'O presidente da Comissão Europeia disse nesta quarta-feira, em Estrasburgo, França, que os esforços da Europa no combate à crise ainda não convenceram os cidadãos, os mercados e os parceiros internacionais, e defendeu a necessidade de “um novo rumo”.
No discurso anual do “Estado da União”, perante o Parlamento Europeu, José Manuel Durão Barroso defendeu também que a União Europeia deve evoluir no sentido de uma “federação de Estados-nação”, considerando ser uma forma de evitar os nacionalismos e os populismos.
O presidente da Comissão Europeia responsabilizou alguns Estados-membros pela falta de credibilidade de algumas das respostas da Europa à crise. “No dia seguinte” às cimeiras de chefes de Estado e de Governo, “as mesmas pessoas que aprovaram as decisões” acabam por “miná-las”, com declarações que as colocam em causa.
Durão Barroso defendeu por isso a necessidade de a Europa seguir “um novo rumo e um novo pensamento”, marcado por uma maior união entre os Estados-membros, com os mais vulneráveis a não deixarem dúvidas sobre a determinação em prosseguir as reformas e sobre o sentido de responsabilidade, e os mais fortes a não deixarem também quaisquer dúvidas sobre o sentido de solidariedade. (...) Fonte: Público (negritos meus para destaque)
Para perceber melhor porque é que a proposta de Durão Barroso pode - ao mesmo tempo - concretizar-se e não se concretizar (por paradoxal que isso lhe pareça!) - (re)veja "Europa unida: sim ou não?" (Via @OTempoFinal)
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
terça-feira, 11 de setembro de 2012
Campanha alemã quer reaproximar católicos e protestantes
Figuras conhecidas da Alemanha, nas áreas de política, cultura, esporte e entretenimento, apresentaram uma declaração em Berlim, fazendo um “apelo urgente” pela unidade entre as igrejas católica e protestante.
“Hoje, o cisma da igreja não é desejado nem justificado politicamente”, afirma o comunicado intitulado “O ecumenismo agora – um só Deus, uma só fé, uma só Igreja”. ”Será que fatores teológicos, hábitos e tradições eclesiásticas institucionais e culturais sustentam o cisma entre as igrejas? Não pensamos assim.”
A declaração pedindo o fim da ruptura de quase 500 anos entre as igrejas foi assinada por políticos, incluindo o chefe do parlamento alemão Norbert Lammert, o ministro da Defesa, Thomas de Maizière, e o chefe do Partido Social Democrata, Frank-Walter Steinmeier.
Entre os 23 signatários (católicos e protestantes) estão o apresentador de TV Guenther Jauch, o chefe da Federação Alemã de Esportes Olímpicos, Thomas Bach, e o escritor Arnold Stadler, bem como artistas e acadêmicos.
A declaração lembra que tanto o Concílio Vaticano II, que completará 50 anos no próximo mês e a Reforma, que comemorará seu 500 º aniversário em 2017, tiveram um grande impacto na sociedade mundial. Algo que continua a ser sentido nas diferentes denominações. A iniciativa pede que os membros leigos das igrejas que tenham um papel ativo, vendo estes aniversários como uma oportunidade de mudança.
“Não podemos e não devemos permitir que o problema da unidade da Igreja continue até que os líderes da igreja cheguem a um entendimento sobre a Sagrada Comunhão e administração”, disse o comunicado. ”Não podemos estar satisfeitos em simplesmente ver as igrejas reconhecendo umas às outras.”
A questão da Sagrada Comunhão interdenominacional é um tema polêmico na Alemanha, que contabiliza cerca de 50 milhões de cristãos, divididos quase igualmente entre católicos e protestantes. É comum casamentos entre pessoas que professam outro tipo de fé. Membros de ambas as denominações têm apelado repetidamente para que as regras eclesiásticas sejam relaxadas para que os católicos e protestantes possam celebrar a Sagrada Comunhão juntos.
Em um comunicado respondendo ao documento “Ecumenismo Agora”, o arcebispo Robert Zollitsch, presidente da Conferência Episcopal Católica Alemã, acredita que essa questão é como “uma ferida que continua aparecendo, e que destaca a falta de entendimento comum na fé “.
“A iniciativa do documento “Ecumenismo Agora” teve uma recepção muito positiva”, acredita Thies Gundlach, vice-presidente da Igreja Protestante na Alemanha. “É um esforço para ver o futuro do ecumenismo não só como responsabilidade dos líderes da igreja, mas também lembrar que a unidade é responsabilidade de todos os cristãos. Somos gratos por ver que os cristãos evangélicas e católicos alemães hoje estão mais unidos que nunca”.
Mas é importante, disse ele, não apagar seus próprios entendimentos teológicos básicos. “No início do século 16, os reformadores desenvolveram uma visão diferente da igreja… é importante avançarmos com o máximo de velocidade possível sobre as questões ecumênicas, mas também ter paciência”, concluiu Gundlach.
O teólogo Luiz Carlos Fernandes, consultor do Gospel Prime, entende que isso tudo é parte de um processo escatológico irreversível. Ele faz a seguinte análise:
“A profecia bíblica sobre os últimos dias será cumprida. A história se repete. Assim como nos dias de Carlos Magno, a Alemanha está construindo o mesmo tipo de império que os papas governaram na Idade Média quando a igreja fugiu para o deserto. A Alemanha, por meio de seu secreto Grupo de Berlim, já está planejando ressuscitar uma ditadura novamente com uma única pessoa no comando de toda a Europa, que receberá grande poder e autoridade, mas que também terá forte fidelidade ao papa.
Angela Merkel é muito forte hoje em dia porque apoia o papado, e o papado a apoia. Qualquer líder alemão em sua posição como chanceler, e que trabalhe tão avidamente para unir a Europa sob o modelo de Carlos Magno, teria forte apoio papal.
A União Europeia é uma fronte que cobre as ambições alemãs, pois a Alemanha detém o controle da União Europeia. E, assim como Carlos Magno teve que passar por um mar de sangue a fim de se estabelecer como regente da Europa e estabelecer a religião católico-romana como a fé da Europa, assim também em um futuro próximo, aguardem, pois haverá mais derramamento de sangue para restaurar o Sacro Império Romano que só existe para ressuscitar a religião de Roma no império”.
Fonte - Gospel Prime
Nota DDP: Muito interessante a análise dos fatos pelo teólogo consultado. Mas a maior ponte com a igreja romana atravessa o oceano, com a ex-américa protestante...
“Hoje, o cisma da igreja não é desejado nem justificado politicamente”, afirma o comunicado intitulado “O ecumenismo agora – um só Deus, uma só fé, uma só Igreja”. ”Será que fatores teológicos, hábitos e tradições eclesiásticas institucionais e culturais sustentam o cisma entre as igrejas? Não pensamos assim.”
A declaração pedindo o fim da ruptura de quase 500 anos entre as igrejas foi assinada por políticos, incluindo o chefe do parlamento alemão Norbert Lammert, o ministro da Defesa, Thomas de Maizière, e o chefe do Partido Social Democrata, Frank-Walter Steinmeier.
Entre os 23 signatários (católicos e protestantes) estão o apresentador de TV Guenther Jauch, o chefe da Federação Alemã de Esportes Olímpicos, Thomas Bach, e o escritor Arnold Stadler, bem como artistas e acadêmicos.
A declaração lembra que tanto o Concílio Vaticano II, que completará 50 anos no próximo mês e a Reforma, que comemorará seu 500 º aniversário em 2017, tiveram um grande impacto na sociedade mundial. Algo que continua a ser sentido nas diferentes denominações. A iniciativa pede que os membros leigos das igrejas que tenham um papel ativo, vendo estes aniversários como uma oportunidade de mudança.
“Não podemos e não devemos permitir que o problema da unidade da Igreja continue até que os líderes da igreja cheguem a um entendimento sobre a Sagrada Comunhão e administração”, disse o comunicado. ”Não podemos estar satisfeitos em simplesmente ver as igrejas reconhecendo umas às outras.”
A questão da Sagrada Comunhão interdenominacional é um tema polêmico na Alemanha, que contabiliza cerca de 50 milhões de cristãos, divididos quase igualmente entre católicos e protestantes. É comum casamentos entre pessoas que professam outro tipo de fé. Membros de ambas as denominações têm apelado repetidamente para que as regras eclesiásticas sejam relaxadas para que os católicos e protestantes possam celebrar a Sagrada Comunhão juntos.
Em um comunicado respondendo ao documento “Ecumenismo Agora”, o arcebispo Robert Zollitsch, presidente da Conferência Episcopal Católica Alemã, acredita que essa questão é como “uma ferida que continua aparecendo, e que destaca a falta de entendimento comum na fé “.
“A iniciativa do documento “Ecumenismo Agora” teve uma recepção muito positiva”, acredita Thies Gundlach, vice-presidente da Igreja Protestante na Alemanha. “É um esforço para ver o futuro do ecumenismo não só como responsabilidade dos líderes da igreja, mas também lembrar que a unidade é responsabilidade de todos os cristãos. Somos gratos por ver que os cristãos evangélicas e católicos alemães hoje estão mais unidos que nunca”.
Mas é importante, disse ele, não apagar seus próprios entendimentos teológicos básicos. “No início do século 16, os reformadores desenvolveram uma visão diferente da igreja… é importante avançarmos com o máximo de velocidade possível sobre as questões ecumênicas, mas também ter paciência”, concluiu Gundlach.
O teólogo Luiz Carlos Fernandes, consultor do Gospel Prime, entende que isso tudo é parte de um processo escatológico irreversível. Ele faz a seguinte análise:
“A profecia bíblica sobre os últimos dias será cumprida. A história se repete. Assim como nos dias de Carlos Magno, a Alemanha está construindo o mesmo tipo de império que os papas governaram na Idade Média quando a igreja fugiu para o deserto. A Alemanha, por meio de seu secreto Grupo de Berlim, já está planejando ressuscitar uma ditadura novamente com uma única pessoa no comando de toda a Europa, que receberá grande poder e autoridade, mas que também terá forte fidelidade ao papa.
Angela Merkel é muito forte hoje em dia porque apoia o papado, e o papado a apoia. Qualquer líder alemão em sua posição como chanceler, e que trabalhe tão avidamente para unir a Europa sob o modelo de Carlos Magno, teria forte apoio papal.
A União Europeia é uma fronte que cobre as ambições alemãs, pois a Alemanha detém o controle da União Europeia. E, assim como Carlos Magno teve que passar por um mar de sangue a fim de se estabelecer como regente da Europa e estabelecer a religião católico-romana como a fé da Europa, assim também em um futuro próximo, aguardem, pois haverá mais derramamento de sangue para restaurar o Sacro Império Romano que só existe para ressuscitar a religião de Roma no império”.
Fonte - Gospel Prime
Nota DDP: Muito interessante a análise dos fatos pelo teólogo consultado. Mas a maior ponte com a igreja romana atravessa o oceano, com a ex-américa protestante...
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
Terremoto mata 67 pessoas na China
Um terremoto de magnitude 5,6 atingiu nesta sexta-feira o sudoeste da China e deixou ao menos 67 mortos, além de muitos feridos e destruição.
O terremoto, que afetou milhares de edifícios, aconteceu no fim da manhã, momento em que os escritórios estavam cheios e as casas se preparavam para o almoço.
Seu epicentro foi localizado na fronteira entre as províncias de Yunnan e Guizhou, segundo a Agência Sismológica da China, que avaliou o tremor em 5,7 de magnitude, contra 5,6 pelo Institudo Americano de Geofísica (USGS, na sigla em inglês).
A catástrofe deixou ao menos 556 feridos, de acordo com o governo de Yiliang. Já as autoridades de Zhaotong, uma cidade de Yunnan muito próxima da fronteira com a província de Guizhou, indicou 150 feridos.
As autoridades informaram ainda que 100 mil pessoas estão desabrigadas e que ao menos 20 mil habitações foram afetadas.
O terremoto, que aconteceu às 11h (meia noite em Brasília), foi seguido por uma série de tremores que semearam o pânico em algumas cidades, o que levou muitos habitantes a deixarem suas casas e escritórios.
Fonte - Band
O terremoto, que afetou milhares de edifícios, aconteceu no fim da manhã, momento em que os escritórios estavam cheios e as casas se preparavam para o almoço.
Seu epicentro foi localizado na fronteira entre as províncias de Yunnan e Guizhou, segundo a Agência Sismológica da China, que avaliou o tremor em 5,7 de magnitude, contra 5,6 pelo Institudo Americano de Geofísica (USGS, na sigla em inglês).
A catástrofe deixou ao menos 556 feridos, de acordo com o governo de Yiliang. Já as autoridades de Zhaotong, uma cidade de Yunnan muito próxima da fronteira com a província de Guizhou, indicou 150 feridos.
As autoridades informaram ainda que 100 mil pessoas estão desabrigadas e que ao menos 20 mil habitações foram afetadas.
O terremoto, que aconteceu às 11h (meia noite em Brasília), foi seguido por uma série de tremores que semearam o pânico em algumas cidades, o que levou muitos habitantes a deixarem suas casas e escritórios.
Fonte - Band
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
Presidente do episcopado católico vai dirigir oração conclusiva da Convenção Democrata
'O arcebispo de Nova Iorque e presidente da Conferência Episcopal dos Estados Unidos da América (USCCB) vai proferir a oração conclusiva da convenção do Partido Democrata, que hoje [n.d.r.: 4 de setembro] se inicia em Charlotte, no Estado da Carolina do Norte.
O cardeal Timothy Dolan “aceitou o convite” que lhe foi dirigido pelos democratas, partido do presidente norte-americano Barack Obama, e vai assim repetir na quinta-feira o gesto que realizou no Congresso Republicano, a 30 de agosto, após a formalização da candidatura de Mitt Romney à presidência do país.
O porta-voz da arquidiocese nova-iorquina esclareceu que o cardeal participa no encontro “apenas como pastor, para rezar” e que a sua presença não traduz apoio político ao candidato democrata às eleições agendadas para 6 de novembro.
Joseph Zwilling acrescenta no comunicado que D. Timothy Dolan consultou o bispo da Diocese de Charlotte antes de aceitar o convite.
A presença de personalidades religiosas nestas convenções é uma tradição nos Estados Unidos da América.' Fonte: Agência Ecclesia (negritos meus para destaque)
Nota O Tempo Final: os dois partidos a convidarem simultaneamente o líder católico romano na América para a oração de encerramento das suas respetivas Convenções?!! Isto quando Romney é mórmon e Obama um cristão protestante?!!
Caro leitor, faça o favor de pensar o que quiser...
O cardeal Timothy Dolan “aceitou o convite” que lhe foi dirigido pelos democratas, partido do presidente norte-americano Barack Obama, e vai assim repetir na quinta-feira o gesto que realizou no Congresso Republicano, a 30 de agosto, após a formalização da candidatura de Mitt Romney à presidência do país.
O porta-voz da arquidiocese nova-iorquina esclareceu que o cardeal participa no encontro “apenas como pastor, para rezar” e que a sua presença não traduz apoio político ao candidato democrata às eleições agendadas para 6 de novembro.
Joseph Zwilling acrescenta no comunicado que D. Timothy Dolan consultou o bispo da Diocese de Charlotte antes de aceitar o convite.
A presença de personalidades religiosas nestas convenções é uma tradição nos Estados Unidos da América.' Fonte: Agência Ecclesia (negritos meus para destaque)
Nota O Tempo Final: os dois partidos a convidarem simultaneamente o líder católico romano na América para a oração de encerramento das suas respetivas Convenções?!! Isto quando Romney é mórmon e Obama um cristão protestante?!!
Caro leitor, faça o favor de pensar o que quiser...
Papa e patriarca de Constantinopla saúdam encontro teológico sobre ecologia
Iniciativa decorre no mosteiro italiano de Bose e procura uma «ética da criação»
Lisboa, 06 set 2012 (Ecclesia) – Bento XVI pediu que os cristãos de todo o mundo assumam um “compromisso comum” na salvaguarda do meio ambiente, ao saudar os participantes num simpósio ecuménico internacional de espiritualidade ortodoxa que decorre na Itália.
O Papa faz votos de que “os dias de debate e de encontro fraterno favoreçam o conhecimento recíproco e a partilha da fé”, num telegrama enviado através do seu secretário de Estado, cardeal Tarcisio Bertone.
O simpósio é promovido pelo Mosteiro de Bose, situado no noroeste italiano, e tem como tema da sua 20ª edição ‘O Homem guardião da criação’.
A iniciativa procura determinar como é que a “grande riqueza espiritual” do cristianismo “se pode traduzir numa ética da criação”.
O patriarca ecuménico de Constantinopla (Igreja Ortodoxa), Bartolomeu I, também enviou uma mensagem destacando que "os líderes religiosos e teólogos de todo o mundo reconhecem hoje que a crise ecológica é muito mais do que uma simples questão de proteção ambiental”.
“Prosseguir no atual caminho de destruição ecológica não é simplesmente uma loucura, mas um suicídio, na medida em que põe em perigo a diversidade da própria Terra onde vivemos. É por isso que temos repetidamente descrito o fenómeno como um pecado contra Deus e a criação", ressalta o responsável, conhecido como o “patriarca verde”.
Fonte - Zenit
Lisboa, 06 set 2012 (Ecclesia) – Bento XVI pediu que os cristãos de todo o mundo assumam um “compromisso comum” na salvaguarda do meio ambiente, ao saudar os participantes num simpósio ecuménico internacional de espiritualidade ortodoxa que decorre na Itália.
O Papa faz votos de que “os dias de debate e de encontro fraterno favoreçam o conhecimento recíproco e a partilha da fé”, num telegrama enviado através do seu secretário de Estado, cardeal Tarcisio Bertone.
O simpósio é promovido pelo Mosteiro de Bose, situado no noroeste italiano, e tem como tema da sua 20ª edição ‘O Homem guardião da criação’.
A iniciativa procura determinar como é que a “grande riqueza espiritual” do cristianismo “se pode traduzir numa ética da criação”.
O patriarca ecuménico de Constantinopla (Igreja Ortodoxa), Bartolomeu I, também enviou uma mensagem destacando que "os líderes religiosos e teólogos de todo o mundo reconhecem hoje que a crise ecológica é muito mais do que uma simples questão de proteção ambiental”.
“Prosseguir no atual caminho de destruição ecológica não é simplesmente uma loucura, mas um suicídio, na medida em que põe em perigo a diversidade da própria Terra onde vivemos. É por isso que temos repetidamente descrito o fenómeno como um pecado contra Deus e a criação", ressalta o responsável, conhecido como o “patriarca verde”.
Fonte - Zenit
Crise na Europa é de “gravidade excepcional”
O presidente francês, François Hollande, declarou [na] sexta-feira que seu dever é dizer a verdade e que a crise atual tem uma gravidade excepcional. “Meu dever é dizer a verdade aos franceses. Estamos diante de uma crise de uma gravidade excepcional, uma crise longa que dura mais de quatro anos e nenhuma potência econômica, nem as emergentes, está a salvo”, disse Hollande em um discurso em Chalons-en-Champagne. “O crescimento desacelera em todas as partes e os preços das matérias-primas, dos cereais, por razões tanto climáticas como especulativas, mas também o petróleo, aumentam.” [...] As declarações do presidente francês acontecem no mesmo dia em que o Escritório de Estatísticas da Europa divulgou que houve aumento do desemprego [que já chegou a 11,3%] e da inflação na zona do euro. [...] Em números absolutos, são 18 milhões de pessoas que ficaram desempregadas nos países que usam a moeda única. [...] (Folha.com)
Nota Michelson Borges: A revista Exame deste mês traz uma entrevista com um dos maiores investidores do mundo, Mohamed El-Erian. Segundo ele, Estados Unidos e Europa acumularam dívidas gigantescas e perderam a capacidade de estimular o crescimento interno. Ele diz também que há o risco de uma recessão global, caso a crise financeira europeia e o endividamento norte-americano se agravem, o que parece ser o caso. A entrevista termina com uma predição nada otimista do especialista em mundo financeiro: “Nada sinaliza que o cenário mudará tão cedo. Teremos anos difíceis pela frente.” “Anos difíceis” representam instabilidades políticas e agitação social, agravamento do desemprego e da fome, medo e insegurança com relação ao futuro, depressão e insatisfação popular com a incompetência gestora de seus líderes, muitos dos quais só se preocupam com interesses pessoais. Cadê o século 21 cheio de glórias previsto por certas pessoas no fim do século passado? A verdade é que o cenário atual – com tantas e tão intensas tragédias “naturais”, instabilidade social, fome e doenças – está mais de acordo com as tristes previsões bíblicas para os dias que antecedem a volta de Jesus. Até mesmo a desagregação europeia estava prevista mais de 700 anos antes de a Europa despontar na história (confira lá em Daniel capítulo 2). Uma coisa está ficando mais do que clara: o ser humano teve tempo para provar que é incapaz de administrar este mundo e precisa desesperadamente de ajuda externa, uma ajuda do Alto.
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
Forte terremoto de magnitude 7.9 atinge a Costa Rica
Um forte terremoto de magnitude 7.9 atingiu a Costa Rica nesta quarta-feira, segundo informações do Serviço Geológico dos Estados Unidos. Informações preliminares da agência norte-americana dão conta de que o epicentro está localizado a 8km da localidade de Samara, na costa do Pacífico, a cerca de 150 km da capital San José. Ainda não há informações sobre vítimas ou alertas confirmados de tsunami para a região.
Fonte - Terra
Fonte - Terra
terça-feira, 4 de setembro de 2012
EUA em alerta por causa de vírus mortal
Vírus transmitido por roedores pode ter infectado cerca de 10 mil pessoas em um parque natural do país
Cerca de 10 mil pessoas correm risco de ter contraído um vírus mortal transmitido por roedores após terem visitado o Parque Nacional de Yosemite, na Califórnia, neste verão do hemisfério norte.
O Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA informou que até agora seis pessoas foram infectadas pelo hantavírus, que pode causar uma grave infecção pulmonar, sendo que dois casos resultaram em morte. Outros casos estão sendo investigados.
De acordo com o CDC, as pessoas que se hospedaram no alojamento “Curry Village” entre os dias 10 de junho e 24 de agosto podem desenvolver o hantavírus nas próximas seis semanas. Acredita-se, no entanto, que uma das vítimas tenha contraído o vírus em uma outra área do parque.
Doença mata um terço dos infectados
O órgão de saúde dos EUA recomenda que os visitantes que apresentarem sintomas como fadiga, febre, dores musculares, dor de cabeça, calafrios, enjoos, náuseas, vômitos, diarreia, dores abdominais e dificuldades para respirar procurem atendimento médico imediatamente.
A doença é transmitida pela saliva, urina ou excrementos de roedores. Não existe cura contra o hantavírus, mas o tratamento logo após a detecção da doença pode salvar vidas. A doença mata, em média, cerca de um terço dos infectados.
Fonte - Opinião e Notícia
Cerca de 10 mil pessoas correm risco de ter contraído um vírus mortal transmitido por roedores após terem visitado o Parque Nacional de Yosemite, na Califórnia, neste verão do hemisfério norte.
O Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA informou que até agora seis pessoas foram infectadas pelo hantavírus, que pode causar uma grave infecção pulmonar, sendo que dois casos resultaram em morte. Outros casos estão sendo investigados.
De acordo com o CDC, as pessoas que se hospedaram no alojamento “Curry Village” entre os dias 10 de junho e 24 de agosto podem desenvolver o hantavírus nas próximas seis semanas. Acredita-se, no entanto, que uma das vítimas tenha contraído o vírus em uma outra área do parque.
Doença mata um terço dos infectados
O órgão de saúde dos EUA recomenda que os visitantes que apresentarem sintomas como fadiga, febre, dores musculares, dor de cabeça, calafrios, enjoos, náuseas, vômitos, diarreia, dores abdominais e dificuldades para respirar procurem atendimento médico imediatamente.
A doença é transmitida pela saliva, urina ou excrementos de roedores. Não existe cura contra o hantavírus, mas o tratamento logo após a detecção da doença pode salvar vidas. A doença mata, em média, cerca de um terço dos infectados.
Fonte - Opinião e Notícia
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
"Troika" sugere aumento da semana de trabalho para seis dias à Grécia
'A "troika" internacional que supervisiona a economia grega sugeriu ao Governo de Atenas a flexibilização as relações laborais através de diversas medidas, onde se inclui o aumento da semana de trabalho de cinco para seis dias.
A informação está inserida numa mensagem de correio eletrónico enviado por representantes da "troika" - Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional - aos ministérios gregos das Finanças e do Trabalho, e que foi divulgado esta segunda-feira pelo diário económico "Imerisia".
A autenticidade do e-mail e do seu conteúdo foi confirmada à agência noticiosa Efe por uma fonte do ministério das Finanças, que não revelou mais detalhes.
Entre as propostas mais polémicas incluiu-se o aumento da semana laboral para seis dias e a redução para 11 horas do descanso mínimo entre turnos de trabalho, para além da eliminação das restrições às trocas dos turnos da manhã e de tarde, de acordo com as necessidades do empregador, precisa o diário "Imerisia".
A "troika" de credores internacionais exige ainda a redução para metade da indemnização por despedimento e do prazo de que dispõe o empresário para notificar a rescisão do contrato.
Pretende ainda que seja diminuída a contribuição das empresas para o Fundo de Segurança Social, apesar da crescente diminuição das receitas do Estado neste setor.
"Não são propostas novas, a 'troika' leva sempre algum tempo a formulá-las. Mas de momento são apenas propostas, não significa que sejam aceites pelo Governo grego", disse à Efe uma fonte ministerial.
A taxa de desemprego na Grécia situou-se em maio nos 23,1% (54,9% entre os menores de 25 anos) e o poder de compra dos trabalhadores recuou para o nível registado há três décadas, de acordo com os estudos dos sindicatos.
Em declarações à agência noticiosa AP, Savvas Rombolis, responsável da Confederação Geral dos Trabalhadores Gregos (GSEE, que abrange o setor privado), admitiu que o desemprego no país atingirá 29% em 2013 caso o Governo aplique as novas medidas de austeridade exigidas pela "troika" e que implicam novos cortes avaliados em 11,5 mil milhões de euros em 2012-1013.
"A economia grega continua a decair. Em 2012, esperamos uma queda de sete por cento no PIB. Isso vai originar uma taxa de desemprego de 24%, 1,2 milhões de pessoas", alertou.
Os inspetores dos credores internacionais encontram-se em Atenas desde a semana passada, e na sexta-feira são separados os chefes da missão para negociar com o executivo de coligação de Antonis Samaras o novo plano de cortes orçamentais.
A aprovação das novas medidas, que estão a ser discutidas pelo Governo, é considerada decisiva para a concessão de uma nova fatia de 31 mil milhões de euros, provenientes do segundo memorando de entendimento negociado com Atenas em fevereiro passado.' Fonte: Jornal de Notícias (negritos meus para destaque)
Nota O Tempo Final: algo me diz que, caso o governo grego aceite a sugestão, não será o domingo o dia adicionado à semana de trabalho...
A informação está inserida numa mensagem de correio eletrónico enviado por representantes da "troika" - Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional - aos ministérios gregos das Finanças e do Trabalho, e que foi divulgado esta segunda-feira pelo diário económico "Imerisia".
A autenticidade do e-mail e do seu conteúdo foi confirmada à agência noticiosa Efe por uma fonte do ministério das Finanças, que não revelou mais detalhes.
Entre as propostas mais polémicas incluiu-se o aumento da semana laboral para seis dias e a redução para 11 horas do descanso mínimo entre turnos de trabalho, para além da eliminação das restrições às trocas dos turnos da manhã e de tarde, de acordo com as necessidades do empregador, precisa o diário "Imerisia".
A "troika" de credores internacionais exige ainda a redução para metade da indemnização por despedimento e do prazo de que dispõe o empresário para notificar a rescisão do contrato.
Pretende ainda que seja diminuída a contribuição das empresas para o Fundo de Segurança Social, apesar da crescente diminuição das receitas do Estado neste setor.
"Não são propostas novas, a 'troika' leva sempre algum tempo a formulá-las. Mas de momento são apenas propostas, não significa que sejam aceites pelo Governo grego", disse à Efe uma fonte ministerial.
A taxa de desemprego na Grécia situou-se em maio nos 23,1% (54,9% entre os menores de 25 anos) e o poder de compra dos trabalhadores recuou para o nível registado há três décadas, de acordo com os estudos dos sindicatos.
Em declarações à agência noticiosa AP, Savvas Rombolis, responsável da Confederação Geral dos Trabalhadores Gregos (GSEE, que abrange o setor privado), admitiu que o desemprego no país atingirá 29% em 2013 caso o Governo aplique as novas medidas de austeridade exigidas pela "troika" e que implicam novos cortes avaliados em 11,5 mil milhões de euros em 2012-1013.
"A economia grega continua a decair. Em 2012, esperamos uma queda de sete por cento no PIB. Isso vai originar uma taxa de desemprego de 24%, 1,2 milhões de pessoas", alertou.
Os inspetores dos credores internacionais encontram-se em Atenas desde a semana passada, e na sexta-feira são separados os chefes da missão para negociar com o executivo de coligação de Antonis Samaras o novo plano de cortes orçamentais.
A aprovação das novas medidas, que estão a ser discutidas pelo Governo, é considerada decisiva para a concessão de uma nova fatia de 31 mil milhões de euros, provenientes do segundo memorando de entendimento negociado com Atenas em fevereiro passado.' Fonte: Jornal de Notícias (negritos meus para destaque)
Nota O Tempo Final: algo me diz que, caso o governo grego aceite a sugestão, não será o domingo o dia adicionado à semana de trabalho...
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
Romney promete restaurar o “sonho americano”
Confirmando a formalidade, Mitt Romney cumprimentou dezenas de republicanos e subiu ao palco do centro de convenção de Tampa, na Flórida, para, ainda sob intensos aplausos, gritos e assobios, dizer o que todos os presentes ao último dia da convenção republicana de 2012 esperavam: “Obrigado. Eu aceito a nomeação a candidato à presidência dos Estados Unidos.” Mas como política não é uma mera formalidade, Romney tratou de despachar um discurso completo, coeso, dedicado, no qual repassou a emoção transmitida por sua mulher, Ann; a herança de liderança mundial relembrada por John McCain e por Condoleezza Rice; e o plano econômico e as críticas a Obama de Paul Ryan, seu candidato a vice. Sob o logo “Nós acreditamos nos Estados Unidos”, Romney fez um discurso da necessidade do retorno da crença na prosperidade americana. “É hora de restaurar a promessa dos Estados Unidos”, uma promessa de “liberdade, liberdade religiosa, liberdade de vida - e liberdade de negócios.” A essa liberdade mítica que permitiu a formação do homem americano (“Eu sou americano. Eu faço meu destino”), Romney constantemente contrapôs o governo Obama. Diferentemente de Ryan, que atacou o presidente democrata sobretudo por meio dos gastos federais, Romney adotou a ofensiva contra seu perfil e suas promessas.
“Esse presidente pode dizer que os próximos anos serão melhores, mas não pode dizer que hoje é melhor que em 2008”, disse, enfatizando a perda de esperança em um “futuro melhor” para os Estados Unidos. “Há algo de errado com Obama quando o melhor dia dele foi o dia em que você votou nele”, disparou sobre o histórico dia em que o primeiro presidente negro foi eleito ao maior cargo da política norte-americana e com a carga das promessas do mote “Yes, we can” (“Sim, nós podemos”). “Obama prometeu baixar o nível dos oceanos e curar o planeta. Minha promessa é ajudar você e sua família”, ironizou.
Mas ao mesmo tempo em que preconiza um governo voltado essencialmente à economia (“O que os Estados Unidos precisam é simples: empregos. Muitos empregos.”), Romney limpa, pole e pinta a moldura da grandeza americana no mundo. “Quando o mundo precisa de alguém para fazer algo realmente grandioso, você precisa de um americano.”
O republicano falou sobre o Irã. “Ele conversou e ainda está conversando”, disse sobre Obama e sua política de diálogo e não intervenção contra Teerã e seu projeto atômico, visto pelas alas mais conservadoras republicanas como um claro pretexto para o desenvolvimento de um arsenal nuclear. Romney também criticou a postura flexível de Obama com a Rússia. “Na minha administração, (Vladimir) Putin verá menos flexibilidade”, disse sobre o presidente russo.
Mas o tour da retórica internacional sempre retornava à política doméstica, que é a política econômica. “Negócios e criação de empregos requerem riscos. É sobre riscos”, ensinou o empresário candidato, criticando a falta de experiência empresarial do democrata. “Diferentemente de Obama, não aumentarei os impostos da classe média. Diferentemente do presidente, eu tenho um plano para criar 12 milhões de novos empregos”, falou, em referência ao plano anunciado ontem por Ryan. [...]
(Terra)
Nota Michelson Borges: É bom acompanhar de perto o discurso de Romney – mórmon, portanto, defensor do domingo, conservador e nacionalista.
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