sábado, 23 de abril de 2011
A Eucaristia é a união visível entre todos, diz Papa
Bento XVI celebrou a Missa da Ceia do Senhor no fim de tarde de hoje em Roma, na Basílica de São João de Latrão.
Em um momento de sua homilia, o Papa enfocou uma súplica da última ceia, “que, segundo João, Jesus repetiu quatro vezes na sua Oração Sacerdotal. Como O deve ter angustiado no seu íntimo! Tal súplica continua sem cessar sendo a sua oração ao Pai por nós: trata-se da oração pela unidade”, disse Bento XVI.
Jesus “pede que todos se tornem um só, ‘como Tu, ó Pai, estás em Mim, e Eu em Ti, que eles também estejam em nós, para que o mundo acredite’ (Jo 17, 21)”.
“Só pode haver a unidade dos cristãos se estes estiverem intimamente unidos com Ele, com Jesus. Fé e amor por Jesus: fé no seu ser um só com o Pai e abertura à unidade com Ele são essenciais.”
Portanto – afirmou Bento XVI –, “esta unidade não é algo somente interior, místico. Deve tornar-se visível; tão visível que constitua para o mundo a prova do envio de Jesus pelo Pai”.
“Por isso, tal súplica tem escondido um sentido eucarístico que Paulo pôs claramente em evidência na Primeira Carta aos Coríntios: ‘Não é o pão que nós partimos uma comunhão com o Corpo de Cristo? Uma vez que existe um só pão, nós, que somos muitos, formamos um só corpo, visto participarmos todos desse único pão’ (1 Cor 10, 16-17).”
Com a Eucaristia – disse o pontífice –, nasce a Igreja. “Todos nós comemos o mesmo pão, recebemos o mesmo corpo do Senhor, e isto significa: Ele abre cada um de nós para além de si mesmo. Torna-nos todos um só”.
“A Eucaristia é o mistério da proximidade e comunhão íntima de cada indivíduo com o Senhor. E, ao mesmo tempo, é a união visível entre todos. A Eucaristia é sacramento da unidade. Ela chega até ao mistério trinitário, e assim cria, ao mesmo tempo, a unidade visível.”
“Digamo-lo uma vez mais: a Eucaristia é o encontro pessoalíssimo com o Senhor, e no entanto não é jamais apenas um ato de devoção individual; celebramo-la necessariamente juntos. Em cada comunidade, o Senhor está presente de modo total; mas Ele é um só em todas as comunidades.”
“Por isso, fazem necessariamente parte da Oração Eucarística da Igreja as palavras: ‘una cum Papa nostro et cum Episcopo nostro’. Isto não é um mero acréscimo exterior àquilo que acontece interiormente, mas expressão necessária da própria realidade eucarística”, afirmou o Papa.
“E mencionamos o Papa e o Bispo pelo nome: a unidade é totalmente concreta, tem nome. Assim, a unidade torna-se visível, torna-se sinal para o mundo, e estabelece para nós mesmos um critério concreto.”
Segundo Bento XVI, “todos nós devemos aprender sempre de novo a aceitar Deus e Jesus Cristo como Ele é, e não como queríamos que fosse. A nós também nos custa aceitar que Ele esteja à mercê dos limites da sua Igreja e dos seus ministros”.
“Também não queremos aceitar que Ele esteja sem poder neste mundo. Também nos escondemos por detrás de pretextos, quando a pertença a Ele se nos torna demasiado custosa e perigosa.”
“Todos nós temos necessidade da conversão que acolhe Jesus no seu ser Deus e ser Homem. Temos necessidade da humildade do discípulo que segue a vontade do Mestre.”
“Nesta hora, queremos pedir-Lhe que nos fixe como fixou Pedro, no momento oportuno, com os seus olhos benévolos, e nos converta”, disse o Papa.
Fonte - Zenit
Nota DDP: Sempre interessante se considerar que não se trata apenas de contornos do ecumenismo, ou a simples promoção da eucaristia como fator de união entre as religiões, mas o pano de fundo está em reunir as confissões em torno da celebração eucarística dominical, o sonhado dia de adoração comum buscado pelo papa.
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Igreja Católica e Conselho Ecumênico das Igrejas estabelecem encontro anual
Este é o "fruto mais maduro da recente visita a Roma do secretário-geral do Conselho Ecumênico das Igrejas de Genebra", o pastor luterano norueguês Olav Fykse Tveit, de acordo com a edição de ontem do L'Osservatore Romano.
O novo encontro anual tem como objetivo "definir uma metodologia de testemunho e anúncio comum do Evangelho, para falar ao mundo com uma só voz, especialmente sobre questões éticas e teológicas", disse o jornal vaticano.
Estes novos encontros são realizados a cada ano em um âmbito mais próximo que o do grupo misto de trabalho conjunto da Igreja Católica e do Conselho Ecumênico das Igrejas, atualmente o principal instrumento de suas relações. Este órgão consultivo foi criado em 1965 e é formado por 36 membros, 18 de cada parte.
A decisão de criar esses encontros anuais foi tomada especificamente durante a visita de Tveit ao presidente do Conselho Pontifício para a Unidade dos Cristãos, cardeal Kurt Koch.
Isso foi possível graças às "relações positivas" que existem atualmente entre a Igreja Católica e o Conselho Ecumênico das Igrejas, disse o oficial do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos que acompanhou o reverendo Tveit em todas as fases de sua estadia em Roma, Pe. Gosbert Byamungu.
Segundo Byamungu, essas relações "ajudam todo movimento" e quando, "como no nosso caso, há amizade e confiança, podemos começar a falar sobre os problemas mais urgentes e difíceis, que até agora foram evitados".
Durante sua visita a Roma, o secretário-geral do Conselho Ecumênico das Igrejas foi recebido no Vaticano, onde teve um encontro com Bento XVI e com representantes da Secretaria de Estado e do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos.
Ele estava acompanhado pelo secretário-geral adjunto do Ecumênico das Igrejas, Georges Lemopoulos, e por John Gibaut, diretor da Comissão Fé e Constituição, da qual Joseph Ratzinger foi membro entre 1968 e 1975.
A audiência com o Papa durou cerca de quinze minutos; nela, Bento XVI encorajou Tveit em sua missão e lhe garantiu o apoio da Igreja Católica.
De acordo com um comunicado publicado no site do Conselho Ecumênico das Igrejas, no encontro, Bento XVI e o pastor Tveit abordaram vários temas, incluindo a unidade visível da Igreja.
O Papa expressou interesse em "como estamos desenvolvendo e planejando nosso trabalho futuro", disse Tveit.
Além disso, Bento XVI pediu para "colocar a Bíblia no centro das conversações e reflexões teológicas para aumentar a unidade visível dos cristãos".
O Papa e o secretário-geral do Conselho Ecumênico das Igrejas também discutiram a situação dos cristãos no Oriente Médio e como apoiá-los.
Eles observaram a diminuição do número de cristãos, particularmente no Iraque, e discutiram a situação em Israel e nos Territórios Palestinos, onde, segundo Tveit, "as igrejas devem dar testemunho na unidade".
O secretário-geral do Conselho Ecumênico das Igrejas explicou que o Papa e ele compartilharam a ideia de que, no Oriente Médio, "a situação das igrejas está ligada ao contexto político e à realidade política".
Durante a reunião, eles discutiram a situação no Sudão, país que sediará um referendo, no dia 9 de janeiro de 2011, sobre a independência do sul, e que Tveit visitará em breve.
O pastor luterano destacou que, "neste contexto, a Igreja Católica Romana é um ator extremamente importante e em Cartum, a Igreja tem uma presença muito visível e forte".
No mesmo sábado, o secretário-geral do Conselho Ecumênico das Igrejas visitou a necrópole vaticana e a Basílica de São Pedro, assim como a mesa dos pobres de Sant'Egidio; e participou da Missa em Santa Maria in Trastevere.
No domingo, Tveit pronunciou uma homilia por ocasião de uma celebração numa igreja metodista de Roma, teve uma reunião com representantes das congregações protestantes romanas e foi recebido pela presidente do Movimento dos Focolares, Maria Voce, na sede do Centro Mundo Melhor, em Rocca di Papa.
Fonte - Zenit
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
A unidade dos cristãos e o domingo
Cidade do Vaticano, 19 Jan (Ecclesia) – Bento XVI apresentou hoje quatro “pilares” que considera necessários para a construção da unidade dos cristãos, lamentando que as divisões entre Igrejas não permitam celebrar em conjunto a Eucaristia.“Durante esta semana é particularmente viva a amargura pela impossibilidade de partilha a própria mesa eucarística, sinal que estamos ainda longe da realização daquela unidade pela qual Cristo orou”, constatou.
A audiência pública desta semana aconteceu no segundo dos oito dias da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos.
Ao recordar que “a história do movimento ecuménico é assinalada por dificuldades e incertezas", Bento XVI salientou que ela é “também uma história de fraternidade, de cooperação e de partilha humana e espiritual.
No seu discurso, o Papa desenvolveu os quatro elementos do tema da Semana pela Unidade dos Cristãos, ‘Eram assíduos na escuta do ensinamento dos apóstolos e na união fraterna, na fracção do pão e na oração’, frase que evoca a experiência da comunidade de Jerusalém tal como é narrada no livro bíblico dos Actos dos Apóstolos (séc. I).
Para Bento XVI, as características que definem o primeiro grupo de cristãos como espaço “de unidade e de amor” continuam a representar “os pilares da vida de toda a comunidade cristã e constituem também o único fundamento sólido sobre o qual avançar na construção da unidade visível da Igreja”.
Referindo-se à primeira particularidade dos cristãos de Jerusalém, o Papa salientou que “ainda hoje a comunidade dos crentes reconhece na referência ao ensinamento dos apóstolos a norma da própria fé”.
No que respeita à união fraterna, segundo tópico do tema da Semana de Oração, Bento XVI sublinhou que, à semelhança do que aconteceu “ao tempo da primeira comunidade cristã”, ela continua a ser hoje “a expressão mais tangível, sobretudo para o mundo externo, da unidade entre os discípulos” de Cristo.
A intervenção de Bento XVI centrou-se também “fracção do pão”, termo que evoca o relato bíblico em que dois viajantes que faziam o trajecto entre Jerusalém e Emaús com Cristo apenas o reconheceram quando, na refeição tomada ao anoitecer, ele partiu o pão.
“A comunhão com o sacrifício de Cristo é o cume da nossa união com Deus e representa por isso também a plenitude da unidade” dos cristãos, disse o Papa, que lamentou não poder ser possível concretizá-la em conjunto.
No entender de Bento XVI, esta “experiência dolorosa”, que confere uma “dimensão penitencial” à oração de todos os cristãos, “deve tornar-se motivo de um empenho ainda mais generoso da parte de todos”, para que, “removidos os obstáculos à plena comunhão”, chegue o dia em que seja possível “partir juntos o pão eucarístico e beber do mesmo cálice”.
A oração, por seu lado, “é desde sempre a atitude constante dos discípulos de Cristo” que possibilita a abertura “à fraternidade”, “ao perdão e à reconciliação”.
O Papa realçou que os cristãos têm “uma responsabilidade comum” para o mundo, ao oferecer um “forte testemunho” que os torne “portadores de uma mensagem que oriente e ilumine os caminhos” da humanidade, “muitas vezes privados de pontos de referência claros e válidos”.
Bento XVI deixou uma saudação em português, exortando os peregrinos lusófonos ali presentes “a perseverar na oração, pedindo a Deus o dom da unidade, a fim de que se cumpra no mundo inteiro o seu desígnio de salvação”.
Fonte - Ecclesia
Nota DDP:
Dies Domini - Capítulo III - A assembleia eucarística, alma do domingo
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A dimensão eclesial intrínseca da Eucaristia realiza-se todas as vezes que esta é celebrada. Mas com maior razão, exprime-se no dia em que toda a comunidade é convocada para relembrar a ressurreição do Senhor. De modo significativo, o Catecismo da Igreja Católica ensina que « a celebração dominical do Dia e da Eucaristia do Senhor está no centro da vida da Igreja ».
33. De fato, é precisamente na Missa dominical que os cristãos revivem, com particular intensidade, a experiência feita pelos Apóstolos na tarde de Páscoa, quando, estando eles reunidos, o Ressuscitado lhes apareceu (cf. Jo 20,19).
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36. A assembleia dominical é lugar privilegiado de unidade: ali, com efeito, se celebra o sacramentum unitatis, que caracteriza profundamente a Igreja, povo reunido « pela » e « na » unidade do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
As intenções são absolutamente claras: reunir os cristãos no domingo.
quinta-feira, 6 de setembro de 2007
Bento XVI e a questão ecumênica
Bento XVI enviou uma mensagem aos participantes na III Assembleia Ecuménica Europeia, reunidos desde ontem em Sibiu (Roménia), deixando votos de que o encontro "faça progredir o caminho ecuménico rumo à recomposição da plena e visível unidade de todos os cristãos".Falando do "importante encontro" de Sibiu, na Roménia, o Papa refere que o diálogo entre as várias Igrejas e confissões cristãs "é uma prioridade pastoral que quis sublinhar desde o início do meu pontificado". "O empenho na busca da unidade visível de todos os cristãos é essencial para que a luz de Cristo possa resplandecer sobre todos os homens", escreve.
Fonte - Ecclesia
Até aqui nenhuma novidade, uma vez que já houveram outras manifestações congêneres sobre as questões supra sublinhadas. O que me chamou a atenção foi a afirmação abaixo:
"Há dois elementos que devem orientar-nos em nosso compromisso: o diálogo da verdade e o encontro no sinal da fraternidade." (Bento XVI)
Fonte - Zenit
"Unidade visível" no mesmo plano de argumentação de um "sinal" que identifica os cristãos? Qual será o sinal que será adotado para caracterizar essa realidade? Será o sinal de Deus, ou o dos homens?
Ezequiel 20:20 santificai os meus sábados, pois servirão de sinal entre mim e vós, para que saibais que eu sou o SENHOR, vosso Deus.
NOTA (Minuto Profético): A autoridade da Igreja, ou tradição, só tem peso normativo quando estiver em conformidade com as Escrituras. A autoridade da Palavra de Deus sempre deve estar acima da tradição dos homens, caso contrário, o ser humano estará colocando seu destino eterno em perigo. "Por que transgredis vós também o mandamento de Deus, por causa da vossa tradição?... E, assim, invalidastes a palavra de Deus, por causa da vossa tradição. Hipócritas! Bem profetizou Isaías a vosso respeito, dizendo: Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. E em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens" (Mt 15:3,6-9). "Nada acrescentareis à palavra que vos mando, nem diminuireis dela, para que guardeis os mandamentos do Senhor, vosso Deus, que eu vos mando" (Dt 4:2). Um exemplo claro da autoridade da Igreja sobrepondo-se à autoridade das Escrituras está no fato da tradição Católica Romana ter mudado a guarda do sábado bíblico (sétimo dia) para o descanso dominical sem autorização das Escrituras.
sexta-feira, 17 de novembro de 2006
O Papa aplaude os avanços em ecumenismo e anima a enfrentar os desafios pendentes
VATICANO, 17 Nov. 06 (ACI) .- Ao receber hoje no Vaticano os membros do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, o Papa Bento XVI destacou os avanços e acontecimentos que favoreceram o movimento ecumênico nas últimos décadas e assinalou os obstáculos a serem resolvidos para obter o "objetivo imutável" de obter a unidade plena e visível da Igreja . Em audiência com os participantes na sessão plenária do Pontifício Conselho que esteve dedicada ao tema "A situação ecumênica em mutação", o Santo Padre fez notar que apesar de que as grandes mudanças do mundo repercutem também na Igreja, "o objetivo do movimento ecumênico é imutável: a unidade visível da Igreja". Neste sentido, recordou que o Concílio Vaticano II "considerou uma de suas metas principais o restabelecimento da unidade plena entre todos os cristãos e esta meta é também a minha".
Em seu discurso breve, o Pontífice recordou "a sala do Concílio, onde os observadores delegados das outras Igrejas e comunidades eclesiais estavam atentos, mas silenciosos. Esta imagem cedeu o passo nas décadas sucessivas à realidade de uma Igreja em diálogo. O silêncio se transformou em palavra de comunhão. Levou-se a cabo um trabalho enorme no âmbito universal e local. Tornou-se a descobrir e a restabelecer a fraternidade entre todos os cristãos como condição de diálogo, de cooperação, de oração comum e de solidariedade".
Ao se referir aos esforços em favor do ecumenismo de João Paulo II, o Santo Padre rememorou "a experiência de comunhão vivida com os representantes de outras Igrejas e comunidades eclesiais" no funeral de seu predecessor e na inauguração de seu pontificado. "A participação na dor e a alegria é sinal visível da nova situação entre os cristãos", comentou.
Fonte - ACIA vasta diversidade de crenças nas igrejas protestantes é por muitos considerada como prova decisiva de que jamais se poderá fazer esforço algum para se conseguir uma uniformidade obrigatória. Há anos, porém, que nas igrejas protestantes se vem manifestando poderoso e crescente sentimento em favor de uma união baseada em pontos comuns de doutrinas. Para conseguir tal união, deve-se necessariamente evitar toda discussão de assuntos em que não estejam todos de acordo, independentemente de sua importância do ponto de vista bíblico. (O Grande Conflito - Ellen G. White - Pág. 444)
segunda-feira, 10 de setembro de 2007
A questão do ecumenismo
"Os valores do mundo nasceram na Europa, os valores da Europa são cristãos. É triste ver que muitas pessoas e personalidades políticas desprezam, e são incapazes de aceitar esse fato"_ disse o purpurado.
Pouco antes, o cardeal O'Connor lançara um apelo em favor da unidade dos cristãos no continente europeu, afirmando: "Queremos a unidade, rezamos e nos empenhamos em trabalhar por essa unidade."
Fonte - Rádio Vaticano
Igrejas divididas, co-responsáveis pela secularização da Europa
SIBIU, domingo, 9 de setembro de 2007 (ZENIT.org).- As divisões entre católicos, ortodoxos e evangélicos «são co-responsáveis pelas divisões na Europa e pela secularização do continente», afirma o cardeal Walter Kasper, presidente do Conselho Pontifício para a Unidade dos Cristãos.
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«Queríamos dar testemunho da Verdade, o que esperamos também das outras Igrejas, como seguramente fazem», sublinhou.
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Mais tarde, o cardeal relacionou a questão da unidade visível e plena de todos os cristãos com o destino da Europa.
«O perigo principal não está representado tanto pela oposição atéia, mas pelo esquecimento de Deus – já que simplesmente se passa por cima dos preceitos de Deus –, pela indiferença, pela superficialidade, pelo individualismo e pela falta de disponibilidade a comprometer-se em favor do bem comum e a saber sacrificar-se por este fim», acrescentou.
Fonte - Zenit
Ignorância e relativismo moral, inimigos do ecumenismo
SIBIU, sexta-feira, 7 de setembro de 2007 (ZENIT.org).- O cardeal Peter Erdo, presidente do Conselho de Conferências Episcopais da Europa (CCEE), exortou os participantes na III Assembléia Ecumênica Européia (EEA3), que acontece em Sibiu, Romênia, a dar a conhecer o cristianismo em sua verdadeira essência e a combater o atual relativismo moral entre os cristãos das diversas confissões.
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O metropolita Kirill insistiu na necessidade de os cristãos defenderem «as normas éticas» comuns e buscar aliados em outras religiões que comportam posturas morais semelhantes.
Fonte - Zenit
Papa diz que Ocidente está em crise porque é incapaz de distinguir a verdade
MARIAZELL (Áustria) - O papa Bento 16 cumpriu hoje seu objetivo de peregrinar ao santuário mariano austríaco de Mariazell, onde disse que o Ocidente e a Europa estão em crise porque são "incapazes" de distinguir a verdade "e se resignaram".
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Em sua homilia, o papa afirmou que o Cristianismo é muito diferente de um sistema moral, de exigências ou leis, e que os mandamentos são um "'sim' a Deus, que nos ama, nos guia e nos deixa nossa liberdade".
Os mandamentos, acrescentou, são um "sim à família, à vida, ao amor responsável, à solidariedade, à responsabilidade social, à justiça, à verdade e ao respeito ao próximo".
Fonte - Último Segundo
Nota DDP:
Não é preciso nenhum esforço interpretativa para se visualizar, com clareza meridiana, que a profusão de notícias deste final de semana indicam, de forma absolutamente cristalina, a diretiva de conclamar os mais diversos segmentos religiosos a perseguirem a unidade, em combate à secularização, o que deve ser feito pela aplicação da verdade e pela observância de normas éticas comuns. Neste contexto, o Vaticano não se furtou a cravar o que venha a ser "a verdade", demonstrando que esta se revela na observância dos mandamentos.
A conexão realizada com o ateísmo e o relativismo moral, que devem ser combatidos pela obdiência aos preceitos de Deus, destaque reiterado por manifestação veiculada também na última semana, deixa claro que o domingo virá como solução para demonstração da unidade, do combate a secularização, da adoção da verdade e de normas éticas comuns.
E isso é uma enorme contrafação às determinações bíblicas:
"Foi para conservar esta verdade sempre perante o espírito dos homens que Deus instituiu o sábado no Éden; e, enquanto o fato de que Ele é o nosso Criador continuar a ser razão por que O devamos adorar, permanecerá o sábado como sinal e memória disto. Tivesse sido o sábado universalmente guardado, os pensamentos e afeições dos homens teriam sido dirigidos ao Criador como objeto de reverência e culto, jamais tendo havido idólatra, ateu, ou incrédulo. A guarda do sábado é um sinal de lealdade para com o verdadeiro Deus, "Aquele que fez o céu, e a Terra, e o mar, e as fontes das águas". Segue-se que a mensagem que ordena aos homens adorar a Deus e guardar Seus mandamentos, apelará especialmente para que observemos o quarto mandamento." (O Grande Conflito - Ellen G. White - Pág. 336)
quarta-feira, 24 de janeiro de 2007
A importância do Baptismo na questão ecuménica
A Comissão Episcopal para a Doutrina da Fé (CEDF, católica) e o Conselho Português de Igrejas Cristãs (COPIC) continuam a discutir o reconhecimento mútuo dos baptismos nas Igrejas Católica, Presbiteriana, Metodista, Lusitana e Anglicana em Portugal.
As duas organizações discutem esta matéria há anos, mas como nem a CEDF nem a COPIC assumem decisões em nome das suas Igrejas, nesta matéria, a questão está dependente da concordância das diversas comunidades religiosas.
João Duque, secretário da CEDF, confirmou no início da semana de oração pela unidade dos cristãos que o texto está elaborado e se encontra em fase de estudo, do lado das Igrejas cristãs não-católicas. Após o acordo entre estas, o documento será discutido de novo com a CEDF, para se tentar chegar à aprovação definitiva.
A Igreja Católica já deixou clara a orientação de que se avance no sentido do “reconhecimento mútuo”, seja no Directório para a aplicação dos princípios e das normas sobre o ecumenismo, seja através de uma recente intervenção do presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos, Cardeal Walter Kasper.
Esta decisão ultrapassa em muito o plano “burocrático” de se evitar um novo Baptismo, quando alguém decide mudar de Igreja.
O decreto sobre o ecumenismo do Concílio Vaticano II, “Unitatis Redintegratio”, lembra no seu n.º 3 que todos os cristãos “justificados no Baptismo pela fé, são incorporados a Cristo, e, por isso, com direito se honram com o nome de cristãos e justamente são reconhecidos pelos filhos da Igreja católica como irmãos no Senhor.”
João Paulo II, na sua encíclica sobre a Unidade dos Cristãos, “Ut Unum Sint”, assegura que o reconhecimento dessa fraternidade “não é a consequência de um filantropismo liberal ou de um vago espírito de família, mas está enraizado no reconhecimento do único Baptismo” (n.º 42).
O “Directório para a aplicação dos princípios e das normas sobre o ecumenismo” pede explicitamente um reconhecimento recíproco e oficial dos Baptismos. Isto está muito para além de um simples acto de cortesia ecuménica e constitui uma afirmação básica na concepção do que é a Igreja.
As implicações teológicas, pastorais e ecuménicas do Baptismo comum são muitas e importantes. Definido-se uma unidade fundamental, embora ainda parcial, pode-se passar, como defende a encíclica de João Paulo II, “àquela unidade visível, necessária e suficiente, que se inscreva na realidade concreta, para que as Igrejas realizem verdadeiramente o sinal daquela comunhão plena na Igreja una, santa, católica e apostólica, que se há-de exprimir na concelebração eucarística” (n.º78).
O compromisso que as Igrejas cristãs em Portugal desejam assumir reveste-se, assim, de uma importância central, no sentido em que constitui um passo decisivo no caminho da Unidade.
Mais sobre o ecumenismo, aqui.
terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
Conselho Mundial admitiu novas Igrejas Membros
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«Esta reunião nos permitiu reforçar os programas do Conselho e avançar como Igrejas em muitos aspectos em nosso caminho ecumênico, com o fim de exortar-nos umas a outras à unidade visível», disse o moderador do Comitê Central, Walter Altmann, na conferência de imprensa de encerramento, segundo informa o site do CMI.
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A Igreja Católica não está afiliada, ainda que mantenha uma relação de trabalho regular com o Conselho Mundial.
Fonte - Zenit
Nota DDP:
Interassantíssimo como a ICAR influencia de forma quase suprema os demais ramos cristãos, a ponto de reunir um número expressivo de igrejas, a matéria fala em mais de 2.000, fazer com que estas ressoem seu discurso, o da unidade visível, isso tudo SEM fazer parte da CMI. Simplesmente amazing...
Ap. 13:3-4
E vi uma das suas cabeças como ferida de morte, e a sua chaga mortal foi curada; e toda a terra se maravilhou após a besta. E adoraram o dragão que deu à besta o seu poder; e adoraram a besta, dizendo: Quem é semelhante à besta? Quem poderá batalhar contra ela?
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
Bento XVI: Esforço ecuménico deve contribuir para solucionar crise de fé
Cidade do Vaticano, 15 nov 2012 (Ecclesia) – Bento XVI alertou hoje, no Vaticano, para a importância do esforço ecuménico das Igrejas cristãs se afirmar como solução para a crise de fé que percorre a sociedade.
Durante um encontro com participantes de uma assembleia plenária do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos (CPUC), o Papa sublinhou que a situação das pessoas que “já não consideram como privação a ausência de Deus da sua vida constitui um desafio para todos”.
Indo ao encontro do tema da assembleia, “a importância do ecumenismo para a nova evangelização”, Bento XVI recordou ainda que “dar testemunho do Deus vivo é um imperativo” comum a qualquer das crenças fiéis a Jesus Cristo, “apesar da incompleta comunhão eclesial que ainda experimentam”.
O Papa concluiu a sua intervenção incentivando os membros do CPUC a empenharem-se na sua missão “com todas as forças”, reconhecendo, no entanto, que a “unidade” pretendida “é dom de Deus”.
Presidido pelo cardeal suíço Kurt Cardeal Koch, o Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos teve a sua origem em 1960, sob a inspiração do Papa João XXIII.
Entre outras funções, o organismo cuida da interpretação e execução dos princípios ecuménicos estabelecidos durante o Concílio Vaticano II (1962-1965) e coordena iniciativas nacionais e internacionais destinadas a promover a unidade dos cristãos.
"Não devemos nos esquecer que o objetivo do ecumenismo é a unidade visível entre os cristãos divididos. Testemunhar o Deus vivo é o imperativo mais urgente para todos os cristãos, apesar da comunhão eclesial incompleta que ainda experimentamos" – sublinhou o pontífice.
"Não devemos nos esquecer o que nos une, ou seja, a fé em Deus, Pai e Criador" – explicou o Santo Padre, observando que "à luz da prioridade da fé, entendemos a importância dos diálogos teológicos e conversas com as Igrejas e comunidades eclesiais onde a Igreja Católica está engajada".
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
Papa convida cristãos a trabalharem pelo ecumenismo
O Papa dedicou a catequese de hoje a refletir sobre a passagem de Ezequiel que se escolheu como lema desta semana e na qual o profeta toma os lenhos, símbolo do Israel dividido, para realizar uma profecia sobre sua reunião futura.
Em primeiro lugar, destacou que a questão da unidade dos cristãos não é secundária, mas que «está conectada com a vida e a própria missão da Igreja no mundo», como o próprio Cristo assinalou na Última Ceia.
A Igreja, afirmou, «deve viver uma unidade que só pode derivar de sua unidade com Cristo, com sua transcendência, como sinal de que Cristo é a verdade. Esta é nossa responsabilidade: que seja visível para o mundo o dom de uma unidade em virtude da qual nossa fé se torne crível».
Por isso, convidou reiteradamente os cristãos a que tomem «consciência da urgência de trabalhar de todas as formas possíveis para chegar a este grande objetivo».
Contudo, esta unidade plena necessita como condição prévia a «purificação» dos cristãos dos «elementos estranhos à fé» e uma «maior fidelidade à vocação de Deus».
«Na dispersão entre os gentios, os israelenses haviam conhecido cultos errôneos, haviam assimilado concepções de vida equivocadas, haviam assumido costumes alheios à lei divina», explicou o Papa. «A esta renovação devemos estar abertos também nós, porque também nós, dispersos entre os povos do mundo, aprendemos costumes muito distantes da Palavra de Deus.»
«O ecumenismo verdadeiro não existe sem a conversão interior, porque o desejo da unidade nasce e amadurece na renovação da mente, na abnegação de si mesmo e no exercício pleno da caridade», acrescentou.
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Fonte - Zenit
Nota DDP: Ontem foi deixada no ar uma indagação sobre qual seria o sentido da conversão invocada por BXVI. Hoje um delineador da resposta: à lei divina. Logicamente aquela constante do CIC, não a de Êxodo 20.
terça-feira, 28 de janeiro de 2014
Papa Francisco volta a pedir que católicos e evangélicos se unam
O Papa Francisco vem reforçando sua postura ecumênica, tentando aproximar-se das outras correntes do Cristianismo como os ortodoxos e os evangélicos. Neste sábado (25) durante o encerramento da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, que ocorreu na Basílica de São Paulo Fora dos Muros, ele fez orações em companhia do representante do Patriarcado ecumênico de Constantinopla, Gennadios Zervos, e o representante do arcebispo de Cantuária e chefe da Comunhão Anglicana, o pastor David Moxon.Durante a missa na basílica, estavam diversos representantes ortodoxos, anglicanos e de outras comunidades cristãs, e o sermão do Papa teve como tema “Estará Cristo dividido?”, baseado no texto de 1 Coríntios 1:13. É simbólica a presença de representantes da Igreja Ortodoxa, que teve um cisma com a Igreja católica no século 11 e também membros da Igreja Protestante (ou evangélica) que no século 16 rompeu com Roma.
Com grande tristeza, o pontífice lembrou as divisões históricas da Igreja Cristã, que deu origem a muitos conflitos ao redor do mundo. Mas Francisco preferiu exortar os cristãos a serem todos um, ressaltando que isso não deveria ser fruto de estratégias humanas.
Durante o sermão, asseverou: “Nesta tarde, encontrando-nos aqui reunidos em oração, sentimos que Cristo – que não pode ser dividido – quer atrair-nos a Si, aos sentimentos do seu coração, ao seu abandono total e íntimo nas mãos do Pai, ao seu esvaziar-se radicalmente por amor da humanidade. Só Ele pode ser o princípio, a causa, o motor da nossa unidade. As nossas divisões ferem o corpo de Cristo, ferem o testemunho que somos chamados a prestar-lhe no mundo…. Cristo fundou uma única Igreja… Queridos amigos, Cristo não pode estar dividido! Esta certeza deve incentivar-nos e suster-nos a continuar, com humildade e confiança, o caminho para o restabelecimento da plena unidade visível entre todos os crentes em Cristo”.
O papa Francisco lembrou ainda que outros papas como João XXIII e João Paulo II defendiam o ecumenismo, mas que isso precisa ser ampliado. Portanto, dispõe-se a ser um instrumento para isso. Ao falar dos obstáculos para a unidade, pediu para que os cristãos continuem tendo humildade para superar “os nossos conflitos, nossas divisões e nosso egoísmo”.
Não é a primeira vez que Francisco anuncia sua disposição de unir mais católicos e evangélicos. No ano passado, logo após o anúncio do nome do novo papa, a Aliança Evangélica Mundial afirmou que iria apoiar Francisco. Meses depois, durante a JMJ, o papa entrou em uma igreja Assembleia de Deus no Rio de Janeiro, para orar com evangélicos ali presentes. Mais recentemente, afirmou que católicos e evangélicos deviam pedir perdão mutuamente e invocar “o dom da unidade”.
Os evangélicos não sãos os únicos que Francisco tenta aproximar do Vaticano, tendo convocado membros de todas as religiões do mundo a se unir, pois isso seria mais um passo na busca pelo bem comum. O Vaticano já anunciou que Francisco deseja se reunir com os líderes das principais religiões do mundo para discutirem um esforço conjunto pela paz e harmonia mundial.
Nota DDP: Nenhuma novidades, apenas cumprimento profético em seu estado mais básico.
sábado, 18 de janeiro de 2014
Visita do Papa à Terra Santa é mais um estímulo para a unidade das Igrejas cristãs
“O encontro anunciado para maio, em Jerusalém, entre o Papa Francisco e o Patriarca Bartolomeu de Constantinopla, cuja finalidade principal é comemorar o histórico encontro dos seus predecessores há 50 anos no mesmo local, pode servir de estímulo para recuperar um entusiasmo renovado no caminho da unidade visível das Igrejas e à reflexão do tipo de primado nelas exercido”, escreve o padre Hugo Santos num artigo de opinião publicado no semanário digital ECCLESIA desta quinta-feira.
“O Papa afirma que será uma peregrinação de oração, decerto também pela causa do ecumenismo”, acrescenta.
No dia 5 de janeiro de 1964, em Jerusalém, o Papa Paulo VI encontrou-se com o Patriarca Atenágoras de Constantinopla, “o bispo que preside na honra a todos os fiéis ortodoxos, e cujo predecessor, Miguel Cerulário, tinha sido excomungado pelos enviados de Roma a Constantinopla, no século XI, dando início formal ao Cisma do Oriente que progressivamente foi separando cristãos católicos e ortodoxos ao longo dos séculos”, relata o padre Hugo Santos, capelão da Universidade Católica Portuguesa.
Na opinião do padre Hugo Santos este momento marcou um “passo necessário” que teve como desenvolvimento, em 1979, o estabelecimento da Comissão Internacional Conjunta da Igreja Católica e da Igreja Ortodoxa, pelo Papa João Paulo II e o Patriarca Demétrio de Constantinopla e cuja missão é “o aprofundar de ambas as partes do conhecimento mútuo do património doutrinal, litúrgico e tradicional das Igrejas em ordem ao caminho da unidade que se manifesta sempre como dom de Deus”, explica.
A partir dessa altura ocorreram algumas dificuldades em especial no que diz respeito “ao entendimento comum sobre a missão do Papa, o chamado ministério petrino, visto que os ortodoxos reconhecem no sucessor de Pedro um primado de honra e de caridade, mas não de jurisdição, ou seja o Papa, para os ortodoxos, não teria um poder imediato, pleno e universal sobre todas as Igrejas particulares, como aquele que o Papa tem na Igreja Católica em relação a todas as dioceses, e por isso, na conceção ortodoxa do primado, o Papa teria apenas um poder representativo como sinal de unidade entre todas as Igrejas”, conclui o capelão da Universidade Católica Portuguesa no artigo de opinião publicado no semanário digital ECCLESIA desta quinta-feira.
O Papa Francisco visita a Terra Santa entre 24 e 26 de maio que tem como objetivo principal assinalar o 50º aniversário do histórico encontro entre Paulo VI e o patriarca Atenágoras da Igreja Ortodoxa.
Francisco vai passar pela capital da Jordânia, Amã, por Belém, na Palestina e Jerusalém, onde se vai encontrar na Basílica do Santo Sepulcro com todos os representantes das Igrejas cristãs.”
Fonte: Agência Ecclesia
Nota O Tempo Final: seria muito ingénuo pensar que os objetivos da visita papal à Terra Santa se iriam resumir às questões da paz e segurança, nomeadamente na Síria.
Esta admissão do Padre Hugo Santos apenas confirma o que esperávamos: este é mais um esforço para trazer todos até ao regaço de Roma.
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Bispos da Ásia destacam poder unificador da Eucaristia
Assim assinala a mensagem final da nona edição da Assembleia Plenária da Federação das Conferências Episcopais Asiáticas (FABC), realizada em Manila (Filipinas), de 10 a 16 de agosto, com o tema “Viver a eucaristia na Ásia”.
“Neste sacramento, o Deus da unidade vem preencher e dotar nossa vida – pessoal e social – entregando-nos o dom da união com Ele e com o próximo”, indica a mensagem.
“Nossas celebrações deveriam suscitar em todos a coragem para construir autênticas comunidades que reconciliem, perdoem e cuidem dos pobres e dos marginalizados”, acrescenta a mensagem final do encontro, que acontece a cada quatro anos.
O documento, divulgado nesse domingo, indica que “o amor aperfeiçoado no sacrifício oferecido por Jesus e renovado na Eucaristia gera um estilo de vida de amor sacrificado” e que “só isto pode conseguir verdadeira harmonia e paz”.
“A alma da Ásia tem sede de harmonia universal –destaca. A Eucaristia responde a esta busca; todo cristão e toda comunidade devem converter-se no que celebram: unidade na diversidade”.
Os bispos delegados participantes da reunião defenderam uma “cultura da escuta” que acolhe a Palavra de Deus de uma maneira contemplativa, “como a Virgem Maria”.
Em sua mensagem, lançam um chamado à esperança, destacando a Eucaristia como “uma memória capaz de curar o trauma do desespero”.
E também um chamado à missão: “Nossas celebrações eucarísticas precisam tocar os corações dos asiáticos, que amam a cor, as flores, os símbolos, a música e a contemplação”, indica a mensagem.
A IX reunião plenária da FABC, com 117 participantes, concluiu no domingo com uma celebração eucarística presidida pelo enviado papal, o cardeal Francis Arinze, no Centro Pio XII de Manila.
Na homilia, o purpurado destacou cinco elementos do sacrifício da missa: a fé e a reverência devida à Eucaristia; o modo digno e apropriado de celebrar o Mistério; a Palavra de Deus e a Eucaristia; a celebração eucarística e a inculturação, e a função do bispo diocesano.
Também assinalou o lugar central da Eucaristia no culto divino, citando a encíclica de João Paulo II Ecclesia de Eucharistia e a exortação apostólica de Bento XVI Sacramentum Caritatis.
“Estamos convencidos de que uma celebração da Eucaristia significativa, contemplativa, de experiência e oração –destaca a mensagem final do encontro– tem o potencial de fazer das comunidades cristãs da Ásia poderosas testemunhas de Jesus, testemunhas portadoras de sua presença, seu amor e seu poder curativo”.
Fonte - Zenit
Nota DDP: Consta da Ecclesia de Eucharistia:
"Por isso, os fiéis católicos, embora respeitando as convicções religiosas destes seus irmãos separados ["comunidades eclesiais" - não católicos], devem abster-se de participar na comunhão distribuída nas suas celebrações, para não dar o seu aval a ambiguidades sobre a natureza da Eucaristia e, consequentemente, faltar à sua obrigação de testemunhar com clareza a verdade. Isso acabaria por atrasar o caminho para a plena unidade visível. De igual modo, não se pode pensar em substituir a Missa do domingo por celebrações ecuménicas da Palavra, encontros de oração comum com cristãos pertencentes às referidas Comunidades eclesiais, ou pela participação no seu serviço litúrgico. Tais celebrações e encontros, em si mesmos louváveis quando em circunstâncias oportunas, preparam para a almejada comunhão plena incluindo a comunhão eucarística, mas não podem substituí-la.
...
Esta eficácia peculiar que tem a Eucaristia para promover a comunhão é um dos motivos da importância da Missa dominical. Já me detive sobre esta e outras razões que a tornam fundamental para a vida da Igreja e dos fiéis, na carta apostólica sobre a santificação do domingo Dies Domini, recordando, para além do mais, que participar na Missa é uma obrigação dos fiéis, a não ser que tenham um impedimento grave, pelo que aos Pastores impõe-se o correlativo dever de oferecerem a todos a possibilidade efectiva de cumprirem o preceito. Mais tarde, na carta apostólica Novo millennio ineunte, ao traçar o caminho pastoral da Igreja no início do terceiro milénio, quis assinalar de modo particular a Eucaristia dominical, sublinhando a sua eficácia para criar comunhão: « É o lugar privilegiado, onde a comunhão é constantemente anunciada e fomentada. Precisamente através da participação eucarística, o dia do Senhor torna-se também o dia da Igreja, a qual poderá assim desempenhar de modo eficaz a sua missão de sacramento de unidade »."
Como já debatido em outras oportunidades, os dois pontos fulcrais estabelecidos pelo potificado de BXVI: ecumenismo e santificação do domingo. Neste compasso a importância da celebração eucarística como sinal da unidade buscada.
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
Orações pela unidade dos cristãos
O objetivo é «Para que a Igreja aumente seu esforço pela plena unidade visível, de modo que manifeste cada vez mais seu rosto de comunidade de amor, onde se reflete a comunhão do Pai, do Filho e do Espírito Santo» disse o papa.
Fonte: http://www.zenit.org/article-17174?l=portuguese 2008-01-06
Fonte - Cristo Voltará
quarta-feira, 25 de abril de 2007
Igrejas da Alemanha avançam para reconhecimento comum do Baptismo
A Igreja Católica já deixou clara a orientação de que se avance no sentido do “reconhecimento mútuo”, seja no Directório para a aplicação dos princípios e das normas sobre o ecumenismo, seja através de uma recente intervenção do presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos, Cardeal Walter Kasper.
Esta decisão ultrapassa em muito o plano “burocrático” de se evitar um novo Baptismo, quando alguém decide mudar de Igreja.
O decreto sobre o ecumenismo do Concílio Vaticano II, “Unitatis Redintegratio”, lembra no seu n.º 3 que todos os cristãos “justificados no Baptismo pela fé, são incorporados a Cristo, e, por isso, com direito se honram com o nome de cristãos e justamente são reconhecidos pelos filhos da Igreja católica como irmãos no Senhor.”
João Paulo II, na sua encíclica sobre a Unidade dos Cristãos, “Ut Unum Sint”, assegura que o reconhecimento dessa fraternidade “não é a consequência de um filantropismo liberal ou de um vago espírito de família, mas está enraizado no reconhecimento do único Baptismo” (n.º 42).
O “Directório para a aplicação dos princípios e das normas sobre o ecumenismo” pede explicitamente um reconhecimento recíproco e oficial dos Baptismos. Isto está muito para além de um simples acto de cortesia ecuménica e constitui uma afirmação básica na concepção do que é a Igreja.
As implicações teológicas, pastorais e ecuménicas do Baptismo comum são muitas e importantes. Definido-se uma unidade fundamental, embora ainda parcial, pode-se passar, como defende a encíclica de João Paulo II, “àquela unidade visível, necessária e suficiente, que se inscreva na realidade concreta, para que as Igrejas realizem verdadeiramente o sinal daquela comunhão plena na Igreja una, santa, católica e apostólica, que se há-de exprimir na concelebração eucarística” (n.º78).
Em Portugal, a Comissão Episcopal para a Doutrina da Fé e Ecumenismo (CEDFE, católica) e o Conselho Português de Igrejas Cristãs (COPIC) continuam a discutir o reconhecimento mútuo dos baptismos nas Igrejas Católica, Presbiteriana, Metodista, Lusitana e Anglicana.
As duas organizações discutem esta matéria há anos, mas como nem a CEDFE nem a COPIC assumem decisões em nome das suas Igrejas, nesta matéria, a questão está dependente da concordância das diversas comunidades religiosas.
Nota DDP:
Apenas para lembrar que celebração eucarística está extremamente ligada ao culto aos domingos, portanto, um só batismo, uma só eucaristia e...
domingo, 14 de fevereiro de 2010
Diálogo avança rumo à unidade dos cristãos
O Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos emitiu um comunicado sobre o Simpósio Harvesting the Fruits [Colhendo os frutos], que aconteceu em Roma entre os dias 8 e 10 de fevereiro.Em outubro de 2009, Harvesting the Fruits: Basic Aspects of Christian Faith in Ecumenical Dialogue [Colhendo os frutos: aspectos básicos da fé cristã no Diálogo Ecumênico] foi publicado. Esse livro reúne os resultados de quarenta anos de diálogos bilaterais entre a Igreja Católica Romana e a Federação Luterana Mundial, a Aliança Mundial das Igrejas Reformadas, a Comunhão Anglicana e o Conselho Metodista Mundial. A obra também levanta questões importantes para a futura direção e conteúdo do diálogoecumênico. O Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos organizou um Simpósio entre os dias 8 e 10 de fevereiro sobre as questões apresentadas no livro Colhendo os frutos. Teólogos de tradição luterana, reformada, anglicana e metodista conheceram a sede do Pontifício Conselho, a convite de seu presidente, Cardeal Walter Kasper.
O objetivo do Simpósio não foi meramente ter em conta os muitos elementos de acordo produzido por quarenta anos de diálogo oficial, mas considerar formas de comunicar esta conquista notável para os membros de todas as diferentes comunidades Cristãs, para que eles possam manifestar mais plenamente em suas vidas os progressos no sentido da unidade que têm sido feitos. Durante os três dias de discussão, houve um exame detalhado da questão da recepção de declarações e acordos conjuntos, a necessidade do testemunho comum dos cristãos em todos os níveis, e a mudança no contexto em que o cristianismo deve realizar sua missão.
O Simpósio também olhou para a frente, questionou como discernir o lugar que o diálogo ecumênico terá no futuro. Houve uma análise aprofundada das etapas que devem ser tomadas para a meta do ecumenismo, que continua a ser a plena e visível comunhão. Como o Cardeal Kasper lembrou aos participantes, "o que faz significa comunhão no sentido teológico? Isso não significa comunidade no sentido horizontal, mas "communio sanctorum" - o que poderíamos chamar de participação vertical no que é 'sagrado', nas 'coisas sagradas "- ou seja, o Espírito de Cristo presente na sua Palavra e nos sacramentos administrados por ministros [...] devidamente ordenados".
O Simpósio explorou como discordâncias tradicionais podem ser reavaliadas se analisadas no contexto da Missão e da visão do Reino de Deus. Houve menção de uma nova e promissora abordagem em que o diálogo ecumênico seja visto como uma troca de dons, e as conversas francas foram realizadas nos limites da diversidade e do papel da hierarquia de verdades. A discussão também incluiu propostas concretas para incentivar a busca da unidade, mais particularmente a produção de uma Declaração Comum do que se tem conseguido ecumenicamente. Uma possível forma pela qual isso poderia acontecer seria uma afirmação comum da fé no Batismo, incluindo um comentário sobre o Credo dos Apóstolos e a Oração do Senhor.
Os participantes no Simpósio foram tanto experts no diálogo bilateral quanto teólogos mais novos para o ecumenismo. A discussão teológica foi produzida em um nível elevado, e as muitas sugestões positivas que propôs serão levadas à Plenária do Pontifício Conselho em novembro deste ano. Os participantes expressaram gratidão pela oportunidade de discutir em profundidade os desafios reais encontrados na busca pela unidade dos Cristãos, e afirmaram que a possibilidade de convocar reuniões desta natureza é um potencial particular de Roma, indicando o grande serviço que o ministério petrino pode oferecer ao ecumenismo.
Fonte - Canção Nova
Nota DDP: Veja também "Cardeal propõe um catecismo ecumênico".
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
Ecumenismo, prioridade de Bento XVI
Bento XVI sobre ecumenismo: juntos somos rosto e força de CristoCidade do Vaticano (RV) – A Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos – que no Brasil se celebra entre Ascensão e Pentecostes – inicia-se nesta sexta-feira no hemisfério norte. A edição este ano tem como tema “O que o Senhor exige de nós”, extraído do livro do Profeta Miquéias.
Desde o início de seu Pontificado, Bento XVI colocou o diálogo ecumênico entre as prioridades de seu ministério e em muitas circunstâncias as suas palavras expressaram com vigor o desejo de que todos os fiéis em Cristo reencontrem a unidade da primeira hora da Igreja. A esse propósito, aproveitamos a ocasião para recordar algumas afirmações do Santo Padre.
A unidade da Igreja nasce à distância de poucas horas de seu fim aparente. Nasce no Cenáculo – naquela esplêndida, intensa oração de Jesus que confia os Apóstolos ao Pai – e parece destruída pouco depois, quando o autor da oração pende crucificado no Gólgota.
Entre o Getsêmani e o Calvário os Apóstolos renegam, fogem, se dão por vencidos. E naquela dispersão parece espreitar o sinal daquilo que nos séculos vindouros seria da comunidade cristã, criada no sangue de um Deus morto e ressuscitado, mas incapaz de permanecer unida como o seu Artífice a havia pensado e abençoada.
Refletindo sobre os primeiros anos do cristianismo, Bento XVI observou, numa ocasião, a intervenção que São Paulo foi obrigado a fazer já no tempo dos primeiros fiéis de Corinto:
“De fato, o Apóstolo soubera que na comunidade cristã de Corinto havia nascido discórdias e divisões. Por isso, com grande firmeza, acrescenta: ‘Cristo estaria dividido?’ (1 Cor 1,13). Desse modo, ele afirmava que toda divisão na Igreja é uma ofensa a Cristo; e, ao mesmo tempo, que é sempre n’Ele, único Cabeça e Senhor, que podemos reencontrar-nos unidos, pela força inesgotável de sua graça.” (Angelus, 23 de janeiro de 2011)
A tentação da discórdia é realmente antiga, mesmo entre quem foi criado para ser uma só coisa. E a conseqüência daquela “ofensa a Cristo” – evidenciou o Papa mais vezes – é que a divisão entre os cristãos é muitas vezes uma tela escura que não deixa transparecer plenamente a presença de Deus para o restante da humanidade:
“O mundo sofre pela ausência de Deus, por causa da inacessibilidade de Deus, deseja conhecer o rosto de Deus. Mas como os homens de hoje poderiam e podem conhecer esse rosto de Deus no rosto de Jesus Cristo se nós cristãos somos divididos, se um ensina contra o outro, se um está contra o outro? Somente na unidade podemos mostrar realmente a este mundo – que tem necessidade – o rosto de Deus, o rosto de Cristo.” (Audiência geral, 23 de janeiro de 2008)
E rezar juntos é o primeiro e mais imediato modo de testemunhar a unidade entre cristãos divididos:
“Na oração comum as comunidades cristãs colocam-se juntas diante do Senhor e, tomando consciência das contradições geradas pela divisão, manifestam a vontade de obedecer à sua vontade recorrendo confiantes ao seu socorro onipotente. (…) Portanto, a oração comum não é um ato voluntarista ou puramente sociológico, mas é expressão da fé que une todos os discípulos de Cristo.” (Audiência geral, 23 de janeiro de 2008)
Oração, certamente, mas não só, para não ser címbalos que tocam. É necessária também a ação, a ação da caridade. E foi o que o Santo Padre sempre auspiciou do diálogo ecumênico. Colocar ao lado da oração também gestos concretos de partilhada solidariedade:
“Isso favorece o caminho da unidade, porque se pode dizer que todo alívio, mesmo pequeno, que os cristãos dão juntos ao sofrimento do próximo, contribui para tornar mais visível também a sua comunhão e a sua fidelidade ao mandamento do Senhor.” (RL)
Fonte: http://pt.radiovaticana.va/bra/articolo.asp?c=657005
Nota Cristo em breve virá: Enquanto o mundo caminha aceleradamente em direção ao colapso social, econômico, político e climático, crescem as esperanças de que essa tendência pode ser resolvida por meio da união das igrejas. Existem hoje dois grandes movimentos globais, o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso envolvidos em reverter tal tendência. O primeiro visa unir todas as igrejas cristãs numa só, e depois disto, pelo Diálogo Inter-religioso, unir todos os adoradores do mundo num só modo de adoração. Como ponto atrativo, defende a ideia de salvar o planeta de suas más tendências, reeducando os cidadãos do mundo por meio das igrejas unidas, para uma nova postura mais coerente com a sustentabilidade do planeta. Isto ganha apoio de grandes personalidades, sejam políticos, sejam empresários, mundo afora. Os dois movimentos são comandados, ao mesmo tempo, pela Igreja Católica, que conta com forte apoio dos Estados Unidos. Esse apoio se estabeleceu desde que assumiu o papa Bento XVI, com Paulo II não havia tal apoio. O papa anterior queria fazer acordo com a Europa unida, mas que não se une, Bento XVI quer fazer com os Estados Unidos, o maior país do mundo.
Enfim, a profecia vem se cumprindo no rigor de seus detalhes, e JESUS vai voltar logo. É preciso que todos os cristãos fiéis a CRISTO se preparem ajudando outros a fazerem o mesmo, pois Ele não demora mais para retornar e nos salvar.
quarta-feira, 18 de julho de 2007
Ecumenismo não está em crise, chega a sua maturidade
PAMPLONA, terça-feira, 17 de julho de 2007 (ZENIT.org).- O ecumenismo não está em crise, «mas em uma situação de maior maturidade: vemos hoje mais claramente o que nos une e o que nos separa».
É o que comenta a Zenit a especialista em ecumenismo Jutta Burggraf, alemã, professora de Teologia Sistemática e de Ecumenismo na Faculdade de Teologia da Universidade de Navarra.
O recente documento «Respostas a questões relativas a alguns aspectos da doutrina da Igreja», publicado pela Congregação para a Doutrina da Fé, segundo a teóloga, «colocou o dedo na ferida e, ao mesmo tempo, assinalou em que direção devem ir os futuros diálogos ecumênicos».
--O novo texto da Congregação para a Doutrina da Fé recorda que não traz nenhuma novidade, mas que afirma a doutrina da Igreja perante algumas interpretações incorretas. Que tipo de erros se cometem, neste sentido, no movimento ecumênico?
--Burggraf: Efetivamente, pode-se considerar o ecumenismo como um movimento único – suscitado pelo próprio Espírito Santo –, cujo fim consiste em promover a unidade entre os cristãos em todo o mundo. Neste movimento participa cada uma das comunidades cristãs desde sua perspectiva própria. E cada uma tem sua compreensão específica sobre o que é a desejada unidade.
Atualmente, está ganhando muita influência a chamada «branch-theory», que foi elaborada pela Associação para a Promoção da Unidade dos Cristãos no século XIX e ampliada no século XX. Segundo essa teoria, o cristianismo entende-se como uma árvore. O que as diversas confissões têm em comum é o tronco, do qual saem vários ramos exatamente iguais: a Igreja Católica, as Igrejas Ortodoxas e as Igrejas que saíram (direta ou indiretamente) da Reforma protestante.
Nós, católicos, não podemos aceitar essa teoria. Não buscamos uma super-Igreja (com uma concepção «federalista» da unidade».
Segundo nossa fé, a unidade da Igreja de Cristo não é uma realidade futura, hoje inexistente, que teríamos de criar todos juntos. Nem tampouco é algo repartido entre diversas comunidades, que sustentam doutrinas às vezes contraditórias.
É bem mais uma realidade que, em seu núcleo essencial, já existe e sempre existiu, e que subsiste na Igreja Católica: está realizada nela – apesar de todas as debilidades de seus filhos – pela fidelidade do Senhor ao longo da história.
--Assim se pode dizer realmente que a unidade da Igreja já existe?
--Burggraf: O termo ecumenismo vem das palavras gregas «oikéin» (habitar) e «oikós» (casa) que tiveram diversos significados ao longo da história. Os cristãos as empregaram para falar da Igreja, a grande casa de Cristo.
A porta para entrar na Igreja é o Batismo válido, que se administra segundo o rito estabelecido e a fé recebida de Cristo. Esta fé deve abarcar ao menos os dois maiores mistérios que nos foram revelados: a Santíssima Trindade e a Encarnação. Em conseqüência, todas as pessoas batizadas nessas condições incorporaram-se a Cristo e «entraram» formalmente em sua casa. Podem ficar doentes e inclusive morrer (espiritualmente), mas ninguém pode tirar-lhes mais.
Por isso – recorda o Concílio Vaticano II – não só os católicos são «cristãos», mas todos os batizados, em quanto que suas respectivas comunidades conservam ao menos esta fé mínima nos dois grandes mistérios mencionados. «São nossos irmãos – disse Santo Agostinho – e não deixarão de sê-lo até que deixem de dizer: “Pai nosso”».
Em uma criança recém-nascida, a graça de Deus atua do mesmo modo, tanto se é batizada na Igreja Católica como se o é em uma Igreja Ortodoxa ou Evangélica.
--Em que consiste, então, o trabalho ecumênico desde a perspectiva católica?
--Burggraf: A Igreja convida a olhar a nossos irmãos na fé não só sob a perspectiva negativa do que «não são» (os não católicos), mas sob o prisma positivo do que «são» (os batizados). São os «outros cristãos», aos que estamos profundamente unidos: estamos na mesma casa!
A tarefa ecumênica não consiste, portanto, em criar a unidade, mas em fazê-la visível a todos os homens, superando as separações que impedem a Igreja de mostrar-se ao mundo tão esplêndida como realmente é.
Por esta razão, é necessário buscar uma forma eclesial que abarque, de um modo mais completo possível, as legítimas diversidades na teologia, na espiritualidade e no culto. Na medida em que conseguimos realizar uma pluralidade boa e sadia, «a Igreja resplandece – segundo o Papa João XXIII – mais bela ainda pela variedade dos ritos e, semelhante à filha do Rei soberano, aparece adornada com um vestido multicolor».
Segundo esta proposta positiva, um cristão não condena nem rechaça os «outros», mas busca tirar à luz a raiz comum de todas as crenças cristãs, e se alegra quando descobre nas outras Igrejas verdades e valores que talvez não tenha tido suficientemente em conta em sua vida pessoal. É compreensível que o Concílio Vaticano II, partindo desta perspectiva, tenha aberto o caminho a uma grande vitalidade e fecundidade. O abriu comprometidamente, em primeiro lugar, à própria Igreja Católica que tomou, de novo, consciência de purificar-se e renovar-se constantemente.
A unidade, quando se der algum dia, será obra de Deus, «um dom que vem do alto». É preciso não esquecer nunca que o verdadeiro protagonista do movimento ecumênico é o Espírito Santo.
--Como reagem os protestantes perante essa visão que a Igreja tem deles não como Igreja, mas como comunidades eclesiais?
--Burggraf: A primeira reação foi uma grande decepção, tanto entre os protestantes como entre muitos católicos. Pode-se compreender, porque muitos meios de comunicação deram a notícia de um modo sensacionalista e sem explicar que há diferentes modos de empregar a palavra «Igreja».
No sentido cultural, social e religioso, falamos cada dia, sem nenhum problema, das «Igrejas protestantes», por exemplo, da «Igreja Evangélica da Alemanha» (a EKD).
Também as chamamos «Igreja» em um sentido teológico amplo, enquanto pertencem à casa de Cristo (formam parte da Igreja de Cristo). No entanto, não as chamamos «Igreja» no sentido estrito, porque – segundo a teologia católica – carecem de um elemento constitutivo essencial do ser Igreja: a sucessão apostólica no sacramento da ordem.
Mas isso não é nenhuma discriminação, mas que mostra um profundo respeito para elas. Nossos irmãos evangélicos certamente querem ser «Igreja de Cristo» (e o são); mas – ao menos, até hoje – não querem ser «Igreja» no mesmo sentido em que nós, católicos, entendemos esta realidade. Não consideram, por exemplo, o sacerdócio como um sacramento. Para expressá-lo claramente, não falam de «sacerdotes», mas de «pastores» e de «pastoras». Na mesma linha, podemos distinguir entre Igreja (em sentido católico) e Comunidade.
--Qual é o maior obstáculo ecumênico que se está enfrentando neste momento?
--Burggraf: É precisamente a eclesiologia. Portanto, o documento colocou o dedo na ferida e, ao mesmo tempo, assinalou em que direção deveriam ir os futuros diálogos ecumênicos.
Segundo o Vaticano II, distinguem-se diversos modos de pertencer à casa de Cristo. A pertença é plena se uma pessoa entrou formalmente – mediante o batismo – na Igreja e se une a ela através de um «triplo vínculo»: aceita toda a fé, todos os sacramentos e a autoridade suprema do Santo Padre. É o caso dos católicos. A pertença, em contrapartida, é não-plena se uma pessoa batizada rechaça um ou vários dos três vínculos (totalmente ou em parte). É o caso dos cristãos ortodoxos e evangélicos.
No entanto, para a salvação não basta a mera pertença ao Corpo de Cristo, seja plena ou não. Todavia, mais necessária é a união como a Alma do Senhor que é – segundo a imagem que utilizamos – o Espírito Santo. Em outras palavras, somente uma pessoa em graça chegará à felicidade eterna com Deus. Pode ser um católico, um anglicano, luterano ou ortodoxo (e também um seguidor de outra religião).
As estruturas visíveis da Igreja são, certamente, necessárias. Mas em seu núcleo mais profundo, a Igreja é a união com Deus em Cristo. Quem é mais «Igreja»? Aquele que está mais unido a Cristo. Aquele que ama mais.
É significativo que Jesus Cristo nos coloque como modelo de caridade um «bom samaritano», quer dizer, uma pessoa considerada, naqueles tempos, como «herege». Alberto Magno afirma: «Quem ajuda seu próximo em seus sofrimentos – sejam espirituais ou materiais – merece mais louvor que uma pessoa que constrói uma catedral em cada marco no caminho desde Colônia a Roma, para que se cante e reze nelas até o fim dos tempos. Porque o Filho de Deus afirma: Não sofri a morte por uma catedral, nem pelos cantos e rezas, mas pelo homem».
--Pensa que hoje o ecumenismo goza de boa saúde?
--Burggraf: O diálogo ecumênico, em vários níveis, encontra-se em pleno desenvolvimento. Católicos, ortodoxos e protestantes aproximaram-se uns dos outros, conheceram-se mutuamente, deixaram para trás velhos preconceitos e clichês e se deram conta de que sua divisão é um escândalo para o mundo e contrária aos planos divinos.
Podemos dizer, sem exagerar, que avançamos no caminho para a plena unidade nas últimas décadas mais que em vários séculos.
No entanto, o «entusiasmo ecumênico» dos tempos posteriores ao Concílio diminuiu.
Perdeu-se a ilusão – bastante estendida no mundo inteiro – de que as diferenças entre as diversas comunidades cristãs desapareceriam com relativa facilidade. Viu-se que o caminho é difícil e longo. Mas não estamos em uma crise, mas em uma situação de maior maturidade: vemos hoje mais claramente o que nos une e o que nos separa.
Um ecumenismo sólido está baseado na convicção de que, apesar das dificuldades, devemos tentar colaborar, dialogar e, sobretudo, rezar juntos com a esperança de descobrir a unidade que de fato já existe.
Fonte - Zenit
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Igrejas iniciam semana dedicada ao diálogo
O Movimento Ecuménico é hoje um dado adquirido para os cristãos em geral. Afirmou-se primeiro fora da Igreja Católica, mas desde o Vaticano II que os católicos se encontram também empenhados, a todos os níveis, em promover a unidade visível entre todos os cristãos.
...
Fonte - Ecclesia
Nota DDP: Veja também "Papa saúda diálogo católico-luterano".
quarta-feira, 11 de março de 2026
Ecumenismo em 2026: O Papado no Centro da Busca pela Unidade Cristã (2026.03.11)
No início do ano, durante a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, o Papa destacou que a busca pela comunhão plena entre as tradições cristãs é uma prioridade estratégica do atual pontificado. Em homilias e mensagens oficiais, reafirmou que a divisão histórica entre católicos, ortodoxos e protestantes constitui um escândalo para o testemunho cristão no mundo contemporâneo, convocando líderes e comunidades a aprofundarem caminhos concretos de convergência doutrinária e pastoral.
Ainda em 2026, encontros bilaterais com representantes de Igrejas ortodoxas e federações protestantes foram realizados em Roma, com comunicados conjuntos enfatizando avanços no diálogo teológico e cooperação prática em temas sociais e humanitários. Em algumas dessas reuniões, o Vaticano atuou como anfitrião e articulador dos documentos finais, consolidando-se como centro organizador das conversações.
Também tiveram destaque celebrações relacionadas aos 1700 anos do Concílio de Niceia, marco histórico da formulação de credos cristãos. Eventos comemorativos incluíram participação de delegações de diversas tradições, com o Papa defendendo a necessidade de recuperar as “raízes comuns da fé” como fundamento para um testemunho cristão unificado diante dos desafios contemporâneos. A narrativa predominante nas declarações pontifícias foi a de que o mundo fragmentado necessita de um cristianismo reconciliado, capaz de falar com voz mais coesa em temas morais, sociais e culturais.
No âmbito internacional, o Vaticano também promoveu encontros intercontinentais sobre liberdade religiosa e diálogo ecumênico, incentivando cooperação institucional entre Igrejas e fortalecendo redes globais de interação cristã. Em vários discursos, o Papa ressaltou que a unidade não deve significar uniformidade, mas convergência sob um mesmo compromisso de fé e missão.
Esses movimentos indicam que, em 2026, o papado permanece no centro das iniciativas ecumênicas globais, conduzindo agendas, convocando líderes e moldando o discurso público sobre a união cristã. A estratégia adotada combina linguagem pastoral, diplomacia religiosa e articulação institucional, buscando posicionar o Vaticano como eixo de referência para o desenvolvimento desse processo.
O avanço dessas iniciativas é acompanhado atentamente por observadores religiosos e analistas internacionais, que veem no ecumenismo contemporâneo não apenas um esforço espiritual, mas também um fenômeno com implicações culturais e geopolíticas mais amplas. Em um mundo marcado por conflitos, tensões ideológicas e fragmentação social, a proposta de unidade cristã liderada pelo papado ganha relevância crescente no cenário global.
