quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Barack Obama na ONU: "Estamos na encruzilhada entre a guerra e a paz"

O discurso do Presidente dos EUA na Assembleia Geral foi um apelo moral ao mundo. Pelo meio, acusou a Rússia de ter alterado "a ordem do mundo pós-guerra fria".

A "agressão da Rússia na Ucrânia" foi o primeiro tema forte do discurso de Barack Obama na Assembleia Geral das Nações Unidas. O Presidente dos Estados Unidos da América acusou o Governo de Moscovo de ter "uma visão do mundo em que a força dita o que é certo" e comprometeu-se a apoiar os ucranianos.

"Pequenos ganhos podem ser alcançados com a ponta de uma espingarda, mas esses ganhos tornam-se perdas se vozes suficientes se levantarem para apoiarem a liberdade das nações e se os povos tomarem as suas próprias decisões", disse Obama num discurso a que se pode dar o título de "o mundo na encruzilhada".

Foi numa lógica de eixos que o Presidente americano se começou a explicar. "Estamos na encruzilhada da guerra e da paz, da desordem e da integração, do medo e da esperança", disse mal começou a falar na abertura da Assembleia Geral da ONU, nesta quarta-feira.

"As acções da Rússia na Ucrânia alteraram a ordem do pós-guerra fria. Aqui estão os factos. Depois do povo da Ucrânia se ter mobilizado para pedir reformas, o seu Presidente corrupto fugiu. Contra o desejo do Governo de Kiev, a Crimeia foi anexada. A Rússia enviou armas para a Ucrânia, alimentando a violência separatista e um conflito que matou milhares", disse Obama sobre o conflito em curso na fronteira da Europa.

Obama considerou que "o sistema internacional" está numa encruzilhada e que as nações devem assumir "a responsabilidade colectiva" se não quiserem ser "varridos" pela instabilidade. "Estamos hoje aqui reunidos, nas Nações Unidas, e temos uma escolha para fazer. Podemos renovar o sistema internacional que já nos deu tantos progressos, ou deixarmo-nos ser puxados para trás, para a instabilidade. Podemos reafirmar a nossa responsabilidade colectiva para enfrentar os problemas globais ou deixar que sejamos inundados por mais problemas. Para a América, a escolha é clara. Escolhemos a esperança e não o medo. Não vemos o futuro como algo que não controlamos, mas como algo que podemos moldar para tornar melhor, através de um esforço colectivo".

Obama disse que, neste momento, há duas questões vitais que devem ser respondidas: estão as nações dispostas a renovar os princípios fundadores da ONU e conseguirão aliar-se, juntar-se, para rejeitar o "cancro do extremismo violento".

"Enquanto estamos aqui reunidos, o surto de ébola está incontrolável na África ocidental e ameaça sair dessas fronteiras. A agressão da Rússia na Europa relembra os dias quando as grandes nações invadiam as mais pequenas devido à sua ambição territorial. A brutalidade do terrorismo na Síria e no Iraque força-nos a olhar para o coração das trevas", disse Obama.

"Não há um Deus que aprove o terror"
O Presidente passou, a seguir, para o Médio Oriente e para a guerra aberta em dois países contra o terrorismo dos grupos islâmicos extremistas. Explicou que a política externa americana não se esgota na reacção ao terrorismo e que os EUA não estão em guerra com o Islão.

Mas porque "não há um Deus que aprove" o terror, apelou à continuação do esforço internacional contra o Estado Islâmico (EI) e outros grupos baseados na Síria e no Iraque. "O grupo terrorista conhecido por ISIL [Estado Islâmico ou EI] tem que ser desmembrado e, finalmente, derrotado".

"Não agimos sozinhos [na guerra ao EI]. Em vez disso, vamos apoiar os iraquianos e os sírios a resgatar as suas comunidades. (...) Já temos 40 nações a querem juntar-se à coligação. Hoje, peço ao mundo para se juntar a este esforço. Os que se juntaram ao ISIL devem abandonar o campo de batalha o quanto antes. Os que continuarem a lutar por esta causa odiosa vão perceber que estão sozinhos. Não cederemos a ameaças, vamos demonstrar que o futuro pertence aos que aos que constroem – não aos que destroem".

Obama terminou admitindo que, no passado, os EUA já falharam em muitas promessas feitas ao mundo e têm muitos problemas internos - citou Ferguson, a cidade onde um adolescente foi morto pela polícia apenas porque era negro. "Mas aceitamos o escrutínio do mundo – porque o que vêem na América é um país que trabalha para resolver os seus problemas e ser uma união mais perfeita", disse Barack Obama no seu apelo moral ao mundo.

Fonte - Público

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Ebola pode infectar 20 mil pessoas até novembro e seguir por anos

Dados estão em artigo publicado no New England Journal of Medicine.
Espera-se que 10 mil desses casos sejam registrados na Libéria.


O surto do Ebola na África Ocidental pode infectar 20 mil pessoas até novembro, a menos que rigorosas medidas de prevenção da infecção sejam implementadas, e pode "permanecer" por anos em um padrão inalterado, disseram pesquisadores nesta terça-feira (23).

Em um artigo publicado no New England Journal of Medicine, especialistas da Organização Mundial da Saúde e do Imperial College disseram que as infecções vão continuar a se proliferar exponencialmente a não ser que os pacientes sejam isolados, os contatos rastreados e as comunidades monitoradas.

A OMS, em um planejamento inicial divulgado em 28 de agosto, previu que o vírus poderia infectar 20 mil pessoas nos próximos nove meses. O número atualizado de mortos chega a 2.811 pessoas entre 5.864 casos identificados, de acordo com dados da agência de saúde da ONU.

O estudo mais recente, que marca o aniversário de seis meses desde que em 23 de março a OMS tomou conhecimento do surto de Ebola no sul da Guiné, reflete as projeções baseadas em dados coletados a partir de uma terceira onda de avanço do vírus na Guiné, Serra Leoa e na Libéria, o país mais afetado.

"Com o crescimento exponencial, vamos observar um aumento no número de casos por semana de modo que até a segunda semana de novembro, nesses três países, nossa estimativa mais otimista é de mais de 20 mil casos, entre casos suspeitos e confirmados", disse o dr. Cristopher Dye, diretor de estratégia da OMS e coautor do artigo, em uma coletiva de imprensa.

Espera-se que 10 mil desses casos sejam registrados na Libéria, 5 mil em Serra Leoa e cerca de 6 mil na Guiné, disse ele. Mas esses números somente se tonarão realidade caso não seja implementado um controle de infecção mais intenso.

"Todos estão certamente trabalhando muito duro para garantir que isso não seja a realidade que vamos ver", disse Dye. "Ficarei surpreso se atingirmos 20 mil (casos) até lá", acrescentou.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, anunciou na semana passada um plano de US$ 1 bilhão que prevê a criação de uma missão especial para combater a doença.

"Se o controle for completamente bem-sucedido, da maneira que sabemos que pode ser, o Ebola vai desaparecer da população humana da África Ocidental e provavelmente retornar a reservatório animal", disse Dye, indicando morcegos comedores de frutas como prováveis hospedeiros.

Mas se os esforços de controle tiverem um sucesso somente parcial, a presença do vírus letal na população humana pode ser tornar "um traço permanente da vida na África Ocidental", disse Dye.

"A possibilidade alternativa que estamos discutindo é que a epidemia simplesmente permaneça, como permanecido pelos últimos meses, ao longo dos próximos anos, na ordem de anos, em vez de meses", acrescentou o pesquisador.

Fonte - G1

Ban sobre a mudança climática: "Não podemos negociar com a Mãe Natureza"

Nações Unidas, 23 set (EFE).- O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, fez nesta terça-feira uma convocação a governos, empresas e cidadãos para levarem a sério a ameaça representada pela mudança climática e a atuarem unidos contra o aquecimento global.

"Não podemos negociar com a Mãe Natureza. Ela não espera. Portanto, somos nós que temos que nos adaptar à ela", disse Ban durante a Cúpula do Clima, realizada hoje na sede das Nações Unidas.

O secretário-geral alertou que a mudança climática não é uma "ameaça distante", mas está cada vez mais perto. Por isso, advertiu que "quanto mais nos atrasarmos, mais alto será o preço que teremos que pagar".

Acompanhado pelos presidentes do Peru, Ollanta Humala, e da França, François Hollande, o diplomata coreano pediu mais investimentos na economia verde do futuro e que todos trabalhem para conseguir a neutralidade em carbono em 2020.

Humala também fez uma chamada a países desenvolvidos e em desenvolvimento a se unir contra a mudança climática, e advertiu que, se isso não ocorrer, "mais cedo ou mais tarde a natureza nos obrigará a entrar em acordo".

"Apostar só em soluções nacionais e não de caráter mundial é não olhar o caminho", disse Humala, cujo país receberá em dezembro uma nova rodada de negociações da Convenção Marco das Nações Unidas sobre a Mudança Climática (COP20).

O presidente afirmou que países como o Peru ou as Filipinas já estão pagando um alto custo por furacões e tufões que são cada vez mais violentos, e que obrigam os governos a investir na reconstrução um orçamento equivalente a 4% do PIB.

"O que realmente precisamos fazer é adotar uma atitude pró-ativa, construtiva e baseada no entendimento mútuo que nos permita dar ao planeta um futuro sustentável", acrescentou o presidente peruano.

Humala ainda ressaltou a importância de contar com o setor privado. Por isso pediu que as grandes corporações assumam parte da responsabilidade e ajudem a forjar uma "aliança em nível planetário" de combate à mudança climática.

Para o secretário-geral da ONU, "todas as atitudes contam, sejam grandes ou pequenas", e celebrou as ações concretas que estão surgindo na Cúpula do Clima, que reúne centenas de governantes de todo o mundo para impulsionar políticas que freiem o aquecimento global.

Ele comemorou uma coalizão formada por 200 prefeitos, que representam cerca de 400 milhões de pessoas, que se comprometeu a reduzir anualmente de 12,4% a 16,4% as emissões de poluentes de suas cidades.

Ban citou o caso de Nova York, onde o prefeito Bill de Blasio se comprometeu hoje a reduzir em 80% as emissões de gases do efeito estufa até 2050.

Por outro lado, o secretário-geral destacou iniciativas anunciadas por empresas de gás e energia para diminuir as emissões de gás metano, e o compromisso de bancos e outras instituições financeiras em destinar US$ 200 bilhões à construção de economias com baixas emissões em 2015.

O presidente Hollande reiterou que a França contribuirá nos próximos anos com US$ 1 bilhão ao novo "Fundo Verde" criado para ajudar os países em desenvolvimento a se adaptar para conter o aquecimento global.

"O que temos que fazer é passar do discurso para a prática", disse o líder francês, que convocou presidentes de outros países desenvolvidos a contribuir com o "Fundo Verde".

Hollande também defendeu a negociação de um acordo "global e completo" e convidou à comunidade internacional a protagonizar uma "nova revolução" contra a mudança climática.

Fonte - Yahoo

domingo, 21 de setembro de 2014

Sobe para 10 número de mortos por tempestade nas Filipinas

O fenômeno deixou 75 estradas e três pontes intransitáveis, além de causar danos nas colheitas no valor de 1,140 bilhão de pesos

Subiu para dez o número de vítimas fatais da tempestade tropical "Fung Wong" no norte das Filipinas. Cerca de 840 mil pessoas foram afetadas pelo fenômeno que causou grandes inundações na capital do país, informaram neste domingo as autoridades locais.

Segundo o último relatório publicado pelo Conselho de Gestão e Redução de Risco de Desastres do país, a maioria das vítimas morreu na cidade de Manila e nas províncias próximas, onde também ficaram feridas sete pessoas.

No total, cerca de 200 mil pessoas se refugiam em 379 centros de evacuação devido às inundações e destruição causados pelo "Fung Wong", que já está a 155 quilômetros a noroeste das ilhas de Batanes, no extremo norte do país.

A tempestade castigou no sábado e na sexta-feira passada a ilha de Luzon, no norte das Filipinas com intensas precipitações, ventos sustentados de até 90 km/h e rajadas de 120 km/h.

Segundo o Ministério da Agricultura, as chuvas e os ventos deixaram danos nas colheitas no valor de 1,140 bilhão de pesos (US$ 25,6 milhões), informou o jornal local Inquirer.

A tempestade tropical deixou 75 estradas e três pontes intransitáveis e causou também o fechamento de centenas de escolas e escritórios governamentais, assim como o cancelamento de voos nacionais e internacionais.

Entre 15 e 20 tufões atingem as Filipinas a cada ano durante a estação de chuvas que, no geral, começa em maio e termina em novembro.

Fonte - Terra

Cientistas escolhem o papa como mobilizador de massas

Ele está preocupado com a natureza

Tentar conter o efeito da destruição de habitats e das alterações climáticas que tenham origem em atividades humanas depende de todos, por isso os cientistas escolheram um forte mobilizador de massas: o papa. Os cientistas perderam a fé nos políticos e estão contando que os líderes religiosos possam ajudá-los a mobilizar as pessoas a mudar o estilo de vida para que possam ser prevenidas catástrofes (com informações do lê-se Telegraph). A religião e a ciência têm tido vários conflitos ao longo da história, mas quando o futuro do planeta está em jogo é preciso unir esforços – e a Igreja Católica tem 1,2 bilhão de fiéis. Os líderes religiosos têm um papel moral e de proteção dos crentes – ajudá-los a encontrar fontes de combustível menos poluentes pode servir tanto à vida das populações quanto ao ambiente.

“Os cientistas naturais e sociais já fizeram a parte deles em documentar os danos ambientais irreversíveis (embora com grandes incertezas), e já propuseram medidas de mitigação específicas. O passo de transformação pode muito bem ser a mobilização em massa da opinião pública pelo Vaticano e por outras religiões, com uma ação coletiva pela salvaguarda do bem-estar da humanidade e do ambiente”, afirmam os dois autores do ensaio “Em busca de um bem comum”, publicado pela Science, Veerabhadran Ramanathan, climatólogo da Universidade da Califórnia, em San Diego, nos Estados Unidos, e Partha Dasgupta, economista no St. Jonh’s College, em Cambridge, no Reino Unido.

Não foi uma escolha inocente, visto que o papa Francisco já demonstrou estar preocupado com o ambiente. “Os problemas que motivam o Vaticano não são diferentes daqueles que dizem respeito à comunidade científica: esgotamento dos recursos não renováveis​​, perda de serviços do ecossistema e risco de alterações climáticas. Mas aquilo em que o Vaticano pode contribuir é fornecendo a base racional para agirmos: porque é da nossa responsabilidade moral deixar um planeta habitável para as gerações futuras”, diz Marcia McNutt, diretora editorial da Science Magazine.

O ensaio surge depois de Veerabhadran Ramanathan e Partha Dasgupta terem organizado um workshop – “Humanidade sustentável, natureza sustentável, a nossa responsabilidade” – para membros da Pontifica Academia das Ciências e da Pontífica Academia das Ciências Sociais, de 2 a 6 de maio deste ano. Desde então, o papa Francisco têm-se mostrado muito empenhado nessas questões. “É um milagre que oito décadas de investigação entre o Dr. Dasgupta e eu sobre os aspetos naturais e sociais das mudanças ambientais nos tenha levado até aos líderes morais das religiões para salvar a humanidade das alterações climáticas”, disse Ramanathan.

(Observador)

Nota Criacionismo: Há alguns anos venho publicando aqui no blog notícias a respeito do que passou a ser conhecido como ECOmenismo (confira aqui). Outro blog que acompanha o tema é o Minuto Profético, do pastor Sérgio Santeli, um dos primeiros no Brasil a chamar atenção para o assunto. De lá para cá, a convergência de interesses dos aquecimentistas tem ficado cada vez mais evidente, a ponto de cientistas apelarem agora ao próprio papa para que ajude a “salvar o planeta”. Como já destaquei aqui, uma das propostas do Vaticano para ajudar a conter o aquecimento global é o resgate do domingo como dia de repouso. Quem duvida de que todas as classes – inclusive os cientistas que agora pedem ajuda – aceitarão essa proposta de descanso dominical? Quando o medo é grande e existe um líder com carisma e autoridade suficientes, as massas são facilmente conduzidas e aceitam propostas que visam a salvar a vida delas. E ai daqueles que discordarem disso! Evidentemente que ninguém vai discordar do fato de que o consumismo deve ser reduzido, que as emissões de carbono devem ser contidas, que a família e os trabalhadores precisam de mais tempo para o descanso e o lazer. O problema é o dia escolhido para tudo isso. O verdadeiro dia de descanso, da natureza, da família já existe há mais de seis mil anos, e foi estabelecido pelo Criador (confira Gênesis 2:1-3 e Êxodo 20:8-11). Os adventistas creem que a controvérsia sábado (memorial da criação e quarto mandamento da lei de Deus) versus domingo (mandamento do catecismo e sinal da pretensa autoridade romana) se tornará mais intensa à medida que o fim se aproxima, culminando na imposição de uma lei que obrigará todos a reservar o domingo como dia de repouso. E, pelo andar da carruagem, parece que a grande maioria das pessoas se submeterá tranquilamente a essa lei. [MB]

Leia também: “Folha vê relação entre criacionismo e aquecimento” e “Domingo: ‘solução simples’ para o aquecimento”


sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Irão e EUA avançam para operação militar conjunta. Alvo: Estado Islâmico

Acordo militar representa uma viragem - o Irão chegou a pronunciar-se contra uma intervenção no Iraque

O líder supremo do Irão, Ayatollah Khamenei, aprovou uma operação militar conjunta com os Estados Unidos da América para combater o Estado Islâmico no Iraque. A notícia é avançada pela BBC, que cita fontes em Teerão.

A ação será coordenada por Ghassem Soleimani, comandante da força militar Quds (uma ramificação da guarda revolucionária), envolvendo forças iraquianas, curdas e norte-americanas.

Atendendo a que o Irão se tinha pronunciado antes contra uma intervenção estrangeira no Iraque, o que incluía os EUA, esta é uma reviravolta que sublinha a preocupação com os jihadistas islâmicos, considerados pelos xiitas como uma ameaça grave à "estabilidade" no Médio Oriente.

Este acordo acontece depois de o Presidente Obama ter autorizado em agosto vários ataques aéreos a cidades iraquianas estratégicas, apoiando as milícias xiitas iranianas e as forças curdas.

Fonte - Expresso

Risco de uma nova Guerra Fria é real, diz especialista

Se situação na Ucrânia não acalmar, clima entre Rússia e Ocidente pode piorar. Para especialista, contudo, ocidentais precisam da ajuda russa em outras questões

São Paulo – A conversa entre o governo da Ucrânia e rebeldes pró-Rússia parece ter surtido o efeito desejado pela comunidade internacional. De acordo o presidente ucraniano, Petro Poroshenko, um acordo de cessar-fogo entre as partes foi assinado nesta sexta-feira.

Para Fabiano Mielniczuk, doutor em Relações Internacionais, diretor da Audiplo e professor da ESPM-Sul e Uniritter, o armistício é positivo para evitar um agravamento ainda maior da crise que afetou ferozmente a relação entre a Rússia e o Ocidente.

De acordo com ele, se o clima na Ucrânia piorar, o conflito entre separatistas e forças ucranianas poderia evoluir para uma invasão russa, antes que o país liderado por Poroshenko pudesse se aproximar ainda mais daOtan (Organização do Tratado do Atlântico Norte). “Neste caso, teríamos uma nova partilha do mundo, semelhante à que existia entre as duas Alemanhas”, disse.

Mielniczuk concedeu uma entrevista a EXAME.com, na qual avaliou cenários para a crise daqui em diante e analisou as possíveis intenções do presidente russo, Vladimir Putin. Confira abaixo.

EXAME.com - Já podemos falar que uma nova Guerra Fria está acontecendo ou está na iminência de acontecer?

Mielniczuk - Se não houver um processo rápido de retomada da normalidade na Ucrânia, acredito que os riscos de uma nova Guerra Fria são bastante reais. Porém, é bastante difícil pensar em como o Ocidente resolverá os problemas relacionados ao Iraque e a Síria e ao Programa Nuclear do Irã sem o auxílio da Rússia. Caso o problema da Ucrânia não seja resolvido logo, o mundo sofrerá as consequências em todas as regiões.

EXAME.com - Esta crise, que até o momento envolve apenas embargos e sanções comerciais, poderia evoluir para uma guerra entre Rússia e as forças da Otan?

Mielniczuk - Esse é um cenário muito improvável, mas não é impossível. O problema é que uma guerra desse nível envolveria armas nucleares e, caso isso acontecesse, teríamos uma tragédia inaudita na história da humanidade. Por isso, resolver o problema da Ucrânia é fundamental para a paz mundial.

EXAME.com – Estamos diante de uma política de expansão territorial por parte da Rússia? Crê que esta estratégia esteja no radar de Putin?

Mielniczuk - Em política internacional, tudo é possível, mas não acho que seja essa a intenção da Rússia. Pelo menos não em relação aos outros países. Já em relação à Ucrânia, dados os acontecimentos recentes, acho que uma invasão russa é bastante provável.

EXAME.com – O presidente russo chegou a anunciar um plano de paz, rechaçado pela Ucrânia, sob a justificativa de que Putin “deseja confundir a comunidade internacional”. Afinal de contas, qual é o objetivo da Rússia nesta crise e até que ponto Putin está disposto a ir?

Mielniczuk - Ao que tudo indica o apoio russo aos rebeldes cresceu após a ofensiva de Kiev contra as forças “terroristas”, fato que aumentou significativamente o número de mortos nas últimas semanas (a maioria civis). Este apoio resultou em vitórias militares importantes dos rebeldes nos últimos dias, o que solapou ainda mais a legitimidade do governo da Ucrânia frente aos setores mais radicais. Por conta desta pressão, Poroshenko anunciou que a Ucrânia gastaria mais de dois bilhões de Euros na área de defesa.

O plano de paz da Rússia surgiu nesse contexto de fraqueza do governo ucraniano. A aceitação por parte do governo Poroshenko iria prejudicar ainda mais suas bases de legitimidade, pois implicaria em aceitar a federalização do país, posição que o governo se recusa a discutir desde o início. Putin, por sua vez, manterá essa postura para não perder sua legitimidade perante a população russa, que considera fundamental que a defesa dos russos que vivem no leste da Ucrânia.

EXAME.com - A relação entre a Rússia e o Ocidente se deteriorou ferozmente nos últimos meses. Como você enxerga o papel de cada lado neste desgaste?

Mielniczuk - A União Europeia e os Estados Unidos se precipitaram em reconhecer um governo interino que assumiu o poder após a derrubada de Yanukovich (ex-presidente ucraniano deposto em fevereiro de 2014). O que seria uma vitória pró-ocidental, para favorecer a adesão a um acordo comercial em curto prazo, tornou-se fonte de instabilidade na região.

Como as forças que precipitaram o golpe não se identificavam com os líderes do governo interino, o processo eleitoral foi vencido por um presidente que assume uma postura pró-ocidental, mas que, em nenhum sentido, representa os valores liberais e democráticos da UE (basta lembrar de que se trata de um dos homens mais ricos da Ucrânia – país marcado pela corrupção de seus empresários e que havia participado do governo deposto).

Respaldado pelo Ocidente, esse governo investiu contra os rebeldes do leste do país, e o ciclo de violência foi alimentado pelo apoio russo aos separatistas/federalistas. A Rússia reagiu a uma ação incentivada pelos Ocidentais.

EUA e Europa preparam ‘núcleo de coalizão’ contra o Estado Islâmico

Objetivo da aliança é destruir o grupo militante islâmico, não apenas contê-lo
Os Estados Unidos anunciaram nesta sexta-feira, 5, que trabalham em um “núcleo de coalizão” para combater o Estado Islâmico no Iraque. O país pediu apoio aos aliados e parceiros e descartou a possibilidade de incursão por terra.

Segundo o secretário de Estado americano, John Kerry, o grupo conta com dez países e deverá apresentar a estratégia em duas semanas; antes da sessão anual da Assembleia Geral da ONU, que terá início no próximo dia 16 de setembro.

“Nós precisamos atacá-los de forma que os impeça de conquistar território, reforçar as forças de segurança iraquianas e outros países da região que estão preparados para enfrentá-los, sem comprometer nossas próprias tropas”, afirmou Kerry em seu discurso.

O acordo foi definido durante um encontro entre os ministros da Defesa e de Relações Exteriores dos Estados Unidos, Grã-Bretanha, França, Alemanha, Canadá, Austrália, Turquia, Itália, Polônia e Dinamarca.

O plano abrange duas frentes: fortalecimento dos aliados no Iraque e na Síria e ataques aéreos contra os militantes sunitas. As autoridades reforçaram, porém, que o objetivo do núcleo é destruir o grupo militante islâmico, não contê-lo.

Porém, de acordo com funcionários do Pentágono, este envolvimento militar só irá conter o avanço do grupo jihadista, não derrotá-lo; já que para isso, defendem estratégia e aliança mais amplas.

O encontro se deu paralelamente à cúpula da Otan no País de Gales, cujos temas principais envolvem alternativas para enfrentar os militantes sunitas, que já tomaram amplas faixas de território iraquiano e sírio desde junho.

No mês passado, os EUA realizaram mais de cem ataques aéreos contra alvos do Estado Islâmico no norte do Iraque, para conter o avanços dos extremistas.

Nesta sexta-feira, os países aliados devem definir um plano que incluirá a coordenação do transporte aéreo de suprimentos, conforme uma autoridade ocidental. Segundo a mesma fonte, a Otan não se envolveria em operações de combate, e as ajudas seriam oferecidas pelos Estados membros e parceiros individuais.

Fonte - Opinião e Notícia

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Padres participam de culto no Templo de Salomão

No último sábado (30) o Templo de Salomão abriu suas portas para receber líder de outras denominações evangélicas e padres católicos.

A reunião chamada de multidenominacional deixou a mega igreja com sua capacidade de visitantes esgotada, ou seja, 10.000 pessoas compareceram para participar do culto.

O responsável pela palestra foi o próprio bispo Edir Macedo que ministrou uma palavra e afirmou que nenhum dos visitantes sairiam dali da mesma forma como entraram.

O padre Cássio Fernando, da Capela Espírito Santo que fica em Vinhedo, interior de São Paulo, foi um dos participantes do evento. Ao site Universal.org ele falou sobre como foi estar no megatemplo. “Estava curioso por vir aqui, e foi um privilégio receber este convite. Como em Israel o Templo não existe mais fisicamente e só ouvimos falar dele na Bíblia, agora podemos ver com nossos próprios olhos”, disse.

O padre Paulo Correia, da mesma paróquia que Fernando, também comentou sua experiência de estar no Templo de Salomão e sobre o culto multidenominacional. “Uma honra louvar a Deus na casa de outros irmãos que pregam e vivem a Palavra de Deus”.

Entre os líderes evangélicos estava o pastor Josenildo Adelino, um dos componentes do Conselho Federal das Assembleias de Deus que elogiou o trabalho da Igreja Universal e pela reunião que unificou evangélicos de diversas vertentes teológicas e os irmãos católicos.

“A Universal faz valer o seu nome com essa reunião, unificando aqui, hoje, todas as igrejas com o foco no serviço a Deus, que olha por todos nós”, disse o assembleiano.

Em sua pregação, Edir Macedo falou da importância em salvar almas e clamou pela unidade da igreja. “Peço não apenas pela Universal, mas por toda a nossa Igreja. Se alguém de outra denominação ganha uma alma para o Senhor, é mais um que luta contra o inferno. Temos esse pensamento unânime, que Jesus volte o mais rápido possível. Mas sabemos que ainda há gente que não ouviu falar de Ti, então, use-nos, os que estão aqui e os que não puderam vir.”

Fonte - Gospel Prime

Surto atual de ebola já matou mais que todos outros juntos

Vítimas fatais chegam a quase 2 mil; mais de 400 morreram na última semana
A epidemia de ebola que assola o oeste da África já deixou mais de 1.900 mortos de um total de 3.500 casos confirmados, indicou nesta quarta-feira em Washington a diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan.

"De acordo com o último relatório desta semana, temos mais de 3.500 casos confirmados em Guiné, Serra Leoa e Libéria, e mais de 1.900 mortos", disse Chan, acrescentando que a epidemia "está avançando".

Este último balanço representa uma forte aceleração na mortalidade. Na semana passada, a OMS relatou 1.552 mortes de 3.069 casos confirmados.

O número de mortos nesta epidemia sem precedentes desde que o vírus apareceu em 1976, supera o total de mortes em todos os surtos anteriores.

Falando durante uma coletiva de imprensa, Margaret Chan também manifestou esperança de que a transmissão do Ebola seja contida em um prazo de entre seis e nove meses, graças à resposta internacional.

Citando o roteiro da OMS divulgado na semana passada para combater esta epidemia, ela explicou que "nos três países onde o surto de Ebola é mais intenso (Guiné, Libéria e Serra Leoa) a organização internacional quer reverter a tendência de infecção dentro de três meses".
"Com uma resposta internacional coordenada, com a mobilização de recursos e com a chegada de especialistas, esperamos qualquer toda transmissão dentro de seis a nove meses", acrescentou.

Quanto ao Senegal e à República Democrática do Congo, que enfrentam casos isolados de Ebola, "queremos conter a transmissão localizada dentro de oito semanas", disse Chan.

Esses casos não têm ligação com a violenta epidemia que atinge os três países do oeste africano e, em menor medida, a Nigéria.

Ecumenismo: Papa deseja superação de «desconfianças»

Cidade do Vaticano, 04 set 2014 (Ecclesia) - O Papa Francisco enviou uma mensagem aos participantes no XXII Congresso ecuménico internacional de espiritualidade ortodoxa que decorre no mosteiro de Bose, Itália, até este sábado, apelando à superação de “desconfianças” entre cristãos.

O texto, assinado pelo secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, assinala que o Papa “faz votos de que os dias de estudo e debate possam favorecer o conhecimento de que é possível viver e testemunhar a paz anunciada por Cristo, mediante atitudes de sincera fraternidade que eliminam as contendas, superam as desconfianças e geram esperança”.

O patriarca de Constantinopla (Igreja Ortodoxa), Bartolomeu, também enviou uma mensagem na qual recorda que a paz “é adquirida por meio de uma luta tenaz”.

O metropolita Hilário, presidente do departamento para as relações eclesiásticas externas do Patriarcado de Moscovo, observa por sua vez que o momento atual, marcado por vários conflitos armados, “põe diante de todos a tarefa de procurar caminhos cristãos para pôr fim à guerra, que produz inimizade, morte e destruição”.

Fonte - Ecclesia

Shimon Peres propõe que papa presida “ONU das religiões”

Shimon Peres e papa Francisco

O papa Francisco recebeu nesta quinta-feira no Vaticano o ex-presidente de Israel Shimon Peres, que, ao longo do encontro, sugeriu ao pontífice a criação de uma nova Organização de Religiões Unidas - algo como “uma ONU das religiões”, como ele mesmo descreveu. Em entrevista à revista Famiglia Cristiana, realizada antes do encontro com o papa Francisco, Peres afirmou que pretendia abordar essa questão junto ao pontífice durante o encontro na Casa de Santa Marta, onde vive o Santo Padre. “O Santo Padre é um líder respeitado por tantas pessoas de várias religiões e por seus expoentes. Bom, acho que é o único líder verdadeiramente respeitado. Por isso me veio esta ideia de propor isso a Francisco”, explicou Peres. “A Organização das Nações Unidas teve seu tempo e, agora, o que vejo é uma ONU das religiões, uma Organização das Religiões Unidas”, disse Peres, que completou: “Seria a melhor maneira para acabar com o terrorismo que mata em nome da fé, já que a maioria das pessoas pratica suas religiões sem matar ninguém.”

Peres, de 91 anos, explicou que a atual ONU é “um organismo político, mas que não tem a mesma convicção vinculada às religiões”. Segundo ele, qualquer declaração de seu secretário-geral (da ONU) “não tem a mesma força e nem a eficácia de uma homilia do papa, que reúne mais de 500 mil pessoas na Praça de São Pedro”.

Além de sugerir a criação da “ONU das religiões”, Peres também abordou a atual situação entre palestinos e israelenses com o papa. Previamente, o escritório de imprensa de Peres havia explicado que eles abordariam as possíveis vias para conseguir a paz no Oriente Médio e “as respostas necessárias à onda de terrorismo na região, que utiliza a religião como justificativa para a violência e o extremismo”.

Peres e o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, tinham participado da jornada da oração pela paz no Oriente Médio, organizada pelo pontífice no último dia 8 de junho no Vaticano.

(Yahoo Notícias)

Nota Criacionismo: Cada vez mais o papa conquista prestígio e apoio, despontando como autoridade religiosa internacional inquestionável. Essa “ONU das religiões” (ou alguma iniciativa semelhante) seria um tremendo impulso para a união das igrejas, um dos grandes objetivos do Vaticano. Resta saber, depois, o que essa coalizão religiosa considerará “extremismo”, e como punirá os “extremistas”...

Nota DDP: Ver também "Shimon Peres e El Hassan bin Tala, Príncipe da Jordânia, apresentam iniciativas de paz a Francisco".

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Religiões se unem para falar de Paz e Futuro

Anversa (RV) – Mais de 300 líderes das grandes religiões mundiais estarão reunidos a partir de domingo, 7, até terça-feira, 9, na cidade belga de Anversa para participar da 28ª edição do Encontro Internacional Homens e Religiões, promovido pela Comunidade de Santo Egídio. O tema será “A paz é o futuro: religiões e culturas em diálogo cem anos depois da I Guerra Mundial”.

“A escolha da sede, no trágico aniversário do conflito que manchou de sangue toda a Europa, responde à exigência de levar o ‘Espírito de Assis’ ao mundo de hoje, sem perder a memória da história e sem renunciar ao compromisso do presente”, diz uma nota da Comunidade.

O Encontro deste ano se realiza enquanto carros armados atravessam o Oriente Médio, a Europa do Leste e a África Setentrional, gerando novos dramas humanitários e provocando um incessante fluxo de refugiados. O aniversário da I Guerra Mundial “convida todos a refletir sobre a inutilidade dos conflitos e a engajar-se na construção de uma paz estável e duradoura”, aponta a Comunidade de Santo Egídio.

Estão programadas 25 mesas-redondas com a participação de líderes religiosos e representantes do mundo político, cultural, socioeconômico de países como Iraque, Síria, Curdistão, Rússia, Nigéria, Ucrânia e Filipinas.

Dia 9, o encontro será encerrado com Orações pela Paz em lugares diferentes, segundo as diversas religiões presentes, uma procissão e a proclamação do Apelo de Paz 2014.

Fonte - Radio Vaticano

Obama diz que EUA vão "destruir" o Estado Islâmico

Os Estados Unidos planejam combater o Estado Islâmico até o grupo não ser mais uma força no Oriente Médio, e vão buscar justiça pelo assassinato do jornalista norte-americano Steven Sotloff, afirmou o presidente dos EUA, Barack Obama, nesta quarta-feira (3).

Obama acrescentou que destruir o grupo militante levará tempo por causa do vácuo de poder na Síria, do grande número de combatentes da Al Qaeda que ganharam experiência durante a guerra no Iraque e da necessidade de formar coalizões, inclusive as comunidades sunitas locais.

O Estado Islâmico divulgou um vídeo na terça-feira mostrando a decapitação de Sotloff, o segundo refém norte-americano morto nas últimas semanas, em retaliação aos ataques aéreos dos EUA no Iraque.

"A questão é esta: nosso objetivo é claro, degradar e destruir (o Estado Islâmico) para que não seja mais uma ameaça não só ao Iraque, mas à região e aos Estados Unidos", afirmou Obama em uma entrevista coletiva.

"Seja lá o que for que estes assassinos pensam que irão conquistar matando norte-americanos inocentes como Steven, já fracassaram", disse Obama. "Fracassaram porque, como muitos ao redor do mundo, os norte-americanos estão enojados com sua barbárie. Não seremos intimidados".

Autoridades dos EUA e da Grã-Bretanha examinaram o vídeo, que exibe o mesmo carrasco com sotaque britânico da filmagem de 19 de agosto do assassinato do também jornalista norte-americano James Foley, e concluíram ser autêntico.

Os Estados Unidos retomaram os ataques aéreos no Iraque em agosto pela primeira vez desde a retirada de suas tropas do país em 2011, e Obama declarou que estas ações já têm se mostrado eficazes.

Autoridades de alto escalão do governo Obama sublinharam os alertas do presidente contra o Estado Islâmico.

"Eles deveriam saber que vamos segui-los até os portões do inferno, até serem levados à justiça. Porque o inferno é onde irão morar", afirmou o vice-presidente, Joe Biden, em New Hampshire.

Em Washington, o secretário de Estado, John Kerry, classificou a execução de Sotloff de "soco no estômago" e disse que os EUA usaram todas as ferramentas militares, diplomáticas e de inteligência que possuem para libertar os reféns na Síria.

Obama está enviando Kerry, o secretário de Defesa, Chuck Hagel, e a conselheira de contra-terrorismo, Lisa Monaco, ao Oriente Médio para elaborar maneiras de combater o Estado Islâmico com parceiros regionais.

"Isto não vai levar uma semana ou um mês por causa do vácuo na Síria. Vai levar tempo para fazermos com que recuem", disse Obama. (Reportagem adicional de Lesley Wroughton e Doina Chiacu, em Washington)

Fonte - UOL

ONU poderia responder ao chamado do Papa pela paz com intervenção no Iraque, afirma perito

WASHINGTON DC, 03 Set. 14 / 03:30 pm (ACI).- O professor de história, Brendan McGuire, assegura que o apoio do Papa à ação internacional frente aos ataques do ISIS deve realizar-se através de uma intervenção das Nações Unidas.

Em uma entrevista ao Grupo ACI, o professor de história do Christendom College, Brendan McGuire, assinalou que acredita que "o Papa Francisco, em sua opinião, fazia um claro chamado a que as Nações Unidas tomem a iniciativa". "Em geral, isto é o que se espera em termos da atitude do Papado frente aos assuntos internacionais: que olhe as coisas a partir dos organismos internacionais e não a partir de cada nação".

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ainda está examinando opções enquanto ISIS continua tomando o controle do Iraque e Síria, ameaçando as minorias religiosas e obrigando-os a converter-se ao Islã, pagar um imposto significativo ou morrer. Estima-se que mais de um milhão de Iraquianos fugiram de seus lares.

Em 18 de agosto, o Papa Francisco disse a um grupo de jornalistas que “nestes casos, quando há uma agressão injusta, posso apenas dizer que é lícito parar o agressor injusto”. O Papa destacou o verbo “parar”. Ele não disse “bombardear” ou “fazer a guerra”, (mas) “parar”. “Apenas uma nação não pode julgar como se para isso".

McGuire afirmou que as palavras do Papa apontam a uma intervenção internacional. "O Papa esclareceu que não estava apoiando nenhum meio particular para parar o agressor, mas o princípio de que se pode e se deve parar os agressores".

"Existem consequências não desejadas que devem ser levadas em consideração. Não podemos permitir que isso se converta em uma guerra de conquista imperial ou uma guerra para promover os interesses de uma nação a custa da paz ou em detrimento dos seres humanos nesse país".

Os Estados Unidos não devem estar sozinhos na guerra, disse Maguire, mas a busca de aliados não é tarefa fácil, pois “as potências da região que se opõem ao ISIS também se opõem entre si”.

"Os EUA devem encontrar a maneira de trabalhar com aqueles que não estão acostumados a trabalhar", sugeriu Maguire.

Fonte - ACI Digital

domingo, 31 de agosto de 2014

O Papa alenta a leitura do Evangelho, a participação na Eucaristia e a vida de oração para sermos cristãos e não mundanos

VATICANO, 31 Ago. 14 / 02:31 pm (ACI/EWTN Noticias).- Em suas palavras prévias à oração do Ângelus deste domingo, o Papa Francisco animou os fiéis a lerem cotidianamente o Evangelho, participar frequentemente na Eucaristia e ter jornadas de retiro e exercícios espirituais, para seguir Jesus Cristo e não o mundo.

O Santo Padre assinalou que “seguindo o itinerário dominical do Evangelho de Mateus, hoje chegamos ao ponto crucial no qual Jesus, depois de ter verificado que Pedro e os outros onze tinham acreditado nele como Messias e Filho de Deus, ‘começou a explicar-lhes que deveria ir a Jerusalém e sofrer muito, ser assassinado e ressuscitar ao terceiro dia’”.

“É um momento crítico no qual emerge o contraste entre o modo de pensar de Jesus e o dos discípulos. Inclusive Pedro sente o dever de reprovar o Mestre, porque não pode atribuir ao Messias um final ignóbil. Então Jesus, ao seu turno, reprova duramente Pedro e o coloca ‘em seu lugar’, porque não pensa ‘segundo Deus, mas segundo os homens’ e sem dar-se conta faz o papel de satanás, o tentador”.

O Papa indicou que “nós os cristãos vivemos no mundo, inseridos plenamente na realidade social e cultural de nosso tempo, e é justo que seja assim; mas isto traz consigo o risco de nos convertermos em ‘mundanos’, o risco de que ‘o sal perca o sabor’ como diria Jesus, ou seja, que o cristão se ‘dilua’, perca a carga de novidade que vem do Senhor e do Espírito Santo”.

“Na verdade deveria ser ao contrário: quando em nós cristãos permanece viva a força do Evangelho, essa pode transformar ‘os critérios de juízo, os valores determinantes, os pontos de interesse, as linhas de pensamento, as fontes de inspiração e os modelos de vida’”, disse Francisco, citando a Exortação Apostólica Evangelii nuntiandi, do Papa Paulo VI.

O Papa lamentou a triste situação de encontrar cristãos ‘diluídos’, que parecem o ‘vinho diluído’ e não se sabe se estes são cristãos ou mundanos. “Tal como o ‘vinho diluído’, não se sabe se é vinho ou água, e isto é triste”, enfatizou.

“É triste encontrar cristãos que não são mais o sal da terra. Sabemos que quando o sal perde seu sabor não serve para nada, seu sal perdeu o sabor porque se entregaram ao espírito do mundo, quer dizer, converteram-se em mundanos”.

O Santo Padre assinalou que “por isso é necessário renovar-se continuamente nutrindo-se da seiva do Evangelho. E como se pode fazer isto na prática? Sobre tudo lendo e meditando o Evangelho todos os dias, assim a Palavra de Jesus estará sempre presente em nossa vida”.

“Recordem que será de ajuda levar sempre o Evangelho com vocês, um pequeno evangelho, no bolso, na carteira e ler durante o dia uma passagem, mas estar sempre com o Evangelho, porque é levar a Palavra de Jesus consigo para poder lê-la”.

Além disso, recomendou, “participando da Missa dominical, onde encontramos o Senhor na comunidade, escutando sua Palavra e recebendo a Eucaristia que nos une a Ele e entre nós”.

“E logo são muito importantes para a renovação espiritual as jornadas de retiro e de exercícios espirituais”, afirmou o Papa.

“Evangelho, Eucaristia e oração, não se esqueçam: Evangelho, Eucaristia e oração. Graças a estes dons do Senhor podemos nos conformar a Cristo e não ao mundo, e segui-lo em sua vida, trilhar o caminho de ‘perder a própria vida’ para encontrá-la.

“Perdê-la”, explicou Francisco, “no sentido de doá-la, oferecê-la por amor no amor – e isto comporta o sacrifício, a cruz – para recebê-la novamente purificada, liberada do egoísmo e da condenação da morte, cheia de eternidade”.

“A Virgem Maria nos precede sempre neste caminho; deixemo-nos ser guiados e acompanhados por Ela”, concluiu.

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Cresce perseguição a evangélicos na América Latina

Enquanto cristãos são ameaçados e mortos em diferentes países do mundo por causa de sua fé, os evangélicos da América Latina veem aumentar a perseguição contra eles, mas em outros termos. Eles não são decapitados nem crucificados, mas vem sofrendo sanções políticas de seu direito de cultuar livremente.

Medidas de governos tem impedido a abertura de novas igrejas e também tentando fechar os templos já existentes. Na Bolívia, a Associação Nacional dos Evangélicos da Bolívia (ANDEB) trava uma batalha jurídica, que inclui uma petição de Inconstitucionalidade ao Tribunal Constitucional buscando a revogação de leis assinadas pelo presidente Evo Morales.

Defensor do chamado “socialismo bolivariano”, que tem mostrado sua influência em países vizinhos como Venezuela e Brasil, Morales estabeleceu regras que são empecilhos à liberdade religiosa. A advogada Ruth Montaño, que auxilia juridicamente a ANDEB contesta: “Essa lei é totalmente inconstitucional, incongruente com o artigo 4 da Constituição”.

Os evangélicos são minoria no país, cerca de 1,6 milhão de pessoas. O Decreto 1987 e a Lei 351, criados pelo governo de Evo e aprovados pela Assembleia Legislativa da Bolívia, tem como objetivo “regular a concessão e registro da legitimidade para igrejas, grupos religiosos e crenças espirituais, cujos objetivos não envolvem lucro”.

Morales deseja que qualquer organização religiosa no país precise reaplicar para ser considerada legalizada a partir do próximo ano. Para que isso aconteça, as denominações devem apresentar uma “lista autenticada” contendo os nomes, números da carteira de identidade, certidões de impostos e arquivos da polícia de seus líderes, bem como a relação oficial contendo nomes e números de identificação de todos os seus membros.

As igrejas também precisam fornecer um cronograma de todas as suas atividades anuais “para o controle e acompanhamento” pelo Ministério das Relações Exteriores. Quem se negar ou não preencher corretamente a documentação exigida, terá seu registro oficial cancelado, o que levaria ao confisco de propriedades da igreja, proibição de realizar cultos e fechamento de centros de treinamento.

“A ameaça de revogar os documentos que nos legaliza, simplesmente por decisão de um burocrata estatal, viola o devido processo legal”, disse Montaño. Lembrou também que antes de ser eleito, em 2009, Evo Morales defendia um Estado laico e desmentiu todos os rumores que fecharia igrejas. Depois de 5 anos no poder, ele mudou sua perspectiva e esqueceu dos compromissos firmados com líderes na época.

Um dos países mais fechados para o evangelho do continente desde que passou a ser comunista, Cuba aumentou a perseguição religiosa nos últimos anos, segundo comprova um relatório da organização Christian Solidarity Worldwide, com vários registros de hostilidade, tortura e prisões.

Somente no primeiro semestre de 2014, foram registradas 170 violações de liberdade religiosa, tendo dezenas de vítimas. Em contraste, no mesmo período de 2011 foram 120 casos, com 40 vítimas.

O governo cubano emprega táticas brutais incluindo a intimidação de pastores e líderes, ameaças de fechamento das igrejas, confisco de imóveis, demolição de igrejas e prisões temporárias. “É angustiante ver um aumento tão significativo e sustentado de violações relatadas da liberdade religiosa em Cuba”, disse Mervyn Thomas, diretor da CSW. Segundo ele, o governo cubano tem se recusado a permitir que todas as organizações religiosas funcionem legalmente.

Na Costa Rica, as 2.500 igrejas que formam a Aliança Evangélica Costarriquenha estão preocupadas por que o governo impôs novas regras de funcionamento de templos. Com isso, cerca de 1.500 delas seriam proibidas de continuar funcionando.

O presidente do grupo evangélico, Juan Luis Calvo disse que fez um esforço para que todos se enquadrem nas novas exigências, mas que precisa do apoio do governo. Entre elas, estão o isolamento acústico dos templos, uma adequação muito cara para a maioria das igrejas evangélicas. Várias já foram proibidas de funcionar em 2014.

Desde 2005 os evangélicos vêm travando uma luta política contra resoluções do governo que prejudicam o funcionamento livre dos templos, em especial os evangélicos. O governo alega que existem padrões mínimos de segurança e acessibilidade a serem respeitados e que os templos que não se adequarem serão fechados. Enquanto isso, os deputados do partidos ligados aos evangélicos como Renovação Costa Rica (RC), Restauração Nacional (RN) e Aliança Democrática Cristã (ADC), travam uma batalha no âmbito legislativo, mas o governo afirma que não há perseguição.

Fonte - Gospel Prime

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Ecumenismo: Papa envia mensagem a representantes evangélicos

Cidade do Vaticano, 25 ago 2014 (Ecclesia) – O Papa Francisco enviou uma enviou uma "saudação fraterna" ao Sínodo das Igrejas Metodistas e Valdenses que decorre desde domingo na cidade de Torre Pellice, arredores de Turim, Itália.

O texto, divulgado hoje pelo Vaticano, deixa votos de que os cristãos avancem rumo à "plena comunhão", “para testemunhar o Senhor Jesus Cristo e oferecer a luz e a força do seu Evangelho”.

A mensagem foi lida na sessão preliminar do Sínodo pelo pastor Eugenio Bernardini, perante representantes de Igrejas evangélicas italianas e estrangeiras.

Fonte - Ecclesia

domingo, 24 de agosto de 2014

Terremoto atinge área da Baía de San Francisco nos EUA

Napa - Um terremoto de 6,0 de magnitude sacudiu a área da Baía de San Francisco, nos Estados Unidos, na manhã deste domingo, ferindo dezenas de pessoas, duas delas seriamente, danificando prédios históricos, causando incêndios em algumas casas e falta de energia na região de Napa.

O maior terremoto na região em 25 anos tirou muitos residentes da cama quando ocorreu às 3:20 da manhã, horário local, centrado a 10 quilômetros ao sul da cidade de Napa.

Dezenas de pessoas ficaram feridas, duas delas gravemente, segundo o governo da cidade.

Os bombeiros ainda tentavam apagar incêndios de casas móveis, disse ele. A maioria dos danos ficou centrada em torno de Napa, uma região produtora de vinhos. Construções de alvenaria não reforçada no centro de Napa, incluindo o tribunal histórico e a biblioteca sofreram grandes danos, disseram autoridades da cidade.

"Tudo estava tremendo, as lâmpadas penduradas balançando para frente e para trás", disse Omar Lopez, 24, funcionário da noite em uma pensão em Santa Helena, a 15 minutos de Napa. Os US Geological Survey (USGS) disse que o epicentro do terremoto foi a oito quilômetros a noroeste da cidade de American Canyon, no extremo norte da baía.

O terremoto foi o maior a atingir a área da baía de San Francisco desde o terremoto de Loma Prieto em 1989.

Fonte - Exame

Terremotos atingem quatro países em 24 horas

Ao menos quatro países registraram terremotos nas últimas 24 horas. Chile, Estados Unidos, Irã e Islândia foram vítimas de abalos sísmicos entre sábado (23) e domingo, mas os casos não estão relacionados. Nos Estados Unidos, dezenas de pessoas ficaram feridas, duas delas com gravidade.

A 'onda' de terremotos começou no Chile, no sábado, quando um abalo de magnitude 6,2 atingiu a região central do país.

Segundo o Centro Sismológico Nacional da Universidade do Chile, o epicentro do terremoto foi a 37 quilômetros ao norte da cidade de Valparaíso.

O Serviço Hidrográfico e Oceanográfico da Marinha do Chile descartou a possibilidade de um tsunami. No último dia 1º de abril, um terremoto de magnitude 8,2 atingiu o país e deixou oito mortos.
Estados Unidos

Neste domingo, um terremoto de magnitude 6 atingiu a região norte do Estado da Califórnia, nos Estados Unidos. O abalo foi registrado por volta das 3h20 (7h20 no horário de Brasília).

Segundo as autoridades norte-americanas, não houve registro de mortes ou danos materiais. Na região de Napa, dezenas de pessoas ficaram feridas, duas delas gravemente.

A cidade de Napa, a quase 10 km do epicentro do tremor, ficou sem energia elétrica, assim como outras localidades próximas. Mais de 28.000 casas foram afetadas.

A polícia rodoviária de San Francisco está verificando as passarelas e pontes em busca de indícios de danos estruturais e pediu aos moradores que divulguem qualquer problema.
Irã

O Irã foi atingido por um terremoto neste domingo. Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (que monitora abalos sísmicos em quase todo o planeta), um terremoto de magnitude 5,2 na escala Richter atingiu a região ocidental de Dezful neste domingo (24).

Ainda não há informações oficiais sobre o número de mortos ou feridos no Irã. Terremotos são comuns no Irã. Em 2013, um abalo no sul do país deixou pelo menos oito mortos e 59 feridos.
Islândia

O último país a ser atingido por terremotos nas últimas 24 horas foi a Islândia. Neste domingo, um terremoto de magnitude 5,1 e outro de 5,3 atingiram o país em uma região próxima ao vulcão Eyjafjallajokull. Não há informações sobre mortos ou feridos por conta do terremoto.

De acordo com Gunnar Gudmundsson, do Serviço Meteorológico Islandês, é difícil saber se os terremotos indicam um aumento do risco de erupção do vulcão. No sábado, o país elevou para vermelho o nível de alerta sobre erupções do Eyjafjallajokull.

O país também alertou sobre o risco para o tráfego aéreo caso uma erupção ocorra. (Com agências internacionais)

Ben Carson para presidente dos EUA?

Numa recente entrevista na rede de noticias CNN, o repórter Don Lemon perguntou ao Dr. Ben Carson se ele era candidato a presidente, e ele respondeu que sim. Então me pus a pensar na repercussão nacional que isso teria aqui nos Estados Unidos e quais as implicações positivas e negativas. Quero comentar apenas as impressões positivas que essa candidatura poderá ter. Semelhantemente a Mitt Romney, que também foi candidato e pertence à igreja dos Mórmons, muitas perguntas vieram à tona. O mesmo ocorrerá com Ben Carson nos acalorados debates que serão transmitidos pelas redes de TV para todo o país. A vida dele será esquadrinhada, e sua fé será desvendada em cada aspecto, especialmente no que concerne ao sábado bíblico. Fiquei pensando que, mesmo que o Dr. Carson no fim das contas não seja o candidato escolhido pelo Partido Republicano, como o candidato oficial que irá disputar a vaga na Casa Branca com o candidato dos Democratas, uma coisa é certa: a Igreja Adventista do Sétimo Dia será posta em evidência em cada canto desta nação, e estou seguro de que milhões de pessoas recorrerão ao Google para saber quem são os adventistas, no que creem, etc. O Partido Republicano agirá como uma agência que se encarregará de projetar o nome da igreja, bem como o sábado e outras doutrinas, tudo isso sem que a igreja gaste um único centavo nessa grande “jornada evangelística”, apresentada na TV em horário nobre em todo o país. Esse evento poderá ser de inestimável significado para verdades bíblicas de que todos devem tomar conhecimento: de que Jesus logo vai voltar e que o sábado bíblico, de fato, é o dia do Senhor.

(Rui Carvalho, no Facebook)

Nota Criacionismo: Agora imagine se Ben Carson for visto como este pastor adventista do vídeo abaixo, ainda mais levando em conta que ele (Carson) nunca escondeu o fato de ser criacionista (confira). [MB]

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Fenda misteriosa de um quilômetro rasga solo do noroeste do México

Fenômeno despertou a curiosidade de viajantes e moradores locais, semelhante ao que aconteceu com crateras na Sibéria

RIO - Depois das crateras misteriosas da Sibéria, agora é a vez de uma intrigante fenda que rasgou o solo de uma fazenda no noroeste do México na semana passada. O buraco tem nada menos que um quilômetro de extensão e oito metros de profundidade.

A fenda chegou a cortar a Rodovia 26, no trecho entre Hermosillo e o litoral. Motoristas e trabalhadores em fazendas próximas tiveram de percorrer caminhos mais longos para desviar da fissura

O fenômeno despertou enorme curiosidade entre viajantes e moradores da região. Com auxílio de um drone, um vídeo mostrou que em algumas partes da fenda, a largura chega a cinco metros. Lá embaixo, pessoas parecem discutir a situação. Assista:

Autoridades locais acreditam que o buraco pode ter sido consequência de um terremoto que atingiu a região no último domingo. Já pesquisadores da Universidade de Sonora acreditam que a fenda pode ter sido causada por agricultores, que tinham construído um fluxo de diques para conter a água da chuva que tinha começado a vazar. Isso amaciaria o relevo acima da construção, levando ao consequente rebaixamento do solo.

Fonte - o Globo

Ordenação de mulheres ao Ministério

Bíblia Fácil - Pr. Arílton Oliveira

O Livro de Daniel - Michelson Borges

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Venezuela tenta implantar um Big Brother para o consumo

Sob pretexto de evitar desabastecimento e contrabando, governo proibirá cidadãos de comprar mesmos produtos mais de uma vez na semana

Acossado por um desabastecimento que provoca inflação e mau humor até em antigos simpatizantes, o governo da Venezuela decidiu marcar de cima o comércio e os consumidores. Implementará um sistema de "controle biométrico" para restringir a venda de produtos na rede atacadista e nos supermercados. Será um cerco ao comprador que queira adquirir o mesmo produto duas vezes numa mesma semana.

Os consumidores terão suas impressões digitais conferidas. Objetivo alegado pelo governo: impedir que se tente acumular produtos ou até contrabandeá-los, em especial para a vizinha Colômbia.

Especialista em comunicação estratégica, o analista Miguel Sogbi critica o controle estatal e a "petroleodependência". Interpreta o "controle biométrico" como uma forma de repassar a responsabilidade pelo desabastecimento à "última ponta da cadeia": o varejo.

— Isso provoca o surgimento de máfias. Os supermercados e o consumidor são prejudicados — diz.

O desabastecimento na Venezuela se intensificou a partir de 2013. Provocou descontentamento e protestos que ganharam as ruas do país. O governo ficou acuado pela classe média e por antigos aliados dos setores mais desfavorecidos, chavistas cuja fidelidade se sustentava nas ações assistenciais.

Entre os produtos da cesta básica que mais têm faltado nas gôndolas nos últimos meses, estão papel higiênico, margarina, óleo de cozinha e farinha de milho, principal ingrediente da arepa — iguaria típica venezuelana. No início do ano, estava em 30% — e o governo deixou de divulgar os índices.

Em razão da escassez, os venezuelanos enfrentam filas nos supermercados e restrição na venda de mercadorias. Para tentar contornar a situação, o governo importou produtos, mas em quantidade insuficiente para atender à demanda. Atribuiu a escassez não à economia, mas à política. Haveria uma tentativa deliberada dos empresários de boicotar o governo para enfraquecê-lo.

O "controle biométrico" deverá funcionar em todos os supermercados e empresas atacadistas. Não foi definido se será restrito a alguns produtos e quais. O governo ainda pretende confiscar bens contrabandeados. A ideia é centrar nesse delito a razão das medidas restritivas.

— A distribuição e a comercialização serão perfeitas, tenho certeza — disse o presidente Nicolás Maduro ao fazer o anúncio.

Não é o que pensa, por exemplo, o presidente da Aliança Nacional de Usuários e Consumidores (Anauco), para quem o sistema será ineficaz.

— O controle tenta pôr panos quentes no desabastecimento. Só piora a situação — afirmou Roberto Parilli.

"O sistema lesa direitos constitucionais"

Órgão que representa os consumidores venezuelanos, a Aliança Nacional de Usuários e Consumidores (Anauco) irá à Justiça contra o "controle biométrico", disse seu presidente, Roberto León Parilli a ZH.

Vocês entrarão na Justiça?
Já sabemos que há grande rejeição à medida, mas ainda não foi implementada. Portanto, ainda não ingressamos com uma demanda coletiva. Poderemos tentá-la assim que se implemente.

Sob quais argumentos?
O sistema biométrico em supermercados e outros estabelecimentos lesa direitos constitucionais. O primeiro direito é o do livre acesso ao consumidor. Isso está previsto no artigo 117 da Constituição. Também temos o artigo 305, que prevê o direito à segurança alimentar. Cabe ao Estado manter a alimentação suficiente para a população. Quando põe uma máquina biométrica no supermercado, para o cidadão, está limitando o poder de compra dele e lesando esses direitos fundamentais. Por isso, estamos à espera de que o sistema seja implementado para tomar as medidas judiciais.

O governo atribui a estratégia ao contrabando para a Colômbia. É isso mesmo o que ocorre?
O problema de fundo é o desabastecimento, não é o contrabando. O que se está fazendo é atingir os direitos dos cidadãos. Para combater o contrabando, não se deve lesar direitos dos cidadãos. Repito: o problema é o desabastecimento. O governo deve aumentar a produção e aplacar o desabastecimento. No Brasil, na Colômbia, não se vê essa castração de direitos.

Quais os dados sobre o desabastecimento na Venezuela?
O Banco Central não publica o índice de desabastecimento há dois meses. Não o faz porque os dados são prejudiciais ao governo. Tapam o mensageiro. Melhor seria reconhecer a escassez e detê-la com transparência. O que não pode é afetar os cidadãos. O último dado oficial foi de 30%. É mais, sabemos. E 30% é um terço da cesta de alimentos e medicamentos.

Como será a fiscalização

Qual o objetivo? Limitar compras de produtos no atacado e no varejo.
Quando começa? O programa piloto, em 90 dias.
Quais os produtos-alvo? Gasolina e alimentos subsidiados pelo governo. Não há detalhes.
Qual o mecanismo? Leitores ópticos de impressões digitais para reconhecer o comprador.
Como funcionará? A mesma pessoa não poderá comprar mesmo produto duas vezes em uma semana.
Qual a escassez e a inflação? Segundo dados oficiais, 30% de desabastecimento e 60% de inflação em 12 meses.
Onde funcionará? "Estabelecimentos e redes distribuidoras e comerciais", anunciou o presidente Nicolás Maduro.

Fonte - Zero Hora

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

80 cristãos morrem por recusar converter-se ao Islã

Cristãos obrigados a deixar seu lar

Pelo menos 80 homens foram mortos pelos jihadistas do Estado Islâmico (EI), no norte do Iraque, depois de se recusarem a converter-se ao Islã. Depois do relato do massacre de civis, os EUA bombardearam a região. Um oficial curdo disse à BBC que os homens foram mortos em dois grupos, depois da passagem de uma coluna de veículos do EI, na aldeia de Kawju, perto da cidade de Sinyar. Segundo relatos no local, às vítimas, da minoria yazidi, era dito: “Converta-se ao Islã ou morra.” Segundo relata a EFE, os jihadistas conduziram os 80 yazidis à casa do xeque tribal Ahmed Yasua, naquela aldeia, a 90 quilômetros de Mossul e, quando estes de recusaram a converter-se ao Islã, como exigiam os radicais, foram executados. É a segunda matança levada a cabo pelos militantes do EI depois de há uma semana terem executado 77 pessoas, entre as quais 33 mulheres e uma criança.

Desta vez, as crianças e as mulheres foram “poupadas” e levadas para lugar desconhecido. São cerca de 500 pessoas, segundo relatou um jornalista local à EFE.

Os EUA acabaram depois por enviar um drone (dispositivo telecomandado) que destruiu dois veículos da coluna do Estado Islâmico. Os caças-bombardeiros norte-americanos lançaram um dos maiores ataques até o momento contra posições dos jihadistas do Estado Islâmico na zona da cidade iraquiana de Mossul, informou a televisão curda Rudaw.

(Diário de Notícias)

Papa aprova uso da força militar americana no Iraque


"É lícito deter o agressor"

O papa Francisco deu sinal verde nesta segunda-feira (18/8) para o uso da força militar com o objetivo de conter as ameaças que os extremistas do EI (Estado Islâmico) fazem às minorias religiosas no Iraque. Em conversa com jornalistas a bordo do avião que o levou de volta a Roma, o líder da Igreja Católica não chegou especificamente a endossar os bombardeios aéreos norte-americanos e ressaltou ainda que a decisão de como intervir é dever da comunidade internacional, institucionalizada na figura da ONU (Organização das Nações Unidas) – e não de um ou de outro país em particular. “Nesses casos, em que há uma agressão injusta, só posso dizer o seguinte: é lícito deter o agressor”, disse o papa, segundo a agência AP. “E ressaltou o verbo ‘deter’. Eu não estou dizendo ‘bombardeiem’ ou ‘façam a guerra’, apenas ‘detenham’. E os meios que podem ser usados para detê-los devem ser avaliados”, completou o clérigo argentino.

O papa Francisco disse ainda que está considerando, junto aos seus conselheiros, fazer uma viagem até o norte do Iraque, como demonstração de solidariedade aos cristãos que estão sendo perseguidos no local. A minoria cristã yazidi é uma das que mais sofre nas mãos dos jihadistas do EI. Entrincheirados no norte do Iraque e nordeste da Síria, os yazidi são forçados a se converter ao islã ou obrigados a deixar suas casas.

Francisco, que acaba de voltar de uma visita considerada emblemática na Coreia do Sul, ressaltou que a “desculpa” de deter uma agressão injusta não pode ser usada pelas potências mundiais para justificar uma “conquista de guerra” em que toda uma população seja subjugada – como, aliás, ele disse ter sido feito em diversas ocasiões ao longo da história. [...]

Autoridades do Vaticano já vinham há algumas semanas dando sinais de que a Santa Sé faria um esforço para enquadrar o caso do Iraque no rol de “guerras justas”, o que legitimaria uma intervenção militar.

Embora a Igreja Católica tenha desaprovado com veemência a invasão norte-americana do Iraque de 2003, a postura do Vaticano no caso iraquiano – em que cristãos são vítimas diretas da violência – se distancia da oposição enfática que vinha sendo feita contra qualquer ação militar nos últimos anos, como aconteceu no caso da Síria, no ano passado. O embaixador do Vaticano na ONU em Genebra, o arcebispo Silvano Tomasi, por exemplo, chegou a dizer que “talvez, ação militar seja necessária neste momento”.

(Opera Mundi)

Nota Criocinismo: Fico pensando que outras “guerras justas” e detenções serão aprovadas pelo Vaticano, no futuro, quando os EUA aprovarem leis que violarão a liberdade de consciência de minorias tidas como “fundamentalistas” e “extremistas”...

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Em menos de oito meses, Humanidade já usou todos os recursos naturais disponíveis para o ano

RIO - Em menos de oito meses, os habitantes da Terra já usaram todos os recursos naturais do planeta disponíveis para o ano. Segundo cálculo divulgado pela Global Footprint Network, uma organização internacional pela sustentabilidade em parceria com a Rede WWF, nesta terça-feira o Planeta Azul entra no vermelho. Até o final do ano, a população mundial seguirá em déficit ecológico, já que reduzirá as reservas e aumentará ainda mais a quantidade de CO² na atmosfera.

Esta terça-feira é mercada pelo dia da Sobrecarga da Terra (em inglês, Overshoot Day). Desde 2000, a data surge cada vez mais cedo: de 1º de outubro em 2000 a 19 de agosto em 2014.

Segundo a entidade, 85% da população mundial vive em países que demandam mais da natureza do que os seus ecossistemas podem renovar. De acordo com os cálculos da GFN, seriam necessários 1,5 planeta para produzir os recursos ecológicos necessários para suportar a atual pegada ecológica mundial.

A organização também garante que projeções sobre a população, o uso de energia e a produção de alimentos sugerem que a humanidade vai precisar usufruir da biocapacidade de três planetas bem antes da metade do século. E isso pode ser fisicamente impossível.

- O uso dos recursos naturais acima da capacidade da Terra está se tornando um dos principais desafios do século XXI. É um problema tanto ecológico quanto econômico. Países com déficits de recursos e baixa renda são ainda mais vulneráveis - afirma Mathis Wackernagel, presidente da Global Footprint Network. - Até mesmo países de renda per capita alta, que tem a vantagem financeira de se bloquearem dos impactos mais diretos da dependência de recursos, precisam saber que uma solução a longo prazo precisa abordar essas dependências antes que se transforme numa situação de crise econômica

BRASIL

No caso do Brasil, o consumo médio de recursos ecológicos equivale a 1,6 planeta – bem próximo à média mundial. Mesmo assim, o país está consumindo acima de 50% da capacidade anual do planeta.

Para reverter este quadro, a CEO do WWF-Brasil, Maria Cecilia Wey de Brito, defende que sociedade civil, poder público e empresas precisam se envolver no processo de redução dos impactos.

- O cidadão pode fazer a sua parte adotando uma postura crítica e melhorando os seus hábitos de consumo. O poder público, por sua vez, é responsável por planejar e implementar políticas públicas de mitigação, como transporte público menos poluente, instalação de ciclovias e planejamento ambiental. Na outra ponta, as empresas têm o papel de melhorar suas cadeias produtivas e oferecer aos consumidores produtos mais sustentáveis - explica.

Fonte - O Globo

Número de pessoas que precisam de ajuda humanitária é o mais alto na história, diz ONU

O número de pessoas em todo o mundo que precisam de ajuda humanitária nunca foi tão alto na história. O alerta é do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha, na sigla em inglês).

No Dia Mundial da Ação Humanitária, lembrado nesta segunda (19), o órgão tenta sensibilizar as pessoas para as questões humanitárias e os esforços de cooperação internacional para apoiar os que se encontram em situação de extrema vulnerabilidade.

A data faz referência ao maior ataque já sofrido por uma sede da ONU, ocorrido há 11 anos em Bagdá. O evento resultou na morte de 22 funcionários da organização, entre eles o brasileiro Sergio Vieira de Mello que, à época, atuava como representante especial do secretário-geral da ONU para o Iraque.

De acordo com a organização, é um dia para lembrar todas as pessoas que perderam a vida em serviço humanitário e para celebrar o espírito que inspira esse trabalho em todo o mundo.

"Milhares de pessoas em todo o globo estão fazendo um trabalho incrível todos os dias. Mas, infelizmente, alguns deles pagam um preço muito alto. Neste Dia Mundial da Ação Humanitária, honramos essas pessoas que enfrentaram o perigo para ajudar os mais necessitados".

Um dos países que mais necessita de ajuda humanitária na atualidade, segundo a ONU, é a Síria, onde quase metade da população – 10,8 milhões de pessoas – precisa de assistência. A situação é citada como a maior crise humanitária no mundo hoje, uma vez que o combate entre forças do governo e grupos oposicionistas dificulta o trabalho na região.

Em Brasília, a data será lembrada com o lançamento de um selo postal em homenagem a Sergio Vieira de Mello. Em Mogadíscio, na Somália, está sendo organizada uma caminhada/corrida de cinco quilômetros.

Em Londres, na Inglaterra, será colocada uma coroa de flores na Abadia de Westminster. A ONU deve divulgar um balanço da situação humanitária no mundo.

Fonte - UOL
Related Posts with Thumbnails