quarta-feira, 4 de junho de 2014

Quase 800 esqueletos de bebês são encontrados ao lado de convento na Irlanda

A história negra da Igreja Católica irlandesa voltou às manchetes nesta quarta-feira com a descoberta de quase 800 esqueletos de crianças ao lado de um antigo convento católico de Tuam, que abrigou entre 1925 e 1961 jovens mães solteiras.

"Alguém havia mencionado a existência de um cemitério para recém-nascidos, mas o que encontrei é muito mais que isso", declarou a historiadora Catherine Corless, que fez a descoberta.

Ao investigar os arquivos de um antigo convento de Tuam (oeste da Irlanda), hoje convertido em urbanização, a historiadora descobriu que 796 crianças, de recém-nascidas a 8 anos, foram enterradas sem caixão nem lápide em uma antiga fossa séptica convertida em fossa comum.

Estes recém-nascidos provavelmente foram enterrados em segredo por freiras do Convento Santa Maria, administrado por freiras do Bom Socorro.

William Joseph Dolan, parente de uma criança que esteve nesta instituição, entrou com uma ação para entender o que ocorreu na época.

A fossa comum foi descoberta em 1975 pelos vizinhos, que até agora acreditavam que os ossos eram de vítimas da Grande fome irlandesa do século XIX, na qual centenas de milhares de pessoas morreram.

O convento foi derrubado há anos para a construção de casas, mas a área onde a fossa comum estava foi cuidada pelos vizinhos.

'St. Mary' era um dos muitos lares para mães e filhos que existiam na Irlanda no século XX.

Milhares de mulheres solteiras grávidas, chamadas na época de "perdidas", foram enviadas para dar à luz nestes lares.

As mulheres viviam no ostracismo da sociedade irlandesa, e frequentemente eram obrigadas a dar seus filhos para a adoção.

Os problemas de doenças e desnutrição nestes centros estão documentados há muito tempo. Um relatório oficial de 1944 sobre uma visita ao convento Santa Maria de Tuam descrevia as crianças como "fracas, de barriga saliente e esqueléticas".

Os registros do convento descobertos recentemente confirmam que as 796 crianças morreram de fome ou de doenças infecciosas, como sarampo ou tuberculose.

A doutrina conservadora católica da época negava a estas crianças o batismo e, consequentemente, o enterro em campos santos.

Após a divulgação da origem dos corpos, foi formado um comitê para arrecadar dinheiro e erguer um monumento com os nomes e idades das 796 crianças.

O arcebispo de Tuam, Michael Neary, disse que se reunirá com as superiores da ordem do Bom Socorro para ajudar com a tarefa.

Por sua vez, o arcebispo de Dublin, Diarmuid Martin, se mostrou partidário de investigar os lares irlandeses para mães solteiras.

"Se não for aberta uma investigação oficial sobre as inquietações a serem resolvidas sobre os centros para mães e filhos, seria importante realizar um projeto de história social para ter uma ideia exata do papel dos centros na história do nosso país", afirmou Martin.

Um secretário de Estado de Educação, Ciaran Cannon, pediu a abertura de uma investigação. O Conselho de ministros abordará o tema em sua próxima reunião.

Esta descoberta lembra outro escândalo, que também envolve mães solteiras na Irlanda.

Entre 1922 e 1996, mais de 10.000 jovens trabalharam praticamente como escravas em lavanderias exploradas comercialmente por religiosas católicas em conventos na Irlanda.

As internas, conhecidas como as "Magdalene Sisters", eram jovens grávidas fora do matrimônio ou que haviam tido um comportamento considerado imoral.

Em 2002, um filme franco-britânico baseado neste caso e intitulado "The Magdalene Sisters" ("Em Nome de Deus", no Brasil) recebeu no Festival de Veneza o Leão de Ouro, o prêmio máximo.

Fonte - Yahoo

terça-feira, 3 de junho de 2014

Eleitores votarão com impressão digital a partir de 2018

FAPESP anunciou financiamento de projeto; hoje, apenas 15% dos eleitores tem biometria cadastrada pelo TSE

SÃO PAULO – O sistema de identificação biométrica desenvolvido para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) permitirá que todos os eleitores do país sejam identificados com a impressão digital na hora de votar na urna eletrônica a partir de 2018, informou nesta terça-feira através de seu site a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), que financia o projeto.

A empresa Griaule, especializada em biometria e escolhida entre várias outras do setor, assinará um contrato de R$82 milhões para fornecer, por dois anos, para fornecer por sistemas de verificação de impressão digital em larga escala e o tratamento do banco de dados do órgão.

A implantação do sistema de reconhecimento de autenticação de impressões digitais, que ocorrerá em dois períodos, começará com o processamento dos 23 milhões de registros biométricos de eleitores já armazenados pelo TSE e deverá ser finalizada antes das eleições de outubro deste ano.

Em uma segunda fase, o programa garantirá que as 52,8 milhões de impressões que o TSE pretende armazenar até as eleições de 2016 não estão duplicadas nem constituam fraude, segundo a Fapesp.

Para este trabalho, o contrato de prestação de serviços prevê implantação de um supercomputador como servidor com quase 1.500 núcleos de processamento, que possibilitará a comparação de mais de três milhões de digitais por segundo.

“Para ter uma ideia da complexidade da tarefa, é importante ressaltar que são coletadas as digitais dos dez dedos de cada pessoa. Assim, o software de reconhecimento terá de processar um volume de dados da ordem de quintilhões”, explicou Felipe Bergo, pesquisador da empresa.

Embora as eleições já sejam informatizadas desde 2010 com a utilização das urnas eletrônicas em todas as seções eleitorais, o TSE possui apenas 15% de impressões digitais registradas dos 142,4 milhões de eleitores.

A tecnologia de identificação perante a urna eletrônica com impressão digital já foi testada nas eleições presidenciais de 2010 em 60 cidades por 1,2 milhões dos 135,8 milhões de eleitores que previamente tinham ido aos colégios eleitorais para escanear seus digitais.

“O serviço que iremos prestar ao TSE é a garantia de unicidade dos eleitores brasileiros. Ou seja, iremos certificar que nenhuma pessoa consiga se cadastrar duas vezes como eleitor, impedindo que ela vote mais de uma vez durante a eleição”, detalha Rodrigo Souza, gerente de produtos da Griaule.

Fonte - Estadão

Semana da Oração pela Unidade dos Cristãos

Brasília, 03 de Junho de 2014 (Zenit.org) Lilian da Paz | 147 visitas

Desde o último domingo, 1º de junho, o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs no Brasil (Conic) promove a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos. A iniciativa tem mais de 100 anos e é organizada todos os anos, em todo o mundo, pelo Conselho Pontifício para Unidade dos Cristãos (CPUC) e Conselho Mundial das Igrejas (CMI).

Com o tema Acaso o Cristo está dividido?, inspirado na passagem da epístola de São Paulo aos Coríntios (1 Cor, 1-17), a Semanatermina no próximo domingo, 8 de junho. O material da celebração ecumênica foi produzido por fieis de diversas igrejas cristãs do Canadá e distribuído para os países participantes.

Em entrevista ao Zenit, Zulmira Inês L. Gomes da Costa, secretária da diretoria do Conic Nacional, conta que a Semana tem o propósito de levar os irmãos de diversas denominações cristãs à oração uns pelos outros, gerando comunhão. “Cristo pediu a nós a unidade. Ele mesmo falou: que todos sejam um para que o mundo creia. Ele não pediu divisão”.

A Semana propõe, além dos momentos de oração e reflexão entre as igrejas cristãs, celebrações ecumênicas em várias regiões do país. Em Brasília (DF), por exemplo, haverá três ritos ecumênicos entre os dias 3 e 5 de junho, em três templos com denominações distintas: paróquia São José Operário (Igreja Católica Romana), Igreja Episcopal de Confissão Luterana e Igreja Presbiteriana Unida, respectivamente.

Zulmira é servidora pública e faz parte da Igreja Síria Ortodoxa de Antioquia (Isoa). Entrou para o Conic em 1998 e trabalhou em todas as Campanhas da Fraternidade Ecumênicas desde então. Ela é a primeira integrante da diretoria da entidade a representar a Igreja Síria Ortodoxa. Também exerce a função de coordenadora do Grupo Ecumênico de Brasília (GEB).

Com estas atividades, ela aprende dia após dia a respeitar a crença dos irmãos. “Há um ponto em comum e um mistério em todas as religiões. Todas se fazem as perguntas: ‘De onde vim? Para onde vou? Por quê existo?’ Este mistério nos une”, explica.

Ela ainda completa: “Uma amizade não pode se romper depois que descobrimos que um amigo pertence a uma religião diferente da nossa. O princípio básico do ecumenismo e do diálogo inter-religioso é o respeito pelo outro, que não me permite ofendê-lo mas caminhar com ele. Aqui, no Brasil, não precisamos importar o ódio presente em diversos países”.

A Semana de Oração pelo mundo

A Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos acontece em períodos diferentes no hemisfério norte e sul. No primeiro, o momento foi instituído em 1908 e é comumente celebrado entre os dias 18 e 25 de janeiro, por ocasião da solenidade litúrgica de São Pedro e São Paulo.

Já no hemisfério sul, a Semana é conduzida no período que antecede a solenidade de Pentecostes, desde 1926. Pertence a este hemisfério o país que irá organizar a próximaSemana, em 2015: o Brasil. “Queremos uma celebração com muita evidência, assim como acontece com as Campanhas da Fraternidade”, sublinha Zulmira.

Conic

Fundado em 1982, na cidade de Porto Alegre (RS), o Conic tem a missão de se empenhar pela unidade das igrejas, de acordo com o Evangelho de Cristo e as exigências do Reino. Desta maneira, a entidade assume a responsabilidade pela garantia dos direitos e deveres de cada pessoa humana, permitindo a plena dignidade de cada indivíduo.

As primeiras articulações para formação do Conselho começaram em 1975. Ao todo, foram realizadas 13 reuniões com as presenças da Igreja Católica Apostólica Romana, Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, Episcopal Anglicana do Brasil e Metodista.

Com sede em Brasília, a entidade promove as relações ecumênicas e inter-religiosas em prol dos direitos humanos. Atualmente fazem parte do Conic as cinco maiores expressões de igrejas históricas que, juntas, partilham o diálogo e a valorização da vida humana:

- Igreja Católica Apostólica Romana (ICAR) - www.cnbb.org.br
- Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB) - www.ieab.org.br
- Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB) - www.luteranos.com.br
- Igreja Síria Ortodoxa de Antioquia (ISOA) - www.igrejasiria.webnode.com.br
- Igreja Presbiteriana Unida (IPU) - www.ipu.org.br

Dentro da estrutura do Conic existem também duas comissões que auxiliam no desenvolvimento dos trabalhos da entidade. São elas a Comissão Teológica e a Comissão Jurídica.

A primeira é formada por teólogos das igrejas que integram o Conic. Eles refletem, em uma perspectiva ecumênica, sobre temas ligados à área de atuação, como batismo, confissão, comunhão, casamento, diálogo inter-religioso, entre outros. Já a segunda é formada por advogados que amparam a entidade em assuntos de ordem jurídica.

Fonte - Zenit

Momentos Proféticos - Wanderley Dorneles

O cristianismo vai aumentar e nós vamos diminuir, admite cientista ateu

Geneticista irrita ateus ao prever declínio do ceticismo

O professor e geneticista Steve Jones é conhecido por sua defesa do ateísmo. Mas ele irritou muitos de seus pares ao afirmar que o mundo verá um “ressurgimento do cristianismo impulsionado pelo declínio da população nos países onde há mais céticos”.

Jones lembrou que a história mostra que a religião cresce rapidamente durante grandes aumentos populacionais, especialmente nos países mais pobres. Para ele, virá da África o que chamou de “ressurgimento de grandes religiões”, em especial o cristianismo.

No entanto, nos países da Europa onde há cada vez mais ateus, o declínio da população parece irreversível.

“Nós, ateus, muitas vezes comemoramos que a incidência de crença religiosa está diminuindo em nosso continente. Mas as pessoas religiosas têm mais filhos. Claramente, o futuro trará um aumento nas populações religiosas e uma diminuição no ceticismo”, defende.

“Pode ser que não precisemos de mais cientistas, apenas de mais teólogos”, afirmou ele durante o lançamento de seu novo livro The Serpent’s Promise: The Bible Retold as Science [A Promessa da Serpente: a Bíblia recontada como ciência]. Este é sua nona obra, incluindo material que escreveu tanto sobre genética quanto sobre religião.

Apesar da promessa do título, o autor não tenta recontar de fato as histórias bíblicas. Seleciona algumas delas como ponto de partida para fazer análises sobre a moral, as sociedades humanas e os efeitos da religião na formação do ser humano.

Claro, sempre provocando aqueles que aceitam os fatos bíblicos como reais. Ao fazer isso, analisa diversas tradições cristãs, mas se equivoca ao colocar ensinamentos de evangélicos, católicos e mórmons debaixo da mesma categoria. Para ele, a promessa da serpente é que o homem teria conhecimento e é isso que ele deve buscar, através da ciência e filosofia, claro.

Estudioso da evolução da religião, Jones acredita que as grandes religiões do Oriente Médio surgiram quando os povos caçadores/coletores se tornaram agricultores e começaram a praticar rituais de fertilidade para melhorar a colheita.

Quando Deus expulsou Adão e Eva do jardim do Éden, em Gênesis, disse-lhes: “Do suor do teu rosto comerás o pão. Este é um símbolo do momento em que os humanos começaram a se estabelecer em comunidades agrícolas.”

O surgimento das grandes religiões foi, segundo o estudioso, durante uma grande mudança social e biológica. “As sociedades se tornaram maiores e mais estratificadas, com isso os deuses tornaram-se mais vingativos. Essa era uma maneira de manter a população sob controle”, afirmou.

No entanto, ele admite a importância do Novo Testamento, desde que “você remova os elementos sobrenaturais e os milagres… foi um dos maiores documentos políticos já escritos”. Tanto é assim que continua influenciando a maioria das sociedades do mundo.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Eventos proféticos - Maio/2014

Papa Cumpre Profecia - Parte 2

domingo, 1 de junho de 2014

EUA obtêm milhões de fotos espionando mensagens, diz NYT

O uso das tecnologias de reconhecimento facial por parte da NSA foi intensificado sob a presidência de Barack Obama

Nova York - A Agência de Segurança Nacional (NSA) dos Estados Unidos obtém a cada dia milhões de fotos pessoais interceptadas em comunicações eletrônicas e que depois utiliza em sofisticados programas de reconhecimento facial, segundo documentos secretos revelados neste domingo pelo jornal 'The New York Times'.

Os serviços secretos americanos confiam nessas tecnologias para analisar as 'milhões de fotografias' que obtêm a cada dia através da espionagem de e-mails, mensagens de texto, redes sociais, videoconferências e outras comunicações.

Do total de imagens coletadas diariamente, 55 mil têm qualidade suficiente para o uso em técnicas de reconhecimento facial, segundo documentos de 2011 vazados por Edward Snowden, ex-analista da agência.

Após anos focando em comunicações escritas e verbais, a NSA dá agora a mesma importância a fotos de rostos, impressões digitais e outros tipos de imagens em suas operações, afirma o 'NYT'.

'Não estamos só por trás das comunicações tradicionais: trata-se de buscar todo um arsenal que explore digitalmente as pistas que um alvo deixa para trás em suas atividades frequentes na rede para serem compiladas em dados biográficos e biométricos', diz um dos documentos.

O uso das tecnologias de reconhecimento facial por parte da NSA foi intensificado sob a presidência de Barack Obama, especialmente após a tentativa de atentado em um voo com destino a Detroit no Natal de 2009 e o frustrado ataque com um carro-bomba poucos meses depois na Times Square, em Nova York, segundo a publicação.

Uma porta-voz da agência, ao ser perguntada pelo 'New York Times' a respeito, afirmou que a NSA tenta continuamente melhorar suas atividades de inteligência, mas ressaltou que os serviços secretos não têm acesso às bases de dados nas quais são compiladas as fotos de carteiras de motorista e passaportes de cidadãos americanos.

No entanto, ela não quis dizer se isso ocorre com os arquivos do Departamento de Estado que contêm fotos de estrangeiros que solicitam vistos para entrar no país.

Os programas de reconhecimento facial cometem ainda vários erros, especialmente quando as imagens não são de alta resolução e os rostos estão registrados em diferentes ângulos, segundo o jornal.

Tanto o governo como o setor privado estão investindo 'bilhões de dólares' neste tipo de tecnologia, segundo Jennifer Lynch, uma especialista citada pelo 'NYT'.

Fonte - Exame

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Faltam pregadores profundos entre os adventistas

Precisa-se de pregadores profundos. E ninguém está pensando necessariamente em eruditos, que, quando se expressam de forma acessível, são naturalmente bem vindos. Também não se busca pregadores que tratem apenas de temas incomuns, porque um tolo pode trazer a lume sua inabilidade ao apresentar um tema bíblico de forma desequilibrada; não é o tema, por mais inédito ou criativo que seja, que faz o bom pregador. Nenhum tópico dispensa uma apresentação coerente e cristocêntrica.

Precisa-se de um púlpito lúcido, vivo. Não apenas uma linguagem renovada, contudo de senso de propriedade. E, sobretudo, que fique evidente que o pregador estudou submissa e exaustivamente a Bíblia antes de se atrever a ocupar meia hora da atenção de tantas pessoas distintas.

Se o pregador for um bom contador de histórias, nos entreterá; se for eloquente, nos arrebatará; se for bem humorado, nos divertirá; se for lógico, nos convencerá; se for bíblico em sua abordagem, nos levará a uma transformação. Dá para entender por que tão poucos saem transformados após ouvirem sermões nas maiores congregações adventistas? Por não faltarem pregadores lógicos, espirituosos, eloquentes e com boas histórias!

Respeito à Bíblia vai mais além do uso de dois versos bíblicos, intercalados por uma miríade de “causos”. Espera-se que o contexto histórico e literário da passagem norteie a aplicação que se fará. Como no famoso poema de Drummond, que apresenta o poeta como aquele que luta com as palavras, o pregador deve lutar com o texto. Semelhante a Jacó, ele deve se agarrar ao texto, disposto a permanecer ali até receber sua benção.

Um sermão profundo é aquele que nos leva a pensar com clareza nas coisas reveladas que antes não entendíamos, sendo ele próprio fruto de uma reflexão espiritual significativa. Tristemente, tendemos a nivelar experiências espirituais com arroubos emocionais. Mas Deus nos fala pelas Escrituras e elas são base mais segura do que emoções voláteis.

Não consigo ver reavivamento e reforma sem que aconteça a renovação no púlpito adventista. De um modo geral, nosso estudo da Bíblia necessita de mais vigor e paixão. Aprender de Deus em Sua Palavra e aprender também com Ele, porque ao estudar a Bíblia Ele se faz presente pelo Espírito Santo.
Mais do que gente talentosa, Deus precisa de homens e mulheres espirituais, humildes e cheios de amor pela missão.

Estou cansado de ouvir artistas explicando versículos de forma pobre e levando suas audiências a uma experiência menor. As bandeiras do adventismo precisam ser erguidas com coragem e brandura, amor e precisão. Sem mensagens baseadas em sólida análise da Bíblia, fracassaremos. Ainda dá tempo de rever o quadro…

Data da Páscoa pode ser mudada para aproximar católicos e outras igrejas cristãs

Já se passaram 960 anos desde a chamada “Grande Cisma”, decisão que separou definitivamente a Igreja Católica Apostólica Romana da Igreja Ortodoxa. A divisão se deu por causa de disputas eclesiásticas e teológicas no século XI.

Uma das grandes diferenças desde então é o calendário usado pelas duas igrejas. O calendário juliano foi substituído em 1582, pelo Papa Gregório XIII, pelo chamado calendário gregoriano. Este é o adotado pela grande maioria dos países ocidentais.

Os cristãos ortodoxos em vários países continuam usando o calendário juliano, que surgiu durante os tempos do Império Romano. Uma das grandes diferenças são os anos bissextos, e hoje já se acumula uma diferença de 13 dias entre eles.

Mas não é só isso. A celebração de várias datas cristãs não ocorre nos mesmos dias. Por exemplo, o Natal para os Ortodoxos é comemorado em 7 de janeiro.

Durante o encontro do papa Francisco com o Patriarca Bartolomeu, líder máximo dos Ortodoxos, durante sua visita à Terra Santa, o assunto veio à tona.

Ambos falaram sobre a unidade do corpo de Cristo. Um dos aspectos abordados por eles foi por que os mais de 1 bilhão de católicos e os 300 milhões de ortodoxos ainda celebram a Páscoa em datas diferentes: “É um pouco ridículo: ‘O teu Cristo quando ressuscita? Na próxima semana. É, o meu ressuscitou na semana passada’… a data da Páscoa é um sinal de unidade”, questionou Francisco.

A unificação das datas de celebração da Páscoa afetaria principalmente populações da África do Norte e do Oriente Médio, onde católicos e ortodoxos vivem no mesmo território. O assunto também foi tema de uma correspondência recente enviada pela Igreja Copta. Seu líder maior, Tawadros II, lembrou o primeiro aniversário do encontro realizado no Vaticano e pediu que Francisco proponha a unificação das datas de celebração da Páscoa em todas as igrejas cristãs.

Como resposta, foi enviado um convite para que um representante da Igreja Copta participe da próxima Assembleia do Sínodo dos Bispos católicos, programada para outubro, no Vaticano.

Não foi sinalizado oficialmente se realmente ocorrerá uma mudança na data da comemoração da Páscoa por parte dos católicos. A palavra oficial de Francisco é que conversará aos membros do Vaticano sobre “o que pode ser feito”. O mais natural seria que os ortodoxos e os coptas, que são minoria, façam essa modificação. O fato é que, ao se confirmar, tal decisão seria um passo sem precedentes para a aproximação desses grupos cristãos que estão divididos a centenas de anos.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

8 de junho no Vaticano: encontro de oração pela paz no Oriente Médio

Cidade do Vaticano (RV) - A Sala de Imprensa da Santa Sé informou no final da tarde desta quinta-feira, 29, que o encontro de oração pela paz, para o qual o Papa Francisco convidou os Presidentes de Israel, Shimon Peres e da Palestina, Mahmoud Abbas, terá lugar na tarde de domingo, 8 de junho, no Vaticano. A data foi aceita pelas duas partes.

O convite para rezar juntos pela paz no Oriente Médio foi feito pelo Santo Padre ao Presidente Palestino, Mahmoud Abbas, após a Missa celebrada na Praça da Manjedoura, em Belém, no domingo 25 de maio e repetido ao Presidente israelense, Shimon Peres, no dia seguinte, no encontro realizado na residência presidencial, em Jerusalém.

No vôo de volta de Tel Aviv, o Papa Francisco havia falado aos jornalistas sobre o significado de sua iniciativa: “Será um encontro de oração. Não será um encontro para fazer uma mediação ou buscar soluções, não! Nos reuniremos para rezar, somente. E depois, cada um volta para sua casa. Mas eu acredito que a oração seja importante, e rezar juntos sem fazer discussões de outro tipo, isto ajuda”.

Falando sobre a inspiração para este encontro, Francisco explicou que “ele era pensado para ser realizado lá, mas existiam tantos problemas logísticos, tantos, pois eles devem considerar o território onde se fazer e não é fácil. Por isto, se pensava a uma reunião....mas no final, saiu este convite, que espero, saia tudo bem”.

A iniciativa pretende relançar as negociações de paz, a partir da convergência das três religiões monoteístas: cristã, judaica e muçulmana.

Fonte - Rádio Vaticano

quarta-feira, 28 de maio de 2014

EUA poucas vezes foram tão fortes, afirma Obama

Barack Obama disse que os EUA poucas vezes foram tão fortes em relação ao restante do mundo

West Point - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta quarta-feira em um discurso na Academia Militar de West Point, em Nova York, que após deixar para trás uma "longa temporada de guerras", os EUA "poucas vezes foram tão fortes em relação ao restante do mundo".

Um dia após anunciar seu plano para a retirada gradual das tropas americanas no Afeganistão, o governante afirmou que colocou fim à guerra do Iraque e defendeu a posição adquirida pelos Estados Unidos após os conflitos.

"Nossos militares não têm comparação. As possibilidades de uma ameaça direta contra nós por parte de qualquer país são baixas, e não podem se comparar aos perigos que enfrentamos durante a Guerra Fria", argumentou Obama.

Segundo o presidente, aqueles que "sugerem que os Estados Unidos estão em decadência, ou que perderam sua liderança global, estão mal interpretando a história ou envolvidos em políticas partidárias".

"Os Estados Unidos devem liderar no cenário mundial. Se não fizermos, ninguém fará", sentenciou Obama, argumentando que "quando um tufão atinge as Filipinas, sequestram meninas na Nigéria ou homens mascarados ocupam um edifício na Ucrânia, é aos Estados Unidos que o mundo olha para pedir ajuda".

"Os Estados Unidos são a única nação indispensável. Isso foi certo durante o século passado e seguramente seguirá sendo no próximo século", acrescentou.

Em seu discurso, Obama anunciou que trabalhará com o Congresso para criar um fundo de cooperação antiterrorista de US$ 5 bilhões, com o objetivo de "trabalhar com os países onde os terroristas estão se fortalecendo", como o Iêmen, Somália e Mali.

Além disso, prometeu aumentar o apoio aos elementos moderados da oposição da Síria e aos países vizinhos.

Fonte - Exame

terça-feira, 27 de maio de 2014

Fome pode matar 200 mil crianças na Somália este ano

Cerca de 200.000 crianças podem morrer de fome este ano vítimas da seca que castiga a Somália, se não receberem ajuda suficiente, advertiu nesta terça-feira o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

"Se os recursos não chegarem imediatamente, o Unicef pode se ver obrigado a suspender projetos vitais de saúde", afirmou o porta-voz da agência da ONU, Christophe Boulierac.

O Unicef, que fornece 70% da assistência médica na Somália, recebeu até o momento apenas 10% dos 150 milhões de dólares de que precisa para manter suas atividades em 2014, acrescentou.

Cerca de 50.000 crianças com menos de cinco anos já sofrem de desnutrição severa, um número que, de acordo com o Unicef, pode chegar a 200.000 diante da ausência de recursos.

Devastada pela guerra civil desde 1991, a Somália corre o risco de sofrer uma tragédia alimentar este ano em razão da falta de chuva, se as organizações humanitárias não receberem mais recursos, advertiu a ONU na semana passada.

Para 2014, as agências da ONU pediram 933 milhões de dólares para a Somália, mas receberam até agora 15% do valor. No ano passado, na mesma época, elas haviam recebido o dobro.

Fonte - Yahoo

Papa e Obama viajam ao Oriente Médio e adotam discursos pela paz



Papa pede o fim do conflito 'inaceitável' entre judeus e palestinos, enquanto Obama se compromete a dar 'fim responsável' à guerra no Afeganistão no final deste ano

Dois líderes ocidentais, o papa Francisco e o presidente dos EUA, Barack Obama, viajaram separadamente esta semana ao Oriente Médio em missões distintas de paz.

No último domingo, 25, durante uma visita de três dias que fez ao Oriente Médio, o papa pediu o fim do “inaceitável” conflito entre Israel e a Palestina. A visita do papa ocorre semanas após as negociações de paz entre os dois lados serem suspensas.

O pontífice convidou os presidentes Mahmoud Abbas, da Palestina, e Shimon Peres, de Israel, para que se juntem a ele no Vaticano e orem unidos pela paz.

“Durante décadas, o Oriente Médio sofre as trágicas consequências de um conflito prolongado que causou feridas difíceis de cicatrizar. A situação se tornou inaceitável”, disse o papa. Depois, Francisco rezou em silêncio diante do muro que Israel ergueu na Cisjordânia para separar o território judeu do palestino.

Também no último domingo, Obama fez uma viajem surpresa ao Afeganistão para visitar soldados americanos que estão em missão no país. Foi a quarta visita dele ao Afeganistão.

Em um discurso feito a militares na base aérea de Bagram, o presidente americano foi intensamente aplaudido ao se comprometer a dar um “fim responsável” à guerra americana no país ainda este ano. Obama disse que planeja manter o mínimo de soldados possível no Afeganistão.

Atualmente há 33 mil tropas americanas no Afeganistão, número bem abaixo das 100 mil de 2011. A intenção de Obama é reduzir esse efetivo para menos de 5 mil tropas.

Fonte - Opinião e Notícia

Para líder da extrema direita francesa, ebola seria “solução” contra explosão demográfica mundial

Jean-Marie Le Pen fez declaração polêmica dias antes das eleições para o Parlamento Europeu

A França está em choque com as declarações de Jean-Marie Le Pen, presidente honorário da Frente Nacional (FN), segundo o qual o vírus fatal ebola pode ajudar a "resolver" o problema do crescimento demográfico e da imigração.

Ao comentar sobre o risco da França sofrer um colapso imigratório, o histórico líder da extrema direita do país e atual candidato às eleições europeias disparou: "O 'senhor' ebola pode ajudar a resolver isso em três meses".

Mais tarde, o político de 85 anos disse que teme que a população francesa seja substituída por imigrantes: “Em nosso país e em toda a Europa, temos observado um fenômeno trágico — uma invasão migratória. Essa imigração massiva poderá causar uma substituição real de populações se nós não pusermos um fim às políticas decadentes que foram seguidas por décadas”.

Ele ainda disse que a religião é um “fator agravante”, pois muitos imigrantes são muçulmanos e o islamismo possui uma “vocação conquistadora”.

A filha de Le Pen, a também política Marine Le Pen, presente no mesmo evento, partilhou das ideias do pai: “Queremos nos tornar de novo senhores em nossa própria casa”.

As declarações surgem em um momento importante da política europeia, pois neste fim de semana ocorrem as eleições para o Parlamento Europeu.

A Frente Nacional, partido de extrema direita, lidera as intenções de voto na França. Pesquisas de opinião apontam que o partido poderá conquistar de 23% a 25% dos votos franceses para o Parlamento Europeu.

Jean-Marie Le Pen recebeu duras condenações, principalmente por membros do governo da França. O porta-voz do Eliseu, Stéphane Le Foll, criticou as palavras de Le Pen e comentou que "isso demonstra que a FN não mudou".

Pesquisas de intenção de voto apontam que a Frente Nacional obterá sucesso nas eleições europeias e será capaz de se tornar um dos principais partidos da França.

Em março, a esquerda francesa, do presidente François Hollande, sofreu uma derrota nas eleições municipais, perdendo postos em 155 cidades do país.

Fonte - R7

Pesquisador alerta: domínio das máquinas pode levar ao fim do mundo


Professor da PUC concorda com opiniões do físico Stephen Hawking

A dominação das máquinas já chegou há um bom tempo às telonas do cinema. Entretanto, acreditar que os enredos de Hollywood se tratam apenas de ficção pode ser o maior erro da humanidade. A afirmação é dura e até parece um pouco sensacionalista, mas tem uma fonte confiável: Stephen Hawking – uma das mentes mais brilhantes do nosso século.

Em Transcendence – A Revolução, longa estrelado por Johnny Deep e dirigido por Christopher Nolan, a inteligência das máquinas é levada até um limite ousado e provoca algumas polêmicas. A tentativa de criar uma consciência online tem resultados desastrosos no filme que estreia no dia 19 de junho no País. Em um artigo para o Independent comentando a produção, o físico teórico e cosmólogo britânico chamou a inteligência artificial (IA) de um avanço arriscado.

—A inteligência artificial pode ser o maior evento na história da humanidade. E também pode ser último, a não ser que a humanidade aprenda a evitar os riscos. As consequências podem ser negativas.

Hawking assina o documento em conjunto com outros nomes notáveis do meio científico: o cientista da computação Stuart Russel e os físicos Max Tegmark e FrankWilczek – este último recebeu o prêmio Nobel de Física em 2004. O professor do departamento de Informática do Centro Técnico Científico da PUC-Rio (CTC/PUC-Rio), Bruno Feijó, faz coro a Hawking e seus colegas.

Responsável por estudos em IA voltados para o design gráfico e jogos, Feijó acredita que estamos vivendo duas revoluções tecnológicas: a da inteligência artificial e da visualização de dados.

— A Inteligência Artificial é a mudança mais impactante e a [área] que está mais precisando de avanços. A gente vive um momento de reflexão de alguns questionamentos sobre a inteligência artificial. E não só por causa dos filmes. A atenção que esse grupo dá ao tema tem relação com o estudo dos impactos que isso implica e seus riscos. Não seria exagero falar de risco de extinção, no sentido de grandes impactos que podem acontecer na economia e em outras situações.

Computadores singulares

Você pode não saber disso, mas o celular que tantas pessoas carregam nos bolsos é mais avançado do que os computadores usados pela Nasa para enviar Neil Armstrong e a tripulação da missão Apollo 11 à Lua, em 1969. O reconhecimento de voz, assistentes virtuais e até mesmo os jogos embarcados nesses aparelhos contam com sistemas dedicados a entender o que você fala e transformar suas informações em serviços – tudo baseado em inteligência artificial.

Um exemplo simples: ensinar o Google a interpretar o que você diz em português e traduzir isso em uma resposta ao seu questionamento não parece algo perigoso. Entretanto, o gigante das buscas tem planos mais ambiciosos: estar à frente do que seus usuários buscam. Algo como, responder as perguntas que você ainda não fez. Durante o aniversário de 15 anos do buscador, tive a oportunidade de questionar um dos especialistas do time brasileiros de desenvolvimento da ferramenta se ainda há perguntas que o Google não consegue respondeu.

Educadamente, o especialista em inteligência artificial da companhia explicou que a ferramenta ainda deixa algumas perguntas sem resposta e me deu um exemplo: "Se você perguntar qual é o 20º presidente do Brasil, o buscador não vai saber responder corretamente, porque ainda não existe essa informação na rede". Ou seja, o serviço "se alimenta" do conteúdo postado na internet. A coisa começa a ficar mais assustadora para você agora?

Acrescente na receita carros que se dirigem sozinhos, robôs que são mais rápidos do que seres humanos e sistemas miliares totalmente autônomos. Como explica o professor Hawking em seu artigo:

— Irving Good compreendeu em 1965, máquinas com inteligência super-humana poderiam melhorar seu design repetidamente, dando início ao que Vernor Vinge chamou de “singularidade”.

Sistemas, controle e influência

Você acessa um serviço de busca ou streaming de vídeo – Netflix, YouTube e tantos outros por aí – com alguma frequência, não é mesmo? Nesse caso, você provavelmente já parou para pensar que a oferta de conteúdo leva em consideração o que você gosta mais de ver. A boa notícia é que isso (ainda) não é o fim do mundo. A má notícia é que, no melhor dos casos, você provavelmente está sendo monitorado e influenciado por inteligência artificial, explica o professor da PUC-RJ.

— Os sistemas que você acessa pelo seu celular, que capturam suas preferências são mais do que controle ou invasão de privacidade. Termina sendo uma influência, aquilo influencia toda uma cultura, uma geração inteira. As pessoas acham que têm um poder de escolha, mas estão sendo influenciadas a partir de uma participação delas mesmas. São visões preocupantes.

Por falar em assistentes virtuais, esses serviços embarcam maior quantidade de tecnologia e que podem evoluir para uma verdadeira inteligência computacional independente. Para Feijó, é necessário fazer ressalvas ao cenário mais caótico, sem deixar de levar essa possibilidade em conta.

— Tem exageros para todos os lados. Sempre com alguma razão para isso. No fundo, a minha interpretação ao texto é uma preocupação que cabe nesse momento de reflexão. A gente está vendo essas inquietações, através desses filmes, mas também de muitas coisas concretas. Os carros do Google, as assistentes digitais, a batalha entre Apple, como a Siri, o Google Now e a Microsoft com a Cortana.

Outro exemplo apontado pelo professor do CTC da PUC-Rio sobre computadores superando humanos está na área dos games. Em 2007, um programa chamado de Chinook, criado na Universidade de Alberta (Canadá), se tornou impossível de ser derrotado no jogo de damas.

—O programa Chinook, que joga damas, se tornou invencível. Isso significa muita coisa, não é que ele venceria apenas qualquer humano, ele venceria qualquer coisa. Porque matematicamente se tornou um programa invencível.

Fonte - R7

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Os adventistas que resumem criminosamente a graça

O mais destacado entre seus pares. Desde 2006, tive contato com a obra de um aclamado escritor evangélico. Sua tônica: falar poética e contundentemente sobre a graça divina. A decepção maior veio ao ler sobre a vida do autor em sua autobiografia: um alcoólatra, que definha por reincidência no vício, o mesmo que lhe causou o divórcio. Por mais que ele enfatize a graça em seus best sellers, sua vida pessoal é um eloquente testemunho de desgraça.

Gostaria que isso constituísse exceção entre os evangélicos pensantes, ou mesmo entre os adventistas. Não é. Definir a graça como eterno perdão leva a abonar o pecado na maioria dos casos. A graça que salva do pecado não apenas limpa o passado (justificação), como também propicia condições para uma vida vitoriosa (santificação). Sem essa segunda atuação da graça, é impossível a experiência futura da vitória definitiva (glorificação). 
 
A teologia evangélica, reducionista, dissocia graça de estilo de vida. Faz parecer que, não importa o que faça ou diga, a graça me salva sem implicar em uma transformação do caráter, a não ser em termos bem gerais, como honestidade, por exemplo. Assim, assuntos como vestuário, reforma de saúde, estilo de adoração, separação de práticas mundanas recebe um chute de Tostão e fica simplesmente fora do âmbito da discussão.

Estou bem consciente de que serei mal interpretado. Afinal, o analfabetismo funcional é o menor dos meus problemas, quando já há um quadro de analfabetismo bíblico muito mais agravante… Porém, em respeito aos leitores inteligentes e com a mente analítica, deixe-me tentar desenvolver o que disse.

Sempre seremos essencialmente pecadores ao viver nesse planeta. Mas podemos ser pecadores regenerados, experimentando a transformação diária, renovando a mente pela palavra de Deus. A espiritualidade adventista não compartilha da mesma base da visão evangélica. Entendemos o evangelho como uma mensagem equilibrada, centrada em Jesus, Aquele que encarnou, morreu, ressuscitou e ascendeu ao céu, de onde intercede por nós em Seu santuário. Salvação é obra que depende de um Salvador Todo Suficiente.

Se eu tivesse um saco de cimento com 50 kg para carregar e o campeão mundial de levantamento de pesos estivesse por perto, a atitude mais inteligente seria me afastar para ele fazer o que sabe. Minha melhor ajuda seria não atrapalhar! Cooperar com o plano de salvação se traduz por colocar a vontade nas mãos de Deus, não usar meu esforço pessoal para realizar sozinho o que Deus pede. A luta com a vontade pecaminosa só poderá ser vencida pela atuação de Deus em mim por meio do Espírito e mediante o poder que há nas Escrituras.

Como entender a graça no contexto da visão adventista de salvação? A graça se relaciona ao plano de Deus em reproduzir Seu caráter em nós. Não se resume ao modo como Ele lida com os pecados que cometemos, mas inclui também o modo como Deus me leva a tomar decisões práticas, a ser obediente em todas as áreas. Quem confunde obediência com legalismo deveria, no mínimo, repensar seu adventismo e se perguntar se as distorções evangélicas não têm afetado sua compreensão da própria salvação. Temo que muitos se choquem tanto ao ler sobre isso porque sempre pensaram como evangélicos, sem terem sido ensinados a pensarem como adventistas. Trágico assim.

Espero que o Espírito de Deus abra o entendimento daqueles que estudam as Escrituras para permitirem que a graça realize uma obra completa em sua vida.

Papa lança desafio para ‘trabalharem juntos’ pela paz

O papa Francisco desafiou hoje cristãos, judeus e muçulmanos a “trabalharem juntos” pela paz e pela justiça durante uma visita à Esplanada das Mesquitas, na Cidade Velha de Jerusalém, o terceiro lugar mais sagrado para o Islão.

“Podemos trabalhar juntos pela justiça e pela paz“, afirmou durante a sua visita ao complexo onde está situada a mesquita Al-Aqsa, pedindo para que ninguém utilize o nome de Deus para justificar a violência.

“A minha peregrinação não ficaria completa se não incluísse também o encontro com as pessoas e comunidades que vivem nesta terra e, por isso, estou contente por poder estar convosco, amigos muçulmanos“, afirmou, diante do grã-mufti de Jerusalém, Mohammed Hussein, e de outras autoridades islâmicas.

A Esplanada das Mesquitas, a que os muçulmanos chamam Nobre Santuário e os judeus Monte do Templo, é um local sagrado para as duas religiões e uma fonte de tensão entre as duas comunidades.

O principal representante do islamismo sunita agradeceu ao Papa a sua visita e aproveitou para pedir o fim da ocupação israelita, que considerou o principal obstáculo à conversão de Jerusalém na “verdadeira cidade da paz do mundo“.

Hussein recordou a figura do califa Omar ibn al Jatab, um dos quatro califas Rashidum (reconhecidos por todos os muçulmanos), “que permitiu aos cristãos manterem as suas igrejas na cidade santa“.

“Jerusalém deve ser [de novo] uma cidade aberta tanto a cristãos como a muçulmanos em que todos possam conviver em paz“, disse o líder religioso.

O papa, por seu lado, pediu a judeus, cristãos e muçulmanos para abrirem os seus corações e mente a fim de entenderem o outro, já que o conhecimento mútuo supera as barreiras e os conflitos.

Francisco, que concluiu o seu discurso na disputada esplanada com a palavra paz em árabe, seguiu depois para o Muro das Lamentações, onde foi recebido por um dos mais importantes rabinos da cidade.

O papa seguiu os passos dos seus antecessores — João Paulo II e Bento XVI — deixando uma mensagem no lugar mais sagrado do judaísmo.

Pouco antes, o rabino entoou uma oração em hebraico, na qual pediu pela paz em Jerusalém, pela unidade e pela luta contra o ódio aos judeus. (…)”

Israel e Palestina aceitam convite do Papa e vão ao Vaticano

O presidente israelita, Shimon Peres, e o presidente palestiniano, Mahmud Abbas, aceitaram, este domingo, o convite do Papa Francisco para rezarem no Vaticano.

O presidente israelita saudou a iniciativa do Papa Francisco de oferecer “a sua casa” a israelitas e palestinianos para rezarem pela paz, afirmando que “desde sempre apoiou qualquer iniciativa” deste tipo.

O presidente aceita o convite do Papa Francisco, sempre apoiou e vai continuar a apoiar qualquer iniciativa para promover a causa da paz“, afirmou à agência Efe uma fonte próxima do gabinete de Shimon Peres.

Também o presidente palestiniano, Mahmud Abbas, aceitou o convite do Papa Francisco para rezar pela paz com o presidente de Israel, no dia 6 de junho no Vaticano, afirmou à AFP o chefe das negociações da Palestina.

O Papa convidou os presidentes da Autoridade Nacional Palestiniana e de Israel a unirem-se num momento de oração no Vaticano. “Muitos constroem a paz dia-a-dia com pequenos gestos, pequenas coisas, muitos deles com sofrimento mesmo sem terem consciência disso. Aqueles que fazem parte da Igreja têm a obrigação de se tornarem ferramentas para a paz, especialmente através das nossas orações“, afirmou o Papa Francisco.

Antes de iniciar a missa na praça da Manjedoura, em Belém, o Papa, que começou no sábado uma viagem pela Terra Santa, admitiu que construir a paz “pode ser difícil“, mas disse que “viver sem paz é um sofrimento“.

Fonte: Jornal de Notícias (Via O Tempo Final)

Papa visita Muro das Lamentações e defende diálogo

O papa Francisco pediu nesta segunda-feira em Jerusalém um diálogo entre judeus, cristãos e muçulmanos, após uma visita a um dos locais mais emblemáticos para as três religiões monoteístas.

Em um dia intenso e com grande carga simbólica, o pontífice visitou a Esplanada das Mesquitas, terceiro local sagrado do islamismo, e o Muro das Lamentações, um dos mais sagrados do judaísmo.

Diante do grande grande mufti de Jerusalém, que o recebeu na mesquita, Francisco convidou cristãos, muçulmanos e judeus a serem "agentes da paz e da justiça".

O papa se dirigiu às pessoas e comunidades "que se reconhecem em Abraão", ou seja, as três religiões monoteístas.

"Minha peregrinação não seria completa se não incluísse também o encontro com as pessoas e as comunidades que vivem nesta terra e por isto fico feliz de poder estar com vocês, amigos muçulmanos", disse o papa ao líder religioso islâmico, Mohamed Hussein.

"Respeitemos e amemos uns aos outros como irmãos e irmãs", concluiu o papa no terceiro e último dia de sua visita a Terra Santa.

Depois ele caminhou por um quilômetro e rezou em silêncio por vários minutos diante do Muro das Lamentações, um dos locais sagrados para a religião judaica.

O papa colocou as mãos sobre o Muro e deixou uma mensagem entre as pedras, como é tradição entre os judeus. Como os antecessores, João Paulo 2º (2000) e Bento 16 (2009), Francisco colocou um envelope entre as pedras do Muro, vestígio do Segundo Templo de Jerusalém.

O envelope continha o Pai Nosso em espanhol, revelou o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi. A agenda de Francisco incluiu uma visita ao cemitério nacional de Israel, onde depositou uma coroa de flores no túmulo do fundador do sionismo, Theodor Herzl, uma homenagem que nenhum papa havia feito até agora.

Fora do programa, o pontífice também visito o monumento em homenagem às vítimas civis de atentados em Israel.

Um gesto realizado a pedido do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e que equilibra outro gesto que surpreendeu no domingo: tocar com as mãos o 'muro da vergonha', que separa Israel dos territórios palestinos.

Em todos os rituais, Francisco teve a companhia de dois amigos e compatriotas argentinos, o rabino Abraham Skorka e o professor muçulmano Omar Abboud.

A visita papal terminará com uma missa no Cenáculo, onde segundo a tradição cristã aconteceu a Última Ceia de Jesus com os apóstolos, lugar que abriga também o túmulo do rei David, considerado sagrado pelos judeus.

Fonte - Yahoo
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