quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

"Nosso Francisco, também"


Um destacado e influente Pastor Batista americano escreve um artigo com o título "Nosso Francisco, também", cujo sub-título diz "Por que podemos entusiasticamente juntar os braços ao líder Católico"... (Christianity Today)

"Quando o protestantismo estender os braços através do abismo, a fim de dar uma das mãos ao poder romano (...) e adotar medidas para a propagação dos erros e falsidades do papado, podemos saber que é chegado o tempo das operações maravilhosas de Satanás e que o fim está próximo." (Testemunhos Seletos, v. 2, p. 151)

Líderes religiosos se unem em projeto "Natal Iluminado"

A Catedral Metropolitana de São Paulo recebeu os líderes das igrejas que participam do Movimento de Fraternidade de Igrejas Cristãs (Mofic) para o lançamento do projeto “Natal Iluminado”, que tem por objetivo deixar a capital paulista mais iluminada e decorada no final do ano. O evento, realizado no dia 1º de dezembro, também contou com a presença de líderes de outras religiões.

A iniciativa partiu do convite feito pelo arcebispo metropolitano de São Paulo, cardeal Odilo Pedro Scherer. Segundo o responsável pela Comissão de Ecumenismo e Diálogo Inter-religioso da arquidiocese, cônego José Bizon, o ato ecumênico destaca o espírito de acolhida e fraternidade, próprio do tempo do Natal. “Festa das luzes, da paz, da justiça e também a festa da acolhida e da solidariedade”, explica o cônego.

O reverendo Marcelo Leandro, da Igreja Presbiteriana Unida, declarou no evento que o Advento é o momento para os cristãos estarem unidos e demonstrarem a luz suprema de Jesus. “Nós devemos estar iluminados, ajudando a sociedade que é carente não somente da pobreza material, mas espiritual”. Ao falar sobre a importância do diálogo ecumênico, recordou Nelson Mandela. “Como ele, sonho que um dia todos seremos irmãos, independentemente da placa de igreja”, disse.

O representante da Nação Ketu, do Candomblé, Sílvio Ribeiro, acredita que para o convívio harmonioso entre todas as religiões é necessário respeitar as diferenças. “Podemos ter a cor, cabelo, etnia e vestes diferentes do outro irmão, mas todos temos Deus no coração. Ele só muda de nome. A minha religião fala de paz, igual às outras que eu reconheço. As que não falam de amor, de paz, eu não reconheço”.

Para o sheikh Houssam El Boustani, da comunidade muçulmana, a iniciativa foi um sinal de grande respeito para as outras religiões. “Que o Natal seja iluminado para toda criatura que existe na face da terra, seja cristão ou não, pois todos nós precisamos da luz de Deus. Para nós muçulmanos Deus é luz do céu e da terra. Nós queremos e precisamos dessa luz. Pedimos ao Deus altíssimo para que nos guie e leve-nos para o caminho certo, derramando sob o mundo as grandes misericórdias, principalmente nas zonas dos conflitos, das guerras e de miséria”, afirmou Houssam.

Representando o Mofic estavam líderes das igrejas Católica Apostólica Romana; Ortodoxa Antioquina; Episcopal Anglicana; Presbiteriana Unida do Brasil; Apostólica Armênia; Evangélica de Confissão Luterana no Brasil; e a Armênia Católica (Igreja Católica de Ritos Orientais). Entre as diferentes tradições religiosas estavam líderes do judaísmo; islamismo; budismo; espiritismo; umbanda e candomblé.

Obama elogia 'eloquentes' declarações do papa sobre desigualdade

O presidente americano, Barack Obama, elogiou nesta quarta-feira as recentes declarações "eloquentes" do papa Francisco sobre pobreza e desigualdade.

Essa foi uma das poucas menções ao sumo pontífice já feitas por Obama em seus discursos.

Em uma longa declaração sobre o fortalecimento da classe média, Obama lamentou que, há anos, "o contrato fundamental no qual a economia se baseia tenha sido desviado", com as crescentes disparidades entre a renda dos mais pobres e dos mais ricos.

"Esta tendência à desigualdade crescente não se limita à economia de mercado americana. No mundo inteiro, as desigualdades aumentaram", acrescentaram.

"Alguns de vocês provavelmente viram-no na semana passada. O próprio papa falou disso de maneira eloquente", destacou o presidente americano.

Obama citou declarações feitas pelo Papa em 26 de novembro: "É inadmissível que uma pessoa que vive na rua e morra de frio não seja notícia, enquanto que a queda de dois pontos da Bolsa seja".

No início de outubro, Obama já havia homenageado o Papa, dizendo-se "enormemente impressionado" com ele, elogiando sua "humildade" e sua "empatia".

"Fiquei muito impressionado com as declarações do papa. Não sobre um tema em particular, mas porque é alguém que encarna os ensinamentos de Cristo", havia declarado Obama em uma entrevista à rede CNBC.

Em 13 de março, depois da eleição do argentino Jorge Mario Bergoglio para dirigir a Igreja Católica, Obama deu as boas vindas ao "primeiro papa da América".

O presidente americano visitou o Vaticano uma vez, no início de seu primeiro mandato, reunindo-se com o antecessor de Francisco, Bento XVI, em julho de 2009.


Nota DDP: Obama tem se demonstrado contido em relação ao Vaticano e, mesmo após repetidas manifestações do atual e de um antigo embaixador americano em Roma, tem-se notícia no sentido de que a embaixada americana no local seria desativada. Não importa, a profecia diz que os dois poderes se unirão e deve ser o que ocorrerá em futuro próximo.

ONU afirma que mundo terá de produzir 70% a mais de alimentos até 2050

Relatório da organização disse que alta é necessária para atender demanda de uma população de 9,6 bilhões de pessoas; documento indica também que será preciso melhorar a forma como se produz e consome alimentos.

A ONU alertou que o mundo precisa aumentar em 70% a produção de alimentos para atender a demanda de uma população que pode chegar a 9,6 bilhões de pessoas em 2050.

A conclusão está no relatório "Recursos Mundiais: Criando um Futuro Sustentável Alimentar" preparado por várias agências das Nações Unidas, pelo Banco Mundial e pelo Instituto de Recursos Mundiais, WRI.

Desafios

O documento diz ainda que será necessário também melhorar a forma como a comida é produzida e consumida.

O presidente do WRI, Andrew Steer, disse que nas próximas décadas o mundo enfrentará grandes desafios e oportunidades em relação à segurança alimentar, o desenvolvimento e o meio ambiente.

O relatório explica que aumentar as colheitas e a produção pecuária nas terras agrícolas atuais será fundamental para salvar as florestas e reduzir as emissões dos gases que causam o efeito estufa.

Os especialistas alertam que o mundo não deve atingir a meta somente através do aumento da produção. Eles recomendam também a redução da perda e do desperdício de alimentos.

Pelas projeções atuais, a ONU diz que a África Subsaariana, por exemplo, vai precisar mais do que triplicar suas plantações até 2050 para fornecer comida suficiente a toda a população.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

A ameaça da NSA à liberdade de expressão na rede

Meses após as divulgações feitas por Edward Snowden, a abrangência da violação da privacidade de nossas comunicações, assim como outras extensas áreas de nossas vidas, pela extraordinária vigilância da Agência Nacional de Segurança (NSA), tornou-se amplamente visível. Muito menos discutida, entretanto, é a ameaça global que a espionagem da NSA representa para a liberdade de expressão na internet.

A bisbilhotice aparentemente sem limites da NSA em nossos dados eletrônicos baseia-se numa visão estreita de nosso direito à privacidade. Como já descrevi aqui mesmo, essas intromissões são facilitadas por vários atalhos na atual legislação norte-americana. Por exemplo, a lei reconhece um interesse privado no conteúdo de nossas comunicações, mas não naquilo que se chamam metadados, os detalhes eletrônicos sobre as pessoas com quem nos comunicamos, sobre aquilo que pesquisamos online e para onde vamos. O motivo fundamental, tal como consta da decisão da Suprema Corte em 1979, é de que não temos interesse privado nos números de telefone que discamos porque os compartilhamos com a companhia telefônica, embora o tribunal pudesse simplesmente deliberar que a companhia telefônica tem um dever de confiança de respeitar a privacidade de seus clientes.

Além do mais, no que se refere ao aspecto mais frágil de sua autoridade legal, a NSA presume que a simples coleta de nossas informações não representa invasão de nossa privacidade, até que essas informações sejam examinadas ou “questionadas”. Usando uma metáfora superficial, como a necessidade de um palheiro para achar uma agulha, a NSA afirma que tem a liberdade de vasculhar aquele palheiro sem qualquer obstáculo. É como se a NSA montasse câmeras de vídeo em nossos quartos de dormir e nos assegurasse que não tínhamos que nos preocupar até que o filme fosse examinado.

Yahoo contribuiu para condenação de jornalista

E, para a consternação do resto do mundo, a legislação norte-americana sobre vigilância não reconhece quaisquer direitos à privacidade a cidadãos não-americanos fora dos Estados Unidos, embora muitas de suas comunicações passem pelos Estados Unidos e o governo norte-americano tenha condições de coletar grande parte das que não passam. Recentemente, foi dada bastante atenção ao monitoramento feito pela NSA do celular da chanceler alemã Angela Merkel. De acordo com a atual legislação norte-americana, entretanto, a NSA também goza de total liberdade para espionar cidadãos estrangeiros comuns que vivam fora dos Estados Unidos. E não só pode coletar os metadados, como o conteúdo de suas comunicações – inclusive chamadas telefônicas, e-mails e mensagens de texto. As comunicações entre cidadãos norte-americanos e estrangeiros também são vulneráveis mesmo no caso do cidadão norte-americano não ser considerado um “alvo” da vigilância.

Esse profundo desrespeito pela privacidade eletrônica tem implicações particularmente preocupantes no que se refere à liberdade de expressão. Em parte porque a privacidade e a liberdade de expressão estão intimamente vinculadas. É mais provável que as pessoas falem com franqueza se tiverem certeza de que falam em privado. Tanto no caso de um advogado falando com seu representado, quanto no de um paciente falando com seu médico, de uma fonte falando com um jornalista ou de um defensor de uma causa impopular dirigindo-se a outros apoiadores, um discurso sólido sofre quando a privacidade fica em risco.

Mas o alcance exagerado da NSA também põe em risco a liberdade de expressão de outras maneiras. Um caso relativamente comum é a situação em que um governo repressivo, como o da China, pede a uma empresa da internet informações sobre um usuário. A solicitação mais famosa desse tipo de pedido envolveu o jornalista chinês Shi Tao, que acabou de completar seis anos de cadeia por “vazar segredos de Estado” – ao enviar a um grupo de direitos humanos informações sobre as proibições de divulgação pela mídia do décimo-quinto aniversário da revolta da Praça Tiananmen, em 1989, e do massacre que se seguiu. Atendendo à solicitação da China, o Yahoo entregou a informação do e-mail de Shi, contribuindo para sua condenação.

A melhor proteção contra a censura

Uma das melhores defesas contra essas solicitações é as empresas de internet armazenarem as informações de usuários em provedores localizados fora do país em questão. Essa abordagem não é infalível – os governos têm maneiras de exercer pressões sobre as empresas de internet para que cooperem –, mas pode ajudar na recusa dessas solicitações. As empresas de internet norte-americanas atualmente preferem repatriar para provedores nos Estados Unidos a maioria das informações sobre usuários em países estrangeiros.

No entanto, após as revelações sobre a vigilância da NSA, muitos países disseram que poderão exigir que as empresas de internet guardem as informações sobre seus cidadãos em provedores dentro de suas fronteiras. Se isso se tornar uma prática padronizada, será mais fácil para os governos repressivos monitorar as comunicações pela internet. Por mais frágeis que sejam os dispositivos de proteção à privacidade dentro dos Estados Unidos, em muitos outros países não são melhores. Por exemplo, apesar de injuriados com a espionagem da NSA, muitos ativistas pró-privacidade no Brasil opõem-se às propostas de seu governo de exigir o armazenamento de informações no país, pois temem que suas leis de proteção sejam inadequadas.

Além do mais, como mostra o caso de Shi Tao, conceder aos governos nacionais um acesso fácil às informações do usuário pode permitir-lhes não apenas invadir a privacidade, mas conter as críticas e descobrir dissidentes. Às vezes, o anonimato é a melhor proteção contra a censura, mas o acesso oficial às informações do usuário torna difícil o anonimato.

A indiferença de Washington

As atuais propostas de mudar a maneira pela qual a internet é regulada, se forem adotadas, também facilitam os esforços dos governos estrangeiros de coletar informações sobre as atividades eletrônicas de seus próprios cidadãos. A internet é principalmente governada através de acordos cooperativos informais entre inúmeras entidades, públicas e privadas, mas uma organização sediada nos Estados Unidos – a Internet Corporation for Assigned Names and Numbers (ICANN) – é responsável, entre outras coisas, por coordenar a designação de identificadores exclusivos que permite que os computadores, pelo mundo todo, encontrem e reconheçam um ao outro. A diretoria do ICANN é composta por pessoas privadas, mas o Departamento de Comércio dos Estados Unidos tem um peso significativo sobre sua administração.

Pode parecer anômalo que o governo norte-americano tenha tamanha influência sobre uma rede global, como a internet, e agora, que os Estados Unidos provaram não ser um guardião confiável de nossa privacidade, têm ocorrido pedidos recorrentes para substituir o atual sistema por uma agência da ONU, como a União Internacional de Telecomunicações. Mas poucas pessoas acreditam que esse novo sistema proteja a liberdade de expressão na internet, pois provavelmente ele iria ceder diante de governos que queiram priorizar a soberania nacional, e não o livre fluxo de informações e ideias. Para os governos, um maior controle nacional tornaria mais fácil a blindagem de internets nacionais, como a China tentou fazer com a sua Grande Firewall e o Irã ameaçou fazer com uma “rede de informação nacional”, possibilitando a censura e minando o poderoso potencial do ciberespaço para conectar pessoas ao redor do mundo.

A espionagem eletrônica da NSA também contribuiu bastante para a perda de credibilidade da reputação do governo norte-americano de paladino da liberdade da internet. Principalmente sob a liderança da ex-secretária de Estado Hillary Clinton, os Estados Unidos criticaram constantemente outros países por prender blogueiros dissidentes ou usuários de redes sociais. Hoje, no entanto, embora os Estados Unidos continuem a respeitar a liberdade de expressão, tanto na internet quanto fora dela, essa virtude foi eclipsada pela indiferença de Washington em relação à privacidade na internet. E mesmo a própria reputação norte-americana de respeitar a liberdade de expressão é minada quando o governo Obama tenta extraditar e condenar Edward Snowden por uma suposta violação de segurança, mas que para muita gente não passou de uma denúncia legítima.

Norte-americanos parecem não se importar

Além dos usuários de internet, quem provavelmente se sente mais ameaçado pela indiferença de Washington em relação à privacidade são as empresas de internet norte-americanas. Empresas como Google e Facebook estão apavoradas, sem dúvida, com a possibilidade de que usuários em outros países comecem a procurar alternativas não-americanas para evitar a espionagem da NSA. A Federação de Jornalistas Alemã, por exemplo, aconselhou recentemente seus membros que evitem usar empresas de internet norte-americanas para enviar e-mails ou fazer buscas devido à vigilância da NSA; a Deutsche Telekom disse que está tentando evitar que mensagens eletrônicas entrem nos Estados Unidos sem necessidade absoluta. Portanto, as empresas de internet podem tornar-se um poderoso grupo para pressionar o governo norte-americano no sentido de reformar suas leis de vigilância.

É claro que há uma ironia nos protestos de empresas que embolsam bilhões explorando as atividades online de seus clientes para fins comerciais. Porém, sem o poder coercitivo do Estado, as empresas privadas têm menos capacidade de fazer mal, e, ao contrário dos governos, enfrentam – pelo menos teoricamente – uma pressão competitiva para respeitar a percepção de seus clientes de seus próprios limites.

Talvez seja um mistério que os próprios norte-americanos pareçam, em grande parte, não se importar com as revelações da NSA. Mas essa condescendência não é compartilhada por grande parte do resto do mundo, onde muitas vezes as lembranças ainda são recentes de casos em que o Estado abusou do acesso às vidas privadas. Esse medo no exterior – transmitido pelas empresas de internet, que acabaram dependendo de uma base global de clientes – talvez seja o melhor que podemos esperar para superar a relativa indiferença do público norte-americano.

Reformar as políticas de vigilância

Com o lema da NSA sendo, aparentemente, “se é possível acessar, vá fundo”, fica-se com a impressão de que o governo norte-americano nunca fez uma avaliação básica do custo-benefício da vigilância da agência. No lado do custo, não se deve simplesmente pesar a invasão de nossa privacidade, mas também o prejuízo que acarreta ao fluxo de informação sem obstáculos na internet. Os norte-americanos podem subestimar a privacidade, mas tendem a compreender, sim, a importância da liberdade de expressão. No lado do benefício, a NSA ainda não conseguiu mostrar que a espionagem maciça de nossas comunicações eletrônicas tenha aumentado significativamente a vigilância eletrônica tida como alvo – centrada em indivíduos específicos que podem ser mostrados como representando uma ameaça –, que deveria fazer parte de qualquer esforço contra-terrorista. O governo norte-americano vem enfrentando sérias dificuldades para apresentar qualquer conspiração terrorista que não tenha sido impedida senão pela coleta maciça de nossas comunicações.

Em setembro, fiz uma pergunta a Kathryn Ruemmler, conselheira da Casa Branca, sobre esta falta de um benefício demonstrável. Ela se defendeu com o argumento de que se deve considerar a informação obtida pela vigilância como parte de um “mosaico” de informações coletadas de outras maneiras. Mas essa foi a mesma causa fundamental – a mesma palavra – usada pelo governo Bush para justificar a prisão de pessoas para interrogatório que, aparentemente, não têm qualquer informação relevante a oferecer.

Obama pôs fim a algumas das piores práticas contra-terroristas de Bush. Agora, precisa ir além das garantias baratas que nos ofereceu após as primeiras revelações de Snowden, e frear a NSA. Se os Estados Unidos quiserem preservar a internet como uma rede vital e livre para a conexão de pessoas ao redor do mundo, precisarão reformar suas políticas de vigilância e respeitar a privacidade – não apenas a dos norte-americanos, mas a de todos os outros.
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Kenneth Roth é advogado e diretor-executivo do Human Rights Watch

Conselho Mundial de Igrejas aprecia Exortação Apostólica de Papa Francisco

“A Exortação Apostólica entregue recentemente pelo Papa Francisco acerca da proclamação do Evangelho no mundo de hoje provocou interesse e apreciação por parte do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), como um documento desafiador e convidativo.

“A Exortação Apostólica é mais do que simplesmente transmitir a mensagem do Sínodo sobre a evangelização, mas aborda a necessidade de renovação da igreja em todos os níveis, a partir da perspectiva do chamado para ser uma igreja missionária”, disse o secretário geral do CMI, Rev. Dr. Olav Fykse Tveit .

“O tom do documento é aberto e ao mesmo tempo desafiador e convidativo”, acrescentou. “É realmente inspirador ler como agora tentamos implementar o mandato da nossa recente assembléia em Busan, República da Coreia. Ele fornece uma inspiradora interação entre reflexões eclesiológicas, perspectivas missionárias e preocupações sobre a construção econômica, de justiça ecológica e da paz como dimensões missionárias significativas da igreja.”

“Na recente 10ª Assembleia do CMI, em Busan, nós também destacamos a necessidade de renovação da igreja, tanto por meio de uma nova declaração de missão, que fala da missão partindo das margens da sociedade, e do movimento da igreja e movimento ecumênico direcionado à justiça e paz”, disse Tveit .

Tveit acrescentou que ele vê paralelos entre a “peregrinação de justiça e de paz ” e a comunhão de 345 igrejas-membros do CMI que estarão embarcando nela, principalmente agora após a assembleia de Novembro e as reflexões do Papa Francisco.

Em janeiro, a equipe do CMI vai continuar a sua reflexão e estudo da Exortação Apostólica através de um dia especial de discussões em equipe dedicadas ao documento. O CMI e o Vaticano têm continuamente trabalhado em estreita colaboração um com o outro durante as últimas décadas, através do Conselho Pontifício para a Unidade dos Cristãos.” (Fonte: World Council of Churches, traduzido em Projeto Eventos Finais)

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Papa e Netanyahu falam em solução justa no Médio Oriente

“O papa e o primeiro-ministro de Israel concordaram hoje ser necessário chegar o mais depressa possível “a uma solução duradoura e justa” para o conflito entre israelitas e palestinianos.

De acordo com uma nota do Vaticano, Francisco e Benjamin Netanyahu analisaram o atual momento na região do Médio Oriente, depois do reinício das negociações entre israelitas e palestinianos, concordando na necessidade de se chegar o mais depressa possível “a uma solução duradoura e justa, respeitando os direitos das duas partes”.

O papa reuniu-se hoje, durante 25 minutos, no Vaticano, com Benjamin Netanyahu, que chegou ao Vaticano com uma delegação de 13 pessoas, entre as quais alguns militares e a mulher, Sara.

O primeiro-ministro israelita ofereceu ao papa argentino um livro escrito pelo pai, Benzion, “As origens da Inquisição na Espanha do século XV”, publicado em 1999, e uma ‘menorá’, o candelabro judeu de sete braços. Jorge Bergoglio deu a Netanyahu uma imagem em bronze de S.Paulo.

O comunicado do Vaticano indica que o papa e o primeiro-ministro israelita abordaram também a próxima visita de Francisco à Terra Santa.” (Fonte: Diário de Notícias)

Nota: por um momento, fiquei a pensar… Se em Israel são judeus e na Palestina são árabes, por que razão se haverá de tratar com o líder católico, cristão, a questão da paz no Médio Oriente? Que pode ele fazer para além dos recorrentes apelos nas missas dominicais?

Pois é, pode e muito. Provavelmente, em breve vamos perceber exatamente como.

domingo, 1 de dezembro de 2013

Terremoto de 6,4 graus atinge arquipélago na Indonésia

Um terremoto de 6,4 graus de magnitude atingiu o arquipélago Kepulauan Barat Daya, no leste da Indonésia, na madrugada deste domingo. Segundo o Centro Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês), o tremor ocorreu a 10 quilômetros de profundidade.

O epicentro do tremor fica a 351 quilômetros da capital do Timor Leste, Dili. Até o momento não há informações de vítimas, danos ou alertas de tsunami na região. Horas depois um tremor de 5,8 graus também foi registrado na ilha da Sumatra, no lado oposto do país.

Apesar da força do terremoto, correspondentes da agência AFP em Dili dizem que nada foi sentido na cidade.

Por outro lado, o Centro Nacional de Desastres da Indonésia relatou "um tremor de três a cinco segundos" nas Ilhas Molucas, também nos arredores do epicentro.

Em julho, um terremoto de 6,1 graus na ilha de Sumatra matou ao menos 35 pessoas e deixou milhares de desabrigados.

sábado, 30 de novembro de 2013

«Diálogo, perdão e reconciliação» pela paz no Médio Oriente destaca Francisco

Cidade do Vaticano, 30 nov 2013 (Ecclesia) – O Papa Francisco enviou hoje uma mensagem a Bartolomeu I, patriarca ecuménico de Constantinopla, onde destaca o “diálogo, perdão e reconciliação” para resolver os conflitos no Médio Oriente, pela festa do apóstolo Santo André, irmão de São Pedro.

“Os cristãos do Oriente e do Ocidente devem dar um testemunho comum, para difundir a mensagem da salvação do Evangelho ao mundo inteiro”, escreveu Francisco ao patriarca ecuménico de Constantinopla.

O Papa destaca o trabalho e caminho ecuménico que em 2014 comemora o 50° aniversário do encontro histórico entre Paulo VI e o patriarca ecuménico Atenágoras, em Jerusalém.

Na mensagem relembra que “os cristãos são membros de uma mesma família, experimentam a alegria da autêntica fraternidade em Cristo” embora “a plena comunhão ainda não” tenha sido “plenamente atingida”.

Nesse sentido, é urgente e necessária “uma cooperação eficaz e diligente entre os cristãos pelo direito de manifestarem a fé publicamente” e para que “sejam tratados com igualdade” quando a anunciam “o cristianismo na sociedade e na cultura contemporânea”, explicou.

Na mensagem a Bartolomeu I o “diálogo, perdão e reconciliação” são apresentados como “meios possíveis para resolver o conflito no Oriente Médio” e a situação de tantas pessoas que sofrem por causa da violência, da guerra, da fome, da pobreza e de desastres naturais.

O direito dos cristãos do Médio Oriente permanecerem nos seus países não foi esquecido, por isso, Francisco apela “a rezar pela paz na região” e insiste que “se continue a trabalhar pela reconciliação e o justo reconhecimento dos direitos dos povos”.

Sobre o martírio do apóstolo Santo André, irmão de São Pedro primeiro Papa da Igreja, a mensagem recorda “todos os cristãos que, no mundo, sofrem por tantas formas de discriminação e, às vezes, até pagam com o próprio sangue o alto preço da sua profissão de fé”, revela a Rádio Vaticana.

Na despedida enviou “um abraço fraterno de paz” e reafirmou que pretende “prosseguir as relações fraternas entre a Igreja de Roma e o Patriarcado Ecuménico de Constantinopla”.


Nota DDP: Veja também "Apelo pela Síria e pela unidade dos cristãos". Destaque:

“Peçamos ao Senhor que nos ajude a prosseguir na caminhada ecumênica, fiéis aos princípios do Concílio Ecumênico Vaticano II. Que Ele nos ajude sempre a sermos cooperadores da evangelização, cultivando a sensibilidade ecumênica e inter-religiosa. Isso só é possível graças à unidade, à qual são chamados os discípulos de Cristo; a unidade exige sempre a conversão por parte de todos”.



Google rastreia o que você faz para anúncios

São Paulo - A Microsoft está levando sua campanha anti-Google para outro patamar. A gigante lançou esta semana um anúncio em que tira sarro do Chromebook. O filme mostra uma mulher indo a uma loja de penhores para tentar vender o laptop do fabricante do Android.

O anúncio não foi feito em qualquer loja, ele se passa na Gold & Silver Pawn Shop, onde o reality show Pawn Star$ é filmado. A atração, exibida no History Channel, mostra a rotina do estabelecimento de penhores.

O filme, que foi feito exclusivamente para internet, tem "cara" de reality. A moça começa dizendo que ganhou o Chromebook da mãe e que pretende vendê-lo para comprar uma passagem e ir a Hollywood. "O que faz você pensar que ele vale isso tudo?", pergunta Rick Harrison, um dos donos da loja.

Já que o Chromebook funciona, basicamente, só se estiver conectado com a internet, Harrison ressalta que se o aparelho não está online, bem, ele é basicamente um "tijolo".

"Um PC tradicional utiliza aplicações como Office e iTunes que trabalham mesmo se você estiver offline", explica o vendedor, numa defesa clara dos produtos da empresa de Bill Gates.

E para piorar, o funcionário dá uma alfinetada maior. "E se você estiver online, o Google vai rastrear tudo que você fizer para poder vender anúncios", ironiza Rick. "O Google está sempre buscando novas maneiras de ganhar mais dinheiro com suas informações pessoais. O hardware do Chromebook só facilita isso para ele", completa.

Vale lembrar que, numa dessas ironias do destino, a campanha Scroogled da Microsoft lembra a Get a Mac, conhecida como "PC vs. Mac", que a Apple fez mirando exatamente a fabricante do Windows.

O mais interessante é que uma pesquisa encomendada pela Microsoft, reproduzida pelo AdAge, mostra que os anúncios estão conseguindo afetar a imagem do Google aos olhos dos consumidores e colocando os produtos da Microsoft em evidência. Será mesmo?

A disputa parece longe de terminar. O próprio Google já ironizou a iniciativa. Depois que a Microsoft lançou camisetas e bonés com críticas à empresa de buscas, um porta-voz da gigante das buscas disse ao site The Verge que “a concorrência no campo dos [dispositivos] 'vestíveis' está esquentando”.

Fonte - Exame

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Papa Francisco se reúne com sindicatos argentinos

Pontífice convidou os presentes a se comprometer com a paz

Cidade do Vaticano - O papa Francisco se reuniu na manhã desta terça-feira (26) noVaticano com um grupo de dirigentes sindicais da indústria argentina.

Segundo o jornal L'Osservatore Romano e a Radio Vaticana, o Pontífice convidou os presentes a se comprometer com "a cultura do encontro e com a paz", fazendo referência à oliveira que colocou na Plaza de Mayo, em 2000, quando era arcebispo de Buenos Aires.

A planta é símbolo da Scholas Occurrentes, a "rede mundial das escolas para o encontro", inspirada em iniciativas promovidas durante o ministério episcopal de Jorge Bergoglio na capital argentina.

Fonte - Exame

Nota DDP: Não pediu somente um compromisso pela paz, mas a união de todos os sindicatos. Destaque:

'Les dijo que hay que “trabajar fuerte por la unidad”, pero sin aclarar si se refería a la unidad de los argentinos todos o del movimiento de los trabajadores, que están divididos en cinco centrales.'

Evangelismo não é: entretenimento


Muitas igrejas nos Estados Unidos têm usado métodos de evangelização fundamentados em entretenimento — alguns tem chamado isso de “teotretenimento” — para compartilhar o evangelho tanto a adultos como a crianças. No caso dos adultos, o método geralmente envolve uma forma de pesquisa do público-alvo e a criação de um culto evangelístico em que tudo, desde a música até ao sermão, é estruturado com o propósito de fazer com que as pessoas se sintam bem — uma abordagem do tipo “sente-se e aprecie o show”. No caso das crianças, o método assume a forma de grupos ou de Escola Dominical que gastam maior parte do tempo pensando em atividades engraçadas que introduzirão disfarçadamente o evangelho.

Não há nenhuma razão para argumentarmos contra a comunicação do evangelho de um modo compreensível, criativo e provocativo. Mas a evangelização que assume a forma de entretenimento tem algumas conseqüências perigosas. Lembre-se: aquilo com o que você ganha as pessoas é aquilo para o que você as ganha. Se as ganha com entretenimento, elas serão ganhas para o show, e não para a mensagem; e isso aumenta a probabilidade de falsas conversões. No entanto, ainda que elas não sejam ganhas para o show, métodos de evangelização fundamentadas em entretenimento tornam o arrependimento quase impossível. Não somos desafiados a abandonar nosso pecado quando nossos sentimentos são afagados e nossas preferências, estimuladas. O evangelho é inerente e irredutivelmente confrontador. Ele ataca a nossa justiça própria e nossa auto-suficiência, exigindo que abandonemos o pecado que amamos e creiamos em Alguém outro para nos justificar. Portanto, o entretenimento é um instrumento problemático de comunicação do evangelho, porque ele quase sempre obscurece os aspectos mais difíceis do evangelho — o preço do arrependimento, a cruz do discipulado, a estreiteza do caminho. Alguns discordarão, argumentando que a dramatização pode dar aos incrédulos uma imagem visual do evangelho. Mas já possuímos essas imagens. São as ordenanças do batismo e da Ceia do Senhor e as vidas transformadas de irmãos e irmãs em Cristo.

Isso não significa que temos de abafar toda a criatividade nos empreendimentos evangelísticos. Desejamos encorajar a criatividade em descobrir maneiras de compartilhar o evangelho. Isso significa que devemos ter cautela contra a dependência do entretenimento para a “eficiência” da evangelização, especialmente quando a evangelização acontece em nossas reuniões semanais para adoração.

As igrejas são mais saudáveis quando o evangelho é apresentado com mais clareza; e o evangelho é apresentado com mais clareza quando nossos métodos de evangelização são mais nítidos.

Texto retirado do livro Deliberadamente Igreja, do capítulo 3 “Evangelização com Responsabilidade“, trecho “Evite o entretenimento” (Pg 67 e 68).
Copyrigh © Editora FIEL
Autores: Mark Dever e Paul Alexander
Do original: “The Deliberate Church” (Pg 54 a 57).
Tradução: Francisco Wellington Ferreira



Nota DDP: Tenho evitado os textos de lavra de outras denominações por motivos óbvios, mas compartilho este em particular por expor algo que deveríamos saber de cor ao percebermos no Espírito de Profecia advertência suficiente para não incidirmos em tais erros, o que infelizmente tem aumentado em nosso meio.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013


Errata: pág. 386

Papa Francisco prepara encíclica sobre meio ambiente

Mais "gás" para o ECOmenismo

O papa Francisco dedicará parte da próxima encíclica ao meio ambiente, num esforço para modernizar a mensagem da Igreja. A atitude entusiasma ativistas que acreditam que a influência de Francisco sobre o tema pode ter um impacto não apenas no comportamento de cristãos, mas, principalmente, de líderes internacionais. O desejo dele é claro: desenvolver e promover uma mensagem ecologista do Vaticano. Essa será a segunda encíclica de Francisco. A primeira, o atual papa reconheceu, foi praticamente de autoria do papa emérito Bento XVI. (MSN Notícias)

Nota Criacionismo: Imaginei mesmo que não demoraria muito tempo para Francisco bater nessa tecla, como fez seu predecessor. A diferença é que este papa tem mais carisma e será capaz de levar essa agenda bem além do que fez Bento 16. Não nos esqueçamos de que uma das propostas do Vaticano para amenizar os efeitos do aquecimento global é reservar um dia para o descanso da Terra; um dia com baixa emissão de carbono; um dia para a família. E esse dia, evidentemente, é o domingo, não o sábado. [MB]

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

As consequências do declínio norte-americano

Quando enfraquecimento da potência hegemônica torna-se nítido, abre-se período de caos geopolítico

Tenho sustentado há muito que o declínio dos Estados Unidos como potência hegemônica começou por volta de 1970; e que este processo, no início lento, precipitou-se durante a presidência de George W. Bush. Comecei a escrever sobre o tema em 1980. À época, a reação a tal argumento, em todos os campos políticos, foi rejeitá-lo como absurdo. Nos anos 1990, acreditava-se em todas as faixas do espectro político que, ao contrário, os EUA tinham alcançado o ápice de seu domínio unipolar.

No entanto, depois do estouro da bolha financeira, em 2008, a opinião de políticos, teóricos e do público em geral começou a mudar. Hoje, uma ampla percentagem das pessoas (embora não todas) aceita a realidade de ao menos algum declínio relativo do poder, prestígio e influência norte-americanos. Nos EUA, este fato é aceito com muita relutância. Políticos e teóricos rivalizam-se em apresentar fórmulas sobre como o declínio ainda pode ser revertido. Acredito que ele é irreversível.

A questão real, a meu ver, é sobre as consequências do declínio. A primeira é uma clara redução da capacidade dos EUA para controlar a situação mundial, e em particular a perda de confiança, por parte dos que eram os principais aliados de Washington. No último mês, devido às evidências apresentadas por Edward Snowden, soube-se que a Agência de Segurança Nacional norte-americana (NSA) espionou diretamente os principais líderes da Alemanha, França, México e Brasil, entre outros (assim como, é claro, inúmeros cidadãos destes países).

Estou certo de que os EUA envolveram-se em atividades similares em 1950. Mas em 1950, nenhum destes países teria ousado transformar sua ira em escândalo público, ou em reivindicar que os EUA interrompessem a ação. Se o fazem hoje, é porque agora os EUA precisam deles mais do que eles próprios precisam dos EUA. Os líderes atuais sabem que os EUA não tem outra escolha exceto comprometer-se – como fez o presidente Obama – a cessar estas práticas (mesmo que os EUA não pretendam cumprir a promessa…). E os líderes destes quatro países sabem, todos, que sua posição interna será fortalecida, e não enfraquecida, por apontarem publicamente para o nariz de Washington.

Até o momento, enquanto a mídia debate o declínio norte-americano, a maior parte das atenções voltam-se para a China, como um potencial novo hegemônico. Também aqui, há falta de percepção. A China é, sem dúvida, um país cuja potência geopolítica está em ascensão. Mas chegar ao papel de potência hegemônica é um processo longo e árduo. Em condições normais, qualquer país precisaria de ao menos outro meio século para tornar-se capaz de exercer poder hegemônico. É um longo intervalo, durante o qual muito pode acontecer.

Num primeiro momento, não há sucessor imediato para o papel. O que costuma acontecer, quando o enfraquecimento da antiga potência hegemônica torna-se nítido para outros países, é que a relativa ordem do sistema-mundo é substituída por uma luta caótica entre múltiplos polos de poder, nenhum dos quais pode controlar a situação. Os EUA ainda são um gigante, mas um gigante com pés de barro. Ainda têm a força militar mais poderosa, mas não são muito capazes de usá-la em seu proveito. Tentaram minimizar seus riscos concentrando-se em guerras de drones. O ex-secretário de Defesa Robert Gates acaba de denunciar que esta visão é totalmente irrealista, do ponto de vista militar. Ele lembra que as guerras só são vencidas com tropas no chão, e o presidente dos EUA está agora sob enorme pressão, vinda de políticos dos dois partidos e do sentimento popular, para não usar tropas no chão.

O problema, para todo mundo, numa situação de caos geopolítico, é o alto nível de ansiedade que ela produz e os riscos que oferece para que prevaleçam loucuras destrutivas. Os EUA, por exemplo, podem não ser mais capazes de vencer guerras, mas podem causar enorme dano para si mesmos e para outros por meio de ações imprudentes. Todas as suas tentativas de agir no Oriente Médio são derrotadas. No presente, nenhum dos atores na região (sim, eu disse “nenhum”) aposta mais no taco dos EUA. Isso inclui Egito, Israel, Turquia, Síria, Arábia Saudita, Iraque, Irã e Paquistão (para não falar da Rússia e China). Os dilemas políticos resultantes para os Estados Unidos foram tratados em grande detalhe no New York Times. A conclusão do debate interno a respeito, no governo Obama, foi um compromisso muito ambíguo, que leva o presidente a parecer vacilante, ao invés de forte.

Por fim, podemos estar certos de duas consequências reais, na próxima década. A primeira é o fim do dólar como moeda de último recurso. Quando isso acontecer, os EUA terão perdido uma grande proteção para seu orçamento e para o custo de suas operações econômicas. A segunda é o declínio – provavelmente sério – no padrão de vida relativo dos cidadãos e residentes nos EUA. As consequências políticas deste último movimento são difíceis de prever em detalhe, mas não serão irrelevantes.

(*) Texto originalmente publicado no site Outras Palavras. Tradução: Antonio Martins | Imagem: Jacob Jordaens, O Rei Feijão

Fonte - Opera Mundi

Metade das pessoas com HIV não sabe que está infectada

Apenas metade da população mundial que vive com HIV sabe que está infectada. O desconhecimento impede o início adiantado de um tratamento anti-retroviral. Em países de baixa renda, somente 34% das pessoas que necessitam recebem tratamento, afirma o Programa das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (Unaids).

Em todo o mundo, diminuiu o número de novos casos de contágio por HIV – uma queda de 33% entre 2001 e 2012. Mesmo assim, o número de novos casos dobrou no Oriente Médio e no Norte da África, tendência que se repete na Europa Oriental e na Ásia Central, onde os casos aumentaram desde 2006.

"Embora tenha havido um progresso rápido em grandes partes do mundo, há sinais preocupantes que indicam que algumas regiões não estão em um bom caminho para cumprir os compromissos globais para prevenir o HIV", disse nesta quarta-feira, em Genebra, o diretor-executivo da Unaids, Michel Sidibé, na apresentação de um relatório.

Segundo ele, as novas infecções ocorrem em locais onde há "acesso insuficiente" aos serviços básicos para prevenção do HIV e onde "populações-chave", como homossexuais, viciados em drogas, transexuais e prostitutas, são marginalizadas: "Ainda temos 60% dos países com leis que impedem o acesso à prevenção eficaz contra o HIV ou tratamentos para esses grupos", afirmou.

A violência de gênero é outro fator de impacto sobre os contágios pelo HIV. De acordo com dois estudos em Uganda e na África do Sul, as mulheres que sofreram violência sexual por seus parceiros apresentavam uma chance 50% maior de serem infectadas, um risco que se torna ainda maior entre viciadas em drogas, prostitutas e transexuais: "A cada hora, 50 mulheres jovens são infectadas pelo HIV no mundo", disse Sidibé.

No caso de pessoas que usam drogas injetáveis, as porcentagens variam muito de uma região para outra – representam 10% das pessoas que vivem com HIV em todo o mundo. Mas correspondem a 5% na Europa Oriental, 28% na Ásia e chegam a 40% em alguns países.

Em relação às crianças, o relatório observa que nos países mais afetados pela Aids, só três em cada dez crianças menores de 15 anos estão recebendo tratamento anti-retroviral, mesmo com os progressos registrados para reduzir a transmissão do HIV de mãe para filho.

Em 2012, 647 mil menores de 15 anos recebiam tratamento anti-retroviral. O número é baixo – corresponde a 34% das crianças com Aids, contra 64% dos adultos que recebem esse tipo de tratamento.

Apesar dos avanços na concepção de tratamentos específicos e eficazes para crianças com HIV, a Unaids disse que o desafio ainda é o diagnóstico precoce dos casos de infecção entre crianças menores de 15 anos.

Em nível global, o relatório destaca avanços significativos na luta contra a Aids, já que o número de novos contágios em 2012 foi de 2,3 milhões, o número mais baixo desde meados dos anos 90. Em todo o mundo, 35,3 milhões de pessoas vivem com HIV.

‘A privacidade é uma anomalia’

Cofundador da World Wide Web (WWW), Vinton Cerf diz que novas tecnologias dificultam a privacidade na rede

SÃO PAULO – Após o escândalo da espionagem norte-americana, a privacidade na internet se tornou um dos principais temas debatidos sobre a web. Especialistas em cibersegurança, como James Lewis, já haviam jogado um balde de água fria nos usuários dizendo que “a privacidade na web é uma ilusão”. Agora foi a ver de um dos pais da internet, o engenheiro da computação Vinton Cerf, co-criador da rede, polemizar e dizer que “a privacidade pode ser uma anomalia”.

Cerf fez a declaração durante um workshop sobre a chamada “internet das coisas” nos EUA , alegando que novas tecnologias trazem mais dificuldade para os usuários alcançarem a privacidade, à medida que as pessoas demonstram cada vez menos compreensão sobre o que estão compartilhando sobre elas mesmas quando publicam uma informação pessoal na internet.

“Nosso comportamento é bastante prejudicial à privacidade. A tecnologia ultrapassou nosso intelecto social”, afirmou. Para ele, a situação deve ficar ainda mais complicada quando as pessoas começarem a usar vestíveis capazes de rastreá-los durante o uso.

Fonte - Estadão

domingo, 17 de novembro de 2013

"O estado da Igreja" - Pr. Ted Wilson (Legendado)


Transcrição do sermão pode ser baixada aqui.

A Criação

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Centro de combate ao cibercrime da Microsoft

São Paulo – Todos os anos, casos de crimes na internet impactam a vida de milhares de pessoas. Tendo isso em vista, a Microsoft resolveu aproveitar seus conhecimentos em tecnologia e big data para criar um centro de combate ao cibercrime, o Centro de Combate aos Crimes Cibernéticos.

Futurista, o local irá reunir especialistas como advogados, peritos e investigadores em torno do que há de mais moderno na luta contra todo o tipo de crime cibernético, daqueles associados a malware e até casos de exploração infantil ou tráfico humano.

As tecnologias que estarão disponíveis no local permitirão que equipes da Microsoft e parceiros, como a Interpol, por exemplo, identifiquem ameaças em tempo real. De acordo com a empresa, a ação do centro será estendida para filiais localizadas por todo o mundo e tem como objetivo tentar tornar a internet um lugar mais seguro.

Fonte - Exame
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