segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Secretário de Defesa americano alerta: "Estamos em um pré-11/set"

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Leon Panetta, afirmou na noite de quinta-feira (horário de Washington) que o país deve preparar-se para um "significante aumento de ameaças virtuais" e alertou que os EUA perseguirão agressivamente os perpetradores - o que especialistas consideram ter sido uma advertência velada ao Irã.

Os ataques contra bancos e empresas dos EUA e seus aliados demonstram a necessidade de uma postura militar mais agressiva para defender as redes norte-americanas e retaliar os grupos ou governos que empregam os hackers, disse Panetta para empresários reunidos em Nova York.

Ele comparou a atual situação com aquela que antecedeu o 11 de setembro: "Este é um momento pré-11/09. Os inimigos estão tramando". "Nós não estávamos prontos (na época). E sofremos consideravelmente por aquela falta de atenção. Não podemos deixar isso acontecer de novo."

Em seu discurso, o secretário de Defesa ligou o ataque contra a petrolífera estatal da Arábia Saudita, a Aramco, ao governo iraniano. Em agosto, o vírus Shamoon espalhou-se pela rede da companhia e infectou mais de 30 mil computadores. As informações são da Associated Press e Dow Jones.

Fonte: A Tarde

NOTA Minuto Profético:
A maior preocupação é os EUA patrocinarem um ciberataque do tipo falsa-bandeira apenas para arrumar o pretexto final para uma guerra de maior envergadura no Oriente Médio e norte da África. O que não seria nenhuma novidade...

Cristãos devem empenhar-se para "uma nova governança"

'O bispo Carlos Azevedo, delegado do Conselho Pontifício da Cultura, defendeu hoje, no Porto, que "urge um empenhamento dos cristãos para que possa erguer-se uma nova governança, com qualidade para inventar o futuro".

Na abertura do seminário "Teologia moral na dimensão política: nos 50 anos do II concílio do Vaticano", no auditório da igreja nova de Ramalde, o presidente da Fundação SPES abordou a situação atual a partir do documento conciliar "Gaudium et Spes", cuja visão sobre "a comunidade política é limitada aos conhecimentos otimistas dos anos 60".

Segundo Carlos Azevedo, "não se previa o cenário atual: o subjugar do político aos golpes dos tirânicos poderes financeiros, a desmotivação para o exercício da cidadania e a perigosa erosão do sentido do político nos cidadãos".

O antigo bispo auxiliar de Lisboa alertou para "a dificuldade enorme de fazer prognósticos a médio e longo prazo".

Perante os participantes no seminário, Carlos Azevedo reconheceu que "os cristãos ainda se empenham no plano relacional, associativo, caritativo (...), mas é cada vez mais abandonado o campo propriamente político".

O bispo questionou "como encontrar gosto para viver em sociedade, quando o espaço não é transparente e a ligação política se desfez, no presente, e está a hipotecar o futuro, financeira e ecologicamente".

Na intervenção, o delegado do Conselho Pontifício da Cultura apelou ao surgimento de "alguém que dê competência ao povo, respeite a visão plural do mundo, sem consensos regulados ou administrados e ouse, como Cristo, uma mudança messiânica no interior da história", numa ocasião em que "uns cedem à tentação de se fecharem, se refugiarem, em nichos de vida privada e quando outros ainda reforçam a solução na tecnocracia dos peritos".

Apelando a que a Igreja não caia no risco "de identificar demasiado o Reino de Deus com o seu espaço específico", Carlos Azevedo mostrou-se convicto de que "descobrir pessoas com sentido do Reino de Deus (...) fará nascer uma cultura política de participação democrática e não regressar a totalitarismos de má memória, já a despontar em diversos lugares".

"Quem tem força moral para nos mobilizar para um estilo de vida simples e humilde, dialogante e exigente, pacífico, compassivo", questionou, ao mesmo tempo que exortou à identificação de "microclimas políticos de mudança na sociedade portuguesa e figuras decisivas do viver em comum para com sabedoria planear um futuro com dignidade humana para todos".'  


Fonte: Diário de Notícias (negritos meus para destaque)

Nota O Tempo Final: muito reveladora a afirmação: "a Igreja não caia no risco "de identificar demasiado o Reino de Deus com o seu espaço específico". Para bom entendedor, e dito de outra maneira, a Igreja deve exercer influência não apenas religiosa, mas também política, num contexto de governo...

Mas, quanto à Igreja de Roma querer mais protagonismo a nível político, está tudo certo, nada que surpreenda...

terça-feira, 9 de outubro de 2012

EUA x Vaticano

Debate Obama-Romney refletiu a preocupação dos católicos pela economia nos EUA

WASHINGTON DC, 05 Out. 12 / 06:33 pm (ACI/EWTN Noticias).- O tema econômico predominou no primeiro debate eleitoral para as eleições de novembro nos Estados Unidos, refletindo assim a preocupação dos católicos, junto à de outros votantes sobre este importante assunto.

Frank Newport, editor chefe da prestigiosa firma de pesquisas Gallup, disse à agência Catholic News Agency do grupo ACI, que quando aos votantes americanos se pede colocar os diversos temas de interesse em ordem de importância, "a economia varre todo o resto".
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Fonte - ACI Digital

Liberdade religiosa será pedra angular do governo de Romney

WASHINGTON DC, 08 Out. 12 / 08:00 am (ACI/EWTN Noticias).- Paul Ryan, congressista e candidato a vice-presidência pelo Partido Republicano nos Estados Unidos, realizou uma mensagem especial em vídeo para os votantes católicos, assegurando que a proteção da liberdade religiosa será uma "pedra angular" do possível governo de Mitt Romney.

No vídeo, publicado na página web da campanha de Romney, Ryan assinalou que "necessitamos um presidente que apoie nossos direitos outorgados por Deus, não que trate de burlá-los".
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Fonte - ACI Digital

Romney ultrapassa Obama após debate nos EUA
 
Washington - O bom desempenho no debate da semana passada do candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, Mitt Romney, o ajudou a ultrapassar o presidente Barack Obama, mostrou uma pesquisa do Pew Research Center nesta segunda-feira.

Entre prováveis eleitores, Romney conseguiu 49 por cento das intenções de voto, enquanto Obama recebeu 45 por cento. Entre os eleitores registrados, os dois candidatos empataram em 46 por cento. Em setembro, Romney estava nove pontos atrás de Obama entre os prováveis eleitores.
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Fonte - Exame 

Nota DDP: Alguma dúvida sobre quem é o candidato de preferência da cúpula romana?Alguma dúvida sobre o que pode acontecer com a nação americana dirigida por um presidente que tem como um de seus princípios a guarda do domingo? Adicione a realidade da suprema corte formada por seis juízes católicos e três judeus, mas nenhum protestante e uma crise econômica sem precedentes nos bastidores. As possibilidades se potencializam.

Leia também "Presidente do episcopado católico vai dirigir oração conclusiva da Convenção Democrata", "Romney promete restaurar o “sonho americano”", "Domingo é um dia de descanso para Obama e Romney" e principalmente ""Quem ganhar o voto católico pode ganhar as eleições"".

Update: Why we are all Catholics now ("Porque agora somos todos católicos")

Surto mortal de meningite se espalha para oitavo Estado nos EUA

NASHVILLE, 6 Out (Reuters) - Um crescente surto de meningite fúngica nos Estados Unidos se alastrou para Minnesota que, com o registro de dois casos, se tornou o oitavo Estado norte-americano afetado pela doença, afirmaram autoridades neste sábado.

Os novos casos elevaram para 52 o número de pessoas que adoeceram após receberem injeções de esteroides em uma farmácia de Massachusetts. Pelo menos cinco pessoas morreram.

"Ambas mulheres de 40 anos de idade apresentaram possíveis sintomas de meningite", incluindo febre e dores de cabeça, disse o porta-voz do Departamento de Saúde de Minessota, Buddy Ferguson.

Indícios de Meningite foram encontrados em seus fluídos vertebrais, ele disse. A meningite é uma infecção das membranas que cobrem o cérebro e a medula.

Outros Estados com registros de casos de pessoas que ficaram doentes após receberem as injeções, principalmente por causa de dores na coluna, são Michigan, Tennessee, Virgínia, Flórida, Maryland, Carolina do Norte e Indiana.

Fonte - Reuters

Coreia do Norte afirma ter míssil capaz de atingir os EUA

Novo pacto entre Seul e Washington estendendo o alcance dos foguetes sul-coreanos provocou revolta em Pyongyang - que respondeu com ameaças

A Coreia do Norte divulgou um comunicado nesta terça-feira garantindo ter mísseis capazes de atingir o território dos Estados Unidos. A declaração é uma resposta ao pacto, selado há dois dias, entre Seul e Washington que permite à Coreia do Sul ampliar o alcance de seus foguetes.

Na nota transmitida pela KCNA, agência de notícias oficial do regime norte-coreano, Pyongyang afirma que os mísseis estratégicos do país têm alcance para atingir não apenas as bases americanas na península coreana, mas também "no Japão, em Guam e até a área continental dos Estados Unidos". "Estamos bem preparados para resistir a ataques nucleares dos EUA e de seus aliados", garante o comunicado do regime de Kim Jong-un.

O governo norte-coreano também assinala que vai intensificar a preparação defensiva diante da extensão do alcance dos foguetes do país vizinho e, usando sua habitual retórica bélica, acusa o pacto entre Seul e Washington de levar a situação na península coreana ao limite e "acender o pavio da guerra". Principal aliado da Coreia do Sul, os Estados Unidos têm mais de 20 mil soldados mobilizados no país asiático.

Seul e Washington - A Coreia do Sul anunciou no domingo um acordo histórico com os EUA para desenvolver mísseis balísticos de maior alcance, capazes de atingir alvos em qualquer ponto da Coreia do Norte. Com o pacto, o raio de ação dos foguetes sul-coreanos aumentou de 300 km para 800 km.

Para o secretário de segurança nacional sul-coreano Chung Yung-woo, o aumento no alcance dos mísseis é uma medida de defesa contra as hostilidades do vizinho do norte. "A meta principal na revisão do pacto é deter as provocações bélicas da Coreia do Norte", afirmou Chung, citado pela rede CNN. "Se Pyongyang atacar, somos capazes de neutralizar seus mísseis ou dispositivos nucleares em um estágio inicial", explicou.

Apesar das ameaças da Coreia do Norte, não há garantia de que o país comunista tenha foguetes que possam atingir os EUA, embora especialistas acreditem que o regime esteja tentando desenvolver a tecnologia para mísseis de longo alcance. Dois testes de foguetes falharam recentemente na Coreia do Norte – o último deles em abril de 2012, protagonizando o primeira grande fiasco do governo de Kim Jong-un.

Fonte - Veja

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Ecumenismo e a crise econômica mundial

Guarulhos (RV) – Uma nova ordem econômica é o tema em debate esses dias na cidade de Guarulhos, em São Paulo.

A Conferência ecumênica é promovida pelo Conselho Mundial de Igrejas e pela Comunhão Mundial das Igrejas Reformadas, pretende evidenciar as preocupações de milhões de pessoas afetadas pela crise financeira mundial, e suas implicações éticas e ecológicas.

Em andamento desde sábado, especialistas no assunto estão reunidos até sexta-feira para, juntos, propor critérios para uma nova ordem financeira e econômica internacionais, baseada na justiça social e no respeito do meio ambiente.

A abertura do evento contou com a participação do Secretário-Geral do Conselho Mundial de Igrejas, Rev. Dr Olav Fykse Tveit. (BF)

Fonte: http://pt.radiovaticana.va/bra/articolo.asp?c=625945

Comentário Cristo Voltará: Interessante essa notícia para quem está atento aos fatos do cumprimento das profecias do fim. Como já estamos anunciando desde por volta do ano 2.000, o Ecumenismo tem por objetivo popular e político, dar uma contribuição decisiva e incontestável para a melhoria das condições de vida no planeta. A Bíblia denomina isso de “paz e segurança” (I Tess. 5:3). O foco da união das igrejas é a santificação do domingo, para nesse dia realizar esforços por uma nova humanidade compatível com a “paz e segurança”. Agora que as condições econômicas se deterioram, ganha força a defesa dessa proposta das igrejas, que há algum tempo já encontrou aliados importantes na ONU, inclusive em seu secretário geral. A proposta, encabeçada pela Igreja Católica, parece bem bonita aos líderes políticos globais, mas eles não discernem as verdadeiras intenções: a santificação do domingo de Lúcifer em lugar do sábado de DEUS. É hora do povo de DEUS pregar com cada vez mais força, pois a grande controvérsia, ainda um tanto discreta, já está em andamento.

Conselho Mundial das Igrejas (CMI) prepara a 10ª assembleia em 2013

A 10ª Assembleia do CMI de 2013 será de 30 de outubro a 8 de novembro, em Busan, Coreia do Sul. Essas assembleias realizam-se de 4 em 4 anos, portanto, a 11ª, se ocorrer, será em 2017. A assembleia anterior realizou-se em 2009, na cidade de Porto Alegre.

O tema já foi escolhido, trata sobre: “Senhor da vida, conduza-nos à justiça e à paz”. Nela se encontrarão os membros do conselho bem como os parceiros ecumênicos. A finalidade é reafirmar a unidade das igrejas em CRISTO e planejar um futuro comum, todos adoradores juntos como uma só fé.

Deverão participar mais de 300 comunidades religiosas.

Essa assembleia também tratará dos grupos de pessoas discriminadas e marginalizadas como os povos indígenas e as pessoas deficientes.

As igrejas no mundo avançam em direção a unificação, conforme as profecias. Esta assembleia do CMI, a maior organização global de igrejas, será realizada em um tempo de intensa proclamação do evangelho bíblico, tendo por ênfase a segunda vinda de CRISTO e do sábado. Atente-se para este fato.

Para ver a notícia original, clique aqui.

Fonte - Cristo Voltará

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

"Comércio de domingo: Dá um tempo!"

Por que fechar o comércio no domingo é bom para todos

A ironia não escapou de mim, quando, no Boxing Day [liquidação pós Natal], encontrei-me recebendo ligações da mídia, explicando por que os trabalhadores da loja não deve ter que trabalhar no dia de Boxe. Isso foi há quatro anos atrás, quando eu trabalhava para Usdaw, o sindicato dos trabalhadores do comércio.

Avanço rápido rápido para 2012, e o comércio no domingo foi relaxado temporariamente para os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos. Os Jogos acabaram, mas o debate continua em pauta. Deve continuar a abrir lojas em todas as horas, inclusive aos domingos por mais tempo?

O argumento parece se concentrar no fato de que nós somos um país cada vez mais secular, a maioria dos quais não freqüentar a igreja em um domingo, então porque não desregular o comércio no domingo? Eu vou te dizer por que não.

A razão dos cristãos defenderem um dia de folga é porque é bom para as pessoas possuir um descanso, não por alguma razão abstrata ou particularmente religiosa. Jesus irritou as autoridades do seu tempo por ser um anti-legalista, colhendo milho no sábado (o que foi considerado "trabalho") e afirmando que: "O sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado." Um dia de folga é tornar a vida mais fácil, não mais difícil.

Enquanto nossas vidas podem ser um pouco mais fáceis se podemos ir às lojas, imagine o quanto menos fácil é para os trabalhadores do comércio, para quem este ato é como em qualquer outro dia. É preciso que haja salvaguardas neste sentido para que eles possam descansar também.

Na lei, trabalhadores do comércio podem pedir para não trabalhar aos domingos, mas o aumento do horário aos domingo significa que muitos trabalhadores relatam se sentirem pressionados a trabalhar, querendo ou não. Eles podem querer mostrar que estão comprometidos com o trabalho, certificar-se em conseguir uma promoção ou talvez simplesmente não querer deixar seus colegas, que também estão expostos aos turnos.

Eles podem tirar dias de folga durante a semana em vez disso, mas não é a mesma coisa. De certa forma, não importa qual o dia de folga das pessoas, conquanto a maioria das pessoas estejam de folga ao mesmo tempo. Isso permite que as pessoas vejam as suas famílias / amigos e desfrutem de um dia que é diferente dos demais.

Médicos, policiais, etc tem que trabalhar em turnos domingo, mas por que aderir a isso desnecessariamente?

A ironia adorável é que as próprias empresas são mais produtivas se eles permitem o descanso de seus funcionários, como WK Kellogg descobriu em 1935. Em um movimento intuitivo, ele cortou do dia de trabalho de sua equipe duas horas inteiras, mantendo o mesmo salário. Tanto o ânimo quanto a produtividade aumentaram. Por quê?

A mudança realmente é tão boa quanto um descanso. Um dia de folga pode permitir uma mudança de perspectivas - da necessidade de produzir e adquirir para simplesmente aproveitar a realização de apenas ser. Esta liberdade tende a tornar as pessoas mais, não menos, produtivas.

O filósofo e rabino, AJ Heschel, elucidou esta beleza:

"Há um reino no tempo em que a meta não é ter, mas ser, não possuir, mas dar, não controlar, mas partilhar, não subjugar, mas estar de acordo. A vida vai mal quando o controle do espaço, a aquisição de coisas do espaço, torna-se nossa única preocupação. " [Tradução livre]

Fonte - Christian Today 

Nota DDP: O debate em torno do descanso, sempre tendente ao domigo, tem aumentado em todos os lugares do globo. A grande controvérsia cada vez mais parece se encaminhar para o seu fim.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Proposta para descanso ao domingo em Israel avança com apoio do Primeiro-ministro

'O Primeiro-ministro Benjamin Netanyahu deu a sua aprovação tácita para experimentar a proposta do Vice-primeiro-ministro Silvan Shalom para tornar o domingo um dia sem trabalho e escola, fontes próximas de Shalom confirmaram esta quarta-feira.

Shalom tem vindo a insistir há anos na sua proposta para uma semana de trabalho mais curta, mas até há pouco tempo parecia que um comité nomeado por Netanyahu iria bloquear a iniciativa. Uma trégua política entre Netanyahu e Shalom durante o último mês deu nova vida à proposta.

O Primeiro-ministro e Shalom discutiram a ideia num encontro a 2 de setembro. As suas equipas continuaram o debate desde então e fizeram progressos.

Representantes do comité, liderados pelo Diretor do Conselho Económico Nacional, Prof. Eugene Kandel, discutiram com os conselheiros de Shalom maneiras de testar a iniciativa, e devem encontrar-se novamente já na quinta-feira.

Uma possibilidade é estabelecer um domingo de descanso por mês. Mas os parceiros de Shalom disseram que tal projeto piloto é apenas uma forma de testar a iniciativa e implementá-la por fases.

Tais testes e fases são vistas como cruciais para obtenção da aprovação pelas organizações económicas e entidades que se opõem ao encurtamento da semana de trabalho.

Uma fonte próxima de Kandel disse que o comité publicaria as suas conclusões imediatamente após o fim das festas judaicas, no próximo mês. Disse que Netanyahu não emitiria a sua opinião sobre o assunto antes de estudar as conclusões.

Estou feliz por qualquer progresso no sentido de implementar a minha iniciativa para um fim-de-semana mais longo aos Sábados e domingos em Israel”, disse Shalom. “Este é outro passo que eventualmente permitirá implementar plenamente a proposta”. Fonte: The Jerusalem Post, notícia publicada a 19 de setembro de 2012 (negritos meus para destaque)


Nota O Tempo Final: outra evidência da crescente relevância que o descanso ao domingo está a ter pelo mundo fora. Neste caso, é mais significativo ainda, pois falamos da mais importante nação sabática do mundo!

terça-feira, 25 de setembro de 2012

A volta do Império Romano?

Representantes de Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, França, Itália, Polônia, Luxemburgo, Holanda, Portugal e Espanha defendem a necessidade um presidente eleito da União Europeia. Pediram ainda o fim do veto britânico sobre a política de defesa, apontando para um plano de mudança radical para o continente, que vive uma crise econômica.

Num documento divulgado após uma reunião entre os 11 ministros de Relações Exteriores desses países, em Varsóvia, o bloco traçou recentemente uma visão do “futuro da Europa”.

Além de concordarem com a escolha de um só chefe de Estado eleito para governar toda a Europa, o bloco exigiu uma nova política de defesa, sob o controle de um ministério pan-exterior da União Europeia, sob o comando da baronesa Ashton, que “a longo prazo poderia implicar um único exército europeu“.

Desejando “prevenir que um único Estado membro tenha a possibilidade de obstruir iniciativas”, uma referência à oposição britânica da formação de um exército europeu, o grupo liderado pela Alemanha exigiu o fim aos vetos nacionais existentes no tocante à política exterior e de defesa. Isto daria à União Europeia a possibilidade de impor uma decisão sobre a Grã-Bretanha, se tivesse o apoio da maioria dos outros países.

O bloco também planeja uma nova força militar europeia, que patrulharia as fronteiras sem necessidade de passaporte e um visto único para a zona europeia. O plano, que conta com o respaldo de 11 países, deve acelerar a convocatória de um referendo britânico sobre sua adesão à União Europeia.

O documento propõe também novos poderes para o Parlamento Europeu e a divisão da União Europeia, com a criação de uma nova sub-câmara parlamentar para os 17 países da zona do euro.

Em uma declaração conjunta, Guido Westerwelle e Radek Sikorski, ministros de Relações Exteriores da Alemanha e Polônia, pediram a homologação de um único presidente da União Europeia, que executaria e supervisionaria reuniões regulares, e que seria eleito pelo voto direto numa eleição paneuropeia “no mesmo dia em todos os estados membros”.

Para que Europa volte a ser um ator verdadeiramente forte e um líder global necessitamos de uma forte estrutura institucional”, disseram Westerwelle e Sikorski. “Necessitamos de um presidente eleito diretamente que nomeie pessoalmente os membros de seu “governo europeu”.

Temos que entender que somos uma comunidade de valores e devemos defender nosso modelo europeu”, declarou Westerwelle. “A crise da dívida se transforma cada vez mais em uma crise de confiança. Acredito que é decisivo e crucial darmos mais transparência e democracia às nossas instituições europeias e, por isso, a ideia de eleições diretas na União Europeia me alegra. Creio que seria uma grande resposta à falta de confiança que existe atualmente na União Europeia”, acrescentou.

Os 11 países também pediram que as mudanças nos tratados europeus, no futuro sejam decididas “por maioria superqualificada dos estados membros da União Europeia,” ao invés de por unanimidade, o que significa que os tratados já não poderiam ser bloqueados por votos “não” nos referendos.

O documento fortalece a recente petição feita pelo presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, que a União Europeia se converta numa “federação” e siga um novo tratado europeu ou constituição.

Um porta-voz do governo britânico disse: “Esta é uma contribuição ao debate que acaba de começar. O Reino Unido desempenhará um papel pleno e ativo nesse debate”.

Mario Monti, o primeiro-ministro italiano, defendeu ontem (21), durante o congresso da Internacional Democrata do Centro, que diante da crise do euro é preciso entender que “existe uma globalização que implica a necessidade de um governo da globalização”. Isso obrigaria a “partilha” das soberanias nacionais, para enfrentar os mercados.

O primeiro-ministro italiano afirmou ainda que “alguns Estados-membros da União Europeia estão obrigados a ceder se não conseguirem ter a força para cumprir as regras da vida comunitária”. Segundo ele, essa integração deveria ser feita com especial cuidado, para evitar “problemas de rejeição”, incluindo o que vem ocorrendo com o euro.

Fonte - Gospel Prime

Nota DDP: Em algum momento, uma dessas tentativas de reunificar a Europa, que a Bíblia expressamente afirma que não logrará êxito, será a última.

A Bíblia não antecipa a volta do império romano, mas em realidade a chegada do Reino Eterno.

Comando militar do Irã afirma que ataque Israelense levaria à 3ª Guerra Mundial

Um general do comando militar do Irã afirmou que o Irã poderia lançar um ataque preventivo contra Israel se houvesse uma investida militar israelense, e isso poderia desencadear a Terceira Guerra Mundial.

A declaração foi do brigadeiro-general da Guarda Revolucionária iraniana, Amir Ali Hajizadeh, a uma rede de televisão estatal do país. “Esse conflito causaria a Terceira Guerra Mundial, o que significaria que muitos países entrariam na disputa a favor ou contra o Irã”, comentou o comandante militar iraniano, de acordo do com a agência Efe.

Hajizadeh afirmou que no caso de uma guerra, haveria forte probabilidade de que Israel fosse apoiado pelos EUA, e aí “a situação poderia sair de controle”.

O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, tem dado indicações de que Israel poderia realizar ataques contra instalações nucleares iranianas para conter a suposta construção de uma bomba atômica.

Já Teerã nega que esteja desenvolvendo armas atômicas e diz que seu programa nuclear tem fins unicamente de geração de energia elétrica.

Por sua vez, a Força Aérea do Irã anunciou que realizará manobras militares no sul do país. Todos os anos as Forças Armadas e os Guardiões da Revolução do Irã realizam vários exercícios e manobras, em sua maioria destinados a prevenir um eventual ataque de EUA ou Israel.

O comandante da Força Aérea do país, general Aziz Nasirzadeh, afirmou que “as manobras são pacíficas e provam que o Irã e os países da região são capazes de salvaguardar a segurança na região”.

Segundo a Efe, Israel e EUA já ameaçaram atacar o Irã se ele não interrompesse seu programa nuclear. Teerã, no entanto, respondeu que não irá paralizar suas atividades nucleares que segundo eles possuem finalidades pacíficas. Acrescentou que caso sofra agressões, iria revidar de forma destruidora.

Fonte - GNotícias

Nota DDP: Veja também "Guerra entre Israel e Irão 'acabará por acontecer'".

Vaticano quer se unir a muçulmanos contra secularismo

O cardeal Jean-Louis Tauran (foto), presidente do Conselho para o Diálogo Inter-religioso, do Vaticano, enviou carta a líderes muçulmanos propondo uma aliança para enfrentar “os desafios do materialismo e da secularização”.

“Trata-se de uma realidade que cristãos e muçulmanos consideram ser de primordial importância”, escreveu o cardeal. “[...] Deus nos guia no nosso caminho!”

A carta foi enviada recentemente, ao final do Ramadan, que é um ritual de jejum dos muçulmano. Nela, Tauran escreveu que é “nosso dever” ajudar os jovens na descoberta dos valores “humanos e morais” e saber diferenciar “o bem e o mal”.

O “mal” no caso, conforme o cardeal deixa subentendido, é o secularismo, que, segundo ele, ameaça as atividades religiosas.

“Não podemos deixar de denunciar todas as formas de fanatismo e intimidação, os preconceitos e as polêmicas, bem como a discriminação de que, às vezes, os crentes são o objeto, tanto na vida social e política, bem como nos meios de comunicação de massa”, acrescentou.

A carta surpreende por dois motivos. Primeiro: Igreja Católica e Islã são rivais há pelo menos 13 séculos e a disputa de influência entre as duas religiões tem se acirrado nos últimos anos. Segundo: no ano passado, o Vaticano abriu um canal de diálogo com ateus e secularistas para que haja uma convivência pacífica.

Fonte - Jornal Mundo Gospel

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

No livro Ministry to the Cities (em preparo para publicação em língua portuguesa pela Casa Publicadora Brasileira), Ellen White faz veementes apelos para que o evangelho seja rapidamente pregado nas grandes cidades, pois breve chegará o tempo em que isso será muito difícil de ser feito e o caos aumentará grandemente nesses centros populacionais. Ellen estimula os que podem (já) a estabelecer residência no interior (cf. Vida no Campo, da mesma autora), ao mesmo tempo em que se faz necessário que haja pontos de pregação nas cidades. Uma das citações publicadas em Ministry to the Cities é esta: “Dentro em breve haverá tal luta e confusão nas cidades, que os que as quiserem abandonar não o poderão fazer. Devemos estar nos preparando para esses acontecimentos” (RH, 14 de abril de 1903; ME2, p. 142). [MB]

Estudo indica aumento das restrições à liberdade religiosa no mundo

WASHINGTON, 20 Set 2012 AFP) -As restrições à liberdade religiosa entre meados de 2009 e meados de 2010 cresceram de maneira geral, inclusive em países ocidentais que tradicionalmente impõem poucos limites à prática da fé, indicou o centro de pesquisas americano Pew nesta quinta-feira.

Três quartos das 7 bilhões de pessoas que habitam o mundo vivem em países com "grandes restrições governamentais religiosas ou com grandes hostilidades sociais relacionadas à religião", afirmou o estudo.

Houve um aumento de 5% em relação ao ano anterior, acrescentou o Pew, um centro de reflexão estratégico (think tank) de Washington, em um relatório de 86 páginas de sua unidade Forum on Religion and Public Life, o terceiro de uma série ainda em andamento.

"Houve um aumento das restrições, inclusive em países onde anteriormente havia um nível baixo ou moderado de restrição, incluindo os Estados Unidos", indicou.

Nenhum dos países latino-americanos ou ocidentais está na lista do Pew com um nível "muito alto" de restrições do governo ou de hostilidade social, cada uma delas medida por um índice de dez pontos.

Seis países -Afeganistão, Egito, Indonésia, Rússia, Arábia Saudita e Iêmen- apareceram em ambas as listas.

A China foi o país mais populoso com altas restrições, enquanto Paquistão, Índia, Israel e os Territórios Palestinos foram todos lugares considerados com hostilidades sociais muito altas, como a perseguição ou a violência em massa.

Apresentando exemplos específicos nos Estados Unidos, o Pew citou as tentativas no Tennessee (sul) de impedir a construção de uma mesquita ou uma proposta em Oklahoma (sul) -posteriormente rejeitada pela justiça- de declarar ilegal a lei islâmica.

Também citou um aumento das queixas por questões relacionadas à discriminação religiosa no trabalho, assim como "ataques terroristas relacionados à religião", como o massacre de 13 pessoas em Fort Hood, no Texas, por um major americano de orientação muçulmana em 2009.

Fora dos Estados Unidos, o Pew citou a proibição por parte da Suíça da construção de novos minaretes nas mesquitas, o fechamento de mais de vinte igrejas na Indonésia por pressão de extremistas islâmicos e os violentos confrontos entre cristãos e muçulmanos na Nigéria.

Em geral, o relatório indica que "a crescente onda de restrições pode ser atribuída a uma variedade de fatores, incluindo o aumento de crimes, de atos maliciosos e da violência motivada por ódio religioso e preconceito, assim como o aumento da interferência governamental na oração e em outras práticas religiosas".

O informe não mencionou ateus ou agnósticos que enfrentam discriminação por não seguirem uma religião ou não acreditarem em Deus.

Fonte - BOL

"Música Sacra e Adoração" - Divulgação


Música Sacra e Adoração é um espaço virtual dedicado às questões relacionadas especialmente à música e a sua utilização na adoração, no contexto do Cristianismo.

Nosso Criador é o único que é digno de ser honrado e louvado. Tendo este princípio em mente, oferecemos a você um material diversificado, cujo objetivo é enriquecer a qualidade de sua adoração pessoal e, por consequência, enriquecer a adoração na Igreja na qual você serve, abrangendo três áreas principais: a Adoração, o Adorador e a Forma da Adoração, além de outros assuntos relacionados.

Neste espaço virtual você encontra ainda farto material englobando assuntos relacionados aos Efeitos da Música, aos Hinos e à Hinologia, bem como Livros e Apostilas online. Encontrará também uma seção de Artigos Técnicos com materiais nas áreas de técnica vocal, teoria musical, história da música, sonorização, técnica instrumental, entre outros.

Acesse http://musicaeadoracao.com.br e conheça mais de 4 mil páginas de informação relevante sobre essas questões, para a glória de nosso Deus.

Este espaço virtual foi preparado com carinho e está sempre em processo de atualização. Conheça e divulgue.

Agradecemos a atenção.

Os Editores

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

"Contagem Regressiva"


Contagem Regressiva é o nome da série evangelística que o Pr.Luís Gonçalves realizará em setembro de 2012. Será a primeira semana de evangelismo exclusivamente para a web. Num formato jovem e muito interativo, o Pr. Luís esclarecerá muitas dúvidas relacionadas às profecias e ao fim do mundo. Será imperdível. 

Fique conectado para não perder as novidades: @evangelismoweb e facebook.com/evangelismoweb.

Acompanhe a transmissão ao vivo HOJE (20.09.2012), a partir das 21:00 hs. em /aovivo.esperanca.com.br/

Força militar de 25 nações está no Golfo Pérsico enquanto Israel prepara ataque ao Irã

Manobras na região chamam atenção na iminência de guerra

Navios de guerra, porta-aviões, caça-minas e submarinos de 25 países estão reunidos no Estreito de Ormuz, lugar estrategicamente importante em uma demonstração sem precedentes de força enquanto Israel e Irã continuam com ameaça de guerra. Entre as nações estão Estados Unidos, Grã-Bretanha, França, Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos, e a presença deve durar 12 dias.

Uma armada naval dos EUA e da Grã-Bretanha está parada no Golfo Pérsico, visando prevenir o ataque de Israel contra o programa secreto iraniano de armas nucleares. O Estreito de Ormuz é uma das vias navegáveis internacionais mais congestionadas do mundo. Possui apenas 21 quilômetros de largura no seu ponto mais estreito e faz fronteira com a costa iraniana ao norte e com os Emirados Árabes Unidos ao sul.

Neste domingo, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou durante entrevista a uma rede de televisão americana que o Irã está muito próximo de concluir suas armas nucleares. Ele estima que dentro de “seis ou sete meses” o governo de Teerã terá enriquecido 90% do urânio suficiente para uma bomba.

Netanyahu apelou para que o presidente Barack Obama intervenha com urgência na situação, estabelecendo os “limites” que o Irã não poderia cruzar para assim evitar uma ação militar.

“Vocês (os Estados Unidos) têm que montar essa linha vermelha diante deles agora, antes que seja tarde demais”, afirmou Netanyahu durante um programa de TV na rede NBC. Obama, por enquanto, se recusa a tomar qualquer postura ofensiva, preferindo insistir no bloqueio econômico.

John Sawers, chefe do Serviço Secreto de Inteligência inglesa teria se encontrado com o primeiro-ministro israelense Ehud Barak e, seu secretário da Defesa, há duas semanas, em uma tentativa de evitar uma ação militar contra o Irã. A resposta de Israel foi surpreendente: “O mundo diz a Israel: ‘Espere, ainda há tempo.” E eu digo, ‘Esperar o quê? Esperar até quando?”.

Uma vez que a maioria dos líderes ocidentais está convencida que o Irã vai retaliar qualquer tentativa de ataque de Israel ou seus aliados, a iniciativa de enviar navios para o Golfo Pérsico seria uma forma branda de fazer pressão sobre os dois países.

Trata-se de uma posição estratégica, pois por ali passam cerca de 18 milhões de barris de petróleo por dia, cerca de 35% de todo o petróleo comercializado no mundo por via marítima.

Porém, se o Irã interromper a exportação petrolífera, isso teria efeito catastrófico sobre as economias fragilizadas da Europa, dos Estados Unidos e do Japão, que ainda dependem fortemente do petróleo e gás que passam pelo Golfo.

Essa força multinacional naval no Golfo inclui três porta-aviões norte-americanos classe Nimitz sendo que cada um carrega mais aeronaves do que toda a força aérea iraniana. Eles são apoiados por pelo menos 12 navios de guerra, incluindo cruzadores com mísseis balísticos, fragatas, destróieres e navios que transportam milhares de fuzileiros navais e forças especiais dos EUA.

Em caso de guerra, a principal ameaça contra a força multinacional viria da Guarda Revolucionária Islâmica, que deverá adotar uma estratégia de “negação de acesso”. Especialistas dizem que o Irã fará grandes manobras militares em seu próprio território, para mostrar que está preparado para defender suas instalações nucleares contra a ameaça de bombardeio aéreo.

Ali Fadavi, almirante da Guarda Revolucionária Iraniana, recentemente afirmou que “quaisquer tentativas dos inimigos” seriam frustradas e um alto preço cobrado.

Fonte - Gospel Prime

Choque de extremos e o mundo num barril de pólvora

Enquanto Israel (com ou sem apoio norte-americano) ameaça invadir o Irã para acabar com o programa nuclear de Ahmadinejad (que deseja riscar Israel do mapa), americanos irresponsáveis divulgam um vídeo que ofende a religião islâmica e acabam provocando a ira dos seguidores de Maomé. O embaixador americano na Líbia, Christopher Stevens, pagou com a vida e tem havido várias manifestações de revolta por parte de muçulmanos inflamados. Para piorar a situação, a revista francesa Charlie Hebdo resolveu, em pleno calor da crise, publicar charges com o profeta islâmico (os muçulmanos não permitem sequer representar Maomé artisticamente). Ninguém sabe o que poderá ser a reação dos EUA, nem tampouco de que maneira as charges atiçarão ainda mais os revoltados. O mundo realmente está sentado sobre um barril de pólvora. A paz é mais frágil do que se pensa.

Segundo matéria publicada no portal Terra, o Ministério das Relações Exteriores da França anunciou que fechará suas embaixadas e escolas nesta sexta-feira em países muçulmanos como medida de precaução após a publicação das caricaturas. A decisão atingirá vinte países e o governo teme que os cartuns inflamem ainda mais os ânimos, já acirrados após a divulgação do filme.

A capa da revista mostra um judeu ortodoxo empurrando uma figura de turbante, que está em uma cadeira de rodas. Nas páginas internas, há várias caricaturas do profeta Maomé, incluindo algumas em que ele aparece nu. “Na França, o princípio é a liberdade de expressão. Agora, neste contexto, levando em consideração esse filme estúpido, esse vídeo absurdo que foi divulgado, há uma grande comoção em muitos países muçulmanos. É pertinente e inteligente jogar mais lenha na fogueira? A resposta é não”, disse o ministro das Relações Exteriores, Laurent Fabius. “É preciso encontrar um equilíbrio”, concluiu.

O vídeo que desencadeou essa onda de protestos no mesmo dia em que os Estados Unidos relembravam os atentados terroristas de 2001 traz trechos de “Innocence of Muslims”, filme produzido nos Estados Unidos sob a suposta direção de Nakoula Basseky Nakoula. Ele seria um cristão copta egípcio residente nos Estados Unidos, mas sua verdadeira identidade e localização ainda são investigadas. O filme, de qualidades intelectual e cultural amplamente questionáveis, zomba abertamente do Islã e denigre a imagem de Maomé.

Parece que a ordem do dia é mesmo a provocação. Dando também sua contribuição, as ativistas do movimento feminista Femen protestaram seminuas (pra variar) na inauguração da sede da organização em Paris. A ONG ucraniana se instalou na capital francesa para “recrutar soldados” na luta contra a discriminação de mulheres. Os métodos delas (que pregam a liberdade, mas se exibem como prêmio para os repórteres e para os olhares ávidos dos homens) e de organizações como a Peta são altamente questionáveis. A causa parece justa, mas os instrumentos de luta ficam longe disso. Desta vez, no entanto, creio que as peladas foram longe demais. No tronco de uma delas podia ser lido: “Muçulmanos, vamos ficar pelados.”

Liberdade de expressão é uma coisa, desrespeito à fé alheia é outra. É verdade que o cristianismo e figuras bíblicas vêm sendo debochados há muito tempo, e é verdade também que a reação dos muçulmanos radicais é desproporcional (Jesus foi escarnecido, humilhado e morto, ainda assim, ensinou Seus discípulos a orar pelos que os perseguem; Maomé bem que podia ter ensinado algo parecido), mas nada justifica a agressão e a provocação gratuitas que o filme, as charges e as militantes do Femen estão promovendo. É irresponsável, pois faz sofrer e até leva à morte quem não tem nada a ver com a coisa.

A situação do mundo vai ficando cada vez mais crítica com uma clara polarização entre os “moderados”, que pregam a união e a paz, e os radicais, “fundamentalistas” que agridem e pagam com mais agressão. Já existem vozes clamando contra esse “fundamentalismo” (vou publicar algo sobre isso em breve) e precisamos ficar atentos ao desenrolar dos fatos.

Dias piores virão, certamente.

Michelson Borges

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Liga Árabe prepara convênio internacional contra insultos à religião

Cairo, 19 set (EFE).-A Liga Árabe está preparando um convênio internacional para punir os insultos às religiões após os últimos protestos realizados pela divulgação de um vídeo sobre o profeta Maomé, anunciou nesta quarta-feira o secretário-geral da organização, Nabil al Araby.

Em entrevista coletiva realizada no Cairo, Al Araby informou que entrou em contato com a União Europeia, a União Africana e a Organização de Cooperação Islâmica para lançar um comunicado que "proíba insultar religiões".

Al Araby explicou que a iniciativa não seria obrigatória para os Estados, mas importante em nos aspectos midiático e político, e constituiria "um primeiro passo para preparar um convênio internacional".

Porém, ao contrário do comunicado, o convênio seria um mecanismo jurídico que os países deveriam aplicar para punir as pessoas que insultem o Islã e outras religiões.

O respeito às religiões será um dos primeiros assuntos que o secretário-geral da Liga Árabe tratará na próxima semana na Assembleia Geral das Nações Unidas, junto a outros temas como a causa palestina e a cooperação entre os países árabes e a América Latina.

A proposta da Liga Árabe para punir as ofensas à religião aconteceu depois que, na última semana, foram registrados diversos protestos e distúrbios em diversos países de maioria muçulmana por conta de um vídeo produzido nos Estados Unidos que ridiculariza o profeta Maomé.

A tensão continua depois que um jornal francês publicou nesta quarta-feira caricaturas do profeta, o que levou o governo francês a fechar suas embaixadas e escolas em vários estados muçulmanos para evitar ataques como os perpetrados a outras embaixadas ocidentais na semana passada.

Fonte - Yahoo

Nota DDP: A idéia não é nova e em realidade ecoa tratativas anteriores já veiculadas no mesmo tema, como pode ser visto em "A liberdade religiosa e a "difamação das religiões"", "Liberdade religiosa sob ameaça na ONU" e "Liberdade religiosa com base em lei?".

Não por acaso as manifestações anteriores mantinham entre os seus porta-vozes a ONU e o Vaticano. Perceba-se por fim que, ainda na semana passada, "Papa pede o fim do fundamentalismo a judeus, cristãos e muçulmanos", de onde se pode destacar:

"Usar palavras sagradas, as Escrituras santas ou o nome de Deus, para justificar os nossos interesses, nossas políticas, ou nossa violência, é um crime muito grave", acrescentou.

Segundo o papa, "as incertezas econômicas e políticas, a capacidade de manipulação de alguns e uma compreensão deficiente da religião entre outras coisas, são o leito do fundamentalismo religioso".


Difícil se perceber a vala onde serão jogados aqueles que se distanciarem do 'viver junto secular' sugerido por BXVI? Para os seguidores de Cristo que vislumbram a última geração, resta a advertência:

"O trabalho que a igreja tem deixado de fazer em tempo de paz e prosperidade, terá de realizar em terrível crise, sob as circunstâncias mais desanimadoras, proibitivas." Testemunhos Seletos, vol. 2, pág. 164.

Papa sobre a viagem ao Líbano: "Sinal profético de paz"

Cidade do Vaticano (RV) – A viagem apostólica ao Líbano foi o tema tratado pelo Santo Padre na Audiência Geral desta quarta-feira, na Sala Paulo VI, no Vaticano.

“Foi um evento eclesial comovente”, disse o Papa, e ao mesmo tempo uma ocasião de diálogo num país complexo, mas emblemático para toda a região.

Diante dos sofrimentos e dos dramas, Bento XVI transmitiu sua solidariedade, levando uma mensagem de encorajamento e de paz. De modo especial, o Pontífice falou da Síria, onde o conflito já causou milhares de mortos e refugiados, e do Iraque, que ainda vive uma difícil situação.

O Papa dirigiu um agradecimento especial às autoridades civis e eclesiásticas do Líbano, e pelo acolhimento que lhe foi reservado, inclusive por outras comunidades religiosas. “Os muçulmanos me acolherem com grande respeito e sincera consideração. Parece que chegou a hora de dar juntos um testemunho sincero e decidido contra as divisões, a violência e as guerras”, afirmou.

Após recordar os momentos marcantes da viagem, Bento XVI concluiu afirmando que os dias transcorridos no Líbano foram uma estupenda manifestação de fé e de intensa religiosidade e um sinal profético de paz.

“Faço votos que as várias mensagens de paz e de estima que deixei possam ajudar os governantes da região a realizar passos decisivos rumo à paz e a uma melhor compreensão das relações entre muçulmanos e cristãos. À intercessão de Maria confio os frutos desta visita pastoral, como também os propósitos de bem e as justas aspirações de todo o Oriente Médio.”

Eis o que o Papa falou dessa viagem ao Líbano aos peregrinos e fiéis de língua portuguesa, seguido de sua saudação:

“Amados irmãos e irmãs, durante a minha recente Visita ao Líbano, a multidão dos crentes teve oportunidade de reflectir, dialogar e sobretudo rezar juntos – guardo no coração o entusiasmo de milhares de jovens libaneses e dos países vizinhos –, renovando o seu compromisso de fundar a própria vida em Cristo, permanecer ancorados no Evangelho e caminhar unidos na Igreja. Como roteiro para o caminho, deixei-lhes a Exortação apostólica pós-sinodal Ecclesia in Medio Oriente, cuja entrega constituía o objectivo principal da minha viagem. Sabendo dos sofrimentos e dramas que se vivem naquela Região, quis assegurar a minha solidariedade e o meu apoio às legítimas aspirações daquelas amadas populações, com uma mensagem de encorajamento e de paz; a mesma que o Senhor ressuscitado deixou aos seus discípulos, sintetizada nestas palavras: «Dou-vos a minha paz». Parece-me ter chegado o momento de todos – católicos, membros das outras Igrejas e comunidades eclesiais e das diversas comunidades muçulmanas – darem juntos um testemunho sincero e decidido contra as divisões e a guerra.

Queridos amigos e irmãos de língua portuguesa, que hoje participais neste Encontro com o Sucessor de Pedro: Obrigado pela vossa presença! A todos saúdo, especialmente aos grupos brasileiros de São Paulo, confiando às vossas orações o «pequenino rebanho» dos cristãos do Oriente Médio, para que permaneçam fiéis aos compromissos assumidos e que são também os vossos. Para vós e vossas famílias, a minha Bênção!”


Fonte - Radio Vaticano

Nota DDP:  Uma primeira leitura poderia induzir à conclusão de que a manifestação seria de mera retórica, inteiramente unilateral. Outras manifestações afastam esta impressão. Veja "Patriarcas agradecem chamado do Papa à paz para a Síria"  e "Gostaríamos que o Papa ficasse mais tempo, afirma assessor de líder muçulmano no Líbano". Destaques:

Em uma declaração recolhida pela agência vaticana Fides, os líderes religiosos expressaram seu "grande consolo por estar do mesmo lado que o Santo Padre na visão da existência insubstituível dos cristãos no Oriente Médio".

"Como suprema autoridade moral, (o Papa) ofereceu critérios éticos, sem interferir na política, recordando à comunidade internacional a responsabilidade de salvar a vida da população e em especial das minorias" na Síria.


Também:

"A visita de Bento XVI ao Líbano demonstrou ao mundo que o povo libanês, cristãos e muçulmanos, estão unidos, enquanto que os partidos políticos e as facções se dividem e criam conflito".
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