segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Uma outra verdade inconveniente


O funcionário público David Walker, que até recentemente dirigia a Agência de Prestação de Contas do governo americano, está em campanha para divulgar a gravidade da dívida pública do país.

O valor atual está em US$ 9,5 trilhões, ou 65% do PIB. Se forem computadas todas as promessas e programas de governo, esse valor pode subir para US$ 53 trilhões, ou 240% do PIB, em 2040, o que seria uma situação de falência. Walker participou de um documentário a ser lançado em 21 de agosto que tenta alertar a população para a gravidade da situação. Segundo o filme, o maior déficit é de políticos honestos e com vontade de enfrentar as verdades fiscais.

Fonte - Opinião e Notícia

Universidade mexicana faz alerta sobre iminente "Era de gelo"

México, 15 ago (EFE).- A Universidade Nacional Autônoma do México (Unam) previu hoje que o planeta Terra está perto de uma "pequena Era de gelo" que duraria entre 60 e 80anos como conseqüência de uma diminuição da atividade solar.

O trabalho da Unam foi apresentado pelo pesquisador do Instituto de Geofísica desse centro, Víctor Manuel Velasco Herrera, em um ato público em que foi defendido que a recente ruptura da geleira argentina Perito Moreno, incomum por ter ocorrido em pleno inverno, não foi devido à mudança climática.

Segundo ele, se trata de um processo natural provocado pela temperatura e pela precipitação do rio.

O especialista disse na conferência "Los derrumbes del Glaciar Perito Moreno" ("A destruição da geleira Perito Moreno", em tradução livre) que este tipo de fenômeno natural ocorre a cada dois ou quatro anos, "ainda no inverno".

Depois, Velasco afirmou que as previsões do Intergovernmental Panel on Climate Change (IPPC), onde se informa que a temperatura vai aumentar por causa da mudança climática, são errôneas.

"São incorretos porque se baseiam apenas em modelos matemáticos e apresentam resultados em cenários que não incluem, por exemplo, a atividade solar", disse.

Ele acrescentou que dentro da mudança climática há fatores internos como os vulcões e a atividade humana, e externos como a solar.

"Curiosamente o astro nunca foi visto como um agente de esfriamento, mas de aquecimento, mas tem os dois papéis", apontou.

Segundo ele, atualmente o mundo vive uma etapa de transição onde a atividade solar diminui consideravelmente, "portanto, em dois anos aproximadamente, haverá uma pequena Era de gelo que durará de 60 a 80 anos", e a conseqüência imediata disso será a seca.

"Neste século as geleiras vão aumentar", como se pode observar na cordilheira dos Andes e em Perito Moreno.

Fonte - Yahoo

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Estudo revela aumento de zonas mortas nos mares do mundo


Áreas dos oceanos com nível muito baixo de oxigênio já ultrapassam 400, alertam cientistas.Uso excessivo de fertilizantes leva a multiplicação de micróbios e morte de peixes.

As zonas mortas nos oceanos do mundo, onde a ausência de oxigênio impede o desenvolvimento de vida marinha, aumentaram mais de um terço entre 1995 e 2007, revela um estudo divulgado hoje na revista americana "Science". Os principais fatores dessa catástrofe oceânica são a contaminação por fertilizantes e a queima de combustíveis fósseis, segundo cientistas do instituto de Ciências Marinhas da Universidade William and Mary, na Virgínia, e da Universidade de Gotemburgo, na Suécia.

O aumento das zonas mortas no mar transformou-se no principal agente de pressão sobre os ecossistemas marítimos, no mesmo nível da pesca excessiva, perda de habitat e outros problemas ambientais. Segundo os cientistas, seu aumento se deve também a certos nutrientes, especialmente o nitrogênio e o fósforo, os quais, ao entrarem em excesso nas águas litorâneas, causam a morte de algas.

Ao morrer, essas plantas microscópicas afundam e se transformam em alimento de bactérias que, durante a decomposição, consomem o oxigênio a sua volta. Na linguagem científica, esse processo da diminuição progressiva de oxigênio se chama "hipóxia".

Mais de 400

Segundo Robert Diaz, professor do Instituto de Ciências Marinhas, e Rutger Rosenberg, cientista da Universidade de Gotemburgo, atualmente existem 405 zonas mortas em águas próximas às costas em todo o mundo, o que representa uma superfície de mais de 26.500 quilômetros quadrados.

Diaz, que começou a estudar as zonas mortas em meados da década de 1980, após advertir sobre o problema nas águas da Baía de Chesapeake (costa atlântica dos Estados Unidos), afirma que, em 1995, já havia 305 zonas mortas no mundo todo. De acordo com o cientista, no início do século passado só havia quatro zonas mortas, número que passou para 49 em meados de década de 1960, 87 na de 1970 e para 162 na de 1980.

"Não existe outra variável de tanta importância para os ecossistemas marítimos litorâneos que tenha mudado tão drasticamente e em um lapso tão curto", afirmam Diaz e Rosenberg no estudo. Segundo Diaz, as provas geológicas demonstram que as zonas mortas não eram "um fenômeno natural" na Baía de Chesapeake e outros estuários. "As zonas mortas eram raras. Agora são comuns. Cada vez há mais em mais lugares", diz o cientista.

Diaz e Rosenberg afirmam que, em muitas ocasiões, só se dá importância à hipóxia quando esta começa a dizimar os organismos que, em última instância, servem de alimento à população. Como exemplo, eles citam o desaparecimento de algumas espécies de peixes e os surtos crônicos de epidemias bacterianas em outras.

Menos comida

Por outro lado, ao impedir o desenvolvimento de alguns habitantes dos fundos marítimos, como os mariscos e alguns vermes, a hipóxia elimina uma importante fonte de nutrição para outros predadores, assinala o estudo.

Segundo os cientistas, a chave para frear o aumento de zonas mortas é manter os adubos em terra e impedir que cheguem ao mar.

"É necessário que cientistas e agricultores trabalhem em conjunto para desenvolver métodos agrícolas que reduzam a transferência de nutrientes da terra para o mar", diz Diaz.

Fonte - G1

Guerras e Rumores de Guerras

Las guerras ya no son sorpresa, por desgracia. En estos días pasados nos asaltó a todo el mundo la invasión de Osetia del Sur, primero por los Georgianos (supuestamente legítimos "ocupadores") y luego por Rusia, "en nombre de la ONU"... pero llegaron hasta la capital georgiana.

Muchos muertos en pocas horas. bombardeos increíbles en segundos (Foto Reuters), y nadie entiende ni los motivos (que cada uno tendrá los suyos en cada bando). Mi pregunta es, ¿y el resto de guerras en el mundo?

El 5 de diciembre de 2006 publiqué un artículo titulado "Guerras Olvidadas". Entonces encontré un artículo del diario El Mundo donde se reportaban 28 conflictos en todo el mundo. Hace pocos días se publicó en 20Minutos una actualización, señalando 23 conflictos simultáneos en todo el mundo:

- Afganistán, desde 2001.
- Argelia, desde 1992.
- Birmania, desde 1948.
- Chad, desde 2006.
- Colombia, desde 1964
- Etiopía, desde 2007.
- Filipinas, desde 1969.
- Georgia, 2008.
- India, desde 1967.
- Irak, desde 2003.
- Israel y Palestina, desde 2000.
- Nigeria, desde 2007.
- Pakistán, desde 2001.
- República Centroafricana, desde 2006.
- República del Congo, desde 1998.
- Rusia con Chechenia, desde 1999.
- Somalia, desde 1988.
- Sri Lanka, desde 1983.
- Sudán, desde 2003.
- Tailandia, desde 2004.
- Turquía, desde 1984.
- Uganda, desde 1986.
- Yemen, desde 2004.

"Cuando oigáis de guerras y de revueltas, no os alarméis, porque es necesario que estas cosas acontezcan primero; pero el fin no será inmediatamente." (Lucas 21:9 RV95). Sólo es una de las muchas señales que se ven antes de un cambio de orden mundial.

Fonte - Cuenta Atras

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Kennedy denuncia as sociedades secretas

Fonte - Minuto Profético

Nota DDP:
"Ainda hoje há reduzidos valores garantindo a sobrevivência da nossa nação (a nova ordem mundial quer acabar com a soberania dos países). Se as nossas tradições não sobrevivem com tudo isso, existe um perigo muito grave de uma necessidade anunciada de se aumentar a segurança que será aproveitada por aqueles que estão ansiosos por expandir seu significado, chegando até os limites da censura e encobrimento e, eu farei tudo que estiver ao meu alcance para impedí-los." (0:50)

Ao que tudo indica, JFK foi impedido antes do que ele pretendia impedir, mas suas palavras são absolutamente precisas sobre o quadro que se descortina no horizonte da política americana e, desta para o mundo...

Nota Carlos Santana:
SOBRE AS SOCIEDADES SECRETAS E. G. White escreveu:

"O mundo é um teatro; os atores, seus habitantes, estão-se preparando para desempenhar sua parte no último grande drama. Entre as grandes massas da humanidade não há união, a não ser quando os homens se aliam para realizar seus propósitos egoístas. Deus está observando. Seus propósitos a respeito de Seus súditos rebeldes se cumprirão. O mundo não foi entregue às mãos dos homens, embora Deus esteja permitindo que os elementos de confusão e desordem dominem por algum tempo. Um poder de baixo está atuando para desenvolver as últimas grandes cenas do drama - Satanás apresentando-se como Cristo e atuando com todo o engano da injustiça naqueles que se estão unindo em sociedades secretas. Os que estão cedendo à paixão por confederar-se, ESTÃO EXECUTANDO OS PLANOS DO INIMIGO. A causa será seguida pelo efeito." (E. G. White, Maranata, pág. 136)

Ou seja, Satanás está trabalhando e executando seus planos por meio das sociedades secretas!

McCain e Obama elogiam envio de ajuda à Geórgia

Os aspirantes à presidência dos Estados Unidos, o democrata Barack Obama e o republicano John McCain, elogiaram nesta quarta-feira o envio de ajuda humanitária do país à Geórgia, e exigiram que a Rússia respeite a integridade territorial georgiana.

Os dois candidatos reagiram assim ao anúncio de hoje do presidente americano, George W. Bush, de enviar duas missões à Geórgia, uma política liderada pela secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, que também irá à França, e outra humanitária, para tentar combater a crise nessa região.

Em um ato de arrecadação de fundos em Birmingham (Michigan), McCain disse que o envio humanitário constitui um bom primeiro passo e que os Estados Unidos "devem apoiar da forma mais valente possível este pequeno país".

No encontro com doadores, McCain reiterou seu apelo para que os russos sejam expulsos do Grupo dos Oito (G8, sete nações mais ricas do mundo e a Rússia).

Em clara alusão a seu rival, McCain tentou se projetar como o candidato com mais experiência internacional, ao indicar que crises como o conflito na Geórgia precisam de "uma mão firme e experiente no governo".

Mais adiante, em entrevista coletiva, McCain respondeu às críticas sobre sua resposta inicial à agressão russa contra Geórgia. "Este não é o momento para o partidarismo ou para ataques entre as campanhas" perante uma situação "repleta de tragédia humana" na qual está em jogo a vida de "centenas de milhares de pessoas", afirmou.

McCain disse que "conhece bem" o presidente da Geórgia, Mikhail Saakashvili, e que, sob seu mandato, os georgianos vivenciaram uma prosperidade e liberdade "sem precedentes".

O senador republicano do Arizona respondeu com um simples "não" quando questionado sobre se os EUA, além do anúncio de Bush, devem cogitar uma ação militar contra a Rússia.

"Acho que enviamos uma mensagem clara. O primeiro passo, obviamente, é uma cessação ao fogo real, seguido pela retirada das tropas russas do território georgiano", observou McCain.

Nessa mesma linha se expressou Obama, mediante um comunicado a partir do Havaí onde passa férias com sua família. "A situação ainda é instável e a Rússia deve demonstrar seu compromisso para frear a violência e violação da soberania da Geórgia com ações, não só palavras", destacou Obama.

Ele reiterou o apoio às gestões diplomáticas de alto nível da União Européia (UE) para conseguir a aplicação imediata de um cessar-fogo entre Geórgia e Rússia.

Obama considerou que a resolução do conflito passa pela presença de observadores independentes que verifiquem a aplicação da trégua. A Rússia "não deve utilizar este momento para consolidar uma posição que viola a integridade territorial da Geórgia ou que viola os direitos humanos do povo da Geórgia", destacou.

Sem dar detalhes, Obama recomendou que tanto os EUA quanto a UE revisem seus acordos bilaterais e multilaterais com a Rússia à luz de suas ações.

"A perda de vidas nos últimos dias foi trágica e não há vencedores neste conflito. Agora, temos que nos dedicar a conseguir uma paz duradoura na região", especificou.

Em declarações à agência Efe, Frederick Kagan, analista do American Enterprise Institute, considerou que o conflito armado no Cáucaso demonstra a importância que terá a política externa na disputa eleitoral americana.

"Estas eleições girarão em torno da segurança nacional, não tanto sobre a economia. Aqui se determinará quem será o melhor comandante-em-chefe dos EUA no que me parece que é um momento muito difícil para o mundo", afirmou Kagan.

Fonte - Terra

Nota Gabrielle Medeiros:
Os últimos acontecimentos mundiais nos alertam que as profecias do tempo do fim estão se cumprindo muito rapidamente. Certa profecia tem me despertado interesse, Daniel 11:40-45 'são os únicos em toda a profecia Bíblica sem uma explicação oficial', pelo motivo de não terem se cumprido ainda. O site Criacionistas, traz um estudo detalhado em uma linguagem muito interessante sobre o livro de Daniel e estas últimas profecias. Mas voltando..., em relação a Daniel 11: 40-45 o autor supõe 'que tratam das últimas intervenções americanas no Oriente Médio antes da segunda vinda'. Sendo que 'o verso 40 começou a ser cumprido parcialmente em 1991 com a Guerra do Golfo e em 2003 com a invasão do Iraque'. Já os versos 41-45, ele afirma que 'ainda não existe a situação política descrita que possa cumprir' ou talvez não houvesse na data em que ele escreveu. Pois esta guerra entre Georgia e Russia aponta para o surgimento das primeiras controvérsias entre essas nações. Vejamos o relato: 'Por fim, chegamos ao auge do drama na Terra. O Rei do Norte (EUA) perde a aprovação divina e as nações do oriente (China, India, Japão) e do norte (Rússia) o ameaçam. Então seus exércitos estacionam entre Jerusalem (monte santo = templo ) e o mar mediterrâneo'. Vemos claramente na reportagem acima que os EUA tem apoiado a Georgia e feito recomendação aos países da UE que revisem os acordos com a Rússia, também fez um apelo para expulsar a Russia do G8. Outro fato ainda é o fracasso da rodada de Doha no fim de julho em Genebra, principalmente devido a um desentendimento entre Estados Unidos e Índia. Fica cada vez mais claro o desentendimento entre EUA e as nações do Oriente. Pergunto: o que vem depois desta guerra? em que parte nos encontramos da história profética? Daniel 11:45 diz que esta nação (Rei do Norte -EUA): '...chegará ao seu fim, e não haverá quem o socorra' porque 'NAQUELE tempo se levantará Miguel, o grande príncipe, que se levanta a favor dos filhos do teu povo, e haverá um tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo; mas naquele tempo livrar-se-á o teu povo, todo aquele que for achado escrito no livro'. (Daniel 12:1)

Nota DDP:
O cerco à Rússia e a desestabilização da China são os grandes objectivos estratégicos do imperialismo na hora presente. É neste contexto que se deve situar a agressão militar no Cáucaso e a ânsia de uma guerra contra o Irão. A doutrina oficial geoestratégica dos Estados Unidos e da própria Alemanha dá prioridade a tudo o que possa impedir a constituição de «estados influentes no Leste».
...
O imperialismo está a atear o fogo. Nunca como hoje a luta pela paz e contra o militarismo foi tão necessária à sobrevivência da humanidade.


Fonte - Avante!

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Cardeal pede volta ao passado

MEXICO D.F., 12 Ago. 08 / 04:28 pm (ACI).- O Arcebispo de México, Cardeal Norberto Rivera Carrera, assinalou que embora o contexto no que se encontra a Igreja mudou, as tormentas que atravessa e as decisões que deve tomar são as mesmas de faz dois mil anos, quando foi a fé a que sustentou aos primeiros cristãos durante as perseguições.

Durante a Missa dominical, o Cardeal indicou que “possivelmente em nossos dias o cenário mudou, assim como as dimensões do lago e da própria barca (a Igreja) onde estamos mais de um bilhão de seguidores de Cristo, mas as tormentas são as mesmas e as decisões a tomar também devem ser as mesmas”.
...
Fonte - ACI

terça-feira, 12 de agosto de 2008

O Tempo de Deus - Final

ATÉ SETENTA VEZES SETE
(Escrito por Carlos Santana)


Após Jesus falar aos discípulos que “o Filho do Homem veio salvar o que se tinha perdido”, a "ovelha desgarrada” (Mateus 18:11), Ele disse:

“Se o seu irmão pecar contra você, vá e mostre-lhe o seu erro. Mas faça isso em particular, só entre vocês dois. Se essa pessoa ouvir o seu conselho, então você ganhou de volta o seu irmão.” (Mateus 18:15 - NTLH)

Mas Pedro perguntou a Jesus:

“Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu lhe perdoarei? Até sete? Jesus lhe disse: Não te digo que até sete, mas até setenta vezes sete.” (Mateus 18:21,22)

Mas Jesus alguma vez aplicou esse princípio de “até setenta vezes sete” em relação aos pecados de Seu povo? Houve alguma vez em que Deus disse algo como “NÃO PERDOAREI MAIS OS PECADOS DE ISRAEL”? A resposta é sim!

Em Jeremias 5:7-9 está escrito:

“Como, vendo isto, te perdoaria? Teus filhos me deixam a mim e juram pelos que não são deuses; depois de Eu os ter fartado, adulteraram e em casa de meretrizes se ajuntaram em bandos; como garanhões bem fartos, correm de um lado para outro, cada um rinchando à mulher do seu companheiro.”
“Deixaria eu de castigar estas coisas, diz o Senhor, ou não me vingaria de nação como esta?”


Em Jeremias 7:13,16 está escrito:

“Agora, pois, visto que fazeis todas estas obras, diz o Senhor, e eu vos falei, começando de madrugada, e não me ouvistes, chamei-vos, e não me respondestes...”
“Tu, pois, não intercedas por este povo, nem levantes por ele clamor ou oração, nem me importunes, porque Eu não te ouvirei.”

Na Nova Tradução na Linguagem de Hoje (NTLH) o verso 16 diz assim:

“Jeremias, não ore por este povo. Não peça, nem implore em favor deles; não insista comigo, porque Eu não atenderei.”

Em Lamentações de Jeremias 3:42,44 (NTLH) está escrito:

“Ó Deus, nós pecamos, nos revoltamos, e não nos perdoaste.”
“Tu te cercaste de nuvens para que as nossas orações não chegassem a Ti.”


Em Neemias 9:26,29,30 (NTLH) está escrito:

“Mas o teu povo se revoltou e te desobedeceu; eles viraram as costas para a tua Lei. Mataram os teus profetas, que os avisaram e lhes disseram que voltassem para ti. O teu povo te insultou muitas vezes.”
“Tu os avisaste que deviam obedecer aos teus ensinos; mas no seu orgulho eles rejeitaram os teus mandamentos, pecaram contra a tua lei, embora cumprir a tua lei seja o caminho para a vida. Rebeldes e teimosos, eles se recusaram a obedecer.”
“Ano após ano tu os avisaste, com paciência. Pelo teu Espírito, por meio dos profetas, falaste contra eles, mas o teu povo ficou surdo. Por isso, deixaste que fossem dominados por outras nações.”


Em II Crônicas 36:15,16 (NTLH) está escrito:

“O Senhor, o Deus dos seus antepassados, continuou a avisá-los por meio dos seus profetas porque tinha pena do seu povo e do Templo, a sua casa.”
“Mas eles riram desses mensageiros de Deus, rejeitaram as suas mensagens e zombaram deles. Finalmente, Deus ficou tão irado com o Seu povo, que não houve mais remédio.”


MAS PODERIA DEUS TER APLICADO O CRITÉRIO DE SETENTA VEZES SETE?

É o que veremos a seguir! Como resultado do pecado, o reino de Judá finalmente foi atacado por Nabucodonosor, rei de Babilônia. Milhares de Judeus foram levados como prisioneiros à Babilônia, entre eles: Daniel e seus três companheiros. Em Jeremias 25:11,12 está escrito:

“E toda esta terra virá a ser um deserto e um espanto, e estas nações servirão ao rei da Babilônia setenta anos.
Acontecerá, porém, que, quando se cumprirem os setenta anos, visitarei o rei da Babilônia, e esta nação, diz o Senhor, castigando a sua iniqüidade, e a da terra dos caldeus; farei deles um deserto perpétuo.”


Nabucodonosor teve domínio da várias nações e não somente o reino de Judá. Mas o tempo de domínio de Babilônia se estenderia por setenta anos literais a partir do momento em que começou o cativeiro do reino de Judá. Quando o reino de Babilônia foi tomado pela Medo-Pérsia, durante o reino de Dario, Daniel escreveu:

"No ano primeiro de Dario, filho de Assuero, da nação dos medos, o qual foi constituído rei sobre o reino dos caldeus,no ano primeiro do seu reinado, eu, Daniel, entendi pelos livros que o número de anos, de que falou o Senhor ao profeta Jeremias, em que haviam de acabar as assolações de Jerusalém, era de setenta anos.” (Daniel 9:1,2)

Mas uma pergunta que se faz necessário fazer é: PORQUE SETENTA ANOS? E a resposta Daniel mesmo escreveu no livro de Crônicas. Em II Crônicas 36:20,21 está escrito:

“Os que escaparam da espada, a esses levou ele [Nabucodonosor] para a Babilônia, onde se tornaram seus servos e de seus filhos, até ao tempo do reino da Pérsia.”
“Para que se cumprisse a palavra do Senhor, por boca de Jeremias, até que a terra se agradasse dos seus sábados; todos os dias da desolação repousou, até que os setenta anos se cumpriram.”


QUE SÁBADOS SÃO ESSES CITADOS POR DANIEL? Os anos sabáticos! Em Levítico 25:2-5 está escrito:

“Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: Quando entrardes na terra, que vos dou, então, a terra guardará um sábado ao Senhor.”
“Seis anos semearás o teu campo, e seis anos podarás a tua vinha, e colherás os seus frutos.”
“Porém, no sétimo ano, haverá sábado de descanso solene para a terra, um sábado ao Senhor; não semearás o teu campo, nem podarás a tua vinha.”

“O que nascer de si mesmo na tua seara não segarás e as uvas da tua vinha não podada não colherás; ano de descanso solene será para a terra.”


Então cada ano dos setenta anos de cativeiro correspondia a um ano sabático (contado de sete em sete anos). Assim teríamos:

..................70 anos ...........x........... 7 anos.......... = 490 anos
(tempo total de cativeiro) (guardado no sétimo ano)


- UM ANO DE CATIVEIRO É IGUAL A SETE ANOS (correspondente a um ano sabático); Então O TEMPO TOTAL em que a nação organizada de Israel deixou de guardar os anos sabáticos é de:

Uma vez ao ano, no décimo dia do sétimo mês, o sumo sacerdote entrava no Lugar Santíssimo do santuário e realizava a purificação do santuário. Os israelitas compreendiam esse dia, o Dia da Expiação, como um dia de julgamento e perdão. Somente nesse dia os pecados eram perdoados em definitivo.

Então por 490 anos Deus perdoou o Seu povo por esse pecado, mas quando se completou esse tempo, o juízo de Deus foi executado sobre o reino de Judá. Assim, durante os 70 anos de cativeiro em Babilônia a terra descansou, e cada ano de cativeiro correspondente a um ano sabático não observado!

O tempo de início dos 490 anos começou mais ou menos ao tempo do profeta Samuel. Mas é interessante, porque os 70 anos de cativeiro formam um pano de fundo na profecia das 70 Semanas, revelada a Daniel (Daniel 9:24). A profecia das 70 Semanas começa a ser contada a partir do ano 457 a.C. logo depois que os judeus saíram de Babilônia.

O Tempo de Deus IV

ENTÃO DE QUE FORMA A PROFECIA DOS 430 ANOS SE CUMPRIU?


Bem, como vimos, a Bíblia diz que Deus fixou os anos da iniqüidade do povo de Israel em 430 anos. Mas a partir de quando Deus começou a contar os pecados do povo? Essa informação é fundamental! Olhando ao livro do profeta Oséias vemos claramente que essa informação está ali. Em Oséias 10:9,10 (NVI) está escrito:

“Desde os dias de Gibeá, você pecou, ó Israel, e permaneceu assim. Acaso a guerra não os alcançou em Gibeá por causa dos malfeitores (filhos de Belial)?
Quando Eu quiser, os castigarei; nações serão reunidas contra eles para prendê-los por causa do seu duplo pecado.”


Na versão em inglês GNB (Good News Bible), o verso 9 diz assim:

“O Senhor diz: O povo de Israel não parou de pecar contra Mim desde o tempo do pecado de Gibeá...”

Que pecado foi esse cometido por Israel e que causou uma guerra? O relato dessa história é terrível e está registrada em Juízes capítulo 19.

A História ocorreu quase no fim do tempo dos juízes, quando não havia rei em Israel. O texto do livro de Juízes relata a história de um levita, morador da região montanhosa de Efraim, que havia tomado por esposa uma concubina. Ela, porém, foi-lhe infiel e voltou para a casa de seu pai, em Belém.

Quatro meses depois, o levita foi buscá-la e na volta da viagem resolveu passar a noite na cidade de Gibeá, que pertencia aos benjamitas. O relato bíblico, em Juízes 19:14-18; 20-26 (NVI), prossegue da seguinte forma:

“Então prosseguiram, e o sol se pôs quando se aproximavam de Gibeá de Benjamim. Ali entraram para passar a noite. Foram sentar-se na praça da cidade. E ninguém os convidou para passarem a noite em sua casa.”

“Naquela noite um homem idoso procedente dos montes de Efraim e que estava morando em Gibeá (os homens do lugar eram benjamitas), voltava de seu trabalho no campo.”
“Quando viu o viajante na praça da cidade, o homem idoso perguntou: “Para onde você está indo? De onde vem?”
“Ele respondeu: ‘Estamos de viagem, indo de Belém de Judá para uma região afastada, nos montes de Efraim, onde moro. Fui a Belém de Judá, e agora estou indo ao santuário do Senhor. Mas aqui ninguém me recebeu em casa.’”
“Você é bem-vindo em minha casa’, disse o homem idoso. ‘Vou atendê-lo no que você precisar. Não passe a noite na praça.”
“E os levou para a sua casa e alimentou os jumentos. Depois de lavarem os pés, comeram e beberam alguma coisa.”
“Quando estavam entretidos, alguns vadios da cidade [filhos de Belial] cercaram a casa. Esmurrando a porta, gritaram para o homem idoso, dono da casa: ‘Traga para fora o homem que entrou em sua casa para que tenhamos relações com ele!”
“O dono da casa saiu e lhes disse: Não sejam tão perversos, meus amigos. Já que esse homem é meu hóspede, não cometam essa loucura. Vejam, aqui está minha filha virgem e a concubina do meu hóspede. Eu as trarei para vocês, e vocês poderão usá-las e fazer com elas o que quiserem. Mas, nada façam com esse homem, não cometam tal loucura!”
“Mas os homens não quiseram ouvi-lo. Então o levita mandou a sua concubina para fora, e eles a violentaram e abusaram dela a noite toda. Ao alvorecer a deixaram.”

“Ao romper do dia a mulher voltou para a casa onde o seu senhor estava hospedado, caiu junto à porta e ali ficou até o dia clarear.”


NOTA: Filhos de Belial significa pessoas sem restrição moral ou espiritual; filhos da maldade, filhos da perversidade, filhos do Diabo!

Quando o levita levantou-se de manhã, apanhou a concubina e a levou para casa, onde morreu. Após sua morte, o levita cortou o corpo dela em 12 partes e as enviou a todas as regiões de Israel. Todos os que ficaram sabendo do caso se revoltaram pelo que havia acontecido ao levita. Em Juízes 19:30 (NVI) está escrito:

“Todos os que viram isso disseram: Nunca se viu nem se fez uma coisa dessas desde o dia em que os israelitas saíram do Egito. Pensem! Reflitam! Digam o que se deve fazer!”

A Bíblia diz que, a seguir, todos os israelitas “saíram como um só homem e se reuniram em assembléia perante o Senhor, em Mispá”; e ali se uniram contra a cidade.

Os israelitas pediram que os moradores de Gibeá entregassem os assassinos da concubina para que assim fosse eliminado o mal do povo. Os benjamitas, porém, não aceitaram; o que resultou numa guerra. O relato bíblico diz que não somente a cidade de Gibeá foi queimada, mas outras cidades (que também pertenciam aos benjamitas) foram destruídas. Tanto essoas quanto animais foram mortos.

Somente 600 benjamitas homens escaparam da morte, eles haviam fugido para o deserto.

Esse triste episódio nos faz lembrar de Sodoma, Gomorra e as cidades vizinhas. O pecado mais comum nessas cidades era a violência sexual, não se respeitava ninguém!

E a pergunta que se faz, agora, é: QUANDO A CIDADE DE GIBEÁ FOI DESTRUÍDA? Pois bem, a cidade de Gibeá foi destruída em 1200 a.C.

O Dr. W. F. Albright (1922-23), principal autoridade em arqueologia da palestina, “encontrou nas ruínas de Gibeá uma camada de cinzas, de um incêndio ocorrido cerca de 1200 a.C.”. (H. H. Halley, Manual Bíblico, pág. 163)

Então contando 430 anos a partir do ano 1200 a.C. chegamos a 770 a.C. Segundo a profecia, nessa data (770 a.C.), Deus começaria a castigar Seu povo pelos pecados cometidos ao longo desse tempo. Todavia, não encontramos nenhum fato relevante que prove isso. Mas é aqui que aparece a justiça de Deus.

O mesmo TEMPO DE ESPERA concedido às nações pagãs, antes delas serem expulsas de Canaã, também foi concedido ao povo de Israel.

Interessante, mas na Bíblia sempre aparece um tempo de espera. É como se Deus desse um tempo extra, especialmente quando se refere a um tempo determinado para executar um juízo, como se fosse uma última oportunidade, um tempo final, concedido para ver se haverá um arrependimento e mudança de atitude por parte de uma determinada nação ou povo. Por exemplo, quando Deus falou ao profeta Habacuque sobre a destruição do reino de Judá e da cidade de Jerusalém, Ele disse:

“Escreve a visão e torna-se bem legível sobre tábuas, para que a possa ler quem passa correndo.”
“Pois a visão é ainda para o tempo determinado, e se apressa para o fim. Ainda que se demore, espera-o; porque certamente virá, não tardará.”
(Habacuque 2:2,3)

Na Nova Versão Internacional, esse mesmo texto diz assim:

“Escreva claramente a visão em tábuas, para que se leia facilmente.”
“Pois a visão aguarda um tempo designado; ela fala do fim, e não falhará. Ainda que demore, espere-a; porque ela certamente virá e não se atrasará.”

Então da mesma forma que aos amorreus, depois dos 430 anos, foi dado mais 38 anos de espera, antes de serem expulsos, devemos também considerar esse mesmo tempo em relação ao povo de Israel; até o momento em que os israelitas também começaram a ser expulsos de Canaã, pelos mesmos pecados que aqueles povos cometiam. Veja o quadro a seguir:

Pois bem, o que ocorreu em 732 a.C? Em 732 a.C. a Assíria, como instrumento de Deus, invadiu o reino do norte (a “casa de Israel”) e levou, como prisioneiros, centenas de judeus.

Dessa forma, nessa data, o povo de Israel começou a ser expulso de Canaã! Em Oséias 10:9,10 (NVI) está escrito:

“Desde os dias de Gibeá, você pecou, ó Israel, e permaneceu assim... Quando Eu quiser, os castigarei; nações serão reunidas contra eles para prendê-los por causa do seu duplo pecado.”
O povo de Israel começa 1200 a.C. a ser expulso de Canaã Gibeá é destruída 732 a.C.

430 anos + 38 anos (tempo de espera) = 468 anos 770 a.C.

Pouco mais de um século depois, o reino de Judá (a “casa de Judá”) sentiu o juízo de Deus, quando o reino de Babilônia invadiu Jerusalém e também levou centenas de prisioneiros. E ao tempo de Ezequiel, quando o povo já estava cativo em Babilônia, Deus finalmente avisou que Jerusalém seria totalmente destruída pelos babilônios, o que efetivamente ocorreu.

Dessa forma, o primeiro reino usado por Deus para executar juízo sobre o Seu povo foi a Assíria e depois Babilônia. E o profeta Jeremias expressou muito bem o significado de levar as iniqüidades da nação sobre si. Em Lamentações 5:7-9 está escrito:

“Nossos pai pecaram, e já não existem; e nós levamos as suas iniqüidades.”
“Escravos dominam sobre nós... Com perigo de nossas vidas obtemos o nosso pão, por causa da espada do deserto.”


Finalmente, Deus executou o juízo sobre o Seu povo! Agora eles deveriam levar sobre si as iniqüidades, mas por quanto tempo? É o que veremos no estudo “Até Setenta Vezes Sete”.

Continua . . .

O Tempo de Deus III

O TEMPO LIMITE CONCEDIDO AO POVO DE ISRAEL

Deus não usa dois pesos e duas medidas, um para medir as nações pagãs e outro para medir o Seu povo. E para Deus demonstrar essa mesma medida de justiça, ao profeta Ezequiel foi revelado a profecia dos 430 anos.

A PROFECIA DOS 430 ANOS

No Novo Testamento, Jesus havia avisado aos discípulos que o cerco de Jerusalém era o sinal de iminente destruição da cidade de Jerusalém como sendo “dias de vingança” (Lucas 21:22) pela rejeição do Salvador e a conseqüente perseguição aos cristãos.

Mas no Antigo Testamento o cerco de Jerusalém por parte de Babilônia também foi sinal de destruição como repreensão de Deus a um povo rebelde. E na mensagem revelada ao profeta Ezequiel sobre esse cerco, contém o mesmo princípio de tempo que Deus havia concedido aos povos que habitavam em Canaã quando foram expulsos, ou seja, os 430 anos.

Mas como o profeta Ezequiel estava mudo, Deus lhe ordenou que a mensagem de destruição fosse apresentada ao povo em forma de uma representação do cerco que Jerusalém iria sofrer. Em Ezequiel 4:1-3, 7 (BLH) está escrito:

“Homem mortal, pegue um tijolo, ponha na sua frente e faça nele um desenho da cidade de Jerusalém. Nesse desenho, a cidade deverá estar cercada pelos inimigos, com rampas e torres de ataque, com um acampamento e com máquinas de derrubar muralhas.”
“... Vire o rosto na direção da cidade. Ela está cercada, e é você quem a está cercando. Isso será sinal para o povo de Israel.”


E a mensagem era clara:

O que o Senhor diz é isto: - Cairão sobre vocês desastres, um em cima do outro. Tudo está terminado. É o fim. Vocês estão acabados. O fim está chegando para vocês que moram nesta terra.” (Ezequiel 7:5-7 - BLH)

Mas a mensagem transmitida a Ezequiel também envolvia um fator tempo. E esse tempo fixado por Deus foi de 430 anos. Em Ezequiel 4:4-6 (Versão Trinitariana) está escrito:

“Tu também deita-te sobre o teu lado esquerdo, e põe sobre ele a iniqüidade da casa de Israel; conforme o número dos dias em que te deitares sobre ele, levarás a sua iniqüidade.”
Pois Eu fixei os anos da sua iniqüidade, para que eles te sejam contados em dias, trezentos e noventa dias; assim levarás a iniqüidade da casa de Israel.”
“E quando tiveres cumprido estes dias, deitar-te-ás sobre o teu lado direito, e levarás a iniqüidade da casa de Judá; quarenta dias te dei, CADA DIA POR UM ANO.”

Deus havia fixado os anos da iniqüidade do povo de Israel em 430 anos, sendo 390 anos pela “casa de Israel” (o reino do norte) e 40 anos pela “casa de Judá” (o reino de Judá). E o número de dias em que o profeta deveria ficar deitado correspondia a um dia por cada ano de pecado. A mensagem foi transmitida em dias, mas correspondia a anos.

Então aqui nós temos um princípio muito importante: Em relação aos tempos proféticos, os anos são contados em dias; ou seja, um dia, em profecia, corresponde a um ano!

Jesus mesmo utilizou esse tipo de contagem de tempo profético. Após seis meses de ministério, dos Seus três anos e meio, Ele mandou dizer ao rei Herodes:

“E lhes respondeu: Ide e dizei àquela raposa: eis que Eu expulso demônios, e efetuo curas, hoje e amanhã, e, no terceiro dia, Sou consumado.”
“Importa, porém, caminhar hoje, amanhã e no dia seguinte, para que não suceda que morra um profeta fora de Jerusalém.”
(Lucas 13:31-33)

Bem, você poderia se perguntar: De que forma essa profecia, transmitida ao profeta Ezequiel, se cumpriu? É o que veremos agora:

Mas antes é importante observarmos um ponto muito importante. Israel saiu do Egito rumo a Canaã, mas devido à incredulidade da maior parte deste, Deus decidiu que aquela geração iria morrer no deserto por 40 anos. Em Números 14:32-34 está escrito:

“Porém, quanto a vós, o vosso cadáver cairá neste deserto. E vossos filhos pastorearão neste deserto quarenta anos e levarão sobre si as vossas infidelidades, até que o vosso cadáver se consuma neste deserto.”
“Segundo o número dos dias em que espiastes esta terra, quarenta dias, cada dia representando um ano, levareis sobre vós as vossas iniqüidades quarenta anos e conhecereis o meu afastamento.”

Observe que O POVO DEVERIA LEVAR SOBRE SI AS INIQÜIDADES durante 40 anos, ou seja, receberia a devida punição durante esse tempo. Mas em relação à profecia de Ezequiel, diz que O PROFETA DEVERIA LEVAR A INIQÜIDADE por Israel e por Judá, e isso significa que o povo ainda não havia recebido o devido castigo; na verdade, por 430 anos Deus havia adiado o Seu juízo, portanto, em relação a Ezequiel é um tempo que está no passado e não no futuro. Mas no devido tempo Deus iria pedir contas!

Continua . . .

O tempo de Deus II

O TEMPO LIMITE CONCEDIDO ÀS NAÇÕES PAGÃS


Segundo a Bíblia, o tempo limite concedido às nações que habitavam em Canaã foi de 430 anos. Em um dado momento, quando já se havia passado 30 anos na contagem divina, Deus disse a Abraão que seus descendentes seriam escravizados e afligidos durante 400anos, mas depois eles retornariam para Canaã e ocupariam o lugar em que os amorreus habitavam. Em Gênesis 15:13,14, 16 está escrito:

“Então o Senhor lhe disse: Saiba que os seus descendentes serão estrangeiros numa terra que não lhes pertencerá, onde também serão escravizados e oprimidos por quatrocentos anos.”
“Mas Eu castigarei a nação a quem servirão como escravos e, depois de tudo, sairão com muitos bens.”
“Na quarta geração, os seus descendentes voltarão para cá, porque a maldade dos amorreus ainda não atingiu a medida completa.


Quando Deus fez essa promessa a Abrão, os amorreus ainda não haviam atingido o limite do pecado. E a Bíblia informa que o tempo que Israel permaneceu na terra do Egito foi de 430 anos. Em Êxodo 12:40,41 (NVI) está escrito:

“Ora, o período que os israelitas viveram no Egito foi de quatrocentos e trinta anos. No dia em que se completaram os quatrocentos e trinta anos, todos os exércitos do Senhor saíram do Egito.”

O texto de Gálatas confirma isso ao dizer que desde a promessa feita a Abraão até a Lei, no Monte Sinai, passaram-se 430 anos.

“Assim também as promessas foram feitas a Abraão e ao seu descendente...”
“Quero dizer isto: A Lei, que veio quatrocentos e trinta anos depois, não anula a aliança previamente estabelecida por Deus...”
(Gálatas 3:16,17 - NVI)

DUAS NOTAS IMPORTANTES:

1º) Algumas versões, como é o caso da NVI, trazem uma nota de rodapé sobre os israelitas no Egito, dizendo que “o Pentateuco samaritano e a Septuaginta dizem no Egito e em Canaã”. Por que esse detalhe? É porque no tempo de Moisés, a Palestina era considerada uma parte do império egípcio. Ou seja, Canaã pertencia ao Egito ao tempo em que Israel saiu. O Egito, na época de José, quando houve os sete anos de fome, comprou as terras de Canaã (Gênesis 47:13-16,19-20);

2º) Em geral, os povos que habitavam em Canaã eram conhecidos como amorreus, além de ser o nome de uma nação específica. Na época de Abraão, os amorreus eram conhecidos por sua maldade, mas ainda não haviam atingido o limite permitido por Deus, isso porque ainda havia boas pessoas entre eles.

Então quando o texto bíblico diz que o povo de Israel permaneceu 430 anos no Egito, isso significa que é no Egito e em Canaã, e não no Egito somente. Em outras palavras, o TEMPO DE AFLIÇÃO do povo de Israel foi de 430 anos - desde o tempo de peregrinação de Abraão até a saída de Israel do Egito, em meio à escravidão.

Mas quando o povo de Israel saiu do Egito, ele foi direto para a terra de Canaã e expulsou as nações que habitavam nela? Não, claro que não! Pois bem, era plano de Deus que o povo de Israel saísse do Egito e fosse direto para tomar posse de Canaã, conforme a promessa feita a Abraão. Mas correspondeu Israel a esse anseio de Deus?

Não! Houve um TEMPO DE ESPERA para que a promessa fosse cumprida. Por causa da incredulidade do povo, aquela geração incrédula deveria morrer no deserto durante o tempo de 40 anos. E qual foi esse tempo de espera? Bem, você poderá dizer que foi de 40 anos, mas na verdade esse tempo foi abreviado.

Então, QUANTO TEMPO DEPOIS DOS 430 ANOS O POVO DE ISRAEL COMEÇOU A EXPULSAR OS AMORREUS E TEVE INÍCIO A POSSE DA TERRA DE CANAÃ? Resposta: 38 anos!

Moisés, pouco antes de morrer, fez um resumo da jornada do povo de Israel e nesse discurso ele informa esse tempo. Em Deuteronômio 2:14 o discurso de Moisés diz assim:

“E os dias que caminhamos, desde Cades-Barnéia até passarmos o ribeiro de Zerede, foram trinta e oito anos, até que toda aquela geração dos homens de guerra se consumiu do meio do arraial, como o Senhor lhes jurara.”

E nos versos 24, 25 e 31 (NVI) Moisés dá a ordem transmitida por Deus:

Vão agora e atravessem o ribeiro do Arnom. Vejam que Eu entreguei em suas mãos o amorreu Seom, rei de Hesbom, e a terra dele. Comecem a ocupação...”
“Hoje mesmo começarei a infundir pavor e medo de vocês em todos os povos debaixo do céu. Quando ouvirem da fama de vocês, tremerão e ficarão angustiados.”
“... Estou entregando a você Seom e sua terra. Comece a ocupação, tome posse da terra dele!”


As nações pagãs deviam ser expulsas ou destruídas aos poucos. Assim, quando se completou os 40 anos, Israel já tinha tomado parte da terra de Canaã. Em Deuteronômio 1:3,4 (NVI) está escrito:

No quadragésimo ano, no primeiro dia do décimo primeiro mês, Moisés proclamou aos israelitas todas as ordens do Senhor acerca deles.”
Isso foi depois que ele derrotou Seom, rei dos amorreus, que habitava em Hesbom, e, em Edrei, derrotou Ogue, rei de Basã, que habitava em Asterote.”


Então da mesma forma que aos amorreus, depois dos 430 anos, foi dado mais 38 anos de espera antes de começarem a serem expulsos, devemos também considerar que Deus, para ser justo, deveria estender esse mesmo tempo em relação ao povo de Israel; quando este também tivesse atingido o limite do pecado; e também começasse a ser expulso de Canaã, pelos mesmos pecados que aqueles povos cometeram. Veja o quadro a seguir:

O TEMPO LIMITE CONCEDIDO AOS POVOS DE CANAÃ


Continua . . .

O tempo de Deus

Segue uma série de posts relativos ao estudo que o irmão José Carlos Santana mandou para este espaço. Em síntese, através do mesmo podemos visualizar como o nosso Deus é um Deus de ordem e, como o Mesmo, na plenitude dos tempos, há de cumprir Suas promessas, especialmente a de voltar para esta terra.
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COMO SE CUMPRIU A PROFECIA DOS 430 ANOS
(Escrito por Carlos Santana)


Biblicamente, toda nação e todo povo tem uma responsabilidade diante de Deus. A Bíblia diz que as nações pertencem a Ele. Em Salmos 82:8 está escrito:

“Levanta-te, ó Deus, julga a terra, pois todas as nações te pertencem.”

Sendo assim, as ações dos povos são julgadas por Deus. E há um limite para a maldade que as nações cometem. Atingido esse limite, o juízo de Deus é executado. As expressões bíblicas:

“A medida da injustiça está cheia”; ou “encher a medida de seus pecados”; ou “os pecados se acumularam até o céu” – são termos semelhantes para expressar esse limite.

E enquanto esse limite não é atingido, a misericórdia de Deus ainda atua. Ainda há oportunidade para arrependimento, enquanto a destruição é adiada ou afastada temporariamente. Esse princípio está firmemente estabelecido na Bíblia. Em II Crônicas 12:1-2,5-7 e 12 está escrito:

“E sucedeu que, quando ficou estabelecido o reino de Roboão, e havendo o rei se tornado forte, ele deixou a lei do Senhor, e com ele todo o Israel.
“Pelo que, no quinto ano do rei Roboão, Sisaque, rei do Egito, subiu contra Jerusalém (porque eles tinham transgredido contra o Senhor).”
“Então Semaías, o profeta, foi ter com Roboão e com os príncipes... e disse-lhes: Assim diz o Senhor: Vós Me deixastes a Mim, pelo que Eu também vos deixei na mão de Sisaque.
“Então se humilharam os príncipes de Israel e o rei, e disseram: O Senhor é justo.”
“Quando, pois, o Senhor viu que se humilhavam... a ira do Senhor se desviou dele, de modo que não o destruiu de todo; PORQUE AINDA HAVIA COISAS BOAS EM JUDÁ.”


Mas como sempre ocorre, é no tempo de extrema maldade ou de extrema iniqüidade, que o juízo de Deus se faz sentir sobre uma nação ou um povo. Em Ezequiel 21:25 (versão Trinitariana) está escrito:

“E tu, ó profano e ímpio príncipe de Israel, cujo dia virá no tempo de extrema iniqüidade.

Em várias versões em inglês, esse mesmo texto diz assim: “... cujo dia virá no tempo da iniqüidade do fim”. Em espanhol diz: “... cujo dia virá no tempo a consumação da maldade”.

Tanto em relação às nações pagãs quanto em relação ao Seu próprio povo, Deus age com a mesma justiça. Quando o povo de Israel estava por entrar em Canaã, Deus disse:

“Ouça, ó Israel: Hoje você está atravessando o Jordão para entrar na terra e conquistar nações maiores e mais poderosas do que você...”
Não é por causa de sua justiça ou de sua retidão que você conquistará a terra delas. Mas é por causa da maldade destas nações que o Senhor, o seu Deus, as expulsará de diante de você...”
(Deuteronômio 9:1,6 - NVI)

Aos olhos de Deus, o Seu próprio povo não era totalmente correto, mas as outras nações eram piores em sua conduta. Mas o que fez o povo de Deus? Com o passar dos anos, o povo abandonou os caminhos de Deus de tal forma que fez coisas piores do que as outras nações pagãs. Em II Reis 21:9 está escrito:

“Porém não ouviram; porque Manassés de tal modo os fez errar, que fizeram pior do que as nações, que o Senhor tinha destruído de diante dos filhos de Israel.”

Dessa forma, o mesmo tratamento dispensado às nações pagãs, também deve ser aplicado ao povo de Israel.

Continua...

Crise moral por trás da crise econômica

Pretória, 11 ago (RV) - Aumento dos preços dos combustíveis e gêneros alimentícios, aumento da inflação e do desemprego, difusão da xenofobia e violência: é cada vez mais crítica a situação econômica, social e política no sul da África, como denunciou com premência nestes dias a Conferência episcopal que reúne os bispos de Botsuana, Suazilândia e África do Sul.

Os trabalhos da assembléia plenária dos bispos, iniciados quarta-feira passada, se concluirão amanhã, terça-feira, na cidade sul-africana de Marianhiil, e se concentraram principalmente _ informa o jornal vaticano “L’Osservatore Romano” _ sobre a crise moral e material que está investindo o sul do continente.

O presidente da Conferência e arcebispo de Johanesburgo, Dom Joseph Tlhagale, lançou um veemente apelo “a fim de que a política assuma as rédeas do sul da África, onde o abismo entre ricos e pobres se faz cada vez maior”, reiterando que “no centro dessa crise política que impera há uma crise dos valores morais”.

Daí, a exigência de que a Igreja projete uma estratégia e um programa de ação que se apóiem também numa colaboração ecumênica e inter-religiosa.

Diante da impunidade que se difunde nos países representados pelos bispos presentes e diante da perda de confiança na liderança em todos os níveis da sociedade, a missão da Igreja é proclamar a esperança, “especialmente onde o desespero começa a tomar conta”.

O arcebispo de Johanesburgo convidou a assembléia a interrogar-se sobre as causas que determinaram nos últimos anos uma diminuição da presença católica no sul da África e a exortou a “trabalhar mais para envolver os nossos fiéis” e a adotar “o quanto antes uma nova abordagem que leve as pessoas para a Igreja”.

Fonte - Rádio Vaticano

Perseguição às "seitas"

...
Vivemos a era do terror das seitas. É terrível ver tantos falsos pregadores, pastores, profetas, missionários, “bispos”, apóstolos, etc. fazendo um estrago tremendo no rebanho católico. Chega de ficar parado vendo os nossos irmãos caírem nas garras desses lobos devoradores. É hora de agir bravamente para cima desses cães ladrões e derrotá-los (Isaías 56,11; Filipenses 3,2).

Como é atual a exortação do Bispo e Doutor da Igreja São Francisco de Sales: “É caridade gritar ao lobo quando este encontra-se no meio dos cordeiros, em qualquer lugar que estivermos”.

O católico não deve visitar templos de seitas. Não deve participar de eventos promovidos pelas seitas. Não deve ler nenhum material publicados pelas seitas. Não deve comprar e nem tão pouco ajudar as obras dos seitas.
...
Fonte - ComDeus

Nota DDP:
O civilizado comentário que recebi ontem se tornou praticamente inofensivo em contraste com a ideologia que emana das considerações supra.

Diário do passado

Resumo: Ao passar pela malha seletiva da mídia as ações dos agentes da Nova Ordem Mundial se tornam secretas muitas vezes não por ocultação premeditada, mas pelo simples fato de que não se enquadram nas categorias descritivas aceitas pelos órgãos midiáticos.

© 2008 MidiaSemMascara.org

Praticamente toda a linguagem do jornalismo político em circulação hoje em dia foi criada para descrever um mundo que não existe mais – o mundo do Pós-Guerra . As notícias já não podem refletir os fatos porque são pensadas e escritas segundo esquemas descritivos estreitos demais para a situação atual. As mudanças ocorridas ao longo das últimas cinco décadas no quadro internacional são tão gigantescas que escapam ao horizonte de visão do jornalismo – daí que os fatos mais importantes fiquem fora do noticiário ou recebam cobertura irrisória, enquanto futilidades merecem atenção desproporcional. As conseqüências disso para a alma popular são devastadoras, principalmente porque aí se introduz um segundo fator complicante: como já não existe propriamente cultura popular e a produção da indústria cultural atropela a criatividade espontânea do povo, o resultado é que a mídia se torna a fornecedora única dos símbolos e valores com que o cidadão comum se explica a si mesmo e enquadra, como pode, a sua experiência pessoal num esboço de visão geral do mundo.

A força com que a mídia influencia a própria estruturação das personalidades individuais e das relações pessoais é hoje imensurável. Isso quer dizer que, se essa mídia se aliena da realidade, todos se alienam com ela. Cada um sente na sua própria vida diária os efeitos diretos de profundas transformações globais, mas, como estas não aparecem no debate público, ou aparecem deformadas por estereótipos, a equação psicológica que se estabelece é a seguinte: por mais que o cidadão tente amoldar sua visão da realidade ao recorte deformante, buscando uma falsa sensação de segurança no ajustamento à pseudo-realidade legitimada pelo consenso midiático, setores inteiros da sua experiência pessoal, familiar e grupal permanecem encobertos e inexpressáveis, latejando no escuro como infecções não diagnosticadas. O sentimento de desajuste externo e insegurança interna, que era próprio da adolescência, espalha-se por todas as faixas etárias: não há mais pessoas maduras, todos são teenagers vacilantes, incapazes de uma decisão firme, de um raciocínio conclusivo.
...
Não é preciso examinar uma infinidade de jornais e noticiários de rádio e TV para perceber que, embora tagarelem obsessivamente sobre globalização , os jornalistas em geral só enxergam a distribuição de poder no mundo através da sua manifestação visível na forma de Estados nacionais. A religião, por exemplo, continua sendo a seus olhos uma força cultural extrapolítica, que só resvala na política por acidente ou por submissão perversa de seus altos fins originários aos propósitos de algum Estado nacional ou organização terrorista. Eles não podem, por isso, entender o Islã, que é por essência e origem um projeto de Estado mundial, mas que a seus olhos é apenas uma “religião”, capaz de amoldar-se pacificamente à ordem política dos Estados não-islâmicos. Muito menos podem compreender o fenômeno do metacapitalismo ( http://www.olavodecarvalho.org/semana/040617jt.htm e http://www.olavodecarvalho..org/textos/debate_usp_4.htm ).
...
Se, como foi dito acima, as pessoas sentem na sua vida diária os efeitos das transformações globais sem poder sequer expressar em palavras a ligação entre sua experiência imediata e o cenário maior da História, isso se deve sobretudo ao fato de que os agentes que originaram esses processos permanecem desconhecidos da multidão: as mudanças de valores, de leis, de critérios, que afetam profundamente o destino e até a psicologia íntima de milhões de criaturas desabam sobre a população como se tivessem vindo do céu ou resultassem de fatalidades históricas impessoais. Não podendo ser rastreadas até nenhum agente nacional-estatal, tornam-se ações sem sujeito, misteriosas como decretos da Providência .

No entanto, a harmonia simultânea com que se lançam em todo o planeta campanhas destinadas a mudar radicalmente os hábitos e valores da população, forçando-a a respeitar o que abomina e a abominar o que respeitava até à véspera, basta para mostrar, mesmo a quem nada saiba de origem concreta desses empreendimentos, que essa origem existe e reside em agentes humanos de carne e osso poderosos, organizados e perseverantes. Esses agentes não são secretos, são apenas discretos, embora muitos, bastante famosos até, alardeiem seus motivos e suas ações em livros e conferências. Ao passar pela malha seletiva da mídia, suas ações se tornam secretas, no mais das vezes não por ocultação premeditada, mas pelo simples fato de que não se enquadram nas categorias descritivas aí reconhecidas.

Fonte - Mídia sem Máscara

Tufão Kammuri mata pelo menos 28 no sudoeste da China

PEQUIM - O tufão Kammuri causou pelo menos 28 mortes na província de Yunnan (sudoeste da China), onde oito pessoas permanecem desaparecidas e mais de um milhão foram afetadas na última semana, informou nesta terça-feira, 12, o governo provincial.

O Birô de Assuntos Civis da região calcula que os desastres provocados pelo Kammuri, que atualmente regrediu ao estado de tempestade tropical, também forçaram a evacuação de 11.200 pessoas.

O Kammuri chegou à China na quarta-feira passada, na província de Cantão (sudeste), e atravessou a região de Guangxi Zhuang antes de chegar a Yunnan, aos pés da cordilheira do Himalaia.

Nessa província, cerca de 2.700 casas foram arrasadas e outras 13 mil danificadas, com perdas avaliadas em US$ 80 milhões, a maior parte correspondente a cultivos danificados.

O Kammuri causou ainda outras 116 mortes em sua passagem pelo Vietnã.

Nos primeiros seis meses do ano, morreram na China mais de 250 pessoas por causa dos desastres ocasionados pela temporada de chuvas, que ocorre anualmente entre maio e setembro, no sul do país asiático.

Fonte - Estado

Economia do Reino Unido sofre com a crise

Desde que a crise começou, há um ano, o Reino Unido perdeu cerca de US$ 1,15 trilhão no valor de seus ativos, decorrente da contração do crédito. O prejuízo é de aproximadamente US$ 1,9 milhão por minuto.

Um estudo feito pela empresa de auditoria PricewaterhouseCoopers revelou que os imóveis tiveram uma desvalorização de cerca de US$ 760 bilhões, enquanto as ações de instituições financeiras perderam aproximadamente US$ 380 bilhões em valor.

Com os preços dos imóveis sofrendo uma queda recorde de dois dígitos no mês passado, as famílias estão reduzindo seus gastos. O estudo foi focado nos setores imobiliário e financeiro, uma vez que eles são particularmente afetados pela contração do crédito.

Fonte - Opinião e Notícia

Cientistas prevêem intensificação das chuvas por mudança climática

Washington, 7 ago (EFE) - As chuvas provavelmente se intensificarão em todo o planeta como resultado da mudança climática, prevêem cientistas americanos e britânicos em um estudo divulgado hoje pela revista "Science".

Os pesquisadores da Universidade de Miami e da Universidade de Reading, no Reino Unido, dizem que as chuvas já se tornaram mais intensas como resultado do aquecimento global.

Eles acrescentam que essa freqüência agora é maior do que as que os modelos climáticos tinham previsto.

"A atmosfera mais quente contém maiores níveis de unidade, que aumentam a intensidade das chuvas", explica Brian Soden, professor da Escola Rosenstiel de Ciências Marinhas e Atmosféricas da Universidade de Miami.

Para chegar a essa conclusão, os cientistas utilizaram observações de satélites e simulações de computador com as quais analisaram a relação entre as chuvas tropicais e as mudanças na superfície terrestre, assim como o conteúdo de umidade atmosférica.

Nelas, ficou claro que nos períodos de temperaturas mais baixas houve uma redução nas precipitações, destacaram.

Em seu relatório, os pesquisadores dizem que suas observações revelam uma vinculação direta entre o clima mais aquecido e o aumento das precipitações extremas.

O aumento dessas chuvas é muito maior do que o previsto pelas atuais simulações de computador, o que sugere que as mudanças nas chuvas por causa do aquecimento global provavelmente foram subestimadas.

Segundo Soden, é crucial determinar o mais rápido possível as causas da divergência para compreender melhor as conotações do aquecimento global e o ciclo da água na Terra.

"A comparação entre as observações (de satélites) e as dos modelos de computador melhora nosso conhecimento sobre a forma como a chuva responde a um mundo cuja temperatura está aumentando", destaca no relatório Richard Allan, do Centro de Sistemas Científicos Ambientais da Universidade de Reading. EFE

Fonte - G1

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Livro mostra busca de Isaac Newton por 'código da Bíblia' sobre o fim do mundo


Pai da física moderna realizou estudo detalhado do livro do profeta Daniel e do Apocalipse.Cientista relacionava profecias com história política e religiosa da Europa até sua época.

Um livro que acaba de chegar ao Brasil ajuda a revelar um lado surpreendente de Isaac Newton (1643-1727), pai da física moderna e responsável por formular a lei da gravidade, entre outras realizações científicas fundamentais. Nas horas vagas (ou, para ser mais exato, na maior parte do tempo durante sua maturidade), Newton se dedicava a um estudo detalhado, ponto por ponto, dos escritos atribuídos ao profeta Daniel e do Apocalipse, os dois livros bíblicos mais que mais versam sobre o fim do mundo. Para o cientista britânico, as duas obras eram guias precisos para a história do mundo até sua época e continham a chave para desvendar o que aconteceria no final dos tempos.

Os estudos apocalípticos de Newton estão na obra "As profecias do Apocalipse e o livro de Daniel" (Editora Pensamento), traduzida integralmente para o português pela primeira vez. As análises newtonianas coincidem apenas em parte com o que os modernos estudiosos da Bíblia consideram ser a interpretação mais provável das Escrituras. Mas não devem ser lidas como sinal de que o cientista tinha um lado "retrógrado" ou "obscurantista", alertam especialistas. Pelo contrário: é bastante possível que a fé religiosa de Newton, e seu interesse por assuntos esotéricos, tenham facilitado suas descobertas.

"A gente tem de inverter a relação. Não é apesar de suas crenças religiosas e místicas que o Newton consegue dar o pulo do gato nos trabalhos sobre a gravidade; é justamente devido a elas", afirma José Luiz Goldfarb, historiador da ciência e professor de pós-graduação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). "Os próprios estudos bíblicos de Newton já denotam uma sensibilidade mais crítica e moderna, uma tentativa de estudar as profecias de forma quase matemática, usando cronologias detalhadas."

Pistas históricas

"A gente costuma deixar ciência e religião bem separadas, mas o fato é que os manuscritos de Newton, que chegam a 4.000 páginas, abordam principalmente esses estudos místicos e esotéricos", conta Mauro Condé, professor de história e filosofia da ciência da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). "Com a morte dele, a Universidade de Cambridge e a Royal Society [principal sociedade científica do Reino Unido, da qual ele fazia parte], que tinham um modelo para o que deveria ser o trabalho científico, privilegiaram parte da obra dele e deixaram o resto vir a público de forma meio aleatória", diz o pesquisador.

O livro em questão, publicado após a morte de Newton com base em suas anotações, é basicamente uma tentativa de desvendar o significado histórico das principais profecias do livro de Daniel (no Antigo Testamento) e do Apocalipse (livro do Novo Testamento que encerra a Bíblia cristã). Ambas as obras são caracterizadas pela riqueza de imagens simbólicas -- animais, estátuas, chifres, trombetas -- que funcionam como uma espécie de linguagem cifrada que o profeta propõe à sua audiência, e que às vezes é desvendada logo após a descrição das visões.

Newton, para quem Daniel "é um dos profetas mais claros para se interpretar", traça uma série de correspondências entre as imagens proféticas e eventos reais -- no seu esquema, por exemplo, menções a "dias" sempre se referem, na verdade, a anos, animais ferozes e poderosos correspondem a reis ou nobres, e assim por diante. Usando essa chave simbólica, o cientista se propõe a relacionar todas as grandes ocorrências da história mundial, do exílio judaico na Babilônia (a partir de 586 a.C.) à sua época, com as visões de Daniel e, em menor grau, com as de João, o autor do Apocalipse.

Romanos, bárbaros e papas

As duas principais visões do livro de Daniel se referem a uma estátua feita de vários tipos de metal precioso e não-precioso, e a uma sucessão de animais ferozes de aspecto sobrenatural. A interpretação tradicional (inclusive no interior do livro bíblico) é associar cada um dos metais e das feras a reinos que se sucederiam até o fim dos tempos, quando Deus salvaria seu povo e instauraria seu domínio sobre o mundo.

No caso da estátua, temos os metais ouro, prata, bronze, ferro e argila misturada com ferro; para Newton, a correspondência é com os impérios da Babilônia, da Pérsia, dos gregos de Alexandre Magno e de Roma; "ferro e argila" misturados significariam as nações européias oriundas do território fragmentado de Roma, fundadas a partir de reinos bárbaros. Um esquema semelhante é aplicado aos animais ferozes; Newton aproveita o fato de que um deles tem dez chifres para associá-lo aos dez reinos bárbaros europeus fundados após a queda de Roma.

Após esses dez chifres, surge mais um, "menor, e três dos primeiros foram arrancados para dar-lhe lugar. Este chifre tinha olhos idênticos aos olhos humanos e uma boca que proferia palavras arrogantes", diz o profeta. Newton afirma que esse chifre arrogante é a Igreja Católica, que havia se tornado um império ao adquirir vastas extensões de terra na Itália durante a Idade Média. O cientista traça a interpretação porque o livro de Daniel diz que o novo chifre "perseguia os santos".

Fortemente anticatólico, Newton associava a Igreja à promoção de práticas vistas por ele como demoníacas, como a adoração dos santos, bem como à perseguição dos verdadeiros cristãos. Para ele, a Igreja Católica também pode ser identificada com a Besta do Apocalipse, representada pelo número 666. Em seus cálculos, Newton dá a entender que o fim do mundo viria após a reconstrução do templo de Jerusalém, em torno do ano 2400 -- mas se abstém de apontar um ano específico.

Valeu a tentativa

Apesar do esforço interpretativo de Newton, poucos estudiosos atuais do texto bíblico vão concordar com sua análise. Para começar, enquanto o físico considerava que o livro de Daniel tinha sido escrito no século 6 a.C. pelo profeta do mesmo nome, o consenso moderno é que a obra é tardia, de meados do século 2 a.C. -- relatando, portanto, muitas coisas que já eram passado no tempo do profeta antes de se dedicar à profecia propriamente dita.

Assim, Roma e a época cristã nem seriam mencionadas em Daniel: o profeta estaria falando apenas dos reinos sucessores de Alexandre Magno que lutavam pelo controle da terra de Israel naquela época. "Seriam, portanto, profecias depois do fato", escreve Lawrence M. Wills, professor de estudos bíblicos da Episcopal Divinity School (Estados Unidos). De acordo com Wills, o chifre perseguidor dos "santos" representa, mais provavelmente, o rei sírio Antíoco Epífanes (morto em 164 a.C.), e não tem relação alguma com a Igreja Católica.

Tudo isso pode soar um bocado estranho para os que estão acostumados à separação moderna entre ciência e religião, mas José Luiz Goldfarb vê indícios dos interesses bíblicos de Newton na própria formulação da lei da gravidade. "No hebraico bíblico existe a palavra makom, que significa 'lugar'. Mas, com a evolução do pensamento rabiníco, ela passa a designar a própria divindade. O Newton cita essa palavra em seus escritos, e parece ter usado o conceito para explicar como a gravidade atuava à distância -- como a gravidade do Sol pode atrair a Terra, por exemplo. É como se entre o Sol e a Terra houvesse um makom, que é Deus, o qual está em todos os lugares", diz o pesquisador.

Goldfarb ressalta que Newton é só mais um exemplo de patrono da ciência que tinha suas idéias "fertilizadas" pelo pensamento místico de sua época. "Os dois campos se falavam e se influenciavam muito", diz. A crença monoteísta (num Deus único), se vista como um todo, também pode ter sido uma influência positiva nos primórdios da ciência e da filosofia, de acordo com Mauro Condé.

"O monoteísmo nos parece simples, mas já exige uma forma de pensamento mais sofisticada e abstrata", diz ele. "E a busca por essências da natureza, por leis ordenadas, é uma coisa que Newton compartilha com filósofos como Platão. Isso foi incorporado na teologia cristã desde o começo", afirma Condé.

Fonte - G1

Nota DDP:
A interpretação profética de Newton é extremamente alinhada com a adventista, utilizando-se do método historicista, que se encaixa com certa facilidade na análise do arco de história desta terra. Infelizmente muitos perderam esse paradigma e enveraderam para fábulas criadas por ninguém menos que um teólogo católico, que se esforçou em afastar as idéias como de Newton e de muitos reformadores. É quase surreal pensar que as igrejas de tradição reformada aceitem a interpretação daquele em detrimento da defendida destes últimos...

Catolicismo, o retorno

Qual a influência de alguém que já vendeu mais de 100 milhões de livros no mundo todo, ao declarar que depois de "passear" por várias religiões, uma espécie de busca vã, como deixou transparecer, resolveu voltar às origens (o catolicismo)?
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