sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Papa pede uma nova ordem econômica e política mundial

Cidade do Vaticano (RV) - Encerra-se esta quarta-feira, 5, no Vaticano, 27ª Assembleia Plenária do Pontifício Conselho da Justiça e da Paz. Os membros e consultores deste dicastério foram recebidos pelo Papa Bento XVI na última segunda-feira. Analisando as principais problemáticas sociais de seus continentes, os 40 participantes debateram sobre a criação de uma nova ordem política e econômica mundial, o acesso ao trabalho para todos e a prioridade do ser humano sobre o capital.

A RV contatou Pe. Thierry de Guertechin, jesuíta nascido na Bélgica e residente no Brasil desde 1975. Especialista em Demografia, Professor de Sociologia e Ciências Políticas, é pesquisador e professor no Centro de Investigação e Ação Social e no Instituto Brasileiro de Desenvolvimento – CIAS/IBRADES desde 1980.

Segundo ele, a criação desta nova ordem, já proposta por João XXIII e defendida hoje por Bento XVI; "é imprescindível hoje, quando quem detém o capital ‘manda no mundo’". Nesta entrevista, Pe. Thierry afirma que a sociedade, ao se deixar dominar pelo capital, se transforma em um sistema antidemocrático e contrário aos direitos humanos. Para ouvir, clique acima.



"Houve ainda uma troca de opiniões sobre a situação internacional e sobre a atual crise econômica, especialmente em relação às suas consequências na Europa, além da contribuição que a Igreja Católica pode oferecer."

De ser lembrado, que a última encíclica papal "sugere" um líder de consenso para todo o plano político econômico mundial.

Centro inter-religioso pretende unir todas as religiões em busca da paz mundial

“A religião não deve ser vista não como parte de um problema, mas como parte de uma solução”, afirmam seus fundadores.

Centro inter-religioso pretende unir todas as religiões em busca da paz mundial

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, e os ministros das Relações Exteriores da Arábia Saudita, Áustria e Espanha, participaram da abertura de um centro internacional para o diálogo inter-religioso no centro histórico de Viena.

O Centro Internacional para o Diálogo Inter-religioso e Intercultural Rei Abdullah Bin Abdulaziz é um projeto que busca ampliar o diálogo entre as diferentes religiões. Patrocinado pelo governo da Arábia e co-patrocinado pela Áustria e Espanha, seu conselho será composto de um diretório formado por representantes católicos, protestantes, ortodoxos, judeus, budistas, hinduístas e pelas três principais vertentes do Islã: xiita, wahhabista e sunita.

Um observador do Vaticano ressaltou que a nova instituição tem como objetivo tornar-se “uma ponte para facilitar o diálogo entre religiões, a fim de melhorar a cooperação, o respeito à diversidade, justiça e paz”.

Os organizadores do Centro, que leva o nome do rei saudita, garantem que não haverá interferência política e que o conselho, será independente. ”O que tentamos mostrar é que a religião não deve ser vista não como parte de um problema, mas como parte de uma solução”, resumiu o ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel García-Margallo. Mas a inauguração do centro gerou um acalorado debate entre diferentes grupos de ativistas por causa do envolvimento da Arábia Saudita, berço do Islã e que não permite a existência de outras religiões em seu território. No entanto, os proponentes esperam promover uma maior tolerância nesta nação.

O secretário Ban Ki-moon lembrou dos atuais conflitos na Síria e as disputas entre israelenses e palestinos como exemplos que mostram a necessidade de “um entendimento a longo prazo que passa por fronteiras e identidades religiosas, nacionais, culturais e étnicas”.

O rabino David Rosen, representante do judaísmo no Centro Rei Abdullah, ressalta que o Centro tem programas para combater a intolerância e os preconceitos. Ele ressalta que “anunciaremos uma primeira iniciativa que envolverá as diversas comunidades religiosas – principalmente igrejas e mesquitas – para combater a mortalidade infantil e para favorecer uma educação básica para a saúde. Outros pontos são, por exemplo, a assistência aos órfãos da AIDS, a educação, os problemas relacionados ao ambiente. Também temos que reconhecer que ocorrem coisas terríveis em nome da religião… Há muitos conflitos que são conflitos territoriais, para os quais a religião é explorada. Eu conheço muito bem a Irlanda, mas isso também vale para o Sri Lanka, para a Caxemira, para a Nigéria. E particularmente para o meu país no Oriente Médio”.

O que originou a ideia deste novo centro foi a Conferência Internacional do Diálogo realizada em Madri, em 2008, com o patrocínio da Arábia Saudita. Margallo ressalta que a é um fórum de diálogo “não entre religiões, mas entre crentes de distintas religiões que compartilham valores e princípios para fazer com o que mundo viva mais em paz, mais estável e mais harmonioso”. Com informações Acontecer Cristiano e Unisinos.

Fonte: http://noticias.gospelprime.com.br/centro-inter-religioso-pretende-unir-todas-as-religioes-pela-paz/

Comentário Cristo Voltará: Unindo todas as religiões, evidentemente há que unir também a forma de adoração. Se não for assim, não há unidade entre as religiões. Certamente não se espere que essa unidade seja em torno da Bíblia, até porque, pela Bíblia, a ninguém se deve impor qualquer forma de adoração, seja a DEUS, se já a Lúcifer, ou outro objeto qualquer. Fica evidente que essa unidade, que na aparência tem o propósito de alcançar a paz no mundo, na realidade tem por objetivo impedir que seja pregado este evangelho da Bíblia a todo mundo.

Relações inter-religiosas, tema de encontro de bispos africanos

Doze bispos da Conferência Episcopal Inter-territorial de Cabo Verde, Guiné-Bissau, Mauritânia e Senegal, encerraram domingo, 2, um encontro de sete dias na Ilha de Santiago, onde abordaram as relações entre cristãos e muçulmanos.

Em nota publicada pela Agência Ecclesia, o Padre Tony Neves, provincial dos Missionários Espiritanos que acompanhou a assembleia geral, salienta os progressos realizados nas relações entre as duas religiões.

Segundo o sacerdote, os exemplos mais positivos provêm de Senegal, que “tem uma alta porcentagem de cristãos e um islamismo muito dialogante”. Por sua vez, a Guiné-Bissau, “embora muito pobre e instável politicamente, registra ótimas relações entre cristãos e muçulmanos”.

Na coletiva final do encontro, o cardeal senegalês Dom Théodore-Adrien Sarr, arcebispo de Dacar, definiu ainda a “humildade” e a “vontade de crescer com a experiência de fé dos outros fiéis” como condições essenciais para uma relação salutar entre Islã e Igreja Católica. (CM)

Fonte: http://pt.radiovaticana.va/bra/articolo.asp?c=644795

Comentário Cristo Voltará: Com dificuldades, mas gradativamente, a união das igrejas avança. Há pressa. O objetivo é impedir a pregação da verdade bíblica, em lugar de uma promessa de paz mundial favorável a realização de grandes negócios. É a espiritualidade a serviço da economia. Escondido por trás disto, há um que quer ser adorado, desde que houve guerra no Céu.

Terremoto de 7,3 graus atinge Japão com alerta de tsunami

A Agência Meteorológica japonesa avisou que um tsunami de até um metro pode chegar na costa de Miyagi, uma das províncias mais afetadas pelo tsunami de março de 2011

Tóquio - Um terremoto de 7,3 graus na escala Richter atingiu nesta sexta-feira o nordeste do Japão, com hipocentro no mar em frente a costa da província de Miyagi, e gerou um alerta de tsunami.

O terremoto, que também foi sentido em Tóquio, aconteceu às 17h18 local e imediatamente depois as autoridades emitiram uma advertência para uma possível alta do nível das águas no litoral de cinco províncias do nordeste do país.

A Agência Meteorológica japonesa avisou que um tsunami de até um metro poderia chegar na costa de Miyagi, uma das províncias mais afetadas pelo forte terremoto e tsunami de março de 2011.

No litoral de Fukushima, província que abriga a usina nuclear de mesmo nome, as águas podem subir até 50 centímetros. O hipocentro do terremoto se situou a uma profundidade de 10 quilômetros sob o fundo do mar. As autoridades pediram que os moradores das zonas próximas buscassem refúgio em lugares elevados.

Segundo a Agência Meteorológica japonesa, o tremor foi sentido em quase vinte das 47 províncias do país.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Papa apela à unidade entre católicos e ortodoxos para responder a questões da humanidade

Bento XVI enviou mensagem a Bartolomeu I, patriarca ecuménico de Constantinopla

Cidade do Vaticano, 30 nov 2012 (Ecclesia) - Bento XVI enviou hoje uma mensagem ao Patriarca Ecuménico de Constantinopla, Bartolomeu I, na qual convida a Igreja Ortodoxa a aprofundar a “proximidade fraterna” com os católicos para responder às questões da humanidade.

“O desafio mais urgente é o de saber como fazer chegar o anúncio do amor misericordioso de Deus aos homens do nosso tempo, tantas vezes distraído, mais ou menos incapaz de uma reflexão profundo sobre o próprio sentido da sua existência, tomado como tal a partir de projetos e utopias que só o podem desiludir”, escreveu o Papa.

O documento foi entregue ao líder ortodoxo pelo presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos, cardeal Kurt Koch.

O cardeal liderou uma delegação da Santa Sé que marcou presença na celebração da festa do Apóstolo André, patrono do Patriarcado de Constantinopla (atual Istambul), na Turquia, que retribui, anualmente, a visita de uma representação ortodoxa a Roma, na festa dos Apóstolos São Pedro e São Paulo (29 de junho).

Bento XVI deixa uma saudação a Bartolomeu I, recordando a sua presença no Vaticano para a celebração da abertura do Ano da Fé (outubro de 2012-novembro de 2013), convocado pelo Papa, e nas comemorações do 50.º aniversário da abertura do Concílio Vaticano II.

“Esta amizade sincera que nasceu entre nós, com uma grande visão comum das responsabilidades a que fomos chamados como cristãos e como pastores do rebanho que Deus nos confiou, é motivo de grande esperança”, referiu.

Segundo o Papa, é necessário “dar um vigor renovado ao testemunho da mensagem evangélica ao mundo contemporâneo”.

Bento XVI sublinha que a aproximação entre as Igrejas Católica e Ortodoxa não se fundamenta em “razões humanas de cortesia ou de conveniência”, mas na “fé comum no Senhor Jesus”.

Fonte - Ecclesia

Nível do mar sobe 60% mais rápido do que estimou o IPCC

Nova pesquisa afirma que oceanos sobem atualmente 3,2 mm ao ano. Painel de cientistas da ONU estimava elevação de 2 mm ao ano.

A elevação do nível do mar provocada pelo aumento da temperatura do planeta estaria mais acelerada que o estimado em 2007 pelo grupo de climatologistas da ONU, o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), revelaram cientistas em um estudo publicado nesta quarta-feira (28) no periódico científico "Environmental Research Letters".

Segundo a investigação feita por cientistas da Alemanha, França e Estados Unidos, atualmente o nível dos oceanos subiu 3,2 mm ao ano, 60% mais rápido que a projeção "mais confiável" do IPCC, em 2007. O relatório dos cientistas, baseado em dados de 2003, previa uma elevação de 2 mm ao ano.

A nova cifra condiz com a ideia amplamente difundida de que o mundo se encaminha para uma elevação das águas do mar em até um metro até o fim do século, disse Grant Foster, da empresa americana Tempo Analytics, um dos autores do estudo. "Eu diria que um metro de elevação do nível do mar até o fim do século é provavelmente próximo do que se encontraria se você consultasse as pessoas mais informadas a respeito", explica Foster.

"Em terras baixas, onde você tem um grande número de pessoas vivendo no limite de um metro do nível do mar, como Bangladesh, isto significa o desaparecimento da terra que sustenta suas vidas, e você terá centenas de milhões de refugiados climáticos. Isto pode levar a guerras por recursos e todo tipo de conflitos", acrescentou.

Ainda segundo o pesquisador, em grandes cidades costeiras, como Nova York, o principal efeito seria parecido com o que aconteceu após a passagem do furacão Sandy, que atingiu a região no fim de outubro.

Apesar da pesquisa, incerteza técnica persiste

O estudo, chefiado por Stefan Rahmstorf, do Instituto Postdam para a Pesquisa do Impacto Climático (PIK), na Alemanha, mensurou a precisão dos modelos de simulação que o IPCC utilizou em seu Quarto Relatório de Avaliação, publicado em 2007.

Este relatório alertou os governos a colocarem a mudança climática no topo de suas agendas, culminando com a fracassada Cúpula de Copenhague, em 2009. No entanto, ajudou o IPCC a conquistar o prêmio Nobel da Paz em 2008.

A nova pesquisa estabeleceu marcos mais elevados para a previsão do documento sobre temperatura global, destacando que havia "um consenso muito bom" do que está se observando hoje, uma tendência de aquecimento generalizada de 0,16 ºC por década. Mas destacou que a projeção do IPCC para os níveis dos mares estava muito abaixo do que os fatos têm demonstrado.

A previsão do painel para o futuro - uma elevação de até 59 cm até 2100 - "pode também estar tendenciosamente baixa", alertou, uma cautela compartilhada por outros estudos publicados nos últimos anos. Foster afirma que a elevação maior do que a projetada poderia ser atribuída ao derretimento de gelo terrestre, algo que era bem desconhecido quando o IPCC publicou seu relatório e permanece obscuro até hoje.

Outro fator seria a incerteza técnica. A projeção do IPCC tinha se baseado em informações existentes entre 1999 e 2003. Desde então não há mais dados, o que tem ajudado a provar a precisão de radares de satélites que medem os níveis dos mares ao fazer saltar as ondas de radar sobre a superfície do mar. O quinto relatório de avaliação do IPCC será publicado em três volumes, em setembro de 2013, março e abril de 2014.

Fonte - G1

Nota DDP: Veja ainda "Cientistas alertam possível dilúvio mundial causado pelas altas temperaturas".

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Reavivamento e reforma

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Angus T. Jones e a terminação da obra

O vídeo do garoto Jones foi visto por quase 1,5 milhão de pessoas em apenas 48 horas.

Qual a dificuldade em pensar que o EVANGELHO pode ser pregado a toda tribo, língua e nação em POUQUÍSSIMO tempo?

O que "impede" a volta de Jesus não é a finalização da obra, mas a existência de um povo PRONTO e DESEJOSO de recebê-Lo... AGORA.

 

domingo, 25 de novembro de 2012

Centro Internacional para o diálogo inter-religioso e inter-cultural Rei Abdullah Bin Abdulaziz

Na próxima segunda-feira 26 de Novembro será inaugurada em Viena o Centro Internacional para o Diálogo Inter-religioso e Intercultural Rei Abdullah Bin Abdulaziz que – como diz o próprio nome – ligada à iniciativa do Rei da Arábia e tem três Estados Fundadores: o Reino da Arábia Saudita, a República da Austria e o Reino de Espanha. a Santa Sé, da sua parte, acolheu o convite de aderir na qualidade de Observador Fundador, e uma sua qualificada delegação estará presente da cerimónia.

Este centro apresenta-se como uma nova instituição com o objectivo de favorecer o diálogo entre as religiões e as culturas procurando uma compreensão e uma convivência pacífica entre os povos, que é uma urgência fundamental para a humanidade de hoje e de amanhã. Destes objectivos falou o Rei da Arábia Abdullah Bin Abdulaziz com o Santo Padre Bento XVI durante o encontro que teve lugar no Vaticano a 6 de Novembro de 2007.

É importante esclarecer que este novo centro não se qualifica como uma instituição própria do Reino da Arábia Saudita, mas como uma organização internacional independente, reconhecida pelas Nações Unidas e constituida pelos três Estados Fundadores acima citados, dois dos quais (Espanha e Austria) com antigas tradições cristãs. Trata-se assim de uma oportunidade e de um espaço de diálogo, do qual é justo procurar tirar vantagens no campo do diálogo inter-religioso com os contributos que a Santa Sé pode dar tendo em conta a sua experiência neste âmbito. O formato de Observador Fundador é, pois, o mais adequado.

Fonte: http://www.news.va/pt/news/centro-internacional-para-o-dialogo-inter-religios

Comentário Cristo Voltará: O Rei da Arábia Saudita já tomou, há alguns anos, a iniciativa de reunir as igrejas para esse tipo de diálogo, na cidade de Madrid, Espanha. Apesar de ser muçulmano, e de ser o Rei do país que abriga duas das três grandes Mesquitas no mundo (a terceira está em Jerusalém), tem-se empenhado pelo diálogo religioso e intercultural. Esse Centro Internacional é mais um passo significativo pela união das igrejas, que sabemos quais são as intenções por trás do que é oficialmente anunciado. O rei Abdullah é muito bem visto pelos cristãos, pois serve como uma espécie de elo de ligação entre cristãos e muçulmanos. Ele governa um país estável politicamente, ou seja, o seu reino não está sendo questionado por seu povo. Avançando o diálogo com os muçulmanos, as duas maiores religiões do mundo, fica mais fácil cativar o interesse de outras religiões e seitas.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

"Tudo ao mesmo tempo... agora."









segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Governo de Uganda declara epidemia de Ébola

A ministra da Saúde de Uganda, Christine Ondoa declarou que o país africano sofre uma nova epidemia de febre hemorrágica do vírus Ébola.

A doença altamente contagiosa matou 19 ugandeses. Nesta semana, duas pessoas morreram em Kampala, no norte de Uganda.

“O ministério da Saúde leva ao conhecimento da população que uma outra epidemia de febre hemorrágica viral Ébola surgiu no país”, declarou a ministra durante uma coletiva de imprensa.

Amostras recolhidas indicam que sete pessoas que entraram em contato com os dois últimos casos, estão doentes.

Em 4 de Outubro, as autoridades de Uganda tinham declarado oficialmente o fim da epidemia de Ébola.

Não existe tratamento nem vacina para o vírus Ébola. Ela se transmite por contato direto com o sangue, as secreções corporais (suor, saliva), por via sexual e pelo manuseamento de cadáveres contaminados.

"Então Jesus não volta?"

Cidade do Vaticano, 18 nov 2012 (Ecclesia) – Bento XVI desvalorizou hoje no Vaticano as previsões sobre o fim do mundo e lembrou que Jesus evitou agir como um “vidente”, mesmo quando usava imagens apocalípticas nos seus discursos.

“Ele (Jesus), pelo contrário, quis afastar os seus discípulos de todos os tempos da curiosidade sobre as datas, as previsões, e quer dar, pelo contrário, uma chave de leitura profunda, existencial e indicar, sobretudo, o caminho correto”, disse o Papa, na recitação da oração do Angelus, perante milhares de pessoas reunidas na Praça de São Pedro.

Após destacar que Cristo “não descreve o fim do mundo”, Bento XVI observou em alemão que “o tempo tem um objetivo”, apesar de todas as dificuldades que atingem as pessoas.

“Também nos nossos dias não faltam calamidades naturais e, infelizmente, guerras e violência. Também hoje temos necessidade de um fundamento estável para a nossa vida e a nossa esperança, ainda mais por causa do relativismo em que estamos mergulhados”, precisou.

O Papa colocou esse fundamento na Palavra de Deus, à qual “todas as criaturas, desde os elementos cósmicos – sol, lua, firmamento – obedecem”.

“Com a esperança perseverante na vitória da Cruz, o coração humano encontrará sempre um chão firme, a verdadeira paz, na presença constante do Senhor, verdadeiro fim de todas as coisas, cuja ajuda nunca nos abandona”, acrescentou.

Em francês, Bento XVI convidou os fiéis a “participar regularmente na missa dominical, necessária para cada cristão”.

Fonte: http://www.agencia.ecclesia.pt/cgi-bin/noticia.pl?&id=93337

Nota Cristo Voltará: Essas palavras do papa querem dizer que JESUS não volta? Que o ‘advento’ não é bíblico? Ou que Mateus capítulo 24 não foi palavra de JESUS?

Isso quer dizer que o povo está cada vez mais buscando tomar suas decisões lendo a Bíblia. Nela descobrem que os eventos que se desenrolam em nossos dias apontam para a brevidade da volta de JESUS, mas, ousadamente, Bento XVI diz que JESUS não é profeta.

Quem dominará o mundo no fim dos tempos?

Há já algum tempo que vinha a pensar escrever sobre um determinado assunto. Hoje, recebi a última motivação que precisava, ao tomar conhecimento da publicação em português do livro “Quando a China Mandar no Mundo”, de Martin Jacques (e desde já devo confessar que nem uma única linha do livro quis ler; deduzi o conteúdo pelos título e subtítulo, que inclui a expressão “o fim do mundo ocidental”).

Mas, afinal, qual o assunto em concreto? Pois bem, trata-se da importante questão sobre quem dominará o mundo no futuro próximo (que, para mim, também serão os últimos dias da História da Terra).

Claro está que, tendo introduzido este tema com aquele livro atrás mencionado, poderá o meu amigo leitor pensar que irei debater acerca de como acho que a China irá ou não assumir esse papel. Desengane-se: quero antes partilhar porque razão sei exatamente quem será(ão) esse(s) protagonista(s), mesmo antes deste ou qualquer outro livro do gênero.

A motivação que atrás falei a respeito do assunto da dominação mundial, não se esgota na grande nação chinesa; pelo contrário, esse é apenas um fator relativamente recente na equação. Muito mais recorrente e reconhecido é o da influência islâmica na Europa.

Sobe este outro elemento, não poucas vezes recebo mensagens com as mais curiosas alegações. Algumas com certo fundamento – provando que em poucos anos a população muçulmana na Europa ultrapassará em número a cristã –, outras, mais especulativas e talvez inspiradas na anterior, explicando porque é que o velho continente vai alterar o nome para “Eurábia”…

Também nos tempos recentes, além da questão chinesa, já fizeram o favor de me enviar “provas” e “evidências” fundamentando que, afinal, a maior potência do mundo – logo, dominadora do panorama mundial – será o Brasil, cujo crescimento e prosperidade econômicos serão imparáveis. Outros, autenticados (ou alarmados) com a capacidade nuclear escondida, apontam para a Índia e até mesmo o Paquistão como os novos grandes players na esfera global.

Acontece que tudo isto são novas teorias, elaboradas e difundidas por pessoas dos mais variados quadrantes, desde políticos, académicos, economistas, etc.. Onde eles falham é ao tentarem lerem os tempos sem saberem que há muito eles foram anunciados, sem margem de erro.

Então, eis o grande erro dos que ainda se dedicam à investigação que defina qual(is) será(ão) o(s) poder(es) dominador(es) no mundo: eles analisam apenas as circunstâncias que os rodeiam – não alargam o plano da sua visão para o âmbito do que o omnisciente Deus, na Sua Palavra, deixou como legado ao homem: o anúncio por antecipação das grandes linhas acerca do final dos tempos. E isso inclui quem dominará o mundo nos seus últimos dias.

Um amigo, bem mais velho do que eu, contou-me que há 40 anos, alguns olhavam para oconflito aberto entre o capitalismo ocidental e o comunismo sem terem a certeza qual prevaleceria. Para nós hoje pode parecer estranho, mas naquele tempo não era tão claro assim quem sairia por cima. A não ser que (e não me importo que me venham chamar de exclusivista...) fosse um Adventista do Sétimo Dia, fiel, sincero e crente na Sagrada Escritura.

Sim, porque outrora como hoje, o livro inspirado revela quem irá prevalecer!

Estudem os homens a profecia bíblica, em especial os livros de Daniel e Apocalipse, e claramente perceberão que à medida que nos aproximamos no culminar da História terrestre, dois poderes se erguerão acima de todos os outros, agindo e exercendo uma dominação de âmbito mundial, a qual todos os outros reconhecerão.

Por isso, tome nota: os poderes que governarão o mundo nos próximos e últimos tempos da História serão os Estados Unidos da América do Norte e a Igreja Católica Romana! Como é que eu tenho tanta certeza disso? Porque a Bíblia o diz.

Dirá que uma afirmação destas exigirá uma vasta explanação. Concordo e fico feliz se entender assim. Mas como agora e aqui não é o momento, sugiro que comece por perceber isso mesmo no seguinte estudo de Apocalipse 13 - A Besta que Sobe do Mar e a Besta que Sobe da Terra.

Entretanto, fique atento e tente discernir dois aspetos: 1) o atual poderio americano sem paralelo a nível mundial; 2) a crescente influência que o catolicismo romano tem nos Estados Unidos. As duas coisas concorrerão, finalmente, para que se cumpra essa dominação global que a Bíblia fala.

Além de outras conclusões, isso será o suficiente para perceber que não falta muito para o fim dos tempos.

Os adventistas que queria ser apenas evangélicos

Houve um debate necessário dentro do adventismo, o qual consistia em perguntar qual era a relação do movimento com as demais igrejas evangélicas. Corria a década de 1950's. Talvez o esforço exagerado em aproximar adventistas de evangélicos tenha rendido frutos negativos de lá para cá. A bem da verdade, temos de compreender o termo evangélico antes de um juízo de valores.

O evangelho é a boa nova de Jesus, que consiste em compreender fatos históricos associados com a obra salvadora do Deus-homem e seus decorrentes benefícios. Evangélico não é apenas quem diz crer nesse conjunto de verdades: torna-se um termo mais amplo, quando pensamos na gama de tendências abrigadas sob sua nomenclatura: protestantes históricos - quer calvinistas ou arminianos, luteranos ou episcopais - e pentecostais - de todas as ondas, com diferentes ênfases, como glossolalia, exorcismo ou teologia da prosperidade e confissão positiva. O leque de opções oferecido pelo vocábulo "evangélico" é de tal amplitude que confunde mesmo...

Com o fundamentalismo cristão unindo denominações divergentes em causas comuns, a atuação do movimento das mega-igrejas e, mais recentemente, com o movimento da igreja emergente (cristãos pós-modernos), os evangélicos estão mais unidos e próximos do que antes. Para além de confissões, placas de igreja e lideranças beligerantes, ser evangélico é um conceito monolítico. A razão para isso: hoje os evangélicos estão mais unidos em torno do louvorzão, dos shows gospel e de uma experiência religiosa altamente emocional do que em torno de coisas como doutrinas, esforços evangelísticos e posições morais claras. Antes, os evangélicos batiam de porta em porta para convidar para seus cultos. Hoje, eles vão ao festival talento da Globo ou aparecem nos telejornais organizando efusivas edições da Marcha para Jesus.

Muitos adventistas queriam abrir mão de suas doutrinas, diagramas proféticos e cultos onde se estuda a Bíblia para adotarem o entusiasmo dos carismáticos e os acordes dos mega-shows evangélicos. A grama da congregação ao lado parece mais verde. Os métodos dos líderes que enchem suas igrejas encantam pastores adventistas. Participar de Homecoming de Bill Gaither é o sonho dos cantores adventistas "das antigas" - os mais novos adorariam excursionar com Hill Song ou viver de worships...

Hoje, para muitos parece uma atitude "fechada" manter nossa identidade de movimento com cara de século XIX em plena época de internet e consumismo. Querem reforma. Não reavivamento e reforma - mas uma espécie de reforma que torne o adventismo o que os evangélicos, grosso modo, estão se tornando - um movimento que se preocupou tanto em se contextualizar que se aculturou.

Confesso meu temor com esse desejo, principalmente porque, como se diz, o que se quer pode se tornar realidade. Infelizmente, esse parece ser o rumo - a despeito disso, há um Deus trabalhando com Seu Espírito entre nós. Que Ele tenha misericórdia de Seu povo. Que Ele nos guie à Verdade (Jo 17:17). E antes que as coisas piorem...

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Bento XVI: Esforço ecuménico deve contribuir para solucionar crise de fé

Papa convoca todos os cristãos para evangelizarem aqueles que «já não consideram como privação a ausência de Deus da sua vida»

Cidade do Vaticano, 15 nov 2012 (Ecclesia) – Bento XVI alertou hoje, no Vaticano, para a importância do esforço ecuménico das Igrejas cristãs se afirmar como solução para a crise de fé que percorre a sociedade.

Durante um encontro com participantes de uma assembleia plenária do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos (CPUC), o Papa sublinhou que a situação das pessoas que “já não consideram como privação a ausência de Deus da sua vida constitui um desafio para todos”.

Indo ao encontro do tema da assembleia, “a importância do ecumenismo para a nova evangelização”, Bento XVI recordou ainda que “dar testemunho do Deus vivo é um imperativo” comum a qualquer das crenças fiéis a Jesus Cristo, “apesar da incompleta comunhão eclesial que ainda experimentam”.

O Papa concluiu a sua intervenção incentivando os membros do CPUC a empenharem-se na sua missão “com todas as forças”, reconhecendo, no entanto, que a “unidade” pretendida “é dom de Deus”.

Presidido pelo cardeal suíço Kurt Cardeal Koch, o Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos teve a sua origem em 1960, sob a inspiração do Papa João XXIII.

Entre outras funções, o organismo cuida da interpretação e execução dos princípios ecuménicos estabelecidos durante o Concílio Vaticano II (1962-1965) e coordena iniciativas nacionais e internacionais destinadas a promover a unidade dos cristãos.



"Não devemos nos esquecer que o objetivo do ecumenismo é a unidade visível entre os cristãos divididos. Testemunhar o Deus vivo é o imperativo mais urgente para todos os cristãos, apesar da comunhão eclesial incompleta que ainda experimentamos" – sublinhou o pontífice.

"Não devemos nos esquecer o que nos une, ou seja, a fé em Deus, Pai e Criador" – explicou o Santo Padre, observando que "à luz da prioridade da fé, entendemos a importância dos diálogos teológicos e conversas com as Igrejas e comunidades eclesiais onde a Igreja Católica está engajada".

Terremotos


Terremoto de 6,1 graus atinge o México sem deixar feridos
Um terremoto de magnitude 6,1 sacudiu na madrugada desta quinta-feira a região sul do México, informaram fontes oficiais, que ainda não divulgaram se houve vítimas ou danos materiais graves. O tremor, que foi sentido na capital Cidade do México, ocorreu às 3h20 locais (7h24 de Brasília) e teve seu epicentro perto da cidade de Ciudad Altamirano, no Estado de Guerrero, segundo o Serviço Sismológico Nacional (SSN).

Fonte - Terra

Forte terremoto de 6.1 magnitudes sacode Coquimbo, Chile
Dados recebidos da Rede Sismográfica Global (Iris-GSN) mostram que um poderoso abalo sísmico de 6.1 graus de magnitude foi registrado próximo à cidade de Coquimbo, no Chile as 17h02 pelo horário de Brasília (14/11/2012). O violento abalo teve seu epicentro estimado a 61 km de profundidade, sob as coordenadas 29.15S e 71.27W.

Fonte - Apolo 11

Forte terremoto de 6,2 graus atinge o Alasca
Um forte terremoto de 6,2 graus atingiu nesta segunda-feira o Golfo do Alasca, informou o Serviço Geológico dos EUA (USGS).

Fonte - IA Notícias

Obama promete combater aquecimento global

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, prometeu nesta quarta-feira dar um novo impulso às políticas contra o aquecimento global, afirmando que o país precisa se unir para reduzir as emissões de carbono. Na primeira conferência de imprensa após as eleições de 6 de novembro, Obama disse que planeja levar adiante um “diálogo ao longo do país” nos próximos meses para encontrar uma base sobre a qual promoverá políticas contra a mudança climática, após falhar nos seus esforços no primeiro mandato. “Acredito firmemente que a mudança climática é real, que é impactada pela conduta humana e as emissões de carbono. Acredito que temos uma obrigação com as futuras gerações sobre fazer algo a respeito.”

Obama disse que sua posição sobre a mudança climática exige um “processo educativo” e “decisões políticas difíceis”, mas destacou que sua postura é compatível com os esforços para se criar mais empregos numa economia que ainda balança.

“Se [...] pudermos dar forma a uma agenda que crie empregos, promova o crescimento e faça uma abordagem séria da mudança climática, acredito que o povo americano nos apoiará. Podem esperar mais de mim nos próximos meses e anos sobre como dar forma a uma agenda que tenha apoio bipartidário.”

Após a primeira eleição de Obama, grande parte do Partido Republicano rejeitou as propostas do governo para combater o aquecimento global, alegando que as medidas prejudicariam a economia.

Obama não atribuiu a megatormenta Sandy - que no início de novembro atingiu a costa leste dos EUA - à mudança climática, mas destacou que as temperaturas médias estão aumentando e que o degelo do Ártico ocorre em ritmo mais elevado que as piores previsões.

“Tem havido um número extraordinariamente grande de eventos climáticos severos aqui nos Estados Unidos, mas também em todo o mundo”, disse o presidente.

Os aliados de Obama no Congresso têm apoiado sua posição sobre a mudança climática e Nancy Pelosi, a principal democrata na Câmara de Representantes, celebrou nesta quarta-feira as declarações do presidente e disse que o combate ao aquecimento global é “prioridade”.

A Câmara de Representantes aprovou em 2009 um plano para restringir as emissões de carbono, mas a iniciativa foi barrada no Senado, apesar da maioria democrata.

(Angop)

Nota Criacionismo:
Levando em conta os interesses ECOmênicos, é interessante notar que o combate ao aquecimento global supostamente causado pelo ser humano passa a ser “prioridade” da nova fase do governo Obama. Resta esperar para ver que “decisões políticas difíceis” serão essas. Se os EUA abraçarem a proposta do Slow Sunday (confira aqui), teremos um cenário bastante interessante para a adoção do “dia da família” e da Terra.

Israel recruta reservistas e eleva tensão na região

O Exército israelense iniciou o recrutamento de reservistas em preparação para uma possível operação terrestre na Faixa de Gaza, poucas horas depois de matar o principal comandante militar do Hamas.

De acordo com a mídia israelense, o Exército começou a emitir a chamada "ordem 8", que equivale à convocação imediata de soldados da reserva, ato que está sendo interpretado como sinal de que poderá haver uma invasão terrestre à Faixa de Gaza.

Na tarde desta quarta feira, o veículo onde estava Ahmed Jabari, considerado chefe do Estado Maior do Hamas, foi atingido por bombas disparadas por uma aeronave israelense.

Logo depois, a Força Aérea israelense iniciou uma série de bombardeios à Faixa de Gaza, que já deixou pelo menos seis mortos e dezenas de feridos na região. Nas primeiras horas da operação militar, mais de 30 alvos na região foram atingidos.

De acordo com analistas militares, os alvos principais são depósitos de mísseis de longo alcance que podem atingir inclusive a cidade de Tel Aviv.

O porta-voz do Exército israelense, Ioav Mordechai, afirmou que as tropas "estão prontas" para se deslocar em direção à Faixa de Gaza.

"O primeiro objetivo da operação é restaurar a tranquilidade para o sul de Israel e o segundo é atingir as organizações terroristas", disse o porta-voz.

Fonte - BBC

Google diz que governos apertaram vigilância online

"Mais e mais governos em todo o mundo estão a pedir ao Google para retirar conteúdo ou para disponibilizar dados de utilizadores. Esta é a principal conclusão do relatório de transparência relativo ao primeiro semestre de 2012, disponibilizado na última terça-feira pelo Google.

É a sexta vez que o gigante de serviços de Internet divulga dados relativos à transparência e segundo a empresa os pedidos dos governos para ter acesso a dados de utilizadores têm aumentado constantemente desde o lançamento do primeiro relatório.

Na primeira metade de 2012 o Google registou 20.938 consultas de entidades governamentais de todo o mundo para obter informações sobre 34.614 contas de utilizador. No semestre anterior (Julho a Dezembro de 2011) tinham sido feitos 18.257 pedidos deste tipo. No caso português o Google recebeu 187 pedidos de divulgação de dados do utilizador de contas ou de serviços. Esse número representa um aumento face ao período homólogo de 2011, em que se registaram 161 pedidos.

O número de solicitações governamentais para retirar conteúdo manteve-se relativamente inalterado entre 2009 e 2011, mas teve um aumento considerável entre Janeiro e Junho de 2012. Nesse período houve 1791 pedidos para remover 17.746 peças, o que significa uma subida de 71%, relativamente ao semestre anteriormente analisado (Julho a Dezembro de 2011).

No relatório é possível ver os resultados por país. Os Estados Unidos foram o país com mais pedidos (7969). Seguem-se a Índia (2319), o Brasil (1566), a França (1546), a Alemanha (1533) e o Reino Unido (1425).

O governo turco foi aquele que fez mais pedidos para remoção de conteúdos: 501 no total. Seguiram-se os Estados Unidos (273), a Alemanha (247), o Brasil (191) e o Reino Unido (97). (...)

No blogue oficial do Google, Dorothy Chou, analista sénior de políticas da companhia, escreveu que a informação divulgada pelo Google mostra apenas uma pequena parte da forma como os governos interagem com a Internet. A esperança da empresa, afirmou Chou, é a de que “com o tempo, a divulgação de mais dados [por outras empresas] ajude a reforçar o debate público sobre a melhor forma de manter a Internet livre e aberta”."

Fonte: Diário de Notícias (negritos meus para destaque)

Nota O Tempo Final:
quando os governos teem ao dispor uma ferramenta tão fácil para recolher (e controlar) informações, creio que a tendência será para usá-la cada vez mais, colocando em causa essa liberdade e abertura que a Internet poderia promover, e não mantendo-a, como a analista da Google sugere.

Além disso, quando falamos em recolha e controlo de informação, as implicações são tantas que nem sabemos por onde começar.

Mas, podemos imaginar onde pode, no extremo, terminar: em perseguição, principalmente de consciências.

5 razões para rejeitar os escritos de Ellen G. White

Os adventistas acreditam na permanência dos dons espirituais (1 Co 12:4-7; 13:8-10) e compreendem que o dom de profecia é vigente entre o povo de Deus (1 Co 13:8; 14:5; Jl 2:28), constituindo-se um poderoso instrumento orientador. Reconhecem ainda que Ellen G. White (doravante, EGW), uma das pioneiras e mentoras do movimento, recebeu o dom de profecia, empregado ao longo de seu ministério de praticamente 70 anos. Uma análise do que EGW escreveu com os ensinamentos bíblicos revelaria a harmonia entre eles e sua coerência.

Entrementes, desde sua própria época até à contemporaneidade, EGW sofre críticas das mais diversas. Mesmo entre os professos adventistas, há aqueles que, velada ou abertamente, por ignorância ou decisão racional (ista), têm encontrado dificuldades de crer em seus escritos. Nesse espaço, refletiremos sobre algumas das motivações para isso.

Possivelmente, existiriam tantas motivações quanto há críticas. Para facilitar nossa reflexão, condensamos e categorizamos os fatores que levam à descrença e apresentamos algumas ponderações. Cremos que mesmo os não-adventistas, quer simpatizantes com o movimento ou seus ardorosos opositores, poderão se beneficiar dessas reflexões, uma vez que se encontram em posição distante o suficiente para avaliar os argumentos e tirar suas conclusões.

Benefício maior terão os adventistas que, caso concordem com a posição oficial da denominação, poderão (1) reconhecer as dificuldades de seus companheiros de jornada, (2) analisar os riscos que sua fé corre e (3) encontrar argumentos para continuar crendo; caso se sintam inclinados a descrer da autoridade profética de Ellen White, terão oportunidade de (1) reconhecer suas dúvidas, (2) refletir sobre suas motivações para descrer e (3) honestamente tomar um posicionamento claro, em face da natureza do adventismo (falaremos sobre esse ponto adiante).

Como esse texto é um ensaio popular e não um trabalho acadêmico, tomamos algumas liberdades. Uma delas, visível desde as primeiras linhas, é a abordagem despojada, o que facilitará um maior número de leitores a que tenham acesso à argumentação. Visamos a apresentação do assunto em linhas gerais, sem gastar tempo com detalhes técnicos, que podem ser encontrados em muitos recentes trabalhos de pesquisa. Ao mesmo tempo, optamos por uma linguagem mais amena, para que ninguém se sinta ofendido, embora, em alguns momentos, a veemência na defesa de alguns pontos seja requerida. Mas nunca o fazemos para magoar ou causar polêmica per si. Sinceramente, objetivamos apresentar a "fé que uma vez por todas foi entregue aos santos" (Jd 3) e admoestar àqueles que estejam ensinando "outra doutrina", sempre com "com consciência boa, e de fé, sem hipocrisia" (1 Tm 1:3,5).

Feitas as considerações preliminares, passo à apresentação dos motivos mais frequentes para a rejeição dos escritos de EGW entre os adventistas:

1. Os escritos de EGW representam apenas a “luz menor”; devemos manter nossa fé na Bíblia: Os adventistas liberais na década de 1970's (e antes), apegaram-se à declaração da autora para justificar um rebaixamento de seus escritos, como se eles fossem inspirados em grau menor, em relação à Bíblia. Outro caso famoso: para justificar a disparidade de suas próprias opiniões com as de EGW, o teólogo adventista Desmond Ford argumentou que ela teria apenas autoridade pastoral. De fato, seria correto conceber que EGW recebeu inspiração menor se comparada a dos profetas bíblicos? É precária a argumentação, porque teríamos de admitir que a Inspiração é um fenômeno gradual, coisa estranha à Bíblia (2 Tm 3:15; note a expressão: "Toda escritura é inspirada", afirmando que os escritos inspirados são de mesma natureza, a despeito de seus enfoques e gêneros literários distintos). Os autores bíblicos sempre se consideraram inspirados, porque reconheciam a atuação do Espírito em suas mentes, embora não explicitem ou detalhem o modus operandi do fenômeno. Há escritos inspirados ou não inspirados; nada como mais ou menos inspirados. A expressão "luz menor" vem sendo entendida pela maioria dos teólogos adventistas em seu aspecto funcional: assim, a luz menor possuiria aplicação mais restrita, ou seja, esclarecer, demonstrar e aplicar conceitos mais gerais, encontrados na "luz maior", a Bíblia. Ainda assim, na prática, quando alguns alegam pejorativamente que os escritos de EGW são apenas a "luz menor", pressupõem um conflito insuperável entre eles e as Escrituras, ou pelo menos, a sua maneira de compreendê-las;

2. Os escritos de EGW contradizem a Bíblia, apresentando detalhes ausentes do texto sagrado: Na década de 1990's, Steven Daily escreveu sobre como deveria ser o adventismo voltado para a próxima geração. Um dos pontos sensíveis é resolver as tensões entre a Bíblia e os escritos de EGW decidindo-se por ficar sempre ao lado do primeiro livro. Para Daily as tensões não apenas são reais, mas insolúveis. Portanto, resta-nos descartar qualquer coisa proveniente da autora da qual se suspeite (mesmo que minimamente) contradizer a Bíblia. Porém, a proposta ignora que se dois tipos de escrito, admitidamente inspirados, mostram-se contraditórios, então ou a própria inspiração é questionável ou, ao menos, um deles não poderia ser considerado inspirado. Nesse sentido, vale o conselho de Paulo em 1 Ts 5:19-21, sobre avaliar as profecias, que alguns tomam desavisadamente como se o cristão devesse experimentar de tudo e "reter o que é bom". O contexto limita o exame à manifestações proféticas, que devem ser avaliadas conforme sua conformidade total às demais escrituras. Cf.: Is 8:19-20, 1 Jo4:1. Tudo indica que Daily já fez a escolha dele em favor da última opção. Claro que se trata de um falso dilema contrapor os testemunhos às Escrituras. Mesmo porque, se EGW repetisse exatamente as mesmas orientações encontradas na Bíblia, não precisaríamos em absoluto do que ela escreveu! A Verdade é progressiva (2 Pe 1:19). Em seu discurso profético (Mt 24), Jesus tomou vários pontos dos escritos de Daniel e outros profetas vetero-testamentários. Por seu turno, Paulo reelaborou os conceitos do discurso de Cristo e ainda encontramos ampliações dele no livro de Apocalipse. É natural que o profeta posterior expanda seus antecessores. O próprio Jesus criticou a prática de valorizar profetas passados em detrimento dos contemporâneos (Mt 23:29-30), ao passo que cada profeta é o teste para a devoção obediente de sua geração (v. 34-35). Em parte, essa confusão se estabelece devido a falsos conceitos relacionados às influências da cultura sobre os escritos de EGW;

3. Os escritos de EGW representam a visão particular da autora, uma senhora vitoriana que viveu num contexto de evangelicalismo tradicional: a compreensão do contexto cultural em que viveu determinado profeta sempre é útil para compreensão de sua mensagem. Infelizmente, a Alta Crítica dos séculos XVIII e XIX eliminou o fator sobrenatural da Inspiração, creditando a matéria bíblica apenas ao elemento humano. As Escrituras deixaram de ser a Palavra inspirada por Deus para se tornar a palavra de homens místicos. Não se tratava do que Deus dizia, mas do que diziam acerca dEle. O método histórico-crítico, com seus pressupostos naturalistas, ainda sobrevive e, infelizmente, influencia teólogos adventistas, que o adotam integralmente ou de forma adaptada. Como não poderia deixar de ser, a consequência natural é estender essa compreensão aos escritos de EGW, limitando-os ao seu próprio cercado histórico bem delimitado. Quando se parte dessas pressuposições, tanto a Bíblia quanto os testemunhos têm pouco a dizer para o homem do século XXI. Pode-se extrair um princípio aqui ou acolá, mas a maioria das diretrizes estariam "contaminadas" por uma cultura tão distante da nossa que seria ilógico adotá-la por meio de seus princípios. Daí teríamos espaço (na melhor das hipóteses) para o existencialismo cristão, o qual talvez ecoe na abordagem meramente devocional dada aos escritos de EGW, ou na conclusão de que o que ela escreveu não passe de "conselhos", nada que chegue a ser normativo. Obviamente, não há fundamento bíblico para limitar um escrito inspirado à sua cultura. Não estamos negando a influência cultural sobre indivíduos. Mesmo Deus Se sujeitou em diversas ocasiões à cultura humana, como quando Se revelou aos profetas judeus ou encarnou na Palestina do I século. Porém, Deus é um Ser real, e de uma realidade que transcende a cultura. Sua revelação, embora se expresse dentro de culturas particulares, é fruto da obra do Espírito Santo, que de fato falou a indivíduos em dado tempo e espaço (1 Pe 2:20-21). Em conexão com a prática de datar os escritos de EGW, está a acusação de que eles representam um estágio anterior do evangelicalismo, marcado por legalismo e severidade;

4. Os escritos de EGW representam um cristianismo legalista: As normas de conduta, vestuário, namoro, alimentação e vida cristã encontradas na pena de EGW parecem severas, exageradas e antiquadas. Como sustentá-las? Algumas até parecem suficientemente constrangedoras para admiti-las em público! Ainda assim, por seu compromisso com doutrinas bíblicas, tais quais a observância dos dez mandamentos e o respeito às leis dietéticas, os adventistas são taxados naturalmente de legalistas pelos evangélicos em geral. Seriam, então, as Escrituras, fonte de legalismo? Em verdade, temos de entender que o liberalismo teológico e a própria liberdade irrestrita advogada pela pós-modernidade favorecem o entendimento de que o indivíduo deve criar suas próprias regras. Quaisquer normas para além disso seriam absurdas - mesmo as que Deus tenha a transmitir. Temos de nos lembrar que mesmo o apóstolo Paulo, o autor do NT que mais lutou contra práticas legalistas, defendeu que os cristãos foram salvos para as "boas obras" (Ef 2:8-10), investindo praticamente em cada fim das epístolas que escrevia sobre necessidade de observar normas específicas de conduta, chegando ao ponto de dizer o que deveria ocupar nosso pensamento (Fl 4:8)! Para justificar a rejeição de porções específicas dos escritos de EGW, muitos adventistas alegam que seriam seções não inspiradas, fruto ou de plágio de autores de sua época ou mesmo de interpolações e acréscimos feitos pelos editores e depositários de seus escritos;

5. Os escritos de EGW são resultado de plágio e constantes adulterações por parte dos depositários de seu patrimônio literário: Desde a publicação de The White Lie, de Walter Rea, acusações ad hominem se multiplicam contra EGW, principalmente a de plagiadora. Possivelmente, D.M. Canright, o primeiro grande apóstata do adventismo, seja o autor dessa acusação, que se sofisticou ao longo do tempo. De fato, EGW recorre a expressões e material de autores de sua época. Isso diminuiria a inspiração de seus escritos? É mister lembrarmos que até os autores bíblicos recorrem a citações de escritores de sua época: Paulo cita o poeta Arato, em sua obra Os fenômenos(At 17:28) e Judas cita o livro apócrifo de Enoque (Jd 14-15). A Inspiração pode selecionar materiais e usá-los conforme seus propósitos. Lucas mesmo admite ter escrito seu evangelho não por meio de visões ou aparições de anjos, porém baseado em "acurada investigação", entrevistando "testemunhas oculares" - nem por isso, admitir-se-ia que seu evangelho fosse menos inspirado! Quanto às acusações contra os depositários, os documentos do patrimônio EGW estão abertos à consulta e atualmente, quanta coisa digitalizada, fica mais fácil para qualquer pessoa averiguar os escritos originais. Geralmente, quem se sente contrariado pela Revelação, costuma reagir acusando adulteração dos originais, semelhante à senhora anti-trinitariana que encontrei que acusava os tradutores da Bíblia de torcerem o texto de Mt 28:18-20 (ainda que não haja variantes textuais do texto e todos os manuscritos suportem a tradução encontrada em nossas versões bíblicas atuais).

Diante de tudo o que expusemos, resta uma decisão. Ou descrermos ou crermos. Evidente que isso tem de ser ponderado e, com espírito de oração, a pessoa sentir que Deus a guia em uma decisão racional. Não é por coincidência que muitas críticas feitas aos escritos de EGW possam ser voltadas contra as Escrituras e vice-versa. A natureza da Revelação é uma só. Se eu encontrasse motivos para descrer da EGW, teria de agir de forma lógica e coerente, rejeitando igualmente a matéria bíblica. Entretanto, Deus tem me conduzido à aceitação de tudo o que Ele inspirou e revelou. Acredito ainda que ser adventista sem aceitar a autoridade profética de EGW em questões como adoração, alimentação, conduta pessoal ou qualquer área da vida cristã é não ser autenticamente adventista. Melhor seria adotar outra confissão cristã. Sei que se trata de uma decisão particular. Porém há um efeito dominó: quem rejeita os escritos de EGW, logo passará a descrer de outros aspectos da fé adventista (o juízo pré-advento se iniciando em 1844, o sábado, a reforma de saúde, etc). Até que ponto seria possível ser adventista [do Sétimo Dia] sem crer nessas coisas?
Related Posts with Thumbnails