sexta-feira, 6 de setembro de 2013

50% dos eventos naturais extremos foram causados pelo aquecimento, diz relatório

As mudanças climáticas provocadas pelo uso humano de combustíveis fósseis tiveram papel importante em metade dos eventos climáticos extremos no ano passado, informaram cientistas americanos nesta quinta-feira (5).

O furacão Sandy, que devastou a cidade de Nova York, por exemplo, foi decorrente de uma enorme tempestade, mas a inundação que causou os principais impactos também foi influenciada pela maré alta. Segundo as pesquisas, o aumento no nível do mar causado pelo aquecimento global quase duplica a probabilidade anual de ocorrer tais enchentes se comparado com 1950. Assim, eventos naturais aliados a ações do homem garantem que inundações como a do Sandy vão ocorrer com mais frequência no futuro e com tempestades menos intensas.

Uma equipe de especialistas examinou 12 episódios climáticos extremos em 2012, de secas nos Estados Unidos e na África a fortes chuvas na Europa, na Austrália, na China, no Japão e na Nova Zelândia.

Em seis dos eventos selecionados, foi demonstrado algum indício de terem sido piores do que o esperado, devido a elementos como água do mar ou temperaturas mais quentes, causados por emissões de gases estufa e aerossóis na atmosfera.

O relatório, intitulado "Explicando os Eventos Extremos de 2012 de uma Perspectiva Climática" (em tradução livre), foi publicado no Boletim da Sociedade Meteorológica Americana. O estudo, revisto por pares, incluiu 18 temas de pesquisa de todo o mundo.

"Todos os eventos extremos de 2012 considerados neste relatório, baseados nas análises dos autores, provavelmente teriam ocorrido independentemente das mudanças climáticas", disse Thomas Karl, diretor do Centro de Dados Climáticos Nacionais da Agência Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA, na sigla em inglês).

O objetivo do esforço de pesquisa é compreender se eventos extremos são propensos a ocorrer mais frequentemente no futuro e "se a sua intensidade está mudando por causa de fatores naturais ou de mudanças causadas pelo homem", disse Karl a jornalistas.

Segundo cientistas, a influência humana no clima pode ser em parte culpada pelas fortes chuvas na Austrália e na Nova Zelândia e na seca recorde de inverno no sudoeste da Europa.

No entanto, chuvas incomuns em China e Japão, ainda que extremas, não parecem ter tido um vínculo claro com as mudanças climáticas causadas pelo homem. Nem a seca de 2012 nos Estados Unidos parece ter sido influenciada pelas mudanças climáticas, embora o mesmo grupo de cientistas tenha reportado no ano passado que um clima severamente seco a partir de 2011 parece ter sido agravado pelo aquecimento global antropogênico.

A atribuição de eventos extremos é difícil porque as mudanças climáticas podem ser um fator contribuinte, mas não o único, afirmou Tom Peterson, principal cientista do Centro de Dados Climáticos da NOAA.

Se a variabilidade natural no clima puder ser comparada a motoristas que dirigem perigosamente ou ruas escorregadias, ele considerou que pisar fundo no acelerador é como o aumento na intensidade das chuvas e no nível do mar, que são causados pelo aquecimento global.

"Nós sabemos que o mundo está esquentando e a razão principal é a queima de combustíveis fósseis", disse Peterson.

Um dos exemplos mais fortes da influência humana foi vista na incomum onda de calor registrada no leste dos Estados Unidos entre março e maio de 2012. A contribuição humana para o evento foi estimada em 35%, elevando o risco de ocorrer tão onda de calor em 12 vezes.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

ONU elogia pedido do papa por um dia de jejum e oração pela Síria

Em nota, Secretário-Geral disse que gestos como esse são uma contribuição importante e útil; pontífice convocou vigília global para este sábado, 7 de setembro.

O Secretário-Geral das Nações Unidas elogiou o pedido do papa Francisco pela paz na Síria com base no diálogo e na negociação.

A declaração foi feita pelo porta-voz de Ban Ki-moon após perguntas de jornalistas sobre o assunto, na sede da ONU, nesta quinta-feira.

Jejum

Segundo o porta-voz, Ban Ki-moon também acolheu com apreço a chamada do papa para um dia de oração e jejum a favor da Síria. O pontífice anunciou a realização da vigília global para este sábado 7 de setembro, na Praça São Pedro, no Vaticano.

Segundo o chefe da ONU, gestos como esse são importantes e representam uma contribuição útil.

Ban que está em viagem oficial à Rússia para participar do encontro do G-20, chamou o enviado especial da ONU e da Liga Árabe, Lakhdar Brahimi, a São Petersburgo para ajudar na busca de uma solução política para o conflito sírio.

Para o Secretário-Geral é hora de o Conselho de Segurança demonstrar liderança para a resolução da crise síria, que segundo ele se tornou uma "guerra civil catastrófica."

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Comissão do Senado dos EUA aprova intervenção na Síria

A Comissão de Relações Exteriores do Senado dos Estados Unidos aprovou nesta quarta-feira (4) uma resolução que autoriza o presidente Barack Obama a intervir militarmente na Síria.

Após ouvirem o secretário de Estado, John Kerry, o de Defesa, Chuck Hagel, e o general Martin Dempsy, chefe do Estado-maior conjunto norte-americano, em uma audiência realizada ontem (3), os senadores aprovaram a ação por dez votos a sete.

Essa autorização agora precisa passar por votação no plenário do Senado --o Congresso volta às atividades na próxima segunda-feira (9)--, e também deve ter respaldo da Câmara dos Representantes.

A resolução aprovada determina que a ação dos EUA na Síria tenha duração máxima de 60 dias –com possível prorrogação de 30 dias—e que não sejam usadas tropas americanas em solo durante as operações.

A autorização é mais limitadora do que a proposta original de Obama, mas ainda assim é um ponto ganho para o presidente.

Caso o Congresso venha a aprovar a retaliação à Síria pelo suposto uso de armas químicas contra civis em Damasco, os EUA poderão dar início ao ataque limitado, como represália ao regime de Bashar Assad. Segundo relatórios da inteligência americana usados como sustentação para a ação militar, mais de 1.400 pessoas morreram (centenas de crianças entre elas) no dia 21 de agosto de 2013.

Nesta quarta-feira, os secretários Kerry e Hagel e o general Dempsy responderam a perguntas da Comissão de Assuntos Exteriores da Câmara dos Representantes sobre os planos dos EUA para a Síria, os motivos de entrar em uma guerra com o país e quais serão as possíveis retaliações.

O intuito dos secretários e do general é conseguir o apoio dos legisladores para que o presidente Obama ganhe o apoio do Congresso.

"Eu não acredito que estamos indo para a guerra", disse Kerry no encerramento da audiência. "Estamos pedindo permissão para fazer uma ação limitada, mas que não vai colocar os americanos no meio do conflito".

O secretário de Estado alega que a segurança norte-americana estará em risco se os EUA não tomarem uma atitude em relação ao uso de agentes químicos pela Síria (país com grande estoque de armamento desse tipo).

"Se não querem mais extremismo, vocês devem aprovar isso [a intervenção militar]. Não enviem a pessoas como Assad a mensagem de que ele vai ficar impune. Alguém em algum lugar vai colocar as mãos naqueles materiais, de alguma maneira [caso os EUA não reajam]", disse Kerry.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Papa pede união de todas as religiões em defesa da paz

Neste domingo (1), o Papa Francisco fez uma convocação inesperada. Dirigindo-se a milhares de pessoas na Praça de São Pedro, ele fez um longo e apaixonado apelo pela paz na Síria e em todo o Oriente Médio.

“Há um julgamento de Deus e um julgamento da História diante de nossas ações, de que não podemos escapar!”, ressaltou. Enquanto condenava o uso de armas químicas por parte do governo sírio, acrescentou: “Guerra, nunca mais”.

“O uso da violência não traz a paz. A guerra chama a guerra. A violência chama a violência”, ressaltou Francisco, dizendo-se “muito ferido”, não só “pelo que está acontecendo na Síria”, mas também pelos “dramáticos acontecimentos que se projetam”. Uma menção indireta a perspectiva do início de uma guerra ventilada pelos presidentes Barack Obama e François Hollande, que pode ocorrer ainda este mês.

Por causa disso, o papa pediu que os 1,2 bilhão de católicos romanos de todo o mundo façam um dia de oração e jejum pela paz na Síria no próximo sábado (7). De maneira surpreendente, pediu que as pessoas de todas as religiões se juntassem à iniciativa. Deixou o convite aberto à todas as “pessoas de boa vontade”, mesmo aquelas que não têm religião.

Em 1964, durante a guerra do Vietnã, o Paulo VI em um discurso na ONU pediu orações pelo fim das guerras e pela paz mundial. O falecido Papa João Paulo II, fez um apelo após os atentados contra as torres do World Trade Center, no dia 11 de setembro de 2001. Um discurso similar veio em 2003, tentando evitar a guerra no Iraque quando um ataque dos Estados Unidos e forças da ONU pareciam inevitável.

Segundo o vaticanista Luigi Accattoli, jejum e orações são parte dos preceitos do judaísmo e do islamismo, por isso não seria difícil para os seguidores dessas religiões entenderem o apelo do papa.

Durante o pontificado de Bento 16, o Vaticano aceitou se juntar com judeus, muçulmanos e líderes de outras religiões para impedir a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Diferentemente de outros papas ao longo da história, que sequer reconheciam a validade de outras religiões, Francisco diz contar com elas. “A Igreja Católica é consciente da importância da amizade e do respeito entre os homens e mulheres das diferentes tradições religiosas… Desejo assegurar minha firme vontade de prosseguir com o diálogo ecumênico”, disse ele na primeira semana de seu pontificado.

Em maio, novamente fez um discurso que incluía todas as religiões e inclusive os ateus: “O Senhor redimiu todos nós, todos nós, com o Sangue de Cristo: todos nós, não apenas os católicos. Todo mundo!”, disse ele.

A convocação para a união de membros de todas as religiões seria mais um passo na busca pelo bem comum. O Vaticano já anunciou que Francisco deseja se reunir com os líderes das principais religiões do mundo para discutirem um esforço conjunto pela paz e harmonia mundial. Com informações de Charisma News, Radio Vaticana e Vatican Insider.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Igreja quer usar feitiçaria e paganismo para atrair novos membros

Quando a cristianização da Inglaterra anglo-saxã começou, por volta do ano 600, predominava nas ilhas diferentes formas de paganismo (adoração dos espíritos da natureza), incluindo o ensinamento dos druidas (feiticeiros da cultura celta). Os primeiros cristãos ensinavam que isso não passava de “cerimônias satânicas” e deveriam ser abandonadas.

Embora nunca totalmente extinguido da cultura inglesa, as práticas pagãs agora parecem ter reencontrado seu caminho justamente no seio da igreja cristã. A Igreja da Inglaterra, também conhecida como Anglicana ou Episcopal, está tentando reunir no mesmo culto, cristãos, pagãos e todas as pessoas que tenham interesse nas coisas espirituais. Esse seria um novo esforço para estancar a constante perda de membros de suas congregações.

A liderança da denominação está fazendo treinamento para ensinar os pastores e bispos a “criar uma igreja pagã onde o cristianismo está no centro”, segundo o jornal The Telegraph. Embora não explique como isso seria feito, o objetivo seria tentar criar novas formas de cultuar a Deus, “mais adequadas para as pessoas de crenças alternativas”.

O reverendo Steve Hollinghurst, teólogo e pesquisador de novos movimentos religiosos, disse que a intenção é “formular uma exploração da fé cristã, que estaria de acordo com a cultura local”. Para ele, a questão é simples: a Grã-Bretanha não é mais um país cristão, mas a espiritualidade é parte da vida de muitas pessoas.

“Minha jornada espiritual começou na adolescência, quando explorei todos os tipos de religiões e espiritualidades alternativas antes de escolher o Cristianismo como o meu caminho. Se Deus fez-se homem em Jesus não somente para se relacionar com seres humanos, mas também para transformar a criação, então o cristianismo deve ser relevante para todas as pessoas”, acrescenta. ”Mas como essa conexão pode ser feita quando, para muitos, ele [cristianismo] é visto como uma religião antiga e ultrapassada? Só posso dizer que gosto de um bom desafio!”

A Church Mission Society, órgão da denominação que cuida do treinamento de ministros explica que deseja “abrir novos caminhos”, e com isso espera ver todas as pessoas com interesse nas questões spirituais “alinhar-se com o cristianismo”. Andrea Campenale, um dos responsáveis pelo programa, justifica: “Hoje em dia as pessoas querem sentir alguma coisa, desejam ter alguma nova experiência… Vivemos em uma Inglaterra onde há um foco muito individualista. Acho que com isso poderemos iniciar outro diálogo com a sociedade”.

O famoso monumento de Stonehenge, cuja origem antecede a Cristo, reúne regularmente pagãos e druidas para cerimônias de culto à natureza e aos astros. Mais de 20.000 pessoas se reuniram no local este ano para celebrar o solstício, a chegada do verão no hemisfério norte. Isso mostra a força do movimento em uma sociedade considerada pós-cristã.

O Reino Unido é a nação europeia onde o islamismo tem uma das maiores taxas de crescimento e o movimento neoateista de Richard Dawkins está cada vez mais popular. Uma recente pesquisa do Instituto YouGov aponta que apenas 25% das pessoas da Geração Y (com menos de 35 anos) dizem crer em Deus, enquanto 38% declaram não crer. Apenas 10% delas participa de um culto religioso pelo menos uma vez por mês. Além disso, 41% dos entrevistados acreditam que a religião causava mais mal do que bem ao mundo. Apenas 13% deles é filiado à Igreja da Inglaterra. Com informações de WND e Telegraph.

Fonte - Gospel Prime

domingo, 1 de setembro de 2013

Radiação de Fukushima está 18 vezes acima dos níveis previstos

Foram detectados níveis de radiação 18 vezes acima dos índices previstos nas imediações da usina nuclear de Fukushima Daiichi. A Tepco (Tokyo Electric Power), empresa que toma conta da área, reportou que a radiação perto dos tanques nucleares mede cerca de 1.800 miisieverts por hora - quantidade suficiente para matar uma pessoa em apenas quatro horas de exposição.

A agência de vigilância nuclear do Japão confirmou que os níveis de radiação detectados haviam passado do nível 1, "radiação anormal", para o nível 3, que representa um "sério acidente" numa escala de oito pontos utilizada pela Agência Internacional de Energia Atômica.

A Tepco afirmou que vai investigar o que causou o aumento brutal na emissão radioativa, uma vez que a hipótese de vazamento foi descartada após a verificação de que os níveis de água dentro dos tanques nucleares se mantêm os mesmos.

A cidade japonesa de Fukushima foi atingida por um tsunami em 11 de março de 2011, forçando mais de 160 mil pessoas a abandonarem suas casas. Desde então, a Tepco foi escolhida como a empresa responsável por conter, cuidar e estocar água radioativa da usina nuclear de Fukushima Daiichi de forma segura, além de impedir que os reatores danificados no acidente continuassem a emitir poluentes prejudiciais à saude e ao meio ambiente.

No entanto, a manutenção da área pela Tepco sempre foi motivo de preocupação. Já foram emitidos diversos relatórios denunciando o vazamento de toneladas de uma mistura tóxica que é utilizada para resfriar o combustível remanescente nos reatores danificados. Além disso, no mês passado a empresa anunciou que um dos tanques nucleares havia liberado mais de 300 toneladas de água radioativa para o oceano.

Apesar de os trabalhadores da usina serem autorizados a se expor a uma radiação nuclear anual de no máximo 50 milisieverts, a Tepco afirma que os níveis radioativos nas redondezas dos tanques de Fukushima emitem cerca de 70 a 230 milisierverts por hora. Em resposta às duras críticas à sobrecarga de alguns funcionários, a empresa aumentou o contingente de empregados, passando de 8 para 50 fiscais dos tanques nucleares.

A inabilidade da empresa para conduzir a limpeza de Fukushima Daiichi e impedir que resíduos radioativos sejam lançados no oceano gera grande insegurança para os japoneses. Desde o acidente, a pesca industrial está paralisada na região, representando um déficit ecônomico dessa atividade, uma das mais importantes do país.

Ciente disso, o primeiro ministro do Japão, Shinzo Abe, declarou que o governo japonês irá aumentar os esforços para prevenir a poluição das águas. Todavia, o presidente da Autoridade para Regulação Nuclear do país também opinou: "Nós não podemos impedir vazamentos de águas contaminadas imediatamente. Essa é a realidade. A água ainda está vazando para o mar, o máximo que podemos fazer é monitorar esse impacto ambiental".

Fonte - Opera Mundi

Nota DDP: Ver também "Radioatividade capaz de matar pessoa em 4h é detectada em Fukushima"

Fortes chuvas deixam mortos e provocam estragos em Taiwan

As fortes chuvas da última semana estão provocando desastres em várias cidades de Taiwan. Segundo autoridades, a tempestade tropical já matou três pessoas e deixou muitas pessoas feridas por conta de inundações e de deslizamentos de terra. Alguns moradores tiveram que abandonar suas casas utilizando botes.

Um trem descarrilou no município de Pingtung no sábado (31) por conta de deslizamentos de terra. De acordo com oficiais militares que fizeram o resgate, ao menos 17 pessoas ficaram feridas no acidente.

Já na cidade de Keelung, um prédio desabou neste domingo (1°) também por conta de deslizamentos de terra. Autoridades ainda não mencionaram se o acidente provocou vítimas, mas várias pessoas foram retiradas de suas casas na região e a área está isolada.

Ainda de acordo com o governo do país, essas fortes chuvas já fizeram a agricultura perder US$ 11 mil por conta de danos nas lavouras, informou a agência de notícias AFP.

sábado, 31 de agosto de 2013

Líder supremo do Irã afirma que intervenção na Síria é "catástrofe certa"

Em meio ao aumento da tensão regional, decorrente da possibilidade dos EUA atacarem a Síria, o supremo líder do Irã, aiátolá Ali Khamenei, caracterizou nesta semana qualquer tipo de intervenção militar ocidental como uma "catástrofe certa". Em encontro oficial no gabinete do presidente iraniano, Hassan Rohani, o aiátolá evitou qualquer declaração específica de suporte militar ao governo de Bashar Al Assad e chegou a clamar por proteção divina, dizendo: "Espero que Deus misericordioso proteja essa região da ameaça da América, do Sionismo e de outros males".

O silêncio de Khamenei a respeito da defesa da Síria representa uma mudança de posição por parte do governo iraniano, que no início do ano havia sustentado a aliança com o atual governo sírio, afirmando que o suportaria até o fim.

O posicionamento cauteloso do país ficou ainda mais claro após a transformação considerável dos pronunciamentos desta semana do General Masoud Jazayeri, chefe das forças armadas iranianas. No domingo (25/08), Jazaveri ameaçou: "Os EUA estão cientes da zona vermelha traçada sobre a Síria e quaisquer violações desta zona trarão sérias consequências para a Casa Branca".

No entanto, três dias depois ele recuou de suas ameaças ao governo norte-americano, dizendo apenas que uma guerra internacional representaria uma desconexão de Israel e lançando um conselho: "Os norte-americanos deveriam livrar-se dessas certezas arrogantes e egoístas e, se tiverem algum recurso, gastá-lo para salvar a população de seu país".

Analistas internacionais estão divididos quanto ao recuo iraniano após países como EUA e França se mostrarem prontos para uma intervenção na Síria. Alguns consideram que a cautela de Khamenei em enfrentar os países ocidentais se deve à sua preocupação com o programa nuclear do país, enquanto outros encaram tal posicionamento moderado como reflexo da nova presidência de Hassan Rohani. Há ainda quem afirme que os líderes iranianos acreditam que a intervenção na Síria não derrubará o governo de Assad e que eles estariam se posicionando de forma a manter a sua influência sobre o país no futuro.

Independente da razão pela qual foi adoptado, esse recuo pode trazer problemas ao Irã se for confirmada a existência de um tratado de mútua defesa entre Teerã e Damasco, assinado em 2006. Apesar das variadas publicações que confirmam tal aliança, o ministro das relações exteriores da Síria, Walid al-Moallem, nega a existência do acordo.

Fonte - Opera Mundi

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Os adventistas e o consumismo

Fechamento do comércio aos domingos e união de igrejas

Recentemente, meus pais estiveram visitando minha tia em Araruama (cidade do interior do Rio Janeiro), e ao andar pelo centro da cidade, eles receberam o encarte abaixo. Ao ler o conteúdo, se depararam com o revelador compromisso nº 3 do Supermercado Avi$tão. Quando vejo esses movimentos surgindo, me alegro imensamente, pois são evidências claras de que o nosso Redentor Se aproxima a passos largos.

“Este é o contexto escatológico no qual os adventistas do sétimo dia colocam o sábado. Cremos que Deus nos chamou não apenas para proclamar o que a Bíblia diz sobre o sábado, mas também a advertir o mundo sobre o conflito final que girará em torno dos mandamentos de Deus, particularmente o quarto. Segundo nossa compreensão, no fim dos tempos a linha divisória entre os que servem a Deus e os que não O servem envolverá essa controvérsia relacionada ao sábado e ao domingo. Nessa ocasião, os guardadores do sábado serão perseguidos e até mesmo martirizados por causa de sua lealdade a Deus ao observar o sétimo dia.

“Sentimo-nos compelidos a advertir o mundo sobre algo de que a maioria das pessoas não tem a menor ideia; a algo que muitos julgam inacreditável. Estamos certos de que tais eventos se acham à nossa frente” (Marvin Moore, Apocalipse 13, p. 12, 13 - CPB).

(Orlan Figueiredo)

Nota Criacionismo: No mesmo tom dessas “evidências secundárias” da proximidade do fim (porque o decreto dominical será imposto pelos Estados Unidos e o que estamos vendo agora, de forma isolada, são apenas “ensaios”), em entrevista do site EM, o deputado Marco Feliciano disse, sobre o papa Francisco: “Foi perfeita a visita dele. Ele é um jesuíta. Como disse aqui, fui católico romano e vejo nesse papa uma pessoa do bem, um evangelista por natureza. Ele também passou por dificuldades aqui, ele também sofreu pressão do mesmo grupo que me pressiona. E houve até coisas piores, pegaram imagens de santos e quebraram no meio da rua, fizeram atos obscenos, então isso mostra que tanto a Igreja Católica quanto a Igreja Evangélica têm os mesmos princípios. Podemos divergir nos dogmas, mas nos principais, na nossa base, há mais coisas que nos unem do que nos separam. Sou hoje amigo dos católicos. Não é tempo de separação, não é tempo de guerra, é tempo de união, porque se não houver uma união das igrejas hoje, dentro de 15 anos o cristianismo na América do Sul vai estar vivendo dias de quase extinção. Como ocorreu na Europa, onde a maioria dos países hoje é ateia.”

Essa união não será em torno da verdade única da Palavra de Deus. Será, sim, em benefício de uma causa conveniente a todos (família, emprego, meio ambiente). E aí daqueles que ficarem no caminho da maioria, ainda que seja para não violar a consciência!

Bento 16 afirma que Deus lhe disse para renunciar

O papa emérito Bento 16 afirmou que foi Deus quem lhe disse para renunciar a seu pontificado, informou a agência católica Zenit. Durante uma das poucas visitas privadas concedidas após a renúncia, Bento 16, ao ser perguntado por um dos presentes pelas razões de sua decisão, respondeu: “Deus me disse.” O papa emérito explicou que não se tratou “de nenhum tipo de aparição ou nenhum fenômeno desse tipo, mas foi uma experiência mística” na qual o Senhor fez crescer em seu coração “um desejo absoluto de permanecer a sós com Ele, recolhido na oração”. Além disso, Bento 16 comentou que à medida que observa o carisma do papa Francisco, se dá mais conta de que sua escolha de renunciar ao pontificado foi “a vontade de Deus”.

Durante esses encontros, acrescenta o artigo da Zenit, o papa emérito “não comenta e não revela segredos, não concede declarações que poderiam pesar como as palavras ditas pelo outro papa, mas mantém a discrição que sempre o caracterizou”.

Bento XVI finalizou dizendo que “observa satisfeito as maravilhas que o Espírito Santo está fazendo com seu sucessor, e como sua decisão de renunciar foi uma inspiração recebida dEle”.

(Yahoo Notícias)

Nota Criacionismo: Ordem divina ou não, uma coisa é certa: a entronização de Francisco atendeu perfeitamente bem aos interesses do Vaticano no sentido de recuperar a imagem arranhada da Igreja, até então perturbada pelos vários casos de pedofilia e os processos deles decorrentes e pelos escândalos financeiros do Banco do Vaticano. O intelectual inflexível e pouco carismático Ratzinger jamais conseguiria tocar as emoções das massas como tem feito o carismático e midiático jesuíta com pinta de franciscano. A história talvez revele os verdadeiros motivos da renúncia de Bento 16, mas uma coisa não se pode negar: deu muito certo

Extremo Oriente russo sofre com maior enchente dos últimos 120 anos

Parte da Rússia está debaixo d’água. As fortes chuvas que atingiram o Extremo Oriente do país provocaram a maior enchente dos 120 anos na região. O rio Amur atingiu a altura recorde de 6,5 metros, deixando mais de 33 mil pessoas desabrigadas. As equipes de emergência tentam conter a alta das águas instalando barreiras junto ao leito.

O Prefeito de Khabarovsk, Alexander Sokolov, disse que os serviços de suporte à vida urbana estão trabalhando, mas admitiu que é necessário mais ajuda. “ É de extrema importância que nós sejamos abastecidos com todo o equipamento necessário para drenar as águas pluviais.” Já o diretor dos serviços médico-sanitários da Rússia, Guennadi Onischenko, preocupado com a questão epidemiológica, pediu à população local que só consuma água engarrafada.

A alta do Rio Amur deixou mais de 33 mil pessoas desabrigadas

O meteorologista Leonid Starkov disse à Voz da Rússia que a inundação se deve a alguns fatores conjugados. "O fator principal foi a forte precipitação que se fez sentir nos dois últimos meses e que resultaram na queda da norma anual de chuvas em algumas regiões. Além disso, temos a rede fluvial muito ramificada desta região. Neste momento, a situação das cheias no Extremo Oriente está longe de estar resolvida, contudo existe uma luz ao fundo do túnel. A principal notícia positiva é o pico das chuvas já ter passado."

O panorama geral das cheias foi passado pelo chefe do centro de comando de crise do Ministério para Situações de Emergência da Rússia, Vladimir Stepanov. "Neste momento, nas três divisões administrativas do Distrito Federal do Extremo Oriente continuam inundadas 140 povoações, representando mais de 6 mil casas de habitação e uma população superior a 33 mil habitantes, mais de 60 pontes rodoviárias e mais de 200 seções de estradas. Foram deslocadas mais de 20 mil pessoas e preparados 167 postos de alojamento temporário. Neste momento eles albergam mais de 2 mil pessoas. As regiões da Federação Russa atingidas foram abastecidas, por via aérea e por outros meios de transporte, com mais de 250 toneladas de bens."

Fonte - Diário da Rússia

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Irmandade Muçulmana está querendo “eliminar o cristianismo do Egito”

Dezenas de igrejas, escolas, instituições, casas e lojas cristãs foram saqueadas e queimadas, somente nos últimos três dias. Os ataques seriam uma ordem da Irmandade Muçulmana. Em alguns dos templos queimados foram colocadas bandeiras do grupo terrorista Al Qaida.

Em um país à beira de uma guerra civil, quem mais está sofrendo são os cristãos. Minoria que soma cerca de 10% da população, eles têm sido o alvo preferencial nesse período “sem lei” que o Egito vive desde que o presidente Mohammed Morsi foi deposto. Na última sexta-feira, a Irmandade Muçulmana, grupo extremista que deseja controlar o país decretou o “dia de fúria”, que deixou centenas de mortos.

Grupos defensores dos direitos humanos denunciam os ataques a cristãos e as igrejas queimadas, além de um número de mortos que pode chegar a 600. Foram pelo menos 40 novos ataques que deixaram igrejas saqueadas e incendiadas, enquanto 23 outros locais foram atacados.

Os ataques ocorreram em cidades como Cairo, Alexandria, Suez e Minya. O grupo cristão mais atingido são os coptas, mas ocorreram ataques contra igrejas evangélicas e católicas, assim como instituições e escolas cristãs.

Enquanto o país está dividido em grupos favoráveis e contrários a Morsi, milhares de cristãos falam em sair do Egito. Eles temem que a Irmandade cumpra sua ameaça de “eliminar o cristianismo” da nação. Nos últimos dias, centenas de cristãos estão abandonando o país e teme-se que milhares sigam o mesmo caminho nas próximas semanas.

Embora a justificativa seja uma declaração do líder copta, Tawadros II, que apoiou a derrubada de Morsi, as ameaças são antigas. Segundo um homem que se identifica apenas como Sr. Awad “As relações entre cristãos e muçulmanos costumava ser boas… Nós éramos vizinhos e amigos, fazíamos negócios e conversávamos uns com os outros. No entanto, quando eles tiveram que escolher entre religião e a amizade, eles escolheram a religião”.

Em Suez, o bispo anglicano Mouneer Anis, escreveu em uma carta aberta relatando que sua igreja foi atingida por “pedras e coquetéis Molotov”. Há registros de pessoas sendo arrastadas para fora das igreja e executadas no meio da rua. Três freiras foram forçadas a andar pelas ruas do Cairo como “prisioneiras de guerra”. Em Minya, província ao sul do Cairo ocorreram os ataques mais violentos. Ali os cristãos representam cerca de 35% da população.

A Comissão sobre Liberdade Religiosa Internacional dos Estados Unidos pediu ao governo americano que tome providência para reprimir a repressão religiosa. O presidente Obama citou isso em seu último discurso, onde pediu que cessassem os ataques contra igrejas.

A Christian Solidarity Worldwide, grupo com sede no Reino Unido, também expressou preocupação. Daniel Sinclair, um porta-voz da organização, que defende que os governos internacionais ajam em favor das minorias religiosas. “Exortamos o nosso governo para garantir a segurança de todos os egípcios, independentemente de sua religião”, disse em nota.

Diversas campanhas de oração em favor dos cristãos no Egito tem sido convocadas por igrejas evangélicas e católicas de todo o mundo. Com informações de AP, Huffington Post e CS Monitor.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Google admite que usuários do Gmail não têm privacidade

O Google admitiu, por meio de um documento apresentado por seus advogados em uma ação judicial nos Estados Unidos, que os usuários do Gmail não podem ter uma expectativa razoável de que a confidencialidade de seus e-mails seja respeitada, segundo o jornal britânico The Guardian.

“O Google finalmente admitiu que não respeita a privacidade”, disse John Simpson, diretor do grupo de defesa dos direitos do consumidor Consumer Watchdog. Ele qualificou o documento como “uma admissão assombrosa” e afirmou que as pessoas deveriam tomar como verdade o que eles dizem. “Se você respeita a privacidade de seus correspondentes, não use o Gmail”.

O Google apresentou o documento junto com uma petição para que seja arquivado um processo movido contra a empresa por grupos de defesa do consumidor. Segundo os reclamantes, o Google“abre, lê e adquire ilegalmente o conteúdo das mensagens privadas de e-mail das pessoas”. “Sem o conhecimento de milhões de pessoas, diariamente e durante anos, o Google tem, sistemática e intencionalmente, atravessado a ‘linha assustadora’ para ler mensagens privadas que você não quer que ninguém conheça, e adquirir, coletar ou garimpar informações valiosas daquele correio”.

Para os advogados do Google, os reclamantes estão “fazendo uma tentativa de criminalizar práticas de negócio corriqueiras” e que “todos os usuários do e-mail devem, necessariamente, esperar que seus e-mails sejam submetidos a processamento automático”. Simpson, por sua vez, disse que “enviar um e-mail equivale a entregar uma carta à agência do Correio. Eu tenho a expectativa de que o Correio envie a carta ao endereço do destinatário que está escrito no envelope, e não que o Correio abra e leia a carta”.

Contagem Regressiva 2.0 - Os 144.000 do Apocalipse

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Obama diz que não abre mão do poder de espionar

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, deixou claro nesta sexta-feira que seu governo não tem nenhum plano de interromper a coleta diária de registros telefônicos de milhões de norte-americanos, mas prometeu desenvolver um sistema de supervisão das operações.

Numa entrevista coletiva convocada com o objetivo de aplacar o descontentamento com as recentes revelações sobre dois amplos programas de espionagem cuja existência o governo chegou a negar, Obama disse que o governo pretendia divulgar em breve mais informações sobre como os dados são coletados nos EUA e no exterior, assim como as razões para essa coleta ser feita sem aviso prévio. O programa foi autorizado pelo Ato Patriótico dos EUA, aprovado de emergência pelo Congresso após os ataques terroristas contra os EUA em 11 de setembro.

"Considerando a história de abuso de governos, é certo se perguntar sobre vigilância", afirmou Obama. "Não é o suficiente para mim confiar nestes programas, os americanos precisam confiar também", acrescentou.

A Agência Nacional de Segurança disse que os registros de telefonemas são os únicos coletados pela Lei, mas autoridades deixaram abertas possibilidade de se criar base de dados similares de transações feitas com cartões de crédito, registros em hotéis e buscas na internet.

As mudanças endossadas por Obama incluem a criação de um painel externo consultivo para rever os poderes de investigação dos EUA; escritório fixo para a NSA, e a criação de uma procuradoria independente para argumentar contra o governo diante de um tribunal nacional de investigação. Todas essas novas políticas podem fazer a maior parte de seu trabalho em segredo.

As novas propostas devem espalhar um longo debate nacional sobre o equilíbrio entre o controverso programa de espionagem do governo e a privacidade dos americanos.

A administração de Obama afirma que o registro de telefonemas é feito apenas quando está investigando suspeitos de terrorismo. Mas testemunho diante do Congresso revelou como isso é facilmente feito com americanos que não possuem conexão com o terrorismo para que o padrão de telefonema possa ser analisado pelo governo.

Quando a NSA identifica um suspeito, ele pode conduzir a três "saltos". Isso significa que os analistas podem não apenas analisar os registros telefônicos de suspeitos, mas também os registros de qualquer pessoa para quem esse suspeito ligar, qualquer pessoa que ligar para ele e qualquer pessoa que ligar para essas pessoas que ligaram para o suspeito.

Pelo efeito multiplicador, se uma pessoa liga em média 40 vezes para uma única outra pessoa, o resultado da análise do governo pode chegar ao registro de 2,5 milhões de americanos quando se investiga apenas um suspeito. Considerando a escala dos dados do programa de registros de telefonemas, Obama disse que são compreensíveis as preocupações com o potencial de abuso.

Propostas

As duas maiores propostas de Obama vão precisar de aprovação no Congresso que se esforçou para aprovar uma lei menos controversa. Na demonstração mais potente de força, a Câmara rejeitou por estreita margem uma emenda que pedia o corte de fundos para o registro de telefonemas da NSA.

Obama surgiu na cena política nacional como um crítico dos programas de espionagem do governo, mas mudou sua posição em relação à esses assuntos várias vezes desde sua campanha para o Senado em 2004.

Em 2005, durante o debate no Senado sobre a retoma da Ato Patriótico, Obama foi um dos nove senadores que assinaram uma carta demonstrando preocupação com a possibilidade de os líderes abusarem do funcionamento do Ato. Ele focou em particular a seção 215, que ele e outros senadores disseram poderia permitir "expedições de caça a americanos inocentes."

Autoridades da Casa Branca disseram que o presidente chegou à conclusão divulgada nesta sexta-feira após uma série de discussões com parlamentares e outras autoridades. Mas o presidente enfrenta a resistência firme à sua posição entre os membros de seu próprio partido no Congresso.

Edward Snowden

Obama foi pressionado a falar sobre segurança doméstica após o ex-analista do governo Edward Snowden ter vazado documentos secretos expondo programas da NSA que guarda anos de conversas telefônicas entre norte-americanos. A revelação levou a reconsideração mais significava já feita sobre os poderes de vigilância que o Congresso garantiu ao presidente americano após os ataques do 11 de setembro.

Em relação à Snowden, Obama disse que sua decisão de revelar programas de segurança do governo não é patriotismo. "Não acredito que Snowden seja um patriota", afirmou. O presidente também disse estar estimulando o presidente Russo, Vladimir Putin, "a pensar para frente ao invés de para trás" em suas relações com os EUA.

O presidente americano afirmou que acredita que as relações entre as duas super potências estão difíceis e que progressos foram feitos até Putin ter reconquistado a presidência do país. Agora Obama diz que existe uma "série de diferencias emergenciais", que incluem Síria e direitos humanos.

A Casa Branca cancelou o planejado encontro entre Obama e Putin no próximo mês em Moscou, apois a Rússia ter se recusado a entregar Snowden aos EUA para enfrentar acusações de vazamento de segredos nacionais.

Al-Qaeda

Em relação ao terrorismo, o presidente dos EUA disse que o grupo principal da Al-Qaeda, foi dizimado, mas seus grupos regionais continuam poderosos o suficiente para atacar os interesses dos EUA.

Obama afirmou que o núcleo da Al-Qaeda está menos capaz de um ataque terrorista nas proporções dos ataques de 2001, mais grupos como o do Iêmen tem potencial para atacar as embaixadas e os negócios dos EUA em todo o mundo.

A ameaça de um ataque levou os EUA a fecharem 19 postos diplomáticos no Oriente Médio e no Norte da África na semana passada. A inteligência dos EUA interceptou uma mensagem entre importantes militantes da Al-Qaeda e seu braço no Iêmen sobre planos de um grande ataque terrorista cujo alvo era os EUA ou suas embaixadas no exterior. Fonte: Associated Press. Fonte: Dow Jones Newswires.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Justiça Eleitoral repassa dados de 141 milhões de brasileiros para a Serasa

Empresa privada que gerencia informações sobre a situação de crédito dos consumidores do País passa a ter acesso a nomes, data de nascimento e até o nome da mãe dos eleitores

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu repassar informações cadastrais de 141 milhões de brasileiros para a Serasa, empresa privada que gerencia um banco de dados sobre a situação de crédito dos consumidores do País. A medida já está em vigor e afeta praticamente todos os cidadãos com mais de 18 anos, que não terão possibilidade de vetar a abertura de seus dados. O acesso foi determinado por um acordo de cooperação técnica entre o TSE e a Serasa, publicado no último dia 23 no Diário Oficial da União.

Pelo acordo, o tribunal entrega para a empresa privada os nomes dos eleitores, número e situação da inscrição eleitoral, além de informações sobre eventuais óbitos. Até o nome da mãe dos cidadãos e a data de nascimento poderá ser "validado" para que a Serasa possa identificar corretamente duas ou mais pessoas que tenham o mesmo nome.

O acordo estabelece que "as informações fornecidas pelo TSE à Serasa poderão disponibilizadas por esta a seus clientes nas consultas aos seus bancos de dados". Paradoxalmente, o texto também diz que caberá às duas partes zelar pelo sigilo das informações.

Violação da privacidade. Especialistas em privacidade e advogados ouvidos pelo Estado ficaram surpresos com a "terceirização" de dados privados sob a guarda de um órgão público. "Fornecer banco de dados para a Serasa me parece uma violação do direito à privacidade, o que é inconstitucional", disse o criminalista Antonio Cláudio Mariz de Oliveira. "O importante é saber que esses dados fazem parte da sua personalidade, e ela é protegida pela Constituição", sustenta.

Mariz acrescentou que, diante do debate internacional sobre o programa de espionagem da agência de segurança nacional dos Estados Unidos, o acordo "pode fazer parte de uma escalada maior de quebra de privacidade" no Brasil.

Arábia Saudita muda os dias de fim de semana

A Arábia Saudita vai mudar os seus dias de fim de semana, que passarão a ser na sexta-feira e no sábado, ao invés de quinta e sexta-feira, uma alteração para ajustar o país à economia mundial. Num decreto-lei publicado hoje [23 de junho], a alteração é justificada com o objetivo do país se posicionar mais perto do ritmo da maioria dos países onde o fim de semana sucede ao sábado e domingo. Desse modo, justifica a Arábia Saudita, será reduzido o impacto dos diferentes dias de fim de semana para a economia e os mercados financeiros do país. A mudança ocorrerá já a partir de 29 de junho.

Fonte: Diário de Notícias

NOTA Minuto Profético: O mundo inteiro, de repente, quer ficar mais parecido com o ocidente na questão de dias de descanso. Já que os demais países islâmicos do Golfo já adotam a sexta e o sábado como fim de semana, resta saber se, no futuro, darão mais um passo rumo à padronização com o ocidente, como já estuda fazer Israel. Fica então a questão: Estará o mundo se preparando para aceitar em breve a marca da besta (guarda do domingo) - símbolo do poder do Vaticano sobre o mundo ocidental? Ainda que seja por outras razões, guardar o domingo então significará submissão ao Vaticano e rejeição da verdade (sábado do sétimo dia estabelecido pelo Criador).

domingo, 4 de agosto de 2013

Americana recebe visita da polícia após buscas no Google

São Paulo – A americana Michele Catalano afirmou ter recebido uma vista da polícia após buscas consideradas “suspeitas” no Google. A jornalista da revista independente de música e política "Death and Taxes" afirmou que o interesse pela compra de panelas de pressão e mochilas pode ter levado seis investigadores à sua casa em Long Island, Nova York.

Michele relatou a experiência em uma publicação no Medium.com. Afirmou, a princípio, que seis agentes do Serviço Federal de Investigações (FBI) apareceram em sua casa enquanto ela trabalhava. Exigiam do marido informações sobre seu emprego e ancestrais.

A jornalista suspeitou que os hábitos de leitura do filho viciado em notícias, combinados com a busca por uma panela de pressão e a pesquisa do marido para uma mochila dispararam um alarme contra o terrorismo por causa do atentado recente em Boston.

Em seu post, a americana afirmou que os policiais fizeram uma pesquisa superficial pela casa. Não olharam os computadores em que foram feitas as buscas, muito menos vasculharam armários. Estudaram os livros nas prateleiras, olharam as fotos, alguns quartos e os cães.

Enquanto isso, fizeram perguntas ao marido. Questionaram se havia bombas na casa e se tinham uma panela de pressão. Ao responder que não, o marido afirmou que tinha uma panela elétrica de arroz. Então, os agentes perguntaram se era possível fazer uma bomba com ela. Mas a resposta foi negativa.

Nesse momento, Michele acreditou que os policiais perceberam que não lidavam com terroristas. Os agentes mencionaram, então, que fazem esse tipo de busca cerca de 100 vezes por semana. E que 99 dessas visitas não viram nada.

Apesar das suspeitas de Michele, um porta-voz do FBI disse ao jornal britânico "The Guardian" que os investigadores da agência não estavam envolvidos na visita, mas que Michele recebeu a visita pelo departamento de polícia do condado de Nassau. Os agentes que revistaram sua casa estavam trabalhando com o departamento de polícia do condado de Suffolk em busca de informações do antigo emprego do marido.

Fonte - Info

Terremoto de 6 graus atinge o Japão

Um terremoto de 6 graus na escala Richter atingiu neste domingo (4) a costa nordeste do Japão, sem que tenha sido ativado o alerta de tsunami nem se tenha informado por enquanto de danos graves, informou a Agência Meteorológica japonesa.

O terremoto aconteceu às 12h29 hora local (0h29 de Brasília) e seu epicentro foi localizado a cerca de 50 km de profundidade sob o mar, muito perto da cidade de Ishinomaki, em Miyagi, uma das mais afetadas pelo forte terremoto e o tsunami que devastou a região nordeste do país em março de 2011.

A Tokyo Electric Power (Tepco) informou que revisou suas usinas nucleares de Fukushima Daiichi, onde por causa do tsunami de 2011 se viveu a pior crise atômica desde a de Chernobyl, e Fukushima Daini para detectar qualquer anomalia.

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