domingo, 2 de agosto de 2015

"Francisco quer ações, não meras palavras na questão do ambiente"

Autor de uma biografia fundamental sobre o Papa, Austen Ivereigh falou ao DN sobre a primeira encíclica de Francisco, o seu percurso, preocupações e o concílio em que foi eleito.

Começar a encíclica Laudato Si" (Louvado Sejas) com uma frase de São Francisco de Assis, como fez o Papa Francisco, é por si só todo um programa?

Sim. Louvado Sejas é um lamento por uma ligação perdida entre os seres humanos com Deus, com eles próprios e com o planeta. Uma ligação cujo expoente máximo, penso, foi precisamente São Francisco de Assis e, por isso, ele é o santo patrono da encíclica e daquilo que nela o Papa chama ecologia integral. Quanto à encíclica em si, em minha opinião, é o documento mais importante sobre a doutrina social da Igreja da primeira encíclica social, a Rerum Novarum (1891). Representa uma mudança importante no entendimento da Igreja do que é o seu ensinamento social.

De que forma?

Antes da publicação da Rerum Novarum, muitos autores católicos tinham escrito sobre questões sociais. Por exemplo, o cardeal inglês Henry Manning, que pode possivelmente ser considerado o autor do conceito de salário justo, mas sem ser um papa a falar através da autoridade de uma encíclica, podia sempre dizer-se que não passava de uma opinião pessoal. O que uma encíclica faz é, a partir de ensinamento comum, erguer este a um novo nível e afirma que isto é aquilo em que todo o católico deve acreditar. Assim, com Louvado Sejas passou a ser uma obrigação para todo o católico preocupar-se com o ambiente, já não é uma opção. Gostava ainda de referir que, como em 1891 muitos empresários católicos na Europa disseram "mas o que é que o Papa sabe sobre salários e sindicatos", hoje muitos conservadores americanos estão a dizer "mas porque é que o Papa está a imiscuir-se na questão" do ambiente. Mas ambas as encíclicas mostram que as duas questões são também questões morais.

Os católicos devem mudar de atitude na questão do ambiente?

Precisamente. A encíclica dirige-se a todos, mas o seu destinatário primeiro são os católicos e diz-lhes que, desde agora, devem estar na vanguarda da mudança dos comportamentos necessária para reduzir as alterações climáticas. Deve existir coincidência entre a fé e os comportamentos em sociedade dos fiéis.

A encíclica é crítica da sociedade de consumo e hedonística?

O que Louvado Sejas faz, e não fora feito até agora no ensinamento da Igreja, é ligar o impacte do modelo corrente de consumismo à situação dos pobres e do planeta e mostrar que o mal causado a ambos é sintoma da imoralidade do modelo económico vigente. O modo como o faz é brilhante e, de algum modo, é uma restauração. Todas as reformas radicais na Igreja são uma restauração de algo que se perdeu.

As ações humanas produzem a degradação do ambiente?

A importância da encíclica é que toma posição no debate científico sobre a questão, reconhecendo que as alterações climáticas são resultado da ação humana, mas as evidências em que se baseia surgem mais do testemunho dos pobres, sintetizadas através das declarações de conferências episcopais. Isto é deveras importante, porque o Papa está a afirmar que o povo de Deus está a sofrer e que sente e vê esse sofrimento. E a ciência sustenta esta evidência. O que não tem sido entendido por muitos nos EUA que dizem não ser admissível o Papa tomar posição sobre a ciência quando ele, de facto, diz que a evidência vem do sofrimento dos pobres.

Referiu a citação de documentos das conferências episcopais. Essa é uma novidade na encíclica?

É um desenvolvimento muito importante. Louvado Sejas é a primeira encíclica que se apoia de forma extensa no ensino das conferências episcopais. O que Francisco está a fazer é mostrar que a sua autoridade para se pronunciar, como Papa, sobre um tema resulta do facto de ter ouvido os bispos. Uma ilustração da defesa que faz do princípio da colegialidade.

Mas mantém a tradição de citar os papas seus predecessores.

É a regra. O ensinamento de um papa baseia-se no dos predecessores e, no caso de Francisco, é também importante mostrar que as suas preocupações não são algo novo. Conheço um pouco o processo de formação da encíclica e a preocupação central não foi se são verdade ou não as alterações climáticas. A preocupação central foi porque é que não se fez nada sobre isto. Na própria Igreja, em particular, depois de João Paulo II ter proferido, logo no início dos anos 1990, um discurso radical totalmente dedicado à questão ecológica. Francisco quer ação, não meras palavras na questão do ambiente. Primeiro, na Igreja e, depois, no plano internacional.

Outro elemento inédito é a citação de um autor, Romano Guardini, padre e filósofo, e a cuja obra Bergoglio pensou dedicar uma tese de doutoramento?

Foi o seu teólogo favorito. Francisco pensa que no livro de Guardini, Der Ende der Neuzeit (O Fim do Mundo Moderno) está identificada a mentalidade que levou à atual crise ecológica e que justifica o modelo de desenvolvimento vigente: o paradigma tecnocrático, que justifica que o mundo seja considerado como uma criação para nosso benefício individual e para o utilizarmos como entendemos. O mundo não é algo com que tenhamos de estar em comunhão, é algo para utilizarmos. É importante ter presente que Francisco não está aqui a criticar a economia de mercado, ele não é um socialista. O que ele critica é a mentalidade que leva a largas faixas da população mundial esteja no desemprego, seja vista como descartável e explorada, e que isto seja considerado como um preço inevitável para o desenvolvimento económico e que, mais tarde ou mais cedo, o problema acabe ultrapassado pelos mecanismos do mercado. Críticas também feitas por outros papas no quadro do ensinamento social da igreja.

O Papa visita Cuba e os EUA em setembro. Perante as críticas que lhe têm sido feitas, como pensa que será recebido neste último país?

Devemos ver esta como uma visita aos dois países. E será aquela com maior impacte e efeitos a prazo das suas viagens apostólicas. Nos EUA, penso que irá reproduzir a mensagem deixada na Bolívia, em Santa Cruz. Isto é, depois de ter ouvido as reivindicações dos mais fracos vai levá-las ao centro do império capitalista. Penso que será uma visita profética. Irá certamente encontrar forte resistência, dentro e fora da Igreja, de uma pequena elite mas articulada e poderosa, mas o que Francisco irá fazer, como sempre faz nas suas visitas, é estabelecer a ligação direta e forte com "o santo povo fiel de Deus", nas suas próprias palavras, isto é os católicos comuns, a generalidade dos americanos. E será uma deslocação extraordinária, mas será também a mais difícil das que realizou até agora.

E em Cuba?

Para o regime, a Igreja é uma tábua de salvação da sua própria existência. A Igreja é o garante de que a transição para um regime democrático proteja os resultados da revolução de 1959 e que proteja Cuba daquilo que o regime vê como a hegemonia dos EUA. A visita de Francisco a Cuba deve contribuir para construir este tipo de futuro. Vamos ver Francisco como líder dos povos da América Latina. Creio que será uma visita muito, muito emotiva.

Será diferente da realizada por João Paulo II?

Sem dúvida. Esta foi muito tensa. Só João Paulo II ter visitado Cuba foi uma vitória. Agora, é diferente. O regime sabe que acabou a revolução socialista, que tem de levar a cabo a transição para uma democracia e para uma economia de mercado. A questão é como fazer isso e que modelo seguir. Francisco chega a Cuba não só como líder da Igreja latino-americana mas como alguém que partilha as aspirações e ideais dos povos da região. Ele é um católico nacionalista que acredita profundamente na soberania da América Latina e do desejo das suas populações de uma economia mais justa e sociedades mais dignas.

Qual a interpretação que faz do número de vezes que Cristina Kirchner já se encontrou com Francisco? É uma tentativa de procurar ultrapassar os atritos do passado ou é mero cálculo político em ano eleitoral?

Creio que é cálculo político. Francisco é hoje a figura que une todos os argentinos e é talvez a maior figura a nível mundial. Claro que todos os políticos argentinos querem um encontro com ele. Muitos na Argentina interrogam-se por que é que o Papa a recebe, mas ele disse a uma pessoa amiga que não pode dizer que não. É uma chefe de Estado e se ela se quer encontrar com ele, ele tem dizer sim. Mas sei que está irritado com a maneira como muitos políticos argentinos têm procurado manipular ou interpretar estas visitas. E por isso não visitará a Argentina este ano. Só em 2016, quando irá também ao Chile e Uruguai.

Pensa que o Papa Francisco considera a hipótese de renunciar como fez Bento XVI?

Irá certamente considerar uma renúncia se achar que, fisicamente, não está em condições. Ele já disse ter a intuição de que o seu papado será breve, até pela idade, saúde, e pelo ritmo de trabalho que se impõe, que é muito exigente. Francisco acredita que Bento XVI estabeleceu um precedente que, de certa maneira, mudou a maneira como é visto o papado e como os papas se veem a a si próprios. Francisco não quererá ficar mais do que acha que deve ficar. Penso que tem uma agenda para cinco anos, sabe o que quer fazer neste período de tempo. No final, irá pensar na renúncia mas não quer dizer que o faça. Por exemplo, pode descobrir que precisa de sete anos para fazer aquilo que quer fazer. Depois, não acredito na renúncia de Francisco até Bento XVI morrer; não me parece que possa haver dois ex-papas vivos. Um facto destes acabaria por minar a natureza da função papal.

Pensando no sucedido no conclave de 2005, é possível especular que o Papa Francisco "precisava" do papa Bento XVI para surgir, em 2013, como a melhor escolha para a Igreja nesse momento?

Não creio que a questão se coloque dessa forma. No conclave de 2005, que elegeu o papa Bento XVI, havia um grupo importante de cardeais influentes que desejavam reformas, acreditavam ser o tempo de olhar para a América Latina e acreditavam que o cardeal Bergoglio era a melhor escolha para a tarefa. Mas, para a maioria dos cardeais naquele momento, a questão principal era de como preservar e prosseguir o legado de João Paulo II. O colégio de cardeais não estava preparado para seguir numa nova direção. Nem o cardeal Bergoglio estava preparado. Foi por isso que ele pediu aos cardeais para deixarem de votar nele. Bergoglio apoiava inequivocamente Ratzinger e acreditava que este devia ser o próximo Papa.

Quais eram os principais problemas da Igreja em 2005 e quais são em 2013? E o que mudou neste espaço de tempo?

O grupo de reformadores no colégio dos cardeais, liderado designadamente pelos europeus do Norte e cuja figura principal era o cardeal Martini, de Milão, acreditavam que a governação da Igreja estava excessivamente centralizado e a interpretação da doutrina demasiado estreita e inflexível. Eles desejavam uma governação papal que permitisse à Igreja ir ao encontro, de forma mais adequada, das necessidades pastorais das pessoas, e ter uma melhor resposta a alguns dos desafios do mundo contemporâneo ocidental. O que mudou entre 2005 e 2013 foi que os escândalos envolvendo o Vaticano em 2011-2012 tornaram as reformas uma prioridade. Assim, no momento do conclave de 2013, os cardeais estavam muito mais recetivos à ideia de um papado reformador, que pudesse enfrentar as várias disfunções na Igreja, e libertar as suas energias evangelizadoras. O outro fator chave foi o de que a renúncia de Bento XVI deu oportunidade aos cardeais para terem uma discussão profunda sobre o estado da Igreja, algo que não sucedeu realmente em 2005. Assim, em 2013, acabou por suceder um conclave que, de muitas maneiras, deveria ter sucedido oito anos antes. Só que não estavam então reunidas as condições para isso.

Verifica-se, por vezes, a tendência para tentar mostrar o Papa Francisco como o oposto de Bento XVI, não só em comportamento como no plano doutrinal e teológico. Há realmente bases para esta contraposição?

Sim e não, mas principalmente não. Todos os papas defendem os ensinamentos centrais da Igreja, e nisso Francisco é um promotor tão decidido como o foi Bento XVI. Por isto, querer mostrar Francisco como o liberal ou o tipo de reformador que irá moldar a doutrina da igreja ao mundo contemporâneo, passa completamente ao lado da realidade. Nas questões da família e da sexualidade, por exemplo, Francisco sempre revelou acreditar apaixonadamente nos ensinamentos da Igreja sobre a contraceção e aborto, e criticou sempre o casamento e a adoção por pessoas do mesmo sexo. Dito isto, creio que Francisco está mais disponível do que Bento XVI para aceitar a tensão entre a verdade da doutrina e as necessidades pastorais das pessoas, e para permitir que a orientação da igreja seja moldada por essas necessidades. Vê-se isso, por exemplo, no processo do sínodo sobre a família, em que Francisco quer que a Igreja pense em formas de trazer de volta às paróquias aqueles que acabaram por afastados por terem casado uma segunda vez. Ele tem sido acusado por alguns elementos mais inflexíveis de querer mudar que, dizem eles, acabarão por minar o testemunho da indissolubilidade do matrimónio. Contudo, Francisco dá o exemplo de Jesus de querer salvar as ovelhas tresmalhadas e pergunta quis devem ser as prioridades da igreja: apenas manter os cumpridores ou salvar os perdidos? Creio que a perceção de Bento XVI tinha mais a ver com a preservação da verdade sujeita a várias ameaças enquanto que a atitude de Francisco tem mais a ver com a possibilidade de dar às pessoas a oportunidade de conhecerem o amor e o perdão de Deus.

É legítimo pensar que ao tornar-se claro para Bento XVI não lhe ser possível reformar a Cúria, ele desencadeou o processo que culminaria na sua renúncia?

Quando descrevo no livro as circunstâncias da renúncia de Bento XVI acredito na sua declaração de ter tomado a decisão por se sentir de saúde débil e fraco. Essa é a razão principal - não as revelações surgidas com o escândalo das Vatileaks, como muitos sugerem. Foi uma decisão longamente ponderada, que Bento XVI tomou, como revelo no livro, na visita ao México, em março de 2012, quando caiu no quarto do hotel onde estava. Ele apercebeu-se então que não teria a energia necessária para cumprir as suas obrigações como papa, pensando especialmente nas Jornadas Mundiais da Juventude do ano seguinte, no Brasil. Assim, planeou a renúncia para o início de 2013, a tempo do novo papa ser eleito para dirigir as celebrações da Páscoa e de estar presente no Brasil. E penso que ele sabia que o novo papa seria latino-americano e estava muito satisfeito com isso. Tinha a perceção que era o momento da América Latina ter o seu lugar em Roma. Bento XVI foi, de facto, um papa de transição, a ligação entre duas eras. Conhecia bem aquilo de que a Igreja necessitava e o seu ato profético levará a que a história julgue o seu papado de uma forma muito mais benévola do que o fez a opinião pública.

Refere influências no pensamento, carácter e ideias do Papa Francisco desde o "nosso modo de atuar" dos jesuítas e autores como Yves Congar, Henri de Lubac, Romano Guardini, Methol Ferré, o papa Paulo VI, os salesianos (onde Bergoglio estudou enquanto jovem), o romancista italiano Alexandro Manzoni e pessoas da família, como a avó Rosa. É a síntese destas influências que fazem de Bergoglio aquilo que é hoje e tem sido ao longo da sua vida religiosa?

O Papa não é um intelectual mas um pastor e um homem de ação. Nem por isso deixa de ser uma pessoa profundamente inteligente e uma pessoa de vasto conhecimento. Como muitos outros grandes líderes, ele transforma uma ideia ou um conceito em todo um programa. Quanto aos autores mencionados, eles são realmente as principais fontes de inspiração do pensamento de Bergoglio, mas temos de ter presente que os seus discursos e escritos estão repletos de referências aos clássicos, à literatura, à poesia, até às letras de tangos. Os Exercícios Espirituais de Santo Inácio de Loyola são a chave fundamental. Eles são as lentes - ou como ele próprio diria, a "hermenêutica" - através das quais ele vê tudo o mais. Os Exercícios foram a maneira encontrada por Santo Inácio de Loyola forma de ser um discípulo. E Francisco é um seguidor de Jesus nas passadas de Santo Inácio.

Após a leitura de Francisco - O Grande Reformador, uma das principais características da pessoa e do religioso Bergoglio que mais se destaca é a do Papa não ser alguém preocupado com o poder e o bem estar material. Bergoglio é alguém inequivocamente próximo dos pobres, dos desafortunados ("los sobrantes", "las periferias existenciales", para usar expressões do Papa) e sempre mais preocupado com as outras pessoas, pessoas muito diferentes e em muito diferentes circunstâncias, desde militantes comunistas às pessoas igrejas evangélicas.

Pode parecer um lugar comum, mas o seu modelo é mesmo Jesus. Através dos Exercícios Espirituais de Santo Inácio, e de toda uma vida de contemplação dos Evangelhos - ouvindo Cristo falar e vendo-o em ação - Francisco identificou-se com Ele a um nível que é agora, provavelmente, principalmente do plano inconsciente. O que espanta as pessoas na sua atitude é o mesmo que espantava as pessoas em Jesus: que este vivia ao serviço total dos outros, com humildade e de forma austera, irradiando alegria, revelando amor nas suas ações - para os mais desprotegidos em especial - e sendo, ao mesmo tempo, um excecional organizador e dirigente.

Um dos conceitos centrais no pensamento do Papa é o de "povo fiel a Deus". O que significa este conceito hoje para a Igreja? Por outro lado, é sugerido, por vezes, que o Papa não é um pensador sofisticado como o se predecessor, Bento XVI, ainda que alguns dos textos de sua autoria sugiram precisamente o contrário. Em sua opinião, como é que pensamento teológico mais profundo coexiste em Bergoglio com a importância que ele concede, como salienta no livro às formas de devoção popular?

O Papa têm uma ligação extraordinariamente forte com as pessoas comuns. Eles olha para elas como as que levam consigo Cristo. O "santo Pueblo de Dios", como ele se lhes refere, são os pobres de Deus (os "anawim"), aqueles que são capazes de receber Cristo de uma forma natural enquanto as elites têm de se esforçar enormemente só para só tentar fazê-lo. O programa de Francisco é o de trazer a mudança das periferias para o centro, porque ele está convicto de que é assim que Deus atua, e que toda a mudança real e verdadeira tem de estar enraizada na própria ação de Deus.

Refere no livro que o Papa tem uma forma peculiar de estruturar as suas intervenções: em três pontos. Como é que então Francisco organiza as mensagens que transmite?

O Papa aprendeu as suas competências de comunicação e retórica com os Jesuítas, entre as quais a da mensagem em três pontos. Também aprendeu muito com um bispo argentino, Victor Zazpe, cuja facilidade e capacidade de falar de uma forma comum, em linguagem simples, Bergoglio admirava muito. Uma nota importante: ainda que hoje em dia, seja algo simples e automático para ele, Francisco não é, naturalmente, um simples e grande comunicador. O seu pensamento é bastante complexo e sofisticado; além disso, ele é, por natureza, uma pessoa introvertida. O grande mestre da comunicação que vemos em ação resulta de um grande esforço e de uma dádiva espiritual, sem dúvida, pela qual ele muito rezou.

Tendo em mente um dos conceitos de um teólogo e pensador importante para o Papa e latino-americano como ele, Methol Ferré, o de uma nova "fonte" para a Igreja de hoje e para a realidade contemporânea, podemos especular que o papa seguinte a Francisco também será das "periferias" e que após o muito breve pontificado de João Paulo I, será difícil ver, de novo, um papa italiano?

O Papa Francisco não é só um novo Papa, é uma nova forma de pontificado, um novo programa. Como procurei demonstrar no livro, o papado de Francisco representa a chegada a Roma de uma nova fonte para a Igreja universal - a América Latina. Neste sentido, o papado de Francisco traduz a mudança do centro de gravidade do Catolicismo mundial do Norte para o Sul. Isto não tem a ver apenas com uma questão de números; tem a ver, principalmente, com a questão do vigor da Igreja no Sul. Assim como a fonte para a Igreja da Contra-Reforma foram Espanha e Itália (e a grande maioria dos papas foi desta última) e a fonte para o Concílio Vaticano II foram a França, Alemanha e a Europa Central, agora a nova "fonte da Igreja" é a América Latina. Sem dúvida que podemos esperar que os papas do futuro sejam provenientes desta região, mas também, e finalmente, da Ásia e de África. O conclave é um processo de discernimento espiritual e nunca há certezas absolutas sobre quem os cardeais irão escolher.

Fonte - DN

Saiba quais são os dez piores países para ser cristão

O Pew Center, um dos institutos de pesquisa mais respeitados do mundo, divulgou um estudo publicado em abril de 2015 com as projeções para o crescimento das populações religiosas nas próximas quatro décadas. O relatório intitulado "O futuro das religiões do mundo: População e Projeções de Crescimento 2010-2050" constatou que na América Latina, os cristãos seguirão sendo o maior grupo religioso nas próximas décadas. O crescimento do grupo será de 25% entre 2010 e 2050.

O estudo projeta que em 2050 o número de cristãos irá girar em torno de 2,9 bilhões de pessoas. Hoje, os cristãos já são 2,17 bilhões em todo o mundo. O maior aumento será entre aqueles que dizem não ter uma crença, que passará de 45 milhões em 2010 para 65 milhões em 2050. Para os Estados Unidos, o estudo calcula que em 2050 a população de muçulmanos irá ultrapassar a de judeus, embora os cristãos ainda apareçam como maioria.

O documento do Pew Center também listou os países que os cristãos mais sofrem violência e perseguição. Conheça os dez piores países para ser cristão.

Fonte - Veja

sábado, 1 de agosto de 2015

Forte terremoto atinge a costa nordeste da Austrália

Um terremoto de magnitude 5,6 graus sacudiu, neste sábado (1º), o litoral do nordeste da Austrália, sem que as autoridades informassem inicialmente danos ou vítimas.

O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), que vigia a atividade sísmica no mundo todo, localizou o hipocentro a 10 km de profundidade, a 133 km a leste de Rainbow Beach e a 264 km a nordeste de Brisbane, ambas no estado de Queensland.

O Centro de alertas por Tsunami do Pacífico não emitiu nenhum alerta por risco de onda gigante.

O terremoto aconteceu dois dias depois que dois tremores, de magnitude 5,3 e 3,9, atingiram a mesma região, obrigando a evacuação de alguns prédios por precaução e que causaram atrasos no serviço de trens.

Estes terremotos foram considerados como os mais potentes em afetar esta região nos últimos 100 anos.

Os terremotos não são frequentes na Austrália, que fica afastada do chamado "Anel de Fogo do Pacífico", uma área de grande atividade sísmica e vulcânica sacudida por cerca de 7.000 tremores por ano, a maioria moderados.

Fonte - G1

Terremoto de magnitude 5,2 atinge Guatemala

Um forte terremoto atingiu nesta sexta-feira (31) a capital da Guatemala, mas não havia até o momento relatos de vítimas ou danos materiais, de acordo com autoridades locais e uma testemunha da Reuters.

O sismo teve magnitude 5,2 e profundidade de 58 quilômetros. O epicentro foi localizado 26 quilômetros a sudoeste da cidade de Nueva Concepción, segundo dados do Serviço Geológico dos Estados Unidos.

A Coordenação Nacional para a Redução de Desastres da Guatemala, um órgão estatal, afirmou em sua conta no Twitter que o epicentro está na região de Suchitepéquez, no sudoeste do país.

Fonte - Boa Informação


quinta-feira, 30 de julho de 2015

Arautos do Rei - Só Um Pouco Mais


segunda-feira, 27 de julho de 2015

Conheça a história de Ellen White e a importância de seus escritos - parte 1 I Revista NT


"Missionários" - Lição Escola Sabatina - Jul/Set/15

Esta área do blog concentra os links disponíveis e mais acessados para o estudo semanal da Lição da Escola Sabatina, o que é feito de forma a incentivar os que não têm o costume de estudá-la, a passarem a fazê-lo e, aos que já fizeram disso um hábito, continuar com esta excelente opção.

Os temas que temos estudado nos últimos trimestres demonstram de forma muito clara como Deus continua na condução de Seu povo e, especialmente, como é necessário estarmos atento às Suas mensagens.

"Os servos de Cristo não devem preparar determinado discurso para apresentá-lo quando forem levados a juízo por causa de sua fé. Devem preparar-se dia a dia, entesourando no coração as preciosas verdades da Palavra de Deus, alimentando-se dos ensinos de Cristo e fortalecendo sua fé pela oração; então, quando levados a juízo, o Espírito Santo lhes trará à lembrança as verdades que hão de alcançar o coração dos que as ouvirem. Qual relâmpago, trar-lhes-á Deus à memória, justo quando for necessário, o conhecimento obtido mediante diligente exame da Palavra divina." Conselhos Sobre a Escola Sabatina, pág. 41.

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Inaugurado novo Centro Ecumênico no Líbano

O Instituto Ecumênico do Oriente Médio é voltado a formar as jovens gerações de cristãos médio-orientais na história do pensamento ecumênico

Da redação, com Rádio Vaticano

Foi inaugurado em Beirute, no Líbano, o Instituto Ecumênico do Oriente Médio, voltado a formar as jovens gerações de cristãos médio-orientais na história do pensamento ecumênico. O Secretário-geral do Conselho Mundial de Igrejas, Pastor norueguês Olaf Fykse Tveit, encontrou os organizadores e os estudantes do Instituto no dia 20 de julho, durante visita a cidade.

Estudantes de diversos países

O centro ecumênico tem cerca de 40 estudantes provenientes do Líbano, Egito, Sudão, Jordânia, Síria, Palestina e Iraque e representam diversas tradições e denominações cristãs.

Iniciado pela Federação Mundial dos Estudantes Cristãos (WSCF), o Instituto Ecumênico para o Oriente Médio se propõe a promover o ecumenismo e a colaboração interconfessional no mundo árabe assim como construir pontes com as pessoas de outras religiões para um sincero diálogo construtivo.

A Federação Mundial dos Estudantes Cristãos oferece há mais de 43 anos uma preciosa experiência ecumênica na região do Oriente Médio, mas tem suas raízes em 1895, quando de sua fundação como Christian Youth Body.

Iniciação ao diálogo ecumênico

Após encontrar os estudantes, Tveit observou que em meio à difícil situação da região, o Instituto Ecumênico para o Oriente Médio adquire um significado muito grande para as Igrejas. “Com os ensinamentos do ponto de vista teológico muito qualificados, o Instituto iniciará com os estudantes nosESTUDOS bíblicos e na diversidade das tradições cristãs, motivando-os a continuar a herança do movimento ecumênico”, avaliou.

O Secretário-geral do Conselho Mundial de Igrejas definiu o Instituto como “um modo de apoiar as Igrejas na conturbada região do Oriente Médio, como expressão de solidariedade e de um modo valioso de construir relações”.

Temas estudados

Entre os temas a serem tratados no percurso de formação está o diálogo entre as Igrejas, a sua definição e história, o ecumenismo no Oriente Médio, a história das Igrejas na região e em todo o mundo, a história das instituições ecumênicas. Também serão abordados temas como o diálogo inter-religioso, estudos bíblicos, o ecumenismo na Igreja e na sociedade, as questões contemporâneas e o seu impacto nas populações do Oriente Médio, direitos humanos e a situação das mulheres no mundo.

O Instituto Ecumênico para o Oriente Médio promove a Unidade na diversidade, a construção da paz e a segurança para todos, por meio da formação dos participantes que têm interesse em comprometerem-se na formação e no pensamento ecumênico. Oficialmente, o Instituto abrirá suas portas em 31 de julho.

Papa incendeia revolta contra o capitalismo americano

Incitando as massas

Sim, o papa Francisco está encorajando a desobediência civil, levando a uma rebelião. Olhando atentamente, Francisco sabe que está incitando uma rebelião política, um levante das massas contra os capitalistas super ricos do mundo. Mas os conservadores de direita ainda continuam na negação, distorcendo a mensagem do papa, esperando que ela simplesmente desapareça, como aconteceu com o movimento “Ocupe Wall Street”. Nunca. O vício narcisista americano às políticas presidenciais está emburrecendo nosso cérebro coletivo. Atenção: esqueça Bernie x Hillary. Esqueça as distrações e palhaçadas criadas por Trump x os 15 fabulosos do Partido Republicano.[1] O papa francisco é o único líder político real que importa neste ano. Esqueça o resto. Aqui está o porquê: o papa Francisco não está apenas liderando uma “Segunda Revolução Americana”, ele está reunindo pessoas através da Terra, tanto de classe média como de pobres, levantando bilhões para criar uma revolução econômica global, uma que pode repentinamente varrer o planeta, como a tomada da Bastilha francesa, em 1789.

Infelizmente, os capitalistas conservadores – grandes petrolíferas, os bilionários Koch,[2] nosso congresso republicano e todos os negadores da ciência climática dos combustíveis fósseis – estão cegos ao fato de que sua ideologia está no lado errado da História, que por lutar uma batalha sem vencedores eles estão cometendo suicídio, autodestruindo sua própria ideologia.

O fato é: a era do capitalismo está rapidamente morrendo, uma vítima do seu próprio sucesso, sabotada pela cobiça e pela perda do código moral. Em 1776, o capitalismo de Adam Smith se tornou o núcleo do princípio econômico da América. Nós entesouramos esse ideal do capitalismo em nossas liberdades constitucionais. Nós prosperamos. A América se tornou a maior superpotência econômica na história mundial.

Mas, ao longo do caminho, a América esqueceu que o fundamento original de Smith estava na moral, nos valores, fazer o que é correto para o bem comum. Ao invés disso, nós nos desviamos para um “capitalismo mutante” narcisista, de Ayn Rand, como Jack Bogle, fundador da Vanguard, chamou de distorção dos princípios de Adam Smith no seu clássico A Batalha Pela Alma do Capitalismo. A batalha está perdida.

Na geração desde a revolução Reagan, o capitalismo autocentrado, direcionado ao consumidor e mutante perdeu sua bússola moral, indo à deriva: a desigualdade explodiu, o crescimento da renda estagnou, os pobres continuaram ficando mais pobres. Ainda, pelo mundo, bilionários explodiram de 322 em 2000 para 1.826 em 2015, com a previsão de 11 famílias trilionárias controlando o Planeta por volta de 2100.

Mas não por muito mais tempo, ao acelerar-se a revolução do papa Francisco, como deixa clara sua implacável mensagem de direitos sagrados. Por quê? Nossa elite do capitalismo mutante disparou um massivo revés, uma “crise humana profunda, a negação da primazia da pessoa humana. A adoração ao antigo bezerro de ouro se tornou um novo e desumano disfarce da idolatria do dinheiro”.

Um papa Francisco agressivo está em uma missão de transformar a ideologia mutante do mundo capitalista atual, com sua rampante negação da ciência climática centrada no lucro. Felizmente, o papa irá logo confrontar e desafiar o Congresso do Partido Republicano diretamente, então a Assembleia Geral das Nações Unidas, para desafiar a falha do mundo capitalista para tomar ações sobre mudanças climáticas. Talvez eles finalmente acordem.

A recente viagem do papa Francisco para a América do Sul revelou um claro anticapitalismo, uma mensagem socialista, chamando para uma “mudança estrutural para uma economia global que corre contra o plano de Jesus”, como reportado naTime por Christopher Hale. Francisco advertiu: “O futuro da humanidade não repousa somente nas mãos dos grandes líderes, dos grandes poderes e das elites.” O futuro “está fundamentalmente nas mãos dos povos e em sua habilidade de organizar. Está nas mãos deles, os quais podem dirigir, com humildade e convicção, esse processo de mudança. Eu estou com vocês.” O papa está advertindo todos os capitalistas em todos os lugares. Como Jesus diz na Bíblia, os pobres sempre estarão convosco, mas os ricos podem não estar após a revolução que está chegando.

Sim, pessoal, o papa Francisco é um revolucionário destinado a terminar nos livros de história ao lado de Lenin e Marx, Mao e Castro. Ele está obviamente incitando a revolução, quer a desobediência civil e a insurreição política, está levando os pobres à rebelião contra os ricos, grandemente suplantados numericamente.

De fato, Francisco se tornou um dos maiores líderes revolucionários mundiais. Ele não está apenas incitando um levante das massas contra os bilionários capitalistas afortunados, ele está lá no fronte da revolução global emergente, encorajando as massas, chorando as lamúrias da batalha, um líder na tradição de Washington.

Assim, a mídia deve parar de confundir a natureza agradável de Francisco, seu perpétuo sorriso, esquecendo-se de suas verdadeiras intenções. Ele está em um agressivo chamado às armas, um chamado por uma revolução global atacando o atual “capitalismo mutante” fora de controle, orientado ao consumidor, um chamado a substituir o capitalismo com um novo socialismo econômico dando aos pobres “os direitos sagrados” pareadamente com os super ricos.

Hale, da Time, destacou as quatro “fundações” da vindoura “revolução” do papa. Hale cobriu o tour do papa na América do Sul, em “O papa Francisco não está na defensiva – e os políticos dos EUA devem ficar atentos”. Na Bolívia, Francisco advertiu que capitalismo global é um fracasso e precisa de uma “mudança estrutural” porque ele corre contra o “plano de Jesus”. Hale então adicionou que os “líderes de ambos os partidos podem se arrepender de aceitar o convite do pontífice jesuíta de 78 anos de idade” para falar a uma sessão do Congresso [dos EUA] em dois meses. Cinco razões fazem o aviso suficientemente óbvio:

Socialismo: todos têm um direito sagrado à terra, habitação e trabalho

“O papa Francisco argumenta que todos têm um direito divino de ter um trabalho, de possuir uma terra, e de ter um lar.” Esses direitos vão “muito além do ensino tradicional social da Igreja Católica, que pleiteia pela dignidade do trabalho, mas não vão tão longe a ponto de dizer que todos têm um direito dado por Deus de ter um trabalho”. Mas, claramente, o papa Francisco diz que os pobres de fato têm “direitos sagrados” inalienáveis, em par com aqueles garantidos na Constituição Americana. E, claramente, Scott Walker e o Partido Republicano já negam uma similar agenda liberal de “direitos sagrados” de salário mínimo, propriedade e trabalho.

Os humanos, não os lucros capitalistas, devem estar ao centro da economia global

A mensagem do papa Francisco é inconfundível: “o capitalismo descontrolado” que se tornou um “ditador sutil” é agora o próprio “excremento do diabo”. Ai! Isso deve machucar mesmo o gélido empedernido ego dos Koch. Francisco diz que a ganância capitalista “irrefreada na perseguição do dinheiro” está destruindo o “bem comum”, preparando o palco para revoluções. O papa apelou às massas para “dizer não à uma economia de exclusão e desigualdade, onde o dinheiro domina”, porque os capitalistas irão “destruir a Mãe-Terra” para enriquecer a elite super rica. Ainda outro chamado revolucionário à batalha.

Milhões ao redor do mundo não podem esperar muito tempo por ação

A encíclica do papa Francisco advertiu que “as previsões apocalípticas” sobre o clima “não podem mais ser vistas com ironia e desdém”, ou repelidas sem uma ação. Agora, Francisco está agressivamente empurrando os líderes mundiais e humanos de todos os lugares a lutar contra todas as injustiças econômicas aos indivíduos. O tic-tac do relógio ressoa, o tempo está “se esgotando: nós ainda não estamos nos destruindo uns aos outros, mas nós estamos destruindo nosso lar comum” aqui na Terra. O papa Francisco também encoraja as pessoas a começar a reclamar “nós queremos mudança!”. Lembra o filme de 1976 “A Rede”, no qual um âncora televisivo conclama telespectadores a gritar: “Eu estou louco e não vou mais aguentar isto!”

Revoluções começam com cidadãos irados, não com políticos ou filantropos

Hale da Time diz que o chamado do papa por uma “mudança estrutural não será o resultado de nenhuma decisão política”. O papa entende que os políticos raramente lideram. A mudança é iniciada de baixo, por multidões iradas; ela é “apanhada nas lutas das vidas das pessoas”, incendiadas, rebeldes, motivadas a agir; então a revolução se incendeia e se move rapidamente como fogo em combustível para jatos.

Advertência: o socialismo é agora uma obrigação moral, um mandamento a obedecer

Há de se admitir: o papa Francisco está claramente incitando as pessoas a se rebelarem com sua mensagem passional, provocativa e inspiracional, a qual rememora Marx, e ainda diretamente o Evangelho de Jesus: “Trabalhar por uma justa distribuição dos frutos da Terra e trabalho humano não é meramente filantropia”, não apenas uma esmola de bilionários capitalistas.

Ao invés disso, o papa Francisco muda nosso foco: o socialismo é agora “uma obrigação moral. E para os cristãos a responsabilidade é ainda maior: é um mandamento. Diz respeito a dar aos pobres e aos povos o que é seu como um direito sagrado”. E se nós falharmos em dar-lhes livremente, não se surpreenda quando as revoluções explodirem pelo planeta Terra.

(Market Watch; tradução: Alexsander D. da Silva)

¹ N.T.: Atualmente, há 15 candidatos republicanos à presidência da República norte-americana.
² N.T.: Família Koch, detentora das Indústrias Koch, a segunda maior companhia privada dos EUA, com receitas de 115 bilhões de dólares, em 2013.

"A grande aposta evangélica do papa"


#Vaticano #Ecumenismo
Posted by Diário da Profecia on Sexta, 24 de julho de 2015

A pregação política do papa Francisco pode ser a chave para os candidatos à presidência dos EUA

Para ser eleito em 1960, John F. Kennedy, um católico, foi forçado a dizer à nação que ele não aceitaria ordens do papa. Nas eleições de 2016, tal separação não será necessária. Com um número recorde de católicos aspirantes à Presidência e o descontroladamente popular Papa Francisco visitando a nação neste outono, muitos candidatos - católicos ou não - estão buscando maneiras de ligar-se à missão e visão deste pontífice argentino.

Os tempos mudaram. Com um vice-presidente católico, seis juízes católicos na Suprema Corte, um presidente da Câmara de Deputados católico, e um grande número de católicos no Congresso, a idade de ouro do catolicismo na política americana chegou. Isso teria sido inimaginável há apenas algumas décadas atrás. Kennedy foi o primeiro presidente católico. O irlandês católico Al Smith provavelmente perdeu a campanha de 1928 por causa de sua religião.

Esta ascendência dos católicos para a vanguarda da política americana só foi acelerada pelo inovador papado de Francisco. Sua viagem de setembro para os EUA será o principal evento das primárias presidenciais de 2016.

Os políticos e os candidatos estão provavelmente planejando como utilizar melhor a primeira viagem do pontífice aos EUA para levar adiante suas agendas. A viagem do papa Francisco não será sobre política, mas seria ingênuo ignorar as implicações políticas de uma visita durante a qual ele é esperado para promover sua recente encíclica sobre o cuidado com a criação de Deus, a obrigação religiosa para defender a dignidade dos imigrantes, dos pobres e dos não-nascidos, e o escândalo moral da desigualdade social e de uma economia que mata.

O auge político da viagem será o seu discurso ao Congresso dia 24 de setembro.

[...]

Fonte: Time

NOTA Minuto Profético: "São de grande alcance os planos e modos de operar da Igreja de Roma. Emprega todo expediente para estender a influência e aumentar o poderio, preparando-se para um conflito feroz e decidido a fim de readquirir o domínio do mundo, restabelecer a perseguição e desfazer tudo que o protestantismo fez... Os homens cerram os olhos ao verdadeiro caráter do romanismo, a aos perigos que se devem recear com a sua supremacia. O povo necessita ser despertado a fim de resistir aos avanços deste perigosíssimo inimigo da liberdade civil e religiosa". O Grande Conflito, p. 565 e 566.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Prefeito de Nova York: O Papa é a voz moral forte no mundo

Bill de Blasio, durante encontro para prefeitos no Vaticano, falou sobre a figura do Pontífice e a sua próxima viagem aos Estados Unidos

O prefeito de Nova York disse que nada poderia ser mais encorajador e inspirador do que ter o Papa Francisco, "a voz moral mais forte no mundo de hoje", convocando as principais forças políticas para a ação.

Foi o que disse Bill de Blasio.na terça-feira durante o encontro de dois dias no Vaticano intitulado “Escravidão moderna e Mudanças climáticas: O Compromisso das Cidades", organizado pela Pontifícia Academia Ciência, Ciências Sociais e pelas Nações Unidas.

"Esta foi uma reunião extraordinária e o Papa, mais uma vez, mostrou-nos um novo tipo de liderança", disse o prefeito. Especialmente "ao reunir prefeitos de todo o mundo e líderes que querem tomar medidas sobre as mudanças climáticas e contra o tráfico humano neste momento". "Esta é a maneira de mudar o paradigma", disse ele.

“Sua Santidade, disse o prefeito de Nova York, está "muito consciente" desta reunião estratégica para combater os problemas mundiais. Reunir prefeitos, disse ele, foi "uma ação extraordinariamente eficaz, porque várias pessoas com ideias afins naquela sala, agora, estão comprometidas com a ação e em realiza-la rapidamente para causar um impacto nas questões mundiais, lembrando que existe sempre a realidade da vida humana e a força em números. Eu acho que é um lembrete de que muitos líderes de todo o mundo, localmente, querem incentivar seus governos a agirem e querem liderar pelo exemplo".

"Para mim foi um grande privilégio fazer parte disso. Imediatamente comecei a pensar sobre o que mais poderíamos fazer olhando para o futuro. Certamente teve o efeito desejado sobre mim...de fazer mais e o mais rápido possível".

O prefeito disse que não cumprimentou Francisco, mas teve "a honra de estar na sala" quando ele falou para todos os prefeitos. "Foi muito legal estar perto dele", afirmou.

"Sua voz é muito inspiradora. Acho que muitas pessoas o veem pela TV, leem seus escritos, e isso é o que nos inspira. Será uma honra passar algum tempo com ele em Nova York em setembro. Mas apenas ouvi-lo falar, hoje, o poder de sua voz, e pensar no significado da encíclica, foi incrível", disse Blasio.

A encíclica, continuou o prefeito, é "um documento extraordinariamente importante", tem "força" e transmite a "necessidade de mudança".

Quando perguntado sobre as práticas injustas no comércio e na política, que o Papa criticou, o prefeito disse acreditar que "ele está convocando o mundo dos negócios e o governo...Acho que ele está dizendo que as instituições ao redor do mundo falharam e nós temos que nos esforçar mais em determinadas questões".

"Francisco certamente não tem medo de falar sobre as questões do sistema capitalista, que é necessário", disse ele.

O prefeito descreveu a encíclica como "equilibrada". "No documento, o Papa Francisco fala da responsabilidade individual; a responsabilidade da maioria dos cidadãos de não serem tão obcecados pela cultura do consumo. Eu acho que é muito, muito equilibrado".

O prefeito disse que o Papa com "elegância" e "força" mostrou em seu discurso como as questões sobre o tráfico de seres humanos, a pobreza e as mudanças climáticas estão interligados. "Se não estamos cuidando da terra, se não temos uma economia justa, se estas duas realidades são baseadas em decisões empresariais e governamentais que não fazem sentido, infelizmente, estão entrando em um ciclo negativo".

Visita a Nova York

A viagem apostólica do Santo Padre aos Estados Unidos terá lugar de 22 a 27 de setembro. No dia 24 Francisco estará em Nova York. ZENIT perguntou ao prefeito sobre os preparativos para a visita apostólica e quais são as expectativas.

"Eu acho que vai ser extraordinário", respondeu o prefeito sorrindo. "Eu acho que vai acontecer durante a semana anual da ONU. Então, logisticamente, haverá muito o que fazer. E isso demanda um grande esforço por parte da cidade para acomodar tanto a visita do Papa como a semana da ONU, mas estamos prontos. Estamos nos preparando há meses, trabalhando em estreita colaboração com o Cardeal Dolan e sua equipe e, claro, com representantes do Vaticano nos Estados Unidos. Então, eu acho que vai ser um momento extraordinário e acho que a emoção que os nova-iorquinos sentem por este Papa irá se manifestar nas ruas da cidade".

"O Cardeal Dolan é um grande amigo", acrescentou ele. "Nós temos falado sobre esta visita há meses... Eu acho que há uma grande colaboração entre a arquidiocese, a cidade, o governo ... Estamos muito confiantes sobre esta visita”.

Quando questionado sobre sua opinião pessoal sobre a mensagem que o Papa dará ao Congresso e Washington, o prefeito de Blasio disse: "Eu espero que tenha um "efeito de limpeza" no Congresso dos Estados Unidos".

"A mensagem do Papa precisa ser ouvida em Washington. As ideias de combater a desigualdade e criar uma realidade mais justa economicamente têm sido ignoradas. O momento não poderia ser melhor", disse o prefeito. "Eu acho que ele tem a capacidade de penetrar em tudo isso e de ser um sinal de alerta para o Congresso".

Fonte - Zenit

Nota DDP:
O mundo está se maravilhando atrás do papa...

Como acabar com altos e baixos na economia: tornar ilegal o dinheiro em espécie

Uma nova lei proposta na Dinamarca poderia ser o primeiro passo para uma revolução econômica que vê moedas físicas e contas bancárias normais abolidas e dá a governos futuristas novas ferramentas para combater o ciclo de "altos e baixos" na economia.

A proposta dinamarquesa parece inócua o suficiente na superfície - seria simplesmente permitir que lojas recusem pagamentos em dinheiro e insistir que os clientes usem cartões de débito inteligente [que usa sinais de rádio para fornecer uma conexão sem fio com um leitor de cartão] ou alguns outros meios de pagamento eletrônico.

Oficialmente, o objetivo é aliviar "encargos administrativos e financeiros", tais como o custo de contratação de um serviço de segurança para enviar dinheiro para o banco, e é parte de um programa de reformas destinadas a impulsionar o crescimento - há evidências de que o uso de enormes quantias em espécie em uma economia age como um entrave.

Mas o movimento poderia ser um momento chave no advento de "sociedades sem dinheiro". E uma vez que todo o dinheiro exista apenas em contas bancárias - monitorado, ou mesmo diretamente controlado pelo governo - as autoridades serão capazes de encorajar-nos a gastar mais quando a economia desacelera, ou gastar menos quando se está superaquecendo.

Isso tudo pode parecer exagero, mas a ideia foi desenvolvida com algum detalhe pelo acadêmico norueguês, Trond Andresen.

Neste mundo futurista, todos os pagamentos são feitos através de cartão inteligente, aplicativos de celular ou outros meios eletrônicos, enquanto as notas e moedas são abolidas. Sua conta atual não será mais realizada com um banco, mas com o governo ou o banco central. Bancos ainda existem, e ainda emprestam dinheiro, mas eles obtêm os seus fundos do banco central, não a partir de depositantes.

Ter a conta de todos em uma única instituição central permite às autoridades encorajar ou desencorajar as pessoas a gastar. Para aumentar os gastos, o banco impõe uma taxa de juro negativo sobre o dinheiro na conta de todo mundo - na verdade, um imposto sobre a poupança.

Ao invés de ver seu dinheiro confiscado lentamente, as pessoas são mais propensas a gastar em bens e serviços. Quando esta mudança de comportamento ocorre em todo o país, a economia recebe um impulso significativo.

Os que lucram respondem do mesmo modo, e também gastam. O dinheiro circula mais rapidamente - ou, como dizem os economistas, a "velocidade do dinheiro" aumenta.

E quanto à situação oposta - quando a economia está superaquecendo? O banco central ou o governo certamente vai valorizar todo interesse sobre os saldos de crédito, mas poderia ir mais longe e impor um imposto sobre as transações.

Nesse caso, sempre que você usar o dinheiro em sua conta para comprar algo, você pagará uma pequena multa. Isso torna as pessoas menos inclinadas a gastar e mais inclinadas a poupar, reduzindo assim a atividade econômica.

[...]

Além do controle sobre a economia, haveria muitas outras vantagens de uma sociedade sem dinheiro. Tal sistema é muito mais barato para executar do que um baseado em notas e moedas. A falsificação é impossível, como também os roubos.

O dinheiro eletrônico é um sistema inclusivo e conveniente, dando às pessoas de áreas pobres e rurais de uma economia - onde as máquinas de caixa e agências bancárias podem ser poucas e distantes entre si e nem todas as pessoas têm contas - uma ferramenta para a participação fácil na economia.

Finalmente, a "economia informal" será extremamente reduzida e a evasão fiscal quase impossível.

Fonte: The Telegraph

NOTA Minuto Profético: Forçar as pessoas a usar apenas dinheiro eletrônico é o sonho dos construtores da Babilônia moderna. Esse totalitarismo econômico é passo prévio para a Lei Dominical. Fica fácil perceber que nesse mundo futurista, quem não receber a marca da besta (guarda do domingo) não vai poder comprar nem vender. Ap 13:15-17.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

O rei do norte e a terceira guerra mundial

Papel profético?

No fim de 2013, o mundo estava agitado pelos ventos de guerra que sopravam do Oriente Médio. Jihadistas da Al-Qaeda juntamente com outros grupos rebeldes tentavam derrubar o presidente da Síria Bashar al-Assad trazendo grande instabilidade à região. Por outro lado, os EUA e outros países do ocidente também enviaram navios de guerra e tropas para uma possível invasão e tomada da Síria, e talvez de outros países, sob a alegação de que o presidente sírio era um ditador que violava os direitos humanos. O fato é que a Rússia e o Irã deram suporte logístico à Síria, que acabou resistindo às milícias rebeldes, e por fatores ocultos aos olhos humanos, as tropas dos EUA e da Otan voltaram para casa e a iminente invasão que poderia ser o início do cumprimento profético de Daniel 11:40 não ocorreu: “No tempo do fim o rei do sul lutará [nagah] com ele [rei do norte], e o rei do norte arremeterá contra ele com carros, cavaleiros e com muitos navios, e entrará nas suas terras, e as inundará, e passará.”

Note que o verbo nagah, no hebraico, significa chifrar, ferir, lutar. O que dá a entender que antes de o rei do norte (Vaticano usando os EUA e a Otan) invadir o Oriente Médio e o norte da África, o rei do sul deve feri-lo primeiro. É o estopim que falta para cumprir a profecia. Nas últimas vezes em que o rei do sul foi mencionado (v. 25 e 29), o texto profético apontava para as Cruzadas, quando o rei do norte (Igreja Romana) lutaria com o rei do sul (exércitos muçulmanos) pela disputa da Terra Santas. Tendo isso em mente, é de se esperar que o rei do sul nos versos 40-45 se trate também dos exércitos muçulmanos.

No decorrer de 2014 e 2015, o cenário político do Oriente Médio sofreu diversas mudanças, o que possibilitou a consolidação de um movimento muçulmano sunita radical: o Estado Islâmico do Iraque e do Levante, mais conhecido como Estado Islâmico. “Quando, a 29 de junho de 2014, um grupo conhecido até então por diferentes siglas decidiu que passaria a se chamar apenas Estado Islâmico e proclamou a criação de um califado, seu porta-voz, Abu Mohammed al-Adnani, anunciou o nascimento de ‘uma nova era da jihad internacional’” (Público).

O Estado Islâmico é um movimento “formidável, mais eficaz do que qualquer outro grupo jihadista na história”, diz J. M. Berger, co-autor de Estado Islâmico – Estado de Terror, numa entrevista recente ao jornal Público. Trata-se de “um grupo apocalíptico, fanático, e as pessoas que atrai e que nele se envolvem têm uma enorme tolerância à mensagem”, sublinha o investigador.

Segundo Jon B. Alterman, diretor do Programa Para o Médio Oriente do Center for Strategic and International Studies (CSIS), de Washington, “ao contrário da Al-Qaeda, que operava quase exclusivamente em árabe, o Estado Islâmico integra forças que falam árabe, inglês, francês, tchetcheno, russo, turco e mais” (Público).

“Eles são uma ameaça maior do que a Al-Qaeda, principalmente porque, com recursos como o petróleo, não precisam de apoio de outros grupos”, explica Heni Ozi Cukier, cientista político e professor de Relações Internacionais daESPM. “Mas o foco deles hoje é expandir seu território. Para isso eles precisam de militantes e, para atrair esses militantes, eles atacam no Ocidente para demonstrar poder. Não há limites para o EI” (Último Segundo).

As ambições apocalípticas do Estado Islâmico chocaram as autoridades quando divulgaram a ameaça de promover um atentando similar ao 11 de setembro de 2001 contra os Estados Unidos. Em vídeo de 11 minutos intitulado “Nós vamos queimar a América”, divulgado na internet, os extremistas afirmam que não “há segurança para qualquer americano no globo” (Yahoo).

Como parte de sua estrutura de propaganda ostensiva, o Estado Islâmico passou a publicar uma revista em árabe e em inglês, Dabiq, nome dado em homenagem à pequena cidade síria tomada pelo EI, onde, de acordo com sua escatologia, acontecerá a última cruzada apocalíptica profetizada por Maomé.

Em sua quarta edição, a revista trouxe na capa a foto do Vaticano tendo a bandeira do EI hasteada sobre o obelisco na praça de São Pedro. A chamada da capa - “A cruzada que falhou” - é uma alusão ao termo usado pelo presidente George Bush, que classificou a guerra ao terrorismo pós-11 de setembro como uma Cruzada. Além disso, a matéria de capa traz no seu texto outra imagem aérea do Vaticano com a seguinte legenda: “Nós conquistaremos sua Roma” (Dabiq).

Segundo informou o presidente do Centro de ESTUDOS para Estratégia Militar e de Segurança da Síria ao britânico Daily Mail, o Estado Islâmico “está planejando enviar membros da sua temida força policial feminina para atacar locais religiosos na Europa. O grupo terrorista vai enviar pelo menos dez membros da cruel Brigada Al-Khansaa para atingir símbolos cristãos, possivelmente em ataques suicidas... As mulheres não têm tanta dificuldade para se infiltrar como os homens, e há muitas europeias na Brigada, como francesas e inglesas, o que torna mais fácil entrar sem ser percebidas. Não achamos que elas estarão vestindo um hijab ou uma burca... elas estarão vestidas de forma normal como todo mundo, como se fossem turistas”. Segundo suas fontes secretas, o Estado Islâmico “vai tentar atacar símbolos cristãos, como o Vaticano, por exemplo”.

Com tantas ameaças em vista, a Otan já planeja reagir. “A Organização do Tratado do Atlântico Norte e seus aliados realizarão o maior exercício militar em mais de uma década, a partir de outubro, mobilizando 36.000 soldados pelo Mediterrâneo a fim de conter a ameaça do Estado Islâmico no flanco sul da aliança militar... Mais de 30 países, incluindo nações fora da Otan, tais como Suécia e Áustria, participarão dos exercícios na Itália, Espanha, Portugal e no Mediterrâneo, que se estenderão de 3 de outubro até 6 de novembro [de 2015]” (Exame).

Fica, então, a pergunta: Será o Estado Islâmico o agente responsável por acender o estopim que falta para explodir a invasão do Oriente Médio e do norte da África pelos EUA e pela Otan (e por trás o Vaticano)? Só o tempo dirá...

“Certamente, venho sem demora. Amém! Vem Senhor Jesus!” (Apocalipse 22:20).

(Minuto Profético)

Nota Criacionismo: O texto acima foi escrito pelo pastor e teólogo Sérgio Santeli (meu colega de mestrado). Ele escreveu as primeiras quatro partes desse estudo em 2013, quando parecia que ia estourar uma guerra no Oriente Médio e sua atenção foi chamada para Daniel 11. Porém, a guerra não ocorreu, mas agora ele atentou para o fato de que o rei do sul vai atacar primeiro, e com tantas notícias evidenciando a disposição do EI em atacar o Vaticano, a profecia pode se cumprir. Há outras linhas de interpretação de outros teólogos. Alguns interpretam o capítulo literalmente, e na parte final (v. 40-45) espiritualizam.

O fator determinante para considerar que o capítulo todo, inclusive os versos finais, possa ser literal tem que ver com o único texto que Ellen White escreveu sobre o assunto: “O mundo está agitado pelo espírito de guerra. A profecia do capítulo 11 de Daniel atingiu quase o seu cumprimento completo. Logo se darão as cenas de perturbação das quais falam as profecias” (Testemunhos Para a Igreja, v. 9, p. 14).

Santeli me disse que não consegue visualizar nada mais do guerra nessas palavras. Ele acredita que, quando acontecer um ataque no Vaticano, Roma vai posar de vítima e a partir daí qualquer um que falar qualquer coisa contra o Vaticano será rotulado de fundamentalista, fanático, terrorista. Rapidamente os holofotes vão se voltar contra quem?

Bem, esse é um cenário possível. Como são profecias ainda por se cumprir, às vezes fica difícil saber exatamente do se trata. Vamos aguardar (e nos preparar) para ver. E pregar enquanto aguardamos.

terça-feira, 21 de julho de 2015

Papa manda recado à ONU e recebe prefeitos

Prefeitos cumprimentam o papa

O papa Francisco exortou a ONU (Organização das Nações Unidas) nesta terça-feira (21) a adotar uma “postura muito firme” contra a mudança climática na cúpula sobre o aquecimento global marcada para dezembro em Paris. O pontífice falou durante uma conferência organizada pelo Vaticano com prefeitos e governadores de grandes cidades que assinaram uma declaração que pede que os líderes globais tomem atitudes firmes na cúpula da ONU, dizendo que pode ser a última chance para lidar com o aquecimento global induzido pela atividade humana. “Tenho grandes esperanças na cúpula de Paris”, declarou o papa. “Tenho grandes esperanças de que um acordo fundamental seja alcançado. A Organização das Nações Unidas precisa adotar uma postura muito firme nisso.”

No mês passado, Francisco emitiu uma encíclica sobre a mudança climática, a primeira dedicada ao meio ambiente. A exortação para 1,2 bilhão de membros da Igreja pode levar os católicos de todo o mundo a fazer lobby com formuladores de políticas a respeito de temas ecológicos e da mudança climática.

Diversos prefeitos brasileiros, entre eles o de São Paulo, Fernando Haddad (PT), participavam de uma audiência sobre o desenvolvimento sustentável das cidades no Vaticano. [...] Além [de Haddad], também foram ao Vaticano o presidente da Frente Nacional dos Prefeitos (FNP), Marcio Lacerda, de Belo Horizonte, e ACM Neto, de Salvador, entre outros. Prefeitos de outras cidades do mundo também estavam presentes, como o de Nova York, Bill de Blasio. [...]

(BOL Notícias e G1 Notícias)

Nota Criacionismo: Quando autoridades políticas do mundo vão até o papa em busca de conselho e apoio, isso deixa mais do que claro que a influência do líder católico se amplia cada vez mais. Quando o papa discursar na ONU e no Senado norte-americano, em setembro, as cabeças já estarão feitas para aceitar suas propostas, que, admita-se, são muito simpáticas, porém, um tanto perigosas, pelo menos em um aspecto – conhecido daqueles que têm estudado o tema ECOmenismo, neste blog.

Nova legislação pode tornar crime pregar nas redes sociais

Denúncias dificultarão o evangelismo

Uma nova lei aprovada recentemente para combater o cyberbullying entre os internautas da Nova Zelândia pode, ao fim das contas, limitar a liberdade religiosa e levar à prisão quem compartilhar o Evangelho nas redes sociais. A lei prevê que qualquer pessoa que cause “sofrimento emocional grave” a terceiros, através de redes sociais, como Facebook e Twitter, pode ser considerado transgressor da lei. As mensagens passíveis de punição são as que forem consideradas racistas, sexistas, críticas às diversas orientações sexuais existentes, preconceituosas em relação a deficiências físicas ou intolerantes, religiosamente falando. No entanto, o perigo à liberdade de expressão de cristãos mora justamente nesse ponto. Qualquer usuário poderá denunciar umpost que fale sobre a fé cristã, ou que explique que dentro do cristianismo a homossexualidade é vista como uma ofensa a Deus.

O critério para definir se a mensagem é ofensiva será o pessoal. Caso alguém fique ofendido com a mensagem, poderá denunciar, e se a denúncia for aceita, o autor estaria sujeito às sanções previstas na lei.

Segundo informações do Berean Research, os casos que se enquadrem nessa tipificação podem ser resolvidos com mediação judicial, multa de até US$ 134 mil ou prisão. De acordo com a lei, incitações ao suicídio também são passíveis de prisão de até três anos.

“Muitas vezes, esquerdistas dizem que cristãos incitam jovens com gênero confuso ao suicídio, porque nós representamos a definição bíblica do casamento, que é entre um homem e uma mulher, e que todo o pecado sexual é pecado”, afirmou Amy Spreeman, editora do Berean, ilustrando como a nova lei permite distorções e abusos.

A alternativa aos editores de sites cristãos seria retirar do ar todo o material considerado ofensivo em até 48 horas após o registro da denúncia, uma forma de censura. “Qualquer pessoa que tenha um site como o nosso, ou qualquer um que compartilhe as Escrituras ou artigos sobre a verdade bíblica, está avisado. Sua liberdade como você conhecia será destruída caso a legislação seja mantida”, concluiu

(Gospel Mais)

Nota Criacionismo:
Igrejas e cristãos que não pregam em tempos de paz e liberdade terão que fazê-lo (se quiserem, evidentemente) em tempos de perseguição.

terça-feira, 14 de julho de 2015

Irã e potências mundiais concluem acordo nuclear

O Irã e as grandes potências potências conseguiram concluir nesta terça-feira um acordo histórico em Viena sobre o programa nuclear iraniano, anunciou à AFP uma fonte diplomática próxima às negociações.

"O acordo está concluído", afirmou a fonte à AFP, ao fim de 21 meses de negociações e uma etapa final de 17 dias de intensas discussões em Viena para encerrar um tema que abala as relações internacionais há 12 anos.

Uma reunião "plenária final" está prevista para as 10H30 (5H30 de Brasília) na sede da ONU em Viena, seguida por uma entrevista coletiva.

Os chefes da diplomacia do Irã e do grupo 5+1 (Estados Unidos, Grã-Bretanha, França, Rússia, China e Alemanha) negociavam há 17 dias no palácio de Coburg da capital austríaca.

O objetivo do acordo é assegurar que o programa nuclear iraniano tem um caráter não militar, em troca da retirada das sanções internacionais que asfixiam a economia do país.

O texto, que autoriza Teerã a prosseguir com o programa nuclear civil, abre o caminho para uma normalização da presença do Irã no cenário internacional.

Na segunda-feira à meia-noite (hora local), a atividade diplomática era intensa. Os ministros das grandes potências participaram de uma reunião plenária, logo depois de uma conversa entre o secretário de Estado americano, John Kerry, e o ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov. No momento ainda existiam "pontos de divergência", segundo o porta-voz do presidente americano Barack Obama.

Há dois dias, os participantes afirmavam que o texto estava praticamente concluído, mas que ainda era necessário adotar "decisões políticas" para resolver dois ou três pontos de desacordo.

Enquanto americanos e iranianos se mostravam dispostos a prosseguir com as negociações pelo tempo necessário, Pequim pediu na segunda-feira o fim das tergiversações.

"Não há acordo perfeito", lembrou o chanceler chinês, Wang Yi, acrescentando que "as condições já estão dadas para alcançar um bom acordo".

"Não pode e não devem acontecer novos atrasos", completou.

Caso o acordo seja confirmado oficialmente, será anunciado vários dias após o prazo estabelecido: previsto inicialmente para 30 de junho, a data limite foi prorrogada em várias ocasiões, em função da importância do que estava em jogo.

Como um sinal de que o fim das discussões estaria próximo, o ministro iraniano do Interior pediu que as autoridades locais preparem um cenário de comemoração nas ruas. A população, que elegeu o presidente Hassan Rohani em 2013 com a promessa de conseguir a suspensão das sanções, espera uma melhora de suas condições de vida, caso um acordo seja assinado.

Essa rodada de negociações internacionais é uma das mais longas, em nível ministerial e em apenas um lugar, depois da que levou aos acordos de Dayton (EUA) após a guerra da Bósnia-Herzegovina em 1995.

Em abril, os negociadores entraram em acordo em Lausanne (Suíça) sobre as linhas gerais de um texto, que incluía a diminuição do número de centrífugas e das reservas de urânio enriquecido de Teerã. Na prática, isso impossibilita a fabricação de uma bomba atômica em curto prazo.

Fonte - Yahoo 

Nota DDP:  Pois que, quando disserem: Há paz e segurança, então lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida, e de modo nenhum escaparão. (1 Te 5:3)

"Os anjos estão agora retendo os ventos da contenda, até que o mundo seja advertido de sua vindoura condenação; uma tempestade, porém, está-se preparando, prestes a irromper sobre a Terra, e quando Deus ordenar a Seus anjos que soltem os ventos, haverá tal cena de conflito que a pena não pode descrever. ..." {Ma 262.5}

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Construção do Terceiro Templo avança em Israel

O Instituto do Templo tem mostrado com regularidade os avanços na preparação para o restabelecimento dos cultos no Templo, segundo o modelo do Antigo Testamento. Eles se dedicam a isso há 27 anos.

Depois de vários dias anunciando que fariam uma grande revelação, neste domingo (12) veio a notícia que depois de quase dois mil anos, Israel voltará a criar novilhas vermelhas, de acordo com o mandamento bíblico de Números 19.

Em parceria com um experiente criador de gado de Israel, cujo nome não foi revelado, o Instituto explica que os animais serão gerados em condições específicas e num ambiente controlado. Embora existam várias espécies de gado desse tipo sendo criados pelo mundo, até hoje não se encontrou um que se encaixe na descrição bíblica.

De acordo com o Israel National News, os embriões congelados da raça Red Angus foram levados para Israel e em breve devem ser fecundadas as primeiras matrizes.

A novilha precisa ser perfeita e com o pelo totalmente vermelho. Ela é fundamental para o trabalho dos sacerdotes do Templo na realização dos sacrifícios. Segundo o livro de Números, suas cinzas são usadas ​​para a purificação ritual.

Essa é a penúltima peça para a restauração plena do trabalho sacerdotal em Jerusalém. A última será, sem dúvida, a Arca da Aliança.

Vários especialistas em profecias estão comentando o anúncio do Instituto do Templo. A opinião quase unânime é que daqui a três anos os animais estariam prontos para serem abatidos e usados no serviço do templo segundo os requisitos bíblicos (Gn 15:9).

Considerando que o Estado de Israel completará 70 anos em 2018, essa data é vista como o cumprimento de um tempo profético, pois marcaria o fim de uma geração. Ou seja, se tudo estiver pronto em três anos, Israel poderá retomar os sacrifícios rituais na mesma época em que se espera o fechamento de um ciclo profético.

Chama atenção o fato de o anúncio ser feito nas vésperas do período anual de três semanas, quando os judeus de todo o mundo lamentam a destruição do Templo de Salomão e do Segundo Templo (ou Templo de Herodes).

As preparações para o Terceiro Templo

O Instituto do Templo já anunciou que produziu mais de 70 objetos sagrados, com destaque para as vestes do sumo-sacerdote, incluindo o peitoral incrustado de pedras preciosas.

Somente o peitoral custou quase 500 mil reais. Há também trombetas de prata e harpas de madeira, bandejas para coletar o sangue dos sacrifícios, um incensário e a mesa onde fica o pão ritual. O candelabro (menorá) feito com 90 kg de ouro e pesando 1,5 tonelada está exibido ao público perto do muro das lamentações. Seu custo aproximado foi 3,2 milhões de reais.

Os 20 estudiosos do Talmude, que trabalham para o Instituto em tempo integral, elaboraram em detalhes todos os procedimentos seguindo as leis elaboradas cerca de 3.000 anos atrás. O Instituto afirma que já gastou mais de 30 milhões de dólares até o momento.

Os sacerdotes e levitas estão sendo treinados para os sacrifícios segundo a revelação de Moisés e o novo véu que separa o santo dos santos já está pronto.

O líder e fundador do Instituto, rabino Chaim Richman, em outras ocasiões confirmou que sabe exatamente onde está a Arca, desaparecida desde a tomada de Jerusalém pelos babilônicos. Questionado novamente sobre o assunto, reiterou hoje que eles mantiveram uma tradição há séculos e afirma que ela estaria num túnel cavado no tempo de Salomão. Quando chegar a hora, irá mostra-la ao mundo.

No mês passado, ele anunciou que teria condições de financiar a construção do Terceiro Templo assim que o governo os autorizar. Uma campanha on-line já tem arrecadado dinheiro para isso desde o ano passado.

O único empecilho para isso é que o local hoje é ocupado por duas mesquitas muçulmanas, num local que embora esteja no centro de Jerusalém não está sequer sob o controle do governo israelense.

Para os judeus que estudam as profecias sobre o final dos tempos, a restauração dos sacrifícios rituais em Jerusalém é o início do processo de aparecimento do Messias esperado por eles. Para a maioria dos cristãos que estudam escatologia, o surgimento do Anticristo depende da restauração do templo e dos sacrifícios, segundo a interpretação de Daniel 9:27.

Existe uma divisão de opiniões sobre o Terceiro Templo. Uma corrente teológica defende que ele só será construído durante a Grande Tribulação. Outros acreditam que ele só estará de pé novamente durante o reino milenar de Cristo na Terra.

Fonte - Gospel Prime

Nota DDP: Embora o noticiado não tenha relevo profético, eis que não encontra qualquer referência na profecia bíblica a construção de um terceiro tempo, não se pode negar duas condições: uma relativa ao movimento político que a iniciativa deve certamente representar e, principalmente, a constatação de que tanto judeus, como o mundo evangélico em geral miram suas atenções na vinda do Messias, em um tempo que a segunda vinda se encontra às portas.

sábado, 11 de julho de 2015

Tufão de 162 km/h atinge China e força retirada de 1 milhão de pessoas

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Um dos maiores tufões registrados no leste da China em décadas interrompeu neste sábado (11) os transportes aéreo, marítimo e terrestre, forçando a retirada de mais de um milhão de pessoas das províncias de Zhejiang e Jiangsu, de acordo com a imprensa estatal. O tufão Chan-Hom teve ventos de até 162 quilômetros por hora ao atingir a cidade de Zhoushan, um pouco menos do que o registrado anteriormente, de 173 quilômetros por hora. Esse pode ser o tufão mais forte a atingir Zhejiang em julho desde a ascensão do Partido Comunista ao poder, em 1949, afirmou o Centro Meteorológico Nacional. Em Xangai, a capital comercial do país, o aeroporto internacional de Pudong cancelou 500 voos por causa do tufão, enquanto o aeroporto Hongqiao fez o mesmo com 250 voos. O tufão causou fortes chuvas em Xangai e nas províncias de Anhui e Fujian, informou o serviço meteorológico. Algumas localidades tiveram 300 mm de chuva em 24 horas. O vento arrancou árvores e postes em cidades do litoral. Houve também casos de deslizamentos de terra. Além do fechamento de escolas e da suspensão de voos e viagens de trem, mais de 51 mil navios retornaram ao porto, disse a agência Xinhua, citando autoridades locais. Os tufões são comuns nesta época do ano no Mar da China Meridional. Eles ganham força com as águas quentes da região e depois se dissipam quando chegam ao continente.

Fonte - Bem Paraná

Começa segunda fase do projeto Reavivados por Sua Palavra

Brasília, DF … [ASN] A leitura em público, durante a noite dessa sexta-feira, dia 10, do capítulo 22 de Apocalipse selou o encerramento da primeira fase do projeto Reavivados por Sua Palavra (#RPSP). Ao final do amém proferido pelo pastor Artur Stele, um dos vice-presidentes mundiais, ficou claro que o Reavivados por Sua Palavra teve um alcance mundial e que muitas pessoas, além de meditar sobre um capítulo da Bíblia ainda se motivaram a comentar a respeito do que leram. A iniciativa levou milhões de pessoas a ter o hábito de ler esse capítulo diário da Bíblia Sagrada desde abril de 2011.

O projeto, no entanto, não acabou, mas seguirá, a partir desse domingo (12), para uma segunda fase. A ideia é que agora, além de pesquisar um texto da Bíblia (iniciando por Gênesis capítulo 1), os participantes leiam, também, trechos de livros da autora Ellen White semanalmente. Em 2015, os adventistas lembram o centenário da morte da escritora.

O pastor Bruno Raso, vice-presidente sul-americano da Igreja e coordenador do projeto na região, explica que nessa segunda fase está incluído o título Crede em Seus Profetas, embora a hashtag oficial continue sendo #RPSP em português e em espanhol. Os livros de Ellen White adotados nessa leitura serão Caminho a Cristo, Patriarcas e Profetas, Profetas e Reis, Parábolas de Jesus, O Desejado de Todas as Nações, Atos dos Apóstolos e O Grande Conflito. Na semana de 12 a 18 de julho, por exemplo, a leitura sugerida de apoio ao estudo de Gênesis são os dois primeiros capítulos de Caminho a Cristo.

Fonte - Adventistas.org

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Estudo arqueológico comprova veracidade de 50 personagens bíblicos

O arqueólogo Lawrence Mykytiuk liderou um estudo da Universidade Purdue comprovando a existência de pelo menos 50 pessoas mencionadas no Velho Testamento. O relatório apresenta uma lista de pessoas de destaque em Israel e governantes da região da Antiga Mesopotâmia.

O material da pesquisa foi publicado pela revista especializada Biblical Archeology Review em sua edição de março/abril. “Ao menos 50 pessoas mencionadas pela Bíblia foram identificadas no registro arqueológico. Seus nomes aparecem em inscrições condizentes com o período descrito pela Bíblia, na grande maioria dos casos”, escreveu o pesquisador Lawrence Mykytiuk

A revista Biblical Archeology afirma que a extensa documentação arqueológica é acompanhada de uma detalhada compilação das referências bíblicas referentes a cada uma dessa 50 pessoas. A maioria dos casos não era objeto de disputa, mas algumas, como o rei Davi, durante séculos tiveram sua autenticidade questionada. A revista dedicou um amplo espaço para mostrar como não há dúvidas da veracidade dos relatos, questão sempre disputada por estudiosos.

Fonte - Gospel Prime 

quinta-feira, 9 de julho de 2015

É oficial: o mundo idolatra Barack Obama

São Paulo – Ele já usou um pau de selfie e participou de um quadro engraçadinho em um dos mais prestigiados programas de entrevistas da televisão americana. Não há dúvidas de que Barack Obama é bem-humorado. Agora, uma pesquisa recente revela que ele é também admirado mundo afora. Quer dizer, com exceção da Rússia.

A pesquisa foi conduzida em 40 países pelo Pew Research Center, uma organização independente que é formada por especialistas de diferentes áreas que se dedicam ao estudo dos acontecimentos políticos, sociais e econômicos, e faz parte de um estudo maior que teve como objetivo observar a imagem geral dos Estados Unidos.

Pois segundo os resultados obtidos, 65% dos países avaliados disseram confiar nas decisões do atual presidente americano no que diz respeito às relações político-diplomáticas no planeta. “De forma geral, Obama é muito mais popular que seu predecessor”, constatou a entidade. Lembrando que o ex-presidente em questão era George W. Bush.


E é nas Filipinas onde estão as pessoas que mais acreditam em Obama: 94%. Em seguida, está a Coreia do Sul, país no qual o grau de confiança nele é de 88%. A França ficou na terceira colocação, com 83%, enquanto que Gana levou a quarta com 82%. No Brasil, a percentagem de entrevistados que declararam crer plenamente no presidente americano é de 63%.

Ainda segundo a pesquisa, a imagem de Obama melhorou com o passar dos anos. “Em 14 dos 36 países mais pessoas agora dizem ter confiança no presidente”, explicou a entidade. Neste ponto, seus maiores ganhos foram na Índia, país visitado por ele no início do ano. Na África subsaariana e países membros da União Europeia, ele também recebeu críticas positivas.

Obama até é celebrado em muitas partes do mundo. Há, contudo, um punhado de países que se revelaram céticos quanto às ações do presidente. Em Israel, por exemplo, 49% aprova o líder americano, mas vem caindo nos últimos anos.

Tal queda, explica a entidade, é atribuída aos desentendimentos por vezes públicos entre Obama e o presidente israelense Benjamin Netanyahu e também às negociações sobre um possível acordo nuclear com o Irã.

Nenhum dos países, contudo, reprova mais Obama que a Rússia. Por lá, 86% das pessoas disseram não confiar no líder dos EUA. Um dos pontos mais delicados é a crise na Ucrânia: nove em cada dez russos estão descontentes com a forma com a qual o problema é conduzido. Em seguida, estão as populações dos territórios palestinos, com 82%, e da Jordânia, com 83%.

Vale lembrar que em outra pesquisa deste mesmo estudo e que media o grau de apoio dos EUA de forma geral, tanto a Rússia quanto a Jordânia e os territórios palestinos expressaram sentimentos negativos sobre a nação ianque.

Fonte - Exame

Federação quer fim do trabalho no comércio aos domingos

A ideia vai "pegando"

O trabalho do comércio aos domingos e feriados é um dos fatores responsáveis pela desestabilização da família e da constante e consequente perda de filhos e filhas (de trabalhadores) para o mundo da violência, das drogas, da prostituição e da marginalidade. A opinião é da nova diretoria da Federação dos Trabalhadores no Comércio e Serviços de Mato Grosso do Sul (Fetracom/MS), entidade que representa mais de 100 mil trabalhadores no Estado, empossada na sexta-feira e que quer mudar esse quadro, acabando com o trabalho no comércio nesses dias em que a família poderia ficar unida para se fortalecer. “Lamentavelmente, nos dias de hoje, dificilmente pais e filhos se encontram nos finais de semana para se integrar e aparar qualquer ameaça à sua estabilidade. O pior é que a sociedade e principalmente as nossas autoridades ainda não se deram conta disso e, portanto, não entendem a gravidade desse esfacelamento da família que o comércio, mais que qualquer outro segmento, provoca”, afirmou Pedro Lima, o novo presidente da Fetracom/MS, durante sua posse, na presença de autoridades do Estado e da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC).

Levi Fernandes Pinto, presidente da confederação (CNTC) e Lourival Figueiredo Melho, primeiro-secretário da entidade, vieram para a solenidade de posse. O fim do trabalho aos domingos é uma das bandeiras de luta da confederação e que será empunhada com mais garra, a partir de agora, pela Fetracom/MS, garante Pedro Lima.

A entidade pretende desenvolver campanhas de conscientização da opinião publica sobre a importância de acabar com o trabalho aos domingos. “Acreditamos que alguns segmentos são necessários, mas o comércio não, pois estudos comprovam que as pessoas que fazem compras aos domingos e feriados poderiam muito bem fazê-lo em qualquer outro dia da semana. Ou seja, não procede a informação de que as vendas aumentam com a abertura do comércio aos domingos”, afirmou Lima, que preside também o Sindicato dos Empregados no Comércio de Dourados.

Pedro Lima lembra que a família é a célula da sociedade e que o trabalho, o lazer e outras atividades existem para seu fortalecimento. O problema é que há muito tempo o trabalho vem afastando o marido, a mulher e os filhos, a cada dia. “Nossas autoridades deveriam ver isso e procurar ajudar a reverter esse processo e impedir, consequentemente, o aumento da marginalidade em nossas cidades e estados brasileiros”, apelou o novo presidente da Fetracom/MS. [...]

(Dourados Agora)

Nota Criacionismo: O argumento é simpático, lógico e está ganhando cada vez mais apoio. O dia é que está errado. O dia de descanso, dia da família sempre foi o sábado (confira).

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Mercados à beira do pânico com queda livre da Bolsa da China

Uma queda brusca e aparentemente sistêmica da Bolsa de Valores da China levou o Banco Central do país a intervir, suspendendo a negociações das ações de 1476 companhias, depois de chegar a operar em baixa de 8% e fechar em queda de 5.9%.

Para se ter uma idéia, as ações que tiveram negociação suspensa devido às quedas de valores formam, no total, um valor de US$ 2.6 trilhões (cerca de R$8.3 trilhões), o equivalente a 25% do PIB chinês ou pouco mais do que o PIB brasileiro num ano. Por conta do tamanho gigantesco de sua economia, uma queda violenta da bolsa chinesa espalha o terror ao redor do mundo pelo potencial de poder criar uma crise global. O país é o maior consumidor mundial de matérias-primas e produtos primários e uma crise severa em sua economia pode despencar mercados de inúmeros produtos e 'commodities' como minério de ferro e petróleo, por exemplo.

A queda da Bolsa depois de um pico em junho já fez com que as ações das empresas listadas em Xangai perdessem cerca de US$3 trilhões (R$9.5 trilhões). Para conter o pânico, além de uma injeção de cerca do equivalente a R$155 bilhões, também tomou medidas para que os maiores investidores chineses (as grandes redes de varejo) tirem seu capital da Bolsa.

Segundo o Financial Times, gigantes financeiros como o HSBC e a Goldman Sachs fizeram ligeiros rebaixamentos da avaliação dos títulos da China, mas a incerteza para os próximos dias permanece em alta.
As bolsas asiáticas fecharam em forte queda nesta quarta-feira, em meio a um temor generalizado dos investidores com o risco de uma bolha nos mercados, alimentado pela quebra de confiança na eficiência das medidas adotadas pelo governo chinês para estimular a economia do país.

Desde novembro do ano passado, a China tem adotado algumas medidas para reduzir os custos de financiamento e acelerar a economia. A taxa referencial de juros, por exemplo, foi reduzida quatro vezes, para 4,85%. Tais medidas levaram a Bolsa de Xangai a uma alta de mais de 100% entre novembro e junho. No entanto, como a economia real não reagiu com o mesmo entusiasmo, tornou-se crescente o temor de que o mercado acionário chinês esteja próximo de uma bolha.

Além disso, há preocupações de que as medidas cada vez mais "desesperadas" das autoridades para acalmar os investidores estão, na verdade, contribuindo para aumentar os riscos ao sistema financeiro do país.

"Inicialmente, a maior parte dos riscos dos mercados estava com as famílias, mas, com as tentativas de resgate da China, instituições sistematicamente importantes estão assumindo mais riscos", afirmam os economistas do banco Société Générale.

No fim de semana, o governo suspendeu o lançamento de algumas ofertas públicas iniciais (IPOs, na sigla em inglês) e tornou mais fácil para os operadores pedir dinheiro emprestado para comprar ações. Em vez de um aumento nas compras, os investidores estão evitando investir no mercado de ações, que contém mais riscos, e migrando seus recursos para o mercado de títulos, considerado mais seguro. Como consequência disso, o juro do bônus de 10 anos do governo chinês caiu para 3,4% no pregão de hoje, de 3,6% no começo do mês.

No fechamento, o índice Xangai Composto caiu 5,9%, a 3.507,19, com queda acumulada de 32% desde meados de junho. Em Hong Kong, o índice Hang Seng teve recuo de 5,89%, a 23.516,56 pontos. Em Taiwan, o Taiex teve baixa de 2,96%, a 8.976,11 pontos. Na Coreia do Sul, a queda foi de 1,18%, a 2.016,21 pontos.

Na Oceania, a Bolsa de Sydney caiu 2,0% e levou o índice S&P/ASX 200 a 5.469,50 pontos, pressionado principalmente pela queda do preço do minério de ferro, de 4,4% no fechamento de ontem, para US$ 49,7 por tonelada, e com preocupações relacionadas ao impasse entre Grécia e credores internacionais. Em meio a isso, as mineradoras Rio Tinto e BHP Billiton tiveram baixas de 3,25% e 3,12%, respectivamente.

Fonte - Yahoo

Francisco em La Paz: “Devemos construir pontes, em vez de erguer muros”

La Paz (RV) – O Papa discursou à sociedade civil boliviana na Catedral de La Paz no início da noite desta quarta-feira (08/07). Retomando diversos pontos da sua recente encíclica, Francisco convidou os presentes a refletirem sobre uma ecologia integral que considere o homem e a natureza numa relação plena e recíproca. Sobre a questão de uma saída para o mar para o território boliviano, o Papa pediu diálogo: “Devemos construir pontes, em vez de erguer muros”, defendeu o Pontífice.

Ao falar da sutil linha que separa as definições de “bem comum” e “bem-estar”, o Papa exortou os presentes a saírem de si mesmos e usarem obras de caridades cristãs para expandir o bem comum.

“Pelo contrário, o bem comum é algo mais do que a soma de interesses individuais; é passar do que “é melhor para mim” àquilo que “é melhor para todos”, e inclui tudo o que dá coesão a um povo: metas comuns, valores compartilhados, ideais que ajudam a levantar os olhos para além dos horizontes particulares”.

Francisco reforçou ainda que os atores sociais têm a responsabilidade de contribuir para a construção da unidade e o desenvolvimento da sociedade.

“A liberdade é sempre o campo melhor para que os pensadores, as associações de cidadãos, os meios de comunicação desempenhem a sua função, com paixão e criatividade, ao serviço do bem comum”.

A fé não é sub-cultura

Sobre o papel dos cristãos na sociedade, o Papa recordou que a fé é uma luz que não encandeia nem perturba - as ideologias que encandeiam, precisou Francisco - mas ilumina e orienta no respeito pela consciência e a história de cada pessoa e de cada sociedade humana.

Destacando que o cristianismo teve um papel importante na formação da identidade do povo boliviano, o Papa sublinhou que “a liberdade religiosa – tal como é entendida habitualmente no foro civil – lembra também que a fé não se pode reduzir à esfera puramente subjetiva, não é uma sub-cultura”.

Saída para o mar

Sobre a questão territorial entre Chile, Peru e Bolívia, Francisco afirmou que hoje é indispensável o desenvolvimento da diplomacia com os países vizinhos, que evite os conflitos entre povos irmãos e contribua para um diálogo franco e aberto dos problemas.

“Penso na saída para o mar. Diálogo: é indispensável. Devemos construir pontes, em vez de erguer muros. Devemos construir pontes, em vez de erguer muros”, frisou o Pontífice.

Fonte - Radio Vaticano

DSA - Missão ao Extremo


Conheça as bençãos que Deus tem derramado no trabalho missionário da Igreja Adventista do Sétimo Dia na Divisão Sul Americana.

terça-feira, 7 de julho de 2015

Vírus do vômito surge na China e começa a se espalhar pelo mundo, podendo infectar milhões, de acordo com alerta

Atacando o estômago, o vírus é conhecido como GII.17 e provoca vômitos e diarreia, podendo atingir milhões de pessoas no mundo, dizem os pesquisadores.

As preocupações aumentaram após centenas de passageiros de um cruzeiro terem sido, supostamente, infectados com GII.17, na Escandinávia, mês passado. Surtos de norovírus são mais prevalentes no inverno, explica o canal Bloomberg, mas o número de infecções ocorridas nos meses mais quentes pode determinar quão grave o surto será.

“Um aumento na frequência dos surtos em navios de cruzeiro, ao longo do verão, pode prever uma maior incidência no próximo inverno”, disse Marion Koopmans, professora de virologia de saúde pública na Universidade Erasmus Medical Center, em Rotterdam, Holanda, em uma entrevista ao Bloomberg.

Assim como a gripe, novas cepas emergem a medida que o vírus sofre mutações. Porém, a gripe sofre mutações rapidamente, os novos norovírus tendem a emergir apenas a cada dois a quatro anos, muitas vezes levando a pandemias de gastroenterite: “Isso significa que estamos presenciando o surgimento de um novo genótipo. O novo vírus GII.17 poderia substituir GII.4, tornando-se a cepa dominante circulando em outras partes do mundo”, disse Koopmans.

"Sabemos que os norovírus são capazes de rapidamente se espalharem ao redor do globo", disseram cientistas de 16 países, em um artigo que acompanha a pesquisa original, de origem japonesa. "Os sistemas comunitários de saúde e de vigilância públicas precisam estar preparados em caso de um aumento potencial da atividade de norovírus nas próximas temporadas, causado por esta nova estirpe”, acrescentaram.

Casos de GII.17 já surgiram nos EUA, países da América do Sul, Europa e África. Ainda não há nenhum medicamento disponível para tratar ou prevenir GII.17, mas uma empresa farmacêutica com sede em Osaka, no Japão, afirma ter a vacina mais avançada para o vírus, em desenvolvimento. “A Takeda Pharmaceutical Co. pretende estudar como sua vacina irá trabalhar contra a nova cepa”, disse Koopmans.

Norovírus causam, somente nos EUA, de 19 a 21 milhões de casos de gastroenterite aguda por ano, levando a 400 mil atendimentos em serviços de emergência, e cerca de 56 mil a 71 mil hospitalizações.

O número de mortes é cerca de 800 pessoas, principalmente entre crianças e idosos. "Para muitas pessoas, é um incômodo. Você tem dois dias de vômito e diarreia em seguida. A maioria dos casos têm um curso da doença bastante leve”, explicou Koopmans. Pessoas que ingerem ou manuseiam alimentos infectados são, geralmente, a origem do surto, disse o relatório.

Fonte - Jornal Ciência
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