segunda-feira, 5 de maio de 2014

O que é a MERS, a nova doença que preocupa o mundo?

Com caso confirmado nos Estados Unidos na última sexta, a MERS (Síndrome Respiratória do Oriente Médio) intriga pesquisadores e já causou 10 mortes em 2014

São Paulo - Com o primeiro caso confirmado nos Estados Unidos na última sexta, a MERS (Síndrome Respiratória do Oriente Médio) começa a preocupar o mundo.

Em seu site, Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) já instrui cidadãos americanos com sintomas da doença que tenham viajado pela região da Península Arábica recentemente a procuraremajuda médica.

Descoberta em abril de 2012 na Arábia Saudita, a MERS é causada por um tipo de coronavírus que gera problemas respiratórios severos, tosse e febre - segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Até o momento, 12 países já registraram casos da doença - de acordo com levantamento do CDC.

Contágio

De acordo com Tony Mounts, membro do grupo de pesquisa da MERS da OMS, ainda não há confirmação sobre como a doença é transmitida.

Suspeita-se que a MERS tenha origem animal (provavelmente camelos) e que seu contágio entre humanos se dê por meio de secreções respiratórias.

Em novembro de 2013, cerca de 150 pessoas estavam infectadas com o vírus em todo o mundo.

De acordo com a OMS, de janeiro até o fim de março, 28 casos foram confirmados e 10 mortes causadas pela doença foram registradas.

Sars

Muitos têm apontado semelhanças entre a MERS e SARS (Síndrome Respiratória Aguda Grave), que surgiu na China em 2002 e vitimou cerca de 800 pessoas.

Porém, Mounts destaca que a última doença se espalhou mais rapidamente.

"SARS e MERS causam sintomas parecidos mas a SARS era muito mais facilmente transmitida. A SARS registrou mais de 8 mil casos em 3 meses", afirmou ele no Twitter.

Com taxa de mortalidade em cerca de 40% dos casos, a MERS ainda não tem um tratamento específico.

No Egito, autoridades estão investigando se a morte de uma mulher de 60 anos foi causada pela doença.

Fonte - Exame

sábado, 3 de maio de 2014

Rabino e professor muçulmano acompanharão o Papa na Terra Santa

Pela primeira vez, delegação incluirá representantes de outras religiões. Diálogo inter-religioso será grande temática da visita.

Um rabino e um professor muçulmano, ambos argentinos, acompanharão o papa em sua viagem a Amã, Belém e Jerusalém, de 24 a 26 de maio, anunciou o Vaticano neste sábado (3).

O rabino de Buenos Aires, Abraham Skorka, velho amigo do papa Jorge Mario Bergoglio, e Omar Abbud, presidente do Instituto do Diálogo Inter-Religioso da capital argentina, acompanharão o pontífice em sua primeira viagem à Terra Santa.

Será a primeira vez na história das viagens papais que a delegação incluirá dignitários e outras religiões, e espera-se que a mesma gere reações de interesse nos mundos muçulmano e judeu.

Se o aspecto ecumênico da aproximação entre igrejas cristãs e, frequentemente, rivais instaladas na Terra Santa dominará a viagem, o diálogo inter-religioso será outra grande temática, numa região em que os cristãos se tornaram uma pequena minoria.

A viagem de três dias do Papa argentino tem 15 discursos e visitas agendados, e provoca expectativa.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

"A Batalha Sonora"- Pr. Ivor Myers

Papa Francisco encoraja cristãos e mulçumanos ao diálogo

Annaba (RV) - O Cardeal Jean-Louis Tauran, Presidente do Pontifício Conselho para o diálogo inter-religioso, está nestes dias na Argélia como enviado especial do Papa para a celebração de 100 anos da Basílica de Santo Agostinho ad Annaba. O cardeal explica à RV como neste centenário a Argélia continua a redescobrir a Igreja católica em sua história:

“É um sinal – penso - de grande maturidade, porque é um povo que assume a sua história. Obviamente, os cristãos estavam ali antes dos islâmicos e conheceram esta página de sua história e, sobretudo, reconheceram que Agostinho é um argelino... e que argelino”!
Como a figura de Santo Agostinho está ainda hoje contribuindo para o desenvolvimento do diálogo inter-religioso?

“Antes de tudo, Santo Agostinho une as duas margens do Mediterrâneo; é um pensador, um gênio: poucas pessoas têm a dimensão daquele homem! Uma coisa que sempre me impressionou é pensar que ele escreveu as mais belas páginas de teologia enquanto a cidade de Ippona era invadida: entre se dedicava aos refugiados, ao mesmo tempo; era um pastor que seguia a vida cotidiana dos seus fiéis. Diria que a grande contribuição de Santo Agostinho é esta: que não existe oposição entre a fé e a razão”.
Qual a mensagem que Papa Francisco enviou à Argélia?

“A carta do Papa Francisco fala do diálogo inter-religioso e da gratidão da Igreja católica pela compreensão e generosidade dos mulçumanos, pois as autoridades colaboraram também economicamente para a restauração desta belíssima igreja”.

Que sinal quer ser a Basílica de Santo Agostinho em um País predominantemente mulçumano?

“Eu penso que recorda a todos que somos feitos para ver Deus: e isto é um sinal muito poderoso, sobretudo em um País mulçumano onde a oração desempenha um papel importante. Os mulçumanos rezam várias vezes por dia, em privado, mas também em público e por isso é bom que os cristãos, com a grandeza desta igreja, lembrem que também nós louvamos o Senhor, único Deus, e que somos fiéis aos nossos deveres”.
Como o Pontifício Conselho para o diálogo inter-religioso, do qual o senhor é Presidente, pode contribuir no crescimento do diálogo entre cristãos e mulçumanos na Argélia?

“O Pontifício Conselho tem como finalidade promover e coordenar iniciativas, portanto nós temos, sobretudo, contatos com a Conferência Episcopal, com os bispos locais para que o diálogo se realize no território, nas paróquias. Este diálogo da vida é muito importante: a convivência, o confronto com os mesmos problemas, com as mesmas dificuldades como crentes... Eu penso que esta espontaneidade nos relacionamentos seja a base de cada diálogo e o diálogo inter-religioso se baseia sempre na amizade: é preciso se conhecer e se amar uns aos outros e fazer um trecho da nossa caminhada juntos”.

Fonte - News.Va

EUA confirmam primeiro caso da síndrome Mers


Governo americano confirmou primeiro caso de Mers (Síndrome Respiratória do Oriente Médio) nos Estados Unidos

Um funcionário da saúde que viajou à Arábia Saudita se tornou nesta sexta-feira o primeiro caso confirmado nos Estados Unidos da Síndrome Respiratória do Oriente Médio (Mers, na sigla em inglês), uma doença muitas vezes fatal, disseram funcionários dos Centros para o Controle e Prevenção de Doenças (CDC).

O paciente viajou em um voo da British Airways em 24 de abril de Riad a Londres, onde fez uma escala no aeroporto de Heathrow a caminho dos Estados Unidos. Ao chegar aChicago, ele tomou um ônibus para uma cidade cujo nome não foi revelado, no Estado de Indiana.

Em 27 de abril, ele passou a apresentar problemas respiratórios, além de febre, tosse e falta de ar. De acordo com o Departamento de Saúde de Indiana, o homem visitou a unidade de emergências do Community Hospital, em Munster, em 28 de abril, e foi internado no mesmo dia.

Como ele havia viajado para o exterior, os funcionários da área de saúde fizeram exames relacionados à síndrome e enviaram as amostras aos CDCs, que confirmou a presença do vírus nesta sexta-feira.

A Mers é semelhante à Síndrome Respiratória Aguda Severa (Sars) que apareceu na Chinaem 2002-2003 e causou a morte de cerca de 800 pessoas. O vírus foi detectado pela primeira vez na Arábia Saudita em 2002.

A doutora Anne Schuchat, diretora do Centro Nacional para Imunização e Enfermidades Respiratórias dos CDCs, disse em uma conferência telefônica que o primeiro caso da Mers nos EUA era de "grande preocupação devido à sua virulência", já que é fatal em cerca de um terço das infecções.

Ela acrescentou que o caso representa "um risco muito baixo para o público em geral", mas que a Mers costuma se espalhar entre profissionais da saúde e não há tratamentos conhecidos contra o vírus.

Fonte - Exame

Americano pode ser preso sem processo por tempo indefinido

Os militares dos Estados Unidos, sob a autoridade presidencial, podem prender, sequestrar e deter por tempo indefinido, sem acusação formal — ou sem o devido processo — qualquer cidadão americano que represente uma ameaça à segurança nacional”. Esse entendimento, exposto em uma decisão de um tribunal federal de recursos dos EUA recentemente, foi confirmado pela Suprema Corte do país, de uma forma indireta. Na segunda-feira (28/4), a Suprema Corte se recusou a julgar um recurso contra a decisão do tribunal inferior, o que equivale a mantê-la, noticiam o site WND, a agência Reuters e outras publicações.

Há anos, o fato de a CIA e os militares americanos prenderem suspeitos que representam qualquer tipo de ameaça aos EUA em outros países, e de levá-los para Guantánamo Bay ou outras prisões secretas em vários lugares do mundo, nunca incomodou muito a maioria da população americana. Mas, agora, qualquer americano pode amargar o mesmo remédio dentro de casa — culpado ou inocente, como no caso dos estrangeiros.

Com essa decisão da Justiça, as discussões na comunidade jurídica passaram a girar em torno do conceito de “estado policial”, em que os militares e os órgãos de segurança exercem o poder de polícia sobre a população, sem comprometimento com os princípios do “estado de Direito”.

Não se espera que o Judiciário se mantenha alheio à tentativa do Congresso e do presidente de “estabelecer a base jurídica para o estabelecimento do estado policial e a subjugação da cidadania americana, através da ameaça de prisão e detenção por tempo indefinido, sem direito a advogado, sem direito a confrontar os acusadores e sem o direito a julgamento”, escreveu à corte um grupo de advogados.

Na opinião dos advogados que representaram os demandantes, a decisão dos tribunais superiores coloca em risco os direitos fundamentais de qualquer “criador de caso” (como jornalistas) que, segundo as autoridades federais, possam ter qualquer envolvimento com “terroristas”.

Mobilização
O processo em questão foi movido por um grupo de pessoas e diversas organizações, sob a liderança do jornalista Chris Hedges, um ex-repórter do New York Times, que ganhou um Prêmio Politzer em 2002 por seus trabalhos na “cobertura do terrorismo global”, e a jornalista investigativa islandesa Kristinn Hrafnsson, porta-voz da Wikileaks, alegam que as autoridades federais podem prendê-los a qualquer tempo, por exercer seus direitos constitucionais de informar.

Entre os demandantes também estão nomes conhecidos por suas obras e por sua luta em favor das liberdades individuais, como Daniel Ellsberg, Jennifer Bolen, Noam Chomsky, Alex O’Brien, Kai Warg All e Brigitta Jonsottir, além de alguns parlamentares. E há uma grande variedade de organizações que não têm qualquer relação umas com as outras, nem mesmo de posicionamento político.

Todos buscaram a Justiça na esperança de conseguir uma declaração de inconstitucionalidade da Lei de Autorização da Defesa Nacional. Essa lei especifica o orçamento e as despesas do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, mas também traz outros dispositivos, como o de conferir autoridade aos militares para exercer determinadas ações relativas à segurança nacional.

Inimigo interno

A lei é reeditada pelo Congresso todos os anos. A edição de 2014 foi aprovada no Senado em um momento em que o país estava distraído com um escândalo, depois de passar, quase sem ser notada, pela Câmara dos Deputados.

A lei não se refere a americanos como “terroristas”. Usa a expressão “extremistas domésticos”, um neologismo que ameniza a terminologia mais dura, para não deixar a impressão que os EUA têm terroristas. Mas condena explicitamente aqueles que se associarem a terroristas ou darem qualquer suporte a organizações terroristas.

Como a lei é vaga, ela é descrita como uma “espada de Dâmocles” sobre a cabeça de qualquer americano que ameace a segurança nacional. Pode ser, por exemplo, um cidadão que divulgue informações ou documentos que coloquem o governo americano em maus lençóis — como o que fez Edward Snowden, o ex-agente de segurança que divulgou milhares de documentos oficiais da Agência Nacional de Segurança (NSA) dos EUA.

“É uma lei claramente inconstitucional”, disse Hedges aos jornais. “É um enorme e grave assalto à democracia. Ela subverte 200 anos da legislação que mantém os militares fora das políticas domésticas do país”.”

“A Suprema Corte não teve coragem de confrontar o Congresso e o governo para proteger os cidadãos americanos contra detenção militar. O governo ganhou e, assim, criou um momento trágico para o povo americano. Algum dia isso será visto como uma vergonha para a Suprema Corte”, disse o presidente do Instituto Rutherford, John Whiteehad.

Há precedentes de detenção em massa. Em 1944, durante a Segunda Guerra Mundial, o governo dos EUA prendeu e colocou em campos de concentração milhares de japoneses-americanos. E fez isso com as bênçãos da Suprema Corte, no caso Korematsu v. United States.

Para os críticos da lei, o governo Obama pode negar que haverá prisões indiscriminada de cidadãos americanos, porque a história mostra que o governo americano não é avesso a fazer isso.

Fonte - Conjur

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Resistência a antibióticos ameaça saúde pública mundial, diz OMS

Constatação faz parte do primeiro estudo global sobre o tema; agência da ONU cita bactérias que causam diarreia, pneumonia, infecção urinária e gonorreia.
A Organização Mundial da Saúde divulgou esta quarta-feira o primeiro estudo global sobre resistência a antibióticos. O levantamento revela "uma séria ameaça à saúde pública", porque muitas bactérias estão se modificando e tornando os antibióticos ineficazes.

O relatório confirma a resistência em vários agentes infecciosos, principalmente em sete bactérias responsáveis por doenças "comuns", porém sérias, como diarreia, pneumonia, infecções urinárias e gonorreia.

Infecções Hospitalares

A OMS utilizou dados de 114 países para fazer o levantamento. Em todas as regiões do mundo, o antibiótico carbapenem não foi eficiente em mais da metade dos pacientes infectados com uma bactéria que causa pneumonia e infecções hospitalares.

Em vários países, pessoas com infecção urinária não responderam ao tratamento com um dos antibióticos mais populares contra a bactéria E.coli, a fluoroquinolona. Em mais da metade dos pacientes, o antibiótico não funcionou, e segundo a OMS, a resistência era nula quando o medicamento surgiu na década de 1980.

Aids

Em 2012, 92 países registraram um total de 450 mil casos de resistência ao antibiótico para tratar tuberculose. O estudo também confirma aumento da resistência aos medicamentos para tratar a aids. Na África, mais de 3% dos pacientes com HIV se mostraram resistentes a um tipo de droga contra o vírus.

Segundo a OMS, o vírus da influenza A/H1N1 é resistente aos medicamentos usados para tratar casos de gripe comum.

O estudo da agência revela que muitos países não têm nenhum sistema para monitorar a resistência a antibióticos. A OMS recomenda a prevenção de infecções por meio de boas práticas de higiene, acesso à água potável e vacinação.

Orientação

Novos antibióticos e diagnósticos também são essenciais, segundo a agência. A OMS pede à população mundial que os antibióticos só devem ser usados quando prescritos por um médico, e nesse caso, o tratamento não pode ser interrompido, mesmo se o paciente apresentar melhoras.

A resistência também pode ser controlada se médicos e farmacêuticos só indicarem antibióticos quando realmente necessários e se as fabricantes investirem em inovação e pesquisa para o desenvolvimento de novas ferramentas.

Fonte - Radio ONU

segunda-feira, 28 de abril de 2014

'João Paulo II e João XXIII mudaram o mundo', diz Obama

Destacando seu interesse em trabalhar em parceria com o papa Francisco, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou que João Paulo II e João XXIII, os quais foram proclamados santos ontem (27), "mudaram o mundo". "Hoje, eu e Michelle [primeira-dama dos EUA] nos unimos a todos os católicos para celebrar a canonização dos papas João XXIII e João Paulo II. O trabalho e o testemunho deles mudaram não só a Igreja Católica, mas o mundo", exaltou o norte-americano, em um comunicado por ocasião das canonizações.

Segundo Obama, João XXIII (cujo pontificado foi de 1958 a 1963) "articulou o papel da Igreja a favor das causas de paz e justiça mundiais". "Convocando o Concílio Vaticano II, ele revolucionou aspectos de culto, mas também a relação da Igreja Católica com as outras comunidades de fé", comentou. Por sua vez, João Paulo II (1978-2005) "contribuiu para inspirar o movimento de 'Solidarno??' na Polônia, o qual se difundiu e contribuiu para o fim do comunismo na Europa Oriental". "Ele também sempre discursou com ênfase contra o apartheid na África do Sul e o genocídio em Ruanda. Tinha uma relação especial com os jovens, aproximando muitos deles das obras e dos ensinamentos da Igreja", afirmou Obama.

No mesmo comunicado, o presidente dos EUA destacou que o país "quer trabalhar junto com o papa Francisco e com os católicos do mundo para fazer a paz e a justiça progredirem em todos os povos". Obama se reuniu há um mês com o Papa no Vaticano, em um encontro em que o presidente presenteou Francisco com sementes de frutas da horta da Casa Branca e pediu para que o Pontífice rezasse por ele. O mandatário também chegou a comentar que o Papa era "um homem maravilhoso". "Francisco é um homem maravilhoso e tem um enorme senso de humor. A sua simplicidade e a sua fé no poder da espiritualidade sobre as coisas materiais se refletem em cada coisa que ele faz", disse Obama.

De acordo com uma pesquisa do instituto Gallup, três em cada quatro cidadãos norte-americanos têm uma opinião favorável em relação ao papa Francisco.

domingo, 27 de abril de 2014

Espaço Novo Tempo - IASD Juvevê Curitiba


Nota DDP: Assista e divulgue!

"Como adoraremos?"

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Quase 60% da água subterrânea na China está poluída

O nível de poluição das águas subterrâneas é particularmente preocupante na região norte da China, responsável por 30% da produção agrícola do país

São Paulo - Em meio à poluição atmosférica que assola a China, o país enfrenta outra crise ambiental silenciosa e, muitas vezes, invisível: a contaminação das águas subterrâneas. Quase 60% delas estão poluídas, segundo estudo estatal divulgado pela agência Xinhua.

O levantamento, feito pelo Ministério da Terra e Recursos da China, monitorou 4778 pontos de 203 cidades. A qualidade da água subterrânea foi classificada como "relativamente pobre" em 43,9% deles e "muito ruim" em outros 15,7%.

De acordo com as normas da China, água de qualidade relativamente pobre só pode ser usada para beber após o tratamento adequado. Já água de muito má qualidade não pode ser usada para consumo.

O nível de poluição das águas subterrâneas é particularmente preocupante na região norte, responsável por 30% da produção agrícola do país.

Um estudo encomendado pelo governo, em 2013, revelou que 70% da água subterrânea dessa região era imprópria até mesmo ao contato humano.

As origens dessa poluição são velhas conhecidas, com raízes em práticas que afetam tanto o campo como as cidades.

Desde 1990, a China tornou-se o maior consumidor de fertilizantes nitrogenados do mundo, que, apesar de ajudarem no crescimento rápido do cultivo, aumentando a oferta de alimentos, também deterioram o solo e poluem lençóis freáticos.

Um estudo publicado pela revista Nature mostrou que a poluição por nitrogênio aumentou 60% em 30 anos no país, uma ameaça para os ecossistemas e a saúde humana.

A indústria têxtil chinesa, com seus resíduos da produção (metais pesadas, tóxicos e substâncias cancerígenas) também é uma fonte significativa de poluição no país.

De acordo com o Relatório Estatístico Anual de 2010 sobre o Meio Ambiente na China, publicado pelo Ministério da Proteção Ambiental, a indústria têxtil do país gerou quase 2,5 bilhões de metros cúbicos de esgoto em 2010.

O problema é que nem todo esse esgoto vai parar no lugar certo.

Uma análise feita pela Ong Greenpeace nas cidades de Xintang e Gurao, que concentram boa parte das fábricas de jeans e roupa íntima, revelou altos níveis de metais na água, como cobre, cádmio e chumbo, em níveis até 128 vezes maiores dos limites considerados saudáveis.

Fonte - Exame

China no caminho de se tornar a nação mais cristã do mundo em 15 anos.

O número de cristãos na China comunista está crescendo tão firmemente que em 2030 poderia ter mais fiéis do que a América

Diz-se ser a maior igreja da China e no domingo de Páscoa milhares de fiéis se reunirão para este asiático mega-templo para jurar fidelidade - não para o Partido Comunista, mas para a Cruz.

A igreja Liushi 5.000 de capacidade, que possui mais que o dobro de assentos como a Abadia de Westminster e um crucifixo 206 pés que pode ser visto a quilômetros de distância, abriu o ano passado com um teólogo declarando-o um "milagre que uma cidade tão pequena era capaz de construir uma grande igreja tal ".

O edifício £ 8.000.000 é também um dos símbolos mais visíveis da transformação vertiginosa da China comunista como ele evolui para uma das maiores congregações cristãs na Terra.

"É uma coisa maravilhosa para ser um seguidor de Jesus Cristo. Isso nos dá grande confiança", sorriu Jin Hongxin, um visitante de 40 anos de idade, que estava admirando a cruz dourada acima do altar Liushi na liderança até a Semana Santa.

"Se todo mundo na China acreditava em Jesus, então não teríamos mais necessidade de delegacias. Não haveria mais pessoas ruins e, portanto, não mais crime", acrescentou.

Oficialmente, a República Popular da China é um país ateu, mas isso está mudando rapidamente, como muitos de seus 1,3 bilhão de cidadãos procuram significado e conforto espiritual que nem comunismo nem capitalismo parecem ter fornecido.

Congregações cristãs, em particular, dispararam desde igrejas começaram a reabertura quando a morte de Mao, em 1976, marcou o fim da Revolução Cultural.

Menos de quatro décadas mais tarde, alguns acreditam que a China está agora prestes a se tornar não apenas um número economia do mundo, mas também a sua mais numerosa nação cristã.

"Pelos meus cálculos China está destinado a se tornar o maior país cristão do mundo muito em breve", disse Fenggang Yang, professor de sociologia da Universidade de Purdue e autor de Religião na China: Sobrevivência e Revival sob o regime comunista.

"Ele vai ser menos de uma geração. Muitas pessoas não estão preparadas para esta mudança dramática."

Comunidade protestante da China, que teve apenas um milhão de membros em 1949, já ultrapassou as dos países mais comumente associado com um boom evangélico. Em 2010, havia mais de 58 milhões de protestantes na China, em comparação com 40 milhões no Brasil e 36 milhões na África do Sul, de acordo com Fórum do Centro de Pesquisas Pew sobre Religião e Vida Pública.

Prof Yang, um dos maiores especialistas em religião na China, acredita que esse número vai aumentar para cerca de 160 milhões em 2025. Isso provavelmente colocaria China à frente até mesmo dos Estados Unidos, que tinha cerca de 159 milhões de protestantes em 2010, mas cujas congregações estão em declínio .

Em 2030, a população cristã total da China, incluindo católicos, seria superior a 247 milhões, colocando-o acima de México, Brasil e os Estados Unidos como a maior congregação cristã do mundo, previu.

"Mao pensou que poderia eliminar a religião. Ele pensou que tinha conseguido isso", disse o professor Yang. "É irônico - não fizeram Eles realmente falhou completamente.".

Como muitas igrejas chinesas, a igreja na cidade de Liushi, a 200 quilômetros ao sul de Xangai, na província de Zhejiang, teve uma história turbulenta.

Foi fundada em 1886, depois de William Edward Soothill, um missionário Yorkshire nascido e futuro professor da Universidade de Oxford, começou a evangelizar as comunidades locais.

Mas, no final dos anos 1950, já que a região estava envolto por campanhas anti-cristãs violentas de Mao, foi forçada a fechar.

Liushi permaneceu fechada durante toda a década da Revolução Cultural, que começou em 1966, como locais de culto foram destruídas em todo o país.

Desde que foi reaberto em 1978 a sua congregação tem ido de vento em popa, como parte de oficialmente sancionada igreja cristã da China - junto com milhares de outras pessoas que aceitaram a supervisão do Partido Comunista em troca da permissão para o culto.

Hoje tem 2.600 fiéis regulares e tem capacidade para até 70 batismos a cada ano, de acordo com Shi Xiaoli, o seu 27-year-old pregador.Reavivamento da paróquia chegaram a um crescendo no ano passado com a abertura de seu novo 1.500 pés mega-igreja, supostamente o maior na China continental.

"Nossa antiga igreja era pequena e difícil de encontrar", disse a Sra. Shi."Não havia espaço no antigo prédio para todos os seguidores, especialmente no Natal e na Páscoa. O novo é grande e atraente."

A igreja Liushi não está sozinho. Da província de Yunnan, no sudoeste da China para adoidado de Liaoning, no nordeste seu industrial, congregações estão crescendo e mais chineses são pensados ​​para participar de cultos de domingo de cada semana do que os cristãos em todo o território da Europa.

Um estudo recente descobriu que pesquisas on-line para as palavras "Congregação Cristã" e "Jesus" em maior número os de "O Partido Comunista" e "Xi Jinping", o presidente da China.

Entre os protestantes da China são também muitos milhões que adoram a ilegais underground "igrejas domésticas", que possuem serviços sem supervisão - muitas vezes nas casas das pessoas - em uma tentativa de fugir dos olhos curiosos do Partido Comunista.

Tais igrejas são na sua maioria por trás do movimento missionário embrionário da China - uma inversão de papéis depois que o país foi durante séculos o destino de missionários estrangeiros. Agora ela está começando a enviar os seus próprios missionários no exterior, notadamente na Coréia do Norte, em busca de almas.

"Queremos ajudar e é mais fácil para nós do que para a British, missionários sul-coreanos ou americanos", disse um líder da igreja subterrânea no norte da China, que pediu para não ser identificado.

A nova expansão do Cristianismo tem o Partido Comunista coçando sua cabeça.

"A criança, de repente cresceu e os pais não sabem como lidar com o adulto", o pregador, que é de movimento ilegal casa-igreja da China, disse.

Algumas autoridades afirmam que os grupos religiosos podem prestar serviços sociais o governo não pode, ao mesmo tempo, ajudando a reverter uma crescente crise moral em uma terra onde o dinheiro, não o comunismo, tornou-se rei.

Eles parecem concordar com David Cameron, o primeiro-ministro britânico, que disse na semana passada que o cristianismo pode ajudar a impulsionar o Estado "espiritual, físico e moral" da Grã-Bretanha .

Ms Shi, pregador de Liushi, que tem o cuidado de descrever sua igreja como "patriótica", disse: "Temos duas motivações:. Uma é a nossa missão evangélica ea outra é servir a sociedade cristianismo também pode desempenhar um papel na manutenção da paz e da estabilidade na sociedade. Sem Deus, as pessoas podem fazer o que quiserem. "

Ainda outros dentro liderança preocupação da China sobre como a paisagem religiosa pode moldar o seu futuro político, e seu possível impacto sobre a aderência do Partido Comunista no poder, apesar da cláusula em 1982 a Constituição do país que garante aos cidadãos o direito de participar de "atividades religiosas normais" .

Como resultado, uma vigilância apertada ainda é mantido em fiéis e pregadores são rotineiramente monitorados para garantir que seus sermões não divergem do que o Partido considera aceitável.

Na igreja Liushi uma câmera de circuito fechado de televisão pende do teto, bem em frente ao púlpito.

"Eles querem que o pastor para pregar em uma maneira comunista. Eles querem treinar as pessoas para a prática de uma forma comunista", disse o pregador casa-igreja, que disse igrejas estatais, muitas vezes evitado seções potencialmente subversivas da Bíblia. O livro do Velho Testamento em que o Daniel exilado se recusa a obedecer às ordens para adorar o Rei, em vez de seu próprio deus é visto como "muito perigoso", o pregador acrescentou.

Esses medos podem não ser totalmente injustificada. Poder crescente dos cristãos foi no show no início deste mês, quando milhares se reuniram para defender uma igreja em Wenzhou, uma cidade conhecida como a "Jerusalém do Oriente", após ameaças do governo para demoli-la. Confrontado com show muito público da congregação de resistência, as autoridades parecem ter se afastou de seus planos, a negociação de um acordo com os líderes da igreja .

"Eles não confiam na igreja, mas eles têm que tolerar ou aceitar isso, porque o crescimento está lá", disse o líder da igreja. "O número de cristãos está crescendo - eles não podem lutar contra isso Eles não querem que os 70 milhões de cristãos a ser seu inimigo.".

O líder da igreja subterrânea líder disse que muitos funcionários do governo visto a religião como "uma doença" que precisava de cura, e Prof Yang concordaram que havia uma ameaça potencial.

O Partido Comunista foi "ainda não tem certeza se o cristianismo se tornaria uma força política de oposição" e temia que poderia ser usado por "forças ocidentais para derrubar o sistema político comunista", disse ele.

Igrejas eram susceptíveis de enfrentar uma vez mais "intensa" luta de mais de uma década que vem como o Partido Comunista tentou sufocar a ascensão do cristianismo, previu.

"Há pessoas no governo que estão tentando controlar a igreja. Eu acho que eles estão a fazer a última tentativa de fazer isso."

Fonte - The Telegraph (Tradução: Google)

Nota DDP: E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim. (Mateus 24:14)

terça-feira, 22 de abril de 2014

Jesus e as tradições religiosas - IASD Juvevê

Obama diz que não há espaço para a violência religiosa nos EUA

Em 2012, o FBI registrou 674 incidentes de caráter antissemita nos Estados Unidos.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, falou sobre os ataques da semana passada que mataram três pessoas em duas instituições judaicas de um subúrbio de Kansas City, entre elas um jovem de 14 anos. Obama lamentou o incidente e disse durante discurso na Casa Branca que a violência religiosa “não tem espaço” na sociedade americana.

“Ninguém deveria ficar preocupado com sua segurança quando está reunido com seus companheiros de credo. Ninguém deveria temer por sua segurança ao rezar”, criticou o presidente.

A população judaica na região metropolitana de Kansas City, na divisa com o Estado do Missouri, é de 20 mil pessoas. Obama acredita que este tipo de atentado motivado por ódio religioso é a principal causa de violência no mundo.

O presidente americano também disse que a Casa Branca dará a ajuda necessária às duas instituições atacadas no domingo. Barack Obama também fez um apelo contra a intolerância e o preconceito motivado por crença religiosa.

”Devemos continuar unidos para além da fé para combater a ignorância e a intolerância, incluindo o antissemitismo, porque elas conduzem ao ódio e à violência. Como americanos, temos que nos manter unidos contra este tipo terrível de violência, que não tem espaço em nossa sociedade”, disse.

Obama disse que a segurança deve ser intensificada durante o Pessach (páscoa judaica) e lamentou que o incidente tenha ocorrido justamente em meio ao Domingo de Ramos. O presidente dos EUA também lembrou o encontro que teve com o papa Francisco e afirmou que o líder da Igreja Católica tem inspirado cada vez mais pessoas ao redor do mundo por suas atitudes “simples, mas profundas”.

Fonte - Gospel Prime

Nota DDP: Até quando? Talvez até que um grupo de pessoas decidam não seguir a 'inspiração' trazida pelo líder da igreja de Roma, sendo acusados de ódio religioso?

Novo Tempo entra em caráter experimental pela TV NET em Curitiba


PROGRAMAÇÃO DA EMISSORA CRISTÃ AGORA PODE SER SINTONIZADA PELO CANAL 196

Desde o último sábado, 19 de abril, entrou em caráter experimental em Curitiba pela NET, tevê por assinatura, a programação da TV Novo Tempo que pode ser sintonizada pelo canal 196. Durante os próximos três meses, a empresa privada de televisão irá avaliar a audiência do canal e os custos benefícios para fechar um acordo em definitivo com a emissora adventista.

"É bom lembrarmos que essa transmissão é apenas para testes, ou seja, a qualquer hora o sinal pode sair do ar para maiores ajustes, contudo é a oportunidade dos telespectadores terem mais uma variedade de programação. A Novo Tempo hoje é um dos meios mais eficazes para a evangelização pois chega as camadas mais difíceis da sociedade. Também é uma emissora que apresenta programas que valorizam a ética e os princípios bíblicos", informa o líder da comunicação adventista da região central do Paraná, pr. Paulo Machado.

Paulo Machado ainda aconselha aos telespectadores a colaborarem com esta parceria. "O que nós podemos fazer para reforçar a possibilidade de contrato, seria a NET receber e-mails ou contatos parabenizando-os por terem colocado a NT na grade. Isto sem dúvida vai ajudar, e muito. Contamos com a ajuda de todos", conclama.

Hoje em Curitiba e região metropolitana, a programação da TV Novo Tempo pode ser sintonizada pelo canal 14 da SKY e 196 da NET TV, além do canal 35 UHF e pela rádio na frequência 106.5 FM.


Nota DDP: Divulgue!

OMS: 140 mortos em epidemia de Ebola na África

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou nesta terça-feira que o surto de Ebola no Oeste da África já vitimou mais de 140 pessoas.

Em um comunicado publicado em seu site, a OMS relatou que 230 casos suspeitos ou confirmados até agora na Libéria e na Guiné, país em que se concentra a maior parte das vítimas.

A OMS informou que das 142 vítimas fatais, 129 eram da Guiné e 13 da Libéria.

A doença é mais comumente encontrada na África central ou oriental. O Ebola é causa sangramentos internos e externos. Não há cura nem vacina e tem uma alta taxa de mortalidade. Fonte: Associated Press.

sábado, 19 de abril de 2014

Passos de Vitória - IASD Juvevê

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Um problema norte-americano para o papa do fim do mundo?

Diante da relação entre a Igreja de Francisco e os Estados Unidos, é preciso se perguntar se não chegamos a uma reviravolta ou a um momento de pausa. Se não é possível ver no Papa Francisco o antiamericanismo de que alguns norte-americanos o acusam, também não está claro se a proximidade e a compreensão dos Estados Unidos por parte de Bergoglio não é a mesma de Montini, Wojtyla ou Ratzinger.

A opinião é do historiador italiano Massimo Faggioli, professor de história do cristianismo da University of St. Thomas, em Minnesota, nos EUA. O artigo foi publicado na revista italiana de geopolíticaLimes, de março de 2014. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Eis o texto.

1.

O conclave de 2013 foi "norte-americano" mais do que os anteriores: pela reverberação em escala mundial do escândalo dos abusos sexuais que tiveram como ground zero Boston e os Estados Unidos; pelo objetivo crescimento da Igreja Católica norte-americana em termos relativos em casa e em um Ocidente cada vez menos crente; pelo relevo político global do duro confronto entre o governo Obama e os bispos norte-americanos ao longo dos quatro anos anteriores; pelo aumento da hostilidade (a partir da audiência entre Obama e Bento XVI em 2009) entre a alma diplomática (aquele pouco que dela restava) do Vaticano de Ratzinger e Bertone, e a alma combativa das culture wars dos bispos norte-americanos, e mais em geral entre um Vaticano ainda em parte dominado pelos italianos e uma Igreja norte-americana rica doadora de vocações e subvenções que se vê (com ou sem razão) sub-representada nas salas do poder católico global [1].

Se o Papa Francisco não é um papa "norte-americano" no sentido cultural e político do termo, ele certamente o é do ponto de vista midiático. As capas da Time e da New Yorker, da Rolling Stone e da The Advocate (expressão da comunidade gay e lésbica norte-americana) testemunham uma atenção que vai além das reservadas a João XXIII há 50 anos e a João Paulo II ao longo das suas visitas aos Estados Unidos. O Papa Francisco chamou a atenção graças às circunstâncias extraordinárias da renúncia de Bento XVI e do conclave de 2013: as mídias norte-americanas, que durante o pontificado de Ratzinger tinham arquivado a Igreja Católica entre os objetos destinados a se tornarem irrelevantes para um público mainstream, voltaram a se ocupar do catolicismo com renovada seriedade.

Mas a questão não diz respeito apenas às mídias. O Papa Francisco desencadeou nos Estados Unidos uma corrida para ocupar ou para manter um lugar particular no novo Vaticano de Bergoglio: em vista, na esperança ou no temor de grandes mudanças que virão. Se os bispos norte-americanos até agora têm sido prudentes ao abraçar o novo tom do Papa Francisco (prudentes como e mais do que os bispos de outros países), limitando-se a eleger em novembro de 2013 como novo presidente da Conferência Episcopal um bispo como Kurtz (Louisville, Kentucky) mais representativo do common ground católico, outros agentes importantes dentro do catolicismo militante norte-americano não perderam tempo: associações de fiéis leigos dedicados a fazer lobby (como os Cavaleiros de Colombo), os periódicos históricos da intelectualidade católica (a revista mensal dos católicos liberais Commonweale a revista semanal dos jesuítas America), as universidades católicas rivais (com os dirigentes da Georgetown University e da University of Notre Dame se apresentando em audiência a poucas semanas de distância entre si).

Por outro lado, em dezembro de 2013, o Papa Francisco afastou da Congregação para os Bispos o tradicionalista cardeal Burke para substituí-lo pelo cardeal Wuerl, de Washington, sinal de que a contribuição cultural e teológica dos norte-americanos à Igreja poderia mudar de sinal durante esse pontificado – no Vaticano assim como nas dioceses norte-americanas.

2.

Para uma entidade como a Igreja Católica, que se concebe como pré-estatal tanto no sentido cronológico quanto filosófico, um desafio particular é o da relação com uma nação jovem como os Estados Unidos – uma nação sobre cuja verdadeira dimensão "estatal" muitos se interrogaram. Por outro lado, para "uma nação com a alma de uma Igreja" (como disse o escritor inglês Chesterton sobre os Estados Unidos da América), a existência do papado romano sempre foi fonte, ao mesmo tempo, de atração e de repulsão, como mostra a história das relações entre Washington e o Vaticano [2].

Do ponto de vista vaticano, a proximidade dos papas da era contemporânea aos Estados Unidos do "século americano", depois da Segunda Guerra Mundial, viu interlocutores diversos. Os Estados Unidos começam a fazer parte do mundo eclesiástico só depois da guerra; antes, a Igreja de Roma tinha relações com os católicos norte-americanos, mas não com o país como tal. Se o papado de João XXIII pode ser definido como "pré-americano", com Paulo VI deu-se um passo rumo a uma cauta "americanização" do catolicismo, graças à mediação do pensador de referência de Montini, Jacques Maritain, que passara longos anos nos Estados Unidos para explicar o catolicismo ao establishment intelectual norte-americano. A americanização continuou com João Paulo II (graças ao seu anticomunismo e à carismatização e personalização do papado encarnadas por ele) e com Bento XVI (graças à ênfase do seu magistério sobre a natural law, sobre os non-negotiable values e à sua fama junto ao vasto mundo dos conservadores e tradicionalistas católicos made in USA).

Ora, diante da relação entre a Igreja de Francisco e os Estados Unidos, é preciso se perguntar se não chegamos a uma reviravolta ou a um momento de pausa nessa cinquentenária história de amor, que sobreviveu a inúmeras traições. Se não é possível ver no Papa Francisco o antiamericanismo de que alguns norte-americanos o acusam, também não está claro se a proximidade e a compreensão dos Estados Unidos por parte de Bergoglio não é a mesma de Montini, Wojtyla ou Ratzinger: não tanto pela escassa prática do inglês por parte do Papa Francisco, mas sim por dois motivos diferentes, mas interligados.

Por um lado, há a matriz cultural latino-americana do jesuíta Bergoglio, da qual o próprio papa falou na entrevista concedida à La Civiltà Cattolica no primeiro verão europeu como papa e publicada em setembro de 2013 em várias línguas em todo o mundo [3]. Por outro, há um catolicismo norte-americano que se tornou cada vez mais polarizado e dividido em seu interior entre diversas identidades étnicas, mas sobretudo políticas e ideológicas contrapostas entre si. Nesse sentido, o "problema norte-americano do Papa Francisco" é o problema norte-americano para a Igreja Católica global.

3.

Depois de um longo século de anticatolicismo "nativista" na época das migrações de massa da Europa católica, entre a Segunda Guerra Mundial e os anos 1960, o catolicismo entra no mainstream norte-americano: do ponto de vista social, político, econômico e cultural. Depois de uma geração (aproximadamente entre 1945 e 1970) de idílio entre a cultura norte-americana e a cultura católica, depois dos anos 1970 (especialmente depois da sentença da Suprema Corte sobre o aborto Roe versus Wade de 1973), o catolicismo norte-americano se americaniza, não renunciando a um americanismo que é visto pelo resto do mundo como emblemático do país líder do mundo ocidental: um catolicismo liberal e radical, de um lado, e um catolicismo conservador e calvinista, de outro.

Enquanto os católicos de esquerda abraçam as lutas de gênero, da liberação sexual, da democratização da Igreja e de uma radical desdogmatização e privatização do catolicismo, os católicos de direita aceitam os dogmas do livre mercado de armas, a ideologia do livre mercado, o nacionalismo e o excepcionalismo norte-americanos. O que divide são, do ponto de vista da presença pública da Igreja, a sexualidade (contracepção, aborto, homossexualidade), o papel da mulher na Igreja, a justiça social e econômica, o papel internacional dos Estados Unidos: questões que dividem os católicos norte-americanos ao longo de linhas de falhas cultural e socialmente mais profundas do que em qualquer outra nação [4].

Desse ponto de vista, a distância entre o catolicismo norte-americano e o sul-americano é ainda maior do que a distância entre o primeiro e o europeu. Para um papa latino-americano, uma das questões-chave é a relação entre o pontificado e o catolicismo norte-americano, especialmente estadunidense. A Igreja nos Estados Unidos está em crescimento graças ao componente latino-americana imigrado – componente que, porém, ainda não encontrou espaço adequado dentro de uma Igreja dominada por cepas irlandesas, italianas, polonesas e que não se encontra à vontade nas claras divisões ideológicas típicas do reflexo do sistema bipartidário da política norte-americana. A ascensão ao trono petrino de um papa latino-americano também tem um impacto sobre a autopercepção das Igrejas das Américas, seja para a latina, seja para a do norte do México, que nos últimos anos enfraqueceu muitos laços entre as duas margens do continente, muito fortes até os anos 1980 e 1990.

A eleição de Francisco ocorreu em um momento histórico particular para a política mundial: para o Ocidente, o ano de 2013 era o sexto ou sétimo ano da crise econômica mais grave do que a de 1929, em um contexto cultural que viu os pobres desaparecem do horizonte – também do da Igreja Católica. Mas Bergoglio pôde observar de perto a catastrófica crise econômica argentina, com o default de dezembro de 2001. A vitória teológico-política da política doutrinal vaticana sobre a teologia da libertação também tinha trazido consigo a eliminação de um dos temas do Concílio Vaticano II, ou seja, os pobres. Nesse clima cultural e eclesial inserira-se de modo particularmente forte a Igreja Católica norte-americana conservadora de escola reaganiana que, entre 1973 e 1980 (eleição de Ronald Reagan à presidência), havia se deslocado em grande parte do Partido Democrata (por quase um século casa política natural dos católicos de recente imigração) ao Partido Republicano. A partir do final dos anos 1980, o reaganismo católico também investiu contra a hierarquia norte-americana e deu um impulso decisivo para a formulação teológica das culture wars entre as diferentes almas da cultura norte-americana e também dentro do catolicismo [5].

A trégua declarada pelo Papa Bergoglio sobre esse e outros frontes envolve um rearranjo das posições entrincheiradas dentro do catolicismo ocidental. De fato, a superação do paradigma romano, tridentino e europeu tem fortes implicações, mas não em uma ótica progressista ou liberal (categorias euro-ocidentais), mas sim em uma perspectiva de ressourcement teológico, de um "retorno às fontes" que pretende tornar a maior Igreja do mundo mais fiel à mensagem original do que a determinados modelos sociais, políticos e culturais das épocas mais recentes.

O Papa Bergoglio mostrou consciência da necessidade do paradigma eurocêntrico, com os gestos do que com os discursos, e da urgência de uma ótica missionária. O Sínodo de 2012 sobre a nova evangelização tinha mostrado mais consciência da questão do que clareza acerca das soluções e perspectivas: a eleição do Papa Francisco liga a nova evangelização à redefinição de um certo paradigma cultural-teológico europeu.

Se o retorno de um certo eurocentrismo foi, sem dúvida, uma das conotações do pontificado de Bento XVI, a eleição de Bergoglio marca a retomada de uma tentativa, a da mundialização do catolicismo, iniciado com o Vaticano II. Não é por acaso que o início do pontificado do Papa Francisco levou, algumas semanas depois, à ruinosa conclusão das "negociações" com o tradicionalismo cismático dos lefebvrianos, porta-bandeiras de um catolicismo mais romano do que católico, que, depois do Concílio, viu a romanidade pisotear a catolicidade (no sentido de "universalidade") [6].

No entanto, aquele que na Itália é o púlpito formado pelos propagandistas de um catolicismo europeu, tradicionalista, antiecumênico, social e politicamente reacionário, que se remete a Charles Maurras assim como a Roberto de Mattei, nos Estados Unidos, ao invés, é uma vasta rede de universidades e faculdades católicas resistentes contra toda atualização, de grupos de reflexão e lobbies bem financiados e sinceramente convencidos da necessidade de um catolicismo tradicionalista para a saúde moral dos Estados Unidos e, mediante estes, da sociedade ocidental.

Por esse motivo, a eleição de Bergoglio está destinada a mudar a dinâmica do conflito interno ao catolicismo norte-americano sobre as questões políticas e de justiça social que, nos últimos anos, viram o magistério se associar cada vez mais à escola neoconservadora do que à social. Os dois frontes se encontram diante de um papa que intui os seus paralelismos e suas convergências, e responderam à eleição de Bergoglio e às suas novidades de modos diferentes: se a cultura liberal católica abraçou as novas ênfases do Papa Francisco, o catolicismo neoconservador mostrou frieza, se não espanto, especialmente no seu quartel-general nos Estados Unidos [7].

Não por acaso, nos ambientes onde se pensam a política externa norte-americana e os cenários globais, disse-se que o papa corre o risco de "alienar os católicos que, no Ocidente industrializado, até agora suportaram uma liderança, uma doutrina e uma teologia conservadoras" [8].

É cedo para prever um conflito entre um catolicismo social de escola "latina"e o evangelical catholicism neoconservador norte-americano. Mas é claro que se trata de duas culturas católicas diferentes, dentro de uma cultura ocidental mais amplo em que a ideia da autorrealização e "a sua redistribuição antropológica, no atual narcisismo de massa, não cria democracia das diferenças, mas sim microconflito obsessivo das identidades" [9].

A escola neoconservadora (certamente não menos aflita pelos conflitos de identidade do que a liberal) havia encontrado portas abertas em Roma e, também graças a isso, pudera se apresentar como a nova geração de católicos à reconquista da modernidade. Agora, o catolicismo de movimento "rumo às periferias" anunciado pelo Papa Francisco subentende também a tentativa de dar adeus à cultura política de um certo catolicismo neoconservador e neo-ortodoxo. Para o catolicismo neo-ortodoxo (o de publicações como First Things, por exemplo), o desafio é encontrar uma linguagem adequada para um faithful dissent, uma linguagem que saiba expressar o desacordo com o magistério de modo leal e fiel – uma linguagem que o catolicismo liberal aprendeu a um alto preço durante os pontificados de João Paulo II e Bento XVI.

Mas também dentro do catolicismo "conciliar" no mundo anglófono o advento do Papa Francisco coincide e contribui para desenhar um novo mapa das linhas de falhas, das autodefinições e das definições recíprocas com respeito à relação entre Igreja, mundo e política [10]. Os Estados Unidos são um lugar crucial para o pontificado da "Igreja-mundo", por estarem situados na interseção de dois mundos: "No Ocidente cristão, agora, se 'raciocina fracamente'; no resto do mundo, se recomeça a 'crer ferozmente'" [11]. Com o Papa Francisco, tornou-se muito mais difícil para o catolicismo norte-americano continuar invocando o magistério do papa para perpetuar o entrincheiramento e a excomunhão recíproca entre as duas principais culturas católicas norte-americanas.

4.

A ascensão ao sólio petrino de um papa sul-americano também levanta uma questão de herança político-cultural. Com a eleição de Bergoglio, parece superado o dilema da rediscussão não só do Concílio Vaticano II, mas também daquele horizonte histórico que, para os teólogos e para a hierarquia católica, faz parte do debate sobre o próprio Concílio, ou seja, o 1968, os "Sixties" e a ruptura simbólica inaugurada por aqueles anos. Essa ruptura é muito mais pronunciada na consciência europeia e norte-americana do que na sul-americana e do resto do mundo.

A eleição de Bergoglio faz parte da relativização dessa cesura histórica, mas também da tomada de consciência da impossibilidade de restaurar um mundo anterior aos anos 1960 – a não ser que se queira novamente "guetizar" cultural, política e geograficamente o catolicismo, e fazer dele o refúgio da modernidade para náufragos de vários tipos. A história política e eclesial do continente sul-americano tem uma periodização própria, que não vê nos anos 1950 um período de ouro e na década posterior a agitação cultural, política e moral que permite ao pensamento conservador atribuir ao Vaticano II uma função desestabilizadora.

As convulsões internas ao mundo católico em relação ao papel do Vaticano II e dos anos posteriores à abertura ao mundo moderno – convulsões que viram se confrontar ratzingerianos de um lado e "católicos conciliares" de outro – são filhas de uma visão totalmente europeia, além de ideológica e cientificamente pouco acurada, da história do catolicismo nos últimos 50 anos.

De acordo com essa visão, haveria uma passagem linear e direta do catolicismo de Pio XII, dominante na cena política e cultural, ao encontro com a modernidade do Concílio Vaticano II, até o declínio do catolicismo público inaugurado pelo 1968 e sancionado pelos compromissos dos católicos com a cultura democrática laica. Segundo essa vulgata cara ao pensamento neoconservador, a estabilidade do catolicismo entre os anos 1930 e 1960 teria sido substituída por uma fase de revolução cultural de tipo historicista, populista e pauperista, que levaria à dissolução do catolicismo como pilar do mundo ocidental. Bergoglio chega para desmentir essa tese, provindo de um mundo católico em que o Concílio Vaticano II teve um efeito totalmente diferente: a força do argumento apresentado pelo papa latino-americano é tamanha que põe em crise a solidez da tese neoconservadora sobre "catolicismo e modernidade" no fim do século XX. Mesmo do ponto de vista eclesial, nunca tendo havido uma de um ponto de vista histórico-científico.

Fonte - Unisinos


"Obama deixou para trás o South Side de Chicago e aquela espécie de "antiamericanismo" da black liberation theology do reverendo Jeremiah Wright. Mas se deparou pelo caminho com um jesuíta latino-americano eleito papa e que assumiu o nome de Francisco: livrar-se dele será muito mais difícil, para Obama e para quem o suceder."
(...)
"Os dois têm muito a dizer um ao outro."

Notas:

1. Cfr. M. FAGGIOLI. Papa Francesco e la Chiesa-mondo. Roma: Armando Editore, 2014.

2. Cfr. M. FRANCO. Imperi paralleli. Vaticano e Stati Uniti, due secoli di alleanza e conflitto. Milano: Mondadori, 2005; New York: Doubleday; Random House, 2009.

3. Cfr. Intervista a papa Francesco, editada por A. SPADARO, La Civiltà Cattolica, 3918 (ano 164), 19-09-2013, pp. 449-477, cit. pp. 457-458 (publicada em diversas línguas em todo o mundo: em inglês pela America Magazine com o títuloA Big Heart Open to God, 19/9/2013.

4. Cfr. M. FAGGIOLI. A View from Abroad. The Shrinking Common Ground in the American Church. America, 24-02-2014, americamagazine.org/issue/view-abroad.

5. Cfr. P. STEINFELS. A People Adrift. The Crisis of the Roman Catholic Church in America. New York: Simon & Schuster, 2003; M. FAGGIOLI. Vatican II: The Battle for Meaning. New York: Paulist Press, 2012; trad. it. Bologna: Edb, 2013; em português, Paulinas.

6. Veja-se a declaração por ocasião do XXV aniversário das consagrações episcopais por parte de Dom Marcel Lefebvre, de 30-06-1988, datada de 27-06-2013 e assinada por três bispos lefebvrianos, Bernard Fellay, Bernard Tissier de Mallerais e Alfonso de Galarreta.

7. Cfr. D. GIBSON. Pope Francis Is Unsettling — and Dividing — the Catholic Right. National Catholic Reporter, 08-08-2013. Veja-se em particular a entrevista com o arcebispo da Filadélfia, Dom Chaput, 23-07-2013.

8. M. D'ANTONIO. More Catholic than the Pope. Foreign Policy, 30-07-2013.

9. P. SEQUERI. L'amore della ragione. Variazioni sinfoniche su un tema di Benedetto XVI. Bologna: Edb, 2012, p. 90.

10. Veja-se o debate entre a America Magazine e a Commonweal poucas semanas depois da eleição de Francisco: M. MALONE sj. Pursuing the Truth in Love. The Mission of "America" in a 21st Century Church. America Magazine, 3, 10-06-2013; e America's Politics, editorial da Commonweal, 29-08-2013.

11. P. SEQUERI, op. cit., p. 112.

CRISTO e a tradição religiosa

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Papa Francisco alcança 13 milhões de seguidores no Twitter

Pontífice virou um fenômeno na rede social.
Ele já conquistou 10 milhões de seguidores


O papa Francisco alcançou nesta quarta-feira (16) a marca de 13 milhões de seguidores em sua conta no Twitter, @Pontifex, informa o site italiano Il Sismografo.

O pontífice virou um fenômeno na rede social, na qual sua popularidade compete com a de grandes líderes mundiais como Barack Obama.

Entre o dia de sua eleição ao trono de Pedro, 13 de março de 2013, e 16 de abril de 2014, a conta oficial, aberta por seu antecessor, Bento XVI, conquistou 10 milhões de seguidores.

As mensagens, em nove línguas, geralmente são textos espirituais que costumam ser reenviados pelos seguidores.

O maior número de seguidores do papa argentino está na América Latina, onde ele possui 5,4 milhões de "followers", seguido pelos países de língua inglesa (3,9 milhões) e os italianos (1,6 milhão). A conta em português, graças ao Brasil, país com o maior número de católicos do mundo, tem 1,01 milhão de seguidores.

Em janeiro, Francisco estimulou os católicos a utilizar as redes sociais de forma construtiva e afirmou que a internet é um "dom de Deus", que permite "uma cultura do encontro".

Fonte - G1
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