quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Apelo a Berlim para prevenir "apocalipse"

A Alemanha é o único país capaz de salvar a zona do euro e a União Europeia mais ampla de "uma crise de proporções apocalípticas", avisou o ministro do Exterior polonês na segunda-feira, num chamado veemente por ações mais drásticas para impedir o colapso da união monetária europeia.

O apelo extraordinário feito por Radoslaw Sikorski à sombra do Portão de Brandemburgo, na capital alemã, se deu no momento em que a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico lançou um chamado a líderes europeus por "poder de fogo digno de crédito e suficientemente forte" para interromper a venda de títulos no mercado de dívida soberana da zona do euro, sob pena de sofrer uma recessão grave.

As declarações da OCDE foram feitas quando o instituto econômico baseado em Paris reduziu suas previsões semestrais de crescimento nos países mais ricos do mundo, avisando que a atividade econômica na Europa vai se desacelerar até quase estagnar.

No entanto, os chamados foram recebidos em Berlim com uma insistência obstinada em que apenas uma modificação no tratado da EU para forjar uma "união de estabilidade" na zona do euro poderá devolver a confiança aos mercados.

Wolfang Schäuble, o ministro das Finanças alemão, rejeitou chamados para que o Banco Central Europeu atue como "credor de último recurso" na zona do euro e pela introdução de títulos de dívida da zona do euro, avalizados conjuntamente, para aliviar a pressão sobre os membros mais endividados da moeda comum, como Grécia e Itália.

Schäuble disse a correspondentes estrangeiros em Berlim que a Alemanha não é grande o suficiente para apoiar o resto da zona do euro sozinha. Para ele, para reconquistar a confiança dos mercados é preciso completar a união monetária com uma "união de estabilidade" baseada em disciplina orçamentária rígida.

Numa declaração espantosa, em se tratando de um ministro polonês sênior, Sikorski afirmou que a maior ameaça à segurança de seu país não é o terrorismo, tanques alemães ou mesmo mísseis russos, mas sim "o colapso da zona do euro".

"Exijo da Alemanha que, pelo seu bem e o nosso, vocês ajudem a zona do euro a sobreviver e prosperar", disse ele. "Vocês sabem muito bem que ninguém mais tem a capacidade de fazê-lo. Provavelmente serei o primeiro chanceler polonês na história a dizê-lo, mas digo: temo o poderio alemão menos do que estou começando a temer a inatividade alemã".

Fonte - Folha

Terremoto de magnitude 5 volta a assustar província turca de Van

Um terremoto de magnitude 5 na escala Richter atingiu a província turca de Van, a mesma que foi arrasada em outubro por um tremor de magnitude 7,2, responsável pela morte de mais de 600 pessoas, informou o Centro de Pesquisa Sísmicas e Observatório de Kandilli.

Até o momento, não há informações de vítimas do novo terremoto, que ocorreu às 2h47 locais desta quarta-feira (22h47 de terça-feira pelo horário de Brasília). O epicentro do tremor foi localizado na vila de Kevenli.

As autoridades esvaziaram o Hospital Regional de Van. Durante essa operação, uma mulher deu à luz uma menina no jardim do hospital.

Equipes de policiais estavam mobilizadas pela cidade nesta manhã para verificar danos ou destruições de prédios.

Desde o forte terremoto de 23 de outubro, esta região situada no sudeste da Turquia foi atingida por milhares de réplicas e sismos independentes.

Aos mais de 600 mortos do primeiro tremor, se somaram dezenas de novas vítimas que morreram sob os escombros de dois hotéis derrubados por outro terremoto, de magnitude 5,2, no início de novembro.

As autoridades advertiram à população que a região pode continuar sendo atingida por sismos até junho.

O ministro do Meio Ambiente e Urbanismo da Turquia, Erdogan Bayraktar, informou recentemente que o governo de Ancara começará em breve a construir novas casas para os desabrigados. A estimativa é que os imóveis fiquem prontos até setembro de 2012.

Fonte - Folha

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Crise Européia - Especial NT

Bento XVI reforça o ECOmenismo

O papa Bento XVI pediu hoje [27] aos participantes na Convenção das Alterações Climáticas da ONU que encontrem uma resposta “responsável e credível” para reduzir os gases de efeito de estufa, que tenha em conta as necessidades dos mais pobres. Os trabalhos da Convenção da ONU sobre as alterações climáticas e o protocolo de Quioto arrancam na segunda-feira, em Durban, África do Sul, sendo esperadas cerca de 25 mil pessoas.

A agência Associated Press adianta que atenções estão viradas para os prazos estipulados no protocolo de Quioto, que estabelece que 37 países industrializados reduzam até 2012 em pelo menos cinco por cento os níveis das emissões de carbono que registaram em 1990. É ainda esperado que os países ocidentais consigam que a China e outras economias em crescimento aceitem restrições às emissões de gases de efeito estufa.

“Espero que todos os membros da comunidade internacional cheguem a acordo para uma resposta responsável, credível e solidária a este inquietante e complexo fenómeno, tendo em conta as necessidades das populações mais pobres e das gerações futuras”, disse Bento VXI esta manhã, na tradicional bênção dominical na praça São Pedro.

O papa referiu também que a paz mundial depende da salvaguarda da criação de Deus, demonstrando mais uma vez preocupação com a protecção do ambiente.[grifo acrescentado]< Sob a direcção de Bento XVI, o Vaticano instalou células fotovoltaicas no seu auditório principal para assim converter a luz solar em electricidade. O Vaticano juntou-se também a um projecto de reflorestamento que visa compensar as suas emissões de CO2. Para o papa, esta é uma questão moral, pois o “ensinamento da Igreja afirma que o homem deve respeitar a criação”. [grifo acrescentado]

Bento XVI argumentou ainda que as mudanças climáticas e catástrofes naturais ameaçam os direitos das pessoas à vida, alimentação, saúde e à paz.

Fonte: SOL

NOTA Minuto Profético: Preservar o meio ambiente é algo correto. Porém, a maior preocupação deve ser com o que o papa não disse explicitamente. As verdadeiras intenções do Vaticano estão nas entrelinhas... "Salvaguarda da criação", "respeitar a criação" apontam para o descanso obrigatório do domingo que, segundo Bento XVI, é o "dia em que a igreja dá graças pela criação". O reconhecimento das nações da obrigatoriedade do descanso dominical significará a restauração da supremacia mundial de Roma, uma vez que o domingo é símbolo do seu poder. Por outro lado, a soberania de Deus permitirá essa situação para que o sábado do sétimo dia seja exaltado como o verdadeiro dia do Senhor!

Irã ameaça os EUA e a crise pode piorar

O ministro da Defesa do Irã, Ahmad Vahidi, avisou aos Estados Unidos que seu país está preparado para ensinar “o que significa uma verdadeira guerra”. “O Irã é muito forte neste momento e está preparado para mostrar aos EUA o que significa uma autêntica guerra, se eles realizarem um ato de loucura”, disse Vahidi perante uma multidão de Voluntários Islâmicos na cidade de Bushehr, informaram a imprensa local. As frequentes notícias sobre armas e preparação bélica e os desafios às potências “arrogantes”, especialmente EUA e Israel, aumentaram no Irã depois que a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) demonstrou sua suspeita que o programa nuclear iraniano tem uma vertente militar.

Vahidi advertiu neste domingo que “os que ameaçam a nação iraniana devem decidir até que ponto estão dispostos a se sacrificar e quantos deles estão dispostos a morrer”. “Também devem saber por quanto tempo poderiam suportar uma guerra e em que medida iriam tolerar assistir ao afundamento de seus navios de guerra e ter em mente como vão se proteger dos golpes destrutivos e poderosos dos mísseis e foguetes do Irã”, acrescentou.

O ministro advertiu ao Governo dos EUA que não devem crer que tem experiência em guerras, porque no Iraque o regime de Saddam Hussein “se rendeu” e no Afeganistão ocuparam o país porque “não havia ninguém para lutar”, mas, agora, “sua situação em ambos países é muito adversa”, com uma resistência crescente.

Além disso, os iranianos advertiram que não duvidarão em recorrer à guerra econômica e que, se forem atacados, podem cortar o Estreito de Ormuz, pelo qual sai um terço do petróleo que se consome no mundo. Isso poderia criar escassez de petróleo em muitos países, disparar ainda mais os preços eprovocar uma hecatombe de consequências imprevisíveis em uma situação de crise que já afeta grande parte do mundo.

(Folha de S. Paulo)

Nota Michelson Borges: Será que Israel e os EUA estão dispostos a pagar o preço de uma eventual guerra contra o Irã? E se, de fato, os iranianos estiverem produzindo armamento nuclear, que escolha Israel terá, levando-se em conta que apenas uma dessas bombas seria capaz de varrer o país do mapa? O que será deste planeta – que já sofre os efeitos da crescente crise financeira que ameaça fragmentar a Europa (Dn 2), que se assusta com as crescentes catástrofes climáticas e geológicas (confira; Mt 24) e vem sofrendo, também, a engenharia social dos defensores e promotores do ECOmenismo – se realmente houver uma guerra capaz de ampliar ainda mais a crise? Dias piores virão (2Tm 3:1-3). Quem viver, infelizmente, verá. A única coisa boa em tudo isso é que essa situação toda, antevista em milênios na profecia bíblica, prenuncia o despontar de um novo tempo.

Escassez de terra e água cria risco alimentar

A rápida expansão populacional, a mudança climática e a degradação dos recursos hídricos e fundiários devem tornar o mundo mais vulnerável à insegurança alimentar, com o risco de não ser possível alimentar toda a população até 2050, disse a FAO (agência da ONU para alimentação e agricultura) nesta segunda-feira.

Nas próximas quatro décadas a população mundial deve saltar de 7 para 9 bilhões de pessoas, e para alimentá-las seria preciso uma produção adicional de 1 bilhão de toneladas de cereais e 200 milhões de toneladas de carne por ano.

A introdução da agricultura intensiva nas últimas décadas ajudou a alimentar milhões de famintos, mas muitas vezes levou à degradação da terra e dos produtos hídricos, segundo a FAO.

"Esses sistemas em risco podem simplesmente não ser capazes de contribuir conforme o esperado para atender às demandas humanas até 2050", disse o diretor-geral da organização, Jacques Diouf. "As consequências em termos de fome e pobreza são inaceitáveis. Ações paliativas precisam ser tomadas agora."

Segundo o relatório, intitulado "Estado dos Recursos Hídricos e Fundiários do Mundo para a Alimentação e a Agricultura", um quarto das terras aráveis do mundo está altamente degradada, 8% está moderadamente degradada e 36% ligeiramente degradada ou estável, e apenas 10% está melhorando.

A escassez de água também vem se agravando, devido a problemas de salinização e poluição dos lençóis freáticos e de degradação de rios, lagos e outros ecossistemas hídricos. O uso da terra para fins industriais e urbanos também agrava o problema alimentar mundial.

De acordo com a FAO, cerca de 1 bilhão de pessoas estão atualmente desnutridas, sendo 578 milhões na Ásia e 239 milhões na África Subsaariana.

Nos países em desenvolvimento, mesmo que a produção agrícola dobre até 2050, 5% da população continuaria desnutrida, ou cerca de 370 milhões. Para que a fome e a insegurança alimentar recuem, a produção de alimentos precisaria crescer num nível superior ao da população. Isso, acrescenta o relatório, teria de ocorrer principalmente nas áreas já utilizadas para a agricultura, com um uso mais intensivo e sustentável da terra e da água.

Fonte - BOL

domingo, 27 de novembro de 2011

Bento XVI recebeu bispos dos Estados Unidos da América

"Bento XVI pediu, este sábado, a um grupo de bispos dos Estados Unidos da América que prossigam o seu empenho contra os abusos sexuais e para que a Igreja faça ouvir a sua voz na sociedade.

Em visita «Ad Limina», os bispos norte-americanos foram recebidos esta manhã pelo Papa que os encorajou a defender a verdade e a oferecer uma palavra de “esperança aos americanos num tempo de mudanças sociais radicais”, refere a Rádio Vaticano.

O Papa iniciou o seu discurso voltando ao contexto da sua viagem apostólica aos Estados Unidos, em 2008, e recordou que aquela visita tinha como objetivo encorajar os católicos americanos, após o escândalo e a desorientação causada pela crise dos abusos sexuais: “Quis dar-me conta pessoalmente dos sofrimentos causados às vítimas e dos esforços sinceros feitos tanto para assegurar a segurança das crianças como para enfrentar de maneira transparente e adequada as acusações de abusos”.

Bento XVI refere que os esforços “conscienciosos da Igreja para enfrentar esta realidade ajudem todos a reconhecer as causas e as consequências devastadoras dos abusos sexuais e a responder eficazmente a este flagelo que toca todos os níveis da sociedade”.

No seu discurso, o Papa tocou também num tema forte da sua viagem aos Estados Unidos: o desafio da nova evangelização e a mudança radical do cenário social e religioso.

Para Bento XVI é fundamental que se verifique “uma maior atenção” sobre o futuro das “sociedades democráticas” e a forma como “tantos homens e mulheres” estão a “prescindir das suas visões políticas e religiosas”.

Não obstante as tentativas de fazer silenciar a voz da Igreja no espaço público”, o Papa frisou que muitas pessoas de boa vontade “continuam a olhar para a sua sapiência” e um guia válido para “enfrentar esta crise de amplo alcance”."

Fonte: Agência Ecclesia (negritos meus para destaque)

Nota O Tempo Final: Esta notícia tem alguns aspetos que merecem ser destacados.

O apelo para que os bispos americanos façam ouvir a voz da Igreja na sociedade pode não perecer algo de particularmente especial, mesmo sendo assumido pelo Papa que estamos em tempos de mudanças sociais radicais.

Contudo, repare só neste pormenor: quando se apontam as tentativas de silenciar a voz da igreja, a proposta do Vaticano é que ela, a Igreja Romana, continue a ser "um guia válido para enfrentar esta crise de amplo alcance"!!!

Ou seja, na maior parte das intervenções, a Igreja Católica propõe, em jeito de fomento de consensos, que os valores cristãos sejam o tal guia válido; desta vez, e tal e qual venho defendendo há bastante tempo, assume-se claramente que esses valores e princípios não serão tanto cristãos, mas, essencialmente, católicos.

E se por acaso alguém é levado a pensar que o Papa pretende apenas fazer sugestões de âmbito social, ou até mesmo económico ou financeiro, desengane-se: isso não é verdade, pois existe algo mais nessa intenção!

A prova está no excerto da notícia que refere estarmos perto de uma "mudança radical do cenário social e religioso". Reparou bem? Não apenas social, mas também religioso!

E pensando que isto foi inspiração para os bispos americanos, percebo que essas instruções serão bem recebidas...

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

"Maranata"

Se fôssemos escolher uma única palavra para expressar e representar bem nossa esperança, essa palavra seria “maranata” – “O Senhor vem!”

Ela tem exercido forte influência sobre minha família, pois constitui a única mensagem colocada sobre o túmulo dos meus avós. Não há nenhuma frase bonita ou poética, mas apenas “maranata”.

Minha ligação pessoal com essa palavra também é muito forte. Até hoje termino as mensagens que escrevo registrando: “maranata”. Por muitos anos, atuei no departamento do Ministério Jovem. Ali aprendi a valorizar ainda mais essa palavra preciosa. Nossos jovens falam, cantam e se saúdam dizendo: “Maranata, o Senhor logo vem!” Eles ainda gesticulam, com a mão direita levantada à altura do pescoço e com quatro dedos estendidos. Essa posição de honra representa os quatro “As” de maranata, as quais recordam nossas quatro atitudes em relação à volta de Jesus: amar, aguardar, anunciar e apressar.

Convivendo de maneira tão intensa com essa palavra, tenho perguntado a mim mesmo: Quanto tempo ainda falta para que se torne realidade não apenas seu significado, mas nossa grande esperança?

Lendo Mateus 24 (o capítulo da segunda vinda), fica claro que precisa haver uma combinação de sinais para que esse dia possa chegar. Nos versos 4 a 13, Jesus apresenta um mundo em profunda crise e, no verso 14, um povo fortemente envolvido na pregação da segunda vinda a todo o mundo. É a combinação desses sinais internos e externos, gerais e iminentes, que indicará a chegada de nossa grande esperança.

Olhando para o mundo de hoje, vejo claramente essa combinação. Analisando a história recente da igreja, fica claro que isso nunca aconteceu antes. Você já sabe o que isso significa. Observe como o mundo está caindo violentamente, enquanto a igreja está se levantando poderosamente. Agora, os dois sinais estão ocorrendo juntos.

Ao observar a situação do mundo, parece que a crise chegou ao limite e ninguém consegue encontrar uma solução humana. O planeta está em colapso e muitos cientistas dizem que o mundo não vai durar mais de 60 ou 100 anos. Podemos ver esse quadro na rápida desertificação do solo, no aumento da temperatura, no efeito estufa, no derretimento da calota polar, no aumento do nível dos oceanos, nos frequentes e violentos terremotos, tempestades e inundações. Ao olharmos para a completa desestruturação da família e a banalização da sexualidade, vemos que a moral também está em colapso. A desonestidade chegou ao limite e parece que não conseguimos confiar em mais ninguém. A violência também se multiplica de forma impressionante.

Essa lista poderia ser ainda maior, mas a clara sensação que temos é de que chegamos ao limite.

Por outro lado, o Espírito Santo está atuando na igreja de maneira impressionante e nunca vista antes, e como Ellen G. White profetizou com frequência. Em 2012, somente no território da Divisão Sul-Americana serão distribuídos mais de 50 milhões de exemplares do livro missionário A Grande Esperança (uma compilação de 11 capítulos do livro O Grande Conflito). No mundo todo serão 166 milhões de livros. Você já sonhou ou imaginou algo parecido? Em 2011, mais de 40 mil jovens doaram suas férias para fazer evangelismo, plantar novas igrejas e levar pessoas ao batismo. Devemos terminar este ano com duas mil novas igrejas estabelecidas, enquanto nossa média anual, até o ano passado, era de 500 a 600. Estamos chegando a 70 mil pequenos grupos, significando que já temos um pequeno grupo para cada 30 membros. A Jornada Espiritual, que nos convoca a dedicar a Deus a primeira hora de cada dia, já tem mais de um milhão de membros envolvidos. A TV, rádio e internet estão fazendo uma verdadeira revolução na conquista de pessoas para Jesus. O número de cidades com TV em canal aberto cresce a uma velocidade acima de nossas melhores expectativas. Esses são apenas alguns milagres que você precisa conhecer. Não são obras de homens.

Hoje, podemos dizer com muito mais entusiasmo: “Maranata, o Senhor logo vem!” Estamos muito perto disso. Precisamos unir nossas mãos, não permitindo que o inimigo nos traga divisão nem discórdia. Ao mesmo tempo, devemos manter firme a visão de que precisamos crescer em comunhão, através da busca diária por reavivamento e reforma, e também no cumprimento da missão, aproveitando todas as oportunidades para anunciar nossa esperança.

Pr. Erton Köhler

Revista Adventista - Nov/11

A observância do Sábado

Brasília, DF ... [ASN] Na última Comissão Diretiva Plenária da liderança sul-americana adventista foi votado um documento intitulado Observância do Sábado. O material, aprovado pelos delegados presentes, ressalta o descanso conforme a Bíblia Sagrada e aponta o entendimento da Igreja Adventista do Sétimo Dia a respeito de aspectos práticos sobre a guarda do dia. Segundo o pastor Alberto Timm, responsável pela organização do documento, foram sintetizados 21 pontos a respeito do assunto. Timm é autor do livro O Sábado na Bíblia, uma pesquisa interessante referente aos aspectos históricos e teológicos do sábado com uma linguagem acessível.

O documento, na íntegra, após revisões teológicas e gramaticais, foi divulgado nessa semana e ficou assim:

2011 - OBSERVÂNCIA DO SÁBADO

A Igreja Adventista do Sétimo Dia reconhece o sábado como sinal distintivo de lealdade a Deus (Êx 20:8-11; 31:13-17; Ez 20:12, 20), cuja observância é pertinente a todos os seres humanos em todas as épocas e lugares (Is 56:1-7; Mc 2:27). Quando Deus “descansou” no sétimo dia da semana da criação, Ele também “santificou” e “abençoou” esse dia (Gn 2:2, 3), separando-o para uso sagrado e transformando-o em um canal de bênçãos para a humanidade. Aceitando o convite para deixar de lado seus “próprios interesses” durante o sábado (Is 58:13), os filhos de Deus observam esse dia como uma importante expressão da justificação pela fé em Cristo (Hb 4:4-11).

A observância do sábado é enunciada em Isaías 58:13, 14 nos seguintes termos: “Se desviares o pé de profanar o sábado e de cuidar dos teus próprios interesses no Meu santo dia; se chamares ao sábado deleitoso e santo dia do Senhor, digno de honra, e o honrares não seguindo os teus caminhos, não pretendendo fazer a tua própria vontade, nem falando palavras vãs, então, te deleitarás no Senhor.” Com base nesses princípios, a Divisão Sul-Americana da Igreja Adventista do Sétimo Dia reafirma neste documento seu compromisso com a fidelidade à observância do sábado.

Vida de santificação. A verdadeira observância do sábado se fundamenta em uma vida santificada pela graça de Cristo (Ez 20:12, 20); pois, “a fim de santificar o sábado, os homens precisam ser santos” (O Desejado de Todas as Nações, p. 283).

Crescimento espiritual. Como “um elo de ouro que nos une a Deus” (Testemunhos Para a Igreja, v. 6, p. 352), o sábado provê um contato mais próximo de Deus. Como tal, não devemos permitir que outras atividades, por mais nobres que sejam, enfraqueçam nossa comunhão com Deus nesse dia.

Preparação para o sábado. Antes do pôr do sol da sexta-feira (cf. Lv 23:32; Dt 16:6; Ne 13:19), as atividades seculares devem ser interrompidas (cf. Ne 13:13-22); a casa deve estar limpa e arrumada; as roupas, lavadas e passadas; os alimentos, devidamente providenciados (cf. Êx 16:22-30); e os membros da família, já prontos.

Início e término do sábado. O sábado é um dia de especial comunhão com Deus, e deve ser iniciado e terminado com breves e atrativos cultos de pôr do sol, com a participação dos membros da família. Nessas ocasiões, é oportuno cantar alguns hinos, ler uma passagem bíblica, seguida de comentários pertinentes, e expressar gratidão a Deus em oração. (Ver Testemunhos Para a Igreja, v. 6, p. 356-359.)

Pessoas sob nossa influência. O quarto mandamento do Decálogo orienta que, no sábado, todas as pessoas sob nossa influência devem ser dispensadas das atividades seculares (Êx 20:10). Isso implica os demais membros da família, bem como os empregados e hóspedes; que também sejam estimulados a observar o sábado.

Espírito de comunhão. Como dia por excelência de comunhão com Deus (Ez 20:12, 20), o sábado deve se caracterizar por um prazeroso e alegre compromisso com as prioridades espirituais, com momentos especiais de leitura da Bíblia, oração e, se possível, de contato com a natureza (cf. At 16:13). Esse compromisso deverá ser mantido na escolha dos assuntos abordados também em nossos diálogos informais com familiares e amigos.

Reuniões da igreja. Somos admoestados a não deixar “de congregar-nos, como é costume de alguns” (Hb 10:25). Portanto, as programações e atividades regulares da igreja aos sábados devem ter precedência sobre outros compromissos pessoais e sociais, mesmo que estes sejam pertinentes para o sábado.

Casamentos e festas. O convite para deixar de lado nossos “próprios interesses” no sábado (Is 58:13) indica que casamentos e festas, incluindo seus devidos preparativos, devem ser realizados fora desse período sagrado. Casamentos e algumas festas mais suntuosas não devem ser planejados para os sábados à noite, pois seus preparativos envolvem expectativas e atividades não condizentes com o espírito de comunhão com Deus.

Mídia secular. A mídia secular, em todas as suas formas, deve ser deixada de lado durante as horas do sábado, para que este, rompendo com a rotina da vida, possa ser um dia “deleitoso e santo” (Is 58:13).

Esportes e lazer. Muitas atividades esportivas e de lazer, aceitáveis durante a semana, não são condizentes com a observância do sábado, pois desviam a mente das questões espirituais (Is 58:13).

Horas de sono. A Bíblia define o sábado como dia de “repouso solene” (Êx 31:15), e não como dia de recuperar o sono atrasado da semana. Ricas bênçãos advirão de levantar cedo no sábado, dedicando esse dia ao serviço do Senhor. (Ver Conselhos Sobre a Escola Sabatina, p. 170.)

Viagens. A realização de viagens por questões de trabalho ou interesses particulares é imprópria para o sábado. Existem, porém, ocasiões excepcionais em que se torna necessário viajar no sábado para atender a algum compromisso religioso ou situações emergenciais. Sempre que possível, os devidos preparativos, incluindo a compra de passagens e o abastecimento de combustível, devem ser feitos com a devida antecedência. (Ver Testemunhos Para a Igreja, v. 6, p. 359, 360.)

Excursões e acampamentos. A realização de excursões e acampamentos pode promover a socialização cristã (cf. Sl 42:4). Mas seus organizadores e demais participantes devem chegar ao devido local antes do início do sábado e montar sua estrutura, incluindo suas barracas, de modo que o santo dia possa ser observado segundo o mandamento. Além disso, as atividades durante as horas do sábado devem ser condizentes com o espírito sagrado desse dia.

Restaurantes e alimentação. A recomendação de que o alimento deve ser provido com a devida antecedência (Êx 16:4, 5; 22-30) significa que ele deve ser comprado fora das horas do sábado, e que a frequência a restaurantes comerciais nesse dia deve ser evitada.

Medicamentos. A compra de medicamentos durante o sábado é aceitável em situações emergenciais (cf. Lc 14:5), e imprópria quando a pessoa já os necessitava, e acabou postergando sua compra para esse dia.

Estágios e práticas escolares. O quarto mandamento do Decálogo (Êx 20:8-11) desabona a realização de atividades seculares no sábado, que gerem lucro ou benefício material. Envolvidos em tais atividades estão os programas de planejamento e preparo para a vida profissional, incluindo a frequência às aulas e a participação em estágios, simpósios, seminários e palestras de cunho profissional, concursos públicos e exames seletivos. Em caso de confinamento para a prestação de exames após o término do sábado, as horas desse dia devem ser gastas em atividades espirituais.

Escolha e exercício da profissão. A estrutura da sociedade em geral nem sempre favorece a observância do sábado, e acaba disponibilizando profissões e atividades que, embora sejam dignas, dificultam essa prática. Os adventistas do sétimo dia devem escolher e exercer profissões condizentes com a devida observância do sábado. Somos advertidos de que, se alguém, “por amor ao lucro, consente em que o negócio em que tem interesses seja atendido no sábado pelo sócio incrédulo, esse alguém é tão culpado quanto o incrédulo; e tem o dever de dissolver a sociedade, por mais que perca por assim proceder” (Evangelismo, p. 245).

Instituições de serviços básicos. A orientação de não fazer “nenhum trabalho” durante o sábado (Êx 20:10) indica que os observadores do sábado devem se abster de trabalhar nesse dia, mesmo em instituições seculares de serviços básicos. Instituições denominacionais que não podem fechar aos sábados (cf. Jo 5:17), incluindo os internatos adventistas, devem ser operadas nesse dia por um grupo reduzido e em forma de rodízio.

Atividades médicas e de saúde. Existem situações emergenciais que os profissionais da saúde devem atender, com base no princípio de que “é lícito curar no sábado” (Lc 14:3). Os hospitais adventistas necessitam dos préstimos de uma equipe médica, de enfermagem e de outros serviços básicos para o funcionamento nas horas do sábado. Mas os plantões rotineiros, tanto médicos quanto de enfermagem, em hospitais não adventistas, são impróprios para as horas do sábado. (Ver Ellen G. White Estate, “Conselhos de Ellen G. White Sobre o Trabalho aos Sábados em Instituições Médicas Adventistas e Não Adventistas”, em www.centrowhite.org.br.)

Projetos assistenciais. Cristo disse que “é licito, nos sábados, fazer o bem” (Mt 12:12). Isso significa que “toda atividade secular deve ser suspensa, mas as obras de misericórdia e beneficência estão em harmonia com o propósito do Senhor. Elas não devem ser limitadas a tempo ou lugar. Aliviar os aflitos, confortar os tristes, é um trabalho de amor que faz honra ao dia de Deus” (Beneficência Social, p. 77). Portanto, é lícito nas horas sagradas do sábado visitar enfermos, viúvas e órfãos, encarcerados e compartilhar uma refeição. Ações sociais que podem ser realizadas em outro dia não devem tomar as sagradas horas do sábado.

Atividades missionárias. O apóstolo Paulo usava o sábado para persuadir “tanto judeus como gregos” acerca do evangelho (At 18:4, 11; cf. 17:2), demonstrando a importância de se reservar um tempo especial nesse dia para atividades missionárias. Sempre que possível, os membros da família devem participar juntos dessas atividades, para desfrutar a socialização cristã e desenvolver o gosto pelo cumprimento da missão evangelística.

Como adventistas do sétimo dia, somos convidados a seguir o exemplo de Deus ao descansar no sétimo dia da semana da criação (Gn 2:2-3; Êx 20:8-11; 31:13-17; Hb 4:4-11), de modo que o sábado seja, para cada um de nós, um sinal exterior da graça de Deus e um canal de Suas incontáveis bênçãos.

Fonte - Portal Adventista

O mundo por um fio

A embaixada norte-americana em Damasco advertiu seus cidadãos na Síria a partir "imediatamente", e o ministro de relações exteriores da Turquia insistiu com os peregrinos Turcos a optar por vôos de volta para casa da Arábia Saudita que evitem viajar pela Síria por razões de segurança. (CBS)

O Ministério da Defesa da China anunciou nesta quinta-feira a realização de exercícios militares navais em águas do Oceano Pacífico nos próximos dias, após o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, divulgar no último dia 16 o aumento da presença militar americana na Austrália, o que irritou as autoridades de Pequim [...]

"Pequim está muito descontente por ver os EUA envolvidos nas disputas territoriais no Mar da China Meridional, desafiando nossa soberania territorial em aliança com o Vietnã e Filipinas", comentou ao jornal South China Morning Post o analista chinês em assuntos militares Ni Lexiong, após o anúncio das manobras[...] (Folha S. Paulo)

O presidente russo, Dmitri Medvédev, afirmou nesta quarta-feira que dado a alarmante aceleração do desdobramento do sistema antimísseis dos EUA na Europa, a Rússia poderia retirar-se do Tratado START (Tratado russo-americano de redução de armas estratégicas ofensivas), instalando armas em suas fronteiras contra o sistema.

Os especialistas dizem que este anúncio mostra que a Rússia agora é um país que vai defender seus interesses legítimos, mas que quer continuar as negociações. Além disso, vários analistas militares afirmam que a Rússia tem todas as condições para combater o escudo antimísseis norte-americano, inclusive mediante novíssimos mísseis intercontinentais (Russia Today)

NOTA Minuto Profético: A iminente intervenção da OTAN na Síria e os recentes desgastes na relação entre EUA-China e EUA-Rússia envolvendo questões geoestratégicas apontam para o cumprimento da profecia de Daniel 11:40-45. Tempos difíceis estão diante de nós.
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