terça-feira, 9 de setembro de 2008

Agentes de mudança

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McCain e Obama parecem ser bons sujeitos. O problema é com o país como um todo, e a crise se aproxima. O processo que estamos testemunhando, a despeito das melhores intenções dos candidatos, é o da polarização nacional. Isto não foi compreendido em sua totalidade. O que temos são dois conjuntos de imagens, duas noções de realidade e dois campos ideológicos em uma só nação. É uma medida apenas temporária recobrir essa rachadura ideológica com meras palavras; pois a crise já se infiltra, neste exato momento.

Enquanto acontecia a convenção nacional Republicana, a economia estava gemendo. As comportas e diques financeiros estão rangendo. A ordem internacional está se desfazendo. Algo está no ar. Algo está prestes a se romper. A mudança está chegando, e não é uma mudança boa. Aquilo sobre o que os candidatos estão falando nesta eleição pode ser completamente irrelevante.

Tal como explicou um diplomata russo em julho último, os Estados Unidos estão prestes a entrar "numa crise quanto à sua própria existência".

Fonte - Mídia sem Máscara

Nota DDP:
Mais adequado e explicitamente escatológico que isso, é impossível.

Jovens quase iguais aos outros


Deu na revista Veja desta semana: “Eles vão a baladas, namoram, surfam e usam roupas da moda. A diferença entre os evangélicos e a maioria dos outros jovens é que suas festas são sem álcool, o namoro é sem sexo e as roupas, sem exageros – nada de saias pelos pés e cabelos pela cintura, mas decotes e comprimentos moderados. A maneira brasileira de ser evangélico ajuda a explicar os números impressionantes: 17% dos jovens entre 15 e 29 anos se identificam como seguidores de alguma das confissões evangélicas. Basta entrar em qualquer culto pentecostal para constatar a vitalidade de sua presença: praticamente a metade da igreja é sempre composta de jovens. Orgulhosos de seguir uma doutrina aparentemente [note a palavra] tão contrária a tudo o que a juventude aprecia em nome de valores espirituais, também assumem a busca da realização material (‘Nós merecemos o melhor’ é uma declaração constante). Em algumas igrejas específicas, a promessa de redenção é um atrativo poderoso. ‘A maioria vem aqui porque tem angústias de várias naturezas, entre elas o vício em drogas. Mas uma vida desregrada e um certo desconforto com o mundo, que muitas vezes nem eles mesmos sabem explicar, também trazem muitos jovens para a igreja’, enumera Rodrigo Ribeiro Rodrigues, membro há três anos e meio da Bola de Neve Church, igreja conhecida em São Paulo pela presença absoluta de jovens. Rodrigo trabalha como assessor de imprensa da Bola de Neve – sim, a igreja tem assessor. Além dos cultos, ele freqüenta o inusitado pub gospel Brother Simion, ponto de encontro de jovens crentes em São Paulo. O Brother Simion é isso mesmo: pub, ou seja, lugar meio escurinho onde jovens se encontram, e gospel, o que quer dizer que lá não se pode fumar nem beber. ‘O que mais sai aqui é açaí’, diz o Brother Simion em pessoa, o dono do estabelecimento. E que fique claro aos casais: beijar, pode; avançar o sinal, não.”

A certa altura, a reportagem pergunta: “Não fazer sexo com a namorada é difícil?” E o jovem Jeferson Ricardo Silva, de 19 anos, estudante de moda e membro da igreja Sara Nossa Terra, responde: “Ficar sem sexo dói, é um sacrifício, mas no final da minha busca eu vou ter um prêmio. O ápice da minha procura vai ser com uma pessoa que eu conheço e com quem tenho uma aliança verdadeira. Estou me guardando para o melhor.” Aqui há um aspecto positivo na matéria que não trata o tema com ar de deboche, como já ocorreu em outras reportagens da mídia secular. Ponto pra Veja.

Veja destaca também o “evangelho da prosperidade” que se alastra em muitas igrejas, especialmente na neo-pentecostal Igreja Universal do Reino de Deus (IURD). A revista afirma: “Nessa antecipação de dias melhores, poucas coisas fazem tanto sentido quanto a valorização do progresso material. “Todas as segundas-feiras temos uma palestra na igreja chamada Congresso Empresarial. Nela aprendemos que prosperar financeiramente não é sujo. ... Deus nos ensina a ter o melhor, a lutar para melhorar de vida”, empolga-se Nathalia Gomes, 20 anos, fiel há seis anos da IURD.

Nicanor Lopes, professor de teologia da Universidade Metodista de São Paulo, faz a sua análise: “De um lado, as igrejas mais tradicionais deixaram de reprimir o ato de ver TV, de ir à praia, de usar maquiagem, cabelo curto e roupas da moda. De outro, as pentecostais passaram a fazer de seus cultos verdadeiros shows de música e dança, proporcionando-lhes um caráter de entretenimento. Isso atraiu muitos jovens.”

Segundo pesquisa da Fundação Getulio Vargas, cerca de 30% dos fiéis das igrejas evangélicas estão nas classes C e D, em que a teologia da ascensão material encontra terreno propício. “A igreja nos ensina a ter o melhor. Aqui a gente aprende que ter prosperidade é dom de Deus. Se somos pessoas boas, nossa fé vai nos dar condições de, por exemplo, viajar, fazer cruzeiros e ficar em hotéis cinco-estrelas”, diz Daniela Soares, 32 anos, fiel da Universal há dezoito.

Nota: À primeira vista, essa nova juventude evangélica é tudo de bom. De fato, deve-se reconhecer, há aspectos muito positivos nisso tudo, como o abandono do álcool e das drogas, o compromisso de envolvimento sexual apenas depois do casamento, etc. Por outro lado, essa religiosidade revela o pano de fundo pós-moderno, em que o foco está nas sensações, no prazer e na prosperidade material. Aqui a luz vermelha deveria estar acesa. Nos quesitos vestuário, música e diversão, os jovens evangélicos quase não se distinguem dos demais e atraem mais pela “festa” do que pelo evangelho que deveriam pregar.

Para o blogueiro Marcello Flores, responsável pelo Diário da Profecia, “esse fenômeno que hoje vemos no ambiente evangélico/pentecostal aos poucos está se alastrando para o nosso meio [adventista], e pessoas sinceras têm advogado a falsa premissa de que qualquer concessão vale para manter nossos filhos na Igreja. Nesse contexto, é impossível não se lembrar de Ellen White, que escreveu: ‘A conformidade aos costumes mundanos converte a igreja ao mundo; jamais converte o mundo a Cristo’ (O Grande Conflito, p. 512)”.

Marcello cita também o pastor Jorge Mário de Oliveira, em seu discurso aos formandos de Teologia de 2005: “Adequação de métodos, não contextualização de mensagem. O mundo evangélico está infestado dessa praga que já assola o arraial adventista. Temos bebido em cisternas rotas e vazias, e de lá trazido águas sujas e a maldição da contextualização da verdade com adequação aos gostos e preferências do homem pós-moderno. É uma maldição na história do povo Deus.”

“Estou convencido de que é por esse motivo que somos aconselhados a deixar as grandes cidades desde já. É a salvação de nossos filhos que está em jogo, como a Sra. White tão bem adverte, quando fala sobre Ló no contexto de Sodoma”, conclui Marcello.

Fonte - Michelson Borges

Aumenta o interesse mundial pelo uso de RFIDs

Etiquetas de identificação por rádio-freqüência, alternativa mais rica ao código de barras, ganham novo impulso.
Por Sergio Kulpas

Segundo um novo estudo da Computing Technology Industry Association (CompTIA), o interesse por etiquetas de identificação por rádio-freqüência (RFID) está aumentando em escala global. A pesquisa da CompTIA aponta que 46% dos clientes das empresas de TI implementaram sistemas de RFIDs este ano, um crescimento de 34% em relação a 2007. Os clientes dessas empresas estão em vários setores, como varejo, serviços, administração pública, atendimento de saúde, finanças, comunicações e manufaturas.

O uso mais comum dos RFIDs é para monitorar o trânsito de mercadorias, com 32% das respostas. Em seguida surgem identificação de pessoal (28%); cadeia de suprimentos (25%); marketing de varejo (15%); e produção em “closed loop” (9%).
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Fonte - Webinsider

Mudança climática impõe novas condições à política

Santiago, 8 de setembro (Terramérica) - A mudança climática, antes apenas uma evidência científica, hoje é um urgente imperativo político. Assumi-la constitui um tremendo desafio para a sociedade mundial e o desafio mais estrutural para a economia mundial. Na América Latina não é um desafio menor, pois se prevê um aumento severo da temperatura: entre 0,6 e 1,2 grau até 2020, e entre 1,8 e 4,5 graus adicionais até 2080, mais uma redução das chuvas, particularmente no Cone Sul americano. Estas mudanças afetarão gravemente os ambientes continentais e a disponibilidade de água para consumo humano, geração elétrica e produção agrícola. Haverá maior exposição à deterioração florestal e de ecossistemas de montanha e mais desertificação.
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Fonte - Envolverde

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Governo dos EUA abre ajuda bilionária para salvar gigantes do setor imobiliário

O Tesouro dos EUA anunciou neste domingo uma intervenção federal nas empresas Freddie Mac e a Fannie Mae, duas das maiores empresas de financiamento imobiliário desse país, e que foram profundamente afetadas pela recente crise dos créditos "subprime". Segundo a agência France Presse, o governo dos EUA se declarou disposto a injetar US$ 100 bilhões em cada uma para salvar da falência as duas gigantes americanas do segmento de hipotecas.

O setor imobiliário americano enfrenta uma severa crise provocada por uma inadimplência elevada em operações de hipoteca de alto risco, que se espalhou pelo restante do setor financeiro e está na origem da recessão que ameaça a maior economia do planeta.
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"Fannie Mae e Freddie Mac são tão grandes e tão importantes em nosso sistema financeiro que a falência de qualquer uma delas provocaria uma enorme turbulência no sistema financeiro de nosso país e no restante do globo", justificou Paulson.
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Atualmente as duas empresas possuem quase a metade dos US$ 12 trilhões em empréstimos para a habitação nos EUA.

Segundo o Tesouro americano, Fannie Mae e a Freddie Mac emitiram US$ 5 trilhões em títulos apoiados por dívida e hipoteca, e mais de US$ 3 trilhões destes fundos estão nas mãos de instituições financeiras dos EUA, enquanto o restante é de instituições estrangeiras.

Paulson já admitiu em várias ocasiões que considera fundamental resgatar as operações das duas companhias. "A estabilidade da Fannie [Mae] e da Freddie [Mac] é crítica para a estabilidade do mercado financeiro. A atividade contínua é central para a velocidade com a qual vamos emergir dessa correção no mercado imobiliário e remover a incerteza subjacente nos mercados financeiros e nas instituições financeiras", havia declarado o secretário do Tesouro, no final de julho.

"Agora, mais do que nunca, precisamos da Fannie e da Freddie financiando hipotecas", disse ele, à época.

Fonte - Folha

Nota DDP:
Muito se tem falado sobre a crise financeira americana e sua relevância para o eventual desencadeamento dos últimos dias desta terra. Esté aí mais uma nuance de como o quadro é realmente agudo. Sugiro a leitura de um artigo muito bom que nos foi enviado, neste contexto, mais uma vez, sendo que o mesmo encontra-se armazenado em formado pdf e pode ser baixado através do link "A crise financeira mundial".

Unicef revela que 3 milhões de crianças passam fome na África

NOVA YORK - Três milhões de crianças correm risco de vida no leste da África, ou estão ameaçados por graves doenças devido à seca, aos conflitos e ao aumento dos preços dos alimentos, segundo informou hoje um comunicado do Unicef.

A organização declarou que 'as pessoas que sofrem de fome na região são 14 milhões, mas o número de crianças cresce de forma alarmante'. A estimativa foi confirmada nas últimas semanas também por outras agências da ONU e por diversas ONGs.

Os motivos da desnutrição na região são a seca e as 'violências' na Somália e em 'algumas regiões da Etiópia oriental', assim como no aumento dos preços dos alimentos, que nas regiões mais afetadas chegou a 200%.

Uma possível solução apontada pelo Unicef, por meio de seu diretor central para a África Oriental, Per Engebak, são as "políticas nacionais de energia e os financiamentos internacionais, que devem ser feitos rapidamente".

Fonte - JBOnline

Histórias de uma terra devastada pelo HIV


Depois de uma “seca de estrada” de quase seis meses, passei a última semana em Moçambique, fazendo matérias e trocando o frio e a secura de Johannesburgo pela latinidade de Maputo. Moçambique, com sua atmosfera despreocupada e despretensiosa, é a Bahia com sotaque português. Mas lá, ao contrário do Brasil, a independência recente ainda é óbvia: nos prédios, na forma de pensar – tanto de moçambicanos quanto de portugueses –, e nas conversas, que são invariavelmente salpicadas pela expressão “nos tempos coloniais”.

Ao andar por Maputo, você vai vendo pedacinhos da história: a arquitetura, a língua, os cardápios revelam os laços com Portugal; os nomes das ruas – Av. Vladimir Lenine, Av. Ho Chi Min, Av. Mao Tsé Tung – denunciam o passado socialista.

Moçambique é hoje um dos países mais pobres do mundo e um dos últimos no Índice de Desenvolvimento Humano das Nações Unidas – o 171º colocado de 177 países avaliados. Como se não bastasse, é lá que está uma das soroprevalências mais altas da África austral. Média nacional é de 16%, com picos de 25% em determinadas regiões. Com esses números, não é de se espantar que ONGs de todos os tamanhos e nacionalidades tenham invadido o país, com iniciativas variadas, principalmente de distribuição de anti-retrovirais. O que parece ótimo a princípio, mas que nem sempre funciona: de que adianta distribuir ARVs se as pessoas não têm dinheiro para ir até o posto de saúde buscá-los?

Setenta por cento da população de Moçambique é rural e a maioria tem que andar quilômetros incontáveis até achar uma clínica. De que adianta dar remédios se as pessoas não têm o que comer, o que é pré-requisito para o sucesso do tratamento? O tiro acaba saindo pela culatra: como os remédios são superfortes e dão uma fome monstra, sem comida muita gente interrompe o tratamento e acaba desenvolvendo resistência aos medicamentos. Entrevistei uma moça HIV+ cuja filha de 7 anos, também soropositiva, vive desmaiando na escola, porque os medicamentos são uma bomba e sem comida, ela não agüenta os efeitos.

Visitei um hospital-dia na região da Machava, na periferia de Maputo, mantido pela Comunidade Santo Egídio, uma organização religiosa italiana. Lá fora, numa sala de espera improvisada ao ar livre, tinha uma menina magrinha, magrinha, que parecia ter seus 13 anos. Pensei: essa menina começou a vida sexual cedo, para já ter o vírus tão novinha. A médica depois me disse que a moça na verdade tinha 23 anos. Estava tão fraca que parecia uma criança. Depois dela, um rapaz de seus vinte e poucos anos chegou para ser atendido, amparado pela mãe: 1,80 m e no máximo 40 quilos. Me senti presenciando o início da epidemia, com aquelas pessoas reduzidas a pele e osso. Aí você se pergunta: como é que em 2008, no 25º ano da epidemia, com todo o conhecimento e tantos anti-retrovirais disponíveis, alguém deixa a doença chegar nesse estágio?

Infelizmente, ainda não consegui achar uma resposta. Por exemplo, muita gente tem medo de fazer o teste de HIV. Mas pense: se você suspeita que tem o HIV, ou teve um comportamento promíscuo ou de risco, ou sabe que seu marido tem namoradas por aí com quem transa sem camisinha, não ia querer saber se está infectado? Afinal, quanto antes detectar e tratar a infecção, melhor, não? Não. As pessoas ainda têm pavor de se testar, por causa do estigma, porque acham que o diagnóstico positivo é sentença de morte.

O taxista que estava me choferando tinha um exemplo desses em casa: a filha de 26 anos, que morava na África do Sul, voltou dia desses para Maputo meio doente. Tinha manchas pelo corpo, uma tosse que não passava. Foi tratada por um curandeiro, melhorou. Voltou para Joburg. Dois anos depois ela voltou para Maputo, com menos de 30 quilos e completamente debilitada. Segundo seu Ezequiel, a família levou a menina para o hospital não para ela se tratar, mas para morrer com assistência médica. E nesse tempo todo, a moça não tinha se testado!

Todo mundo na África tem um conhecido, um vizinho, um parente que morreu de Aids. Todo mundo sabe o que significam os sintomas, mas ainda assim ela se recusou a se testar. O final dessa história é feliz, porque ela começou a tomar ARVs, se recuperou e hoje está "tão gordinha que você nem pensaria que ela tem HIV", como conta seu Ezequiel. Mas nem todo mundo que adia o teste tem essa sorte.

Os curandeiros também embolam o meio de campo na crise do HIV. Muitos moçambicanos nunca viram um médico na vida e só vão nos médicos tradicionais. Aí o curandeiro dá ervas, batata africana, aloe vera; as infecções oportunistas – diarréia, bolhas, herpes zoster, tuberculose – melhoram e a pessoa acha que está bem. Só que o fato de a diarréia ter parado não quer dizer que a carga viral esteja mais baixa ou que a contagem de CD4 (células de defesa) esteja mais alta. Quando o paciente chega no hospital, a Aids já está tão avançada que os anti-retrovirais não funcionam mais.

Em Moçambique existe uma iniciativa da Cruz Vermelha para promover um intercâmbio entre curandeiros e médicos, para que os curandeiros reconheçam os sintomas do HIV e encaminhem o paciente para os médicos. O problema é que, embora existam curandeiros que entendem os limites da medicina tradicional, outros (1) acreditam que os medicamentos tradicionais podem realmente curar a Aids; (2) tentam se aproveitar da situação e arrancam dinheiro do paciente, tratando uma doença que eles sabem que precisa de cuidados especiais; ou (3) pensam que a Aids é resultado de feitiço, por n razões: porque você não fez a missa para o seu avô, porque seu vizinho tem inveja de você, porque você não fez o ritual de purificação depois que seu marido morreu... Aí o doente vai atrás de fazer essas coisas e não faz nada em relação à doença.

Nesse contexto, como é que vai convencer os curandeiros de que eles têm que mandar pacientes com sintomas de Aids para o hospital? E como fazer com que as pessoas troquem a medicina tradicional pela convencional, sendo que o acesso a curandeiros é muito mais fácil e barato (uma consulta custa 100 meticais, menos de R$ 10)?

Seria de se esperar que num país em que quase 1 em cada 5 pessoas é soropositiva a Aids fosse vista com alguma normalidade. Não é. A discriminação ainda corre solta, muita gente é expulsa de casa e rejeitada pelos familiares depois do diagnóstico positivo. Entrevistei uma moça de 30 anos cujo marido morreu de alguma doença relacionada à Aids. Ela não acreditou quando seu resultado veio positivo, porque para ela a Aids era "doença de prostitutas" e ela nunca tinha tido ninguém além do marido. Foi abandonada pela família, não tem emprego, a sogra vendeu o terreninho que ela tinha e falou para o novo proprietário: “Deixe a Amélia ficar morando aqui nesse cantinho. Ela vai morrer logo e aí vai ser tudo seu”. O “problema” é que ela não morre. Toma ARVs e está saudável, apesar de não ter comida nem para ela nem para os dois filhos. Vive de favores de vizinhos.

Como ela não morre, o chefe do bairro resolveu fazer algo para que a vizinhança não ficasse com má fama: fechou a entrada da casa dela, escondendo a soropositiva e seu barraquinho. Levantaram um muro onde era entrada e agora ela tem que dar a volta pelo quintal do vizinho. E ninguém consegue fazer nada para ajudá-la.

Visitei também uma maternidade pra gestantes soropositivas, na região da Matola, periferia de Maputo. Imagine umas 30 mulheres, acompanhadas dos respectivos bebês ou com barrigões de 7, 8 meses, numa sala de espera pequena, sentadas nas cadeiras e no chão. Agora imagina que TODAS essas mães estão infectadas. Assustador, né? Pior: essas mulheres continuam ficando grávidas, mesmo estando com o vírus. Planejamento familiar é algo muito difícil na África, porque a fertilidade é vista não só como uma bênção dos deuses, mas também como sinal de virilidade. Então quanto mais filhos o cara tem, mais macho é. E a coitada da mulher continua transando sem camisinha, ficando grávida e correndo o risco de ser reinfectada.

E vai explicar que não é assim que deveria funcionar? Ela fica grávida de novo, os médicos fazem a prevenção da transmissão vertical com nevirapina e o bebê nasce negativo. Ufa! Mãe e bebê vão pra casa e seis meses depois você fica sabendo que a criança morreu de diarréia. Ou de malária. E todos os recursos – financeiros e humanos – usados pra evitar que a criança nascesse positiva vão por água abaixo por falta de noções básicas de higiene ou de rede mosquiteira. E é mais uma criancinha que entra nas estatísticas de mortalidade infantil.

Mas tem coisas bonitas acontecendo também. A Comunidade Santo Egídio, aquela ONG italiana, por exemplo, distribui cestas básicas e filtros de água para os pacientes mais necessitados. É animador pensar que, com uma simples cesta básica, muita gente passa pelo chamado "efeito Lázaro": do leito de morte para uma vida saudável e produtiva. Outras iniciativas cuidam dos órfãos da Aids, se certificando de que essas crianças têm comida, de que estão indo pra escola ao invés de estarem nas ruas de Maputo pedindo esmolas ou se prostituindo para conseguir dinheiro, já que muitas têm que sustentar 3, 4 irmãos mais novos. Tem ativistas que vão às periferias carregando malas de 15 quilos com monitor, DVD e o caramba para educar as comunidades mais afastadas sobre o HIV. Então sim, tem coisas boas sendo feitas. O problema é que diante da necessidade, tudo isso ainda é muito pouco.

E eu, cada vez que volto dessas viagens, me dou conta do privilégio que é ver tudo isso de perto, mesmo que depois demore para processar e absorver. E aqui na África, mais do que em qualquer outro lugar, é tocante ver a generosidade das pessoas que abrem suas histórias para uma completa desconhecida. Escrever sobre Aids já é doído. Agora imagina falar sobre Aids na primeira pessoa. E no entanto, é incrível como elas estão sempre dispostas a compartilhar a experiência, mesmo que isso signifique reviver o dia do diagnóstico, relembrar a rejeição de família e amigos. De onde vem essa força e coragem, não sei. Mas sei que, ao dividirem suas histórias comigo, todas essas pessoas me tornam, sem saber, uma pessoa melhor.*

* Por Lilian Liang

Fonte - Estadão

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Degelo no Canadá indica mudanças graves


No Canadá, onde este Verão um bloco de gelo do tamanho de Manhattan, se desprendeu do ártico canadiano. A plataforma desprendeu-se da ilha de Ellesmere e está agora à deriva no Oceano Ártico.

Desde Julho a ilha já perdeu mais de 130 quilómetros quadrados de área, um número dez vezes superior ao que foi previsto pelos cientistas. Este degelo no Canadá alerta para as mudanças climáticas, incrivelmente rápidas.

As plataformas que existem há mais de quatro mil anos começam agora a desintegrar-se a uma velocidade preocupante. O fenómeno está a comprometer o habitat de espécies únicas da região. Os cientistas culpam o aquecimento global pela desintegração no Ártico canadiano. Este no foram registados 19 graus de temperatura máxima muito acima da média de 7,8 graus.

Fonte - TVI

O degelo incrivelmente rápido das plataformas de gelo no Ártico canadense serve como alerta para as "mudanças muito substanciais" provocadas pelo aquecimento global, disse um renomado especialista na quarta-feira.
Pesquisadores anunciaram na noite de terça-feira que cinco banquisas ao longo da ilha Ellesmere, no extremo norte canadense, perderam 23 por cento da sua área só neste verão. Essas plataformas de gelo existem há mais de 4 mil anos.

A banquisa maior está se desintegrando, e uma das menores, com 55 km², se rompeu inteiramente em agosto.

"Os modelos climáticos indicam que as maiores mudanças, as mudanças mais severas, vão acontecer primeiro nas latitudes boreais mais elevadas", disse Warwick Vincent, diretor do Centro de Estudos Boreais da Universidade Laval, no Québec.

"Este será o ponto de partida para mudanças mais substanciais em todo o resto do planeta. Nossos indicadores estão nos mostrando exatamente o que os modelos climáticos previam", disse ele à Reuters.

A expectativa é de que o aquecimento global provoque mais furacões, ciclones e inundações no planeta.

Vincent, que há dez anos visita anualmente as banquisas da ilha Ellesmere, disse que o impacto do aquecimento em 2008 é "estarrecedor".

A equipe dele estimava que as banquisas perderiam 20 km² neste verão. Perderam 215. "Dá para ver mar aberto até o horizonte numa área que é tipicamente coberta de gelo ao longo de toda a estação", disse ele.

A banquisa Markham se separou de Ellesmere no começo de agosto. Dois pedaços enormes, totalizando mais de 121 km², se soltaram da vizinha banquisa Serson, reduzindo seu tamanho em 60%.

A banquisa Ward Hunt, que com 400 km² é a maior que resta, está se desintegrando. "Claramente a viabilidade de longo prazo daquela banquisa agora na verdade é de curto prazo", disse Vincent.

A temperatura máxima registrada neste ano pela equipe foi de 19,7C, bem acima da média história de 7,8C.

Vincent diz não ter dúvidas da responsabilidade humana sobre o aquecimento. "Acho que estamos num ponto em que não é impossível de parar, mas pode ser desacelerado. E se você pensar na magnitude dos efeitos sobre a nossa sociedade, então realmente precisamos nos dar mais tempo para nos preparar para algumas mudanças muito substanciais que vêem pela frente."

Fonte - Terra

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Encontro ecumênico discute mídia e igreja

Genebra, 04 set (RV) - Diretores de veículos de comunicação e assessores de imprensa participam de uma conferência sobre ecumenismo e mídia, promovido pela Conferência das Igrejas Européias -KEK, que ocorre de amanhã até domingo na cidade suíça de Genebra. O encontro debaterá, entre outros temas, o interesse da mídia pelo trabalho eclesial e a visibilidade das instituições, no contexto da imprensa européia. Além de representantes dos veículos católicos, participarão da reunião anglicanos, ortodoxos e protestantes.

Conforme o porta-voz do evento, Luca Negro, o objetivo é refletir sobre como as igrejas poderão ser mais incisivas na comunicação, especialmente em nível europeu. Negro ressalta que a intenção é despertar uma maior atenção da mídia sobre as ações eclesiais, bem como reforçar o ecumenismo. Segundo o porta-voz, a convivência entre as confissões cristãs parece estar em crise, mas é, na verdade, uma realidade cotidiana bastante viva e rica.

Fonte - Radio Vaticano

Ciclones tropicais estão se fortalecendo

Londres, 3 set (EFE) - Os mais fortes ciclones tropicais estão ganhando intensidade, principalmente na metade norte dos oceanos Atlântico e Índico, segundo uma pesquisa publicada hoje pela revista científica britânica "Nature".

A elevação da temperatura na superfície dos oceanos faz com que aumentem as velocidades máximas do vento dos ciclones mais fortes.

Uma equipe de pesquisadores da Florida State University (Estados Unidos) liderada por James Elsner analisou os dados de ciclones gerados por satélites nos últimos 25 anos.

A partir deles, descobriram que o recente aumento da temperatura das superfícies do Atlântico Norte tropical está fortalecendo os ciclones na região.

Os autores do estudo afirmam que o aumento da temperatura da superfície do oceano em um grau Celsius faz com que cresça em 31% a freqüência global dos ciclones mais violentos: de 13 a 17 fenômenos desse tipo ao ano.

Além disso, explicam que, quanto mais forte for o ciclone, mais evidente é a mudança na velocidade de seus ventos.

Com exceção do Oceano Pacífico Sul, todas as bacias oceânicas mostram isso, embora não no mesmo grau: os maiores aumentos se dão no Atlântico Norte e no norte do Índico.

Os pesquisadores explicam que no resto dos trópicos as tendências na intensidade dos ciclones são menos evidentes.

Neste sentido, reconhecem que calcular as tendências em outras zonas dos trópicos foi difícil devido à falta de dados.

Os cientistas concluem que estes resultados vão ao encontro da teoria do motor térmico da intensidade dos ciclones: à medida que os mares se aquecem, o oceano tem maior energia que pode ser liberada sob a forma de ventos ciclônicos.

No entanto, advertem de que ainda há uma grande falta de dados disponíveis e que o estudo não inclui outros fatores importantes, como a origem e a duração do ciclone, a proximidade com a terra, as condições do fenômeno El Niño e a atividade solar.

Fonte - Yahoo

Plataformas de gelo no Canadá perderam 23% da área

Área de 214km² corresponde a três vezes o tamanho da ilha de Manhattan.

As plataformas de gelo localizadas na costa norte da ilha Ellesmere, no Ártico canadense, perderam 23% de sua área apenas neste ano, segundo informações da Universidade de Trent, no Canadá.

Os desprendimentos de blocos de gelo que ocorreram neste ano totalizaram uma perda de 214 km² da área das plataformas - mais do que o triplo da área da ilha de Manhattan.

A plataforma de Ward Hunt, a maior do Canadá, perdeu 40% de sua área, enquanto a geleira Markham, de 50km², se desprendeu completamente da ilha e está à deriva no Oceano Ártico. Dois blocos de gelo também se desprenderam da plataforma Serson, reduzindo sua área em 60% (122km²).

Para o pesquisador Derek Mueller, essas perdas ressaltam a rapidez das mudanças que estão ocorrendo no Ártico e alerta para o impacto do clima na região.

"Essas mudanças são irreversíveis nas condições climáticas atuais e indicam que as condições ambientais que mantiveram essas geleiras em equilíbrio durante anos já não estão mais presentes", disse Mueller.
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Fonte - MSN Notícias

O crescimento das montanhas de lixo


O mundo produziu mais de 2,1 bilhões de toneladas de lixo no ano passado. Os países ricos são os mais desregrados, com cada pessoa respondendo por 1,4 kg de lixo sólido todos os dias.

Mas esta situação vem se estabilizando nos últimos anos, à medida em que os países ricos tentam gerar menos lixo e reciclar mais.

Em 2004, a China ultrapassou os EUA como o país onde mais se produz lixo em todo o mundo. A previsão é que em 2030 os chineses serão responsáveis por cerca de 500 milhões de toneladas de lixo por ano.

Fonte - Opinião e Notícia

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Gráficos Proféticos

Seguem dois gráficos proféticos extremamente interessantes para se obter uma visão periférica do cumprimento dos fatos previstos nas Escrituras Sagradas, notadamente nos Livros de Daniel e Apocalipse. Os arquivos podem ser baixados para melhor visualização clicando-se nas figuras respectivas, o que conduzirá os interessados a um site de armazenamento, onde os mesmos se encontram em formato pdf.


A sucessão dos reinos


O Grande Conflito

Crise alimentar põe em risco de pobreza 1 bilhão

O Banco Mundial (Bird) indicou que a crise alimentar global porá um bilhão de pessoas na pobreza a menos que haja uma intervenção anual de 696 bilhões de nairas (cerca de US$ 60 bilhões).

Segundo a Agência de Notícias da Nigéria, a diretora administrativa do Banco Mundial, Okonjo-Iweala, pediu na segunda-feira em Accra, Gana, contribuições da comunidade internacional para o Programa Mundial de Alimentos, cuja necessidade financeira quase duplicou este ano.

"Não podemos permitir que diminua a atenção do mundo. As pessoas continuam sendo prejudicadas pelos elevados preços", disse Okonjo-Iweala na véspera do Fórum de Alto Nível sobre Efetividade de Ajuda do Banco Mundial.

Okonjo-Iweala, que foi a primeira mulher ministra das Finanças da Nigéria, disse que existe uma necessidade imediata em eliminar todas as restrições à ajuda alimentar para os pobres.

"Terminar as restrições ajudará a levar ajuda a milhões de pessaos que sofrem com os elevados preços dos alimentos e será um sinal correto o compromisso da comunidade internacional para tornar a ajuda mais efetiva", disse.

"Não há tempo a perder. As condições onerosas sobre a ajuda alimentar devem ser eliminadas para garantir que os alimentos cheguem rapidamente aos mais necessitados", declarou.
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Fonte - Terra

Tempestade Hanna deixa ao menos 14 mortos no Haiti

Um dia depois de causar chuvas e inundações no Haiti --e deixar ao menos 14 mortos no país--, a tempestade tropical Hanna perdeu força e segue para as Bahamas nesta quarta-feira em uma das piores temporadas de furacões do Atlântico nos últimos anos.

Hanna chegou à região só alguns dias após a passagem do furacão Gustav, que deixou um rastro de destruição pelo Caribe e pela costa americana. No total, o Gustav matou 103 pessoas.

A décima tempestade tropical da temporada, Josephine, já começou a se formar próxima das ilhas de Cabo Verde, no Caribe. Nesta terça-feira o Centro Nacional de Furacões americano (NHC, em inglês) informou que o fenômeno pode se transformar em furacão.

Enquanto isso, a tempestade tropical Ike, que está entre a África e as Pequenas Antilhas, se fortaleceu ligeiramente e apresenta ventos máximos sustentados de 95 km/h. O olho de Ike está a 1.785 quilômetros das ilhas de Sotavento.
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Fonte - Folha

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Betancourt conta ao papa sobre 'milagre' ocorrido nas selvas

ROMA (Reuters) - Ingrid Betancourt, a franco-colombiana feita refém por guerrilheiros libertada recentemente, abraçou o papa Bento 16 na segunda-feira e narrou-lhe como havia ficado emocionada ao ouvir o apelo do pontífice pela libertação dela, em uma transmissão de rádio feita durante os sete anos que ficou presa em acampamentos na mata.

Betancourt, resgatada pelos militares colombianos em julho das mãos das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), ficou com os olhos rasos d'água ao descrever seu encontro a portas fechadas com Bento 16.

"A audiência com o papa foi um sonho para mim, encontrar um ser de luz, de humanidade e de alto grau de compreensão humana", disse em uma entrevista coletiva a ex-refém, ao descrever a conversa tida com o líder da Igreja Católica.

"Eu não segui o protocolo porque, assim que entrei ali, eu abracei o papa. E talvez o correto fosse não abraçar o papa", afirmou Betancourt a respeito de seu encontro, na residência de verão do pontífice, localizada ao sul de Roma.

A ex-refém, 46, capturada por guerrilheiros quando fazia campanha para a Presidência colombiana, disse que Bento 16 havia se transformado em uma fonte de esperança quando, depois de um dia típico de marcha forçada pela floresta, ela o ouviu no rádio.
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A ex-candidata contou ao papa como havia orado pedindo um milagre, pedindo a Deus não que a libertasse, mas que lhe enviasse um sinal sobre quando ela seria libertada, algo que sentia ser essencial para salvá-la do desespero completo.

Pouco depois disso, um dos responsáveis pelo cativeiro afirmou que alguns reféns poderiam ser libertados para um grupo visitante de uma "comissão internacional". Betancourt foi um dos reféns libertados em uma operação realizada, de fato, pelas forças de segurança colombianas.
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Fonte - O Globo

Nota DDP:
Um "ser de luz", que virou uma "fonte de esperança", utilizado como "um sinal milagroso", que se tornou em uma rápida libertação...

União Européia e Rússia em uma encruzilhada

Reunidos em Bruxelas para uma cúpula de emergência, os 27 chefes de governo da UE exigiram que nenhum país do bloco se alinhe com a Rússia no reconhecimento da independência da Abecásia e da Ossétia do Sul.

O líderes europeus garantiram apoio à Geórgia, lançaram esforços de mediação com o Kremlin e congelaram as negociações sobre um novo pacto estratégico com a Rússia até que as condições do cessar-fogo no Cáucaso, acordado há três semanas, sejam observadas pelo governo russo.

A cúpula de emergência foi convocada pelo presidente francês Nicolas Sarkozy, que atualmente exerce também a presidência rotativa da União Européia. Sarkozy disse que, com a crise no Cáucaso, estão em jogo as relação do Ocidente com Moscou.

Fonte - Opinião e Notícia

Nota DDP:
Reitero os comentários do post "McCain e Obama elogiam envio de ajuda à Geórgia":

"Os últimos acontecimentos mundiais nos alertam que as profecias do tempo do fim estão se cumprindo muito rapidamente. Certa profecia tem me despertado interesse, Daniel 11:40-45 'são os únicos em toda a profecia Bíblica sem uma explicação oficial', pelo motivo de não terem se cumprido ainda. O site Criacionistas, traz um estudo detalhado em uma linguagem muito interessante sobre o livro de Daniel e estas últimas profecias. Mas voltando..., em relação a Daniel 11: 40-45 o autor supõe 'que tratam das últimas intervenções americanas no Oriente Médio antes da segunda vinda'. Sendo que 'o verso 40 começou a ser cumprido parcialmente em 1991 com a Guerra do Golfo e em 2003 com a invasão do Iraque'. Já os versos 41-45, ele afirma que 'ainda não existe a situação política descrita que possa cumprir' ou talvez não houvesse na data em que ele escreveu. Pois esta guerra entre Georgia e Russia aponta para o surgimento das primeiras controvérsias entre essas nações. Vejamos o relato: 'Por fim, chegamos ao auge do drama na Terra. O Rei do Norte (EUA) perde a aprovação divina e as nações do oriente (China, India, Japão) e do norte (Rússia) o ameaçam. Então seus exércitos estacionam entre Jerusalem (monte santo = templo ) e o mar mediterrâneo'. Vemos claramente na reportagem acima que os EUA tem apoiado a Georgia e feito recomendação aos países da UE que revisem os acordos com a Rússia, também fez um apelo para expulsar a Russia do G8. Outro fato ainda é o fracasso da rodada de Doha no fim de julho em Genebra, principalmente devido a um desentendimento entre Estados Unidos e Índia. Fica cada vez mais claro o desentendimento entre EUA e as nações do Oriente. Pergunto: o que vem depois desta guerra? em que parte nos encontramos da história profética? Daniel 11:45 diz que esta nação (Rei do Norte -EUA): '...chegará ao seu fim, e não haverá quem o socorra' porque 'NAQUELE tempo se levantará Miguel, o grande príncipe, que se levanta a favor dos filhos do teu povo, e haverá um tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo; mas naquele tempo livrar-se-á o teu povo, todo aquele que for achado escrito no livro'. (Daniel 12:1)"

"O cerco à Rússia e a desestabilização da China são os grandes objectivos estratégicos do imperialismo na hora presente. É neste contexto que se deve situar a agressão militar no Cáucaso e a ânsia de uma guerra contra o Irão. A doutrina oficial geoestratégica dos Estados Unidos e da própria Alemanha dá prioridade a tudo o que possa impedir a constituição de «estados influentes no Leste»....O imperialismo está a atear o fogo. Nunca como hoje a luta pela paz e contra o militarismo foi tão necessária à sobrevivência da humanidade."

EUA devem atacar Irã nas próximas semanas

O serviço de inteligência alemão chamou a atenção para um iminente ataque dos EUA às repúblicas islâmicas, segundo o jornal local De Telegraaf.

A reportagem afirma que a operação do setor de espionagem alemão foi muito bem sucedida nesta empreitada e, paralisou suas atividades por força da possibilidade de os locais onde estava infiltrada fazerem parte do plano de ataque americano.

O Jerusalem Post não conseguiu confirmar a informação.

Fonte - Jerusalem Post

ONU alerta que Etiópia tem a pior crise alimentícia do mundo

Adis-Abeba, 1 set (EFE).- A crise alimentícia mais acentuada do mundo acontece atualmente na Etiópia, disse hoje em Adis-Abeba o sub-secretário-geral da ONU para assuntos humanitários, John Holmes.

"Diante da urgência gerada pela falta de alimentos e do risco de que crianças morram de fome, não acho que haja outra crise como esta", disse Holmes.

O funcionário das Nações Unidas visita à Etiópia para observar os esforços do Governo etíope, das agências da ONU e das organizações internacionais de assistência humanitária em atender às necessidades de mais de dez milhões de pessoas que sofrem com a escassez de alimentos no país africano.
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Fonte - Últimmo Segundo

IPCC diz que geleiras estão derretendo com velocidade recorde

Genebra, 1 set (EFE).- As geleiras estão derretendo com velocidade recorde desde o início deste século, segundo um relatório apresentado hoje durante a 29ª Sessão do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC, em inglês).

Segundo o documento, o ritmo atual de derretimento das geleiras dobrou, e em 2006, o último ano com dados disponíveis, foram registradas perdas de gelo sem precedentes.

"Se esta tendência continuar e os Governos não entrarem em acordo sobre as novas reduções de gás de efeito estufa em Copenhague em 2009, é possível que as geleiras desapareçam de muitas regiões montanhosas durante este século", adverte o relatório.

Apesar de os fenômenos extraordinários do degelo já estarem acontecendo nas duas últimas décadas do século passado, o ritmo tem se acelerado nos oito primeiros anos do atual.
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Os especialistas destacam que, além das conseqüências globais da perda das geleiras, o fornecimento de água de milhões de pessoas está ameaçado.

"É urgente, precisamos desenvolver e utilizar tecnologias modernas e estender a rede de vigilância para as regiões onde ainda não há sistemas de controle eficazes", afirmou o diretor do Serviço Mundial de Controle das Geleiras (WGMS, em inglês), Wilfrid Haeberli.
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Fonte - Yahoo
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