortal foi aplicada no papado em 1798, ao Bertier, sob Napoleão Bonaparte, aprisionar Pio VI, como vimos. Considerando que o romanismo ainda não tem o domínio total das nações, temos que convir que a cura completa aguarda pelo futuro próximo. Apocalipse 17:8 afirma que a besta “era” (indica o papado como elemento perseguidor antes de 1798), “não é” (indica o papado impossibilitado de exercer um domínio opressor durante o tempo em que a ferida mortal não está totalmente curada), “mas aparecerá” (indica o governo papal plenamente restaurado, de posse agora do domínio mundial e exercendo novamente o poder de perseguição).

4. É-nos dito também que a besta “está para emergir do abismo” (v. 8). Há dois modos de interpretarmos essa afirmação: o primeiro é considerá-la na perspectiva da cura da ferida mortal, o que estabeleceria o ponto focal de tempo do cumprimento profético como aquele que antecede imediatamente a restauração papal. O segundo será referido adiante.

5. A mulher é identificada como “a mãe das meretrizes” (v. 5). Se a mulher representa o poder religioso romano, suas “filhas”, também mulheres, devem representar outros sistemas religiosos que, no contexto desta profecia, se lhe submetem e a apoiam.

Na verdade, várias dessas “filhas” nem sempre foram filhas, pois houve uma época em que o protestantismo era fiel ao seu legado. É a partir do verão de 1844, quando a segunda mensagem angélica (“caiu, caiu Babilônia”) começou a ser pregada (ver O Grande Conflito, p. 602), que as igrejas evangélicas nominais passam a se desviar da verdade, apostatam e acabam finalmente se submetendo ao domínio maternal de Babilônia. Sabemos que uma combinação de espiritismo, protestantismo apostatado e catolicismo (com a provável adesão de outras forças religiosas da Terra, como o judaísmo, o islã e religiões do extremo oriente) em apoio ao papado concorrerá para a culminação da cura da ferida mortal. Isso resultará na supremacia romana com força total, isto é, de forma muito mais ampla que aquela que ocorreu antes que a ferida mortal fosse aplicada.

6. Finalmente, a besta de Apocalipse 17, representando as nações da Terra sobre as quais o poder romano religioso efetivará seu poder político, não se assemelha apenas à primeira besta do capítulo 13, mas também ao dragão do capítulo 12. Enquanto a besta semelhante ao cordeiro, a segunda do capítulo 13, seduz o mundo todo a que façam “uma imagem à [primeira] besta” (v. 14), identificada como imagem da besta no verso 15 e em Apocalipse 14:9, 15:2, 16:2, 19:20 e 20:4, é evidente que as nações do mundo só serão semelhantes ao dragão quando a porta da graça se fechar, pois só aí a humanidade estará dividida em dois grupos: os salvos, que refletirão plenamente a imagem de Jesus, e os perdidos, que refletirão plenamente a imagem de satanás. Isso será assim, mesmo porque a imagem da besta é na realidade a imagem do dragão. Formar a imagem de um é, na verdade, formar a imagem do outro.

Portanto, a visão do capítulo 17 aponta especificamente para o tempo do fim como ocasião do seu cumprimento, com ênfase no momento em que o poder representado pela primeira besta de Apocalipse 13, plenamente restabelecido de sua ferida mortal, domina sobre os reinos da Terra, agora desfigurados na imagem do dragão e comportando seu caráter.

Não deveríamos, entretanto, radicalizar o aspecto de tempo da profecia, julgando que nada do que é dito em Apocalipse 17 se aplique à época do escritor. Talvez a melhor atitude seria considerar o tempo com duas aplicações, uma ligada à transmissão da profecia, e outra ao seu cumprimento. Parece impróprio, por exemplo, que a declaração do verso 18 não deva ser entendida na perspectiva da época do profeta.

Identificação da besta e da mulher

A descrição dessa besta é praticamente idêntica à do dragão do capítulo 12 e da besta semelhante ao leopardo do capítulo 13, com apenas uma aparente diferença: os chifres da besta do capítulo 13 estão ornados com coroas, o que não é dito da besta do capítulo 17. Todavia, o anjo, neste capítulo, interpreta esses chifres como sendo “dez reis” que exercerão autoridade com a besta por um tempo bastante curto (v. 12).

Embora a não menção de coroas no capítulo 17 possa comportar algum significado profético específico (alguns acham que isso seria um indício de que o regime político que caracterizará o maior número de nações no final da História será a democracia), seria normal considerar o detalhe das “coroas”, em 13, como estando em paralelo com o detalhe dos “reis”, em 17. Quanto ao dragão do capítulo 12, as coroas aparecem sobre as cabeças e não sobre os chifres, como em 13. Mas devemos notar que o anjo do capítulo 17 igualmente interpreta as cabeças como “reis” (v. 9), o que estabeleceria o mesmo paralelo. Além do mais, “vermelho”, a cor do dragão em 12:3, estaria em paralelo com “escarlate”, a cor da besta em 17:4.

A identificação do dragão é dada pelo próprio Apocalipse. Ele é “a antiga serpente, que se chama diabo e satanás” (12:9). Tradicionalmente, temos interpretado a primeira besta do capítulo 13 como uma figuração profética do sistema romano de governo eclesiástico, especificamente o papado. A besta do capítulo 17, a nosso ver, aponta basicamente para o próprio Satanás em distintas manifestações que vão desde a forma mais usual, através de indivíduos, regimes religiosos e políticos, e nações, que se consagram ao seu serviço, até o clímax da manifestação pessoal e direta. Na verdade, a manifestação de Satanás quando velada em seu verdadeiro caráter, aparece na forma de bestas, e quando declaradamente demoníaca, na forma de dragão. Por exemplo, no fim do milênio, apenas o dragão estará de volta. Nenhuma besta marcará presença porque a volta de Jesus, ocorrida mil anos antes, terá desmascarado toda a pretensão e forma velada de engano utilizadas por Satanás em seus seis mil anos de domínio na Terra. É por isso que é declarado que “a besta e o falso profeta” (o mesmo poder representado pela segunda besta do capítulo 13) são lançados no lago de fogo por ocasião da segunda vinda, e não no fim do milênio (Ap 19:21).

Inicialmente, a besta do capítulo 17 representa as diferentes nações que compõem o imenso mar da humanidade, e que, num futuro não muito distante, estarão sendo conduzidas pelo poder religioso representado pela mulher cavalgando a besta. Essa conclusão naturalmente emerge quando alguns pontos desse capítulo são considerados:

1. É dito que a mulher se assenta “sobre muitas águas” (v. 1).

2. Somos informados de que essas águas representam “povos, multidões, nações e línguas” (v. 15).

3. Ao João ser transportado em visão “a um deserto” para ver o que o anjo disse que veria, isto é, uma mulher assentada “sobre muitas águas”, ele vê, sim, uma mulher, mas assentada sobre uma “besta escarlate” (v. 3). Logo, a besta desse verso está em paralelo com “muitas águas”, dos versos 1 e 15. Vista por esse ângulo, a besta significa o que águas significam, a humanidade dividida em “povos, multidões, nações e línguas”, unidos sob um poder maligno. E nesse tempo, como já vimos, as nações serão o reflexo de satanás.

4. Na visão, a mulher aparece conduzindo a besta, pois a está cavalgando (o que corresponde à mulher assentada sobre muitas águas). Na interpretação o anjo diz que a mulher é “a grande cidade que domina sobre os reis [reinos] da terra” (v. 18). Observe que o verbo “dominar” aparece no presente do indicativo, “domina”. Se perguntarmos qual era a cidade que reinava sobre as nações da Terra quando o Apocalipse foi escrito, uma só resposta é possível: Roma. E se Roma é representada pela primeira besta do capítulo 13, temos que convir que essa besta equivale, em sua dimensão religiosa, à mulher do capítulo 17, e, em sua dimensão política, à besta desse capítulo. Em outras palavras, interpretando a mulher, o Apocalipse nos sugere igualmente esse aspecto da identidade da besta, os reinos da Terra onde a mulher efetiva o seu domínio.

Mas a besta aponta, particularmente no que respeita às suas cabeças, também a poderes na História que se colocaram nas mãos do diabo para o cumprimento de seus propósitos. Ao falar que a besta é o oitavo rei, quando de fato a profecia menciona sete reis e não oito, ficamos com a impressão de que a besta é a própria corporificação deles, e que ao final o maligno estará de volta para dominar com força total.

Assim, tanto a mulher como a besta representam a dominação romana, correspondendo a primeira, como diz o Comentário Bíblico Adventista, ao poder religioso, e a segunda ao poder político ou civil (CBA, v. 7, p. 851), tornado efetivo, naturalmente, em seu domínio das nações. A figura do oitavo rei também é sugestiva da restauração desse domínio.

Finalmente, essa besta representa Satanás em sua manifestação direta e pessoal no mundo, para executar sua derradeira obra de engano. O anjo afirma que ela emergirá do abismo e caminhará para a perdição (v. 8). A segunda maneira de interpretar essa afirmação é considerar a besta como o próprio dragão que, durante o milênio, estará retido no “abismo” e de lá será solto ao final para novamente exercer o domínio das nações, enganá-las, e então caminhar com elas para a destruição (Ap 20:1-3, 7-10).

A identidade dos sete reis

Tradicionalmente, sustentamos duas maneiras de interpretar os sete reis de Apocalipse 17:9 e 10. A primeira considera esses reis como representativos de sete diferentes formas de governo empregadas pelos romanos no transcurso de sua história: realeza, consulado, decenvirato, ditadura, triunvirato, império e papado. A segunda considera as sete cabeças como representações de poderes terrestres que historicamente exerceram domínio no mundo e oprimiram o povo de Deus: Egito, Assíria, Babilônia, Medo-Pérsia, Grécia, Roma Imperial e Roma Papal.

As duas formas de interpretação coincidem no significado do verso 10. O tempo aí referido deve ser considerado do ponto de vista da comunicação profética e não do seu cumprimento. Seria, então, o tempo do próprio profeta, quando cinco formas do governo romano ou cinco reinos que oprimiram o povo de Deus eram coisa do passado, um existia, Roma Imperial, e a seguinte, Roma Papal, ainda viria. O oitavo rei seria o papado plenamente curado de sua ferida mortal, o que conforma com a declaração de que ele “procede dos sete” (v. 11).

A afirmação de que o sétimo rei, “quando chegar, tem de durar pouco” (v. 10) aparentemente contraria as duas formas de interpretação acima, pois 1.260 anos, o tempo da supremacia papal de 538 a 1798, seria considerado um tempo longo, principalmente se comparado com a duração do domínio dos seis poderes precedentes. Mas devemos lembrar que muitas das declarações do Apocalipse transcendem a mera literalidade dos termos empregados, e comportam um significado essencialmente teológico ou espiritual.

Assim, o Apocalipse se harmoniza com o restante do Novo Testamento ao afirmar que o tempo que transcorre entre a cruz e a volta de Jesus, é, na realidade, pequeno, não importa a extensão dele, pois a salvação agora já está consumada e a extinção do pecado inevitavelmente ocorrerá. O escritor sagrado, por exemplo, registrou em Hebreus 10:37 que “ainda dentro de pouco tempo aquele que vem virá e não tardará”. Esse “pouco tempo”, entretanto, já alcança quase dois mil anos. Da mesma forma, o Apocalipse fala das coisas “que em breve hão de acontecer” (algumas das quais não se cumpriram ainda), “que o tempo está próximo”, e que, a partir da cruz, o dragão está irado, “sabendo que pouco tempo lhe resta” (Ap 1:1; 22:10; 12:12).

Conclusão

Como afirmado anteriormente, a teoria do sexto rei não é mais que isso: uma teoria. Como tal, ela ainda será testada no laboratório da História. Nem devemos fechar o coração a ela, nem aceitá-la como revelação de Deus.

É verdade que a interpretação tradicional que sustentamos, a exemplo da teoria do sexto rei, não conta com um claro “assim diz o Senhor” através do Espírito de Profecia (pelo menos até agora o presente escritor não conseguiu localizar qualquer referência a respeito, nos escritos de Ellen White). Mas a grande diferença é que o que oficialmente ensinamos está em consonância com o historicismo como linha de interpretação por nós adotada, o que significa que é uma verdade com respeito ao passado e ao presente; e o ponto que toca o futuro, o oitavo rei, respalda-se na afirmação do Espírito de Profecia de que o poder papal será restaurado. Mas a teoria do sexto rei cheira a futurismo, e incorre nos riscos que ele representa.

Em matéria de interpretação profética não podemos esquecer que o intérprete não é alguém que, no estrito senso, pré-vê o futuro, mas um aprendiz. A compreensão e a interpretação da profecia se desenvolvem e se aperfeiçoam com a passagem do tempo. Talvez Lutero tenha tido isso em mente quando declarou: “As profecias só podem ser entendidas perfeitamente depois de se cumprirem.” Certamente o grande reformador não percebeu que nesses termos ele acabou definindo uma das premissas básicas do historicismo como recurso de interpretação: o conceito da verdade se amplia conforme os séculos escoam e eventos, há muito profetizados, alcançam um legítimo cumprimento. De fato, a prudência nos ordena respeitar os limites do historicismo.

Devemos, então, atentar para dois pontos importantes: (1) cuidado, muito cuidado em como interpretamos profecias ainda por se cumprir. Enquanto não contamos com um seguro “assim diz o Senhor” confirmando como correta a interpretação, não podemos incondicionalmente aceitá-la como verdade, e muito menos comunicá-la como tal a terceiros; interpretação profética é um terreno muito fértil para a especulação; (2) a profecia não nos deixa em dúvida sobre de onde viemos, quem somos e para onde vamos como Igreja. O cumprimento de Daniel 8:14 marca a nossa origem como o remanescente; a profecia de Mateus 24:14 e Apocalipse 14:6-12 configura nossa missão no mundo hoje; e nosso destino se chama novos Céus e nova Terra nos quais habita a justiça (2Pd 3:13). Somos, portanto, o povo da profecia.

Acordemos de nossa letargia, sacudamos o torpor que nos envolve e disponhamo-nos para o que vem por aí. Em sua trajetória por este mundo a Igreja deparou momentos críticos. Mas ninguém se engane: o pior ainda virá. Por outro lado, Deus já operou coisas grandiosas em favor de Seu povo, mas o melhor e as coisas mais grandiosas igualmente ainda estão por acontecer. Quanto mais negras as trevas, mais fulgurante será a luz de Deus; quanto mais severa a prova mais poderoso o Seu braço para prover libertação; quanto mais ameaçador o inimigo mais retumbante a nossa vitória. Pelo poder da graça.

(Dr. José Carlos Ramos, ex-professor de Teologia no Unasp, campus Engenheiro Coelho; texto originalmente publicado na Revista Adventista de julho de 1999)

Barack Obama destaca "trabalho conjunto" com Bento XVI

Washington - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ressaltou nesta segunda-feira o "trabalho conjunto" de seu Governo com o papa Bento XVI, nos últimos quatro anos, ao comentar o anúncio da renúncia do pontífice para o dia 28 de fevereiro.

"Em nome de todos os americanos, em todas as partes, Michelle e eu desejamos estender nosso agradecimento e nossas orações a Sua Santidade, o papa Bento XVI. Lembramos com afeto da nossa reunião com o Santo Padre em 2009", comentou o presidente, em comunicado emitido pela Casa Branca.

"A Igreja tem um papel crítico nos Estados Unidos e no mundo, e eu desejo o melhor para aqueles que, em breve, se reunirão para escolher o sucessor de Sua Santidade, o Papa Bento XVI", explicou Obama.

Bento XVI, que tinha 78 anos quando foi eleito papa, em 2005, anunciou oficialmente nesta segunda-feira que renunciará ao Pontificado, a partir do dia 28 de fevereiro deste ano, devido a sua "idade avançada".

O papa visitou Washington e Nova York em 2008, em uma viagem que incluiu uma visita à Casa Branca, e encontros com a comunidade católica do país, incluindo encontro no Yankee Stadium, um dos maiores dos Estados Unidos.

Fonte - Exame'

Nota DDP: Aguardemos a continuidade do "trabalho conjunto". Chama atenção também o reconhecimento da supremacia espiritual de um líder católico ("sua santidade") em um país que era protestante...

Autoridades internacionais comentam a renúncia do papa

Diversas autoridades ao redor do mundo se manifestaram após o papa Bento XVI, de 85 anos, ter anunciado, nesta segunda-feira, que renunciará ao pontificado em 28 de fevereiro deste ano. O primeiro-ministro italiano, Mario Monti, afirmou, durante um congresso em Milão, que está "muito alterado" pelo anúncio e que não estava ciente sobre a decisão do papa. "Soube dessa notícia há um minuto", disse. Segundo o primeiro-ministro, ele não tem o poder de comentar se essa renúncia pode ou não alterar a relação entre o governo da Itália e o Vaticano. O presidente italiano, Giorgio Napolitano, considerou que trata-se de um ato "de grande coragem e generosidade" e que merece ser respeitado.

O presidente americano, Barack Obama, afirmou na tarde desta segunda que seu "apreço e orações" estão com o papa. "A Igreja tem um papel crítico nos Estados Unidos e no mundo, e eu desejo o melhor àqueles que em breve vão se reunir para escolher o sucessor de Sua Santidade", escreveu em comunicado.

A chanceler alemã, Angela Merkel, considerou que Bento XVI, que nasceu na Alemanha, tomou uma "decisão difícil" e que deve ser respeitada. "Muitos vão entender que até o papa tem que lidar com o peso da idade", disse. Merkel ainda elogiou o papel do papa em favor do diálogo entre as religiões Católica, Judaica e Mulçumana.

Mais cedo, um porta-voz do governo alemão afirmou que as autoridades políticas do país têm "o mais alto respeito pelo Santo Padre, pelo que ele realizou e por suas contribuições ao longo de sua vida à Igreja Católica. Ele tem sido o líder da Igreja Católica por quase oito anos. Ele deixou uma marca muito pessoal como pensador e líder da Igreja, e também como pastor. Quaisquer que tenham sido as razões para essa decisão, ela precisa ser respeitada."

O presidente francês, François Hollande, declarou apenas que a decisão do papa "tem de ser respeitada". David Cameron, primeiro-ministro britânico, destacou que Bento XVI trabalhou "incansavelmente para fortalecer as relações entre Grã-Bretanha e Santa Sé" e afirmou que a visita do papa à Inglaterra em 2010 é lembrada com muito respeito e afeto. "Ele fará falta como um líder espiritual de milhões de pessoas."

Apesar das várias críticas proferidas ao Vaticano nos últimos anos em razão de sua resposta aos escândalos sexuais envolvendo padres na Irlanda, o primeiro-ministro irlandês, Enda Kenny, afirmou que Bento XVI foi uma "liderança forte". "A renúncia é claramente uma decisão tomada após profunda reflexão e oração. Ela reflete o profundo senso de dever do papa com a igreja", disse.
...
Líderes religosos — O líder da Igreja Católica na Inglaterra e no País de Gales, o arcebispo Vincent Nichols, declarou que o anúncio do papa foi “chocante e surpreendeu a todos”, mas ressaltou a coragem do pontífice em tomar tal decisão. “O santo padre reconhece os desafios enfrentados pela Igreja e que a força da mente e do corpo é necessária para governar e anunciar o Evangelho. Peço às pessoas de fé para manter o papa Bento XVI em suas orações”, afirmou. Justin Welby, nomeado no fim do ano passado arcebispo de Canterbury, chefe da Igreja Anglicana, afirmou ter recebido a notícia com “o coração pesado, mas totalmente com total compreensão”.
...
Judaísmo — O rabino-chefe israelense, Yona Metzger, elogiou Bento XVI, disse que a relação entre Israel e o Vaticano nunca havia sido tão boa e lhe desejou uma boa saúde. "Eu acredito que ele merece muito crédito para o avanço das relações inter-religiosas em todo o mundo e entre o judaísmo, o cristianismo e o islamismo”, disse um porta-voz de Metger.

Fonte - Veja

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Repercussão da renúncia papal

EUA









BRASIL









ALEMANHA


ESPANHA


INGLATERRA


FRANÇA


ITÁLIA


PORTUGAL


ORIENTE MÉDIO



NOTA DDP: Resta alguma dúvida sobre o relevo político/religioso do Vaticano no mundo, ainda em nossos dias?

Papa Bento 16 renuncia! Profecia ou estratégia?

É a primeira vez, desde a Idade Média, que um papa renuncia ao cargo. O último Sumo Pontífice a renunciar foi Gregório XII, em 1415. Bento XVI é o sexto Papa a renunciar ao cargo. O líder católico disse em um comunicado que está “plenamente consciente da dimensão do seu gesto” e que renuncia do cargo por livre e espontânea vontade. Um dos motivos da renúncia seria sua idade avançada. O pontífice completa 86 anos em abril deste ano. Joseph Ratzinger foi o primeiro alemão a ser nomeado Papa desde o século 11.

“Após ter repetidamente examinado minha consciência ante Deus, eu tive a certeza de que as minhas forças, devido à idade avançada, não são mais ideais para um adequado exercício do ministério Petrino”, disse o Papa em comunicado. Veja na íntegra, no fim deste post. Em diversas ocasiões, ele se manifestou contra métodos anticoncepcionais, o aborto e o casamento gay. (Veja, no final desta publicação, nossa opinião sobre assuntos polêmicos como decreto dominical e marcação de data para a volta de Cristo).

O pontificado de Bento 16 começou em abril de 2005 e passou rápido. Segundo informações do jornal espanhol El País, um dos grandes favoritos para suceder Bento 16 é o italiano Angelo Scola, arcebispo de Milão, ex-patriarca de Veneza e membro do movimento ultracatólico Comunhão e Liberação.

“Nos pegou de surpresa”, afirmou o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi. Segundo ele, o papa tomou sua decisão com “grande coragem e determinação”, “consciente dos problemas que a igreja enfrenta atualmente”.

“Eu declaro que renunciarei ao ministério do Bispo de Roma, Sucessor de São Pedro, a mim confiado pelos cardeais em 19 de abril de 2005″.

Georg Ratzinger, irmão do Papa Bento XVI, disse nesta segunda-feira (11) à France Presse que sabia “havia alguns meses” que o pontífice planejava renunciar ao cargo, por conta de sua idade avançada.

Com a saída do Joseph Ratzinger, surgem algumas indagações sobre o futuro do catolicismo e as profecias do fim do fim. Qual será a estratégia da Igreja Católica para se recuperar de tantas perdas nos últimos 8 anos? Como reagir ao forte e rápido crescimento dos evangélicos, principalmente no Brasil? São tantas perguntas…

Quem foi o primeiro papa? Quem está com a verdade? Quem manda na Igreja?

A Igreja católica preparou uma relação de papas, em que o apóstolo Pedro aparece como sendo o primeiro. Contudo, a história e a Bíblia não sustentam esta pretensão. Foi no quarto século de nossa era que mudanças aconteceram na política da Igreja primitiva, quando foram introduzidos conceitos metropolitanos e patriarcais no sistema episcopal. Havia quatro principais pretendentes a liderança da Igreja – os bispos de Roma, Constantinopla, Antioquia e Alexandria – sendo Roma e Constantinopla os predominantes.

A transferência da sede do governo imperial para Constantinopla, em 330 AD, contribuiu pesadamente para dar o primado ao bispo de Roma, porque agora era a figura mais importante na capital ocidental – Roma. O bispo de Roma, no trono dos Césares, se tornou o maior homem do Ocidente e logo foi forçado (quando os bárbaros invadiram o império) a tornar-se o chefe político e espiritual. Nascia um novo império eclesiástico – a união da Igreja Católica com o governo civil de Roma, tomando a forma da gigantesca Igreja Romana.

A última doação do imperador Constantino, entregando ao papa Silvestre o palácio imperial e a insígnia, e ao clero os orçamentos do exército imperial, representa, sem dúvida, uma transferência de poder. A igreja deixava de ser peregrina, perseguida e estrangeira, para se estabelecer como uma das mais poderosas organizações da Terra. É a partir daí que o papado adquire, formalmente, as suas características definitivas. Por isso, Silvestre (314 – 335 AD) pode ser considerado o primeiro papa.

A Igreja Católica toma a passagem de Mateus 16:13-20, como base para sua pretensão de que Pedro recebeu de Cristo uma posição de liderança da Sua Igreja, se tornando assim o primeiro papa. Esta declaração de Cristo, “sobre esta pedra”, tem sido interpretada de várias formas:

1º – a pedra simbolizando Pedro.
2º – a pedra simbolizando a fé que Pedro demonstrou em Jesus.
3º – a pedra simbolizando Cristo.

Nós podemos chegar a uma conclusão inequívoca quando pesquisamos a Palavra de Deus em busca da verdade sobre este assunto, especialmente nos escritos dos apóstolos que ouviram pessoalmente esta declaração de Jesus. O próprio Pedro jamais se referiu a si mesmo como sendo esta pedra, mas de forma clara e consistente, ele diz que esta pedra representa Cristo. Ele chega ao ponto de dizer que não há nenhum outro nome debaixo do céu, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos, a não ser através desta Pedra, rejeitada pelos homens (Atos 4:8-12; I Pedro 2:4-8).

O nosso Senhor usou várias vezes este símbolo da pedra referindo-se a Si mesmo (Mat. 21:42; Lucas 20:17-18). Em outras partes da Bíblia encontramos diversas passagens que relacionam a pedra como um termo específico para Deus (Deut. 32:4; Salmos 18:2 e outros). Isaías 32:2, fala da grande Rocha em terra sedenta e da Pedra preciosa, angular, solidamente assentada (Is. 28:16). Em (I Cor. 10:4), Paulo diz que esta Pedra era Cristo (ver também II Samuel 22:32; Salmos 18:31). Jesus também se referiu a Pedra como sendo a Sua Palavra, a qual é o único alicerce seguro para o homem (Mateus 7:24-25), e que Ele é a Palavra Viva (João 1:1; Marcos 8:38; João 3:34; 6:63,68; 17:8).

Paulo claramente afirma que Cristo é o único fundamento da Igreja (I Cor. 3:11). Pedro também diz que Cristo é o fundamento (a Rocha) sobre o qual construímos o templo espiritual como pedras vivas, ou tijolos, (ver Efésios 2:21; I Pedro 2:4-8). Quando Pedro fez sua declaração de fé, o fez em nome de todos os demais discípulos, pois a pergunta havia sido feita para o grupo. Nenhum dos discípulos jamais entendeu que Jesus estava concedendo a Pedro uma distinção especial entre eles. Tanto é que continuavam discutindo sobre quem seria o maioral entre eles. Caso Jesus tivesse dado a Pedro uma posição de liderança não haveria mais motivo para tanta discussão.

Os escritores do Novo Testamento jamais fizeram menção de qualquer autoridade revestida sobre Pedro, muito pelo contrário, pois em várias ocasiões Pedro foi publicamente advertido por eles.

Os pais da Igreja, como Augustinho e Crisóstomo, jamais aceitaram a idéia de Pedro como sendo o chefe supremo da Igreja. O historiador Eusébio, cita uma declaração de Clemente de Alexandria, na qual ele afirma que no concílio de Jerusalém, Pedro, Tiago e João não disputavam pela supremacia da Igreja, mas que escolheram Tiago o Justo, para ser o líder entre eles (ver Atos 15).

Como então se deve interpretar esta passagem? Na língua grega existem dois termos para pedra: 1º –“petra” que significa uma enorme massa de rocha, a qual além de ser grande, é fixa ou imovível; 2º –“petros” que significa uma pequena pedra, ou um pedregulho.

Assim podemos dizer que Cristo se dirigiu a Pedro desta forma: Tu és “petros” (pedregulho) e sobre esta “petra” (rocha, se referindo a Si mesmo), construirei a minha Igreja. Na parábola registrada em Mateus 7:24-27, Cristo diz que o homem sábio constrói sua casa sobre a Rocha, e que qualquer edifício construído sobre “Pedro”, ou sobre um homem falho como este discípulo, era mesma coisa que construir sua casa sobre a areia. Uma edificação sobre a Rocha sofreria tantas mudanças como as que aconteceram ao longo da história? A lista de ‘papas’ parece interminável. A Igreja de Cristo deve ficar edificada sobre Ele e não sobre homens.

A Igreja Católica Apostólica Romana é a igreja cristã mais antiga do Ocidente. Sua sede fica no Vaticano. Eis a linha sucessória dos Papas:

2005 – Bento XVI (Joseph Ratzinger)
1978 – João Paulo II (Karol Woityla)
1978 – João Paulo I (Albino Luciani)
1963 – 1978: Paulo VI (Giovanni Battista Montini)
1958 – 1963: João XXIII (Angelo Giuseppe Roncalli)
1939 – 1958: Pio XII (Eugenio Pacelli)
1922 – 1939: Pio XI (Achille Ratti)
1914 – 1922: Bento XV (Giacomo Marchese della Chiesa)
1903 – 1914: Pio X (Giuseppe Sarto)
1878 – 1903: Leão XIII (Giocchino Vincenzo de Pecci)
1846 – 1878: Pio IX (Giovanni Conte Mastai-Ferretti)
1831 – 1846: Gregório XVI (Bartolomeo Cappellari)
1829 – 1830: Pio VIII (Francesco Saverio Castiglioni)
1823 – 1829: Leão XII (Annibale della Genga)
1800 – 1823: Pio VII (Luigi Barnaba Chiaramonti)
1775 – 1799: Pio VI (Giovanni Angelo Conte Braschi)
1769 – 1774: Clemente XIV (Lorenzo Ganganelli)
1758 – 1769: Clemente XIII (Carlo Rezzonico)
1740 – 1758: Bento XIV (Prospero Lambertini)
1730 – 1740: Clemente XII (Lorenzo Corsini)
1724 – 1730: Bento XIII (Pietro Francesco Orsini)
1721 – 1724: Inocêncio XIII (Michelangelo Conti)
1700 – 1721: Clemente XI (Giovanni Francesco Albani)
1691 – 1700: Inocêncio XII (Antonio Pignatelli)
1689 – 1691: Alexandre VIII (Pietro Ottoboni)
1676 – 1689: Inocêncio XI (Benedetto Odescalchi)
1670 – 1676: Clemente X (Emilio Altieri)
1667 – 1669: Clemente IX (Giulio Rospigliosi)
1655 – 1667: Alexandre VII (Fabio Chigi)
1644 – 1655: Inocêncio X (Giambattista Pamphili)
1623 – 1644: Urbano VIII (Maffeo Barberini)
1621 – 1623: Gregório XV (Alessandro Ludovisi)
1605 – 1621: Paulo V (Camillo Borghesi)
1605 – Leão XI (Alessandro Ottaviano de Medici)
1592 – 1605: Clemente VIII (Ippolito Aldobrandini)
1591 – Inocêncio IX (Giovanni Antonio Facchinetti)
1590 – 1591: Gregório XIV (Niccolo Sfondrati)
1590 – Urbano VII (Giambattista Castagna)
1585 – 1590: Sisto V (Felici Peretti)
1572 – 1585: Gregório XIII (Ugo Boncompagni)
1566 – 1572: Pio V (Michele Ghislieri)
1559 – 1565: Pio IV (Giovanni Angelo de Medici)
1555 – 1559: Paulo IV (Gianpetro Caraffa)
1555: Marcelo II (Marcelo Cervini)
1550 – 1555: Júlio III (Giovanni Maria del Monte)
1534 – 1549: Paulo III (Alessandro Farnese)
1523 – 1534: Clemente VII (Giulio de Medici)
1522 – 1523: Adriano VI (Adriano de Utrecht)
1513 – 1521: Leão X (Giovani de Medici)
1503 – 1513: Júlio II (Giuliano della Rovere)
1503: Pio III (Francesco Todeschini-Piccolomini)
1492 – 1503: Alexandre VI (Rodrigo de Bórgia)
1484 – 1492: Inocêncio VIII (Giovanni Battista Cibo)
1471 – 1484: Sisto IV (Francesco della Rovere)
1464 – 1471: Paulo II (Pietro Barbo)
1458 – 1464: Pio II (Enea Silvio de Piccolomini)
1455 – 1458: Calisto III (Alfonso de Bórgia)
1447 – 1455: Nicolau V (Tomaso Parentucelli)
1431 – 1447: Eugênio IV (Gabriel Condulmer)
1417 – 1431: Martinho V (Odo Colonna)
1410 – 1415: João XXII (Baldassare Cossa)
1409 – 1410: Alexandre V (Pedro Philargi de Candia)
1406 – 1415: Gregório XII (Angelo Correr)
1404 – 1406: Inocêncio VII (Cosma de Migliorati)
1389 – 1404: Bonifácio IX (Pietro Tomacelli)
1378 – 1389: Urbano VI (Bartolomeo Prignano)
1370 – 1378: Gregório XI (Pedro Rogerii)
1362 – 1370: Urbano V (Guillaume de Grimoard)
1352 – 1362: Inocêncio VI (Etienne Aubert)
1342 – 1352: Clemente VI (Pierre Roger de Beaufort)
1334 – 1342: Bento XII (Jacques Fournier)
1316 – 1334: João XXII (Jacques Duèse)
1305 – 1314: Clemente V (Bertrand de Got)
1303 – 1304: Bento XI (Nicolau Boccasini)
1294 – 1303: Bonifácio VIII (Bento Gaetani)
1294: Celestino V (Pietro del Murrone)
1288 – 1292: Nicolau IV (Girolamo Masei de Ascoli)
1285 – 1287: Honório IV (Giacomo Savelli)
1281 – 1285: Martinho IV (Simão de Brion)
1277 – 1280: Nicolau III (Giovanni Gaetano Orsini)
1276 – 1277: João XXI (Pedro Juliani)
1276: Adriano V (Ottobono Fieschi)
1276: Inocêncio V (Pedro de Tarantasia)
1271 – 1276: Gregório X (Teobaldo Visconti)
1265 – 1268: Clemente IV (Guido Fulcodi)
1261 – 1264: Urbano IV (Jacques Pantaleon de Troyes)
1254 – 1261: Alexandre IV (Reinaldo, conde de Segni)
1243 – 1254: Inocêncio IV (Sinibaldo Fieschi)
1241: Celestino IV (Gaufredo Castiglione)
1227 – 1241: Gregório IX (Hugo, conde de Segni)
1216 – 1227: Honório III (Censio Savelli)
1198 – 1216: Inocêncio III (Lotário, conde de Segni)
1191 – 1198: Celestino III (Jacinto Borboni-Orsini)
1187 – 1191: Clemente III (Paulo Scolari)
1187: Gregório VIII (Alberto de Morra)
1185 – 1187: Urbano III (Humberto Crivelli)
1181 – 1185: Lúcio III (Ubaldo Allucingoli)
1159 – 1180: Alexandre III (Rolando Bandinelli de Siena)
1154 – 1159: Adriano IV (Nicolau Breakspeare)
1153 – 1154: Anastácio IV (Conrado, bispo de Sabina)
1145 – 1153: Eugênio III (Bernardo Paganelli de Montemagno)
1144 – 1145: Lúcio II (Gherardo de Caccianemici)
1143 – 1144: Celestino II (Guido di Castello)
1130 – 1143: Inocêncio II (Gregorio de Papareschi)
1124 – 1130: Honório II (Lamberto dei Fagnani)
1119 – 1124: Calisto II (Guido de Borgonha, arcebispo de Viena)
1118 – 1119: Gelásio II (João de Gaeta)
1099 – 1118: Pascoal II (Rainério, monge de Cluny)
1088 – 1099: Urbano II (Odo, cardeal-bispo de Óstia)
1086 – 1087: Vítor III (Desidério, abade de Monte Cassino)
1073 – 1085: Gregório VII (Hildebrando, monge)
1061 – 1073: Alexandre II (Anselmo de Baggio)
1058 – 1061: Nicolau II (Geraldo de Borgonha, bispo de Florença)
1058 – 1059: Bento X (João de Velletri)
1057 – 1058: Estevão IX (Frederico, abade de Monte Cassino)
1055 – 1057: Vítor II (Geraldo de Hirschberg)
1049 – 1054: Leão IX (Bruno, conde de Egisheim-Dagsburg)
1048: Dâmaso II (Poppo, conde de Brixen)
1046 – 1047: Clemente II (Suidgero de Morsleben)
1045 – 1046: Gregório VI (João Graciano Pierleone)
1033 – 1046: Bento IX (Teofilato de Túsculo)
1024 – 1032: João XIX (conde de Túsculo)
1012 – 1024: Bento VIII (conde de Túsculo)
1009 – 1012: Sérgio IV (Pietro Buccaporci)
1003 – 1009: João XVIII (João Fasano de Roma)
1003: João XVII (Giovanni Sicco)
999 – 1003: Silvestre II (Gerberto de Aurillac)
996 – 999: Gregório V (Bruno de Carínthia)
985 – 996: João XV
983 – 984: João XIV (Pedro Canipanova)
974 – 983: Bento VII
972 – 974: Bento VI
965 – 972: João XIII (João de Nardi)
964: Bento V
963 – 965: Leão VIII
955 – 964: João XII
946 – 955: Agapito II
942 – 946: Marino II (ou Martinho III)
939 – 942: Estevão VIII
936 – 939: Leão VII
931 – 935: João XI
928 – 931: Estevão VII
928: Leão VI
914 – 928: João X (João de Tossignano, arcebispo de Ravena)
913 – 914: Lando
911 – 913: Anastácio III
904 – 911: Sérgio III
903 – 904: Cristóvão
903: Leão V
900 – 903: Bento IV
898 – 900: João IX
897: Teodoro II
897: Romano
896 – 897: Estevão VI
896: Bonifácio VI
891 – 896: Formoso
885 – 891: Estevão V
884 – 885: Adriano III
882 – 884: Marino I (ou Martinho II)
872 – 882: João VIII
867 – 872: Adriano II
858 – 867: Nicolau I
855 – 858: Bento III
847 – 855: Leão IV
844 – 847: Sérgio II
827 – 844: Gregório IV
827: Valentim
824 – 827: Eugênio II
817 – 824: Pascoal I
816 – 817: Estevão IV
795 – 816: Leão III
772 – 795: Adriano I
768 – 772: Estevão III
757 – 767: Paulo I
752 – 757: Estevão II
752: Estevão [II] (pontificado de apenas quatro dias)
741 – 752: Zacarias
731 – 741: Gregório III
715 – 731: Gregório II
708 – 715: Constantino
708: Sisínio
705 – 707: João VII
701 – 705: João VI
687 – 701: Sérgio I
686 – 687: Cônon
685 – 686: João V
683 – 685: Bento II
682 – 683: Leão II
678 – 681: Agatão
676 – 678: Dono
672 – 676: Adeodato II (ou Deusdedite II)
657 – 672: Vitaliano
654 – 657: Eugênio I
649 – 655: Martinho I
642 – 649: Teodoro I
640 – 642: João IV
638 – 640: Severino
625 – 638: Honório I
619 – 625: Bonifácio V
615 – 618: Adeodato I (ou Deusdedite I)
608 – 615: Bonifácio IV
606 – 607: Bonifácio III
604 – 606: Sabiniano
590 – 604: Gregório I Magno
579 – 590: Pelágio II
575 – 579: Bento I
561 – 574: João III
556 – 561: Pelágio I
537 – 555: Vigílio
536 – 537: Silvério
535 – 536: Agapito (ou Agapeto)
533 – 535: João II
530 – 532: Bonifácio II
526 – 530: Félix III
523 – 526: João I
514 – 523: Hormisdas
498 – 514: Símaco
496 – 498: Anastácio II
492 – 496: Gelásio I
483 – 492: Félix II
468 – 483: Simplício
461 – 468: Hilário (ou Hilaro)
440 – 461: Leão I Magno
432 – 440: Sisto III
422 – 432: Celestino
418 – 422: Bonifácio I
417 – 418: Zózimo
402 – 417: Inocêncio I
399 – 402: Anastácio I
384 – 399: Sirício
366 – 384: Dâmaso I
352 – 366: Libério
337 – 352: Júlio I
336: Marcos
314 – 335: Silvestre I
310 – 314: Melcíades
308 – 310: Eusébio
307 – 309: Marcelo I
296 – 304: Marcelino
282 – 296: Caio
274 – 282: Eutiquiano
268 – 274: Félix I
260 – 268: Dionísio
257 – 258: Sisto II
254 – 257: Estevão I
253 – 254: Lúcio I
251 – 253: Cornélio
236 – 250: Fabiano
235 – 236: Antero
230 – 235: Ponciano
222 – 230: Urbano I
217 – 222: Calisto I
199 – 217: Zeferino
189 – 199: Vítor I
174 – 189: Eleutério
166 – 174: Sotero
154 – 165: Aniceto
143 – 154: Pio I
138 – 142: Higino
125 – 138: Telésforo
116 – 125: Sisto I
107 – 116: Alexandre I
101 – 107: Evaristo
90 – 101: Clemente I
79 – 90: Anacleto (ou Cleto)
64 – 79: Lino

O Brasil, considerado o país com o maior número de católicos, conta com cinco cardeais candidatos: o atual presidente da Conferência Nacional de Bispos do Brasil (CNBB), Raymundo Damasceno, de 75 anos; o arcebispo emérito de São Paulo, Cláudio Hummes, de 78 anos, e o arcebispo dessa mesma cidade, Odilo Scherer, de 63 anos e ainda João Braz de Aviz, de 65 anos, e o arcebispo de Salvador, Geraldo Majella Agnelo, de 66 anos.

COMUNICADO

Queridos irmãos,

Eu convoquei vocês para esse Consistório, não apenas para as três canonizações, mas também para comunicá-los de uma decisão de grande importância para a vida da Igreja. Após ter repetidamente examinado minha consciência ante Deus, eu tive a certeza de que as minhas forças, devido à idade avançada, não são mais ideais para um adequado exercício do ministério Petrino. Eu estou bem consciente de que esse ministério, devido à sua essencial natureza espiritual, deve ser realizado não só com palavras e ações, mas não menos com orações e sofrimento. Contudo, no mundo de hoje, sujeito a rápidas mudanças e agitado por questões de profunda relevância para a vida da fé, de modo a governar a casa de São Pedro e proclamar o Evangelho, ambas as forças mental e de corpo são necessárias, forças que em mim nos últimos meses se deterioraram a um ponto que eu tenho de reconhecer minha incapacidade para cumprir adequadamente o ministério a mim confiado. Por esta razão, e totalmente ciente da seriedade do ato, com toda a liberdade eu declaro que renunciarei ao ministério do Bispo de Roma, Sucessor de São Pedro, a mim confiado pelos cardeais em 19 de abril de 2005, de maneira que, a partir das 20h do dia 28 de fevereiro, a Sé de Roma, a Sé de São Pedro, estará vaga e um Conclave para eleger o novo Sumo Pontífice deverá ser convocado por aqueles competentes para isso.

Queridos irmãos, eu os agradeço com muita sinceridade por todo amor e trabalho com o qual vocês apoiaram o meu ministério e peço perdão por todos os meus defeitos. E agora, confiemos a nossa Santa Igreja aos cuidados de nosso Supremo Pastor, nosso Senhor Jesus Cristo, e implorar que sua sagrada Mãe Maria para que ela ajude os Padre Cardeais com a sua solicitude materna na eleição do novo Sumo Pontífice. Em relação a minha pessoa, eu desejo também devotadamente servir a Santa Igreja de Deus no futuro através de uma vida dedicada a orações.

Bento XVI

Como adventistas, amamos a volta de Cristo. Essa é nossa grande esperança. Precisamos ter, porém, muito cuidado no sentido de não criar um clima de alarmismo sobre o assunto. Quando isso acontece, a esperança se transforma em dúvida e confusão. “Nossa posição tem sido a de esperar e vigiar, sem proclamações de algum tempo para interpor-se entre o fim dos períodos proféticos em 1844 e o tempo da vinda de nosso Senhor” – Eventos Finais, pág. 32.

A marcação de datas não é plano de Deus. Cada vez que elas são estabelecidas e não se cumprem, a fé e a esperança ficam abaladas. Ellen White já previa que “sempre haverá movimentos falsos e fanáticos feitos na igreja por pessoas que pretendem ser dirigidas por Deus – pessoas que correrão antes de ser enviadas, e darão dia e data para o cumprimento da profecia não cumprida. O inimigo se agrada de que assim procedam, pois seus sucessivos fracassos e direção em sentido falso, causam confusão e incredulidade’.’ -Ibidem, p. 32. Por favor, não dê ouvidos a essas pessoas e suas mensagens. Tenha sempre muito claro que:

1. Deus não apoia esses movimentos. Pessoas que andam espalhando datas, normalmente querem criar um “clima” de sensacionalismo e medo. Elas mesmas precisam de um empurrão para estarem preparadas. Podem estar bem-intencionadas, mas estão erradas. Acreditam que precisam reavivar a igreja, mas como sua mensagem não tem poder, resolvem explorar datas. Ellen White é clara quando diz que “Não devemos saber o tempo exato para o derramamento do Espírito Santo ou para a vinda de Cristo.” – Ibidem, p. 30.

2. A Bíblia não define datas para os eventos finais. Ela sempre apresenta as características de um tempo. Não devemos nos concentrar em um dia, mas em um tempo. O dia não sabemos, mas o tempo é o que nós estamos vivendo. Pelas características, estamos muito perto. Ainda poderemos esperar alguns anos, ou tudo pode acontecer bem rápido, antes do que foi apresentado em sua igreja O importante é estar sempre preparado,

3. A marcação de datas enfraquece o preparo. Inconscientemente, muitos relaxam em seu preparodeixando para resolver questões espirituais mais perto do tempo marcado. ‘Deus não dá a nenhum homem uma mensagem de que decorrerão cinco, dez ou vinte anos antes que termine a história dessemundo. Ele não quer dar um pretexto para os seres viventes adiarem a preparação para o Seu aparecimento - Ibidem, p, 31,

4. Decisões movidas por agitação duram pouco tempo. Quando uma pessoa espera a volta de Cristo por outra motivação que não seja o amor a Ele, vai tomar decisões passageiras e frustrantes, movidas pelo medo do que vai acontecer. Às vezes, até parecem puras, sinceras e profundas, mas dependem de agitação para se manter.

5. Precisamos estar prontos a qualquer momento. Independente do dia em que Cristo vai voltar, ou do dia em que o decreto dominical vai ser oficializado, a vida de uma pessoa pode acabar hoje. Ê como se Cristo já tivesse voltado para ela. Precisamos ser como as virgens sábias que não esperaram a chegada do noivo para estar preparadas, mas têm sua provisão para qualquer tempo.

6. Acaba havendo confusão. Os constantes anúncios de datas para os eventos finais acabam trazendo um sentimento confuso, a ponto de, ao se cumprirem de verdade, muitos terem dificuldade em acreditar. Essa é uma obra do inimigo.

7. Cuidado com “novidades” Perto do fim, mais pessoas vão apresentar estudos de “novas” profecias, uma “nova” visão de alguns pontos da Bíblia ou mesmo a descoberta do tempo certo para o cumprimento de algumas profecias A verdade vai ser misturada com o erro. Essas pessoas vão se apresentar com ar de muita sinceridade ou trazendo estudos muito “profundos” e, por isso, vão enganar a muitos. A melhor saída é concentrar ávida espiritual no preparo diário, na comunhão, no testemunho e na freqüência à igreja, para que não sejam pegas desprevenidas. Continue amando a volta de Cristo, mas faça isso com os olhos voltados para Ele. Os sinais servem para aumentar a esperança e fortalecer a fé.

Pr. Erton Kohler

Lembre-se:
Cristo é o único fundamento da Igreja (I Cor. 3:11).

Fonte - Biblia.com.br

Papa Bento XVI vai renunciar ao pontificado em 28 de fevereiro

Ele fez o anúncio pessoalmente nesta segunda-feira (11).
Pontífice afirmou que vai deixar o cargo por conta da 'idade avançada'.


O Papa Bento XVI vai renunciar a seu pontificado em 28 de fevereiro.

Bento XVI anunciou a renúncia pessoalmente, falando em latim, durante o consistório para a canonização de três mártires.

O Vaticano confirmou a notícia e afirmou que o papado, exercido por Bento XVI desde 2005, vai ficar vago até que o sucessor seja escolhido, o que se espera que ocorra "o mais rápido possível", segundo o porta-voz Federico Lombardi.

O anúncio é praticamente inédito na Igreja Católica.

Em comunicado, Bento XVI, que tem 85 anos, afirmou que vai deixar a liderança da Igreja Católica Apostólica Romana devido à idade avançada, por "não ter mais forças" para exercer o cargo.

O pontífice afirmou que está "totalmente consciente" da gravidade de seu gesto.

"Por essa razão, e bem consciente da seriedade desse ato, com total liberdade declaro que renuncio ao ministério como Bispo de Roma, sucessor de São Pedro", disse Joseph Ratzinger, segundo comunicado do Vaticano.

Na véspera, Bento XVI escreveu em sua conta no Twitter: "Devemos confiar no maravilhoso poder da misericórdia de Deus. Somos todos pecadores, mas Sua graça nos transforma e renova".

Sucessor de João Paulo II, Bento XVI havia assumido o papado em 19 de abril de 2005, com 78 anos.

28 de fevereiro

O Vaticano afirmou que a renúncia vai se formalizar às 20h locais de 28 de fevereiro (17h do horário brasileiro de verão).

Até lá, o Papa estará "totalmente encarregado" dos assuntos da igreja.

O novo Papa será escolhido pelo conclave de cardeais, como de costume.

Decisão surpreendente

O porta-voz do Vaticano disse que a decisão do Papa surpreendeu a todos do seu círculo mais próximo.

Ele afirmou que, após a renúncia, Bento XVI vai à residência papal de verão, em Castel Gandolfo, próximo a Roma, e depois irá morar no Vaticano.

Lombardi também disse que Bento XVI não vai participar do conclave, a reunião a portas fechadas que vai escolher seu sucessor.

O porta-voz afirmou que Bento XVI mostrou "grande coragem" no seu gesto, e descartou que uma depressão tenha sido o motivo da renúncia.

Em seu livro de entrevistas publicado em 2010, Bento XVI já havia falado sobre a possibilidade de renunciar caso não tivesse condições de continuar no cargo.

O últmo precedente parecido da renúncia de um Papa remonta ao ano de 1294, quando Celestino V abdicou antes de ser consagrado. Antes de ser designado Papa, ele havia vivido como um ermitão e disse que não se sentia preparado para assumir o comando da Igreja.

Repercussão

A chanceler da Alemanha, país natal do Papa, Angela Merkel, disse que está "emocionada" com a decisão e que vai se pronunciar mais tarde. Leia mais repercussões sobre a saída do Papa.


Nota DDP: As especulações de costume hão de se iniciar, das coerentes às mais absurdas. Assinalamos apenas a percepção de que nada do que ocorre na igreja romana seja por acaso, especialmente no momento em que vivemos. Chama apenas a atenção a velocidade do anúncio e a repercussão que apenas a ICAR como religião organizada consegue atingir.

Aguardemos o desenrolar dos fatos.

Terremoto de magnitude 5,7 atinge o Chile

Um terremoto de magnitude 5,7 atingiu neste domingo a região central do Chile, fazendo balançar edifícios na capital do país, Santiago. A Marinha descartou, contudo, a possibilidade de um tsunami.

O epicentro do terremoto foi 40 quilômetros a sudoeste de Valparaíso, a uma profundidade de 35 quilômetros, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos.

O tremor aconteceu às 16h56 no horário local (17h58 em Brasília).

"Não há registro de danos ou vítimas, alteração de serviços básicos ou infraestrutura em consequência deste sismo", disse a Agência Nacional de Emergência do Governo.
Houve uma réplica de magnitude 5 seis minutos após o terremoto.

A indústria do cobre, do qual o Chile é o maior produtor mundial, está concentrada principalmente no extremo norte do país, onde o sismo não foi percebido.

O Chile, que é propenso a tremores, sofreu em fevereiro de 2010 um potente terremoto de magnitude 8,8 que deixou mais de 500 mortos e foi seguido de devastadores tsunamis.

Duas pessoas foram infectadas pelo vírus da gripe aviária no sudoeste da China

BEIJING, CHINA, 10 de Fev (Reuters) - Duas pessoas no sudoeste da China tiveram resultado positivo do teste para o vírus H5N1, da gripe aviária e estão em estado grave, disse neste domingo a agência estatal de notícias Xinhua, citando o Ministério da Saúde chinês.

Uma mulher de 21 anos e um homem de 31 anos em Guiyang tiveram resultados positivos para o teste do vírus H5N1, altamente patogênico, depois de desenvolver sintomas em 2 e 3 de fevereiro, respectivamente, informou a agência citando autoridades da saúde.

"Eles estão em estado crítico e trabalhos médicos estão realizando no tratamento de emergência", relatou o Ministério da Saúde na citação da Xinhua. "Não foram encontradas ligações epidemiológicas entre os dois casos."

Milhões de chineses estão viajando em ônibus lotados e trens em todo o país para celebrar o Ano Novo Lunar, elevando o risco de disseminação de doenças infecciosas.

Pessoas que tinham contato próximo com os pacientes estão sob observação médica, mas nenhum deles ficou doente, noticiou a agência estatal. O casal não teve contato com aves antes de cair doente, disse a Xinhua.

Na maioria dos casos, as vítimas tiveram contato direto com aves infectadas, principalmente galinhas. O vírus é especialmente abundante nas fezes e secreções respiratórias de aves afetadas.

O vírus H5N1 afeta principalmente aves, mas ocasionalmente infecta pessoas. Especialistas temem que possa sofrer mutação para uma forma que poderia se espalhar facilmente entre humanos que não têm imunidade natural contra ele.

O vírus H5N1 já infectou mais de 600 pessoas desde que foi detectado pela primeira vez em Hong Kong, em 1997, e é geralmente fatal.

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Mordomia Cristã promove semana de reavivamento

SERÃO 10 DIAS ONDE SERÁ INCENTIVADA AS FAMÍLIAS A CLAMAREM PELO DERRAMAMENTO DO ESPÍRITO SANTO
A busca pelo Espírito Santo é a nossa maior e mais urgente necessidade. Pensando nisso a Associação Geral (Igreja Adventista em âmbito mundial) separou 10 dias de oração e reavivamento espiritual. Esse projeto tem como título: "Dez Dias de Reavivamento e Reforma" e ocorrerá entre os dias 1 e 10 de Março.

Trata-se de um período especial onde a igreja estará unida em famílias clamando pelo derramamento do Espírito Santo para cumprirmos com a missão que Ele nos confiou. "Quando eu penso na igreja mundial se reunindo com o propósito de clamar pelo derramamento do Espírito Santo, não consigo pensar em outra coisa senão em que Jesus estará voltando em breve. Necessitamos de um poder do alto para cumprirmos a missão!", salientou o Pr. André Flores, líder do programa para a Associação Catarinense.

Os materiais para esse programa foram todos preparados pela União Sul Brasileira e já estão nas mãos dos líderes das igrejas. Se informe com o seu pastor local.

"O ocultismo" - Pr. Ivan Saraiva

Supertempestade solar pode atingir a Terra a qualquer momento

O alerta é da Academia Real de Engenharia do Reino Unido. A previsão assusta porque os cientistas só vão saber 30 minutos antes.


Um alerta da Academia Real de Engenharia do Reino Unido causa preocupação ao redor do mundo. Uma supertempestade solar pode atingir a Terra a qualquer momento. A previsão assusta porque os cientistas só vão saber 30 minutos antes.

O efeito pode ser devastador. Segundo o autor do estudo, uma tempestade dessas dimensões ocorre a cada 150 anos. O cientista também afirma que os governos precisam ter um plano de emergência para enfrentar um apagão longo e de grandes proporções.

ONU: todos os dias 5.000 sírios fogem para países vizinhos

A cada dia, cerca de 5.000 pessoas fogem da guerra na Síria rumo a algum país vizinho e, no total, há 787.000 refugiados sírios registrados, divulgou nesta sexta-feira o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur). "Em janeiro, observamos o enorme aumento de 25% no número de refugiados registrados em um único mês", declarou o porta-voz Adrian Edwards.

Sobre a capacidade do Acnur de atender a entrada em massa de sírios nos países fronteiriços, o porta-voz reconheceu que o procedimento de registro de refugiados "toma tempo". Na véspera, a organização Médicos Sem Fronteiras falou em "dois ou três meses" para que o processo seja realizado.

Como o número de refugiados não para de crescer, o Acnur estabeleceu "novos centros de registro para enfrentar o aumento substancial da população (refugiada)", anunciou Edwards. "Há um ano eram centenas de refugiados em um único dia. Agora são milhares, mas obviamente devemos aumentar a capacidade".

O organismo humanitário da ONU está sob forte pressão devido à continuação do conflito na Síria e da chegada em massa de civis aos países vizinhos, onde oferece ajuda vital com abrigo e alimentos. O Líbano passou a ser o país com o maior número de refugiados sírios ao superar os 260.000, seguido pela Jordânia, com 242.000, Turquia, com 177.000 pessoas, e Iraque, com 84.000, segundo números atualizados nesta sexta.

Mesmo no Egito, que não possui fronteiras com a Síria, a ONU estima que podem ter chegado 150.000 sírios que abandonaram seu país em decorrência da guerra civil entre as forças governamentais e os grupos armados de oposição. No entanto, o Acnur só contabiliza 15.000 sírios registrados oficialmente nesse país com o status de refugiados.

O porta-voz garantiu que, independentemente de o refugiado estar registrado ou não, o organismo oferece assistência se solicitado. Por outro lado, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) indicou que o abastecimento de água foi reduzido para um terço nas áreas afetadas pelo conflito, onde uma pessoa tem acesso a 25 litros por dia, em comparação com os 75 litros de dois anos atrás.

Por essa razão, o organismo começou uma operação para levar um milhão de litros de cloro para purificar a água destinada a 10 milhões de pessoas - metade da população síria - durante três meses. A ONU calcula que dos 4 milhões de pessoas que necessitam de ajuda humanitária na Síria, metade são crianças.

Fonte - Veja

Nevasca 'histórica' provoca caos na costa leste americana

Uma gigantesca nevasca atingiu o nordeste dos Estados Unidos na noite desta sexta-feira, deixando milhares de casas no escuro e enterrando as principais cidades da região, como Nova York e Boston, sob um grossa camada de até 50 centímetros de neve. Resultado de duas tempestades que convergiram em uma tormenta com proporções "históricas", como classificaram os meteorologistas americanos, a nevasca deve continuar castigando a costa leste americana durante todo o sábado.

Circulação proibida - Mais de 5.000 voos já foram cancelados por causa do mau tempo, incluindo todos os que iriam decolar ou aterrissar nos aeroportos de Nova York. Cinco estados da região declararam estado de emergência - Nova York, Massachusetts, Connecticut, New Hampshire e Rhode Island -, com muitos deles optando por proibir a circulação de carros nas estradas. Governos e prefeituras orientaram as suas populações a ficar em casa e estocar comida. Mais de 500.000 residências do nordeste americano estão sem energia no momento, segundo o jornal New York Times. Além da neve e do frio, a tempestade também trouxe ventos de até 110 quilômetros por hora.

Cidade mais afetada pelo fenômeno natural, Boston registrou na madrugada de sexta um acúmulo de 50 centímetros de neve em suas ruas – número que deve se agravar nas próximas horas, quando a nevasca atingir a sua intensidade máxima segundo os meteorologistas. Em Nova York, que há apenas três meses sofreu com a devastadora passagem da tempestade Sandy, a situação é um pouco melhor, com acúmulo de "apenas" 30 centímetros de neve nas ruas. Como prevenção para a chegada da tormenta, o prefeito da cidade, Michael Bloomberg, mobilizou centenas de veículos próprios para tirar a neve das ruas e autorizou o uso de 250 mil toneladas de sal para acelerar o derretimento do gelo.

Fonte - Veja

Terremoto da Colômbia deixa 8 feridos e danifica 143 casas

O forte terremoto de magnitude 7 que atingiu a Colômbia neste sábado (9) deixou oito feridos e danificou 143 casas, segundo o último balanço feito pela União Nacional de Gestão de Risco de Desastres (UNGRD), em sua conta no Twitter.

Da mesma forma foi confirmado que Nariño, Cauca e Valle foram as províncias que registraram as maiores emergências, segundo afirmou o diretor da entidade, Carlos Ivan Márquez.

"Algumas pessoas feridas são de Charco, em Nariño. Eles são cinco adultos e uma criança que caiu de um apartamento e fraturou a perna esquerda. Outros dois tiveram fraturas nos dedos e nos joelhos, um no Valle del Cauca e outro em Cauca", afirmou Márquez aos meios de imprensa locais.

O funcionário disse, além disso, que entre as construções danificadas está um centro de saúde e três centros educativos.

"Quero confirmar que não há pessoas mortas, nem desaparecidas, e não há informações sobre feridos em estado grave", enfatizou Márquez aos jornalistas.

O diretor da UNGRD confirmou que recebeu indicações diretamente do presidente Juan Manuel Santos. "Falei com ele (Santos) e me disse que devemos manter todo o esquema preventivo de atenção e de recuperação, além de juntar os planos de ação necessários para ter uma recuperação rápida e oportuna através dos conselhos departamentais de ação de risco", afirmou.

O movimento telúrico foi registrado às 9h16 hora local (12h16 no horário de Brasília) ao noroeste de Ospina, em Nariño, sudoeste colombiano. Além desta região, o forte movimento ocorreu sentido em Tolima, Valle, Huila, Risaralda, Quindío, Cauca, Antioquia e Caldas.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Igrejas cristãs unidas na evangelização

Decisão do comité conjunto do Conselho das Conferências Episcopais da Europa (CCEE) e da Conferência das Igrejas Europeias (CEC), que terminou hoje em Varsóvia, na Polónia.

Varsóvia, Polónia, 06 fev 2013 (Ecclesia) – Os líderes das Igrejas cristãs da Europa querem trabalhar em conjunto na “evangelização“ e “renovação” das suas comunidades, para responderem aos desafios atualmente colocados por grupos e movimentos religiosos como o pentecostalismo e o neopentecostalismo.

Na mensagem final do encontro do comité conjunto do Conselho das Conferências Episcopais da Europa (CCEE) e da Conferência das Igrejas Europeias (CEC), que terminou em Varsóvia, na Polónia, enviada à Agência ECCLESIA, aqueles responsáveis mostram-se “especialmente preocupados com a situação dos emigrantes”.

“Quando chegam à Europa, muitos perdem a ligação com a sua igreja tradicional e procuram refúgio em novos movimentos religiosos de um tipo ou do outro”, refere o comunicado.

A reunião do comité CEE-CEC, que começou segunda-feira na sede da Cáritas da Polónia, em Varsóvia, teve como objetivo refletir sobre “a fé e a religiosidade numa Europa em mudança” e identificar “desafios e oportunidades”.

No que diz respeito aos “novos movimentos cristãos que estão a surgir”, muitos colocam ênfase especial numa experiência direta e pessoal com Deus e têm uma doutrina mais liberal do que as Igrejas históricas.

Para além de responder a esse fenómeno com uma “aliança religiosa mais fluida”, os representantes do CCEE-CEC querem também perceber melhor a “influência que a globalização e os media estão a ter no modo das pessoas se relacionarem e integrarem”, quer no plano social quer religioso.

Entre 3 e 8 de julho, a Conferência das Igrejas Europeias, liderada pelo bispo Metropolita Emanuel de França, do Patriarcado Ecuménico, vai realizar em Budapeste, na Hungria, a sua 14.ª assembleia geral, subordinada ao tema “o CEC e a sua missão numa Europa em mudança”.

A reunião em Varsóvia possibilitou ainda aos representantes das Igrejas cristãs do Velho Continente debaterem “a situação precária” em que vivem hoje milhões de pessoas, sobretudo “no Médio Oriente e no Norte de África”, regiões marcadas pelo “perigo e a instabilidade social”.

“Um programa de diálogo construtivo será a única forma de estabelecer a justiça e uma paz duradoura naqueles territórios”, refere o texto.

Os dois organismos concluíram o encontro “renovando o seu compromisso na procura de uma maior comunhão eclesial em ordem a um testemunho cada vez mais efetivo da mensagem de Cristo no meio do povo europeu”.

Liderado pelo cardeal húngaro Péter Erdö, o Conselho das Conferências Episcopais da Europa foi criado em 1971 e é composto pelas 33 conferências episcopais da Europa, representadas pelos seus presidentes, além dos arcebispos do Luxemburgo, Principado do Mónaco, Chipre dos Maronitas e do bispo de Chisinau, na Moldávia.

A Conferência das Igrejas Europeias, estabelecida em 1959, reúne 115 representantes de Igrejas Ortodoxas, Protestantes, Anglicanas e Vetero-Católicas de todos os países da Europa, para além de mais 40 organismos associados.

O próximo encontro do comité, estabelecido em 1972, vai ter lugar entre 17 e 19 de fevereiro do próximo ano.


quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Tsunami causado por forte terremoto provoca mortes e destruição nas Ilhas Salomão

Pelo menos cinco pessoas morreram e três aldeias foram destruídas nesta quarta-feira (6), depois que um tsunami atingiu as Ilhas Salomão, no Pacífico Sul. As ondas gigantes foram provocadas por um terremoto de 8 graus na escala Richter.

O tremor ocorreu à 0h12 local (23h20 de terça-feira (5) em Brasília) e seu foco foi registrado a 5,8 km de profundidade no mar na província de Santa Cruz, no sudeste das Ilhas Salomão, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos.

Entre os mortos, estão quatro idosos e uma criança, segundo a polícia local. Mais de 50 casas em três aldeias das Ilhas Salomão foram arrasadas pelo impacto do tsunami.

O comissário de polícia das Ilhas Salomão, John Lansley, confirmou à emissora australiana "ABC" que "três aldeias, possivelmente quatro", foram destruídas pelas ondas de 90 centímetros de altura que atingiu a cidade de Lata, em Temotu. O alto comando policial acrescentou que parte da pista do aeroporto da cidade foi danificada, o que prejudicará eventual envio de ajuda humanitária.

"O tsunami pode ser destrutivo ao longo das costas próximas ao epicentro do terremoto e também seria uma ameaça para costas mais distantes. As autoridades devem promover as ações apropriadas em resposta a essa possibilidade", informou o Serviço de Alerta de Tsunami do Pacífico.

O terremoto ocorreu a 347 quilômetros da cidade de Kira Kira, nas Ilhas Salomão, e foi seguido de várias réplicas de até 6,6 graus. Desde terça-feira, essa região sofreu pelo menos dez sismos, com magnitudes entre 4,9 e 6,2 graus.

Poucos minutos após o sismo, o Serviço emitiu um alerta de tsunami para as Ilhas Salomão e também para Vanatu, Papua Nova Guiné, Nova Caledônia, Fiji, Kiribati e outros arquipélagos da região. O boletim ainda põe em vigilância Nova Zelândia e Austrália, entre outros países.

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